13.630 – Idade Antiga – Mesopotâmia e os povos mesopotâmicos


mesopotamia
A Mesopotâmia abrigou parte das primeiras civilizações da humanidade. A presença em sua região dos rios Tigre e Eufrates foi fundamental para que o homem, a partir do desenvolvimento da agricultura e da criação de animais, pudesse sedentarizar-se e formar cidades naquele local. Diversos povos habitaram a Mesopotâmia durante a Antiguidade, entre eles, destacam-se os sumérios, amoritas, assírios e caldeus.

Mesopotâmia
A Mesopotâmia pertencia a uma região localizada no Oriente Médio (predominantemente no atual Iraque) entre dois importantes rios: Tigre e Eufrates. Suas condições naturais, principalmente por causa da fertilidade do solo, permitiram que pequenas aldeias fossem formadas em seu território.
A fertilidade do solo era garantida pelo ciclo de cheias dos dois rios que encharcavam o solo com material orgânico e permitia o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais. A palavra “Mesopotâmia” tem origem no idioma grego e significa “terra entre rios” em uma menção direta à importância dos rios para aquela região.
Os primeiros povos que se estabeleceram na região de maneira sedentária foram os sumérios. As primeiras cidades da Mesopotâmia foram fundadas por eles e acredita-se que os sumérios tenham chegado ao local por volta de 5000 a.C. Algumas das importantes cidades construídas pelos sumérios foram Ur, Uruk e Nipur. As cidades sumérias eram consideradas cidades-estado, ou seja, possuíam organização independente uma das outras.
Os sumérios foram extremamente importantes para o desenvolvimento humano, pois, ali, desenvolveram técnicas para importantes construções que permitiam ao homem manter um controle sobre a natureza. Esse povo desenvolveu barragens para impedir o avanço das águas dos rios no período de cheias, além de reservatórios e canais de irrigação.
Além disso, atribui-se aos sumérios o desenvolvimento da primeira forma de escrita da humanidade: a escrita cuneiforme. Criada para manter controle sobre a contabilidade dos palácios reais, essa escrita era feita em blocos de argila com um instrumento pontiagudo chamado cunha.
O domínio dos sumérios na Mesopotâmia encerrou-se com a chegada dos acádios, que conquistaram as cidades da região e fundaram o Império Acádio. Eles tiveram como principal rei Sargão I, ou Sargão da Acádia. No entanto, o império dos acádios foi muito breve e logo foi substituído pelos amoritas como povo predominante na

Mesopotâmia.
Os amoritas, também conhecidos como babilônios, instalaram-se na região por volta de 2000 a.C., ocuparam a cidade da Babilônia e transformaram-na em um grande centro urbano e comercial da Mesopotâmia. Os historiadores afirmam que importantes rotas comerciais passavam pela cidade e que comerciantes chegavam de diferentes partes do mundo antigo.
O estabelecimento amorita na Babilônia levou à formação do Primeiro Império Babilônico. Os amoritas sofreram forte influência dos sumérios e tiveram como rei mais importante Hamurábi, responsável pelo desenvolvimento de um código agrupando antigas leis mesopotâmicas que ficou conhecido Código de Hamurábi.
Esse código baseava-se em um princípio conhecido como Lei de Talião, o qual tem como lema “olho por olho, dente por dente”, ou seja, aquele que cometesse um delito tinha como pena uma punição proporcional ao dano que havia causado. O Código de Hamurábi foi antecedido por outros conjuntos de leis na Mesopotâmia, como o

Código de Ur Nammu.
O reino dos amoritas enfraqueceu-se depois da morte de Hamurábi e foi sucedido, tempos depois, pelos assírios. Os assírios formaram uma sociedade extremamente militarizada a partir do final do segundo milênio a.C. e iniciaram um processo de expansão e conquista na Mesopotâmia por volta de 1200 a.C. Eles conquistaram toda a Mesopotâmia, além da Palestina, do Egito e parte da Pérsia.
Os assírios ficaram célebres por terem sido guerreiros temíveis que se utilizavam de técnicas violentas em combate e por tratarem seus prisioneiros com extrema brutalidade. Os povos conquistados, além de serem governados de maneira tirânica, eram obrigados a pagar pesados tributos. A violência dos assírios foi levantada pelos historiadores como o motivo que deu início a inúmeras revoltas que enfraqueceram o poder dos assírios por volta do século VII a.C.

escrita-cuneiforme

Escrita Cuneiforme, a primeira grande tecnologia humana

O rei mais importante dos assírios foi Assurbanipal, que ficou conhecido por ser um apreciador da erudição e por mandar construir a Biblioteca de Nínive (principal cidade da Assíria). Essa biblioteca reunia milhares de textos em escrita cuneiforme sobre diversos assuntos, e grande parte do que se conhece sobre a Mesopotâmia hoje é por causa da Biblioteca de Nínive.
Por fim, o enfraquecimento dos assírios permitiu aos caldeus conquistar a Mesopotâmia e fundar o Segundo Império Babilônico em 612 a.C. O império formado por esse povo foi breve e teve com o principal rei Nabucodonosor, responsável por reconquistar a Palestina e toda a Mesopotâmia. Atribui-se a esse rei a construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, considerado uma das maravilhas do mundo antigo.
O império dos caldeus foi o último desenvolvido por um povo mesopotâmico. Seu domínio foi enfraquecido após a morte de Nabucodonosor e, por isso, eles foram conquistados pelos persas, liderados por Ciro II em 539 a.C. Os persas eram um povo originário da Pérsia, região do atual Irã.

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13.629 – História – Cronologia da Idade Antiga


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Pirâmides do Egito

3100a.C. O rei Menés unificou o baixo e o alto Egito e formou um dos primeiros governos nacionais do mundo.

3000a.C. Escritos cuneiformes dos sumérios deram início ao registro da história do Oriente Médio.

2500a.C. A civilização do vale do Indo começou nas cidades de Harappa e Mohenjo-daro, no Paquistão.

2300a.C. Sargão de Acad conquistou os sumérios e unificou suas cidades-estados sob seu governo.

1750a.C. Hamurabi estabeleceu o império babilônico.

1600-1400a.C. A civilização minoana floresceu na ilha mediterrânea de Creta.

1500a.C. A dinastia Chang começou seu governo de 500 anos na China.

Séc. XI a.C. Tribos latinas estabeleceram-se ao sul do rio Tibre e etruscos estabeleceram-se na região centro-ocidental da península italiana.

750-338a.C. Atenas, Corinto, Esparta e Tebas desenvolveram-se como as principais cidades-estados da Grécia durante o período helênico.

509a.C. Os latinos revoltaram-se contra seus dominadores etruscos e criaram a República Romana.

338a.C. Filipe II da Macedônia derrotou os gregos e anexou a Grécia ao império macedônico.

331a.C. Alexandre, o Grande, derrotou os persas em Arbela (Irbil) e abriu caminho para a conquista do norte da Índia.

321-185a.C. O império mauria do norte da Índia espalhou-se praticamente por toda a Índia e parte da Ásia central.

221-206a.C. A dinastia Tsin criou o primeiro governo central chinês poderoso e completou a Grande Muralha para proteger a China dos invasores.

202a.C. A dinastia Han começou seu governo de 400 anos na China.

146a.C. Os romanos destruíram Corinto e conquistaram a Grécia.

55-54a.C. Júlio César comandou a invasão romana da Bretanha.

27a.C. Augusto tornou-se o primeiro imperador romano.

70d.C. Forças romanas sob o comando de Tito capturaram e destruíram Jerusalém.

50-meados do Séc. III O império Kusha dominou o Afeganistão e a Índia norte-ocidental.

105- Os chineses inventaram o papel.

293- Diocleciano dividiu o Império Romano em quatro prefeituras e estabeleceu duas capitais – Nicomédia, na Ásia menor, e Milão, na Europa.

313- Constantino deu aos cristãos do Império Romano liberdade de culto através do Edito de Milão.

320- A Índia começou sua idade de ouro sob o governo da dinastia gupta.

395- O Império Romano foi dividido em Império Romano do Orinte e Império Romano do Ocidente.

476- O comandante germânico Odoacro depôs Rômulo Augústulo, o último imperador do Império Romano do Ocidente.

13.625 – O que é o Projeto Avatar?


projeto avatar
Magnata russo deseja implantar cérebros humanos em robôs
Dmitry Itskov, magnata russo da área de tecnologia, apresentou recentemente um projeto que mais se parece com um daqueles livros de ficção científica: batizado de “Avatar”, a ideia é desenvolver robôs capazes de hospedar cérebros humanos e manter sua consciência ativa para sempre.
Lançado há um ano, o projeto emprega 30 pesquisadores, que Itskov financia com o dinheiro do próprio bolso. Depois da recente apresentação realizada em Moscou, o magnata espera atrair cientistas de todo o mundo que desejem colaborar com as pesquisas.
De acordo com Itskov, “este projeto estará indicando o caminho para a imortalidade”, e ele acredita que “esta é uma nova estratégia para o futuro, para a humanidade”.

