14.105 – AI, DS – Cientistas modificam células sanguíneas para torná-las resistentes ao HIV


Aids Health Disease Day Virus Hiv Care Sickness
Pesquisadores chineses usaram a técnica de edição de genes conhecida como CRISPR para tentar bloquear o HIV, fabricando células sanguíneas resistentes à doença. Um experimento similar contra o vírus já tinha sido feito antes com animais, mas dessa vez os cientistas modificaram o método e garantem que ele foi seguro em um teste clínico com um voluntário.
Foram modificadas células-tronco sanguíneas e células progenitoras provenientes de um doador — ambas são capazes de se diferenciar em diferentes tipos de tecido no organismo. Depois, elas foram transplantadas em um paciente de 27 anos de idade que tinha leucemia e e era portador do vírus HIV.
O fato do paciente ter câncer ajudou os pesquisadores, pois normalmente ele já passava por transplantes para tratar a leucemia. A diferença foi que a técnica CRISPR foi adicionada ao procedimento.
Meses depois o paciente parou de tomar seu coquetel de medicamentos contra o HIV para descobrir se havia sido curado. Entretanto, a carga de vírus no organismo voltou a subir —isso porque as células geneticamente modificadas para resistirem à doença substituíram apenas 5% das células de defesa.
Mesmo que a técnica CRISPR não tenha sido completamente eficaz para alcançar uma cura, como o voluntário não apresentou nenhum efeito colateral ao transplante, isso é uma grande conquista para os cientistas, que pretendem ter resultados superiores para chegar a um tratamento definitivo para o HIV.

14.101 – Recordes Insólitos do Guiness


Guiness 2019
O Livro de Recordes do Guinness celebra mais um ano e traz consigo mais um conjunto de recordistas. Na edição de 2019 pode encontrar-se desde o homem com mais modificações corporais, mais precisamente 516, um repetente que já tinha sido eleito o homem com mais piercings em 2010, ao gato que consegue equilibrar mais dados numa só pata.
A estes recordes pouco comuns a que o Guinness nos tem habituado ao longo dos anos, junta-se Ash Randall, um britânico que foi considerado a pessoa que conseguiu controlar uma bola de futebol, com a sola dos pés, durante mais tempo, em cima do tejadilho de um carro em movimento – num total de 93 segundos.
Segue-se Josh Horton, que conseguiu balançar uma guitarra na cabeça durante 7 minutos e 3,9 segundos e a estudante de arte Elizabeth Bond que conseguiu criar as maiores agulhas de tricot do mundo, com 4,42 metros de comprimento cada uma.
No campo alimentar e em apenas um minuto, o irlandês Barry John Crows consegue fazer 78 salsichas e Kevin Strahle consegue comer nove donuts açucarados.
E como a idade é só um número, aos 85 anos Betty Goedhart é a trapezista mais velha do mundo – depois de ter começado a ter aulas aos 78 – e SumiRock a DJ mais velha, com 83.
A alemã Dunja Kuhn conseguiu ter 59 arcos hula-hoop a rodopiar em várias partes do corpo ao mesmo tempo e Mirko Hansen, do mesmo país, conseguiu fazer o melhor tempo a percorrer 50 metros a patinar com as mãos.
Mas nem só as pessoas bateram recordes, como o gato acima já fazia adivinhar. Jessica e a sua humana, Rachael Grylls, saltaram 59 vezes à corda juntas, o maior número de vezes registado entre uma pessoa e um cão juntos. Ainda no que a patudos diz respeito, Feather, uma cadela norte-americana conseguiu saltar a uma altura de 191,7 centímetros.

14.100 – A Vaca é Sagrada, o Antílope, Não – Antílope é enterrado vivo por ordem do governo indiano


Mais uma triste notícia de maus-tratos contra animais: um antílope ferido foi enterrado vivo por um homem que comandava uma escavadeira. Segundo o portal britânico Mirror, ele seria membro do Departamento Florestal de Bihar, estado do leste da Índia.
O bicho é da espécie Boselaphus tragocamelus, também conhecida como nilgó ou antílope-azul. É endêmica da região indiana e somente os machos possuem chifres.
Um vídeo do acontecido foi registrado. Como a qualidade da imagem é baixa, é difícil identificar se é uma antílope fêmea ou macho.
Além disso, a gravação evidencia que o animal estava já em um buraco, provavelmente uma cova feita justamente para enterrá-lo. O bicho aparece assustado e praticamente não se mexe.
A usuária do Twitter Francesgracella, responsável por publicar o vídeo na internet, relatou que as autoridades de Bihar teriam ordenado a morte de 300 antílopes. Segundo ela, agricultores da região reclamaram que os antílopes estavam danificando as plantações.
Por isso, o governo chamou caçadores para matar os animais com projetéis. Um dos bichos, no entanto, sobreviveu – e foi morto sendo enterrado vivo.
É possível ver ao vídeo no Twitter, mas atenção: as imagens são fortes.

14.099 – Apareceu a Margarida – Índia localizou a sonda Chandrayaan-2 e está tentando fazer contato


sonda indiana
A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) encontrou a localização do módulo de aterrissagem da sonda não tripulada Chandrayaan-2. Os cientistas perderam contato com o veículo espacial na sexta-feira (6), enquanto ele descia para a superfície da Lua. Agora, eles precisam determinar em qual condição a máquina está.
O presidente da ISRO, K. Sivan, disse ao canal India Today TV que Chandrayaan 2 enviou uma imagem térmica da localização do orbital lunar Vikram – parte que compõe a sonda e fora preparada para ficar um ano no satélite natural coletando dados. A espaçonave também possui um rover com seis rodas, chamado Pragyan, projetado para passar duas semanas na superfície da Lua realizando experimentos.
Essa é a primeira missão indiana a tentar chegar com sucesso na Lua. A equipe da ISRO perdeu contato com a sonda na sexta-feira e até o momento não havia informações se os sinais desapareceram por causa de um problema no módulo de aterrissagem ou por colidir com a superfície lunar.
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, em um discurso na manhã de sábado (7de setembro), indicou que a missão tinha falhado. “Chegamos muito perto, mas precisamos cobrir mais terreno. Nossa determinação de tocar a Lua se tornou ainda mais forte”.
A Chandrayaan-2 deveria ter pousado por volta das 17h20 (horário de Brasília) na sexta-feira (6). A essa hora, porém, na sala de comando da ISRO, a comunicação com a sonda foi interrompida. Segundo o painel de monitoramento, ela estava a apenas 2,1 quilômetros da superfície lunar.
Ao custo de aproximadamente 141 milhões de dólares, a Chandrayaan-2, cujo nome em sânscrito significa “nave lunar”, tem um objetivo ambicioso: chegar perto do polo sul da Lua, a um local jamais explorado em outras missões. O ponto escolhido para o pouso foi um planalto situado entre duas crateras apelidadas de Manzinus C e Simpelius N. Pensando em medidas terrestres, o local fica a 70,9 graus da latitude sul e 22,7 graus da longitude leste, ou seja, a cerca de 600 quilômetros do polo sul.
Com a missão, a ISRO pretende mapear a superfície lunar para estudar as variações na sua composição — algo essencial para o melhor entendimento da origem e da evolução da Lua. Antes, com a missão Chandrayaan-1, lançada em 2008, a Índia ajudou a confirmar a presença de água na Lua, mas fez isso sem pousar na superfície lunar.

14.097 – Mega Sampa – Exposição do 80 Anos de Batman Chegou em S. Paulo


Batman expo
Batman, o famoso Cavaleiro das Trevas, é um personagem nascido nos quadrinhos em 1939 — pois é, o morcego já é um oitentão. Um fenômeno que atravessou décadas e nunca deixou de ser popular, o personagem já foi mais sombrio, mais fanfarrão, soturno e até detetive.
A expo dos 80 anos do heroi dos quadrinhos, telinha e telona chegou em S Paulo e será exibido no Memorial da América Latina.
Na mostra de Ivan Freitas da Costa (o mesmo curador do sucesso recente Quadrinhos, que ficou em cartaz no MIS), a ideia é que o visitante se sinta como o personagem. O percurso, com doze ambientes famosos de Gotham City, é o mesmo do super-herói em uma de suas missões.
Tudo começa na mansão Wayne, com uma grande mesa de jantar vazia. O super-herói, vale lembrar, não tem família e foi acompanhado por seu fiel mordomo, Alfred — pelo menos essa é a versão mais popular da história do personagem, que já foi criado até por tios nas histórias em quadrinhos.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A marca da cenografia é essa: a exposição não é apenas um lugar para tirar fotos, mas também não segue o modelo clássico de uma exibição ou mostra. Apesar da beleza dos ambientes, quase sempre pensados como cenários do universo Batman, ainda há muita informação para absorver por ali. E é tudo bem didático, não tem problema se você não for o fã número um do morcego. Também não é obrigatório conhecer a história original dos quadrinhos. A intenção, segundo Ivan, é atender a todos os públicos, desde o “superfã”, passando pelos cosplayers até o público leigo. A responsável pela expografia é a agência Caselúdico, que reúne em seu portfólio as mostras O Mundo de Tim Burton (MIS, 2016), Castelo Rá Tim Bum (Memorial da América Latina, 2018) e a recente Entra que Lá Vem História, em cartaz no Shopping Eldorado até 22 de setembro.

O caminho segue para a batcaverna. “É hora de colocar o uniforme”, brinca Ivan. Na sala, o visitante dá de cara com o uniforme do Robin, exposto da mesma maneira que o morcego fazia após o Menino Prodígio ser morto pelo Coringa em um dos quadrinhos protagonizados pelo super-herói. Ali estão alguns brinquedos originais da chamada batmania, período após o lançamento da série de 1966, em que produtos inspirados no universo Batman tomaram conta das prateleiras das lojas. Tem de tudo: carrinhos, bonecos, máscaras esquisitas e até uma pistola de água com design pra lá de inusitado.
Saindo da exposição, a brincadeira continua com a clássica lojinha temática. A cenografia segue a mesma linha da mostra e os produtos são dispostos em prédios de Gotham City. Nem a área de alimentação escapou da caracterização, recebendo elementos temáticos.
São esperados 200 000 visitantes até novembro. Ivan conta que começou a planejar essa mostra há cerca de dez anos, logo após a Batman 70, que aconteceu em Belo Horizonte. O curador, no entanto, garante que mais difícil do que decidir o que fará parte da exposição, é escolher o que deixar para trás. O acervo é dividido entre itens de sua coleção particular e a de Marcio Escoteiro, maior colecionador do homem-morcego no Brasil.

