13.746 – Física – Pequeno reator de fusão nuclear de empresa privada atinge temperaturas mais altas do que o Sol


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Uma empresa privada localizada em Oxfordshire, Reino Unido, chamada Tokamak Energy, afirmou ter testado com sucesso um protótipo de reator de fusão nuclear. Segundo eles, o modelo atingiu temperaturas mais altas do que o Sol e possivelmente poderá começar a fornecer energia em 2030. As informações são da IFLScience.
O dispositivo foi nomeado como ST40, e é a terceira máquina do tipo que a empresa criou até agora. Segundo declaração oficial, ele foi capaz de atingir temperaturas de até 15 milhões de graus Celsius.
De acordo com o CEO da empresa, Jonathan Carling, o objetivo do projeto é tornar a energia de fusão uma realidade comercial até 2030.
Até o momento, a Tokamak Energy levantou cerca de 40 milhões de dólares para financiar o projeto. Segundo eles, a abordagem pequena utilizada até agora é fundamental para que seus objetivos sejam alcançados. O ST40, que tem o tamanho aproximado de uma van, é relativamente menor aos reatores de fusão vistos em outras partes do mundo, que normalmente são do tamanho de uma casa ou campo de futebol.
Para alcançar essas altas temperaturas, o ST40 usou o chamado merging compression, que visa liberar energia através de anéis de plasma, que colidem e produzem campos magnéticos que se “encaixam”, conhecidos como reconexão magnética.
Atualmente existem dois projetos principais para reatores de fusão nuclear, ambos com o objetivo de torcer campos magnéticos e confinar o plasma superaquecido em seu interior. Um primeiro, o tokamak, que tem a forma de uma rosquinha, usa grandes quantidades de energia para torcer o plasma, enquanto um stellarator, que tem forma de uma rosquinha torcida, consegue obter o mesmo efeito.
Utilizando um design mais compacto, a Tokamak Energy afirmou que pode obter pressões de plasma mais elevadas do que os modelos convencionais. O objetivo deles era controlar o plasma com ímãs supercondutores de alta temperatura e, eventualmente, começar a produzir energia útil.
O primeiro protótipo da empresa, o ST25, foi construído em 2013, enquanto o segundo foi produzido em 2015, na esperança de alcançar mais de 100 milhões de graus Celsius. Em 2025, eles esperam desenvolver um dispositivo de energia em escala industrial e, em 2030, esperam começar a fornecer energia à rede a partir da fusão.
O campo da fusão nuclear tem vivenciado grandes avanços nos últimos anos, com diferentes equipes sustentando plasmas de hidrogênio e hélio por diferentes períodos de tempo. Embora ainda estejamos longe de viver a base de reatores de fusão nuclear úteis, aparentemente estamos caminhando na direção certa.

13.745 – Toxicologia – Por quanto tempo as drogas permanecem no corpo?


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As drogas levam alguns dias para serem eliminadas de nosso organismo e envolve muita ação química e biológica antes que você possa oferecer uma amostra negativa para o uso.
Quando as drogas são absorvidas pela corrente sanguínea – o que pode ocorrer através dos pulmões, trato digestivo ou com a ajuda de uma seringa – a única maneira de retirá-las é via urina, fezes ou transpiração. Dependendo do que foi usado, algumas substâncias podem passar direto pelo corpo de forma relativamente rápida, saindo através do cocô. Eventualmente, o restante dela será liberado por meio da urina e suor. No entanto, antes que isso aconteça, as drogas precisam ser metabolizadas em moléculas solúveis em água, transformando-se em diversos metabólitos.
Tal processo ocorre em grande parte no fígado, onde existem catalisadores como as enzimas do citocromo P450 que ajudam com a oxidação das drogas. Como resultado, as moléculas não-polares (que não têm carga total e, portanto, não são solúveis em água) tornam-se negativas. Normalmente, esses metabólitos também são ionizados, a fim de assegurar que, quando o fígado estiver pronto, poderão ser “trabalhados”.
Nesse ponto, os efeitos agudos de qualquer droga terão desaparecido, enquanto que os metabólitos solúveis no sistema de um usuário se dissolverão no sangue, antes de serem filtrados pelos rins e eliminados na urina. Esse processo, que pode demorar um pouco, podendo dar aos testes toxicológicos uma chance de pegar pessoas que ainda estejam com os metabólitos na urina e sangue – pois as análises já sabem quais são os metabólitos que devem ser investigados e a qual droga aquele “resíduo” pertence.
Os fármacos precisam ser convertidos em metabólitos solúveis antes de serem excretados, e a velocidade com que isso pode ocorrer depende, em grande parte, do tipo de metabólitos que são criados e da concentração deles. O LSD, por exemplo, é tipicamente tomado em doses pequenas, algo entre 100 a 200 microgramas, o que significa que apenas pequenas quantidades de metabólitos são detectáveis ​​no sistema de um usuário.
Além disso, a maioria dos metabólitos do LSD tendem a sair do corpo muito rapidamente. O 2-oxo-3-hidroxi LSD, por exemplo, que é o principal deles, é completamente indetectável via corrente sanguínea, de modo que só pode ser observado em quantidades muito pequenas na urina, e apenas por alguns dias.
Os testes toxicológicos mais usados procuram por metabólitos de drogas no sangue, urina e cabelos, que curiosamente também são contaminados à medida que o sangue passa sobre o folículo.
Embora seja difícil determinar datas com exatidão, uma vez que sempre haverá influência da taxa de metabolismo de cada corpo, normalmente, o tempo que leva para cada uma das drogas saírem do organismo é:
Maconha: 7 a 30 dias na urina; 90 dias no cabelo; 14 dias no sangue.
Cocaína: 3 a 4 dias na urina; 90 dias no cabelo; um dia ou dois no sangue.
Heroína: 3 a 4 dias na urina; 90 dias no cabelo; cerca de meio dia no sangue.
LSD: até 3 dias na urina; 3 dias no cabelo; menos de cinco horas no sangue.
MDMA (ecstasy): 3 a 4 dias na urina; 90 dias no cabelo; um dia ou dois em sangue.
Metanfetamina: 3 a 6 dias na urina; 90 dias no cabelo; até três dias no sangue.
Fonte: Science

13.744 – Arqueologia – Obras de nova linha do metrô de Roma revelam tesouros arqueológicos


