14.291 – Medicina – Cólicas Renais


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É uma dor em geral forte que se dá na região abdominal, normalmente nos flancos, com possível irradiação para região da virilha.
A origem dessa dor é o cálculo renal, conhecido popularmente como pedra no rim, que é uma pequena massa sólida formada a partir de pequenos cristais.
O cálculo pode ser encontrado não apenas nos rins, como também qualquer outro órgão do trato urinário.
Contudo, esse problema costuma ser assintomático. Os cálculos renais originam sintomas, como a cólica renal, quando se deslocam a partir do rim pelos ureteres em direção à bexiga e uretra. Ou seja, quando o corpo humano tenta eliminá-los.
A cólica renal, ou pedra nos rins, não é uma doença única, mas sim a manifestação de diferentes enfermidades que têm em comum o aparecimento de cál​culos no sistema urinário.
Os cálculos renais, enquanto estão localizados nos rins, costumam passar despercebidos (assintomáticos​) e podem permanecer assim por meses ou anos.
Dessa forma, a principal manifestação clínica da litíase renal é a cólica de rim, que ocorre quando um cálculo se desprende do órgão e se desloca pelo ureter, a caminho da bexiga.
A crise, determinada pela migração do cálculo, é caracterizada por dor nas costas, que se irradia para a barriga (baixo ventre).
Quando a pedra se desloca para outras partes do corpo, como a bexiga, o canal da uretra, o ureter ou até a região dos testículos, alguns sinais podem indicar a presença de cálculo renal.
Além de crises de cólica e vômitos, o acometido pode sentir dores extremas na região da uretra e sangramentos internos, que podem, em alguns casos, evoluir para uma infecção ou um tumor.
A presença de sangue na urina, ou hematúria, ocorre por diferentes problemas e não é exclusivamente ligada ao cálculo renal.
Contudo, como os rins ‘filtram’ o sangue, alguns problemas, como o cálculo, podem fazer com que os glóbulos vermelhos passem esses órgãos.
Além disso, se a pedra se deslocar para o canal da uretra, pode causar dano na estrutura do trato urinário e lesar vasos sanguíneos.
Nesse caso, a presença de sangue na urina pode ser visível ora a olho nu ora nos exames.
Aumento de idas ao banheiro
Se de uma hora para outra se passa a ir muito mais vezes ao banheiro sem um motivo aparente, como ingestão maior de líquidos, também pode ser, igualmente, sinal de que algo está errado com a bexiga.
Como uma pedra que começou a se “movimentar”. Esse deslocamento costuma ser acompanhado de dor. Contudo, também pode haver diminuição no fluxo urinário.
Dores insuportáveis
Muitos dizem que a dor de uma pedra mudando de lugar chega a ser tão forte quanto a dor do parto.
Quando o cálculo renal se desloca para a bexiga ou pelo canal da uretra, é comum sentir uma dor lombar aguda, unilateral, que tende a se deslocar para as partes mais baixas do abdome.
Em alguns casos, os homens também sofrem um desconforto nos testículos e, as mulheres, nos grandes lábios. Além da dor, o quadro pode ser acompanhado de problemas intestinais, náuseas e vômitos.
A pedra no rim é uma formação sólida composta por minerais que surge dentro deste órgão.
Em síntese, mais de 70% das pedras são compostas por sais de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Existem, igualmente, cálculos à base de ácido úrico.

Em princípio, entender a formação das pedras é simples. Basta imaginar um copo cheio de água clara e transparente.

Quando se coloca um pouco de sal, em primeiro lugar, ele se diluirá e tornará a água um pouco turva. Como consequência, jogando mais sal no copo, a água ficará cada vez menos clara, até o ponto em que o sal começará a se precipitar no fundo do copo.

A precipitação acontece quando a água fica super saturada com sal, isto é, a quantidade de água presente já não é mais suficiente para diluir o sal.
Esse é o princípio da formação dos cálculos. Nesse sentido, quando a quantidade de água na urina não é suficiente para dissolver todos os sais presentes na mesma, estes retornam na forma sólida e precipitam nas vias urinárias.
Os sais precipitados na urina tendem a se aglomerar, formando, com o passar do tempo, as pedras.
Essa precipitação dos sais presentes na urina ocorre basicamente por dois motivos: falta de água para diluir ou excesso de sais para serem diluídos.
Apesar de o cálculo renal ser um fator de predisposição para a infecção urinária, as duas patologias são completamente diferentes.
A cólica renal é um sintoma agudo da existência dos cálculos renais. Trata-se de uma dor intermitente na região lombar, que começa subitamente e pode irradiar para a lateral do abdômen e região genital.
A dor é caracterizada pelo seu aumento progressivo de intensidade, seguido de alívio para depois se agravar novamente.
É importante ressaltar que não há uma posição específica que diminua ou termine com esta dor.
Os sintomas comumente têm início quando o cálculo renal sai do rim e obstrui o canal da urina, causando uma dilatação renal e provocando estas dores intensas, que em alguns casos geram calafrios, náusea, vômitos e sangue na urina, provocado pela movimentação do cálculo no rim e no ureter.
Já a infecção de urina é desencadeada pela presença de micro-organismos no trato urinário, geralmente bactérias como a E.coli (Escherichia coli).
A intensidade da doença depende da capacidade imunológica de cada paciente, bem como do micro-organismo em questão e da aderência à parede do trato urinário.
Dor, ardência e dificuldades ao urinar são os sintomas que podem indicar a infecção urinária.
O que há de comum entre as duas doenças?
As duas doenças possuem um importante sintoma em comum, que é o aumento da frequência urinária (urinar muitas vezes, porém em pequeno volume).
Por isso, ambas devem ser prontamente avaliadas por um médico (preferencialmente urologista), principalmente na ocorrência de febre e calafrios.
Um simples infecção urinária pode levar a uma infecção generalizada (septicemia), caso não seja diagnosticada e tratada adequadamente.
Já a cólica renal, se não tratada, pode acarretar até a perda da função de um rim.
Fatores
Baixa ingestão de água
Pacientes que costumam desenvolver cálculos bebem, em média, menos 300 mL a 500 mL de água por dia, quando comparados com pessoas que nunca tiveram pedra nos rins.

Calor em excesso
Pacientes que vivem em países de clima tropical ou trabalham em locais muitos quentes devem procurar se manter sempre bem hidratadas para evitar a produção de uma urina muito concentrada.
Alguns tipos de bebidas
O suco de toranja (jamboa ou grapefruit) parece ser prejudicial, aumentando o risco de formação das pedras.
Em relação às bebidas alcoólicas, há controvérsias, havendo estudos que indicam aumento da formação dos cálculos e outros que sugerem redução da formação, principalmente com o consumo de vinho.
Alguns tipos de dietas
Alimentos ricos em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco.
Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem compostos de cálcio e surgirem por excesso de cálcio na urina, não há necessidade de restringir o consumo do mesmo na dieta. A restrição, aliás, pode ser prejudicial.
Doenças pré-existentes e envelhecimento
Outros fatores de risco para o surgimento de cálculos são obesidade, idade acima de 40 anos, hipertensão, gota, diabetes e ganho de peso muito rápido. Os homens também são mais suscetíveis ao problema.
Alguns medicamentos
Medicações podem ter como efeito colateral a formação de pedra. Os mais comuns incluem indinavir, atazanavir, guaifenesina, triantereno, silicato e drogas à base de sulfa, como sulfassalazina e sulfadiazina.
Havendo suspeita de cálculo renal, primordialmente, deve-se realizar exames por imagem.
Podem ser realizados exames como um raio x simples de abdômen, ultrassonografia do trato urinário, tomografia computadorizada de abdômen ou radiografia contrastada dos rins (urografia excretora).
Ademais, na vigência de cólica renal, realiza-se mais frequentemente a ultrassonografia do trato urinário ou a tomografia computadorizada de abdômen.
O que fazer:
Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos.
Líquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, consequentemente, aumentar as dores.
O tratamento para cólica renal pode envolver várias frentes:
Medicamentos podem ser indicados apenas pelo médico levando em conta a causa da formação dos cálculos. Durante as crises, é indicado o uso de analgésicos e anti-inflamatórios potentes para aliviar a dor, que é extremamente forte, quase insuportável;
Litotripsia, ou seja, bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à fragmentação do cálculo o que torna sua eliminação pela urina mais fácil;
Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio e através de pequenos orifícios, o cálculo pode ser retirado dos rins após sua fragmentação;
Ureteroscopia por via endoscópica, que permite retirar os cálculos localizados no ureter.
Quais tipos de medicamentos podem ser utilizados?
Os primeiros medicamentos indicados são os analgésicos, os antiespasmódicos e os anti-inflamatórios.
Muitas vezes, eles não bastam para controlar a dor e o paciente eliminar o cálculo9.
Como podem ocorrer vômitos, quando ela é muito forte, é preciso prescrever medicação injetável. Dor persistente exige a aplicação de derivados da morfina e internação hospitalar.
Acredita-se que cálculos pequenos, de no máximo 5 mm ou 7 mm, passam pela via urinária sem maiores problemas9.
O paciente é mantido sob analgesia até eliminá-los e depois tratado eletivamente. Cálculos maiores podem entrar no ureter e nele ficar retidos. Não vão nem para frente nem para trás.
Aí, a dor é mais intensa e prolongada e o caso demanda outro tipo de intervenção para que sejam retirados.
Tomar muita água durante o dia é a melhor forma de prevenir a formação dos cálculos renais.

Popularmente chamados de “pedras nos rins”, eles são formados pelo acúmulo de cálcio, ácido úrico, oxalato (um sal) ou cistina (um aminoácido) dentro dos rins ou nos canais urinários.
No calor ou depois de atividade física a transpiração elimina líquidos do corpo, nem sempre repostos na quantidade suficiente para conseguir eliminar o excesso dessas substâncias e evitar o acúmulo de cristais que formam o cálculo.
Além da hereditariedade, os hábitos de vida, obesidade, resistência à insulina e alimentação inadequada favorecem o aparecimento das pedras.
A dor intensa é o principal sintoma do distúrbio, quando o cálculo tiver um tamanho médio ou se movimentar dentro dos canais que ligam o rim à bexiga.
Portanto, tomar oito copos de água por dia, pelo menos, pode evitar o problema.
Todo caso de cólica renal merece acompanhamento com urologista.
Contudo, pacientes grávidas, com um único rim, com indícios de infecção, como febre e queda do estado geral têm, muitas vezes, necessidade de internação de urgência, bem como casos com dor de difícil controle.
Em muitos casos, há a indicação de remoção dos cálculos através de cirurgia endoscópica, procedimento minimamente invasivo, que permite um retorno do paciente à sua rotina mais rapidamente.
Escola Paulista de Medicina

14.291-História – Absolutismo Francês


absolutismo
O Absolutismo foi um fenômeno político que caracterizou a emergência e o estabelecimento do Estado Moderno europeu entre os séculos XVI e XVIII. O absolutismo francês, em especial, expressou toda a pujança desse modelo político. O rei Luís XIV (1643-1715), conhecido como “Rei Sol”, personificou todas as características do absolutismo, e a ele foi atribuída a frase “O Estado sou Eu”. Essa característica de representação completa do Estado fazia do rei um elemento político absoluto. Daí vem o termo absolutismo.
Os Estados Modernos europeus e o modelo absolutista nasceram como uma resposta à profunda crise política e social advinda das guerras civis e religiosas que assolaram a Europa nos séculos XVI e XVII. Essas guerras eram decorrentes das reformas protestantes e do enfrentamento que os reis das dinastias católicas deram às propostas políticas ancoradas no luteranismo e no calvinismo.
Na França, os principais arquitetos do Estado fortalecido e centralizado na figura do rei foram o cardeal Richelieu (1585-1642), que fora primeiro-ministro do rei Luís XIII, e Jacques Bossuet (1627-1704), teólogo que engendrou uma das principais defesas teóricas do absolutismo, reivindicando, inclusive, a relação íntima desse tipo de governo com a própria dinâmica da História.

