14.219 – História – A Prostituição no Renascimento


Se no período medieval as prostitutas eram alvo de um dilema entre a fé e a necessidade, percebemos que os tempos da renascença empreenderam um outro conjunto de questões e valores a esse mesmo tipo de atividade. Afinal de contas, o desenvolvimento das cidades estabeleceu um crescimento de tal atividade entre os vários homens que circulavam entre as feiras e casas de comércio daquela época.
Nesses novos tempos, percebemos que a marginalização das prostitutas através do uso de roupas e acessórios especiais começou a perder a sua força. De fato, esses ícones de exclusão social passaram a ser necessariamente empregados somente quando uma mulher sofria uma punição judicial pelos crimes de adultério, licenciosidade ou prostituição. No mais, não é muito difícil perceber que o ofício das prostitutas sofreu uma notável valorização.
As mais famosas cortesãs dessa época não ficavam disponíveis em bordéis. Muitas delas viviam em ambiente recluso e tinham a oportunidade de escolherem deliberadamente a quem desejavam prestar os seus serviços. Aquelas que se envolviam com amantes ricos poderiam formar uma grande fortuna. Entretanto, esse tipo de oportunidade só era possível entre as prostitutas que eram limpas, tinham boa aparência, vestiam-se bem, falavam mais de uma língua, tocavam instrumentos e recitavam poemas.
Ainda que os bordéis populares ainda perdurassem, as prostituas já viviam uma situação diferente por meio dessas exigências e elementos de distinção. Segundo algumas pesquisas, os países católicos se destacavam por dar maior espaço a uma prostituição que servia como entretenimento da aristocracia. Já nos países tomados pelo protestantismo, a perseguição era rígida ao ponto de marcarem o corpo das prostitutas com ferro quente, espancá-las em público ou cortarem seus cabelos.
Em tempos de intensa atividade comercial, algumas cidades mercantis se preocupavam com a adoção de leis e políticas que regulamentassem o exercício da prostituição. Afinal de contas, um núcleo urbano não era afamado somente pelas especiarias que vendia em suas feiras. Em alguns casos, as prefeituras locais organizavam sistemas de aposentadoria às suas prostituas ou organizavam o bordel como um espaço público, no qual parte dos ganhos era tomado como imposto.

13.732 – História – A prostituição na Antiguidade


Prostituica Antiguidade - HISTORIA DO MUNDO
A questão sexual é tema que intriga vários historiadores ao longo do tempo. Afinal de contas, o exame sério e detalhado desse tema tem o grande poder de reavaliar o lugar que as práticas sexuais possuem no mundo contemporâneo e estabelecer a construção de outras lógicas de sentido para uma ação que não tem nada de universal. Além disso, a observância de relatos sobre a prática sexual também abre espaço para a compreensão de outras questões políticas, sociais e econômicas que extrapolam a busca pelo prazer.
Com respeito à prostituição, vemos que diversos autores relataram o oferecimento do sexo em troca de alguma compensação. Na Grécia Antiga, por exemplo, observamos uma hierarquia entre prostitutas que poderiam não passar de meras escravas, mas que também detinham dotes artísticos ou circulavam livremente entre a elite. Já entre os romanos, a atividade era reconhecida, regulamentada, e as chamadas “lobas” chegavam até mesmo a pagar imposto em cima de seus ganhos.
Quando atingimos o mesmo tema na Antiguidade Oriental, é comum ouvirmos falar sobre a prática da prostituição com fins rituais. O geógrafo grego Strabo, por exemplo, relatou que os assírios ofereciam suas filhas ainda muito jovens para praticarem a prostituição ritual com aproximadamente 12 anos de idade. Heródoto, considerado o pai da História, descreveu de forma repugnante a prostituição babilônica realizada no interior do templo da deusa Ishtar.
Não se restringindo ao mundo acadêmico, vemos que essa noção do ato sexual com fins religiosos ainda tem o seu imaginário explorado. No fim da obra “O código da Vinci” temos uma cena em que a prática sexual é resignificada de modo a se afastar dos tabus e valores que assentaram o sexo na cultura ocidental. Entre relatos e representações, observamos que alguns historiadores vêm questionando fortemente essas narrativas que vinculam o sexo e a prostituição na antiguidade com algum ato sagrado.
Para essa corrente revisionista, a descrição do ato sexual entre algumas civilizações antigas partiu de cronistas e observadores interessados em detrair a cultura estrangeira sob o ponto de vista moral. Além disso, eles buscam e citam, entre os vários povos do Crescente Fértil, a presença da prostituição como meio de sobrevivência e a sua oferta pelas ruas dos centros urbanos. Observamos assim uma tendência que busca o fim da mitificação e da mistificação da prostituição entre os antigos.
Entre essa disputa, observamos que a sacralização do sexo na Antiguidade tende a produzir um modo de interpretação que não questiona devidamente alguns documentos trabalhados nessa época. Por outro lado, advoga em favor de uma reconstrução do passado em que o tom exótico dado à prática sexual cede lugar a outras narrativas em que a prostituição teria significados mais próximos aos que reconhecemos no mudo contemporâneo.

