13.862 – Futebol – Josef Bican, o maior artilheiro de todos os tempos


bican
Josef Bican, também conhecido como Pepi (Viena, 25 de setembro de 1913 — Praga, 12 de dezembro de 2001), foi um futebolista tcheco. Segundo o RSSSF, Bican (pronuncia-se Bítsan) teria sido o maior artilheiro da história do futebol com 1.468 gols marcados incluindo jogos amistosos que disputou, porém, tal informação nunca foi oficialmente comprovada, sabendo que os números de Josef que se tenha conhecimento de documentação sejam insuficientes para chegar a uma conclusão final. Apesar da carência de dados sobre seus números, ele ainda é considerado um dos maiores artilheiros da história do futebol.
Filho de jogador, rápido (corria 100 metros em 10,8 segundos, grande marca na época), bom chutador com as duas pernas, cinco vezes maior artilheiro da Europa, Bican fez parte da grande equipe da Seleção Austríaca dos anos 30, conhecida como Wunderteam (“Time Maravilha”), repleta de austro-tchecos: para a Copa do Mundo de 1934, a Áustria chamou, além dele e da estrela Matthias Sindelar, Franz Cisar, Anton Janda, Mathias Kaburek, Josef Smistik, Johann Urbanek e Karl Zischek. Apenas um dos 7 gols marcados pela equipe no torneio fora de um austríaco germânico, Anton Schall. Bican marcou o seu contra a França, nas oitavas-de-final.
A Áustria chegou às semifinais, onde foi sorteada para enfrentar o país-sede, a Itália, adversário vencido meses antes, em casa, em um amistoso entre as duas equipes. Desta vez, com uma pressão muito maior de Il Duce Benito Mussolini, que usava o mundial como propaganda de seu regime fascista, os italianos venceram por 1 a 0, com o gol de Enrique Guaita marcado em clamoroso impedimento. A Áustria ainda perderia para a Alemanha o terceiro lugar. O Wunderteam seria extinto de vez com a anexação austríaca pela Alemanha Nazista em 1938, no Anschluß, às vésperas da Copa do Mundo daquele ano.
Desde o ano anterior, Bican já estava na terra de suas raízes, onde se transferira para Slavia Praga, após quatro anos liderando o Rapid Viena. No Rapid, Bican marcara 68 gols em 61 jogos oficiais. Antes de chegar ao Slavia, ainda na Áustria, havia passado pelo Admira Viena, onde deixou 21 gols em 31 partidas.
Ficaria no futebol tchecoslovaco até o final da carreira, tendo seu melhor momento os onze anos de sua primeira passagem pelo Slavia, período em que marcou pelo clube incríveis 534 gols em 274 jogos – 54 em 27 em um dos anos. O campeonato nacional, entretanto, fora interrompido em 1938, ano em que a Alemanha, após anexar primeiramente a região dos Sudetos, avançou sobre toda a Tchecoslováquia.
O torneio só retornaria em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, e Bican acabou conquistando apenas uma edição pelo Slavia, saindo do clube uma temporada depois, em 1948. Retornaria em 1952, quando a equipe chamava-se Dínamo Praga, e lá encerrou a carreira, em 1955, aos 42 anos, ainda com gás para marcar 22 gols em 29 jogos.
Começou a defender a Tchecoslováquia, pela qual marcaria 12 vezes em 14 jogos, em 1938, já após a Copa do Mundo daquele ano. Durante a Guerra, quando o país foi desmembrado, jogaria ainda pela “metade tcheca”, uma Seleção do Protetorado da Boêmia e Morávia, marcando 3 gols. Seu sucesso chegou a provocar a inveja de alguns colegas de seleção, que se refeririam a ele como “bastardo austríaco”.
Em seus últimos meses de vida, Bican começou a sofrer problemas cardíacos. Desejava passar o natal de 2001 com a família, mas acabou falecendo duas semanas antes da data.
Data de nasc. 25 de setembro de 1913
Local de nasc. Viena, Flag of Austria-Hungary (1869-1918).svg Áustria-Hungria
Falecido em 12 de dezembro de 2001 (88 anos)
Local da morte Praga, República Checa República Tcheca

Reza a lenda que em toda a sua carreira, o jogador fez 5 mil gols. O atacante estreou aos 17 anos no Rapid Viena, em 1931, com um hat-trick contra o grande rival de sua equipe, o Austria Vienna.
Após a passagem pelo Rapid, Bican foi jogar no Admira Vienna, e em 1937 chegou ao Slavia Praga, clube no qual se aposentou em 1955, quando o clube tcheco já havia sido rebatizado como “Dínamo” por conta do regime comunista.
Relatos da época diziam que o jogador corria 100 metros em 10s80, era dotado de uma técnica apurada com ambos os pés e ótima finalização, e só errava uma a cada 20 oportunidades.
Bican era, ao lado do meia Mattias Sindelar, o grande nome da seleção austríaca dos anos 30, uma das melhores do mundo, conhecida por um futebol de passes curtos.
Sindelar, chamado de “Mozart do futebol”, “flutuava” sobre o gramado por conta de sua elegância com a bola.
Os dois levaram a seleção austríaca à semifinal da Copa do Mundo de 1934, mas a equipe foi derrotada por 1 a 0 pela Itália em partida que contou com muitos lances polêmicos.
Momentos após a eliminação, foi descoberto que o árbitro do jogo havia jantado na noite anterior à partida com o então ditador italiano Benito Mussolini.
Após a anexação da Áustria pelo Terceiro Reich em março de 1938, Bican se negou a jogar pela Alemanha nazista e pediu nacionalidade tchecoslovaca.
Em novembro de 1939, já em plena Segunda Guerra Mundial, um hat-trick seu evitou a vitória da Alemanha contra a seleção do Protetorado de Boêmia e Morávia, em jogo que acabou empatado em 4 a 4.
“Bican era bilíngue e foi educado em duas culturas, não podia propagar os princípios ideológicos do nazismo”.

13 .838 – Quadrinhos – O Quarteto Fantástico


quarteto fantástico
Nome original Fantastic Four
Membro(s) Lista de Membros do Quarteto Fantástico
Fundadores Senhor Fantástico
Mulher Invisível
Tocha Humana
Coisa
Criado por Stan Lee
Jack Kirby
Primeira aparição The Fantastic Four #1 (Novembro de 1961)
Editora(s) Marvel Comics (US)
Panini Comics (BR)
Base de operações Edifício Baxter

É uma equipe de super-herói de histórias em quadrinhos publicados pela Marvel Comics. O grupo estreou em The Fantastic Four #1 (data de novembro 1961), que ajudou a inaugurar um novo nível de realismo no meio. O Quarteto Fantástico foi o primeiro time de super-herói criado pelo escritor-editor Stan Lee e o ilustrador Jack Kirby, que desenvolveram uma abordagem colaborativa para a criação de quadrinhos com este título que usariam a partir de então.

Como a maioria dos personagens criados pela Marvel durante a década de 1960, o Quarteto Fantástico deve os seus poderes à exposição a radiação, neste caso mais especificamente à radiação cósmica, com a qual teriam entrado em contacto durante uma viagem de exploração espacial.

Embora a formação do grupo mude ocasionalmente, a equipe mantêm-se estável em volta dos quatro amigos que ganharam superpoderes ao serem atingidos pelos raios cósmicos.

A equipe iniciou-se com a renovação da Marvel que ocorreu na década de 1960 sob o comando de Stan Lee. Permaneceram mais ou menos populares desde então e foram adaptados para outros meios, incluindo três séries relativamente bem-sucedidas de desenhos animados e, até ao momento, três filmes lançados respectivamente em 2005, 2007 e 2015.

Em 2015, a revista entrou em hiato devido à problemas jurídicos com a 20th Century Fox, cujos executivos pleitavam que o estúdio detinha os direitos autorais sobre os personagens.

