14.265 – Mega Clássicos – Debby Boone You Light Up My Life


(nascida como Deborah Ann Boone; Hackensack, 22 de setembro de 1956) Ela é uma cantora e atriz de teatro norte americana e filha do cantor Pat Boone.
Conhecida no Brasil pela clássica You Light Up My Life, que foi tema da novela global Dancin Days que foi ao ar em 1978/79. Seus outros trabalhos são praticamente desconhecidos no Brasil, 13 álbuns no total.

 

 

O pai, Pat Boone, nome artístico de Charles Eugene Patrick Boone, nascido em 1.º de junho de 1934. Dono de um estilo suave, que fez dele um dos mais populares intérpretes dos anos 1950. As suas versões de sucessos de Rhythm and blues afro-americanos tiveram um impacto visível no desenvolvimento da ampla popularidade do Rock and roll. É também um ator, um palestrante motivacional, uma personalidade da televisão e um comentarista político conservador. Boone é cristão pentecostal.

Atualmente com 85 anos, nascido em Jacksonville, Florida, Pat Boone costuma dizer que é um descendente direto do pioneiro americano Daniel Boone. Em Nashville, Tennessee, freqüentou a David Lipscomb College e começou a gravar em 1954 pela gravadora Republic Records. A sua versão de “Ain’t That a Shame” de Fats Domino, em 1955, foi um grande sucesso. Esta foi a marca do início de sua carreira, focada na regravação de canções de Rythm’n’Blues (originalmente interpretadas por artistas negros) para o público branco. Boone também participou do filme gospel “A Cruz e o Punhal”, onde interpretou o pregador David Wilkerson.

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14.264 – Rombo na Camada de Ozônio


ozonio
Um novo buraco na camada de ozônio foi detectado, desta vez no Ártico, segundo um artigo publicado no último dia 27 de março na revista Nature. O fenômeno é o maior já registrado na região, mas ao que tudo indica, está se recuperando rapidamente.
O ozônio é um gás que compõe a atmosfera e tem como função filtrar a radiação ultravioleta, nociva aos seres vivos. Todos os anos, na Antártica, o frio extremo faz com que nuvens de alta altitude se formem no Polo Sul. Componentes químicos como cloro e bromo, resíduos de atividades industriais humanas, reagem na superfície dessas nuvens e “comem” a camada de ozônio, situada entre 10 km e 50 km acima do solo.
Só que, no Ártico, essas condições atmosféricas são mais raras, porque lá as temperaturas variam mais (entre quente e frio) e essa destruição do ozônio acaba não acontecendo. Mas, de acordo com o artigo da Nature, em 2020, ventos vindos do oeste prenderam ar frio sobre o ártico em um vórtice polar (um ciclone), permitindo que nuvens se formassem e propiciassem, assim, as reações que levam à destruição da camada de ozônio.
Pesquisadores que monitoram frequentemente esse fenômeno com balões atmosféricos registraram uma queda de até 90% na quantidade de ozônio no fim de março. Geralmente, eles registram cerca de 3,5 partes por milhão (ppm) de ozônio, agora eles constataram apenas 0,3.
“O buraco no ozônio do Ártico não é uma ameaça à saúde porque está localizado sobre áreas de alta latitude que são pouco povoadas”, disse Markus Rex, cientista atmosférico do Instituto Alfred Wegener, à revista Nature. Além disso, as temperaturas começam a subir com o fim do inverno, dissolvendo o vórtice polar e recuperando a camada.

14.262 – Colonização da Lua


lua colonização
Como vimos num artigo anterior

Para criar uma instalação sustentável de produção de ar respirável na Lua, a Agência Espacial Europeia (ESA) lançou seu protótipo de usina de oxigênio para começar a produzir o elemento a partir de pó lunar.
O protótipo atual deverá ser aperfeiçoado, cuja temperatura de operação deverá ser reduzida e o design diminuído para criar uma versão portátil do sistema que poderia um dia ser lançado na Lua.
Verificou-se que o regolito lunar (rocha lunar) é extremamente útil para planos de colonização humana, uma vez que o elemento é composto por 40 a 45% de oxigênio.
Extração de oxigênio
No protótipo, a extração de oxigênio é feita por eletrólise de sal fundido, onde as rochas lunares são colocadas em uma cesta de metal com sal de cloreto de cálcio que é aquecido a 950 graus Celsius. Nessa temperatura, o regolito permanece sólido e se transforma em ligas de metal utilizáveis.
Os pesquisadores agora também estão explorando possíveis usos futuros para essas ligas metálicas, inclusive em impressoras 3D lunares para construir peças para bases lunares ou potencialmente até mesmo para naves espaciais.
O projeto da NASA de colonizar Marte até 2030 poderia ser muito facilitado se, antes, fosse estabelecida uma colônia na Lua, que serviria como base funcional para explorações no Planeta Vermelho. A única coisa que impede, no entanto, é o orçamento limitado da NASA para implementá-lo.

Mas, segundo afirmou o astrobiólogo Chris McKay em artigo publicado na revista Popular Science, em 2022 e com US$ 10 bilhões – mais barato do que um único porta-aviões dos Estados Unidos – a Terra já poderia criar uma pequena colônia na Lua.

“A grande vantagem é que as novas tecnologias, algumas até nem tem a ver com o espaço – como carros autônomos e banheiros de reciclagem de resíduos – serão incrivelmente úteis no espaço e estão reduzindo o custo de uma base lunar”, declarou.

McKay reforça que, além disso, uma mistura de tecnologias e parcerias, incluindo o uso de edifícios e materiais impressos em 3D, o transporte usando foguetes da SpaceX e modificações nos habitats infláveis ​​fabricados pela Bigelow Aerospace, tornariam o processo mais eficiente do que programas governamentais caros.
Local propício
Ainda de acordo com o astrobiólogo, uma estação pioneira poderia ser construída na borda externa das crateras polares do norte da Lua – que recebem luz solar praticamente durante todo o ano – permitindo assim, que equipamentos movidos a energia solar tenham energia suficiente para funcionar.
Na Lua também seria possível alimentar robôs autônomos que poderiam escavar o solo a procura de gelo afim de obter água, que seria usada por astronautas e até mesmo ser processada para produzir o combustível do foguete.

14.261 – História da Astronomia – Programa Luna


moon
(também conhecido como Lunik) Foi a designação de uma série de missões espaciais não-tripuladas enviadas à Lua pela União Soviética entre 1959 e 1976. Quinze naves foram bem sucedidas, cada uma projetada como um orbitador ou aterrissador, e realizaram muitas conquistas na exploração do espaço.

Executaram também muitas experiências, estudando a composição química, a gravidade, a temperatura e a radiação da Lua. Vinte e quatro naves espaciais foram designadas de Luna, embora mais fossem lançadas. Aquelas que falhavam no lançamento, ou não alcançaram a órbita da Lua por qualquer motivo, não eram reconhecidos publicamente naquele tempo, e a elas não eram atribuídos números da série “Luna” de missões.

Outra realização importante do programa Luna foi a habilidade de coletar amostras do solo lunar e de retorná-las à terra, em 1970.