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14.096 – Cinema – O novo Exterminador do Futuro


O trailer do novo longa da série iniciada em 1984, O Exterminador do Futuro, traz uma novidade interessante além daquela que é mais difundida, a presença de Linda Hamilton como Sarah Connor e Arnold Schwarzenegger como Terminator. Trata-se de uma continuação do filme mais famoso da série, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), de James Cameron.

Essa volta a uma sequência interrompida em 2003, com o ótimo O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de Jonathan Mostow, e não mais retomada nos dois longas seguintes, o bom O Exterminador do Futuro: A Salvação (McG, 2009) e o sofrível O Exterminador do Futuro: Genesis (Alan Taylor, 2015), é a desculpa para continuar a franquia que não precisava de desculpa para continuar, já que a própria premissa (uma volta ao passado para impedir um acontecimento futuro) permite qualquer tipo de desenvolvimento nos próximos longas.
Mas é certo que essa volta ganha um novo e poderoso estatuto: está mais próxima de um desenvolvimento “oficial” ou fidedigno da trama que se desenrolou nos dois primeiros longas (excelência do terceiro à parte). A presença de James Cameron como produtor, após quase 30 anos, é um ótimo exemplo dessa ligação mais forte com as origens.

Este sexto longa da série, terceiro com o selo de qualidade de Cameron (também diretor nos dois primeiros), é dirigido por Tim Miller, cineasta de pouca experiência que estreou com Deadpool (2016) e chega agora ao segundo longa. Cameron seria o nome ideal para a empreitada, mas ele está concentrado nas continuações de Avatar (2009), previstas para lançamento a partir de 2021.

Uma coisa é (quase) certa. Cameron não produziria uma continuação da sua série consagrada se não confiasse naquele que estará atrás das câmeras. Se Tim Miller não mostrou muita força em seu Deadpool, principalmente por causa de muitas ideias desiguais, a força da franquia Terminator deve mantê-lo comportado o suficiente para fazer valer o trabalho dos normalmente bons roteiristas David S. Goyer e Billy Ray, que estreiam na escrita da série acompanhados de Justin Rhodes.
Em certas produções, o melhor a se fazer na direção é o feijão com arroz, sob o risco de afundar um bom roteiro e boas atuações. A não ser que o diretor se chame James Cameron ou Jonathan Mostow.

14.094 – Vem aí a Comida de Laboratório


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Se hoje somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta, em 2050, seremos 10 bilhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A produção de comida terá de ser 70% maior e, de preferência, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente. Para isso, precisamos rever como nos alimentamos. O último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, divulgado em agosto, estabelece que precisamos reduzir o consumo de carnes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O documento destaca que dietas baseadas em proteína animal contribuem com o desmatamento de importantes biomas do mundo, como a Amazônia, e defende uma alimentação rica principalmente em vegetais.

A grande aposta da indústria nesse sentido é desenvolver carnes à base de plantas ou de células de animais — com sabor, textura e qualidade nutricional iguais aos da carne de um bicho. “É um mercado ainda em desenvolvimento, mas não tem volta”, diz Jayme Nunes, biólogo da Merck, empresa alemã de ciência e tecnologia que investiu, no ano passado, 7,5 milhões de euros na startup Mosa Meat, fundada pelo cientista Mark Post.
Em 2013, Post apresentou o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo, criado a partir de células de uma vaca. Para elaborar o disco de carne sem matar o animal, o professor da Universidade de Maastricht (Holanda) desenvolveu um método que usa células-tronco retiradas do músculo bovino. O resto do processo acontece no laboratório: em um biorreator, as células-tronco se transformam em células musculares. O resultado é uma pasta de carne que pode ser moldada.

A produção do primeiro hambúrguer de Post custou US$ 325 mil. Hoje, o valor fica entre US$ 9 mil e U$S 10 mil — e o preço promete cair ainda mais nas próximas décadas. “A tendência é de que custe US$ 50 em 2030, quando a carne deve estar disponível em restaurantes do guia Michelin”, estima Nunes. Ele acredita que, em 2050, a carne de células será vendida por US$ 20 o quilo, diretamente ao consumidor.

Enquanto as opções conhecidas como cell-based (baseado em células, em tradução livre) ainda engatinham, já é possível comprar hambúrgueres plant-based (à base de plantas) a preços acessíveis. Nos EUA, duas empresas se destacam: a Beyond Meat foi a primeira a ter seu hambúrguer de óleo de coco, romã e beterraba nos supermercados do país, em maio de 2016; já a Impossible Foods, que lançou um hambúrguer de plantas em julho do mesmo ano, inovou ao fazer a peça “sangrar”. Na lista de ingredientes estão proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O sabor e o aspecto vermelho vêm da leghemoglobina de soja, uma proteína encontrada na raiz de leguminosas. Assim como a hemoglobina, presente no sangue de animais e humanos, ela é composta de glóbulos vermelhos — a responsável, portanto, pelo tom avermelhado.
O uso da leghemoglobina chamou a atenção da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula alimentos e remédios, pelo alto potencial alergênico. No dia 31 de julho, porém, a FDA concluiu que a proteína é segura para consumo e autorizou a venda do Impossible Burger em mercados a partir de 4 de setembro. O produto já era comercializado em restaurantes desde 2016, e tem se popularizado cada vez mais.

Em agosto, o Burger King anunciou nas lojas dos EUA uma versão do sanduíche Whopper feita com o Impossible Burger. No dia 10 de setembro, a novidade desembarca no Brasil. Aqui, no entanto, o hambúrguer vegetal da rede de fast-food será da Marfrig, gigante brasileira da indústria da carne que acaba de entrar para o time dos fabricantes de produtos plant-based.

14.093 – Audiotecnologia – Como Funciona um Alto Falante


alto falantes 1
Graças aos nossos ouvidos conseguimos ouvir sons produzidos por diversos dispositivos como buzinas, campainhas, bumbos, alto-falantes, etc. Os alto-falantes hoje estão em diversos aparelhos eletrônicos, sendo muito utilizados para incrementar carros de sons, como mostra a figura acima.
Podemos simplificar a definição de alto-falantes como sendo componentes que transformam sinais elétricos de uma corrente elétrica em oscilações de pressão no ar, em forma de onda sonora. Caso observemos bem de perto um alto-falante, poderemos verificar que seus componentes básicos são um ímã permanente, preso na armação do alto-falante, e uma bobina móvel, que está fixa no cone de papel.
Quando aplicamos uma corrente elétrica variável na bobina, esta é repelida ou atraída pelo campo magnético do ímã permanente. Desta forma, o conjunto bobina-cone é movido para frente e para trás, empurrando o ar em sua volta, criando uma onda de compressão e rarefação no ar, ou seja, uma onda sonora.
Por exemplo, aplicando uma corrente oscilante de 440 Hz na bobina, o cone do alto-falante vai se mover para frente e para trás com esta mesma frequência, produzindo uma onda sonora de 440 Hz.
A bobina, presa ao cone, é movida para frente e para trás por meio da força magnética, quando ela é percorrida por uma corrente elétrica.

14.092 – Teorias – Mamíferos podem ter dormido durante a extinção dos dinossauros


roedor
Os Tenrecs de Madagascar são os primeiros mamíferos tropicais conhecidos com capacidade de hibernar por longos trechos sem acordar.

Os mamíferos são capazes de feitos incríveis enquanto estão hibernando, podem retardar o envelhecimento para ter relações sexuais. Mas os animais que hibernam geralmente vivem em regiões temperadas e entrar em um torpor em condições frias de inverno, a fim de economizar energia. O tenrec é o primeiro mamífero tropical encontrado conhecido que consegue hibernar por longos períodos sem excitação.
O tenrec comum (Tenrec ecaudatus) é um mamífero indescritível, pesando até 2 kg, e é encontrado nas florestas de Madagascar. Ele se alimentam de insetos, é considerado um fóssil vivo a partir do Cretáceo Superior, mais de 66 milhões de anos atrás, diz o Dr. Barry Lovegrove, fisiologista evolutivo da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, principal autor do o relatório publicado esta semana no Proceedings of the Royal Society B.

Os resultados sugerem que os mamíferos pré-históricos podem ter usado o modo de hibernação, como forma de dormirem com segurança através do evento de extinção em massa que dizimou os dinossauros.

No estudo, 15 tenrecs foram marcados com rádio-transmissores e medidores de temperatura, o que permitiu aos pesquisadores registrar o quanto esses animais dormiam e as variações de sua temperatura corporal.

Depois de acompanhar os animais durante um período de dois anos, os pesquisadores descobriram alguns resultados extremos. “Um macho adulto hibernado durante nove meses, até que foram obrigados a desenterrá-lo, porque as baterias do transmissor de rádio estavam morrendo”, diz Barry.

Esse longo período de hibernação é um achado excepcional em mamíferos tropicais, diz Barry. “Mas o que era totalmente original sobre a hibernação foi que não foi uma vez interrompido por uma excitação que é visto em todos os hibernadores temperados”, acrescenta. Os períodos de vigília, é um padrão geralmente visto em mamíferos e pode ter evoluído para ajudar um organismo restaurar desequilíbrios metabólicos.
Enquanto os dados da temperatura corporal é um indicador indireto de ciclos de sono / vigília, medindo metabolismo seria fornecer uma imagem mais clara do sono dos tenrecs, diz o Dr. Sandy Martin, um biólogo da Universidade de Colorado School of Medicine, nos EUA. “Vai ser importante realmente medir taxas metabólicas durante este período de hibernação prolongada em tenrecs em experimentos futuros”, diz ela.

A pesquisa também sugere que as estratégias de sono de mamíferos pode ser mais sutil do que atualmente pensava. “Eu acho que ‘flexibilidade metabólica” [a capacidade de reduzir o metabolismo durante longo tempo] é muito mais difundido em mamíferos do que havíamos apreciado “, diz Sandy. “Nós temos, até muito recentemente, tentar colocar todos os mamíferos, com a exceção de hibernantes, em duas ou três caixas, quando na verdade há um continuo de flexibilidade metabólica”.
A estratégia de sobrevivência simples: Hibernação

Por volta de 65.500 mil anos atrás, um meteorito caiu na Terra em Chicxulub, no México, causando uma dos maiores extinções em massa do mundo, cobrindo a Terra com uma grande cortina de fumaça impedindo a luz do sol entrar na Terra por vários anos, dizem teorias, e com isso matando todas as grandes criaturas terrestres e plantas. Esse período, conhecido como o limite Cretáceo-Palaeogene (K-Pg), representa um ponto de viragem para muitas espécies. Enquanto a maioria dos dinossauros desapareceram, os mamíferos começaram a florescer. No entanto, até recentemente, era apenas especulado como os mamíferos sobreviveram ao impacto de um asteroide e o ambiente inóspito que se seguiu.
“Para hibernar por nove meses, e talvez até mais, sem uma vez a necessidade de despertar, pode explicar como os mamíferos sobreviveram à devastação ecológica de um ano, que ocorreu em todo o planeta, quando o meteorito se chocou com a Terra”, diz Barry. A nova descoberta também tem implicações potenciais para além do mundo dos tenrecs.

