13.910 – Ortopedia – Substituto do gesso


gesso

Um pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu um material que pode substituir o gesso utilizado em imobilizações ortopédicas. Além do custo mais baixo, o protótipo pode ser lavado e reutilizado pela mesma pessoa.
O compósito, materiais cuja estrutura é constituída por uma combinação de dois ou mais produtos não solúveis entre si, foi criado pelo doutorando do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) Gustavo Trindade Valio e é moldado em cerca de 15 minutos.
“O material tem alta rigidez e três vezes mais a resistência mecânica dos usados hoje em dia. Ele também pode ser desfeito e remodelado para a mesma pessoa, pode ter contato com água e sai pela metade do preço”, explicou.
Ainda não há prazo para o material chegar ao mercado. O pesquisador já entrou com o pedido de patente e o próximo passo é aprimorar o compósito para também ser impresso em 3D.
Segundo Valio, as pesquisas tiveram início há três anos, quando foi apresentado aos materiais importados já usados por fisioterapeutas. Mas o grande problema era o preço.
Os compostos se transformam em grânulos e criam uma chapa que é colocada em um recipiente com água em 70 graus. Ela amolece e é moldada diretamente no membro necessitado, ficando rígido. “Esse processo dura cerca de 15 minutos”, disse o pesquisador.
De acordo com Gustavo Trindade, o produto tem antimicrobiano, que diminui o mau cheiro, pode ser colocado na água e, comparado ao gesso tradicional, é extremamente confortável.
Um dos exemplos da sua utilização, segundo o pesquisador, é o da síndrome do Pé Torto Congênito, em que a criança nasce com deformidade nos pés, envolvendo ossos e tendões.
“Nesses casos, a criança precisa recolocar o gesso toda semana, então gera uma quantidade de resíduo em excesso. Esse pode ser retirado da criança, colocada na água e reutilizada na mesma criança, moldando da forma que ela necessita”
A pesquisa ganhou a primeira edição do Desafio UFSCar de Inovação e Empreendedorismo na categoria ‘startup’ e foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Agora, com a ajuda do Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais (CCDM) da UFSCar, Valio está adaptando as fórmulas para que os imobilizadores sejam produzidos de forma mais complexa em impressão 3D.

13.861 – Medicina – Como é o tratamento da Hérnia de disco Lombar


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A hérnia de disco ocorre quando o disco que se encontra entre as vértebras da coluna é pressionado e muda de forma, o que prejudica sua função de amortecer impactos e ainda pode pressionar as raízes nervosas causando dor em outras áreas do corpo. No caso de uma hérnia de disco lombar, a região do corpo afetado é a parte final das costas, sendo os espaços mais afetados, L4 e L5 ou L5 e S1.
A hérnia de disco nem sempre volta ao seu estado normal, principalmente quando se trata de situações mais graves como hérnia de disco protusa ou sequestrada, e neste caso se o tratamento conservador, feito com sessões de fisioterapia durante cerca de 2 meses não for suficiente para alívio da dor, o médico pode indicar a realização de uma cirurgia que consiste em remover o disco defeituoso e ‘colar’ as duas vértebras, por exemplo.
No entanto, o tipo de hérnia mais comum, que é a protusa alcança melhora de todos os sintomas com a fisioterapia e com a manutenção através da realização de exercícios de fortalecimento muscular como Hidroterapia ou Pilates Clínico, por exemplo.
Sintomas de hérnia de disco lombar
A hérnia disco lombar podem ter como sintomas:
Dor nas costas no final da coluna, que pode irradiar para o glúteo ou pernas;
Pode haver dificuldade para movimentar-se;
Pode haver dormência, queimação ou formigamento nas costas, nádegas ou pernas.
A dor pode ser constante ou piorar ao realizar movimentos.
O diagnóstico da hérnia de disco lombar pode ser feito com base nos sintomas apresentados e em exames como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, solicitados pelo médico ortopedista ou neurocirurgião especialista em coluna.
As causas da hérnia de disco lombar podem estar relacionadas com alterações estruturais da coluna ou devido a acidentes, má postura ou levantamento de peso, por exemplo. O mais comum é o surgimento em pessoas entre 37 a 55 anos de idade, principalmente em pessoas que tem a musculatura abdominal muito fraca e está com excesso de peso.

