13.981- Mega Techs – Xiaomi Mi Fold chega com Tudo


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O design único do Mi Fold, com duas abas dobráveis nas laterais fixas à tela central, tem duas grandes vantagens. Seu conceito se aproxima ao do Huawei Mate X, uma vez que a parte flexível se dobra para fora, não para dentro — com a diferença de que usa duas articulações para se revelar por completo. Esse detalhe permite, por exemplo, que, quando totalmente expandido, o aparelho da Xiaomi se aproxime mais à proporção 16:9, tradicionalmente usada em tablets. Isso o coloca em destaque para assistir a programas de TV e filmes.
E os benefícios desse recurso não param por aí. O Mi Fold não tem um dos principais problemas do Galaxy Fold: sua pequena tela exterior de 4,6 polegadas, que é muito pequena para o que o mercado oferece atualmente. O pior é que as dimensões externas reais do Galaxy Fold criam a impressão de que há muito espaço desperdiçado. Isso pode tornar o dobrável sul-coreano pouco adequado para tarefas do dia a dia (como procurar rotas, navegar na web ou tirar fotos) a menos que se abra totalmente o dispositivo — algo que talvez não se queira fazer no meio da rua.

Por outro lado, o Mi Fold enfrenta um problema totalmente oposto: embora sua tela principal ofereça bastante espaço para o uso comum do telefone, ela também é muito ampla mesmo quando as dobradiças estão fechadas, o que pode gerar incômodo no manuseio. Além disso, o Mi Fold parece ser tão ou mais espesso que o Galaxy Fold — o aparelho da Samsung deve ter algo entre 15 e 17mm.
Enquanto as especificações de design, são, por enquanto, meras expectativas, uma grande vantagem já é flagrante para o Mi Fold: ele pode ser o telefone dobrável mais barato do mercado. Atualmente, a Xiaomi trabalha com uma política que determina que as margens de lucro da divisão de hardware nunca sejam superiores a 5%, uma estratégia que permite a ela vender dispositivos como o Xiaomi Mi 9 por menos de US$ 450.
Mesmo assim, ainda se trata de um custo em torno de US$ 1 mil para o Mi Fold. Em comparação com os preços de US$ 2 mil e US$ 2,6 mil do Galaxy Fold e do Mate X, a ideia de comprar um telefone dobrável parece um pouco mais aceitável.

13.980 – Oceanografia – As Fossas Marianas


É o local mais profundo dos oceanos, atingindo uma profundidade de 11 034 metros.
Localiza-se no oceano Pacífico, a leste das ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo “Trieste”, da marinha Americana tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11 000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativos da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10 916 metros de profundidade, levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão. Por esse motivo, não existem registos visuais do evento.
Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.
Em 1985 o oceanógrafo Robert Ballard, que tornou-se famoso pela descoberta do Titanic, utilizou um ROV (Remotely operated underwater vehicle) e seu minisubmarino Alvin para fazer mais uma descoberta histórica em conjunto com o pesquisador Dedley Foster, comprovando que, ao contrário do que se supunha, abaixo da camada batipelágico situada entre 1000 e 4000 metros, volta a existir vida. Antes da descoberta, as pesquisas eram realizadas de maneira empírica, com redes de alta profundidade. Até então era tido como certo que abaixo do batipelágico não existia mais nada no oceano. Pelas imagens de Ballard e Foster, comprovou-se que graças aos componentes químicos e ao calor exalado pelos vulcões por delicadas “chaminés” encontrados nas Fossas Marianas (a mais de 10 000 metros de profundidade) há vida exuberante nas profundezas. Pela análise das amostras coletadas pelo robô submarino comprovou-se a existência de vida marinha milhões de anos antes da vida na superfície terrestre. Na fossa das Marianas há um incalculável número de espécimes vivos altamente desenvolvidos e adaptados à colossal pressão encontrada nessas profundidades. As filmagens do ROV de Ballard e Foster mudaram para sempre parte da história da evolução da vida no planeta e abriram um campo imenso para novas pesquisas.
Em 25 de março de 2012, o cineasta James Cameron desceu sozinho até ao fundo da fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge[4]. Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida aos 10 998 metros de profundidade. A fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio, menos conhecido pela ciência do que a superfície do planeta Marte.
A placa do Pacífico é sub duzida sob a Placa Mariana, criando a Fossa das Marianas e (mais adiante) o arco das ilhas Mariana, à medida que a água está presa na placa é lançada e explode para cima para formar vulcões da ilha. A Fossa das Marianas faz parte do sistema Izu-Bonin-Mariana subdução que forma o limite de fronteira convergente entre duas chapas tectônicas. Neste sistema, a borda ocidental de um prato, a Placa do Pacífico, é subduzida (isto é, impulso) abaixo da menor Mariana Plate que fica a oeste. O material crustal na borda ocidental da placa do Pacífico é uma das crosta oceânica mais antiga da Terra (até 170 milhões de anos) e, portanto, é mais frio e mais denso; Daí a sua grande diferença de altura em relação à Placa Mariana de alto escalão (e mais jovem). A área mais profunda do limite da placa é a Fossa Mariana propriamente dita.
O movimento das placas do Pacífico e Mariana também é indiretamente responsável pela formação das Ilhas Marianas. Estas ilhas vulcânicas são causadas pelo fluxo fundido do manto superior devido à libertação de água que está presa em minerais da porção subduzida da Placa do Pacífico.

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13.979 – Borracha rupestre Extraída no Parque Nacional da Serra da Capivara