As missões Apollo, entretanto, retornaram muito mais solo da lua. O programa soviético retornou 326 gramas de amostras lunares quando o programa da NASA retornou aproximadamente 480 quilogramas, algumas selecionadas no local por um geólogo. Entretanto, a exploração robótica é a moda atual da pesquisa do sistema solar. As primeiras missões do programa Luna, foram as primeiras missões avançadas desse tipo.
Luna 1
Lançada em 2 de janeiro de 1959
Passou a 6.000 km da Lua e transformou-se na primeira nave espacial a cair na órbita em torno do Sol.
Luna 2
Lançada em 12 de setembro de 1959
Transformando-se no primeiro objeto sintético a alcançar a Lua a 29,10ºN-0,00º em 14 de setembro de 1959.
Luna 3
Lançada em 4 de outubro de 1959
Fez em 10 de outubro de 1959 as primeiras fotografias do lado oculto da Lua, que não pode ser visto da Terra.
Luna 4
Lançada em 2 de abril de 1963
Passou a 8.500 km da Lua e entrou em órbita solar.
Luna 5
Lançada em 9 de maio de 1965
Destruiu-se com impacto na superfície lunar a 31ºS-8ºE.
Luna 6
Lançada em 8 de junho de 1965
Passou a 161.000 km da Lua e entrou em órbita solar.
Luna 7
Lançada em 4 de outubro de 1965
Destruiu-se com impacto na superfície lunar a 9ºN-40ºW.
Luna 8
Lançada em 3 de dezembro de 1965
Destruiu-se com impacto na superfície lunar a 9,1ºN-63,3ºW.
Luna 9
Lançada em 31 de janeiro de 1966
Aterrissou com sucesso em 3 de fevereiro a 7,08ºN-64,4ºW e enviou fotografias.
Luna 10
Lançada em 31 de março de 1966
Transformou-se o primeiro satélite artificial da lua. Orbitou numa distancia de 350 km. Manteve contato durante 460 órbitas em 2 meses.
Luna 11
Lançada em 24 de agosto de 1966
Distancia mínima da Lua 159 km. Transmitiu até 1 de outubro de 1966.
Luna 12
Lançada em 22 de outubro de 1966
Transmitiu até 19 de janeiro de 1967.
Luna 13
Lançada em 21 de dezembro de 1966
Aterrissou em 24 de dezembro de 1966 a 18,87ºN-62ºW. Estudou o solo e transmitiu até 27 de dezembro de 1966.
Luna 14
Lançada em 7 de abril de 1968
Satélite lunar. Orbitou a uma distancia mínima de 160 km.
Luna 15
Lançada em 13 de julho de 1969
Destruiu-se com impacto na superfície lunar 17ºN-60ºE em 21 de julho de 1969. Foi lançada na mesma que a Apollo 11.
Luna 16
Lançada em 12 de setembro de 1970
Aterrissou a 0,68ºS-56,30ºE em 20 de setembro de 1970. Regressou a Terra em 24 de setembro com 101g de basalto lunar.
Luna 17
Lançada em 10 de novembro de 1970
Aterrissou em 17 de novembro de 1970 transportando o Lunokhod 1 a 38,28ºN-35ºW.
Luna 18
Lançada em 2 de setembro de 1971
Destruiu-se com impacto na superfície lunar a 3,57ºN-50,50ºE.
Luna 19
Lançada em 28 de setembro de 1971
Realizou 4.000 órbitas antes de perder o contato.
Luna 20
Lançada em 14 de fevereiro de 1972
Aterrissou em 21 de fevereiro de 1972 a 3,57ºN-56,50ºE. Retornou a Terra com 30g de amostras do solo lunar em 25 de fevereiro de 1972.
Luna 21
Lançada em 8 de janeiro de 1973
Aterrissou em 16 de janeiro de 1973 a 25,85ºN-30,45ºE transportando o Lunokhod 2.
Luna 22
Lançada em 2 de junho de 1974
Transmitiu até 6 de novembro de 1975.
Luna 23
Lançada em 28 de outubro de 1974
Aterrissou no Mare Crisium. Fracassou em recolher amostras. Transmitiu até 9 de novembro de 1975.
Imagens obtidas em 2012 pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, revelaram que a Luna-23 tombou, ficando de lado e não conseguindo assim finalizar a sua missão[1].
Luna 24
Lançada em 14 de agosto de 1976
Aterrissou em 18 de agosto de 1976 a 12,25ºN-62,20ºE, 2.3 km de distância da Luna 23. Escavou até 2 metros e regressou a Terra em 22 de agosto de 1976 com 170g de amostras do solo lunar.

14.259 – Mega Bloco – Aspectos culturais da sexualidade humana


sexo bloco
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a sexualidade é a “energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas se tocam e são tocadas”.
A sexualidade possui fortes traços da cultura. Esse aspecto fica muito evidente quando você passa um bom tempo em outro país ou quando assiste filmes ou seriados estrangeiros, como, por exemplo, no seriado Gilmore Girls. Preste atenção no próximo que você assistir.
Cabe aqui deixar claro que quando falamos de sexualidade estamos nos referindo a todos seus aspectos, a saber, biológicos, de orientação sexual, identidade sexual, de papeis dos gêneros e a prática do ato sexual em si.
Assim, a sexualidade é um fenômeno amplo e complexo e por isso tem sido objeto de estudo da biologia, fisiologia, sociologia, antropologia, história e psicologia. O que todas essas áreas têm em comum? Todas atestam que sexualidade e sexo não são sinônimos.
A palavra sexo está ligada às características biológicas (anatomia e fisiologia dos órgãos sexuais masculino e feminino), e é usada para se referir ao ato sexual. Já o conceito de sexualidade é muito mais amplo, estando ligado à qualidade e significação do que é sexual.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende a sexualidade como sendo influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, legais, históricos, religiosos e espirituais.
Para os seres humanos a sexualidade envolve diferentes aspectos além do próprio ato em si, envolve sentimentos, sensações, sonhos e expectativas, experiências anteriores e aspectos culturais, familiares, físicos e espirituais e tantos outros. Podemos dizer, então, que a sexualidade envolve a emoção, o afeto e a cultura.
É tema de discussão em muitas áreas, por exemplo, biologia, medicina, história, sociologia, antropologia e psicologia.
Todas essas áreas possuem uma mesma base comum, a saber, que o respeito deve ser a base das relações, o respeito a si e ao outro. Isso implica, em última instância, que ninguém deve ser obrigado a fazer algo que não quer e/ou não concorda; e também não deve obrigar ninguém a fazê-lo.
É importante ressaltar que a afetividade não está ligada apenas a sentimentos bons ou positivos. Em todas as relações existem bons e maus momentos, sentimentos afetivos positivos e negativos. Entre os sentimentos negativos da afetividade destacamos a tristeza, medo, raiva, dúvida, entre outros.
Não é exatamente ruim, porque os maus momentos podem gerar crescimento e mudanças pessoais. Podem também estar ligados às épocas em que é importante cuidar mais das relações, consigo mesmo e com o outro – às vezes essa atenção maior se dá devido a problemas e insatisfações externas e não exatamente da relação.
Tanto o conceito de afetividade, quanto o de sexualidade são fortemente influenciados pela cultura. Por esse motivo é preciso ter sempre muito claro aquilo que você deseja para você mesmo e para aqueles que ama, e quais são suas expectativas e valores reais. É preciso evitar estigmas que desqualificam os desejos e sonhos alheios e que justificam a violência.
O respeito às diferenças e a reflexão sobre elas, pode evitar a reprodução automática e impensada de comportamentos agressivos e violentos.
Ter sempre em mente que ninguém é obrigado a fazer aquilo que não quer, não concorda, não deseja ou não entende – e que isso vale para você mesmo e para todas as outras pessoas, é uma das melhores atitudes na vida.