Em 2018, foi revelado o retorno da revista para Agosto desse mesmo ano, a contagem reiniciaria e Dan Slott estaria no roteiro da série.
Segundo a lenda, em 1961, o editor-chefe da Marvel, Martin Goodman, estava a jogar uma partida de golfe com o editor rival Jack Liebowitz da DC Comics. Liebowitz contou a Goodman sobre o sucesso que a DC estava a ter recentemente com a Liga da Justiça, um nova série que apresentava uma equipe formada por vários personagens de sucesso da editora.
Baseado nesta conversa, Goodman decidiu que sua companhia deveria começar a publicar a sua própria série sobre uma super-equipe. Lee, que estava prestes a deixar a indústria assim que seu contrato acabasse, associou-se ao desenhista Jack Kirby para produzir uma revista inovadora protagonizada por uma família de super-heróis, Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Garota Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) que eram imperfeitos e consequentemente mais humanos do que qualquer herói publicado à época, dessa forma, tornando-se o standard para a editora ao longo dos anos.
Em Fevereiro de 2004, a Marvel lançou o Quarteto Fantástico Ultimate, uma versão do grupo para o universo Ultimate. Também lançou a Marvel Knights 4. Apesar de não ser exatamente voltada para adultos, os títulos Marvel Knights procuram atingir uma faixa de público um pouco mais velho.
O Quarteto Fantástico apareceu pela primeira vez no Brasil na revista do Demolidor, publicada pela EBAL a partir de 1969. Em 1970, foi lançada a revista própria dando sequência às histórias. A revista durou até 1972. Depois de um curto período pela GEA, o Quarteto retornou à EBAL, que continuou as aventuras na revista do Homem-Aranha que teve o último número publicado em janeiro de 1975. Nas revistas do aracnídeo foram publicadas pela primeira vez no Brasil as famosas histórias da “Trilogia de Galactus”, “Inumanos”,[7] “Pantera Negra” e outros clássicos do Quarteto produzidos pela dupla Stan Lee/Jack Kirby.

Depois da fase da EBAL, o Quarteto Fantástico foi relançado em revista própria pelas Editoras Bloch, que lançou primeiramente as aventuras solo do Tocha Humana e do Tocha Humana Original, e RGE. Depois de pouco mais de uma dezena de números nesta última, a revista seria cancelada e os direitos do personagem passaram para a Editora Abril, aonde se mantiveram até o ano 2000. Actualmente, é distribuída pela Panini, onde suas histórias são a base do “Universo Marvel”.
Os super-poderes do Quarteto Fantástico foram obtidos quando um foguete espacial experimental projectado por Reed Richards atravessou uma tempestade de raios cósmicos durante seu voo experimental. Depois da aterrissagem forçada de regresso à Terra, os quatro tripulantes da nave descobriram que se tinham transformado e possuíam novas e bizarras habilidades.
Reed podia esticar seu corpo e assumir qualquer formato. A sua noiva, Susan Storm, ganhou a habilidade de se tornar invisível, vindo posteriormente a desenvolver as habilidades de projectar campos da força e de tornar objectos visíveis em invisíveis. O seu irmão mais novo, Johnny Storm, adquiriu o poder de controlar o fogo e, devido à alteração de temperatura do ar à sua volta, pode voar. Por último, o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso, dotado de força incrível e cuja carne é quase invulnerável. No entanto, Reed culpa-se constantemente desse facto devido à impossibilidade de o Coisa assumir a forma humana e se sentir traumatizado com isso. O Coisa tornou-se uma espécie de figura paternal no meio do grupo, apresentando sempre como contraponto um humor cáustico muito próprio. Ao longo dos tempos transformou-se no personagem mais amado, por ser directo e não ter meias palavras, dizendo directamente o que pensa.
Os quatro personagens foram moldados inspirados nos clássicos quatro elementos gregos: Terra (Coisa), fogo (Tocha Humana), vento (Mulher Invisível) e água (a “fluidez” do Senhor Fantástico). Estes mesmos quatro elementos inspiraram também uma criação anterior de Jack Kirby, os Desafiadores do Desconhecido.

A equipe de aventureiros, passou a proteger a humanidade, a Terra e o Universo de inúmeras ameaças. Incentivados principalmente pela curiosidade científica de Reed, a equipe explorou o espaço, a zona negativa, o Microverso, outras dimensões e quase cada vale escondido, nação ou civilização perdida do planeta. O Quarteto faz a ponte entre personagens mais “cósmicos” da Marvel, tais como o Surfista Prateado ou o Vigia e os mais “terrestres”, Homem-Aranha e X-Men.

O Quarteto Fantástico já ocupou vários quartéis-generais, o mais notável foi o Edifício Baxter em Nova York. O edifício Baxter foi substituído pelo Four Freedoms Plaza, construído no mesmo local, após a destruição do Edifício Baxter infligida por Kristoff Vernard, filho adoptivo do Doutor Destino, o arqui-inimigo do grupo, tendo o grupo ocupado provisoriamente a Mansão dos Vingadores antes de o Four Freedoms Plaza estar terminado. Também houve o Pier 4, um armazém no litoral de Nova York que serviu de sede provisória após o Four Freedoms Plaza ter sido destruído, devido às acções de outra equipe de super-heróis, os Thunderbolts. Mais recentemente, utilizam um satélite orbital como base.

A revista enfatiza o fato de que o Quarteto, ao contrário da maioria das super-equipes, serem literalmente uma família. Três dos quatro membros são oficialmente parentes, sendo a excepção o Coisa que é um amigo chegado da família. Além deles, os filhos de Reed e Sue Richards, Franklin e Valeria, aparecem regularmente na série.

Ao contrário da maioria dos super-heróis, as identidades do Quarteto Fantástico não são secretas. A parte negativa disso é a vulnerabilidade que o fato confere aos amigos e família. A parte positiva é a simpatia que o Quarteto tem junto à população humana, que admira suas proezas científicas e heróicas.
Durante a Guerra Civil surge a primeira divisão no Quarteto. Sue e Johnny unem-se aos Vingadores Secretos do Capitão América, o Coisa muda-se para Paris, regressando aos EUA somente na batalha final ao lado do Capitão América, Reed foi um dos líderes da força do Homem de Ferro e a favor do registo oficial dos super-heróis.
Mulher-Hulk – Substituiu o Coisa quando este ficou por conta própria no planeta do Beyonder, após as Guerras Secretas.
Cristalys – Uma Inumana e ex-namorada de Johnny Storm que teve de abandonar o grupo por não conseguir adaptar-se a poluição terrestre. Substituiu a Mulher Invisível aquando da sua primeira gravidez.
Outros membros provisórios, foram: A inumana Medusa, o herói de aluguel Luke Cage, uma outra namorada do Tocha Humana, Frankie Raye que tinha poderes semelhantes aos dele e que mais tarde se tornou o arauto de Galactus com o nome de Nova, Sharon Ventura usando o nome de Miss Marvel (não confundir com a ex-vingadora Carol Danvers que também usou esse nome) e que durante uma certa época se tornou uma versão feminina do Coisa.
Em uma história, uma fugitiva Skrull veio a terra e nocauteou todos os membros do Quarteto Fantástico. Então ela chamou alguns heróis para supostamente vingar sua família. O grupo era formado por Wolverine, Hulk, Motoqueiro Fantasma e Homem-Aranha.
[homem aranha] esta no quarteto fantastico no lugar do tocha humana.

13.834 – Dito Popular – De Onde Surgiu o provérbio “Beleza não se põe na mesa”?


O provérbio «beleza não põe mesa», ou «beleza não se põe à mesa» (José Pedro Machado, O Grande Livro dos Provérbios, 3.ª ed., Lisboa, Ed. Notícias, 2005, p. 112), corresponde a uma forma mais simplificada de um outro provérbio, cujo sentido/significado é mais evidente: «Beleza e formosura não dão pão nem fartura» (idem).
Em tais provérbios sobressaem dois campos semânticos: o da beleza (e da formosura) e o da mesa (representada pelo pão, símbolo da alimentação, e da fartura, símbolo da abundância, do que se que se coloca na mesa). Entre esses dois bens, a beleza é desvalorizada em relação ao pão, à mesa, à fartura, sobressaindo o sentido prático da vida.
Com estes provérbios pretende-se passar a lição de que não nos devemos centrar na beleza, na aparência como valores primordiais, porque são supérfluos e vazios, destacando a sua inutilidade como fonte de vida e de saúde. Por sua vez, e em detrimento da beleza, o pão/a alimentação ganham destaque como elementos essenciais à sobrevivência, à saúde, à energia e ao bem-estar.
de-se passar a lição de que não nos devemos centrar na beleza, na aparência como valores primordiais, porque são supérfluos e vazios, destacando a sua inutilidade como fonte de vida e de saúde. Por sua vez, e em detrimento da beleza, o pão/a alimentação ganham destaque como elementos essenciais à sobrevivência, à saúde, à energia e ao bem-estar.

13.806 – Mega Memória – Vai um Q Suco aí?