Richelieu preparou o terreno para a centralidade do poder na figura do rei: limitou a influência dos nobres nas decisões políticas administrativas, ampliou a força dos funcionários reais e criou uma forte burocracia controlada pelo rei. Tudo isso amparado naquilo que ele denominava de “razão de estado”.

Jacques Bossuet, por sua vez, foi um dos principais seguidores e admiradores do rei Luís XIV, sucessor de Luís XIII. Sua principal obra intitula-se “Política tirada das Sagradas Escrituras”. Nela, Bossuet, apoiando-se na tradição católica, especialmente em autores como Santo Agostinho, tensionou estabelecer uma teoria do direito divino do monarca, concebendo que todo o poder estava na figura do rei. O rei seria, desse modo, uma autoridade sagrada e incontestável, só devendo obediência a Deus.
Para afirmar-se como modelo político, o absolutismo precisou ser implacavelmente autoritário. O historiador Marco Antônio Lopes exemplificou esse caráter incisivo do monarca absoluto no seguinte trecho: “O Estado absolutista francês instalou-se no topo de uma complexa pirâmide de hierarquias sociais. Se em sua “política externa” não admitia nenhuma potência acima de si mesmo, no interior do reino sufocou qualquer discurso que fosse desfavorável à propaganda monárquica, que foi estendida até aos campos de batalha. A lei da mordaça imposta pelos príncipes absolutistas à História, que se tornou uma “arte”, foi muito criticada por autores setecentistas.” (Lopes, Marcos Antônio. (2008). Ars Historica no Antigo Regime: a História antes da Historiografia. Varia Historia, 24(40).p 653.)
Os autores setecentistas que criticaram essa tentativa de controle da História e da população pelo Estado absolutista foram os representantes do Iluminismo, como Montesquieu, que defendia o deslocamento do poder da figura do rei para os cidadãos, que seriam representados por instituições harmônicas e interdependentes, configurando três poderes: o Legislativo, o Judiciário e o Executivo.

14.290 – Instrumentos Musicais – O Trompete


trompete
É um instrumento musical de sopro, da família dos metais (o trompete é o que produz o som mais agudo da família), caracterizado por instrumentos de bocal, geralmente fabricados de metal. Também faz parte o pistão (pistom, por metonímia) é o sítio onde os trompetistas carregam para fazer um derivado de sons com o mesmo. Quem toca o trompete é chamado de trompetista.
O trompete é constituído por corpo, chave de água, bomba de afinação, pistões, cotovelos e bocal. É utilizado em diversos gêneros musicais, sendo muito comumente encontrado na música clássica, no jazz, bandas marciais e nos mariachis. Também é encontrado em estilos mais acelerados, como o frevo, o ska e latinos como o mambo e a salsa, bem como no Maracatu Rural, da zona da mata do norte de Pernambuco,o trompete tem as notas mais agudas na família dos metais e um papel preponderante na orquestra, o trompete possui um conjunto de válvulas e pistões que lhe permitem tocar sequências extremamente rápidas e virtuosas mas também uma melodia lírica e romântica acompanhada pelos restantes instrumentos.
Basicamente, o trompete é tubo de metal cilíndrico em três quartos da sua extensão, tornando-se então cônico e terminando numa campana. O bocal, localizado do lado oposto da campana, pode possuir diferentes formatos, e quanto mais raso, mais facilmente os registros altos poderão ser tocados.[3] A distância percorrida pelo ar dentro do instrumento é controlada com o uso de pistões ou chaves, que controlam a distância a ser percorrida pelo ar no interior do instrumento. Além de controladas pelos pistões, as notas são também controladas pela pressão dos lábios do trompetista e pela velocidade com que o ar é soprado no instrumento.

O trompete é muitas vezes confundido com o seu “parente mais próximo” – o cornetim. Porém, o cornetim tem um tubo mais cônico, e o trompete tem o tubo mais cilíndrico. Isto, junto com curvas adicionais na tubulação do cornetim, dá a este um tom um pouco mais aveludado. Eles têm o mesmo comprimento da tubulação e, portanto, o mesmo passo, por isso a música escrita para o cornetim e a trompete é intercambiável. Outro parente, o fliscorne (muito empregado no Jazz e música popular; e em músicas mais movimentadas, expressando outro timbre), tem tubulação mais cônica do que a trombeta tradicional, e um tom mais rico. Às vezes é aumentado com uma válvula de quarto para melhorar a entonação de algumas notas mais baixas.
Desde meados do século XIX (1815) o trompete está munido de três pistões, o que lhe permite produzir cromaticamente todos os sons dentro da sua extensão. Tem um bocal hemisférico ou em forma de taça.

A maioria dos modelos modernos de trompete possui três válvulas de pistão, cada uma delas aumentando o comprimento do tubo, por consequência baixando a altura da nota tocada. A primeira válvula baixa a nota em um tom (dois semitons), a segunda válvula em meio tom (um semitom) e a terceira em um tom e meio (três semitons). Usadas isoladamente e em combinação, as válvulas fazem do trompete um instrumento totalmente cromático, isto é, capaz de tocar as doze notas da escala cromática.
Dos instrumentos musicais, depois da voz humana, pode-se dizer que o trompete é um dos instrumentos mais antigos. Ele nasceu da necessidade que os pastores tinham para conduzir os seus rebanhos e para assustar animais pré-históricos. Eram ainda usados à maneira de um megafone, para fins mágicos ou rituais: cantava-se ou gritava-se para dentro do tubo para afastar os maus espíritos. Nessa época ele não tinha afinação ou escala, e eram feitos a partir de tubos de cana, bambu, madeira ou osso e até conchas. Mais tarde, os romanos e outros povos construíram-no de metal para ser utilizado para fins militares. Seus toques comunicavam as ordens para o exército agir em combate.
Embora os trompetes sejam instrumentos de tubo essencialmente cilíndrico, há trompetes extra-europeus (por exemplo, as do antigo Egito) que são nitidamente cônicos.

A partir da Idade do Bronze os trompetes passaram a ser usadas sobretudo para fins marciais. Na Idade Média os trompetes eram sempre feitas de latão, usando-se também outros metais, marfim e cornos de animais. No entanto, tinham uma embocadura já semelhante à dos instrumentos atuais: um bocal em forma de taça. Este bocal era muitas vezes parte integrante do instrumento e não uma peça separada, como acontece atualmente.

Até fins da Renascença predomina ainda a trompete natural, (aquela que produz os harmônico naturais). Os trompetes menores eram designadas por clarino. Era habitual, ao utilizar vários trompetes em conjunto, cada uma delas usar só os harmônicos de uma determinada zona da sua extensão. Durante o período Barroco os trompetistas passaram a se especializar em cada um destes registos, sendo inclusive remunerados em função disso. O registo clarino, extremamente difícil, era tocado apenas por virtuosos excepcionais, capazes de tocar até ao 18.º harmônico. O trompete natural no registo de clarino tem um timbre particularmente belo, bastante diferente do timbre do trompete atual.
Trompete de pistão, idealizado por Heinrich Stölzel, em 1815.
Exemplo de um Pistão todo desmontado.
O desaparecimento, após a Revolução Francesa, de pequenas cortes que mantinham músicos foi uma das razões que fizeram com que os executantes de clarino desaparecessem também no fim do século XVIII.
A impossibilidade de produzir mais sons para além de uma única série de harmônicos era a maior limitação dos instrumentos naturais. Já no principio do Barroco este problema começa a ser encarado seriamente, surgindo as trompetes de varas.
Diferentes tipos de surdina para trompete.
Existe em Berlim um trompete de 1615 em que o tubo do bocal pode ser puxado para fora 56 cm, aumentando o comprimento do tubo o suficiente para o som baixar uma terça. Vários instrumentos, hoje obsoletos, foram construídos como resultado de invenções e tentativas, até a criação do sistema de válvulas (ou pistões), idealizado pelo alemão Heinrich Stölzel, em 1815, para instrumentos de metal. Em 1939 o francês Périnet patenteou um sistema de válvulas chamado “gros piston” que é a origem das válvulas utilizadas hoje em dia nos trompetes.
Surge então uma nova era, não só para o trompete como também para outros metais, pois com esse sistema de válvulas eles ficaram completamente cromáticos.

Com a utilização de um equipamento conhecido por surdina, é possível se modificar o som dos trompetes, através da obstrução da campânula. Diferentemente do método utilizado na trompa, onde se usa a mão esquerda, no trompete a surdina é colocada na campânula, fechando-se a saída do ar. Assim, é possível mudar o timbre ou produzir efeitos especiais.
Desde os primórdios, já existiram trompetes de diversos formatos, e feitos de diferentes tipos de materiais. Inicialmente eram retos, e a partir do século XV os construtores começaram a modelar trompetes em formato de “s”. Mas foi somente no século XX (com a invenção dos pistões) que o instrumento tomou a forma que conhecemos hoje.
Trompete em b ou Si Bemol – o mais usado pelos trompetistas. Todo o aprendizado é feito tradicionalmente neste trompete. Ele tem três pistões, possui pouco mais de um metro de comprimento e extensão cromática. Devido ao mecanismo de pistão soa duas oitavas e uma sexta maior. São comumente usados em bandas, e em orquestras de jazz e sinfônicas. Maynard Ferguson, Cat Anderson, Dizzy Gillespie são exemplos de músicos que usam este instrumento.
Trompete Mi Bemol – muito utilizado em grupos de metais, orquestas sinfônicas e concertos para trompete clássico. Sua característica é de facilitar a performance numa região mais aguda, e também possui um timbre e uma potência de som um pouco menor da dos trompetes já descritos.
Bastardo – um trompete muito especial, pois curva os tubos.[15]
Trompete de Varas – também chamado de “slide trumpet (trompete de slide)” ou “trombone soprano”. Sua haste é proporcional ao tamanho do instrumento e tem sete posições de um trombone convencionais. Este instrumento é feito para as crianças, o que facilita o estudo do mecanismo da vara. Foram os primeiros trompetes permitidos nas Igrejas Cristãs​.[16]
Trompete Piccolo – É menor do que os outros trompetes e possui sonoridade uma oitava acima dos demais. É geralmente sintonizado em si ♭. Ele tem quatro pistões, embora existam modelos com três pistões. O quarto pistão desempenha o papel de transposição e redução de 5 semitons.[17][18] Maurice André, Håkan Hardenberger, David Mason, e Wynton Marsalis são exemplos de músicos que usam este instrumento.
Trompete Baixo – O trompete baixo é ajustado em C ou si ♭. Soa uma oitava abaixo do normal e o tubo é mais longo.[17][18] Cy Touff, Philip Jones, e Willie Colón são exemplos de músicos que usam este instrumento.
Pocket Trumpet (Trompete de bolso) – O pocket trumpet, ou trompete de bolso, é uma versão miniatura do trompete tradicional. Apesar de menor, tem mais curvas do que um trompete normal. Isso significa que a viagem que o som é mais longa, fazendo-o voltar mais seco do que no trompete normal, exigindo mais pressão para fundir, sem slide. O músico de Jazz Don Cherry usa este instrumento.[19]
Trompete de Chaves – O trompete de chaves é um tipo de trompete que usa chaves ao invés de pistões. É raramente usado em performances modernas, mas seu uso foi relativamente comum, até a introdução do trompete de pistões em meados do século XIX. Ele era capaz de emitir apenas o ajuste da série harmônico natural, alterando a pressão dos lábios e da pressão da respiração através do músculo diafragma. Por exemplo, um trompete afinado faria sua série de harmônicos (C, G, C, E, G, B ♭, fazer …), o que deixou lacunas em sua tessitura baixa.

