13.271 – Medicina – Estatina reduz risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca


estatina
Um novo estudo acaba de comprovar mais um benefício das estatinas para a saúde cardíaca. Além de ter o colesterol controlado, pessoas que tomam estatinas têm menor probabilidade de terem o músculo do coração espesso, condição conhecida como hipertrofia ventricular esquerda, que aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca e derrame no futuro.
No estudo, apresentado durante o EuroCMR 2017, conferência sobre exames de imagem cardíaca realizada em Praga, na República Tcheca, pesquisadores da Universidade de Londres analisaram, por meio de exames de ressonância magnética, o coração de 4.622 pessoas na Inglaterra, das quais 17% tomavam estatinas. Os resultados mostraram que, em comparação com quem não fazia tratamento com o medicamento, aqueles que faziam tinham câmaras ventriculares esquerdas com uma porcentagem de massa muscular 2,4% menor. Seu volume de massa ventricular esquerda e direita também eram menores.
Mas, na prática, o que isso significa? De acordo com Nay Aung, autor do estudo, essas características correspondem a uma redução no risco de desfechos adversos associados a um coração grande e espesso, como infarto, insuficiência cardíaca e derrame, em pacientes que, teoricamente já estavam em risco mais alto de desenvolver problemas cardíacos, em comparação com aquelas que não usam o medicamento.
Os resultados foram confirmados mesmo após os cientistas contabilizaram outros fatores que podem afetar o coração, como etnia, gênero, idade e índice de massa corporal (IMC).

Possível explicação
Segundo informações do jornal britânico The Guardian, outros benefícios já comprovados das estatinas incluem melhoria da função dos vasos sanguíneos, redução da inflamação e estabilização dos depósitos de gordura nas paredes das artérias.
Embora o estudo atual não tenha analisado o porquê desse efeito benéfico das estatinas na estrutura e função cardíaca, pesquisas anteriores já haviam mostrado que o medicamento reduz o stress oxidativo e a produção de fatores de crescimento, químicos naturais que estimulam o crescimento celular. Essas características podem ter influência em seu efeito sobre a estrutura cardíaca. As estatinas também ajudam a dilatar as veias sanguíneas, levando a uma melhora no fluxo e redução do stress do coração.

13.254 – Anvisa registra primeiro teste de farmácia para detecção do HIV


TESTE HIV
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou esta semana o primeiro autoteste para triagem do HIV no Brasil. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.
De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos já existentes para medição de glicose por diabéticos.
O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.
O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da exposição.
O período de um mês é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período, um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.
Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição.
Se o resultado for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.
A possibilidade do registro de autoteste para o HIV surgiu em 2015, quando a Anvisa regulou o tema. De acordo com a regra, esse tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde 136.
O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar esse valor. O teste de farmácia para Aids não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos. O teste Action traz o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.

13.233 – Saúde – (Des) Nutrição e Obesidade


desequilibrio alimentar

Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apneia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso. De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma.

Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.

Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.

Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.
Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apnéia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso. De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma”, diz Lawrence Haddad, um dos responsáveis pela pesquisa.
Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.
Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.
Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.

13.218 – Geração Seguinte “paga o pato” – Fumar durante a gravidez aumenta o risco de ter netos autistas


cigarros
Se você é adepto da “varinha do câncer”, leia com atenção:

Vovós que fumaram durante sua gravidez podem ser responsáveis pelo autismo de seus netos, de acordo com um estudo desenvolvido na Universidade de Bristol, na Inglaterra. O hábito, quando mantido pelas avós maternas, aumentou o risco das crianças serem diagnosticadas como autistas em 53%. E o cenário pode ser ainda pior para as meninas: netas cujas avós fumaram enquanto grávidas têm 67% mais chance de desenvolver também comportamentos repetitivos e dificuldades de comunicação.
“Nós já sabemos que proteger o bebê dos efeitos do tabaco é uma das melhores maneiras de garantir um começo de vida saudável. O que descobrimos agora é que não fumar durante a gravidez pode também significar um bom início também dos netos”, pontuou Jean Golding, um dos autores do estudo, em entrevista ao site da Bristol University.
Estudos anteriores apontam a prática como a que oferece maior número de riscos à criança e à mãe, inclusive relacionando o fumo à ocorrência de autismo nos pequenos. A relação entre o hábito e o distúrbio, no entanto, é mais clara quando o contato é direto – de mãe para filho. A possibilidade de se herdar isso das avós, aponta para uma referência genética mais complexa.
Para explicar os resultados, os cientistas consideram dois possíveis mecanismos, como detalhou Marcus Pembrey, também co-autor do estudo. “Podem ser defeitos no DNA transmitidos aos netos ou alguma resposta ao fumo que deixa as crianças mais vulneráveis ao autismo”. Para Pembrey, essas mudanças podem não interferir na própria saúde da mãe, mas terão impacto maior quando forem transmitidas às crianças.
Sabe-se que o hábito de fumar pode provocar alterações nas mitocôndrias, organelas responsáveis pela respiração e produção de energia da célula. Curiosamente, essas são estruturas que os filhos herdam diretamente das mães – que, por sua vez, as receberam também de seu lado materno.
Os pesquisadores não conseguiram explicar, no entanto, o porquê das diferenças entre sexos, como a maior dificuldade de comunicação e os comportamentos repetitivos mais notados nas meninas. Apesar da tendência ao vício poder ter origem genética, os pesquisadores afirmam que o fato de pais fumarem durante a gestação não teve relação com os efeitos observados.
A pesquisa foi publicada no periódico Scientific Reports, e considerou dados relativos à saúde e desenvolvimento de 14.500 crianças nascidas nos anos 1990. Elas fazem parte do Children of 90s, estudo que analisou mulheres grávidas em 1991 e 1992.

