13.349 – Oftalmologia – Ler no escuro prejudica a visão?


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“Leitura em ambientes mal iluminados pode provocar um cansaço temporário dos olhos, mas isso passa assim que a iluminação adequada é restabelecida”, diz o americano Aaron Carroll, professor de pediatria do Instituto Regenstrief, em Indianápolis, nos EUA. De acordo com Carroll, o número de pessoas com problemas de visão não era maior no passado, quando nem existia luz elétrica. “Se ler com a iluminação proporcionada por velas, tochas ou lampiões realmente provocasse danos irreversíveis, todo mundo seria praticamente cego naquela época.”
Com pouca luminosidade, nossas pupilas se dilatam para aumentar a entrada de luz, reduzindo a profundidade de foco. Por isso, quem lê no escuro faz mais esforço com os olhos. O resultado, muitas vezes, é fadiga ocular e dor de cabeça. Mas nada disso tem relação com o eventual aparecimento de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo) ou com o aumento do grau de suas lentes corretivas. Para uma leitura mais confortável em ambientes escuros, use uma fonte de luz direcional. Isso aumenta o contraste do material a ser lido e evita o cansaço dos olhos.

13.348 – Comportamento – O que é ser introspectivo?


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Pessoa retraida, que na maioria das vezes, fecha-se em seu mundo, deixando de interagir com o ambiente que integra e até corre o risco de tornar-se depressiva, pois na maioria das vezes, vive seu momento não dividindo nada com ninguém. Não generalizando, existem pessoas que preferem viver seu momento, pois só assim conseguem a paz que anseiam, até um momento para refletir, estar só consigo. Pessoas que preferem discutir seus problemas e anseios consigo mesma. Pessoas timidas e até em alguns momentos inseguras.
Pessoas que preferem ficar no anonimato, falam pouco, não gostam de ser notadas. Ex: Existem algumas donas de casas que preferem ser eternamente donas de casas, cuidar de seus afazeres domesticos, e não interagir com outras pessoas. Tambem existem pessoas quietas, que falam pouco, não se comprometem com nada, tudo está sempre muito bom e até aquele, que nunca sorrir, sempre seria.
Estar introspectivo é exercer a capacidade de refletir sobre sua própria condição, voltar-se para suas ações, avaliar os resultados e, com isso, poder tomar decisões, mudar caminhos ou continuar. Esse conceito deve estar ligado à capacidade de fazer uma análise íntima de suas vivências e experiências.
Entre as principais vantagens de um introspectivo, destacam-se duas: o relativo controle sobre as ações e a administração de suas consequências.
O introspectivo é um observador
Segundo a psicanalista e psicóloga Katya de Azevedo Araújo, o conceito equivocado da introspecção é comum, principalmente por que a pessoa vai permanecer isolada por um determinado período, parecer distante e estar mais observadora. “Por isso, a primeira impressão é de que se trata de tristeza ou até mesmo depressão”.
Dessa forma, é normal que os amigos mais próximos ou familiares se mostrem preocupados com o introspectivo. Mas o que deve ser levado em conta é o que pode ter desencadeado esse quadro, especialmente nas crianças.
Se o pequeno está pensativo e faz reflexões depois de ser alertado por uma professora, por exemplo, é saudável que ele busque formas de melhorar seu comportamento ou desempenho, se for o caso.
A questão pode ser motivo de preocupação se a criança não está conseguindo acompanhar a turma ou se comporta mal em sala de aula. Nesse caso, o problema é outro. Por isso, o olhar de quem está perto, o cuidado e a observação são tão importantes. O introspectivo pode se tornar alguém triste, mas é preciso enxergar bem mais além.

Ser introspectivo não é ser tímido
Um caso clássico é o da timidez, que também pode ser confundida com estados de introspecção. De acordo com Katya, a timidez pode ser reflexo da dificuldade que a pessoa tem de se relacionar. Também se apresenta a partir da incapacidade de agir, da inibição e da insegurança. “Já o introspectivo, vai ter a força e a condição de pensar sobre si”, diz Katya.
Por isso, se você percebe alguém capaz de buscar soluções e evoluir por meio da autoanálise e do silêncio, aprenda com essa pessoa. Acredite que esse quadro se traduzir em crescimento e não em preocupação.
Ao contrário do que se pode pensar, o introspectivo não necessita de ajuda psicológica, a não ser que a origem esteja em problemas bem sérios, ou se a introspecção estiver associada a algum tipo de isolamento afetivo bem importante.

O lado ruim da introspecção
Quando falamos em “desvantagens” da introspecção, logo é possível relacionar o entendimento errado por parte de outras pessoas em relação ao seu estado. O introspectivo vai passar, na maioria das vezes, a impressão de tristeza ou de alguém com problemas tão sérios que podem ser incapazes de dividir com outros de seu círculo familiar ou de amizades.
O essencial, de acordo com Katya, é aceitar que, de maneira natural, esse estado é benéfico em qualquer momento da vida, em toda idade. Ele é fundamental para traçar metas, avaliar conquistas e estratégias.

13.347 – Psicologia e Psicologias – Quem é o Pai da psicologia?


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Wilhelm Maximilian Wundt foi o fundador da psicologia.
Nascido em Neckarau, em 16 de agosto de 1832 — morreu em Großbothen, 31 de agosto de 1920. Wundt foi um médico, filósofo e psicólogo alemão. É considerado um dos fundadores da moderna psicologia experimental junto com Ernst Heinrich Weber (1795-1878) e Gustav Theodor Fechner (1801-1889).
Entre as contribuições que o fazem merecedor de reconhecimento histórico estão a criação na Universidade de Leipzig, na Alemanha, do primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia.
Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é considerado o pai da Psicologia moderna ou científica. Wundt desenvolveu a concepção do paralelismo psicofísico, segundo a qual aos fenômenos mentais correspondem à fenômenos orgânicos. Por exemplo, uma estimulação física, como uma picada de agulha na pele de um indivíduo, teria uma correspondência na mente deste indivíduo. Para explorar a mente ou consciência do indivíduo, Wundt cria um método que denomina introspeccionismo.
A partir de 1858 Wundt publicou fragmentariamente vários estudos sobre psicofísica, sensação e percepção organizados em livros:
Contribuições para a teoria da percepção sensorial. Em 1863 publica as Lições de psicologia humana e animal (“Lectures on human and animal psychology”, um dos primeiros estudos de psicologia comparada). Em 1874, publica os Fundamentos da psicologia fisiológica / Principles of Physiological Psychology. Neste livro ele salienta as relações entre fisiologia e psicologia. Ele também divulgou sua crença que a psicologia deveria ser estabelecida como disciplina científica independente.
Em 1879 é o ano de fundação do primeiro laboratório de pesquisas psicologia que recebe o nome de Psychologische Institut na Universidade Leipzig; muitos consideram esse ato como marco do início da psicologia como uma ciência experimental (Bringmnn et al. 1997).
Wundt definia a psicologia como uma ciência da mente seu objeto a experiência imediata tal como é dada direta e fenomenalmente ao observador. Analisava os compostos e complexos conscientes a partir dos elementos ou unidades: sensação e sentimentos ou afetos. Para Wundt, a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos; Pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes no consciente. Os afetos ou sentimentos acompanham as sensações e suas combinações entre os modelos de classificação dos sentimentos que utilizou o mais influente foi o referente à sua teoria tridimensional das emoções, que estabelecia três pares dicotômicos: agradável – desagradável; tenso – descontraído; excitado – calmo.
O materialismo científico também esteve com Wundt, buscando a relação entre os fenômenos psíquicos e fisiológicos. Os processos mentais e os processos corporais e fisiológicos decorrem paralelamente, sem interferência mútua.