Com esse estudo pode ajudar identificar estudos futuros ‘on’ e ‘off’ interruptores metabólicas encontrados dentro de fisiologia humana, diz Barry, que é “uma informação extremamente útil para que se possa ser usado para induzir hipotermia em procedimentos médicos que envolvem cirurgia geral , traumas, acidentes vasculares cerebrais, e asfixiado recém-nascidos. Além disso, pode fornecer as informações necessárias para induzir um estado de hibernação em astronautas para a viagem de nove meses a Marte “.

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14.091 – Mega Techs – O Reconhecimento Facial


reconhecimento facial
Trata se de uma técnica de processamento de imagem e visão computacional para determinar a existência, ou não, de faces numa determinada imagem e, caso exista(m), retornar a localização da(s) mesma(s).
Apesar de ser uma tarefa trivial para seres-humanos, é um problema desafiador para computadores, visto que rostos podem variar em cor, iluminação, posicionamento e escala, dificultando a detecção automática.
Os primeiros estudos realizados na área datam do começo dos anos 70, e utilizavam técnicas de heurística e medições extremamente simples. Para isso eram utilizadas imagens seguindo padrões de documentos de identidade, com a face centralizada e plano de fundo liso, como pode ser encontrado em. Pequenas variações nos padrões poderiam invalidar o sistema inteiro, o que manteve as pesquisas na área estagnadas por décadas.
A expressão facial é um ou mais movimentos e expressões dos músculos da face e é sinal de emocionalidade. Estes movimentos geralmente significam a transmissão de algum estado emocional do indivíduo aos seus observadores. As expressões faciais são uma forma de comunicação não-verbal. Eles são o principal meio de transmissão de informações sociais entre os seres humanos, mas eles também ocorrem na maioria dos outros mamíferos e outras espécies animais.
O pioneiro instrumento para classificar cientificamente a face humana o F-M Facial Action Coding System 2. 0 (F-M FACS 2.0) foi criado em 2017 pelo Dr. Freitas-Magalhães, e apresenta 2 mil segmentos em 4K, com recurso a tecnologia 3D e de reconhecimento automático e em tempo real.
Os seres humanos podem adotar uma expressão facial, voluntária ou involuntariamente, e os mecanismos neurais responsáveis ​​pelo controle da expressão diferem em cada caso. Expressões faciais voluntárias são muitas vezes socialmente condicionado e são conduzido por comando enviados ao cérebro. Por outro lado, as expressões faciais involuntárias são consideradas inatas e seguem um percurso subcorticais no cérebro, exemplo, uma expressão de dor, ou o próprio choro.
Os olhos são muitas vezes vistos como características importantes de expressões faciais. Aspectos como a taxa de piscar pode ser usado para indicar se uma pessoa está nervosa ou se ou não ele ou ela está mentindo/brincando, no caso da piscadela. Além disso, o contato visual é considerado um aspecto importante da comunicação interpessoal. No entanto, existem diferenças culturas em relação à propriedade social de manter contato com os olhos ou não.

Para além do carácter, este torna-se acessório das expressões faciais na comunicação falada entre pessoas e desempenham um papel importante na comunicação com a língua de sinais. Muitas frases em língua de sinais incluem expressões faciais.

Há controvérsia em torno da questão da existência ou não as expressões faciais são universais em todo o mundo e apresenta entre os seres humanos. Os defensores da hipótese de alegação de universalidade, apontam que muitas expressões faciais são inatas e têm raízes na ancestrais evolutivos. Os oponentes dessa visão causa a exatidão dos estudos utilizados para testar essa afirmação, e em vez acreditar que as expressões faciais são condicionadas e que as pessoas ver e compreender expressões faciais, em grande parte das situações sociais em torno delas.

14.090 – Cadê Meu Elixir da Longa Vida? Cientistas na busca da “cura” do envelhecimento


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Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu a Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.
Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecnologia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais jovens, encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças associadas a ele e, portanto, passível de tratamento ou mesmo cura.
“Depois de assegurar níveis sem precedentes de prosperidade, saúde e harmonia, e considerando nossa história pregressa com nossos valores atuais, as próximas metas da humanidade serão provavelmente a imortalidade, a felicidade e a divindade”, escreveu Yuval Harari em Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, best-seller publicado no Brasil em 2016 pela Companhia das Letras. “Reduzimos a mortalidade por inanição, a doença e a violência; objetivaremos agora superar a velhice e mesmo a morte”, sentencia o professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.
O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999 em Novato, na Baía de São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício. Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do tempo, o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.
“Nesses anos de pesquisa, chegamos a duas conclusões: a primeira é de que podemos mudar o ritmo do envelhecimento em animais, modificando a genética e a alimentação”, diz o geneticista Gordon Lithgow, chefe de pesquisas no instituto. “A segunda é que o processo de envelhecimento é um gatilho — ou mesmo uma causa — para as doenças crônicas em idade avançada.” A grande hipótese, segundo Lithgow, é que a medicina talvez esteja olhando para as doenças crônicas associadas ao envelhecimento da forma errada — e, se conseguirmos reverter ou retardar o processo, talvez seja possível proteger o corpo dos danos causados por ele.
Além do Buck, laboratórios como o Calico e o Unity Biotechnology têm como objetivos explícitos “resolver a morte” e “combater os efeitos do envelhecimento” e são financiados pelos bilionários Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Peter Thiel, do PayPal. Mas é a Fundação SENS, criada em 2009 pelo cientista da computação inglês Aubrey de Grey, entre outros nomes, que desperta as maiores polêmicas na comunidade científica.
Na visão de Aubrey de Grey, de 56 anos, o envelhecimento deve ser tratado como um fenômeno simples, e nosso corpo visto como uma máquina ou uma engenhoca que pode ser consertada. “O motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos antes mesmo de as portas caírem. O mesmo vale para o corpo humano”, afirmou o britânico em entrevista.
Para desenvolver o modelo que chama de SENS, sigla para Strategies for Engineered Negligible Senescence (estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável, em tradução livre), ele olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje: perda e degeneração das células; acúmulo de células indesejáveis, como de gordura ou senescentes (velhas); mutações nos cromossomos e nas mitocôndrias; acúmulo de “lixo” dentro e fora das células, o que pode causar problemas em seu funcionamento; ligações cruzadas em proteínas fora da célula, que podem gerar perda de elasticidade no tecido em questão.

Para De Grey, basta tratar cada um desses itens e pronto: nossos problemas de saúde que surgem com a idade acabariam — quase tão simples quanto aplicar e remover um filtro do FaceApp, aplicativo que se tornou febre nas redes sociais nas últimas semanas, com um algoritmo que faz uma simulação fotográfica da aparência que poderemos ter quando mais velhos. “Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. Morreríamos somente de causas que não têm a ver com quanto tempo atrás nascemos. Impactos de asteroides, acidentes etc.”

14.088 – ☻Mega Projeções – Poderá a inteligência artificial superar a humana?


robo IA
Segundo um estudo com opiniões de 352 cientistas e especialistas, daqui a 45 anos há 50% de probabilidade das tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por máquinas inteligentes.
A Inteligência Artificial (IA) está presente em coisas tão quotidianas como o telemóvel, o computador ou o GPS. Até as próprias plataformas de redes sociais já têm mecanismos para filtram informação.

O estudo When Will Artificial Intelligence Exceed Human Performance? levado a cabo por investigadores da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Oxford (Reino Unido), recolheu opiniões de 352 cientistas e especialistas que acreditam que daqui a 45 anos há 50% de probabilidade das tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por um sistema de inteligência artificial. O relatório indica que a IA está a progredir a uma velocidade nunca antes vista e que pode mudar completamente a sociedade como a conhecemos, desde saúde a transportes, passando pela economia e ciência.
As questões feitas pelos investigadores foram realizadas com o objetivo de determinar, numa linha temporal, a superação de tarefas típicas do ser humano por máquinas. Dentro de algumas décadas, é provável que a IA permita dominar trabalhos e procedimentos cada vez mais complexos, como cirurgias ou até a escrita de best sellers. A definição Máquinas de Alto Nível de Inteligência – máquinas que conseguem completar tarefas de forma mais eficaz e econômicas do que o ser humano – serviu de base para as considerações dos inquiridos.

As conclusões foram significativas. Segundo os resultados, metade aponta como provável que dentro de 45 anos atividades humanas vão conseguir ser superadas por sistemas de IA, sendo que em cerca de 10% das probabilidades a data reduz mesmo para nove anos. Em relação à automatização total do trabalho, os horizontes são mais longínquos: há 50% de probabilidades que aconteça daqui a 122 anos e 10% de chances de acontecer em menos de 20 anos.

Previsões de datas onde o desempenho humano poderá ser ultrapassado pelas máquinas
2024
Transcrever um discurso
2026
Realizar trabalhos escolares (Ensino Secundário)
2027
Conduzir um camião
2031
Trabalhar como um vendedor de comércio a retalho
2049
Escrever um best seller do The New York Times
2053
Trabalhar como um cirurgião
2138
Automatização total do trabalho
Em 2016, um romance criado por um programa de IA passou a primeira fase de seleção para Premio Nacional de Literatura Japonês. O Dia Em Que Um Computador Escreve Um Romance não foi o vencedor, mas mostrou um desenvolvimento significativo.

Noel Sharkey, um especialista em robótica da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, mostra algum ceticismo. “Resultados de estudos sobre o futuro podem ser úteis dentro de um intervalo de cinco a dez anos: isso é um futuro previsível”, explica à BBC. “Uma vez que vamos mais longe que isso, é pura especulação”.

O especialista vê como inevitável a superação das máquinas sobre os humanos em vários campos, mas não acredita que a inteligência artificial possa sequer ser comparada à humana. “Não sei se alguma vez [uma máquina] será capaz de se levantar de manhã e perceber se o meu cão precisa de ir à rua ou tomar decisões humanas significativas”, esclarece.

Os alertas de Stephen Hawking quando vivo
Já não é a primeira vez que o famoso físico britânico se se manifestava sobre esta questão. Segundo Stephen Hawking, a criação de máquinas inteligentes pode constituir uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. Até agora, a inteligência artificial tem-se revelado útil em vários campos, mas a longo prazo “tornar-se-ia independente e redesenhar-se-ia a uma velocidade ainda maior”, disse nos finais de 2014, à BBC. “Os humanos, que estão limitados pela sua evolução biológica, não podem competir [com a inteligência artificial] e seriam ultrapassados”, acrescentou.