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A maniçoba, árvore típica da caatinga, produz um látex de grande qualidade. Além de pneus, até meados do século XX sua borracha natural era usada para produzir luvas cirúrgicas por conta de seu potencial de evitar rejeição durante operações. Entre 1900 e 1940, famílias de diversas localidades do Nordeste brasileiro foram ganhar a vida na extração de maniçoba, em uma região do Piauí onde hoje está o Parque Nacional da Serra da Capivara, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco e maior sítio arqueológico da América Latina. Imerso em uma crise financeira que se estende há anos, o parque inaugurou recentemente a Trilha Caminho dos Maniçobeiros, com o objetivo de preservar a memória desses trabalhadores em diálogo com os vestígios pré-históricos. O circuito turístico inclui visita aos locais em que essas famílias costumavam habitar: abrigos formados por paredes de taipa (pedra, paus e barro amassado) e tocas de rocha adaptadas para moradia. Muitos deles ainda preservam inscrições rupestres, algumas feitas há 50 mil anos. O Caminho dos Maniçobeiros tem aproximadamente 20 quilômetros de extensão. Começa na Guarita da Serra Branca e o trajeto pode ser feito de carro ou ônibus até o Sítio Igrejinha, tendo o visitante que seguir a pé pela estrada e pelas trilhas abertas na mata de caatinga. Há locais sinalizados com árvores de maniçoba e muitas tocas onde vestígios rupestres e dos maniçobeiros se misturam. O modo de vida e trabalho dos maniçobeiros começou a ser investigado, na década de 1970, por pesquisadores da Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), que administra o Parque da Serra da Capivara. A arquiteta Elizabete Buco, pesquisadora da Fundham, ressalta a importância da preservação dessa memória: “Resolvemos tirar do papel e mostrar o que o parque ainda guarda sobre esses homens que faziam das tocas suas moradias, convivendo com vestígios arqueológicos, reocupando a área e construindo um novo espaço, com novos simbolismos e manifestações culturais”. Naquele período, a extração do látex de maniçoba no Nordeste só perdia em quantidade para os seringais da Amazônia. Ainda assim, “a demanda era tão grande que o governo brasileiro incentivava a extração e o cultivo de toda árvore que produzisse borracha”, observa Ana Stela de Negreiros Oliveira, pesquisadora do Iphan no Piauí. Os maniçobeiros extraíam látex de forma diferente: enquanto na seringueira as incisões eram feitas no tronco da planta, na maniçoba o látex era retirado da raiz, com auxílio de um instrumento pontiagudo criado por eles, a léga. Mas as relações de trabalho de seringueiros e maniçobeiros se assemelhavam: eram ambos explorados ao contrair dívidas com seus patrões, que monopolizavam o acesso a produtos alimentícios. Isto explica por que as famílias utilizavam os abrigos pré-históricos como moradias.

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13.978 – História da Fórmula 1 – Copersucar quase leva os Fittipaldi à Falência


Escuderia de Fórmula 1 brasileira fundada em 1975 pelos irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi Jr. (não confundir com Wilson Fittipaldi, o “Barão”, que chegou a cortar a ajuda financeira aos filhos para tentar desencorajá-los da ideia). Competiu num total de 104 grandes prêmios. Sua estreia ocorreu no GP da Argentina de 1975, com Wilson Fittipaldi Jr. Após trinta anos de sua apresentação oficial em Brasília, em 16 de outubro de 1974, o modelo FD01, o Copersucar pilotado por Wilson Fittipaldi Jr. – primeiro carro brasileiro a disputar uma prova de Fórmula 1 – voltou em 10 de novembro de 2004 à pista do Autódromo de Interlagos, totalmente restaurado.
No começo Wilson Fittipaldi Jr. queria fundar a primeira equipe sul-americana na Fórmula 1 e conseguiu após aproximadamente um ano de trabalho, tendo seu bólido projetado pelo brasileiro Ricardo Divila, o FD01. Em 1980 visando internacionalizar a equipe e após o fracasso do modelo F6/F6A, os Fittipaldi compram a Wolf, equipe que disputava o Campeonato de F1 e pertencia ao milionário canadense Walter Wolf.
Na sua história, a Copersucar-Fittipaldi teve diversos pilotos, como Ingo Hoffmann e Chico Serra, e até ajudou a formar um campeão mundial, o finlandês Keke Rosberg, que defendeu a equipe em 1980 e 1981.
“As pessoas diziam que o carro era muito fraquinho, que F1 no Brasil era uma piada e que a equipe não servia para nada. E a equipe foi perdendo seus patrocinadores”, explica Luciano Pires, diretor de Comunicação Corporativa da Dana, fabricante de autopeças, responsável pela restauração do FD01, primeiro modelo da escuderia brasileira, vários anos após o encerramento da equipe.
A equipe fechou em 1982 de uma forma melancólica. Os irmãos Fittipaldi deixaram os carros de lado e não quiseram mais mexer. O modelo FD01 ficou guardado em um galpão na fazenda da família em Araraquara, interior de São Paulo. Além de deixarem a equipe de lado, restou uma dívida de 7 milhões de dólares. “Mas o que mais nos magoou foi o fato de falarem da nossa equipe como um motivo de vergonha porque nunca vencemos uma prova”, disse Wilson.
Christian Fittipaldi, filho de Wilson, foi prestigiar o pai em Interlagos: “Não lembro do primeiro modelo. Tinha apenas três anos. Mas tenho uma foto em que estou empurrando a roda traseira, do Fittipaldi número 3, em 1976”, falou Christian. E matou a vontade do pai e deu uma volta com o carro. “Ele está que nem uma criança, como se estivesse me dando um brinquedo novo. Esse brinquedo faz parte da história da vida dele”, disse.
Nas oito temporadas que disputou, a Copersucar-Fittipaldi acumulou 44 pontos em 104 GPs. Foram três pódios, o mais comemorado deles em 1978, o segundo lugar de Emerson no Rio de Janeiro com o modelo F5A. Nenhuma vitória, mas dezenove presenças nos pontos, numa época em que apenas os seis primeiros pontuavam.
Para comparar: a Jaguar encerrou suas atividades em 2004 com 49 pontos e dois pódios em 85 GPs. Era a equipe oficial da Ford. A Prost somou 35 pontos em 83 corridas, também com três pódios. A Sauber, em 206 largadas, conseguiu apenas seis pódios. Pelos padrões vigentes, pois, a Copersucar-Fittipaldi, hoje, se mantivesse o mesmo desempenho de sua época, estaria ranqueada facilmente entre as chamadas equipes intermediárias.
Nos seus oito anos de vida, a Copersucar-Fittipaldi teve na sua folha de pagamento, além do bicampeão Emerson, o projetista Adrian Newey, hoje na Red Bull e com passagens na Williams e McLaren, Keke Rosberg, que seria campeão pela Williams em 1982, Harvey Postlethwaite, projetista que depois trabalhou na Ferrari e na Tyrrell, e Jo Ramirez, uma espécie de faz-tudo que teve papel importante na logística da McLaren nos anos 80 e 90.
O FD01, restaurado pela Dana, gigante multinacional de autopeças e sistemas automotivos, poderá participar do Festival de Goodwood, na Inglaterra, em um futuro próximo. É a mais importante exibição de carros clássicos de corrida do mundo. A empresa também restaurou o FD04, primeiro carro da equipe pilotado por Emerson.
Melhores resultados
Segundo lugar de Emerson Fittipaldi no Grande Prêmio do Brasil de 1978 e dois terceiros lugares: Keke Rosberg no GP da Argentina e Emerson Fittipaldi no GP do Oeste dos Estados Unidos, ambos na temporada de 1980.
Junto com a empolgação de ter Emerson Fittipaldi, o primeiro brasileiro bicampeão mundial de Fórmula 1, veio o sonho de ter uma equipe brasileira na competição, com um carro projetado e construído no Brasil. A cristalização do sonho foi apresentada ao público em 16 de outubro de 1974 em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente, Ernesto Geisel. O Copersucar-Fittipaldi desenvolvido pelos irmãos Fittipaldi, Wilson e Emerson, foi projetado por Ricardo Divilla. O Fitti-1 prateado causou boa impressão por causa de seu desenho. Ao contrário dos outros carros de Fórmula 1, o motor e os outros componentes do Fitti-1 estavam envolvidos pela carroceria prateada.
A carroceria do carro contou com a ajuda da Embraer que fez os estudos aerodinâmicos. Boa parte das peças do Copersucar foram feitas no Brasil. A aerodinâmica da carroceria seria o diferencial porque, “as zonas de turbulência aerodinâmica são tão poucas que o F-1 brasileiro poderá ser o mais veloz de todos nas retas”, relatou a reportagem do Estado no dia do lançamento do carro.
O projeto de um carro de Fórmula 1 brasileiro começou em agosto de 1973 e estreou nas pistas (Interlagos) em novembro de 1974. No ano seguinte, a equipe estreou na Fórmula 1 no grande prêmio da Argentina. O carro pilotado por Wilson Fittipaldi não chegou ao final, ele pegou fogo. Quem ganhou o GP foi Emerson Fittipaldi que corria pela Mc Laren. Na temporada de 1975 o Copersucar participou de 14 provras e foi pilotado por Wilson Fittipaldi, e no segundo carro tinha o italiano Arturo Merzario como piloto.
Em 1976 o bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi assume o volante do Copersucar tendo como segundo piloto outro brasileiro, Ingo Hoffmann. Naquela temporada, a equipe marcou seu primeiros pontos, 3, e participou de 16 corridas.
O ponto alto da equipe foi no GP do Brasil quando Emerson Fittipaldi chegou em 2º lugar, atrás de Carlos Reutemann, da Ferrari.
A parceria com a Copersucar foi até a temporada de 1979. Depois teve o patrocínio da Skol. A equipe competiu até a temporada de 1982. No total foram 104 corridas, e do primeiro carro de 1974 até o último de 1982, foram 11 modelos. Além dos irmãos Fittipaldi e Ingo Hoffmann, também correram pela equipe os brasileiros Alex Ribeiro e Chico Serra e o finlandês Keke Rosberg.