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Hoje se você for no mercado comprar um refresco em pó não vai nem saber qual escolher. São tantas opções e marcas que você certamente vai perder um tempinho. Light, diet, duas frutas juntas, mais barato, mais caro, etc.
Porém, nos anos 80, havia apenas um, o campeão: o infame Ki Suco! Era só comprar o envelope de suco, do seu sabor preferido, adicionar 1 litro de água, açúcar (bastante, por favor) e estava pronto o refresco mais barato de todos os tempos. Em uma época que refrigerante era coisa de rico e só aparecia em casa nos finais de semana, era o Ki-Suco que salvava a pátria durante a semana.
O Ki-Suco se prestava a outro uso muito curioso – dava pra colocar um pouco de água no pó para ele virar uma massinha para as crianças brincarem. Detalhe, as professoras da época é que davam a dica! Eu lembro de ter usado Ki-Suco em sala de aula com essa finalidade! Isso é que era tempo bom…
Mas engana-se quem pensa que a história desse refresco começou na década de 80. Acompanhe.
Nada se Cria, tudo se copia
Na verdade, o Ki Suco nada mais é que o nome brasileiro do Kool Aid, refresco em pó americano inventado em 1927 por um distinto senhor chamado Edwin Perkins (com ajuda de sua esposa, Kitty), na cidade de Hastings, Nebraska.
Edwin vendia sucos concentrados na sua empresa, a Perkins Products Company, mas o transporte das caixas era uma dificuldade. Além do alto custo, várias garrafas do Fruit Smack chegavam quebradas. Edwin então teve uma ideia genial, revolucionária. Ele desidratou o suco concentrado, retirando dele toda a água e transformando-o em pó. A economia com transporte foi brutal, mas Edwin mal sabia que estava começando um império. Nascia o Kool-Aid.
Inicialmente, o suco em pó foi chamado de Kool-Ade, mas Edwin teve que trocar o nome para Kool-Aid por questões legais com o governo americano. O suco em pó, inicialmente lançado nos sabores Orange (laranja), Cherry (cereja), Lemon (limão), Grape (uva), Strawberry (morango) e Raspberry (framboesa), era vendido em saquinhos por 10 cents.
Edwin largou todos os outros produtos da empresa para se concentrar no sucesso instantâneo do Kool-Aid. Ele abriu uma nova sede em Chicago e em pouco tempo distribuía para toda América. Em maio de 1953, Edwin vendeu a empresa para a General Foods Company. Mais tarde, a General Foods passou por uma fusão com a Kraft, formando a Kraft Foods em 1989. Até hoje a empresa é detentora da marca e seus produtos. O Kool-Aid foi lançado no Brasil em 1961, com o nome de Ki-Suco. Em 1964, os envelopes do suco receberam uma reformulação completa – na época, chamaram de “modernização”.
Os envelopes passaram a ter o desenho do mascote oficial do Kool-Aid americano, o Kool-Aid Man. Uma jarra de suco enorme com olhos, nariz e boca, que andava por aí promovendo o suco. Para ajudar mais ainda na promoção do Ki-Suco, jarras de plástico eram dadas de graça na compra dos envelopes. Além disso, no mesmo ano foi lançada uma versão pré-adoçada.
O Ki-Suco sempre vendeu muito bem, mas realmente foi na década de 80 que ele explodiu, com várias campanhas publicitárias bem-sucedidas e a introdução da versão sem açúcar, em 1983. Por isso todos pensam que para fazer Ki-Suco era preciso de 1 litro d’água e 1 tonelada de açúcar. Na verdade, o Ki-Suco era pré-adoçado desde 1964, mas a versão sem açúcar é que ficou na memória de todos.
Na década de 90, com a Kraft Foods assumindo a marca, o Ki-Suco deu lugar ao Kool-Aid nas prateleiras brasileiras. Ao longo dos anos, muitas novidades forma introduzidas pela Kraft Foods, como uma versão do Kool-Aid sem cafeína (1999) e uma versão reformulada sem açúcar (com gosto muito parecido com o da versão original), onde a embalagem dizia que um copo tinha apenas 5 calorias. Outros produtos foram envelopes com quantidade para meio litro e com sabores misturados de frutas.

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13.805 – Dito Popular – De Onde Surgiu o provérbio “Lagoa que tem Piranha Jacaré Nada de Costas”?


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Autor Anônimo
Significa: Quando há perigo, os cuidados devem ser redobrados (o dorso do jacaré é muito rijo, defendendo-o de dentadas de predadores).

O dito em questão é um provérbio português

Ditado popular ou Provérbio é uma frase de caráter popular, com um texto mínimo de autor anônimo que é várias vezes repetido e se baseia no senso comum de um determinado meio cultural, como por exemplo: “O seguro morreu de velho”.
Ditado é a expressão que se mantém imutável através dos anos, constituindo uma parte importante de cada cultura.

13.799 -Cinema – Por que Hitchcock era considerado o “mestre do suspense?”


Hitchcock-PD
Sem medo de inovar
Se o filme é protagonizado por um ator famoso, o público presume que o personagem não morrerá (pelo menos não até o fim da história). O cineasta foi contra esse clichê e acabou criando uma das cenas mais surpreendentes do cinema: o assassinato no chuveiro da personagem interpretada por Janet Leigh, que ocorre aos 46 minutos de Psicose (1960).
Um segredo entre nós
A plateia era feita de cúmplice. Ele revelava a ela uma informação preciosa que o personagem desconhecia (e corria risco de vida se não descobrisse a tempo). Em O Marido Era o Culpado (1936), um garotinho carrega, sem saber, um pacote com uma bomba-relógio. Atrasa-se várias vezes para entregá-lo, deixando o público roendo as unhas de ansiedade.
Trauma de infância
No livro Hitchcock/Truffaut, o diretor revela que, quando tinha 5 anos, seu pai o enviou à delegacia com um bilhete que pedia ao delegado que o trancasse em uma cela e lhe dissesse: “Isso é que acontece com meninos desobedientes”. Não por acaso, pessoas acusadas injustamente por um crime são um tema recorrente em sua obra, como no filme O Homem Errado (1956).
Inspirado pelo silêncio
Ele começou no cinema como criador das legendas que simulavam diálogos em filmes mudos. Foi assim que aprendeu como causar emoções no público mesmo sem diálogo – só com enquadramentos e cortes precisos. Um exemplo? Festim Diabólico (1948), sobre dois amigos que matam um colega pouco antes de uma festa, é cheio de cenas contínuas e cortes disfarçados.
De corpo e alma
Em um discurso de agradecimento, o diretor disse que devia seu sucesso a quatro pessoas: “Uma é roteirista, outra é editora, outra é mãe da minha filha e a última é a melhor cozinheira que já existiu”. E o nome de todas elas é Alma Reville. Sua amada esposa consertava erros de edição e continuidade e foi até roteirista, em filmes como Sombra de uma Dúvida (1943).
O importante objeto insignificante
Ele bolou um recurso até hoje usado por roteiristas: o “MacGuffin”. Assim ele chamava qualquer objeto comum, que só servia para dar um objetivo ao protagonista e gerar suspense, como o microfone secreto que causa a perseguição ao herói de Intriga Internacional (1959). Mas é irrelevante: quando a trama avança, pode até ser deixado de lado.
Mania de assistir
Hitchcock se aproveitava bastante da ideia do voyeurismo: o prazer de observar os outros em situações íntimas ou de sofrimento. É um elemento central em Janela Indiscreta (1954), em que o protagonista bisbilhota a vida de seus vizinhos e acaba descobrindo um assassinato. Em outros filmes, fazia o público assistir a uma cena pelo ponto de vista do vilão.
Menina dos olhos
Um Corpo Que Cai (1958), sobre um detetive que fica obcecado pela loira que investiga, foi um de seus filmes que abordam a fixação com mulheres. O tema pode ser outro reflexo da vida pessoal do cineasta: ele adorava atrizes loiras. Tippi Hedren, protagonista de Os Pássaros (1963), chegou a acusá-lo de assédio sexual.

