13.734 -Está Provado – Cápsulas de ômega-3: estudo mostra que são inúteis para o coração


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A reputação dos suplementos alimentares, que já não andava boa, acaba de sofrer um novo golpe. Desta vez, as vítimas foram as populares cápsulas de ômega-3. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que seu consumo seria capaz de prevenir problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Um estudo encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, mostrou que não existem evidências de que isso ocorra.
“Há muitas coisas que podemos fazer para proteger nosso coração, como não fumar, ter uma alimentação saudável e uma vida mais ativa”, disse a VEJA a líder da pesquisa, Lee Hooper, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. “Mas as cápsulas de óleo de peixe não vão nos ajudar.”

13.687 – Mega Memória – Há 50 anos, acontecia o primeiro transplante de coração no Brasil


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Na madrugada de 26 de maio de 1968, Euryclides de Jesus Zerbini, cirurgião do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP), revolucionou a medicina ao liderar a equipe que realizou o primeiro transplante de coração no Brasil. Apesar de não ter sido o pioneiro – lugar que pertence ao sul-africano Christiaan Barnard, que realizou o procedimento cinco meses antes –, a cirurgia esteve entre as cinco primeiras do mundo.

O receptor do coração foi o lavrador mato-grossense João Ferreira da Cunha, de 23 anos, também conhecido como João Boiadeiro, que havia sido diagnosticado com doença do miocárdio e insuficiência cardíaca. Ele recebeu o novo coração às 6h40 do dia 26. O procedimento foi descrito com detalhes no livro A face Oculta dos Transplantes, de Euclydes Marques, um dos cirurgiões que participou desta ocasião histórica.
Pioneirismo brasileiro
O primeiro transplante cardíaco do Brasil tinha tudo para ser o primeiro do mundo, mas como as cirurgias realizadas em animais tinham excelente técnica, porém nenhuma taxa de sobrevivência, alguns dos professores mais renomados do Hospital das Clínicas de São Paulo preferiram não se arriscar, ainda que os jovens cirurgiões estivessem animados com a possibilidade.

Por causa disso, Christiaan Barnard, com 44 anos na época, passou à frente e realizou o primeiro transplante de coração do mundo em 3 dezembro de 1967, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Os esforços pioneiros de Barnard não foram suficientes para aumentar o tempo de vida do paciente, que faleceu dezoito dias após a cirurgia em decorrência de uma infecção pulmonar.

Mesmo ficando atrás de cinco países, o Brasil foi o pioneiro na América Latina. A cirurgia foi um sucesso e demonstrou a capacidade da equipe de cirurgia torácica do Hospital das Clínicas, que havia anos vinha realizando transplante em cães, tentando encontrar as melhores técnicas para fazê-lo em humanos. Infelizmente, foi o pós-operatório que mostrou-se preocupante. Dezoito dias após o transplante, João Boiadeiro começou a apresentar sinais de rejeição ao órgão. Alguns dias depois ele veio a falecer.

A morte do primeiro transplantado não desanimou os médicos e, quatro meses depois, outro paciente – Hugo Orlandi, de 48 anos – passou pela cirurgia e resistiu 378 dias, quando seu corpo também começou a rejeitar o novo coração. No ano seguinte, em janeiro de 1969, Clarismundo Praça, 52, recebeu o terceiro coração transplantado do país. Ele não apresentou rejeição, mas faleceu 83 dias depois por causa de uma infecção generalizada provocada por uma ferida cirúrgica.

Mesmo com o óbito dos três primeiros pacientes, as conquistas alcançadas pela realização do transplante cardíaco no Brasil se mantêm até hoje, como a construção do tão sonhado Instituto do Coração (Incor), pelo qual Zerbini vinha lutando havia anos.

“O melhor momento é hoje”
Apesar das evoluções na medicina, poucas mudanças ocorreram no processo operatório. Nos primeiros anos, o avanço foi maior, especialmente em áreas que poderiam melhorar a taxa de sobrevida dos pacientes, como a descoberta e aprovação da ciclosporina, que motivou o aumento no número de várias modalidades de transplante. No entanto, nos últimos anos, a velocidade passou a diminuir, embora o período atual seja considerado por muitos médicos como o melhor para o transplante cardíaco, pois os pacientes estão vivendo mais e com melhor qualidade de vida.
O primeiro paciente de transplante cardíaco do Brasil sobreviveu apenas 28 dias após a cirurgia. Apesar da morte precoce, João Boiadeiro viveu dez dias a mais que o primeiro paciente a passar pelo procedimento, na África do Sul. Apesar de já existirem medicamentos imunossupressores, usados para controlar a rejeição nos receptores de transplantes, esse ainda era um dos principais problemas da época.

Por esse motivo, o número de transplantes realizados por ano foi diminuindo no mundo inteiro até a década de 80, quando foi aprovado o uso da ciclosporina em humanos. Esse medicamento, capaz de reduzir as reações que causam a rejeição de órgãos, é utilizado até hoje como tratamento inicial ou de segunda linha, quando as medicações imunossupressoras usadas anteriormente não funcionaram.

Tecnologia à serviço da medicina
Outro empecilho resolvido pelo avanço da medicina foi o tempo entre a retirada do órgão e a sua instalação no corpo do receptor. Na época dos primeiros transplantes, era preciso que doador e receptor estivessem o mais próximo possível um do outro para que a transferência fosse imediata, impedindo que o coração ficasse muito tempo no gelo e a hipotermia pudesse impedir que ele voltasse a bater depois de reimplantado no receptor. Hoje em dia, o coração pode ficar até quatro horas fora do corpo e, muitas vezes, passa parte desse tempo viajando de avião, por exemplo, para chegar ao destino final.

Além disso, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, desenvolveram o Organ Car System (OCS), equipamento capaz de manter o coração e outros órgãos pulsando enquanto ocorre o transporte, o que aumenta o tempo de viabilidade dele fora do corpo humano. No entanto, como seu uso encarece o procedimento cirúrgico, o equipamento é usado apenas como último recurso, mas há previsões de que no futuro ele possa ser utilizado com maior frequência. Por enquanto, muitos médicos ainda preferem optar pelo método convencional, que oferece resultados satisfatórios.