12.115 – O que é um Harém?


The harem dance, oil on canvas, 65 x 115 cm
The harem dance, oil on canvas, 65 x 115 cm

A palavra Harém deriva da palavra árabe “haram”, que significa “lugar proibido; sacrossanto”, que por sua vez é vem da palavra “ḥarīm”, que é um lugar inviolável para os membros femininos da família, proibido aos homens. Os haréms são compostos por esposas e, muitas vezes, por escravas sexuais conhecidas como concubinas.
O isolamento feminino do Islã enfatiza a proibição da quebra ilegal da privacidade de um harém. Este, por sua vez, não é necessariamente formado apenas por mulheres com as quais o patriarca da família mantém relações sexuais, mas também podem ser formados por filhas jovens, outras parentes mulheres etc.
O Harém Imperial dos sultões otomanos, costumava alojar muitas dezenas de mulheres ao mesmo tempo, incluindo esposas. Ele também abrigava a mãe do sultão, as filhas e outras parentes, bem como eunucos e escravas, que serviam as outras mulheres. Os filhos dos sultões também viviam no Harem, até que completassem 16 anos de idade. Algumas mulheres do harém otomano, especialmente esposas, mães e irmãs de sultões, desempenharam papéis políticos importantes na história do império, sendo, por muitas vezes, mencionado que o império era governado de um harém. Hürrem Sultan (esposa de Suleiman, o Magnífico, mãe de Selim II) e Kösem Sultan (mãe de Murad IV) foram as duas mulheres mais poderosas da história do Império Otomano.
A palavra harém é comumente aplicada apenas a famílias muçulmanas, mas o sistema era comum para a maioria das comunidades orientais antigas, principalmente onde a poligamia era permitida. Fora da cultura islâmica, é sabido que os Faraós egípcios demandavam constantemente que governadores das províncias lhes enviassem servas de bela aparência. Na América precolombina, o governante asteca Montezuma II, matinha 4.000 concubinas. Na cultura asteca, a todos os membros da nobreza era permitido ter quantas amantes conseguissem sustentar.
A instituição do harém criou um certo fascínio no imaginário ocidental, especialmente durante a Era do Romantismo, e foi um tópico central do orientalismo nas artes, em parte devido aos escritos do aventureiro Richard Burton. Muitos ocidentais imaginavam um harém como um bordel formado por muitas jovens sensuais, com o único propósito de agradar a um homem poderoso. Muito desse pensamento ficou registrado na arte a partir desse período, geralmente retratando grupos de mulheres atraentes deitadas nuas em piscinas.

8062 – Curiosidades – O que são eunucos?


