13.271 – Medicina – Estatina reduz risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca


estatina
Um novo estudo acaba de comprovar mais um benefício das estatinas para a saúde cardíaca. Além de ter o colesterol controlado, pessoas que tomam estatinas têm menor probabilidade de terem o músculo do coração espesso, condição conhecida como hipertrofia ventricular esquerda, que aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca e derrame no futuro.
No estudo, apresentado durante o EuroCMR 2017, conferência sobre exames de imagem cardíaca realizada em Praga, na República Tcheca, pesquisadores da Universidade de Londres analisaram, por meio de exames de ressonância magnética, o coração de 4.622 pessoas na Inglaterra, das quais 17% tomavam estatinas. Os resultados mostraram que, em comparação com quem não fazia tratamento com o medicamento, aqueles que faziam tinham câmaras ventriculares esquerdas com uma porcentagem de massa muscular 2,4% menor. Seu volume de massa ventricular esquerda e direita também eram menores.
Mas, na prática, o que isso significa? De acordo com Nay Aung, autor do estudo, essas características correspondem a uma redução no risco de desfechos adversos associados a um coração grande e espesso, como infarto, insuficiência cardíaca e derrame, em pacientes que, teoricamente já estavam em risco mais alto de desenvolver problemas cardíacos, em comparação com aquelas que não usam o medicamento.
Os resultados foram confirmados mesmo após os cientistas contabilizaram outros fatores que podem afetar o coração, como etnia, gênero, idade e índice de massa corporal (IMC).

Possível explicação
Segundo informações do jornal britânico The Guardian, outros benefícios já comprovados das estatinas incluem melhoria da função dos vasos sanguíneos, redução da inflamação e estabilização dos depósitos de gordura nas paredes das artérias.
Embora o estudo atual não tenha analisado o porquê desse efeito benéfico das estatinas na estrutura e função cardíaca, pesquisas anteriores já haviam mostrado que o medicamento reduz o stress oxidativo e a produção de fatores de crescimento, químicos naturais que estimulam o crescimento celular. Essas características podem ter influência em seu efeito sobre a estrutura cardíaca. As estatinas também ajudam a dilatar as veias sanguíneas, levando a uma melhora no fluxo e redução do stress do coração.

13.254 – Anvisa registra primeiro teste de farmácia para detecção do HIV


TESTE HIV
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou esta semana o primeiro autoteste para triagem do HIV no Brasil. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.
De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos já existentes para medição de glicose por diabéticos.
O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.
O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da exposição.
O período de um mês é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período, um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.
Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição.
Se o resultado for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.
A possibilidade do registro de autoteste para o HIV surgiu em 2015, quando a Anvisa regulou o tema. De acordo com a regra, esse tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde 136.
O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar esse valor. O teste de farmácia para Aids não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos. O teste Action traz o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.

13.253 – Ta doente? Vai uma macoinha aí – Maconha pode ser regulamentada como planta medicinal


maconha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a Cannabis Sativa L. na sua lista de Denominação Comum Brasileira. A ação oficializa a cannabis, dando-lhe um número de identidade para referência posterior entre médicos e órgãos reguladores.
A medida foi oficializada com a publicação da Resolução nº 156, no dia 5 de maio de 2017. Agora, a maconha é uma substância reconhecida dentro do país, o que permite às agências reguladoras nacionais se referirem à planta em suas diretrizes.
“É um primeiro passo muito importante. A partir de agora, podemos esperar uma regulamentação da planta para fins medicinais”, explica Paulo Mattos, doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP e membro do Grupo Maconhabras do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e da Associação Cultural Canabica de São Paulo (ACUCA).
A inclusão, porém, não altera as normas regentes atuais. “O cultivo e uso não autorizado da substância ainda é criminalizado”, explica ele. A Anvisa permite a prescrição de medicamentos derivados do canabidiol e tetrahidrocanabinol perante uma autorização especial dada por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o Mevatyl, responsável por diminuir a rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.
Segundo Mattos, existem três famílias com autorização para cultivar a erva com fins medicinais, mas nenhuma produtora nacional. Com uma regulamentação oficial futura, a possibilidade para o cultivo em grande escala estará aberta.

Fonte: Galileu

13.252 – Farmacologia – Brasileiros criam nanoantibióticos contra infecções resistentes


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Da Folha para o ☻Mega

Pesquisadores brasileiros criaram um método que combina minúsculas partículas de prata com um antibiótico para tentar vencer a crescente resistência das bactérias aos medicamentos convencionais.
Em testes preliminares de laboratório, a abordagem mostrou bom potencial para enfrentar formas resistentes do micróbio Escherichia coli, que às vezes causa sérios problemas no sistema digestivo humano.
“Alguns sistemas podem até funcionar melhor no que diz respeito à capacidade de matar as células bacterianas, mas o ponto-chave é que as nossas partículas combinam um efeito grande contra as bactérias com o fato de que elas são inofensivas para células de mamíferos como nós”, explica um dos responsáveis pelo desenvolvimento da estratégia, Mateus Borba Cardoso, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP).
Cardoso e seus colegas assinam estudo recente na revista especializada “Scientific Reports”, no qual descrevem o processo de produção da arma antibacteriana e seu efeito sobre os micróbios.
Esse mesmo grupo já utilizou nanopartículas para inativar o HIV e atacar somente as células tumorais, em caso de câncer de próstata, poupando as células saudáveis.
O aumento da resistência das bactérias causadoras de doenças aos antibióticos tradicionais é um caso clássico de seleção natural em ação que tem preocupado os médicos do mundo todo.
Em síntese, o que ocorre é que é quase impossível eliminar todos os micróbios durante o tratamento. Uma ou outra bactéria sempre escapa, e seus descendentes paulatinamente vão dominando a população da espécie e espalhando a resistência, já que os micro-organismos suscetíveis morreram sem deixar herdeiros.
Para piorar ainda mais o cenário, tais criaturas costumam trocar material genético entre si com grande promiscuidade, numa forma primitiva de “sexo”. Assim, os genes ligados à resistência diante dos remédios se disseminam ainda mais.
Já se sabe, porém, que as nanopartículas de prata (ou seja, partículas feitas a partir desse metal com dimensão de bilionésimos de metro) têm bom potencial para vencer as barreiras bacterianas e, de quebra, parecem induzir muito pouco o surgimento de variedades resistentes.
Por outro lado, essas nanopartículas, sozinhas, podem ter efeitos indesejáveis no organismo.
A solução bolada pelos cientistas brasileiros envolveu “vestir” as partículas de prata com diferentes camadas à base de sílica, o mesmo composto que está presente em grandes quantidades no quartzo ou na areia.
Testes feitos pela equipe mostraram que o conjunto afeta de forma específica as células da bactéria E. coli, tanto as de uma cepa de ação mais amena quanto a de uma variedade resistente a antibióticos, sem ter o mesmo efeito sobre células humanas –provavelmente porque a ampicilina se conecta apenas à parede celular das bactérias.
É claro que ainda é preciso muito trabalho antes que a abordagem dê origem a medicamentos comerciais.
Segundo Cardoso, o primeiro passo seria o uso de sistemas semelhantes em casos muitos graves, nos quais pacientes com infecções hospitalares já não respondem a nenhum antibiótico.
Para um emprego mais generalizado, provavelmente será necessário substituir o “recheio” de nanopartículas de prata por outras moléculas, mais compatíveis com o organismo.
O trabalho teve financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

