13.990 – Mega Polêmica – Homossexualismo Seria Um Recurso da Natureza Para Controlar as Superpopulações


reprodução

Argumento pró Reprodução Assexuada

“A reprodução sexual consiste em um dos grandes paradoxos da natureza. Seres que se reproduzem sexualmente desperdiçam metade de seu investimento reprodutivo na produção de machos, criaturas que seriam desnecessárias caso a espécie se reproduzisse assexualmente. Além desse desperdício brutal – a natureza costuma ser bastante econômica e punir desperdícios, selecionando e mantendo seres que não abusam da sorte desperdiçando recursos –, criaturas que praticam a reprodução sexual investem parcelas consideráveis de seu tempo e demais recursos procurando parceiros, para os quais se embelezarão e tentarão seduzir fazendo uso de artimanhas frequentemente arriscadas, como as ornamentações, vocalizações e odorizações chamativas que, além de parceiros, atraem predadores.
Pavões, cigarras e borboletas são apenas mais chamativos do que a maioria; de um modo ou outro, todas as criaturas sexuais empenham parte considerável de suas vidas tentando encontrar e seduzir parceiros com os quais engendrarão suas proles e perpetuarão suas linhagens. Os que não se empenham decidida e enfaticamente na busca de parceiros tendem a ser superados, nesse afã, por outros mais dedicados. Todos os seres vivos pertencemos a linhagens de criaturas que se empenharam decididamente na própria reprodução. Estamos aqui, todos nós, porque cada um de nossos ancestrais superou vários concorrentes nessa tarefa.
A importância da reprodução para os organismos vivos costuma ser minimizada, valorizando-se excessivamente a luta pela sobrevivência, um erro. Descendemos dos indivíduos que mais se reproduziram, dos que mais se multiplicaram, e não dos que mais sobreviveram. A relevância da sobrevivência para a evolução decorre exclusivamente do fato de que indivíduos longevos, vivendo por mais tempo, tendem a deixar mais descendentes que outros. Fique claro que é a replicação, e não a luta pela sobrevivência, que define os seres cujas linhagens se perpetuarão, e de cujas linhagens todos nós descendemos. A replicação, a multiplicação do próprio tipo, é a meta fundamental dos seres vivos, foi ela que garantiu que todos nós estivéssemos aqui.
Uma enorme confusão histórica, cujas raízes estão encravadas nas primeiras interpretações da teoria da evolução, faz com que tais considerações sejam negligenciadas. A máxima consagrada por Herbert Spencer, um dos mais influentes pensadores de seu tempo, da síntese do processo evolutivo como o resultado de uma luta pela sobrevivência e da resultante sobrevivência do mais apto sugere a preponderância da sobrevivência sobre a replicação, um equívoco.
As considerações acima acirram enormemente o paradoxo concernente na reprodução sexual, visto tudo indicar ser ela absolutamente desastrosa. A tarefa mais fundamental e desalentadora dos biólogos ao investigar questões ligadas à reprodução sexual consiste em compreender a plausibilidade desse processo. De fato, a grande dificuldade na compreensão dos fatos relativos a tal fenômeno consiste em mostrar a viabilidade desse modo de reprodução. Houvesse alguma brecha para que a existência de tal processo reprodutivo pudesse ser negada, e o seria, com enorme satisfação. Uma confusão radical inunda, ainda, a compreensão sobre a possibilidade de manutenção de um processo desnecessário e tão absurdamente dispendioso. A constatação de que a biologia contemporânea ainda não atina com uma explicação minimamente aceitável para fenômeno tão habitual é profundamente decepcionante. Sejamos claros: a biologia oficial não tem a menor ideia de como a existência da reprodução sexual seja possível.
Ignorância tão profunda faz parecer completamente descomedida a tentativa de elucidação da gênese de um processo tão ignorado que nem sua viabilidade é compreendida.
A exemplo do fogo, no entanto, combatido eventualmente também com fogo, proponho combatermos o absurdo com absurdo, e tentarmos compreender a gênese da reprodução sexual – o modo como ela surgiu –, para posteriormente compreender como é possível que processo tão ineficiente venha sendo mantido”.(?)

Outras Considerações

A Biologia explica o predatorismo e a cadeia alimentar para promover o equilíbrio entre as espécies, o sexo não reprodutivo entraria como mais um recurso da natureza para inibir as superpopulações.
A ideia de que todos os outros bichos só transam para fins reprodutivos não passa de mito. Na verdade, nem existe essa dicotomia entre sexo “por prazer” e “para reprodução”. Estudos que comparam nossa fisiologia à de outras espécies demonstram que a base do interesse sexual é mesmo o prazer, pelo menos nos mamíferos – e provavelmente em muitos outros animais vertebrados.
Dá para comparar a atividade sexual com outra prática muito prazerosa para qualquer bicho: a alimentação. Todo organismo vivo necessita das proteínas, das gorduras e dos açúcares encontrados, por exemplo, numa bela picanha ou num tabletão de chocolate. Para convencer o sistema nervoso de que aquilo deve ser devorado, o cérebro recorre a uma espécie de suborno bioquímico – a sensação de prazer. Afinal, não há nada de intrinsecamente gostoso num bolo de chocolate, assim como não há nada de intrinsecamente erótico num par de seios fartos. Trata-se apenas do cérebro convencendo seu dono de que aquilo tudo é muito bom.
Esse mecanismo aplica-se aos outros animais e vale também para o ato sexual. O melhor exemplo de sexo “recreativo” no mundo selvagem talvez seja o dos bonobos, ou chimpanzés-pigmeus – famosos pelo estilo de vida “paz e amor”. O sexo é tão casual entre eles que envolve, com frequência, fêmeas com fêmeas, machos com machos e adultos com filhotes.
Certas espécies de golfinho também fazem sexo com muita regularidade, e geralmente fora da época mais fértil das fêmeas. Na espécie nariz-de-garrafa, uma das mais comuns, a grande maioria dos indivíduos é bissexual. O “nariz” que acabou dando origem ao seu nome popular é usado para estimular a área genital dos parceiros. (?)

Curiosidades
Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

Instinto selvagem
Sexo tem tudo a ver com instinto de perpetuação da espécie, e os animais que transam apenas no período mais fértil da fêmea estão aí para provar. Mas isso não impede que certos bichos sintam prazer. “Alguns têm sentimentos muitos parecidos com os do homem”, diz o etnólogo americano Jonathan Balcombe. “Inclusive o prazer no ato de copular”

13.952 – Transexuais Fazem Transplante de útero para terem os próprios Filhos (?)