Projetos semelhantes
A DARPA, agência norte-americana que trabalha com projetos de pesquisa avançada de defesa, já havia surpreendido ao apresentar um sistema, também batizado de “Avatar”, que utilizará robôs bípedes e semiautônomos para substituir soldados nos campos de batalha. Entretanto, os planos de Itskov, que precedem as pesquisas norte-americanas, parecem ir mais além.
O projeto é ambicioso e está dividido em fases:
Primeira fase: deve ocorrer dentro de poucos anos e prevê o desenvolvimento de robôs capazes de ser operados pela mente humana. Essa tecnologia já se encontra em desenvolvimento, e um estudo realizado em pacientes humanos do hospital John Hopkins já está utilizando implantes cerebrais para controlar membros artificiais, por exemplo.
Segunda Fase: deve ocorrer dentro de 10 anos e prevê o transplante da mente humana para uma mente robótica. Após essa etapa, seria realizada uma espécie de “upload” de informações, que transferiria o conteúdo do cérebro humano a um cérebro robótico novinho em folha.
Última fase: deve ocorrer dentro de 30 anos e prevê o desenvolvimento de corpos holográficos, que seriam capazes de hospedar a consciência humana.
Até o momento, não existe nenhuma tecnologia que permita a criação de consciências humanas holográficas, nem podemos afirmar que algum dia será possível criá-las. Mas, como o próprio Itskov afirmou, “se você empregar toda a sua energia em algo, poderá fazer com que se torne realidade”.

13.624 – Projeções – A Transferência Mental


projetoavatar
Em teoria por enquanto:

Acredita-se que uma pessoa possa transformar a sua personalidade, memória e emoção em dados de computador. Sendo assim, essa pessoa poderia viver eternamente caso algo acontecesse ao seu corpo orgânico dentro de um sistema de computação. Uma pessoa pode carregar sua consciência para um computador ou a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior e não poderia desenvolver sua própria personalidade.
Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isso poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, quando o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a digitalizar ou acelerar os processos de pensamento. Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade.
Após esse ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um “acessório opcional” e a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas nesse estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina (ou o segundo corpo) que as mantém seja destruida. A pessoa poderia criar varias cópias de arquivo e guardá-las em vários locais (ou jogá-las na Internet), garantindo assim vida eterna absoluta.

Uso Militar
Essa tecnologia poderia ser usada como uma forma de armazenar dados das mentes de soldados. Esses dados ficariam em um local seguro e, caso esses soldados fossem mortos em guerra, com sua essência eles poderiam ser revividos, assim evitando o sofrimento da morte para a familia.
Outro uso é que a inteligência artificial poderia ser usada para o combate direto. Com a captação de dados, seria possivel replicar o sistema criando seres artificiais baseados na personalidade da pessoa que foi sublimada. Ex.: pilotos de caça criados artificialmente (homúnculos ou inteligências de computador) poderiam entrar em combate, a mente desenvolvida poderia tomar decisões sozinha e assim poderia ser criado o livre-arbitrio artificial, criando uma espécie de guerra robótica em que seres humanos não precisariam mais arriscar suas vidas para o combate e, sim, homúnculos ou inteligências artificiais, capazes de tomar as suas próprias decisões e, quem sabe, possuir sentimentos e essências baseados no ser humano.

Onde entra a ética?
É evidente que essa questão gera muita polêmica. Como ainda não existe uma legislação especifica para esse caso, uma pessoa sublimada não teria nenhum impedimento para praticar muitos crimes, como assassinato por exemplo (já que homicidio é qualificado como um humano matando outro e, de certo ponto de vista, o individuo deixa de ser humano).
Outro ponto a ser comentado é a questão de o homem se tornar uma especie de deus, já que, com uma análise detalhada de dados, podemos até criar um homúnculo (ou uma consciência artificial) baseando-se em tais dados; o que poderia levar a máquina (ou o homúnculo) dotada de livre-arbítrio a cometer crimes e ficar impune. Apesar de existirem as três leis da robótica, o ser citado acima, por possuir livre-arbitrio, poderia se negar a seguir tais leis, o que cientificamente seria absurdo de se aceitar. Isso sem contar a questão da imortalidade já citada acima.
Com isso surgiriam questões do tipo: é etico ser imortal? Seria injusto não aplicar as mesmas leis humanas a robôs? Seria injusto exclui-los do mesmo código de ética, mesmo sabendo que eles devem ser uma espécie de escravos do ser humano e não poderiam seguir o seu livre-arbitrio tão livremente assim?

13.622 – SpaceX vai lançar seu primeiro foguete Falcon Heavy destinado a Marte


falcon-heavy
O Falcon Heavy vai ser lançado da mesma plataforma utilizada pela maioria das missões Apollo, destinadas à lua, e terá a maior capacidade de elevação de qualquer espaçonave americana desde a Saturn V, da Apollo.
O atual foguete da companhia, Falcon 9, lança cargas para a Estação Espacial Internacional e coloca satélites em órbita. Os primeiros estágios do foguete frequentemente são reutilizados em outros lançamentos.
O novo Falcon Heavy é uma versão extrema deste foguete, construída para suportar mais carga e ir mais longe: os três primeiros estágios do Falcon 9 irão impulsionar o Heavy para o espaço, e a SpaceX tentará pousar todos os três. Dois serão colocados em terra, enquanto o central, que irá viajar mais longe, pousará em uma grande barca no mar.
O Heavy tem 70 metros de altura e será o foguete operacional mais poderoso do mundo, capaz de levantar cargas úteis de até 57 toneladas métricas em órbita. Para este lançamento, no entanto, terá uma carga útil menor: o carro de Elon Musk, um Tesla Roadster vermelho. Além de CEO da SpaceX, Musk também é CEO da empresa de automóveis elétricos Tesla.
Se tudo der certo, o carro acabará em uma órbita em torno do sol longe o suficiente para alcançar Marte, e vai levar câmeras que devem fornecer “vistas épicas”.

Alto risco
Musk enfatizou que este é um lançamento de alto risco, estabelecendo expectativas baixas para um voo inaugural bem-sucedido.
Os 27 motores do primeiro estágio do veículo terão que acender no momento certo, por exemplo, e o primeiro estágio central sofrerá muito estresse durante o lançamento.
Dito isso, o Falcon Heavy já fez um teste de fogo dos seus motores bem-sucedido, no qual todos do primeiro estágio se acenderam por cerca de 10 segundos na plataforma de lançamento.
“Se algo der errado, espero que vá mal no meio da missão, para pelo menos aprendermos tanto quanto for possível ao longo do caminho. Eu consideraria uma vitória se simplesmente não explodisse no lançamento”, Musk afirmou.
Reconstruir a plataforma de lançamento demoraria de 8 a 12 meses, o que seria um fator limitante para realizar um novo teste rapidamente. “Vamos nos divertir, não importa o que aconteça. Será emocionante de uma forma ou de outra – ou um sucesso emocionante ou um fracasso emocionante”, disse Musk. [Space.com, SpaceX]

Últimas Notícias
O evento foi visto por milhões de pessoas na internet e chegou a derrubar o site da companhia.
O palco principal foi a plataforma 39A, do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, a agência espacial dos EUA. De lá, desde 1973 não subia um lançador com capacidade comparável à do Falcon Heavy.
Com efeito, o único a batê-lo em poder de inserção orbital em toda a história do programa espacial americano foi o Saturn V, que levou o homem à Lua nos anos 1960 e 1970.
Uma diferença fundamental separa os dois lançadores, contudo: enquanto o venerável foguete projetado por Wernher von Braun para bater os soviéticos na corrida espacial do século passado foi financiado por um brutal aporte de recursos governamentais – a Nasa então consumia cerca de 5% de todo o orçamento federal -, o Falcon Heavy foi desenvolvido pela SpaceX com dinheiro privado, e seu custo é uma fração do que consumia seu predecessor.
A diferença poderia ser tida como um sinal dos tempos, mas não é só a evolução tecnológica que explica a mudança. Atualmente, a mesma Nasa desenvolve um foguete de alta capacidade similar ao Saturn V, o SLS, e seu custo estimado é de cinco a dez vezes maior que o do Falcon Heavy.
Enquanto um lançamento do novo foguete da SpaceX pode sair por US$ 90 milhões (custo mínimo), um SLS (ainda sem preço exato definido) está mais perto de US$ 1 bilhão.
Essa é a medida do quanto a SpaceX está mudando a noção do custo de acesso ao espaço e incomodando a concorrência, nos EUA e fora dele. De onde vem a diferença? A palavra-chave é inovação, e é o que explica os eventos testemunhados nesta terça na Flórida.