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13.339 – Teletransporte: Engatinhando, mas é assim que começa – Cientistas teletransportam partícula da Terra para o espaço


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Equipe chinesa que lançou o satélite Micius anunciou que conseguiu usar a rede quântica do dispositivo para teletransportar uma partícula da superfície terrestre para a atmosfera pela primeira vez.
A técnica utilizada consiste em um estranho fenômeno conhecido como “entrelaçamento”, que pode acontecer quando partículas quânticas, como os fótons, se formam ao mesmo tempo e no mesmo ponto do espaço, dividindo a existência. Em termos técnicos, eles são descritos com a mesma função de onda — o interessante é que a experiência continua mesmo quando os objetos estão distantes no Universo. Logo, quando um é afetado o outro também é.
Apesar de a informação já ser conhecida há anos, uma experiência como a chinesa nunca havia sido realizada. Isso porque a técnica é muito frágil, pois as partículas interagem com a matéria na atmosfera ou dentro de fibras óticas, o que faz com que a relação entre elas seja perdida. No caso do experimento, os fótons continuaram se relacionando, mesmo estando a 500 km de distância.
“Experimentos anteriores de teletransporte entre locais distantes foram limitados a cem quilômetros, devido à perda de fótons em fibras ópticas ou canais terrestres livres”, afirmou a equipe em entrevista ao MIT Technology Review. Por isso o feito dos chineses foi tão surpreendente.
O time de cientistas mandou milhões de fótons para o espaço durante 32 dias, mas só obtiveram 911 respostas positivas. “Relatamos o primeiro teletransporte quântico de qubits independentes de um único fóton a partir de um observatório terrestre até um satélite na órbita terrestre — através de um canal de ligação ascendente — com uma distância de até 1,4 mil km”, afirmaram.
O feito coloca os chineses em posição de liderança da área, que era até então dominada pela Europa e pelos Estados Unidos. “Esse trabalho estabelece a primeira ligação ascendente terra-satélite para o teletransporte quântico ultra-longo, um passo essencial para a internet quântica de escala global”.

13.338 – Catolicismo – Quem foi São Bento, o patrono dos exorcistas?


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Benedetto de Norcia nasceu em Úmbria, na Itália, no ano de 480. Desde criança, ele demonstrou interesse pela religião e nunca deixava de rezar. Por conta disso, acabou se mudando para Roma para estudar filosofia. Lá ele conheceu um eremita que lhe ensinou tudo sobre a vida solitária, e Bento passou a ser um ermitão.
Durante 3 anos, Bento ficou recluso em uma gruta, apenas rezando e estudando. Ele recebia alimentos de seu mentor, chamado Romano. Aos poucos, outros pastores da região começaram a ouvir sua história e também passaram a deixar comida na entrada da sua moradia.
Ordem do Beneditinos
A fama de que Bento era um santo em vida logo se espalhou, e muita gente passou a procurá-lo em busca de conselhos e orações. Isso fez com que ele fosse convidado a ser o abade do convento de Vicovaro, já que conhecia bastante dos ensinamentos de Cristo. Lá, ele acabou criando atrito com os monges, seus subordinados, que inclusive teriam tentado matá-lo com um cálice envenenado. Bento, ao benzer o vinho, teria neutralizado o veneno e sobrevivido!
Apesar dos atritos, Bento foi o primeiro a organizar os monges – antes eles viviam isolados e dispersos. Os mosteiros fundados por ele faziam parte da Ordem dos Beneditinos, a primeira ordem monástica da História, que atraiu a atenção de muitas pessoas da alta sociedade, que enviavam os filhos para estudar nesses locais. Ela funciona até os dias atuais.
Bento morreu aos 67 anos, supostamente depois de prever a própria morte. Ele cavou sua cova, reuniu seus seguidores, fez uma reza e sucumbiu! Sua fama de milagreiro só aumentou ao longo dos séculos: em 1220, ele foi finalmente canonizado. Dos mosteiros beneditinos, ergueram-se 23 papas, 5 mil bispos e 3 mil santos!
A medalha e a oração
A origem da cruz-medalha de São Bento é incerta, mas ela traz uma série de curiosas inscrições. Por exemplo: VRS (“Vade Retro Satana”, ou “para trás, Satanás”, em latim) e NSMV (“Nunquam Suade Mihi Vana”, ou “Nunca me dê conselhos vãos”). Por conta disso, ela ficou famosa no uso em exorcismos, a ponto de o papa Bento XIV, em 1742, aprovar a medalha para essa prática.
Hoje em dia, muitos invocam orações a São Bento como forma de quebrar magias de inimigos – e não precisa ser apenas do Tinhoso! Para isso, basta entoar os versos de sua oração: “A cruz sagrada seja minha luz. Rogue por nós, bem-aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

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13.351 – Mega Memória – Eles foram fundamentais para a Ciência


Rasis (854-925)
O árabe que habitava a antiga Pérsia (atual Irã) é conhecido como o Pai da Pediatria por ter escrito o primeiro livro sobre doenças infantis. Rasis, contudo, foi muito além. Ele ajudou a demonstrar que as enfermidades tinham origens orgânicas, e não eram obra do destino ou de poderes sobrenaturais.
O médico também foi quem descobriu a diferença entre a varíola e o sarampo e entendeu que a febre é uma resposta do corpo para alguns tipos de infecção. Além disso, Rasis foi um dos pioneiros no uso de gesso em ataduras e no debate da ética médica.

