12.038 -Mega Byte – Você pode ser hackeado no WhatsApp


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Trata-se de um erro no funcionamento do aplicativo que, em muitos casos, pode ser uma brecha de segurança que coloca os dados dos usuários em risco.
Dekel percebeu que, no WhatsApp Web, versão para desktop do app, era possível enviar um arquivo executável — que pode muito bem ser um malware — mascarado de ficha de contato. Para que isto aconteça, basta que o hacker tenha um número de celular associado com a conta no aplicativo de mensagens.
Assim como no mobile, a versão para web do WhatsApp permite que usuários enviem imagens, vídeos e arquivos de áudio entre si. Mas o verdadeiro problema são as fichas de contato. O hacker pode enviar um destes contendo algum tipo de código comprometedor que se torna um arquivo executável (e maligno) ao ser aberto.
Este mesmo código começa a funcionar no computador de quem o abriu e a partir dai, o hacker pode ter acesso a informações, números de celulares e instalar programas questionáveis na máquina do usuário.
A CheckPoint notificou o WhatsApp no dia 21/8 e, seis dias depois, a equipe do aplicativo apresentou uma solução. A plataforma possui mais de 900 milhões de usuários dentre os quais pelo menos 200 milhões podem ser afetados com o bug. Para não ser afetado pelo bug, basta baixar a versão atualizada do app.

12.037 – Astronomias – Marte vai Ganhar Anéis


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Saturno é considerado por muita gente como a joia do Sistema Solar, e não é à toa. Seu complexo conjunto de anéis lhe concede uma aparência majestosa, quase surreal. Se os planetas tivessem sentimentos, é provável que eles tivessem um sonho de ser como Saturno. Até agora ninguém descobriu nenhuma prova de que uma consciência planetária seja possível, apesar de ser uma ideia fascinante que já foi até explorada pela ficção científica. Mas uma coisa é certa – mesmo sem saber, Marte está perto de realizar este sonho.
É o que sugere uma pesquisa publicada no periódico Nature Geoscience. Em um futuro não tão distante, evidências indicam que o planeta vermelho terá seu próprio sistema de anéis, e isso deve acontecer quando Fobos, a maior das duas luas marcianas, for destruída. A destruição não será provocada por nenhuma Estrela da Morte (assim esperamos), mas por Marte mesmo. Por ter meros 22 quilômetros de diâmetro e estar a apenas 6 mil quilômetros da superfície marciana, Fobos não está resistindo à forte atração gravitacional de seu planeta.
A força é tão intensa que, todos os dias, a órbita da lua perde vários centímetros de sua altitude – a cada século, os astros ficam dois metros mais próximos. Os cientistas já sabiam que, eventualmente, o satélite natural não iria aguentar o tranco. A dúvida era se ele iria despencar inteiro em Marte como um grande asteroide ou se, antes disso, iria se despedaçar. Os pesquisadores consideram o segundo cenário como o mais provável, principalmente devido às compridas listras já visíveis na superfície de Fobos. Essas cicatrizes parecidas com estrias seriam um resultado direto justamente do processo de destruição em andamento: as forças de maré estão corrompendo a estrutura interna da lua.
Um comunicado recente da Nasa previu que a morte deve ocorrer dentro de 30 a 50 milhões de anos. Benjamin Black, cientista planetário da Universidade da Califórnia em Berkeley e um dos autores do estudo, fez uma estimativa um pouco menos conservadora – de 20 a 40 milhões de anos. De qualquer forma, falta muito tempo (para nós, não para o cosmos). Mas quando os pedaços mais fracos começarem a se desfazer, será um show e tanto. “Se você estivesse em pé na superfície de Marte, poderia pegar uma cadeira de jardim e assistir Fobos se esfacelando e se espalhando em um grande círculo”, disse Black a Nature.

Os cálculos levaram em consideração a densidade e a resistência da lua e compararam esses dados a modelos usados para estimar a resistência de rochas. Os resultados apontam que, uma vez formados, os anéis devem permanecer em órbita durante um período de 1 milhão a 100 milhões de anos. Depois disso, os fragmentos da lua vão reentrar na atmosfera marciana. O mais interessante é que os cientistas acreditam que esse processo de “morte lunar” tenha sido extremamente comum no início do Sistema Solar, e agora eles têm a chance de estudá-lo desde o princípio. Hoje mesmo ele pode estar acontecendo em outros lugares, como em Tritão, um dos satélites naturais de Netuno. E é provável que até mesmo o invejado Saturno tenha conseguido seus anéis no passado desse mesmo jeito – à custa de uma de suas luas.

12.036 – A primeira mulher a injetar genes que rejuvenescem o corpo


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Em uma das conquistas mais incríveis da biotecnologia, pela primeira vez na história, um ser humano conseguiu alterar seus genes para desencadear um processo de rejuvenescimento celular.
Trata-se da cientista Liz Parrish, uma americana que quis desafiar as regras de seu relógio biológico e se autoinjetou um material genético experimental, criado para modificar o núcleo das células de seu corpo e deter o processo de envelhecimento, rejuvenescendo o organismo.
Em declarações à imprensa, Parrish afirmou estar consciente dos riscos que o experimento implica para sua saúde, mas destacou que, de qualquer modo, está ajudando um número incalculável de pessoas, que serão beneficiadas no futuro com o avanço das novas biotecnologias.
Parrish tem 44 anos e integra o conselho da International Longevity Alliance (Aliança Internacional de Longevidade, na tradução). Além disso, ela é fundadora das empresas biotecnológicas BioTrove Investments LLC e BioTrove Podcasts, especializadas em estudos de medicina regenerativa.

Um Pouco +
Cientistas portugueses, norte-americanos e australianos descobriram uma causa do envelhecimento celular nos mamíferos e conseguiram neutralizar alguns dos seus efeitos com um tratamento.
O mecanismo agora desvendado tem a ver com as mitocôndrias, as estruturas intracelulares que existem às centenas em cada célula e que fornecem energia às células. As mitocôndrias são uma componente-chave do envelhecimento, porque, à medida que o tempo passa, tornam-se cada vez menos eficientes na produção de energia – e é nessa altura que começam a manifestar-se doenças do metabolismo como a diabetes de tipo 2 (diabetes do adulto) ou neurodegenerativas como a doença de Alzheimer.
O que os cientistas descobriram foi que existe uma sucessão complexa de acontecimentos dentro da célula que leva à degradação da comunicação entre o núcleo celular (que contém a esmagadora maioria do ADN) e as mitocôndrias (que também contêm um bocadinho de ADN próprio). E que é a degradação dessa componente da comunicação intracelular que faz diminuir a capacidade que a célula tem de produzir energia.
“O processo de envelhecimento que descobrimos é como o que acontece com o tempo num casamento”, diz David Sinclair, da Universidade de Harvard (EUA), em comunicado da sua instituição. “Quando o casal é novo, os cônjuges comunicam bem, mas como o passar do tempo, quando há já muito tempo que vivem juntos, começam a ter problemas de comunicação. E, tal como acontece com os casais, bastou restabelecer a comunicação para resolver o problema.”
David Sinclair é conhecido pelo trabalho que tem desenvolvido no seu laboratório sobre as causas fundamentais do envelhecimento. Em particular, a sua equipa tem-se focado numa classe de genes que comandam o fabrico de proteínas chamadas “sirtuínas”. E foi ao estudar ratinhos aos quais tinha sido retirado um desses genes, o SIRT1, que Ana Gomes, da Universidade de Coimbra, que trabalha no laboratório de Sinclair e é a autora principal do actual estudo, reparou numa aparente discrepância.