Tratamentos para hérnia de disco lombar
O tratamento para hérnia de disco lombar pode ser feito com o uso de anti-inflamatórios como Ibuprofeno ou Naproxeno, indicados pelo clínico geral ou ortopedista, se não for suficiente, podem ser indicadas as injeções de corticoides a cada 6 meses.

Mas além disso, o tratamento também deve incluir sessões de fisioterapia, e nos casos mais graves, uma cirurgia. O tempo de tratamento varia de pessoa para pessoa, de acordo com os sintomas que ela apresenta e da sua rotina diária. Algumas opções de tratamentos são:

Fisioterapia
A fisioterapia ajuda a aliviar os sintomas causados pela doença e a recuperar os movimentos. Ela pode ser realizada diariamente, ou no mínimo 3 vezes por semana, no caso de dor aguda.
Podem ser utilizados aparelhos para controlar a dor e a inflamação e exercícios para fortalecer os músculos das costas e da região abdominal, indicados pelo fisioterapeuta. Além disso, pode-se recorrer à osteopatia, 1 vez por semana, com um fisioterapeuta especializado ou osteopata.

Dependendo do estado de saúde do paciente pode-se realizar alguns exercícios de Pilates e de reeducação postural global – RPG, sob supervisão, mas os exercícios de musculação são contraindicados, na maior parte dos casos, pelo menos, durante a dor aguda. Os exercícios de musculação geralmente só podem ser realizados quando não há nenhum sintoma, mas sob orientação médica e com supervisão do professor da academia.

​Cirurgia
A cirurgia para hérnia de disco lombar pode ser feita com diversas técnicas como uso de laser ou através da abertura da coluna, para unir duas vértebras, por exemplo. A cirurgia é delicada e é indicada quando as outras formas de tratamento não foram suficientes, sendo sempre a última opção. Até mesmo porque mesmo depois da cirurgia é comum a pessoa precisar fazer fisioterapia.
Os riscos da cirurgia incluem a piora dos sintomas devido as cicatrizes que se formam comprimindo o nervo ciático, e por isso esta não é a primeira opção de tratamento. A recuperação, durante o pós-operatório, da cirurgia é demorada e o indivíduo deverá permanecer de repouso nos primeiros dias, evitando fazer esforços. A fisioterapia para hérnia de disco lombar geralmente começa após 15 a 20 dias da cirurgia e pode durar meses. Saiba mais detalhes da cirurgia para hérnia de disco.

13.221 – Ortopedia – Osso as vezes quebra e não cola direito


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Não são todos os casos de fratura na área da ortopedia que se resolvem com um tratamento simples – alguns são complicados e o osso pode não consolidar na primeira tentativa de tratamento.
Alguns ossos as vezes não têm uma boa cicatrização após uma fratura – isso depende de vários aspectos, que as vezes são inerentes ao osso ou ao tipo de fratura
Ao contrário do que muita gente imagina, o osso é uma estrutura muito viva e com muita circulação sanguínea em algumas áreas, e é por isso que um gesso bem colocado resolve bem boa parte das fraturas que temos que tratar, principalmente em crianças. Algumas necessitam de cirurgias, para correção de desvios, e isso deve ser julgado pelo seu ortopedista, mas boa parte melhoram simplesmente com uma imobilização.
Se uma fratura é muito grave, a ponto de deixar o osso com um grande prejuizo da sua vascularização, o risco de não consolidar ocorre. Alguns ossos onde o risco de consolidação é grande são os navicular e o escafóide, pequenos ossos dos pés e das mãos (respectivamente). E mesmo em casos de cirurgias, quando materiais modernos são usados, se você que é o cirurgião não respeitar a nutrição vascular do osso pode ter problemas sérios mais adiante.
Quando um osso não cicatriza no período esperado dizemos que se trata de um retardo de consolidação, e quando isto demora muito mais tempo dizemos que se trata de uma pseudoartrose. O nome não é muito adequado, já que não fica no local nenhuma articulação falsa com artrose (traduação ao pé da letra da expressão pseudoartrose). O que ocorre nestes casos é ou uma falha na biologia do processo de consolidação ou uma falha no método de tratamento utilizado para fixação (interna, externa ou indireta, como o gesso).
O que devemos lembrar é que para a maioria das fraturas o período de cicatrização varia de 6 a 8 semanas. Algumas podem demorar mais tempo (ao redor de 12 semanas, por exemplo, como em algumas fraturas do escafóide, no punho, e para as fraturas da tíbia). Nas crianças o período geralmente é menor, e quando mais jovem menor o tempo ainda – algumas fraturas de antebraço em crianças chegam a cicatrizar em 2 ou 3 semanas. Se você está há muito tempo imobilizado e ainda sente dores pode ser que esteja ocorrendo uma consolidação inadequada, e o tratamento vai depender das causas desta falha de consolidação.
O recado continua sempre o mesmo: questione o seu médico sempre que estiver em dúvida sobre a evolução da sua lesão. Gostaria de deixar aqui no blog esta chamada para que todos que precisam da gente possam usar e abusar do conhecimento que temos a obrigação de passar para quem nos procura. A relação médico-paciente vem se deteriorando a cada dia que passa, e tanto médicos quanto pacientes devem ser os personagens principais deste novo filme que devemos criar. Um filme que traga de volta o que a nossa profissão tem de mais bonito – a atenção e o carinho pelas pessoas que nos procuram para serem tratadas.