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13.244 – Ansiedade – Mitos e Verdades


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Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade
MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma
MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises
VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade
MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade
MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

Ter um hobby combate a ansiedade
MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade
VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais
VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

Maconha causa ansiedade
MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

A ansiedade tem causas genéticas e ambientais
VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas
MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença. “

13.235 -Toxicologia – Maconha passa a ter o efeito oposto quando você envelhece


maconha
No equilíbrio entre os benefícios e os riscos da maconha, a idade parece ser um fator mais importante do que se imaginava. Pelo menos foi o que concluiu uma pesquisa feita com ratos na Universidade de Bonn, na Alemanha.
Os cientistas queriam ver qual seria o efeito do THC, a substância responsável pelo “barato” da maconha, se fosse dado aos ratos em doses baixas, mas diárias, por um longo período de tempo.
Eles dividiram os ratos em três grupos: um de jovens, outro de ratos na meia idade e um último de idosos. Os animais foram testados com relação à capacidade de aprender e à memória usando pequenos labirintos. Eles observaram quanto tempo os roedores levavam para explorar o trajeto certo e, depois, para perceber quando estavam num caminho já percorrido anteriormente.
A próxima etapa foi dar subdoses de THC durante um mês para cada rato. A quantidade era bem baixa, pequena demais até para causar efeitos psicoativos. Mesmo assim, ao fim do teste, o desempenho dos ratos jovens piorou muito dentro do labirinto.
O resultado é consistente com pesquisas em humanos, que mostram que a memória de curto prazo fica prejudicada enquanto durar o uso, ainda que os efeitos sejam reversíveis.
Mas o grupo de ratos idosos surpreendeu os pesquisadores. Porque, no caso deles, o uso do THC trouxe uma melhora cognitiva razoável, impulsionando a memória e a atenção e trazendo resultados melhores dentro do labirinto.

13.233 – Saúde – (Des) Nutrição e Obesidade


desequilibrio alimentar

Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apneia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso. De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma.

Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.

Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.

Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.
Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apnéia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso. De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma”, diz Lawrence Haddad, um dos responsáveis pela pesquisa.
Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.
Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.
Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.

13.221 – Ortopedia – Osso as vezes quebra e não cola direito


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Não são todos os casos de fratura na área da ortopedia que se resolvem com um tratamento simples – alguns são complicados e o osso pode não consolidar na primeira tentativa de tratamento.
Alguns ossos as vezes não têm uma boa cicatrização após uma fratura – isso depende de vários aspectos, que as vezes são inerentes ao osso ou ao tipo de fratura
Ao contrário do que muita gente imagina, o osso é uma estrutura muito viva e com muita circulação sanguínea em algumas áreas, e é por isso que um gesso bem colocado resolve bem boa parte das fraturas que temos que tratar, principalmente em crianças. Algumas necessitam de cirurgias, para correção de desvios, e isso deve ser julgado pelo seu ortopedista, mas boa parte melhoram simplesmente com uma imobilização.
Se uma fratura é muito grave, a ponto de deixar o osso com um grande prejuizo da sua vascularização, o risco de não consolidar ocorre. Alguns ossos onde o risco de consolidação é grande são os navicular e o escafóide, pequenos ossos dos pés e das mãos (respectivamente). E mesmo em casos de cirurgias, quando materiais modernos são usados, se você que é o cirurgião não respeitar a nutrição vascular do osso pode ter problemas sérios mais adiante.
Quando um osso não cicatriza no período esperado dizemos que se trata de um retardo de consolidação, e quando isto demora muito mais tempo dizemos que se trata de uma pseudoartrose. O nome não é muito adequado, já que não fica no local nenhuma articulação falsa com artrose (traduação ao pé da letra da expressão pseudoartrose). O que ocorre nestes casos é ou uma falha na biologia do processo de consolidação ou uma falha no método de tratamento utilizado para fixação (interna, externa ou indireta, como o gesso).
O que devemos lembrar é que para a maioria das fraturas o período de cicatrização varia de 6 a 8 semanas. Algumas podem demorar mais tempo (ao redor de 12 semanas, por exemplo, como em algumas fraturas do escafóide, no punho, e para as fraturas da tíbia). Nas crianças o período geralmente é menor, e quando mais jovem menor o tempo ainda – algumas fraturas de antebraço em crianças chegam a cicatrizar em 2 ou 3 semanas. Se você está há muito tempo imobilizado e ainda sente dores pode ser que esteja ocorrendo uma consolidação inadequada, e o tratamento vai depender das causas desta falha de consolidação.
O recado continua sempre o mesmo: questione o seu médico sempre que estiver em dúvida sobre a evolução da sua lesão. Gostaria de deixar aqui no blog esta chamada para que todos que precisam da gente possam usar e abusar do conhecimento que temos a obrigação de passar para quem nos procura. A relação médico-paciente vem se deteriorando a cada dia que passa, e tanto médicos quanto pacientes devem ser os personagens principais deste novo filme que devemos criar. Um filme que traga de volta o que a nossa profissão tem de mais bonito – a atenção e o carinho pelas pessoas que nos procuram para serem tratadas.

13.220 – A Fratura do cotovelo


fratura cotovelo
É a ruptura ou lesão de pelo menos um osso que compõe a articulação entre o úmero (braço), cúbito e rádio (cotovelo).
O cotovelo é uma articulação fundamental para levantar pesos, vestir-se, lavar-se, pentear os cabelos e trabalhar.
As possíveis lesões ocorrem no nível dos côndilos do úmero, cabeça do rádio, epicôndilo e podem ser supracondilar ou intercondilar.
As fraturas do olécrano são cerca de 10% das lesões do cotovelo, ocorrem principalmente em adultos, neste caso pode danificar o nervo ulnar.
Geralmente, as fraturas da cabeça do rádio são causadas por uma queda sobre as mãos em extensão, portanto um trauma indireto.
As fraturas supracondilianas causam um deslocamento da epífise distal do úmero também chamado paleta umeral, muitas vezes afetam crianças por trauma direto e são perigosas para os possíveis danos para o nervo radial.
As lesões dos côndilos do úmero são raras.
Os idosos que caem tem mais probabilidades de haver uma fratura do pulso do que uma no cotovelo, portanto esta doença é menos freqüente após os 65 anos.
Geralmente ocorre em apenas um cotovelo, esquerdo ou direito.
Em casos graves pode acontecer a luxação junto com a fratura, por exemplo com a fratura de Monteggia também ocorre a fratura de ulna e a luxação do rádio.

Quais são as causas da fratura do cotovelo?
As causas da fratura do cotovelo são o trauma direto ou indireto com o cotovelo fletido.
Ocorrem durante acidentes de moto e quedas de bicicleta com o cotovelo fletido e em supinação ou em caso de grande impacto, como uma queda do primeiro andar.
Um deslizamento para trás (por exemplo sobre o snowboard) provoca uma fratura da ulna com mais facilidade.