Ratinhos velhos ficaram com músculos jovens
Para começar, existe nas células um composto, o NAD, que veicula informação entre o genoma do núcleo e o das mitocôndrias e que coordena a acção dos dois genomas. Neste processo, a proteína fabricada pelo gene SIRT1 tem uma função intermediária, de vigilância, garantindo que uma outra molécula, chamada HIF-1, não interfira com a comunicação entre o núcleo e as mitocôndrias. Mas na ausência do gene SIRT1 a acção da HIF-1 fica descontrolada, o que afecta a comunicação entre os dois genomas assegurada pelo NAD. Esta é a tal cascata.
Mesmo numa situação normal, em que o SIRT1 está presente e funciona devidamente, a produção do NAD diminui à medida de que envelhecemos, por razões ainda desconhecidas. E, quando isso acontece, tudo se passa como se o gene SIRT1 não estivesse lá. Ele perde a capacidade de controlar o que faz a HIF-1, cujos níveis disparam e perturbam totalmente a comunicação entre os dois genomas da célula. O mal está feito e surgem sinais de envelhecimento e doenças.

12.035 – Desastre Ambiental – Lama tóxica atinge ponto de desova de tartarugas gigantes


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Os ambientalistas tentaram, mas, infelizmente, não conseguiram barrar a lama que chegava pelo Rio Doce. Os rejeitos de minério do desastre ambiental em Mariana chegaram à reserva de Comboios, no Espírito Santo, único ponto fixo de desova de tartarugas gigantes no Brasil. Alguns filhotes conseguiram ser salvos e foram liberados em outros pontos do mar, mas ainda não dá para saber se eles serão ou não contaminados.
Há uma semana, 9km de boias foram colocadas na região, como medida emergencial para barrar a entrada da lama. A Samarco, mineradora responsável pelo caso, informou que a ação conseguiria barrar até 80% dos resíduos. Não foi isso que aconteceu.
A tartaruga gigante está criticamente ameaçada no Brasil, e pesa em média 400 quilos. O único lugar em que ela desovava regularmente era na reserva, mas, ocasionalmente, o processo acontece em outros lugares, como Rio Grande do Norte, Bahia e Rio de Janeiro. As tartarugas fêmeas sempre botam os seus ovos na praia em que nasceram, em intervalos de dois a quatro anos.” O mecanismo que permite que isso aconteça é chamado de orientação magnética. As tartarugas marinhas possuem cristais de magnetismo no cérebro, que fazem com que elas registrem o local do nascimento e consigam se localizar geograficamente, voltando sempre à mesma região”, explica o biólogo Jonathas Barreto.
Segundo o Projeto Tamar, a reserva de Comboios é uma das pioneiras, instalada em 1982. Protege 37 quilômetros de prais semi-desertas, e foi criada com com o objetivo principal de preservar a fauna, flora e desovas de tartarugas marinhas.

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12.034 – Mega Byte – Empresa testa ‘internet pela luz’ mais rápida que Wi-Fi


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A Li-Fi, alternativa rápida ao Wi-Fi que transmite a internet pela luz, deve chegar ao consumidor em breve, pelo menos na Estônia. Uma empresa do país revelou, que está testando a tecnologia em escritórios e indústrias na cidade de Tallinn.

Como funciona?
Recentemente, a Li-fi tem sido apontada como sucessora do Wi-fi por oferecer velocidades superiores e custar bem menos do que as ondas de rádio. Em testes realizados, a frequência se mostrou muito mais eficiente do que os padrões atuais e, segundo os cientistas, consegue conectar até quatro computadores simultaneamente. A lâmpada é equipada com um microchip que emite sinais a taxa de 150 mbps, oito vezes mais rápida do que a média do pico de conexão no Brasil, calculada em 18,7 mbps.
A empresa promete altas velocidades, que permitem baixar um filme HD em apenas alguns segundos. “Estamos fazendo alguns testes em diferentes setores. Atualmente, projetamos uma solução de iluminação inteligente para um ambiente industrial que seja usada para comunicação de dados”, conta Deepak Solanki, diretor executivo da Velmenni, empresa responsável pelo projeto.

12.033 – Ciência – Mentiras sobre Albert Einstein


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A língua de Einstein

A principal teoria de Albert Einstein, a relatividade geral, que explica a gravitação com mais precisão do que as equações de Newton, completou cem anos.
Ela foi o grande golpe a transformar o nome do físico alemão em sinônimo internacional de gênio, e isso teve o efeito colateral de criar uma série de mentiras sobre ele.
Se Einstein dizia que “Deus não joga dados”, querendo criticar (erroneamente) o caráter probabilístico da mecânica quântica, logo tal frase foi utilizada para mostrar que uma pessoa tão intelectualmente brilhante era religiosa.
Quase qualquer ponto de vista sobre o mundo pode usar Einstein para embasar —de forma errada— seus argumentos.
Pessimistas sobre condição humana podem citá-lo apontando que só usamos 10% do nosso cérebro, exceto pelo fato de que ele nunca disse isso. Feministas podem acusar opressão contando que ele roubou o trabalho da primeira esposa, sendo que isso nunca aconteceu.

Otimistas sobre o desenvolvimento intelectual infantil podem se mirar no fato de que ele era um aluno com dificuldades na escola, mas ele não era. Vegetarianos podem usá-lo como exemplo, mas ele evitava a carne era por ordens médicas.