trompete persa
Trompete Persa
Trompete de ceramica
Trompete de Cerâmica

 

14.289 – Últimas do Coronavírus – Isolamento social em São Paulo tem queda e chega a 52%


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Dados do Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi-SP) do governo paulista divulgados neste domingo, 26, mostram que o percentual de isolamento social no estado em meio à pandemia de coronavírus foi de 52% no dia anterior. Nos sábados passados, 18 de abril, 11 de abril, 4 de abril e 28 de março, os índices registrados foram, respectivamente, de 54%, 55%, 57% e 56%.
A informação é baseada em dados de telefonia móvel dos cidadãos, analisados pela Simi. O sistema abrange informações dos celulares de cidadãos de 104 cidades com mais de 70.000 habitantes.
Segundo o governo estadual, a partir do monitoramento é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais, as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com o apoio das prefeituras.
O sistema conta com informações agregadas das operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM sobre o deslocamento das pessoas no estado. Segundo o governo, as informações são “aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário”. Os dados, atualizados diariamente, podem ser consultados por município e estão também disponíveis em gráficos no site do estado sobre a doença.
Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde neste domingo, São Paulo é o estado com o maior número de casos de infecção e mortes por coronavírus: são 20.715 e 1.700 respectivamente. No sábado, foi confirmado no estado o primeiro óbito em uma criança com menos de um ano de idade pela Covid-19.
São Paulo tem um plano de relaxamento da quarentena a partir de 11 de maio, por regiões, segundo parâmetros de saúde como número de casos e capacidade do sistema público para absorver pacientes graves, baseados em estudos de monitoramento da doença feitos pela Unesp.

14.288 – O que são Furúnculos?


furunculo
São infecções por bactérias da espécie Staphilococus aureus, que geram caroços avermelhados e muito doloridos na pele. O furúnculo é o estágio avançado da foliculite e, ao contrário do que algumas pessoas pensam, nada tem a ver com espinhas. A foliculite surge quando bactérias entram em um poro e atacam os tecidos do folículo piloso – a base do pêlo. Para lutar contra esse ataque, o organismo manda uma legião de glóbulos brancos para a região. Os “cadáveres” surgidos na batalha – os próprios glóbulos, bactérias e, principalmente, tecidos mortos – compõem o pus, que prolifera rapidamente, formando um caroço endurecido. Esse nódulo indica que a foliculite virou um furúnculo. A saída então é usar uma pomada com antibióticos e, em casos mais graves, antibióticos por via oral. Após alguns dias, a proliferação das bactérias é contida e o nódulo se liquefaz. Para drenar o pus, o dermatologista faz um pequeno corte na pele e a secreção jorra. “Se não estiver na hora de fazer a drenagem, não adianta nada espremer”.
1. A situação mais propícia para o surgimento de um furúnculo é: o pêlo atrita com a roupa ou com a própria pele, alargando o poro de onde ele sai. Nesse buraco entram bactérias Staphilococus aureus, que, não raro, circulam pela nossa pele

2. As bactérias alojam-se no folículo piloso e infectam seus tecidos. Para combater essa infecção, o organismo envia células de defesa (glóbulos brancos), que, junto com os tecidos e as bactérias mortas, viram pus. Com a infecção da sua base, o pêlo cai

3. A infecção toma conta não só do folículo piloso, mas também dos tecidos em volta dele – às vezes, pega até as glândulas sebáceas. A infecção acentuada gera um nódulo duro que faz a pele ficar inchada e avermelhada. O nódulo é o que faz a infecção ser classificada como furúnculo
4. O uso de antibióticos contém a ação das bactérias e, após alguns dias, o nódulo amolece e já pode ser drenado. O médico faz um pequeno corte na pele, o pus sai e, por fim, é extraído o carnegão, uma bolinha amarelada composta de células mortas concentradas

14.287 – Biologia – O que é Netose?


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É um tipo de morte celular regulada, mediada pela a ação dos neutrófilos, as principais células fagocitárias do sistema imunológico inato. Essa morte ocorre por meio de uma das estratégias antimicrobianas dessas células, a liberação de NETs, por isso, o nome NETosis.

NETs são estruturas complexas em formato de teias, compostas de cromatina descondensada e associada a mais de 30 proteínas neutrófilas, as quais podem capturar, neutralizar e levar a morte vários microrganismos. Elas são liberadas para o meio extracelular em torno do neutrófilo e, por isso, fornecem uma barreira física que impede a disseminação microbiana e aumenta a concentração local dos antimicrobianos.
Os neutrófilos junto aos eosinófilos, basófilos e mastócitos, são leucócitos classificados como granulócitos, pois, possuem vesículas chamadas grânulos em seu citoplasma, as quais contém citocinas, receptores de membrana e proteínas de defesa contra microrganismos e células hospedeiras.

Essas células, estão presentes no sangue e são recrutadas quando há infecção nos tecidos. Após a infecção, os macrófagos e outras células residentes na região liberam citocinas inflamatórias e quimioatraentes. Tais substâncias ativam e atraem os neutrófilos para a região infectada. Eles são uma das primeiras células a chegarem nos tecidos e apresentarem resposta imune e reparo tecidual.
Os neutrófilos fagocitam os microrganismos, produzindo uma vesícula que os contém, chamada fagossomo. No citoplasma, esse fagossomo funde-se aos grânulos dos neutrófilos, o que resulta na formação de um fagolisossomo. Quando ocorre essa formação, montam-se complexos enzimáticos de proteínas transmembranas, a NADPH (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato) oxidase, as quais transferem elétrons para o oxigênio molecular na célula, formando ânions superóxidos dentro do fagolisossomo. Esse ambiente oxidativo junto a fatores microbianos, inativa e mata os microrganismos fagocitados.

Quando os grânulos azurofílicos dos neutrófilos se fundem ao fagolisossomo, há o estímulo para formação dos NETs, os quais se juntam ao conteúdo oxidado, após a degranulação da vesícula, culminando em sua liberação em conjunto para o citoplasma.

Estímulos que desencadeiam a Netosis
Existem vários microrganismos relatados indutores de netose, como:

Bactérias: Escherichia coli, Shigella flexneri, Mycobacterium tuberculosis, Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumonia.
Vírus: HIV-1, Influenza e vírus da leucemia felina.
Fungos: Candida albicans, Candida glabrata, Aspergillus fumigatus e Aspergillus nidulans.
Parasitas: Leishmania spp., Plasmodium falciparum, Toxoplasma gondii e Eimeria bovis.
As deficiências que prejudicam a formação de NET resultam em alta suscetibilidade a infecções oportunistas em humanos e modelos de camundongos. No entanto, foi observado grande produção deles em doenças autoimunes.

Liberação de NETs rápida e lenta
Existem dois mecanismos conhecidos de libertação de NET:

1) Um mecanismo rápido, que inicia de 5 a 60 minutos após a estimulação por bactérias Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Esse mecanismo impede uma janela de tempo em que a infecção pode se instalar, por ser mais rápido que o mecanismo chamado lento. Ele não envolve a morte celular. Assim, vesículas que contém cromatina descondensada brotam do núcleo e se acumulam próximo a membrana plasmática, quando há a degranulação do fagolisossomo, formando NETs junto a cromatina. Eles, então, são liberados para o meio externo, eliminando o patógeno sem que haja degradação completa do núcleo e a consequente morte celular do neutrófilo.

2) O outro mecanismo de liberação de NET é considerado lento em comparação ao anterior, pois dura de 2 a 4 horas após o estímulo infeccioso. A maioria dos neutrófilos realiza esse tipo de netose, culminando na morte celular. Seu mecanismo se dá da seguinte maneira: Primeiro o núcleo perde sua forma lobulada característica. Na sequência, as membranas nucleares se desintegram e a cromatina descondensa no citoplasma da célula intacta, onde se mistura com o conteúdo granular. Finalmente, a membrana plasmática se rompe e as NETs são liberadas, provocando a morte do neutrófilo.

Conclusão
A liberação de NETs e a netose são potentes mecanismos de defesa dos neutrófilos e complementam a capacidade do sistema imunológico de combater doenças infecciosas, além de restringir fisicamente os patógenos aprisionados e secundariamente para eliminá-los.

14.286 – Quadrinhos – Watchmen


Watchmen
É uma série limitada de história em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora norte americana DC Comics entre 1986 e 1987.
Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. Embora tenha sido publicada originalmente como uma série limitada, logo depois ganhou uma versão encadernada, sendo agora classificada como graphic novel (ou “romance gráfico”). termo que define séries fechadas publicadas como livros, o sucesso de crítica e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como até então pouco explorado pelo mesmo mercado.
Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com A Queda de Murdock e The Dark Knight Returns, de Frank Miller, e Maus, de Art Spiegelman — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil.
A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em via de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos e super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos.
Como vimoos em um outro artigo do ☻ Mega, uma adaptação para o cinema foi lançada em 6 de março de 2009.
Em 2018, a emissora HBO oficializou a produção de uma série baseada na HQ com estreia para 2019, porém anunciou que a história apresentada será diferente dos quadrinhos, apesar de estar situada no mesmo universo.
Ambientada em uma realidade fictícia na qual heróis mascarados (ou fantasiados) são uma presença real na história da humanidade, Watchmen é um drama de crime e aventura que incorpora temas e referências relacionados a filosofia, ética, moral, cultura popular e de massas, história, artes e ciência.