“O risco com a IA não é a malícia, mas a competência”, afirmou ainda o físico numa entrevista ao The Times. “Uma IA super-inteligente será extremamente boa a atingir os seus objetivos e se estes não estiverem alinhados com os nossos, teremos problemas”. Apesar da conjuntura, o físico mantém-se otimista, pois acredita que a espécie humana estará à altura dos seus desafios.
Mesmo Elon Musk, conhecido pelas suas inclinações futuristas, pensa que alcançar “uma simbiose entre inteligência humana e a máquina” que permita evitar que a raça humana se torne irrelevante. As declarações foram feitas a fevereiro deste ano no World Government Summit, no Dubai.
Fonte: O Observador

14.087 – Contos e Poesia – Qual é a Terra de Palmeiras onde Canta o Sabiá?


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“Canção do Exílio” é uma poesia romântica de Gonçalves Dias escrita em 1843 e introduzida na obra lírica Primeiros cantos, de 1846. Foi produzida no primeiro momento do Romantismo no Brasil, época na qual se vivia uma forte onda de nacionalismo, que se devia ao recente rompimento do Brasil colônia com Portugal. O poeta trata, neste sentido, de demonstrar aversão aos valores portugueses e ressaltar os valores naturais do Brasil.

Há uma presença de dêixis espacial, quanto aos dêiticos com referência aos elementos lugares citados no texto: ”minha terra” (Brasil – Maranhão), ”aqui” (Portugal – Coimbra), ”lá” (Brasil – Maranhão).

Apesar de ser um texto de profunda glorificação à pátria, o poema possui total ausência de adjetivos qualificativos. São os advérbios “lá, cá, aqui” que nos localizam geograficamente no poema. Formalmente, o poema apresenta redondilhas maiores (sete sílabas em cada verso) e rimas oxítonas (lá, cá sabiá), com a exceção da segunda estrofe.

Quando Gonçalves Dias escreveu este poema, cursava a Faculdade de Direito de Coimbra, em julho de 1843. Vivia, desta forma, um exílio físico e geográfico. Tradicionalmente, esta é a situação do exílio.
O poema foi reciclado no Hino Nacional Brasileiro (no trecho “Nossos bosques têm mais vida; Nossa vida (em teu seio) mais amores”, do segundo parágrafo da segunda parte) e na Canção Militar do Expedicionário (no trecho “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra; Sem que volte para lá”, da segunda estrofe).

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras;
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

14.086 – Fitness – Quanto se gasta a cada exercício


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O gasto calórico de cada atividade é calculado com base no nível de condicionamento físico de cada indivíduo. Temos também outros fatores como: idade, peso corporal e estatura da pessoa.
Logo, os valores apresentados nas tabelas de gasto calórico são na verdade um cálculo médio.
O gasto calórico dos exercícios varia de acordo com o peso da pessoa e intensidade da atividade física, no entanto os exercícios que normalmente gastam mais calorias são corrida, pular corda, natação, jogar polo aquático e andar de patins, por exemplo.
Em média, uma pessoa de 50 kg gasta mais de 600 calorias por hora ao correr numa esteira, enquanto que quem tem cerca de 80 kg gasta cerca de 1000 calorias por hora para esta mesma atividade. Isso acontece porque quanto mais peso a pessoa tem, mais esforço seu corpo precisa fazer para garantir que não falte oxigênio e energia em todas as células do corpo.
Outros exemplos de exercícios que queimam muitas calorias são musculação intensa, futebol de salão, tênis, boxe, judô e jiu-jitsu, por exemplo. Porém, mais importante que começar a praticar um exercício só porque ele queima muitas calorias, é saber se alimentar bem, gostar do tipo de atividade que irá fazer e se dedicar praticando pelo menos 3 vezes por semana, durante 1 hora, ou diariamente durante 30 minutos, porque a regularidade do exercício também é importante para perder peso.
É possível aumentar a quantidade de calorias que se gasta por dia aumentando o metabolismo do corpo e aumentando os músculos, porque quanto mais massa magra a pessoa tiver, mais calorias ela irá gastar.

O que influencia o gasto calórico
O gasto calórico depende de alguns fatores relacionados com a pessoa e com o tipo de exercício, como:

Peso e estrutura corporal;
Altura;
Intensidade, tipo e duração da atividade física;
Idade;
Nível de condicionamento.
Assim, para saber a quantidade de calorias que cada pessoa gasta por dia é importante levar em consideração todos esses fatores. Além disso, é importante que sejam calculadas, pelo nutricionista, a quantidade de calorias que devem ser consumidas por dia para que haja emagrecimento, levando também em consideração hábitos de vida, idade, altura e peso.
A melhor forma de queimar mais calorias e emagrecer é adotar hábitos de vida saudáveis, praticando atividade física de forma intensa e regular e possuindo uma alimentação equilibrada e voltada para o objetivo, sendo, por isso, importante ter acompanhamento nutricional.

É importante também realizar uma atividade física que seja adequada aos hábitos e gosto da pessoa, pois assim é possível que a pessoa mantenha-se sempre motivada e realize o exercício de forma regular. Saiba como escolher o melhor esporte de acordo com o estilo de vida.
Ao começar a praticar algum tipo de atividade física aliada a uma alimentação saudável, o metabolismo é estimulado, favorecendo o gasto de calórico e promovendo o emagrecimento. Basicamente, quanto mais calorias a pessoa gasta fazendo um exercício, mais ela emagrece, mas quanto mais motivada a pessoa estiver, maior será seu esforço e isso irá queimar mais calorias.

14.085 – Farmacologia – A Silimarina


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É um fármaco utilizado pela medicina como protetor do fígado. É um composto extraído do fruto da Silybum marianum. Deve ser comercializado na forma de extrato seco padronizado, contendo flavonoides.
Age aumentando a síntese de RNA e também impedindo a peroxidação dos lipidos da membrana celular e dos organelos dos hepatócitos.
Hoje em dia, a Silimarina é muito usada por pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool, pois ela protege o fígado atacado fortemente pelo álcool, e também usada por atletas que fazem uso de anabolizantes que atacam o fígado.
Silibinina é o principal componente ativo da silimarina, que é extraida da planta medicinal Silybum marianum, é uma espécie de planta com flor pertencente à família Compostae.
A autoridade científica da espécie é (L.) Gaertn., tendo sido publicada em De Fructibus et Seminibus Plantarum
É utilizado no tratamento e prevenção de doenças do fígado através de sua ação anti-hepatotóxica.
Fígado (do latim ficatu) é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. Funciona tanto como glândula exócrina, liberando secreções num sistema de canais que se abrem numa superfície externa, como glândula endócrina, uma vez que também libera substâncias no sangue ou nos vasos linfáticos. Localiza-se no hipocôndrio direito, epigástrio e pequena porção do hipocôndrio esquerdo, sob o diafragma e seu peso aproximado é cerca de 1,3-1,5 kg no homem adulto e um pouco menos na mulher.
Na primeira infância é um órgão tão grande, que pode ser sentido abaixo da margem inferior das costelas, ao lado direito.

Funções
Em algumas espécies animais o metabolismo alcança a atividade máxima logo depois da alimentação; isto lhes diminui a capacidade de reação a estímulos externos. Em outras espécies, o controle metabólico é estacionário, sem diminuição desta reação. A diferença é determinada pelo fígado e sua função reguladora, órgão básico da coordenação fisiológica.

Entre algumas das funções do fígado, podemos citar[4][5]:

produção de bile;
síntese do colesterol;
conversão de amônia em ureia;
desintoxicação do organismo;
síntese de protrombina e fibrinogênio (fatores de coagulação do sangue);
destruição das hemácias;
síntese, armazenamento e quebra do glicogênio;
emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile;
lipogênese, a produção de triacilglicerol (gorduras);
armazenamento das vitaminas A, B12, D, E e K;
armazenamento de alguns minerais como o ferro;
síntese de albumina (importante para a osmolaridade do sangue);
síntese de angiotensinógeno (hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina);
reciclagem de hormônios;
no primeiro trimestre de gestação é o principal produtor de eritrócitos, porém perde essa função nas últimas semanas de gestação.

Uma usina de processamento
Além das funções citadas acima, este órgão efetua aproximadamente 220 funções diferentes, todas interligadas e correlacionadas. Para o entendimento do funcionamento dinâmico e complexo do fígado, podemos dizer que uma das suas principais atividades é a formação e excreção da bile.
as células hepáticas produzem em torno de 1,5 l por dia, descarregando-a através do ducto hepático. A transformação de glicose em glicogênio, este conhecido como amido animal, e seu armazenamento, se dá nas células hepáticas. Ligada a este processo, há a regulação e a organização de proteínas e gorduras em estruturas químicas utilizáveis pelo organismo da concentração dos aminoácidos no sangue, que resulta na conversão de glicose, esta utilizada pelo organismo no seu metabolismo. Neste mesmo processo, o subproduto resulta em ureia, eliminada pelo rim. Além disso, paralelamente existe a elaboração da albumina, e do fibrinogênio, isto tudo ao mesmo tempo em que ocorre a desintegração dos glóbulos vermelhos. Durante este processo, também age em diversos outros, tudo simultaneamente, destruindo, reprocessando e reconstruindo, como se fossem vários órgãos independentes, por exemplo, enquanto destrói as hemácias, o fígado forma o sangue no embrião; a heparina; a vitamina A a partir do caroteno, entre outros.
O fígado, além de produzir em seus processos diversos elementos vitais, ainda age como um depósito, armazenando água, ferro, cobre e as vitaminas A, vitamina D e complexo B.
Durante o seu funcionamento produz calor, participando da regulação do volume sanguíneo; tem ação antitóxica importante, processando e eliminando os elementos nocivos de bebidas alcoólicas, café, barbitúricos, gorduras entre outros. Além disso, tem um papel vital no processo de absorção de alimentos.
As impurezas são filtradas pelo fígado, que destrói as substâncias tissulares transportadas pelo sangue. Os lipídios, glicídios, proteínas, vitaminas, etc, vindos pelo sangue venoso, são transformados em diversos subprodutos. Os glicídeos são convertidos em glicose, que metabolizada se converte em glicogênio, e, novamente convertida em açúcar que é liberado para o sangue quando o nível de plasma cai. As células de Kupffer, que se encontram nos sinusoides, agem sobre as células sanguíneas que já não têm vitalidade, e sobre bactérias, sendo decompostas e convertidas em hemoglobina e proteínas, gerando a bilirrubina, que é coletada pelos condutores biliares, que passam entre cordões dessas células que segregam bílis; esta, por sua vez, vai se deslocando para condutos de maior calibre, até chegar ao canal hepático, (também chamado de ducto hepático, ou duto hepático); neste, une-se numa forquilha em forma de Y com o ducto cístico, chegando à vesícula biliar. Da junção em Y, o ducto biliar comum estende-se até o duodeno, primeiro trecho do intestino delgado, onde a bílis vai se misturar ao alimento para participar da digestão. O alimento decomposto atravessa as paredes permeáveis do intestino delgado e suas moléculas penetram na corrente sanguínea. A veia porta conduz estas ao fígado, que as combina e recombina, enviando-as para o resto do organismo.
Em casos de impactos muito fortes, pode haver ruptura da cápsula que recobre o fígado, com a imediata laceração do tecido do órgão. As lesões em geral são alarmantes e de extrema gravidade, podendo ser muitas vezes fatais, devido à enorme quantidade de sangue que pode ser perdida, dado o grande número de vasos sanguíneos que compõem o órgão. Se em caso de acidente grave, e consequente lesão, a pessoa sobreviver, o fígado geralmente demonstrará alto e rápido poder de regeneração.