13.190 – Saúde – Como perder gordura abdominal


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A melhor forma de perder gordura abdominal e secar a barriga é fazer exercícios localizados, como abdominais, associados a uma dieta pobre em calorias e gorduras, sob orientação de um professor de educação física e de um nutricionista.
Além disso, também podem ser utilizados suplementos para queimar gordura, sob orientação profissional, como L-carnitina, CLA ou enzima Q10, que facilitam a perda de gordura abdominal localizada através da destruição dos depósitos de gordura, ao mesmo tempo que aumentam os níveis de energia e de força muscular.
Perder gordura abdominal é importante porque além de melhorar a imagem corporal o acumulo de gordura entre as vísceras aumenta o risco de doenças cardíacas.
Dieta para perder gordura abdominal
A dieta para perder gordura abdominal tem de ser pobre em calorias e por isso, as frutas cítricas, como a laranja ou o kiwi, devem fazer parte da alimentação, uma vez que são hipocalóricas e ricas em água.
Na dieta para perder gordura abdominal, os alimentos fonte de hidratos de carbono, como o arroz, a massa ou o pão, não devem ser excluídos, mas consumidos em pequena quantidade e na versão integral.
Além disso, na dieta para perder gordura abdominal deve-se evitar alimentos como:
Frituras e bolos;
Queijos amarelos;
Sorvetes e balas;
Molhos;
Bebidas alcoólicas e refrigerantes.
Para complementar a dieta e ganhar massa magra deve-se ingerir alimentos ricos em proteína, como ovo, atum ou frango, mas um nutricionista poderá indicar uma dieta adequada às necessidades diárias do indivíduo, respeitando os seus gostos.

 

Fonte: Bio Ritmo

13.187 – Saúde – Cerca de 35% das mulheres com atraso menstrual têm aborto espontâneo e acham que só menstruaram


aborto
Normalmente a gravidez possui 38 semanas e corresponde ao período da fecundação até o nascimento do bebê.
O que todas as mães desejam é que a sua gestão seja tranquila e seu bebê nasça com saúde. Mas infelizmente, nem tudo sai como o planejado. Durante este período, muitas mulheres sofrem aborto espontâneo ou interrupção da gravidez (IIG). Este problema ocorre quando a gravidez não completa o tempo certo devido a complicações. O que também pode acontecer é o aborto esporádico, quando a mulher sofre o aborto, porém continua com as gestações normais. Outro caso típico é o aborto habitual, em que a mulher sofre três ou mais abortos seguidos.
Os especialistas consideram o aborto a interrupção da gravidez até a 20ª semana. O feto também deve ter menos que 500 gramas para se caracterizar como aborto espontâneo. Entre a 22ª até a 36ª semana, os médicos consideram como parto prematuro, que pode ser espontâneo ou iatrogênico – necessitando que o médico interrompa a gravidez por algum motivo.
O aborto espontâneo é muito comum nos seres humanos. Quando a mulher percebe a gravidez, a taxa de abortamento marca 15%. Quando considerado o período antes da confirmação da gravidez, essa taxa aumenta para 30% a 40%. Isso é comum depois do atraso menstrual, em que a mulher perde muito sangue acreditando ser a menstruação, quando na verdade estava eliminando o embrião recém-formado. São diversas as causas para este fenômeno, mas em 60% dos casos é possível saber a causa de acordo com o momento em que ocorreu o aborto. Muitos especialistas acreditam que o problema ocorre pelo sistema imunológico rejeitar o novo embrião no corpo da mulher.
Além disso, o aborto espontâneo é um sinal de malformação do feto ou de uma gravidez inadequada. Quanto mais cedo esta fatalidade ocorre, maior a chance de o feto não estar bem formado. O motivo pode ser explicado de acordo com a semana que o aborto ocorreu. Um aborto espontâneo, também chamado de precoce, acontece até a 12ª semana. Nestes casos, a principal causa é genética, infecciosa ou imunológica.
Já nos abortos tardios, (da 12ª à 20ª semana) o problema é com a dificuldade de expansão, de crescimento do útero, malformações uterinas e a incompetência cervica l– dificuldade de manter o colo do útero fechado para ter uma gravidez normal. No aborto precoce, o casal passa por uma avaliação genética para ver se há casos de problemas na família, além de realizar um mapa dos cromossomos do casal –cariótipo. Se o problema for genético, pode estar ocorrendo a translocação não balanceada. Este problema ocorre em 3% a 4% dos casais. Como é impossível mudar a genética, o casal pode tentar a fertilização assistida com a doação de oócitos ou de espermatozoides.
As grávidas devem ficar atentas com as infecções, como a toxoplasmose – doença transmitida pelo gato. A melhor forma para prevenir é não ter contato com as fezes ou urina do animal. É importante que, antes de engravidar,sejam feitos exames de sorologias para infecções como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus e de outros possíveis empecilhos.
A alimentação não deve ficar de fora. Não é indicado comer carnes malcozidas, verduras sem lavar e sanduíches feitos em lugares sem higiene. A alimentação reflete na gestação, já que alivia a ansiedade. A mulher não é a única causa do abortamento. Os homens têm um papel fundamental na gravidez, tanto genético, quanto auxiliando em todas as fases.

Fonte: [ Diário de Biologia ]

13.169 – Reprodução Humana – Mulheres na menopausa passam por tratamento pouco tradicional e conseguem engravidar