13.220 – A Fratura do cotovelo


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É a ruptura ou lesão de pelo menos um osso que compõe a articulação entre o úmero (braço), cúbito e rádio (cotovelo).
O cotovelo é uma articulação fundamental para levantar pesos, vestir-se, lavar-se, pentear os cabelos e trabalhar.
As possíveis lesões ocorrem no nível dos côndilos do úmero, cabeça do rádio, epicôndilo e podem ser supracondilar ou intercondilar.
As fraturas do olécrano são cerca de 10% das lesões do cotovelo, ocorrem principalmente em adultos, neste caso pode danificar o nervo ulnar.
Geralmente, as fraturas da cabeça do rádio são causadas por uma queda sobre as mãos em extensão, portanto um trauma indireto.
As fraturas supracondilianas causam um deslocamento da epífise distal do úmero também chamado paleta umeral, muitas vezes afetam crianças por trauma direto e são perigosas para os possíveis danos para o nervo radial.
As lesões dos côndilos do úmero são raras.
Os idosos que caem tem mais probabilidades de haver uma fratura do pulso do que uma no cotovelo, portanto esta doença é menos freqüente após os 65 anos.
Geralmente ocorre em apenas um cotovelo, esquerdo ou direito.
Em casos graves pode acontecer a luxação junto com a fratura, por exemplo com a fratura de Monteggia também ocorre a fratura de ulna e a luxação do rádio.

Quais são as causas da fratura do cotovelo?
As causas da fratura do cotovelo são o trauma direto ou indireto com o cotovelo fletido.
Ocorrem durante acidentes de moto e quedas de bicicleta com o cotovelo fletido e em supinação ou em caso de grande impacto, como uma queda do primeiro andar.
Um deslizamento para trás (por exemplo sobre o snowboard) provoca uma fratura da ulna com mais facilidade.

Como são classificadas as fraturas do cotovelo?
As lesões do cotovelo podem ser supracondilares, intercondilares ou radiales, dependendo se estão localizados acima dos côndilos do úmero, no interior ou no rádio.
De acordo com a clínica Mayo as fraturas do olécrano do cotovelo podem ser divididas em:

Tipo I: é simples ou com separação dos fragmentos menores de 2 mm, o prognóstico é bom.
Tipo II: é cominutiva ou não cominutiva, representa o 80/90% das fraturas do cotovelo e o prognóstico é bom.
Tipo III: é desviada e instável, estes podem ser fraturas cominutiva ou não cominutiva, frequentemente associadas com a lesão do rádio. São muito raros, constituem cerca de 5% de todas as fraturas, o tempo de cicatrização é longo e o prognóstico é reservado.

Quais são os sintomas da fratura do cotovelo?
O paciente chega na sala de emergência com forte dor no cotovelo, inchaço na área lesada, e um hematoma claramente visível.
O movimento é quase impossível por causa da dor, portanto a limitação funcional é quase total.
Em caso de fratura exposta, com o cotovelo fletido a 90°, é possível ver uma depressão, como uma cavidade acima do olécrano.
Em caso de lesões muito graves, se também pode danificar o nervo ulnar, o resultado é uma série de sintomas no lado externo do pulso, no dedo anelar e mindinho.

Qual é o exame de diagnóstico mais indicado para a fratura do cotovelo?
O exame mais adequado para as fraturas é o raio-x. Para a articulação do cotovelo é necessário manter o cotovelo flexionado em ângulo reto e a radiografia em projeção lateral.
Com o cotovelo estendido não é possível entender se a fratura é exposta e se os fragmentos se encaixam.