O progresso tecnológico também permitiu a criação de corações e ventrículos artificiais capazes de auxiliar o coração debilitado a bater por mais tempo, mantendo o indivíduo vivo até o momento do transplante, que pode acontecer rapidamente ou levar anos. Eles podem ser utilizados interna ou externamente, dependendo da necessidade do paciente, sendo uma alternativa para pessoas que não podem receber transplante.

Infelizmente, no Brasil, o uso destes mecanismos ainda é limitado por causa dos custos – o Instituto do Coração é um dos poucos hospitais no país que dispõe de alguns em versão para adultos e crianças. O pioneirismo no implante de dispositivo de assistência ventricular (DAV) na América Latina também pertence ao Brasil, tendo sido realizado em 1993, no Incor.
Ajudando a salvar vidas
De acordo com Fábio Jatene, mesmo que os avanços médicos tenham representado muito para o transplante, existem desafios que precisam ser superados para que o procedimento possa progredir ainda mais, principalmente no Brasil. A preocupação com os doadores, por exemplo, é um dos problemas que precisam ser solucionados. Como as emergências do país estão quase sempre superlotadas, existe certa dificuldade em cuidar dos pacientes, especialmente daqueles que não têm perspectiva de vida, como os que apresentam morte cerebral – justamente os possíveis doadores.

Outro desafio é a doação de órgãos. A legislação brasileira permite a doação mediante autorização de familiar; entretanto, mesmo que em vida o paciente tenha informado à família o interesse em se tornar doador, como não existe documentação que possa comprovar este desejo, se o responsável não quiser autorizar, é a vontade dele que prevalece. Apesar de crescer gradativamente, o número de doadores no Brasil ainda é limitado em comparação com países como Espanha e Estados Unidos, que trabalham na comunicação com famílias de doadores em potencial.

“A doação de órgãos ainda é um tabu na sociedade, ninguém vai querer usar o almoço de domingo para falar sobre a morte. Não é uma questão tratada com frequência. Antes de ter passado pelo meu problema, eu e meus familiares nunca conversamos a respeito disso, não era um assunto que existia nas nossas conversas”, confessou. No entanto, essa realidade não é mais a mesma. Desde o transplante, Renato e a família coordenam a campanha “Doe órgãos salve vidas“, que visa a promover palestras e eventos para conscientizar as pessoas da importância da doação de órgãos e como o gesto pode ajudar a salvar vidas.
Como acontece o transplante
A cirurgia de transplante de coração envolve duas técnicas principais: a clássica e a bicaval. O que diferencia uma da outra é a quantidade de tecido do órgão velho que permanece no corpo do paciente. Apesar disso, ambas as técnicas seguem basicamente os mesmos princípios cirúrgicos:

1ª etapa: O procedimento cirúrgico de retirada do coração do receptor começa apenas quando o novo órgão já está na sala de operação, pronto para ser transplantado. Depois que o peito do receptor é aberto, as veias são desligadas do coração e conectadas a uma cânula (tubo) de uma máquina de circulação extracorpórea (CEC). Esse equipamento será responsável por exercer a função do coração, bombeando o sangue durante a cirurgia para que o corpo continue funcionando.

3ª etapa: O novo coração é conectado ao átrio, cavidade que recebe o sangue. As cânulas são retiradas e as veias e artérias são reconectadas ao novo coração. O sangue que estava sendo bombeado pela máquina de CEC retorna para o corpo e o coração é estimulado para recuperar os batimentos. Antes de fechar o peito do paciente, drenos são colocados na cavidade pulmonar para evitar o acúmulo de líquidos.

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13.319 – Saúde – Amamentação reduz risco de doenças cardíacas em até 18%


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Alguns estudo já mostraram que a amamentação não só promove inúmeros benefícios para o bebê como também ajuda na perda de peso no pós-parto, reduz níveis de colesterol, glicose, pressão alta, riscos de câncer de mama e do ovário nas mães. Agora, a ciência comprova mais uma vantagem da prática para as mães: segundo estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American Heart Association, amamentar pode prevenir derrames e o desenvolvimento de doenças cardíacas, mesmo uma década após o parto.
Pesquisadores da Universidade Oxford, na Inglaterra, e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, na China, acompanharam cerca de 290.000 mulheres chinesas por oito anos. Os resultados mostraram que aquelas que tinham amamentado, corriam um risco 9% menor de desenvolver doenças cardíacas e 8% menor de sofrer derrames.
Além disso, os benefícios aumentaram de acordo com a duração da amamentação. Ou seja, as mães que amamentaram seus filhos por até dois anos ou mais diminuíram sua probabilidade de doenças cardíacas em até 18% e de derrames em 17%. Segundo o estudo, a cada seis meses adicionais de aleitamento, o risco de desenvolver os problemas diminuía em 4% e 3%, respectivamente.

“Apesar de não conseguirmos estabelecer a relação entre causa e efeito, os benefícios podem ser explicados pela aceleração do metabolismo que a amamentação promove depois do parto. A gravidez muda o metabolismo da mulher drasticamente enquanto armazena gordura para fornecer energia necessária para o crescimento do bebê e para o leite materno. Amamentar ajuda a eliminar essa gordura de forma mais rápida e completa.”, disse Sanne Peters, pesquisador na Universidade Oxford.

Benefícios da amamentação
Outra hipótese é que, em geral, as mulheres que amamentam são mais propensas a se engajarem em comportamentos mais saudáveis, reduzindo, consequentemente, os riscos de doenças, em comparação com as que não o fazem. Segundo os pesquisadores, o estudo é um dos primeiros a fornecer evidências dos benefícios em longo prazo do aleitamento.
O leite materno pode ajudar a proteger recém-nascidos de doenças e infecções, e é recomendado para, pelo menos, os primeiros seis meses de vida da criança, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). “As descobertas devem encorajar as mães a amamentarem por mais tempo, visto que promove benefícios que dependem disso”, disse Zhengming Chen, principal autor da pesquisa.