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13.977 – Golpe na Internet – O que são Scammers?


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Golpe pra cima de “muá”?!

 
Scammers, são pessoas que criam perfis falsos e/ou e-mails falsos e/ou contas falsas, para obter vantagens financeiras em cima dos outros.
Para chegar a tanto, os scammers precisam criar algo e fazer com que a vítima realmente acredite naquilo.
Muitos chegam a ficar desconfiado, mas ainda existe pessoas que acabam caindo.
Isso por que os scammers utilizam de jogos psicológicos para tentar fazer com que a vítima seja incentivada a continuar trocando e-mails, mandando fotos, etc.
Trocar mensagens no perfil, para um scammer não é vantajoso, por que aqueles que percebem que se trata de armadilha acabam denunciando, mandando comentários e logo o perfil cai. Um e-mail já é mais complicado da conta ser excluída.
Muitos scammers acabam utilizando programas ou sites para fazer tradução do Inglês ou Russo para o Português. Mas aí o resultado é que sai frases com algumas palavras não traduzidas e outras palavras traduzidas as vezes ficando um pouco sem sentido.
O uso de copiar e colar de textos ja usados antes é evidente, tanto que se a pessoa for bastante curiosa, ficará sem resposta quando tiver trocando e-mails, exatamente por que o scammer só vai colar e enviar. No entanto, existe a possibilidade as vezes do scammer ler e responder junto com o texto colado.
Quem utiliza sites de relacionamento, a primeira coisa que acontecerá é receber uma mensagem reservada do scammer e lá encontrar o email dele, sem ao menos ele ou você conhecer um ao outro melhor, simplesmente por interesse do scammer em querer te enganar e por maior segurança do próprio scammer em evitar que se o perfil cair, o e-mail continuará lá.
As fotos que o scammer manda, geralmente de pessoas bonitas aparentando 20 a 30 anos e os scammers costumam colocar sua idade de acordo com a idade que aparenta na foto, pois, de tanta falsidade, fotos pode nem ser do próprio e sim de alguma vítima que trocou com ele e reaproveitou para enganar outros.
O intuito geral do scammer quando começa a trocar e-mails é dizer que está procurando um amor fora do país de onde vive. Aí quanto mais se troca e-mails, mais o scammer “se apaixona” pela vítima e chega em um ponto que diz que quer encontrar pessoalmente. Lembrando que nunca é alguém do mesmo país. Geralmente o scammer diz ser de país como Senegal, Rússia, EUA, Nigeria Libéria, Costa do Marfim, entre outros, mas esses são os mais utilizados. Aí com essa idéia em mente, o scammer fixa um valor dizendo que quer comprar uma passagem de avião, mas não tem dinheiro suficiente e começa a pressionar psicológicamente para isso. Utiliza o Western Union e não banco normal para receber dinheiro.
Um outro tipo de golpe utilizado é dizer que mora em um dos países que citei anteriormente da África, que o pai, podre de rico, morreu durante a guerra civil, e agora é prisioneira em um campo de refugiados e que quer sair de lá e os pais morreram assassinados na frente dela. Tocante né ? Diz que viu e gostou seu perfil. Achou vc de confiança, quer que ajude a sair de lá e sair do país. O esquema do dinheiro seria o mesmo. Agora… campo de refugiados ? Com Internet ? Chique né ? Outra variante desse golpe é dizer que não está conseguindo receber o que seu pai deixou e que precisaria de um determinado valor e que quando isso acontecesse, receberia de volta varios milhoes de dolares. Se é rico, como não consegue fazer algo simples assim ?

