13.760 – Biogeografia


regioes-biogeograficas
É a ciência dedicada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo buscando entender os padrões de organização espacial e os processos que levaram a tais disposições biológicas. Esta ciência tem um aspecto multifacetado, englobando conhecimentos de diversas outras ciências como biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.
O tema central de estudos da biogeografia gira em torno do estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais possíveis influem no desenvolvimento da vida. Combinar as diferentes variáveis responsáveis pela ocorrência de vida e traçar uma “receita” para a existência da mesma em um determinado ambiente são os objetivos principais dos estudiosos dedicados à biogeografia.
As origens desta ciência encontram-se nos estudos de Alfred Russel Wallace no arquipélago malaio. Ele descreveu inúmeras espécies desse arquipélago e notou que a norte, em determinada área, as espécies eram relacionadas com espécies do continente asiático enquanto que, nas ilhas mais ao sul, as espécies tinham ligação com as espécies do continente australiano. Esta conclusão levou a uma posterior delimitação e mapeamento das áreas estudadas por Wallace, sendo que tais áreas receberam mais tarde a denominação de “Linha de Wallace”.
Seguindo o espírito deste estudo inicial, as diversas regiões do planeta foram sendo gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas. As principais divisões receberam o nome de “divisões biogeográficas”, a saber:
Região Paleártica: Compreende todo o continente europeu, norte da África até o deserto do Saara, o norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão.
Região Neoártica: Toda a América do Norte, indo até a fronteira sul do México.
Região Neotropical: Estende-se do centro do México até o extremo sul da América do Sul.
Região afro-tropical ou etiópica: compreende a África sub-saariana e os dois terços mais ao sul da península arábica.
Região indo-malaia: composta pelo subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia.
Região australiana: o restante mais a leste da Indonésia, ilha de Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia.
Região oceânica: as demais ilhas do oceano Pacífico.
Região antártica: correspondente ao continente e ao oceano com o mesmo nome.
Chamamos de região holártica (ou holártico) o conjunto resultante das regiões paleártica e neoártica.
A classificação acima aplica-se a seres viventes em terra firme ou seca. Em relação aos oceanos temos as “regiões biogeográficas marinhas”, que são definidas por meio das correntes oceânicas ou ainda pelas zonas climáticas, limites mais ou menos exatos para os seres vivos marinhos. Modernamente temos a definição de ecossistema marinho como a unidade de estudo dessas grandes regiões biogeográficas.

13.705 – Mega Almanaque – Uruguai, a Celeste Olímpica


futebol-uruguai-copa-mundo-1930
Medalhas nos anos 20 justificam apelido

Ballesteros; Gestido, Mascheroni, Nasazzi e Scarone; Andrade e Fernandez; Dorado, Cea, Castro e Iriarte (Anselmo). Técnico: Alberto Suppici. Esta é a primeira grande equipe de futebol da história. Trata-se da seleção uruguaia, que foi bicampeã olímpica e campeã mundial. Por uma década, não houve um adversário que pudesse fazer frente à “Celeste Olímpica”, apelido que o esquadrão recebeu por causa das duas medalhas de ouro conquistadas na Olimpíada de Paris-1924 e Amsterdã-1928.
O técnico Alberto Suppici adotava uma postura bastante ofensiva, muito diferente dos sistemas da atualidade. Era o sistema 2-3-5. Mascheroni e Nasazzi eram os zagueiros, que praticamente não ultrapassavam a linha de meio-campo.
Gestido, Fernandez e Andrade eram o “motor” do time. Responsáveis pela marcação, atuavam no espaço entre as duas intermediárias, ajudando a proteção da dupla de zaga. Além disso, levavam a bola para o quinteto de ataque, formado por Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.
Este time aliava muita técnica, conjunto e também uma raça, que se tornou a principal característica do futebol uruguaio. Ao mesmo tempo que tinha a classe de Andrade, o primeiro grande jogador negro da história do futebol, reunia a garra inesgotável de Fernandez, o “Brabo” no meio-campo. No ataque, o destaque ficava por conta de Cea, que ao lado de Scarone e Nasazzi, esteve em todas as conquistas da Celeste.
Na primeira conquista do ouro olímpico, em 1924, foram cinco vitórias em campos ingleses. Estreia inesquecível com 7 a 0 sobre a Iugoslávia. Depois somou 3 a 0 nos Estados Unidos; 5 a 1 nos anfitriões franceses; 2 a 1 na Holanda na semifinal e um 3 a 0 tranquilo na final sobre a Suíça.
Quatro anos depois, com a mesma base, outro ouro em Amsterdã. Os anfitriões foram superados por 2 a 0. Goleada por 4 a 1 na Alemanha e 3 a 2 diante da Itália. Na decisão, dois jogos com a rival Argentina: 1 a 1 e 2 a 1. Para completar a hegemonia, o título da Copa do Mundo de 1930, em casa.