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A construção da linha C, nova rota do metrô de Roma, na Itália, revelou pêssegos petrificados, cerâmicas de ânfora e estruturas antigas. Entre as construções estão um prédio datado do século 3 que foi destruído pelo fogo, a casa de um comandante militar e barracões de 2 mil anos de idade, usados pelo exército do Imperador romano Adriano (não, não é o jogador de futebol).
A estação San Giovanni é a mais recente da linha. Inaugurada em 12 de maio, ela oferece aos passageiros uma viagem não só de transporte, mas também ao passado da região. Os frenquentadores podem obversar mais de 40 mil artefatos descobertos durante a construção do metrô. Os itens pertencem à época do Pleistoceno até a queda do Império Romano do Ocidente, no ano de 476 da era comum.
Durante o auge do Império Romano, a região de San Giovanni era uma rica zona agrícola que produzia frutas, legumes e flores. O museu subterrâneo exibe pedras de pessegueiro de 2 mil anos, além de uma cesta de tecido e um frasco de perfume de vidro turquesa.
A próxima estação programada para abrir é Amba Aradam, perto do Coliseu. Em 2016, pesquisadores que escavavam a área descobriram um complexo de 39 quartos. Segundo o jornal The Independent, o espaço servia como quartel militar para a Guarda Pretoriana do Imperador Adriano, e guardava ossos humanos, pisos de mosaico e moedas de bronze.
Simona Morretta, a arqueóloga que supervisiona as escavações em Amba Aradam, contou ao The New York Times que a casa tem 14 quartos, um pátio central e uma fonte.
Representantes de Roma se comprometeram a preservar o quartel, propondo a criação da primeira “estação arqueológica” da cidade, e alterando o projeto que queria integrar as ruínas na estação moderna. Amba Aradam deve ser inaugurada em 2021, mas, com as escavações ainda em andamento, há a possibilidade de atrasos.

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13.743 – O Café e a Vigília


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Após dez anos estudando o sono, as forças armadas dos Estados Unidos revelaram o quanto de café você precisa beber para ficar desperto, de acordo com a quantidade de horas dormidas. Com as informações, os militares estão desenvolvendo um aplicativo que deve ser lançado em breve.
Se você dorme cinco horas por noite, o indicado é consumir o equivalente a duas xícaras de café fraco quando acordar, seguido por mais duas outras xícaras, quatro horas depois. A “xícara de café fraca” deve ter cerca de 100 miligramas de cafeína.
Para quem obtêm quantidade razoável de sono, mas trabalha de madrugada, o recomendável é beber duas xícaras rápidas de café fraco logo no início do turno.
Já numa situação mais extrema, na qual a pessoa não será poderá dormir muito por um dia ou dois, o sugerido é beber o equivalente a duas xícaras de café à meia-noite, 4h da madrugada e 8h da manhã.
Publicada na revista Sleep, a pesquisa foi impulsionada pelo costume de sono de militares norte-americanos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) disse que humanos precisam de oito a nove horas de sono. Contudo, cerca de 40% dos soldados dos EUA dormem menos de cinco horas. E isso vale para quando eles estão na própria casa. Quando estão em combate, a privação do sono se torna ainda mais extrema.
“Como os humanos respondem à privação contínua de sono de 60 horas? Como isso é diferente de quando você dorme três horas por noite durante 10 dias? O que estamos fazendo agora é desenvolver equações matemáticas que descrevam o fenômeno”, falou Jaques Reifman, do Departamento de Pesquisa Médica e Material do Exército dos EUA em Fort Detrick, Maryland, co-autor do estudo.
Reifman explicou que o objetivo da análise é extrair o máximo de benefício da bebida, assegurando ao mesmo tempo que a cafeína total na corrente sanguínea não exceda o limite de 400 miligramas.
O algoritmo criado foi a primeira parte da pesquisa, e agora os estudiosos estão buscando uma forma de determinar especificamente, pessoa a pessoa, em tempo quase real, a quantidade específica de cafeína que fará aumentar o nível de alerta dela.

13.742 – A economia no Antigo Egito


economia-egipcia-era-agricultura-53f7a674372c1Era baseada na agricultura. O rio Nilo, com suas cheias, era uma dádiva dos deuses para os egípcios. As terras cultivadas pertenciam ao Faraó, considerado pelo seu povo rei, Deus e senhor absoluto, mas eram controladas pelos sacerdotes, escribas e chefes militares que administravam os trabalhadores livres e os escravos que ali cultivavam a terra.

Uma das características da economia egípcia era o poder centralizador do Estado na figura do Faraó. A pedido do Imperador, os artesãos eram requisitados para a construção de templos e para a fabricação de armas para o exército. Com isso o comércio externo tornou-se possessão do Estado, pois só ele dispunha de material em demasia para a exportação.

Era comum o cultivo do linho, do algodão, da vinha, dos cereais e da oliveira. Os animais mais utilizados nesse período foram o boi e o asno, mas existia a criação de carneiros, cabras e gansos. O uso do cavalo só ocorreu no nono império, e o camelo, animal símbolo da civilização egípcia, só foi utilizado na época de Ptolomeu. Apesar de a agricultura ser a principal base econômica, já existiam em pequena quantidade indústrias de cerâmicas, de mineração e têxteis.

Os povos egípcios comercializavam através do Mediterrâneo, ao que tudo indica, foram os precursores. A matéria-prima para a construção dos barcos vinha da Fenícia e o pagamento era baseado na troca de objetos de arte e metais preciosos. O Egito também mantinha relações comerciais com a Arábia e a Índia.

Os gregos forneciam plantas que serviriam como uma das matérias primas utilizadas no processo de mumificação. Através de uma feitoria concedida na margem esquerda do Delta, os estabelecimentos comerciais que ali existiam efetuavam trocas, como o vinho, o azeite, a cerâmica e alguns produtos metalúrgicos pelo trigo que faltava em suas cidades de origem. As pequenas operações comerciais internas eram feitas por troca direta, não existiam moedas, porém circulavam objetos de cobre e de ouro com peso estável.