Quem são os scammers?
Nigerianos, entre 22 a 30 anos vivendo em quartos alugados, LAN HOUSES sob o comando de chefes do Scam. Também podem estar em Ghana ou na Rússia, ou ainda em outros países. Após aplicarem golpes mudam de país. Possuem hierarquia, alguns redigem os e-mails, cartas, outros falam em MSN e alguns te telefonam.
Repassam os dados para outros caso não consigam sucesso com alguém, por isto algumas vezes recebemos convites para adicionar pessoas no MSN e no Skype que não sabemos de onde vieram.
DE QUE FORMA É FEITA A ABORDAGEM?
Através de perfis falsos com fotos retiradas de outras pessoas contendo informações geralmente assim:
Homens na faixa etária de 39 a 55 anos, solteiros, viúvos com filhos adolescentes, engenheiros e arquitetos, negociantes de arte, ouro ou de petróleo. Sempre em viagem ao Reino Unido ou para Àfrica. Dizem estar em hotéis, reclamam da comida do país, etc…Os perfis podem estar em outro país como EUA, Espanha, Etc
Contam histórias comoventes dizendo-se serem vítimas de ex-mulheres que os traíram e fugiram com dinheiro ou que estão fazendo negócios e em breve receberão muitos recursos.
Sempre dirão que estão apaixonados e que irão te visitar, mas que para isso precisam de dinheiro para os mais diferentes fins: doença de filho, viagem, hospedagem, tratamento médicos, receber créditos em bancos disponíveis, mas que precisam de alguém que mande o dinheiro para eles em ordens de pagamento, etc…
Enviam e-mails com cartas longas cheias de declarações de amor e frases bem convincentes.
Também, eles se passam por mulheres, russas ou asiáticas, sempre muito atraentes, descoladas, entre 25 a 40 anos, dizendo-se enfermeiras, solteiras ou com filhos pequenos, contando estarem em países em guerra civil ou no Afeganistão em missões de guerra. Solicitam dinheiro para viajar, fugir do país, etc….para tratar de parentes, etc.
DE ONDE SÃO RETIRADAS AS FOTOS QUE ELES USAM?
De outras vítimas, de facebook, de sites de modelos, atores, personalidades.
COMO SE COMPORTAM OS SCAMMERS NAS CONVERSAS?
Não falam português, usam sempre um tradutor no MSN chamado Mbot, a tradução é grosseira e cheia de erros.
De forma a conquistar a confiança das pessoas, parecendo bastante verossímil apresentando muitas fotos diferentes, logo pedindo número de telefone e também ligando a seguir.
Mostram documentos falsificados como passaportes, tickets de vôo, etc.
Não aparecem em webcam, dizendo ser por motivos de segurança da empresa, também usam Iphones que dispensa explicar. Mas podem usar imagens de scamming gravadas da vítima no Skype ou no MSN.
Sempre vão dizer que a net é ruim e que cai toda hora.!
Scammmers não gostam de usar MSN, pois se a vítima tiver um software instalado como SPYMSN, poderá abrir a webcam sem a permissão, gravando imagens.
Geralmente usam SKYPE MSN do YAHOO, e e-mails de Hotmail, yahoo. Pelo fato de ser mais fácil burlar os anti-spams e de espionar a webcam da vítima sem ela saber.
Costumam usar email para se comunicar com as vítimas, usando IP (endereço) forjado.Os russos usam I BAT que é um software que manda muitos e-mails ao mesmo tempo.
Sim, aquele email que a vítima recebe é o mesmo que várias pessoas receberam.
QUANTO TEMPO DURA UMA ABORDAGEM?
Depende do “Talento” do scammer, ele pode demorar semanas até pedir o dinheiro, ou pode pedir logo.
No caso da americana que aparece no vídeo gravado pela Interpol, passaram-se dois anos até serem descobertos. Enquanto isso, uma outra pessoa servia de “Hálibi” fornecendo sempre fotos diferentes, para que o golpe fosse mantido a longo prazo.
São capazes de mandar flores, cartões, etc….tudo que pareça normal de uma pessoa apaixonada.

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13.976 – Adivinhe se for Capaz – Zuckerberg planeja lançar ferramenta para ler mentes


leitura da mente
Pensar em máquinas que leem mentes parece ser uma ideia saída de filmes de ficção científica, mas para Mark Zuckerberg esse é um desejo que, em breve, pode se tornar realidade. A intenção é permitir que os indivíduos usem seus pensamentos para navegar intuitivamente pela realidade aumentada.
Em um encontro na Universidade de Harvard, o criador do Facebook falou sobre seu entusiasmo em relação a essa tecnologia — que cria uma interface cérebro-computador. O conceito pode ser um pouco contraditório, uma vez que a rede social enfrenta problemas de violação de privacidade de dados. Afinal, o Facebook já acompanha os usuários pelo GPS do smartphone e pelo código do navegador na internet, mas esse poderia ser um recurso ainda mais invasivo.
Entretanto, o executivo não vê como a interface cérebro-computador possa romper a privacidade e aponta que “o modo como os telefones e todos os sistemas de computação funcionam hoje, organizados em torno de aplicativos e tarefas, não é fundamentalmente como nossos cérebros funcionam e como nos entendemos com o mundo”. Para ele, então, faz sentido criar um sistema que tenha uso mais intuitivo.

13.975 – CPF passa a ser o único documento nacional


A decisão do governo foi publicada no Diário Oficial, e portanto, já é válida em todo o território nacional. O CPF passa a ser o documento mais importante do país porque ele passa a ser aceito e requerido por todos os órgãos públicos, como elemento de identificação dos cidadãos. Na prática, o CPF assume um papel que, historicamente, pertenceu ao RG – que sempre foi tido como o principal documento de identidade. Porém, o RG tem várias deficiências – sendo que uma das principais é o fato de se tratar de um documento estadual: não uma base única, nacional. Agora, ao adotar o CPF como o documento único do país, o governo simplifica a vida de todo mundo, já que apenas um número será necessário para toda e qualquer identificação oficial. Algumas exceções são importantes, no entanto. A principal delas é a CNH: o porte do documento continua a ser obrigatório para todos os motoristas – seja na forma tradicional de papel, seja no formato digital. A lei já está em vigor, mas os órgãos públicos têm prazo de 3 meses para se adequar à novidade. A unificação em torno do CPF pode ser o primeiro passo para a criação do Documento Nacional de Identidade – um documento único e digital que, algum dia, reunirá todas as informações em um só lugar.

13.974 – Acredite se Quiser – Físicos revertem o tempo usando um computador quântico


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Pesquisadores do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou (Rússia), em colaboração com cientistas dos EUA e da Suíça, inverteram o tempo em um experimento quântico.
O que eles fizeram foi devolver o estado de um computador quântico uma fração de segundo ao passado.
Os cientistas também calcularam a probabilidade de um elétron no espaço interestelar vazio viajar espontaneamente de volta ao seu passado recente – descobrindo que isso ocorreria apenas uma vez em toda a história do universo.
“Este é um de uma série de artigos sobre a possibilidade de violar a segunda lei da termodinâmica. Essa lei está intimamente relacionada com a noção da flecha do tempo que postula a direção unidirecional do tempo, do passado para o futuro”, disse o principal autor do estudo, Gordey Lesovik.
A maioria das leis da física não faz distinção entre o futuro e o passado. Tomemos como exemplo uma equação que descreve a colisão e o rebote de duas bolas de bilhar idênticas. Se um close desse evento for gravado com uma câmera e reproduzido ao contrário, ele ainda pode ser representado pela mesma equação.
No entanto, imagine gravar uma bola branca batendo em uma pirâmide de bolas de bilhar que se espalham em todas as direções. Nesse caso, é fácil distinguir o cenário da vida real da reprodução reversa.
Elétron de volta ao passado
Os físicos quânticos de Moscou decidiram verificar se o tempo poderia se inverter espontaneamente, pelo menos para uma partícula individual e por uma pequena fração de segundo. Isto é, em vez de bolas de bilhar, eles examinaram um elétron solitário no espaço interestelar vazio.
“Suponha que o elétron esteja localizado quando começamos a observá-lo. Isso significa que temos certeza sobre sua posição no espaço. As leis da mecânica quântica nos impedem de conhecê-la com absoluta precisão, mas podemos delinear uma pequena região onde o elétron está localizado”, disse um dos autores do estudo, Andrey Lebedev.
A evolução do estado do elétron é governada pela equação de Schrödinger. Embora não faça distinção entre o futuro e o passado, a região do espaço que contém o elétron se espalha muito rapidamente. Ou seja, o sistema tende a se tornar mais caótico, e a incerteza da posição do elétron cresce. Isso é análogo à crescente desordem em um sistema de grande escala – como em uma mesa de bilhar – devido à segunda lei da termodinâmica.