Mega Mitos
ERA MAU ALUNO
Na verdade ele era excelente aluno, especialmente em física e matemática —antes dos quinze já dominava o cálculo que hoje se ensina na universidade. A confusão surge do sistema de notas alemão da época, em que a melhor marca era “6”

“SÓ DEZ ENTENDERÃO A RELATIVIDADE”
Ele mesmo desmente ter dito isso: “É um absurdo. Qualquer um que tenha treinamento científico suficiente pode compreender a teoria. Não há nada de misterioso nela, e é muito simples para as mentes capacitadas”

ERA VEGETARIANO
Einstein disse entender a moral do vegetarianismo após se acostumar com a nova dieta com baixo teor de proteína animal, mas ela ocorreu só por ordens médicas, para tentar combater as úlceras e intensas dores intestinais que o atormentavam

ERA RELIGIOSO
Dizem isso por ele ter afirmado que “Deus não joga dados” e por ter dito que, se a relatividade estivesse errada, ele teria “tido pena do bom Senhor, porque a teoria é boa”. O físico se diz agnóstico ou panteísta (a divindade é o próprio Universo)
ROUBOU O TRABALHO DA PRIMEIRA MULHER
Muitas mulheres foram injustiçadas na história, mas Mileva Maric, sua primeira mulher, não parece ter sido uma. Não existe nenhum documento que prove ou indique que o físico teria passado a perna em Mileva
RELATIVIDADE SIGNIFICA QUE TUDO É RELATIVO
Nada disso: a relatividade geral é a generalização da teoria da gravitação de Newton, ou seja, um upgrade, que parte do princípio de que a matéria (que pode ser tornar energia) é capaz de curvar o espaço e o tempo
SÓ FEZ “TEORIA”
Einstein se dedicou ao trabalho com patentes, e mesmo seus esforços mais acadêmicos renderam aplicações no “mundo real”, como na descrição do comportamento de objetos celestes e até mesmo na
área da eletrônica
ELE ERA CANHOTO
Apesar do traço comumente ser associado aos gênios e às pessoas criativas, Einstein não o tinha: segurava tanto a caneta quanto o violino como uma pessoa destra. Além disso, há várias fotos dele escrevendo no quadro com a mão direita
GANHOU O NOBEL POR CAUSA DA RELATIVIDADE
O prestigioso Prêmio Nobel de Física foi dado a Einstein no ano de 1921 pela descoberta do efeito fotoelétrico, que, entre outras coisas, permite que portas automáticas se abram com a aproximação de uma pessoa

USAMOS SOMENTE 10% DO NOSSO CÉREBRO
Neste caso são duas mentiras em uma: Einstein nunca falou nada disso e nós usamos 100% do cérebro. Seria um grande desperdício de energia manter toda a arquitetura do órgão para usar apenas uma fração dela

ELE ERA AUTISTA
Einstein demorou para começar a falar, teria tido dificuldades na escola (mentira) e de socialização —estabelecer conversas informais— (talvez). A verdade é que não se sabe. Se é que Einstein tinha autismo, era uma forma muito branda

FAZIA PSICOTERAPIA
Em uma foto famosa, ele foi “flagrado” no que parece ser um divã, já com a idade avançada, falando com seu suposto terapeuta. Na verdade, tratava-se de Cord Meyer Jr., um outro maluco que achava que um governo global era uma boa ideia

12.032 – Pílula Contra o Câncer vai ser Liberada em São Paulo


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve solicitar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorização para que pessoas com câncer utilizem a substância fosfoetanolamina, nos casos em que os pacientes não demonstrem melhora em seus tratamentos.
Segundo o governador, o pedido para a liberação da “pílula anticâncer” será feito em regime compassivo –que abre exceção até aprovação do governo federal– por uma questão humanitária, permitida por lei em casos excepcionais. “O paciente não pode esperar anos e anos por uma aprovação”, afirmou.
“A experiência tem mostrado que ela [fosfoetanolamina] pode ajudar [no tratamento de câncer], o custo de produção é baixo, até agora não teve nenhum caso de contraindicação, então, o Estado de São Paulo quer auxiliar e vai levar o pedido à Anvisa”, disse Alckmin.
Questionado se a liberação não seria um ato precipitado, Alckmin, que também é médico, disse ter tido acesso a relatos de sucesso. “Eu não sou especialista em oncologia, mas até o momento, todos os depoimentos de pacientes que usaram a substância são positivos”.
Especialistas, no entanto, têm sido unânimes ao afirmar que não existem evidências suficientes para o uso clínico da substância. Os dados pré-clinicos (testes em animais e em culturas de células) apontam melhoras para apenas alguns tipos de câncer.
Em humanos, não foi realizado nenhum estudo controlado, ou seja, não é possível saber se a melhora relatada por alguns pacientes acontece por acaso ou por causa do efeito placebo –por acreditar que está tomando algo que vai melhorar seu estado de saúde– ou por uma propriedade da droga.
Caso o pedido seja aprovado pela Anvisa, governador prometeu disponibilizar a rede de hospitais de São Paulo para acelerar o processo de pesquisas clínicas para o uso da substância. “Nós estamos disponibilizando toda a rede de hospitais de câncer do Estado de São Paulo para ajudar a completar a fase para a aprovação do medicamento.”
Durante o anúncio, Alckmin relatou o caso de uma paciente com metástase óssea que fez o tratamento com a droga. “Ela sentia muita dor, tomava morfina, e já estava na cadeira de rodas. Ela tomou fosfoetanolamina, continuou paralelamente o tratamento e saiu da cadeira de rodas. Não precisa mais de morfina e continua o tratamento clássico”, contou.
A pesquisa clínica com a fosfoetanolamina está, no entanto, longe de acontecer no cenário federal. Há uma semana, o ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, afirmou que o governo deve obter os primeiros resultados de testes da substância em animais em até sete meses.
Alckmin afirmou que a fosfoetanolamina vem sendo testada há mais de 20 anos e que “boa parte dos testes foi feita no hospital do câncer, em Jaú”. O hospital nega a informação e diz que, se ocorreu algum exame, foi de forma irregular.

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Um pouco +
A fosfoetanolamina é um composto químico orgânico presente naturalmente no organismo de diversos mamíferos. Ela ajuda a formar uma classe especial de lipídeos, os esfingolipídeos, moléculas que participam da composição estrutural das membranas das células e das mitocôndrias. Do ponto de vista bioquímico, trata-se de uma amina primária envolvida na biossíntese de lipídeos. Além dessa função estrutural de formar a membrana celular, ela possui ainda uma função sinalizadora, ou seja, a fosfoetanolamina informa o organismo de algumas situações que as células estão passando.
Alega-se ter função antitumoral, ou seja, ação antiproliferativa, e estimula a apoptose.
A fosfoetanolamina está intimamente relacionada com os mecanismos de regulação do potencial de membrana mitocondrial.
Fosfoetanolamina foi estudada em ratos com leucemia e apresentou resultados satisfatórios. Porém, estudos em humanos ainda estão sendo realizados para que a liberação de produção comercialização e uso da droga seja segura.