Diagnóstico da fratura de cotovelo
O médico controla a história clínica, a maneira em que a lesão ocorreu, os sinais e sintomas do paciente, se suspeitar de uma lesão óssea requer uma radiografia e realiza exames clínicos.
A observação do paciente pode mostrar algumas deformações que são indicativas de fratura exposta, de fato no caso de fratura do olécrano o tendão do tríceps puxa o fragmento ósseo em direção ao ombro, causando uma deformidade visível do cotovelo.
O exame mais indicado é a extensão do cotovelo, se o paciente não consegue fazê-lo, existem cerca de 50/60% de chance que o paciente tem uma fratura.
Se o paciente é capaz de estender totalmente a articulação, a radiografia pode ser evitada. É necessário manter em observação o paciente na semana seguinte do acidente porque se a dor persistir, pode haver uma pequena lesão.
A ressonância magnética é realizada raramente, este exame tem o mérito também de mostrar uma microfratura, mas este tipo de ruptura cura espontaneamente em cerca de 2 semanas.

Qual é o tratamento para a fratura do cotovelo?
Uma fratura composta é curada com a imobilização em gesso ou uma órtese durante um período de aproximadamente 30 dias, se na próxima radiografia não é iniciada a formação de calo, é necessário continuar a manter imóvel a articulação por mais de um mês.
As crianças podem manter o gesso por apenas 15 dias.
Em caso de fratura exposta do côndilo umeral, o fragmento destacado move para a mão; o cirurgião ortopédico deve decidir se remover a parte ou fixar-la e unir ao rádio com um prego de metal.
Se a lesão é exposta e epitroclear ou a nível do epicôndilo, o fragmento se move, portanto se procede à redução e fixação da fratura com um prego de metal.
Até mesmo a fratura do olécrano é tratada com cirurgia porque o tendão tricipital tende a manter a lesão exposta, impedindo a consolidação. Neste caso é necessário um cerclage com um fio de Kischner para manter os fragmentos na posição correta, em seguida prende-se tudo com uma placa de metal.
Os fios de Kischner não são simples fios de fibra, mas hastes de metal de aço inoxidável que se dobram com o alicate.
A sutura tem a tarefa de desviar as forças que tendem a remover os fragmentos ósseos.
Se a fratura é fragmentada e não consegue resolver com cirurgia, o cirurgião pode realizar um enxerto de osso com o tecido da fíbula.
É fácil de ver os resultados (conseqüências a médio e longo prazo) da lesão, muitas vezes o movimento do cotovelo não recuperar o 100%, além disso também pode ferir o nervo ulnar ou radial.
Se o paciente sente dor, o médico pode prescrever antiinflamatórios, mas é melhor tomar analgésicos, pois a inflamação é uma reação do corpo que serve para promover a reconstrução do cotovelo portanto não deve ser prejudicada.

Complicações da fratura de cotovelo
Rigidez. Em caso de fratura múltipla e desviada, os movimentos de flexão e extensão são limitados.
Artrose. A degeneração da cartilagem e da articulação pode causar dor no cotovelo e inflamação crônica.
Instabilidade crónica. O cotovelo não é estável e pode ocorrer uma luxação.
Pseudoartrose ou não consolidação. Os fragmentos não soldar ou juntar-se em uma posição anormal, esta complicação ocorre especialmente se a fratura não é tratada. Se depois de alguns meses a fratura não é consolidada, é possível realizar as ondas de choque que estimulam a reconstrução.
Infecção, especialmente se a fratura é exposta.
Lesões das artérias e nervos, particularmente o nervo ulnar que pode ser preso por tecido fibroso pós traumático. Os sintomas são dor no cotovelo até os dedos, formigamento, perda de força e sensibilidade do cotovelo ao dedo mindinho e o dedo anelar.

Qual é a reabilitação após uma fratura do cotovelo?
As fraturas do cotovelo devem ser tratadas o mais rápido possível para obter o movimento, a coisa mais difícil será dobrar e estender o braço completamente.
A primeira parte da fisioterapia é a aplicação da terapia magnetica para a formação de calo ósseo. Se pode efetuar em pacientes operados e até mesmo com gesso.
Logo que possível, é necessário começar os exercícios de reabilitação passiva e activa para recuperar melhor e mais rapidamente.
Para acelerar a cicatrização, é necessário trabalhar muito, seja passivamente que ativamente.
Assim que a dor permite, é necessário iniciar o reforço muscular.
O tempo de recuperação depende:

Da gravidade da fratura,
Das complicações,
Da idade do paciente,
Das outras doenças que afligem o paciente.
Em caso de fratura exposta, um jovem pode recuperar em 2/3 meses completamente, enquanto um idoso precisa de 3-4 meses.