A trama principal trata dos desdobramentos de uma conspiração revelada após a investigação do assassinato de um herói aposentado, o Comediante, que atuara nos últimos anos como agente do governo. Em torno desta história giram várias tramas menores que exploram a natureza humana e as diferentes interpretações de cada pessoa para os conflitos do bem contra o mal, através das histórias pessoais e relacionamentos dos personagens principais.
A responsabilidade moral é um tema de destaque, e o título Watchmen refere-se à frase em latim “Quis custodiet ipsos custodes”, traduzida comumente na língua inglesa como “Who watches the watchmen?” (“Quem vigia os vigilantes?”), tirada de uma sátira de Juvenal. Neste sentido, a obra procura questionar o próprio conceito de “super-herói” comum nos quadrinhos estadunidenses e enraizados na cultura de massas daquele país e a partir daí manifestar-se sobre questões diversas: ao longo de seu texto, a obra (assim como seus próprios personagens) evita mesmo utilizar-se da expressão “super-herói”, preferindo termos como “aventureiros fantasiados” ou “vigilantes mascarados”.

A intenção de Alan Moore foi dar verossimilhança aos personagens de HQ e literatura pulp. Para tanto, não só construiu personalidades bem elaboradas como também detalhou todo um complexo universo sem se esquecer das questões culturais, econômicas e políticas.

Partindo da premissa de que uma criatura tão poderosa quanto o Dr. Manhattan teria conseqüências gritantes na geopolítica mundial, economia e comportamento da sociedade, o roteirista inglês imaginou um mundo onde dirigíveis fossem o meio de transporte mais eficaz e economicamente viável, seguido de perto por eficientes carros elétricos. A genética e a produção de novos materiais também sofreram grande influência dos avanços tecnológicos implementados por Manhattan. No plano político, a existência desse personagem fez a balança da Guerra Fria pender fortemente para o lado dos Estados Unidos. Até 1985, a União Soviética não havia ousado pôr os pés no Afeganistão.
Enredo
Na realidade histórica alternativa apresentada em Watchmen, Richard Nixon teria conduzido os EUA à vitória na Guerra do Vietnã e em decorrência deste fato, teria permanecido no poder por um longo período. Esta vitória, além de muitas outras diferenças entre o mundo verdadeiro e o retratado nos quadrinhos, como por exemplo os carros elétricos serem a realidade da indústria dos automóveis e o petróleo não ser mais a maior fonte de energia, derivaria da existência naquele cenário de um personagem conhecido como Dr. Manhattan, um indivíduo dotado de poderes especiais, os quais o levam a possuir vasto controle sobre a matéria e a energia, elevando-o ao estado de um homem-deus.

Neste mundo, existiriam quadrinhos de super-heróis no final de 1930, inclusive do Superman, os quais eventualmente seriam a principal inspiração para que um dos personagens das série viesse a se tornar um combatente do crime (o primeiro Nite Owl). As revistas deste gênero então teriam deixado de existir, sendo substituídas por quadrinhos de piratas (talvez devido ao surgimento de heróis verdadeiros). O Dr. Manhattan, o único a possuir poderes (como explodir ou desmontar objetos, e até mesmo pessoas, pois controla os átomos), foi o primeiro da “nova era” de super-heróis mais sofisticados que durou do começo dos anos 1960 até a promulgação da Lei Keene em 1977, implantada em resposta à greve da polícia e a revolta da população contra os vigilantes que agiam acima da lei. À época, o grupo conhecido como Crimebusters se dispunha a combater a criminalidade na cidade de Nova York.

A Lei Keene exigia que todos os “aventureiros fantasiados” se registrassem no governo. A maioria dos vigilantes resolveu se aposentar, alguns revelando suas identidades secretas para faturar com a atenção da mídia; caso de Adrian Veidt, o Ozymandias. Outros, como o Comediante e o Dr. Manhattan, continuaram a trabalhar sob a supervisão e o controle do governo. O vigilante conhecido como Rorschach, entretanto, passou a operar como um herói renegado e fora-da-lei, sendo freqüentemente perseguido pela polícia.

A história abre com a investigação do assassinato de Edward Blake, logo revelado como sendo a identidade civil do vigilante mascarado conhecido como O Comediante. Tal assassinato chama a atenção de Rorschach, o qual passará toda a primeira metade da trama entrando em contato com seus antigos companheiros em busca de pistas, considerando praticamente todos como possíveis suspeitos.
Rorschach suspeita basicamente que o evento da morte de Blake estaria relacionado a um possível rancor de criminosos presos pelos heróis no passado, tese que ganha força à medida que outros ex-combatentes do crime e o próprio Rorschach são duramente atingidos por um aparentemente planejado ataque sistemático à suas integridade físicas e credibilidade.
Capítulos
Os nomes dos capítulos refletiam as passagens literárias (Nietzsche, Einstein, a Bíblia Sagrada) ou musicais (Bob Dylan, Jimi Hendrix) do último quadrinho da história.

À meia-noite, todos os agentes…
Amigos ausentes
O Juíz de toda a Terra
Relojoeiro
Temível Simetria
O abismo também contempla
Um irmão para o Dragão
Antigos fantasmas
As trevas do mero ser
Dois cavaleiros estavam se aproximando
Contemplai minhas realizações, ó poderosos
Um mundo mais adorável
Apesar de os heróis de Watchmen serem inicialmente inspirados em personagens da Charlton Comics, vale dizer que Moore tomou emprestado elementos de vários outros quadrinhos, além de criar grande parte dos detalhes.

Os personagens principais da série são:

Comediante (Edward Blake) — Um homem que reconhece o horror presente nas relações humanas e se refugia no humor. Para o personagem, a ironia é, em vários momentos, um reflexo amargo da percepção desse horror. Adaptado do Pacificador, com elementos inspirados em Nick Fury. Edward Blake é cínico e violento, sua “alma de militar” o leva a cumprir seus objetivos muitas vezes a um custo alto.
Dr. Manhattan (Jonathan Osterman) — É o homem-deus, que vê a vida como apenas mais um fenômeno do cosmo, e é o único herói dotado de super-poderes. Dr. Manhatan era um cientista nuclear, acidentalmente desintegrado em uma experiência. Aos poucos sua força de vontade faz seus átomos se unirem novamente e volta à vida, mas de uma maneira diferente. Surge como um ser capaz de manipular a matéria, viajar para pontos longínquos no espaço, desde Marte até outras galáxias, ocupar vários lugares no espaço ao mesmo tempo, ver seu, mas apenas o seu, passado e futuro simultaneamente considerando a relatividade do tempo. Ao contrário do que muitos pensam ele possui sentimentos, porém os demonstra de forma diferenciada. Na história se torna o grande trunfo dos Estados Unidos na área militar e tecnológica. Durante a saga o Dr. Manhattan vai perdendo aos poucos sua humanidade, se tornando um ser menos humano e que enxerga apenas reações químicas. É adaptado do Capitão Átomo.
Coruja I (Hollis Mason) — Policial que se tornou um vigilante inspirado nas HQs e na literatura pulp. Possui um forte senso de dever, e anseia por relações mais ingênuas, onde o bem e o mal estejam bem definidos. Adaptado do primeiro Besouro Azul (Dan Garret).
Coruja II (Dan Dreiberg) — Um intelectual rico, solitário e retraído. Adaptado do segundo Besouro Azul (Ted Kord) com elementos do Batman. É um expert em tecnologia avançada e possui vários equipamentos especiais que usa contra o crime.
Ozymandias (Adrian Veidt) — Um visionário brilhante e ególatra movido por um obscuro senso de dever. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do rei Ozymandias esquecida no deserto. É um bilionário excêntrico, considerado o homem mais inteligente do mundo. Sua inteligência é tamanha que o torna exímio atleta e lutador, consegue desviar de balas pois calcula a trajetória na hora do disparo. Adaptado do Thunderbolt. Possui um lince (fêmea) geneticamente alterado chamada Bubastis. Veidt se aposentou três anos antes da lei Kenee que proibia os vigilantes (menos o comediante e Dr Manhattan).
Rorschach (Walter Kovacs) — Personagem enigmático, pessimista e com muita força interior, é incapaz de se relacionar normalmente com a sociedade. Projeta na luta contra o Mal seu senso de solidariedade e constrói sua própria moral. Rorschach é um sociopata, considerado o terror do submundo e um fugitivo da justiça. É ele quem move o enredo e todos os personagens desde o começo da saga, ao perceber que um complô está em andamento. Foi baseado nos personagens Questão e Mr. A, da Charlton Comics.
Espectral II (Laurie Juspeczyk) — Laurel, ou Laurie, é uma mulher forçada a viver à sombra do pragmatismo de sua mãe, que foi a primeira vigilante a obter lucro em cima do combate ao crime. É ex-mulher do Dr. Manhattan e mantém com ele uma certa cumplicidade. Adaptada da Sombra da Noite, com elementos de Lady Fantasma e Canário Negro.
Before Watchmen (em português: Antes de Watchmen) é uma série de histórias em quadrinhos, que foi publicada pela DC Comics em 2012. Atuando como um prequel da série limitada, o projeto foi composto de sete séries limitadas e um epílogo one-shot. A responsável pela publicação da série no Brasil é a Panini Comics.
As HQs que compõem a franquia são:

Volume 01: Antes de Watchmen: Coruja;
Volume 02: Antes de Watchmen: Espectral;
Volume 03: Antes de Watchmen: Rorschach;
Volume 04: Antes de Watchmen: Dr. Manhattan;
Volume 05: Antes de Watchmen: Comediante;

Volume 06: Antes de Watchmen: Ozymandias;
Volume 07: Antes de Watchmen: Dollar Bill & Moloch;
Volume 08: Antes de Watchmen: Minutemen

 

14.285 – Cinema – Os Filmes mais esperados de 2020


Viúva Negra

A saga Vingadores acabou, mas a personagem Viúva Negra, felizmente, volta aos cinemas no ano que vem. O filme, que leva o nome “de trabalho” de Natasha Romanoff, vai contar a história da espiã internacional mostrando como que ela se tornou a super-heroína que conhecemos hoje.
Além da própria Viúva Negra, o filme terá a presença dos personagens Treinador, Guardião Vermelho, Thunderbolt Ross, entre outros. O elenco conta com atores como Scarlett Johansson, claro, David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O-T Fagbenle.