14.258 – Mega Techs – Dispositivo de grafeno poderá transformar sinais de Wi-Fi em energia


grafeno
Uma nova ideia para um dispositivo à base de grafeno desenvolvida por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA) poderá nos ajudar a obter energia a partir das ondas de rádio que nos cercam. O aparelho é chamado de “retificador terahertz”, devido ao fato de que foi projetado para captar ondas na frequência dos terahertz. Elas são naturalmente produzidas por muitos aparelhos eletrônicos, incluindo qualquer um equipado com Wi-Fi.
“Estamos cercados por ondas eletromagnéticas na faixa dos terahertz”, diz Hiroki Isobe, principal autor do estudo. “Se pudermos converter essa energia em uma forma que possamos usar na vida cotidiana, isso ajudaria a enfrentar os desafios energéticos pelos quais estamos passando”
O dispositivo seria basicamente um quadrado de grafeno colocado sobre uma base de nitrito de boro, com antenas em dois lados. O grafeno amplifica o sinal coletado pela antena, e os elétrons são “ordenados” na mesma direção pelo nitrito de boro, gerando uma corrente contínua (DC).
Embora a quantidade de energia não seja o suficiente para recarregar um smartphone, pode ser o bastante para alimentar dispositivos como sensores remotos ou eletrônicos implantáveis, como marca-passos.
Uma vantagem do projeto da equipe de Isobe é que pode funcionar à temperatura ambiente. Em contraste, retificadores atuais são baseados em elementos supercondutores, que tem de ser mantidos a uma temperatura próxima do zero absoluto. A desvantagem é que o design exige grafeno ultra limpo, livre de qualquer tipo de impureza.
Os pesquisadores agora irão trabalhar na construção de um retificador baseado nos planos. “Se ele funcionar à temperatura ambiente, poderemos usá-lo em várias aplicações portáteis”, diz Isobe.

14.257 – Estudo sugere que coronavírus pode estar nos humanos há anos


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Desde que o novo coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, diversas teorias sobre sua origem circularam nas redes sociais e no imaginário da comunidade científica. Agora, um novo estudo afirma que o vírus pode estar em humanos há muitos anos e que passou a ser nocivo para as pessoas após diversas mutações.
Esta pesquisa se originou da que provou que o Sars-Cov-2 não foi criado em laboratório. Dessa forma, foram explorados dois cenários. O primeiro, e mais falado, é que o vírus se originou em animais, provavelmente morcegos ou pangolins. “Embora não tenha sido identificado nenhum coronavírus animal que seja suficientemente semelhante para ter atuado como progenitor direto do Sars-Cov-2, a diversidade de coronavírus em morcegos e outras espécies é pouco analisada”, destacaram os pesquisadores.
A segunda e mais surpreendente hipótese é que a mutação ocorreu já nos humanos, após ser transmitido de um hospedeiro animal há anos, talvez décadas, atrás. “Então, como resultado de mudanças evolutivas graduais ao longo de anos ou talvez décadas, o vírus acabou adquirindo a capacidade de se espalhar de humano para humano e causar doenças graves”, concluíram.
Embora ainda não consigam provar qual das duas hipóteses é a correta, os pesquisadores procuram evidências para inclinarem a balança para uma das duas possibilidades. Enquanto a resposta não é encontrada, diversos países e a Organização Mundial da Saúde trabalham em uma forma de combater a Covid-19, testando remédios e desenvolvendo vacinas.

14.256 – Ma, temática da Pandemia de COVID-19


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Vivemos hoje, em 2020, uma pandemia: O coronavírus (SARS-CoV-2), causador da doença chamada COVID-19, que foi descoberto em 31/12/2019. Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa. O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O contágio, que se iniciou na China, gerou uma pandemia, ou seja, o evento que é caracterizado por uma enfermidade epidêmica que é amplamente disseminada na população mundial.
A matemática pode nos ajudar a interpretar os futuros cenários de contágio e o crescimento da população infectada usando como base para este estudo as funções exponenciais. Funções exponenciais são ferramentas muito importantes devido ao número imenso de aplicações que ela nos proporciona. Alguns estudos que fazem uso desse tipo de funções são aqueles envolvendo cálculos financeiros, datação por carbono-14 de minerais e artefatos arqueológicos, crescimento de bactérias e populacional, entre outras diversas aplicações. Vamos apresentar algumas definições sobre esse tipo de função:
Seja uma função f:R→R e uma constante real α. Essa função é chamada de exponencial se, a lei de associação pode ser escrita da forma:
f(x)=ax
x (Interações) y=f(x)
(nº de infectados)
0 1
1 5
2 25
3 125
4 625
… …
10 9.765.625
Assustador, não? Com apenas 10 interações, alcançamos a marca de quase 10 milhões de infectados.
Neste caso, com apenas 14 interações, chegaríamos a marca de mais de 6 bilhões de infectados.
Felizmente, no mundo real, em situações pandêmicas possuem diversos fatores que podem conter a evolução do contágio. A quarentena é um desses meios de contenção que evitam que pessoas contaminem ou sejam contaminadas, o uso de máscaras, álcool, desinfetantes e entre outros produtos auxiliam na não proliferação de um vírus numa população. Mas, se não houver nenhum tipo de prevenção, é possível que um cenário como estes apresentados aconteça, mesmo que em pontos isolados como pequenas cidades ou bairros.

14.255 – Pesquisadores encontram livros envenenados em biblioteca universitária


livro envenenado
Alguns deve se lembrar do livro letal de Aristóteles que tem um papel importante na premissa da obra O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Envenenado por um monge beniditino louco, o livro dá início ao caos no monastério italiano do século 14, matando todos os leitores que lambem seus dedos antes de virar as páginas tóxicas. Algo do tipo poderia acontecer na realidade?

