14.061 – Biologia e Paleontologia – Como Surgiram as Aves?


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Dentre as diversas teorias acerca da origem das aves, a mais aceita e difundida hoje é que esses animais evoluíram a partir de algumas espécies de dinossauros. Esta teoria foi fundamentada na descoberta de um fóssil de dinossauro em 1861 na Alemanha cuja presença de penas chamou atenção. O fóssil foi chamado de Archaeopteryx lithographica (asa antiga), sendo classificado como a ave mais primitiva e considerado como um fóssil de transição entre répteis e aves. As impressões das penas no substrato fóssil são bem claras e exibem uma diferenciação das penas em rêmiges primárias e secundária, disposição igual à das aves atuais, o que sugere que a Archaeopteryx teria capacidade de realizar voo batido. Mesmo assim a evolução das penas, do voo e das aves em si podem não estar relacionadas. Apesar do aparecimento das penas em dinossauros, o voo batido, por exemplo, evoluiu em três grupos diferentes de vertebrados: os pterossauros, as aves e os morcegos.
Antes mesmo do Archaeopteryx, alguns dinossauros apresentavam alguns tipos de plumagens primitivas que eram diferentes das penas das aves modernas ou daquelas apresentadas pelo Archaeopteryx. Tal descoberta levantou a hipótese de que as penas podem ter surgido primeiramente para outras funções além do voo. Alguns pesquisadores defendem a ideia de que as penas teriam surgido a partir de seleção sexual, como adornos selecionados pelas fêmeas. Apesar de ser uma teoria plausível, não seria suficiente para, isoladamente, ter forçado o surgimento de penas muito maiores, pois caracteres sexuais geralmente ocorrem somente nos machos ou de forma discreta nas fêmeas. Há ainda a possibilidade das penas terem conferido outras vantagens adaptativas, como um melhor controle da temperatura corpórea.

Quanto à evolução do voo em si, pode-se apontar duas principais teorias: teoria “chão-ar” e teoria “árvore-ar”. No primeiro caso, os animais teriam começado a voar a partir do solo através de corridas ou impulsos. Na segunda teoria o voo teria acontecido quando animais arborícolas realizavam pulos nas copas das árvores e usavam as penas para planar durante os saltos. Apesar da segunda teoria parecer mais palpável por ter menos resistência da força da gravidade, não há evidências de organismos intermediários entre o voo planado e o voo batido (em que há gasto energético), o que pode sugerir que o voo batido não teve sua origem no voo planado. Por outro lado, estudos demonstram que as asas do fóssil Archaeopteryx seriam capazes de gerar um impulso suficiente para fazê-lo voar, já que a força do impulso seria perpendicular à gravidade e não contra ela. O fato é que ambas as teorias deixam lacunas em aberto e abrem espaço para novos e modernos estudos que se propõem a esclarecer completamente a origem do voo e consequentemente das aves.

14.060 – Religião Viking


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Os povos Vikings, que habitaram a Escandinávia (atual Noruega, Suécia e Finlândia), no Norte da Europa, possuíam crenças religiosas pagãs, ou seja, não cristãs. Os mitos religiosos desses povos são conhecidos hoje como mitologia nórdica.
Os Vikings não eram extremamente religiosos, sendo o culto aos deuses realizado em épocas específicas ou em ocasiões individuais, isto é, quando uma pessoa procurava o favor divino. Um exemplo de festival religioso dos nórdicos era o Jól (também conhecido como Yule), que era realizado no inverno e que foi depois apropriado pelos cristãos e transformado na comemoração do nascimento de Cristo, o Natal. Outro exemplo de festival religioso é o Álfablót, que é visto de acordo com as fontes originais como festival de cura ou de celebração dos ancestrais. Já o culto individual estava relacionado com pedidos aos deuses e normalmente apresentava pequenos sacrifícios ou pequenos rituais de magia.
Apesar de não possuírem uma classe de sacerdotes dedicada à religião, essa função, principalmente nos rituais e festivais, era realizada pelos reis ou nobres em espaços sagrados ou templos construídos para finalidades religiosas, como o Templo de Uppsala, na Suécia. Os vikings acreditavam em seres míticos, como elfos (Álfar) e anões (Dvergar), além de gigantes (Jötunn) e dragões. Um ser mítico importante na religião viking era as Nornas, que eram seres divinos que regiam o destino dos homens. A visão de universo dos nórdicos estava centralizada na Yggdrasil, um freixo que interligava os nove mundos existentes.
Possuíam como principal deus Odin, considerado o deus mais poderoso da religião nórdica e chamado de “pai dos deuses”. Conforme Johnni Langer:
Outros deuses importantes eram Thor, Freyja, Balder, Týr, Loki etc. O fim do mundo para os nórdicos aconteceria no chamado Crepúsculo dos deuses (Ragnarök), no qual os deuses seriam destruídos, assim como parte do universo, após uma batalha final. Entretanto, estudos recentes defendem a influência do cristianismo no Ragnarök, e outros apontam que o mito do fim do universo possuía pouca influência na religiosidade viking. Os vikings foram gradativamente sendo cristianizados a partir do século X, com a religiosidade tradicional vinda do paganismo ficando restrita ao ambiente privado e presente no folclore popular nórdico.

14.059 – As invasões vikings


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Durante a Baixa Idade Média, a civilização viking deu início a uma série de invasões que marcariam o instável quadro político militar europeu. Pertencentes a uma civilização de forte tradição militarista, os vikings acreditavam que os conflitos ocupavam um importante espaço de suas crenças e práticas sociais. Dessa forma, entre os séculos VIII e XI, deflagraram um grande número de batalhas que tomaram boa parte do Velho Mundo.
Os vikings são oriundos das gélidas terras encontradas nas regiões da Noruega, Dinamarca e Suécia. Nestas regiões – apesar da falta de recursos fartos – praticavam a agricultura, a pesca e o comércio de diversos produtos como trigo, peixes, metais, madeira e alguns escravos. Historicamente, foram capazes de formar uma cultura autônoma, tendo em vista que os romanos não promoveram a ocupação dos domínios escandinavos.
Mesmo partilhando diversos hábitos e costumes, os vikings não experimentaram nenhum tipo de governo centralizado capaz de organizar as invasões à Europa. Geralmente, pequenos grupos independentes organizavam as pilhagens que começaram a atingir o mundo europeu a partir das ilhas britânicas. Faziam uso do drakkar, tipo de embarcação leve, com a qual os vikings alcançaram a Europa por vias marítimas e pluviais. Não por acaso, iniciaram a ocupação da Europa Continental adentrando o Rio Sena.

Apesar das invasões atingirem essas duas primeiras localidades, a ocupação dos vikings ocorreu simultaneamente em diversas partes da Europa. Um dos alvos mais visitados era a Irlanda, que devido à proximidade e a ajuda dos ventos fazia com que essa investida militar ocorresse sem maiores dificuldades. Enquanto os vikings noruegueses e dinamarqueses invadiam regiões da Espanha e da França, os suecos costumavam invadir partes da Polônia, Letônia, Lituânia e Rússia.

Ao contrário do que se pensa, não podemos definir que a invasão realizada pelos vikings tenha ocorrido por uma mera inclinação para a guerra. De acordo com algumas pesquisas, o processo de expansão territorial dessa civilização foi gradual e, provavelmente, foi motivado pelo problema do aumento dos contingentes populacionais em terras pouco férteis. Contrariando vários mitos ligados a essa civilização, os vikings não eram xenófobos e realizavam comércio com vários povos estrangeiros.
Outra interessante “tradição inventada” vinculada aos povos vikings está relacionada ao hábito de utilizar elmos com chifres. Pesquisas arqueológicas indicam que uma pequena parte dos combatentes utilizava esse tipo de aparato, mais comumente usado para a realização de rituais religiosos. Essa associação entre os vikings e os chifres aconteceu com a popularização, durante o século XIX, de peças teatrais e óperas que incorporaram esse vistoso ornamento.

Nesse processo de expansão, também responsável pela colonização de diversas terras nórdicas, os vikings acabariam antecipando em cinco séculos a viagem feita por Cristóvão Colombo. Por volta do ano 1000, segundo vestígios encontrados na costa leste do Canadá, um grupo de vikings dominou algumas terras nesta região investigada. Contudo, as dificuldades de fixação e o confronto com os povos nativos acabaram dando fim a essa empreitada.

Na mesma época, por volta do século XI, a expansão dos povos vikings pela Europa começava a dar seus primeiros sinais de desgaste. Além de sofrerem com diversas derrotas militares, o avanço do cristianismo pelo continente acabou enfraquecendo a formação de novas tropas dispostas a lutar. Apesar de tantas transformações, as tradições e lendas criadas por essa civilização ainda se mostra presente em diversos traços da cultura européia contemporânea.