Como são classificadas as fraturas do cotovelo?
As lesões do cotovelo podem ser supracondilares, intercondilares ou radiales, dependendo se estão localizados acima dos côndilos do úmero, no interior ou no rádio.
De acordo com a clínica Mayo as fraturas do olécrano do cotovelo podem ser divididas em:

Tipo I: é simples ou com separação dos fragmentos menores de 2 mm, o prognóstico é bom.
Tipo II: é cominutiva ou não cominutiva, representa o 80/90% das fraturas do cotovelo e o prognóstico é bom.
Tipo III: é desviada e instável, estes podem ser fraturas cominutiva ou não cominutiva, frequentemente associadas com a lesão do rádio. São muito raros, constituem cerca de 5% de todas as fraturas, o tempo de cicatrização é longo e o prognóstico é reservado.

Quais são os sintomas da fratura do cotovelo?
O paciente chega na sala de emergência com forte dor no cotovelo, inchaço na área lesada, e um hematoma claramente visível.
O movimento é quase impossível por causa da dor, portanto a limitação funcional é quase total.
Em caso de fratura exposta, com o cotovelo fletido a 90°, é possível ver uma depressão, como uma cavidade acima do olécrano.
Em caso de lesões muito graves, se também pode danificar o nervo ulnar, o resultado é uma série de sintomas no lado externo do pulso, no dedo anelar e mindinho.

Qual é o exame de diagnóstico mais indicado para a fratura do cotovelo?
O exame mais adequado para as fraturas é o raio-x. Para a articulação do cotovelo é necessário manter o cotovelo flexionado em ângulo reto e a radiografia em projeção lateral.
Com o cotovelo estendido não é possível entender se a fratura é exposta e se os fragmentos se encaixam.

Diagnóstico da fratura de cotovelo
O médico controla a história clínica, a maneira em que a lesão ocorreu, os sinais e sintomas do paciente, se suspeitar de uma lesão óssea requer uma radiografia e realiza exames clínicos.
A observação do paciente pode mostrar algumas deformações que são indicativas de fratura exposta, de fato no caso de fratura do olécrano o tendão do tríceps puxa o fragmento ósseo em direção ao ombro, causando uma deformidade visível do cotovelo.
O exame mais indicado é a extensão do cotovelo, se o paciente não consegue fazê-lo, existem cerca de 50/60% de chance que o paciente tem uma fratura.
Se o paciente é capaz de estender totalmente a articulação, a radiografia pode ser evitada. É necessário manter em observação o paciente na semana seguinte do acidente porque se a dor persistir, pode haver uma pequena lesão.
A ressonância magnética é realizada raramente, este exame tem o mérito também de mostrar uma microfratura, mas este tipo de ruptura cura espontaneamente em cerca de 2 semanas.

Qual é o tratamento para a fratura do cotovelo?
Uma fratura composta é curada com a imobilização em gesso ou uma órtese durante um período de aproximadamente 30 dias, se na próxima radiografia não é iniciada a formação de calo, é necessário continuar a manter imóvel a articulação por mais de um mês.
As crianças podem manter o gesso por apenas 15 dias.
Em caso de fratura exposta do côndilo umeral, o fragmento destacado move para a mão; o cirurgião ortopédico deve decidir se remover a parte ou fixar-la e unir ao rádio com um prego de metal.
Se a lesão é exposta e epitroclear ou a nível do epicôndilo, o fragmento se move, portanto se procede à redução e fixação da fratura com um prego de metal.
Até mesmo a fratura do olécrano é tratada com cirurgia porque o tendão tricipital tende a manter a lesão exposta, impedindo a consolidação. Neste caso é necessário um cerclage com um fio de Kischner para manter os fragmentos na posição correta, em seguida prende-se tudo com uma placa de metal.
Os fios de Kischner não são simples fios de fibra, mas hastes de metal de aço inoxidável que se dobram com o alicate.
A sutura tem a tarefa de desviar as forças que tendem a remover os fragmentos ósseos.
Se a fratura é fragmentada e não consegue resolver com cirurgia, o cirurgião pode realizar um enxerto de osso com o tecido da fíbula.
É fácil de ver os resultados (conseqüências a médio e longo prazo) da lesão, muitas vezes o movimento do cotovelo não recuperar o 100%, além disso também pode ferir o nervo ulnar ou radial.
Se o paciente sente dor, o médico pode prescrever antiinflamatórios, mas é melhor tomar analgésicos, pois a inflamação é uma reação do corpo que serve para promover a reconstrução do cotovelo portanto não deve ser prejudicada.

Complicações da fratura de cotovelo
Rigidez. Em caso de fratura múltipla e desviada, os movimentos de flexão e extensão são limitados.
Artrose. A degeneração da cartilagem e da articulação pode causar dor no cotovelo e inflamação crônica.
Instabilidade crónica. O cotovelo não é estável e pode ocorrer uma luxação.
Pseudoartrose ou não consolidação. Os fragmentos não soldar ou juntar-se em uma posição anormal, esta complicação ocorre especialmente se a fratura não é tratada. Se depois de alguns meses a fratura não é consolidada, é possível realizar as ondas de choque que estimulam a reconstrução.
Infecção, especialmente se a fratura é exposta.
Lesões das artérias e nervos, particularmente o nervo ulnar que pode ser preso por tecido fibroso pós traumático. Os sintomas são dor no cotovelo até os dedos, formigamento, perda de força e sensibilidade do cotovelo ao dedo mindinho e o dedo anelar.

Qual é a reabilitação após uma fratura do cotovelo?
As fraturas do cotovelo devem ser tratadas o mais rápido possível para obter o movimento, a coisa mais difícil será dobrar e estender o braço completamente.
A primeira parte da fisioterapia é a aplicação da terapia magnetica para a formação de calo ósseo. Se pode efetuar em pacientes operados e até mesmo com gesso.
Logo que possível, é necessário começar os exercícios de reabilitação passiva e activa para recuperar melhor e mais rapidamente.
Para acelerar a cicatrização, é necessário trabalhar muito, seja passivamente que ativamente.
Assim que a dor permite, é necessário iniciar o reforço muscular.
O tempo de recuperação depende:

Da gravidade da fratura,
Das complicações,
Da idade do paciente,
Das outras doenças que afligem o paciente.
Em caso de fratura exposta, um jovem pode recuperar em 2/3 meses completamente, enquanto um idoso precisa de 3-4 meses.

Se a fratura é exposta com muitos fragmentos, a recuperação completa ocorre após 6 meses, mas o paciente não conseguirá dobrar e estender a articulação completamente.
O movimento completo não é necessário na vida cotidiana portanto o paciente é capaz de viver como antes e também pode levantar os pesos.