13.798 – Mega Curiosidades – Invenções que Foram Obras do Acaso


Borracha vulcanizada
Quando: 1839
Inventor: Charles Goodyear
O engenheiro descobriu a vulcanização (fortalecimento da borracha com enxofre) sem querer. Após produzir um lote de sacolas de borracha que derretia no calor ambiente, Goodyear cozinhou algumas partes para testar até que ponto o material resistia. Só que em vez de derreter, a borracha (cuja tinta continha enxofre) endurecia a altas temperaturas

Insulina
Quando: 1889
Inventores: Oscar Minkowski e Joseph von Mehring
Os médicos alemães retiraram o pâncreas de um cão para averiguar se isso mudaria a digestão no animal quando notaram, por acaso, que o xixi do coitado passou a atrair moscas. Examinando a urina, perceberam que ela estava cheia de açúcar. Então concluíram que o pâncreas produz uma secreção responsável pela absorção do açúcar pelo organismo: a insulina, usada hoje para tratar a diabetes

Super Bonder
Quando: 1942
Inventor: Harry Coover
A supercola foi criada quando o químico tentava inventar miras de plástico para armas. Ele e sua equipe acabaram com uma meleca que grudava em tudo – um fracasso. Só seis anos depois, já trabalhando na Kodak, Coover decidiu transformar a gosma em um líquido adesivo

Raio X
Quando: 1895
Inventor: Wilhelm Conrad Röntgen
O físico alemão estava trabalhando com um tubo de raios catódicos coberto com um papel grosso quando um ajudante notou que, mesmo coberto, o tubo iluminava a parede com uma luz verde. Röntgen nomeou esse raio que atravessava objetos de “raio X”, e depois descobriu que ele podia ser capturado em filmes fotográficos

LSD
Quando: 1938
Inventor: Albert Hofmann
Em seu laboratório, em Basel, o químico suíço estudava derivados da ergolina, uma substância natural de alguns fungos, em busca de algo que impedisse o sangramento excessivo após o parto. Ao manusear por certo tempo uma das substâncias isoladas, teve que interromper o trabalho, pois estava tendo alucinações. A substância era o LSD

Penicilina
Quando: 1928
Inventor: Alexander Fleming
O biólogo inglês estava atrás de substâncias que matassem bactérias em feridas. Durante algumas semanas de férias, ele esqueceu seu material de estudo sobre a mesa. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas tinha sido contaminada por um fungo, e que uma substância no fungo tinha matado as bactérias. Era a penicilina

Viagra
Quando: 1998
Inventor: Pfizer
A empresa farmacêutica testava um novo medicamento contra a angina, doença que estreita veias que levam sangue ao coração, mas o estudo não estava trazendo bons resultados. Os farmacêuticos estavam prestes a desistir, quando notaram que o fluxo sanguíneo estava sendo estimulado, sim, só que não no coração…

Problemas deliciosos
Muitas das guloseimas e tecnologias da sua cozinha surgiram de pequenos fracassos

Picolé
Quando: 1905
Inventor: Frank Epperson
Frank tinha apenas 11 anos quando descobriu essa delícia gelada. Ele misturava um refresco em sua casa, quando esqueceu o copo, com o palito, na varanda. Na manhã seguinte, notou que a bebida tinha congelado com o palito dentro. O pequeno tinha criado o picolé, que só foi patenteado em 1923

Sacarina
Quando: 1879
Inventor: Constantin Fahlberg
Fahlberg tentava criar um conservante de alimentos derivado do alcatrão quando descobriu um dos primeiros adoçantes da história. Certa noite, ele estranhou um sabor adocicado na sua refeição e lembrou que não tinha lavado as mãos ao sair do laboratório. No dia seguinte, ele voltou ao local de pesquisa e descobriu a substância

Micro-ondas
Quando: 1945
Inventor: Percy Spencer
Spencer estava trabalhando em um radar de micro-ondas no laboratório de sua empresa, a Raytheon, quando reparou que o aparelho parecia emitir calor. Ele imediatamente testou o princípio em uma barra de chocolate, que derreteu. Depois de testes, Spencer usou o princípio para criar um novo tipo de forno

Cookies de chocolate
Quando: 1930
Inventora: Ruth Wakefield
Ruth era a responsável pela cozinha da pousada que mantinha nos EUA. Um dia, fazendo biscoitos, notou que estava sem chocolate em pó. Usou pedaços do doce em barra na esperança de que derreteriam e se misturariam à massa. Não rolou: quando tirou os biscoitos do forno, tinha inventado os cookies com gotas de chocolate

Palito de fósforo
Quando: 1826
Inventor: John Walker
Enquanto pesquisava uma maneira prática de obter fogo e transferi-lo a um material inflamável, o químico inglês notou que um dos palitos que ele estava usando para mexer uma mistura pegou fogo quando acidentalmente foi raspado contra o chão de pedra. Assim surgiu o palito de fósforo por fricção

Teflon
Quando: 1938
Inventor: Roy J. Plunkett
O químico realizava experiências com gases para refrigeração. Só que o experimento não saiu como o planejado e, por acaso, a amostra virou uma substância em que quase nada grudava. Os militares americanos foram os primeiros a usarem o produto: eles revestiram tubos e vedações com teflon para conseguir produzir material radioativo para a bomba atômica

Cereal matinal (tipo Sucrilhos)
Quando: 1894
Inventores: irmãos John Harvey Kellogg e Will Keith Kellogg
Os irmãos Kellogg descobriram o processo de criação de flocos de cereais por acidente. Eles deixaram uma massa de trigo descansar por tempo demais e a mistura ressecou. Em vez de jogar o produto fora, eles prensaram a massa tentando fazer folhas de pão. Conseguiram flocos, que assados viraram um “protótipo” sabor trigo do corn flakes

Coca-Cola
Quando: 1886
Inventor: John Pemberton
A fórmula do refrigerante mais famoso do mundo é secreta, mas o objetivo de Pemberton quando misturou vários ingredientes (entre eles folhas de coca e nozes-de-cola) era criar um remédio para dor de cabeça. A bebida foi vendida como tônico, em uma farmácia de Atlanta, e só se tornou o refrigerante que conhecemos após 1899

Batata chips
Quando: 1853
Inventor: George Crum
O chef do hotel Moon’s Lake, em Nova York, estava irritado com um cliente que reclamava que suas batatas eram encharcadas e decidiu sacaneá-lo. Cortou os tubérculos da maneira mais fina possível e fritou. O que era pra ser uma provocação virou um hit: o cliente adorou

13.797 – Mega Sampa – Andando Pela Rua Avanhandava


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Quando o centro de São Paulo estava em plena decadência um empresário decidiu investir sozinho na revitalização de uma rua. Com o passar dos anos Walter Mancini adquiriu os imóveis daquele pedaço da Rua Avanhandava e reformou as calçadas sem nenhuma ajuda da prefeitura.

Hoje a rua de calçamento abriga oito empreendimentos da família. São restaurantes e lojas cercados de segurança e beleza no centro antigo da cidade.
Entre as modificações feitas na rua estão o seu estreitamento e o aumento da altura da rua na esquina, encontrando a calçada. Esta medida facilita a travessia para pessoas com deficiência e faz com que os motoristas diminuam a velocidade, melhorando a segurança dos pedestres.
Walter Macini já se declarou apaixonado por chafarizes, e a Rua Avanhandava ganhou dois de seu benfeitor.
Você pode sentar nas mesinhas próximas à fonte, entrar em um dos restaurantes sofisticados de pratos italianos e ouvir jazz ou até visitar uma grande loja de antiguidades e curiosidades.

Nesta rua existem opções charmosas para todos os gostos.

Melhores pedidas: visitar a loja Calligraphia….
… e para terminar o passeio, uma pizza de fundo de alcachofra com jazz ao vivo no Pizza e Pasta Familia Mancini.

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13.796 – Placa de carro com chip e QR Code começa a valer no Brasil


placa de carro
Foi oficializado que o Rio de Janeiro será o primeiro estado brasileiro a adotar o novo padrão de placas veiculares no padrão Mercosul. Além do novo visual, a identificação também facilita a fiscalização e dificultar a falsificação com algumas tecnologias embutidas.
Para começar, a nova placa contará com um QR Code, que permite verificar com maior facilidade se a placa foi falsificada; se o código escaneado não bater com a informação visível na placa, é um indício claro de falsificação.

Além disso, a nova placa também conta com um chip, que também ajuda na identificação. O equipamento permitirá armazenar informações como dados de roubos, furtos e evasões de divisas, com informações que podem ser acessadas pelas forças policiais federais e estaduais, além da Receita Federal.
O novo padrão também inclui uma mudança na forma como a identificação é atribuída a um veículo. Hoje, as placas são compostas por três letras e quatro números. Com a mudança, o Brasil adotará um padrão de Letra-Letra-Letra, Número-Letra, Número-Número (LLL-NL-NN) para carros e LLL-NN-LN para motos.
Neste momento inicial, a adoção do novo padrão é opcional. Os novos veículos licenciados no Rio de Janeiro começarão a receber a placa a partir de agora. Já os carros antigos só precisarão recorrer ao novo padrão se houver um novo emplacamento, por qualquer motivo, como transferência de estado ou troca por dano.
Isso dito, qualquer pessoa pode realizar o emplacamento com o novo padrão se assim preferir. O preço será de R$ 219,35, que é o mesmo cobrado pelo Detran-RJ pelas placas antigas.