14.058 – O Fim do Mundo Segundo os Vikings


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Ragnarök é o termo dado à crença dos vikings a respeito da morte de seus deuses e do fim da era em que viviam. A palavra Ragnarök tem origem no nórdico antigo, e sua tradução, segundo Johnni Langer, é “consumação dos destinos dos poderes supremos”.
Na crença dos vikings, o Ragnarök consistiria em uma sucessão de eventos catastróficos que levariam à destruição do Universo e à morte de parte dos deuses.
Importante frisar que o termo “viking” é utilizado para se referir aos povos nórdicos que habitavam a Escandinávia durante a Era Viking, que abrange o período de 793 a 1066. Esse período iniciou-se com as navegações realizadas pelos nórdicos, responsáveis por levá-los para diversos locais, como Islândia, norte da França, América do Norte, etc.
O que é Ragnarök?
Ragnarök é o termo usado para se referir aos eventos narrados em alguns registros escandinavos que mostram como os vikings acreditavam que o Universo em que viviam acabaria. Esse tipo de discurso que retrata o fim do homem e do mundo é chamado de escatologia. Para os vikings, o Ragnarök seria marcado por grandes batalhas entre deuses, gigantes e outras figuras míticas.
Na narrativa nórdica, os eventos do Ragnarök seriam antecedidos por um período chamado fimbulvetr, em que ocorreriam três longos invernos consecutivos. Nesse período, o mundo ficaria coberto com geadas, e a violência tomaria conta do mundo. A respeito desse acontecimento, o registro nórdico narra o seguinte:
Após o longo inverno, a sequência de novos acontecimentos seria o prelúdio de que o Ragnarok iniciava-se. Os nórdicos acreditavam que dois lobos (Skoll e Hati) finalmente alcançariam e devorariam o sol e a lua, depois de persegui-los eternamente. É importante observar que, para os nórdicos, a lua era um personagem masculino, e o sol, um personagem feminino.

Após isso, a escatologia nórdica afirmava que estrelas desapareceriam, aconteceriam tremores na terra, árvores seriam arrancadas e, finalmente, todas as correntes seriam quebradas. Nisso, os filhos de Loki (filho de Odin) marchariam para Midgard (mundo dos homens) para a batalha final. Os filhos de Loki que teriam papéis de destaque no Ragnarök eram o lobo Fenrir, a serpente que circundava o mundo chamada Jörmungandr e a deusa do mundo dos mortos chamada Hel.
Loki, por sua vez, navegaria rumo ao local da batalha final com o gigante de gelo Hrymir e seu exército no navio Naglfar. Esse navio era produzido com restos das unhas de todos os soldados que haviam morrido em batalha. Finalmente, Surtur e outros gigantes de fogo destruiriam a ponte Bifrost, que ligava Asgard (morada dos deuses) à Midgard.
Quando essa sucessão de eventos acontecesse, Heimdall, o guardião da Bifrost, soaria sua corneta e convocaria os deuses para que a batalha final fosse travada. Os exércitos que lutariam contra as forças de Loki seriam formados pelos deuses de Asgard, pelos einherjar
A luta que seria travada a partir dali teria o seguinte desfecho:
Odin lutaria contra o lobo Fenrir e seria devorado.

Vídar, filho de Odin, mataria o lobo Fenrir.

Thor, filho de Odin, lutaria contra Jormungandr, mataria a serpente, mas seria morto por seu veneno.

Frey (deus da fertilidade, relacionada à agricultura) lutaria contra Surtur e seria morto pelo gigante de fogo.

Týr (deus da justiça) lutaria contra Garmr, o cão que protege o mundo dos mortos, e ambos morreriam.

Loki lutaria contra Heimdall, e ambos morreriam na luta.

Por fim, Surtur incendiaria todo o Universo.

O Ragnarök sugere que o Universo seria destruído conforme mencionado, mas registros nórdicos também retratam o surgimento de um novo mundo. Esse mundo emergiria do mar e seria uma terra verde e bela, inicialmente habitada por um casal de humanos (Lif e Lifthrasir) que sobreviveram ao Ragnarök. Esse mundo que surgiria seria governado por Vidar e Vali, filhos de Odin e sobreviventes do Ragnarök, e contaria também com a presença de outros deuses: Modi, Magni, Balder e Hödr.
Quais são as fontes que registram o Ragnarök?
Os eventos relacionados ao Ragnarök foram registrados em diversos documentos que retratam a cosmologia (visão de mundo) dos nórdicos. O principal registro que menciona o Ragnarök é chamado Edda em Prosa, em especial um trecho do capítulo “Gylfaginning” (“O logro de Gylfi”).
A Edda Poética também é um documento que contém algumas menções ao Ragnarök, com destaque para o poema “Völuspá” (“A profecia da vidente”). Segundo aponta Johnni Langer, outros poemas da Edda Poética mencionam o Ragnarök, como “Lokasenna” (“O sarcasmo de Loki”) e “Vafþrúðnismál” (“A balada de Váfthrudnir”).
A Edda em Prosa é um documento escrito pelo historiador e poeta islandês Snorri Sturluson por volta do ano 1220. Essa obra foi dividida em vários capítulos, e um deles, em específico, organizou as crenças e os mitos da religião dos nórdicos.
A Edda Poética, por sua vez, é uma coleção de poemas nórdicos que narram diferentes histórias sobre os deuses em que os vikings acreditavam. Os poemas da Edda Poética fazem parte de um manuscrito chamado Codex Regius, encontrado na Islândia em 1643. O autor desses poemas é desconhecido até hoje.
A respeito do Ragnarök, existe uma certa contestação a respeito da veracidade desse mito, se de fato ele pertencia à crença religiosa dos vikings. Isso porque as evidências a respeito do Ragnarök são bem escassas. Existem aqueles que afirmam que a crença no Ragnarök é uma influência do Cristianismo na religiosidade dos vikings, mas não há consenso acadêmico sobre isso.
O historiador Johnni Langer sugere que a crença dos escandinavos no Ragnarök pode ter sido fruto da observação astronômica, mas também sugere que, se o Ragnarök não possui influências cristãs, pode não ter tido grande relevância na mentalidade nórdica, pois os registros, como citado, são bem raros.

14.057 – Como Funciona o Trem Bala?


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Eles conseguem fazer isso graças a poderosos eletroímãs – peças que geram um campo magnético a partir de uma corrente elétrica – instalados tanto no veículo quanto nos trilhos. Os maglevs (abreviação de “levitação magnética”), como são chamados, nada têm a ver com os famosos trens-bala que circulam no Japão e na Europa com motores elétricos e rodas comuns e atingem até 300 km/h. Já os maglevs, que ainda não entraram em operação em nenhum lugar do mundo, poderão superar os 500 km/h, pois não sofrerão nenhum atrito com o solo. As vantagens não param por aí. Eles consumirão menos energia, serão mais silenciosos e não precisarão de tanta manutenção. A expectativa é de que esses trens flutuantes possam competir até com vôos regionais, revolucionando o transporte entre cidades.
Um maglev venceria a distância entre Rio e São Paulo em 50 minutos, praticamente o mesmo tempo da ponte aérea, mas a um custo bem inferior. Por que, então, eles ainda não estão em funcionamento? O problema é o enorme investimento necessário para instalar linhas totalmente novas – enquanto os trens-bala comuns podem aproveitar as ferrovias já existentes.
Transporte revolucionário O trem alemão Transrapid levita a 10 milímetros de altura
CABINE DE COMANDO
Apesar de ter, na frente, uma cabine de comando tripulada, como os trens tradicionais, o maglev não possui uma locomotiva propriamente dita, já que o “motor” não fica no trem e sim nos trilhos inteiros. Cada vagão tem seus próprios ímãs e é capaz de levitar sozinho

TRILHOS MAGNÉTICOS
O verdadeiro motor do maglev está na linha que ele irá percorrer. Uma bobina de cabos ao longo dos trilhos produz um campo magnético variável que impulsiona o trem a velocidades de até 500 km/h. Para economizar energia, apenas a parte da linha sobre a qual o trem está passando permanece ligada

CHASSI INFERIOR
Essa estrutura embaixo dos vagões carrega os ímãs responsáveis pela levitação e pela direção do veículo. Apesar de envolver as guias da linha (para evitar descarrilamento), o chassi não toca nelas e fica suspenso no ar, a 10 milímetros de distância

ÍMÃS DE DIREÇÃO
Quatro eletroímãs, dois de cada lado do trem, são atraídos para a guia. O resultado é um equilíbrio de forças (seta amarela) que impede o trem de tocar nos trilhos. Nas curvas, a potência dos ímãs é automaticamente ajustada por computadores para que o trem vire suavemente, sem solavancos

ÍMÃS DE LEVITAÇÃO
Ficam embaixo dos trilhos e apontados para cima, sustentando o trem no ar com sua força magnética (seta verde). São eles que impulsionam o trem para a frente, reagindo às variações na corrente elétrica que passa pela linha

BOBINA DE CABOS
A bobina é formada por três cabos elétricos trançados que percorrem todo o trilho. A diferença de corrente elétrica entre eles gera o campo magnético que faz o trem avançar (seta vermelha). Para freá-lo, basta inverter a direção desse campo