Para o um dr inglês, o procedimento brasileiro, que envolveu uma doadora falecida, é essencialmente idêntico ao que poderá ser realizado em transgêneros. “Esse parto pioneiro é extremamente importante para qualquer mulher trans que queira dar à luz seu próprio filho”, disse ele entrevista ao jornal Mirror.
“Uma vez que a comunidade médica aceita isso como um tratamento para mulheres com infertilidade uterina, como a ausência congênita de um útero, seria ilegal negá-lo a uma mulher transexual que completou sua transição”, disse.
Na Europa, atualmente, não existem regulamentações que impeçam mulheres trans passarem por tratamentos de fertilização in vitro. Segundo o médico, o problema está em coletar o útero do doador, porque se trata de um procedimento complicado e que veias e artérias do útero podem ser facilmente danificadas no processo.
No entanto, ele diz que o procedimento cirúrgico é como um “encanamento” direto, uma vez que os vasos estão conectados, tudo ocorrerá bem, já que homens e mulheres têm as mesmas veias e artérias que possibilitam o transplante.
Embora as transexuais tenham a pelves mais estreita que a das mulheres, ainda assim há espaço suficiente para carregar uma criança. Além disso, as transplantadas poderiam tomar suplementos para replicar os hormônios que ocorrem naturalmente durante a gravidez. O nascimento teria de ocorrer via cesariana, para que a vida da criança não seja colocada em risco.
ara o Dr. Richard Paulson, ex-presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, não há razão óbvia para que as mulheres transexuais não recebam um implante de útero. “Eu pessoalmente suspeito que haverá mulheres trans que vão querer ter um útero e provavelmente receberão o transplante”, acrescentou.
O caso do bebê brasileiro que nasceu de um útero transplantado, descrito na revista científica The Lancet, uma das mais famosas e respeitadas do mundo, ocorreu em setembro de 2016 no Hospital das Clínicas de São Paulo. O procedimento, segundo o jornal Correio Braziliense, durou cerca de 10 horas e o órgão foi coletado de uma mulher de 45 anos que teve morte cerebral causada por AVC.
As veias e artérias do útero foram cuidadosamente ligadas para preservar o endométrio (camada interna do órgão), onde o embrião se fixa para dar início a uma gravidez. A criança, que nasceu saudável, já completou um ano de vida e pesa 7,2 kg.

13.736 – História da Medicina


cesariana
Ao longo de muitos séculos, o trabalho de parto era o último grande mistério a marcar o processo de gestação de uma mulher. Desde o início da gravidez, tanto a futura mãe como sua família torcia para que o trabalho de parto pudesse se transcorrer da melhor forma possível. Caso contrário, o nascimento da criança poderia se transformar em uma dolorosa experiência capaz de oferecer diversos riscos tanto para a gestante como para a nova vida que estava por vir.
Durante muito tempo, a situação de parto foi resolvida de modo caseiro com a atuação das mulheres da casa auxiliadas por uma parteira mais experiente. Nos casos mais complicados, a falta de técnicas, aparelhos e medicamentos transformavam o nascimento em um terrível fator de risco para o bebê e para a mãe. Sendo assim, passaram-se muitas décadas até que os estudos médicos desenvolvessem alternativas seguras aos nascimentos de difícil execução.
No final do século XVI, Peter Chamberlen inventou o primeiro fórceps utilizado na retirada do recém-nascido. Nos primeiros procedimentos, a engenhoca era acoplada à cabeça da criança e puxada até que fosse integralmente retirada da mãe. Quando se realizava a remoção de um natimorto, alguns médicos utilizavam a craniotomia, um terrível procedimento médico em que se realizava a perfuração do crânio fetal até que a extração fosse possível.
No século XX, os partos passaram por uma nova revolução quando as técnicas da cesariana avançaram de modo significativo. A aplicação de anestesias, os novos procedimentos de esterilização e o emprego da incisão baixa possibilitaram que partos antes considerados fatais fossem executados com grande êxito. No entanto, em meio a tantas benesses, existem equívocos históricos e culturais quando nos reportamos a essa forma de nascimento.
O erro histórico consiste em acreditar que a cesariana foi criada graças ao famoso ditador romano Júlio César, que teria nascido desse modo. Na Roma Antiga, a incisão na barriga da mulher só acontecia quando esta já havia morrido ou quando nenhum dos dois resistia às complicações do parto normal. No caso de Júlio César, registros diversos apontam que sua mãe, Aurélia, ainda viveu depois de dar à luz ao seu ilustre filho. Sendo assim, era impossível que ela tivesse feito uma cesárea.
Do ponto de vista cultural, vemos que a popularização da cesariana nos últimos quarenta anos marginalizou outras formas de parto seguras e mais saudáveis. O medo de sentir dor ou não resistir ao trabalho de parto fez com que diversas mulheres e médicos transformassem esse processo natural em um simples procedimento técnico. Nos últimos anos, pesquisas indicam que a opção pelo parto normal reduz o risco de uma série de complicações e produz um impacto psicológico positivo na mãe e na criança.
Com isso, podemos ver que o processo de modernização dos procedimentos médicos não implica necessariamente no controle intenso dos processos fisiológicos naturais que envolvem tal situação. Não por acaso, vemos que diversos programas de saúde pública hoje incentivam a participação das tradicionais parteiras que, durante séculos, tiveram um papel fundamental para que várias vidas ganhassem o mundo. Enfim, a cesariana não pode ser mais vista como um avanço irrefutável da medicina.

13.719 – Existe Transplante de Testículos?


R: Não

Quando um testículo não funciona, o outro supre a demanda hormonal. Se o caso é de esterilidade, a opção mais simples é a reprodução assistida. Se a questão for estética, há próteses testiculares.
Se o transplante de testículos existisse, a expressão “trocando as bolas” iria além do literal: os espermatozoides, gerados por células espermatogênicas instaladas nos testículos desde as cinco semanas de gestação, teriam carga genética do doador. Ou seja, o receptor não seria pai biológico do próprio filho.

> 70 dias é o tempo que leva para um espermatozoide se formar, do zero.

13.413 – Medicina – Maconha pode deixar espermatozoides preguiçosos


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De acordo com estudo recente da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, a maconha pode influenciar negativamente não só na contagem de esperma, como também na função espermática das células reprodutivas masculinas.
Aparentemente, a droga faz com que eles nadem em círculos – ao invés de atingirem seu principal objetivo.
O mesmo efeito relaxante que a maconha tem sobre o corpo também teria nos espermatozoides. De acordo com Victor Chow, professor clínico da universidade, o consumo da erva afeta sua mobilidade espermática. Uma das razões pelas quais há um efeito tão imediato na fertilidade masculina, Chow explicou, é porque “o esperma é uma célula que gira muito rapidamente”.
Isso significa que, enquanto as mulheres nascem com todos os ovos, os homens produzem novos espermatozoides todos os dias.
De acordo com ele, é improvável que o consumo ocasional da erva cause muito mal, mas alertou que “definitivamente afetará a qualidade do esperma”.
Pesquisas anteriores já mostraram que o uso regular da erva pode reduzir a contagens de espermatozoides em até um terço.
Mas os problemas de fertilidade não são o único perigo de fumar maconha. A droga pode aumentar a frequência cardíaca e afetar a pressão arterial. Também foi revelado recentemente que a maconha pode afetar a forma como os joelhos, os cotovelos e os ombros de um fumante se movem quando estão caminhando.
Novos estudos são necessários para obter mais detalhes sobre o efeito da erva na fertilidade.

13.295 – Reprodução – O segredo dos espermatozoides


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Dos 50 a 150 milhões de espermatozoides liberados por um homem ao ejacular, somente 10 alcançarão o óvulo após uma jornada incrível. Desses, apenas um poderá fertilizá-lo.
Pesquisadores japoneses e britânicos estudaram o motivo do sucesso de alguns espermatozoides em comparação ao fracasso de outros, e, aparentemente, o segredo está no ritmo do nado.
Os cientistas tiveram que medir o ritmo das caudas (semelhante, em seu padrão, aos campos que se formam quando dois ímãs se juntam) para poder compreender o fluxo do líquido que gira em torno de cada espermatozoide. Essa medição permitiu que eles criassem uma fórmula matemática que explica os padrões rítmicos pelos quais cada espermatozoide se impulsiona para chegar ao óvulo.
O novo modelo poderá prever o movimento de grandes quantidades de espermatozoides e auxiliar no tratamento da infertilidade masculina.