Argumentação Contrária
Em novembro de 2011 a Academia Brasileira de Ciências (ABC) manifestou-se contrariamente ao uso da droga em seres humanos. Dentre outras razões, o comunicado da ABC informa que não há evidências pré-clínicas documentadas e oficiais sobre a toxicologia, testes em animais, testes da farmacologia, a eficiência da droga sua segurança e não há, também, estudos clínicos (testes em humanos) comparando sua eficiência aos tratamentos convencionais contra o cancer. Portanto, não é possível garantir a qualidade e a estabilidade dos lotes produzidos pelo USP de São Carlos. O comunicado recomenda que a droga não seja utilizada em seres humanos até que estudos pré-clínicos e clínicos sejam realizados, documentados oficialmente e demonstrem a segurança e eficácia da fosfoetanolamina.
Sob esses argumentos, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF – SP), em inspeção sanitária, autuou o Instituto de Química de São Carlos, por produzir composto sem estar regulamentado, não possuir registro de fabricação e nem possuir as condições mínimas sanitárias para produzir qualquer substância química que receba o nome de medicamento.[24] Em comunicado, o CRF-SP não inspecionou antes o instituto pois não considerava a fosfoetanolamina um medicamento, por não contar com nenhum relatório oficial da sua atividade farmacológica contra o cancro e ainda estar em fase de desenvolvimento. E, com a judicialização da medicina, e após a decisão judicial, o composto saiu do status de composto candidato a fármaco em fase preliminar de desenvolvimento, para composto utilizado em terapia medicamentosa com potencial risco sanitário e à saúde. O Instituto de Química de São Carlos – USP, em comunicado, compartilha do mesmo entendimento legal de que não tem condições sanitárias de produzir nenhum medicamento. A Vigilância Sanitária, órgão a quem compete uma possível interdição do laboratório, foi notificada mas ainda não se pronunciou sobre o caso.
Em novembro de 2015 o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a destinação de R$ 10 milhões para as atividades ligadas à pesquisa da fosfoetanolamina em um período de 2 anos, visando a determinar se há ou não eficácia e segurança da substância no tratamento do câncer.

12.031 – Projeções – Existência de smartphone foi prevista há quase cem anos


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Apesar das muitas e úteis criações desse inventor visionário (principalmente no campo da engenharia elétrica), algumas de suas afirmações contundentes sobre o futuro da ciência e da humanidade fizeram com que muitos o considerassem um excêntrico, uma espécie de cientista louco. Hoje, à luz de um século de avanços tecnológicos, ainda podemos nos surpreender com várias das previsões acertadas de Nikola Tesla, que não teve seu reconhecimento na época.
Por exemplo, em 1926, durante uma entrevista realizada pelo jornalista John B. Kennedy para o programa de rádio The Collier Hour, Tesla antecipou o smartphone com uma precisão impressionante. Estas foram suas palavras: “Quando conseguirmos aplicar perfeitamente a tecnologia sem fio, a Terra se transformará em um cérebro gigante, e de fato o é, com todas as coisas atuando como partículas de um todo real e rítmico. Não apenas isso; por meio da televisão e da telefonia vamos poder nos ver e nos ouvir uns aos outros tão perfeitamente como se estivéssemos cara a cara, apesar de estarmos a quilômetros de distância; e os instrumentos, por meio dos quais poderemos fazer isso serão incrivelmente simples em comparação com nosso telefone atual. Um homem será capaz de levá-lo no bolso do seu casaco”.

12.030 – Egito vai reconstruir o Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo


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130 metros, ou um prédio de 43 andares. Era esta a altura do Farol de Alexandria, aquela que, durante muitos séculos, fora uma das maiores construções já erguidas pela humanidade. Tamanha imponência lhe rendeu um lugar na seleta lista das sete maravilhas do mundo antigo, das quais apenas a Grande Pirâmide do Egito se manteve em pé até os dias de hoje. Apesar de o mítico farol não ter resistido à ação do tempo, parece que os humanos do século XXI terão a oportunidade de contemplá-lo em todo o seu esplendor, nas dimensões oficiais, a poucos metros de onde foi originalmente construído.
É o que prometeu o Comitê Permanente do Egito para Antiguidades, depois de uma reunião no fim de maio que aprovou os planos de reconstrução. “Os membros aprovaram um projeto antigo submetido previamente pelo governo de Alexandria, que visa reviver o farol”, declarou Mostafa Amin, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, ao jornal egípcio The Cairo Post. Agora, falta somente o aval das autoridades locais para o projeto sair do papel e as obras começarem, na mesma ilha de Faros onde a estrutura um dia esteve – o termo “farol”, inclusive, deriva do nome do lugar.
Construída por volta do ano 280 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido, a torre de mármore servia não apenas para orientar os barcos que navegavam por aquelas partes do mar Mediterrâneo: ela também ostentava o poderio da dinastia iniciada por Ptolomeu I, um dos generais de Alexandre, o Grande, que tomou o poder na região depois da morte do conquistador macedônio, em 323 a.C. A estrutura permaneceu intacta por muito tempo, mas foi sendo gradativamente deteriorada por terremotos entre os séculos III e XII da Era Cristã.
“Um terremoto grave em 1303 causou uma enorme destruição ao monumento, antes de o sultão mameluco Qaitbay usar as ruínas para construir uma fortaleza (que ainda está em pé e carrega seu nome) no local original em Faros, noroeste de Alexandria”, explicou ao Cairo Post o professor de arqueologia greco-romana Fathy Khourshid. Em seu auge, um espelho era usado no farol durante o dia para refletir a luz do sol e guiar as embarcações, e uma grande chama ardia ao longo da noite. A construção possuía uma base inferior quadrangular, uma seção intermediária octogonal e um topo em formato circular. Em 1994, arqueólogos encontraram ruínas da estrutura original submersas nas proximidades da ilha.

12.029-Medicina – Biohackers querem produzir insulina em código aberto


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Um grupo de biohackers está criando o primeiro protocolo aberto para a produção de insulina. A ideia do projeto Open Insulin (Insulina Aberta, em português) é facilitar a vida dos 370 milhões de pessoas que possuem diabetes ao redor do mundo e precisam comprar insulina a altos preços para sobreviver.
Não existe no mundo algo como uma insulina genérica. Quem possui diabetes e não pode pagar por ela acaba sofrendo consequências bem sérias, como cegueira, doenças cardiovasculares, problemas nos rins e, em alguns casos, a própria morte.
O objetivo do Open Insulin é produzir e refinar a insulina a partir da bactéria E.coli, registrando esse processo para que ele possa ser replicado. A ideia é que essa insulina, livre de patentes, possa ser comercializada por uma empresa farmacêutica de genéricos e chegue a preços acessíveis para pacientes de todo o mundo. Todo o processo, das pesquisas iniciais até os resultados finais, será de domínio público.
O Open Insulin está na plataforma de crowdfunding para projetos científicos Experiment: até o momento em que a reportagem foi escrita mais de US$ 11.300 haviam sido arrecadados – a meta final é US$ 12.000. Esse dinheiro será gasto com equipamentos e com todos os custos operacionais para dar cabo de uma missão tão complexa quanto essa.
Os criadores da iniciativa fazem parte do Counter Culture Labs. Localizado na Califórnia, nos EUA, o espaço é um laboratório comunitário aberto e um hackerspace para a biologia do “faça você mesmo” e para a ciência cidadã.