Al-Battani (858-929)
Astrônomo e matemático, o árabe Al-Battani foi responsável por desenvolver ideias que substituíram as de Ptolomeu (90-168), que imperavam até então. Foi responsável por desenvolver tabelas que previam a posição do Sol, da Lua e dos planetas de forma muito precisa. As “Tabelas Sabianas”, como eram chamadas, influenciaram muito o mundo latino e seu trabalho foi reconhecido por Copérnico, 600 anos após sua morte.
Outra curiosidade é que Al-Battani calculou com precisão incrível a duração do ano terrestre: 365 dias, 5 horas, 46 minutos e 24 segundos, que hoje é estimada em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos. Também descobriu que as distâncias entre os astros do Sistema Solar variam de acordo com a época, o que o possibilitou prever fenômenos como os eclipses.

Pierre de Fermat (1601-1665)
Foi um dos responsáveis por trazer a “teoria dos números” como algo interessante para o Ocidente. Fermat só trabalhava com números inteiros, se recusando a aceitar frações. Desenvolveu um sistema de coordenadas e por isso é um dos pais da geometria analítca, além de ter ajudado Blaise Pascal a entender um pouco melhor as probabilidades.
O matemático, no entanto, não foi tão valorizado enquanto viveu. Muitas de suas ideias ajudaram a formar a teoria moderna dos números, dentre elas o chamado Pequeno Teorema de Fermat e o Último Teorema de Fermat, que só foi comprovado em 1995.

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Alessandro Volta (1745-1827)
O cientista italiano foi um dos responsáveis por preparar o terreno para o advento da pilha. Volta acreditava fez testes bem sucedidos com zinco, cobre e um líquido condutor de eletricidade.
Sua experiência então foi usada por outros especialistas para a produção de eletricidade. Tempos depois provaram que o que resultava na corrente elétrica era uma reação química que ocorria na pilha.

Rudolf Virchow (1821-1902)
Alemão nascido na Pomerânia, Virchow defendeu que as doenças iniciam-se nas células: “Pensem microscopicamente”, dizia. Seus estudos foram base para o advento da patologia moderna e é conhecido como Pai da Saúde Pública, por entender que muitas doenças têm na pobreza a sua causa.
Virshow foi pioneiro no estudo da oncologia e o primeiro a descrever corretamente um caso de leucemia (câncer no sangue). Também descobriu outros tipos de doenças malignas, como câncer de estômago — um dos sintomas da doença é conhecido como “gânglio de Virchow”.

Henri Poincaré (1854-1912)
O matemático participou de uma competição feita em 1887 pelo Rei Oscar 2º da Suécia que buscava explicar o funcionamento do Sistema Solar, uma variação do problema da física conhecido como problema dos três corpos.
Ele concluiu que a evolução do sistema é confusa, já que uma pequena mudança nos movimentos iniciais de um astro pode impactar diretamente seu futuro.
Sua explicação foi o suficiente para que Poincaré ganhasse o prêmio e acabou gerando o que seria a origem dos estudos da Teoria do Caos que, por sua vez, só foi desenvolvida 1960.

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Florence Bascom (1862-1945)
Bascom foi a primeira geóloga dos Estados Unidos e, por isso, abriu caminho para inúmeras mulheres na área. A cientista tinha o apoio dos pais e, ao se deparar com um professor que não apoiava o ensino misto na Universidade de Wisconsin, persistiu até conseguir vaga na Universidade John Hopkins, em Baltimore.
Tornou-se autoridade em rochas formadas por cristalizações na região de Piedmont, na Pensilvânia, e em locais de Delaware e Nova Jérsei. Descreveu muitas estruturas geológicas da região e é até hoje referência nos estudos da área.

Rachel Carson (1907-1964)
A ecologista e bióloga Rachel Carson foi a primeira pessoa a considerar que um pesticida direcionado a uma espécie de erva, inseto ou animal daninho pode prejudicar todo o meio ambiente ao seu redor.
Ela explicou que esses venenos poderiam penetrar o habitat e impactar a vida de outras espécies que vivem no mesmo local, o que pode ter efeito terrível a longo prazo. Carson chamou esses produtos de “biocidas” e identificou mais de 200 substâncias potencialmente prejudiciais para outras espécies.
Foi a primeira a pensar no meio ambiente como algo holístico, e entendeu que pesticidas poderiam afetar até mesmo a alimentação humana. A ecologista ainda serviu de inspiração para a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e incutiu ideias como a de “ecossistema” na opinião pública.

Ahmed H. Zewail (1946-2016)
O egípcio naturalizado americano percebeu na década de 1970 que lasers de pulsos ultracurtos poderiam “fotografar” reações químicas. Isso foi revolucionário, já que essas atividades são extremamente rápidas — os átomos levam menos de cem femtossegundos para se organizarem, o que é muito veloz, levando em consideração que um femtosegundo é o equivalente a aproximadamente 10^-15 segundo.
Zewail usou a tecnologia para aplicar os raios de luz em determinada substância e observar seu comportamento. Sua descoberta permite que as estruturas sejam analisadas, o que revolucionou a físico-química, já que agora é possível “ver” o que ocorre com o material estudado.

13.350 – Biologia – É possível ter um macaco como animal de estimação?


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Segundo a bióloga Maria Izabel Gomes, coordenadora de monitoramento da fauna do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é possível adquirir primatas nascidos em cativeiro desde que a venda esteja autorizada pela secretaria ambiental do respectivo estado. Além da emissão de nota fiscal, o criatório precisa emitir também o Certificado de Origem, documento que atesta a proveniência legal da espécie, no momento da compra.
A lista de animais cuja reprodução está autorizada em cativeiro varia conforme o estado, mas entre as mais comuns estão aves, répteis, primatas e jabutis. Apesar da regulamentação, a compra de animais silvestres tem caído no país em detrimento dos domésticos, afirma Maria Izabel. “A criação de animais silvestres faz parte da cultura do Brasil há centenas de anos. Mas como eles vivem muito mais tempo que gatos e cachorros e não são fáceis de lidar por conta de suas especificidades, estamos vivenciando uma tendência de queda na sua comercialização”.
Um macaco-prego pode viver por até vinte anos em cativeiro. Já um papagaio por até oitenta anos e o jabuti pode chegar a cem. “As pessoas têm que ter a consciência na hora de comprar esses bichos que eles vão passar de geração em geração dentro da família. O neto provavelmente terá que cuidar do papagaio adquirido pelo avô.”
O veterinário Matheus Rabello, especialista em animais silvestres, também alerta para a necessidade de se avaliar a compra. “É preciso saber as necessidades de cada espécie antes de comprar. Qual a alimentação adequada e demais cuidados necessários.
É preciso ter ainda um recinto com, pelo menos, três metros quadrados, que tenha brinquedos, esconderijos e galhos para que o macaco seja constantemente estimulado, de modo a evitar comportamentos agressivos e promover seu desenvolvimento apropriado, afirma o veterinário. Um treinador também é necessário, bem como o contato com outras pessoas, de modo a adestrar e acostumar o animal.