“No entanto, a equação de Schrödinger é reversível”, explica Valerii Vinokur, outro autor do artigo, do Argonne National Laboratory, nos EUA. “Matematicamente, isso significa que sob uma certa transformação chamada conjugação complexa, a equação descreverá uma ‘mancha de elétron’ localizada no passado em uma pequena região do espaço no mesmo período de tempo”.

Por que não vemos isso no cotidiano?
Embora esse fenômeno não seja observado na natureza, teoricamente poderia acontecer devido a uma flutuação aleatória no fundo de micro-ondas cósmico que permeia o universo.
A equipe então resolveu calcular a probabilidade de observar um elétron localizando-se espontaneamente em seu passado recente.
Os cientistas descobriram que, durante toda a vida do universo – 13,7 bilhões de anos -, mesmo observando 10 bilhões de elétrons recém-localizados a cada segundo, a evolução inversa espontânea do estado da partícula só aconteceria uma vez. Além disso, o elétron não viajaria mais do que um décimo de bilionésimo de segundo no passado.
Fenômenos de larga escala envolvendo bolas de bilhar retornando à uma pirâmide e vulcões impelindo lava obviamente se desdobrariam em escalas de tempo muito maiores e apresentariam um número impressionante de elétrons e outras partículas. Isso explica por que não observamos pessoas idosas ficando mais jovens na vida real.
Curiosamente, o próprio algoritmo de inversão de tempo pode ser útil para tornar os computadores quânticos mais precisos. “Nosso algoritmo pode ser atualizado e usado para testar programas escritos para computadores quânticos e eliminar erros”, concluiu Lebedev.
A pesquisa foi publicada na revista científica Scientific Reports. [Phys]

13.973 – Arquivo Mega – TV Tupi, a 1ª Emissora de TV do Brasil


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Operava no canal 4 VHF e era uma emissora própria e geradora da Rede Tupi. Foi inaugurada pelo empresário Assis Chateaubriand em 18 de setembro de 1950, sendo a primeira emissora de televisão do país e a quarta do mundo. Pertencia aos Diários Associados, que na época era um grande conglomerado de mídia, do qual faziam parte vários jornais, revistas e rádios. A partir de 1951, passou a gerar a programação juntamente com a TV Tupi Rio de Janeiro, servindo como embrião para a formação de um rede. Devido a problemas administrativos e financeiros, além de atrasos nos pagamentos e greves de seus funcionários, teve sua concessão cassada, juntamente com outras emissoras próprias, em julho de 1980.
Foi substituída pelo atual SBT.
Em 1949, os Diários Associados iniciaram a expectativa para a montagem de uma emissora de televisão na cidade de São Paulo. A direção técnica do projeto ficou a cargo de Mário Alderighi, com a assistência de Jorge Edo, que viajaram aos Estados Unidos para conhecer a estrutura de um canal de TV junto aos técnicos da RCA. Já Dermival Costa Lima foi convidado a ser o diretor artístico da futura emissora, tendo como assistente Cassiano Gabus Mendes.
Quase dois anos depois da experiência pioneira de Olavo Bastos Freire, Assis Chateaubriand, o Chatô, presidente dos Diários Associados, e alguns radialistas escolhidos treinaram e decidiram se aventurar no mundo da televisão. Foi então que em 18 de setembro de 1950, com equipamentos trazidos do Porto de Santos, era inaugurada exatamente às 22h00, a PRF-3, que logo ganharia o nome TV Tupi-Difusora. Os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da emissora foi solene. Chateaubriand presidiu a cerimonia que contou com a participação de um cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou “A canção da TV”, hino composto pelo poeta Guilherme de Almeida, que contou também com a atriz Lolita Rodrigues, especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho, nomeada madrinha do “moderno equipamento” fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora — PRF-3 — e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.
Foi fundada em 18 de setembro de 1950 por Assis Chateaubriand, sendo a única emissora de televisão em todo o Brasil até o início de 1951, quando foi inaugurada a TV Tupi Rio de Janeiro, outra emissora própria dos Diários Associados. O monopólio como única emissora de São Paulo foi quebrado em 1952 com a inauguração da TV Paulista, canal 5 VHF. A Tupi SP operou no canal 3 até 1960, quando deixou o canal após interferências de sinal com a TV Cultura, passando a operar no canal 4 com os prefixos ZYE 439 (1970-1977) e ZYB 855 (1977-1980) até seu fechamento, em 18 de julho de 1980, quando a Tupi SP e mais seis concessões da Rede Tupi foram cassadas.
Desde 1981, um pouco mais de um ano do fechamento da Rede Tupi, o empresário Sílvio Santos adquiriu a concessão pelo Governo Federal, daí o canal 4 de São Paulo passou a ser SBT São Paulo, emissora própria, geradora e cabeça-de-rede do SBT. O prédio construído por Assis no alto do Sumaré, também foi sede da MTV Brasil, sob domínio do Grupo Abril até setembro de 2013.
O dia 18 de junho de 1980, marcou o fim da emissora, com funcionários lutando até o último minuto para manter a Tupi no ar. Apesar de pouco conhecida pelas gerações mais novas, a TV Tupi formou grande parte dos atores, roteiristas, produtores, diretores e técnicos que hoje estão espalhados pelas mais variadas emissoras de todo o Brasil.