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14.056 – A Antigravidade


detector alfa
Um dos fatos mais surpreendentes sobre a ciência é como são aplicáveis universalmente as leis da natureza. Cada partícula obedece as mesmas regras, experimenta as mesmas forças e vê as mesmas constantes fundamentais, não importando onde ou quando elas existam. Gravitacionalmente, todas as entidades do universo experimentam, dependendo de como você as vê, ou a mesma aceleração gravitacional ou a mesma curvatura do espaço-tempo, não importando as propriedades que possui.
Pelo menos, é como as coisas são na teoria. Para o astrofísico Ethan Siegel, fundador e escritor de Starts With A Bang, na prática, algumas coisas são notoriamente difíceis de medir. Fótons e partículas normais e estáveis caem como esperado em um campo gravitacional, com a Terra fazendo com que qualquer partícula massiva acelere em direção ao seu centro a 9,8 m / s 2 . Apesar de nossos melhores esforços, nunca medimos a aceleração gravitacional da antimatéria. Deveria acelerar exatamente da mesma maneira, mas até medirmos isso, não podemos saber.
Um experimento está tentando decidir o assunto, de uma vez por todas. Dependendo do que encontrar, pode ser a chave para uma revolução científica e tecnológica. Se quisermos saber como a antimatéria se comporta gravitacionalmente, não podemos simplesmente sair do que teoricamente esperamos ; temos que medir isso. Felizmente, há um experimento em execução agora que foi projetado para fazer exatamente isso: o experimento ALPHA no CERN .
A colaboração ALPHA foi a mais próxima de qualquer experimento a medir o comportamento da antimatéria neutra em um campo gravitacional. Com o próximo detector ALPHA-g, poderemos finalmente saber a resposta. Crédito: Maximiniel Brice/CERN)
Um dos grandes avanços que foram dados recentemente é a criação não apenas de partículas de antimatéria, mas estados neutros e estáveis do mesmo. Antiprótons e pósitrons (antielétrons) podem ser criados, desacelerados e forçados a interagir uns com os outros, onde formam um anti-hidrogênio neutro. Usando uma combinação de campos elétricos e magnéticos, podemos confinar esses antiátomos e mantê-los estáveis, longe do assunto que os faria aniquilar.
O novo detector ALPHA-g, construído na instalação Triunf do Canadá e enviado ao CERN no início deste ano, deve melhorar os limites da aceleração gravitacional da antimatéria até o limiar crítico. Do ponto de vista teórico e de aplicação, qualquer resultado que não os esperados +9,8 m/s2 seria absolutamente revolucionário. A contraparte da antimatéria de todas as partículas de matéria deve ter: a mesma massa, a mesma aceleração em um campo gravitacional, a carga elétrica oposta, a rotação oposta, as mesmas propriedades magnéticas, deve se unir da mesma forma em átomos, moléculas e estruturas maiores e deve ter o mesmo espectro de transições de positrons nessas variadas configurações.
Alguns destes foram medidos por um longo tempo: massa inercial da antimatéria, carga elétrica, spin e propriedades magnéticas são bem conhecidos. Suas propriedades de ligação e transição foram medidas por outros detectores no experimento ALPHA e se alinham com o que a física de partículas prevê. Mas se a aceleração gravitacional voltar negativa em vez de positiva, literalmente viraria o mundo de cabeça para baixo.
(O detector ALPHA-g, construído na instalação de aceleração de partículas do Canadá, TRIUMF, é o primeiro de seu tipo projetado para medir o efeito da gravidade na antimatéria. Quando orientado verticalmente, deve ser capaz de medir em qual direção a antimatéria cai e em qual magnitude. Crédito: Stu Shepherd/ Triumf)
Atualmente, não existe tal coisa como um condutor gravitacional. Em um condutor elétrico, cargas livres vivem na superfície e podem se mover, redistribuindo-se em resposta a quaisquer outras cargas ao redor. Se você tiver uma carga elétrica fora de um condutor elétrico, o interior do condutor será protegido dessa fonte elétrica.
Mas não há como se proteger da força gravitacional. Não há como montar um campo gravitacional uniforme em uma região do espaço, como você pode fazer entre as placas paralelas de um capacitor elétrico. O motivo? Porque ao contrário da força elétrica, que é gerada por cargas positivas e negativas, há apenas um tipo de “carga gravitacional”, e isso é massa e energia. A força gravitacional é sempre atraente e simplesmente não há maneira de contornar isso.
Mas se você tem massa gravitacional negativa, tudo isso muda. Se a antimatéria realmente se torna antigravitacional, caindo em vez de cair, então a gravidade a vê como se fosse feita de antimassa ou antienergia. Sob as leis da física que atualmente entendemos, quantidades como antimassa ou antienergia não existem. Podemos imaginá-los e falar sobre como eles se comportariam, mas esperamos que a antimatéria tenha massa normal e energia normal quando se trata de gravidade.
(A ferramenta Virtual IronBird para o Centrifuge Accommodation Module é uma maneira de criar gravidade artificial, mas requer muita energia e permite apenas um tipo específico de força de busca de centro. A verdadeira gravidade artificial exigiria que algo se comportasse com massa negativa. Crédito: NASA/AMES)
Se antimassa existe, no entanto, uma série de grandes avanços tecnológicos, imaginados por escritores de ficção científica por gerações, de repente se tornariam fisicamente possíveis. Podemos construir um condutor gravitacional e nos proteger da força gravitacional. Podemos montar um capacitor gravitacional no espaço, criando um campo de gravidade artificial uniforme. Poderíamos até mesmo criar um drive de dobra, já que teríamos a capacidade de deformar o espaço-tempo exatamente da maneira que uma solução matemática para a Relatividade Geral, descoberta por Miguel Alcubierre em 1994, exige.
É uma possibilidade incrível, que é considerada altamente improvável por praticamente todos os físicos teóricos. Mas não importa quão selvagens ou domesticadas sejam suas teorias, você deve confrontá-las com dados experimentais; somente medindo o Universo e colocando-o à prova, você pode determinar com precisão como as leis da natureza funcionam.

14.055 – De Olho no Eclipse – Eclipse total do Sol é festejado no Chile e na Argentina


eclipse
Da região de La Serena, no Chile , até a província de San Juan, na Argentina , centenas de milhares de pessoas acompanharam na tarde desta terça-feira o eclipse total do Sol. Considerado por muitos cientistas o fenômeno astronômico do ano , o evento só foi observado em sua totalidade por aqueles que se dirigiram a uma faixa de 150 quilômetros que se estendeu sobre os dois países vizinhos. Entre jornalistas, pesquisadores e curiosos, cerca de mil convidados estavam no Observatório de La Silla , situado no topo de uma montanha chilena próxima ao deserto do Atacama, quando a Lua se colocou entre o astro e a Terra. Por cerca de dois minutos, o dia se transformou em noite e a temperatura baixou 15ºC.
Quem foi até lá se deparou com um clima favorável e livre de nuvens. Quando finalmente a sombra da Lua ocupou completamente o céu, aplausos e gritos deram lugar ao silêncio total. Coquimbo, onde La Silla se situa, conta com um dos céus mais propícios para a observação astronômica. Por conta disso, a região responde por cerca de 45% de toda a atividade mundial nesta área.
— Estar em um planalto bem acima do nível do mar, onde a pressão atmosférica é menor, favorece muito a observação — explica o brasileiro Eugênio Reis, do Observatório Nacional. — Além disso, o Atacama faz com que haja menos umidade, o que também é positivo. É claro que o governo chileno deu todos os incentivos para que os observatórios se instalassem ali, mas a localização em um planalto desértico é muito boa.
Localizado a 2.400m acima do nível do mar, La Silla foi inaugurado em 1960 e é administrado pelo Observatório Europeu do Sul. O presidente chileno Sebastián Piñera visitou o lugar antes de se dirigir ao povoado de La Hilguera para assistir ao eclipse.
— Hoje é um dia muito importante que nós esperamos por muito tempo. O Chile é a capital do mundo em matéria de astronomia. Somos os olhos e os sentidos da humanidade para observar e estudar o Universo.
Ao se dar sobre os telescópios do observatório chileno, o eclipse apresentou uma oportunidade incomum para os cientistas. Nos últimos cinquenta anos, apenas duas vezes um fenômeno semelhante pode ser observado com ajuda dos equipamentos de observatórios astronômicos: em 1961, no francês Observatoire de Haute-Provence, e em 1991, no Mauna Kea, situado no Havaí (EUA). Cientistas dos observatórios chilenos de La Silla e de Cerro Tololo pretendiam realizar experimentos que podem revelar fatos desconhecidos sobre o Sol e a coroa solar.
Os pesquisadores planejaram repetir, inclusive, um experimento feito na cidade cearense de Sobral em 1919, quando ficou provado que a força de gravidade do astro altera o caminho da luz de outras estrelas até a Terra. O fato ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade Geral proposta por Albert Einstein.
No Brasil, apenas em 2045
De acordo com a Sociedade Chilena de Astronomia, a região de Coquimbo não assistia a um eclipse desde 1592. O próximo deve acontecer por lá apenas em 2165. No Chile, autoridades estimam que entre 300.000 e 350.000 mil turistas se dirigiram à região onde foi possível acompanhar o eclipse total. Todas as vagas nos hotéis de Vicuña, La Serena e Coquimbo estavam reservadas há meses.
Na capital chilena, o fenômeno foi parcial e a lua encobriu 92% do Sol. Colégios liberaram estudantes e uma multidão se reuniu nos parques e no topo de prédios para olhar os céus. Em Buenos Aires, no entanto, o clima ruim e os arranha-céus impediram que o evento fosse observado. Além dos dois países, Brasil, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Panamá puderam ver o eclipse de maneira parcial.
O próximo eclipse total do Sol vai acontecer novamente no ano que vem, em dezembro. Ele vai passar por Argentina e Chile outra vez, além de partes da África e da Antártida. Em 2024, fenômeno semelhante se dará nos EUA, Canadá e México. Quem quiser acompanhar um evento deste porte no Brasil terá que esperar até 2045.