Macaco de estimação
De acordo com os especialistas, ter um macaco em casa apresenta riscos, já que todos os primatas desenvolvem um comportamento agressivo a partir da puberdade. Rabello, inclusive, não o recomenda como animal de estimação. Dessa forma, os cativeiros selecionam os mais mansos para venda, a cerca de 60.000 reais, e mantém os mais violentos para reprodução. Além disso, primatas também podem transmitir raiva se não forem devidamente vacinados.
Já quanto a febre amarela, a bióloga afirma que eles são apenas hospedeiros da doença que é transmitida exclusivamente pela picada do Aedes Aegypti. Caso um macaco de estimação porte a doença, é provável que seus donos também estejam contaminados por estarem na mesma área de atuação do mosquito transmissor.
É preciso observar a diferença entre animais silvestres e domésticos. Os primeiros podem ser encontrados tanto em cativeiros, como na natureza – caso dos animais selvagens –, tendo o mesmo código genético. Já os domésticos, não são mais encontrados na natureza por terem sido domesticados por milhares de anos. Por exemplo, um papagaio é um animal silvestre que pode ser criado em cativeiro ou encontrado em seu habitat natural. Já os cachorros não são mais encontrados na natureza e sua genética varia dos cães selvagens e dos lobos.

13.343 – Antropologia – Homo sapiens se espalhou pelo mundo 200 mil anos antes do esperado


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Usando fósseis e análises de DNA, cientistas estão começando a pintar um retrato dos primórdios da humanidade, uma história com mais reviravoltas do que você veria em um roteiro de cinema.
O consenso atual entre os especialistas é de que o Homo sapiens evoluiu pelo menos 300 mil anos atrás, na África. Muito mais tarde –70 mil anos atrás– um pequeno grupo de africanos se estabeleceu em outros continentes, dando origem às demais populações atuais do planeta.
Para Johannes Krause, diretor do Instituto Max Planck de História Humana, na Alemanha, essa lacuna na linha do tempo é peculiar.
Com base em DNA recentemente descoberto em fósseis, os pesquisadores concluíram que uma onda de Homo sapiens primitivos ou de parentes próximos de nossa espécie abriu caminho da África para a Europa. Lá, eles se miscigenaram com os neandertais.
Em seguida, os primeiros emigrantes africanos desapareceram. Mas parte de seu DNA perdurou em gerações posteriores dos neandertais.
Desde o século 19, paleontologistas vêm enfrentando dificuldades para compreender de que maneira os neandertais se relacionam a nós. Fósseis mostram que eles eram distintos anatomicamente, com testas avantajadas, corpos robustos e outros traços sutis que nos faltam.
Os ossos mais antigos de espécimes semelhantes aos neandertais foram achados na caverna espanhola Sima de los Huesos e foram datados de 430 mil anos atrás. Restos mais recentes dos neandertais, de cerca de 100 mil anos atrás, foram encontrados espalhados por toda a Europa e em uma faixa que se estende até o sul da Sibéria.
Então, 40 mil anos atrás, os neandertais desaparecem do registro fóssil.
Quando era aluno de pós-graduação, na metade dos anos 2000, Krause trabalhou junto a diversos museus para realizar sondagens em fósseis de neandertais. Em alguns deles, ele e os colegas conseguiram achar fragmentos de DNA que puderam estudar.
Os cientistas que estudam genes antigos buscam duas espécies de material genético. A vasta maioria de nossos genes fica no núcleo das células. Herdamos o DNA nuclear de nossos dois progenitores.
Mas também carregamos um pequeno volume de DNA nas usinas que geram combustível em nossas células, as mitocôndrias. O DNA mitocondrial é herdado apenas do lado materno, porque o espermatozoide do pai destrói seu DNA mitocondrial durante a fertilização.
Agora, Krause e seus colegas descobriram novas amostras de DNA neandertal que podem resolver alguns mistérios. Em 2013, um de seus orientandos de pós-doutorado, Cosimo Posth, examinou um fóssil neandertal encontrado em 1937 na caverna alemã de Hohlenstein-Stadel.
Ele conseguiu reconstruir o DNA mitocondrial do fóssil e estimou que ele tivesse 120 mil anos de idade e, mais importante, que pertencesse a um ramo com longo histórico, na árvore genealógica dos neandertais. Ele e os colegas determinaram que todos os neandertais conhecidos herdaram seu DNA mitocondrial de um ancestral que viveu 270 mil anos atrás.
Todos os dados apontam para uma sequência de acontecimentos que poderia resolver o enigma que aflige Krause há tanto tempo.
Antes, os ancestrais comuns dos neandertais e dos homens de Denisova, de uma caverna siberiana, se espalharam pela Europa e Ásia mais de meio milhão de anos atrás. Gradualmente, a população do oeste e a do leste se separaram, geneticamente.
No leste, os ancestrais se tornaram homens de Denisova. No oeste, se tornaram neandertais.
Em algum momento anterior a 270 mil anos atrás, seres humanos provenientes da África e geneticamente muito próximos a nós emigraram para a Europa e se miscigenaram com os neandertais. O DNA deles foi incorporado ao pool genético neandertal.
Posth disse que é possível que os primeiros membros de nossa espécie tenham emigrado da África do Norte para a Europa. Um sustentáculo dessa ideia é a descoberta, reportada no mês passado, de fósseis de Homo sapiens datados de 300 mil anos atrás, no Marrocos.
Mas Posth disse que era cedo demais para descartar outra possibilidade: a de que esses emigrantes pertenciam a outra espécie africana estreitamente aparentada a nós que os cientistas até agora não documentaram.
O DNA mais revelador agora pode vir das montanhas do Marrocos. Lá, cientistas talvez consigam encontrar genes de espécimes mais antigos de Homo sapiens, que poderão ser comparados aos dos neandertais.

13.341 – Astrobiologia – Por que a vida em Marte pode ser impossível?