Eunucos eram homens castrados, que tiveram o pênis e os testículos (ou apenas os testículos) tirados fora. Os primeiros registros de homens sem testículos são do século 14 a.C. – e, ao que tudo indica, a prática sobreviveu até meados do século 20! A origem do nome ajuda a explicar o porquê dessa prática violenta: em sua origem grega, o termo eunoukhos pode ser traduzido como “guardião da cama”. No Oriente Médio e na China, eunucos foram usados como guardas ou serviçais dos haréns onde ficavam as esposas e concubinas reais. Muitos deles perdiam o bilau depois de virarem prisioneiros de guerra, mas na China muitos homens pobres submetiam-se voluntariamente à castração pra arranjar uma boquinha nos palácios da nobreza. Na Grécia antiga, a prática era usada como pena para impedir a reincidência em casos de estupro ou adultério, embora os gregos também costumassem castrar serviçais domésticos para torná-los mais dóceis e inofensivos. Uma coisa é certa: a principal finalidade da castração era tornar os eunucos sexualmente impotentes. Mas muitos que tinham só os testículos arrancados ainda eram capazes de ter ereções. Para isso, era preciso que a cirurgia ocorresse depois da puberdade. “A partir dessa idade, a testosterona, hormônio que regula o apetite sexual e tem papel fundamental na ereção, passa a ser produzido também pelas glândulas supra-renais. Elas fabricam entre 2% e 3% do hormônio. Parece pouco, mas muitas vezes o nível de hormônio era suficiente para um eunuco sustentar uma ereção”, afirma um urologista da Sociedade Brasileira de Cancerologia, em São Paulo. Alguns “desbilauzados” não tinham tanta sorte. Era o caso dos castrati, cantores que a partir do século 16 faziam papéis femininos nas óperas italianas. Como eles tinham seus testículos retirados entre os 8 e 10 anos de idade – a idéia era impedir que a voz engrossasse -, os castrati ficavam impossibilitados de ter qualquer ereção.
Império Assírio
As primeiras menções aos eunucos ocorrem no Império Assírio, que ocupou parte do Iraque e da Turquia do século 14 a.C. até o século 6 a.C. Alguns eunucos viraram altos funcionários imperiais – acreditava-se que eles eram menos corruptos porque não tinham descendentes para deixar heranças.
Império Chinês
Desde o século 12 a.C., eunucos serviam como assessores políticos dos imperadores chineses e atendentes das esposas e concubinas imperiais. A prática durou milênios e só foi extinta no país após a Revolução Republicana (1911-1912), que derrubou a monarquia.
Império Romano
No século 1, imperadores romanos empregaram eunucos como conselheiros da corte e funcionários estatais. A prática foi interrompida no ano 81 com uma lei do imperador Domiciano. Mas os eunucos ganharam sobrevida nos séculos seguintes no Império Romano do Oriente, na Ásia Menor.
Europa
Cantores de ópera castrados, conhecidos como castrati, começaram a ser empregados no século 16, quando as mulheres foram proibidas de cantar nos corais da Igreja. A castração de rapazes para servir como cantores foi abolida pelo papa Leão XIII em 1878.
Império Otomano
Nesse Império, que dominou a Turquia de meados do século 14 a 1922, os eunucos eram empregados nos palácios e na residência de qualquer pessoa que pudesse pagar por eles. A partir do século 16, os haréns da corte otomana eram guardados por eunucos negros, trazidos como escravos da Etiópia e do Sudão.
Seitas Religiosas
No século 3, a seita dos Valesii, que floresceu no território da Jordânia, castrava seus integrantes como forma de servir a Deus. A mesma coisa rolava na seita cristã Skoptzy, que se espalhou por regiões da Rússia e Romênia entre os séculos 18 e 20.

5058 – Tabus sexuais no mundo islâmico


Desde que tomaram o poder no fim dos anos 70,os aiatolás proibiram as mulheres de se encontrarem a sós com um homem que não seja parente, mas há contradição entre a vontade oficial e a vida real. Os jovens estão com um maior nível de educação e fartos de rigores medievais.
Os tradicionais tabus sexuais estão sendo postos em xeque. TV, Internet e outras tecnologias tem trazido a tona costumes de outros povos, provocando choque cultural. Nos shoppings e outros pontos, homens enviam mensagens de texto ás garotas com rosto escondido com o véu. Os médicos egípcios se tornaram especialistas na restauração de hímem. A cirurgia custa em média 170 dólares e pode incluir até a inserção de um líquido vermelho para simular o sangue. Na Jordânia, cerca de 50 jovens são recolhidas ao xadrez por ano para evitar que sejam mortas pelos próprios parentes, os chamados “crimes por honra”. Em pequenas cidades e aldeias, qualquer transgressão as normas de moralidade é considerada uma afronta grave à família.