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Duas mulheres que acreditavam ser inférteis por conta da menopausa engravidaram com seus próprios óvulos depois de usar uma técnica que parece rejuvenescer ovários. O tratamento ainda é experimental e seus pesquisadores não sabem explicar, exatamente, o mecanismo de seu funcionamento.
Os pesquisadores são da Genesis Athens Clinic (Grécia), e filtram o sangue da paciente, isolando o plasma rico em plaquetas, e o injeta diretamente nos ovários e útero. O plasma tem grande concentração de fragmentos de células que trabalham na coagulação do sangue, e já é utilizado no tratamento de machucados esportivos, apesar de sua efetividade ser questionado por algumas linhas de pesquisadores.
A clínica já forneceu este tratamento para mais de 180 mulheres de diferentes países, a maioria por ter um problema na camada interna do útero, enquanto outras procuram a clínica para tentar controlar alguns sintomas incômodos da menopausa, como ondas de calor, suor noturno e afinamento do cabelo. Neste último grupo estão 27 pacientes com idades entre 34 e 51 anos. É bom lembrar que a menopausa acontece a partir dos 50 anos, e que antes dos 40 é considerada menopausa precoce.
“Temos mulheres que vêm até da Mongólia”, diz o pesquisador Kostantinos Sfakianoudis. Aquelas que querem engravidar, retornam aos seus países para prosseguir com inseminação artificial tradicional. O pesquisador diz não saber quantas prosseguiram com o tratamento para engravidar, mas que conhece o caso de duas mulheres que conseguiram ficar grávidas.
Uma delas, identificada apenas como WS, é uma alemã de 40 anos que tentou ter um segundo filho por mais de seis anos, sem sucesso. Atualmente ela está no sexto mês de gestação, esperando uma menina. A outra paciente tem 39 anos e mora nos Países Baixos. Ela não conseguia menstruar há quatro anos e mostrava sinais de menopausa precoce. Ela passou pelo tratamento em dezembro de 2016 e voltou a menstruar. Logo em seguida passou por inseminação artificial e gerou um feto, mas teve um aborto espontâneo neste mês de março.
“Mesmo com o aborto, isso foi extremamente encorajador”, diz Sfakianoudis. Ele espera que a mulher tente novamente. Mulheres entre 35 e 39 anos têm 20% de ter abortos no primeiro trimestre da gestação.
Já WS conta que tinha perdido as esperanças de engravidar. Ela já havia feito seis inseminações na Alemanha, mas nenhuma deu certo. “Depois da sexta tentativa, o médico disse que deveríamos parar por ali e considerar uma doação de óvulo”, lembra ela. Ao invés de fazer isso, ela procurou a clínica grega e voltou à Alemanha para passar por mais uma tentativa de inseminação, que deu certo. “Tudo vai bem”, comemora ela.
O que faz este tratamento ser visto com desconfiança pelos médicos tradicionais é que ainda é preciso realizar mais testes para entender se o tratamento realmente funciona, e como funciona. A equipe de pesquisadores gregos também não tem certeza de como ele funciona.
Uma teoria é que o plasma “acorda” as células-tronco do ovário, fazendo com que eles voltem a produzir óvulos. Mas cientistas ainda estão debatendo se células-tronco que funcionem desta maneira sequer existam. Também é possível que o tratamento contenha células-tronco, sugere John Randolph, pesquisador da Universidade de Michigan (EUA). “Precisamos descobrir como isso funciona e se é seguro”, defende ele.
Outra possibilidade é que apenas o ato de furar o ovário com uma agulha já traga efeitos positivos, diz Claus Andersen, da Copenhagen Universty Hospital (Dinamarca). Causar danos controlados ao ovário pode alterar a formação dos vasos sanguíneos, o que pode fazer com que folículos isolados recebam uma melhor oferta de sangue pela primeira vez, fazendo com que liberem óvulos.
Sfakianoudis está planejando um estudo que envolve injeções de plasma no ovário e injeções placebo, para comparar o resultado. O pesquisador quer realizar estudos na Grécia e nos EUA. “A maioria das pessoas no campo vai aguardar por mais informações antes de oferecer este tratamento para suas pacientes”, argumenta Randolph. [New Scientist]

13.142 – Saúde – Descoberto gene que causa morte súbita em jovens e atletas


esporte
As vítimas de Displasia Arritmogênica do Ventrículo Direito (DAVD) possuem duas características em comum. Elas 1) costumam morrer praticamente na hora e 2) são extremamente jovens e saudáveis, geralmente não passam dos 35 anos. Essa soma de fatores aterrorizantes motivou pesquisadores de três países a se unirem para tentar entender o que está por trás da patologia. A resposta está em 3 letras e dois números: CDH2 – o nome do gene responsável pela doença.
A música já dizia que o coração não é tão simples quanto pensa, e é justamente ele que o DAVD ataca. Quem tem a doença não possui os músculos comuns no órgão. No lugar, os pacientes contém um tecido gorduroso e cheio de fibras. Isso faz com que os corações doentes não aguentem o tranco. Ao longo da vida, o órgão acaba desenvolvendo fibrilhação ventricular (um coração que bate sem ritmo) e taquicardia (um coração que acelera sem motivos aparentes). Isso acaba afetando principalmente quem faz o órgão se esforçar mais: jovens e atletas, que geralmente nem sabem que têm um coração especial. Às vezes, esse esforço começa a ter efeitos colaterais; você pode perder a consciência e ter uma parada cardíaca – e, se não houver um desfibrilador por perto, você morre em poucos minutos.
Para entender melhor a doença, os pesquisadores levaram tempo: duas décadas inteiras. Durante todo esse tempo, estudiosos da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, acompanharam uma família que tinha alta incidência de mortes por DAVD. Dois membros dela, então, tiveram todo seu DNA dissecado. Encontraram 13 mil variantes genéticas comuns entre as duas pessoas e começaram a estudar uma a uma. Depois de cinco anos cuidando disso, os sul-africanos pediram ajuda internacional. Faculdades do Canadá e da Itália começaram a auxiliar na pesquisa e, mesmo assim, levaram outros 15 anos para que uma resposta fosse encontrada.
Eis que o CDH2 se mostrou o culpado da doença. De acordo com o estudo, essa é a pecinha do DNA responsável pela produção de N-Cadherin, uma proteína que define a adesão entre as células cardíacas. Quando uma mutação aparece no CDH2, as células do órgão não são normais, e a DAVD aparece. Para não restar dúvidas, os pesquisadores ainda procuraram um paciente diagnosticado com a doença, dessa vez de outra família. Ao olharem com atenção para o DNA, não deu outra: o CDH2 também era mutante.
Agora, cientistas querem que a descoberta ajude a detectar pacientes antes que eles tenham, de fato, uma parada cardíaca. Uma análise em parentes de pessoas que morreram jovens pode fazer com que a mutação (e a doença) sejam encontradas, iniciando o tratamento com antecedência. Poupando, literalmente, o coração de jovens mundo a fora.

13.138 – Medicina – TUMORES DO MEDIASTINO


mediastino

O mediastino é um espaço existente entre os dois pulmões, no centro do tórax, composto por várias estruturas anatômicas como a traqueia, o coração, o esôfago, o timo e parte dos sistemas nervoso e linfático.

É dividido em três partes principais: mediastino anterior, mediastino médio e mediastino posterior. O crescimento celular anormal originado em uma dessas três regiões é considerado um tumor do mediastino, que pode ser benigno ou maligno.

Dentre os tumores malignos, os mais frequentes são os linfomas e timomas (originados no timo). Outros tumores malignos, podem ser secundários (metastáticos), provenientes de outros órgãos como mama, pulmão, tireóide, rim.

Sinais e sintomas
Geralmente, os sinais e sintomas dos tumores do mediastino são inespecíficos e variam de acordo com a origem e localização da doença. Na maioria das vezes, ocorrem em fases mais avançadas.

Os principais sintomas incluem:
– Dispnéia (dificuldade para respirar)
– Disfagia (dificuldade para engolir)
– Fadiga
– Perda de peso
– Tosse
– Hemoptise
– Rouquidão
– Infecção pulmonar de repetição
– Dor torácica

Causas (fatores predisponentes)
Os fatores de risco são múltiplos e inespecíficos, podendo variar com os diferentes tipos de tumores que ocorrem na região do mediastino.

Prevenção
Hábitos de vida saudáveis, como interrupção do tabagismo, atividade física regular, dieta balanceada são medidas importantes para prevenção dos tumores do mediastino bem como outros tipos de câncer. Não existem recomendações especificas para esses tumores ou exames preventivos de rotina.