Se a fratura é exposta com muitos fragmentos, a recuperação completa ocorre após 6 meses, mas o paciente não conseguirá dobrar e estender a articulação completamente.
O movimento completo não é necessário na vida cotidiana portanto o paciente é capaz de viver como antes e também pode levantar os pesos.

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11.270 – Saúde – Livre-se do Torcicolo


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Pode ser ao acordar, por uma posição infeliz no travesseiro. Pode ser na hora do café, após uma tarde de postura ruim. Pode ser horas depois de uma atividade física – ou na hora, devido a um movimento brusco. Mas uma coisa é certa: o torcicolo sempre aparece quando você menos espera.
O torcicolo é uma contratura muscular, um “mau jeito” na região do pescoço, que acaba entortando a cabeça para o lado contrário ao lesionado. Quando ele vem, o jeito é ter paciência: o recomendado é repouso e imobilização do local, além de compressas quentes, durante 2 ou 3 dias.
Mas prevenir é fácil: alongamento. Exercícios regulares colaboram nesse sentido, mas, se você não tem esse hábito, tente pelo menos fazer de vez em quando os passos ilustrados abaixo.

Sobe e desce
Com os braços junto ao corpo, erga o queixo e depois desça ele até o peito. Repita este movimento 5 vezes, vagarosamente.

Estica e puxa
Estique o pescoço para frente, coloque a mão atrás da cabeça e puxe para baixo até sentir um leve desconforto. Segure esta posição por 5 segundos.
Mão na orelha
Passe o braço sobre a cabeça e puxe para o lado até sentir resistência. Inverta o lado. Repita este movimento 5 vezes, vagarosamente.
180°
Gire a cabeça pra esquerda, o máximo que conseguir. Depois gire para a direita. Repita os dois movimentos 5 vezes. Pronto – agora nenhum torcicolo vai te pegar.

10.784 – Medicina – Hérnia de Disco


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Também denomina hérnia discal, é a herniação do anel pulposo através do anel fibroso, sendo esta uma das principais causa de lombalgia (dor lombar). Normalmente, ocorre na região póstero-lateralmente, devido à falta de ligamentos que sustentem o disco nesse local.
A coluna vertebral é constituída por vértebras, sendo que em seu interior existe um canal por onde passa a medula espinhal. Entre esses corpos vertebrais encontra-se uma almofada de cartilagem em formato de anel, que apresenta como função evitar e minimizar o atrito entre uma vértebra e outra, funcionando como um amortecedor.
Com o tempo, ocorre o desgaste natural dos discos intervertebrais, tornando mais fácil o seu deslocamento da posição normal, levando à compressão das inervações que partem da coluna em direção a diferentes partes do corpo. Esse deslocamento é a hérnia de disco.
A principal causa de hérnia de disco é a predisposição genética, seguida de envelhecimento, sedentarismo e do tabagismo. Outras causas como traumatismo por queda, acidentes automobilísticos, carregar ou levantar muito peso, também pode levar ao comprometimento da integridade do sistema muscular que sustenta a coluna vertebral, beneficiando o aparecimento dessa afecção.
Quando essa condição acomete um disco cervical, as manifestações clínicas observadas são dor e rigidez na nuca, nas nádegas, nos ombros e na escápula, havendo dificuldade de movimentação dos braços e parestesia (sensação de formigamento).
Quando a compressão ocorre em algum disco lombar, as queixas são dor na região lombar, no quadril e nas coxas, propagando-se para a panturrilha e tornozelo, estando presente uma intensa sensação dolorosa ao espirrar, ao levantar peso, entre outros movimentos. A coluna normalmente fica rígida, podendo haver uma deformidade postural da coluna.
As hérnias podem ser assintomáticas, sendo que neste caso, a herniação ocorre para o centro das vértebras que delimitam o disco.
Esta afecção costuma acometer com maior frequência pessoas entre 30 a 50 anos de idade, embora possa afetar crianças, jovens e idosos. Pesquisas mostram que após os 50 anos de idade, aproximadamente 30% da população mundial apresentam alguma forma assintomática de hérnia discal.
O diagnóstico é feito clinicamente, por meio do quadro e histórico clínico do paciente. Exames de imagem, como raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética auxiliam no estabelecimento do grau da lesão e sua exata localização.
No geral, as hérnias de disco lombares respondem bem ao tratamento clínico conservador, revertendo o quadro com o uso de analgésicos e antiinflamatórios, com um pouco de repouso e realização de sessões de fisioterapia e acupuntura. A hérnia de disco cervical pode aparecer diretamente nessa região ou ser causada por alterações na curvatura e posicionamento da coluna durante uma crise de hérnia lombar. O tratamento (cirúrgico ou não) irá depender da gravidade do quadro. A intervenção cirúrgica só é recomendada caso o paciente não responda positivamente ao tratamento conservador ou nos casos de compressão do nervo.
Para prevenir o surgimento dessa afecção recomenda-se praticar atividade física de baixo impacto regularmente, alongando e fortalecendo a musculatura, tanto do abdômen quanto das costas. A realização dessas medidas estabiliza a coluna, diminuindo a força para frente e para trás.