13.703 – Mega de Olho na Copa – As 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2018


Russia 2018
A Partir de 14 de junho de 2018, em Moscou, e vários países já haviam garantido presença no evento mais importante do futebol. Com uma campanha irretocável sob o comando de Tite, a seleção brasileira foi a primeira a se classificar por meio das Eliminatórias (antes apenas a Rússia estava garantida, por ser o país-sede). Na sequência, outras equipes acostumadas a disputar o Mundial também carimbaram o passaporte rumo à Rússia.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018
Confira, abaixo, todas as seleções classificadas para a Copa 2018:
Rússia (Europa/país-sede)
11ª participação (incluindo a União Soviética)
Melhor resultado: 4° lugar (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)
Brasil (América do Sul)
21ª participação
Melhor resultado: Campeã (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
Última participação e resultado: 2014 (4ª colocada)

Irã (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Primeira fase (1978, 1998, 2006 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Japão (Ásia)
6ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (2002 e 2010)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

México (América Central e do Norte)
16ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1986)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Bélgica (Europa)
13ª participação
Melhor resultado: 4° lugar (1986)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Coreia do Sul (Ásia)
10ª participação
Melhor resultado: 4° lugar (2002)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Arábia Saudita (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1994)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Alemanha (Europa)
19ª participação
Melhor resultado: Campeã (1954, 1974, 1990 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (campeã)

Inglaterra (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Espanha (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (2010)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Nigéria (África)
6ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1994, 1998 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Costa Rica (América Central e do Norte)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Polônia (Europa)
8ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1974 e 1982)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Egito (África)
3ª participação
Melhor resultado: 1ª fase (1934 e 1990)
Última participação e resultado: 1990 (eliminada na primeira fase)

Sérvia (Europa)
12ª participação (incluindo a Iugoslávia)
Melhor resultado: 4° lugar (1930 e 1962)
Última participação e resultado: 2010 (eliminada na primeira fase)

Islândia (Europa)
1ª participação
Melhor resultado: estreante
Última participação e resultado: estreante

França (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (1998)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Portugal (Europa)
7ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Uruguai (América do Sul)
13ª participação
Melhor resultado: Campeã (1930 e 1950)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Argentina (América do Sul)
17ª participação
Melhor resultado: Campeã (1978 e 1986)
Última participação e resultado: 2014 (vice-campeã)

Colômbia (América do Sul)
6ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Panamá (América Central e do Norte)
1ª participação
Melhor resultado: estreante
Última participação e resultado: estreante

Senegal (África)
2ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2002)
Última participação e resultado: 2002 (eliminada nas quartas de final)

Marrocos (África)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1986)
Última participação e resultado: 1998 (eliminada na primeira fase)

Tunísia (África)
5ª participação
Melhor resultado: Primeira fase (1978, 1998, 2002 e 2006)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Croácia (Europa)
5ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1998)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na fase de grupos)

Suíça (Europa)
11ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1934, 1938 e 1954)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Suécia (Europa)
12ª participação
Melhor resultado: Vice-campeã (1958)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada nas oitavas de final)

Dinamarca (Europa)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1998)
Última participação e resultado: 2010 (eliminada na primeira fase)

Austrália (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (2006)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Peru (América do Sul)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1978 – 2ª fase)
Última participação e resultado: 1982 (eliminada na primeira fase)

13.666 – Mega TV – Adam West, o Batman da TV nos anos 60 e 70


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Nascido William West Anderson (Walla Walla, 19 de setembro de 1928 – Los Angeles, 9 de junho de 2017, ator e dublador americano.
Estreou na carreira artística em 1957, no filme Voodoo Island, mas não teve seu nome creditado. Participou de inúmeros seriados de televisão, mas ficou conhecido pelo papel de Batman no seriado de mesmo nome, que foi ao ar de 1966 a 1968, em que dividiu a cena com o Robin de Burt Ward.
Ele também apareceu no filme de ficção científica Robinson Crusoe on Mars (1964) e dublou as séries animadas The Fairly OddParents, The Simpsons e Family Guy, interpretando versões fictícias de si mesmo nos três.
Aos 10 anos Adam colecionava quadrinhos e o personagem Batman o impressionou bastante. Quando sua mãe casou novamente, desta vez com Dr. Paul Flothow, mudaram-se para Seattle junto com seu irmão mais novo, John. Aos 14 anos, Adam entrou na Lakeside School e em seguida cursou o Whitman College, formando-se em Literatura e Psicologia.
Adam começou a trabalhar como DJ numa estação de rádio enquanto fazia uma pós graduação em Stanford. Dispensado do exército, passou dois anos tentando colocar uma estação de TV militar no ar – uma em San Luis Obispo, Califórnia e outra na área militar Fort Monmouth, Condado de Monmouth, Nova Jérsei.
Nesse meio tempo, viajou pelo mundo com a esposa, até que parou no Havaí onde estrelou um programa infantil chamado The Kini Popo Show in Hawaii. Nessa época divorciou e em seguida casou com uma dançarina taitiana chamada Ngatokoruaimatauaia Frisbie Dawson (ele a chamava de “Nga”), com quem teve uma filha em 1957 e um filho no ano seguinte – Jonelle e Hunter. Esse segundo casamento durou até 1962.
Em 1959, Adam foi para Hollywood, adotou o nome artístico de Adam West e conseguiu pequenos papéis em filmes de faroeste. Após sete anos em Tinseltown, ele finalmente conseguiu um papel que o levou à fama quando, em 1966, estrelou como Batman, pela rede ABC.
Em 1972 ele casou com Marcelle Tagand Lear com quem teve dois filhos; Nina em 1976 e Perrin em 1979. Em 1994 lançou uma auto biografia chamada Back to the Batcave.
Em 1985, a DC Comics homenageou West na publicação de Fifty Who Made DC, em comemoração aos 50 anos da editora.
West foi cotado para interpretar Thomas Wayne, o pai de Bruce Wayne, no Batman de Tim Burton. Originalmente, ele queria interpretar o Batman. West nunca mais apareceu em nenhuma das filmagens da franquia de Batman da década de 1960 e, até o momento, Burt Ward (Robin, da série de TV). West fez uma aparição em um episódio de 1992 de Batman: The Animated Series da Fox, mas não como Batman (cujo papel já estava sendo interpretado por Kevin Conroy). Em vez disso, ele retratou Simon Trent, um ator que costumava interpretar um super-herói em uma série de TV chamada The Grey Ghost e que estava com dificuldade em encontrar trabalhos.
O ator retomou seu papel como Batman para o curta-metragem animado CGI Batman: New Times. Ele co-estrelou com Mark Hamill, que redublou o Coringa e originalmente desempenhou o mesmo papel em Batman: The Animated Series. West também interpretou Thomas Wayne em um episódio da série Batman: The Brave and the Bold.
Na mesma série, ele interpretou o robô protótipo do Batman, chamado “Protobot”.
Adam West morreu em 9 de junho de 2017, aos 88 anos de idade, vítima de leucemia.