MUDANDO AS REGRAS
O Falcon Heavy tem três propulsores no primeiro estágio, e um no segundo. Todos são baseados nos sistemas desenvolvidos para o Falcon 9, o foguete “velho de guerra” da SpaceX. Na verdade, a melhor definição para o primeiro estágio dele seria a de três primeiros estágios do Falcon 9 amarrados.
Pois bem, esses propulsores não só sobem ao espaço com uma potência incrível como retornam a pousam suavemente após cumprirem sua missão.
Com isso, podem ser reutilizados, algo que inverte completamente a lógica de como transporte espacial tem sido feito até hoje, e o aproxima mais de outras modalidades de transporte criadas pelo ser humano. Ninguém joga fora um helicóptero depois de um único voo. O mesmo se aplica a um avião. Por que jogariam fora um foguete após um único voo?
Musk estava determinado a provar que era possível recuperar as partes do lançador descartadas durante a subida e reutilizá-las. Isso está mais que cabalmente demonstrado a essa altura.

Por sinal, os dois propulsores laterais do Falcon Heavy vieram de missões anteriores do Falcon 9. Fizeram duas viagens ao espaço, portanto, a segunda nesta terça. E pousaram suavemente, ao mesmo tempo, em plataformas em solo. Feito inédito.
O propulsor central do primeiro estágio desceu numa balsa no oceano, mas não conseguiu fazer um pouso suave e terminou seu voo num evento que Musk costuma descrever como RUD, sigla para “Rapid Unscheduled Disassembly”, ou “Desmontagem Rápida Não Agendada”. Eufemismo para destruição completa (e geralmente explosiva).
De toda forma, o segundo estágio já confirmou os dois disparos necessários para colocar numa órbita alta ao redor da Terra. Uma terceira queima, marcada para a 1h de quarta-feira, colocaria o carro Tesla Roadster de Elon Musk e um boneco chamado Starman, em homenagem à música de David Bowie, a caminho de uma trajetória interplanetária na direção da órbita de Marte.
“Reinício do estágio superior normal, apogeu atingido de 7.000 km”, escreveu Musk no Twitter pouco após o lançamento. “Ele vai passar 5 horas sendo banhado pelos cinturões [de radiação] de Van Allen e então tentará o disparo final para Marte.”
Enquanto isso, a SpaceX transmitia imagens ao vivo pelo YouTube do veículo cor cereja da meia-noite girando pacificamente ao redor da Terra — que acabou de ficar um pouquinho menor e menos isolada no Universo depois deste lançamento.

13.621 – Polícia chinesa adota óculos com reconhecimento facial


policia chinesa
A polícia chinesa encontrou uma nova forma vigiar ainda mais os cidadãos. Conforme relata o The Wall Street Journal, os policiais locais estão usando óculos equipados com câmeras de reconhecimento facial para detectar criminosos que estejam tentando fugir principalmente pelas estações de trem.
A tecnologia usa uma base de dados de identificação do governo para verificar cada pessoa. Além disso, os dispositivos permitem que as autoridades rastreiem locais que as câmeras fixas não conseguem monitorar e de forma mais rápida, sendo que em testes o equipamento identificou indivíduos em um banco de dados de 10 mil suspeitos em apenas 100 milissegundos.
Segundo a publicação, os óculos já ajudaram a polícia ferroviária a capturar sete pessoas ligadas a casos criminosos e outros 26 que estavam viajando com identidade de outras pessoas.
No entanto, especialistas estão preocupados com que os óculos sejam usados também para identificar dissidentes políticos, minorias étnicas ou então exibir informações pessoais sobre endereço ou situação econômica das pessoas.

13.619 – Governo inglês autoriza criação de bebês com duas mães e um pai


Uma agência reguladora do governo britânico autorizou a criação, por fertilização in vitro, de bebês com duas mães e um pai . O procedimento será aplicado para impedir que mulheres com uma doença hereditária grave transmitam o problema para seus filhos.
A epilepsia mioclônica com fibras rotas vermelhas (síndrome MERRF) costuma se manifestar ainda na infância e tem consequências graves. Causa crises epiléticas, problemas de coordenação motora, surdez e perda de memória. Uma de suas características mais curiosas é que ela não é causada por uma mutação no DNA comum – o que fica dentro do núcleo das células.
Toda célula tem um componente (no jargão técnico, organela) chamado mitocôndria, que funciona como uma usina de produção de energia. Por razões que ainda não foram completamente esclarecidas pela biologia evolutiva, as mitocôndrias tem um pedacinho de DNA só para elas. São 37 genes, que produzem 14 proteínas.
É pouco perto dos 24 mil genes que ficam no núcleo da célula, mas tamanho não é documento, e as proteínas codificadas por esses 37 genes solitários também são importante para nós. A síndrome MERRF é causada justamente por um problema em um deles.
Enquanto o DNA normal, que fica no núcleo das células, é uma mistura do DNA dos dois membros do casal, a mitocôndria e seu DNA são herdados só da mãe. A mitocôndria que será passada para o bebê já está no óvulo quando o espermatozoide chega lá para fertilizá-lo.
A ideia do tratamento inédito que será aplicado na Inglaterra – duas mulheres, que preferiram se manter anônimas, serão as primeiras beneficiadas – é pegar o óvulo da mãe, o espermatozoide do pai e colocar uma mitocôndria nova, tirada de um doador sem relação com o casal. Assim, a mutação sai de campo e uma mulher doente pode ter uma criança saudável. O bebê resultante tem duas mães e um pai do ponto de vista genético. As características hereditárias, porém, vão vir só dos pais de fato – o casal que participou com seu DNA “não-mitocondrial”. Ou seja: o bebê não vai ter o nariz ou os olhos de quem doou a mitocôndria.
Embora a primeira tentativa só tenha sido aprovada agora pela Human Fertilisation and Embryology Authority (HFEA), o procedimento é permitido por lei desde 2015, após uma decisão histórica do parlamento inglês – foram 280 votos a favor, e só 48 contra. “Famílias que sabem como é cuidar de uma criança com uma doença devastadora é que tem que decidir se uma doação de mitocôndria é a opção certa”, afirmou na época Jeremy Farrar, da Universidade de Newcastle – justamente onde o procedimento será feito. A data e os demais detalhes foram mantidos em sigilo a pedido das pacientes.

13.618 – Verdades Transitórias na Ciência?


ciranda da ciência
Existem três (ou cinco) reinos dos seres vivos
Reino animal (Animalia), vegetal (Plantae) e das bactérias (Monera) eram os “originais” dos livros didáticos. O dos protozoários (Protista) e dos fundos (Fungi) se tornaram adições comuns – mas nem esse apêndice dá conta da classificação mais atualizada dos seres vivos. Costumávamos jogar grande parte dos micro-organismos na mesma caixinha. O problema é que sabemos, hoje, que eles representam a enorme maioria das espécies do planeta. Conhecemos 1,7 milhão delas, já classificadas pela ciência. Mas estima-se que exista um total de 9 milhões de espécies na Terra – e mais de 5 milhões seriam tipos diferentes de micro-organismos.
Hoje, portanto, o número de reinos varia entre 6 e 8. O reino Monera foi dividido em dois: Eubacteria, com os seres monocelulares que chamamos de bactérias, e Archea, composto de microorganismos externamente parecidos com as bactérias, cujos organismos, no entanto, funcionam de forma muito diferente. Alguns deles, inclusive, são capazes de sobreviver em ambientes muito extremos, como gêiseres extremamente ácidos e zonas sem oxigênio.
Animalia, Plantae e Fungi permaneceram iguais. Já o Protista pode ser dividido em até três grupos, dependendo da classificação: Protozoa (protozoários com unicelulares com núcleo organizado), Archezoa (parecidos com protozoários, mas célula não possui mitocôndria) e Chromista (que reúne, principalmente, espécies de algas).

A Muralha da China é a única estrutura humana que pode ser vista do espaço
Esse já de cara não parece um fato muito consolidado, né? A verdade é que tudo depende da distância em que você está da Terra. Da Lua, segundo um dos astronautas da Missão Apollo, você só vê uma esfera esbranquiçada, com pontos de azul e no máximo uns sinais de vegetação. Já da subórbita próxima, em que ficam os satélites, dá para enxergar luzes das grandes cidades, represas, aeroportos… Grandes estruturas em geral, especialmente quando estão “destacadas” por uma camada de neve. O mesmo vale para a Muralha da China.

Diamante é a estrutura mais dura que existe
O recordista desta categoria muda com frequência, já que seguimos descobrindo como combinar diferentes compostos (geralmente a pressões altíssimas) para criar materiais mais resistentes. A maioria deles é extremamente raro na natureza, mas pode ser criado em laboratório simulando as condições extremas de surgimento.
É o caso da lonsdaleíta, parecida com o diamante: também é composta de átomos de carbono, mas em outro arranjo geométrico, que a torna 58% mais resistente que ele. Pelo que sabemos do seu comportamento, provavelmente é forjada naturalmente em impactos de asteroides. Outro é o nitrato de boro de wurtzita, que surgiria em erupções vulcânicas muito violentas.
O queridinho dos teste de dureza é o nitreto de boro cúbico. Ele é menos duro que o diamante em temperatura ambiente. Mas pode ter seus átomos reorganizados em laboratório para ganhar ultradureza. Além disso, é mais estável que o diamante em termos de temperatura: aguenta até 2 mil ºC sem perder sua característica resistente. Tente fazer a mesma coisa com o diamante, e vai ver ele virar grafite rapidinho.