14.054 – Terra, Eterna Enquanto Dura – Vida na Terra acabará em 2 bilhões de anos, mas Humanidade vai antes


terra e lua
Um modelo de cálculo executado por computadores estima que a vida no nosso planeta vai acabar em exatos 2.000.002.013 (dois bilhões e dois mil treze) anos. A equação foi elaborada pelo astrobiólogo Jack O’Malley-James, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, em parceria com um grupo de pesquisadores de seu campus.
Ao jornal argentino “Clarín”, O’Malley-James explica que a temperatura média da Terra subirá gradualmente ao longo da evolução do sol, e o aumento das temperaturas levará ao aumento da evaporação da água, colocando mais vapor de água na atmosfera. Uma consequência disso é que haverá mais chuva, o que, segundo o astrobiólogo, vai reduzir os níveis de CO2 da atmosfera.
Com o tempo, os níveis de CO2 ficarão tão baixos que as plantas não serão capazes de fazer fotossíntese e muitas grandes plantas e árvores que vemos ao nosso redor todos os dias serão extintas, na análise do cientista. E, sem planta, toda a cadeia alimentar se perderá e todos nós seremos extintos, por causa também dos baixos níveis de oxigênio.
E agora a notícia pior: o cientista escocês garante que os humanos e as plantas deixarão a face da Terra muito antes, na metade deste tempo, daqui a um bilhão de anos. E o processo se extinção se seguirá até que, ao fim dos dois bilhões de anos, os últimos micróbios desaparecerão.

Mas, tais previsões sinistras podem não chegar a acontecer. Boa parte dos cientistas também acredita que seremos salvos por nossa tecnologia.

14.053 – História – Arqueologia Industrial


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Para abastecer a cidade de São Paulo em época de estiagem, no início do século XX, foi instalada uma bomba d’água a vapor na Serra da Cantareira. O equipamento – fabricado em Lincoln, na Inglaterra, em 1898 – elevava as águas da represa do Engordador. Assim como o fornecimento de energia elétrica e de gás, esse abastecimento permitiu a instalação e a expansão da industrialização de São Paulo. A importância da máquina foi tão grande que ela está preservada e tombada pelos órgãos de preservação do patrimônio, como relíquia histórica dos primórdios do abastecimento da cidade.
Para fazer investigações como essa, foi aplicada a metodologia da Arqueologia Industrial, ciência que tem como objetivo promover a pesquisa da herança industrial da humanidade e ajudar a compreender o que se perdeu com a mecanização dos hábitos e a banalização dos bens.
Outro exemplo de estudo feito a partir deste ramo da Arqueologia foi o da Fábrica de Tecidos São Luiz, de Itu, no interior de São Paulo. Construída em 1869, ela representa um tempo em que o cultivo do algodão era valorizado na região. Tanto que o brasilianista Warren Dean (1932-1994), em 1976, propôs que ela fosse estudada, como um dos marcos da industrialização têxtil em São Paulo.

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14.052 – Arqueologia – Cronologia das Descobertas


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No mar, na terra ou no espaço, há sempre uma equipe de pesquisadores procurando pistas sobre o nosso passado. Eles estudam a riqueza de nossa história em materiais de todos os tipos, como lixo, ossos e vestígios de construções. Conheça algumas das diversas modalidades da Arqueologia:
Bíblica
Seu objetivo inicial era comprovar os relatos da Bíblia por meio de restos materiais. Mas hoje ela estuda os vestígios relacionados à história das religiões judaico-cristãs. A principal região pesquisada é a chamada Terra Santa, no Oriente Médio.

Industrial
Realizados a partir das evidências encontradas em fábricas, manufaturas e meios artesanais, os estudos nessa área analisam as transformações sociais, culturais e econômicas ligadas à produção.

Pré-histórica ou proto-histórica
Envolve os aspectos materiais de populações que não deixaram textos escritos. No caso do Brasil, a pré-história engloba o período anterior à chegada de Cabral.

Histórica
Procura pistas nos objetos de sociedades que deixaram registros escritos. Recentemente, porém, a disciplina vem passando por questionamentos sobre o uso de datas fixas para delimitar o que é história ou pré-história.

Subaquática e náutica
Dedica-se a estudos nas águas: interiores (rios, lagos, represas), marítimas ou oceânicas. Os pesquisadores, que em geral dominam técnicas de mergulho, têm cuidados especiais para conservar os objetos submersos e trazê-los à superfície, quando isso é necessário.

Zooarqueologia
Analisa as interações entre os seres humanos e os animais, inclusive o processo de domesticação e o uso como força motriz ou como alimento. O estudo é feito a partir de ossos, dentes e outros vestígios da fauna.

Do lixo
Procura desvendar o comportamento de uma comunidade estudando seus restos. A investigação é centrada em lixos, lixões e aterros sanitários.

Espacial e de paisagem
Amplamente influenciadas pela geografia, buscam instrumentos para estudar as populações do passado através da paisagem e do meio ambiente. Muitas vezes usam tecnologia avançada, como imagens produzidas por satélites.

Etnoarqueologia
Com base em grupos contemporâneos, os etnoarqueólogos criam analogias para pensar sobre comportamentos e hábitos por meio de objetos feitos por sociedades que não conhecemos mais.

De gênero
Há duas formas de entender esta modalidade. A primeira, ligada aos estudos feministas, analisa os vestígios arqueológicos que possam contribuir com a história das mulheres. A segunda procura descobrir pistas da interação entre os diferentes grupos de gênero e de idade identificadas nas escavações.

Geoarqueologia
É a interação da geografia com a arqueologia. Através do recolhimento de sedimentos superficiais e da análise do solo, procura-se compreender como a paisagem, a terra e seus componentes se modificaram ao longo do tempo na interação com grupos humanos.

Pública
Pretende compartilhar o resultado das pesquisas obtidas nas escavações com diferentes comunidades como os quilombolas, os índios, os trabalhadores de uma fábrica, etc. Dessa interação, surge um conhecimento transformado e trabalhado em conjunto com a população.

Da arquitetura
Procurar retirar vestígios em edifícios históricos através de procedimentos de análise pouco destrutivos para identificar materiais, técnicas e procedimentos construtivos e artísticos utilizados no passado. É bastante utilizada em projetos de restauração de prédios tombados e preservados.

Incríveis descobertas

Século XVIII – 1772
Pompeia – ITÁLIA
Encoberta pelas lavas do Vesúvio no ano 79 d.C., a cidade permaneceu intacta até o século XVIII, quando foi descoberta por um agricultor que localizou vestígios de um muro.

Moais – Ilha de Páscoa – CHILE
Estátuas esculpidas em pedra de dois a 20 metros de altura, santuários e vários escritos que exaltavam ancestrais sagrados foram descobertos na costa da ilha pelo holandês Jacob Roggeveen em 5 de abril, um domingo de Páscoa.

1773
Palenque – MÉXICO
Durante uma expedição, soldados e missionários espanhóis reencontraram a cidade maia de Palenque. Até hoje, o santuário, rodeado de vegetação, é cenário de inúmeros achados. Entre as construções destaca-se o Templo das Inscrições, uma pirâmide na qual foram encontrados, em 1952, cerca de 619 hieróglifos.

1799
Pedra de Roseta – EGITO
Encontrada por soldados de Napoleão, a estela era um decreto que regulava o culto ao faraó Ptolomeu V (332 a.C.). Foi escrita em três idiomas: grego, demótico e hieróglifos. Esta descoberta foi fundamental para a decifração dos hieróglifos.

1843
O Povo de Lagoa Santa – MINAS GERAIS – BRASIL
O arqueólogo dinamarquês Peter Lund descobriu em uma gruta, na lagoa do Sumidouro, fósseis de animais extintos e restos de 30 humanos de várias idades, comprovando a coexistência desses humanos com animais da Idade do Gelo.

1868
Jericó – TERRITÓRIO PALESTINO
Considerada a cidade mais antiga do mundo, Jericó, que hoje se localiza em um dos territórios palestinos, comemorou no ano passado seus 10 mil anos. Nos relatos bíblicos, é chamada de cidade das palmeiras. As primeiras escavações são de 1868, feitas pelo inglês Charles Warren (1840-1927).

1873
Cidade de Troia – COSTA DA TURQUIA
Depois de anos de escavações na colina de Hissarlik, os arqueólogos Heinrich Schliemann e Wilhelm Dörpfeld encontraram sete camadas da cidade de Troia. Uma delas era a conhecida cidade de Ilion, palco da grande guerra descrita por Homero.

1895
Megalitos – AMAPÁ – BRASIL
O zoólogo suíço Emílio Goeldi (1859-1917) e o tenente-coronel Aureliano Pinto de Lima Guedes (1848-1912) organizaram uma expedição ao Amapá, onde encontraram o fascinante sítio arqueológico com megalitos e peças variadas de cerâmica.
Século 20
1911
Machu Picchu – PERU
O mês de julho deste ano marcou o centenário da descoberta da cidade sagrada inca de Machu Picchu pelo arqueólogo americano Hiram Bingham. O santuário histórico, localizado no topo de uma montanha, mais de dois mil metros acima do nível do mar, faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco desde 1983.

1912
Busto de Nefertiti – EGITO/ALEMANHA
Apesar de ser uma obra inacabada de apenas 50 cm de altura, o famoso busto é razão de brigas constantes entre a Alemanha, onde está hoje, e o Egito, onde foi encontrado. A descoberta, em 1912, foi feita por uma equipe arqueológica da Sociedade Oriental Alemã. Alvo de controvérsias sobre sua autenticidade, ele representaria a esposa do faraó Amenófis IV (mais conhecido como Akhenaton), pai de Tutankamon.

1922
Tumba de Tutankâmon– EGITO
O arqueólogo e egiptólogo britânico Howard Carter descobriu a luxuosa tumba, ainda intacta, do jovem faraó que governou o Egito há mais de 3.000 anos e que morreu misteriosamente.