13.664 – O que é uma Fábula?


fábula
A fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história.
A fábula está presente em nosso meio há muito tempo e, desde então, é utilizada com fins educacionais. Muitos provérbios populares vieram da moral contida nessa narrativa alegórica, como, por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” em “A lebre e a tartaruga” e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em “A cigarra e as formigas”.

Portanto, sempre que redigir uma fábula lembre-se de ter um ensinamento em mente. Além disso, o diálogo deve estar presente, uma vez que trata-se de uma narrativa.
Por ser exposta também oralmente, a fábula apresenta diversas versões de uma mesma história e, por esse motivo, dá-se ênfase a um princípio ou outro, dependendo da intenção do escritor ou interlocutor.
É um gênero textual muito versátil, pois permite diversas situações e maneiras de se explorar um assunto. É interessante, principalmente para as crianças, pois permite que elas sejam instruídas dentro de preceitos morais sem que percebam.
E outra motivação que o escritor pode ter ao escolher a fábula na aula, no vestibular ou em um concurso que tenha essa modalidade de escrita como opção é que é divertida de se escrever. Pode-se utilizar da ironia, da sátira, da emoção, etc. Lembrando-se sempre de escolher personagens inanimados e/ou animais e uma moral que norteará todo o enredo.

13.645 – História – Roupas na Antiguidade


Pouco se sabe sobre o modo de se vestir dos antigos mas, por meio de desenhos inscritos, pinturas em vasos, paredes e estátuas se pode ter uma noção. Os egípcios usavam apenas roupas brancas indicando poder e riqueza.
Somente os ricos da classe alta conseguiam se vestir e esse privilégio era somente válido para adultos. Os homens se vestiam com um tecido cobrindo suas partes íntimas parecendo uma espécie de fralda e as mulheres usavam uma espécie de vestido amarrado nas costas com os seios à mostra.

Com o passar do tempo, as mulheres passaram a cobrir seus seios e os homens a usar saias cada vez maiores para cobrir-se. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a usar túnicas com um buraco no meio para a cabeça e amarrados à cintura. Os persas foram os primeiros a fazerem ajustes nas roupas e isso facilitava na locomoção, na caça e na lida.

13.631 – História – Roupas na Antiguidade


Pouco se sabe sobre o modo de se vestir dos antigos mas, por meio de desenhos inscritos, pinturas em vasos, paredes e estátuas se pode ter uma noção. Os egípcios usavam apenas roupas brancas indicando poder e riqueza.
Somente os ricos da classe alta conseguiam se vestir e esse privilégio era somente válido para adultos. Os homens se vestiam com um tecido cobrindo suas partes íntimas parecendo uma espécie de fralda e as mulheres usavam uma espécie de vestido amarrado nas costas com os seios à mostra.
Com o passar do tempo, as mulheres passaram a cobrir seus seios e os homens a usar saias cada vez maiores para cobrir-se. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a usar túnicas com um buraco no meio para a cabeça e amarrados à cintura. Os persas foram os primeiros a fazerem ajustes nas roupas e isso facilitava na locomoção, na caça e na lida.

13.615 – Inteligência artificial decifra alguns mistérios do antigo manuscrito de Voynich


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Usando inteligência artificial, pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) deram um grande passo para desvendar o significado de um documento que vem sendo indecifrável há cem anos: o manuscrito de Voynich.
Nomeado em homenagem a Wilfrid Voynich, um comerciante de livros que colocou suas mãos no texto em 1912, o manuscrito de 240 páginas tem 600 anos e está preenchido com uma linguagem aparentemente codificada e ilustrações esquisitas, confundindo linguistas e criptógrafos há décadas.
Criptograma mais importante do mundo
O manuscrito de Voynich contém centenas de páginas frágeis, sendo que algumas estão faltando. Escrito à mão, o texto vai da esquerda para a direita e a maioria das páginas também possui desenhos, como plantas, figuras humanas nuas e símbolos astronômicos.
É difícil decifrar o seu significado porque o documento está escrito em um código desconhecido para disfarçar uma linguagem que não sabemos qual é – uma dupla incógnita que se revelou, até agora, impossível de se resolver.
Considerado o criptograma mais importante do mundo, foi examinado por incontáveis mentes profissionais e amadoras, inclusive criptógrafos que trabalharam decifrando comunicações inimigas na Segunda Guerra Mundial.
Várias teorias foram levantadas ao longo dos anos, incluindo que o documento foi criado usando esquemas de criptografia semialeatórios; anagramas; ou sistemas de escrita em que as vogais foram removidas. Alguns até sugeriram que o manuscrito é uma “pegadinha” altamente elaborada.
Já que as máquinas estão aí para dominar o mundo mesmo, pelo menos podemos usá-las a nosso favor. Tendo em vista que muitos seres humanos falharam na tarefa, estava na hora de recorrer a um cérebro que poderia processar esse texto com o escrutínio necessário: a inteligência artificial.
Os cientistas da computação Greg Kondrak, especialista em processamento de linguagem natural, e Bradley Hauer, seu estudante de pós-graduação, decidiram fazer o teste. O primeiro passo era descobrir o idioma do manucristo criptografado. Para esse fim, uma inteligência artificial (IA) estudou o texto da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escrito em 380 línguas diferentes, procurando por padrões.
Em seguida, a IA passou para o Voynich, concluindo com uma alta taxa de certeza que o texto foi escrito em hebraico codificado. Kondrak e Hauer ficaram surpresos, uma vez que entraram no projeto pensando que ele havia sido elaborado a partir do árabe.
Armados com o conhecimento de que o texto foi originalmente codificado em hebraico, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia levar esses anagramas a criar palavras hebraicas reais. “Mais de 80% das palavras existiam em um dicionário hebreu, mas não sabíamos se faziam sentido juntas”, contou Kondrak.
Para o passo final, os pesquisadores decifraram a frase de abertura do manuscrito, apresentando-a a um colega cientista da computação e falante nativo de hebraico, Moshe Koppel. Decepcionantemente, Koppel disse que ela não formava uma frase coerente em hebraico.