Diagnóstico
Em geral, o diagnóstico inicial é feito através de exames de imagem ou endoscópicos (Radiografia do Tórax, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, PET scan, Endoscopia Respiratória ou Digestiva) e confirmado com biópsia do tumor pela mediastinoscopia.

Tratamento
O tratamento varia de acordo com o tipo do tumor, localização, estadiamento, idade e condições de saúde do paciente. Pode ser cirúrgico, com quimioterapia sistêmica ou radioterapia. Os linfomas são tratados com quimioterapia associada ou não a radioterapia. Para os timomas, o tratamento é cirúrgico e alguns casos complementado com quimioterapia ou radioterapia. No caso dos tumores neurogênicos, localizados no mediastino posterior, o tratamento principal é a cirurgia.

13.124 – Tadalafila – Efeitos Colaterais


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Todos os medicamentos, sem exceção, podem causar complicações. Antes de começar a tomar uma nova droga, discuta estas possibilidades com o seu médico.

Efeitos Colaterais
Nos estudos realizados até agora, apenas aproximadamente 10% dos homens que usaram o Viagra, Levitra e Cialis sentiram quaisquer tipos de efeitos colaterais. A maioria dos efeitos colaterais dos medicamentos para disfunção erétil é temporária e tem intensidade leve. Os efeitos colaterais mais comuns foram dor de cabeça (16%), rubor da face (10%), dor de estômago (7%), congestão nasal (4%), tontura (2%) alterações da visão (3%). A alteração da visão foi leve e temporária e consistia principalmente em enxergar uma aura verde-azulada. Alguns homens reclamaram de visão embaçada e outros reclamaram de maior sensibilidade à luz. O tadalafil (Cialis) tem o efeito incomum de dores musculares ou nas costas (4%). Há um aumento consistente na incidência de efeitos colaterais com a dosagem aumentada das drogas. No entanto, em estudos feitos até o momento, somente cerca de 2% dos homens pararam de tomar o medicamento devido a efeitos colaterais.
Viagra, Levitra e Cialis foram medicamentos desenvolvidos para o tratamento de homens com disfunção erétil. A disfunção erétil é definida como a incapacidade constante de obter ou manter ereção para uma relação sexual satisfatória. Se esta definição não descreve os problemas que você está enfrentando, estes medicamentos não servem para você.
Embora tenha sido demonstrado que estas drogas são eficazes na melhora da rigidez e duração da ereção em homens com disfunção erétil, elas não foram totalmente investigadas em homens com funções eréteis normais. Eles não são medicamentos que servem para melhorar o ímpeto sexual, a capacidade de ejaculação ou de ter orgasmos. Estas drogas não são indicadas para aprimoramento sexual para homens normais. Atualmente, os medicamentos orais se tornaram a primeira opção de tratamento para homens com disfunção erétil. Tratamentos como a terapia da auto-injeção no pênis, supositórios na uretra e terapia com dispositivo de ereção a vácuo agora são considerados opções de tratamento secundárias.
No entanto, se estiver tomando remédios à base de nitrato, que são normalmente receitados para tratar de doenças coronárias ou insuficiência cardíaca, você não pode usar Viagra, Levitra ou Cialis. Pesquisas mostram que a combinação destes medicamentos causa uma redução dramática e possivelmente perigosa na pressão arterial. Por esta razão, mesmo se você usar esporadicamente medicamentos a base de nitrato e sob indicação, não deve tomar Viagra, Levitra ou Cialis sob quaisquer circunstâncias.
Outros medicamentos podem interferir na duração de ação do Viagra, Levitra e Cialis. Foi provado que a eritromicina (um antibiótico), cimetidina (Tagamet, um inibidor de acidez gástrica) e cetoconazol (um agente antifúngico) aumentam a duração do efeito do Viagra e, por isso, sua dosagem deveria ser reduzida nesses casos. (Não aumente ou diminua o medicamento por conta própria. Siga as orientações do seu médico.) Não há interação entre o Viagra, Levitra e Cialis e medicamentos antidepressivos, Coumadin (varfarina) ou aspirina.
Da mesma maneira, devido às dores de cabeça associadas ao Viagra em uma pequena porcentagem dos homens, tem havido preocupação quanto ao uso do medicamento em pacientes com enxaqueca. Não há indicação de que estes medicamentos não devem ser usados nesse grupo de pacientes. Mas caso as dores de cabeça ocorram nestes homens, uma terapia alternativa deve ser buscada.
Preocupações quanto ao mercado negro
Mesmo antes do lançamento do Viagra, as autoridades já se preocupavam com o desenvolvimento de mercados negros para ele em todo o mundo. Como se temia, o mercado negro de medicamentos para a disfunção erétil se desenvolveu rapidamente. Em parte, isto ocorre por causa de algumas idéias errôneas sobre o medicamento e o que ele pode fazer. Muitos homens (e mulheres também) acreditam que a pílula azul é um afrodisíaco que irá ressuscitar suas vidas sexuais. Em alguns países, o Viagra não recebeu status de droga legal por causa do medo de que ele fosse usado em excesso.
Apesar de os tratamentos farmacológicos para a disfunção eréctil serem conhecidos como potencialmente perigosos para a saúde, é necessário desfazer alguns mitos comuns. Os medicamentos anti-impotência, incluindo o Cialis, apenas desenvolveram efeitos secundários graves em casos muito raros e na sua maioria pela sua interacção com outros medicamentos ou devido a patologias previamente existentes.
Os efeitos secundários comuns do Cialis afetam cerca de 10% dos homens que tomam este medicamento para a disfunção eréctil e caracterizam-se por tonturas ao levantar, rubor facial, congestão nasal e dores musculares. Na maioria dos doentes as dores musculares são leves e atenuadas, sem a necessidade de recorrer a analgésicos.

13.100 – Biologia – Por que se livrar da poeira?


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Poeira ou pó são uma quantidade de pequenas partículas de variadas origens, estruturas e composições, que se depositam a partir da suspensão pelo ar, causando sujeira em diversos objetos.