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A probabilidade de que os astrônomos encontrem vida em Marte pode ter caído consideravelmente com a descoberta de que o planeta é coberto de tóxicos capazes de destruir qualquer organismo vivo. Segundo estudo publicado no periódico Scientific Reports, nesta quinta-feira, a combinação entre as substâncias químicas do solo marciano e a forte radiação ultravioleta que bombardeia a atmosfera seria fatal para microrganismos como as bactérias – ou seja, qualquer vida surgida no passado seria eliminada pelas condições atuais de Marte.
A descoberta, de acordo com os cientistas, deve ser considerada por futuras missões para a busca de vida no planeta, pois apenas organismos enterrados dois ou três metros sob a superfície estariam a salvo da radiação.
O estudo, feito por uma dupla de astrobiólogos da Universidade de Edinburgo, na Escócia, foi baseado na descoberta de percloratos, substâncias com alto conteúdo oxidantes, em solo marciano. Missões como a Viking, da Nasa, que pesquisou o planeta nos anos 1970, já havia encontrado indícios da substância, que teve a existência confirmada pela sonda Phoenix, em 2008, e pelas missões Curiosity e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Até agora os cientistas acreditavam que, apesar de o químico ser altamente tóxico para microrganismos, eventuais bactérias marcianas poderiam ter encontrado uma maneira de utilizá-lo como fonte de energia.
Para verificar essa possibilidade, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell resolveram simular o ambiente marciano em laboratório e submeter a ele bactérias Bacillus subtilis, que são encontradas no solo terrestre e costumam contaminar sondas espaciais. Inicialmente, as bactérias foram expostas a perclorato de magnésio e bombardeadas com radiação ultravioleta em níveis semelhantes aos de Marte. Os pesquisadores perceberam que, com a presença do químico, os microrganismos morriam duas vezes mais rapidamente.
Em uma segunda leva de testes, peróxidos e óxidos de ferro, que também são encontrados no solo marciano, foram adicionados à combinação. Com as novas substâncias, as bactérias desapareciam onze vezes mais rapidamente do que no ambiente compostos apenas de percloratos e radiação.
“Apesar de suspeitarmos dos efeitos tóxicos de oxidantes na superfície marciana há algum tempo, nossas observações mostram que o solo atual de Marte é altamente deletério para as células, resultado de um coquetel tóxico de oxidantes, óxidos de ferro, percloratos e radiação UV”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Há vida em Marte?
O novo estudo, porém, não elimina a possibilidade de vida em Marte, segundo os cientistas. Isso porque ela pode ser encontrada no subsolo – onde estaria protegida das fortes radiações – ou mesmo se aproveitar das baixas temperaturas para se proteger. Quando Wadsworth e Cockell ajustaram a temperatura do experimento de 25°C para 4°C, a morte das bactérias foi sensivelmente reduzida, o que sugere que, em temperaturas amenas, talvez os microrganismos estariam a salvo. Em Marte, a média de temperatura fica em torno de -55°C. Além disso, as concentrações de perclorato não são uniformes na superfície marciana, o que poderia promover a existência de algumas áreas menos nocivas aos microrganismos.
Uma das possibilidades, de acordo com os astrobiólogos, seria encontrar vida no subsolo de Marte. Para confirmar essa hipótese, no entanto, as missões futuras ao planeta deveriam prever perfurações de até três metros na superfície.

13.329 – Novo telescópio da Nasa poderá ver as primeiras galáxias do Universo


telescopio
Existe uma grande ansiedade para o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, em outubro do ano que vem, sobretudo em conexão com o estudo de exoplanetas e a busca de potenciais evidências de habitabilidade e vida fora do Sistema Solar. Mas, quando o próximo grande observatório da Nasa foi projetado, seu objetivo era outro: sua missão principal era — e continua sendo — observar as primeiras galáxias do Universo.
Quem conta essa história é Duília de Mello, astrofísica, pesquisadora associada da agência espacial americana e vice-reitora da Universidade Católica da América, em Washington (EUA).
Os resultados que o novo telescópio trará com exoplanetas também empolgam a cientista. “Depois vamos ter de ter uma missão dedicada a exoplanetas, mas com o James Webb já se espera que se possa fazer alguma coisa transformadora, algo que vá ser legal.”
Em termos de pesquisa de exoplanetas, o foco estará sobre os mundos a orbitar estrelas menores e menos brilhantes — as anãs vermelhas, como Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol. Contudo, há grande discussão entre os astrônomos se planetas na zona habitável dessas estrelas poderiam ou não ter ambientes favoráveis à vida. O James Webb pode ser o tira-teima neste caso.
Antes que ele possa fazer isso, contudo, o telescópio precisa ser lançado e funcionar corretamente. E Duília de Mello, astrônoma brasileira, afirma que, no momento, esta é a maior preocupação de todos os envolvidos com o projeto. “Ele vai abrir [no espaço] igual a um guarda-chuvinha, e são 65 pontos de abertura. Se um desses der errado, são muitos bilhões de dólares, muita gente a perder o sono. Essa é a ansiedade atual.”

13.322 – Medicina – Venenos que Salvam Vidas


venenos
Como parte da medicina, a biomedicina é responsável por encontrar as substâncias tóxicas originadas no mundo animal que possam curar doenças. Abaixo, alguns exemplos de venenos que estão sendo estudados para combater algumas das patologias mais complicadas que afligem os humanos.

Víboras para combater o Alzheimer: O veneno da víbora de Russell (Daboia russellii) contém uma molécula poderosa que seria capaz de fragmentar a proteína beta-amilóide, responsável pelo Alzheimer.
Aranhas para combater a distrofia muscular: O veneno da aranha Rosa Chilena (Grammostola rosea) possui uma proteína que evita a deterioração das células musculares. Embora não cure a distrofia, consegue parar a degeneração muscular.
Anêmonas para combater a obesidade: O veneno da anêmona Stichodactyla helianthus possui uma toxina que seria capaz de agir no sistema imunológico para regular o ritmo metabólico, ativando a boa gordura.
Caramujos para combater as dores: Os conus produzem um tipo de toxina que modifica seletivamente a transmissão de sinais entre neurônios, o que permitiria bloquear a dor cem vezes mais que a morfina e sem causar vício.
Monstro-de-gila para combater a diabetes: Esse lagarto possui um veneno na saliva que permite tratar diabetes, fazendo com o que o pâncreas produza insulina e que o estômago se esvazie lentamente, de modo que a glicose possa ser absorvida em maior quantidade.
Pererecas para combater o câncer: A perereca Phyllomedusa sauvagii excreta proteínas que poderiam influenciar no crescimento dos vasos sanguíneos, impedindo a chegada de sangue aos tumores.
Serpentes para combater a hipertensão: O veneno da jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) possui uma substância tóxica capaz de diminuir a pressão arterial. Dela deriva um medicamento que hoje já é receitado no mundo inteiro para tratar a hipertensão.