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14.082 – Odontologia – Aspirina pode regenerar dente após cárie


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Cientistas na Irlanda do Norte afirmam ter desenvolvido um tratamento de regeneração dental que usa o ácidoacetilsalicílico, substância comercialmente conhecida como aspirina.
Pesquisadores da Universidade Queen’s, em Belfast, usaram o produto para estimular células-tronco nos dentes, o que aumentou o potencial de regeneração. Eles acreditam que o tratamento com aspirina pode resultar em menos cáries e obturações no futuro.
Na Irlanda do Norte, 72% dos adolescentes de 15 anos tinham cáries em 2016, de acordo com um estudo da Associação Odontológica Britânica.
Nossos dentes têm capacidade limitada de regeneração. Produzem uma camada fina de dentina, logo abaixo do esmalte, se a polpa dental é exposta, mas não conseguem consertar uma grande cavidade.
É por isso que dentistas usam obturações, que podem necessitar de substituição várias vezes durante a vida do dente.
Mas Ikhlas El Karim, professora da Faculdade de Medicina da Queen’s University, cujas pesquisas giram em torno do uso de células-tronco, diz ter descoberto que a aspirina “turbina” essas células no processo de regeneração.
Depois de analisar dados de pesquisas anteriores, a equipe da Queen’s University usou aspirina líquida sobre células-tronco em uma placa de Petri e diz ter encontrado “evidências materiais e genéticas de que isso produziu dentina”.
Mas, segundo Ikhlas, o próximo passo é descobrir um método para aplicar a aspirina no dente de forma adequada.
“Precisamos colocar o produto (no dente cariado) de forma que possa ser liberado durante um longo período de tempo. Se simplesmente colocarmos aspirina em uma cárie hoje, ela será facilmente lavada.”
“Não estamos encorajando esse uso simplório, mas sim o de um produto final para ser usado por um dentista, não um paciente”, acrescenta a cientista.
Mas Ihklas ressalta que o fato de a aspirina já ser uma droga disponível no mercado ajudará o desenvolvimento de um tratamento.
“Não precisaremos de 10 ou 20 anos para fazer testes clínicos. Há imenso potencial para mudarmos a forma como abordamos um dos maiores desafios odontológicos que temos.”
“E esse método não só aumenta a sobrevivência dos dentes, mas pode resultar em uma imensa economia para sistemas de saúde pública ao redor do mundo.”

Robótica – Pesquisadores criam pele para robôs que pode regenerar seus circuitos sozinha
Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, podem ter encontrado uma solução para tornar os robôs mais resistentes. Trata-se de uma pele artificial feita de material híbrido e que pode se regenerar sozinha, permitindo a reconexão automática de circuitos. A expectativa é que a solução torne o reparo das máquinas mais barato, combatendo falhas elétricas comuns.
De acordo com a publicação da PhysicsWorld, a solução proposta pelos pesquisadores envolve um tipo de polímero. No entanto, para que o material se torne flexível e resistente a danos, são inseridas micro gotas de uma liga metálica à base de gálio-índio em uma casca macia e elástica. Com isso, cria-se um material híbrido “sólido-líquido” com propriedades macias, eletricamente isolantes e que pode se regenerar diversas vezes.
A “mágica” da solução proposta é a seguinte: quando há um dano no material desta pele robótica, as gotículas de metal presentes no material se rompem para formar novas conexões e redirecionar os sinais elétricos sem interrupção. Assim, as máquinas conseguem continuar as suas operações. De acordo com o chefe da pesquisa, Carmel Majidi, a inspiração para a técnica vem do sistema nervoso humano e sua capacidade de autorregeneração.
Embora o uso de materiais que se “curam” não seja uma novidade na indústria, há uma diferença importante em relação ao proposto pelos cientistas da universidade americana. A maior parte dos compostos atuais demandam exposição ao calor, aumento de umidade ou remontagem manual para que a recuperação ocorra. Já o composto híbrido pode fazer tudo automaticamente, reduzindo custos.

Além do uso em robôs, a equipe da Universidade de Carnegie Mellon acredita que o material também pode ser útil em computadores portáteis e dispositivos vestíveis. A tecnologia também pode ajudar a tornar realidade smartphones flexíveis, tão especulados para os próximos anos, uma vez que sua capacidade regenerativa pode ser usada para recuperar os circuitos internos dos aparelhos.
Apesar dessas características, ainda há espaço para avanços, especialmente no que diz respeito à danos estruturais e mecânicos. Segundo a equipe de pesquisadores norte-americano, o foco agora é desenvolver um material igualmente macio e flexível, mas que pode se regenerar de defeitos físicos.

14.081 – Biologia – Como os animais trocam informações


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A comunicação animal é a transferência de informação de um ou de um grupo de animais (remetentes) para um ou mais animais (receptores) que afetam o comportamento atual ou futuro dos receptores. As informações podem ser enviadas intencionalmente, como em uma exibição de corte, ou involuntariamente, como na transferência de perfume de predador para presa. As informações podem ser transferidas para uma “audiência” de vários receptores. Comunicação animal é uma área de rápido crescimento de estudo em disciplinas, incluindo comportamento animal, sociobiologia, neurobiologia e cognição animal. A teoria da sinalização revela que, para que um sinal seja mantido na população, tanto o remetente como o receptor geralmente devem receber algum benefício da interação. A produção de sinal por remetentes e a percepção e a resposta subsequente dos receptores são pensadas para coevolver. A forma mais conhecida de comunicação envolve a exibição de partes do corpo distintivas ou movimentos corporais distintos. Muitas vezes estes ocorrem em combinação, então um movimento atua para revelar ou enfatizar uma parte do corpo. Um exemplo notável é a apresentação da Gaivota de arenque para seu filhote como sinal de alimentação. Como muitas gaivotas, a gaivota de arenque tem uma conta de cor brilhante, amarela com uma mancha vermelha na mandíbula inferior. Quando o pai retorna ao ninho com comida, fica acima da fêmea e bate a conta no chão; Isso provoca uma resposta do filhote com fome, o que estimula os pais a regurgitar os alimentos. O sinal completo, portanto, envolve uma característica morfológica distinta (parte do corpo), a mancha vermelha e um movimento distintivo (tocando no chão), o que torna a mancha vermelha altamente visível para o filhote. Enquanto todos os primatas usam alguma forma de gesto,Frans de Waal concluiu que macacos e seres humanos são únicos na medida em que eles usam gestos intencionais para se comunicar. Ele testou a hipótese de que os gestos evoluem para a linguagem ao estudar os gestos dos bonobos e dos chimpanzés.
Os gestos faciais desempenham um papel importante na comunicação animal. Muitas vezes, um gesto facial é um sinal de emoção. Os cães, por exemplo, expressam raiva por grunhidos e mostrando os dentes. Em alarme, seus ouvidos levantam, com medo, os ouvidos se abaixam enquanto os cães expõem os dentes levemente e estalam os olhos. Jeffrey Mogil estudou as expressões faciais dos ratos durante incrementos de dor crescente; Havia cinco expressões faciais reconhecíveis; Aperto orbital, protuberância no nariz e bochecha e mudanças no transporte de orelha e bigodes.
Os animais sociais coordenam sua comunicação monitorando a orientação de cabeça e olho uns dos outros. Esse comportamento tem sido reconhecido como um componente importante da comunicação durante o desenvolvimento humano, e o acompanhamento do olhar recebeu recentemente muita atenção em animais. Estudos foram realizados em macacos, cachorros, aves e tartarugas, e se concentraram em duas tarefas diferentes: “seguir o olhar de outro para o espaço distante” e “seguir o olhar de outro geometricamente em torno de uma barreira visual, por exemplo, reposicionando-se para seguir uma sugestão de olhar diante de uma barreira que bloqueie sua visão “. A primeira habilidade foi encontrada entre uma ampla gama de animais, enquanto o segundo foi demonstrado apenas para macacos, cães, lobos e corvos. Tenta demonstrar este “olhar geométrico seguinte” no sagui e o ibis deu resultados negativos. A mudança de cor pode ser separada em mudanças que ocorrem durante o crescimento, o desenvolvimento, aqueles desencadeados pelo humor, contexto social ou fatores abióticos, como a temperatura. Estes são vistos em muitas taxas. Alguns cefalópodes, como o polvo e o choco, possuem células de pele especializadas (cromatóforos) que podem alterar a cor aparente, a opacidade e a reflexão da pele deles.[5] Além do uso deles para camuflagem, mudanças rápidas na cor da pele são usadas durante a caça e nos rituais de namoro.O choco pode exibir simultaneamente dois sinais completamente diferentes dos lados opostos do corpo. Quando um choco macho atende uma fêmea na presença de outros machos, ele mostra um padrão masculino de frente para a fêmea e um padrão feminino de frente para enganar outros machos.Alguns sinais de cor ocorrem em ciclos, por exemplo, quando um babuíno fêmea começa a ovular, sua área genital incha e fica vermelho brilhante / rosa, isto indica aos machos que está pronta para se acasalar.
A comunicação pela produção de luz ocorre comumente em vertebrados e invertebrados nos oceanos, particularmente nas profundezas (por exemplo, peixe pescador). Duas formas bem conhecidas de bioluminescência terrestre ocorrem em vagalumes e vermes brilhantes. Outros insetos, larvas de insetos, anidratos, aracnídeos e até espécies de fungos possuem habilidades bioluminescentes. Alguns animais bioluminescentes produzem a própria luz, enquanto outros têm uma relação simbiótica com bactérias bioluminescentes.
Muitos animais se comunicam através da vocalização. A comunicação vocal serve para muitos propósitos, incluindo rituais de acasalamento, chamadas de alerta, transmissão de localização de fontes alimentares e aprendizagem social. Em várias espécies, os machos realizam chamadas durante os rituais de acasalamento como uma forma de competição contra outros machos e para sinalizar as fêmeas. Exemplos incluem morcegos com cabeça de martelo, veados vermelhos, baleias jubarte, elefantes e aves cantoras.O macaco vervet dá uma chamada de alarme distinta para cada um dos seus quatro predadores diferentes, e as reações de outros macacos variam adequadamente de acordo com a chamada. Por exemplo, se uma chamada de alarme sinaliza um píton, os macacos escalam nas árvores, enquanto o alarme para a águia, faz com que os macacos busquem um esconderijo no chão. Os cães de pradaria também usam chamadas complexas que sinalizam diferenças de predadores. De acordo com Con Slobodchikoff e outros, chamadas de cães de pradaria comunicam o tipo, tamanho e velocidade de um predador que se aproxima.Nem todos os animais utilizam a vocalização como meio de comunicação auditiva. Muitos artrópodes esfregam peças especiais do corpo para produzir som. Isso é conhecido como estridulação. Gafanhotos são bem conhecidos por isso, mas muitos outros usam estridulação também, incluindo crustáceos, aranhas, escorpiões, vespas, formigas, besouros, borboletas, mariposas, milipédios e centopédias. Outro meio de comunicação auditiva é a vibração de bexigas de natação em peixes ósseos. A estrutura das bexigas de natação e os músculos sônicos anexados variam muito em famílias de peixes ósseos, resultando em uma grande variedade de sons. As partes do corpo impressionantes em conjunto também podem produzir sinais auditivos. Um exemplo bem conhecido disso é a vibração da ponta da cauda de cascavéis como um sinal de aviso. Outros exemplos incluem as batidas de em gorilas. Apesar de ser o método de comunicação mais antigo, a comunicação química é uma das formas menos compreendidas devido, em parte, à abundância de produtos químicos em nosso ambiente e à dificuldade de detectar e medir todos os produtos químicos em uma amostra.
A eletrocomunicação é uma forma rara de comunicação em animais. É visto principalmente em animais aquáticos, embora alguns mamíferos terrestres, notadamente o ornitorrinco e os echidnas, detectem campos elétricos que possam ser usados para a comunicação. O toque é um fator chave em muitas interações sociais. Aqui estão alguns exemplos:

Luta: Em uma luta, o toque pode ser usado para desafiar um oponente e coordenar movimentos durante a luta. Também pode ser usado pelo perdedor para indicar a submissão.
Acasalamento: Os mamíferos muitas vezes iniciam o acasalamento, preparando-se, acariciando ou esfregando um contra o outro. Isso proporciona a oportunidade de aplicar sinais químicos e avaliar aqueles excretados pelo potencial parceiro. O toque também pode anunciar a intenção do macho de montar a fêmea, como quando um Canguru macho agarra a cauda de uma fêmea. Durante o acasalamento, os estímulos de toque são importantes para posicionamento em pares, coordenação e estimulação genital.
Integração social: O toque é amplamente utilizado para a integração social, um uso que é tipificado pela preparação social de um animal por outro. A higiene social tem várias funções: ele remove parasitas e escombros do animal preparado, reafirma o vínculo social ou a relação hierárquica entre os animais, e da ao líder a oportunidade de examinar as pistas olfativas sobre o indivíduo preparado, talvez adicionando outros. Esse comportamento foi observado em insetos sociais, aves e mamíferos.
Forrageamento: Algumas espécies de formigas recrutam colegas de trabalho para novas descobertas de alimentos primeiro tocando-as com suas antenas e pernas dianteiras, levando-as à fonte de alimento enquanto mantêm contato físico. Outro exemplo disto é a dança das abelhas meladas.
A comunicação sísmica é a troca de informações usando sinais de vibração autogerados transmitidos através de um substrato, como o solo, a água, teias de aranha, hastes de plantas ou uma lâmina de grama. Esta forma de comunicação tem várias vantagens, por exemplo, pode ser enviada independentemente dos níveis de luz e ruído, e geralmente tem um curto alcance e uma curta persistência, o que pode reduzir o perigo de detecção por predadores. O uso da comunicação sísmica é encontrado em muitos taxa, incluindo sapos, ratos cangurus, ratos mole, abelhas,nematoides e outros. Tetraploides geralmente fazem ondas sísmicas batendo no chão com uma parte do corpo, um sinal que é percebido pelo saco do receptor. O sacculo é um órgão na orelha interna contendo um saco membranoso que é usado para o equilíbrio, mas também pode detectar ondas sísmicas em animais que usam essa forma de comunicação. As vibrações podem ser combinadas com outros tipos de comunicação.
Uma série de cobras diferentes tem a capacidade de detectar a radiação térmica infravermelha (IR), o que permite que esses répteis obtenham imagens térmicas do calor radiante emitido por predadores ou presas em comprimentos de onda entre 5 e 30 μm. A precisão deste sentido é tal que uma serpente pode direcionar seu ataque para as partes do corpo vulneráveis ​​de uma presa. Os poços faciais que permitiram a termorregulação sofreram evolução paralela em víboras e pítons, tendo evoluído uma vez em víboras e várias vezes em pítons.
A eletrofisiologia da estrutura é semelhante entre linhagens, mas difere na anatomia da estrutura bruta. Mais superficialmente, os víboras possuem um grande órgão de cada lado da cabeça, entre o olho e a narina, enquanto em pitons têm três ou mais poços comparativamente menores que revestem a parte superior e às vezes o lábio inferior, dentro ou entre as escamas. Os das víboras são os mais avançados, com uma membrana sensorial suspensa em oposição a uma estrutura de poço simples. Dentro da família Viperidae, o órgão do poço é visto apenas na subfamília Crotalinae. Apesar da detecção de radiação IR, o mecanismo IR dos poços é diferente dos fotorreceptores. Enquanto os fotorreceptores detectam a luz através de reações fotoquímicas, a proteína nos poços faciais das cobras é um canal iônico sensível à temperatura. Ele detecta os sinais infravermelhos através de um mecanismo que envolve o aquecimento do órgão do poço, ao invés de reação química à luz.
Autocomunicação é um tipo de comunicação em que o remetente e receptor são o mesmo indivíduo. O remetente emite um sinal que é alterado pelo ambiente e eventualmente é recebido pelo mesmo indivíduo. O sinal alterado fornece informações que podem indicar alimentos, predadores ou conspeciais. Como o remetente e o receptor são o mesmo animal, a pressão de seleção maximiza a eficácia do sinal, isto é, o grau em que um sinal emitido é identificado corretamente por um receptor, apesar da distorção de propagação e do ruído. Existem dois tipos de autocomunicação. A primeira é a electrolocação ativa encontrada nos peixes elétricos Gymnotiformes, elefante (Mormyridae) e também no ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus). O segundo tipo de autocomunicação é a equalização, encontrada em morcegos.
Comunicação durante as disputas: A comunicação animal desempenha um papel vital na determinação do vencedor da disputa sobre um recurso. Muitas espécies têm sinais distintos que indicam agressão, vontade de atacar ou sinais para transmitir o recuo durante competições sobre alimentos, territórios ou companheiros.
Rituais de acasalamento: Os animais produzem sinais para atrair a atenção de um possível parceiro ou para solidificar par de ligações. Estes sinais envolvem frequentemente a exibição de partes ou posturas do corpo. Por exemplo, uma gazela assumirá poses características para iniciar o acasalamento. Os sinais de acasalamento também podem incluir o uso de sinais olfativos ou chamadas únicas para uma espécie. Os animais que formam uniões de par duráveis ​​muitas vezes têm exibições simétricas que eles fazem um ao outro. Exemplos famosos são a apresentação mútua de juncos por grandes grebes de cristais estudados por Julian Huxley, as exibições de triunfo mostradas por muitas espécies de gansos e pinguins em seus locais de ninho e o espetacular cortejo exibido por pássaros do paraíso.
Conforme descrito acima, muitos gestos, posturas e sons de animais, transmitem significado para animais próximos. Estes sinais são frequentemente mais fáceis de descrever do que interpretar. É tentador, especialmente com animais domésticos e macacos, antropomorfizar, isto é, interpretar ações animais em termos humanos, mas isso pode ser bastante enganador. Por exemplo, o “sorriso” de um macaco é muitas vezes um sinal de agressão. Além disso, o mesmo gesto pode ter diferentes significados dependendo do contexto dentro do qual ele ocorre. Por exemplo, o aborrecimento e a postura da cauda de um cão doméstico podem ser usados ​​de maneiras diferentes para transmitir muitos significados, como ilustrado em Charles Darwin’s The Expression of the Emotions in Man and Animals publicado em 1872.
. Existem também mudanças comportamentais que atuam de forma semelhante à coloração de advertência. Por exemplo, caninos como lobos e coiotes podem adotar uma postura agressiva, como grunhir com os dentes descobertos, para indicar que irão lutar, se necessário, e cascavéis usam seu chocalho bem conhecido para alertar potenciais predadores de sua mordida venenosa. Às vezes, uma mudança comportamental e uma coloração de advertência serão combinadas, como em certas espécies de Anfíbios que têm a maior parte de seu corpo colorido para se misturar com os arredores, exceto por uma barriga de cores vivas. Quando confrontados com uma ameaça potencial, eles mostram sua barriga, indicando que eles são venenosos de alguma forma.
Normalmente, os predadores tentam reduzir a comunicação para presas, pois geralmente isso reduzirá a eficácia de sua caça. No entanto, algumas formas de comunicação de predadores para presas ocorrem de maneiras que alteram o comportamento da presa e tornam sua captura mais fácil. Um exemplo bem conhecido é o Peixe-pescador-das-profundezas, um predador de emboscada que espera que sua presa venha a ele. Possui um crescimento bioluminescente carnudo que se projeta da sua testa, que pende na frente de suas mandíbulas. Pequenos peixes tentam tomar a atração, colocando-se em uma posição melhor para o peixe pescador para pegá-los. Outro exemplo de comunicação enganosa é observado no gênero das aranhas de salto (Myrmarachne). Estas aranhas são comumente referidas como “aranhas mímicas” por causa da maneira como elas agitam suas pernas dianteiras no ar para simular antenas.
Várias maneiras pelas quais os seres humanos interpretam o comportamento dos animais, ou dão comandos para eles, são consistentes com a definição de comunicação entre índices. A interpretação habilmente das comunicações animais pode ser fundamental para o bem-estar dos animais que são atendidos ou treinados por humanos. Por exemplo, os comportamentos que indicam dor precisam ser reconhecidos. Na verdade, a sobrevivência do animal e do seu cuidador humano pode estar em jogo se, por exemplo, um humano não reconhecer um sinal de ataque iminente.