As bruxas de Salém foram queimadas na fogueira
De acordo com Richard Trask, arquivista da cidade (que hoje se chama Danvers), a queima de mulheres acusadas de bruxaria não aconteceu em Salém. O vilarejo, que fica em New England, nos EUA, ainda seguia a lei britânica na época, que punia a bruxaria (acusação “guarda-chuva” para qualquer não conformismo feminino à época, vale acrescentar) com enforcamento.
Queimar mulheres vivas foi uma tática mais difundida na Europa Ocidental, por recomendação da Igreja. Olha só, que “alívio”.

Os escravos construíram as pirâmides do Egito
A narrativa bíblica e os filmes acabaram influenciando a história, nesse caso – muita gente associa a escravidão do povo de Israel no Egito à construção das pirâmides. Em primeiro lugar, não há menção nenhuma disso na Bíblia. Em segundo lugar, as evidências arqueológicas indicam que os trabalhadores que construíram as pirâmides eram egípcios livres. Alguns arqueólogos e historiadores defendem que esses homens eram subordinados a nobres, para os quais deviam uma parcela do seu tempo de trabalho, de forma similar ao feudalismo. Não seria uma escolha, propriamente dita, ficar carregando blocos de pedra, mas também não seria trabalho forçado sem qualquer remuneração. Na realidade, as evidências apontam para uma função que era até bastante privilegiada. Os trabalhadores tinham sua própria cidade, seu próprio cemitério e uma alimentação quase luxuosa para a época. O trabalho era sim, precário e árduo, mas era feito por gente de status social mais elevado que o de escravos.

13.617 – Senado polonês aprova lei que pune associar o Holocausto ao país


nazismo símbolo
Suástica, símbolo do Nazismo

Projeto prevê prisão para quem disser “campos de morte poloneses”; EUA e Israel temem que lei limite a liberdade de expressão e o debate histórico.
O senado da Polônia aprovou na madrugada desta quinta-feira a controversa lei sobre o Holocausto que tem como objetivo defender a imagem do país. A provação gerou críticas por parte de Israel que acusa Varsóvia de “querer reescrever a História”.
O projeto prevê até três anos de prisão ou uma multa a toda pessoa que utilizar a expressão “campos da morte poloneses” para denominar os campos de extermínio instalados pelos nazistas no país durante a Segunda Guerra Mundial.
A Polônia tem lutado contra o uso da expressão em alguns veículos da mídia ocidental por anos, argumentando que a frase sugere que o Estado polonês foi ao menos parcialmente responsável pelos campos, onde milhões de pessoas, principalmente judeus, foram assassinados pela Alemanha nazista.
Os campos foram construídos e operados pelos nazistas depois da invasão em 1939 da Polônia, que abrigava a maior comunidade judaica da Europa na época.
“Temos que enviar um sinal claro para o mundo de que nós não vamos permitir que a Polônia continue a ser insultada”, disse Patryk Jaki, vice-ministro de Justiça, a repórteres no Parlamento.
Pouco antes da aprovação, os Estados Unidos expressaram sua preocupação pelas “consequências” do projeto, pedindo a Varsóvia que o reconsiderasse.
“Concordamos que expressões como ‘campos da morte poloneses’ são imprecisas, suscetíveis de induzir a erros e causar feridas”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em comunicado. “Mas nos preocupa que esse projeto de lei, se for promulgado, afete a liberdade de expressão e o debate histórico”, acrescentou.
O porta-voz também advertiu de que a lei pode ter “repercussões sobre os interesses e as relações estratégicas da Polônia, inclusive com os Estados Unidos e Israel”.
Para que entre em vigor, o texto agora só precisa ser promulgado pelo presidente polonês, Andrzej Duda.
Políticos israelenses de todas as tendências criticaram o voto no Senado polonês e reclamaram uma resposta do governo.
Israel Katz, ministro dos Transportes e membro do Likud, partido conservador do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pediu que o embaixador israelense na Polônia seja chamado para consultas.
“Não toleraremos que se deforme a verdade e que se reescreva a história ou que se negue o Holocausto”, disse o primeiro-ministro israelense.
Andrzej Duda tentou pôr fim à crise demonstrando flexibilidade. No domingo prometeu avaliar as partes da lei que Israel critica.
Um grupo de judeus poloneses publicou uma carta aberta afirmando que a nova lei “pode penalizar os que dizem a verdade sobre os delatores poloneses e sobre os cidadãos poloneses que assassinavam seus vizinhos judeus”.
O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia também denunciou outro projeto de lei que permite estabelecer ações legais contra quem negar os crimes de nacionalistas ucranianos cometidos entre 1925 e 1950, inclusive dos que colaboraram com a Alemanha nazista.
O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, protestou contra as disposições da lei que são “categoricamente inaceitáveis” e permitem levar ante a justiça os que negam os crimes nacionalistas ucranianos cometidos entre 1925 e 1950.
O presidente do Conselho Europeu, o polonês Donald Tusk, que coordena os trabalhos dos 28 membros da União Europeia, afirmou no Twitter que “os autores da lei promoveram no mundo inteiro esta vil calúnia como ninguém havia feito até agora”.

13.616 – Peixe considerado o mais raro do mundo teve sua população Aumentada nos oceanos


peixe raro
O Thymichthys politus, ou simplesmente peixe-mão-vermelha, pensado como sendo o mais raro do mundo – mais isso até recentemente, quando os cientistas conheciam apenas 20-40 membros de sua população. No entanto, após uma descoberta casual feita pela Reef Life Survey, verificou-se que seus cardumes dobraram, segundo informações da Science Alert.
Antes da recente descoberta, a única população conhecida da espécie vivia na costa sudoeste da bacia de Frederick Henry, na Tasmânia. Já o novo clã vive em uma área diferente, que não foi divulgada para que proteção e gerenciamento dos peixes. Tudo o que se sabe é que eles foram encontrados vivendo em uma área de cerca de 50 metros de profundidade.
No entanto, para os pesquisadores, encontrar um novo grupo é emocionante, dada a raridade da espécie e possibilidade de aumentar ainda mais sua população, que era estimada em algo entre 20 e 40 peixes.
Mas, a raridade do peixe-mão-vermelha não é a única coisa impressionante sobre a espécie. Como o próprio nome indica, o peixe tem curiosos apêndices que se parecem com mãos, que usam para se movimentar ao redor no fundo do oceano.
Agora, o título de peixe mais raro do mundo poderá ser dado a um primo de espécie do T. politus, o peixe-mão-de-Ziebell, que não é avistado há mais de uma década, embora os pesquisadores temam que tenha sido extinto.

13.615 – Inteligência artificial decifra alguns mistérios do antigo manuscrito de Voynich


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Usando inteligência artificial, pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) deram um grande passo para desvendar o significado de um documento que vem sendo indecifrável há cem anos: o manuscrito de Voynich.
Nomeado em homenagem a Wilfrid Voynich, um comerciante de livros que colocou suas mãos no texto em 1912, o manuscrito de 240 páginas tem 600 anos e está preenchido com uma linguagem aparentemente codificada e ilustrações esquisitas, confundindo linguistas e criptógrafos há décadas.
Criptograma mais importante do mundo
O manuscrito de Voynich contém centenas de páginas frágeis, sendo que algumas estão faltando. Escrito à mão, o texto vai da esquerda para a direita e a maioria das páginas também possui desenhos, como plantas, figuras humanas nuas e símbolos astronômicos.
É difícil decifrar o seu significado porque o documento está escrito em um código desconhecido para disfarçar uma linguagem que não sabemos qual é – uma dupla incógnita que se revelou, até agora, impossível de se resolver.
Considerado o criptograma mais importante do mundo, foi examinado por incontáveis mentes profissionais e amadoras, inclusive criptógrafos que trabalharam decifrando comunicações inimigas na Segunda Guerra Mundial.
Várias teorias foram levantadas ao longo dos anos, incluindo que o documento foi criado usando esquemas de criptografia semialeatórios; anagramas; ou sistemas de escrita em que as vogais foram removidas. Alguns até sugeriram que o manuscrito é uma “pegadinha” altamente elaborada.
Já que as máquinas estão aí para dominar o mundo mesmo, pelo menos podemos usá-las a nosso favor. Tendo em vista que muitos seres humanos falharam na tarefa, estava na hora de recorrer a um cérebro que poderia processar esse texto com o escrutínio necessário: a inteligência artificial.
Os cientistas da computação Greg Kondrak, especialista em processamento de linguagem natural, e Bradley Hauer, seu estudante de pós-graduação, decidiram fazer o teste. O primeiro passo era descobrir o idioma do manucristo criptografado. Para esse fim, uma inteligência artificial (IA) estudou o texto da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escrito em 380 línguas diferentes, procurando por padrões.
Em seguida, a IA passou para o Voynich, concluindo com uma alta taxa de certeza que o texto foi escrito em hebraico codificado. Kondrak e Hauer ficaram surpresos, uma vez que entraram no projeto pensando que ele havia sido elaborado a partir do árabe.
Armados com o conhecimento de que o texto foi originalmente codificado em hebraico, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia levar esses anagramas a criar palavras hebraicas reais. “Mais de 80% das palavras existiam em um dicionário hebreu, mas não sabíamos se faziam sentido juntas”, contou Kondrak.
Para o passo final, os pesquisadores decifraram a frase de abertura do manuscrito, apresentando-a a um colega cientista da computação e falante nativo de hebraico, Moshe Koppel. Decepcionantemente, Koppel disse que ela não formava uma frase coerente em hebraico.