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13.218 – Geração Seguinte “paga o pato” – Fumar durante a gravidez aumenta o risco de ter netos autistas


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Se você é adepto da “varinha do câncer”, leia com atenção:

Vovós que fumaram durante sua gravidez podem ser responsáveis pelo autismo de seus netos, de acordo com um estudo desenvolvido na Universidade de Bristol, na Inglaterra. O hábito, quando mantido pelas avós maternas, aumentou o risco das crianças serem diagnosticadas como autistas em 53%. E o cenário pode ser ainda pior para as meninas: netas cujas avós fumaram enquanto grávidas têm 67% mais chance de desenvolver também comportamentos repetitivos e dificuldades de comunicação.
“Nós já sabemos que proteger o bebê dos efeitos do tabaco é uma das melhores maneiras de garantir um começo de vida saudável. O que descobrimos agora é que não fumar durante a gravidez pode também significar um bom início também dos netos”, pontuou Jean Golding, um dos autores do estudo, em entrevista ao site da Bristol University.
Estudos anteriores apontam a prática como a que oferece maior número de riscos à criança e à mãe, inclusive relacionando o fumo à ocorrência de autismo nos pequenos. A relação entre o hábito e o distúrbio, no entanto, é mais clara quando o contato é direto – de mãe para filho. A possibilidade de se herdar isso das avós, aponta para uma referência genética mais complexa.
Para explicar os resultados, os cientistas consideram dois possíveis mecanismos, como detalhou Marcus Pembrey, também co-autor do estudo. “Podem ser defeitos no DNA transmitidos aos netos ou alguma resposta ao fumo que deixa as crianças mais vulneráveis ao autismo”. Para Pembrey, essas mudanças podem não interferir na própria saúde da mãe, mas terão impacto maior quando forem transmitidas às crianças.
Sabe-se que o hábito de fumar pode provocar alterações nas mitocôndrias, organelas responsáveis pela respiração e produção de energia da célula. Curiosamente, essas são estruturas que os filhos herdam diretamente das mães – que, por sua vez, as receberam também de seu lado materno.
Os pesquisadores não conseguiram explicar, no entanto, o porquê das diferenças entre sexos, como a maior dificuldade de comunicação e os comportamentos repetitivos mais notados nas meninas. Apesar da tendência ao vício poder ter origem genética, os pesquisadores afirmam que o fato de pais fumarem durante a gestação não teve relação com os efeitos observados.
A pesquisa foi publicada no periódico Scientific Reports, e considerou dados relativos à saúde e desenvolvimento de 14.500 crianças nascidas nos anos 1990. Elas fazem parte do Children of 90s, estudo que analisou mulheres grávidas em 1991 e 1992.

13.192 – Uma Mulher Imortal – Ela morreu em 1951, mas suas células continuam se multiplicando infinitamente nos laboratórios de todo mundo


Henrietta Lacks, nascida em 1920 em Baltimore, teve câncer no colo do útero aos 31 anos de idade, e pouco antes de morrer ela foi doadora involuntária de tecido do seu corpo de onde surgiu a linhagem celular HeLa, uma referência ao nome de Henrietta. As células HeLa foram cultivadas quando a mulher ainda recebia tratamento para um câncer do colo uterino no Johns Hopkins Hospital. Seu câncer produzia metástases anormalmente rápidas (se reproduzia, fazia mitoses), mais que qualquer outro tipo de câncer conhecido pelos médicos.
Mesmo depois de morta, as células dessa mulher continuaram sendo cultivadas para estudo de sua impressionante longevidade, sendo distribuídas por vários laboratórios em todo o mundo. Pesquisadores estimam que haja aproximadamente 50 milhões de toneladas dessas células circulando no mundo. Elas permitiram o desenvolvimento de uma vacina contra a poliomielite e inúmeros tratamentos médicos, e também foram levadas nas primeiras missões espaciais para ajudar cientistas entender o que aconteceria com o tecido humano em situações de gravidade zero. Neste meio século desde a morte de Henrietta, suas células foram continuamente usadas em experimentos e pesquisas contra o câncer, AIDS, efeitos da radiação, mapeamento genético e muito mais. Milhares de trabalhos científicos foram realizados com essas células.
Uma leva de células de Henrietta pode ser reproduzida em 24 horas. Elas foram as primeiras células humanas imortalizadas cultivadas em laboratório e já são cultivadas há mais tempo fora do que dentro do corpo de Henrietta. As células HeLa são chamadas de imortais por se dividirem num número ilimitado de vezes, desde que mantidas em condições ideais de laboratório. Atribui-se isso ao fato dessas células terem uma versão ativa da enzima Telomerase, implicada no processo de morte das células e no número de vezes que uma célula pode se dividir.
Considerando que cada lote de células pode custar entre US$ 10 e US$ 10 mil, o tumor de Henrietta virou um negócio farmacêutico multi-bilionário. Nem um centavo desse lucro, no entanto, foi parar para os filhos de Henrietta. Durante quase 30 anos, eles sequer souberam que um pedaço de sua mãe estava vivo e sendo usado para pesquisas médicas.

celulas cancerosas

13.190 – Saúde – Como perder gordura abdominal


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A melhor forma de perder gordura abdominal e secar a barriga é fazer exercícios localizados, como abdominais, associados a uma dieta pobre em calorias e gorduras, sob orientação de um professor de educação física e de um nutricionista.
Além disso, também podem ser utilizados suplementos para queimar gordura, sob orientação profissional, como L-carnitina, CLA ou enzima Q10, que facilitam a perda de gordura abdominal localizada através da destruição dos depósitos de gordura, ao mesmo tempo que aumentam os níveis de energia e de força muscular.
Perder gordura abdominal é importante porque além de melhorar a imagem corporal o acumulo de gordura entre as vísceras aumenta o risco de doenças cardíacas.
Dieta para perder gordura abdominal
A dieta para perder gordura abdominal tem de ser pobre em calorias e por isso, as frutas cítricas, como a laranja ou o kiwi, devem fazer parte da alimentação, uma vez que são hipocalóricas e ricas em água.
Na dieta para perder gordura abdominal, os alimentos fonte de hidratos de carbono, como o arroz, a massa ou o pão, não devem ser excluídos, mas consumidos em pequena quantidade e na versão integral.
Além disso, na dieta para perder gordura abdominal deve-se evitar alimentos como:
Frituras e bolos;
Queijos amarelos;
Sorvetes e balas;
Molhos;
Bebidas alcoólicas e refrigerantes.
Para complementar a dieta e ganhar massa magra deve-se ingerir alimentos ricos em proteína, como ovo, atum ou frango, mas um nutricionista poderá indicar uma dieta adequada às necessidades diárias do indivíduo, respeitando os seus gostos.