9768 – Medicina – O que é o Bico de Papagaio?


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Osteofitose é uma patologia que se caracteriza pelo crescimento anormal de tecido ósseo em torno de uma articulação das vértebras cujo disco intervertebral, que deveria funcionar como amortecedor entre os ossos, está comprometida.
Essas alterações, os osteófitos ou bicos-de-papagaio, surgem como consequência da desidratação do disco intervertebral, o que favorece a aproximação das vértebras e torna possível a compressão das raízes nervosas. Na verdade, os osteófitos podem ser considerados um tipo de defesa do organismo para absorver a sobrecarga exercida sobre as articulações e estabilizar a coluna vertebral.
O nome bico-de-papagaio pelo qual a doença se tornou popularmente conhecida deve-se à semelhança dessa expansão óssea com o bico recurvado da ave.
A deformação afeta especialmente as pessoas depois dos 50 anos, mas pode manifestar-se também em pessoas mais jovens expostas aos fatores de risco.

Causas
Além do desgaste natural dos discos intervertebrais próprio da idade e da predisposição genética, estão entre as causas mais frequentes do aparecimento do bico-de-papagaio (osteófito) a má postura, a obesidade e o sedentarismo. No entanto, traumas na coluna sofridos anteriormente e doenças reumáticas podem estar associados ao aparecimento da lesão.

Sintomas
Os principais sintomas são dor forte, limitação dos movimentos, perda da força muscular, da sensibilidade e dos reflexos. Em algumas situações, formigamento pode ser outro sinal da doença.

Diagnóstico
A avaliação clinica e o levantamento da história de vida do paciente são elementos básicos para estabelecer o diagnóstico de bico-de-papagaio. No entanto, exames de imagem como raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis para analisar a extensão e gravidade do problema.

Prevenção
Alguns cuidados são essenciais para prevenir a formação de bicos-de-papagaio. Como a postura incorreta pode ser considerada uma das principais causas da doença, é preciso redobrar a atenção nas atividades do dia a dia que possam favorecer a ocorrência de pequenos traumas e/ou o aumento da sobrecarga na coluna vertebral.
A manutenção do peso corpóreo nos níveis adequados e a prática regular da atividade física são consideradas também medidas preventivas indispensáveis para evitar o desenvolvimento da osteofitose. Os exercícios mais recomendados são os de baixo impacto, como hidroginástica, bicicleta, natação e alongamento, pois não forçam as articulações e aqueles que possam favorecer o fortalecimento da musculatura abdominal e da coluna.

Tratamento
Não existe tratamento para recuperar o disco intervetebral. O desgaste que sofreu é irreversível. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser úteis para aliviar a dor, mas o fundamental é desenvolver hábitos que facilitem corrigir os problemas de postura. Fisioterapia e a prática regular de exercícios físicos são recursos benéficos para controle da doença.
Casos mais graves indicativos de desalinhamento progressivo da coluna ou de distúrbio neurológico podem exigir intervenção cirúrgica.

Recomendações
* Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir ou evitar a formação de bicos-de-papagaio, uma doença encarada como banal, mas que pode provocar dor, desconforto e restrição de movimentos;

* A prática mal orientada de exercícios físicos, em vez de ajudar, pode ser responsável por traumas contínuos na coluna que facilitarão o aparecimento das expansões ósseas características da osteofitose;

* Os bicos-de-papagaio constituem um processo que leva muito tempo para estabelecer-se. Quando se instala, porém, exige cuidados pela vida toda;

* Os primeiros sintomas sugestivos da osteofitose são razão suficiente para procurar um ortopedista para controle e tratamento da enfermidade.