Nossa pesquisa indica que sim: descobrimos que três livros raros da coleção da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca contêm grandes concentrações de arsênico em suas capas. Os livros são de vários assuntos históricos e foram publicados entre os séculos 16 e 17.
As características venenosas dos livros foram detectadas por meio de análises de raios-x fluorescente. Essa tecnologia demonstra o espectro químico de um material ao analisar a radiação “secundária” emitida por ele durante uma grande concentração de energia e é bastante utilizada em campos como os da arqueologia e da arte para investigar os elementos químicos de louças e pinturas, por exemplo.
Brilho verde
Levamos esses livros raros para os raios-x porque a biblioteca já tinha descoberto que fragmentos de manuscritos medievais, como cópias da lei romana e da lei canônica, foram utilizados para desenvolver suas capas. É bem documentado que encadernadores dos séculos 16 e 17 costumavam reciclar pergaminhos antigos.
Tentamos identificar os textos usados em latim, ou pelo menos tentar ler parte desses conteúdos. Mas então descobrimos que os textos em latim nas capas dos três volumes eram difíceis de ler por conta de uma camada grossa de tinta verde que escondia as letras antigas. Então os levamos para o laboratório: a ideia era atravessar a camada de tinta usando raios-x fluorescentes e focando nos elementos químicos da tinta que estava por baixo dela, como o ferro e o cálcio, na esperança de que as letras ficassem mais legíveis para os pesquisadores da universidade.
A nossa análise, no entanto, revelou que o pigmento verde da camada era de arsênio. Esse elemento químico está entre as substâncias mais tóxicas do mundo e a exposição a ele pode causar vários sintomas de envenenamento, o desenvolvimento de câncer e até morte.

O arsênio é um metalóide que, na natureza, geralmente é combinado com outros elementos como carbono e hidrogênio. Esse é conhecido como arsênico orgânico. Já o arsênio inorgânico, que pode ocorrer em formas puramente metálicas e em outros compostos, tem variáveis mais perigosas e que não diminuem com o passar do tempo. Dependendo no tipo e duração de exposição, os sintomas do arsênio podem incluir irritação no estômago, no intestino, náusea, diarreia, mudanças na pele e irritação dos pulmões.
Acredita-se que o pigmento verde que contém arsênio seja do tom “verde Paris”, que contém acetoarsênio de cobre. Essa cor também é conhecida como “verde esmeralda” por conta de seus tons verdes deslumbrantes parecidos com o da pedra rara. O pigmento — um pó cristalino — é fácil de fazer e já foi utilizado com vários propósitos, principalmente no século 19. O tamanho dos grãos do pós influenciam o tom das cores, como pode ser visto em tintas a óleo. Grãos maiores produzem um verde mais escuro, enquanto os menores produzem um verde mais claro. O pigmento é conhecido principalmente por sua intensidade de cor e resistência a desaparecer.

Pigmento do passado
A produção industrial do verde Paris começou no início do século 19 na Europa. Pintores impressionistas e pós-impressionistas usavam diferentes versões do pigmento para criar suas vívidas obras de arte. Isso significa que muitas peças de museu hoje contêm o veneno. Em seu auge, todos os tipos de materiais, até capas de livros e roupas, podiam receber uma camada do verde Paris por razões estéticas. O contato contínuo com a substância, é claro, levava a pele dos envolvidos a desenvolver alguns dos sintomas de exposição abordados acima.
Mas na segunda metade do século 19, os efeitos tóxicos da substância eram mais conhecidos, e as variáveis de arsênio pararam de ser utilizadas como pigmentos e passaram a ser usadas mais em pesticidas em plantações. Outros pigmentos foram encontrados para substituir o verde Paris em pinturas e na indústria têxtil. No meio do século 20, o uso da substância em fazendas também foi diminuindo.
No caso dos nossos livros, o pigmento não foi utilizado por motivos estéticos. Uma explicação plausível para a aplicação — possivelmente no século 19 — da substância em livros velhos é para protegê-los de insetos e vermes. Em algumas circunstâncias, compostos de arsênio podem ser transformados em um tipo de gás venenoso com cheio de alho. Há histórias sombrias de papeis de parede vitorianos verdes acabando com a vida de crianças em seus quartos.

Agora, a biblioteca guarda nossos três volumes venenosos em caixas separadas em cabines ventiladas. Também planejamos em digitalizá-los para minimizar o contato físico. Ninguém espera que um livro contenha uma substância venenosa, mas isso pode acontecer.

14.253 – O rei está pelado? De onde Surgiu a Expressão “Em Terra de Cego quem Tem só um olho é Rei”


terra de cego
“Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e instituições. Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide sem muita visão ou competência.”
Stephen Kanitz, consultor de empresas, palestrante e best seller
“O rei está pelado! Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão. Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! Moral da estória: Em terra de cego, quem tem um olho não é rei. É doido.”
Rubem Alves, cronista
“É mais fácil se tornar um escravo do que propriamente um rei. Há muitos pais e parentes que, desde a infância da pessoa cega ou com baixa visão, colocam-se na posição de tutores onipresentes, tornando-se reféns de um cativeiro que eles criaram.”
Sônia B. Hoffman, especialista em deficiência visual

Você entendeu alguma coisa? Nem eu
Mas vamos ao dito popular: Em terra de cego quem só tem um olho é rei
Expressão popular que significa: no meio da ignorância que sabe pouco domina.
Fulano se deu bem, também ¨em terra de cego quem tem olho é rei¨.
Essa expressão pode significar que em um mundo onde a maioria das pessoas não sabe nada (cegos), quem tem conhecimento (olho) se sobressai perante os demais (rei).

cego2

14.252 – Dito Popular – De onde surgiu a expressão “Só enxerga o próprio umbigo”?


Relativo a egoísmo ou narcisismo

umbigo2Algumas definições:
O egoísta costuma viver em torno do próprio umbigo, quando cai, tonto pelo próprio egoísmo, sempre há alguém diferente dele para confortá-lo.
Humberto Rocha