 

Fonte: Bio Ritmo

13.187 – Saúde – Cerca de 35% das mulheres com atraso menstrual têm aborto espontâneo e acham que só menstruaram


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Normalmente a gravidez possui 38 semanas e corresponde ao período da fecundação até o nascimento do bebê.
O que todas as mães desejam é que a sua gestão seja tranquila e seu bebê nasça com saúde. Mas infelizmente, nem tudo sai como o planejado. Durante este período, muitas mulheres sofrem aborto espontâneo ou interrupção da gravidez (IIG). Este problema ocorre quando a gravidez não completa o tempo certo devido a complicações. O que também pode acontecer é o aborto esporádico, quando a mulher sofre o aborto, porém continua com as gestações normais. Outro caso típico é o aborto habitual, em que a mulher sofre três ou mais abortos seguidos.
Os especialistas consideram o aborto a interrupção da gravidez até a 20ª semana. O feto também deve ter menos que 500 gramas para se caracterizar como aborto espontâneo. Entre a 22ª até a 36ª semana, os médicos consideram como parto prematuro, que pode ser espontâneo ou iatrogênico – necessitando que o médico interrompa a gravidez por algum motivo.
O aborto espontâneo é muito comum nos seres humanos. Quando a mulher percebe a gravidez, a taxa de abortamento marca 15%. Quando considerado o período antes da confirmação da gravidez, essa taxa aumenta para 30% a 40%. Isso é comum depois do atraso menstrual, em que a mulher perde muito sangue acreditando ser a menstruação, quando na verdade estava eliminando o embrião recém-formado. São diversas as causas para este fenômeno, mas em 60% dos casos é possível saber a causa de acordo com o momento em que ocorreu o aborto. Muitos especialistas acreditam que o problema ocorre pelo sistema imunológico rejeitar o novo embrião no corpo da mulher.
Além disso, o aborto espontâneo é um sinal de malformação do feto ou de uma gravidez inadequada. Quanto mais cedo esta fatalidade ocorre, maior a chance de o feto não estar bem formado. O motivo pode ser explicado de acordo com a semana que o aborto ocorreu. Um aborto espontâneo, também chamado de precoce, acontece até a 12ª semana. Nestes casos, a principal causa é genética, infecciosa ou imunológica.
Já nos abortos tardios, (da 12ª à 20ª semana) o problema é com a dificuldade de expansão, de crescimento do útero, malformações uterinas e a incompetência cervica l– dificuldade de manter o colo do útero fechado para ter uma gravidez normal. No aborto precoce, o casal passa por uma avaliação genética para ver se há casos de problemas na família, além de realizar um mapa dos cromossomos do casal –cariótipo. Se o problema for genético, pode estar ocorrendo a translocação não balanceada. Este problema ocorre em 3% a 4% dos casais. Como é impossível mudar a genética, o casal pode tentar a fertilização assistida com a doação de oócitos ou de espermatozoides.
As grávidas devem ficar atentas com as infecções, como a toxoplasmose – doença transmitida pelo gato. A melhor forma para prevenir é não ter contato com as fezes ou urina do animal. É importante que, antes de engravidar,sejam feitos exames de sorologias para infecções como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus e de outros possíveis empecilhos.
A alimentação não deve ficar de fora. Não é indicado comer carnes malcozidas, verduras sem lavar e sanduíches feitos em lugares sem higiene. A alimentação reflete na gestação, já que alivia a ansiedade. A mulher não é a única causa do abortamento. Os homens têm um papel fundamental na gravidez, tanto genético, quanto auxiliando em todas as fases.

Fonte: [ Diário de Biologia ]

13.181 – Medicina – O Tumor Neuroendócrino


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Os tumores neuroendócrinos ( NET s) são neoplasmas que surgem de células dos sistemas endócrino ( hormonal ) e nervoso . Muitos são benignos , enquanto alguns são malignos . Eles ocorrem mais comumente no intestino, onde eles são muitas vezes chamados de tumores carcinoides , mas eles também são encontrados no pâncreas, pulmão e do resto do corpo.
Embora existam muitos tipos de NETs, eles são tratados como um grupo de tecido, porque as células dessas neoplasias compartilham características comuns, como a aparência semelhante , tendo grânulos secretoras especiais e muitas vezes produzindo aminas biogênicas e hormonas polipeptídicas.
Acredita-se que as NETs provenham de várias células neuroendócrinas cuja função normal é servir na interface neuroendócrina. Células neuroendócrinas estão presentes não só nas glândulas endócrinas em todo o corpo que produzem hormônios, mas são encontrados em todos os tecidos do corpo.
Tumores neuroendócrinos do intestino delgado foram distinguidos pela primeira vez de outros tumores em 1907.
Eles foram chamados tumores carcinóides porque seu crescimento lento foi considerado como “cancer-like” em vez de verdadeiramente cancerígeno.
No entanto, em 1938, foi reconhecido que alguns destes tumores do intestino delgado poderia ser maligno. Apesar das diferenças entre essas duas categorias originais e outras complexidades devido à inclusão subseqüente de outras NETs de pâncreas e de origem pulmonar, todas as NETs são algumas vezes (incorretamente) subsumidas no termo “carcinoid”.
Células enterocromafinas , que dão origem a tumores carcinóides, foram identificadas em 1897 por Nikolai Kulchitsky e sua secreção de serotonina foi estabelecida em 1953 quando o efeito “flushing” da serotonina tinha se tornado clinicamente reconhecido. Carcinoid doença cardíaca foi identificada em 1952, e carcinoid fibrose em 1961.
Embora as estimativas variem, a incidência anual de tumores neuroendócrinos clinicamente significativos é de aproximadamente 2,5-5 por 100.000 dois terços são tumores carcinóides e um terço são outros NETs.
A prevalência foi estimada em 35 por 100.000 e pode ser consideravelmente maior se os tumores clinicamente silenciosos forem incluídos. Um estudo de autópsia do pâncreas em pessoas que morreram de causas não relacionadas descobriu uma incidência notavelmente alta de NETs assintomáticos minúsculos. Estudo microscópico de rotina de três seções aleatórias do pâncreas encontrou NETs em 1,6%, e várias seções identificaram NETs em 10%.
À medida que a imagem diagnóstica aumenta a sensibilidade, como a ultra- sonografia endoscópica , podem-se descobrir coincidentemente pequenas NET clinicamente insignificantes; Não estando relacionados com sintomas, tais neoplasmas podem não requerer excisão cirúrgica.
locais:
Glândula pituitária : tumor neuroendócrino da hipófise anterior
Glândula tireóide : Tumores de tireóide neuroendócrino, particularmente carcinoma medular
Tumores da paratireóide
Timo e tumores carcinóides mediastinais
Tumores neuroendócrinos pulmonares
Brônquios
Tumores carcinoides pulmonares: carcinoide típico (TC; baixo grau); Carcinoide atípico (AC, intermediário)
Câncer de pulmão de pequenas células (SCLC)
Carcinoma neuroendócrino de células grandes do pulmão (LCNEC)
Os carcinomas extrapulmonares de pequenas células (ESCC ou EPSCC)
Tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos (GEP-NET)
O intestino grosso GEP-NET (tumores de foregut pode conceitualmente abrange não somente NETs do estômago e duodenum proximal, mas também o pâncreas, e mesmo o thymus, o pulmão eo bronchus)
Tumores endócrinos pancreáticos (se considerados separadamente do intestino anterior GEP-NET)
O intestino médio GEP-NET (da metade distal da 2ª parte do duodeno para os dois terços proximais do cólon transverso)
Apêndice, incluindo NET bem diferenciadas (benignas); Bem diferenciadas NET (incerteza potencial maligno); Carcinoma neuroendócrino bem diferenciado (com baixo potencial maligno); Carcinoma exocrino-neuroendócrino misto (carcinoma de células caliciformes, também chamado de adenocarcinoide adenocarcinoide e muco)
Hindgut GEP-NET
Fígado e vesícula biliar
Os tumores adrenais, particularmente tumores adrenomedulares
Feocromocitoma
Tumores do sistema nervoso periférico , tais como:
Schwannoma
Paraganglioma
Neuroblastoma
Peito
Tracto geniturinário
Tumor carcinóide do tracto urinário e carcinoma neuroendócrino
ovário
Tumor neuroendócrino do colo do útero
Testículos
Carcinoma de pele de Merkel (cancro trabecular)
Várias condições herdadas:
Neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (MEN1)
Neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2)
Doença de von Hippel-Lindau (BVS)
Neurofibromatose tipo 1
Esclerose tuberosa
Complexo de Carney