13.792 – História do Feudalismo


feudo1
As origens do feudalismo remontam ao século III, quando o sistema escravista de produção no Império Romano entrou em crise. Diante da crise econômica e das invasões germânicas, muitos dos grandes senhores romanos abandonaram as cidades e foram morar nas suas propriedades no campo. Esses centros rurais, conhecidos por vilas romanas, deram origem aos feudos medievais. Muitos romanos menos ricos passaram a buscar proteção e trabalho nas terras desses grandes senhores. Para poderem utilizar as terras, no entanto, eles eram obrigados a entregar ao proprietário parte do que produziam, estava instituido assim, o colonato. Aos poucos, o sistema escravista de produção no Império Romano ia sendo substituído pelo sistema servil de produção, que iria predominar na Europa feudal. Nascia, então, o regime de servidão, onde o trabalhador rural é o servo do grande proprietário.
No sistema feudal, o rei concedia terras a grandes senhores. Estes, por sua vez, davam terras a outros senhores menos poderosos, chamados cavaleiros, que, em troca lutavam a seu favor. Quem concedia a terra era um suserano, e quem a recebia era um vassalo. As relações entre o suserano e o vassalo eram de obrigações mútuas, estabelecidas através de um juramento de fidelidade. Quando um vassalo era investido na posse do feudo pelo suserano, jurava prestar-lhe auxílio militar. O suserano, por sua vez, se obrigava a dar proteção jurídica e militar ao vassalo.
A sociedade feudal era dividida em estamentos, isto é, uma sociedade composta por camadas estanques, em que a passagem de uma camada social para a outra era praticamente impossível. De acordo com a função específica de cada camada alguns historiadores classificam-na como uma sociedade formada por aqueles que lutam (nobres), aqueles que rezam (clero) e aqueles que trabalham (servos). Os servos não tinham a propriedade da terra e estavam presos a ela. Não podiam ser vendidos como se fazia com os escravos, nem tinham liberdade de abandonar as terras onde nasceram. Nas camadas pobres, havia também os vilões. Os vilões eram homens livres que viviam no feudo, deviam algumas obrigações aos senhores, como por exemplo, as banalidades, mas não estavam presos à terra, podendo sair dela quando o desejassem. A nobreza e o clero compunha a camada dominante dos senhores feudais, ou seja, aqueles que tinham a posse legal da terra e do servo e que dominavam o poder político, militar e jurídico. O alto clero era composto pelos seguintes membros: papa, arcebispos e bispos. O baixo clero era composto pelos padres, e monges. A nobreza era também hierarquizada estando dividida em alta e baixa nobreza. Alta nobreza: duque, marquês e conde. Baixa nobreza: visconde, barão e cavaleiro.
O feudo (terra) era o domínio de um senhor feudal. Não se sabe o tamanho médio desses feudos. Cada feudo compreendia uma ou mais aldeias, as terras cultivadas pelos camponeses, a floresta e as pastagens comuns, a terra pertecente à igreja paroquial e a casa senhorial, que ficava melhor cultivável. A base do sistema feudal eram as relações servis de produção. Os servos viviam em extrema miséria, pois, além de estarem presos à terra por força de lei, estavam presos aos senhores, aquem deviam obrigações como:

– a talha;

– a corvéia;

– as banalidades.

O Feudo fedia a injustiça

A talha era a obrigação de o servo dar, a seu senhor, uma parte do que produzia. Essa parte, em geral, correspondia à metade.
A corvéia era a obrigação que o servo tinha de trabalhar de graça alguns dias por semana no manso senhorial, ou seja, no cultivo das terras reservadas ao senhor.
As banalidades eram os pagamentos que os servos faziam aos senhores pelo uso da destilaria, do forno, do moinho, do celeiro etc.
Alé, disso, uma parte da sua produção era destinada à Igreja. Tudo isso levava a um baixíssimo índice de produtividade, pois, além de as técnicas serem rudimentares, os servos não tinham a menor motivação para desenvolvê-las porque sabiam que, quanto mais produzissem, mais os senhores lhes sugariam.
O fator que mais contribuiu para o declínio do sistema feudal foi o ressurgimento das cidades e do comércio. Com o ressurgimento das cidades, os camponeses passaram a vender mais produtos e, em troca, conseguir mais dinheiro. Com o dinheiro alguns puderam comprar a liberdade. Outros simplesmente fugiram para as cidades em busca de melhores condições de vida.

piramide-feudal-significados

13.779 – Como se coloca o gás nos refrigerantes?


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Antes de mergulhar na resposta, um dado inicial: os refrigerantes são formados por uma mistura de água, gás (no caso o gás carbônico, o CO2) e algum tipo de xarope, que dá a cor e o gosto da bebida. Mas essas três coisas não são combinadas de uma vez – primeiro, os fabricantes juntam a água e o gás, em um aparelho chamado carbonizador. Quando esses dois ingredientes se misturam, a água dissolve o CO2, dando origem a uma terceira substância, o ácido carbônico, que tem forma líquida. Depois, acrescenta-se o xarope a esse ácido. O último passo é inserir uma dose extra de CO2 dentro da embalagem para aumentar a pressão interna e conservar a bebida. Pronto: taí o refrigerante.
Você já deve ter percebido que, quando a garrafa está fechada, a mistura é um líquido homogêneo, sem bolhinhas de gás. Mas tudo muda quando a gente tira a tampa: primeiro, a gente ouve aquele “tssssssssss” – o barulho do CO2 extra escapando. Depois, começam a aparecer as tais bolhinhas. Isso acontece porque a pressão no líquido diminui e, lentamente, o ácido carbônico começa a se transformar novamente em gás e a escapar do líquido, na forma de bolhas.
Agora que você conhece o processo, pode estar se perguntando: não tem um jeito mais fácil de fazer refrigerante? Tem, sim: dá para misturar o xarope direto na água gaseificada natural, mas essa matéria-prima não é tão abundante quanto a água comum. Por isso, fica mais barato para as engarrafadoras misturar água e gás artificialmente. Elas recorrem a esse processo há mais de um século, quando os primeiros refrigerantes foram criados. A única diferença é que hoje há duas maneiras de juntar os ingredientes: a primeira é o chamado pré-mix (xarope e água com gás são combinados pouco antes de o líquido ser engarrafado), usado nas latinhas e garrafas. A outra é o post-mix (a mistura é feita na hora da venda), usado nas máquinas de refrigerante das lanchonetes.

Fábrica portátil
Máquinas das lanchonetes misturam os ingredientes da bebida na hora
1. Nas máquinas de refrigerante, os ingredientes da bebida ficam armazenados no próprio local de venda: cilindros de metal guardam os xaropes (no nosso exemplo, são quatro sabores diferentes), um bujão acondiciona o gás carbônico (CO2) e a água vem de alguma fonte filtrada. Nas etapas seguintes, esses três itens serão misturados dentro da máquina

2. A composição começa com a mistura do gás carbônico e da água. Os tanques de CO2 e de água são ligados a um carbonizador, que comprime e dissolve o gás no líquido, formando o ácido carbônico — nada mais do que água gaseificada. Por um tubo, o líquido segue até uma serpentina, que resfria a bebida para a temperatura de consumo, de 4 ºC a 8 ºC
3. É só na saída da máquina, no finalzinho do processo, que xarope e água gaseificada se juntam para formar o refrigerante. As duas mangueiras se encontram e são misturadas durante a própria queda, no bocal. A quantidade de xarope depende da regulagem da máquina — dá para caprichar ou atenuar o sabor. Por isso, é muito difícil que o gosto do refrigerante de máquina seja igual ao de garrafa
4. Fora da máquina, o ácido carbônico começa a se separar da água em forma de bolhas de CO2. O processo é bem lento e pode demorar horas. Por isso, a gente fica com a impressão de que há muito gás e xarope no refri — mas, na verdade, eles correspondem a apenas 1% da mistura! Os 99% restantes são apenas água.