Novamente com a ajuda do computador, no entanto, depois de algumas correções ortográficas, a frase foi convertida em uma sentença em hebraico que pode ser traduzida para o inglês (e agora para o português): “She made recommendations to the priest, man of the house and me and people” ou “Ela fez recomendações para o padre, o homem da casa, eu e as pessoas”.
De acordo com Kondrak, o significado completo do texto não será conhecido até que historiadores de hebraico antigo tenham a chance de estudar o texto decifrado.
Além disso, a equipe está planejando aplicar o seu algoritmo a outros manuscritos antigos, destacando o potencial da IA nesse campo de estudo. [Gizmodo]

 

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13.612 – Mega Almanaque – Orlando Duarte


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Orlando Duarte Figueiredo, nascido no dia 18 de fevereiro de 1932, em Rancharia (SP), é um dos mais completos cronistas esportivos do Brasil.
Hoje, ele é colunista de dezenas de jornais brasileiros que publicam sua coluna “O Informal” e apresenta o programa “Câmara Esporte Clube”, na TV Câmara-SP.
Além disso, Orlando Duarte é sempre convidado para dar palestras em universidades e eventos esportivos.
O consagrado cronista sempre é requisitado para falar de sua experiência em Jogos Pan-Americanos.

Ele cobriu oito Olimpíadas e todas as Copas do Mundo a partir de 1950. Escreveu 32 livros sobre esportes, conhece 50% do mundo, preencheu 17 passaportes.
Vestiu as camisas das rádios Bandeirantes (duas vezes), Jovem Pan, Trianon e Gazeta, além das TVs Cultura (que dirigiu), Jovem Pan UHF, SBT, Globo, Band e Gazeta.
Na mídia impressa, militou em A Gazeta Esportiva, A Gazeta, Mundo Esportivo, A Gazeta Esportiva Ilustrada, O Tempo, Última Hora e Diário da Noite.

Orlando Duarte, dois casamentos, tem seis filhos e seis netos.
Em 25 de abril de 2011, Orlando Duarte concedeu uma entrevista ao repórter Marcos Júnior, do Portal Terceiro Tempo na noite de lançamento do livro “São Paulo FC, o Supercampeão”, que ele escreveu em parceria com Mário Vilela. Ele falou sobre a obra, o São Paulo e outros assuntos do futebol.
Em 08 de novembro de 2011, Orlando Duarte compareceu à coletiva de Pelé, no lançamento do livro “Primeiro Tempo”, de Benedito Ruy Barbosa, sobre o Rei do Futebol.
No dia 4 de julho de 2017, após cirurgia no quadril, Orlando Duarte escreveu a seus amigos, através de seu perfil no Facebook, sobre o seu estado de saúde:

“Amigos!

Venho aqui depois muito tempo, para dizer que estou atento na medida do possível, para sempre estar ligado no esporte, que é a razão e a dedicação da minha vida. No entanto, em cima dos meus 85 anos de idade, me sinto evidentemente, mais cansado, mais exigente e ao mesmo tempo, mais descontraído.

A idade me deixa sensível às coisas que acontecem no nosso país, como esse caso da mulher que estava grávida e foi atingida por uma bala no Rio de Janeiro, causando um mal terrível ao neném, a ela e a nossa sociedade.

Observo um mundo extremamente desumano, interesseiro e violento. Me faz um mal danado esses ataques sem sentido, – terroristas, que matam apenas por matar, por fanatismo.

Apesar disso tudo, evidentemente tenho amor a vida, aos meus e tenho paixão pelas crianças, que enfeitam e alegram nosso mundo, sem dúvida.

Estou neste momento me recuperando de uma cirurgia de quadril. Não é nada fácil. Preciso aprender a andar novamente.

Não estou em nenhuma mídia, como costumam me perguntar.

Estou apenas na vida. Na vida, com os limites que ela impõe e o sistema também.

Boa tarde a todos e obrigado por estarem por aqui”.