13.169 – Reprodução Humana – Mulheres na menopausa passam por tratamento pouco tradicional e conseguem engravidar


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Duas mulheres que acreditavam ser inférteis por conta da menopausa engravidaram com seus próprios óvulos depois de usar uma técnica que parece rejuvenescer ovários. O tratamento ainda é experimental e seus pesquisadores não sabem explicar, exatamente, o mecanismo de seu funcionamento.
Os pesquisadores são da Genesis Athens Clinic (Grécia), e filtram o sangue da paciente, isolando o plasma rico em plaquetas, e o injeta diretamente nos ovários e útero. O plasma tem grande concentração de fragmentos de células que trabalham na coagulação do sangue, e já é utilizado no tratamento de machucados esportivos, apesar de sua efetividade ser questionado por algumas linhas de pesquisadores.
A clínica já forneceu este tratamento para mais de 180 mulheres de diferentes países, a maioria por ter um problema na camada interna do útero, enquanto outras procuram a clínica para tentar controlar alguns sintomas incômodos da menopausa, como ondas de calor, suor noturno e afinamento do cabelo. Neste último grupo estão 27 pacientes com idades entre 34 e 51 anos. É bom lembrar que a menopausa acontece a partir dos 50 anos, e que antes dos 40 é considerada menopausa precoce.
“Temos mulheres que vêm até da Mongólia”, diz o pesquisador Kostantinos Sfakianoudis. Aquelas que querem engravidar, retornam aos seus países para prosseguir com inseminação artificial tradicional. O pesquisador diz não saber quantas prosseguiram com o tratamento para engravidar, mas que conhece o caso de duas mulheres que conseguiram ficar grávidas.
Uma delas, identificada apenas como WS, é uma alemã de 40 anos que tentou ter um segundo filho por mais de seis anos, sem sucesso. Atualmente ela está no sexto mês de gestação, esperando uma menina. A outra paciente tem 39 anos e mora nos Países Baixos. Ela não conseguia menstruar há quatro anos e mostrava sinais de menopausa precoce. Ela passou pelo tratamento em dezembro de 2016 e voltou a menstruar. Logo em seguida passou por inseminação artificial e gerou um feto, mas teve um aborto espontâneo neste mês de março.
“Mesmo com o aborto, isso foi extremamente encorajador”, diz Sfakianoudis. Ele espera que a mulher tente novamente. Mulheres entre 35 e 39 anos têm 20% de ter abortos no primeiro trimestre da gestação.
Já WS conta que tinha perdido as esperanças de engravidar. Ela já havia feito seis inseminações na Alemanha, mas nenhuma deu certo. “Depois da sexta tentativa, o médico disse que deveríamos parar por ali e considerar uma doação de óvulo”, lembra ela. Ao invés de fazer isso, ela procurou a clínica grega e voltou à Alemanha para passar por mais uma tentativa de inseminação, que deu certo. “Tudo vai bem”, comemora ela.
O que faz este tratamento ser visto com desconfiança pelos médicos tradicionais é que ainda é preciso realizar mais testes para entender se o tratamento realmente funciona, e como funciona. A equipe de pesquisadores gregos também não tem certeza de como ele funciona.
Uma teoria é que o plasma “acorda” as células-tronco do ovário, fazendo com que eles voltem a produzir óvulos. Mas cientistas ainda estão debatendo se células-tronco que funcionem desta maneira sequer existam. Também é possível que o tratamento contenha células-tronco, sugere John Randolph, pesquisador da Universidade de Michigan (EUA). “Precisamos descobrir como isso funciona e se é seguro”, defende ele.
Outra possibilidade é que apenas o ato de furar o ovário com uma agulha já traga efeitos positivos, diz Claus Andersen, da Copenhagen Universty Hospital (Dinamarca). Causar danos controlados ao ovário pode alterar a formação dos vasos sanguíneos, o que pode fazer com que folículos isolados recebam uma melhor oferta de sangue pela primeira vez, fazendo com que liberem óvulos.
Sfakianoudis está planejando um estudo que envolve injeções de plasma no ovário e injeções placebo, para comparar o resultado. O pesquisador quer realizar estudos na Grécia e nos EUA. “A maioria das pessoas no campo vai aguardar por mais informações antes de oferecer este tratamento para suas pacientes”, argumenta Randolph. [New Scientist]

12.894 -Composto do vinho pode impedir doença incurável em mulheres


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O vinho já foi ligado a incontáveis benefícios à saúde, desde a prevenção contra o câncer até a perda de peso. Agora, cientistas da Polônia e dos Estados Unidos descobriram que uma substância encontrada na bebida pode impedir que mulheres desenvolvam a síndrome do ovário policístico (SOP). A doença é conhecida por ser uma das principais causas de infertilidade entre mulheres. Ela se desenvolve quando os níveis de hormônios esteroides, como a testosterona, estão altos e causam a formação de cistos. Os sintomas mais comuns são ganho de peso, excesso de pelos no rosto, acne e até ausência do período menstrual. O estudo revelou que um composto natural do vinho tinto, chamado de resveratrol, pode reduzir a quantidade desses hormônios no organismo. Essa substância, encontrada na casca de uvas e em nozes, é conhecida por ter propriedades anti-inflamatórias. O estudo foi feito com 30 mulheres que tinham ovários policísticos. Elas foram divididas em dois grupos: um tomou suplementos que continham 1.500 miligramas de resveratrol e o outro recebeu pílulas de placebo. As participantes tomaram os comprimidos diariamente durante três meses e doaram amostras de sangue no início e no final do estudo. Além disso, elas receberam um teste de tolerância à glicose para medir o risco de diabetes. Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Os níveis de testosterona das mulheres que tomaram o resveratrol caíram em 23,1%, enquanto aumentaram em 2,9% no caso das voluntárias que receberam placebo. Os níveis de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEAS), outro hormônio que o corpo pode converter em testosterona, também tiveram um declínio de 22,2% no grupo das mulheres que tomaram o suplemento. Já as participantes que ganharam a pílula de placebo tiveram um aumento de 10,5% na quantidade de DHEAS em seu sangue. Houve também uma redução no risco de diabetes entre as mulheres que tomaram o resveratrol. Elas se tornaram mais sensíveis à insulina, sendo que os níveis desse hormônio em seu sangue caíram 31,8%. Esta não é a primeira vez que o resveratrol foi associado a benefícios para a saúde. Em 2006, um estudo publicado na revista científica Nature revelou que a substância natural poderia estender a vida de ratos. Muito além do vinho Apesar de interessantes, ambas as pesquisas não afirmam que uma taça de vinho por dia irá aumentar seu tempo de vida ou proteger as mulheres contra as doenças. Isso porque, o resveratrol é encontrado em baixas quantidades na bebida. Para chegar a uma quantidade de duas pílulas de 250 miligramas da substância, seria preciso beber mais de mil garrafas de vinho tinto por dia. Segundo um artigo publicado no site The Conversation e escrito por Lindsay Wu, professor da University of New South Wales, na Austrália, um medicamento feito à base de resveratrol ainda não é vendido, pois quando o composto é ingerido, o fígado o degrada rapidamente. Assim, apenas uma quantidade pequena é distribuída pelos tecidos, causando pouco efeito. Para ter algum efeito, a substância teria de ser administrada em doses elevadas. No entanto, uma grande quantia de resveratrol pode causar problemas intestinais, como diarreia.

12.889- Reprodução Humana – Infertilidade Masculina – Quais os Principais Problemas?


biologia reprodução
As condições químicas do sêmen e a qualidade dos espermatozoides, a mobilidade e formato são essenciais para uma fecundação bem sucedida então, a saúde dos espermas deve ser boa.