Mulher-Maravilha 1984
Diana Prince (Gal Gadot), a Mulher-Maravilha, estará de volta às telas do cinema em 2020 com Mulher-Maravilha 1984. A sequência ainda não teve a sua sinopse divulgada, mas o que sabemos até então é que Patty Jenkis estará na direção mais uma vez e que a trama vai contar com a vilã Mulher Leopardo, interpretada pela atriz Kristen Wig, e que Chris Pine estará de volta como Steve Trevor.
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
Chegou a hora de Arlequina brilhar sozinha. Em 2020, vamos finalmente conferir o lançamento do filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, derivado de Esquadrão Suicida, de 2016. Na trama, a personagem de Margot Robbie se une a Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e Renée Montoya (Rosie Perez) para defender a cidade de Gotham.
King’s Man: A Origem
Para quem gosta de ação e espionagem, o filme que está deixando todo mundo ansioso para ir aos cinemas em 2020 é Kingsman: A Origem, terceiro da saga Kingsman e comandado pelo diretor Matthew Vaughn. Desta vez, os acontecimentos da trama precedem a história dos anteriores, quando os criminosos mais perigosos do mundo se unem para roubar milhões de dólares.
O elenco da trama conta com Harris Dickinson, Gemma Arteton, Ralph Fiennes, entre outros. A estreia acontece no dia 12 de fevereiro de 2020.
Um Lugar Silencioso – Parte II
O filme Um Lugar Silencioso, lançado em 2018, ganhará uma continuação em 2020. Um Lugar Silencioso – Parte II vai mostrar os desafios enfrentados pela família Abbott neste mundo pós-apocalíptico em que a regra de sobrevivência é ficar em silêncio.
A sequência continua sob direção de John Krasinski e o elenco conta com Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe, Djimon Hounsou e Cillian Murphy. A estreia acontece no dia 19 de março de 2020.
Bond 25
Mais um filme da saga 007 está chegando em 2020: Bond Sob direção de Cary Fukunaga, o ator Daniel Craig assume o papel de James Bond mais uma vez, precisando voltar à função depois de um tempo vivendo uma vida tranquila e afastado. Tudo começa quando Felix Leiter, um antigo amigo da CIA, pede ajuda no resgate de um cientista sequestrado.
O elenco conta com nomes como Rami Malek (Dr. Robot), Ana de Armas, Billy Magnussen, David Dencik, Dali Benssalah e Lashana Lynch.

14.284 – Tiro pela Culatra – Estudo associa hidroxicloroquina a maior risco de morte por Covid-19


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Um estudo conduzido pelo Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos ligou o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19 a uma maior taxa de mortalidade. Uma versão prévia da pesquisa foi compartilhara pelos especialistas no medRxiv.
No início de março, Donald Trump informou que o departamento de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) tinha aprovado testes com os medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina para tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus. Em testes iniciais, a droga, normalmente utilizada para tratar malária, se mostrou eficaz.
Entretanto, em testes recentes realizados na China e na França a eficácia do medicamento foi colocada em xeque. Agora o novo estudo sugere que, ao invés de ajudar na melhora dos infectados por Covid-19, o uso da hidroxicloroquina pode resultar no contrário: uma piora considerável do quadro
O estudo acompanhou 368 homens infectados pelo novo coronavírus: 97 receberam hidroxicloroquina, 113 receberam hidroxicloroquina em combinação com o antibiótico azitromicina, e 158 não receberam hidroxicloroquina. Segundo os pesquisadores, as taxas de mortalidade nos grupos tratados com o medicamento foram notavelmente piores em relação às do grupo que não recebeu a droga.
De acordo com a pesquisa, mais de 27% dos pacientes tratados com hidroxicloroquina e 22% dos pacientes tratados com a terapia combinada morreram. Já a taxa de mortalidade do grupo que não foi tratado com a droga foi bem menor: 11,4%.
“Uma associação de aumento da mortalidade geral foi identificada em pacientes tratados apenas com hidroxicloroquina”, escreveram os autores do estudo. “Esses achados destacam a importância de aguardar os resultados de pesquisas prospectivas, randomizadas e controladas em andamento antes da ampla adoção desses medicamentos.”
Estudo brasileiro
Um estudo conduzido por médicos brasileiros que testava a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 foi cancelado na semana passada. De acordo com uma versão prévia do artigo, publicado no medRxiv, eles optaram por cancelar os testes quando perceberam que um quarto dos pacientes testados desenvolveram problemas no ritmo cardíaco.
O estudo brasileiro, que acontecia em Manaus, planejava analisar como 440 pacientes com a Covid-19 reagiam a duas doses de hidroxicloroquina. Entretanto, o agravamento dos quadros e o aumento da taxa de mortalidade levou os pesquisadores a cancelarem a pesquisa após a realização dos testes em 81 pacientes.

14.283 – Sócio Economia – Perda de renda divide país sobre isolamento social


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Levantamento nacional divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas recentes mostraram o país dividido em relação ao isolamento social na pandemia de coronavírus.
No momento em que o país se aproximava da marca das 3.000 mortes na pandemia, o instituto perguntou aos entrevistados se eles “manteriam o isolamento social enquanto for necessário independente da crise ou impacto econômico?”
O isolamento a qualquer preço foi a resposta escolhida por 53,2% dos entrevistados. Já 42,7% disseram que não manteriam o isolamento social, se esse viesse acompanhado de uma crise financeira.
O instituto ouviu 2.218 brasileiros, pela internet, nos 26 estados e no Distrito Federal, com margem de erro de 2% para mais ou para menos.

14.282 – Como são Formados os Cometas?


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Eles não passam de bolas de gelo que deixam atrás de si um rastro de poeira e gás, mas que fascinam quem os vê rasgando o céu. Para entendê-los melhor, vamos fazer um paralelo entre os cometas e seus primos cósmicos, os asteroides. Esses dois tipos de astros são feitos de restos de planetas que não se formaram. A diferença é que os asteroides, constituídos basicamente por pedras, são versões menores de planetas rochosos como Terra ou Marte. Já os cometas são feitos basicamente de gases e poeira, igual ao gigante Júpiter e outros planetas gasosos. Essa separação entre os corpos de rocha e os de gás aconteceu há 4,6 bilhões de anos, quando o sistema solar estava nascendo e os planetas ainda não existiam. Naquela época, o material que formaria os planetas estava confinado em um disco de gás e poeira que girava em volta de um Sol frio. Mas, logo que a estrela começou a emitir calor, o aumento brutal da temperatura arremessou bem longe da estrela os elementos mais leves do disco, como os gases que iriam se aglutinar para forjar os planetas gigantes e cometas. “Por isso, os cometas se formaram em dois cinturões: um nas cercanias da órbita de Plutão e outro mil vezes mais longe”, afirma o astrônomo Enos Picazzio, da USP. Os cometas podem estar distantes, mas alguns têm órbitas tão malucas que, durante parte de sua jornada pelo sistema, acabam passando bem perto do Sol. É aí que o show começa: o calor da estrela faz o gelo do cometa virar gás novamente, como na infância do sistema solar. Isso levanta as partículas de poeira impregnadas no cometa, formando o belo jato de pó que chamamos de cauda. Depois, quando o cometa se afasta do Sol, o frio faz ele voltar a ser uma insignificante bolinha de gelo.

Espetáculo do crescimento
Calor do Sol é essencial para gerar as caudas gigantescas desses astros
BASE DE SUSTENTAÇÃO
Chamada pelos astrônomos de coma, a gigantesca “atmosfera” que envolve o cerne do cometa é uma espécie de envelope gasoso feito de vapor d’água, amônia e dióxido de carbono. Com a ação do calor do Sol, essa base se expande a um diâmetro de quase 100 mil quilômetros, deixando a cabeça do astro maior do que Júpiter por alguns dias

RADICAIS LIVRES
A parte em azul do rabo do cometa é formada por uma pasta de elétrons e núcleos atômicos que se desprendem da coma do astro. Elas são arrancadas para longe do cometa com as interações magnéticas do vento solar — o fluxo constante de partículas que jorra do Sol

COMPANHEIROS HISTÓRICOS
Esse spray branco, criado pela pressão da luz do Sol, forma a parte principal do rabo do cometa. Composto majoritariamente por poeira e gases que ficavam impregnadas no gelo do núcleo, a cauda branca pode chegar a 100 milhões de quilômetros de extensão

NÚCLEO DURO
Uma pedra que representa apenas 0,00001% do tamanho do cometa fornece a matéria-prima para o rastro enorme que ele deixa no céu. Com diâmetro médio de apenas 10 quilômetros, ela é impregnada de poeira e gases. Quando a trajetória do astro se aproxima do Sol, o calor faz com que a pedra solte o pó e a fumaça que criam a famosa cauda do cometa

14.281 – Madrugada com Chuva, de Meteoros


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Causado pela poeira do cometa Thatcher (C/1861 G1), a anual chuva de meteoros Líridas poderá ser observada no céu no brasileiro na madrugada do dia 22 de abril (quarta-feira).
A experiência astronômica poderá ser observada de qualquer lugar do país, mas quem mora nas regiões Norte e Nordeste terá visão privilegiada. Será possível observar até 18 meteoros por hora cruzarem o céu. Quem mora na região Sul, apenas 7.
Apesar da chuva de meteoros ter começado no dia 14 de abril, ela ainda não registrou o seu pico de exposição. O melhor horário para acompanhar o evento ocorre exatamente no dia 22, por volta das 2h.
Segundo especialistas em astronomia, não será necessário nenhum equipamento especial para observar o fenômeno. É recomendado apenas estar em uma região com pouca poluição luminosa. Ou seja, o mais escuro possível.
A boa notícia é que neste ano a Lua vai dar uma ajudinha extra. A luminosidade do satélite natural da Terra estará mais baixa, uma vez que a Lua estará em sua fase nova.

14.280 – QUEM FOI TIRADENTES E POR QUE ELE TEM UM FERIADO?


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Vamos por partes: Joaquim José da Silva Xavier nasceu em 12 de novembro de 1746, na Fazenda do Pombal, onde hoje se localiza a cidade de Ritápolis, em Minas Gerais. Nessa época, quem governava o Brasil era a corte portuguesa, mas, até então, Joaquim não ligava muito para política – até pelo fato de que seus pais eram portugueses.
Quis a vida que, já aos 15 anos de idade, ele fosse órfão de pai e mãe. O rapazinho acabou ficando sob a tutela de um tio, que era cirurgião dentista e com quem ele aprendeu algumas coisas da profissão, apesar de, oficialmente, ter se tornado tropeiro, militar e minerador.
Inconfidência Mineira
Foi como minerador que Joaquim José descobriu que a corte portuguesa não era tão legal assim com os brasileiros: os impostos cobrados eram muito caros e aumentaram ainda mais quando os minérios ficaram escassos. Revoltado com isso, ele liderou um grupo para lutar contra essa cobrança.

Só que, é claro, havia um dedo-duro no bando que denunciou a revolta para os governantes. Por isso, um dia antes, muitos que faziam parte da chamada Inconfidência Mineira foram presos e esperaram até 3 anos pela sentença. Joaquim José assumiu a liderança e conseguiu libertar os outros inconfidentes, sendo o único condenado à morte.

Aos 45 anos, no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, Joaquim José percorreu as ruas do Rio de Janeiro da cadeia até o local de sua execução. A galera foi em peso acompanhar sua morte, que teve discurso e até fanfarra – tudo, é claro, para dar um alerta àqueles que se revoltassem contra a corte. O líder foi enforcado e esquartejado, com partes de seu corpo sendo expostas em vias públicas.
Feriado e aparência de mártir
O que era para ser um processo de intimidação acabou sendo um incentivo para novas revoltas, tanto que a memória de Tiradentes foi exaltada pela população. Ele era chamado dessa forma por conta de suas práticas na extração de dentes, aprendidas com o tio. Oficialmente, ele nunca se formou dentista.