Há pessoas que transformam o azul em cinza. Que só olham para o próprio umbigo. Que não são capazes de um gesto de gentileza. Que tem olhos de inveja. Que pensam que são muito melhores do que são. Que não dão valor ao trabalho. Que não tem uma palavra de elogio ao próximo. Há pessoas que vieram ao Mundo achando que são seu Centro. E por isso dão valor ao acessório, nunca ao principal!
Jorge Rodini
Tenho certeza, que, ficamos todos muito tristes quando percebemos a capacidade que algumas pessoas tem de olhar apenas para o próprio umbigo, um jeito egoísta de ver a vida acreditando que somente ela possui problemas e que os seus são maiores que os dos outros, e que só os seus são mais importantes e que tem que ser os primeiros a serem solucionados… Eu creio que algumas pessoas ao longo da vida perdem a sensibilidade de “ver” e “sentir” o outro, são pessoas que se dizem atarefados, que não enxergam mais nada na sua frente, além do próprio trabalho, seu cansaço ou a preocupação apenas com os seus problemas… Entre tantas outras situações e papéis em que a pessoa em questão só pensa no próprio umbigo e se lamenta.Ao olhar apenas para o próprio umbigo o ser humano perde a capacidade de se doar aos outros, de perceber quem está ao seu redor e até mesmo mais necessitado de atenção, amor, carinho…Pessoas egoístas não percebem nem ao menos quem precisa ser ouvido, porque são mesquinhas, egocêntricas… “O meu ‘EU” é o centro de tudo” .Você conhece alguém assim? Para mim eu posso sempre, para o outro vou até , talvez, pensar, se terei tempo ou paciência para ajudar… Porque qualquer coisa que eu possa fazer, que tire o meu olhar do meu Umbigo, me cansa, pois,Ouvir dá trabalho, é mais fácil falar de si sem parar e não perceber o outro e suas necessidades…Então iremos viver apartando-se de tudo aquilo sobre o qual temos inexorável responsabilidade, encontrando uma pomposa desculpa que nos faça de fato acreditar que não temos nada com isso.Assim é muito fácil !!! Nada me irrita mais que o egoísmo – é pelo egoísmo que o Ser Humano esquece de ser “Humano” de verdade. Acaba-se perdendo até mesmo o grau de parentesco, de vínculo afetivo. É por egoísmo que pessoas se matam, se magoam se destroem…Que pena que os seres humanos estão cada vez mais, perdendo a capacidade de sentir e de sensibilizar-se, de arregaçar as mangas e tentar ajudar quem precisa de algum modo, seja quem for e como puder… E não falo aqui de causas grandiosas não, saber ouvir já é um grande gesto de amor, ter empatia colocando-se no lugar do que sofre e pensando de que maneira poderia ajudá-lo, pois como seria duro se estivesse em seu lugar… Também é uma válida opção. Deveremos ser sempre para o outro o que gostaríamos que este outro fosse para nós. E ajudar também não se restringe somente a quem amamos não, isso também seria uma forma de egoísmo, nosso manancial para ajudar o próximo é inesgotável desde que tenhamos um pré- requisito também esquecido nos conturbados e modernos dias de hoje: a boa vontade, fazendo bem feita a parte que nos cabe fazer, que é nossa responsabilidade. Dizer a alguém que ela olha sempre para o seu próprio Umbigo é uma maneira de chamá-la de egoísta. Pois, esta expressão “olhar para o próprio umbigo” soa muito bem ao ouvido daquelas pessoas que não se importam com quem está ao seu lado e leva a vida como se o mundo girasse ao seu redor.Mesmo sabendo que o umbigo fica exatamente no centro geométrico do nosso corpo. Em qualquer lugar que olharmos em volta do nosso umbigo ainda vamos estar olhando para nós mesmos, devemos fugir dessa lógica!

próprio umbigo

14.251 – Morcegos estão sendo mortos no Peru por medo do novo coronavírus


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Algumas pessoas no Peru estão matando morcegos com o intuito de controlar a pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Segundo as autoridades do país, os cidadãos estão preocupados com a possibilidade do animal transmitir a doença.
A preocupação dos peruanos se baseia na crença dos especialistas de que o novo coronavírus seja a mutação de um vírus que atinge outra espécie animal. Dentre os principais suspeitos de ser o hospedeiro original do Sars-CoV-2 estão pangolins, serpentes e morcegos — espécies comumente consumidas em Wuhan, na China, onde a doença surgiu.
As autoridades peruanas alertam para o fato de que o vírus que afeta os humanos é uma mutação do que atingia os animais, ou seja, outras espécies provavelmente não são vetores da doença. “Não devemos distorcer a situação devido à pandemia. Os morcegos não são nossos inimigos”, disse o Serviço Nacional de Florestas e Fauna Silvestre (SERFOR) do Peru em comunicado.
Agora, o SERFOR está resgatando os morcegos ameaçados: mais de 200 animais já foram removidos de regiões onde estavam expostos aos humanos e transferidos para uma caverna. Além disso, os especialistas tentam informar a população sobre a importância dessa espécie para os seres humanos. “Setenta por cento das espécies no mundo se alimentam de insetos, muitos dos quais são prejudiciais à agricultura e à nossa saúde, como mosquitos que espalham a dengue e outras doenças”, afirmam as autoridades.

14.250 – Genoma do Coronavírus


carona virus

No último dia 28 de fevereiro, uma equipe de pesquisadores brasileiros de maioria feminina anunciou ter completado o sequenciamento do genoma do novo coronavírus, o Covid-19. O grupo, coordenado pela médica Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, revelou o feito apenas 48 horas depois da detecção do primeiro caso da doença no Brasil.
Perguntas e Respostas
Quanto tempo levou para realizar o sequenciamento do genoma do Covid-19?
Foram 24 horas. O tempo reduzido é resultado da ajuda de novas tecnologias, que otimizam os processos do sequenciamento.

Qual a utilidade prática desse sequenciamento?
Ele nos fornece diversos dados sobre o vírus, os quais podem ser utilizados na produção de vacinas, no desenvolvimento de tratamentos ou até mesmo nos diagnósticos.

Por que o Brasil foi o primeiro país a fazer esse sequenciamento?
Desde que o país passou por epidemias de zika e dengue, o nosso grupo estava trabalhando em aprimorar os testes de sequenciamento, em uma tentativa de entender mais sobre essas doenças. Estávamos envolvidos com o sequenciamento genético há muito tempo. O resultado desses esforços é que fomos mais rápidos, porque já estávamos prontos.

Trata-se de um vírus novo?
No mundo, não, mas, para os humanos, sim. Acreditamos que o vírus afetasse algum animal, provavelmente o morcego, até sofrer mutações e passar a infectar pessoas também. É importante lembrar que há, no total, sete tipos de coronavírus que nos adoecem.

Quão perigoso é o Covid-19?
O novo vírus mata menos do que outras epidemias recentes, como a gripe suína, mas é muito mais fácil de transmitir. Devemos nos preocupar, porém não em excesso. A doença é grave apenas em algumas pessoas, que desenvolvem pneumonia. Em outras, é como uma simples gripe.

14.248 – Genética – As Mutações


mutação
Todos os seres vivos possuem material genético. O nosso principal material genético é o DNA e, diariamente, ele é replicado, produz proteínas através do RNA dentre outras coisas. Quando alguma proteína começa a ser sintetizada de forma errônea ou surge algo inesperado como um câncer, há uma grande chance de ter acontecido uma mutação genética. Logo, mutação genética é quando há uma perturbação no material genético dos seres vivos causando mudanças nas sequências de nucleotídeos.
Todos os seres vivos possuem material genético. O nosso principal material genético é o DNA e, diariamente, ele é replicado, produz proteínas através do RNA dentre outras coisas. Quando alguma proteína começa a ser sintetizada de forma errônea ou surge algo inesperado como um câncer, há uma grande chance de ter acontecido uma mutação genética. Logo, mutação genética é quando há uma perturbação no material genético dos seres vivos causando mudanças nas sequências de nucleotídeos.
As consequências das mutações
Existem mutações benéficas, mas a grande maioria geram doenças e características diferentes. Por exemplo, a anemia falciforme é a substituição do ácido glutâmico pelo ácido valina e causa uma alteração na forma da proteína. Assim, acontecem alterações no formato dos glóbulos vermelhos do sangue deixando-os incapazes de transportar oxigênio.
Das características, existem mutações que causam o albinismo. Pessoas albinas são extremamente sensíveis a luz solar já que a pele não produz melanina. Este tipo de mutação é hereditário e a pessoa já nasce com ela. Existe o vitiligo, que é a despigmentação da pele. Esta mutação não tem hora para acontecer e a pessoa simplesmente tem sua pele despigmentada, surgindo manchas brancas por todo o corpo.
Das mutações benéficas, existem aquelas que conferem ao seres algum tipo de adaptação. Um exemplo interessante é o das pessoas que têm uma mutação específica no gene CCR5 que confere resistência a infecção do vírus HIV. Uma teoria é de que essa mutação no gene CCR5, comum em pessoas europeias, seja uma resistência inicial à peste bubônica que arrasou a Europa no século XIV e acaba servindo para o HIV também.
Além dos erros nos processos de duplicação do DNA, uma causa relevante do surgimento de mutações: os fatores ambientais. Dentre esses fatores estão o tabagismo, exposição a raios X, exposição à luz ultravioleta, ácido nitroso, corantes existentes em alguns alimentos dentre outras coisas.
Em vários países, há a preocupação da manutenção da camada de ozônio (O3), pois ela é uma proteção natural da Terra contra os raios ultravioleta.
As mutações também podem ser hereditárias, ou seja, passadas de mãe para filho ou de pai para filho. Mutações hereditárias ocorrem quando genes que transmitem características diferentes como albinismo ficam contidos dentro do óvulo ou do espermatozoide.