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13.972 – Neurociência – Chegaram os Chips Cerebrais


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“A startup Kernel, fica localizada num modesto escritório em Venice Beach, na Califórnia, mas tem grandes pretensões. É nela que uma equipe de cientistas, liderada pelo empreendedor de tecnologia Bryan Johnson, de 38 anos, trabalha para criar um micro chip para ser implantado no cérebro humano.”
“A inovação, segundo o grupo, é capaz de estimular a inteligência, potencializar a memória e melhorar as capacidades cognitivas de qualquer pessoa. Para Johnson, o chip garantiria à mente humana condições de acompanhar o ritmo da evolução dos computadores e da inteligência artificial.”
“De início, a tecnologia quer auxiliar pessoas com problemas neurológicos decorrentes do Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou traumatismo craniano. Mas, em pouco tempo, pode revolucionar a história da saúde mental. “Nossa inteligência está cercada pela artificial e isso vai levar a uma degeneração cada vez mais expressiva do nosso cérebro. É uma questão de manter as pessoas na frente, à medida que a tecnologia avança”, defende Johnson.

O funcionamento
A tecnologia trabalha por meio de um software instalado no chip, que melhora a comunicação entre as células cerebrais. Em pouco tempo, o sistema avalia o que é reconhecido como um código saudável e dissemina a informação por meio de pulsos elétricos.
As doenças do cérebro tendem a confundir o processo de conversão de experiências recentes em memória de longo prazo. A função do chip é copiar e estimular os sinais elétricos que ocorrem quando as células sadias se comunicam entre si.
De acordo com avaliações recentes, os “chips de Berger” melhoraram a capacidade intelectual de ratos e macacos submetidos a testes. A ideia é inspirada por um trabalho bastante sólido desenvolvido pelo engenheiro biomédico Theodore Berger. Ele dirige o Centro de Engenharia Neural da Universidade do Sul da Califórnia e também o departamento de ciências da Kernel. Há mais de duas décadas, se dedica à criação de chips para pessoas que sofrem com doenças cerebrais. Estatísticas indicam que elas atingem um a cada nove adultos com mais de 65 anos.
Apesar de avançada, a novidade ainda leva alguns anos para ser fabricada e mais tempo ainda para ser democratizada. Para Johnson, a demora não é um problema. Pelo menos não por preocupações financeiras. Em 2013, ele vendeu por US$ 800 milhões sua última startup, a Braintree, para a empresa de meios de pagamento PayPal.

Inovações
Bryan Johnson é um dos empreendedores que defende que o Vale do Silício pode financiar descobertas científicas em larga escala capazes de melhorar a vida de milhões de pessoas.
Por lá, é cada vez maior o número de pessoas que acreditam que máquinas inteligentes ainda vão permitir que carros se locomovam sem motorista e que sistemas de lojas deduzam as necessidades dos compradores antes mesmo de o pedido ser feito.
Companhias que buscam reprogramar DNAs ou identificar tumores com base em análises sanguíneas, por exemplo, também têm suas ideias cada vez mais consideradas. Mais exemplos curiosos ficam por conta da Thync – cuja criação foi um fone de ouvido que envia impulsos elétricos ao cérebro e melhoram o humor – e a Nootrobox, que fabrica suplementos mastigáveis com ingredientes de chá verde e cafeína que acalmam.”

13.971- Linguística – Qual a língua mais antiga?


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O sumério foi uma das primeiras línguas escritas conhecidas. O seu sistema de escrita, chamado cuneiforme (que significa “em forma de cunha”), foi mais tarde também usado para as línguas acadiana e também adaptado a línguas indo-europeias como o hitita (que também era escrito com um sistema hieroglífico, tal como faziam os egípcios) e o persa antigo, muito embora esta última língua se limitasse a usar os mesmos instrumentos de escrita e as formas das letras não tivessem relação com as do cuneiforme.
A escrita era do tipo semanto-fonética com símbolos fonéticos para sílabas e também logogramas que representavam palavras inteiras. A direção da escrita era variável. Textos mais antigos se apresentavam em colunas verticais. mas por volta de 3.000 a.C a direção mudou para horizontal da esquerda para a direita. Nessa época os símbolos foram girados em 90º sentido anti horário e passaram a ser simplificados sendo formados somente por cunhas e traços.
Inicialmente havia até cerca de mil símbolos, quantidade que caiu para cerca de 400, depois para 255, que eram 8 para vogais, 98 sílabas de vogal+consoante e 149 de consoante + vogal; Um mesmo símbolo poderia ter diferentes pronúncias. Houve 5 períodos para essas simbologia com aletrações nos anos de 3000 a.C – 2800 a.C – 2500 a.C – 1800 a.C – 600 a.C.
O sumério era aglutinante e fazia grande uso da composição. Por exemplo, as palavras para grande e homem eram compostas para formar a palavra para rei, “lugal”.
O sumério é uma língua ergativa. Isto significa que o sujeito de uma frase, que obtém um objecto directo, está no chamado caso ergativo, que se marca com a posposição -e. O sujeito de um verbo intransitivo é “marcado” com um absolutivo, que não é escrito: por exemplo, lugal-e e2 mu-dru3 “o rei construiu a casa”; lugal ba-gen “o rei foi”.

13.970 – A Inovação da arquitetura Gótica


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No período final da chamada Idade Média, por volta do final do século XII, um novo estilo arquitetônico surgiu no norte do continente europeu, mais precisamente no norte da França: a arquitetura gótica. Caracterizada pela suntuosidade das construções, ligada ao caráter religioso do estilo, a arquitetura gótica expandiu-se para grande parte do continente nos séculos posteriores.
A arquitetura gótica foi desenvolvida a partir das construções do estilo românico, muito difundido anteriormente. A arquitetura românica caracterizava-se por abóbodas arredondadas sustentadas por arcos semicirculares. Em razão dessas características, as construções românicas necessitavam de pesadas e grandes estruturas para manterem-se de pé. Os grossos pilares de pedras garantiam essa sustentação, mas limitavam a altura das construções e dificultavam a entrada de luz, em decorrência da necessidade de manter as paredes.
Para superar essa limitação, os arquitetos normandos que inicialmente desenvolveram a arquitetura gótica desenvolveram uma técnica que tornava mais leves as estruturas. Note-se que tais estilos arquitetônicos foram desenvolvidos principalmente para a construção dos templos religiosos católicos. No caso da arquitetura gótica, as construções ocorreram principalmente nas catedrais, as igrejas próprias dos bispos (cathedra significa trono do bispo).
Diferentemente da arquitetura românica, os arquitetos do estilo gótico desenvolveram as abóbodas ogivais, o que dava uma maior dimensão às naves centrais e laterais das catedrais. Para sustentá-las, foram construídos arcos de sustentações das abóbadas não em formato de semicírculo, mas sim arcos ogivais, formados a partir da junção de dois seguimentos de círculos. Tal inovação possibilitou aumentar a altura das construções, já que a técnica permitia uma maior flexibilidade de tamanho.
Para sustentar esses arcos, as grandes colunas de sustentação não eram mais necessárias. Era possível conseguir a sustentação com colunas mais finas, formadas por nervuras e feixes de pedra que davam uma maior sensação de leveza à construção. Além dessas estruturas de sustentação mais leves, foram desenvolvidos os chamados arcobotantes nas paredes externas, utilizados para sustentar o peso da abóboda da nave central por sobre os tetos das naves laterais.
Tais inovações permitiram retirar grande parte das paredes laterais e trocá-las por janelas que eram adornados com belíssimos vitrais. Essa medida permitia ainda a entrada de luz no ambiente, dando um novo aspecto aos templos religiosos, principalmente por entrar não apenas a luz branca do sol, mas também outras cores decorrentes da passagem pelos vidros. Outro vitral característico das catedrais góticas eram as rosáceas colocadas por sobre os portões de entrada dos templos.
Esculturas também foram construídas e colocadas nos pórticos das catedrais. As esculturas diferiam das esculturas do estilo românico por não serem tão sólidas, mas sim por ganharem vida.
A altura e suntuosidade das construções imprimiam uma noção de diminuição do ser humano nesses locais. As torres com uma maior projeção vertical serviam também como reverência a Deus, pois se direcionavam aos céus. Algumas das construções tinham o formato da cruz latina, perceptível a partir de uma vista superior da edificação.
A primeira catedral gótica foi a de Saint-Denis, na França. A mais famosa é a catedral de Notre-Dame, em Paris. O termo gótico foi cunhado possivelmente por Giorgio Vassari (1511-1574), durante o Renascimento, como uma forma pejorativa para comparar com o estilo clássico. O gótico era considerado um estilo bárbaro, “monstruoso”, cujo nome era derivado dos godos. Porém, a partir do século XVIII, houve um processo de reavaliação do estilo, inicialmente na Inglaterra e posteriormente na França, Alemanha e Itália.