Algumas poeiras conhecidas:
Pó da casa, muitas vezes uma mistura de microfibras, pele morta, pequenas partículas e excremento de ácaros (ver também: Alergia)
Pólen das plantas
Poeira de farinha em padarias
Poeira de carvão e de pedra em minas
Poeira das construções, que surge na construção de casas ou na sua demolição.
Como poeiras finas denominam-se partículas de pó com um diâmetro inferior a 10 micrômetros (10 µm = 0.01 mm).
Se as partículas de pó são inferiores a 5 micrômetros de diâmetro, elas podem penetrar a membrana exterior dos pulmões. A maioria dessas partículas acumula-se então nos espaços disponíveis dentro dos pulmões. Desse modo prolonga-se o trajeto de difusão para o oxigênio, o que dificulta a respiração e provoca a falta de ar do paciente. A doença resultante chama-se de pneumoconiose, e é reconhecida geralmente como uma doença profissional típica dos mineradores.

O mesmo se pode dizer da doença denominada asbestose. No entanto, com a agravante de os filamentos ou microfibras de asbesto serem cancerígenos.
Farinha, pó da casa ou pólen podem provocar alergias.
Certas poeiras, quando distribuídas em grandes quantidades e constituídas de pós inflamáveis podem originar explosões por causa da sua grande superfície.

13.073 – Medicina – A Pílula do Câncer Funciona?


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Polêmica sobre a pílula

A fosfoetanolamina (nome da substância) tem despertado esperança de cura em pacientes e desconfiança em cientistas e médicos. O motivo disso é a falta de estudos clínicos apropriados.
Obrigada a produzir a substância por liminares emitidas pela justiça, a USP chegou a se manifestar sobre o assunto. “Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença”, escreveu a universidade em um comunicado.
O medicamento deixa muitas perguntas no ar. O que se sabe sobre a fosfoetanolamina? Quais são seus efeitos? Ele realmente pode curar o câncer?

O que é a fosfoetanolamina?
É uma substância química produzida no organismo humano. Ela é indispensável para a vida humana. Dela se origina outra substância, a fosfatidiletanolamina, que está presente em todos os tecidos e órgãos humanos.
A fosfatidiletanolamina é responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que gera energia no corpo. Esse processo fica prejudicado em células cancerosas. Em teoria, a ingestão do medicamento faria com que as células voltassem a trabalhar normalmente. Com isso, o câncer pararia de se desenvolver.
A fosfoetanolamina (produzida em laboratório) apresentou em testes propriedades antitumorais em células (in vitro) e em animais portadores de tumores. Já a natural não apresenta essas propriedades—ela para de funcionar, mas os pesquisadores ainda não sabem os motivos disso.

Já foram feitos testes com fosfoetanolamina em células humanas?
Os testes foram feitos em células humanas em laboratório, porém não em pessoas. Segundo o pesquisador Durvanei Maria, foram estudadas linhas celulares de tumores, como melanoma, pâncreas, renais, leucemias, entre outros.

A fosfoetanolamina é eficaz contra o câncer?
O professor Durvanei Maria afirma que a fosfoetanolamina sintética inibiu a capacidade de multiplicação ou proliferação celular dos tumores. Isso foi feito a partir da morte celular programada– um efeito que pode ser visto, geralmente, na queda das folhas das árvores no outono.
Os resultados foram obtidos por Maria em todos os modelos estudados (células de camundongos, ratos ou em células humanas).
Qual é a diferença entre a pílula e outras medicações em desenvolvimento?

Segundo a doutora Giovana Torrezan, medicamentos contra o câncer que estão em desenvolvimento atualmente não são como a quimioterapia, que mata todas as células que se dividem no corpo humano. Esses medicamentos em desenvolvimento são chamados de “drogas alvos” e só alteram as células tumorais.
Já a pílula de fosfoetanolamina reativa a morte celular programada, estimula o sistema imune a eliminar a célula do tumor e pode impedir o desenvolvimento de vários outros tumores. “Mas ainda não se sabe quais seriam seus efeitos colaterais”, explica.
A fosfoetanolamina serviria como um substituto para outros tratamentos, como a quimioterapia?
As pesquisas comprovam que a fosfoetanolamina não altera as propriedades dos remédios usados durante a quimioterapia. Além disso, ela também é capaz de aumentar a probabilidade de sobrevida e diminuir significativamente os efeitos colaterais.
Assim, a fosfoetanolamina não serve como substituto da quimioterapia. Na realidade, a associação dos dois medicamentos e de outros tratamentos talvez possa ajudar no combate ao câncer.

Há riscos ao usar a pílula, já que ela não foi testada clinicamente?
De acordo com Roberto Ferreira, a substância já passou por ensaios pré-clínicos e apresentou bons resultados. No entanto, a cada etapa do processo de estudo de um potencial candidato a medicamento, muitas moléculas que eram promissoras são abandonadas por perda de atividade ou na avaliação de riscos e benefícios.
“A fosfoetanolamina já passou por duas importantes etapas, mas a história nos mostra que não há garantias que mantenha a atividade em humanos e que não haja riscos, ou interações importantes com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando”, avisou Ferreira.

13.068 – É normal mulheres com mais de 40 anos perderem muito cabelo?


cabelo
Após os 40 anos, pelo menos 50% das mulheres se queixam de perda de cabelo, segundo José Régis, coordenador do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
O quadro costuma se agravar após a menopausa, devido à diminuição da produção de estrogênio, que possui um efeito protetor em relação ao cabelo.
As doenças citadas podem contribuir para a queda.
Queda de cabelo é uma coisa comum, porém, o problema ocorre quando não há reposição, o que leva a uma diminuição progressiva do volume.
Outros fatores, como química no cabelo, descoloração, escovação com secador muito quente, entre outros também podem agravar a queda.
O cabelo afina com a idade, o que não tem cura.
Há diferentes graus de perda de cabelo, o que pode ser analisado por um dermatologista. Um exame, chamado dermatoscopia, também pode auxiliar na análise da perda e do afinamento do cabelo.
Régis também indica que sejam feitas, periodicamente, revisões laboratoriais, como exames de sangue, por conta da possibilidade da queda estar associada à ação de hormônios ou minerais.
Dermatologistas podem verificar o avanço e grau do quadro, e, se necessário, indicar tratamentos tópicos, orais, injetáveis, com laser e até mesmo implantes.
Contudo, segundo Régis, “não tem como ter o cabelo que você tinha na juventude”.