13.741 – História – A boneca na Antiguidade


A grande maioria das civilizações da Antiguidade mantinha um costume em comum: o fascínio e o hábito por bonecas. Atualmente, as crianças, em sua grande maioria as meninas, têm o costume de ter e brincar com bonecas. Mas podemos dizer que esse gosto por bonecas das crianças atuais é uma herança da Antiguidade?
A história das bonecas teve início no Egito Antigo por volta de 2000 a.C. Muitos arqueólogos encontraram bonecas em escavações egípcias; algumas eram feitas de madeira, outras de barro.
Os arqueólogos que encontraram e pesquisaram os vestígios deixados pelos povos do Egito Antigo afirmavam que as bonecas feitas com barro eram utilizadas para acompanhar os faraós até o mundo dos mortos, ou seja, eram colocadas nos túmulos juntamente com o corpo do faraó. Essa prática foi adotada para substituir pessoas próximas, parentes e escravos que antes eram enterrados com o faraó. Portanto, tal prática evitou o sacrifício de pessoas.
A boneca na Grécia Antiga, mais especificamente em Atenas, tinha quase o mesmo uso atual. As crianças atenienses utilizavam as bonecas como brinquedos. Outra função que as bonecas tinham em Atenas, que diverge dos usos atuais pelas crianças, era a prática simbólica que a boneca exercia durante o casamento. As mulheres atenienses costumavam consagrar suas bonecas à deusa Afrodite, que representava o amor e a beleza (tal prática representava uma espécie de pedido de sorte no amor).
Retornando ao início do texto, podemos dizer que o gosto pelas bonecas por parte das crianças na atualidade pode ser considerado herança da Antiguidade, ou seja, herança grega ateniense – um saber que não se perdeu durante o processo histórico e que chegou até os dias de hoje com sua devida força.

13.740 – Civilizações Antigas – Enigma do disco de Faísto


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Dentre os grandes mistérios que intrigam os arqueólogos – e não são poucos – encontra-se o disco de Faísto (ou disco de Festo, ou ainda disco de Phaisto). O disco é uma peça de cerâmica, feita de argila fina, encontrada no palácio de Faísto, na ilha de Creta, e produzida pela civilização creto-minoica, entre os anos 1900 a.C. e 1450 a.C. O que principalmente intriga os historiadores e arqueólogos são os signos impressos nos dois lados do disco e que significado teriam.
Em razão do próprio fato de possivelmente ter sido impresso com selos que reproduziam os símbolos, o disco poderia indicar o mais antigo objeto tipográfico que se tem conhecimento. Porém, não há nenhuma certeza sobre o significado de cada um dos símbolos. A escrita cretense perdeu-se após a invasão dos povos dórios à região, por volta do século XI a.C.
O disco foi encontrado por uma equipe de arqueólogos liderada por Luigi Pernier, em 1908, na região centro-sul da ilha de Creta. Os arqueólogos estavam escavando as ruínas do antigo palácio, possivelmente destruído por terremotos, quando encontraram o disco de 16 centímetros de diâmetro por 16 milímetros de espessura. Entre os signos presentes no disco há representações humanas, animais, plantas e objetos do cotidiano. Esses signos formam 31 grupos de sinais no lado A e 30 grupos no lado B, contendo 241 símbolos impressos.
O que os estudiosos procuram é buscar relacionar a origem do povo que habitou a ilha durante o período minoico e a partir daí relacionar com escritas de outros povos que possivelmente tiveram contato com os cretenses, como os semitas e os egípcios. Os ícones poderiam ser ideogramas, como os utilizados pelos egípcios, o que possibilitaria tentar uma correspondência na leitura do disco. Linhas verticais que separam e agrupam alguns dos ícones, ao longo da disposição espiral das imagens, sugerem que esses grupos seriam palavras ou frases com significados específicos.
Nesse sentido, diversas tentativas de decifrações foram realizadas. Alguns apontam o disco como um calendário antigo. Outros estudiosos dizem ser o disco um jogo rudimentar utilizado pelos cretenses para seu lazer.
Há ainda uma possibilidade de o disco ser um hino sagrado, composto em homenagem à deusa-mãe. Existem fortes indícios de que os cretenses eram organizados socialmente em matriarcados, o que garantia às mulheres uma posição não subjugada na sociedade, como ocorria nas sociedades patriarcais da época. Esse papel das mulheres é inclusive indicado como decorrente do fato de os cretenses dedicarem-se ao comércio e à navegação, cabendo às mulheres uma função de organizadoras sociais das cidades.
Por fim, cumpre indicar que há inclusive hipóteses que decifram o disco como a representação histórica de parte da civilização cretense, indicando tomada de locais geograficamente próximos e invasões estrangeiras.
Mas o mais importante é perceber o quanto ainda não conhecemos sobre o passado da humanidade. Resta aceitarmos nossa ignorância e continuarmos nossas pesquisas para tentar preencher as lacunas de nosso conhecimento histórico.

13.739 – Agora Vai – Remédio obtém resultados positivos e reduz efeitos do Alzheimer


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Os cientistas deram um passo importante na busca por um tratamento para combater a doença de Alzheimer. Um novo medicamento que está em testes obteve resultados positivos em diminuir a progressão da demência em pacientes que sofrem da enfermidade, além de reduzir as placas senis que degeneram a estrutura de neurônios e atrofiam regiões do cérebro.
Desenvolvida por uma companhia japonesa, a droga foi testada em 856 pacientes dos Estados Unidos, Europa e Japão. Essa é a primeira vez que um estudo realizado com um número expressivo de voluntários consegue apresentar-se efetivo contra os sintomas do Alzheimer.
Ao realizar comparações com pacientes que não foram submetidos à nova droga, os pesquisadores notaram que a perda de memória e a deficiência cognitiva foram 30% menores para as pessoas que participaram dos testes.
Ainda assim, os pesquisadores afirmam que o medicamento ainda não é capaz de vencer por completo a doença, que afeta 44 milhões de pessoas em todo o planeta. Até 2050, espera-se que esse número seja triplicado. Com os resultados positivos iniciais em mãos, os cientistas seguirão os testes para que a droga seja eficaz e aprofunde sua capacidade de combater a doença.
O Alzheimer ainda não é totalmente compreendido pela ciência. Apesar de a hereditariedade genética ter influência no desenvolvimento da doença, ainda não é possível afirmar com precisão os motivos que desencadeiam as manifestações das placas senis e dos emaranhados neurofibrilares (alterações que acontecem nos neurônios), que afetam gradativamente o funcionamento do cérebro e provocam desorientação, mudanças comportamentais e esquecimento.
Por enquanto, ainda não há tratamento efetivo para a cura do Alzheimer. Manter o cérebro ativo, no entanto, é recomendado para que os sinais da doença não se manifestem de maneira tão agressiva. Todas as atividades são válidas: uma pesquisa feita no Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas de Magdeburgo indicou que dançar pode ajudar pessoas mais velhas a reverter sinais de envelhecimento no cérebro e contribuir para a prevenção do Alzheimer.