1947
Escritos do Mar Morto – ISRAEL
Nas cavernas do deserto da Judeia, na região do Mar Morto, foram encontrados mais de 900 manuscritos. Feitos em papiros e em pergaminhos, os documentos continham textos bíblicos e apócrifos. Calcula-se que foram escritos entre III a.C. e II d.C.

1958
Catal Huyuk – TURQUIA
Um dos primeiros centros urbanos do mundo, de mais de 9 mil anos atrás, é considerado o principal sítio arqueológico da Turquia. Foi descoberto no fim dos anos 1950 e começou a ser escavado por James Mellaart na década seguinte. Desde 1993, um grupo internacional de arqueólogos, liderado por Ian Hodder, faz escavações e conta as novidades no site oficial do projeto: http://www.catalhoyuk.com

Anos 1960
Gobekli Tepe – TURQUIA
Considerado o local de culto religioso mais antigo do mundo, o sítio arqueológico de Gobekli Tepe (que, em turco, significa morro com barriga) é do início do período neolítico. Ele foi descoberto nos anos 1960, mas só foi estudado profundamente na década de 1990, por conta de uma parceria entre arqueólogos turcos e alemães.

1970
Sweet Track – INGLATERRA
Um importante exemplo de engenharia do período neolítico é a Sweet Track, uma das mais antigas estradas conhecidas, que foi construída por volta de 3800 a.C. Os principais componentes da estrada são cinzas, cal e tábuas de carvalho. A maior parte dela continua em seu local de origem, embora algumas partes estejam expostas em espaços como o British Museum.

1973
Serra da Capivara – PIAUÍ – BRASIL
O Parque Nacional da Capivara, criado em 1979, concentra o maior número de pinturas rupestres do mundo. A região tem mais de mil sítios arqueológicos. A primeira missão de investigação, em 1973, teve a participação da arqueóloga Niède Guidon, que até hoje trabalha no local.
1974
Guerreiros de Xi’an – CHINA
Foi por acaso que agricultores encontraram um exército inteiro de 8.000 soldados feitos de terracota. Os Guerreiros de Xi’an estavam em funerárias construídas no governo do primeiro imperador da China, Qin Shi Huang (246-221 a.C.).

1977/2010
El Zotz – GUATEMALA
Na região florestal de Péten, El Zotz é a maior metrópole maia descoberta até o momento. Foi encontrada em 1977 por Marco Antonio Bailey. No ano passado, uma equipe de arqueólogos descobriu uma câmara mortuária sob a pirâmide El Diablo, a maior do templo.

1986
Yonaguni – JAPÃO
Mergulhadores encontraram uma imensa estrutura em forma de pirâmide. A descoberta data de aproximadamente 8000 a.C., e ainda não se sabe se ela é uma obra-prima da engenharia da época ou um acaso da natureza.

1987
A catacumba de Minas Gerais – BRASIL
Uma ossada infantil envolvida em tecido foi encontrada na Gruta do Gentio, na cidade de Unaí. Devido às condições climáticas, conservou-se embalsamada, e na época foi apontada como a mais antiga múmia brasileira, com cerca de 3.500 anos.

1995
Baía de Saint-Malo – FRANÇA
A cidade francesa de Saint-Malo, às margens do Canal da Macha, é uma das mais ricas em história náutica e arqueologia subaquática. Em 1995, dois grandes navios corsários foram descobertos. Anos de escavações sob o mar revelaram as embarcações La Dauphine e L’Amaible Grenot, ambas naufragadas no século XVIII.
1998
Luzia – MINAS GERAIS – BRASIL
O biólogo e antropólogo brasileiro Walter Neves analisou um crânio encontrado na região e concluiu que é o mais antigo do continente americano, com mais de 11.500 anos. O material integra a coleção única de 75 crânios depositados no Museu de Copenhague, na Dinamarca, coletados por Peter Lund em Lagoa Santa no século XIX.

Século 21
2004
Mazagão Velho – AMAPÁ – BRASIL
O último baluarte lusitano no Marrocos havia sido invadido pelos mouros em 1769. Sem saída, o rei português D. José I ordena a transferência da cidade inteira, que tem como destino final a província do Grão Pará. Só em 2004 pesquisadores da UFPE iniciaram o trabalho de escavação dos resquícios da cidade transferida há mais de 200 anos.

2008
Pinturas a óleo – AFEGANISTÃO
As pinturas a óleo mais antigas do mundo estão em cavernas afegãs. A equipe formada por arqueólogos japoneses, americanos e suíços que as encontrou afirma que datam do século VII d.C, ou seja, centenas de anos antes do início da pintura a óleo na Europa. Elas mostram cenas de seres míticos e figuras de Buda trajando vestes vermelhas.

2010
Pinturas rupestres – SOMÁLIA
Guerras e secas fizeram da Somália um país quase sem investigação arqueológica. No entanto, no ano passado, pinturas de animais, que devem ter sido feitas há mais de 4.000 anos, foram descobertas pela University College London.

2011
As novas pirâmides – EGITO
Este ano, imagens em infravermelho captadas por satélites detectaram a existência de 17 pirâmides enterradas no Egito. A equipe de arqueólogos liderada por Sarah Parcak já encontrou duas delas por meio de escavações.

2011
Embarcação do Faraó – EGITO
No mês de julho, arqueólogos egípcios e japoneses começaram a desenterrar um barco encontrado aos pés da pirâmide de Gizé, no Egito. Com idade aproximada de 4,5 mil anos, ele serviria para transportar a alma do faraó Quéops em viagens para acompanhar o deus-Sol Amon-Rá. Após um longo trabalho de remontagem, ele se juntará a outra embarcação, encontrada em 1917, como uma das maiores descobertas arqueológicas do Egito.

2011
Submarino alemão – SANTA CATARINA – BRASIL
Foram encontrados em julho os restos do primeiro dentre 11 submarinos alemães afundados em nossa costa durante a 2ª guerra mundial. O U513, que chegou a afundar um navio mercante brasileiro, foi localizado por uma equipe de pesquisadores e arqueólogos subquáticos da Univali e do Instituto Kat Schurmann. Os trabalhos de busca foram filmados e farão parte de um documentário.

2011
Jesuítas – PARANÁ – BRASIL
Depois de anos de busca, historiadores anunciaram a descoberta do sítio arqueológico da Missão Jesuítica San Joseph, fundada em 1625 na cidade de Cambé, no Paraná. O anúncio foi feito pela arqueóloga Cláudia Inês Parellada, do Museu Paranaense, e é de grande importância para o estudo das reduções jesuíticas no Brasil. A Missão San Joseph foi provavelmente destruída pelos bandeirantes em 1631.

2011
Erotismo na pré-história – ALEMANHA
Arqueólogos encontraram, pela primeira vez, imagens de mulheres nuas em cavernas da Idade da Pedra na Alemanha. Para os pesquisadores envolvidos, as gravuras foram utilizadas em rituais de fertilidade há mais de 12 mil anos.

2011
Santo Filipe – TURQUIA
Depois de anos de procura, arqueólogos acreditam ter achado a tumba – ainda não aberta – de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus, em Pamukkale, no sudoeste da Turquia. Encontrada embaixo de escombros de uma Igreja, a descoberta, de acordo com os especialistas, é de grande importância para o mundo cristão e a arqueologia.

2011
Gatos olmecas – MÉXICO
Uma pedra da cultura olmeca com relevo de três gatos foi descoberta por pesquisadores do Instituto Nacional de Antropologia e História do México. O artefato possui mais de uma tonelada e data de, aproximadamente, 2,8 mil anos.

2011
Afro-descendentes – ESTADOS UNIDOS
Nan Rothschild, arqueóloga da Universidade de Columbia (EUA), encontrou vestígios de uma comunidade de afro-americanos construída no século XIX no coração de Nova Iorque. Há indícios de que o local foi desapropriado para dar lugar ao Central Park, o maior parque de Manhatan.