O feriado em sua homenagem só foi promulgado em 9 de dezembro de 1965, durante a primeira fase do Regime Militar. Desde então, a data de sua morte virou folga em todo o território nacional. Claro que esse é apenas um resumo da história de Tiradentes, que teve sua imagem de mártir construída ao longo dos séculos.

Falando em imagem, uma das curiosidades sobre a sua vida é que não existem muitos relatos sobre sua aparência física. Em 1890, o pintor Décio Villares criou uma figura hipotética do herói, usando símbolos já conhecidos de outro mártir: Jesus Cristo. Ao retratá-lo com barba e cabelos longos, Villares mitificou o homem, retirando a idolatria meramente política para dar uma aura mais mística a Tiradentes.
Oficialmente, Tiradentes foi enforcado com cabelo e barba raspados, sendo que, por ter servido o exército, é muito mais provável que ele usasse cabelos curtos e, no máximo, um bigodinho em seu dia a dia. Agora, confessa para a gente: você já fez o sinal da cruz achando que ele era Jesus Cristo?

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14.279 – Mega Séries – Por onde anda o elenco de ‘O Túnel do Tempo’?


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Quem foi criança na década de 1970 ainda se lembra de ter acompanhado as aventuras de dois cientistas em suas viagens ao passado ou futuro através da série O Túnel do Tempo, criada e produzida por Irwin Allen. Esta produção celebrou este mês, mais precisamente no dia 9 de setembro, cinquenta anos de vida. Em 1966, nesse ano, Allen, que na época tinha um contrato com a 20th Century Fox, já tinha se estabelecido na televisão com Viagem ao Fundo do Mar e Perdidos no Espaço. Como todo fã de Allen sabe, o maior interesse do produtor em relação às suas séries era o de explorar a aventura em cenários ou situações fantásticas, mas mantendo um baixo custo para torná-las viáveis.
Com O Túnel do Tempo, que trouxe um dos pilotos mais caros já produzidos na década de 1960 (em função do cenário que servia de base para a máquina do tempo), Allen teria a oportunidade de reutilizar a cada episódio cenas de antigos filmes da Fox (bem como cenários e adereços de outras séries), o que reduziria o custo semanal, mas também obrigava os roteiristas a escreverem episódios que pudessem acomodar as cenas dos filmes que eles tinham disponíveis. Outro pré-requisito era o de não se prender à veracidade histórica, dando liberdade aos roteiristas de explorar situações que poderiam não ter existido de fato.
A série tinha dois núcleos de personagens fixos que filmavam suas cenas em estúdios separados. Por isso, eles não costumavam se encontrar, a não ser quando a história de um determinado episódio exigia. O primeiro núcleo era formado por James Darren e Robert Colbert, que interpretavam os cientistas viajantes Tony Newman e Doug Philips. O outro núcleo era formado por Whit Bissell, Lee Meriwether, John Zaremba e, em alguns episódios, Sam Groom e Wesley Lau, que interpretavam o General Kirk, a Dra. Ann, o Dr. Raymond, o técnico Jerry e o guarda de segurança Jiggs, respectivamente.

Na história, o ano é 1968, um grupo de cientistas, liderados por Tony e Doug, trabalham arduamente para colocar em prática um projeto secreto do governo conhecido como Tic-Toc. No meio do deserto do Arizona vem sendo construído há dez anos um complexo subterrâneo que abriga a primeira máquina do tempo americana, a qual ainda está em fase experimental.
O senador Leroy Clark (Gary Merrill) tem a função de investigar a forma como o governo está gastando o dinheiro público. Determinado a reduzir custos, ele conclui que o projeto Tic-Toc deve ser encerrado, a não ser que o grupo de cientistas consiga provar que a máquina do tempo funciona.

Assim, na calada da noite, Tony decide se fazer de cobaia. Quando Doug descobre os planos do amigo, ele o segue entrando no túnel do tempo, o que leva os dois cientistas a se perderem no passado. Mas a dupla prova que a máquina funciona, o que garante a continuidade do projeto.

No entanto, os demais membros da equipe não sabem como trazê-los de volta ao presente. Assim, a cada episódio Tony e Doug são transportados para diferentes períodos da história, passado ou futuro, sem saber onde aterrizarão, quem encontrarão ou como sairão de lá.

A baixa audiência e o interesse da rede ABC em substituir O Túnel do Tempo por Custer levou ao cancelamento da série com apenas uma temporada de trinta episódios produzidos. Recentemente, a série foi lançada em DVD no Brasil, por uma distribuidora independente.
Após o cancelamento, os atores deram continuidade às suas carreiras, alguns entrando para o circuito de participações especiais, outros se estabelecendo com sucesso em novas séries. Bissell faleceu em 1996, aos 86 anos de idade, em consequência do Mal de Parkinson; Zaremba faleceu em 1986, aos 78 anos de idade, vítima de ataque cardíaco; e Lau em 1984, aos 65 anos de idade, também vítima de ataque cardíaco. Os demais atores ainda estão vivos.James Darren: o ator era um ex-ídolo adolescente quando estrelou O Túnel do Tempo. A produção que o lançou ao sucesso foi o filme Gidget, de 1959, o qual também lhe abriu as portas para uma carreira como cantor. Sua tentativa de se afastar das comédias românticas adolescentes foi o filme Os Canhões de Navarone, em 1961. Mas foi na TV que ele realmente se estabeleceu.
Além de O Túnel do Tempo, ele também estrelou, com sucesso, Carro Comando/T.J. Hooker, série policial com William Shatner e Adrian Zmed, produzida entre 1982 e 1986, na qual Darren formou dupla com Heather Locklear.
Darren também fez diversas participações especiais em séries de TV (incluindo uma versão animada sua na série Os Flintstones), sendo algumas recorrentes, como é o caso de Melrose Place, estrelada por Locklear. Nesta série, Darren interpretou Tony Marlin, um cliente de Amanda, personagem de Locklear. Outra produção na qual ele teve participações recorrentes foi Jornada nas Estrelas: a Nova Missão/Star Trek: Deep Space Nine, na qual deu vida ao holograma Vic Fontaine, um cantor de night clube visto nas duas últimas temporadas.

Entre as décadas de 1980 e 1990, Darren também investiu em uma carreira de diretor, assinando diversos episódios de séries produzidas nesta época. Ele se afastou da TV no início da década de 2000, quando passou a se dedicar à carreira de cantor. Mas ele ainda poderá ser visto em participação especial no filme Lucky, com Harry Dean Stanton. A história gira em torno de um ateu de 90 anos de idade (Stanton) que inicia uma jornada espiritual. O lançamento está previsto para 2017.
Em 1955, Darren, um católico, se casou com Gloria Terlitsky, uma judia que ele conheceu em 1953. O casal teve um filho, James Jr., que cresceu e se tornou um jornalista de entretenimento chamado Jim Moret. Darren se divorciou de Gloria em 1958, quando o filho tinha dois anos de idade. Mais tarde, ela se casou novamente. Quando o filho tinha treze anos, Darren deu autorização para o novo marido de Gloria adotar o menino legalmente. Desde então, o ator mantém um relação distante e problemática com o filho.
Em 1960, ele se casou com Evy Norlund, ex-Miss Dinamarca, com quem teve dois filhos, Christian Darren e Anthony Darren (atualmente conhecido como o guitarrista Tony Darren).

O último CD lançado por Darren é datado de 2001, mas o ator e cantor continua, aos 80 anos de idade, se apresentando em clubes noturnos em várias cidades americanas, como Atlantic City, Las Vegas, Dallas e San Diego. Ele também participa de convenções nas quais celebridades encontram-se com fãs e se apresentam em painéis conversando sobre suas experiências em produções que atuaram.
A próxima convenção na qual Darren terá participação é a de Jornada nas Estrelas. Trata-se de um cruzeiro marítimo que celebrará os 50 anos da série clássica, a ser realizado entre 9 e 15 de janeiro de 2017, com saída em Miami, Flórida.
Robert Colbert: o ator também já era um nome conhecido na TV quando estrelou O Túnel do Tempo. Ele vinha fazendo várias participações especiais em séries diversas, incluindo uma recorrente em Maverick, faroeste estrelado por James Garner e Jack Kelly (ambos já falecidos). Durante a quarta temporada, ele interpretou Brent Maverick, irmão de Bret (Garner), Bart (Kelly) e Beau (Roger Moore).

Depois de O Túnel do Tempo, Colbert voltou ao circuito de participações especiais, incluindo uma recorrente em Tiro Certo/Hunter, série policial da década de 1980, na qual interpretou o Comandante George Dryden. Nesta mesma época, seu nome chegou a ser cotado entre os produtores de Dallas para substituir Larry Hagman, que estava em uma disputa contratual para continuar interpretando JR. Entre 1973 e 1983, ele integrou o elenco da novela Young and the Restless.
O ator se afastou da carreira no final da década de 1990. Atualmente, com 85 anos de idade, ele participa de convenções realizadas em diversas cidades americanas, bem como eventos para levantar fundos para a caridade.

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Em 1961, ele se casou com a dançarina e compositora Dotty Harmony, com quem teve dois filhos, Cami Colbert e Clay Colbert. O casal se divorciou em 1976.
Lee Meriwether: a atriz ficou famosa quando ganhou o título de Miss América em 1955. Isto lhe abriu as portas para o mundo do entretenimento, no qual iniciou como uma das apresentadoras do programa matutino The Today Show. Mais tarde, estreou no cinema e na TV.

Após várias participações especiais em séries e teleteatros, Lee entrou em O Túnel do Tempo, que foi sua primeira série como parte do elenco fixo. Depois do cancelamento, ela teve participações recorrentes em Missão: Impossível, interpretando uma das agentes sob o comando de Jim Phelps (Peter Graves, já falecido).

Ela também estrelou The New Andy Griffith Show, Barnaby Jones, The Munsters Today (remake da série Os Monstros) e a websérie de terror Project: Phoenix. Lee ainda esteve no elenco da novela All My Children e foi uma das atrizes a interpretar a Mulher-Gato (na versão cinematográfica da série Batman em 1966).
Embora continue fazendo participações em filmes e séries (sendo as mais recentes o remake de Havaí 5-0 e a sitcom Apartment 23), a atriz tem mantido seu foco no teatro, onde vem atuando em diversas montagens há quase quatro décadas.
Em 1958, Lee se casou com o ator Frank Aletter (Os Astronautas/It’s About Time), com quem teve duas filhas, as atrizes Kylee), com quem teve duas filhas, as atrizes Kyle Aletter-Oldham e Lesley Aletter. O casal se divorciou em 1974, sendo que Aletter faleceu em 2009, aos 83 anos. Em 1986, ela se casou com o ator Marshall Robinson, com quem trabalhou em várias peças. A atriz também já atuou em diversas montagens teatrais, bem como comerciais, ao lado das filhas.
Atualmente, com 81 anos de idade, Lee continua atuando no teatro e fazendo participações em convenções.
Sam Groom: o ator estava em início de carreira quando entrou no elenco de O Túnel do Tempo, em participações recorrentes. Após a série, ele foi para o circuito de participações especiais, no qual ficou até o início da década de 2000.