Desde o final da década de 1990, um cientista, Sean Senechal, vem desenvolvendo, estudando e usando a linguagem visível e expressiva aprendida em cães e cavalos. Ao ensinar a esses animais uma linguagem gestual (humana), os animais foram encontrados para usar os novos sinais por conta própria para obter o que eles precisam. [30] Os recentes experimentos em linguagem animal são talvez a tentativa mais sofisticada ainda para estabelecer a comunicação humano / animal, embora sua relação com a comunicação animal natural seja incerto.
No caso da comunicação, uma importante discussão de John Krebs e Richard Dawkins estabeleceu hipóteses para a evolução de tais comunicações aparentemente altruístas ou mutualistas, como chamadas de alarme e sinais de namoro, que emergem sob seleção individual. Isso levou à percepção de que a comunicação nem sempre pode ser “honesta” (na verdade, há alguns exemplos óbvios onde não é, como em mimética). A possibilidade de uma comunicação desonesta evolutivamente estável tem sido objeto de muita controvérsia, com Amotz Zahavi em particular, argumentando que não pode existir no longo prazo. Os sociobiologistas também se preocuparam com a evolução de estruturas de sinalização aparentemente excessivas, como a cauda do pavão. É amplamente pensado que estes só podem surgir como resultado da seleção sexual, o que pode criar um processo de feedback positivo que leva ao rápido exagero de uma característica que confere uma vantagem em uma situação competitiva de seleção de parceiros.
Os etólogos e os sociobiologistas analisaram de forma característica a comunicação animal em termos de respostas mais ou menos automáticas aos estímulos, sem levantar a questão de saber se os animais em questão entendem o significado dos sinais que eles emitem e recebem. Essa é uma questão-chave na cognição animal. Existem alguns sistemas de sinalização que parecem exigir um entendimento mais avançado. Um exemplo muito discutido é o uso de chamadas de alarme por macacos vervet.Robert Seyfarth e Dorothy Cheney mostraram que esses animais emitem diferentes chamadas de alarme na presença de diferentes predadores (leopardos, águias e cobras), e os macacos que ouvem as chamadas respondem adequadamente – mas essa habilidade se desenvolve ao longo do tempo e também leva a Conta a experiência do indivíduo que emite a chamada. A metacomunicação, discutida acima, também parece exigir um processo cognitivo mais sofisticado.
Outra questão controversa é a medida em que os comportamentos humanos se assemelham à comunicação animal, ou se toda essa comunicação desapareceu como resultado da nossa capacidade linguística. Algumas das nossas características corporais – sobrancelhas, barbas e bigodes, vozes masculinas adultas profundas, talvez seios femininos – se assemelham bastante a adaptações à produção de sinais. Etólogos como Irenäus Eibl-Eibesfeldt argumentaram que gestos faciais, como sorrir, fazer caretas, e as sobrancelhas em saudação são sinais comunicativos humanos universais que podem estar relacionados a sinais correspondentes em outros primatas. Dado que a linguagem falada recentemente surgiu, é muito provável que a linguagem corporal humana inclua algumas respostas mais ou menos involuntárias que tenham uma origem similar à da comunicação que temos.
Os seres humanos também procuram frequentemente imitar os sinais comunicativos dos animais para interagir com eles. Por exemplo, os gatos têm uma resposta afiliada suave ao fechar lentamente os olhos. Os seres humanos muitas vezes imitam esse sinal para um gato de estimação para estabelecer um relacionamento tolerante. Acariciando e esfregar animais de estimação são todas ações que provavelmente funcionam através de seus padrões naturais de comunicação interespecífica.
Os cães mostraram capacidade de compreender a comunicação humana. Em tarefas de escolha de objetos, os cães utilizam gestos comunicativos humanos, como apontar e dirigir o olhar, a fim de localizar alimentos e brinquedos escondidos. Também foi demonstrado que os cães exibem um viés de olhar esquerdo ao olhar os rostos humanos, indicando que são capazes de ler as emoções humanas. É interessante notar que os cães não fazem uso da direção do olhar ou exibem o viés esquerdo do olhar com outros cães.

mostrando os dentes

14.080 – Linguística – Origem da Linguagem Humana


linguas
As linguas humanas são caracterizadas por ter uma articulação dupla (na caracterização do linguista francês André Martinet). Isso significa que expressões linguísticas complexas podem ser divididas em elementos significativos (como os morfemas e as palavras), que por sua vez são compostos de elementos fonéticos mais pequenos que afetam o significado, chamados fonemas. Os sinais de animais, no entanto, não apresentam essa estrutura dupla
Em geral, as emissões de animais são respostas a estímulos externos e não se referem a assuntos removidos no tempo e no espaço. As questões de relevância à distância, como as fontes de alimentos distantes, tendem a ser indicadas a outros indivíduos pela linguagem corporal, por exemplo, a atividade do lobo antes de uma caçada ou a informação transmitida na linguagem da dança das abelhas. Por isso, não está claro até que ponto as expressões são respostas automáticas e até que ponto a intenção deliberada desempenha um papel.
Em contraste com a linguagem humana, os sistemas de comunicação animal geralmente não são capazes de expressar generalizações conceituais. (Cetáceos e alguns primatas podem ser excepções notáveis).
As línguas humanas combinam elementos para produzir novas mensagens (uma propriedade conhecida como criatividade). Um fator nisso é que muito crescimento da linguagem humana baseia-se em idéias conceituais e estruturas hipotéticas, sendo ambas as capacidades maiores do que os animais. Isso parece muito menos comum em sistemas de comunicação animal, embora pesquisas atuais sobre cultura animal ainda sejam um processo contínuo com muitas novas descobertas.
Uma área recente e interessante de desenvolvimento é a descoberta de que o uso da sintaxe na linguagem e a capacidade de produzir “frases”, também não se limita aos seres humanos. A primeira boa evidência de sintaxe em não-humanos, relatada em 2006, é o maior macaco com nariz (Cercopithecus nictitans) da Nigéria. Esta é a primeira evidência de que alguns animais podem tomar unidades de comunicação discretas e construí-las em uma seqüência que então traz um significado diferente das “palavras” individuais:
Os maiores macacos com nariz pontilhado têm dois sons de alarme principais. Um som conhecido como o “pyow” avisa contra um leopardo à espreita, e um som de tosse que os cientistas chamam de “hack” é usado quando uma águia está voando nas proximidades.
“Observacionalmente e experimentalmente, demonstramos que esta seqüência [de até três” aberturas “seguido de até quatro” hacks “] serve para desencadear o movimento de grupo. A seqüência desse som significa algo como ” vamos! ” [Um comando dizendo aos outros para se mover]. As implicações são que os primatas, pelo menos, podem ignorar a relação usual entre uma chamada de alarme individual e o significado que pode transmitir sob certas circunstâncias. A nosso conhecimento, esta é a primeira boa evidência de um sistema de comunicação natural semelhante a uma sintaxe em uma espécie não humana “.
Resultados semelhantes também foram relatados recentemente no macaco Mona de Campbell.
A origem da linguagem entre os humanos tem sido o tema de discussões acadêmicas desde alguns séculos. Apesar disso, não há consenso sobre a definitiva origem ou a idade da linguagem humana. Um problema faz com que o tema seja difícil de ser estudado: a óbvia falta de evidências diretas. Consequentemente, os especialistas que desejam estudar as origens da linguagem precisam inferir a partir de outros tipos de provas, tais como os registros fósseis, evidências arqueológicas, a partir da atual diversidade linguística, a partir de estudos sobre aquisição de linguagens, e das comparações entre a linguagem humana com sistemas de comunicação existentes entre outros animais, particularmente o que foi pesquisado em relação a outros primatas. Há quem argumente que as origens da linguagem provavelmente se relacionem estreitamente com as origens da modernidade comportamental, havendo, porém, pouco consenso sobre as implicações e o direcionamento dessa conexão.
A carência de evidências empíricas levou muitos estudiosos a encarar todo esse assunto como inadequado para um estudo sério. Em 1886, a “Société de Linguistique de Paris” baniu todos estudos antigos e mesmo os futuros sobre o assunto, uma proibição que se manteve influente na maior parte do mundo ocidental até o final do século XX.
Hoje, porém, há muitas hipóteses sobre como, por que, quando e onde a linguagem deve ter começado a emergir.
Parece que há muito mais concordância hoje do que o que havia cem anos atrás, quando a teoria da evolução de Charles Darwin com seu conceito de seleção natural, provocou uma onda de especulações acadêmicas sobre o tema.
Desde o início dos anos 90, porém, houve um crescimento do número de profissionais de linguística, arqueologias, psicologia, antropologia, etc. que procuraram se alinhar a novos métodos para solucionar o que alguns consideram o “mais difícil problema da ciência”.
Noam Chomsky é proeminente defensor da teoria da descontinuidade. Chomsky argumenta que uma oportunidade única de mutação ocorreu em um indivíduo por volta de 100 mil anos atrás, instantaneamente tendo sido instalada a faculdade de linguagem (um componente da mente-cérebro) numa forma “perfeita” “quase perfeita”. De acordo com este ponto de vista, a emergência da linguagem foi muito parecida com a formação de um cristal; “Infinidade Digital” foi o cristal semente em um cérebro de primata super-saturado, a ponto de desabrochar para a mente humana, pelas leis da física, uma vez que uma única peça pequena, mas crucial e, fundamental foi adicionada pela evolução. Entende-se, portanto, a partir dessa teoria que a linguagem se fez aparecer repentinamente na história da evolução humana.
Teorias com base na continuidade dominam os estudos atuais, mas a forma como isso é encarado varia. Dentre aqueles que vêem a linguagem como sendo principalmente inata, alguns – notadamente Steven Pinker— evitam a especulação sobre precursores dentre primatas não humanos, com forte insistência na teoria de que a faculdade da linguagem teria evoluído de forma gradual.