Novamente com a ajuda do computador, no entanto, depois de algumas correções ortográficas, a frase foi convertida em uma sentença em hebraico que pode ser traduzida para o inglês (e agora para o português): “She made recommendations to the priest, man of the house and me and people” ou “Ela fez recomendações para o padre, o homem da casa, eu e as pessoas”.
De acordo com Kondrak, o significado completo do texto não será conhecido até que historiadores de hebraico antigo tenham a chance de estudar o texto decifrado.
Além disso, a equipe está planejando aplicar o seu algoritmo a outros manuscritos antigos, destacando o potencial da IA nesse campo de estudo. [Gizmodo]

 

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13.614 – É mais difícil morrer usando estas drogas do que ingerindo álcool


alcoolDrogas são proibidas por lei pelo grande risco que causam à saúde. Mas não é segredo para ninguém que drogas permitidas por lei, como o álcool e o cigarro, também nos trazem grandes riscos. Os danos causados pelo cigarro são bem conhecidos, e a proibição de propagandas e os alertas nas embalagens ajudam a população a ter pleno conhecimento sobre os riscos do produto que está consumindo. Com o álcool, é um pouco diferente. Não há proibição da publicidade e o único alerta feito diz respeito à faixa etária permitida.
Por isso, a impressão que fica é que bebidas alcoólicas não representam um risco tão grande, mas isso não é verdade. O manual de orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o álcool diz que a Organização Mundial de Saúde aponta que o consumo de álcool excessivo no mundo é responsável por 2,5 milhões de mortes a cada ano. O percentual equivale a 4% de todas as mortes, o que faz com que o álcool se torne mais letal que a Aids e a tuberculose.
O Brasil é um dos grandes consumidores de álcool do mundo. De acordo com um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), somos o terceiro país das Américas com o maior número de mortes relacionadas ao álcool entre os homens – e o mesmo estudo aponta que as Américas possuem uma taxa de consumo de álcool maior do que o resto do planeta. O relatório aponta que 73,9 homens a cada 100 mil morreram em 2010 no país devido ao álcool. As mulheres não ficam em uma posição muito melhor: somos o 11º país neste ranking. O álcool mata 11,7 em cada 100 mil mulheres – o número é muito menor que o dos homens porque o consumo entre eles é maior. Proporcionalmente, o número de mortes entre as mulheres brasileiras é alto também, considerando que o primeiro lugar na lista, a Argentina, tem 21,1 mortes por cada 100 mil habitantes.
Um estudo de 2010 feito por cientistas britânicos chegou até mesmo a colocar o álcool como a droga mais perigosa, a frente de substâncias como heroína e crack.
Existem várias maneiras de calcular o perigo de uma droga além de quantas pessoas ela mata – já que isso poderia desvirtuar a análise, uma vez que o álcool, por exemplo, é mais difundido, é legal e possui mais propaganda do que outras drogas e, portanto, chega a mais pessoas. Um método é medir a diferença entre uma dose efetiva da droga e uma dose letal. Considerando isso, as dez drogas listadas abaixo são menos mortais que o álcool tanto no número total de pessoas que matam quanto em relação à diferença entre uma dose letal e uma dose comum – há mais espaço entre uma dose efetiva e uma dose letal entre elas do que no álcool.
Cafeína
A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e é a única droga psicoativa que não é rigorosamente regulada. É preciso, antes de tudo, diferenciar a cafeína do café. Casos de overdose de cafeína geralmente acontecem com pílulas ou outros tipos de cafeína concentrada. A xícara média de café tem apenas cerca de 100 miligramas de cafeína. Seria preciso um exagero muito grande de café para arriscar uma sobredosagem. Se você pesa cerca de 68 quilos, você precisaria tomar mais de 50 xícaras de uma só vez para que o café seja letal.
A ciência não sabe exatamente qual seria uma dose letal de cafeína, já que pesquisas sugerem que a tolerância à cafeína é algo individual. O que sabemos com certeza é que mulheres são mais vulneráveis ​​aos seus efeitos do que os homens.
Casos de sobredosagem com cafeína noticiados na imprensa são raros e tendem a acontecer quando ela está em formas irregulares, como em pílulas ou em pó, e os indivíduos tomam uma quantidade excessiva muito rápido.

Cocaína
Só por que uma droga é menos perigosa do que o álcool não quer dizer que ela não seja perigosa, e a cocaína é definitivamente perigosa. Ela é o principal estimulante associado à sobredosagem e à morte, superando drogas como a anfetamina e a metanfetamina. Como a cafeína, a cocaína é um estimulante do sistema nervoso central. Ela funciona como um carro em uma via rápida em direção à via mesolímbica do cérebro, onde a sensação de recompensa é processada.
A cocaína funciona bloqueando a remoção de dopamina das sinapses do cérebro, deixando-a acumular, o que causa sentimentos de euforia intensa. Em excesso, a cocaína está associada a irregularidades de humor, alucinações, colapso do septo e psicose. Ela é menos mortal do que o álcool. Porém, quando tomada em conjunto com bebidas alcoólicas, ela cria algo chamado de cocaetileno. O cocaetileno é uma droga nova produzida por uma dose de uma só vez de cocaína e álcool, e seus níveis de toxicidade podem ser 30% maiores do que o da cocaína sozinha.

Óxido nitroso
O óxido nitroso, o famoso gás do riso, é um gás incolor e não inflamável. Ele possui um ligeiro odor metálico e a capacidade de causar uma intensa tontura. O óxido nitroso é famoso por seu uso médico como analgésico e anestésico. No entanto, ele também é usado de forma recreativa.
O óxido nitroso foi inventado no final do século 18 e logo tornou-se comum nas festas da classe alta da Grã-Bretanha, e somente depois de superar a resistência dos médicos da época passou a ser usado nos consultórios. Hoje, é possível encontrar óxido nitroso também como oxidante em foguetes e sendo usado para aumentar a produção do motor durante corridas de automóveis.

Ketamina
Conhecida como “Special K”, a ketamina, ou cetamina, é um tranquilizante de cavalos que também é usado como droga recreativa – apesar ou mesmo por causa disso. Ela é relativamente comum como anestesia pediátrica e veterinária e é considerada um anestésico disassociativo, causando efeitos parecidos de anestesia do que drogas como o PCP, ou pó de anjo, e a DXM, substância presente em xaropes para tosse, drogas que manipulam as percepções sensoriais de alguém.
Atualmente, pesquisas pioneiras sobre as propriedades químicas da cetamina sugerem que seus usos medicinais são mais amplos do que apenas um anestésico. Pesquisas mostram que ela pode ser útil no tratamento da depressão. Um estudo da Universidade de Yale mostrou que a cetamina, quando administrada corretamente, pode curar partes inteiras do cérebro desgastadas por anos de estresse e fadiga. Quando usada com abuso, ela traz riscos. O uso excessivo pode levar o usuário a uma síndrome clínica que se assemelha a uma psicose esquizofrênica.
Maconha
Não há dúvidas de que a maconha é muito menos tóxica para nossos corpos do que o álcool.
Além disso, a maconha possui efeitos medicinais comprovados para aqueles que sofrem de glaucoma, epilepsia, esclerose múltipla e ansiedade, entre muitos outros males.
A maconha é uma das drogas psicoativas menos ameaçadoras do planeta. É praticamente impossível morrer com uma overdose de maconha. Na verdade, é uma das poucas drogas sem sobredosagens relatadas. Isso não significa que fazer algo estúpido sob efeito da erva, como dirigir ou tentar pular em um rio, não o matará. Mas é impossível que o corpo consuma níveis elevados de THC, o ingrediente ativo na maconha, a ponto de causar overdose. Seria preciso ingerir centenas de quilos de maconha em poucos minutos para morrer.

Ecstasy
A metilenodioximetanfetamina, conhecida pela sigla MDMA e popularmente como Ecstasy, é um composto sintético produzido pela primeira vez por químicos alemães em 1912. Sua composição química é uma mistura entre a metanfetamina e a mescalina alucinógena. O ecstasy provoca diversas reações químicas no corpo, potencializadas pelo fato de que muitas vezes ele é tomado em conjunto com outras drogas. A droga catalisa uma onda de serotonina no cérebro, levando a sentimentos de euforia, empatia e serenidade que podem durar várias horas.

Quando ela começa a sair do nosso sistema, entretanto, desencadeia reações que causam sentimentos muito fortes de depressão e fadiga.
Overdoses de ecstasy, que geralmente ocorrem em raves e shows de música, levam a desidratação e, em alguns casos, insuficiência cardíaca. Mas o maior perigo da MDMA é que ela raramente é comprada em forma pura. Em vez disso, a droga é misturada a outros compostos que podem ser tóxicos para a saúde.