13.738 – Cinema – Mega Crítica para o Filme O Último Imperador


 

Apesar da cena grotesca onde cheiram o cocô do imperador, o filme ganhou todos os prêmios que disputou.
A saga de Pu Yi (John Lone), o último imperador da China, que foi declarado imperador com apenas três anos e viveu enclausurado na Cidade Proibida até ser deposto pelo governo revolucionário, enfrentando então o mundo pela primeira vez quando tinha 24 anos. Neste período se tornou um playboy, mas logo teria um papel político quando se tornou um pseudo-imperador da Manchúria, quando esta foi invadida pelo Japão. Aprisionado pelos soviéticos, foi devolvido à China como prisioneiro político em 1950. É exatamente neste período que o filme começa, mas logo retorna a 1908, o ano em que se tornou imperador.

Data de lançamento para filmes online (2h 25min)
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: John Lone, Joan Chen, Peter O’Toole mais
Gêneros Histórico, Biografia
Nacionalidades França, Hong Kong, Itália, Reino Unido
Mais sobre o filme
O Último Imperador
foi o primeiro filme que recebeu autorização do governo chinês para filmar na Cidade Proibida.
– Ganhou os Oscars de todas as categorias as quais foi indicado.
– A versão original de
O Último Imperador
contém 224 minutos, sendo que a versão lançada nos Estados Unidos contém apenas 164 minutos. Anos mais tarde foi lançada uma versão sem cortes do filme, com sua duração original, sendo que a maior parte das cenas incluídas se referem ao período em que Pu Yi esteve em um campo de concentração chinês.
Prêmios OSCAR Ganhou 1988
Melhor Filme
Melhor Diretor – Bernardo Bertolucci
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Fotografia
Melhor Direção de Arte
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora Original
Melhor Som
Melhor Figurino

GLOBO DE OURO
Ganhou
1988
Melhor Filme – Drama
Melhor Diretor – Bernardo Bertolucci
Melhor Roteiro
Melhor Trilha Sonora Original

Indicado
Melhor Ator em Drama – John Lone

Longa premiado
Ganhou prêmios em todas as categorias do Oscar as quais foi indicado.
Versão original
A versão original de O Último Imperador contém 224 minutos, sendo que a versão lançada nos Estados Unidos contém apenas 164 minutos. Anos mais tarde foi lançada uma versão sem cortes do filme, com sua duração original, sendo que a maior parte das cenas incluídas se referem ao período em que Pu Yi esteve em um campo de concentração chinês.

Mega Crítica:
Não entendo como um filme chato, sonolento e longo e que mostra um cara cheirando cocô possa ter sido tão premiado.

13.737 – O processo de mumificação no Egito Antigo


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Entende-se por politeísmo a crença em vários deuses. Os egípcios, povos politeístas, acreditavam na vida eterna após a morte, em que o espírito do falecido voltava para tomar seu corpo. Para abrigar o cadáver, construíram as pirâmides. E para preservar o corpo (enquanto o espírito não retornava) inventaram a mumificação. Em consequência deste processo, os egípcios iniciaram os estudos da anatomia e descobriram várias substâncias químicas, na busca de substâncias para a preservação do corpo.
Primeiramente, todas as vísceras do cadáver eram retiradas. Um corte era feito na altura do abdômen, de onde era retirado o coração, o fígado, o intestino, os rins, o estômago, a bexiga, o baço, etc. O coração era colocado em um recipiente à parte. O cérebro também era retirado. Aplicavam uma espécie de ácido (via nasal) que o derretia, facilitando sua extração.
Em seguida, deixavam o corpo repousando em um vasilhame com água e sal (para desidratá-lo e matar as bactérias) durante setenta dias. Desidratado, o corpo era preenchido com serragem, ervas aromáticas (para evitar sua deterioração) e alguns textos sagrados.
Depois de todas essas etapas, o corpo estava pronto para ser enfaixado. Ataduras de linho branco eram passadas ao redor do corpo, seguidas de uma cola especial. Após esse processo, o corpo era colocado em um sarcófago (espécie de caixão) e abrigado dentro de pirâmides (faraó) ou sepultado em mastabas, uma espécie de túmulo (nobres e sacerdotes).
Segundo a religião egípcia, após a morte, o espírito era guiado pelo deus Anúbis até o Tribunal de Osíris, que o julgaria na presença de outros 42 deuses. Seu coração era pesado em uma balança, que tinha como contrapeso uma pena. Se o coração fosse mais leve que a pena, o espírito receberia a permissão para voltar e retomar seu corpo. Caso contrário, seria devorado por uma deusa com cabeça de jacaré. Os egípcios acreditavam em deuses híbridos: metade homem, metade animal (antropozoomorfia).