13.053 – Solidão pode ser veneno para a saúde de idosos, dizem estudos


Os anos vão passando e os idosos vão a funerais demais. Amizades mantidas por décadas acabam à medida que companheiros e confidentes se aposentam, se mudam de cidade ou adoecem.
Mas até mesmo em idades avançadas, novos relacionamentos podem ser criados e fortalecidos. O filho de Sylvia Frank, que se mudou para uma residência de vida independente em Lower Manhattan em 2014, vivia repetindo que a prima de uma colega, Judy Sanderoff, iria se mudar para a mesma instituição. Ambas entraram em contato.
Agora, Sylvia, 91, e Judy, de 96, tomam café da manhã juntas praticamente todos os dias; jantam uma com a outra ou com outros amigos muitas vezes por semana. Judy passou o Dia de Ação de Graças com a família de Sylvia no Brooklyn.
Tenho conversado com idosos que fizeram amigos já em idade avançada. Embora sofram com as perdas, são gratos pela capacidade de encontrar amizade, valores e interesses compartilhados, compreensão e confiança.
“A necessidade que tivemos a vida toda -pessoas que nos conheçam, nos valorizem e nos tragam felicidade- nunca vai embora”, afirma Barbara Moscowitz, assistente social geriátrica sênior do Hospital Geral de Massachusetts.
A forma como priorizamos as amizades pode mudar. Laura Carstensen, psicóloga da Universidade de Stanford, desenvolveu uma teoria chamada “seletividade socioemocional”: à medida que as pessoas sentem que não têm muito mais tempo pela frente, desenvolvem relacionamentos superficiais para se concentrar naqueles que consideram mais significativos.
Inúmeras pesquisas recentes destacam a importância desses laços. O isolamento social e a solidão podem ter um impacto fortíssimo nos idosos, tanto psicológica, quanto fisicamente.
Podemos entender os riscos do isolamento e de uma vida solitária. “Por inúmeras razões, ninguém se preocupa com as necessidades diárias do indivíduo –alimento, medicação, consultas médicas. A geladeira está vazia, mas não há ninguém para quem telefonar. As pessoas se sentem desesperadas e humilhadas”.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, acompanharam 1.600 participantes (com média de idade de 71 anos) e revelaram que os mais solitários eram os que tinham maior dificuldade de executar atividades do dia a dia.
Mesmo quando o estudo levou em conta fatores socioeconômicos e de saúde, os solitários exibiam uma taxa de mortalidade mais elevada: quase 23% deles morreram em um intervalo de seis anos, comparados com 14% dos que não eram solitários.
Com fortes evidências da importância da amizade para salvar vidas e promover a saúde, assistentes sociais e pesquisadores afirmam que devemos prestar mais atenção em seu papel. Diretores de atividade, funcionários de centros de idosos e cuidadores: existem formas melhores de ajudar os idosos a manterem contato com amigos, ou conhecer novas pessoas? Todos estamos dispostos a levar parentes a consultas com o médico; levá-los para passar tempo com amigos é igualmente importante.

13.046 – Saúde – O que é Desnutrição Úmida?


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A Desnutrição Úmida é consequência de uma alimentação rica em carboidratos, porém pobre em proteínas, gorduras, e vitaminas. A pessoa com desnutrição úmida não costuma a apresentar perda de peso, mas isso acontece por causa do acúmulo de água que provoca inchaço nas pernas, pés, rosto e barriga devido a falta dos outros nutrientes, mesmo que uma pessoa ingira grandes quantidades de carboidratos não são capazes de substituir as funções exercidas por outros nutrientes.
Quando não há proteínas, lipídios, e vitaminas nas refeições faltam materiais para construir ou recuperar as células do organismo
O Marasmo é o tipo de desnutrição que deixa a pessoa sem disposição para realizar as suas atividades, os marasmo ocorre quando não se ingere a quantidade suficiente de nutrientes durante muito tempo com a falta de alimentos ricos em nutrientes, a pessoa está sempre com fome, não cresce, emagrece e pega outras doenças com facilidade, os músculos ficam reduzidos.

Vamos ver agora a estrutura química do amido
Um dos carboidratos mais frequentes na nossa alimentação, por exemplo, existe amido no feijão, no arroz, na farinha de mandioca etc.
As unidades formadoras do amido são sempre iguais:
O que se repete em cada unidade é uma substância conhecida, a glicose. Muitas frutas também contem glicose, mas grande parte da glicose que o corpo utiliza vem do amido, através da digestão o amido ingerido é transformado em glicose e pode ser muito bem aproveitado pelas células. Outro grupo químico importante para a saúde do organismo são os lipídios. O olho de cozinha por exemplo, os lipídios também fornecem energia mas exercem outras funções veremos três delas

Qual é a mais conhecida das funções dos lipídios ?

Reservatório de Energia, uma parte da energia produzida
a partir dos alimentos que comemos é transformada em gordura e armazenada para ser utilizada no momento em que o organismo precisar suprir energeticamente as nossas células, o principal local de armazenamento da gordura fica sob a pele é o tecido adiposo
cujo acúmulo faz as pessoas engordarem. uma outra função dos lipídios é a formação da camada que envolve a célula, a membrana celular é formada por lipídios e proteínas, e a terceira função dos lipídios é a sua relação com as vitaminas, algumas vitaminas só podem ser absorvidas pelo organismo quando há lipídeos no intestino veja um exemplo de molécula de lipídio
se você comparar um lipídio com um amido notará semelhanças e diferenças, a semelhança é que os átomos que compõe os dois são os mesmos, a diferença é o modo como eles estão combinados, cada combinação tem suas propriedades e funções, por causa das diferenças os carboidratos não podem substituir os lipídios, isso nos leva a outra substancia nutriente as proteínas. As proteínas são substancias formadas por várias unidades, os aminoácidos, eles são capazes de se ligarem e formarem moléculas de vários tamanhos.

Vitaminas e Sais Minerais
A quantidade de vitaminas e sais minerais que precisamos é pequena, mas se faltar pode dar raquitismo, escorbuto entre outras doenças tanto as vitaminas quanto os sais minerais são chamados de necro nutrientes. O corpo depende do bom funcionamento dos processos bioquímicos eles são responsáveis pela formação, crescimento e funcionamento das células e tecidos e para tudo funcionar bem é indispensável variar os nutrientes
Todos os tipos de nutrientes são importantes e devem compor a dieta diária das pessoas somente com uma alimentação equilibrada estaremos mais seguros

Revisão
Hoje você conheceu as substancias que compões o nosso corpo: proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas e sais minerais.
Você aprendeu que uma alimentação equilibrada deve ter todos os nutrientes em proporção e que a falta de nutrientes provoca a desnutrição.