Codeína
Os EUA vivem atualmente uma epidemia de opiáceos, e a inclusão da codeína em xaropes contra a tosse desempenhou um papel nisso. A codeína é o único opiáceo que aparece nesta lista. Quando utilizados corretamente, os opiáceos ajudam a aliviar níveis moderados ou severos de dor. A codeína também é utilizada como supressora da tosse, muitas vezes em conjunto com acetaminofeno ou um fármaco antiinflamatório não esteróide (AINE).

Muitas pessoas vão atrás da codeína acreditando incorretamente que é uma droga mais segura do que outras, mais “pesadas” como a heroína.
A codeína no xarope contra a tosse é misturada com prometazina, uma substância que tem que tem um efeito sedativo. Como a codeína e a prometazina são depressores do sistema nervoso central, a overdose pode levar a uma insuficiência respiratória. Os adolescentes americanos são o subgrupo mais adepto à codeína. Um em cada dez entre eles admitiu usar xarope contra a tosse para fins recreativos em 2014.

LSD
O LSD, também conhecido como ácido, é a sigla em inglês para dietilamida de ácido lisérgico. O cientista suíço Albert Hofmann sintetizou o LSD em 1938 enquanto trabalhava com o ergot, um fungo encontrado em grãos. Cinco anos depois, ele acidentalmente engoliu algumas de suas criações. Hofmann experimentou formas e imagens estranhas, efeitos comuns do LSD. Três dias depois, ele tomou uma dose maior da substância, no que seria a primeira viagem intencional de LSD no mundo.
O LSD é um alucinógeno que dá a seus usuários novas sensações auditivas, visuais e sensoriais. Em termos de toxicidade, a overdose de LSD é quase tão improvável quanto a do THC. Para ter uma overdose, um indivíduo precisaria aumentar em 1000 vezes a dose média. No entanto, as pessoas certamente podem fazer coisas estúpidas e perigosas sob a influência do LSD.
Outra característica em comum entre o LSD e a maconha são seus fins medicinais. Cientistas estudam como utilizar o LSD como um remédio contra a depressão. Testes em laboratório e com acompanhamento médico já mostraram que essa e outras drogas alucinógenas podem ser muito eficientes nestes casos.

Psilocibina
Ao contrário do LSD, a psilocibina é um psicodélico natural. Ela pode ser encontrada em várias espécies de cogumelos, conhecidos coloquialmente como “cogumelos mágicos”. Os cogumelos contendo psilocibina têm sido utilizados por suas propriedades “mágicas” para fins religiosos há milhares de anos.

Em termos de toxicidade, a psilocibina pura, como o LSD, é quase impossível de causar overdose. Assim como com o LSD, a dose efetiva média teria que ser aumentada 1000 vezes para alguém morrer de psilocibina, o que a torna muito menos letal do que o álcool.
Quando a psilocibina foi introduzida na cultura ocidental, seu potencial uso para tratamento da saúde mental já foi observado. Hoje, os médicos estão estudando como a psilocibina pode ajudar aqueles que sofrem de uma variedade de doenças mentais, e os resultados por enquanto são bastante positivos.

Mescalina
A mescalina é mais um alucinógeno. Porém, ao contrário do LSD ou dos cogumelos, não é muito difícil ter uma overdose com ela. Seria preciso aumentar a dose efetiva média em “apenas” 24 vezes – algo ainda distante do perigo do álcool.
Como a psilocibina, a mescalina é um alucinógeno natural, principalmente encontrado no cacto peiote, comum no sudoeste dos EUA e em boa parte do México. A mescalina tem uma história antiga, sendo usada desde a era pré-colombiana. Os astecas usavam o peiote por suas qualidades “divinas”.
O mais irônico é que alguns especialistas acreditam que a mescalina e os outros alucinógenos poderiam ser a chave para uma cura para o alcoolismo. [Listverse]

13.601 – MPB – Benito de Paula


Uday Vellozo ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito di Paula. Nascido em 1941, em Nova Friburgo, RJ, é um dos grandes nomes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana.
Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70
Seu estilo musical é conhecido como “samba-jóia”, ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzisticos.
Seu primeiro disco “Benito Di Paula” de 1971, foi censurado por trazer a música “Apesar de Você” de Chico Buarque.
eu segundo LP, “Ela” também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, “Um Novo Samba”, onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música “Retalhos de Cetim”.
Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Vai Ficar Na Saudade”, “Se Não For Amor”, “Amigo do Sol, Amigo da Lua”, “Mulher Brasileira” e “‘Ah! Como Eu Amei”. Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este
Comandou o programa “Benito di Paula e seus convidados – Brasil Som 75” na TV Tupi. Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e principalmente na América Latina.
Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.
No dia 25 de outubro de 2017, em votação na Câmara dos deputados onde 251 integrantes da bancada governista barraram a segunda denúncia (participação em organização criminosa) da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, Benito di Paula teve sua música “Tudo Está no seu Lugar” cantarolada e parodiada pelo deputado Carlos Marun (PMDB/MS) em comemoração à vitória da base aliada. Dois dias após, Benito di Paula publica um vídeo respondendo ao ato de Marun sentindo-se desrespeitado pois “tem nojo de política”. Contando ainda que quando precisou da ajuda de prefeitos para consertar o telhado da casa de sua mãe, não obteve. Trabalhou muito em São Paulo, enfrentou a ditadura militar, “levou porrada” e compôs a referida música quando conseguiu comprar outra casa para ela, disse Benito.

Uma Extensa Discografia:
1971 – Benito di Paula (Copacabana)
1972 – Ela (Copacabana)
1973 – Um Novo Samba (Copacabana)
1974 – Gravado ao Vivo (Copacabana)
1975 – Benito di Paula e Seus Convidados – Brasil Som 75 (Copacabana)
1975 – Benito di Paula (Copacabana)
1976 – Benito di Paula (Copacabana)
1977 – Benito di Paula / Assobiar ou Chupar Cana (Copacabana)
1978 – Benito di Paula (Copacabana)
1978 – Caprichos de La Vida Copacabana)
1979 – Benito di Paula (Copacabana)
1980 – Benito di Paula (Copacabana)
1981 – Benito di Paula (WEA)
1982 – Benito di Paula (WEA)
1983 – Bom Mesmo É o Brasil (WEA)
1984 – Que Brote Enfim o Rouxinol que Existe em Mim (RGE)
1985 – Nação (RGE)
1986 – Benito di Paula / Instrumental
1987 – Quando a Festa Acabar (Copacabana)
1990 – Fazendo Paixão (BMG Ariola)
1992 – A Vida Me Faz Viver (Copacabana)
1994 – Pode Acreditar (RGE)
1996 – Baileiro (Paradoxx Music)
1999 – Raízes do Samba
2009 – Ao Vivo (CD e DVD, EMI Music)
2016 – Essa Felicidade É Nossa (RYB8 Music)

13.600 – Envelhecimento – Como Prevenir Demências


neurologia
O risco de demência aumenta com a idade. À medida que as sociedades envelhecem, a imagem de mulheres e homens alheios ao mundo que os cerca, é cada vez mais frequente no ambiente familiar.
Hoje, sabemos que as alterações cerebrais do processo demencial começam a aparecer anos antes que os sintomas se instalem. Esse longo período de latência oferece a possibilidade teórica de adoção de medidas preventivas.
Estudos epidemiológicos mais recentes sugerem que a prevalência da doença de Alzheimer e de outras demências esteja diminuindo nos países de renda per capita mais elevada. Embora as conclusões ainda sejam preliminares, começa a ganhar corpo a ideia de adotarmos estratégias preventivas que impeçam ou retardem a evolução dessas enfermidades.
Acaba de ser publicado um relatório da National Academies of Sciences, Engineering and Medicine, indicando que três intervenções oferecem “evidências inconclusivas mas encorajadoras” de que seja possível interferir com o declínio cognitivo.
São elas: treinamento cognitivo, controle da pressão arterial nos hipertensos e aumento da atividade física.
O relatório sugere que os médicos exponham aos pacientes os benefícios potenciais dessas três medidas, deixando claras as limitações do conhecimento atual. A orientação difere daquela publicada em 2010, na qual o mesmo comitê afirmava haver “evidências insuficientes para recomendar qualquer tipo de prevenção”.
A recomendação de treinamento cognitivo foi baseada principalmente no estudo Active, que apresentou resultados positivos de que o treinamento cognitivo consegue melhorar as funções como arrazoamento, resolução de problemas, memória e velocidade de processamento, por um período de pelo menos dois anos. Ganho que não se mantém por cinco a dez anos.
O relatório ressalta que o treinamento cognitivo se refere a “um largo espectro de intervenções que podem incluir o aprendizado de uma língua nova ou atividades diárias como palavras cruzadas e jogos no computador”.
As empresas que apregoam benefícios cognitivos nos jogos de computador desenvolvidos por elas, enfrentam forte oposição nos meios acadêmicos. Segundo os especialistas, os resultados apresentados não permitem chegar a essa conclusão.
As evidências de que o controle da pressão arterial (especialmente a partir dos 40 anos) é capaz de retardar a instalação das demências, foram baseadas em diversos estudos randomizados que confirmaram a associação, embora outros não tenham conseguido demonstrá-la.
No caso do aumento da atividade física, os dados são mais consistentes, mas existem publicações com resultados contraditórios.
Na verdade, o relatório está de acordo com as recomendações que os médicos devem fazer a seus pacientes mais velhos: é preciso permanecer ativo física, mental e socialmente, adotar dieta saudável para o sistema cardiovascular e controlar fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e o colesterol.