12.028 – Indústria Farmacêutica – Criadora do Viagra compra fabricante do Botox


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A operação é a maior no setor de cuidados com a saúde e a segunda maior da história: a primeira foi a fusão da Mannesmann com Vodafone, na área de telecomunicação, com US$ 171,9 bilhões. Viagra e Botox têm em comum o fato de serem medicamentos blockbuster ? Mais de um milhão de pessoas já utilizaram o Botox ao redor do mundo e, só no Brasil, foram vendidos 114 milhões de comprimidos de Viagra em 15 anos. Também dividem as origens inusitadas – ambos tinham propósitos originais bem diferentes do que acabaram se tornando.
O citrato de sildenafila, mais conhecido como Viagra, foi sintetizado e estudado inicialmente para cuidar da hipertensão e da angina, um tipo de doença cardiovascular. Os pesquisadores da Pfizer perceberam que o composto não tratava as doenças com eficácia, mas que induzia ereções em homens que duravam de 30 a 60 minutos, graças à irrigação sanguínea no pênis. Atenta ao potencial da descoberta, a empresa farmacêutica patenteou o produto em 1996, e, dois anos depois, ele era aprovado pela FDA, órgão que regula os remédios nos Estados Unidos. Se você acha que a pílula azul funciona só para os humanos, está enganado: ela também ajuda a manter flores em pé, evitando que elas murchem, durando até uma semana a mais. O óxido nítrico, presente no medicamento, também é utilizado pelas plantas.
A toxina botulínica, mais conhecida pela marca Botox, só foi descoberta através de uma doença, o botulismo. O botulismo é um tipo de intoxicação alimentar, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que fica em solos e alimentos. Essa toxina é capaz de paralisar os músculos do corpo todo, o que pode levar à morte. No Botox, ela é utilizada em pequenas quantidades, mas o princípio é o mesmo da doença: a acetilcolina, que conecta o cérebro aos músculos, é bloqueada. Isso significa que o músculo não recebe a mensagem para contrair, o que auxilia a suavização de rugas. Mas o seu primeiro uso não foi estético. No final dos anos 60, um oftalmologista norte-americano procurava um tratamento não cirúrgico para o estrabismo, e descobriu na toxina botulínica uma boa alternativa. Depois, um casal de médicos canadenses, Jean e Alastair Carruthers, oftalmologista e dermatologista, notaram que alguns dos pacientes que faziam tratamento com a toxina apresentavam menos rugas. A partir daí ela começou a ser utilizada como cosmético.

12.027 – Mega Techs – Invenções de 2015


“Hoverboard”: apesar de não ter nada a ver com o hoverboard de “De Volta Para o Futuro”, o veículo individual motorizado lembra um pouco o famigerado Segway, mas sem as alças. O item tem se popularizado para substituir as caminhadas em países como os Estados Unidos.

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Sensor que detecta glúten: Por US$ 200, o Nima Sensor alivia a tensão dos muitos que não podem ou não gostariam de comer alimentos com glúten. O aparelhinho começa a ser distribuído no ano que vem. Em apenas dois minutos ele consegue detectar glúten em qualquer comida ou bebida.
Um “filtro sonoro”: o Here Active Listening parece um fone de ouvido, mas na verdade ele é ideal para ambientes barulhentos. Conectado a um aplicativo no celular, ele permite que o usuário bloqueie algumas frequências sonoras e escute apenas as outras. Ou então bloqueie todas de uma vez.
Eko Core: um estetoscópio conectado que produz dados que podem ser verificados no smartphone
HoloLens: os óculos de realidade aumentada da Microsoft já foram bastante divulgados ao longo do ano. Ele permite interagir com objetos virtuais (os “hologramas”) no mundo real por meio das lentes do HoloLens.
Supermacarrão: o Banza Chickpea Pasta é um tipo de macarrão com o dobro de proteína, o quádruplo de fibras, menos carboidratos e zero glúten.
Juno: um pequeno computador capaz de amplificar (criar múltiplas cópias) em apenas três horas em vez de um dia inteiro.
Star Apartments em Los Angeles: uma nova forma de dar casas aos desabrigados.
O caminhão transparente: desenvolvido pela Samsung, ele usa uma tela que permite ao motorista de trás ver a situação do trânsito à frente do caminhão, permitindo uma ultrapassagem com mais segurança.
Sproutling: a nova geração do monitor de bebês. O sensor monitora a saúde da criança em tempo real e notifica por meio de um aplicativo no celular caso haja alguma coisa de errado acontecendo.
Droneportos: Ruanda já se prepara para a era dos drones com a construção de aeroportos específicos para este tipo de veículo aéreo não-tripulado. O projeto deve ajudar a levar suprimentos para as regiões rurais do país e deve valer a partir de 2016.
Thinx, a lingerie à prova de menstruação
Colchões Casper: A empresa traz uma nova proposta para colchões, com apenas um modelo, preços claros e vendas online, com uma mistura de espumas para dar mais conforto.
iPad Pro: outro produto que já é bastante famoso. O tablet foi recém-lançado pela Apple e deve ser uma ferramenta importante para designers e profissionais criativos em geral.
Tênis amarráveis com uma mão: a Nike lançou o Flyease 8, que pode ser amarrado e desamarrado com apenas uma mão. A inspiração veio de uma criança de um jovem com paralisia cerebral que escreveu uma carta detalhando seu sonho de “ir para a universidade sem se preocupar em ter alguém para amarrar meus tênis todo dia”.
Pantelligent, a panela inteligente: com Bluetooth e sensores de calor, a panela dá instruções ao cozinheiro sobre como preparar determinado prato e, por exemplo, quando é hora de virar o bife.
The Drinkable Book, um livro que filtra água: ele trata a água e mata 99% das bactérias perigosas.
O aspirador do oceano: o Ocean Cleanup Project é um projeto que leva uma barragem flutuante ao Oceano Pacífico que usa as correntes marítimas para limpar o lixo dos mares.
Tzoa, o detector pessoal de poluição: o dispositivo avalia a qualidade do ar na área próxima ao aparelho. Os dados são enviados para instituições que monitoram a poluição para que eles tenham uma dimensão mais precisa de áreas mais problemáticas.
Hackaball, a bola que ensina a programar: Nunca se propagou tanto a ideia de que as crianças precisam programar, e a Hackaball é mais um retrato disso. O brinquedo se conecta a um aplicativo de celular que permite que o usuário programe seu comportamento e veja o resultado no mundo real. Uma das aplicações permitiu que as crianças programassem a bola para mudar de cor em intervalos randômicos para usá-la em um jogo de batata quente.

Google Cardboard: parece um pedaço de papelão, mas é um projeto que permite que a realidade virtual seja acessível até mesmo para pessoas pobres. Basta ter um pedaço de papelão, as lentes corretas e habilidade para montagem. Várias empresas já vendem o pacote pronto por um preço baixo.