Os sintomas dos hormônios secretados podem levar à medição das hormonas correspondentes no sangue ou seus produtos urinários associados, para o diagnóstico inicial ou para avaliar a mudança de intervalo no tumor.
Tomografia computadorizada , ressonância magnética , ultra- sonografia e endoscopia (incluindo ultra-sonografia endoscópica) são ferramentas diagnósticas comuns. As tomografias utilizando meio de contraste podem detectar 95 por cento de tumores com mais de 3 cm de tamanho, mas geralmente não tumores abaixo de 1 cm.
Avanços na medicina nuclear imagiologia, também conhecida como imagem molecular, melhorou paradigmas de diagnóstico e tratamento em pacientes com tumores neuroendócrinos. Isto é devido à sua capacidade de não apenas identificar sítios de doença, mas também caracterizá-los. Os tumores de neuronectrina expressam receptores de somatostatina, fornecendo um alvo único para imagiologia.
Várias questões ajudam a definir o tratamento adequado de um tumor neuroendócrino, incluindo sua localização, invasividade, secreção hormonal e metástase. Os tratamentos podem ser destinados a curar a doença ou a aliviar os sintomas ( paliação ). A observação pode ser viável para tumores neuroendócrinos de baixo grau não funcionantes. Se o tumor está localmente avançado ou tem metástase, mas ainda assim está crescendo lentamente, o tratamento que alivia os sintomas pode muitas vezes ser preferível ao imediato cirurgias desafiadoras.
Nos tumores carcinóides malignos com síndrome carcinoide, a sobrevivência média melhorou de dois anos para mais de oito anos.
Mesmo que o tumor tenha avançado e metastatizado, tornando a cirurgia curativa inviável, cirurgia muitas vezes tem um papel nos cancros neuroendócrinos para paliação dos sintomas e, possivelmente, aumento da vida útil.
Em tumores secretores, os análogos de somatostatina administrados por via subcutânea ou intramuscular aliviam os sintomas bloqueando a libertação de hormona. Uma revisão de consenso relatou o uso de análogos de somatostatina para GEP-NETs.
Estes medicamentos também podem estabilizar anatômicamente ou encolher tumores, como sugerido pelo estudo PROMID (placebo-controlado prospectivo randomizado estudo sobre a eficácia antiproliferativa Octreotide LAR em pacientes com tumores MIDgut neuroendócrino metastático): pelo menos neste subconjunto de NET, a estabilização tumoral média Foi de 14,3 meses em comparação com 6 meses para o placebo.
O lanreótido é a primeira e única terapêutica antitumoral aprovada pela FDA que demonstra um benefício de sobrevivência livre de progressão estatisticamente significativo numa população combinada de doentes com GEP-NETS.
As metástases ao fígado podem ser tratadas por vários tipos de tratamentos da artéria hepática com base na observação de que as células tumorais obtêm quase todos os seus nutrientes da artéria hepática, enquanto as células normais do fígado obtêm cerca de 70-80 por cento dos seus nutrientes e 50% Seu suprimento de oxigênio a partir da veia porta, e assim podem sobreviver com a artéria hepática efetivamente bloqueada.
A ablação por radiofreqüência (RFA) é usada quando um paciente tem relativamente poucas metástases. No RFA, uma agulha é inserida no centro da lesão e a corrente é aplicada para gerar calor; As células tumorais são mortas por cozimento.
A crioablação é semelhante à RFA; Uma substância endotérmica é injetada nos tumores para matar por congelamento. A crioablação tem sido menos bem sucedida para o GEP-NET do que para o RFA.

13.179 -Veneno de peixe do Pacífico pode ajudar a criar analgésico


Pequenos peixes da espécie Meiacanthus grammistes, que habita os recifes de corais do oceano Pacífico, possuem um veneno incomum que poderia ser usado como matéria-prima para um novo tipo de analgésico, afirmaram cientistas britânicos e australianos.
O veneno desses peixes, que têm de quatro a sete centímetros de comprimento, paralisa os predadores, sem causar dor, segundo um estudo publicado na revista “Current Biology”.
Uma análise mostrou que o veneno tinha três componentes: um neuropeptídeo encontrado no veneno de caracóis, uma enzima similar à do veneno de escorpião, e um composto opiáceo.
Os cientistas estimam que o neuropeptídeo e o componente opiáceo poderiam provocar uma queda repentina na pressão arterial. “O veneno faz com que o peixe mordido se mova mais lentamente e fique desorientado, ao agir sobre seus receptores opioides”.
Experimentos com ratos de laboratório revelaram que os roedores não mostraram nenhum sinal de dor quando foram injetados com o veneno do peixe. Fry disse que o veneno é “quimicamente único”, e que esta espécie é “a mais interessante”.
Seu comportamento também é intrigante, disse, devido à maneira como eles parecem não ter medo de predadores e lutam por territórios com peixes do mesmo tamanho.
O pesquisador afirma que as descobertas reforçam a necessidade de proteger a Grande Barreira de Corais australiana e outros ecossistemas frágeis.

13.178 – Cardiologia – Colesterol alto pode ser hereditário


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Pelos menos 360 mil brasileiros desconhecem que sofrem de uma doença genética responsável por elevar os níveis de colesterol no sangue, aumentando em até 30 vezes o risco de terem problemas cardíacos, mesmo na juventude.

O alerta é do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, que dispõe de um programa que rastreia o código genético de pacientes com suspeita de terem a doença, a hipercolesterolemia familiar. As informações são da Agência Brasil.
Há apenas dois meses, a técnica em enfermagem Natércia Barbosa, 35 anos, foi diagnosticada com hipercolesterolemia familiar. “O meu nível de colesterol oscilava. Já minha mãe fazia tratamento há mais de oito anos e, mesmo usando remédio, era difícil controlar. Fizeram a análise do DNA dela e viram que se tratava de uma doença provocada pela mutação de um gene”.
Após a descoberta do diagnóstico da mãe, Natércia, as irmãs e as tias foram convocadas pelo Programa de Rastreamento Genético de Hipercolesterolemia Familiar do Incor, o Hipercol Brasil. As análises mostraram que duas mulheres da família também têm a doença.