13.599 – Medicina – Atividade Física = Panaceia?


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Nos últimos anos, diversos estudos comprovaram que o exercício incorporado à rotina diária reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer, obesidade, problemas reumatológicos e ortopédicos, depressão e o declínio cognitivo característico das demências.
Essas publicações mostraram de forma consistente que a prática de exercícios está associada a cerca de 30% de redução dos índices de mortalidade.
Talvez a lógica devesse até ser invertida: não é que o exercício faça bem para o organismo, a vida sedentária é que faz muito mal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o impacto nocivo do sedentarismo na saúde é comparável ao do cigarro.
Não é de estranhar: o corpo humano é uma máquina que a evolução de nossa espécie moldou para o movimento. Por esse longo processo que eliminou os menos aptos, chegaram até nós corpos com pernas e braços longos e articulações que fazem as vezes de dobradiças para ampliar a mobilidade e o alcance de objetos distantes.
Com base na experiência científica acumulada, os serviços de saúde passaram a recomendar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade mais intensa.
A crítica a esses trabalhos sempre foi a de que se baseavam na descrição dos níveis de atividade física colhidos em relatos individuais, que costumam ser imprecisos.
Um grupo da Universidade Harvard acaba de publicar, na revista “Circulation”, os resultados de um inquérito que envolveu 17.700 mulheres saudáveis, com idade média de 72 anos, cujos níveis de atividade foram avaliados por meio de acelerômetros, aparelhos que medem com mais acurácia a intensidade dos exercícios, o número de horas dedicadas a eles e o tempo gasto em inatividade.
As participantes usaram o acelerômetro os dias inteiros, durante uma semana típica de suas rotinas.
Metade das mulheres gastou 28 minutos diários na prática de exercícios moderados ou mais intensos (como andar bem depressa). A média diária de tempo dedicado a atividades leves (como o trabalho doméstico ou andar devagar) foi de 351 minutos.
Num período de observação, que teve a duração média de dois anos, ocorreram 207 óbitos.
De acordo com os níveis de atividade, as participantes foram divididas em quatro grupos. Na comparação com as menos ativas, as que se empenharam em exercícios mais intensos tiveram a mortalidade diminuída em 70%.
Os autores ressaltam que mesmo as que chegaram aos 80 anos se beneficiaram da prática de exercícios mais intensos e da redução do número de horas de inatividade.
A fragilidade mais importante desse estudo foi a de haver selecionado mulheres ativas e saudáveis. Teria sido interessante compará-las com sedentárias da mesma faixa etária.
O formato do estudo não permite estabelecer com segurança a relação de causa e efeito entre atividade física mais vigorosa e a longevidade, mas a probabilidade de se tratar de relação causal é alta.
No passado, os médicos recomendavam que as pessoas mais velhas fizessem repouso, para não “sobrecarregar” o organismo. A imagem dos avós aposentados que passavam os dias cochilando na poltrona da sala, até caírem fulminados pelo infarto do miocárdio ou derrame cerebral faz parte das memórias daquela época.
Pacientes operados ficavam proibidos de levantar da cama por três ou quatro dias para não “dificultar” a cicatrização.
Hoje, o coitado mal saiu do centro cirúrgico, o cirurgião aparece no quarto para expulsá-lo do leito, a pontapés, se necessário. O combate à imobilidade ajudou a reduzir significativamente o número de tromboses venosas e embolias pulmonares, responsáveis pelos altos índices de complicações e mortalidade pós-operatória daqueles dias.
A tendência atual é considerar tímida a recomendação de 150 minutos de exercícios leves ou 75 minutos de exercícios mais intensos, por semana, uma vez que o dia tem 1.440 minutos, e a semana 10.080.

13.598 – Neurologia – Nanotecnologia para tratar Alzheimer


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O neurocientista William Klein e o nanotecnólogo Vinayak Dravid, da Universidade North-western em Illinois, trabalham no desenvolvimento de estratégias de detecção e intervenção precoce do Alzheimer por meio da nanotecnologia, isto é, máquinas minúsculas, do tamanho de moléculas, capazes de agir dentro do corpo.
O Alzheimer é marcado pela formação de placas de proteína beta-amiloide no cérebro. Os pesquisadores criaram um anticorpo artificial capaz de detectar toxinas específicas e de ligar-se a partículas alteradas dessa proteína. “Podemos usá-lo, no futuro, para identificar o acúmulo de placas no cérebro logo no início e também para conduzir substâncias terapêuticas ao cérebro”, diz Klein.
Por enquanto, o anticorpo é utilizado pelos pesquisadores para diferenciar amostras de tecidos cerebrais post-mortem saudáveis de doentes. O próximo passo, previsto para o final do ano, é fazer o mesmo no cérebro de ratos vivos. Pesquisas anteriores com roedores já mostraram que sprays nasais podem realmente enviar nanopartículas para o órgão. É possível que o mesmo ocorra com humanos.

13.597- Álcool pode causar câncer devido aos danos permanentes que provoca no DNA


Segundo uma recente pesquisa, o álcool é quebrado para formar um químico extremamente tóxico chamado acetaldeído que, quando em quantidades excessivas no corpo, é responsável pela formação de tumores. Ele também é capaz de “confundir” as hélices do DNA afetando as células do corpo.
Os pesquisadores consideraram os resultados do estudo, que foi publicado na revista Nature, como a primeira “explicação plausível” de como o álcool pode modificar nossas células, causando danos ao DNA. Este também explica como são formados diferentes tipos de tumores, incluindo os da boca e garganta, fígado, cólon, intestino e mama.
Estima-se que quase seis por cento de todas as mortes por cânceres no mundo estejam relacionadas ao álcool. Só no Reino Unido, as bebidas alcoólicas estão ligadas a 12.800 casos de cânceres (4% do total). Destes, 3.200 são casos de cânceres de mama causados ​​pelo consumo álcool, segundo a Cancer Research UK.
Para o estudo em questão, os pesquisadores usaram ratos para mostrar como a exposição ao álcool provocava danos genéticos irreparáveis ​​no DNA das células estaminais (células-tronco). Uma equipe do Medical Research Council Laboratory of Molecular Biology, em Cambridge, deu álcool diluído (quimicamente conhecido como etanol) aos roedores. Então, analisaram o DNA destes para determinar os danos causados pelo acetaldeído.
O acetaldeído há muito tempo é conhecido por ser cancerígeno. No entanto, o mecanismo pelo qual funciona ainda não ficou claro. Os pesquisadores descobriram que ele quebra e danifica o DNA dentro das células estaminais do sangue, alterando permanentemente suas sequências. Com isso, causa rupturas nas hélices duplas do DNA, tornando-as confusas.
“Alguns tipos de cânceres se desenvolvem devido aos danos do DNA em células estaminais”, explicou o Professor Ketan Patel, principal autor do estudo. “Enquanto alguns ocorrem por acaso, nossos achados sugerem que beber álcool pode aumentar o risco desse dano“.
Como um mecanismo de proteção, o corpo pode eliminar o acetaldeído produzindo enzimas que quebram o produto químico. Outra forma é uma variedade de sistemas de reparo de DNA que, na maioria das vezes, permite a correção de diferentes tipos de danos. No entanto, há limites para essa reparação e, em algumas pessoas, o processo ocorre de maneira defeituosa.
“Nosso estudo ressalta que não ser capaz de processar o álcool efetivamente pode levar a um risco ainda maior de danos causados ​​pelo álcool e, portanto, de certos tipos de cânceres”, ressaltou o pesquisador. “Mas, é importante lembrar que a eliminação de álcool e os sistemas de reparo de DNA não são perfeitos e o álcool ainda pode causar cânceres de diferentes maneiras – mesmo em pessoas cujos mecanismos de defesa estão intactos“.
De acordo com a professora Linda Bauld, especialista em prevenção do câncer da Cancer Research UK, e que financiou parcialmente o estudo, “a pesquisa estimulante destaca o dano que o álcool pode fazer às nossas células – custando a algumas pessoas mais do que apenas uma ressaca”.

13.596 – Cadê o Nosso Trem Bala? Veja como era o cronograma “furado”


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Movido a energia elétrica, ele poderá ter um traçado com 518 quilômetros e fazer a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo em cerca de uma hora e meia. Nome oficial ele até já tem: Trem de Alta Velocidade (TAV), mas falta o governo federal fechar seu projeto definitivo. Depois, ainda é preciso abrir uma licitação para escolher as construtoras que farão a obra e muita paciência para vê-lo finalmente correndo pelos trilhos. Na melhor das hipóteses, uma pequena parte do trajeto entraria em operação apenas em 2014. Com base em alguns detalhes divulgados pelo governo e de projetos já estudados pelo Ministério dos Transportes, dá para ter uma ideia de como o nosso trem-bala poderá ser.