Neste meio tempo, estrelou a série médica Police Surgeon; e esteve em Otherworld, produção de ficção científica da década de 1980, na qual interpretou o chefe de uma família que se vê presa em uma outra dimensão. O ator também integrou o elenco das novelas Another World e All My Children. Em paralelo à sua carreira na TV, Groom também atuou no teatro.
Em 2003, ele foi convidado a dar aulas de interpretação no HB Studio, no bairro de Greenwich, em Nova Iorque, onde continua até hoje. Esta função o levou a se afastar da carreira de ator, embora ainda faça alguns trabalhos esporádicos, geralmente no teatro.
Em 1962, ele se casou com a atriz Kathleen Sullivan, com quem teve três filhos, Samuel Groom, Patrick Groom e Christopher Groom. O casamento terminou em 1974. Em 1980, ele se casou com a atriz Suzanne Rogers, de quem se divorciou em 1982.
Atualmente, o ator está com 82 anos de idade.

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14.278 – Os Deuses não eram ETs


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Chariots of the Gods (Carruagens dos Deuses), o documentário alemão de 1970 apresentou ao mundo a tese, proposta pelo hoteleiro suíço Erich Von Däniken, de que as maravilhas arquitetônicas do passado distante foram construídas por – ou com a ajuda de – alienígenas.
Essa edição de Serling foi o que fez de Von Däniken um autor best-seller nos Estados Unidos e, por tabela, no resto do mundo. O filme de Serling, exibido na rede de televisão NBC com o título Em Busca dos Astronautas Antigos, pode ser considerado o bisavô de boa parte da programação atual do History Channel.
Curiosamente, Von Däniken não é citado nessa versão do documentário.
A presença de soviéticos no documentário não chega a ser surpreendente: como descreve o antropólogo Jason Colavito em seu livro Faking History (Falsificando a História), a União Soviética foi pioneira na tática de usar alienígenas para tentar explicar mistérios do passado ou ocorrências supostamente milagrosas: isso era mais palatável para o “comunismo ateu” do que as versões mitológicas ou sobrenaturais oferecidas pela tradição.
No filme, o racismo salta aos olhos em vários momentos, mas principalmente quando são apresentadas as torres de Zimbábue, construções pré-históricas localizadas na África. A narração do filme sugere – na verdade, chega bem perto de afirmar – que os negros da selva seriam obviamente incapazes de erguê-las. A mesma postura aparece no documentário todo, e na obra escrita de Von Däniken: a de que povos não-ocidentais seriam incapazes de grandes feitos de engenharia, e portanto precisariam da ajuda de colonizadores, se não da Europa, de outro planeta.
A falta de imaginação aparece de modo especialmente penoso nas comparações entre desenhos antigos e imagens de astronautas, e de narrativas épicas ou mitológicas envolvendo fogo e explosões com o lançamento de foguetes. É como se alienígenas vindos de milhares de anos-luz daqui tivessem de usar trajes e veículos semelhantes aos que estavam disponíveis para o Programa Apollo da Nasa.
A ideia de que alienígenas avançadíssimos, capazes de cruzar a galáxia, ainda dependeriam de equipamentos idênticos aos usados pelos astronautas humanos que foram à Lua no início da década de 1970 – incluindo capacetes esféricos e foguetes – já representa péssima ficção científica. Como especulação arqueológica que se pretende séria, então, é inacreditável.
Na maior parte do tempo, a explicação extraterrestre para um determinado relato ou artefato é oferecida sem contraponto ou contestação, e em mais de uma oportunidade a intervenção alienígena é citada para dar conta de um “mistério” que, na verdade, não existe.

14.277- História – O nazismo era de esquerda ou de direita?


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O consenso acadêmico, ou seja, o consenso entre os historiadores, é de que o nazismo era um movimento localizado na extrema-direita do espectro político. A argumentação dos historiadores utiliza a análise do discurso do próprio Hitler e da ideologia do Partido Nazista, bem como dos fatos históricos e dos grupos de apoio aos nazistas, que eram grupos políticos e paramilitares de direita.
Afirmar que o nazismo era um regime da extrema-direita não significa negar que existiram movimentos ditatoriais da extrema-esquerda, como foi o caso do governo de Stalin, na União Soviética, ou de Pol Pot, no Camboja.
No caso do nazismo, a conceituação vigente entre os maiores historiadores do mundo é de que se tratava de um regime de extrema-direita, pois, como mencionado, a sustentação do partido ocorreu por meio do apoio de grupos conservadores e paramilitares da direita alemã. Com uma análise minuciada das características do Partido Nazista, é possível identificar melhor essas questões.
Uma característica central da ideologia nazista eram os ataques ao marxismo e ao comunismo soviético. O desprezo ao comunismo era um elemento central da ideologia nazista. O temor ao comunismo, inclusive, é levantado pelos historiadores como um dos fatores que alavancaram o nazismo na Alemanha.
Na Alemanha durante as décadas de 1910 e 1920, as ideias comunistas eram muito influentes e possuíam muitos adeptos. A respeito dessa questão, o historiador Ian Kershaw menciona o fato de que os escritos de Hitler denotavam que ele não havia estudado marxismo1 e ainda que Hitler almejava ser o destruidor do marxismo2.
O resultado dessa busca de Hitler pela destruição do marxismo, representado no comunismo soviético, deu origem a uma geração de alemães que, a partir de uma extensa doutrinação, via no comunismo e nos judeus duas coisas que deveriam ser destruídas, como evidencia o historiador Max Hastings.
O antimarxismo dos nazistas ecoava em parcela com o antissemitismo. Isso se explica pelo fato de que os nazistas acreditavam que o comunismo soviético era parte de um plano dos judeus de dominação internacional. Essa ideia conspiracionista em relação aos judeus foi fortemente influenciada na época por uma publicação anônima chamada Os Protocolos dos Sábios de Sião.

No caso do antimarxismo, podemos citar também os freikorps, os grupos paramilitares que apoiavam o nazismo durante a década de 1920 e promoviam ataques contra os seus opositores ideológicos. Assim, foram comuns casos de grupos paramilitares que perseguiam e agrediam social-democratas (centro-esquerda) e marxistas/comunistas (esquerda).
O nazismo era liberal ou antiliberal?
Na questão da economia, há muita confusão, sobretudo pelo fato de o nazismo ter sido um partido antiliberal. Isso porque Hitler só aceitava uma economia capitalista que estivesse sob o poder do Estado, negando que o desenvolvimento capitalista acontecesse no livre mercado. De toda forma, o direito à propriedade privada era garantido dentro do Estado nazista e, conforme pontua Ian Kershaw, Hitler distinguia “capital industrial” de “capital financeiro”. O primeiro era visto de maneira positiva, e o segundo, de maneira negativa, uma vez que estava supostamente nas mãos dos judeus, o grupo visto como o responsável por todo o mal que a sociedade alemã enfrentava.
Por que Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães?
Outro ponto importante está na confusão acerca do nome do partido: Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Essa nomenclatura fazia parte da propaganda do partido para atrair pessoas. Nesse sentido, utilizavam-se termos de dois movimentos bastante populares à época: o nacionalismo e o socialismo. Ambos os movimentos tinham inúmeros adeptos na Alemanha da época.
Até as cores do partido foram pensadas por Hitler como forma de atrair pessoas para o nazismo. Esse tipo de propagandismo a partir da nomenclatura foi utilizado por outros partidos ao longo da história. Um exemplo que é amplamente considerado atualmente é o caso da República Democrática da Coreia ou, simplesmente, Coreia do Norte, que, apesar do nome, sabemos que não tem nada de democrática.
Por fim, é importante especificar que esse debate de o nazismo ser de esquerda não existe entre os meios acadêmicos, uma vez que a sua legitimidade nos fatos históricos não é comprovada pelos estudos feitos sobre o tema.

O que era o nazismo?
O nazismo foi um partido político que surgiu na Alemanha em 1920 e que ascendeu rapidamente ao poder aproveitando-se do desespero da sociedade alemã, que estava arrasada em consequência da Primeira Guerra Mundial e da Grande Depressão. Os nazistas conseguiram chegar ao poder em 1933 e iniciaram um regime totalitário que levou a Alemanha à Segunda Guerra Mundial e a cometer o maior genocídio da humanidade: o holocausto.
O partido nazista é fruto de ideais que estavam em evidência na sociedade alemã desde o século XIX e que ganharam nova dimensão após a Primeira Guerra Mundial. No século XIX, a região que corresponde à Alemanha sofreu o seu processo de unificação (surgimento do Estado Nacional Moderno da Alemanha) em torno de fortes ideais nacionalistas. Esse processo foi conduzido por Otto von Bismarck. O nacionalismo exacerbado que existia na sociedade alemã era acompanhado por tendências xenofóbicas (desprezo pelo estrangeiro) que se voltavam contra outros povos (como os poloneses) e pelo antissemitismo (aversão aos judeus).
Esses ideais escoravam-se em ideologias da época baseadas no darwinismo social que procuravam comprovar cientificamente a “superioridade” de determinados povos em relação a outros. No caso do alemão, desenvolveu-se um ideal em torno do “nórdico” ou “ariano” como povo superior. Esse ideal de superioridade era acompanhado de um ideal de império em que os alemães formariam um “espaço vital”, uma espécie de mito rural em que os alemães ocupariam um vasto território e viveriam à custa do trabalho dos eslavos.
Além do nacionalismo extremo, da xenofobia e do antissemitismo, a sociedade alemã também reproduzia outros ideais, como a exaltação da guerra como forma de alcançar o desenvolvimento e o apreço por uma liderança forte. Todos esses valores foram levados para o século XX e exportados aos movimentos extremistas da década de 1920, quando a sociedade alemã estava à beira do colapso.
O surgimento do nazismo está diretamente relacionado com o cenário da Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. O fim desse conflito foi marcado pela rendição da Alemanha e pela resignação das lideranças do país em assumir a total responsabilidade pelo conflito. Isso foi enxergado por uma parte considerável da sociedade alemã como uma traição, e a rendição do país foi vista de uma maneira conspiratória, isto é, elementos da sociedade passaram a acreditar que a rendição da Alemanha havia sido fruto de uma conspiração.
Para agravar a situação, a Alemanha encarou a pior crise econômica da sua história nas décadas de 1920 e 1930 por conta da derrota na guerra e da Crise de 1929 (Grande Depressão). A crise econômica fez com que a moeda alemã sofresse uma desvalorização brutal e o desemprego disparasse e alcançasse quase a metade da população em idade ativa.
Foi dentro desse contexto que o nazismo ganhou força. O partido surgiu oficialmente em 1920 com o nome de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão, o nome do partido era Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, com sigla NSDAP). Hitler esteve envolvido com o surgimento do partido na data citada e ajudou na elaboração do programa do partido.
Aos poucos, Hitler foi ganhando mais importância na popularização dos nazistas, principalmente por sua excelente oratória, que chamava a atenção das pessoas. Ele se tornou líder do partido nazista em 1921 e foi figura central no fortalecimento do nazismo ao longo da década de 1920, conseguindo chegar ao poder da Alemanha em 1933.