14.247 – Como a história ensina a lidar com pandemias


gripe espanhola
Qualquer semelhança, não é mera coincidência

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Gripe Espanhola matou milhões com transmissão acelerada.
O componente de História nas escolas, além de outros benefícios, tem como objetivo ensinar erros cometidos no passado para que a sociedade saiba como evitar que se repitam. Olhando para as grandes pandemias que já assolaram o mundo, uma que se assemelha bastante à atual crise do novo coronavírus (Covid-19) é a Gripe Espanhola. “Com os primeiros casos aparecendo no primeiro semestre de 1918, a Gripe Espanhola surgiu quando o mundo experimentava a Grande Guerra”, relembra o coordenador da assessoria de História, Filosofia e Sociologia do Sistema Positivo de Ensino, Norton Frehse Nicolazzi Junior. “Ela acabou sendo chamada de espanhola, cogita-se, pelo fato de a Espanha ser um país neutro na Guerra. Nenhum país naquele momento ia se responsabilizar por disseminar aquele vírus de mortandade tão grande”, explica.
Como o Brasil também participou da guerra, o professor lembra que os primeiros brasileiros infectados foram membros de uma frota contaminada na costa do mediterrâneo. Mas a chegada do vírus se deu em meados de setembro de 1918, com a vinda, ao Rio de Janeiro, de um navio britânico com aproximadamente 200 tripulantes doentes e outros infectados aparentemente saudáveis. A partir desse momento, esses marinheiros se misturaram com a população e acabaram transmitindo o vírus, causando um contágio em progressão geométrica”, descreve Nicolazzi. A situação ficou tão precária no país que o presidente da República no momento, Rodrigues Alves, morreu em 1919, em decorrência da pandemia.
As medidas de fechamento de fronteira e isolamento são lições aprendidas com a Gripe Espanhola e, anteriormente, com a Peste Bubônica. “Esse isolamento se mostra necessário se pensarmos na analogia histórica. No caso da Gripe Espanhola, a fronteira aberta permitiu que o vírus chegasse e rapidamente se espalhasse por diversas capitais brasileiras”, relata o coordenador do grupo de ensino paranaense. “No espaço de um mês, em capitais mais afastadas do litoral, tínhamos cerca de 20 óbitos por dia. Se houvesse um fechamento de fronteiras e isolamento, esse número certamente seria menor”. Nicolazzi afirma ainda que não existem condições de comparar a atual epidemia com as anteriores, mas essa expansão, da maneira como ela ocorre, é fruto do próprio processo de progresso técnico, de progresso econômico e da ideia de uma globalização. “As pessoas em trânsito favoreceram a disseminação da Peste no final do período medieval e a disseminação da Gripe Espanhola no início do século 20, com navios circulando o mundo inteiro em função da guerra. Isso tudo favoreceu muito a propagação das doenças, assim como hoje o vírus facilmente acessa o mundo todo”, detalha.
Quanto à desinformação notada nos dias atuais, o professor conta que, antigamente, era muito pior. “As principais potências envolvidas na guerra esconderam os casos de Gripe Espanhola para não transmitirem fraqueza durante o confronto. As pessoas achavam que não seriam contaminadas até o momento em que elas começam a ver os seus próximos adoecerem e morrerem em questões de poucos dias”, recorda. Para ele, a não aceitação da gravidade do problema no primeiro momento faz parte da própria dinâmica das pessoas de tentarem de alguma forma se protegerem.

14.237 – Corona Vírus – A Historia (Histeria) se repete


carona virus
Diante do coronavírus, é aconselhável evitar a psicose, mas também sua banalização: na maioria dos casos, o COVID-19 é uma doença benigna, mas também tira vidas entre os mais frágeis e pode acabar saturando hospitais, com consequências dramáticas.

Quem está mais exposto?
A mortalidade claramente aumenta com a idade: isso é o que demonstra uma ampla análise publicada em 24 de fevereiro por pesquisadores chineses na revista médica americana “Jama”.
Dos quase 45.000 casos confirmados, a taxa média de mortalidade foi de 2,3%, sem mortes entre crianças menores de 10 anos. Até 39 anos, a taxa é muito baixa, 0,2%. Aumenta para 0,4% entre os quadragenários, 1,3% entre 50-59 anos, 3,6% entre 60-69 anos e 8% entre 70-79 anos.
Pessoas com mais de 80 anos são as mais expostas, com uma taxa de mortalidade de 14,8%.
Outro fator de risco é o fato de sofrer uma doença crônica, como insuficiência respiratória, doença cardíaca, câncer, histórico de AVC…
Um estudo chinês publicado pela revista “The Lancet”, envolvendo 191 pacientes, estudou fatores associados ao risco de mortalidade.
“Uma idade avançada, o fato de apresentar sinais de sepse (ou septicemia, infecção generalizada) ao chegar no hospital e doenças subjacentes como hipertensão e diabetes foram fatores importantes associados à morte dos pacientes”, afirmou um dos autores, o doutor Zhïbo Liu.
Mas as pessoas mais expostas ao novo coronavírus não devem entrar em pânico.
“Quando uma pessoa infectada morre aos 85 anos, o coronavírus não é o que a mata”, mas muitas vezes “as complicações sofridas por seus órgãos que não estavam mais funcionando adequadamente”, afirma Michel Cymes, médico e figura televisiva na França.

O mesmo vale para pacientes com doenças crônicas.
Para o professor francês Jean-Christophe Lucet, o risco diz respeito principalmente a pacientes que sofrem de formas severas dessas doenças. “Devemos ser extremamente claros” sobre este ponto, enfatiza à AFP.