13.736 – História da Medicina


cesariana
Ao longo de muitos séculos, o trabalho de parto era o último grande mistério a marcar o processo de gestação de uma mulher. Desde o início da gravidez, tanto a futura mãe como sua família torcia para que o trabalho de parto pudesse se transcorrer da melhor forma possível. Caso contrário, o nascimento da criança poderia se transformar em uma dolorosa experiência capaz de oferecer diversos riscos tanto para a gestante como para a nova vida que estava por vir.
Durante muito tempo, a situação de parto foi resolvida de modo caseiro com a atuação das mulheres da casa auxiliadas por uma parteira mais experiente. Nos casos mais complicados, a falta de técnicas, aparelhos e medicamentos transformavam o nascimento em um terrível fator de risco para o bebê e para a mãe. Sendo assim, passaram-se muitas décadas até que os estudos médicos desenvolvessem alternativas seguras aos nascimentos de difícil execução.
No final do século XVI, Peter Chamberlen inventou o primeiro fórceps utilizado na retirada do recém-nascido. Nos primeiros procedimentos, a engenhoca era acoplada à cabeça da criança e puxada até que fosse integralmente retirada da mãe. Quando se realizava a remoção de um natimorto, alguns médicos utilizavam a craniotomia, um terrível procedimento médico em que se realizava a perfuração do crânio fetal até que a extração fosse possível.
No século XX, os partos passaram por uma nova revolução quando as técnicas da cesariana avançaram de modo significativo. A aplicação de anestesias, os novos procedimentos de esterilização e o emprego da incisão baixa possibilitaram que partos antes considerados fatais fossem executados com grande êxito. No entanto, em meio a tantas benesses, existem equívocos históricos e culturais quando nos reportamos a essa forma de nascimento.
O erro histórico consiste em acreditar que a cesariana foi criada graças ao famoso ditador romano Júlio César, que teria nascido desse modo. Na Roma Antiga, a incisão na barriga da mulher só acontecia quando esta já havia morrido ou quando nenhum dos dois resistia às complicações do parto normal. No caso de Júlio César, registros diversos apontam que sua mãe, Aurélia, ainda viveu depois de dar à luz ao seu ilustre filho. Sendo assim, era impossível que ela tivesse feito uma cesárea.
Do ponto de vista cultural, vemos que a popularização da cesariana nos últimos quarenta anos marginalizou outras formas de parto seguras e mais saudáveis. O medo de sentir dor ou não resistir ao trabalho de parto fez com que diversas mulheres e médicos transformassem esse processo natural em um simples procedimento técnico. Nos últimos anos, pesquisas indicam que a opção pelo parto normal reduz o risco de uma série de complicações e produz um impacto psicológico positivo na mãe e na criança.
Com isso, podemos ver que o processo de modernização dos procedimentos médicos não implica necessariamente no controle intenso dos processos fisiológicos naturais que envolvem tal situação. Não por acaso, vemos que diversos programas de saúde pública hoje incentivam a participação das tradicionais parteiras que, durante séculos, tiveram um papel fundamental para que várias vidas ganhassem o mundo. Enfim, a cesariana não pode ser mais vista como um avanço irrefutável da medicina.

13.735 – ‘Lua de Sangue’: Maior eclipse lunar do século poderá ser visto do Brasil


lua de sangue
O maior eclipse lunar do século XXI poderá ser visto do Brasil na sexta-feira, 27-julho de 2018. O fenômeno, também conhecido como Lua de sangue, começa às 16h30 – o eclipse total vai durar cerca de uma hora e meia, segundo o Observatório Nacional. É o último eclipse total da Lua que poderá ser observado do Brasil neste ano, o próximo acontece em janeiro de 2019.
Na parte leste do país, onde ficam estados como Rio de Janeiro e Bahia, a Lua nascerá durante a fase total do eclipse. No oeste, entretanto, os brasileiros vão observar a Lua em sua fase parcial.
O Observatório Nacional recomenda que as pessoas busquem um local onde é possível ver o céu perto do horizonte a leste.
A partir das 18h13, a Lua sai da sombra mais escura – o movimento marca o início do eclipse parcial, que vai até as 19h19. Depois, começa a fase penumbral, quando a Lua entra em sua sombra mais clara. A Lua de sangue termina às 20h29.

O que é um eclipse?
Para que ocorra um eclipse, Terra, Lua e Sol devem estar alinhados. Dependendo da ordem, o resultado é um eclipse solar (com a Lua entre o Sol e a Terra) ou lunar (a Terra entre o Sol e a Lua). Os eclipses podem ser totais, parciais ou penumbrais. O eclipse lunar total ocorre quando o satélite penetra completamente a zona de sombra projetada pela Terra. Por causa da coloração avermelhada que a Lua adquire durante o fenômeno, ela recebe a denominação informal de “Lua de sangue”.
O parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida. O penumbral acontece quando a Lua passa pela região de transição entre luz e sombra, com a Terra interceptando apenas uma parte dos raios solares.

13.734 -Está Provado – Cápsulas de ômega-3: estudo mostra que são inúteis para o coração


omega3
A reputação dos suplementos alimentares, que já não andava boa, acaba de sofrer um novo golpe. Desta vez, as vítimas foram as populares cápsulas de ômega-3. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que seu consumo seria capaz de prevenir problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Um estudo encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, mostrou que não existem evidências de que isso ocorra.
“Há muitas coisas que podemos fazer para proteger nosso coração, como não fumar, ter uma alimentação saudável e uma vida mais ativa”, disse a VEJA a líder da pesquisa, Lee Hooper, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. “Mas as cápsulas de óleo de peixe não vão nos ajudar.”

13.733 – História – Quem provocou o incêndio de Roma?


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O grande incêndio da cidade de Roma, acontecido na noite de 18 de julho de 64, aparece como um dos mais famosos e instigantes crimes de toda a Antiguidade. Afinal de contas, vivendo uma época de esplendor e prosperidade, quais seriam as motivações da realização de tal ato? Mediante essa pergunta, a figura do controverso imperador Nero aparece como chave para uma resposta ainda debatida entre especialistas e historiadores.
Conhecido como imperador tirano e autoritário, Nero ascendeu ao poder em Roma com apenas dezessete anos de idade e, desde então, conviveu com as várias artimanhas e conspirações que rondavam seu alto posto. Ao mesmo tempo em que vivia com a ameaça de seus opositores, ele ficava conhecido pelos gastos excessivos, realizava grandes orgias e promovia outras ações exageradas, que lhe atribuíram a figura de um imperador fortemente questionado.
Sobre o terrível incêndio, muitos diziam que teria sido mais um dos frutos da mente perturbada e manipuladora de Nero. Para alguns, ele havia ordenado secretamente o incêndio criminoso para somente embelezar algumas partes da cidade de Roma que não o agradavam. Para outros, a mesma ação desastrosa seria executada com o objetivo de incriminar os cristãos, que não se submetiam ao reconhecimento o imperador como uma figural passível de devoção religiosa.
Nessa perspectiva que incrimina o imperador, teríamos a confirmação de que o poder em Roma estava submetido a ações que hoje escandalizam a muitos. Além disso, os relatos que diziam que Nero tocava displicentemente sua harpa enquanto a cidade ardia em chamas, contribui para a falência moral de sua imagem. Contudo, uma nova interpretação historiográfica visa empreender outra leitura que se afasta do encontro de tão vil governante.
Pesquisas recentes afirmam que Nero não se encontrava nas imediações de Roma quando o grande incêndio aconteceu. Ele estava em sua residência de Ânico, a aproximadamente cinquenta quilômetros de distância da capital do império. Assim que soube da terrível fatalidade, Nero tomou as providências necessárias para que os danos fossem aplacados na medida do possível. Contudo, vários romanos juravam ter visto servos do imperador distribuindo os focos de incêndio pela cidade.
Estudos indicam que o clima seco da época em que o incêndio aconteceu explicaria o rápido alastramento do fogo e as várias destruições causadas. Paralelamente, a crença de muitos cristãos em um evento catastrófico que anunciaria o fim dos tempos e o repúdio à veneração ao imperador teria alimentado tais acusações sem fundamento. Não por acaso, Nero estabeleceria a perseguição e a morte de uma centena de cristãos que o acusavam injustamente e também desafiavam sua autoridade.
Por fim, devemos salientar que o próprio Nero era questionado por setores na nobreza que não aprovavam a sua atuação política como imperador. Alguns meses após a o grande incêndio, que inclusive afetou algumas das moradias imperiais – como recém-construído “Domus Transitória” e outras construções no Palatino –, Nero foi alvo de um terrível complô que deu fim à sua vida. De tal modo, vemos que outros interesses e suspeitos também estariam próximos àquelas polêmicas e destrutivas chamas.