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A catedral é patrimônio cultural da humanidade, elegida pela UNESCO

13.969 – História – Renascimento Urbano medieval


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A Idade Média europeia foi marcada por uma organização social e econômica predominantemente rural. As invasões bárbaras do século V levaram ao declínio das cidades do Império Romano, aumentando a importância dos campos para a habitação e produção econômica. Essa situação iria mudar a partir do século XI quando teve início o chamado Renascimento Urbano.
A ruralização da sociedade medieval não significou a extinção das cidades. Apenas resultou na diminuição de sua importância no conjunto da sociedade, mudando ainda seu caráter se comparadas às funções desempenhadas pela cidade durante a Antiguidade romana.
A cidade medieval – também conhecida como burgo – até o século XI era, de certa forma, uma extensão do mundo senhorial. Por se localizarem em terras que eram dominadas por um senhor, as cidades estavam sujeitas a seu poder. Além disso, habitavam as cidades principalmente os nobres, reis, bispos e comerciantes, mostrando que era também espaço de concentração do poder político e religioso. Geralmente ao centro das cidades encontravam-se mercados e igrejas.
Os senhores conseguiam exercer influência sobre as cidades ao enviar os excedentes da produção agrícola das terras sob seu domínio e comercializá-los nesse espaço urbano. Estabeleciam ainda relações de dependência entre si e o conjunto dos moradores das cidades, principalmente através da cobrança de tributos.
A partir do século XI, teve início uma expansão do comércio em decorrência das Cruzadas e da acumulação de excedentes agrícolas. Esses excedentes foram possibilitados pelas inovações técnicas adotadas na agricultura, como a charrua, novas formas de atrelamento dos animais ao arado e também com a adoção da rotação de cultura. Dessa forma, o comércio com o Oriente possibilitado pelas Cruzadas e as trocas de excedentes levaram paulatinamente as cidades a crescerem de importância no mundo feudal.
Para realizar as transações comerciais foram criadas feiras, dais quais se destacaram a de Champagne e de Brie, na atual França. Por serem fortificadas e se localizarem próximas às rotas de comércio, as cidades eram consideradas locais seguros, principalmente para manter as estruturas bancárias necessárias à realização dos negócios. Uma classe de comerciantes foi se formando internamente aos burgos e também enriquecendo, dando origem aos burgueses.
Por outro lado, foram se formando grupos de artesãos que também vendiam sua produção nas feiras. Eles passaram a se organizar nas corporações de ofício, que eram organizações que reuniam pessoas que exerciam a mesma profissão. Dentro das corporações havia uma rígida divisão, tendo ao cimo o mestre-artesão, abaixo dele estavam os jornaleiros e, por fim, os aprendizes. Havia regras na adoção das técnicas de produção que buscavam uniformizar as formas de trabalho e os próprios produtos, criando, dessa forma, uma tradição de produção. Era papel do mestre-artesão garantir o cumprimento dessas regras.
Com o aumento de sua importância econômica, as cidades foram se expandindo. Mais pessoas passaram a morar nas cidades, resultando na ampliação dos muros que demarcavam seus limites. Porém, esse crescimento gerou uma grande aglomeração de pessoas para os números da época. Paris chegou a ter cerca de 100 mil habitantes no período, número considerável se for levado em consideração o fato das demais cidades não chegarem a ter mais de 20 mil habitantes.
Mas não havia práticas de salubridade nesses burgos. O saneamento básico, como o conhecemos hoje, não existia, tornando as cidades um local propício à propagação de epidemias. Foi o que ocorreu no século XIV, quando as pulgas infectadas pela bactéria Yersinia pestis foram transportadas por roedores e peles de animais do Oriente para as cidades europeias. As pulgas infectadas pela bactéria, ao picarem os seres humanos, transmitem a peste bubônica. Nas condições insalubres das cidades europeias, a peste bubônica transformou-se em uma epidemia que dizimou cerca de um terço da população europeia.
As cidades sobreviveram à peste negra, outro nome dado à epidemia. O patriciado que controlava politicamente os burgos fortaleceu-se com o desenvolvimento urbano, gerando uma crescente autonomia frente aos senhores feudais. A comuna eram as cidades que se tornavam livres e organizavam-se a partir de relações distintas das que caracterizavam a dependência dos senhores da nobreza rural.
Essas diferenças foram se tornando maiores ao longo do tempo e opondo a burguesia urbana à nobreza rural. Tal situação iria se resolver apenas ao fim da Idade Moderna, quando a burguesia já havia acumulado um considerável poder econômico para também se impor politicamente à nobreza.

13.968 – Fábrica de Bebes na China (?)