POR QUE É RÁPIDO?
Movido a energia elétrica, o trem-bala é uma variação sofisticada dos trens comuns que já circulam no país. O que o ajuda a ser mais veloz é principalmente o traçado especial (mais reto, com curvas mais abertas) e o menor número de paradas.

PONTES E TÚNEIS
Para o trem-bala ser rápido, ele precisa de um traçado o mais reto possível. E para conseguir isso é bem provável que haja muitos túneis e pontes. Um dos projetos já estudados previa que 26% do trajeto seria feito em viadutos ou pontes e 33% em túneis!

SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS
A energia elétrica necessária para alimentar a linha do trem viria de subestações elétricas espalhadas ao longo de todo o trajeto. Alguns projetos falam em pelo menos 11 subestações. Além delas, seria preciso uma rede de cabos de alta tensão suspensos.

CUSTO DA OBRA
A previsão oficial do governo é que o trem-bala custe 11 bilhões de dólares, ou cerca de 25 bilhões de reais! Para ter uma ideia, isso é equivalente ao PIB anual do Mato Grosso do Sul, ou seja, tudo o que o estado produz de bens e serviços em um ano.

27 bilhões de dólares: Usina Hidrelétrica de Itaipu

11 bilhões de dólares: trem-bala

2,1 bilhões de dólares: 12,8 KM de metrô em SP

VELOCIDADE MÉDIA
Ainda estão sendo estudados modelos de trem-bala de vários países. O japonês N700, um dos mais modernos em operação, tem média de velocidade de 270 km/h. Mas os planos do governo são ambiciosos: fala-se em pelo menos 285 km/h de média!

VAGÕES E PASSAGEIROS
Tudo vai depender do tipo de trem escolhido pelo governo. Mas, tomando como exemplo o modelo japonês N700, cada trem seria capaz de levar 546 passageiros em oito vagões, três vezes a capacidade do avião mais usado no Brasil.

PREÇO DA PASSAGEM
Por enquanto, só dá para estimar usando um projeto – da empresa Italplan – aprovado pelo Ministério dos Transportes em 2004, mas depois deixado de lado. Por esse projeto, a passagem sairia por 120 reais.

Cronograma Furado
Veja comom era
CRONOGRAMA DO PROJETO

Confira a previsão do governo para as obras do trem-bala

1º TRIMESTRE DE 2009

Final dos estudos técnicos

ABRIL DE 2009

Divulgação do projeto definitivo

2º SEMESTRE DE 2009

Licitação da obra

2010

Início das obras

2014

Conclusão da primeira fase das obras

Como estão as coisas hoje
A construção do Trem de Alta Velocidade, conhecido como trem-bala, que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro, não está entre as prioridades do governo neste momento. Segundo o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), José Carlos Medaglia Filho, da forma como o projeto foi concebido, com altos investimentos públicos, o projeto não é viável atualmente.

Segundo Medaglia, a única forma de trazer de volta a ideia da construção do trem-bala seria por meio de uma concessão à iniciativa privada. “Reestudando trechos, prazos de implantação, buscando uma equação financeira que não conte exclusivamente com recursos públicos e, provavelmente, mobilizando outros meios para dar atratividade, como desenvolvimento imobiliário ao longo do trecho, que são coisas mais modernas, utilizadas em outros países”, explica.
Mesmo assim, o diretor-presidente afirma que o governo não abandonou a ideia de ter um trem de alta velocidade ligando São Paulo e o Rio de Janeiro. “Não quer dizer que a gente não possa, a qualquer momento, trazer de novo para o topo dos nossos estudos. Nós, absolutamente, não abandonamos esse plano, mas dentro daquele critério de maturidade ele hoje não tem uma equação viável”, diz Medaglia.
A EPL foi criada em 2012, originalmente com a finalidade de cuidar da implantação do trem-bala no Brasil. Com o adiamento do projeto, a empresa está agora vinculada ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e cuida dos estudos para embasar as decisões do governo sobre as concessões no setor de logística.

13.594 – Robô alemão ganha inteligência artificial capaz de construir casas em Marte


casa marte3
O sonho de povoar Marte habita a mente humana há tempos, mas sempre esbarrou nas dificuldades de se montar as primeiras colônias no planeta vermelho. No entanto, agência espacial da Alemanha, a DLR, pode ter encontrado uma solução: Justin, um robô autônomo capaz de iniciar a construção das primeiras unidades habitacionais fora da Terra. Feito para resolver tarefas de alta complexidade, a máquina pode agora pode tomar decisões por conta própria.

Com formato humanoide, Justin já é um projeto antigo no país europeu. Por anos, os cientistas desenvolveram a capacidade do robô de manusear ferramentas, fotografar, superar barreiras no caminho e até pegar objetos voadores. Agora, uma atualização da sua inteligência artificial que permitiu que a máquina “pensasse” de forma autônoma, dispensando uma programação prévia do que deveria ser feito em Marte.
Nasa vai enviar robô à lua de Saturno que tem condições de abrigar vida
Em testes recentes, Justin foi capaz de consertar um painel solar de um laboratório localizado em Munique, Alemanha. De acordo com a publicação da Wired, o robô usará reconhecimento de objetos e computação visual para tarefas como limpeza e manutenção de maquinário, inspeção de equipamentos e transporte de objeto. Durante as tarefas, a máquina pode ser inspecionada a distância por um astronauta
Demonstrado pela primeira vem em 2006, o Justin tem 1,92 metro de altura e peso de cerca de 200 KG, podendo levantar até 15 Kg em cada braço. O robô conta ainda com duas câmeras de alta definição e sensores na cabeça para gerar imagens em 3D do ambiente. Além disso, ele é capaz de continuar suas tarefas e guardar informações ainda que a comunicação com a terra acabe.

robo marte

13.593 – Alimentação na Pré-história e evolução


pintura rupestre
Diversas espécies do gênero homo desenvolveram-se ao longo de milhões de anos até a chegada à espécie dos homo sapiens, da qual os cientistas afirmam que nós, humanos contemporâneos, fazemos parte.
Muitos desses cientistas afirmam que a adoção de uma dieta também baseada em proteína animal teria contribuído para a evolução dos seres humanos e que essa adoção teria se dado ao longo de muito tempo, resultando na criação de diversas habilidades para conseguir esse tipo de alimento.
Durante o chamado período Paleolítico, uma divisão temporal que se estendeu por cerca de dois milhões de anos, até mais ou menos 10 mil anos atrás, os humanos ainda viviam da coleta de frutas, raízes e outras espécies vegetais, mas começaram a desenvolver o hábito de se alimentar de proteína animal, decorrente da caça, da pesca e da coleta de mariscos, mas também do aproveitamento de carcaças de animais deixadas por outros carnívoros.
Para o paleoantropólogo Henry Bunn, da Universidade de Wisconsin-Madison, a habilidade de obtenção da carne e a forma de dilacerar a carcaça dos animais sofreram alteração durante o paleolítico. Ele dividiu em três etapas o processo.
Primeiramente, os chamados hominídeos retalhavam a carne dos ossos das carcaças de animais, usando alguns instrumentos feitos de pedra ou de lascas de pedras. Esse primeiro período teria ocorrido entre 2,6 e 2,5 milhões de anos atrás, indicando ainda uma capacidade pequena dos hominídeos de obter alimentos com proteína animal.
Um segundo momento seria caracterizado por um procedimento mais comum de manuseio da carne a ser ingerida, além de passarem a desenvolver a habilidade de quebrar os ossos para também se alimentar do tutano de seu interior e carregarem as carcaças de animais para lugares distintos de onde haviam sido encontrados ou abatidos. Nesse estágio, entre 2,3 e 1,9 milhão de anos, os hominídeos ainda se apropriavam de carcaças de presas de outros carnívoros, mas também já conseguiam obter presas próprias.
O terceiro estágio nessa evolução “carnívora” dos hominídeos do Paleolítico caracterizar-se-ia pelo retalho extensivo dos restos dos animais, obtendo carcaças intactas, decorrentes de novas habilidades de apropriação de presas de outros carnívoros ou mesmo decorrentes da prática da caça, que se tornava rotineira. A datação dessa última fase é estimada entre 1,8 e 1,6 milhão de anos e demonstra que, além de caçar, os hominídeos do período atuavam na obtenção de partes de caça de outros mamíferos carnívoros.
Para outro especialista, o paleontólogo Lars Werdelin, esse desenvolvimento da habilidade de obtenção de carne pelos hominídeos teria causado uma diminuição no número de espécies carnívoras no leste da África, tendo possivelmente sido eliminadas muitas espécies de animais de grande porte. A entrada dos hominídeos na cadeia alimentar carnívora, somada a alterações climáticas, teria, dessa forma, mudado de forma drástica o ecossistema dessa região africana.