13.318 – Historia – A Nobreza Medieval


nobreza
Os nobres compunham a classe social detentora das forças militares e de uma parcela considerável das terras disponíveis no mundo feudal. Mediante essas prerrogativas, ocupavam junto ao clero importantes funções políticas que marcaram o período. Além disso, vemos que no interior dessa classe havia uma hierarquia que nos revela as distinções e papéis sociais que um membro da classe nobiliárquica poderia vir a assumir.
Na alta nobreza, temos a presença dos príncipes, arquiduques, duques, marqueses e condes. Os pertencentes a esse subgrupo da nobreza correspondiam aos grandes proprietários de terra que possuíam forte influência política e amealhavam sua autoridade sobre um considerável número de vassalos. Em muitos casos, tendo em vista a amplitude de sua influência, um membro da alta nobreza teria mais importância do que o próprio rei.
Entre os proprietários de menor expressão, podemos destacar a presença dos viscondes, barões e cavaleiros. Os cavaleiros eram os sujeitos que melhor exprimiam a organização militar estabelecida ao longo do período medieval. Quando possuía terras, o cavaleiro tinha condições para se dedicar unicamente ao aprimoramento de suas técnicas de luta e a utilização das armas. Em outros casos, o cavaleiro se submetia ao poder de um senhor feudal em troca de algum benefício que lhe provesse sustento.
Além de compor um dos sustentáculos da sociedade feudal, o cavaleiro acabou também influenciando na cultura de sua época. No interior da literatura medieval, podemos ver que diversas canções de gesta e romances épicos exploravam o heroísmo lendário e os valores morais dessa figura. No século XII, as histórias do rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda imortalizaram o senso de justiça e o espírito de aventura de personagens ficcionais como Lancelot e Tristão.

clero

povo

idade media

13.317 – Antropologia – MARGARET MEAD: DAS TRIBOS PRIMITIVAS À REVOLUÇÃO SEXUAL FEMININA


margareth
Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.
Mas desde cedo Mead se revelou uma moça incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.
A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.
Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.
A polémica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.
Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.
Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.
Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.
E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.
Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.
A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.
Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.

A polêmica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.
Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.
Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.
Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.
E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.
Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.
A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.
Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.

13.314 – Energia X Ambiente – Novas hidrelétricas na Amazônia podem prejudicar clima e ecossistemas


rio tapajos
Se forem em frente os atuais planos de construir centenas de hidrelétricas na Amazônia nas próximas décadas, o efeito dominó sobre todas as regiões banhadas pelo Amazonas e seus afluentes será imenso: muito menos nutrientes para os peixes e a floresta, um litoral menos produtivo e possíveis alterações climáticas que alcançariam até a América do Norte.
Esse prognóstico nada animador vem da primeira análise integrada do impacto das usinas no maior rio do mundo, conduzida por uma equipe internacional de pesquisadores e publicada na revista científica “Nature”.
O grupo, que inclui cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade do Texas em Austin (EUA), formulou um índice de vulnerabilidade dos rios amazônicos diante das obras atuais e futuras e concluiu que dois importantes afluentes que atravessam o território brasileiro, o Madeira e o Tapajós, estão entre os que mais sofrerão (e, aliás, já estão sofrendo) com a febre das novas hidrelétricas.
Para o coordenador do estudo, o geólogo argentino Edgardo Latrubesse, da Universidade do Texas, não se trata de impedir a geração de energia na região, mas de levar em conta os impactos dela e pensar em modelos alternativos para a Amazônia.
No caso do rio Tapajós, o principal temor está ligado ao grande número de empreendimentos hidrelétricos (90 planejados mais 28 já em funcionamento), bem como a fatores como a falta de áreas protegidas nas margens do rio e a ocupação humana já relativamente intensa na região.
Alterações de grande porte no fluxo da água e dos sedimentos pela bacia amazônica inevitavelmente vão influenciar o que acontece no oceano Atlântico quando o Amazonas deságua nele. Podem acontecer efeitos negativos nos maiores manguezais ainda intactos na América do Sul, que ficam justamente na costa amazônica.
O estudo não se limita a profetizar a catástrofe iminente, porém. Os pesquisadores propõem que só uma gestão integrada e transnacional dos rios amazônicos será capaz de evitar o mau uso desses recursos.
Para isso, o órgão ideal seria a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, que já reúne os países cujo território integra o bioma. Um painel formado por cientistas de todas essas nações poderia fornecer recomendações sobre a maneira mais racional de produzir energia, com a ajuda dos rios ou por outras fontes renováveis, como a solar e a eólica.

13.311 – Astronomia – Os 5 planetas mais extremos já descobertos


mais-frio

 
O mais frio
OGLE-2005-BLG-390Lb se parece com o código serial de algum videogame, mas é o nome de batismo do planeta mais frio já identificado pelos cientistas. O nome esquisito é mesmo culpa da falta de criatividade dos astrônomos. Toda essa frieza, porém, você pode colocar na conta do astro que o exoplaneta orbita, uma anã vermelha – tipo mais frio de estrela. Para ir para lá, precisaríamos mais do que um casaquinho: a temperatura chega a atingir os 223ºC – negativos, é claro.

O mais quente
A descoberta do mais esquentadinho é notícia recente – os cientistas identificaram o KELT-9b em 2016. Por lá, um dia comum tem temperatura na casa dos 4327 ºC. Para registrar temperaturas tão altas, o planetinha conta com um gerador potente: seu Sol (o quase xará KELT-9) é 2.5 vezes maior que o nosso.

O mais antigo
Quando o PSR B1620-26 b nasceu, isso tudo que hoje a gente chama de universo era mato. O apelido que recebeu dos cientistas, Matusalém, faz referência a um personagem bíblico, considerado o homem que mais tempo viveu. Comparados com esse planeta, no entanto, os 969 anos do personagem não dão nem para o cheiro. Cerca de 2.5 vezes maior que Júpiter esse ancião já conta cerca de 12.7 bilhões de anos.

O menor
O Kepler-37 foi identificado em fevereiro de 2013. Quase do tamanho da Lua, é menor do que Mercúrio e tem um terço do tamanho da Terra. Definitivamente não é dos melhores lugares do universo para programar uma visita nas férias de verão. Além da distância (demorados 210 anos-luz), você teria de encarar 426°C de temperatura.