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Artiphon, o superinstrumento musical: O dispositivo é capaz de emular 12 instrumentos musicais diferentes, permitindo uma grande diversidade de usos.
Tesla Model X: o último carro elétrico da Tesla Motors traz tudo de mais avançado na área automotiva, inclusive um modo que dirige sozinho nas ruas, embora a empresa não recomende que o usuário tire as mãos do volante. São mais de 400 quilômetros de autonomia com apenas uma carga de bateria.
CogniToy, o brinquedo que conversa com a criança: o CogniToy Dino parece um brinquedo comum, mas em vez de ter algumas frases pré-programadas, ele usa o supercomputador Watson, da IBM, para entender o que a criança fala e desenvolver uma resposta adequada.

12.026 – Mosquito transgênico para combater malária é desenvolvido nos EUA


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A criação de mosquitos vetores da malária geneticamente modificados para que transmitam a seus descendentes os genes que bloqueiam o parasita da doença é uma esperança para erradicar totalmente a grave infecção, causa de inúmeras mortes em todo o mundo.
A taxa de transmissão entre mosquitos do gene modificado chega a 99,5%, indicaram os pesquisadores cujos trabalhos foram publicados nesta segunda-feira (23) nos Anais da Academia de Ciências (PNAS) dos Estados Unidos.
O estudo representa um avanço real na técnica genética chamada CRISPR, que consiste em inserir genes que bloqueiam o parasita do DNA dos mosquitos Anopheles stephensi, principal vetor da malária na Ásia e assim garantir que este bloqueador se transmita para os descendentes.
Para comprovar que os mosquitos se transmitiam com efetividade os genes portadores de anticorpos, os cientistas agregaram uma proteína que mudava a cor de seus olhos para vermelho fluorescente. Assim, puderam garantir que quase 100% da nova geração de mosquitos tinha essa característica, o que demonstrou o sucesso da manipulação genética.
Chamando o experimento de “importante primeiro passo”, James destacou que serão necessários outros estudos para confirmar a eficácia dos anticorpos. “Os mosquitos geneticamente modificados que criamos são apenas uma etapa, mas conseguimos demonstrar que esta tecnologia permite criar de maneira eficaz grandes populações de mosquitos geneticamente modificados”, explicou.
A malária é um dos principais desafios de saúde pública no mundo, com mais de 40% da população em risco em diferentes regiões. A cada ano são registrados entre 300 e 500 milhões de novos casos de malária e quase um milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência da doença, sobretudo crianças e mulheres grávidas da África subsaariana, segundo os centros de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC, em inglês).

12.025 – Arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade bíblica de Sodoma


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Depois de passarem doze anos escavando a região do monte Tall el-Hammam, na Jordânia, arqueólogos afirmam ter finalmente encontrado o que procuravam – a mítica cidade bíblica de Sodoma. Para quem não se lembra, a narrativa da Bíblia afirma que Sodoma, junto de Gomorra, teria sido destruída pela ira de Deus devido às práticas pecaminosas de seus habitantes. Tanto que a palavra “sodomia” vem daí. As escavações foram organizadas por uma equipe de pesquisadores da Universidade Trinity Southwest, do Novo México, e lideradas pelo arqueólogo Steven Collins.
O local foi selecionado por ser o maior de toda a região sul do Vale do Rio Jordão, com cerca de cinco a dez vezes o tamanho das antigas cidades-estado que ficavam nos arredores. “Cheguei à conclusão de que, se alguém quisesse achar Sodoma, deveria procurar pela maior cidade que existiu naquela área durante a Idade do Bronze, no tempo de Abraão”, disse o arqueólogo. Ele explica que, antes de sua pesquisa, os mapas que mostram a região naquela época longínqua eram bem incompletos.
A localização era privilegiada por proporcionar fácil acesso a grandes reservatórios de água – o Rio Jordão e também o Mar Morto. A proximidade de importantes rotas comerciais também ajuda a explicar o fato de a suposta Sodoma ter prosperado por volta dos anos 3500 e 1450 antes de Cristo. No entanto, o pesquisador afirma que no final da Idade do Bronze, a gigantesca cidade-estado foi misteriosamente evacuada e permaneceu sendo uma terra desolada por cerca de 700 anos, até voltar a ser povoada e florescer novamente. Se a causa foi mesmo a tal “ira de Deus”, provavelmente jamais saberemos.
A equipe comparou os objetos encontrados naquele sítio arqueológico com o das outras ruínas do entorno que datam da mesma época e não teve dúvidas de que se tratava da lendária cidade bíblica. Os achados foram desenterrados a cerca de quatro metros da superfície atual de Tall el-Hammam, profundidade que corresponde ao estrato da Idade do Bronze.
As dimensões e a opulência do povoado que eles encontraram são impressionantes. Na Antiguidade, a cidade era dividida em dois distritos principais e ostentava muralhas com uma altura que variava entre cinco e dez metros e tinha uma grossura de sete metros. A construção exigiu milhões de tijolos e certamente foi erguida pelo trabalho árduo de incontáveis operários.
Evidências de grandes portões e torres indicam que as fortificações de Sodoma durante a Idade do Bronze eram ainda mais expressivas do que se pensava. Também existiam ali diversas praças conectadas por vielas além de construções sofisticadas. “O sistema defensivo era impressionante e formidável, seu objetivo era proteger as casas dos cidadãos mais abastados da cidade, incluindo o palácio do rei, assim como templos e outros edifícios administrativos”.

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12.024 – Desastre Ambiental – Lama avança no mar e deve superar 9 quilômetros da costa


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Um Mar de Lama

A onda de lama vinda das barragens da mineradora Samarco, que chegou ao oceano, pode avançar por uma extensão superior a nove quilômetros prevista inicialmente pelo Ministério de Meio Ambiente. No primeiro momento, a lama formou uma pluma de água barrenta. Em seguida, no entanto, uma mancha marrom e mais densa já se projetava por quilômetros da costa do Espírito Santo. Segundo o coordenador nacional do Centro Tamar-ICMBio, Joca Thome, a área afetada pode ser muito maior do que a calculada pelo governo.