14.079 – Queda de nave israelense espalhou milhares de tardígrados pela Lua


tardígrado
Tardígrado vai sempre tarde

Qual é o bicho mais resistente que existe? Não, não são as baratas. Principalmente em um planeta onde vivem os tardígrados – simpáticos seres gorduchinhos como este que você vê na foto acima. Primos distantes dos artrópodes, eles costumam ter entre 0,5 e 1,2 milímetro de tamanho e sempre a mesma aparência: corpos rechonchudos de onde emergem oito pernas e pequenas mãozinhas – além de uma espécie de “esfíncter” onde deveria ser o rosto.
Eles, sim, já deram diversas provas de que merecem o título, sobretudo pela habilidade de viver tranquilamente em situações extremas. Índices de radiação que poderiam matar humanos; temperaturas escaldantes ou o frio Antártico, aridez extrema, longos períodos sem comer e até mesmo a queda de um asteroide. Nada disso é páreo para os tardígrados.
Sua capacidade de adaptação é tamanha que, em 2019, eles foram escolhidos para um experimento ousado. Uma nave israelense que tinha como destino final a Lua, a Beresheet, levou na bagagam uma “biblioteca lunar”, contendo milhões de arquivos digitais sobre o planeta Terra, amostras de DNA humano e um lote de milhares de tardígrados desidratados. Era a grande oportunidade de provar se esses seres microscópicos, além de dominarem climas extremos na Terra, podiam também viver no espaço.
Os prognósticos eram promissores. Em 2007, cientistas já haviam demonstrado que tardígrados poderiam sobreviver às condições que encontrariam em uma viagem ao espaço. Mesmo após serem bombardeados por altas doses de radiação, temperaturas abaixo de zero e viverem no vácuo alguns dias, eles permaneceram firmes e fortes.
O problema é que a Beresheet não concluiu sua missão original e, em vez de pousar placidamente na Lua, se espatifou por lá no último dia 11 de abril. A queda teria espalhado o carregamento de tardígrados pela superfície lunar.
A grande notícia é que, a tal “biblioteca lunar” que o veículo carregava sobreviveu. E, de acordo com o que disse à revista Wired Nova Spivack, fundador da missão que bancou a ida dos tardígrados a Lua, os bichinhos também não morreram – e podem ainda voltar à vida se tirados do estado de dormência em que se encontram.
Tardígrados têm a estranha habilidade de perder quase toda a água do corpo e reduzir drasticamente seu metabolismo – entrando numa espécie de “animação suspensa”. Esse estado letárgico é que os permite sobreviver em condições que, normalmente, poderiam ser fatais. Como viagens ao espaço, por exemplo.
Uma vez colocados na água, os animais se tornam ativos novamente – recuperando a capacidade de se alimentar e se reproduzir como sempre fizeram. Mas não há a possibilidade de que os tardígrados tomem conta da Lua e iniciem por lá uma civilização extraterrestre. Como não há atmosfera e água em estado líquido na superfície, eles não conseguem se reproduzir, permanecendo na situação de animação suspensa em que estão.
O que se especula agora, porém, é se seria possível buscá-los na Lua e devolvê-los à vida. Duvida que os bichinhos conseguiriam sobreviver a mais essa prova? É melhor pensar de novo. Há casos de tardígrados ressuscitados após passarem 30 anos congelados, por exemplo.
Quanto tempo eles aguardarão na superfície lunar, ou se a chegada de humanos benevolentes será suficiente para trazê-los de volta, só o tempo irá dizer. Enquanto eles estiverem ali, no entanto, poderemos afirmar sem medo que existe, sim, vida na Lua – para além dos micróbios presentes nos 96 sacos de fezes, vômito e urina que os astronautas deixaram por lá.

14.077 – Turbinando os Neurônios


neurociencia
Seu cérebro é uma metamorfose ambulante. E até coisas banais, como tocar violão ou sair com os amigos, podem ajudá-lo a funcionar melhor. “A massa cinzenta é extremamente plástica”, diz Sidarta Ribeiro, um dos mais influentes neurologistas do país. “E o que mais ajuda é ler muito e conversar.” Mas não fica nisso: se você quiser aprimorar uma área específica, como a matemática ou a capacidade de leitura, tem como fazer isso de um jeito inusitado. Uma pesquisa publicada em 2008 por um consórcio de 7 grandes universidades americanas mostrou algo que parecia pouco provável: música e teatro aumentam a capacidade de concentração e geram ganhos tão significativos para a memória que você tem como extrapolar a melhora para outras áreas. Eles observaram que quem treina para tocar um instrumento parece ficar mais habilidoso em geometria e a compreender melhor um texto. Quem faz teatro, por fim, fica com a memória mais apurada, pelo hábito de decorar textos e interpretá-los no palco, e aumenta o nível de atenção – algo fundamental para aprender qualquer coisa. E a coisa não pára por aí. A escola de medicina de Harvard conduziu uma experiência ainda mais surpreendente em 2007. Neurocientistas de lá colocaram voluntários para tocar exercícios fáceis de piano. Eles treinaram duas horas por dia durante uma semana. Depois os pesquisadores escanearam o cérebro do pessoal. E viram que a área da massa cinzenta responsável pelos movimentos dos dedos havia crescido. Calma, essa ainda não é a parte insólita. Outros estudos já tinham mostrado que o cérebro é capaz de fazer isso quando você treina um pouco. A surpresa mesmo veio quando pegaram outro grupo e pediram que eles só imaginassem que estavam tocando piano. Resultado: o cérebro deles reagiu da mesma forma. Isso mostrou que o pensamento puro e simples é capaz de mudar a estrutura da mente. Tem mais. A psicóloga Carol Dwek, da Universidade de Stanford, mostrou que até “pensamento positivo” funciona. Ela dividiu centenas de estudantes em dois grupos: os que achavam que sua inteligência era fixa e os que pensavam que ela podia mudar. Nos dois anos seguintes, o segundo grupo se deu melhor nos estudos.

Claro que nada disso pode fazer milagres com o cérebro: até 80% do seu QI já veio de fábrica com você. Mas que dá para trabalhar o resto, dá: o negócio é manter a mente ativa do jeito que você bem entender. E seguir as outras dicas que você vai ver aqui.

Coma nozes
“Dieta variada, exercícios físicos e uma boa noite de sono melhoram nossa capacidade cognitiva”, afirma o neurocirurgião Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia. Ele diz que os ácidos graxos ômega 3, encontrados em nozes, óleos vegetais, salmão e outros peixes, são ótimos para o aprendizado e a memória. Nossas sinapses também gostam de ácido fólico (a vitamina B9, presente em vísceras de animais, verduras, legumes e grãos) e detestam gorduras trans e saturadas. Além disso, técnicas de ioga ajudam no raciocínio porque corrigem a respiração e mantêm o suprimento de oxigênio ao cérebro. Pelo mesmo motivo, qualquer caminhada já favorece a cognição.

Não se afobe
O psiquiatra americano Edward Hallowell ensina: quando topar com um teste difícil de resolver, conte até 20, tentando baixar a freqüência do pulso e da respiração. Isso é uma boa forma de mandar ao cérebro um sinal de que está tudo ok. Também não se afobe ao ler um texto longo: a compreensão aumenta quando baixamos a velocidade da leitura.

Compre um Nintendo
Videogames exigem tanta atividade cerebral que, sim, podem deixar qualquer um mais inteligente. Essa tese começou a ganhar terreno em 2005, com o livro Everything Bad Is Good for You (“Tudo o Que É Bom É Ruim para Você”), do jornalista científico Steven Johnson. E hoje, com cada vez mais pesquisas mostrando que o simples fato de manter a cabeça ativa aumenta a cognição, ela vem ganhando terreno. Mas espere aí: se games melhoram o cérebro de forma indireta, por que não fazer um jogo que tenha como objetivo deixar os usuários mais espertos? Foi justamente o que a Nintendo fez em 2006. Era o Brain Age, um game projetado para melhorar a capacidade de raciocínio. Ele foi concebido a partir de idéias do neurocientista Ryuta Kawashima. O japonês observou que, quando alguém está trabalhando em algo muito complicado, como equações de física quântica, usa só algumas áreas do cérebro. Mas, se a tarefa for fazer uma seqüência de cálculos fáceis (tipo 3 + 2, 4 – 1, 9 + 3…), só que num ritmo frenético, um atrás do outro, acontece um fenômeno: seu cérebro vira um céu de Copacabana no Ano-Novo. Neurônios começam a pipocar suas descargas elétricas em todos os cantos da massa cinzenta. Esse é o objetivo do Brain Age: jogar problemas fáceis em seqüências estroboscópicas. E isso, pela teoria de Kawashima, funcionaria como uma academia para o cérebro. Além de seqüências de contas, o Brain Age tem outros jogos parecidos, como mostrar uma série de números espalhados na tela por um piscar de olhos, depois esconder tudo e pedir que você clique onde eles estavam, em ordem crescente. Outro puxa sua capacidade de concentração ao limite mostrando o nome de cores na tela, mas nas “cores erradas”, tipo a palavra “azul” escrita em amarelo. E desafia você a dizer qual é a pigmentação das letras. Parece fácil, mas é o suficiente para derreter os neurônios. Com essas coisas, o Brain Age vendeu 15 milhões de cópias. O êxito fez surgir uma série de clones do jogo.

E as drogas?
Alguns remédios podem bombar o raciocínio, em geral alterando o equilíbrio de neurotransmissores envolvidos nesse processo. Mas cuidado. As estrelas entre as “drogas da inteligência” são o metilfenidato (Ritalin) e o modafinil (Provigil). O primeiro é indicado para o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, enquanto o modafinil serve para combater a sonolência. Mas um recente relatório da Academia de Ciências Médicas de Londres afirma que eles ajudam a melhorar a atenção e a memória de pessoas saudáveis. O relatório também alerta para os perigos de comprar esses compostos sem orientação médica. O aderal, por exemplo, pode melhorar a concentração, mas também causar ataque cardíaco; o aniracetam ajuda na memória, mas gera ansiedade e insônia; as metanfetaminas contribuem para a concentração, e também para derrames cerebrais. Já a vasopressina, um hormônio para o tratamento do diabetes, ajuda na memória e no aprendizado. Por outro lado, seu consumo desordenado gera náuseas, anginas e coma.
E tem a velha nicotina. Estudos mostram que ela parece aumentar a interação entre os neurônios, o que favorece a atenção. Mas o preço a pagar por ela você sabe qual é. Segundo Gabriel Horn, da Universidade de Cambridge, mais de 500 substâncias como essas estão sendo pesquisadas – em geral para o tratamento de Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas. A maioria provavelmente terá seu uso restringido por agências reguladoras, mas algumas devem chegar às farmácias em breve.
Não basta ser, tem que parecer. Dividir uma conta de bar de cabeça, saber com que países a Lituânia, o Chade ou o Butão fazem fronteira e responder testes de inteligência mais rápido que os outros é privilégio de poucos. Mas, com estes truques aqui, qualquer ignóbil pode posar de Prêmio Nobel! Pode testar: eles ajudam sua cabeça a fazer coisas que nem ela acredita.