O maior
Esqueça Júpiter. O DENIS-P J082303.1-491201 b é mais de 28 vezes maior. De tão grande, há cientistas que questionam a classificação atual do planeta, propondo que o gigante gasoso talvez devesse ser considerado uma anã marrom. Sua descoberta foi anunciada em agosto de 2013.

13.310 – Nutrição – Comer Macarrão Emagrece (?)


macarrão
Se massa engorda e os italianos adoram massa, como explicar que eles sejam tão esbeltos, na média?
Foi com essa pergunta em mente que uma equipe de epidemiologistas italianos realizou um grande estudo com 23.366 homens e mulheres italianos de 18 a 96 anos. Todos eles tiveram suas dietas investigadas e passaram por medições para determinar o índice de massa corporal e a relação cintura-quadril (medida que serve para determinar o tamanho da pança). O resultado surpreendeu todo mundo: quanto mais massa eles comiam, menos barriga tinham (desde que o total de calorias na dieta fosse adequado).
Claro que isso não quer dizer que macarrão emagreça. A tese dos cientistas é que italianos que comem muita massa são mais tradicionalistas em sua dieta. Portanto, provavelmente têm outros hábitos que são típicos da Itália e que fazem bem pacas: farto consumo de tomate e seu molho, de azeitona e azeite, de alho, além de porções relativamente pequenas de carnes variadas. Italiano que come muito macarrão normalmente come também todas essas coisas saudáveis e por isso fica magro.
A pesquisa é relevante porque nos últimos anos entraram na moda no mundo todo as dietas baseadas em muita proteína e pouco carboidrato. Inclusive na Itália tem muita gente maneirando na pasta e comendo mais carne, na crença de que isso ajudará a emagrecer. A nova pesquisa indica que isso não é uma boa ideia.
Sabe-se há tempos que a chamada dieta mediterrânea, praticada tradicionalmente não só na Itália, mas também em países como França, Espanha, Grécia, Turquia, Marrocos e Tunísia, é tremendamente saudável e está ligada a índices baixíssimos de doença cardíaca e obesidade, mesmo com farto acesso aos maiores prazeres gastronômicos do mundo. Em todos esses lugares, consome-se muitos vegetais e azeite de oliva, geralmente em refeições longas regadas a vinho e risadas, muitas vezes ao ar livre. Os cientistas não sabem direito o que exatamente faz bem nessa dieta: se é o azeite, o vinho, o tamanho reduzido das porções de carne, ou se é o clima relaxado e a convivência com a natureza (provavelmente é uma combinação de tudo isso).
O novo estudo obviamente não significa que basta bater um pratão de spaghetti por dia para perder a pança. Longe disso. Mas ele joga areia nas novas “dietas da moda” que surgem dia sim dia não mundo afora. O maior ensinamento da pesquisa é que apegar-se a dietas tradicionais, que foram testadas e aperfeiçoadas ao longo de gerações, provavelmente é uma ideia melhor do que abraçar a última novidade propagandeada nas revistas e nos programas matinais da TV.

13.307 – Cinema e novos conceitos sobre as belas artes


manifesto
A classificação do cinema como sétima arte foi feita pelo crítico Riccioto Canudo no início do século 20. Atualmente há algumas classificações que incluem outras artes: a fotografia é considerada a 8ª arte; as histórias em quadrinhos a 9ª arte; os jogos eletrônicos a 10ª arte e a arte digital, ou seja a arte gráfica que é feita em computadores é considerada a 11ª arte.
A numeração das artes refere-se ao hábito de estabelecer números para designar determinadas manifestações artísticas.
O termo “sétima arte”, usado para designar o cinema, foi estabelecido por Ricciotto Canudo no “Manifesto das Sete Artes”, em 1912 (publicado apenas em 1923).
Posteriormente, foram propostas outras formas de arte, umas mais ou menos consensuais, outras que foram prontamente aceitas como o caso da 9ª arte, que hoje em dia é uma expressão tão utilizada para designar a “Banda desenhada”, como é 7ª arte para o cinema.
Presentemente, esta é a numeração das artes mais consensual, sendo no entanto apenas indicativa, onde cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam a sua linguagem e foram classificadas da seguinte forma:

1ª Arte – Música (som);qualquer tipo
2ª Arte – Artes cénicas (Teatro/Dança/Coreografia) (movimento);
3ª Arte – Pintura (cor);
4ª Arte – Escultura (volume);
5ª Arte – Arquitectura (espaço);
6ª Arte – Literatura (palavra);
7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes posteriores, principalmente a 8ª e no cinema de animação a 9ª);
8ª Arte – Fotografia (imagem);
9ª Arte – Historia em quadrinhos (cor, palavra, imagem);
10ª Arte – Jogos de Video
11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).

Outras numerações, não tão consensuais, propõem o seguinte:
Numeração mais utilizada
Pintura;
Escultura;
Arquitectura;
Dança;
Música;
Literatura;
Cinema;
Televisão;
Banda desenhada;
Jogos de Vídeo;
Multimédia/multimídia ou arte digital.

Numeração menos utilizada
Arquitectura;
Escultura;
Pintura;
Música;
Poesia;
Dança, mímica, teatro e circo;
Cinema;
Rádio, televisão e fotografia ou agrupados em “media arts”;
Banda desenhada;
Arte digital ou RPG ou jogos de vídeo;
Culinária ou arte gráfica.

13.305 – Artes – Quem foi Giotto?