13.271 – Medicina – Estatina reduz risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca


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Um novo estudo acaba de comprovar mais um benefício das estatinas para a saúde cardíaca. Além de ter o colesterol controlado, pessoas que tomam estatinas têm menor probabilidade de terem o músculo do coração espesso, condição conhecida como hipertrofia ventricular esquerda, que aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca e derrame no futuro.
No estudo, apresentado durante o EuroCMR 2017, conferência sobre exames de imagem cardíaca realizada em Praga, na República Tcheca, pesquisadores da Universidade de Londres analisaram, por meio de exames de ressonância magnética, o coração de 4.622 pessoas na Inglaterra, das quais 17% tomavam estatinas. Os resultados mostraram que, em comparação com quem não fazia tratamento com o medicamento, aqueles que faziam tinham câmaras ventriculares esquerdas com uma porcentagem de massa muscular 2,4% menor. Seu volume de massa ventricular esquerda e direita também eram menores.
Mas, na prática, o que isso significa? De acordo com Nay Aung, autor do estudo, essas características correspondem a uma redução no risco de desfechos adversos associados a um coração grande e espesso, como infarto, insuficiência cardíaca e derrame, em pacientes que, teoricamente já estavam em risco mais alto de desenvolver problemas cardíacos, em comparação com aquelas que não usam o medicamento.
Os resultados foram confirmados mesmo após os cientistas contabilizaram outros fatores que podem afetar o coração, como etnia, gênero, idade e índice de massa corporal (IMC).

Possível explicação
Segundo informações do jornal britânico The Guardian, outros benefícios já comprovados das estatinas incluem melhoria da função dos vasos sanguíneos, redução da inflamação e estabilização dos depósitos de gordura nas paredes das artérias.
Embora o estudo atual não tenha analisado o porquê desse efeito benéfico das estatinas na estrutura e função cardíaca, pesquisas anteriores já haviam mostrado que o medicamento reduz o stress oxidativo e a produção de fatores de crescimento, químicos naturais que estimulam o crescimento celular. Essas características podem ter influência em seu efeito sobre a estrutura cardíaca. As estatinas também ajudam a dilatar as veias sanguíneas, levando a uma melhora no fluxo e redução do stress do coração.

13.178 – Cardiologia – Colesterol alto pode ser hereditário


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Pelos menos 360 mil brasileiros desconhecem que sofrem de uma doença genética responsável por elevar os níveis de colesterol no sangue, aumentando em até 30 vezes o risco de terem problemas cardíacos, mesmo na juventude.

O alerta é do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, que dispõe de um programa que rastreia o código genético de pacientes com suspeita de terem a doença, a hipercolesterolemia familiar. As informações são da Agência Brasil.
Há apenas dois meses, a técnica em enfermagem Natércia Barbosa, 35 anos, foi diagnosticada com hipercolesterolemia familiar. “O meu nível de colesterol oscilava. Já minha mãe fazia tratamento há mais de oito anos e, mesmo usando remédio, era difícil controlar. Fizeram a análise do DNA dela e viram que se tratava de uma doença provocada pela mutação de um gene”.
Após a descoberta do diagnóstico da mãe, Natércia, as irmãs e as tias foram convocadas pelo Programa de Rastreamento Genético de Hipercolesterolemia Familiar do Incor, o Hipercol Brasil. As análises mostraram que duas mulheres da família também têm a doença.

Medidas de prevenção
Um aliado importante na luta contra o colesterol alto é a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e atividade física. “Para quem não tem a hipercolesterolemia familiar, esses hábitos, muitas vezes, são suficientes para prevenir e tratar o colesterol alto”, disse o cardiologista do InCor, Raul Dias Santos. O fumo e a ingestão de alimentos com gordura saturada, por exemplo, contribuem para aumentar os riscos.

Os benefícios da vitamina A
A vitamina A, também chamada de retinol, é extremamente importante e indispensável para a manutenção de uma boa visão e do sistema imunológico. Além disso, tem funções antioxidantes e pode ser usada no tratamento de alguns problemas de pele.

Sendo encontrada em vários tipos de alimentos, como os de origem animal (leite, ovos, fígado, sardinha, manteiga, queijos gordurosos), folhas (agrião, couve, espinafre, brócolis), frutas (laranja, mamão, manga, pêssego) e vegetais (pimentão amarelo, cenoura, abóbora), a vitamina pode ser obtida por meio de diversas fontes naturais, dispensando o uso de comprimidos.
Ao longo de toda a vida, a vitamina A deve ser ingerida, mas, em algumas fases, seu consumo deve ser reforçado, como durante a gravidez. Além disso, bebês e crianças em fase de crescimento também precisam dar uma atenção especial aos alimentos que possuem essa vitamina.

 

 

13.168 – Medicina – Folha de Espinafre é Transformada em Tecido Cardíaco


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Pesquisadores do Worcester Polytechnic Institute (WPI), em Massachusetts (EUA), descobriram uma maneira de usar estruturas de folhas de espinafre para regenerar tecidos cardíacos humanos. Este estudo tem potencial de reparar órgãos danificados por ataques cardíacos, por exemplo.
O trabalho foi publicado neste mês de março na revista Biomaterials, e descreve uma nova forma de criar sistemas vasculares, uma das grandes dificuldades da engenharia de tecidos. Cientistas já criaram grandes tecidos humanos em laboratório com impressoras em 3D, mas o grande desafio é desenvolver pequenos e delicados vasos sanguíneos, muito importantes para a saúde do tecido.
“O maior fator limitante para a engenharia de tecido é a falta de conexões vasculares. Sem esta rede, você tem a morte do tecido”, aponta o mestrando da WPI, Joshua Gershlack, em um vídeo publicado pela instituição.
Uma das características da folha de espinafre é a rede de pequenas veias que levam água e nutrientes para as células. Com esta rede vegetal, foi possível replicar a forma com que o sangue se move nas veias humanas. Para tornar isto possível, foi necessário mergulhar as folhas de espinafre em um tipo de detergente especial para remover todas as células vegetais das folhas, mantendo apenas as estruturas de celulose.
A equipe por trás desta pesquisa mergulha então a estrutura da planta em células humanas para que o tecido humano possa crescer no apoio da folha e espinafre. Quando elas transformam a folha em um tipo de mini coração, o grupo envia fluídos e corante por estas pequenas veias para mostrar que as células sanguíneas poderiam fluir por este sistema.
O objetivo final dos pesquisadores é conseguir substituir tecidos danificados em pacientes que sofreram ataque cardíaco ou que têm problemas cardíacos que impedem a contração do coração. Como veias cardíacas, as pequenas veias vegetais das folhas modificadas poderiam enviar oxigênio para o tecido substituto, o que é crucial para gerar o novo tecido.
A técnica não funciona exclusivamente em folhas de espinafre, e pode ser aplicada em diferentes tipos de vegetais para reparar tecidos humanos. Madeira, por exemplo, poderia ser usada para substituir ossos humanos.
“Temos muito trabalho a ser feito, mas por enquanto isso é muito promissor. Adaptar plantas abundantes que fazendeiros têm cultivado há milhares de anos para usar na engenharia de tecidos poderia solucionar vários problemas que limitam o campo”, explica Glenn Gaudette, um dos pesquisadores. [National Geographic, Science Alert]