13.732 – História – A prostituição na Antiguidade


Prostituica Antiguidade - HISTORIA DO MUNDO
A questão sexual é tema que intriga vários historiadores ao longo do tempo. Afinal de contas, o exame sério e detalhado desse tema tem o grande poder de reavaliar o lugar que as práticas sexuais possuem no mundo contemporâneo e estabelecer a construção de outras lógicas de sentido para uma ação que não tem nada de universal. Além disso, a observância de relatos sobre a prática sexual também abre espaço para a compreensão de outras questões políticas, sociais e econômicas que extrapolam a busca pelo prazer.
Com respeito à prostituição, vemos que diversos autores relataram o oferecimento do sexo em troca de alguma compensação. Na Grécia Antiga, por exemplo, observamos uma hierarquia entre prostitutas que poderiam não passar de meras escravas, mas que também detinham dotes artísticos ou circulavam livremente entre a elite. Já entre os romanos, a atividade era reconhecida, regulamentada, e as chamadas “lobas” chegavam até mesmo a pagar imposto em cima de seus ganhos.
Quando atingimos o mesmo tema na Antiguidade Oriental, é comum ouvirmos falar sobre a prática da prostituição com fins rituais. O geógrafo grego Strabo, por exemplo, relatou que os assírios ofereciam suas filhas ainda muito jovens para praticarem a prostituição ritual com aproximadamente 12 anos de idade. Heródoto, considerado o pai da História, descreveu de forma repugnante a prostituição babilônica realizada no interior do templo da deusa Ishtar.
Não se restringindo ao mundo acadêmico, vemos que essa noção do ato sexual com fins religiosos ainda tem o seu imaginário explorado. No fim da obra “O código da Vinci” temos uma cena em que a prática sexual é resignificada de modo a se afastar dos tabus e valores que assentaram o sexo na cultura ocidental. Entre relatos e representações, observamos que alguns historiadores vêm questionando fortemente essas narrativas que vinculam o sexo e a prostituição na antiguidade com algum ato sagrado.
Para essa corrente revisionista, a descrição do ato sexual entre algumas civilizações antigas partiu de cronistas e observadores interessados em detrair a cultura estrangeira sob o ponto de vista moral. Além disso, eles buscam e citam, entre os vários povos do Crescente Fértil, a presença da prostituição como meio de sobrevivência e a sua oferta pelas ruas dos centros urbanos. Observamos assim uma tendência que busca o fim da mitificação e da mistificação da prostituição entre os antigos.
Entre essa disputa, observamos que a sacralização do sexo na Antiguidade tende a produzir um modo de interpretação que não questiona devidamente alguns documentos trabalhados nessa época. Por outro lado, advoga em favor de uma reconstrução do passado em que o tom exótico dado à prática sexual cede lugar a outras narrativas em que a prostituição teria significados mais próximos aos que reconhecemos no mudo contemporâneo.

13.731 – A Doação de Constantino


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No processo de formação da Igreja Católica, observamos que o fortalecimento dessa instituição enfrentou situações que ameaçavam a sua unidade. Uma delas ocorreu no ano de 476, quando a queda do último imperador romano do Ocidente estabeleceu o triunfo das invasões bárbaras na Europa. Mais que um simples evento de ordem política e militar, esse acontecimento poderia significar o enfraquecimento do cristianismo frente às religiões pagãs que tomavam corpo.
Foi então que os clérigos da alta cúpula cristã apresentaram a chamada Doação de Constantino, um documento de 337 onde o imperador romano de mesmo nome teria reservado todo o Império Romano do Ocidente para a Igreja. Apesar de não ter assumido os reinos europeus diretamente, esse mesmo documento teve grande força política para expressar a influência dos chefes cristãos frente os reinos que se organizavam naquele tempo.
É assim que vemos, entre outros argumentos, de que modo a Igreja acumulou seu poder de interferência em questões políticas da Europa. Contudo, o peso desse documento acabou sendo desmascarado no século XV, quando o estudioso Lorenzo Valla apresentou uma série de documentos que comprovaria a falsidade do tempo em que o documento da doação teria sido feita.
Naquela época era impossível se valer de algum recurso tecnológico que pudesse calcular exatamente a datação do documento. Foi então que Lorenzo examinou o conteúdo do texto, observando os erros linguísticos existentes e as expressões empregadas em sua construção. Por meio de seus estudos, detectou a presença de helenismos e barbarismo que não correspondiam ao uso da língua latina naqueles tempos do império de Constantino.
Além dessas questões formais, o estudioso percebeu que a natureza do documento, elaborado com um único testemunho, não correspondia ao hábito da época. Ao mesmo tempo, ele apontou como incongruente o uso do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para fazer referência aos membros do Senado Romano e a menção de Constantinopla como uma cidade cristã em um tempo em que a mesma, assim como outras regiões dadas como de dominação romana, estava longe de assumir tal posição.
O trabalho de Valla, ao longo do tempo, não significou apenas uma tentativa de se desestabilizar a autoridade do clero. Para os historiadores, sua forma de questionar o documento exigiu a reunião de informações que envolviam as transformações da língua ao longo dos tempos e a necessidade de se estabelecer uma relação de identidade entre o documento e a época em que ele teria sido produzido. Desse modo, a invalidação da Doação de Constantino serviu de grande contributo no estudo do passado.