Medidas de prevenção
Um aliado importante na luta contra o colesterol alto é a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e atividade física. “Para quem não tem a hipercolesterolemia familiar, esses hábitos, muitas vezes, são suficientes para prevenir e tratar o colesterol alto”, disse o cardiologista do InCor, Raul Dias Santos. O fumo e a ingestão de alimentos com gordura saturada, por exemplo, contribuem para aumentar os riscos.

Os benefícios da vitamina A
A vitamina A, também chamada de retinol, é extremamente importante e indispensável para a manutenção de uma boa visão e do sistema imunológico. Além disso, tem funções antioxidantes e pode ser usada no tratamento de alguns problemas de pele.

Sendo encontrada em vários tipos de alimentos, como os de origem animal (leite, ovos, fígado, sardinha, manteiga, queijos gordurosos), folhas (agrião, couve, espinafre, brócolis), frutas (laranja, mamão, manga, pêssego) e vegetais (pimentão amarelo, cenoura, abóbora), a vitamina pode ser obtida por meio de diversas fontes naturais, dispensando o uso de comprimidos.
Ao longo de toda a vida, a vitamina A deve ser ingerida, mas, em algumas fases, seu consumo deve ser reforçado, como durante a gravidez. Além disso, bebês e crianças em fase de crescimento também precisam dar uma atenção especial aos alimentos que possuem essa vitamina.

 

 

13.176 – Má Notícia: Fosfoetanolamina, a ‘pílula do câncer’, não é eficaz


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O Icesp decidiu cancelar os testes com a fosfoetanolamina sintética após 58, dos 59 pacientes tratados com a substância não apresentarem benefícios significativos.
A fosfoetanolamina sintética, que ficou conhecida como pílula do câncer, não é eficaz para o tratamento de tumores. É o que revelam os resultados da segunda fase do estudo clínico realizado pelo Instituto do Câncer de São Paulo, o Icesp, divulgados nesta sexta-feira. Devido à ausência de “benefícios clínicos significativos”, o instituto decidiu suspender os testes com a substância.

Estudo
Os testes em humanos tiveram início em julho do ano passado, após forte pressão popular. A primeira etapa da pesquisa clínica avaliou a toxicidade da fosfoetanolamina. Os resultados mostraram que o produto não apresentava risco de efeitos adversos graves.
Nesta segunda etapa, o objetivo era comprovar a eficácia da substância. O plano era incluir 20 participantes em cada um dos dez grupos de tumores – cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado -, totalizando 210 pessoas em acompanhamento. Estatisticamente, a substância teria efeito se pelo menos três pacientes de cada subgrupo apresentassem uma redução de 30% do tumor. Não foi o que ocorreu.

Resultados aquém do esperado
Até o momento, 72 pacientes, de dez diferentes grupos de tumores, foram tratados com a fosfoetanolamina. Destes, 59 foram reavaliados e 58 não apresentaram resposta objetiva, de acordo com os médicos. Apenas um indivíduo, com melanoma, apresentou resposta ao tratamento.
O grupo de câncer colorretal foi o primeiro a completar a inclusão de todos os pacientes previstos nesta fase, e foi encerrado, pois nenhum paciente apresentou resposta objetiva ao tratamento. Nos últimos oito meses os pacientes passaram por avaliações periódicas, com retornos entre 15 e 30 dias, para a realização de consultas médicas e exames, dentre eles a avaliação da doença por tomografia, o que permite acompanhar de perto a evolução do câncer em relação ao uso da “pílula do câncer”.

Pesquisa suspensa
Como os resultados de reavaliação estão sendo muito inferiores ao desejável, em todos os grupos, a inclusão de novos pacientes está suspensa. O protocolo será reavaliado antes de qualquer continuidade, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
Os pacientes envolvidos no projeto vão continuar em tratamento no Icesp normalmente, com acompanhamento da equipe de oncologia.

Histórico
O composto foi desenvolvido pelo químico Gilberto Chierice, no laboratório do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos. Ele passou a distribuir as cápsulas da substância para pessoas que o procuravam no local. Desde o fim de 2015, enormes filas de familiares e pacientes, entre crianças e idosos debilitados pela doença, eram formadas em frente ao Instituto em busca do ‘remédio milagroso’. O drama ganhou destaque quando uma liminar do Supremo Tribunal Federal autorizou a entrega das pílulas a um doente do Rio de Janeiro. A decisão provocou uma avalanche da ações judiciais, que ultrapassaram 20.000.
O clamor popular acabou pautando deputados, senadores e a presidente, que enfrentava um momento de baixíssima popularidade. A produção e comercialização da fosfoetanolamina sintética como droga anticâncer chegou a ser autorizada no Brasil, em abril de 2016, por um projeto de lei aprovado no Congresso e sancionado pela então presidente Dilma Rousseff. Mas a lei foi suspensa no mês seguinte por uma decisão do STF. A falta de comprovação científica sobre sua real eficácia sempre foi questionada por oncologistas, entidades médicas e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que criticava abertamente sua aprovação. O estudo, realizado pelo Icesp, tinha o objetivo de verificar o efeito da substância.

13.169 – Reprodução Humana – Mulheres na menopausa passam por tratamento pouco tradicional e conseguem engravidar