O exame de espermograma colhido por uma masturbação para essa finalidade normalmente verifica:

Volume e concentração de espermatozoide por ml, o normal é ficar em mais de 20 milhões.
Mobilidade, a forma e a velocidade que o espermatozoide se movimenta que deve ser maior do que 50% em casos normais.
Morfologia, formato correto do espermatozoide, uma cabeça e uma cauda. Morfologia que em um exame normal deve ser maior do que 15% do total ejaculado. O formato ideal é cabeça oval e com cauda longa.
Normalmente a infertilidade masculina pode ser pela baixa concentração de espermatozoide, pela baixa mobilidade e também pela morfologia que em alguns casos chega a ser extrema. Os problemas que são detectados também são:

Oligospermia: Menos de 20 milhões de espermatozoides por ml.
Oligoastenospermia: Mobilidade e quantidades menores do que o ideal.
Teratospermia: Formato inadequado do espermatozoide.
Necrospermia: Espermatozoides inativos ou mortos
Leucospermia: Alteração dos leucócitos no sêmen que normalmente é algum tipo de infecção.
Azoospermia: Falta de espermatozoides
Astenospermia: Não se movem como deveriam e são espermatozoides mais lentos.
Acidez do sêmen também pode ser um fator que pode prejudicar a vida dos espermatozoides. Por isso o Ph deve ser equilibrado, tanto do sêmen quanto da cavidade vaginal para que o esperma esteja em um ambiente ideal para avançar em rumo ao óvulo.Todos esses problemas são tratáveis e a maioria dos casos pode ser curada com medicamentos ou procedimentos corretos. Em alguns casos graves a cirurgia pode ser indicada, ou a possibilidade de uma doação de esperma para uma gravidez em casos mais severos e extremos como estetilidade pode ser apresentada pelo especialista em fertilidade, cabe a decisão ao casal e deve ser muito bem pensada.

Fatores externos como tabagismo, roupas apertadas (calças e cuecas demasiadamente justas podem prejudicar muito), varicocele, Dsts (doenças sexualmente transmissíveis como sífilis e clamídia podem ser causadores de infertilidade) ou infecção corriqueira de fácil tratamento que podem as causadoras, também o uso de drogas e substância como anabolizantes e esteroides podem afetar e muito a fertilidade masculina por afetarem o hormônio responsável, a testosterona. O médico urologista pode ajudar com vitaminas do tipo E e em alguns casos de fácil tratamento tribullus terrestres se mostrou muito útil em tratamento de infertilidade masculina porém qualquer causa deve ser analisada individualmente e com critério pelo médico que acompanha o casal.
A importância da investigação simultânea do casal pode encurtar um caminho de sofrimento e cobranças a respeito da gravidez, sofrer sem procurar ajuda não é uma boa ideia e caso seu marido ou companheiro ainda se recuse a fazer exames para verificar a presença de algum problema, basta mostrar esse post a ele e as inúmeras doenças que podem atingir a fertilidade masculina. A leitora Silvana Chaves e seu marido Talles Chaves viveram um momento difícil quando buscavam a gravidez do primeiro filho que hoje tem 1 ano de idade. Veja um pouco mais do caso da Silvana e o marido. “Nós estávamos tentando engravidar há 2 anos quando o médico sugeriu que nós ingressássemos em uma investigação mais profunda. Começamos por mim e logo em seguida o espermograma foi pedido. No dia do exame o Talles estava muito nervoso e quase não conseguiu colher o material para o exame. Ficamos 15 dias esperando o resultado e quando pegamos o papel no laboratório nos assustamos pois ele estava com apenas 2% de espermatozoides presentes no sêmen.
O formato deles também era bem diferente do normal pois alguns tinham 2 caudas, outros 2 cabeças, outros eram achatados e muitos estavam mortos. O médico então sugeriu um tratamento com a eliminação do cigarro, bebidas alcoólicas vitamina E, outro medicamento que ele tomava todos os dias (não me recordo do nome). Cerca de 3 meses depois ele refez os exames e para nossa alegria o resultado do exame estava bem melhor e foi descartada a possibilidade de fertilização in vitro. 4 meses após os resultados e o inicio do tratamento eu engravidei do meu filho Renan que acabou de completar 1 ano. Por isso meninas não deixem de procurar ajuda médica, a opinião de um bom profissional pode ser fundamental par acabar com o sofrimento de um casal. ”
Investigar é a palavra chave para detectar a infertilidade masculina, então a cumplicidade do homem para a gravidez é muito importante. Lembre-se, exames hormonais par o homem também são bem vindos e além do urologista o seu ginecologista também pode solicitar exames para o homem em casos de investigação de fertilidade.
O hipotireoidismo também é um das caudas da oligospermia, esse detectado por exame de sangue e ultrassom especificamente. Casos mais específicos como varicocele também podem ser tratados como oligospermia, porque ela também diminui a quantidade de espermatozoide no homem. Alguns sintomas podem aparecer na oligospermia, homens com baixa quantidade de esperma podem apresentar até mesmo um encolhimento dos testículos.

12.843 – Anticoncepcionais com hormônios podem duplicar o risco de depressão


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Parece que as más notícias sobre os riscos da pílula anticoncepcional não param de chegar. Desta vez, a preocupação é com a saúde mental: um novo estudo da Universidade de Copenhague analisou os registros médicos de todas as mulheres entre 15 e 34 anos que vivem na Dinamarca para concluir que a chance de desenvolver depressão chega a dobrar para quem usa anticoncepcionais com hormônios.
Os cientistas focaram o estudo em mulheres que não tinham diagnóstico prévio de depressão. Aí passaram 14 anos acompanhando a saúde delas e os medicamentos que consumiam. E perceberam o seguinte: as mulheres que tomavam contraceptivos hormonais tinham chances bem maiores de, mais tarde, passar a tomar antidepresivos – ou seja, de serem dignosticadas como portadoras de depressão ou de transtornos de ansiedade (que também são tratados com fluoxetina, escitaplopram e cia.).
Para quem toma a pílula tradicional (que combina derivados de progesterona e estrogênio), o risco é 23% maior do que entre as mulheres que não usavam o método. Mas a pílula está até bem na fita. Os piores aumentos de risco estavam em outros métodos hormonais.
Foi o caso do adesivo, o “campeão” da pesquisa. As mulheres que usavam o método que distribui norgestrolmin (uma progesterona sintética, usada em marcas como Evra) através da pele tinham o dobro de chances de começar a tomar antidepressivos, comparadas às jovens que não tomavam esses hormônios.
No Top 3, inclusive, estão os anticoncepcionais hormonais que não vem em forma de comprimido: além do adesivo, há também o anel vaginal, que libera etonogestrel e o DIU hormonal, que usa levonorgestrel (ambas progesteronas sintéticas).

Ranking da depressão

Adesivo – risco 100% maior

Anel vaginal – risco 60% maior

DIU com levonorgestrel – risco 40% maior

Mini-pílula (só de progesterona) – risco 34% maior

Pílula combinada – risco 23% maior

Quando os pesquisadores separaram só as adolescentes, entre 15 e 19 anos, perceberam que elas estavam ainda mais vulneráveis. Para elas, usar a pílula combinada representa um risco 80% maior de depressão. Já com a mini-pílula, ele pula para 120% – ou seja, mais que o dobro.
Faltam estudos mais específicos para entender se a conexão entre depressão e anticoncepcionais tem relação direta com a progesterona (sozinhos, os números parecem apontar para isso), mas a preocupação imediata dos pesquisadores é outra: eles estimam que 80% das mulheres férteis da Dinamarca estejam tomando contraceptivos hormonais de algum tipo. No meio dessa quase onipresença da pílula, eles acreditam que os riscos à saúde mental estão sendo subestimados pelos próprios médicos na hora de receitar o medicamento.
O risco de depressão é conhecido de qualquer um leia a bula dos anticoncepcionais. Mas quando aparece um estudo com a população inteira de um país, a realidade (e a gravidade) da história chama bem mais atenção que as letrinhas fonte 10 na seção Efeitos Colaterais.