Quantas pessoas podem morrer?
Segundo o estudo de 24 de fevereiro, a doença é benigna em 80,9% dos casos, grave em 13,8% e crítica em 4,7%.
Do número total de casos confirmados no mundo, o COVID-19 matou cerca de 3,5% dos pacientes, com disparidades entre os países. O último número oficial de mortos é superior a 5.000.
Mas essa taxa não é confiável, já que se ignora o número de pessoas realmente infectadas. Como muitos pacientes quase não apresentam sintomas ou são assintomáticos, o número de infectados é provavelmente muito maior do que o detectado e, portanto, a taxa é certamente mais baixa.
Se considerarmos uma estimativa que inclui casos não detectados, “a taxa de mortalidade é de cerca de 1%”, afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos EUA.
No entanto, o perigo de uma doença depende não apenas de sua letalidade, mas também de sua capacidade de expansão.
Mesmo com uma taxa de mortalidade de 1%, “esse número pode ser consistente se 30 ou 60% da população estiver infectada”, diz Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur de Paris.
Por outro lado, entre os 130.000 casos registrados desde o início da pandemia no mundo, mais da metade já foi curada, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Quais as diferenças com a gripe?
Apesar de compartilhar sintomas como febre e tosse, o coronavírus não é como uma “simples” gripe.
Em primeiro lugar, parece mais letal, já que a gripe tem “uma mortalidade de 0,1% e esta doença é 10 vezes mais mortal”, segundo Fauci. A OMS estima que a gripe deixa a cada ano entre 290.000 e 650.000 mortes em todo o mundo.
Além disso, os especialistas temem que formas graves do COVID-19 possam afetar uma parte maior da população do que a gripe.
O COVID-19 “não é uma simples gripe, pode se manifestar seriamente em pessoas não tão velhas”, enfatiza o número dois do ministério da Saúde da França, Jérôme Salomon.
De acordo com um estudo chinês – em um pequeno número de pacientes, de 1.099 – 41% dos casos graves tinham entre 15 e 49 anos e 31% entre 50 e 64 anos (em comparação com 0,6% para menores de 14 anos e 27% para os maiores de 65 anos).
Além disso, diferentemente da gripe, “não estamos protegidos” contra o COVID-19, Salomon lembra: “Não há vacinas, não há tratamento” e o ser humano não é naturalmente imunizado contra esse novo vírus.
Os vírus da gripe e do COVID-19 têm em comum que sua propagação é combatida da mesma maneira em nível individual.
Essas são as medidas de precaução: evitar apertar as mãos, beijar, lavar as mãos com frequência, tossir e espirrar na cavidade do cotovelo ou em um lenço descartável, usar máscara quando estiver doente…

Os hospitais ficarão saturados?
É o principal perigo da pandemia: um aumento brusco dos casos, o que levaria a um fluxo maciço de pacientes nos hospitais, causando a superlotação.
Isso não apenas complicaria a hospitalização de pacientes críticos com COVID-19, mas também de todos os outros. A situação pioraria se a equipe médica começasse a ser infectada, deixando de cuidar dos pacientes.

“Devido a esse duplo fator – uma sobrecarga de trabalho com menos funcionários -, os pacientes com patologias urgentes não poderiam ser tratados a tempo e correriam o risco de morrer”, explica à AFP o médico belga Philippe Devos, especialista em reanimação.
Nas redes sociais, muitos médicos alertam para o risco de saturação dos hospitais.
Esses especialistas lembram aos usuários da internet a importância de cada um aplicar as medidas para combater o coronavírus, com alertas no Twitter.
A comunidade médica procura, dessa forma, chamar a atenção para a responsabilidade de cada um, a fim de frear a epidemia prolongando-a ao longo do tempo. Desse modo, o “boom” será menos abrupto e o volume de pacientes simultâneos não sobrecarregará o sistema hospitalar.

– E os animais de estimação?
O caso de um cão diagnosticado “um pouco positivo” em Hong Kong com um dono infectado levantou a questão de possíveis contágios entre o ser humano e os animais.
Mas os cientistas insistem no fato de que este é um caso isolado e que não serve para tirar conclusões.
“À luz do conhecimento científico disponível, não há evidências de que animais de estimação ou de gado tenham um papel importante na disseminação do vírus SARS-CoV-2”, estimou a agência francesa de segurança sanitária ANSES na quarta-feira.
Segundo seus especialistas, a detecção do vírus nas cavidades nasais e orais do cachorro de Hong Kong não é prova de infecção do animal. Em vez disso, estão considerando a possibilidade de um “contágio passivo” (sobrevivência do vírus sobre uma mucosa sem que se reproduza), apesar de exigir estudos complementares.

histeria

14.236 – Aeronáutica – Estes helicópteros valem até R$ 100 milhões, têm cozinha e levam 25 pessoas


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Os helicópteros são mais conhecidos como um meio de transporte ágil para driblar o trânsito de grandes cidades. No entanto, há versões desenvolvidas para situações bem mais críticas, como operações em plataformas de petróleo, missões de guerra e transporte de massa. Esses mesmos helicópteros também podem ser adaptados para versões executivas luxuosas. Um dos modelos mais caros do mundo foi desenvolvido para o transporte do presidente dos Estados Unidos. A versão usada atualmente por Donald Trump é uma variação do Sikorsky S-92, que recebeu a denominação VH-92.
Desenvolvido para missões em plataformas de petróleo, busca e salvamento e combate a incêndio, o helicóptero Airbus H225 Super Puma também pode ser adaptado para o transporte civil. Segundo a Airbus, a versão executiva do modelo é usada principalmente por chefes de Estado e grandes corporações. O H225 Super Puma tem capacidade para 19 passageiros, 5,4 toneladas de carga e autonomia de voo de cinco horas e 40 minutos, com velocidade máxima de 324 km/h. Na versão executiva, o helicóptero pode ser configurado com lounges na frente e atrás, cozinha e banheiros.
O AW101 é um helicóptero multimissão capaz de realizar desde operações de guerra até o transporte executivo. Em sua capacidade máxima, o AW101 pode transportar até 25 passageiros. O helicóptero tem autonomia de voo de 1.400 quilômetros e velocidade máxima de 277 km/h. Ele pode voar por até seis horas e 50 minutos. Na parte interna, o AW101 mede 2,49 metros de largura com 1,83 metro de altura. Na versão executiva, é equipado com poltronas de luxo, estações de trabalho e sistemas de comunicação via satélite.
Além da versão executiva, o Sikorsky S-92 também pode ser utilizado para missões humanitárias, de resgate e operações em plataformas de petróleo. O modelo tem capacidade para 19 passageiros. Segundo a Lockheed Martin, já foram entregues mais de 300 unidades do modelo, que realizaram mais de 1,5 milhão de horas de voo.
O maior modelo da Bell foi também o primeiro helicóptero para uso comercial a usar o sistema de controle de voo computadorizado fly-by-wire. O modelo tem capacidade para até 16 passageiros, tem alcance máximo de 1.037 km e velocidade máxima de 296 km/h. As versões mais luxuosas podem ter capacidade para apenas sete ou oito passageiros, com poltronas mais amplas e giratórias, mesas de trabalho e de refeições. Também pode ser utilizado para missões de resgate, ambulância aérea ou operações em plataformas de petróleo.