13.730 – Mega Techs – Como Funciona o Bluetooth


bluetooth
Trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fio, desenvolvida pela Ericsson em 1994 e permite a troca de dados em dispositivos. Ao que tudo indica a tecnologia chegou pra ficar e está cada vez mais difundida.
Foi batizada Bluetooth em homenagem a um antigo rei da Dinamarca e da Noruega, Harold Blatand (em inglês, Harold Bluetooth). O nome foi utilizado pela sua façanha de ter unificado as tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas, já que a tecnologia é justamente uma forma de unificação de diferentes dispositivos. O logotipo e símbolo do Bluetooth também é baseado no nome de Harold, já que é formado pela união das runas nórdicas Hagall e Berkanan, correspondentes às iniciais do nome do rei, “H” e “B”, respectivamente.

Como funciona o Bluetooth?
O sistema utiliza uma freqüência de rádio de onda curta (2.4 GHz) para criar uma comunicação entre aparelhos habilitados. Como seu alcance é curto e só permite a comunicação entre dispositivos próximos, seu consumo de energia é bem baixo.
A comunicação do Bluetooth se dá através de uma rede chamada piconet, que só permite a conexão de até oito dispositivos. Porém, para aumentar essa quantidade, é possível sobrepor mais piconets, capacitando o aumento de conexões pelo método chamado de scatternet.
Embora já existam classes de Bluetooth com alcance de 100 metros, a maioria dos dispositivos conta com alcance de 1 a 10 metros, o que, embora seja uma desvantagem, ajuda na segurança dos usuários. Outra garantia de ambiente seguro é que, antes de efetuar trocas de dados e arquivos entre aparelhos que dispõem do Bluetooth, normalmente deve-se ativar a função através das configurações dos dispositivos.

13.729 – Copa de 2018 – Seleção da Croácia já faz História


camisa da croacia
A Croácia precisou da sua terceira prorrogação na Copa do Mundo para bater a Inglaterra e garantir a classificação para a final. A vitória por 2 a 1 com um gol do atacante Mandzukic a cinco minutos do fim. É a primeira vez que a seleção europeia chega até a decisão da competição.
Não faltaram as piadas em referência ao cantor cantor Mick Jagger tido como torcedor pé frio.
Um pequeno pedaço de um quebra cabeças desconjuntado chamado Iogoslávia, a Croácia evoluiu após o desmembramento.

Bom no futebol, ruim no “frescobol”
O meia Ivan Perisic marcou um gol e uma assistência na vitória da Croácia por 2 a 1 contra a Inglaterra, pela semifinal da Copa do Mundo de 2018, e foi eleito o melhor jogador da partida. No entanto, o talento do jogador da Inter de Milão também foi posto a prova no Circuito Mundial de vôlei de praia, no ano passado.
Perisic foi convidado para promover a etapa do Mundial de vôlei de praia em Porec, na Croácia. O meia, de 29 anos, disputou três partidas com o compatriota Niksa Dellorco, mas não teve tanto sucesso quanto na Copa da Rússia e perdeu todos os jogos, sem vencer nenhum set, terminando o torneio na 25ª colocação. Os brasileiros Guto e Pedro Solberg foram os campeões daquele edição do evento.
Se nas areais do vôlei de praia o croata não teve tanto sucesso, dentro dos gramados de futebol ele tem tido destaque na seleção da Croácia, maior surpresa desta edição do Mundial. Pela primeira vez na final, os croatas vão encarar a tradicional seleção francesa no próximo domingo, às 12h (de Brasília), no Estádio Lujniki, em Moscou.

Camisa quadriculada azul tá dando sorte
Quadriculada como uma colça de retalhos
Desde 1998, quando a Croácia se apresentou ao mundo do futebol com a boa campanha na Copa da França (terminou em terceiro em seu primeiro Mundial), seu primeiro uniforme, xadrez em vermelho em branco, se tornou um ícone da moda esportiva. Na Copa da Rússia, no entanto, a equipe dos Bálcãs atuou em cinco de suas seis partidas com sua segunda camisa, mais escura, em dois tons de azul. O êxito do time de Luka Modric e companhia, que no domingo decidirá o título com a França, transformou o uniforme em sonho de consumo de muitos torcedores. Só há um problema: onde encontrá-lo?
Pelas ruas de Moscou, há croatas orgulhosos a cada esquina, camisas quadriculadas em vermelho e branco por toda parte. Mas nada da azul. Nem mesmo na enorme loja da fornecedora da seleção, a poucos quilômetros da Praça Vermelha. “Sold out” repete o vendedor russo, num dos poucos termos que domina em inglês, para dizer que o produto está esgotado. Com a ajuda de um aplicativo de tradução, ele explica que os uniformes 1 e 2 da Croácia até chegaram às prateleiras, em número reduzido se comparado ao de Brasil, França e Inglaterra, por exemplo, e rapidamente esgotaram. O mesmo ocorreu com a extravagante camisa da Nigéria. O vendedor disse não saber se chegará uma nova remessa.
Um torcedor croata, que, confiante no título inédito, já planejava bordar uma estrela em sua camisa vermelha e branca, afirmou que a melhor forma de encontrar o modelo azul seria a loja oficial no site da federação croata. Mas o item tampouco está disponível por lá. Nem nas lojas virtuais da fornecedora nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Rússia, onde o preço do item esgotado variava de 345 a 380 reais segundo a cotação de cada moeda.

13.728 – Atualidades – Principais Avanços Científicos


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Vários avanços foram feitos na última década no que se refere à interface cérebro-máquina, abrindo caminho para ajudar pessoas com deficiências, paralisias ou que sofreram amputações a recuperar os movimentos. Em 2009, Pierpaolo Petruzziello, italiano que vive no Brasil, conseguiu controlar um braço robótico usando a própria mente, com eletrodos conectados ao sistema nervoso. Ele foi o primeiro paciente a fazer movimentos complexos com as mãos, como pegar objetos, com o pensamento.