13.033 – Bill Gates vai investir US$ 140 milhões em implante que pode prevenir o HIV


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A fundação de Bill Gates vai investir US$ 140 milhões em um implante que pode prevenir o HIV. O projeto, desenvolvido em parceria com uma empresa chamada Intarcia Therapeutics, é de um implante que entrega, em intervalos de seis e 12 meses, medicamentos anti-HIV, que funcionam como uma espécie de tratamento pré-exposição em locais de risco.
Um medicamento semelhante está sendo testado para pacientes com diabetes tipo 2.
Segundo a fundação, em locais como a África subsaariana, onde o vírus continua a se espalhar, o dispositivo pode ajudar a conter a epidemia, evitando que as pessoas contraiam a doença. O custo, no entanto, ainda é uma das preocupações, já que é possível que um implante do tipo não seja algo barato.
A chamada “bomba anti-HIV”, por enquanto, está em fase de testes.

12.983 – Vício em trabalho pode ser risco para a saúde


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Essa compulsão tem levado muita gente a consultórios de analistas e a grupos de auto-ajuda. E pode matar: no início de outubro, um estudo do governo japonês descobriu que um quinto da força de trabalho do país corre risco de morte por trabalho em excesso.
E não se trata nem de longe de um problema apenas japonês. Em junho, o Workaholics Anônimos (WA), um programa que se baseia nos famosos “12 passos” dos Alcoólicos Anônimos, realizou sua primeira reunião internacional, no Reino Unido, com a presença de delegados dos quatro cantos do mundo.
Há poucas pesquisas estudando como o vício em trabalho se desenvolve. Não é algo reconhecido oficialmente como doença pelo Manual de Distúrbios Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, uma espécie de bíblia do assunto.
Mesmo sem essa chancela, o impacto do excesso de trabalho é ligado a efeitos na saúde.
Uma análise recente de pesquisadores da Universidade da Geórgia (EUA) examinou estudos acadêmicos existentes neste campo e concluiu que, entre outras coisas, workaholics, como são conhecidos os viciados em trabalho, são menos produtivos do que colegas com atitude mais saudável em relação ao trabalho.
Outro estudo em larga escala, publicado em maio pela Universidade de Bergen, na Noruega, viu correlação entre tendências de trabalho em excesso e outros distúrbios psiquiátricos, como transtorno obsessivo compulsivo, ansiedade e depressão.
Mas quando o trabalho duro se torna algo ruim? O workaholismo é uma compulsão –um impulso para trabalhar ou pensar em trabalho, explica Bryan Robinson, psicoterapeuta baseado na Carolina do Norte (EUA) e autor do livro “Chained to the Desk” (Acorrentado à Cadeira, em tradução livre), uma espécie de guia para viciados em trabalho.
“Não é uma questão de quantas horas passamos no trabalho, mas sim o que está acontecendo dentro de nós. O workaholic é uma pessoa que está em uma estação de esqui e sonha em voltar ao trabalho. O trabalhador saudável está no escritório, mas pensando na estação de esqui”, afirma Robinson.
O psicoterapeuta, que já cuidou de pacientes cujo excesso de devoção ao trabalho resultou em divórcios, demissões e crises de saúde, cita o caso de uma mulher que mentia para o marido que estava na academia, mas em vez disso ia para o trabalho e depois molhava as roupas de ginástica para dar a impressão de suor.
Malissa Clark, uma das acadêmicas envolvidas no estudo da Universidade da Geórgia, diz que viciados em trabalho relatam mais estresse, menos satisfação profissional e mais fadiga.
Como fazer para saber se você está com um problema? Há alguns testes que podem ser feitos. Os pesquisadores noruegueses criaram a Escala Bergen de Vício em Trabalho, que ajuda a medir nosso comportamento, sentimento e atitudes em relação ao trabalho. O WA conta com um questionário online que ajuda a determinar se você precisa de ajuda.
Especialistas dizem que o primeiro passo é reconhecer que há um problema. Robinson, por exemplo, define a si mesmo como um workaholic em recuperação. E recomenda um tratamento que inclua meditação, terapia, mudanças comportamentais e um trabalho que descubra algo mais por trás da obsessão com o trabalho.
“Há uma série de causas primordiais. Pode ser auto-estima ou mesmo uma forma de tentar controlar a ansiedade”, diz o psicoterapeuta.

ESCALA DE BERGEN

A escala conta com sete critérios básicos para identificar vício em trabalho. As situações têm frequência classificada como “nunca”, “raramente”, “às vezes”, “frequentemente” e “sempre”. Se você marcar “frequentemente” ou “sempre” em pelo menos quatro de sete situações, pode ser um workaholic.
As situações são: pensa em como pode conseguir mais tempo para trabalhar; passa muito mais tempo trabalhando do que pretendia originalmente; trabalha para reduzir sentimentos de culpa, ansiedade, desespero e depressão; já ouviu de outros para diminuir a carga de trabalho; fica estressado se não consegue trabalhar; sacrifica hobbies, lazer e exercício por causa do trabalho; e trabalha tanto que isso afeta sua saúde.
O californiano Bob, de 61 anos, que não revela seu sobrenome, como prega o programa do WA, percebeu que tinha um problema quando sua mulher se disse cansada de acordar no meio da noite e descobrir que ele não estava na cama, mas, sim, ainda no escritório. Bob agora trabalha como voluntário para o WA e diz que workaholics são “viciados em adrenalina”.
“Estresse, pressão, crise e prazos fazem justamente a adrenalina correr nas veias e possibilitam a habilidade de se trabalhar em um ritmo louco”, conta.
Bob teve seu primeiro trabalho aos cinco anos de idade, ajudando o irmão a entregar jornais, reciclar latas e garrafas, cortar grama e limpar a neve de calçadas e entradas de garagem. Ele se tornou um bem-sucedido homem de negócios, mas sua saúde começou a ter problemas e ele acredita que teria passado por sérios problemas com a família se não tivesse procurado ajuda.
“Minha mulher não querer mais viver daquele jeito me deu a força de vontade para eu que finalmente adotasse o programa (do WA) com compromisso.”
Mas o trabalho não é algo que podemos simplesmente deixar de lado, então como controlar nossos impulsos?

“É a diferença entre seguir um plano e simplesmente pegar o primeiro projeto que aparecer”, diz Bob. Na prática, significa programar horas de trabalho, concentrar-se em uma coisa de cada vez e, se algo inesperado aparecer, reavaliar prioridades em vez de simplesmente tentar encaixar tudo na agenda.
Outras opções incluem procurar um terapeuta especializado nesta área ou participar de workshops e programas.
Em alguns países há até clínicas de reabilitação para casos mais graves, como a Bridge to Recovery, no Estado americano de Ohio. Mas ainda há a necessidade de mais estudos. “Não temos pesquisa em como a condição se desenvolve e não há quase nada entre a relação entre o vício em trabalho e desordens clínicas”, diz Malissa.