Para um país com quase 2 bilhões de habitantes, tal frase não seria novidade, porém esses bebes seriam modificados geneticamente.
Foi como se as páginas de uma ficção científica ou distopia aterradora tomassem de assalto o mundo real. Em uma entrevista concedida no fim do mês passado à agência americana de notícias Associated Press, o biólogo chinês He Jiankui afirmou ter criado em laboratório os primeiros bebês da história geneticamente modificados desde o estágio embrionário. Eles seriam as gêmeas apelidadas de Lula e Nana — o nome real dos bebês continua sob sigilo. O cientista declarou que, para obter o resultado, usou a técnica Crispr, que induz, quimicamente, alterações permanentes no DNA. O objetivo teria sido desativar o gene CCR5, responsável por deixar o corpo vulnerável ao HIV — as gêmeas, portanto, se tornariam imunes à aids.
“A sociedade decidirá o que fazer a seguir”, disse He Jiankui, que teria realizado seu experimento por meio de uma empresa própria, e não da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China, da qual estava afastado. A instituição repudiou o trabalho, considerado antiético pela maior parcela da comunidade acadêmica, inclusive da própria China. Mais de 100 pesquisadores, a maioria em atuação naquele país, se uniram em uma carta pública de repulsa à suposta realização de He Jiankui. A grande questão trazida à tona pela experiência é que sua fórmula poderia servir para a escolha de outras características dos embriões — cor dos olhos, altura etc. —, o que abriria as portas para as aterradoras propostas eugenistas.
Ainda não se sabe até que ponto a notícia divulgada pelo biólogo é verídica. He Jiankui não apresentou seu experimento a periódicos científicos, como manda a boa prática. Ele prometeu que iria refazê-lo e o submeteria ao escrutínio de colegas. Mas, depois disso, desapareceu. Pode estar se escondendo do governo chinês, que condenou e interrompeu o estudo, ou até mesmo ter sido detido pelas autoridades para interrogatório.

13.967 – Acidente Aéreo – Queda de avião na Etiópia mata todas as 157 pessoas a bordo


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Companhia aérea confirmou que não há sobreviventes do acidente com a aeronave que seguia de Adis Adeba para Nairóbi, no Quênia
O voo ET 302 saiu de Adis Adeba, capital da Etiópia, rumo a Nairóbi, capital do Quênia, e caiu pouco depois de decolar. O Boeing 737 levava 149 passageiros e oito tripulantes. Segundo a televisão estatal da China, oito chineses estão entre as vítimas.
A Ethiopian Airlines informou que a aeronave caiu seis minutos depois da decolagem no aeroporto internacional de Adis Abeba, às 8h44 do horário local (2h44 de Brasília), perto da cidade de Bishoftu. O local fica cerca de 50 quilômetros ao sul da capital da Etiópia. O site Flightradar 24, que monitora voos ao redor do mundo, registrou que a aeronave apresentava velocidade “instável” após a decolagem.
O primeiro-ministro etíope, Aby Ahmed, expressou “suas mais profundas condolências às famílias daqueles que perderam seus entes queridos”.
Em nota, a Boeing lamentou a tragédia e comunicou que “uma equipe técnica” está preparada para dar assistência nas investigações do desastre.
O último acidente de grande porte envolvendo a Ethiopian Airlines aconteceu em 2010, quando uma aeronave da companhia caiu no mar depois de decolar de Beirute, no Líbano, rumo a Adis Abeba, matando as noventa pessoas a bordo.

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13.966 – Por que os Planetas são Redondos?


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A esfera é a mais estável de todas as formas geométricas encontradas na natureza e, por isso, as partículas necessitam da menor quantidade de energia para chegar a esse formato.
Mas o que torna a esfera tão estável? “Ela é a única figura onde todos os pontos da superfície estão à mesma distância do núcleo”. Para os planetas, isso é imprescindível.
Como são corpos com uma quantidade enorme de massa, eles têm um campo gravitacional fortíssimo, que suga tudo para o seu centro. Assim, o formato esférico é a única maneira de garantir que o que está na superfície não seja sugado para o centro do planeta pela força da gravidade.
Os planetas, no entanto, não são esferas perfeitas. A distorção no formato original acontece por causa do movimento de rotação, que os achata um pouco perto dos pólos.

13.965 – 1º ônibus elétrico movido a energia solar brasileiro


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O ônibus, que ainda é um protótipo, deve começar a circular em Florianópolis no mês de março e será utilizado para o transporte de alunos, professores e funcionários da UFSC. As recargas do veículo serão realizadas na estação de energia solar do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica da universidade.
A WEG contribuiu com o projeto fornecendo, entre outras peças, o sistema de propulsão elétrica do ônibus. Ele leva a energia das baterias até o inversor de tração que controla o motor e entrega a força para o veículo se movimentar.
O ônibus elétrico da UFSC também surpreende pela tecnologia de frenagem regenerativa. Quando se movimentam, as rodas geram energia e no momento em que o veículo freia, esta energia é enviada novamente para as baterias e reaproveitada.
O ônibus foi elaborado seguindo o conceito de “Deslocamento Produtivo” que garante que os passageiros não fiquem ociosos durante o trajeto. O veículo conta com Internet Wi-fi de alta velocidade e dispõe de uma mesa de reuniões para que professores e estudantes possam utilizar para fins acadêmicos nas viagens.
Os engenheiros são enfáticos sobre a importância de investimentos em fontes renováveis. “Até 2050, é provável que não existam mais veículos movidos à combustíveis fósseis”
Segundo a ONU, quando pensamos em mobilidade urbana, os veículos particulares não podem ser a prioridade. Por isso, a organização aconselha que os maiores investimentos em tecnologias sustentáveis sejam direcionados para veículos de transporte coletivo.

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13.964 – NASA renomeia unidade em homenagem a lendária matemática Katherine Johnson


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Em mês dedicado as mulheres, a NASA decidiu mudar o nome de uma das suas unidades para homenagear a matemática, já aposentada, da agência especial, Katherine Johnson. A sede em Fairmont, na Virginia Ocidental, passou a se chamar “Unidade de Verificação e Validação Independente Katherine Johnson”.
Nascida em 1918, Katherine foi fundamental em cálculos na época da corrida espacial e no desenvolvimento de aplicações para computadores da NASA. Ela chegou a ser representada no filme “Estrelas Além do tempo” que reconstruiu o período em que realizou cálculos de trajetórias orbitais para os primeiros voos espaciais tripulados para a Lua.
Sua conquista atravessa também questões sociais pelo fato de ser uma das primeiras mulheres negras a entrar para o Centro de Pesquisa Langley. E NASA reconhece em seu site que “não teria sido possível realizar uma série de marcos históricos sem Katherine Johnson e seu amor pela matemática”.
O diretor da agência, George Blaney, ainda disse que essa “é uma maneira de reconhecermos a carreira e as contribuições de Katherine não apenas durante o Mês da História Negra, mas todos os dias, todos os anos”. As mulheres, especialmente as negras, ainda enfrentam abusos e são sub-representadas nas ciências e são consideradas “figuras ocultas” na área
Esta já é a segunda instalação nomeada em homenagem a Johnson. A primeira foi a Pesquisa Computacional Katherine Johnson no Centro de Pesquisa Langley da NASA em Hampton, Virgínia.