14.051 – História do Alcoolismo


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Para a Igreja, as bebidas alcoólicas levavam à loucura. Mas nativos e escravos apreciavam – e muito – as aguardentes
A aguardente de cana exercia um efeito devastador sobre a comunidade indígena. Esta foi a mensagem que o padre alemão João Brawer – que participava de uma missão na aldeia de Ibiapaba, no Ceará – escreveu em carta enviada à rainha portuguesa D. Maria Ana em 1750. Segundo o religioso, a bebida roubava toda a vontade própria dos índios, era “fonte de muitas desordens, pois com ela se ferem e matam uns aos outros” e houve até “quem, na embriaguez, vibrou a si próprio umas poucas facadas no ventre”. O uso do álcool era incentivado pelos colonos, que tinham a nítida intenção de transformar os nativos em uma mão de obra que jamais questionaria as vontades de seus senhores.
Mas, entre os tupinambás, a embriaguez ritual provocada pelo cauim – uma bebida fermentada à base de mandioca, milho e frutas – era absolutamente normal em festas, casamentos, funerais e até em decisões políticas. Nas cauinagens, algumas iniciativas consideradas agressivas eram toleradas, como brigar entre guerreiros da mesma tribo e atear fogo às malocas. Aqueles que cometiam o maior número de desatinos mereciam mais consideração dos companheiros, pois os índios acreditavam que a bebida, de certo modo, conservava o seu equilíbrio psíquico. Mas os missionários cristãos não pensavam do mesmo modo.
Uma das razões pelas quais os jesuítas aportaram na costa brasileira a partir do século XVI foi servir ao aparelho ideológico da Coroa lusitana. Aliando elementos da cultura dos nativos com preceitos cristãos europeus, os religiosos compuseram um código de doutrinas morais que deveria ser um instrumento de controle social. Quanto ao consumo de álcool, “moderação” era o termo que melhor se aplicava à conduta que eles julgavam ser ideal. Combater as bebedeiras estava na ordem do dia.
Mas, na contramão do que a Igreja aconselhava, a oferta de aguardente se espalhou pelo território luso-americano a partir da metade do século XVIII. A novidade desestabilizou os povos nativos e obrigou os jesuítas a controlar a disseminação do álcool para que pudessem dar continuidade à catequese. Os religiosos até recorreram a um visitador inquisitorial, como no caso da carta do padre Brawer.
O ideal da moderação foi herdado do moralismo cristão medieval de São Tomás de Aquino (1225-1274), filósofo escolástico para quem o álcool era a causa de todos os pecados e vícios. Este modelo de conduta foi sintetizado pelo agricultor lusitano Vicênio Alarte em 1712, em texto que fazia referência ao vinho: “a primeira vez, quando se come, era necessário para a sede; a segunda, para a alegria; a terceira, para o deleite; e a quarta, para a loucura e desatino”. Ou seja, havia um limite tolerável para o consumo do vinho que, quando ultrapassado, levava à loucura – que era um desvio moral, não uma doença.
Além de fazer parte dos rituais cristãos, o vinho era tido como energizante e possuidor de efeitos terapêuticos. Também prevalecia na América portuguesa uma certa valorização do vinho europeu em detrimento da aguardente local. O cirurgião lisboeta Luís Gomes Ferreira defendeu, em 1735, que “não há coisa alguma nelas [nas Minas] que seja mais prejudicial à saúde, assim de pretos como de brancos, como é a dita aguardente (…); quando queremos afirmar que uma coisa não presta para nada dizemos que é uma ‘cachaça’”. Representantes do poder português, os médicos e cirurgiões só aceitavam que a aguardente proveniente doReino fosse utilizada como remédio, para combater doenças pulmonares, gota e hidropisia. Mesmo assim, essas restrições não impediram que as aguardentes aparecessem na sociedade colonial em circunstâncias que não interessavam às autoridades.
A própria circulação do álcool extrapolou as aldeias indígenas. De acordo com os relatos do jesuíta italiano João Antônio Andreoni (1649-1716), que visitou os engenhos baianos na virada para o século XVIII, havia uma orientação para que os escravos evitassem a garapa azeda, um produto clandestino e alcoolizado, e preferissem a doce, um derivado não alcoólico. O jesuíta achava que, para resolver o problema da embriaguez dos cativos, a melhor solução era fazer com que os senhores determinassem as datas mais adequadas para se beber – dias santos e feriados – e que substâncias poderiam ser ingeridas nessas ocasiões. Para o padre, era importante que o senhor se tornasse uma espécie de tutor dos negros e os fizesse admitir as vantagens de manter a sobriedade.
Mas tentar domesticar a vida íntima dos cativos, não foi, de maneira alguma, uma manobra eficaz. Havia festas em que a bebedeira ia além do que a Igreja poderia prever, e fazia com que os escravos se permitissem acessos de luxúria, comessem em excesso, dançassem sem parar e cometessem toda espécie de pecado que “aproximava os homens do demônio”. Teólogos e moralistas viam essas reuniões como momentos de sacrilégios e blasfêmias.
Havia negros que guardavam dinheiro para comprar aguardente e, consequentemente, oferecer a bebida aos amigos, nas festas ou durante as refeições. Nestes casos, a cachaça cumpria a função social de reforçar os laços de solidariedade entre os cativos. Não por acaso, tanto os religiosos como a própria Coroa não mediam esforços para tentar resolver a “questão das aguardentes”. Diversas ordens e pareceres foram editados ao longo do século XVIII com o intuito de regular a produção, a distribuição, a troca e o consumo de bebidas alcoólicas, sobretudo na capitania mineira.
Por temerem revoltas, as autoridades estavam sempre atentas à circulação da bebida, que aproximava escravos e homens livres pobres nas tabernas (mineiras) e festas. Tanto que o rendeiro Francisco Machado de Souza, em 1738, teve que suplicar ao rei que libertasse seu escravo Thomas Mina, que havia sido surpreendido por oficiais quando foi comprar cachaça. Mesmo alegando que iria oferecer doses da bebida em uma festa de batizado da qual seria o padrinho, Thomas foi preso pelo simples fato de portar a substância. As visitações episcopais também se encarregavam da perseguição ao uso de bebidas estimulando a denúncia de ebriedade.
Um certo José Pereira também sofreu com a sentença que recebeu em 1773. Preso por embriaguez, ele foi solto com a condição de que apresentasse, a cada três meses, uma “certidão de bem-viver”. Sem o documento, que devia ser emitido pela comunidade – enfatizando que a embriaguez era prejudicial por perturbar o “sossego público” –, ele teria que ser enviado na mesma hora para a prisão mineira do Cuieté. Havia, portanto, um modelo cristão e moderador na sociedade, que verificava como devia ser o comportamento dos cidadãos em relação à bebida e que fiscalizava a sobriedade alheia.
A embriaguez, portanto, aparecia como uma manifestação de imoralidade e fonte de pecados e arruaças. Por isso, o poder colonial pressionava, perseguia e prendia os beberrões. Apesar dos embates travados por escravos, homens livres e povos indígenas contra as autoridades, talvez ainda sobreviva entre nós algo desta herança colonial da ideologia da moderação relativa às nossas formas de beber.

lei seca

14.049 – Arma de Guerra – Novo drone helicóptero militar dos EUA está pronto para ação


drone helicoptero
Após dois anos de testes e desenvolvimento, o drone helicóptero Fire Scout, da Marinha dos EUA, está finalmente pronto para a ação. O exército norte-americano declarou que o MQ-8C, desenvolvido pela Northrop Grumman, atingiu sua “capacidade operacional inicial”, ou o estado mínimo de que necessita para entrar em serviço.
A nova versão é consideravelmente maior do que o seu antecessor. O novo drone é capaz de ficar o dobro de tempo em voo, 12 horas na estação, e transportar cerca de três vezes mais carga útil. O drone também traz novos radares com campo de visão maior.
As atualizações devem ajudar a Marinha dos EUA a lidar com a grande variedade de missões que vão desde o reconhecimento direto de locais remotos até o apoio a unidades outras aéreas, terrestres e navais.
Apesar do anúncio, o drone não deve ser visto em ação tão cedo. Embora esteja claro seu potencial para operações de frota e treinamento, o drone helicóptero não deve ser implantado em navios de combate litorâneos até 2021.
De qualquer forma, o novo MQ-8C mostra quando o a Marinha aposta nos drones para o futuro.

Fonte: Engadget

14.047 – Asteroide a Caminho da Terra?


Fonte: Portal Terra

O setor de rastreamento da Nasa informou que um asteroide de 340m de diâmetro e 55 milhões de toneladas está a caminho da Terra, com chegada prevista para 3 de outubro. O risco de cataclismo é baixo, mas caso o asteroide saia de sua rota e entre no planeta, sua força destrutiva será igual a 2.700 megatrons — para se ter ideia, a bomba de Hiroshima tinha entre 13 e 18 quilotrons.
Chamado de FT3, o asteroide será o primeiro de 165 aproximações esperadas pela Nasa entre 2019 e 2116. Com o tempo será possível determinar se as possibilidades de colisão irão aumentar ou diminuir. Caso entrasse na atmosfera terrestre, o FT3 ganharia uma velocidade de 45.500 km/h.
O asteroide é uma rocha espacial que circunda o Sol dentro do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA vem monitorando sua rota desde 2007 e diz que há 99.9999908% de chances dele não acertar à Terra.
Potencialmente, no caso da mudança de rota dias antes de uma suposta colisão, pouco poderia ser feito. “Um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”, afirma a agência.
Basta esperar e torcer para que o FT3 siga seu curso normal.

asteroide choque

14.046 – Mega Projeções – Ninguém mais vai usar smartphone em cinco anos, diz Samsung


O lançamento do Galaxy Fold tem sido um grande desafio para a Samsung, mas isso não fez que a empresa mudasse sua visão sobre o dispositivo. Para a companhia, o hardware dobrável é uma espécie de ponte para um futuro sem smartphones
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
Para assistir a vídeos, ouvir música, visualizar e responder mensagens, “pode-se ter a mesma experiência em qualquer lugar”. “O dobrável vai durar anos”, estima Cibils. “Uma vez que o 5G e a internet das coisas estejam disponíveis [juntos], em vez de smartphones haverá dispositivos inteligentes. Eles podem diminuir, mas novos aparelhos surgirão.”