12.579 – Nanotecnologia – Robôs que controlam espermatozoides podem resolver problema de infertilidade masculina


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Apelidados de “spermbots” (espermatozoides-robô), os mecanismos possuem hélices de metal em miniatura, grandes o suficiente para envolver completamente a cauda de um único espermatozoide e ajudá-lo ao longo de seu caminho até o óvulo. Os bots são movidos com o auxílio de um campo magnético controlado pelos cientistas. Todas as experiências realizadas até então tinham sido com gametas de touros em uma placa de Petri (recipiente utilizado para cultura de micróbios). Ao atingir seu alvo e adentrar o óvulo, o espermatozoide é forçado pelo invólucro de metal a inverter a direção para se libertar.
Embora ainda estejam em fase inicial, os novos spermbots poderiam, teoricamente, proporcionar uma alternativa mais eficaz à inseminação artificial e fertilização in vitro (em que o óvulo é removido do corpo antes de ser fertilizado) para casais. O trabalho do grupo do Instituto de Nanociências Integrativas do Leibniz Institute for Solid State and Materials Research, em Dresden, na Alemanha, foi publicado na revista Nano Letters.
“Nossos resultados indicam que micro-hélices de polímero revestidas de metal são adequadas para esta tarefa, devido ao movimento controlável e não-prejudicial do molde 3D. Apesar do fato de que ainda há alguns desafios no caminho para que a fertilização seja bem-sucedida com espermatozoides, acreditamos que o potencial desta nova abordagem para reprodução assistida já pode ser colocado em perspectiva com o presente trabalho”, explica o relatório.
A revista New Scientist relata que os minúsculos robôs são feitos de nanopartículas de ferro e titânio e possuem 50 micrômetros de comprimento e de 5 a 8 micrômetros de diâmetro (1.000 micrômetros equivalem a um milímetro). Eventualmente, eles poderiam encontrar uma ampla gama de utilizações para o mecanismo. Eric Diller, engenheiro mecânico e industrial da Universidade de Toronto, no Canadá, que não estava envolvido na pesquisa, disse em entrevista à revista: “Este tipo de abordagem híbrida pode liderar o caminho na tomada de microssistemas robóticos eficientes”.
As próximas etapas consistem em descobrir um método de melhorar o controle da direção destes spermbots, atualizando a construção do micromotor. Além disso, é preciso investigar possíveis problemas relacionados ao sistema imunológico do corpo. O vídeo divulgado pela American Chemical Society para acompanhar o relatório diz que este é “um começo promissor”, mas ainda há muito trabalho a ser feito.

12.374 – Anticoncepcional masculino pode ser lançado em 2018


Vassegel
O produto, chamado Vassegel, promete deixar o homem estéril – mas é reversível.
Se ter um filho não está nos seus planos pelos próximos anos, talvez essa seja uma boa notícia: a Parsemus Foundation, uma ONG americana, está criando um novo anticoncepcional para homens.
Chamado Vasalgel, o produto consiste em uma injeção que deve ser aplicada localmente no ducto deferente, vias que conectam o testículo ao pênis. A aplicação liberaria um hidrogel semi-impermeável, o que, na prática, significa que ele deixaria o líquido seminal passar, mas barraria os espermatozoides. É uma peneira contraceptiva.
Os produtores afirmam que produto não deixará você ter filhos pelo período de até 12 meses. Para se livrar do Vasalgel, o usuário deve aplicar outra injeção, dessa vez de bicarbonato de sódio, para transformar o hidrogel em líquido – liberando a passagem de espermatozoides pela região.
O produto é uma forma de globalizar algo que não é novidade para os indianos. A Índia já faz, há anos, testes com um produto chamado Risug – que, apesar da fórmula ser diferente, é basicamente o mesmo produto. O ponto é que o produto indiano ainda não pode ser comercializado e os experimentos com humanos acontecem apenas com homens da região. Além disso, a Parsemus afirma que o Vassagel está sendo desenvolvido sob supervisão do órgão de regulação médica dos Estados Unidos dentro de padrões internacionais de produção. Dá para ficar um pouco mais tranquilo na hora da injeção.
O medicamente foi testado em coelhos durante o ano passado e, de acordo com os resultados divulgados, o funcionamento nos animais foi perfeito: os roedores ficaram estéreis durante o período com o Vassegel e voltaram a procriar um ano depois, quando a barreira de hidrogel foi dissolvida. O próximo passo é o teste com humanos, e isso deve ocorrer em breve. A fundação anunciou que está à procura de candidatos, e que pretende realizar os experimentos ainda esse ano. O objetivo é que o produto chegue às prateleiras em 2018.
A ideia é que, se os testes forem positivos, o produto seja financiado via crowndfunding. Até lá, os homens podem usar camisinha, ou fazer vasectomia.

12.214 – Reprodução – O nanorrobô que pode dar uma ajudinha aos espermatozoides preguiçosos


espermatozoides-preguicosos-nanorrobos
Os espermatozoides “preguiçosos” são a principal causa de infertilidade masculina. Apesar de as células serem perfeitamente saudáveis, sua motilidade é fraca.
No entanto, um revolucionário nanorrobô, criado por cientistas alemães, poderá ajudar os espermatozoides a fecundar um óvulo.
Trata-se de um dispositivo minúsculo em forma de espiral, que mede 50 micrômetros de comprimento e 8 de diâmetro. Ele foi projetado para envolver a células e transformá-las em um espermatozoide motorizado e controlado remotamente por campos magnéticos.
Pesquisadores do Instituto de Nanociências Integrativas de Dresden, na Alemanha, conseguiram conduzir com sucesso os espermatozoides de um touro até o óvulo de uma vaca, como se dirigissem um submarino microscópico. Mas antes de realizar os primeiros testes em seres humanos, os cientistas pretendem fazer vários testes com outros mamíferos.
De acordo com seus inventores, além de ser uma alternativa para os tratamentos de inseminação artificial, esses nanorrobôs são capazes de administrar medicamentos em qualquer parte do corpo, especialmente em áreas onde possam existir tumores.