12.949 – Desculpa de Bêbado 2 – Tomar cerveja todos os dias ajuda a prevenir doenças do coração


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Um novo estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia chegou à recomendação médica dos sonhos: beber cerveja todos os dias. Os cientistas comprovaram que o consumo moderado da bebida pode reduzir as chances de ter um infarto ou outras doenças do coração.
A pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana do Coração, examinou 80 mil chineses adultos e saudáveis durante um período de seis anos e percebeu que o álcool reduziu o declínio natural dos níveis de HDL – conhecido como colesterol bom, que age como um “detergente natural” ao limpar as moléculas de gordura do sangue.
Ao longo da pesquisa, os participantes responderam questionários sobre seus hábitos alcoólicos e fizeram exames de sangue periodicamente para medir os níveis de colesterol. Aqueles que bebiam doses moderadas de álcool – duas por dia entre os homens e uma entre as mulheres – não viram seus percentuais de HDL despencar tão rapidamente (0.17mmol/por ano). Entre os voluntários mais boêmios ou abstêmios, essa manutenção das taxas de colesterol não foi percebida. As doses de cerveja foram medidas em “pints” (copo de 473 ml) – o volume de cerveja ingerido por um voluntário que bebe moderadamente não chega nem ao conteúdo de duas latas de cerveja.
Apesar dos cientistas terem feito a pesquisa com outras bebidas, os efeitos do consumo de cerveja foram mais perceptíveis. Os resultados do estudo são importantes, porque quanto maiores as concentrações de HDL, menores são as chances de desenvolver placas de colesterol “ruim” nas paredes das artérias e, consequentemente, obstruir o fluxo sanguíneo. Uma boa descoberta, visto que os problemas cardíacos estão entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo.
Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que para determinar a relação colesterol bom–cerveja, são necessários outros testes em populações com hábitos diferentes da chinesa. Eles também alertam para os perigos que o excesso de álcool provoca no organismo, como aumento de peso, disfunções no fígado e o desenvolvimento de problemas no sistema nervoso. Ou seja, não é pedindo mais uma saideira que você vai evitar um possível infarto – mas talvez molhar o bico ajude.

12.665 – Droga que dissolve coágulos de AVC tem eficácia comprovada


Cientistas da Austrália, China, Nova Zelândia e Brasil se uniram numa pesquisa e confirmaram a eficácia do trombolítico de rtPA (ou Alteplase), no tratamento do AVC – Acidente Vascular Cerebral.O trabalho foi para avaliar a segurança do tratamento com drogas trombolíticas  – medicamentos para dissolver coágulos – que era colocado em cheque pelo risco de sangramento no cérebro. No Brasil, o estudo foi coordenado pelos professores Octávio Pontes-Neto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e Sheila Cristina Ouriques Martins, coordenadora do Programa de AVC do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento.

Além de confirmar a eficácia do medicamento no tratamento do AVC, as pesquisas mostraram que uma dose mais baixa do medicamento – 0,6 mg/kg de peso, ante 0,9 mg/kg de peso que é a dose padrão – leva à redução de aproximadamente um terço dos casos de complicações hemorrágicas.

E, após 90 dias de tratamento com dosagem menor da medicação, os cientistas observaram ainda redução da morte de pacientes.

“Esse benefício adicional em segurança com a dose reduzida só foi ofuscado por um pequeno aumento dos casos que permanecem com sequelas residuais do AVC em 3 meses”.

Os pesquisadores relatam que para cada mil pacientes tratados com a dose reduzida, 41 apresentaram mais sequelas residuais do AVC (ajuda para se vestir ou andar) em comparação com a dose padrão.

Porém, 19 pessoas a menos morreram com esta dose reduzida. “Por este motivo, a dose convencional, 0,9 mg/kg, deve continuar sendo a mais utilizada na rotina”, avaliam.

Segurança

Mesmo com os problemas enfrentados com a dose reduzida, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma ainda mais segura de tratar os pacientes com AVC.

“Um dos achados secundários do estudo foi que o risco de sangramento parece ser maior em pacientes que já estavam usando remédios antiplaquetários como a aspirina. Nestes casos, o uso da dose reduzida seria uma opção mais segura e com eficácia semelhante em relação a dose convencional”, relata Pontes-Neto.

Para os pesquisadores, estes resultados podem ampliar a segurança e favorecer a administração do tratamento trombolítico para AVC no País.

“Atualmente menos de 2% dos pacientes com AVC isquêmico são tratados com trombolíticos no Brasil, e o acesso a este tratamento precisa ser ampliado. Com os resultados do estudo multicêntrico, a dose convencional ainda deve continuar sendo a padrão, porém agora temos a opção de oferecer este tratamento com ainda mais segurança em pacientes que apresentam alto risco de sangramento”, afirma Pontes-Neto.

Custo

O professor lembra que, com a utilização de menor dose do medicamento para parte dos pacientes, o custo do tratamento diminui, “facilitando a utilização em maior escala no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como em países onde o tratamento ainda é muito caro.”

Os coordenadores brasileiros também são pesquisadores da Rede Nacional de Pesquisa em AVC.