14.276 – Como Morreram os 12 Apóstolos?


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A ciência não conseguiu comprovar se os 12 discípulos de Jesus existiram na forma como são descritos pela Igreja. Os poucos historiadores e bispos que deixaram relatos sobre eles, como Eusébio de Cesareia, autor de História Eclesiástica (séc. 4), têm a credibilidade afetada, pois seus textos tinham a intenção de reforçar a fé cristã, em um tempo em que a religião ainda não tinha dogmas bem definidos, hierarquia estabelecida e poder central estabilizado. Isso só começou a ser desenhado quando o cristianismo virou religião oficial de Roma, em 380. É possível que as biografias dos 12 apóstolos misturem as vidas de vários seguidores de Jesus com elementos ficcionais. Aqui, mostramos a forma como eles morreram segundo a Bíblia ou de acordo com textos dos primeiros séculos do cristianismo.

1
Judas Iscariotes

30-33 d.C.
Atos dos Apóstolos
Evangelho Segundo Mateus (não faz parte da Bíblia)
Suicidou-se, arrependido por ter traído Jesus. Ele se enforcou em uma árvore, sobre um penhasco. A corda arrebentou e Judas caiu em cima de pedras afiadas

2
Tiago Maior
44 d.C.
Atos dos Apóstolos
História Eclesiástica II (não faz parte da Bíblia)
Morreu ao lado do homem que o delatou ao rei da Judeia, Herodes Agripa. O delator se arrependeu e se converteu na hora H. Ambos foram executados em Jerusalém: decapitados ou perfurados pela espada de um soldado

3
Filipe
54 d.C.
Atos de Filipe (não faz parte da Bíblia)
Morreu por converter a mulher do homem errado — um procônsul romano. Dependendo da versão, ele foi crucificado ou torturado até a morte, em algum lugar da Ásia Menor

4
Mateus
60 d.C.
Relatos do pensador gnóstico Heracleon
A história mais antiga diz que ele morreu na Etiópia de causas naturais. Mas há pelo menos quatro relatos em que ele é assassinado por um rei local: decapitado, afogado, esfaqueado ou queimado

5
Tiago Menor
63-64 d.C.
Antiguidades Judaicas, de Flávio Josefo (não faz parte da Bíblia)
Culpando os cristãos pelo incêndio que destruiu Roma, em 64, o imperador Nero teria inflamado o povo a apedrejar e espancar Tiago (hoje, há historiadores que dizem que a perseguição a cristãos começou somente depois do período de Nero)

6
Pedro
64 d.C.
Atos dos Apóstolos
Primeira Epístola de Clemente (não faz parte da Bíblia)
Vítima da perseguição religiosa de Nero, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por se sentir indigno de morrer como Cristo. Segundo a tradição, o fato se deu no Circo de Nero, onde hoje fica o Vaticano

7
André
69 d.C.
Atos de André (não faz parte da Bíblia)
Morreu suspenso em uma cruz em forma de X, na Grécia. Ele havia se recusado a renegar sua fé diante do procônsul romano Aegeates

8
Tomé
72 d.C.
Atos de Tomé (não faz parte da Bíblia)
História Eclesiástica V (não faz parte da Bíblia)
Perfurado pelas lanças de soldados em Mylapore, Índia. Tudo porque ele converteu a esposa do rei Misdaeu, Charisius, que se negou a fazer sexo após virar cristã. Mylapore, quando foi dominada pelos portugueses, passou a se chamar São Tomé de Meliapor

9
João
103 d.C.
Textos de Polícrates de Éfeso e de Eusébio de Cesareia (não fazem parte da Bíblia)
Após quase ser queimado vivo a mando do imperador romano Domiciano, exilou-se na Ilha de Patmos, na Grécia, em meados de 90 d.C. De lá se mudou para Efésios, onde morreu de causas naturais

10
Bartolomeu
Data indefinida
Sem registros escritos
Teria morrido na Armênia, mas não se sabe se foi crucificado ou esfolado e decapitado pelo irmão do rei Polymius. O monarca havia sido convertido pelo apóstolo

11
Simão
Data indefinida
Sem registros escritos
Há poucas informações. Ele teria morrido após renegar algum deus do Sol. Isso poderia ter sido tanto na Inglaterra quanto na Pérsia (atual Irã)

12
Tadeu
Data indefinida
Atos de Judas Tadeu e Simão (não faz parte da Bíblia)
Teria sido martirizado em Beirute, capital do atual Líbano, ao lado de Simão, seu grande amigo (sim, é outra versão para a morte de Simão)

14.275 – Rosalind Franklin, a química que descobriu a estrutura do DNA


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Cientista foi injustiçada por colegas de laboratório que, em 1962, receberam o Nobel de Fisiologia ou Medicina pelo achado sem dar os devidos créditos a Franklin.
Nascida em 1920, a química britânica Rosalind Elsie Franklin era a segunda de cinco filhos de uma influente família judaica, bastante atuante no movimento do sufrágio feminino. Com o apoio dos pais, em 1941, Franklin se formou em Ciências da Natureza pelo Newnham College, uma das faculdades restritas a mulheres da Universidade de Cambridge. Quatro anos mais tarde, conquistou seu Ph.D com uma pesquisa sobre a porosidade do carvão, importante tópico para a indústria do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.
Foi esse trabalho que lhe abriu portas para estudar estruturas moleculares de outros objetos, indo do grafite ao RNA viral e culminando na descoberta da estrutura do DNA.
Não fossem os comentários negativos de um homem, no entanto, a contribuição de Rosalind Franklin para a descoberta da estrutura em dupla hélice do DNA talvez nunca fosse revelada. Em sua autobiografia, A dupla hélice: Como descobri a estrutura do DNA, escrita em 1968, o biólogo James Watson chamou Franklin de “agressiva”, mas detalhou sua importância para o processo que o levou a desenvolver o modelo pelo qual recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962.
Em 1951, após passar um período estudando na França, onde Franklin aprimorou o uso da cristalografia de raios-X para criar imagens de matérias microscópicas, a cientista entrou para o laboratório de biofísica do King’s College. Lá, com a ajuda de seu aluno Raymond Gosling, extraiu fibras de DNA para uma análise com raios-X e descobriu que não havia apenas uma forma da molécula, e sim duas. Com sua técnica de cristalografia e difração de raios-X, foi possível fotografar a nova estrutura, originando a famosa Photo 51.
Mas, antes que pudesse desenvolver sua tese, a cientista foi atravessada por Maurice Wilkins, um biólogo molecular que trabalhava no mesmo laboratório. Quando Watson, que tentava desvendar a estrutura do DNA, visitou o local, Wilkins se gabou da descoberta.
Em 1953, Franklin trocou a pesquisa sobre DNA por outra sobre vírus. Watson, junto com Wilkins e Francis Crick, anunciou a descoberta da dupla hélice. Ela nunca os confrontou, e morreu cinco anos depois, aos 37 anos, de câncer no ovário. Sua história só veio à tona após sua morte.

14.274 – Arma Brasileira contra Coronavírus – Remédio encontrado apresenta 94% de eficácia


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O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou, em coletiva de imprensa que um novo fármaco cujo nome não foi divulgado, encontrado por cientistas brasileiros foi aprovado pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para testes clínicos em pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
De acordo com o representante do Governo, o medicamento apresentou eficácia de 94% em testes contra o vírus, conduzidos em ambientes controlados.
O nome do remédio não será divulgado, enquanto os experimentos perdurarem. O ministério, no entanto, adiantou que o medicamento é economicamente acessível, bem como é utilizado por pessoas de diversos perfis de saúde.
A pesquisa será realizada com 500 pacientes em sete hospitais do Brasil, dos quais cinco estão no Rio de Janeiro e os outros dois em Brasília e São Paulo. Após assinarem um termo de voluntariado, os pacientes serão divididos em dois grupos: um deles vai receber doses diárias do medicamento, enquanto o outro será submetidos a placebos – isto é, a simulações de tratamento. Segundo Pontes, a expectativa é que os resultados sejam revelados nas próximas semanas.
O fármaco promissor foi descoberto em meio ao estudo de 2 mil medicamentos. Os cientistas observaram as interações de cada uma das substâncias com as enzimas e propriedades já conhecidas do novo coronavírus, por meio de supercomputadores equipados com recursos de inteligência artificial.
A partir dos experimentos, foram selecionados seis fármacos para os testes em ambientes controlados nos laboratórios. Agora, essa única substância seguirá para testes clínicos com pacientes infectados pela Covid-19.

Vacina BCG
Na coletiva, o ministro Marcos Pontes também citou que a pasta formalizou o repasse de R$ 600 mil para testes relacionados à vacina BCG, substância aplicada geralmente em crianças para prevenir a ocorrência de turberculose. A ideia é testar se vacinados são mais resistentes ao coronavírus.
De acordo com informações da Agência Brasil, dados recentes indicam que países que mantêm o uso da BCG apresentaram menores proporções de Covid-19 em comparação a nações que suspenderam o uso da vacina, como EUA, Espanha e Itália. A eficácia do tratamento também já é testada em outros países, como a Austrália.

14.273 – América Invadida Pelo Coronavírus


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Até terça 14 de abril de 2020, mais de 25.000 mortes causadas pela Covid-19 desde o final de fevereiro, quando foi anunciada a primeira vítima da doença no país. Com pouco mais de 8 milhões de habitantes, a cidade de Nova York sozinha contabilizou um total de 10.000 mortos após ter alterado nesta terça a sua forma de contagem.
A Secretaria de Saúde municipal inclui agora em suas estatísticas de mortes pela Covid-19 os casos suspeitos, mas que não testaram positivo. O objetivo desse método é compensar a escassez de testes de identificação para o novo coronavírus (SARS-CoV-2).
Antes da mudança nas estatísticas, segundo o jornal The New York Times, pelo menos 7.690 pessoas morreram pela Covid-19 na cidade de Nova York. Mesmo sem a revisão da Secretaria de Saúde novaiorquina, os Estados Unidos contam com pelo menos 25.191 mortes — mais do que qualquer outro país.
De fato, essa região é a mais atingida pelo surto de coronavírus no país. O estado de Nova York responde por 33% dos 597.000 casos da Covid-19 reportados nos Estados Unidos.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou também nesta terça-feira a suspensão do financiamento americano à Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2019 alcançou 60 milhões dólares. Trump ameaçava cortar o aporte de recursos à OMS desde 7 de abril pelo menos por cosiderar que a organização havia “severamente mal gerenciando” a pandemia. Para ele, a OMS havia “acobertado” o surto de coronavírus entre o final de 2019 e o início deste ano, quando os primeiros casos de Covid-19 foram reportados na China. Não fosse por isso, a pandemia “poderia ter sido contida”, disse Trump.
Tendo investido 57,8 milhões de dólares na OMS no ano passado, os Estados Unidos são o principal contribuidor da organização internacional, em um universo de quase 200 países.