14.045 – Arqueologia – Brasileiros descobrem artefatos humanos mais antigos fora da África


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Uma expedição realizada no norte da Jordânia entre 2013 e 2015 por uma equipe de arqueólogos ítalo-brasileira encontrou artefatos de pedra lascada de 2,4 milhões de anos – provavelmente produzidos por hominídeos pertencentes ao gênero Homo.
Isso significa que os primeiros ancestrais humanos a saírem da África rumo ao Oriente Médio começaram essa jornada no mínimo 500 mil anos antes da data tida como consenso pela comunidade científica até então.
A descoberta foi anunciada em uma coletiva de imprensa no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA). O artigo científico que detalha as conclusões do grupo foi publicado na revista Quaternary Science Reviews.
Também participaram da pesquisa o paleoantropólogo Walter Neves, da USP, Giancarlo Scardia, da Unesp de Rio Claro, e Fabio Parenti, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – que explora o vale do rio Zarqa, próximo a Amã, capital da Jordânia, desde a década de 1990.
Para entender por que esses artefatos – os mais antigos já encontrados fora da África – podem virar de ponta cabeça a história da humanidade, primeiro é preciso entender essa história da maneira como ela é contada hoje.
Na biologia, toda espécie é batizada com um nome científico duplo. Quando duas espécies são muito próximas, elas pertencem ao mesmo gênero, e, assim, têm o primeiro nome igual. É o caso do lobo (Canis lupus) e do coiote (Canis latrans).
Hoje, não há nenhum animal aparentado o suficiente com o ser humano para carregar o nome Homo – mas 2 milhões de anos atrás, a situação era bem mais confusa.
O pioneiro de nossa linhagem foi o Homo habilis – que viveu na África entre 2,4 a 1,4 milhões de anos atrás. Ele ainda tinha uma aparência próxima a de um símio, um cérebro 30% maior que o de um chimpanzé e no máximo 1,4 metro de altura. Ele foi o primeiro a fabricar ferramentas. Até onde se sabe, a partir dele se ramificaram espécies como o Homo naledi (que não interessa para nós) e o Homo erectus (que interessa bastante para nós).
O erectus, que surgiu há 1,9 milhões de anos e compartilhou a Terra com o sapiens até bem recentemente, foi o primeiro a sair da África e explorar os demais continentes. Ele já era um bípede de pernas desenvolvidas, e tinha um cérebro com dois terços do volume do de um humano moderno.
Os erectus que se estabeleceram na Ásia e na Europa dariam origem aos homens de Neandertal e de Denisova. Uma parcela dos erectus que ficaram na África, por sua vez, deu origem a nós. No intervalo entre erectus e sapiens é provável que tenha existido uma terceira espécie, o heidelbergensis. Mas não vamos complicar a árvore genealógica sem necessidade.
A moral da história é: houve duas ondas migratórias para fora da África. É por isso que, quando o ser humano moderno (Homo sapiens) deixou seu berço, há meros 70 mil anos, ele encontrou a Ásia já habitada por Neandertais e Denisovanos. Esses humanos diferentões descendiam de erectus que haviam saído do continente muito antes, há 1,9 milhão de anos.

14.043 – Supernova – A Morte Brilhante das Estrelas


supernova
Supernovas são objetos celestes pontuais com luz extremamente intensa e com duração de apenas alguns meses. Da antiguidade, há poucos registros desses objetos, que desafiavam a compreensão de seus observadores. Na Europa dominada pelo aristotelismo, nenhum astrônomo lhes deu maior atenção. Pois segundo Aristóteles, o céu era imutável, do que se deduzia que tanto cometas como supernovas eram fenômenos atmosféricos. Como mostraremos mais adiante, as supernovas são explosões de estrelas de grande massa que exauriram suas fontes convencionais de energia.

A luminosidade de uma supernova (SN) é gigantesca. Em seu pico, que ocorre poucas semanas após o seu aparecimento, a luminosidade pode atingir valores de dez bilhões de sóis e a SN pode competir em luminosidade com toda a galáxia em que se situa. A figura 1 mostra a foto da SN 1994D que explodiu nas bordas da galáxia espiral NGC 4526 situada à distância de 108 milhões de anos-luz. Uma supernova expele até cerca de 90% da sua massa para o espaço, e séculos depois essa massa de gás pode ser vista como uma nebulosa em forma esférica ou de anel. A figura 2 mostra os gases formados por uma supernova que Kepler notou pela primeira vez dia 17/10/1604. Esta foi a última supernova inquestionavelmente observada na Via Láctea. Ocorreu a 20 mil anos luz de distância e pôde ser vista durante o dia por 3 semanas. Mas exames recentes de restos de SN indicam que em nossa galáxia ocorre em média uma supernova a cada 50 anos, ou seja, a cada 1,5 bilhões de segundos. Como o universo visível tem cerca de mil bilhões de galáxias, a cada segundo nele explodem centenas de SN. Mas mesmo com o atual sistema de monitoramento por meio de poderosos telescópios, a grande maioria delas passa despercebida.
Os primeiros estudos teóricos sobre supernovas foram realizados pelo físico suíço Fritz Zwicky (1898 – 1974) que desde os 27 anos trabalhou no Instituto Tecnológico da Califórnia. Zwicky, que em 1926 cunhou o termo supernova, teorizou que elas eram geradas por explosões de estrelas anãs brancas (ver anãs brancas no artigo Evolução Estelar). Junto com seu colega Walter Baade, Zwicky também reconheceu dois tipos de supernovas: Tipo I, cujo espectro de emissão não contém raias de absorção por hidrogênio, e Tipo II, que mostram raias de hidrogênio muito alargadas. É fato reconhecido da sociologia da ciência que a aceitação inicial de idéias realmente pioneiras depende consideravelmente da personalidade dos seus proponentes. Ocorre que Zwicky tinha um caráter singularmente arrogante e áspero. Sobre seus colegas de ofício, dizia que eram idiotas esféricos. Esféricos porque pareciam igualmente idiotas, qualquer que fosse o ângulo de visão. Esse não é definitivamente o tipo que faz sucesso facilmente. Ele fez algumas descobertas de grande importância que só foram levadas a sério décadas mais tarde. Em 1933, descobriu a existência da matéria escura, mas foi ignorado até os anos 1970, quando a matéria escura foi redescoberta independentemente. Coisa algo semelhante ocorreu com suas descobertas e idéias pioneiras sobre SN.
Os estudos mais recentes exigiram uma classificação mais detalhada das SN. Há 3 classes de supernovas tipo I, que são Ia, Ib e Ic, e pelo menos 3 classes de SN tipo II. Essa classificação é feita com base no espectro de luz das SN e também na sua curva de luminosidade, ou seja, a maneira como a luminosidade aumenta e, após atingir seu pico, decresce até finalmente tornar-se talvez invisível. Somente as SN tipo Ia são explosões de estrelas anãs brancas. As outras são explosões de estrelas gigantes – com massa maior do que uns 9 sóis – que consomem rapidamente o hidrogênio do seu núcleo, entram em crise energética e explodem sem passar pelo estágio de anãs brancas. Supernovas Tipo Ia podem ser observadas tanto em galáxias elípticas, nas quais há muito não há formação de novas estrelas, quanto nas galáxias espirais. Os outros tipos de supernovas só ocorrem nos braços das galáxias espirais, onde a formação de novas estrelas ainda é freqüente. Isso ocorre porque uma estrela com massa de 10 sóis vive apenas uns 10 milhões de anos antes de explodir como supernova.

Por que anãs brancas podem explodir como supernovas

Como se pode ver no artigo Evolução Estelar, estrelas com massa na faixa aproximada de 1 a 9 sóis, uma vez exaurido o hidrogênio em seus núcleo, passam por um processo no qual se tornam gigantes vermelhas, expelem grande parte da sua massa externa e o núcleo remanescente se transforma em uma anã branca composta principalmente de carbono e oxigênio. Uma anã branca é capaz de se manter estável, evitando seu colapso gravitacional por meio da chamada pressão por degenerescência eletrônica, desde que sua massa seja inferior ao chamado limite de Chandrasekhar, cujo valor é cerca de 1,4 massas solares. Mas uma estrela anã branca pode ganhar massa adicional se for parte de um sistema binário (pelo menos metade das estrelas existentes são binárias) e se a sua companheira também vier a se tornar gigante vermelha. Nesse caso, a anã branca começa a absorver matéria da vizinha agigantada (ver figura 4) até que finalmente atinja o limite de Chandrashekhar. Ao atingir esse limite, ela se colapsa e seu núcleo atinge temperatura de bilhões de graus, o que inicia um processo explosivo de fusão de carbono e oxigênio. Em questão de segundos a SN emite (1-2) x 1044 joules de energia, o que, em ordem de grandeza, equivale ao que o Sol emitirá em toda a sua existência.
Supernovas Tipo Ia são usadas como velas padrão

Vimos que a energia emitida por supernovas Tipo Ia varia por um fator de apenas 2. O mesmo ocorre com sua luminosidade máxima, que ocorre cerca de 2 semanas após a explosão. Pelo exame do espectro da luz emitida pela supernova, os astrônomos aprenderam a reconhecer as que têm maior ou menor luminosidade. Assim, essas supernovas têm sido utilizadas como velas padrão (fontes de intensidade bem estabelecida). A comparação entre a luminosidade aparente e a luminosidade absoluta presumível tem possibilitado medidas de grandes distâncias astronômicas com incerteza de apenas 7%, o que é muito pouco comparado com os métodos tradicionais. Isso tem levado a importantes avanços em cosmologia observacional, que serão discutidos mais adiante.

Os outros tipos de supernovas são explosões de estrelas muito massivas

Estrelas com mais de 9 massas solares podem explodir como supernovas sem passar pelo estágio de anãs brancas. Elas têm uma evolução complexa e relativamente rápida. No início, como todas as estrelas, elas geram energia pela fusão de hidrogênio em hélio em seu núcleo. Quando o hidrogênio no núcleo se exaure, cessa a geração de calor, a pressão para fora gerada pelo núcleo diminui e este se contrai sobre a pressão gravitacional da região externa rica em hidrogênio. Essa compressão aquece o núcleo o bastante para que 3 núcleos de hélio sejam fundidos para formar carbono. Na camada adjacente a esse núcleo superaquecido a temperatura se eleva o bastante para que tenha início a fusão do hidrogênio. Mas essa etapa evolutiva também chega a um fim e a estrela sofre nova compressão. No núcleo, elementos mais pesados começam a ser gerados por fusão, na camada adjacente tem início fusão de hélio para gerar carbono e em uma terceira camada começa a fusão do hidrogênio. As etapas vão se sucedendo até que a estrela adquira uma estrutura tipo cebola como exibida na figura 5.