O estudo teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde e foi conduzido totalmente independente da indústria farmacêutica.

A coordenação mundial do estudo foi do professor Craig Anderson, do George Institute da Austrália.  Os resultados acabam de ser publicados no principal jornal científico na área médica no mundo, o New England Journal of Medicine.

12.330 – Ficção? Cientistas recriam coração humano a partir de células tronco


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Ainda não é possível usar os corações sintéticos em transplantes reais, mas é o mais perto que já se chegou de um órgão criado em laboratório que realmente funcione.
O transplante de órgãos sintéticos criados em laboratório pode até parecer coisa de filme. Ok, ainda é coisa de filme, mas agora os cientistas estão muito mais perto de diminuir a espera por uma doação.
É que, nesta semana, cientistas do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School conseguiram criar um coracão híbrido, feito em parte por células tronco.
E daí? Bom, daí que a maior dificuldade que os médicos encontram para fazer um transplante é a possibilidade de rejeição pelo corpo do receptor. Um em cada quatro transplantados apresentam algum problema relacionado à rejeição. Nos EUA, 8% dos pacientes têm uma sobrevida de apenas 6 meses.
O tal do “coração híbrido” mata esse problema, já que ele é feito, em parte, com células do próprio receptor. Funciona assim: antes de transplantar o coração doado, os cientistas lavam-no com uma solução criada para remover seu tecido cardíaco, que é o pode causar a rejeição. O que sobra é um coração “limpo”.
Mas aí, aparece outro problema: um coração só funciona com esses tecidos cardíacos. Para resolver mais essa, os cientistas substituem o tecido que foi “lavado” por um novo, feito a partir das células tronco do receptor, como se o coração limpo fosse uma base e os novos tecidos uma espécie de embrulho. Como esses tecidos são compatíveis com o receptor, as chances de rejeição diminuem.
Depois de tudo isso, o coração híbrido já está quase pronto, e a única coisa que falta são os batimentos cardíacos. Para simulá-los, os cientistas deram um choque elétrico no coração. E deu certo: ele começou a bater!
O processo foi testado em 73 corações humanos doados e demorou três meses para ser concluído. Mesmo assim, tudo o que os cientistas conseguiram foi testar a mecânica da coisa e ver que funciona. O passo seguinte é transplantar pra valer.
Essa não é a primeira vez que tecidos corporais são cultivados em laboratório, mas é o mais perto que já se chegou de construir um coração em tamanho real e que funcione. Então, legal: é um passo a mais para ajudar as 40 mil pessoas que estão na fila geral de transplantes só no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

11.984 – Farmacologia – O Fármaco Lomitapide (Juxtapid)


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É um fármaco para o tratamento de hipercolesterolemia familiar, desenvolvido por Aegerion Pharmaceuticals. Foi testado em ensaios clínicos como tratamento único ou em combinação com atorvastatina , ezetimiba e fenofibrato.
Os EUA Food and Drug Administration (FDA) aprovou lomitapide em 21 de dezembro de 2012, como um medicamento órfão para reduzir o colesterol LDL, o total de colesterol, apolipoproteína B e lipoproteína de não-alta densidade colesterol (não-HDL) em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo).
Em 31 de maio de 2013, o Comite Europeu dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) emitiu um parecer positivo com um voto unânime recomendar uma autorização de comercialização para lomitapide.
Em 31 de julho de 2013, a Comissão Europeia aprovou lomitapide como um complemento para a baixa dieta de gordura e outros medicamentos hipolipemiantes, com ou sem lipoproteína de baixa densidade (LDL) aférese em doentes adultos com HFHo.
Lomitapide inibe a proteína de transferência de triglicérido microsomal (MTP ou MTTP) que é necessário para muito lipoproteína de baixa densidade (VLDL) de montagem e secreção no fígado.
Em 24 de Dezembro de 2012, fabricante de medicamentos Aegerion anunciou que tinha sido aprovado pelo FDA como “um suplemento para uma dieta de baixa gordura e outros tratamentos hipolipemiantes … em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo).

Os efeitos colaterais
Num estudo de Fase III, lomitapide conduziu a elevadas de aminotransferases níveis e acumulação de gordura no fígado.

Brasileiros foram usados em testes de remédio dos EUA
A Corregedoria Geral da Administração do Estado de São Paulo e o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) estão investigando médicos que prescreveram o remédio “Juxtapid”, produzido por um laboratório dos Estados Unidos e não aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Há suspeita de que os médicos teriam negociado com o laboratório para testar o medicamento em pacientes brasileiros. As informações são do SPTV.
O número de ações judiciais que pediam a compra do remédio foi um dos fatos que chamou a atenção dos órgãos investigadores. A polícia ouviu alguns dos pacientes que estavam usando o remédio e descobriu que alguns deles não precisavam do tratamento e estavam com efeitos colaterais. Um dos entrevistados disse que, após usar o medicamento, passou a ter tonturas e formigamento no braço.
A Justiça cassou algumas liminares que pediam a compra do remédio. Em uma dessas decisões, o juiz ressaltou as suspeitas que recaem sobre os recentes pedidos em massa para o medicamento, todos com relatórios médicos similares. Já a Corregedoria do estado diz que deverá acionar o FBI para investigar o laboratório.

11.923 – Cardiologia – Adesivo fecha buraco no coração sem cirurgia


Pesquisadores de quatro renomadas instituições médicas da Boston, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica inédita para fechar buracos no coração sem a necessidade de uma cirurgia invasiva. É a tecnologia mais uma vez em favor da humanidade.
Um catéter equipado com luz ultravioleta e levando um adesivo biodegradável é introduzido nas veias do paciente e guiado até o coração. Uma vez que chega ao seu destino, o dispositivo ativa o revestimento adesivo, inflando uma espécie de balão e reparando os buracos. A luz ultravioleta ativa a cola do adesivo na parede do coração. Por fim, o médico esvazia os balões e remove o catéter.
As vantagens são grandes: o coração não precisa parar de bombear sangue para ser reparado e o seu tecido não precisa ser cortado, o que pode evitar complicações e tornar o procedimento mais simples. Com o tempo, por ser biodegradável, o adesivo se dissolve e simplesmente desaparece, não deixando qualquer material estranho no corpo.
Cardiologistas do Hospital Infantil de Boston anunciaram a criação do remendo adesivo inovador para selar buracos no coração. Agora a técnica através do catéter é mais uma revolução na medicina graças ao avanço da tecnologia.