13.611 – Aniversário de São Paulo tem tradicional Bolo do Bixiga


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Moradores do tradicional bairro do Bixiga montaram o tradicional bolo de aniversário para festejar o aniversário de São Paulo. O “bolo do Bixiga”, que já entrou até para o Livro dos Recordes, é fruto da colaboração entre vizinhos, empresários locais e patrocinadores. Cada um leva uma quantidade de pão de ló e tudo é unido em uma longa mesa, para ser confeitado e formar um único bolo.
O comerciante Walter Taverna, de 84 anos, está à frente da organização do evento desde 1994, quando Armandinho do Bixiga, idealizador da festa, faleceu. Taverna, que também é conhecido como o “Primeiro-ministro da República do Bixiga”, lembra que o primeiro bolo, em 1986, tinha mil e quinhentos metros de comprimento. Em 2015, a Câmara de Vereadores votou para incluir o evento no calendário oficial das comemorações pelo aniversário da cidade.
A jornalista Nádia Garcia, que também é uma das organizadoras do evento, explica que o Bolo do Bixiga surgiu como uma forma de agradecer a cidade por acolher os imigrantes.
Por falta de patrocínio, o bolo deixou de ser feito entre 2009 e 2016, mas a tradição foi retomada no ano passado. Para este ano, os organizadores preferiram não criar expectativa quanto ao tamanho da guloseima, deixando em destaque a união dos moradores do bairro: “não é uma questão de quantidade. Quanto maior o bolo, maior será a participação da comunidade”.

13.582 – Mega Curiosidades – Quem inventou o pebolim?


pebolim
Um espanhol e um alemão disputam a paternidade do jogo. O espanhol que jura ter inventado o pebolim é Alejandro Campos Ramirez, hoje com 86 anos. Em 1936, após ser ferido por uma bomba na Guerra Civil Espanhola, Alejandro teria criado o jogo num hospital, inspirado no tênis de mesa. Já os alemães sustentam que o inventor é Broto Wachter, que comercializou a mesa pioneira de pebolim nos anos 1930. A criação do alemão tinha quase o mesmo tamanho da atual. A diferença é que tudo era de madeira: as barras, a bola e os “jogadores”, pequenos retângulos sem a forma de bonequinhos. Atrás do gol, ficava um saco para não deixar as bolas caírem. Só para comparar, hoje os jogadores são de plástico e as mesas mais iradas têm barras de titânio e até placar eletrônico! Ao Brasil, o esporte chegou na década de 1950, provavelmente trazido por imigrantes espanhóis. Difícil mesmo foi encontrar um nome único para a coisa: em São Paulo, o jogo é chamado de pebolim. No Rio Grande do Sul, de fla-flu. No Rio de Janeiro e em outros estados, é o famoso totó. No resto do mundo, é a mesma confusão: nos Estados Unidos, o esporte é chamado foosball. Na Espanha, futbolín. Na Argentina, metegol. E em Portugal, matraquilhos. Não existe um campeonato mundial de pebolim, mas alguns torneios americanos reúnem participantes de todo o mundo, pagando até 130 mil dólares em prêmios. O Brasil nunca venceu um desses grandes torneios internacionais. No futebol de pauzinhos, quem dá a bola são Estados Unidos, Alemanha, França e Japão.

Regras
SAÍDA COM EFEITO VALE?
Não. Aliás, nas regras oficiais, a saída no meio nem existe. Quando acontece um gol, o jogo recomeça com a bola na defesa do time que levou o tento. No início de jogo, é a mesma coisa. A diferença é que os dois times decidem a posse de bola no cara-ou-coroa.

GOL QUE ENTRA E SAI VALE?
Sim, pelo menos no Brasil. Devido à forma das mesas brasileiras, é comum o cara enfiar um petardo, a bola bater no fundo do gol e voltar. Nos Estados Unidos e em outros países, o fundo do gol é mais distante e a bola raramente volta depois de uma bicuda

PODE GIRAR A BARRA?
Em jogos oficiais, não. A mão do jogador não pode sair da manopla. Ou seja, só é possível dar um giro de 360 graus. Quando ocorre a irregularidade, a bola passa para o adversário. Ele pode colocá-la na sua defesa ou no pé de um de seus jogadores na região da falta;

Gol de placa
“PUXA TIRO”

1. Para começar essa jogada clássica, pare a bola do lado do atacante central, de frente para o gol adversário

2. Para tirar o zagueiro e o goleiro da jogada, puxe a bola com um movimento rápido para o lado e chute com força com o mesmo jogador

13.577 – Ensino – Faculdades preparam demissões após corte em massa da Estácio


estacio
Após a demissão de 1.200 professores anunciada pela Estácio no início deste mês, outras instituições de ensino superior dispensaram dezenas de docentes ou preparam cortes para os próximos dias.
A Metodista mandou embora cerca de 50 professores, conforme cálculos do Sinpro-ABC (sindicato do ABC), que relata atrasos nos salários e no 13° desde 2015. A escola não quis comentar.

Recentemente, a Cásper Líbero desligou 13.
É comum que os cortes ocorram em dezembro devido a convenções coletivas da categoria que restringem as demissões no resto do ano. Mas o movimento se aprofundou, segundo sindicatos.
Silvia Barbara, diretora do Sinpro-SP (sindicato de São Paulo), atribui as demissões à redução do Fies e ao avanço do ensino a distância. “As instituições tiveram um ciclo de expansão grande devido ao financiamento público, em especial desde 2010. Após 2014, os financiamentos ficaram mais restritos, e as instituições estão buscando manter suas margens de lucro”, afirma Barbara.
Os sindicatos estimam que o Mackenzie anunciará perto de cem demissões. Em nota, a instituição diz que implementou novos projetos pedagógicos “cujas matrizes curriculares foram atualizadas para vigorar a partir do primeiro semestre de 2018”.
Alunos se sentem lesados. No caso da Metodista, fizeram protesto. “Minha pesquisa estava sendo encaminhada para a Fapesp quando aconteceu isso e fiquei sem a orientadora. Como eles vão substitui-la por um professor que não tem a mesma linha de pesquisa?”, diz Melissa Galdino, aluna de jornalismo.