12.959 – Nutrição – Os benefícios do jatobá


jatoba
Trata-se de uma árvore da floresta amazônica e da Mata Atlântica que não apodrece quando morre devido à sua natureza anti-fúngico. o Jatobá é uma árvore que chega a alcançar de 15 a 20 metros de altura, e seu tronco chega a ter um metro de diâmetro. Jatobá é um nome popular que se refere a árvores do gênero Hymenaea L. (Fabaceae – Caesalpinioideae). Jatobá também são conhecidas pelos nomes jataí, jutaí e pão-de-ló-de-mico. A fruta pode ser consumida e tem uma casca bem dura, composta de 40% de água.
O Jatobá é rica em Cálcio, Fósforo, Ferro, Potássio, Magnésio e Vitamina C. Ela possui mais potássio que a banana e mais cálcio que o leite!! Hoje em dia é considerada um energético natural.

O jatobá colabora para o fortalecimento do sistema imunológico
Jatobá tornou-se bastante eficaz no tratamento de infecções fúngicas, tais como pe de atleta e fungos nas unhas.
Os Benefícios do jatobá no alívio de problemas nas articulações devido a sua ação anti-inflamatória.
Benefícios do jatobá em proteger o fígado e condições estomacais.
Jatobá é eficaz na redução do açúcar no sangue.
Jatobá tem propriedades anti-inflamatórias, que tornam benéficos para tratar a inflamação das vias respiratórias, como a asma e bronquite.
Jatobá é bom para cólica.

12.916 – Tabagismo – Um maço de cigarro ao dia produz 150 mutações no pulmão por ano


cigarros
Fumar um maço de cigarros por dia provoca, em média, 150 mutações por ano nas células pulmonares, segundo investigadores que identificaram vários mecanismos pelos quais o fumo danifica o DNA.
O estudo, publicado nesta quinta-feira (3) na revista “Science”, avalia com precisão –pela primeira vez– os devastadores efeitos genéticos do cigarro, e não apenas para os pulmões, mas também para outros órgãos que não estão diretamente expostos ao fumo.
Estudos já revelavam que o cigarro contribui com ao menos 17 tipos de câncer, mas até o momento não se havia estabelecido como o fumo provocava estes tumores, destacam os pesquisadores do britânico Wellcome Trust Sanger Institute e do americano Los Alamos National Laboratory.
O maior número de mutações genéticas causadas pelo tabagismo se observou no tecido pulmonar, mas outras partes do corpo também apresentaram alterações do DNA que explicam como fumar causa diferentes tipos de câncer.
O cigarro contém mais de 7 mil substâncias químicas diferentes, das quais mais de 70 são cancerígenas, destacam os pesquisadores, assinalando a complexidade das interações do fumo com o organismo.
Para esta primeira análise ampla do DNA relacionando o fumo ao câncer, os pesquisadores examinaram mais de 5 mil tumores, comparando os cânceres similares de fumantes e não fumantes.
Assim, encontraram características moleculares específicas no DNA dos pulmões de fumantes e determinaram seu número nos diferentes tumores.
Os pesquisadores concluíram que o fumo provoca um número significativo de mutações genéticas adicionais nas células pulmonares.
Em outros órgãos, o estudo revelou que um maço de cigarros por dia produz, em média, 97 mutações a mais por ano no DNA da laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e 6 no fígado.
O estudo revela ao menos cinco processos distintos pelos quais o DNA é danificado pelo tabagismo, e o mais comum se encontra na maioria dos tipos de câncer.
Para o professor Mike Stratton, do Wellcome Trust Sanger Institute, “este estudo também revela que o processo pelo qual o cigarro provoca um câncer é mais complexo do que se pensava”.
Mas este trabalho sobre o DNA em tumores cancerosos poderá fazer avançar a pesquisa e ajudar em uma maior prevenção de qualquer forma de câncer, avaliou o professor Stratton.

12.907 – Problemas no fígado aumentam propensão à depressão e ansiedade


Dramas do colegial à parte, a adolescência é uma fase bem desafiadora: é quando começamos a pensar na profissão, quando as paqueras começam a se tornar namoros e, claro, quando o corpo vira uma mistura explosiva de hormônios. Agora, imagine toda essa fase com mais uma preocupação: uma doença no fígado.
Pensando nessa situação, um grupo de cientistas da King’s College, em Londres, resolveu investigar a relação entre estas doenças e dois problemas psicológicos comuns: a depressão e a ansiedade. O objetivo principal, além de tentar entender se havia uma relação entre psicológico e o corpo, era determinar se a existência de doenças mentais influenciaria os tratamentos dos jovens.
Do estudo, participaram 187 pessoas de uma clínica que cuida de pacientes com problemas no fígado. Os jovens, com idades entre 16 e 25 anos, precisavam responder a um questionário online sobre saúde mental, segundo o qual é possível diagnosticar depressão e ansiedade.
Os pacientes foram divididos em três grupos: os que haviam passado por um transplante de fígado, os que tinham uma doença hepática autoimune e aqueles com problemas crônicos no órgão. De acordo com o questionário, os pesquisadores descobriram que 17,7% dos pacientes tinham depressão ou ansiedade. O número quase cinco vezes maior do que o comum para adolescentes – no geral, só 4% dos jovens nessa faixa etária desenvolvem depressão e ansiedade, no Reino Unido.
O interessante é que nenhum dos participantes acreditava que a doença psicológica tinha a ver com a física: assim como qualquer outro adolescente, as causas da ansiedade ou da depressão era, para eles, cansaço, baixa auto-estima, falta de sono, problemas financeiros ou e dificuldades escolares. Os pesquisadores também não encontraram diferenças significativas entre os grupos de pacientes – em todos eles, o número de pessoas com questões psicológicas eram quase os mesmos.
Mesmo assim, a depressão e a ansiedade pareciam influenciar como os pacientes percebiam as doenças: grande parte dos adolescentes achava que, nas fases depressivas ou ansiosas, os sintomas das doenças hepáticas os afetavam mais e em maior número, e também que o impacto das doenças em suas vidas era maior. Faz sentido: com questões psicológicas, fica mais difícil levar uma doença como essas nas costas, ainda mais em uma fase tão importante e estressante da vida.
Mas nem todas as conclusões foram negativas. Entre as más notícias, os pesquisadores notaram que as questões psicológicas, apesar de terem um forte impacto na vida de cada jovem, não pareciam influenciar negativamente o tratamento hepático deles – quer dizer: a depressão e a ansiedade não dificultam a cura das doenças do fígado.