10.874 – Medicina – Você ainda vai ter um coração de porco (!)


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A fila de transplante de orgãos é bem grande, a gente sabe. E muita gente acaba morrendo antes de conseguir um órgão novo.
Mas uma solução pode estar por vir. É que, há alguns anos, pesquisadores da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, estão tentando manipular órgãos de porcos para serem transplantados em humanos. E, na semana passada, anunciaram que já estão alterando diversos genes em embriões suínos para agilizar o processo.
Porcos seriam doadores adequados para humanos, já que o tamanho de seus órgãos é parecido com os nossos. Mas espera um porquinho, por que alterar os genes dos suínos? A alteração é necessária para contornar alguns empecilhos importantes. Primeiro, há uma grande probabilidade de os orgãos suínos infectarem o corpo humano com algum tipo de vírus estranho para nós. Segundo, há o fato de que nosso sistema imunológico costuma rejeitar órgãos transplantados – ainda mais os de outras espécies.
Para evitar esses problemas, os estudiosos alteraram 82 genes nos embriões – 10 modificações a mais do que o recorde registrado até agora. Por enquanto, todas essas alterações foram testados em diversos embriões diferentes. Resta a dúvida se vão funcionar todas juntas. E se a comunidade médica vai aprovar o uso de órgãos suínos em humanos, é claro.

11.688 – Astronáutica – A circulação sanguínea se altera na falta de gravidade?


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Não existem ambientes sem gravidade. O que acontece no espaço é que essa força é anulada pela alta velocidade das naves (em média, 27 000 quilômetros por hora). Para começar, o coração trabalha melhor. “Normalmente, ele empurra 70 centímetros cúbicos de sangue para a circulação”, diz um fisiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo. No espaço, o músculo precisa de 5% menos força para fazer a mesma coisa, pois a falta de gravidade diminui a compressão das artérias, que se dilatam.
Outros órgãos são afetados. Os músculos afrouxam, já que não são convocados a fazer força. Se a estada for longa, correm até o risco de se atrofiar. Os ossos tornam-se mais fracos, porque precisam da gravidade para fixar o cálcio que “tampa” seus poros. O sistema digestivo enlouquece. Para evitar indisposições, os astronautas treinam em aviões: sobem, desligam os motores e descem em queda livre. No mergulho, qualquer refeição engolida volta. A repetição da manobra acostuma o viajante às dificuldades do espaço.

O coração do astronauta no espaço funciona como se ele estivesse em repouso.
Mais sangue
As artérias se dilatam, diminuindo a pressão sanguínea. Para compensar, o organismo produz 5% mais de sangue.
Boa viagem
Na Terra, as veias têm que bombear o sangue pernas acima, de volta para o coração. Sem gravidade, o líquido viaja com facilidade.
Pegando leve
Como a força que o coração faz é proporcional ao esforço que o astronauta realiza, ele bate mais fraco.

11.650 – Medicina – Metformina: Medicamento usado para diabetes pode aumentar expectativa de vida


remedio
A pesquisa sugere que a metformina, que controla os níveis de glicose, também pode evitar doenças cardiovasculares e até mesmo câncer, independente do paciente ter diabetes ou não.
Os cientistas que estudaram mais de 180.000 pessoas constataram uma “melhora pequena, mas estatisticamente significativa na sobrevivência” daqueles que tomaram metformina, em comparação àqueles que tomaram outros medicamentos antidiabéticos. Um grupo de pessoas sem diabetes também foi parte do novo estudo.
No entanto, os especialistas disseram que o período de cinco anos e meio que se seguiu ao tratamento foi relativamente curto, considerando que a diabetes pode se agravar com o passar do tempo e está relacionado a uma expectativa de vida mais curta.
O autor principal do estudo, o professor Craig Currie, da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, afirmou que mais pesquisas sobre os efeitos da metformina em pessoas saudáveis é algo merecido, especialmente pelo fato dessas pessoas terem apresentado efeitos colaterais mínimos. Prescrito na dose mais alta, o medicamento custa um pouco mais de R$ 38,00 por dia, em valores comparativos do Reino Unido.
Ele diz: “Surpreendentemente, os resultados indicam que este medicamento barato e amplamente prescritos pode ter efeitos benéficos, não só em pacientes com diabetes, mas também para as pessoas sem diabetes”.
Craig Currie também acrescentou que a “metformina tem demonstrado possuir benefícios contra o câncer e doenças cardiovasculares. Ela também pode reduzir para um terço as chances de pessoas pré-diabéticas de desenvolverem a doença. Porém, o autor do estudo ressaltou que pacientes com diabetes tipo 2 verão sua saúde deteriorar independente do remédio que utilizarem.”.
“As pessoas perdem, em média, cerca de oito anos a partir de sua expectativa de vida após o desenvolvimento de diabetes. A melhor maneira de evitar a doença por completo é se manter moderadamente magro e praticar alguns exercícios leves regularmente”, acrescentou.
Os dados utilizados no estudo vieram do UK Clinical Practice Research Datalink, a partir da qual os pesquisadores identificaram 78.241 pacientes com prescrição de metformina como tratamento de primeira linha e 12.222 pacientes que haviam sido prescritos com sulfonilureias.
Estes dados foram então comparados com dados de pacientes não diabéticos, utilizando critérios que incluíram idade, sexo, tabagismo e estado clínico, e sua expectativa de vida em comparação.
Os resultados foram publicados na revista Diabetes, Obesity and Metabolism. Eles mostram que o tempo médio de sobrevivência foi 15% menor em pessoas saudáveis em comparação com os diabéticos tratados com metformina, e 38% mais baixo em pacientes diabéticos que fizeram uso de medicamentos mais antigos.
O controle efetivo da glicose em diabéticos é importante na redução do risco de complicações como acidente vascular cerebral ou doença arterial coronariana, e metformina é recomendada como terapia de primeira linha para o diabetes tipo 2. As sulfonilureias devem ser prescritas se a metformina não for apropriada, mas podem acarretar efeitos colaterais.
Para Kevin McConway, professor de Estatística Aplicada da Open University, disse que a aparente diferença na sobrevida entre os diabéticos tratados com metformina e pessoas saudáveis do estudo, foi relativamente pequena e que na verdade pode ter ocorrido devido a outros fatores. Tais como diabéticos, provavelmente, obtendo um melhor acompanhamento e tratamento para os problemas relacionados com o coração, com resultados potencialmente melhores em curto prazo.