Plutão rebaixado (2005)
Em janeiro de 2005, uma equipe coordenada pelo astrônomo Mike Brown, do Observatório Palomar, na Califórnia, descobriu o planeta anão Eris, com 27% mais massa que Plutão e bem próximo dele, numa região conhecida como cinturão de Kuiper. O achado trouxe uma consequência: no ano seguinte, a União Astronômica Internacional entendeu que a probabilidade de encontrar outros corpos rochosos gelados com aquelas dimensões na região era tão alta (como se confirmou depois), que a definição do pobre Plutão não fazia mais sentido. O resultado? Ele foi rebaixado para “planeta anão”.

Células reprogramadas (2007)
Células-tronco são a grande promessa da ciência para revolucionar a medicina, já que podem se transformar em qualquer outra célula do corpo, e não há nada igual às embrionárias nesse aspecto. Mas a utilização desse recurso envolve questões éticas. Pesquisadores apresentaram uma alternativa bastante promissora ao conseguir reprogramar células adultas de pele humana para que se tornassem capazes de se diferenciar em vários tecidos. Dois grupos independentes — um liderado por James Thomson, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, e outro por Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, no Japão — demonstraram em 2007 a eficácia de um método que já tinha sido usado com sucesso em camundongos um ano antes. Yamanaka até recebeu o Nobel, em 2012, por suas pesquisas. Só em 2014, no entanto, é que foi feito o primeiro teste em humanos com células iPS. Uma mulher de 70 anos, no Japão, , recebeu um implante para tratar uma doença ocular que causa cegueira. Apesar dos avanços, que já tem feito cientistas recriarem tecidos de órgãos e até neurônios, ainda há um longo caminho pela frente para confirmar se as iPS são mesmo o futuro da medicina.

Água puxada para fora do ar
Pesquisadores do Insituto de Tecnologia de Massachussets e a Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, inventaram um dispositivo que literalmente tira a água do ar. Ele é alimentado por energia solar e usa uma estrutura de zircônio e fumarato para coletar o vapor de água. O protótipo foi capaz de puxar três quartos de água do ar em apenas 12 horas. A umidade chegou ao equivalente entre 20 e 30%.

Três planetas semelhantes à Terra
O sistema solar TRAPPIST-1 está localizado a cerca de 40 anos-luz da Terra. A NASA acabou de descobrir que este sistema tem três planetas neste sistema estelar que orbitam a zona habitável, o que poderia fornecer condições adequadas para a existência de água e vida extraterrestre.

planetas igua a terra

Célula voltaica que funciona com ácidos do estômago
Uma pequena célula voltaica que funciona com fluídos estomacais foi inventada por pesquisadores do Insituto de Tecnologia de Massachussets e da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos. A célula poderia alimentar sensores colocados no trato gastrointestinal durante um longo período de tempo e ser usada para monitorar sinais vitais e ajudar em tratamentos médicos.

13.727 – Química – O que é a Eletrólise da água?


eletrolise
Trata-se da decomposição de água (H2O) em oxigênio (O2) e hidrogênio (2H2) por efeito da passagem de uma corrente elétrica pela água. No entanto, este processo eletrolítico raramente é usado em aplicações industriais uma vez que o hidrogênio pode ser produzido mais acessivelmente através de combustíveis fósseis. Uma fonte de energia eléctrica está ligada a dois elétrodos (geralmente feitos a partir de alguns metais inertes como a platina ou o aço inoxidável, no caso da imagem, é usada a grafite) que estão colocados na água. Se tudo estiver corretamente montado, origina-se hidrogênio no cátodo (o eléctrodo ligado ao terminal negativo da fonte de energia) e oxigênio no ânodo (o eléctrodo ligado ao terminal positivo da fonte de energia).
É necessária uma enorme quantidade de energia para fazer a eletrólise da água pura uma vez que esta não é boa condutora eléctrica. Sem o excesso de energia a electrólise da água pura ocorre muito lentamente. Isto deve-se á limitada auto-ionização da água: a cada 555 milhões de moléculas, somente uma se ioniza.
A condutividade elétrica da água pura é cerca de um milhão de vezes menor que a da água do mar. A eficácia da eletrólise da água pode ser aumentada adicionando um electrólito (como sal, um ácido ou uma base) e/ou utilizando eletro catalisadores.
terminal positivo da fonte de energia).
É necessária uma enorme quantidade de energia para fazer a eletrólise da água pura uma vez que esta não é boa condutora eléctrica. Sem o excesso de energia a electrólise da água pura ocorre muito lentamente. Isto deve-se á limitada auto-ionização da água: a cada 555 milhões de moléculas, somente uma se ioniza. A condutividade eléctrica da água pura é cerca de um milhão de vezes menor que a da água do mar. A eficácia da electrólise da água pode ser aumentada adicionando um electrólito (como sal, um ácido ou uma base) e/ou utilizando eletro catalisadores.
História
Jan Rudolph Deiman e Adriaan Paets van Troostwijk usaram em 1789 uma máquina electro estática para produzir eletricidade que foi descarregada em eletrodos de ouro em uma garrafa de Leyden com água. Em 1800, Alessandro Volta inventou a pilha. Algumas semanas mais tarde William Nicholson e Anthony Carlisle usaram-na para a eletrólise da água. Quando Zenobe Gramme inventou a máquina de Gramme, em 1869, a eletrólise da água tornou-se um método barato para a produção de hidrogênio.
Tal esse processo ocorre quando há uma passagem de corrente elétrica numa solução aquosa, isto é, com um sal, um ácido ou uma base, dissolvidos em água e que se ionizam ou sofrem dissociação iônica, originando íons livres.
Os íons da água interferem nas eletrólises em meio aquoso, porque eles podem se depositar nos eletrodos se a sua tendência for maior do que a dos íons da substância dissolvida.
Quando está na sua forma pura, porém, a água (destilada) é má condutora de eletricidade e não é possível realizar a sua decomposição eletrolítica. Isso acontece porque a autoionização da água é muito pequena e insuficiente para conduzir corrente elétrica.
Então, se quisermos causar uma eletrólise do cátion e do ânion da água, teremos que dissolver algum soluto que contenha íons mais reativos que os da água, que não participem das reações envolvidas.