Folha de São Paulo

13.575 – Biologia – Peixes que tem anticongelante natural


peixes
Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes. Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão. Eles ressurgirão na primavera, o que significa que de alguma forma sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pêlos ou penas?
A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.
Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul. Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento. Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.
Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.
O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas. Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.
As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.
É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante. As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem. Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante. Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.
A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra. Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas. Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.
Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queen¿s, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.
As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta. E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.
Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.
Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio. Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.
Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras. Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool. Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.
Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis. Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.
A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.
E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram – como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano. Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.

13.553 – Biologia – Este é o maior organismo vivo já encontrado


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Em 1998, um grupo de pesquisadores do Serviço Florestal dos EUA entrou na Floresta Nacional de Malheur para investigar a morte de várias árvores abeto, o famoso pinheirinho de Natal que cresce no Hemisfério Norte. O parque fica na região leste do estado de Oregon, nas Montanhas Azuis.
A área afetada foi identificada com a ajuda de fotografias aéreas e amostras de raízes de 112 árvores mortas ou que estavam prestes a morrer foram recolhidas. A análise delas mostrou que 108 estavam infectadas com o fungo Armillaria solidipes.
Este fungo cobre 9,6 km2, chegando a ter cerca de 3 km de extensão no maior ponto. Com base nos cálculos dos pesquisadores, o organismo está ali há 2,5 mil anos, mas alguns especialistas acreditam que ele esteja ali há 8 mil anos.
Este fungo gigante se espalha pelo sistema de raízes das árvores, matando-as lentamente. Por isso, não é apenas o maior organismo do mundo, mas também o mais mortal. Por algumas semanas em cada outono, o fungo aparece em aglomerados amarelados de corpo de frutificação e esporos, mas durante o resto do ano o micélio vegetativo fica escondido em uma camada fina branca embaixo da terra. É justamente quando está escondido que ele fica mais mortal.
As árvores costumam se beneficiar da presença de fungos em suas raízes, pois eles ajudam na movimentação de nutrientes no solo. Este tipo específico de fungo, porém, causa o apodrecimento das raízes, matando a árvore lentamente durante décadas. A árvore tenta lutar contra o fungo ao produzir uma seiva preta que escorre pela casca, mas esta é uma batalha perdida.
“As pessoas normalmente não pensam que cogumelos matam árvores. O fungo cresce ao redor da base da árvore e então mata todos os tecidos. Pode levar 20, 30, 50 anos antes que ela finalmente morra. Não há movimentação de água ou nutrientes para cima ou para baixo da árvore quando isso acontece”, explica um dos pesquisadores do Serviço Florestal, Greg Filip, ao Oregon Public Broadcasting.
fungo foi identificado pela primeira vez em 1988, e inicialmente acreditava-se que se tratava de vários organismos diferentes, mas experimentos mostraram que se tratava do mesmo organismo. Quando o micélio de fungos geneticamente idênticos se encontra, eles se unem e formam um indivíduo. Quando os genes dos fungos são diferentes, eles se rejeitam. Assim, os cientistas colocaram na mesma placa de Petri diferentes amostras recolhidas de diferentes pontos. O resultado foi que 61 deles tinham os mesmos genes.
Se todos esses cogumelos fossem reunidos e empilhados, eles pesariam até 31 toneladas. “Nunca vimos nada na literatura que sugere que qualquer outra coisa no mundo é maior em superfície”, diz Filip.
Esse cogumelo pode ser encontrado em outras partes dos EUA e na Europa, mas nenhum é tão grande quanto o encontrado em Oregon. “Quando você percebe que esse fungo se espalha entre 12 a 36 cm por ano e que temos alguma coisa tão grande assim, podemos calcular sua idade”, explica ele.
O fungo tem preocupado os lenhadores e madeireiras da região, que tentam encontrar uma forma de impedir seu crescimento. Eles já tentaram cortar árvores, cavar as raízes das plantas afetadas e em algumas áreas tentaram remover até a última fibra do fungo que eles encontraram. Este último método produziu o melhor resultado, já que mais pinheiros sobreviveram depois de serem plantados no solo tratado. Mesmo assim, esta técnica é cara e trabalhosa, e nunca será suficiente para eliminar o fungo todo da região.
Outra possível solução é encontrar uma espécie de pinheiro que sobreviva ao fungo e passar a plantar este tipo de árvore na região afetada. Pesquisadores do estado de Washington, vizinho ao norte de Oregon, estão pesquisando quais árvores são menos afetadas pelo fungo, já que o estado também está sofrendo com o problema. “Estamos procurando por uma árvore que possa crescer em sua presença. É besteira plantar a mesma espécie onde há infestação da doença”, diz Dan Omdal, do Departamento de Recursos Naturais de Washington.
O provável, porém, é que a atividade humana não influencie muito no crescimento do fungo, e ele continue existindo abaixo das florestas dos Estados Unidos e Europa por outros milhares de anos. [Odditycentral, BBC]

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13.514 – Pré História – Homens mais aptos para sobrevivência


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Demorou mais de 1 milhão de anos para os hominídeos desenvolverem cérebros maiores e melhorarem sua destreza manual, mas agora, no continente africano, o Homo habilis, mesmo ancestral do gênero Homo, faz ferramentas básicas de pedra, lascando seixos para criar bordas cortantes.