O espaço atingido faz parte da Reserva Biológica de Comboios, uma área de proteção costeira usada para a desova de tartarugas-marinhas, incluindo a tartaruga-de-couro, uma espécie ameaçada de extinção. Thome sobrevoou a mancha ontem à tarde e voltou para terra visivelmente emocionado. “Nem sei o que falar. É terrível; uma calamidade”, disse, após sair do helicóptero. “Parece uma gelatina marrom se esparramando mar adentro.”
A onda de lama percorreu 650 quilômetros de rio desde o rompimento da barragem em Mariana, no interior de Minas Gerais, no dia 5 de novembro. O desastre deixou ao menos 12 mortos e 11 pessoas ainda seguem desaparecidas.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou neste domingo que o desastre ambiental ainda não acabou. Apesar de a dimensão dos estragos ainda não estar definida, a ministra garantiu que a Bacia do Rio Doce, seriamente afetada pelo mar de lama, será recuperada. “Devolveremos a bacia”, prometeu Izabella, ao dizer que ela poderá ficar “em melhores condições”. A ministra disse estar diante do pior desastre ambiental enfrentado pelo Brasil. Mas afirma que o episódio pode ser considerado como um “aprendizado.” “Todas as vezes que problemas como esses ocorrem, há uma tendência de se rever parâmetros. Vamos discutir todo aperfeiçoamento necessário”, argumentou.
A onda chegou à costa capixaba no pico da época de desova das tartarugas. Equipes do Tamar vinham retirando diariamente da praia de Regência, distrito de Linhares (ES), os ovos colocados pelas tartarugas, numa média de 40 ninhos por noite. O local continuará sendo monitorado, para ver como as tartarugas reagem à presença da lama. Pesquisadores alertam que os sedimentos, independentemente de serem tóxicos, vão afetar profundamente os ecossistemas fluviais, terrestres e oceânicos da Bacia do Rio Doce.
No domingo, pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já recolhiam peixes mortos na desembocadura do rio. Analisando os animais manualmente era possível ver claramente que suas guelras estavam impregnadas de lama. Mesmo com os níveis de oxigênio da água dentro do normal, esse “entupimento” das brânquias impede os peixes de respirar e eles morrem asfixiados.
A mortandade de peixes, porém, é apenas “uma pontinha do iceberg”, segundo o biólogo Paulo Ceccarelli, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), do ICMBio. O problema maior, e de mais longo prazo, é a extinção do plâncton e de outros pequenos organismos que formam a base da cadeia alimentar, que terá um efeito cascata sobre todo o ecossistema, impactando desde os herbívoros aquáticos até o carnívoros terrestres.
Para piorar a situação, é época de desova no Rio Doce, o que significa que, para cada peixe ovado que morrer, outras dezenas ou até centenas de peixinhos deixarão de nascer. E mesmo que nasçam, diz Ceccarelli, não haverá plâncton, algas ou pequenos crustáceos na água para eles se alimentarem. Sem peixes, faltará alimento para outros animais, como garças e lontras, e assim por diante. “Cada vida que é extinta do ecossistema leva muitas outras junto”, sentencia o pesquisador.
“Isso aqui vai virar uma camada fóssil”, diz o biólogo Dante Pavan, do Grupo Independente de Análise de Impacto Ambiental (Giaia), um consórcio de cientistas que se juntaram para responder ao desastre do derramamento de lama.

12.023 – Mega Techs – Maior impressora 3D do mundo é usada para construir casas


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Já ouviu falar na vespa-oleira? Ela ganhou esse nome porque, assim como um oleiro fabrica telhas, tijolos e outros objetos a partir do barro, o inseto constrói sua casa usando essa mesma matéria-prima. Para erguer seu ninho, a vespa deposita diversas camadas de lama, uma sobre a outra, em formato circular. O resultado final se assemelha a uma minúscula panela de barro.
A engenhosidade do inseto inspirou uma empresa italiana a tentar fazer o mesmo: construir moradias sobrepondo camadas de argila, utilizando para isso uma impressora 3D. A meta é desenvolver uma tecnologia rápida e barata para ajudar, por exemplo, vítimas de grandes catástrofes naturais, como terremotos, furacões e enchentes.
Não por acaso, a empresa se chama WASP – o nome, que significa “vespa” em inglês, também é uma sigla para “World’s Advanced Saving Project” Criada em 2012, a iniciativa sempre teve como meta a impressão de casas baratas, resistentes e sustentáveis. A argila atende a esses requisitos – tanto que é adotada na construção civil há séculos. Um dos mais belos registros disso é a cidade de Shibam, no Iêmen, que conta com edifícios de até 30 metros, feitos com tijolos de barro. A vantagem da impressão 3D é que ela reduz drasticamente a mão de obra necessária para a construção das edificações, além de permitir novas soluções arquitetônicas.
A Big Delta – maior impressora 3D do mundo, com 12 m de altura, que será utilizada para construir as moradias.
Diversos materiais já foram testados no equipamento, incluindo concreto, serragem, material reciclável e até cogumelos – mais especificamente, uma parte deles, chamada mycelium, que já é adotada em alguns projetos de construção sustentável e que foi usada pela equipe do WASP para tornar as estruturas impressas mais resistentes.
Como a ideia é levar o serviço a áreas com pouca ou nenhuma estrutura, uma das principais preocupações durante o desenvolvimento da Big Delta era garantir que ela não consumisse muita energia. Segundo a empresa, a impressora gigante consome no máximo 1,5 Kw/h e, na ausência de rede elétrica, requer apenas um painel solar para funcionar.
Entre os planos da empresa para o futuro, está a construção de uma vila autossustentável, totalmente construída por meio de impressão 3D – a WASP afirma que as casas de argila podem ser adaptadas para receber fiação e rede hidráulica, por exemplo, assim como seria possível como uma casa feita com cimento.

12.022 – Isto é Incrível – A história real do voo 502 que parou no tempo


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Em 31 de janeiro de 1978, o voo 502 da extinta Aviaco, um Caravelle 10-R, pilotado por Carlos García Bermúdez, cruzava os céus para cobrir a rota Valência-Bilbao, na Espanha. Quando estava nas proximidades do aeroporto de Bilbao, em Sondica, o comandante avistou um aglomerado de nuvens espessas e opacas, pairando a mil metros de altura.
Devido às condições meteorológicas, ele foi notificado pela torre de controle para que mudasse o plano de voo e fosse ao aeroporto de Santander, que estava a 100 km de distância. Quando o comandante alterou o trajeto da aeronave e subiu para uma altitude de 10 mil metros, seguindo instruções, algo inexplicável aconteceu.
Os passageiros e a tripulação a bordo foram testemunhas de uma nuvem lenticular (nuvem em forma de lente que se forma em altas altitudes, em alinhamento perpendicular à direção do vento), que se formou a partir do nada, tão reluzente que os pilotos na cabine tiveram que colocar seus óculos escuros para tentar manter algum tipo de visibilidade. Inevitavelmente, eles se adentraram na formação de nuvens, quando já tinham se afastado 35 km do aeroporto de Bilbao, e, repentinamente, os instrumentos de voo começaram a falhar. A comunicação com a torre de controle foi perdida imediatamente, as bússolas começaram a girar indefinidamente e tanto o painel de direção quanto o horizonte artificial emitiram alertas, indicando que o avião voava na direção oposta à rota traçada.
Até terminarem de atravessar a nuvem e tudo voltar a uma aparente normalidade, passaram-se 7 minutos de total angústia e incerteza, inclusive para o capitão García Bermúdez, que tinha mais de 11 mil horas de voo em seu currículo. A comunicação com a torre de controle se restabeleceu e os instrumentos voltaram a mostrar parâmetros normais, com exceção do hodômetro. Para a surpresa dos pilotos, o medidor não registrou nenhum quilômetro a mais durante o lapso em que o avião permaneceu dentro da nuvem, como se ele tivesse estado suspenso no mesmo ponto durante 7 minutos.
O voo 502 aterrissou finalmente no aeroporto de Santander sem nenhum tipo de inconveniente e, uma vez em terra, o comandante informou oficialmente sobre o incidente registrado. Autoridades aeroportuárias e a tripulação ficaram surpresas ao constatar que a torre de controle havia perdido contato com o avião por um lapso de 24 minutos e não de 7, como marcaram os relógios da cabine. Todos os que estavam a bordo do voo 502 haviam perdido, inexplicavelmente, um fragmento do tempo.
Atualmente, o processo relativo a esse incidente continua em aberto e sem resolução, apesar das várias investigações técnicas e a ajuda dos melhores especialistas de todo o mundo.