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Duas mulheres que acreditavam ser inférteis por conta da menopausa engravidaram com seus próprios óvulos depois de usar uma técnica que parece rejuvenescer ovários. O tratamento ainda é experimental e seus pesquisadores não sabem explicar, exatamente, o mecanismo de seu funcionamento.
Os pesquisadores são da Genesis Athens Clinic (Grécia), e filtram o sangue da paciente, isolando o plasma rico em plaquetas, e o injeta diretamente nos ovários e útero. O plasma tem grande concentração de fragmentos de células que trabalham na coagulação do sangue, e já é utilizado no tratamento de machucados esportivos, apesar de sua efetividade ser questionado por algumas linhas de pesquisadores.
A clínica já forneceu este tratamento para mais de 180 mulheres de diferentes países, a maioria por ter um problema na camada interna do útero, enquanto outras procuram a clínica para tentar controlar alguns sintomas incômodos da menopausa, como ondas de calor, suor noturno e afinamento do cabelo. Neste último grupo estão 27 pacientes com idades entre 34 e 51 anos. É bom lembrar que a menopausa acontece a partir dos 50 anos, e que antes dos 40 é considerada menopausa precoce.
“Temos mulheres que vêm até da Mongólia”, diz o pesquisador Kostantinos Sfakianoudis. Aquelas que querem engravidar, retornam aos seus países para prosseguir com inseminação artificial tradicional. O pesquisador diz não saber quantas prosseguiram com o tratamento para engravidar, mas que conhece o caso de duas mulheres que conseguiram ficar grávidas.
Uma delas, identificada apenas como WS, é uma alemã de 40 anos que tentou ter um segundo filho por mais de seis anos, sem sucesso. Atualmente ela está no sexto mês de gestação, esperando uma menina. A outra paciente tem 39 anos e mora nos Países Baixos. Ela não conseguia menstruar há quatro anos e mostrava sinais de menopausa precoce. Ela passou pelo tratamento em dezembro de 2016 e voltou a menstruar. Logo em seguida passou por inseminação artificial e gerou um feto, mas teve um aborto espontâneo neste mês de março.
“Mesmo com o aborto, isso foi extremamente encorajador”, diz Sfakianoudis. Ele espera que a mulher tente novamente. Mulheres entre 35 e 39 anos têm 20% de ter abortos no primeiro trimestre da gestação.
Já WS conta que tinha perdido as esperanças de engravidar. Ela já havia feito seis inseminações na Alemanha, mas nenhuma deu certo. “Depois da sexta tentativa, o médico disse que deveríamos parar por ali e considerar uma doação de óvulo”, lembra ela. Ao invés de fazer isso, ela procurou a clínica grega e voltou à Alemanha para passar por mais uma tentativa de inseminação, que deu certo. “Tudo vai bem”, comemora ela.
O que faz este tratamento ser visto com desconfiança pelos médicos tradicionais é que ainda é preciso realizar mais testes para entender se o tratamento realmente funciona, e como funciona. A equipe de pesquisadores gregos também não tem certeza de como ele funciona.
Uma teoria é que o plasma “acorda” as células-tronco do ovário, fazendo com que eles voltem a produzir óvulos. Mas cientistas ainda estão debatendo se células-tronco que funcionem desta maneira sequer existam. Também é possível que o tratamento contenha células-tronco, sugere John Randolph, pesquisador da Universidade de Michigan (EUA). “Precisamos descobrir como isso funciona e se é seguro”, defende ele.
Outra possibilidade é que apenas o ato de furar o ovário com uma agulha já traga efeitos positivos, diz Claus Andersen, da Copenhagen Universty Hospital (Dinamarca). Causar danos controlados ao ovário pode alterar a formação dos vasos sanguíneos, o que pode fazer com que folículos isolados recebam uma melhor oferta de sangue pela primeira vez, fazendo com que liberem óvulos.
Sfakianoudis está planejando um estudo que envolve injeções de plasma no ovário e injeções placebo, para comparar o resultado. O pesquisador quer realizar estudos na Grécia e nos EUA. “A maioria das pessoas no campo vai aguardar por mais informações antes de oferecer este tratamento para suas pacientes”, argumenta Randolph. [New Scientist]

13.168 – Medicina – Folha de Espinafre é Transformada em Tecido Cardíaco


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Pesquisadores do Worcester Polytechnic Institute (WPI), em Massachusetts (EUA), descobriram uma maneira de usar estruturas de folhas de espinafre para regenerar tecidos cardíacos humanos. Este estudo tem potencial de reparar órgãos danificados por ataques cardíacos, por exemplo.
O trabalho foi publicado neste mês de março na revista Biomaterials, e descreve uma nova forma de criar sistemas vasculares, uma das grandes dificuldades da engenharia de tecidos. Cientistas já criaram grandes tecidos humanos em laboratório com impressoras em 3D, mas o grande desafio é desenvolver pequenos e delicados vasos sanguíneos, muito importantes para a saúde do tecido.
“O maior fator limitante para a engenharia de tecido é a falta de conexões vasculares. Sem esta rede, você tem a morte do tecido”, aponta o mestrando da WPI, Joshua Gershlack, em um vídeo publicado pela instituição.
Uma das características da folha de espinafre é a rede de pequenas veias que levam água e nutrientes para as células. Com esta rede vegetal, foi possível replicar a forma com que o sangue se move nas veias humanas. Para tornar isto possível, foi necessário mergulhar as folhas de espinafre em um tipo de detergente especial para remover todas as células vegetais das folhas, mantendo apenas as estruturas de celulose.
A equipe por trás desta pesquisa mergulha então a estrutura da planta em células humanas para que o tecido humano possa crescer no apoio da folha e espinafre. Quando elas transformam a folha em um tipo de mini coração, o grupo envia fluídos e corante por estas pequenas veias para mostrar que as células sanguíneas poderiam fluir por este sistema.
O objetivo final dos pesquisadores é conseguir substituir tecidos danificados em pacientes que sofreram ataque cardíaco ou que têm problemas cardíacos que impedem a contração do coração. Como veias cardíacas, as pequenas veias vegetais das folhas modificadas poderiam enviar oxigênio para o tecido substituto, o que é crucial para gerar o novo tecido.
A técnica não funciona exclusivamente em folhas de espinafre, e pode ser aplicada em diferentes tipos de vegetais para reparar tecidos humanos. Madeira, por exemplo, poderia ser usada para substituir ossos humanos.
“Temos muito trabalho a ser feito, mas por enquanto isso é muito promissor. Adaptar plantas abundantes que fazendeiros têm cultivado há milhares de anos para usar na engenharia de tecidos poderia solucionar vários problemas que limitam o campo”, explica Glenn Gaudette, um dos pesquisadores. [National Geographic, Science Alert]

13.138 – Medicina – TUMORES DO MEDIASTINO


mediastino

O mediastino é um espaço existente entre os dois pulmões, no centro do tórax, composto por várias estruturas anatômicas como a traqueia, o coração, o esôfago, o timo e parte dos sistemas nervoso e linfático.

É dividido em três partes principais: mediastino anterior, mediastino médio e mediastino posterior. O crescimento celular anormal originado em uma dessas três regiões é considerado um tumor do mediastino, que pode ser benigno ou maligno.

Dentre os tumores malignos, os mais frequentes são os linfomas e timomas (originados no timo). Outros tumores malignos, podem ser secundários (metastáticos), provenientes de outros órgãos como mama, pulmão, tireóide, rim.

Sinais e sintomas
Geralmente, os sinais e sintomas dos tumores do mediastino são inespecíficos e variam de acordo com a origem e localização da doença. Na maioria das vezes, ocorrem em fases mais avançadas.

Os principais sintomas incluem:
– Dispnéia (dificuldade para respirar)
– Disfagia (dificuldade para engolir)
– Fadiga
– Perda de peso
– Tosse
– Hemoptise
– Rouquidão
– Infecção pulmonar de repetição
– Dor torácica

Causas (fatores predisponentes)
Os fatores de risco são múltiplos e inespecíficos, podendo variar com os diferentes tipos de tumores que ocorrem na região do mediastino.

Prevenção
Hábitos de vida saudáveis, como interrupção do tabagismo, atividade física regular, dieta balanceada são medidas importantes para prevenção dos tumores do mediastino bem como outros tipos de câncer. Não existem recomendações especificas para esses tumores ou exames preventivos de rotina.

Diagnóstico
Em geral, o diagnóstico inicial é feito através de exames de imagem ou endoscópicos (Radiografia do Tórax, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, PET scan, Endoscopia Respiratória ou Digestiva) e confirmado com biópsia do tumor pela mediastinoscopia.

Tratamento
O tratamento varia de acordo com o tipo do tumor, localização, estadiamento, idade e condições de saúde do paciente. Pode ser cirúrgico, com quimioterapia sistêmica ou radioterapia. Os linfomas são tratados com quimioterapia associada ou não a radioterapia. Para os timomas, o tratamento é cirúrgico e alguns casos complementado com quimioterapia ou radioterapia. No caso dos tumores neurogênicos, localizados no mediastino posterior, o tratamento principal é a cirurgia.