Fabricação Regular
O Homo habilis (homem hábil) agora pode fazer movimentos de precisão com os dedos. Fabricar ferramentas já é uma atividade regular e muitas provas de sua destreza estão sendo deixadas em grandes áreas da África, de Olduvai, na Tanzânia, ao lago Turkana, no Quênia, bem como em partes da Etiópia e mais ao sul, como em Sterkfontein, na África do Sul.

13.505 – Mega Memória Futebol – Há 40 anos, Corinthians era campeão paulista depois de 23 anos


palhinha
Palhinha, contratado por causa da Libertadores, carregaria o time nas costas

O dia 13 de outubro de 1977 está na cabeça de todo torcedor do Corinthians, seja aquele que viveu aquele momento, seja aquela que nasceu depois. A data marcou o fim de um sofrimento corintiano que durou 23 anos: desde 1954 a equipe não conquistava um título de expressão, o Campeonato Paulista. Com Oswaldo Brandão de técnico em 1977 e um gol de Basílio, a vitória sobre a Ponte Preta colocou fim à falta de títulos.

O Corinthians fez um primeiro turno fraco e foi eliminado no fase de grupos. No segundo turno, se recuperou e garantiu vaga no turno decisivo. Com o primeiro lugar em um grupo com São Paulo, Portuguesa e Guarani, fez a final contra a Ponte Preta, campeã do outro grupo.
A decisão seria em duas ou três partidas no Morumbi. Na primeira, vitória de 1 a 0 para o Corinthians (gol de Palhinha). Na segunda, com 138.032 pagantes, recorde de público no estádio até hoje, um empate daria o título aos corintianos, por terem um ponto extra pela melhor campanha geral. A Ponte Preta venceu por 2 a 1 (gols de Dicá e Rui Rei, e Vaguinho, pelo Corinthians), adiando a decisão para a terceira e decisiva partida, no dia 13 de outubro. O título veio com gol de Basílio, aos 37 minutos do segundo tempo, colocando fim ao doloroso jejum.
Basílio jogou no Corinthians de 1975 a 1981. Atuou em 253 jogos e marcou 29 gols. Foi campeão paulista também em 1979, ao lado de Sócrates e Palhinha. Assumiu o cargo de técnico em 1987, 1989, 1990 e 1992.

Curiosidades: Um ex santista, o ponta esquerda Edu, que esteva na seleção brasileira na Copa de 70 e jogava no Santos ao lado de Pelé ajudou com seus dribles desconcertantes na campanha do Corínthians para o título de 1977. Outro grande nome da campanha foi o atacante Palhinha vindo do Cruzeiro e comprado com a ajuda de um multirão da torcida. Ele veio para reforçar o time na sua primeira participação na Copa Libetadores da América.

13.492 – Curiosidades – Entenda por que cortar cebola provoca lágrimas


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Se quer chorar, que tal uma cebola?

Quando qualquer vegetal é cortado ou quebrado, suas células são rompidas. Como um sistema de defesa eficiente, algumas plantas liberam substâncias químicas chamadas polifenóis com cheiro amargo que podem espantar animais famintos que estão tentados a comê-las.
O sistema de defesa da cebola, porém, vai além, e produz uma substância ainda mais irritante, o syn-propanethial-S-oxide, que tem como objetivo impedir que a planta seja consumida por insetos e outros animais.
Essa substância volátil tem o que é chamado de fator lacrimogêneo. Sua volatilidade significa que quando é liberada, ela evapora rapidamente e encontra os nossos olhos rapidamente. Ali ela se dissolve na água que cobre nossos olhos e forma ácido sulfênico.
Esse ácido irrita a nossa glândula lacrimal, mas a quantidade produzida é tão pequena que é apenas irritante, e não causa estragos no nosso corpo.
A liberação do syn-propanethial-S-oxide era inicialmente creditada à enzima da cebola chamada allicinase, um catalizador biológico que aumenta a velocidade da produção do componente que irrita os olhos. Mas uma outra pesquisa sugere que duas enzimas podem ser necessárias para produzir os efeitos irritantes de olhos.
Essa explicação mais complexa começa com o enxofre que a cebola absorve do solo e armazena em um composto chamado PRENCSO 1. Quando a cebola danificada libera a alicinase, ela reage com o PRENCSO para produzir amônia e o ácido 1-propenilsulfênico.
A segunda enzima, chamada de sintase fator lacrimatório, se transforma no syn-propanethial-S-oxide.
Mas por que algumas cebolas têm efeito mais forte que outras? Há várias possíveis respostas para isso. Uma delas está relacionada à quantidade de enxofre que a cebola absorveu do solo, que depende da qualidade do solo e das condições de crescimento da planta.

13.407 – Geografia – Ilhas Famosas e Abandonadas


Hashima (Japão) – No século 19, os japoneses descobriram que esta ilha possuía fartas minas de carvão e começaram a povoar o lugar para explorar o minério. Prédios foram construídos para servir essas pessoas, incluindo um hospital e uma escola. Nos anos 50, o lugar chegou a ter mais de 5 mil moradores. Em 1974, porém, a exploração parou e os habitantes se foram (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Holland Island (EUA) – Esta ilhota na Baía de Chesapeake (EUA), banhada pelo Oceano Atlântico, ganhou muitos habitantes no século 19 devido ao boom da pesca e da agricultura. Em 1920, havia 360 residentes e a ilha chegou a ter 70 estruturas, incluindo uma igreja. No entanto, a erosão do solo diminuiu a área da ilha até que ela desaparecesse completamente em 2012 (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Poveglia (Itália) – É dividida em três pequenas ilhas. Uma delas abriga um forte octogonal construído no século 17. No século seguinte, virou ponto de parada de navios que iam para Veneza – até que dois deles atracaram com pessoas infectadas pela peste. Mais recentemente, no século 20, as estruturas foram transformadas num sanatório, até o local ficar desabitada nos anos 60. Hoje, a ilha italiana tem fama de ser assombrada (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hirta (Escócia) – Esta ilha a 180 km da costa escocesa foi habitada até 1930, quando os últimos residentes foram embora. Hoje abriga uma estação de monitoramento de mísseis, mas não tem nenhum residente fixo. Mas há até um bar lá para atender os funcionários e marinheiros que passam por ali (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