4910 – Sexo – Os Históricos Tabús


O sexo nunca foi realmente livre. Aliás, quando se trata de proibição, poucos temas sofreram uma marcação tão cerrada. Todas as sociedades bolaram alguma maneira de reprimi-lo, por motivos variados. Essas tarjas pretas impostas a algumas práticas sexuais são conhecidas como tabus – palavra polinésia que significa algo sagrado ou intocável.
Se tudo fosse permitido, um pai poderia, por exemplo, manter livremente relações com a filha, gerando um duplo problema. O primeiro, genético: as crianças resultantes estariam mais propensas a doenças hereditárias. Além disso, a jovem provavelmente deixaria de se casar com algum rapaz de outro clã.
O veto ao incesto é o único dos tabus sexuais a resistir à mudança de costumes que caracteriza a sociedade moderna. O homossexualismo, antes perseguido, é cada vez mais aceito como uma prática normal, embora ainda persistam preconceitos. A virgindade, na prática, deixou de ser uma condição para o casamento e o adultério, nos países mais desenvolvidos, não é mais encarado como um crime. Virou uma questão a ser resolvida no âmbito de cada casal.
Na Grécia antiga, as relações com o mesmo sexo não eram desonra para ninguém. Na Idade Média, os homossexuais passaram a ser perseguidos como criminosos – segundo a Igreja Católica, o sexo só deveria servir para a reprodução. Na Alemanha nazista os gays eram dizimados em campos de concentração e na Inglaterra, até 1967, condenados à cadeia.
Lei
O artigo 219 do Código Civil brasileiro, em vigor desde 1947, prevê a anulação do casamento se o marido descobrir que a mulher não é mais virgem.
O tabu da virgindade nasceu nas primeiras sociedades agrícolas, há 10 000 anos. O marido queria ter certeza de que o primeiro filho – o herdeiro de seus bens – era mesmo seu. Com o tempo, o tabu se transformou num símbolo da supremacia masculina. A idéia de ser “o primeiro” ganhou tal importância que, na Idade Média, os senhores feudais se arrogavam o direito de deflorar as jovens camponesas antes que elas se casassem. No sul da Itália, os recém-casados eram obrigados até recentemente a exibir o lençol manchado com o sangue da noite de núpcias para provar que a noiva era virgem. Com a ampliação dos direitos das mulheres, a partir dos anos 50, esse tabu entrou em declínio.
Ignorância medieval
Todos os anos, 2 milhões de mulheres são vítimas de um costume horrendo – a extirpação do clitóris, parte mais sensível de seu aparelho genital. A amputação tem o objetivo de diminuir o desejo sexual feminino, tido como uma ameaça à estabilidade das famílias. Tal mutilação ainda é feita na Costa do Marfim, um dos 28 países da África onde ainda se pratica essa atrocidade
Na Idade Média, a Inquisição encarava a sexualidade feminina como algo tão perigoso que podia levar à possessão demoníaca. Se alguma mulher ficasse com fama de promíscua, era logo acusada de ser bruxa, com sério risco de acabar na fogueira.

Esquimós – Vida Sexual


Os esquimós habitam as terras árticas de clima e condições de sobrevivência terríveis de suportar. Seus costumes sexuais são surpreendentes. Filhos iligítimos são aceitos sem constrangimento. Eles se casam cedo. É quase impossível encontrar solteiros de 14 nou 15 anos entre os esquimós. A mortalidade infantil é muito elevada e, por isso, os casamentos são precoces. praticam incesto e nem entenderiam se alguém dissesse que é imoral ou indecente. Há poligamia. Nenhuma mulher pode ficar solteira. Muitos mantém 2 ou 3 esposas em lares separados para que não briguem entre si. É comum trocarem esposas com amigos. Os do norte do Oceano Pacífico tem o curioso costume de casamento em grupo: todos os irmãos e primos do noivo exigem o direito de manter relações sexuais com as esposas destes. Como casar e divorciar são coisas fáceis, cada homem acaba tenso relações com todas as mulheres da comunidade. Como ter filhos é algo de 1ª necessidade, cada homem deve ter o maior número possível de cópulas, com o maior número possível de moças e mulheres. Não há conceitos de fidelidade conjugal. O esquimó que tiver de se mostrar grato a um amigo ou estrangeiro, oferece sua esposa para dormir com ele. Isso é normal dentro da moral esquimó. Até os primeiros contaos de brancos com esquimós, não havia doenças venéreas. No século 18, caçadores russos entraram no Alasca e, ao descobrirem os costumes sexuais dos esquimós, deles procuraram tirar proveito. Mas deixaram doenças venéreas. Na Groelândia, os esquimós locais vivem em grandes casas comuns e, na hora do repouso, pratica-se o chamado “jogo de apagar as lâmpadas”, onde todos buscam esposas alheias para terem relações sexuais, não excluídos eventuais hóspedes. As mulheres as vezes, tem cópulas com cães que vivem nos grupos esquimós. Sua liberdade sexual é necessária do ponto de vista social e biológico.
Os Eunucos da Índia
São homens castrados cujos testículos foram removidos, embora ainda conservem o pênis. Sem testículos ficam estéreis e geralmente impotentes, porque a potência depende dos Hormônios produzidos pelos testículos. Os médicos amputam o saco escrotal, com os 2 testículos e as vezes também o pênis e adotam em seguida um casamento secreto homossexual. É um contra-senso fato dos eunucos serem a maioria adeptos do Maometismo, que é violentamente contrário a castração.