12.021 – Psiquiatria -Cápsula do tempo achada nos EUA manda recado a psiquiatras do futuro


Uma descoberta extraordinária aconteceu nas instalações de um antigo hospital psiquiátrico de Indianápolis, nos EUA. Trata-se de uma inacreditável cápsula do tempo, enterrada há quase seis décadas.
A cápsula possui um filme, que, por causa da ação do tempo, perdeu grande parte do áudio, embora, até o final, seja possível escutar dois homens não identificados (que se parecem com pesquisadores ou profissionais da área). Um deles, de aproximadamente 50 anos, dizendo: “somente os psiquiatras do futuro poderão dizer, quando abrirem essa cápsula do tempo, se resolvemos os problema de tratamento […] é possível que algum dia voltemos ao “choque” de insulina ou ao desenvolvimento de outras técnicas de drogar, e assim por diante”.
Utilizada entre os anos 40 e 50, a terapia de choque de insulina foi desenvolvida em 1927 com o objetivo de tratar especialmente a esquizofrenia. Ela consistia na administração diária de grandes quantidades de insulina, o que induzia os pacientes a um estado de coma que podia durar semanas. De acordo com alguns psiquiatras da época, essa terapia tinha êxito em 80% dos casos tratados, apesar de a metodologia só aumentar o grau de remissão da doença.

12.020 – Barbárie – Zoológico sacrifica até 30 animais saudáveis por ano


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Administradores do Zoológico de Copenhague, na Dinamarca, ficaram surpresos com a comoção internacional, quando eles esquartejaram um filhote de girafa em frente a uma plateia com crianças e usaram a carcaça para alimentar leões, leopardos e tigres. Marius, de um ano e meio, tinha perfeita saúde, mas foi sacrificado porque seus genes eram parecidos com os de outras girafas do zoológico, o que poderia aumentar a incidência de doenças genéticas em seus descendentes.
Uma petição online com mais de 30 mil assinaturas pedia que o zoológico não matasse o bicho. Manifestantes de direitos animais acusaram o parque de barbárie e falta de ética. Nos últimos dias, a página do zoológico no Facebook tem sido palco de um acalorado debate entre milhares de pessoas de vários países contrárias à medida e uma minoria favorável.
Sacrificar animais saudáveis é comum nos zoológicos europeus. Quando os genes de um animal não são considerados bons para o cruzamento, a prática é abatê-los, como no caso de Marius. O diretor científico do Zoológico de Copenhague, Bengt Holst, afirmou à rede britânica BBC que o parque sacrifica de vinte a trinta animais por ano para garantir uma população geneticamente saudável.
A decisão foi apoiada pela Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (Eaza), que congrega 345 instituições em 41 países. Seu site informa: “A Eaza apoia plenamente a decisão do zoológico de humanamente sacrificar o animal e acredita na necessidade de gerenciar genética e demograficamente a população de animais em cativeiro”.
Em entrevista à rede americana CNN, Bengt Holst disse entender a consternação pública. “Isso acontece por uma causa assustadora: as pessoas se distanciaram tanto da natureza que acreditam que ela é uma Disneylândia, onde tudo é muito legal e os animais só nascem, nunca morrem.”
Ele explicou por que a necropsia foi feita aos olhos do público: “Como o animal é grande, a necropsia precisou ser realizada ao ar livre. Decidimos convidar os visitantes para eles poderem ver quão fantástica é uma girafa por dentro. Os veterinários não apenas dissecaram o animal, mas explicaram as maravilhas das girafas. Essa é a proposta o zoológico: educar”. Quando perguntado sobre quantas crianças caíram no choro diante do exame cadavérico, Holst respondeu: “nenhuma”. “As pessoas podiam escolher se queriam ver ou não. As crianças fizeram muitas perguntas e tiveram boas respostas. Elas voltaram para casa com mais informações sobre girafas do que tinham antes de sair.”

12.019 – Após desastre, pesca no rio Doce deve levar dez anos para normalizar


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Da Folha para o ☻Mega

A lama que se arrasta pelo rio Doce nem tinha atingido o Espírito Santo, na semana passada, e o pescador Ermínio Pimenta, 58, já tinha problemas em vender o seu peixe no comércio da cidade de Linhares, onde o rio desemboca no mar. “Tinha restaurante já recusando. Não queriam comprar porque diziam: ‘Ah, o peixe de vocês está poluído’.”
Ele é um dos 66 profissionais cadastrados na associação de pescadores de Regência, distrito encrustado no encontro do rio Doce com o mar capixaba.
A pesca na foz do rio deve demorar dez anos para voltar ao normal, segundo estimativa de pescadores e membros da associação. Diante do impacto econômico na vila, a entidade pretende cobrar da Samarco um subsídio de R$ 1.800 por mês para cada um dos profissionais afetados.
O valor, segundo o presidente da entidade, Leônidas Carlos, 58, leva em consideração a média de ganhos, que podem chegar a R$ 1.000 por semana nos períodos em que há fartura de robalos.
Pescadores temem que, mesmo depois de recuperado o rio, o estigma dos “peixes poluídos” persista. Eidimiar Soares dos Santos, 32, admite que vai demorar para ter coragem de alimentar sua filha Analu, de nove meses, com algum peixe que saia do Doce. “Quando ela tiver uns dez anos acho que vai ver alguma coisa bonita aqui.”
Desde junho, a estiagem já vinha prejudicando a pesca na região. Adriano dos Santos Carlos, 38, nascido e criado em Regência, foi um dos pescadores que nos últimos dias participaram da instalação de boias para conter parte dos rejeitos de lama -uma determinação judicial custeada pela Samarco.
Colocar as barreiras levou o pescador a um déjà-vú. Há dez anos, um acidente com uma carreta despejou petróleo no rio Doce em Linhares. A solução foi convocar pescadores de Regência, como ele, para instalar boias.
Os moradores da foz também já enfrentaram desastres como a enchente que devastou a região em 2013 e agravou o assoreamento do rio na foz. “Somos conhecidos como a lata de lixo do rio Doce. Tudo o que acontece, desemboca aqui na gente”.