11.576 – A circulação sanguínea se altera na falta de gravidade? Há outras mudanças fisiológicas?


Não existem ambientes sem gravidade. O que acontece no espaço é que essa força é anulada pela alta velocidade das naves (em média, 27 000 quilômetros por hora). Para começar, o coração trabalha melhor. “Normalmente, ele empurra 70 centímetros cúbicos de sangue para a circulação”, diz o fisiologista Maurício Rocha e Silva, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo. No espaço, o músculo precisa de 5% menos força para fazer a mesma coisa, pois a falta de gravidade diminui a compressão das artérias, que se dilatam.
Outros órgãos são afetados. Os músculos afrouxam, já que não são convocados a fazer força. Se a estada for longa, correm até o risco de se atrofiar. Os ossos tornam-se mais fracos, porque precisam da gravidade para fixar o cálcio que “tampa” seus poros. O sistema digestivo enlouquece. Para evitar indisposições, os astronautas treinam em aviões: sobem, desligam os motores e descem em queda livre. No mergulho, qualquer refeição engolida volta. A repetição da manobra acostuma o viajante às dificuldades do espaço. Haja estômago.
O coração do astronauta no espaço funciona como se ele estivesse em repouso.
s artérias se dilatam, diminuindo a pressão sanguínea. Para compensar, o organismo produz 5% mais de sangue.
Na Terra, as veias têm que bombear o sangue pernas acima, de volta para o coração. Sem gravidade, o líquido viaja com facilidade.
Como a força que o coração faz é proporcional ao esforço que o astronauta realiza, ele bate mais fraco.

11.440 – Açúcar: Tomar um refrigerante por dia pode dobrar suas chances de morrer de doença cardíaca


Em recente pesquisa científica, concluiu-se que que beber uma bebida gaseificada e açucarada por dia já é suficiente para aumentar as chances de morrer de doença cardiovascular em quase um terço. E para aqueles que consomem um quarto de suas calorias diárias de açúcar, o risco desse tipo de morte é dobrado.
A adição de açúcar que é introduzida na dieta diária acaba sendo oriunda do processamento de produtos alimentares, em vez de ser a partir de fontes naturais, tais como as frutas, por exemplo. As diretrizes alimentares da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que adição de açúcar deve representar menos de 10% da ingestão de calorias diárias.
Entretanto, ativistas britânicos estão brigando por um limite máximo de 5%, juntamente com uma taxação elevada em refrigerantes e bebidas com muito teor de açúcar, porque eles dizem o açúcar é o “novo do tabaco”.
O professor Graham MacGregor, presidente da “Action in Sugar”, disse: “Este é um estudo importante. Ele mostra claramente que uma alta ingestão de açúcar está diretamente associada a um aumento do risco de derrames e ataques cardíacos, destacando-se a necessidade de muito mais foco na redução do açúcar para reduzir a obesidade e riscos cardiovasculares”. Ele ressalta: “Ao aumentar a ingestão de açúcar, além de ser um ganho desnecessário de calorias, é uma das principais causas do surgimento da cárie dentária. Precisamos agir agora”.
O estudo, liderado pelo Dr. Quanhe Yang, dos Centers for Disease Control and Prevent em Atlanta, utilizou dados da pesquisa nacional de saúde dos Estados Unidos para determinar a quantidade de açúcar adicionada pelos consumidores.
Entre 2005 e 2010, a adição de açúcar foi responsável por pelo menos 10% das calorias consumidas em mais de 70% da população dos EUA. Cerca de um décimo desses adultos tem um quarto ou mais de suas calorias provenientes de açúcar, diz um relatório no JAMA Internal Medicine. Os dados foram comparados com a mortalidade por doença cardíaca durante um período de 14,6 anos, durante os quais 831 mortes por doenças cardiovasculares foram registradas no grupo de estudo, o que é um número significativo para a população.
O risco de morte relacionado com o coração era 38% para as pessoas que consumiam de 17 a 21% das calorias diárias de açúcar, em comparação com aqueles que eram menos de 10%. Uma lata de bebida açucarada a cada dia aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares em 29% em comparação ao consumo de uma lata ou menos em uma semana. Uma lata com 360 ml de refrigerante pode conter até oito colheres de chá de açúcar.
Os pesquisadores dizem que o risco extra não é simplesmente porque as pessoas que consomem mais açúcar são mais propensas a ter excesso de peso ou obesidade, o que faz com que os problemas cardíacos sejam mais prováveis. Eles alegam que o excesso de açúcar tem um efeito independente sobre o corpo, que ainda não é compreendido. Isso pode elevar a pressão alta e a efeitos adversos sobre o sangue e gerar inflamações.
Um britânico típico consome 12 colheres de chá de açúcar por dia, e alguns chegam a consumir até 46. O máximo de consumo ditado pela OMS é equivalente a, no máximo, 10 colheres por dia.
Um porta-voz da indústria açucareira contestou a alegação de doença cardíaca. Dr. Glenys Jones, de Sugar Nutrition UK, disse: “Os especialistas em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e o UK Department of Health, reviram a evidência científica e afirmaram claramente que o consenso da pesquisa mostra que a ingestão de uma dieta com adição de açúcar não causa doenças cardíacas”.

11.427 – Cardiologia


Durante o último meio século, os especialistas em saúde cardiovascular têm procurado sem sucesso a forma de construir um coração artificial eficaz. Pois bem, a solução poderá estar na tecnologia espacial. O cirurgião francês Alain Carpentier, famoso por ter concebido as válvulas cardíacas mais usadas no mundo, construiu, em colaboração com o gigante aeroespacial Astrium, o primeiro destes aparelhos, que em breve “baterá” dentro de uma pessoa, já que as autoridades gaulesas aprovaram o seu teste clínico em humanos.