12.004 -Reprodução – Primeiros transplantes de útero serão realizados nos EUA


utero
O procedimento irá beneficiar as mulheres que tiveram seu útero removido devido a doenças ou danos, ou que nasceram sem o órgão, recebendo um doado. Depois que o destinatário tiver um ou dois filhos, o útero será removido novamente, para impedir a ação de rejeição do organismo, que estará sob efeito de medicamentos.
Embora os transplantes de órgãos existam há décadas, o transplante de útero é relativamente novo no cenário médico, pois o órgão não é essencial para a sobrevivência. Portanto, nunca havia sido considerado uma grande prioridade pela maioria dos pesquisadores, ao contrário de outros, como fígado e coração. Porém, como milhares de mulheres nos EUA não conseguem ter filhos devido à ausência de um útero, houve forte interesse no procedimento.
Em 2014, uma mulher na Suécia se tornou a primeiro a dar à luz com um útero transplantado, após receber a doação de uma mulher de 61 anos. No final de setembro, o Reino Unido anunciou que iria realizar o procedimento em 10 mulheres como parte de um ensaio. Algo semelhante irá acontecer por parte dos cirurgiões norte-americanos, na Cleveland Clinic, oferecendo úteros transplantados a 10 mulheres, nos próximos meses. A triagem para potenciais candidatas, com idade entre 21 e 30 anos, já se iniciou. Todas as candidatas precisam ter seus ovários ainda intactos, e precisam ser mentalmente e financeiramente estáveis.
O procedimento funciona através da recuperação dos óvulos da mulher, com a fertilização e o congelamento deles, até que estejam prontos para o transplante.
“Um ano após o transplante, os embriões congelados são então descongelados e implantados, um de cada vez, até a paciente ficar grávida”, informou o hospital à imprensa.
Após o nascimento da criança, a mulher será capaz de manter o útero para tentar outro bebê, ou pode tê-lo removido. Caso ela não queira ter a cirurgia de remoção, os médicos afirmam ser possível interromper a medicação e deixar que o sistema imunológico rejeite o útero, que deve desaparecer gradualmente.
Apesar de riscos em todos os processos, as mulheres envolvidas estarão cientes. Para muitas delas, está é a única chance de ter um filho. Portanto, muitas mulheres já demonstraram interesse nos testes.
“O emocionante trabalho dos investigadores pioneiros, na Suécia, demonstrara que o transplante de útero pode resultar no nascimento bem-sucedido de crianças saudáveis”, disse Andreas Tzakis, investigador principal da Cleveland Clinic, ao jornal The Telegraph.

11.403 – Reprodução – HPV reduz a fertilidade masculina


hpv
O HPV, vírus transmitido por contato sexual que às vezes desencadeia cânceres genitais, também pode afetar seriamente a fertilidade masculina. A presença dele no sêmen atrapalha o nado dos espermatozoides e a viabilidade dos embriões quando essas células conseguem fecundar o óvulo.
Tais conclusões integram uma série de estudos feitos por pesquisadores italianos, que deverão apresentar os resultados nesta semana em São Paulo, durante o 1º Congresso Internacional Huntington de Medicina Reprodutiva.
Para os cientistas, liderados por Carlo Foresta, da Universidade de Pádua, é possível que muitos dos casos de infertilidade masculina que hoje não têm explicação estejam ligados ao HPV –estima-se que a maior parte da população terá HPV ao longo da vida.
Hoje, a recomendação usual é vacinar contra o vírus as meninas que estão prestes a iniciar sua vida sexual.
“A vacinação seria a única intervenção viável hoje para prevenir o problema, porque não há medicamentos que eliminem totalmente o HPV do organismo depois que a infecção aconteceu”, explica Rodrigo Sousa Madeira Campos, urologista do A.C. Camargo Cancer Center.
Após avaliar dezenas de outros estudos, os pesquisadores concluíram que há boas razões para acreditar que homens que possuem o HPV em seu sêmen têm probabilidade maior de desenvolver astenozoospermia – grosso modo, uma “síndrome do espermatozoide preguiçoso”, na qual as células masculinas têm dificuldade de nadar rumo aos óvulos e, consequentemente, de fecundá-los e gerar um embrião.
As razões para isso ainda não estão totalmente claras, mas uma possibilidade é que, ao integrar seu DNA ao genoma das células humanas, como costuma fazer quando causa câncer, o HPV esteja bagunçando o funcionamento dos espermatozoides.
Também há indícios de que, mesmo nos casos de fecundação bem sucedida, o DNA viral acabe atrapalhando uma série de processos cruciais para o começo da gestação, como a fixação do embrião e o desenvolvimento dos tecidos invasivos que ele usa para obter recursos do organismo da mãe.
Para homens que estão tentando ser pais há bastante tempo sem sucesso e possuem o vírus em seu esperma, os italianos propõem que uma forma de mitigar o problema seria a lavagem do sêmen com produtos que podem remover ao menos parte da carga viral.
Depois disso, os médicos responsáveis pelo tratamento de infertilidade adotariam a chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide, técnica na qual uma única célula masculina é injetada num óvulo, para aumentar as chances de uma gestação.

11.124 – Sistema Reprodutor Masculino


ap reprod masculino

O sistema reprodutor masculino, também chamado de sistema genital masculino, é composto pelos testículos, bolsa escrotal, pênis, um sistema de ductos ou canais e glândulas anexas.
No sistema reprodutor masculino, encontramos um par de testículos. Eles são as gônadas masculinas e se localizam no interior da bolsa escrotal. Ambos os testículos são constituídos por milhares de túbulos seminíferos e no interior desses túbulos ocorre a produção dos espermatozoides num processo chamado de espermatogênese. Também é nos testículos que encontramos as células intersticiais ou células de Leydig, cuja função é produzir o hormônio testosterona.
Após a formação dos espermatozoides nos túbulos seminíferos, eles são encaminhados através de ductos eferentes ao epidídimo, onde ganharão mobilidade e ficarão armazenados até serem eliminados na ejaculação. Quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides saem do epidídimo, através dos ductos deferentes, e são encaminhados até as glândulas seminais, e, em seguida, para a próstata. Tanto as glândulas seminais quanto a próstata são glândulas anexas que produzem substâncias que nutrem os espermatozoides. Depois de passar por essas glândulas anexas, o esperma ou sêmen é encaminhado à uretra, de onde será expulso.
Quando estimulado sexualmente, o homem libera um líquido que lubrifica a extremidade do pênis, além de atuar na limpeza da uretra. Esse líquido é produzido pelas glândulas bulbouretrais, que se localizam abaixo da próstata.
O pênis é o órgão copulador do sistema reprodutor masculino. Ele é composto por tecidos esponjosos que se enchem de sangue, deixando-o rígido e com maior volume.

11.042 – Medicina – Medicamento receitado a mulheres que querem engravidar não funciona


heparina

Uma nova revisão de estudos mostrou que não há evidência de que um medicamento injetável muito usado em tratamentos de reprodução melhore as chances de gravidez ou evite abortos.
A heparina é um anticoagulante indicado originalmente para prevenir e tratar doenças que levam à formação de coágulos no sangue (trombose).
Há alguns trabalhos, com pouca evidência científica, apontando que ele poderia beneficiar também mulheres que sofram abortos habituais (mais de três sucessivos, sem causas genéticas) ou que tenham trombofilia [alterações na coagulação que predispõem a trombose].
Nos últimos anos, o remédio passou a ser indicado ainda a mulheres sem problemas de coagulação, que não estão tendo sucesso nas fertilizações in vitro (FIV) porque o embrião não se fixa no útero. O uso é “off-label” (fora das recomendações da bula).
A hipótese dos médicos, baseada em estudos experimentais, é que o medicamento evitaria a formação de “microcoágulos”, não detectáveis em exames, que atrapalhariam a implantação do embrião no endométrio (camada que reveste o útero).
Também teria a função de fazer com que as células da placenta cresçam com maior velocidade, o que aumentaria as chances da gestação.
Agora, um trabalho da Cochrane (rede de cientistas independentes que avalia a efetividade de tratamentos) revisou três estudos clínicos sobre o uso da heparina em tratamento de reprodução.
O resultado é que não há evidência de que a medicação melhore as chances de gravidez em mulheres sem problemas de coagulação.
“Não há justificativa para o uso”, concluem os autores em artigo na revista “Fertility and Sterility” deste mês. Em um dos estudos, de 5% a 7% das mulheres tiveram sangramentos, um dos efeitos colaterais da medicação.
A enfermeira Telma Santos, 34, diz ter tomado heparina por indicação do médico nas três tentativas de FIV, mesmo sem ter nenhum problema de coagulação sanguínea. Ela não engravidou.
“A gente se sente um rato de laboratório porque muita coisa usada no tratamento não tem evidência. Mas acaba topando tudo para ter um filho”, diz ela, que desistiu do tratamento reprodutivo.
Opinião dos especialistas
Para o médico Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, há um exagero hoje na indicação da heparina nos tratamentos reprodutivos, especialmente nos casos de falha de implantação do embrião.
“Falha de implantação não é igual ao aborto habitual. Falhas podem ser multifatoriais, relacionadas a questões como a estrutura dos laboratórios, treinamento e capacitação dos embriologistas, meio de cultura e idade do casal.”
Segundo ele, na ausência de problemas como a trombofilia, o uso da heparina é muito controverso.
O ginecologista Eduardo Motta, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), concorda. “Existe um uso irracional da heparina.”
Para ele, mesmo nos casos de trombofilias, a utilização é discutível. “Não é porque tenho um marcador que obrigatoriamente terei a doença.”