North Brother Island (EUA) – Esta ilha e sua “irmã”, a South Brother, ficam pertinho de Manhattan, em Nova York. Durante um tempo, a North Brother abrigou um hospital especializado em doenças que exigiam quarentena, como varíola e tuberculose. Depois, virou um centro de reabilitação para dependentes químicos, que fechou nos anos 60. A ilha está desabitada desde então (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Spinalonga (Grécia) – Fortificada no século 16 para proteger o continente contra piratas e invasores, a ilha, que fica na Grécia, foi tomada pelos otomanos no século 18. No século 20, foi uma colônia para leprosos, o que alimenta boatos de que é assombrada. Hoje está desabitada, mas é muito visitada por turistas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

spinalonga

13.406 – Dyeus Phater: a origem do nome de Deus


nome Deus
As culturas mais antigas do Ocidente chamavam Deus da mesma forma que as crianças chamam. O nome Dele era “Papai do Céu”. Essas culturas não deixaram registros escritos. Os linguistas só sabem que eles chamavam Deus de “Papai do Céu” porque comparam idiomas díspares, como o latim, da Europa mediterrânea, e o sânscrito, da Índia. Então pescam os sons que essas línguas têm em comum e tentam reproduzir como era o idioma ancestral que deu origem a elas lá atrás. Essa língua-mãe, concluíram os especialistas, era falada há mais ou menos 6 mil anos. Hoje a chamamos por um nome técnico: “proto-indo-europeu”. E nesse idioma, que daria origem a 439 línguas e dialetos modernos, o nome de Deus soava como Dyeus Phater – sendo que Dyeus é “céu”, e Phater, como a grafia deixa claro, é “pai”.
Na Índia, o nome segue parecido até hoje: “Papai do Céu” em védico-sânscrito, um dos idiomas locais, é Dyaus Pita. O Papai do Céu hindu sempre foi só uma divindade de segundo escalão naquelas bandas. Na Grécia, porém, ele acabou mais bem-sucedido: a expressão Dyeus Phater evoluiu até virar Zeus Pater. Em latim, o termo acabou contraído para Iuppiter (“Júpiter” na grafia de hoje). Um só Deus, que ao mesmo tempo é três.
Mas essa é só a origem da palavra mesmo. Júpiter está morto. Não resistiu ao fim da cultura greco-romana. No lugar dele assumiu uma divindade do Oriente Médio: Iahweh, o deus que tinha começado sua “carreira” como uma espécie de padroeiro de uma tribo de pastores, a dos israelitas, bem antes de as divindades da Grécia e de Roma terem nascido. Iahweh, no início, era apenas um entre muitos deuses da velha Canaã, mas, graças a um certo livro composto pelos israelitas, ganhou status de Deus único.
O Deus com “D” maiúsculo dos judeus, mais tarde, iria se tornar também a divindade máxima dos cristãos e, sob outra alcunha, mas com praticamente a mesma biografia, viraria o Deus dos muçulmanos.

13.405 – Mitologia Grega – Lenda de Dédalo e Ícaro


mitos gregos
Dédalo era um construtor e um escultor muito competente de Atenas que caiu em desgraça por ter assassinado Talo. Acolhido com amizade pelo rei Minos de Creta, Dédalo refugiou-se com o filho Ícaro em Creta.
Foi incumbido de construir um labirinto para guardar o terrível Minotauro, filho da Rainha Pasifae, mulher de Minos, e de um touro. Minotauro era portanto um monstro, metade homem e metade touro, que se alimentava de carne humana. O labirinto era tão perfeito que até Dédalo teve dificuldade em sair dele.
O rei Minos, como castigo pelo facto dos Atenienses lhe terem matado o filho Androgeu, tomou a cidade de Atenas e impôs um tributo anual de sete rapazes e sete raparigas para alimentar o Minotauro. Ao fim do terceiro tributo, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu-se como uma das vítimas, a fim de salvar a sua Pátria do flagelo que os atingia. Ao chegar a Creta, Ariadne, filha do rei Minos, apaixonou-se pelo jovem Teseu e, com a ajuda de Dédalo, deu ao jovem um novelo de fio que guiou o herói para fora do labirinto.
Furioso com a traição de Dédalo, o rei Minos mandou-o encerrar, juntamente com o seu filho Ícaro, numa ilha de onde não podiam fugir sem autorização do rei. Dédalo começou então a imaginar uma fuga. Recolheu penas de aves e, unindo-as com cera, construiu asas para si e para o filho.
Conseguiram assim voar até uma ilha vizinha, mas Ícaro, entusiasmado com o sucesso da experiência, continuou a voar cada vez mais alto, não dando ouvidos a Dédalo, que de terra o advertia para não voar alto de mais, por causa do sol. Como se aproximou demasiado do sol, este derreteu a cera das asas e Ícaro caiu no mar Egeu, afogando-se, para grande desgosto de Dédalo que mais não pôde fazer do que observar e chorar a morte do filho.
A ilha onde caiu o corpo do jovem Ícaro, recebeu o nome de Icária.