Foram necessários 15 anos de experiências para produzir uma máquina capaz de bombear o sangue 35 milhões de vezes por ano, sem falhas nem avarias. Segundo os seus criadores, este grau de fiabilidade apenas se consegue nos equipamentos eletrónicos enviados para o espaço. De facto, alguns dos que formam o músculo artificial, que também inclui tecidos biológicos, inspiram-se nos dos satélites de comunicações mais avançados

11.194 – Sem Saída (por enquanto) – Droga usada para combater o colesterol aumenta risco de diabetes


estatina

A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses de 45 a 73 anos e inicialmente não diabéticos. Ele foi publicado no periódico científico “Diabetologia”, que é publicado pela Associação Europeia para o Estudo da diabetes.
Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor) ou a rosuvastatina (Crestor).
Enquanto 11,1% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença.
Ou seja, a chance de ficar com diabetes é quase o dobro em quem usa estatinas em comparação a quem não usa. No Brasil, estima-se que 8 milhões usem as drogas.
Outros fatores também contribuem para adquirir o diabetes como obesidade, histórico familiar da doença, fumo e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia).
Mesmo quando descontados os efeitos dessas variáveis, o risco de se adquirir DIABETES ainda era 46% maior entre quem usava estatinas. Os pesquisadores ainda não sabem dizer por que ou como isso acontece.
Quem tomava esses medicamentos apresentou uma secreção 12% menor de insulina. Também houve uma perda na sensibilidade ao hormônio –ou seja, ele tem sua função prejudicada em pessoas que tomam estatinas.
“As estatinas são a ‘pedra fundamental’ da terapêutica preventiva. Talvez seja um preço a se pagar”, diz Raul Dias Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor (Instituto do Coração).
Outros médicos também dizem que os benefícios conseguidos com a medicação podem superar os riscos.
“Graças às estatinas nós obtivemos uma diminuição significativa na incidência de doenças cardiovasculares, principal causa de morte atualmente”, diz o médico e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert.
Antes consideradas “a nova aspirina”, as estatinas também têm outros riscos associados. Cerca de um terço das pessoas se queixam de dores ou desconfortos musculares e ainda há risco de mal funcionamento do rim e do fígado, por exemplo.
Apesar da pletora de riscos, até mesmo a classe médica abusa da droga, diz a cardiologista e especialista em colesterol e hipercolesterolemia familiar Tânia Martinez. “Tem gente que come churrasco e toma estatina depois [para evitar a formação de colesterol ruim], o que não é de forma alguma recomendável”.
Uma alternativa ao tratamento convencional com estatinas que vem sendo estudada por Dias Filho é a sua associação com a droga ezetimiba, medicamento que impede a absorção de gordura pelo intestino e, assim, também evita a formação de colesterol.
Outra alternativa, que está sendo estudada no exterior, é a injeção de anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, que atua na formação do colesterol ruim.

11.164 – Santo Cafézinho – Tomar 3 ou 4 xícaras de café por dia pode prevenir infarto


Café

Diminui o risco de infarto por obstrução arterial. A revelação é de um estudo publicado no periódico Heart.
A pesquisa foi feita com mais de 25.000 homens e mulheres sul-coreanos, com idade média de 41 anos e sem sintomas de doenças cardiovasculares. Seu objetivo era investigar a relação entre consumo de café e a presença de cálcio nas artérias, um indicador de aterosclerose. Essa doença é caracterizada pelo depósito de placas de gordura nas paredes das artérias, o que causa o entupimento dos vasos ou a redução do fluxo sanguíneo.
Segundo o estudo, a média de cálcio nas artérias das pessoas que ingerem três ou quatro xícaras de café por dia é 10% menor em relação àquelas que tomam de uma a três xícaras, e quase 20% menor se comparada aos indivíduos que bebem menos de uma.
“As evidências sugerem que o consumo de café poderia manter uma relação inversa ao risco de doenças cardiovasculares”, de acordo com o estudo feito por cientistas do hospital Kangbuk Samsung, na Coreia do Sul. Os pesquisadores advertiram, no entanto, que são necessárias novas pesquisas para confirmar o resultado e encontrar uma explicação biológica dos efeitos do café na prevenção do infarto.

Mais Benefícios
Uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que aumentar a ingestão diária de café ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2.
Por outro lado, reduzir esse consumo parece elevar essa chance.
Tal doença acontece quando o organismo de uma pessoa se torna resistente à ação da insulina, hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue. A doença pode surgir devido a fatores genéticos ou ambientais – incluindo obesidade, sedentarismo e má alimentação. Um levantamento divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde mostrou que o número de brasileiros com diabetes aumentou nos últimos cinco anos – de 5,5% da população em 2006 para 6,9% em 2013.

11.044 – Excesso de álcool na meia-idade aumenta risco de derrame


vodka

Beber mais de duas doses de álcool por dia na meia-idade, entre os 40 e os 60 anos, aumenta a probabilidade de sofrer um derrame mais do que fatores de risco tradicionais, como hipertensão e diabetes. A conclusão é de um estudo publicado na quinta-feira no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração.
Pesquisadores analisaram dados de 11.644 gêmeos suecos, acompanhados por 43 anos. Eles compararam o impacto do álcool entre pessoas que bebiam pouco (menos de metade de uma dose por dia) a muito (mais de duas doses diárias).
Quase 30% dos participantes tiveram derrame. Entre gêmeos idênticos, aqueles que sofreram um AVC bebiam mais do que seus irmãos que não sofreram, sugerindo que o derrame não estava condicionado à genética e ao estilo de vida na infância e adolescência.
Os autores descobriram que os indivíduos que bebiam muito tinham 34% mais risco de sofrer um derrame do que aqueles que bebiam pouco. Para homens na meia-idade, o alto consumo de álcool também se mostrou um maior fator de risco para AVC do que hipertensão e diabetes. Por volta dos 75 anos, porém, a tendência se inverteu: o diabetes e a pressão alta passaram a ser os maiores vilões do derrame.