14.235 – Biologia – Espécies em Extinção


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Gato-maracajá (Leopardus wiedii)
O gato-maracajá é um felino nativo da América Central e da América do Sul. Além da Floresta Amazônica, esta espécie também pode ser encontrada em outros biomas brasileiros.
O desenho de seus pelos são muito semelhantes ao da onça-pintada, tornando-se assim um alvo de caça. É um animal que está em risco de extinção, sendo classificado como vulnerável pelo Livro Vermelho da Fauna Brasileira ameaçada de extinção, publicado pelo ICMBio.

14.234 – Atenção Desempregados – Laboratório dá mais de 20 mil reais a quem topar ser infectado com coronavírus


Você estaria disposto a ser infectado com o coronavírus e ser pago por isso em prol de um bem maior? O Queen Mary BioEnterprises Innovation Centre, um laboratório de Londres, está a procura de 24 voluntários para injetar o coronavírus. O objetivo é testar a eficácia de uma vacina em desenvolvimento.
Os participantes que aceitarem o desafio serão recompensados com 4 mil euros, cerca de R$ 21.405. Antes de serem selecionados, os candidatos vão passar por uma bateria de exames.
Os selecionados vão receber duas doses mais fracas do vírus, que devem causar alguns sintomas respiratórios leves, e depois receberão vacinas tanto novas, como já existentes. Depois disso, ficarão em quarentena de 14 dias antes de testados novamente para verificar a eficácia do tratamento. Os resultados vão ajudar os pesquisadores a se concentrarem nos tratamentos mais eficazes para acelerar a cura da Covid-19.
O laboratório é apenas um dos 20 que estão na corrida global para encontrar uma vacina o mais rápido possível. “As empresas de medicamentos podem ter uma ideia muito boa dentro de alguns meses após o início de um estudo de vacina, trabalhando ou não, usando uma amostra tão pequena de pessoas”, afirmou Andrew Catchpole, principal cientista da pesquisa.
Antes de sair injetando as cobaias, o teste espera aprovação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido. Por mais rápido que se iniciem os testes, os especialistas concordam que é impossível que a vacina fique pronta a tempo para combater a atual epidemia.

14.233 – Você Acredita em Destino?


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“Tudo está determinado, o começo e o fim, por forças sobre as quais não temos controle. É determinado para um inseto, e para uma estrela. Seres humanos, verduras ou poeira cósmica… todos nós dançamos uma música misteriosa, tocada à distância por um músico invisível.” Quem disse isso foi Albert Einstein, numa entrevista publicada em 26 de outubro de 1929 pelo semanal americano The Saturday Evening Post. O repórter não teve presença de espírito, nem tempo, de perguntar quem ou o que seria esse tal músico – logo após a frase, Einstein se levanta e vai para o quarto dormir, encerrando a conversa. Mas as “forças sobre as quais não temos controle” podem ser encontradas na própria ciência: a sequência de fenômenos desde o início dos tempos.
O Universo surgiu do Big Bang, uma explosão ocorrida há 13,7 bilhões de anos. Pelas regras da física newtoniana, as trajetórias de todas as partículas, e eventuais interações entre elas, foram determinadas por esse fenômeno inicial: como se o Universo fosse uma mesa de bilhar, em que a tacada inicial define o movimento de todas as bolas. E isso vale para absolutamente tudo o que existe – inclusive os átomos que formam os neurônios do seu cérebro, com os quais você resolveu ler este texto. Ou seja: o futuro, de certa forma, já foi decidido. Essa é a lógica do determinismo universal, conceito proposto em 1814 pelo físico Pierre-Simon Laplace (um cientista importante, que ficou conhecido como o “Newton francês”).
Você deve estar pensando: ok, bela tese, mas a vida real não é bem assim. De fato, não é. O determinismo de Laplace não leva em conta, por exemplo, a física quântica (pela qual uma partícula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, como uma bola de bilhar caindo em duas caçapas). E também conflita com a observação mais trivial da realidade. O futuro não está escrito porque você pode decidir, agora mesmo, o que irá fazer. Pode continuar lendo este texto, pode parar e ir fazer outra coisa, pode erguer a mão direita e coçar o nariz, pode fazer inúmeras escolhas dentro de uma lista quase infinita de possibilidades. Mas será que, quando resolve fazer alguma coisa, foi você mesmo que tomou aquela decisão? Nem sempre é isso o que acontece. Muitas vezes, o seu cérebro decide por conta própria – vários segundos antes de você.
A primeira pista disso veio em 1983, numa experiência feita pelo neurologista Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia . Nesse teste, seis pessoas foram colocadas na frente de uma espécie de relógio, em que uma bolinha se movia. Elas receberam uma única instrução: deveriam apertar um botão, colocado na mesa à frente, quando quisessem, e depois contar ao pesquisador em que momento fizeram isso (informando qual era a posição da bolinha). Libet monitorou os impulsos elétricos nos músculos e no córtex motor das pessoas, e perguntou a cada uma delas qual era a posição da bolinha quando ela resolveu apertar o botão.
Cruzando as duas informações, ele fez uma descoberta intrigante: o córtex motor entrava em ação até 0,8 segundo antes que as pessoas decidissem, conscientemente, apertar o botão. Em 2008 o cientista John-Dylan Haynes, do Centro de Neuroimagem Avançada de Berlim, replicou o teste com um joystick, que os voluntários deveriam mover. Chegou a um resultado ainda mais impressionante: os córtices frontopolar e medial das pessoas se acendiam até dez segundos antes que elas decidissem, conscientemente, mexer o joystick. Em 2013, Haynes pediu a voluntários que somassem dois números exibidos numa tela – e constatou que os cérebros delas começavam a executar essa tarefa quatro segundos antes que elas decidissem, conscientemente, fazer a conta.
Apertar um botão, mover uma alavanca ou somar dois números são tarefas banais. Até hoje, não há nenhum indício de que o cérebro tome “sozinho” decisões mais complexas, como escolher uma profissão, um cônjuge, ou mesmo o que você vai almoçar hoje. Seria muito difícil provar que isso acontece; se é que acontece. Mas isso não significa que essas escolhas sejam totalmente livres. A pressão evolutiva, a genética e o ambiente em que nossos pais viveram têm efeitos profundos, e às vezes surpreendentes, sobre nós. “À medida que vamos descobrindo como o cérebro funciona, e como os genes fornecem instruções para os circuitos neurais, vemos que nossos comportamentos – desde os mais simples até os mais complexos – parecem ter uma base biológica, hereditária”, afirma Hannah Critchlow, neurocientista da Universidade de Cambridge e autora do livro The Science of Fate (“A Ciência do Destino”, inédito no Brasil). Novos estudos têm revelado que a genética, e sobretudo a epigenética (ativação ou desativação de genes provocada por fatores ambientais), influem mais do que se acreditava sobre o comportamento de cada pessoa. Mas o destino começa a ser escrito bem antes disso. A sua saúde mental, por exemplo, é afetada por um fator que precede a genética: o mês em que a sua mãe engravidou de você.