Giotto_-_Legend_of_St_Francis_-_-19-_-_Stigmatization_of_St_Francis
(Colle Vespignano (atual Vicchio, 1267 — Florença, 1337) foi um pintor e arquiteto italiano.
Giotto di Bondone é considerado o primeiro gênio do Renascimento italiano.
Nasceu perto de Florença, foi discípulo de Cinni di Pepo, mais conhecido na história da arte pela introdução da perspectiva na pintura, durante o Renascimento.
Devido ao alto grau de inovação de seu trabalho (ele é considerado o introdutor da perspectiva na pintura da época), Giotto é considerado por Giovanni Boccaccio o precursor da pintura renascentista. Ele é considerado o elo entre o renascimento e a pintura medieval e a bizantina.
A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que foi cada vez mais se firmando até o Renascimento.
Giotto, forma diminutiva de Ambrogio ou Angiolo, não se sabe ao certo, adotou a linguagem visual dos escultores, procurando obter volume e altura realista nas figuras em suas obras. Comparando suas obras com as do seu mestre, elas são muito mais naturalistas, sendo Giotto o pioneiro na introdução do espaço tridimensional na pintura europeia. Em seus trabalhos pela península Itálica, Giotto fez amizades com o rei de Nápoles e com Boccaccio, que o menciona em seu livro, Decamerão.
O papa Bento XI quis empregar Giotto, que passaria então dez anos em Roma. Posteriormente, trabalharia para o Rei de Nápoles. Em 1320, ele retornou a Florença, onde chefiaria a construção da Catedral de Florença. Giotto morreu quando pintava “O Juízo Final” para a capela de Bargello, em Florença. Durante uma escavação na Igreja de Santa Reparata, em Florença, foram descobertos ossos na mesma área que Vasari tinha relatado como o túmulo de Giotto. Um exame forense parece ter confirmado que a ossada era mesmo de Giotto.
Os ossos eram de um homem baixo, que pode ter sofrido de uma forma de nanismo. Isso apoia uma tradição da Basílica de Santa Cruz de que um anão que aparece em um dos afrescos seria um auto-retrato de Giotto.
De acordo com o historiador Giorgio Vasari, ele teria começado a desenhar ainda com 12 anos, quando era apenas um pastor de ovelhas, fazendo desenhos em rochas. O artista Cimabue, um dos maiores pintores da Toscana, junto com Duccio (em Siena), o teria visto a desenhar uma ovelha e pediu ao pai de Giotto para levá-lo para ser o seu aprendiz. Posteriormente, Giotto teria pintado uma mosca no nariz de uma figura com tanta habilidade que seu mestre teria tentado afugentar o inseto várias vezes antes de perceber que se tratava de uma pintura.
Em 1280, Giotto foi com Cimabue para Roma onde havia uma escola de pintores de afrescos, onde o mais famoso era Pietro Cavallini. O famoso escultor florentino Arnolfo di Cambio, de quem Giotto se inspirou bastante em seus afrescos, também estava trabalhando em Roma. De Roma, Cimabue foi para Assis para pintar vários grandes afrescos na recém-construída Basílica de São Francisco de Assis. É possível, mas não certo, que Giotto tenha ido com ele. O primeiro trabalho importante de Giotto teria sido a série de afrescos que contam a vida de Francisco de Assis no teto da basílica. Há, no entanto, dúvidas quanto à autoria da obra. Percebe-se a influência da pintura romana no trabalho de Giotto, assim como a influência do gótico francês, bem como da arte bizantina. A aparência realista das figuras causou controvérsia na época. A cena da Crucificação pintada em Florença mostra a clara distinção entre o trabalho de Giotto e o de seu mestre.
De acordo com Vasari, outra obra da fase inicial de Giotto foram os afrescos da Santa Maria Novella e o enorme crucifixo, também na mesma igreja, de cinco metros de altura. As obras foram datadas de 1290 e, portanto, contemporâneas aos afrescos de Assis.
Em 1287, aos 20 anos, Giotto casou-se e foi para Roma. Há poucos traços de sua presença na cidade. A Basílica de São João de Latrão tem uma pequena série de afrescos, pintados a pedido do papa Bonifácio VIII. A fama de Giotto como pintor se espalhou. Ele foi chamado para trabalhar em Pádua e também em Rimini, onde somente um Crucifixo permanece no Templo Malatestiano. Esse trabalho influenciou a chamada Escola de Rimini, de Giovanni e Pietro da Rimini.
A Capella degli Scrovegni, também chamada capella Arena, em Pádua, é considerada o maior trabalho de Giotto. Ele retrata cenas da vida da Virgem Maria (por exemplo, a Visitação) e da Paixão de Cristo e foi criada entre 1303 e 1310.
Aqui, ele quebra as tradições da narração de cenas medievais. A cena da morte de Cristo foi admirada por muitos artistas renascentistas pela força dramática da cena em seu trabalho. Michelangelo, que estudou a obra de Giotto, inspirou-se nesse trabalho para a pintura da Capela Sistina.
Como era comum na decoração do período medieval, a porção oeste da parede é dominada pelo Julgamento Final. São muitos os painéis famosos da Capela, incluindo um com a Adoração dos Magos, em que aparece uma Estrela de Belém semelhante a um cometa. Giotto viu o Cometa Halley em sua aparição em 1301 no céu italiano e é bem provável que esse objeto astronômico tenha influenciado a estrela da Adoração.
Vários outros pintores do norte da Itália foram influenciados por Giotto, incluindo Guariento, Giusto de’ Menabuoi, Jacopo Avanzi e Altichiero.
Um documento de 1313 mostra a presença de Giotto em Roma, onde ele executou um mosaico para a antiga Basílica de São Pedro, encomendado pelo cardeal Jacopo Stefaneschi.
Em 1318, ele começou a pintar quatro capelas para quatro diferentes famílias de Florença na Basílica de Santa Cruz. As composições de Giotto influenciaram mais tarde a Cappela Brancacci, de Masaccio.
Entre 1303 e 1310 realizou um dos mais importantes trabalhos, pintura da Capela Degli Strovegni em Pádua.
De acordo com pesquisas do artista e restaurador italiano Luciano Buso, o Santo Sudário é obra de Giotto di Bondone.

Giotto

 

13.304 – Por que a mistura de água e álcool libera calor?


Dentro das moléculas de cada uma dessas duas substâncias existe um átomo de hidrogênio unido a um oxigênio, formando o grupo OH. Nesse par, o H possui uma carga elétrica positiva e o O uma negativa. “Quando a água é misturada com o álcool, o hidrogênio de uma molécula de um deles se junta ao oxigênio da molécula do outro e vice-versa, já que as cargas opostas se atraem”, explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. “Por haver um casamento tão perfeito entre as moléculas, a ligação química entre elas é muito estável: não precisam de muita energia para se manterem unidas. Quando as substancias estão separadas, a ligação entre elas não é tão estável: e suas moléculas necessitam de uma quantidade maior de energia para ficarem juntas. Como a energia indispensável para que as moléculas da mistura se unam é, comparativamente, bem menor que a necessária para manter a união das moléculas de cada uma das substancias separadas, a energia que sobra é liberada em forma de calor.”

13.287 – De onde vem a tradição de comemorar aniversários com bolos?


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O bolo é coisa da Grécia Antiga.
Os aniversariantes preparavam tortas circulares para homenagear Ártemis, deusa grega da fertilidade e da Lua – o formato circular seria referência à lua cheia.
Em cima da oferenda, a fumaça de velas simbolizava um agradecimento pela proteção da deusa e um pedido pela continuidade desta dádiva.