13.772 – Como Surgiu a Força de Gravidade?


gravitons
De todas as forças do universo, a gravidade é aquela que se estuda há mais tempo e, paradoxalmente, a menos conhecida. Qualquer aluno que tenha estudado um pouco de física lembra-se da história de Galileu soltando bolas de chumbo, madeira e papel do alto da torre de Pisa, na Itália, na tentativa de entender como agia essa força estranha que atrai as coisas em direção ao centro da Terra. Bem antes, Aristóteles havia proposto que isso ocorria por nosso planeta ser o centro do universo, o lugar onde, pela própria natureza, as coisas deveriam estar. Quando surgiu o heliocentrismo, com Copérnico, o enfoque mudou e tornou-se necessária a revisão das leis sobre a queda dos corpos. Mais tarde, novas observações e teorias levaram à lei da gravitação universal formulada por Isaac Newton.
O grande passo seguinte só foi dado quase três séculos depois, graças a Albert Einstein, com sua Teoria Geral da Relatividade, de 1916 – trabalho pelo qual recebeu o Nobel de Física em 1921. As ondas gravitacionais são filhas naturais da teoria da gravitação proposta por Einstein, mas só existem no papel. De onde vêm e qual é sua importância são perguntas ainda sem resposta comprovada, já que nunca foram detectadas.
Segundo Einstein, planetas e estrelas curvam o espaço à sua volta pelo simples fato de estarem ali presentes – por seguirem a curvatura do espaço é que corpos celestes giram, gravitam em torno uns dos outros, como a Terra ao redor do Sol e a Lua em volta da Terra. Imagine então a ocorrência de um evento violento, como a explosão de uma estrela massiva que chegou ao fim da vida – uma supernova. Ou a fusão de duas estrelas de nêutrons, astros particularmente densos, ou de dois buracos negros com seu poder esmagador. Acontecimentos dessa magnitude provocam poderosas acelerações da matéria que interferem no campo gravitacional em volta. São como uma pedra jogada na água: formam ondulações, deformando o espaço. Se o pensamento é correto, poderemos detectar essas ondas no momento em que atingem a Terra após terem viajado até nós à velocidade da luz.
Durante muito tempo astrônomos duvidaram da existência das ondas gravitacionais. Desde a década de 1960, porém, físicos se empenham em provar que elas existem, confiando em que a Teoria Geral da Relatividade esteja correta, já que só tem colecionado acertos. Sua comprovação seria como abrir uma porta especial para o conhecimento do universo, que tem sido estudado por radiações eletromagnéticas, ou luz, com bandas de radiação diferentes, como de rádio, raios gama, raios X, ultravioleta e infravermelhos. Ocorre que radiações eletromagnéticas não são suficientemente seguras para nos dar determinadas informações. É o caso de eventos em buracos negros, pois eles não deixam a luz escapar. Já as ondas gravitacionais cruzam o espaço sem sofrer alterações e podem chegar até nós com dados desconhecidos sobre fenômenos do universo. Os mais otimistas anteveem até a possibilidade de observar um “fóssil”, a desconhecida radiação gravitacional gerada pelo Big Bang. Estaríamos inaugurando um novo tipo de astronomia, como nunca antes se imaginou.
As ondas gravitacionais, muito mais fracas que as eletromagnéticas, são dificílimas de detectar. O instrumental utilizado para isso é de extrema sensibilidade e qualquer evento, como o som de um avião nos arredores, pode produzir sinais capazes de confundir os pesquisadores. O problema é que tudo, ou quase, é mais forte que uma onda gravitacional. Em 2007, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo), aparelho norte-americano de captação de ondas gravitacionais, juntou-se aos europeus Virgo (franco-italiano) e Geo (alemão), bem como aos observatórios espaciais Lisa e Lagos, num esforço de observação. Espera-se ampliar a chance de detecção, que hoje não passa de apenas uma por ano.
Virgo, construído na cidade italiana de Cascina, na Toscana, perto de Pisa, onde Galileu fez suas experiências sobre gravidade, é um imenso interferômetro de ondas gravitacionais. Tem produzido dados de qualidade comparável aos de Ligo e Geo. O observatório é formado por um laser cujo facho de luz se divide e percorre os dois gigantescos braços de Virgo, de 3 quilômetros de comprimento, colocados em ângulo reto.
No interior dos túneis abrigados nos braços de Virgo, em um ambiente próximo ao vácuo, os raios lasers alinhados, de alta potência, são refletidos por múltiplos espelhos e percorrem incessantemente os espaços, indo e voltando.
O objetivo dos físicos é detectar uma ínfima defasagem entre os lasers, o que indicaria uma variação no comprimento dos braços, já que, teoricamente, a passagem de ondas gravitacionais deve alongar um dos braços e contrair o outro. Tal acontecimento indicaria que alguma onda gravitacional estaria atravessando o dispositivo. Espera-se que o sistema acuse o evento com uma precisão de um bilionésimo de átomo.

Um longo caminho
A construção de Virgo exigiu cuidados especiais. É uma das áreas mais planas da Itália, o que é bom. Mas há o inconveniente da instabilidade do solo, como resultado da retirada constante de água destinada à agricultura. Basta lembrar a torre de Pisa para ter uma ideia do problema.
Os túneis de Virgo deslocam-se até um milímetro por mês em alguns pontos, exigindo fiscalização regular e a compensação imediata de qualquer desvio. Os espelhos foram fabricados em Lyon (França), num laboratório especialmente criado para isso, e sua refletividade é das maiores do mundo – aproximadamente 99,995%. Cada túnel é protegido por um sistema de isolamento sísmico superespecial, que preserva os espelhos dos movimentos do solo e de grande parte das vibrações ambientais. A aparelhagem é tão sensível que pode até mesmo parar de funcionar se houver fortes vibrações. É tão complicado que os dirigentes até pensam em suspender a vigilância noturna, feita de carro, para não perturbar o sistema. Ruídos e vibrações afetam a pesquisa e torna-se muito difícil isolar um sinal possivelmente significativo da grande quantidade de sinais parasitas. Seria como tentar ouvir um sussurro perto de uma banda de rock estridente.
Na sala de controle, técnicos monitoram os acontecimentos nas telas dos computadores. Atualmente, a chance de detectar uma onda gravitacional é rara: apenas uma por ano. E detectar algo que possivelmente seja um evento dessa natureza deve ser confirmado com análises do CD de dados, cujos resultados poderão demorar meses a sair. Acontecimentos de vulto podem ser mais fáceis de registrar. O jeito é esperar pela oportunidade de ocorrer uma fusão de estrelas de nêutrons bem próxima da Terra, com sinal muito forte, e avaliar o que será registrado nas horas seguintes. Tudo fica ainda mais difícil, como os físicos já observaram, aperfeiçoando seus modelos teóricos, porque estrelas agonizantes enviam bem menos ondas gravitacionais do que se pensava. Eles reconhecem que estão longe de surpreender uma supernova em vias de explodir, perto ou longe da Via Láctea.
É de se louvar esse esforço técnico-científico, diante da possibilidade de ampliar e modificar o conhecimento atual muito além do sonhado. Trata-se não apenas de ver os astros, como na astronomia ótica, ou de entendê-los, como na radioastronomia. A astronomia gravitacional colocará em nossas mãos a inimaginável beleza de “sentir” os astros, como se ganhássemos, assim, uma percepção extra. É esperar para ver.

Glossário da pesquisa gravitacional
Lei da gravitação universal – Diz que dois objetos se atraem gravitacionalmente por meio de uma força que é proporcional à massa de cada um deles e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa.

Teoria Geral da Relatividade – É a teoria do espaço-tempo. Diz que as forças gravitacionais decorrem da curvatura do espaço-tempo ocasionada pela presença de massas. O espaço-tempo é plano onde não há forças gravitacionais e nele os corpos se movem em linha reta.

Espaço-tempo – Conceito elaborado por Einstein dentro da Teoria Geral da Relatividade. É o tecido do universo, em que o espaço tridimensional e o tempo formam um todo de quatro dimensões. O tempo não flui sempre de modo uniforme, como se imaginava. A matéria pode atuar sobre ele.
Onda gravitacional – É a que transmite energia por meio de deformações no espaço-tempo. A Teoria Geral da Relatividade diz que corpos massivos em aceleração podem causar o fenômeno, que se propaga à velocidade da luz.
Ano-luz – É a unidade de distância igual a 9,467305 x 10¹² km, que corresponde à distância percorrida pela luz, no vácuo, durante um ano.
Sinais – Joseph Taylor e Russell Hulse, astrofísicos norte-americanos, observaram indícios da existência de ondas gravitacionais ao estudar a movimentação de duas estrelas de nêutrons que apresentavam desaceleração correspondente à energia que, em tese, deviam perder com a emissão de ondas gravitacionais. Receberam o Nobel de Física em 1993.
Interferometria – Ciência e técnica da sobreposição de duas ou mais ondas, cujo resultado é uma nova e diferente onda. É usada em diferentes campos, como astronomia, oceanografia, sismologia, metrologia óptica, fibras ópticas e mecânica quântica.