10.922 – Reprodução – Cientistas criam formas primitivas de óvulo e esperma artificial


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Pesquisadores conseguiram criar, pela primeira vez, formas primitivas de óvulos e espermas humanos em laboratório. A descoberta pode ajudar a solucionar problemas de infertilidade, compreender melhor os primeiros estágios do desenvolvimento embrionário e, potencialmente, permitir o desenvolvimento de novos tipos de tecnologia reprodutiva.
As chamadas células germinativas primordiais (PGC, na sigla em inglês), das quais derivam os óvulos e espermatozoides, já haviam sido desenvolvidas em testes de laboratório com roedores, mas nunca com humanos. A descoberta, descrita por cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, foi publicada no periódico Cell, na quarta-feira.
Células germinativas primordiais têm potencial para serem transformadas em espermatozoides e óvulos humanos. O próximo passo da pesquisa é injetar as células em ovários de roedoras para testar se elas se desenvolvem em animais.
As PGCs aparecem durante as primeiras semanas do crescimento embrionário, quando as células-tronco do óvulo fertilizado começam a diferenciar-se em vários tipos de células básicas. Em um estágio seguinte, as PGCs se transformam em precursoras de espermatozoides ou de óvulos ‘de uma maneira bastante automática’, segundo o coautor da pesquisa, Jacob Hanna, do Instituto Weizmann.
O estudo demonstrou que as PGCs também podem ser criadas a partir de células adultas reprogramadas, como as da pele. Essa técnica ajudará cientistas a comparar como as células sexuais se desenvolvem em pessoas férteis e inférteis. “Essa é a base para o nosso futuro trabalho”, afirmou ao jornal britânico The Guardian Azim Surani, coautor da pesquisa, da Universidade de Cambridge.
Em outra frente, o trabalho pode esclarecer dúvidas sobre doenças associadas ao envelhecimento. Com o passar dos anos, hábitos como tabagismo, alimentação e exposição a compostos químicos causam mutações genéticas. As células que formam o esperma e os óvulos, no entanto, são livres dessas alterações. “Isso pode nos ensinar como eliminar as mutações, que, em moléstias ligadas ao envelhecimento, podem ser exageradas e desregular os genes”, disse Surani ao jornal.
Os pesquisadores descobriram que um gene conhecido como SOX17 é fundamental para fazer com que as células-tronco humanas se transformem em PGCs. A descoberta foi surpreendente, pois, no caso dos ratos, o equivalente desse gene não intervém no processo. “Não estou dizendo que os estudos em ratos não se aplicam em humanos, mas há diferenças fundamentais com as quais precisamos ter cuidado”.

10.868 – Reprodução – Pré-eclâmpsia na gestação eleva risco de autismo em bebê


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A pré-eclâmpsia é uma condição que pode surgir entre a vigésima semana de gestação e a primeira semana após o parto. Ela se caracteriza pelo aumento da pressão arterial e pela perda de proteínas pela urina durante a gestação.
Os estudiosos selecionaram 517 crianças de dois a três anos com autismo, 194 com algum atraso de desenvolvimento e 350 com desenvolvimento normal. O risco de uma criança com autismo ter sido exposta à pré-eclâmpsia era duas vezes maior do que entre aquelas que tinham um desenvolvimento normal. Além disso, a incidência de problemas cognitivos aumentou de acordo com a gravidade das complicações na gestação.
Segundo os autores do estudo, a explicação para o fenômeno é que a pré-eclâmpsia causa déficit de nutrição e oxigenação no feto, prejudicando o desenvolvimento cerebral do bebê.
Antidepressivos: O uso desse tipo de medicamento durante e, principalmente, na reta final da gravidez duplica as chances de gerar filhos com problemas de hipertensão pulmonar persistente, uma doença rara que eleva a pressão no pulmão e provoca dificuldades na respiração, cansaço e tosse. Essa foi a constatação de um estudo desenvolvido pelo Centro de Farmacoepidemiologia do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
Anti-inflamatórios: Uma pesquisa publicada no periódico “Canadian Medical Association Journal” relacionou o uso de anti-inflamatórios como naproxeno e ibuprofeno no início da gravidez a 2,4 maiores riscos de aborto espontâneo. O perigo não foi associado ao uso da aspirina. A explicação seria a de que esses anti-inflamatórios afetam a produção de prostaglandina, um ácido graxo que tem sua produção declinada no útero no início da gravidez. Assim, eles alterariam os níveis normais do ácido nessa fase. O maior problema é utilizá-los durante o terceiro trimestre de gestação, quando termina a formação do feto. “Os anti-inflamatórios podem ter um impacto negativo no fechamento de canais do sistema cardiorrespiratório fetal. Isto é, eles podem causar problemas cardiológicos no bebê “.
Peso demais ou peso de menos pode prejudicar a gestação, por reduzir a oferta de nutrientes e oxigênio ao bebê. “O ganho de peso planejado contribui para a boa evolução do cérebro do feto, além de manter a mãe longe da diabetes gestacional e da doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG)”, diz Alberto d’Auria, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.
Obesidade durante a gestação pode dobrar as chances de o bebê morrer antes de um ano de vida, de acordo com pesquisa da Universidade de Newcastle, na Inglaterra. A morte seria causada por problemas relacionados ao sobrepeso, como hipertensão e diabetes gestacional. Segundo os dados do estudo, o risco de vida dos filhos de mulheres com obesidade era de dezesseis mortes para cada 1 000 nascimentos (1,6%). Já entre aquelas que tinham o peso considerado normal, o risco era de nove mortes para cada 1 000 nascimentos (0.9%).
Outro estudo, este conduzido pela Universidade de Groningen, na Holanda, constatou que filhos de mulheres obesas e fumantes têm maiores riscos de sofrer problemas cardíacos. Segundo os pesquisadores, gestantes que apresentavam esses dois fatores tiveram 2,5 mais chances de gerar filhos com doenças congênitas do coração, comparadas às que eram fumantes ou às que estavam acima do peso.
Ferro: A deficiência deste mineral é a mais comum no mundo e a principal causa de anemia na gravidez. Um estudo da Universidade Harvard descobriu que grávidas que fazem o uso de suplementos diários de ferro de até 66 miligramas têm menores riscos de darem à luz a bebês com baixo peso. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que as gestantes façam o uso de 60 miligramas de ferro todos os dias.
Vitamina D e cálcio: A falta de vitamina D prejudica a absorção de cálcio pelo organismo e pode fazer com que grávidas tenham filhos com baixo peso. Segundo uma pesquisa da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, gestantes com menores índices da vitamina no primeiro trimestre da gravidez (ou até a 14ª semana) apresentam duas vezes mais risco de parir bebês com baixo peso, comparadas àquelas com níveis mais altos do nutriente.
Ácido fólico: Segundo um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a suplementação em 400 microgramas diárias no nutriente, também chamado de vitamina B9 ou folato, durante o período compreendido entre quatro semanas antes da concepção e oito semanas após o início da gestação reduz em 40% as chances de o filho ter autismo.
A hipertensão durante a gravidez (chamada de doença hipertensiva específica da gravidez) é maléfica não só para a gestante, mas para o bebê — a enfermidade afeta habilidades de pensamento, raciocínio e aprendizagem da criança em toda a sua vida. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pela Universidade de Helsinki, na Finlândia. O impacto negativo seria consequência da mudança de ambiente do útero quando a pressão arterial está elevada, afetando o período pré-natal. Os cientistas constataram que os problemas de cognição apresentados até na velhice podem ter sido originários dessa fase. “Dieta controlada e hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas duas ou três vezes por semana, podem minimizar os efeitos maléficos dessa doença, já que sua causa não é comprovada”.
O diabetes gestacional, que aparece durante a gestação e some depois do parto, pode afetar o pâncreas do bebê e predispor mãe e filho ao diabetes no futuro. Além disso, a doença está relacionada ao risco da mãe desenvolver doenças cardíacas na meia-idade, segundo uma pesquisa publicada no periódico “Journal of the American Heart Association”. O estudo, que durou vinte anos, descobriu que o diabetes gestacional pode ser um fator de risco para o aparecimento da aterosclerose, caracterizada pelo entupimento dos vasos sanguíneos, e pode causar infarto e AVC.
Grávidas que se mantêm em movimento geram bebês com cérebros mais desenvolvidos. Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, acompanharam a atividade cerebral de recém-nascidos até completarem doze dias de vida. Segundo eles, gestantes que praticavam ao menos 20 minutos de atividades cardiovasculares de intensidade moderada, como a caminhada, três vezes por semana a partir do segundo trimestre de gravidez tiveram filhos com o cérebro mais desenvolvido do que as mães sedentárias.