9232 – Medicina – O que é Artrogripose?


É uma palavra derivada do grego e significa articulações tortas, englobando em um termo inespecífico um grupo amplo e heterogêneo de malformações congênitas, que têm como característica múltiplas contraturas articulares. A artrogripose múltipla congênita ou amioplasia congênita é caracterizada por contraturas de várias articulações e rigidez de tecidos moles presentes desde o nascimento e de caráter estacionário. É a presença, ao nascimento, de anquilose fibrosa de várias articulações.
Esta síndrome é heterogênea e consiste de várias entidades patológicas similares. Apresentando como característica um distúrbio bem definido, no qual a limitação de movimento da articulação é somente uma das várias anormalidades presentes ou na qual a causa primária de rigidez da articulação é evidente. É de caráter não progressivo caracterizado por alterações na pele, tecido celular subcutâneo, que é inelástico e aderido aos planos profundos, acompanhado de ausência de pregas cutâneas, músculos atrofiados ou hipotróficos, ou seja, fracos e substituídos por tecido fibrogorduroso, articulações com deformidades fixas, geralmente simétricas e a gravidade das mesmas manifesta-se mais intensamente quanto mais distais as articulações nas extremidades, com limitação da mobilidade articular, rigidez e espessamento das estruturas periarticulares e com sensibilidade conservada.
As alterações nos membros podem estar associadas a outras malformações, tanto viscerais como neurológicas. Descrito como uma síndrome complexa caracterizada por contratura, limitação do movimento de várias articulações em diferentes partes do corpo devido a graus variados de fibrose dos músculos afetados, espessamento e encurtamento da cápsula periarticular e tecidos ligamentares das articulações afetadas, esse processo patológico básico não é progressivo. Esta síndrome consiste basicamente de contraturas articulares não progressivas e atrofia muscular, variando desde casos leves, em que duas ou mais articulações são afetadas, até casos graves em que várias articulações de todos os membros e tronco podem ser afetadas. É uma afecção relativamente rara, onde as contraturas articulares congênitas parecem ser resposta de uma variedade de agentes e situações que criam um desequilíbrio de forças musculares que atuam sobre as articulações, o que torna o membro vulnerável à limitação mecânica do ambiente intra-uterino.
É caracterizada por malformação múltipla, podendo ser classificada em três grandes grupos. A artrogripose múltipla congênita foi classificada clinicamente em amioplasias dos tipos A, B e C, artrogriposes distais – tipos I e II, com deficiência mental. As formas amioplásicas são as mais graves, as formas distais apresentam acometimento de outras articulações. O tipo II das artrogriposes distais apresenta subtipos dependendo de suas características clínicas: tipo II a – baixa estatura, fenda palatina; tipo II b – ptose palpebral; tipo II c – fenda palatina e lábio leporino; tipo II d – escoliose e tipo II e –trismo. Os pacientes são divididos em três grupos: portadores somente de contraturas de membros, portadores de contraturas e alterações neurológicas; e portadores de contraturas associado a alterações viscerais.

9206 – Medicina – Durma de lado, a sua coluna agradece


A chave da questão é garantir que a espinha permaneça o mais ereta possível. Para isso, existem duas posições especialmente recomendadas. A primeira é deitar de lado, o que exige cuidado na escolha do travesseiro. Ele tem que acomodar a cabeça de forma que ela acompanhe a altura da coluna – não pode, portanto, ser nem muito alto nem muito baixo. A posição fica melhor ainda com outro travesseiro entre os joelhos, para ajustar os quadris, também mantendo-os alinhados com a espinha. A segunda opção é dormir com a barriga para cima. Nesse caso, porém, o travesseiro deve ser mais baixo, apenas para apoiar a cabeça. “Se a pessoa sente alguma dor, pode colocar um travesseiro sob os joelhos. Isso faz com que a coluna fique mais ereta ainda”, afirma um ortopedista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esses cuidados, porém, não adiantarão nada se o colchão estiver com a espuma ou com as molas desgastadas.
“O ideal é um colchão de espuma bem firme, cuja densidade esteja de acordo com o peso e a altura da pessoa. Se ele for de molas, deve ser trocado assim que apresentar sinais de desgaste”.
Em contrapartida, a pior posição para dormir é deitado de bruços, o que deixa a espinha completamente encurvada, do pescoço até a região lombar, causando torcicolo e dor de cabeça, além de dores acentuadas na coluna. A longo prazo, a curvatura constante das vértebras acaba comprimindo e desgastando os amortecedores entre elas, resultando na dolorosa hérnia de disco.
O travesseiro não pode ser nem muito alto e nem muito baixo. Ele deve acomodar o pescoço alinhado com a coluna
O travesseiro por baixo das pernas causa uma leve flexão dos joelhos, deixando a coluna na posição correta
Também é recomendável colocar um travesseiro entre as pernas. Ele ajeita os quadris deixando a coluna mais ereta.