13.771 – Instrumentos Musicais – Compre um Stradivarius e faça um estrago no bolso


stradivarius
Stradivarius é o nome dado por antonomásia, aos instrumentos de corda, principalmente violinos, construídos por membros da família Stradivari, sendo os mais reputados aqueles construídos pelo luthier Antonio Stradivari (1644–1737) entre os séculos XVII e XVIII. Durante os últimos três séculos luthiers e cientistas estudaram os instrumentos do construtor italiano sem chegar a nenhuma conclusão concreta sobre a razão de os violinos soarem tão bem. Hoje em dia a palavra “Estradivário” é também associada à excelência de qualidade, chamando-se o “Estradivário” de qualquer área ao melhor do que nela há. Estima-se que Stradivari construiu 1116 violinos após 1666, dos quais cerca de 500 estão ainda em circulação.
Dependendo do ano de construção, da condição e de outros fatores como, por exemplo, a quem pertenceu, os violinos Stradivari atingem diferentes valores, todos eles astronômicos.
Os violinos da década de 1680 e do chamado período do “Padrão Longo”, entre 1690 e 1699, são os menos ruins com valores compreendidos entre centenas de milhares e alguns milhões de euros. O famoso “Molitor”, construído em 1697, foi vendido por 3,6 milhões de dólares em 2010 à violinista Anne Akiko Meyers num dos leilões online da Tarisio, um recorde na altura.
Já os violinos construídos entre 1700 e meados da década de 1720, o chamado “Período de Ouro”, podem valer dezenas de milhões de euros. Uma das mais famosas vendas de um violino deste período foi a do “Lady Blunt” (apelidado após 30 anos sob a posse de Anne Blunt, neta do poeta inglês Lord Byron), efectuada em Junho de 2011 num leilão promovido pela Fundação de Música Japonesa. O instrumento foi vendido a um licitante anónimo por 15,9 milhões de dólares, e a receita reverteu a favor das vítimas do tsunami do Japão.
As madeiras primárias utilizadas na construção de violinos, violoncelos e violas são o abeto para o tampo superior; e o bordo para o tampo inferior, as partes laterais e o braço. A estrutura é reforçada interiormente com salgueiro, e para as cravelhas e o ponto é utilizado ébano. Era com estes materiais que Antonio Stradivari construía os seus instrumentos.
Especula-se sobre o tratamento que o luthier dava à madeira que utilizava; contudo, provas científicas mostram que elementos químicos como fluoreto, bórax, crômio e sais de ferro estão presentes na composição da mesma. O verniz aplicado nos instrumentos resultava de uma mistura de borracha solúvel em óleo, com boa qualidade de secagem, e substâncias corantes. Para a construção dos violinos o mestre italiano usava uma forma a partir da qual construía o violino exteriormente. 1685 foi um ano revolucionário na manufacturação dos violinos, pois Estradivário aumentou as medidas padrão para um valor semelhante àquelas utilizadas pelo seu ensinante Nicola Amati, influenciando assim a produção de som. A meticulosidade do design utilizado na cravelhas, ponto, rebordo e cavalete também distingue o construtor.

13.760 – Biogeografia


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É a ciência dedicada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo buscando entender os padrões de organização espacial e os processos que levaram a tais disposições biológicas. Esta ciência tem um aspecto multifacetado, englobando conhecimentos de diversas outras ciências como biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.
O tema central de estudos da biogeografia gira em torno do estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais possíveis influem no desenvolvimento da vida. Combinar as diferentes variáveis responsáveis pela ocorrência de vida e traçar uma “receita” para a existência da mesma em um determinado ambiente são os objetivos principais dos estudiosos dedicados à biogeografia.
As origens desta ciência encontram-se nos estudos de Alfred Russel Wallace no arquipélago malaio. Ele descreveu inúmeras espécies desse arquipélago e notou que a norte, em determinada área, as espécies eram relacionadas com espécies do continente asiático enquanto que, nas ilhas mais ao sul, as espécies tinham ligação com as espécies do continente australiano. Esta conclusão levou a uma posterior delimitação e mapeamento das áreas estudadas por Wallace, sendo que tais áreas receberam mais tarde a denominação de “Linha de Wallace”.
Seguindo o espírito deste estudo inicial, as diversas regiões do planeta foram sendo gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas. As principais divisões receberam o nome de “divisões biogeográficas”, a saber:
Região Paleártica: Compreende todo o continente europeu, norte da África até o deserto do Saara, o norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão.
Região Neoártica: Toda a América do Norte, indo até a fronteira sul do México.
Região Neotropical: Estende-se do centro do México até o extremo sul da América do Sul.
Região afro-tropical ou etiópica: compreende a África sub-saariana e os dois terços mais ao sul da península arábica.
Região indo-malaia: composta pelo subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia.
Região australiana: o restante mais a leste da Indonésia, ilha de Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia.
Região oceânica: as demais ilhas do oceano Pacífico.
Região antártica: correspondente ao continente e ao oceano com o mesmo nome.
Chamamos de região holártica (ou holártico) o conjunto resultante das regiões paleártica e neoártica.
A classificação acima aplica-se a seres viventes em terra firme ou seca. Em relação aos oceanos temos as “regiões biogeográficas marinhas”, que são definidas por meio das correntes oceânicas ou ainda pelas zonas climáticas, limites mais ou menos exatos para os seres vivos marinhos. Modernamente temos a definição de ecossistema marinho como a unidade de estudo dessas grandes regiões biogeográficas.

13.705 – Mega Almanaque – Uruguai, a Celeste Olímpica


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Medalhas nos anos 20 justificam apelido

Ballesteros; Gestido, Mascheroni, Nasazzi e Scarone; Andrade e Fernandez; Dorado, Cea, Castro e Iriarte (Anselmo). Técnico: Alberto Suppici. Esta é a primeira grande equipe de futebol da história. Trata-se da seleção uruguaia, que foi bicampeã olímpica e campeã mundial. Por uma década, não houve um adversário que pudesse fazer frente à “Celeste Olímpica”, apelido que o esquadrão recebeu por causa das duas medalhas de ouro conquistadas na Olimpíada de Paris-1924 e Amsterdã-1928.
O técnico Alberto Suppici adotava uma postura bastante ofensiva, muito diferente dos sistemas da atualidade. Era o sistema 2-3-5. Mascheroni e Nasazzi eram os zagueiros, que praticamente não ultrapassavam a linha de meio-campo.
Gestido, Fernandez e Andrade eram o “motor” do time. Responsáveis pela marcação, atuavam no espaço entre as duas intermediárias, ajudando a proteção da dupla de zaga. Além disso, levavam a bola para o quinteto de ataque, formado por Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.
Este time aliava muita técnica, conjunto e também uma raça, que se tornou a principal característica do futebol uruguaio. Ao mesmo tempo que tinha a classe de Andrade, o primeiro grande jogador negro da história do futebol, reunia a garra inesgotável de Fernandez, o “Brabo” no meio-campo. No ataque, o destaque ficava por conta de Cea, que ao lado de Scarone e Nasazzi, esteve em todas as conquistas da Celeste.
Na primeira conquista do ouro olímpico, em 1924, foram cinco vitórias em campos ingleses. Estreia inesquecível com 7 a 0 sobre a Iugoslávia. Depois somou 3 a 0 nos Estados Unidos; 5 a 1 nos anfitriões franceses; 2 a 1 na Holanda na semifinal e um 3 a 0 tranquilo na final sobre a Suíça.
Quatro anos depois, com a mesma base, outro ouro em Amsterdã. Os anfitriões foram superados por 2 a 0. Goleada por 4 a 1 na Alemanha e 3 a 2 diante da Itália. Na decisão, dois jogos com a rival Argentina: 1 a 1 e 2 a 1. Para completar a hegemonia, o título da Copa do Mundo de 1930, em casa.

13.703 – Mega de Olho na Copa – As 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2018


Russia 2018
A Partir de 14 de junho de 2018, em Moscou, e vários países já haviam garantido presença no evento mais importante do futebol. Com uma campanha irretocável sob o comando de Tite, a seleção brasileira foi a primeira a se classificar por meio das Eliminatórias (antes apenas a Rússia estava garantida, por ser o país-sede). Na sequência, outras equipes acostumadas a disputar o Mundial também carimbaram o passaporte rumo à Rússia.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018
Confira, abaixo, todas as seleções classificadas para a Copa 2018:
Rússia (Europa/país-sede)
11ª participação (incluindo a União Soviética)
Melhor resultado: 4° lugar (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)
Brasil (América do Sul)
21ª participação
Melhor resultado: Campeã (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
Última participação e resultado: 2014 (4ª colocada)

Irã (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Primeira fase (1978, 1998, 2006 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Japão (Ásia)
6ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (2002 e 2010)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

México (América Central e do Norte)
16ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1986)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Bélgica (Europa)
13ª participação
Melhor resultado: 4° lugar (1986)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Coreia do Sul (Ásia)
10ª participação
Melhor resultado: 4° lugar (2002)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Arábia Saudita (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1994)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Alemanha (Europa)
19ª participação
Melhor resultado: Campeã (1954, 1974, 1990 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (campeã)