A lenda da cegonha
A lenda da cegonha

A recomendação é, duas ou três vezes por semana, praticar exercício que sejam de baixo impacto nas articulações e não obriguem a grávida a fazer um grande esforço no abdômen. As atividades mais recomendadas são hidroginástica, ioga, pilates e caminhada, sempre com acompanhamento de um profissional.
Manter uma boa dieta durante toda a vida é essencial, principalmente durante a gravidez. Seguir dietas extremamente restritivas no início da gravidez, porém, pode comprometer o desenvolvimento cerebral do feto, segundo uma pesquisa da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. A carência de nutrientes e de calorias nesse período reduz a formação das conexões entre as células e das divisões celulares do bebê. Além disso, regimes drásticos podem afetar as sinapses entre as células cerebrais do feto, o que altera os genes e causa problemas comportamentais na criança.
Os anticorpos — principalmente os tipo igG (Imunoglobulina G), que protege contra a rubéola — atravessam a placenta e passam de mãe para filho. Por isso é tão importante a mulher se vacinar contra varicela, hepatite B, tríplice viral (tétano, difteria e coqueluche) e gripe, esta última durante a gestação.
A vacina contra a gripe, oferecida pelo sistema de saúde pública brasileiro, é de extrema importância para as grávidas, já que a mulher tem o sistema imune mais enfraquecido no período e pode manifestar a doença com maior intensidade. Além disso, um estudo realizado pelo hospital Wake Forest Baptist Medical Center, nos Estados Unidos, concluiu que filhos de gestantes imunizadas contra a gripe têm 48% menos chances de contrair o vírus nos seis primeiros meses de vida.

10.832 – Síndrome do Parto Prematuro Desafia a Medicina


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Pela primeira vez na história, o parto prematuro – aquele feito antes que as 37 semanas de gestação estejam completas – é a principal causa de mortalidade infantil em todo o mundo. De acordo com o mais amplo estudo do gênero, publicado no periódico The Lancet, as mortes por complicações desse tipo de nascimento chegaram a 1,1 milhão, superando doenças como pneumonia e diarreia, até então responsáveis pela maior quantidade de mortes de crianças até 5 anos.
No Brasil, são cerca de 9 000 óbitos anuais, o que torna o país o líder na América Latina em mortes ligadas a nascimentos precoces. Nossa taxa é de 22%, acima da proporção mundial de 17,4%.
As estatísticas revelam uma revolução no padrão da saúde infantil global: em países pobres e ricos, a desnutrição e as doenças infecciosas que matavam na infância foram vencidas, transformando as complicações de nascimentos precoces no próximo desafio ao combate da mortalidade infantil.
“Vivemos uma mudança no modelo da saúde, chamada transição epidemiológica. As mortes estão se aproximando cada vez mais do momento nascimento e precisamos, agora, de esforços para compreender e prevenir esse fenômeno extremamente complexo que se tornou um grande problema mundial”, diz o pediatra Fernando de Barros, pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e uma das maiores autoridades do país em saúde infantil.
Os especialistas têm previsto essa transformação há pelo menos quatro décadas e alertado os sistemas de saúde para a importância dos cuidados durante o período pré-natal e após o nascimento, única forma eficaz de prevenir as mortes de bebês prematuros. Os altos números divulgados pelo estudo demonstram que, nesse período, pouco se avançou em estratégias de combate aos nascimentos antes da hora.
“O parto prematuro é um tipo de síndrome silenciosa, pouco conhecida e com consequências trágicas”, diz o médico Renato Passini Junior, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O maior número de bebês mortos por conta do nascimento precoce está em países pobres como a Índia, com 361 600 óbitos, Nigéria, com 98 300 mortes, ou Paquistão, onde foram registradas 75 000 mortes. No entanto, o drama dos nascimentos prematuros também atinge países desenvolvidos. Os lugares com as maiores proporções entre mortes ocorridas por complicações de partos prematuros são Macedônia (51%), Eslovênia (47,5%) e Dinamarca (43%).
Isso é explicado porque, nos países desenvolvidos, a taxa de nascimentos de prematuros é baixa – e a maior parte de mortes de prematuros nesses lugares não poderia ser evitada. “Nos países ricos, outras causas de mortalidade infantil como doenças infecciosas ou diarreia foram eliminadas e, por isso, a proporção é alta. Mas, em números absolutos, há poucas mortes relacionadas às complicações de partos prematuros em regiões desenvolvidas, ao contrário do que acontece na África ou Ásia”.
Esse cenário é o oposto do que acontece no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do SUS e do Ministério da Saúde, utilizados no maior estudo sobre fatores de nascimentos prematuros no Brasil, 340 000 bebês nasceram prematuros em 2012. São 40 por hora, uma taxa de 12,4% – o dobro da Europa.
A pesquisa, coordenada por Renato Passini Junior, da Unicamp, foi publicada em outubro na revista Plos One e acompanhou durante um ano cerca de 30 000 nascimentos em maternidades das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. O objetivo foi descobrir as causas de tantos nascimentos precoces no país — o que leva um bebê a nascer antes do tempo é uma soma de componentes complexos ainda não claramente compreendidos pela medicina.