 

fig5

Figura 5 – Estrutura de cebola de uma estrela muito massiva ao final da sua vida na Sequência Principal.

Em dado momento, o calor gerado pelos processos de fusão não é mais capaz de gerar pressão para fora que suporte a compressão gravitacional. O núcleo central de ferro sofre um colapso com velocidade de até 70.000 km/s. Energia da ordem de 1046 joules é emitida na forma de neutrinos. Cerca de um centésimo da energia desses neutrinos é absorvida pelas camadas externas, o que gera a explosão de supernova. Material é expelido da estrela com velocidades de até 30.000 km/s, no que ela perde cerca de 90% da sua massa. O núcleo remanescente se transforma em uma estrela de nêutrons se a massa da estrela progenitora for menor do que cerca de 20 massas solares. Se for maior do que esse limite estimado, o núcleo se transforma em um buraco negro. Simulações em computador mostram que estrelas com massa maior do que 50 massas solares entram em colapso e convertem-se diretamente em buracos negros sem que haja uma explosão tipo supernova.

Os elementos pesados da tabela periódica são originários de supernovas

Não fossem as supernovas, a vida no universo seria impossível porque a química existente seria excessivamente simples. De fato, no Big Bang só foram produzidos hidrogênio, hélio e uma pitadinha de lítio. Todos os outros elementos são sintetizados em estrelas massivas e em algumas delas jogados no espaço em explosões de supernovas. Mesmo em estrelas com massa maior do que 9 massas solares, que dão origem a supernovas tipos Ib, Ic e II, os processos de fusão nuclear não são capazes de gerar elementos mais pesados do que o ferro. Isso porque a fusão nuclear do ferro com outros elementos consome energia em vez de gerá-la. Mas na explosão de supernovas, qualquer que seja o seu tipo, as ondas de choque do gás em expansão são capazes de suprir a energia suficiente para a síntese de todos os elementos da tabela periódica. Se uma nova estrela se forma em gás enriquecido desses elementos e essa estrela contém um sistema planetário, esses planetas podem apresentar uma química complexa o bastante para que nela se desenvolva a vida. Isso é exatamente o que ocorreu com o nosso Sol e seus planetas. A concentração de elementos pesados no Sol sugere que ele na verdade seja uma estrela de terceira geração. Com isso se quer dizer que ele foi gerado de gás produzido por uma (ou mais de uma) supernova cuja estrela progenitora (ou estrelas progenitoras) foram formadas de restos de supernovas. Eu e você, caro leitor, somos feitos de lixo atômico, somos filhos e netos de uma das maiores calamidades nucleares que se conhece no universo.

14.042 – Astronomia – Mega de ☻LHO no Eclipse


eclipse glif
O eclipse solar foi totalmente visível apenas em uma faixa da Terra entre o Chile e a Argentina. O fenômeno foi parcial no Brasil.
No fim da tarde desta terça-feira, foi possível acompanhar em 14 das 27 capitais: Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Palmas, Cuiabá, Goiânia e Brasília.
Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte também ficaram dentro do limite.
O eclipse solar de 2 de julho de 2019 foi um eclipse total visível no sul do Oceano Pacífico e na América do Sul. Foi o eclipse número 58 na série Saros 127 e teve magnitude 1,0459.

observatorio

eclipse 2 jul

eclipse2

eclipse3

14.041 – Mais Sobre Nanotecnologia


nanotubos
A nanotecnologia consiste nos estudos e na manipulação da matéria em escala atômica e molecular. O nome dado a essa nova tecnologia deriva do termo nanômetro, que corresponde a um bilionésimo do metro (0,000000001 m), e foi definido pela Universidade Científica de Tóquio, em 1974.

O avanço da nanotecnologia ocorreu a partir do desenvolvimento do Microscópio eletrônico de varredura (MEV), em 1981, na Suíça. Esse microscópio tem uma capacidade de aumento muito maior que os microscópios ópticos. Ele é constituído por uma agulha extremamente fina, formada por poucos átomos, que executa a varredura de uma superfície a uma distância de um nanômetro. Durante essa varredura, os elétrons tunelam da agulha para a superfície, criando uma corrente de tunelamento, que é utilizada por um computador para criar uma imagem extremamente ampliada dessa superfície, tornando visíveis os seus átomos.
Ao tornar possível a visualização do relevo atômico de uma superfície, esse microscópio também possibilitou a criação de uma série de instrumentos para visualizar e manipular materiais em escala atômica.

Qual a importância dos estudos da nanotecnologia?
A matéria em escala nanométrica tem propriedades diferentes dos materiais macroscópicos. Nessa escala, já não são válidos os princípios da Física Clássica, e sim os da Física Moderna, que considera a dualidade onda-partícula e a Física Quântica. Pequenas mudanças na estrutura da matéria podem acarretar mudanças significativas em suas características físicas e químicas.
Atualmente, a nanotecnologia está presente em várias áreas de pesquisa, como Física, Química, Eletrônica, Medicina, Ciência da Computação, Biologia e Engenharia, e tem permitido o desenvolvimento de novos materiais e técnicas muito mais eficientes que os já conhecidos.
Indústria de cosméticos: As nanopartículas podem ser usadas para diferentes finalidades, como o preenchimento de rugas, maquiagens, protetor solar etc. Os benefícios da nanotecnologia nessa área devem-se à melhor penetração dos ingredientes na pele ou no cabelo. Afinal, se as partículas são menores, elas podem chegar a pontos mais profundos.

Informática: nos processadores eletrônicos, que podem ter um tamanho de apenas 45nm. Esses dispositivos possuem tecnologia avançada e podem trabalhar a altíssimas velocidades. Além disso, a capacidade armazenamento desses materiais é muito maior.

Medicina: No diagnóstico por imagem da ressonância magnética, em que as imagens são obtidas pela interação entre o campo magnético produzido pelo aparelho e o momento magnético do próton no núcleo dos átomos de hidrogênio.

Riscos da nanotecnologia
Embora as pesquisas na área da nanotecnologia tenham como objetivo proporcionar a melhora na qualidade de vida das pessoas, essa ciência também tem um potencial muito grande em ser prejudicial ao meio ambiente.
O tamanho mínimo das nanopartículas facilita sua dispersão na atmosfera, na água e no solo. Sua remoção torna-se praticamente impossível por técnicas de filtração. Além disso, quanto menor uma partícula, mais reativa ela é, além de poder desenvolver também novas propriedades que podem torná-la nociva.

14.040 – ASTROBIOLOGIA – Nova pista pode ajudar a descobrir se há vida em Marte


missao marte
É verdade que as missões da NASA já forneceram muitas informações sobre Marte. Nós sabemos que, provavelmente, o planeta já foi maior e que conta com muita água. Mas, até agora, sinais de vida não foram encontrados. No entanto, uma descoberta feita pelo rover Curiosity pode ser mais uma pista rumo a descoberta desse mistério.
Em um novo post no blog, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa descreve a descoberta “de níveis surpreendentes de metano no ar de Marte”. De acordo com eles, a medida é de aproximadamente 21 partes por bilhão de volume, fato que não prova que existe ou já existiu vida no planeta, mas ainda assim é empolgante.
Bom, talvez você queira saber qual a relação do metano com algum sinal de vida no planeta. Por enquanto, sabemos que esse tipo de gás pode ter duas origens: vir de vários mecanismos geológicos ou ser um subproduto obtido através de organismos microbianos.
“Com nossas descobertas atuais, não conseguimos dizer se a fonte de metano é biológica ou geológica, ou mesmo se é antiga ou nova”, disse em comunicado Paul Mahaffy, principal pesquisador do Sample Analysis at Mars, instrumento laser construído na Curiosity.
Antes que os cientistas possam determinar o que significa a quantidade do componente no planeta, eles precisam saber se a medição foi um acaso. Essa não é a primeira vez que o Curiosity detectou metano, mas a concentração deu um grande salto desde a última vez.
Os pesquisadores agora vão tentar determinar se os níveis de metano estão ligados a mudanças sazonais, e talvez, até medir quanto tempo dura essa elevação nos níveis do gás. Essas informações podem proporcionar novas pistas sobre a fonte do gás e se ele está ligado à atividade biológica ou geológica.

14.039 – Se tem água, tem vida – Reserva gigantesca de água é descoberta em Marte


nasa-viagem-marte
Água no Planeta Vermelho! O líquido congelado foi encontrado abaixo da superfície do polo norte de Marte. Um grupo de cientistas detectou a enorme quantidade de água usando um radar capaz de penetrar no solo marciano. Para se ter uma ideia da quantidade, é tanto gelo que, se derreter e subir para a superfície, pode deixar boa parte do planeta submerso. A descoberta é uma espécie de depósito de múltiplas camadas de gelo que está misturado com areia e se formou ao longo de centenas de milhões de anos. A descoberta pode ser o terceiro maior reservatório de água no planeta vermelho, juntamente com outras duas camadas de calotas polares. Toda essa água em Marte pode favorecer a ideia dos humanos de colonizar o planeta. Pode ser exatamente isso que os cientistas estavam esperando para iniciar uma missão.