8600 – Medicina – Cientistas criam bisturi inteligente que ‘fareja’ câncer durante a cirurgia


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Cientistas criaram um bisturi inteligente que detecta em segundos se o tecido cortado é canceroso, prometendo mais eficácia em cirurgias no futuro.
Os cirurgiões muitas vezes não conseguem enxergar onde os tumores terminam e o tecido saudável começa, então algumas células cancerígenas acabam ficando para trás.
O aparelho, feito por pesquisadores do Imperial College London, aquece o tecido e analisa a “fumaça” produzida a partir desse aquecimento com um espectrômetro de massa. Os resultados saem em três segundos.
Um estudo analisou o desempenho do bisturi em amostras de tecidos de 91 pacientes com 100% de eficácia, afirmam os pesquisadores na revista “Science Translational Medicine”.
Hoje, o tecido removido pode ser enviado ao laboratório para análise enquanto o paciente permanece anestesiado, mas cada teste leva meia hora. O novo bisturi dá o resultado em três segundos.
A cirurgiã de cabeça e pescoço Emma King, do Hospital Southhampton, na Inglaterra, diz que a tecnologia é promissora, mas que ainda é preciso checar seu desempenho em testes clínicos randomizados.
Zoltan Takats, do Imperial College, inventor do aparelho, diz que pretende fazer um teste desses, envolvendo entre mil e 1.500 pacientes com vários tipos de câncer.
Os testes devem levar de dois a três anos e só então o bisturi iKnife será submetido à aprovação das agências reguladoras.
A versão experimental do iKnife custou cerca de US$ 300 mil. Takats afirma que o preço deve ser reduzido uma vez que o aparelho entrar em produção comercial.

5021 – Golfe – É uma bola ou uma bala?


Golfe não é um esporte radical, mas tem lá seus riscos. Neurologistas do Centro Walton, de Liverpool, na Inglaterra, dizem que, se a bolinha atingir a cabeça de um jogador, o impacto pode provocar ataques epilépticos. Eles se baseiam no fato de que as tacadas mais fortes do golfe fazem as bolas viajar a 200 quilômetros por hora. Bombas com essa potência já atingiram quatro ingleses – entre eles duas crianças. É certo que só uma pequena parte dos casos de epilepsia é causada por pancadas. Mesmo assim, convém não dar mole para o azar. Ou maneirar no taco.

4765 – Como ossos fraturados se regeneram?


Se você pudesse ver uma fratura quando ela acontece, ficaria impressionado. Sai um monte de sangue, porque no osso também há artérias e vasos. Em fraturas expostas, quando a pele se rasga, o líquido sai. Nas rupturas internas, a hemorragia fica dentro do corpo. Em casos de fêmur quebrado pode vazar até 2,5 litros. Se o osso não está exposto, uma vez estancada a hemorragia, o corpo cuida da recuperação sozinho. “O médico só imobiliza o local com gesso para evitar que os movimentos atrapalhem a emenda natural”. Às vezes, porém, mesmo engessados, os músculos deslocam as partes coladas, entortando a soldagem. Quando isso acontece, o jeito é apelar para a cirurgia, colocando pinos ou placas de metal que orientam a recuperação.
O organismo fabrica as substâncias que grudam as duas partes do osso.
Numa fratura, os vasos dentro do osso se rompem. O sangue que vaza é reabsorvido pela pele.
Imediatamente o organismo começa a consertar o defeito. Pela corrente sanguínea chegam células trazendo o cálcio que cola os dois pedaços. Os vasos se recuperam e surgem outros, novos.
Um calo aparece no lugar, mas a massagem feita pelos músculos pode, com o tempo, diminuir o seu tamanho.