Inglaterra (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Espanha (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (2010)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Nigéria (África)
6ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1994, 1998 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Costa Rica (América Central e do Norte)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Polônia (Europa)
8ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1974 e 1982)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Egito (África)
3ª participação
Melhor resultado: 1ª fase (1934 e 1990)
Última participação e resultado: 1990 (eliminada na primeira fase)

Sérvia (Europa)
12ª participação (incluindo a Iugoslávia)
Melhor resultado: 4° lugar (1930 e 1962)
Última participação e resultado: 2010 (eliminada na primeira fase)

Islândia (Europa)
1ª participação
Melhor resultado: estreante
Última participação e resultado: estreante

França (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (1998)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Portugal (Europa)
7ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Uruguai (América do Sul)
13ª participação
Melhor resultado: Campeã (1930 e 1950)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Argentina (América do Sul)
17ª participação
Melhor resultado: Campeã (1978 e 1986)
Última participação e resultado: 2014 (vice-campeã)

Colômbia (América do Sul)
6ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Panamá (América Central e do Norte)
1ª participação
Melhor resultado: estreante
Última participação e resultado: estreante

Senegal (África)
2ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2002)
Última participação e resultado: 2002 (eliminada nas quartas de final)

Marrocos (África)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1986)
Última participação e resultado: 1998 (eliminada na primeira fase)

Tunísia (África)
5ª participação
Melhor resultado: Primeira fase (1978, 1998, 2002 e 2006)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Croácia (Europa)
5ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1998)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na fase de grupos)

Suíça (Europa)
11ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1934, 1938 e 1954)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Suécia (Europa)
12ª participação
Melhor resultado: Vice-campeã (1958)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada nas oitavas de final)

Dinamarca (Europa)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1998)
Última participação e resultado: 2010 (eliminada na primeira fase)

Austrália (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (2006)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Peru (América do Sul)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1978 – 2ª fase)
Última participação e resultado: 1982 (eliminada na primeira fase)

13.666 – Mega TV – Adam West, o Batman da TV nos anos 60 e 70


Adam_West_as_Batman
Nascido William West Anderson (Walla Walla, 19 de setembro de 1928 – Los Angeles, 9 de junho de 2017, ator e dublador americano.
Estreou na carreira artística em 1957, no filme Voodoo Island, mas não teve seu nome creditado. Participou de inúmeros seriados de televisão, mas ficou conhecido pelo papel de Batman no seriado de mesmo nome, que foi ao ar de 1966 a 1968, em que dividiu a cena com o Robin de Burt Ward.
Ele também apareceu no filme de ficção científica Robinson Crusoe on Mars (1964) e dublou as séries animadas The Fairly OddParents, The Simpsons e Family Guy, interpretando versões fictícias de si mesmo nos três.
Aos 10 anos Adam colecionava quadrinhos e o personagem Batman o impressionou bastante. Quando sua mãe casou novamente, desta vez com Dr. Paul Flothow, mudaram-se para Seattle junto com seu irmão mais novo, John. Aos 14 anos, Adam entrou na Lakeside School e em seguida cursou o Whitman College, formando-se em Literatura e Psicologia.
Adam começou a trabalhar como DJ numa estação de rádio enquanto fazia uma pós graduação em Stanford. Dispensado do exército, passou dois anos tentando colocar uma estação de TV militar no ar – uma em San Luis Obispo, Califórnia e outra na área militar Fort Monmouth, Condado de Monmouth, Nova Jérsei.
Nesse meio tempo, viajou pelo mundo com a esposa, até que parou no Havaí onde estrelou um programa infantil chamado The Kini Popo Show in Hawaii. Nessa época divorciou e em seguida casou com uma dançarina taitiana chamada Ngatokoruaimatauaia Frisbie Dawson (ele a chamava de “Nga”), com quem teve uma filha em 1957 e um filho no ano seguinte – Jonelle e Hunter. Esse segundo casamento durou até 1962.
Em 1959, Adam foi para Hollywood, adotou o nome artístico de Adam West e conseguiu pequenos papéis em filmes de faroeste. Após sete anos em Tinseltown, ele finalmente conseguiu um papel que o levou à fama quando, em 1966, estrelou como Batman, pela rede ABC.
Em 1972 ele casou com Marcelle Tagand Lear com quem teve dois filhos; Nina em 1976 e Perrin em 1979. Em 1994 lançou uma auto biografia chamada Back to the Batcave.
Em 1985, a DC Comics homenageou West na publicação de Fifty Who Made DC, em comemoração aos 50 anos da editora.
West foi cotado para interpretar Thomas Wayne, o pai de Bruce Wayne, no Batman de Tim Burton. Originalmente, ele queria interpretar o Batman. West nunca mais apareceu em nenhuma das filmagens da franquia de Batman da década de 1960 e, até o momento, Burt Ward (Robin, da série de TV). West fez uma aparição em um episódio de 1992 de Batman: The Animated Series da Fox, mas não como Batman (cujo papel já estava sendo interpretado por Kevin Conroy). Em vez disso, ele retratou Simon Trent, um ator que costumava interpretar um super-herói em uma série de TV chamada The Grey Ghost e que estava com dificuldade em encontrar trabalhos.
O ator retomou seu papel como Batman para o curta-metragem animado CGI Batman: New Times. Ele co-estrelou com Mark Hamill, que redublou o Coringa e originalmente desempenhou o mesmo papel em Batman: The Animated Series. West também interpretou Thomas Wayne em um episódio da série Batman: The Brave and the Bold.
Na mesma série, ele interpretou o robô protótipo do Batman, chamado “Protobot”.
Adam West morreu em 9 de junho de 2017, aos 88 anos de idade, vítima de leucemia.

13.664 – O que é uma Fábula?


fábula
A fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história.
A fábula está presente em nosso meio há muito tempo e, desde então, é utilizada com fins educacionais. Muitos provérbios populares vieram da moral contida nessa narrativa alegórica, como, por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” em “A lebre e a tartaruga” e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em “A cigarra e as formigas”.

Portanto, sempre que redigir uma fábula lembre-se de ter um ensinamento em mente. Além disso, o diálogo deve estar presente, uma vez que trata-se de uma narrativa.
Por ser exposta também oralmente, a fábula apresenta diversas versões de uma mesma história e, por esse motivo, dá-se ênfase a um princípio ou outro, dependendo da intenção do escritor ou interlocutor.
É um gênero textual muito versátil, pois permite diversas situações e maneiras de se explorar um assunto. É interessante, principalmente para as crianças, pois permite que elas sejam instruídas dentro de preceitos morais sem que percebam.
E outra motivação que o escritor pode ter ao escolher a fábula na aula, no vestibular ou em um concurso que tenha essa modalidade de escrita como opção é que é divertida de se escrever. Pode-se utilizar da ironia, da sátira, da emoção, etc. Lembrando-se sempre de escolher personagens inanimados e/ou animais e uma moral que norteará todo o enredo.

13.645 – História – Roupas na Antiguidade


Pouco se sabe sobre o modo de se vestir dos antigos mas, por meio de desenhos inscritos, pinturas em vasos, paredes e estátuas se pode ter uma noção. Os egípcios usavam apenas roupas brancas indicando poder e riqueza.
Somente os ricos da classe alta conseguiam se vestir e esse privilégio era somente válido para adultos. Os homens se vestiam com um tecido cobrindo suas partes íntimas parecendo uma espécie de fralda e as mulheres usavam uma espécie de vestido amarrado nas costas com os seios à mostra.

Com o passar do tempo, as mulheres passaram a cobrir seus seios e os homens a usar saias cada vez maiores para cobrir-se. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a usar túnicas com um buraco no meio para a cabeça e amarrados à cintura. Os persas foram os primeiros a fazerem ajustes nas roupas e isso facilitava na locomoção, na caça e na lida.

13.631 – História – Roupas na Antiguidade


Pouco se sabe sobre o modo de se vestir dos antigos mas, por meio de desenhos inscritos, pinturas em vasos, paredes e estátuas se pode ter uma noção. Os egípcios usavam apenas roupas brancas indicando poder e riqueza.
Somente os ricos da classe alta conseguiam se vestir e esse privilégio era somente válido para adultos. Os homens se vestiam com um tecido cobrindo suas partes íntimas parecendo uma espécie de fralda e as mulheres usavam uma espécie de vestido amarrado nas costas com os seios à mostra.
Com o passar do tempo, as mulheres passaram a cobrir seus seios e os homens a usar saias cada vez maiores para cobrir-se. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a usar túnicas com um buraco no meio para a cabeça e amarrados à cintura. Os persas foram os primeiros a fazerem ajustes nas roupas e isso facilitava na locomoção, na caça e na lida.