14.066 – A Cápsula Orion


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(MPCV)) é uma nave espacial desenvolvida pela NASA para exploração humana do espaço profundo, construída para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides.
A espaçonave é baseada no antigo Orion Crew Exploration Vehicle, do cancelado Programa Constellation.
O primeiro teste não-tripulado da Orion foi realizado com sucesso em 5 de dezembro de 2014.
Em 14 de janeiro de 2004, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a construção do Crew Exploration Vehicle (CEV) como parte da política espacial americana Vision for Space Exploration. O veículo espacial era parcialmente uma reação ao acidente do ônibus espacial Columbia, ao relatório da comissão criada para analisar as causas do desastre e às descobertas subsequentes, além de uma revisão do programa espacial norte-americano feita pela Casa Branca. Como a Vision for Space Exploration acabou sendo desenvolvida como Programa Constellation, o CEV acabou sendo denominado Orion Crew Exploration Vehicle, em homenagem à constelação do mesmo nome.
O Programa Constellation propunha a criação do Orion CEV com duas variantes, nave cargueira não-tripulada e voos com tripulação, como apoio às expedições na Estação Espacial Internacional e como um transporte para voltar à Lua. Dividida em duas partes principais, um módulo de comando em forma de cone e um módulo de serviço cilíndrico – contendo o sistema de propulsão da nave e suprimentos de consumo – foram projetados, baseados no desenho das naves Apollo que voaram entre 1967 e 1975.
O desenho da nave incluía um módulo de serviço para suporte à vida e propulsão própria, inicialmente previsto para aterrar em terra firme com o auxílio de airbags, mas depois mudado para pouso no mar, também como as antigas Apollo.
A nave deveria ser lançada por um foguete leve Ares I para a órbita baixa da Terra onde se acoplaria com o Módulo Lunar Altair, lançado antes por um foguete mais pesado, Ares V, para as expedições lunares. Entretanto, em 11 de outubro de 2010, por questões orçamentárias, o presidente Barack Obama cancelou o Programa Constellation, encerrando o desenvolvimento do módulo Altair e dos dois foguetes programados. Apenas o Orion Crew Exploration Vehicle (CEV), renomeado como Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV), foi mantido, com lançamento a ser feito pelo Space Launch System.
A Orion MPCV se assemelha em aparência com suas predecessoras Apollo mas a similaridade é limitada ao desenho de ambas. Sua tecnologia e capacidade são muito mais avançadas. Ela é planejada para suportar missões de maior duração no espaço profundo e pode carregar até seis astronautas por mais de 21 dias e até 6 meses. Durante o período de repouso no espaço, o suporte à vida da tripulação deve ser fornecido por outro módulo como o Deep Space Habitat, um módulo em tamanho menor e derivado das condições de conforto da ISS. A propulsão, proteção termal e sistemas aviônicos foram planejados para serem modernizados à medida que novas tecnologias sejam descobertas. Ela inclui módulo de comando e de serviço assim como um adaptador de espaçonaves.
O módulo destinado à tripulação é maior que o da Apollo e pode acomodar mais tripulantes para missões espaciais curtas ou longas. O módulo de serviço, além de fornecer propulsão, estoca a água e o oxigênio da tripulação. Sua estrutura também foi desenhada para permitir o transporte de carga e de experimentos científicos.

Módulo de Comando
É a cápsula que serve de habitação para os tripulantes, fornece armazenamento para materiais de consumo e instrumentos de pesquisa e serve como porto de acoplagem para transferência de tripulações. É a única parte da espaçonave que retorna à Terra após a missão e tem um formato de tronco de bases paralelas a 57.5º, similar ao Módulo de Comando da Apollo. Tem 5m de diâmetro por 3,3m de altura, com uma massa de cerca de 8,6 toneladas.
A proteção termal da cápsula é feita de um produto chamado Avcoat, também usado anteriormente nas Apollo e nos ônibus espaciais, composto de fibras de sílica com uma resina em um favo feito de fibra de vidro e resina fenólica. Algumas das novas tecnologias usadas pela Orion são um sistema de acoplagem automática (existente apenas hoje nas naves cargueiras não-tripuladas), sistema de computadores superiores aos existentes em qualquer espaçonave atual, sistemas digitais de controle derivados do Boeing 787 Dreamliner, o mais avançado avião da Boeing, incluindo controle de voz, melhoria das instalações de gestão de resíduos, com um banheiro de estilo acampamento em miniatura e o “tubo de alívio” unissex usado no ônibus espacial (cujo sistema foi baseado no utilizado no Skylab) e da Estação Espacial Internacional (com base nas estações soviéticas Salyut e MIR). Isso elimina o uso da odiada “fralda de plástico” usada pelos tripulantes das Apollo e das naves russas Soyuz. Além disso, um novo sistema de mistura de oxigênio/nitrogênio é usado na composição da atmosfera do interior da nave, que permite que o ar respirado tenha mesma pressão do nível do mar ou ligeiramente reduzido.
A cápsula é construída com uma liga de alumínio-lítio, igual à usada no tanque externo do ônibus espacial e nos foguetes Delta IV e Atlas V.
Para permitir que ela acople com outras naves espaciais, o MC da Orion é equipado com o NASA Docking System, mecanismo de acoplagem desenvolvido para ela, similar ao usados pelos ônibus espaciais para acoplagem com a ISS. Ela também possui um sistema de escape de emergência durante o lançamento, o Launch Escape System, assim como uma capa protetora feita de fiberglass para protegê-la de tensões aerodinâmicas e de impacto durante os 2,5 minutos de subida. Seus projetistas asseguram que a Orion é dez vezes mais segura durante a subida e a reentrada que os ônibus espaciais.

Módulo de serviço
Num primeiro momento, após indecisões sobre a fabricação de um MS por questões orçamentárias após o fim do Programa Constellation, a direção da NASA e do programa Orion anunciou que a ela usaria um já existente ATV, os veículos de carga europeus desenvolvidos pela ESA para suporte das tripulações da Estação Espacial Internacional, como módulo de serviço para o módulo de comando da Orion. Com a evolução dos estudos, a NASA decidiu que um módulo exclusivo seria construído pela ESA para a nave, com hardware derivado dos atuais ATV, através da Airbus Defence and Space, em Bremen, na Alemanha.

Sistema de abortagem de lançamento
A Orion é a primeira espaçonave norte-americana desde o Programa Apollo a ser equipada com um sistema de escape de emergência. Assim como o módulo de comando da Apollo, o Launch Escape System (LES) da Orion possui um potente foguete de combustível sólido na ponta do conjunto foguete-cápsula, capaz de ejetar o módulo de comando e sua tripulação para longe do foguete se ele apresentar algum defeito durante o lançamento inicial, até o momento em que o primeiro estágio seja ejetado.
Baseado no sistema usado pelas naves Soyuz, o LES a ser usado pela Orion será maior que os da espaçonave russa e terá mais empuxo que todo o foguete Atlas 6 usado para colocar o astronauta John Glenn em órbita em 1962.
Após o adiamento para o dia seguinte, em 5 de dezembro foi feito o lançamento da espaçonave, às 07:03, hora local de Cabo Kennedy, sem tripulação, para o teste que consistiu em realizar duas órbitas em volta da Terra, uma delas a mais de 5,8 mil km de distância, dentro do Cinturão de Van Allen, testar equipamento críticos de segurança, fazer análises das estruturas da nave e retornar pousando no oceano.[24] Apesar de não levar tripulantes, a Orion levou ao espaço amostras do solo lunar, partes de um fóssil de dinossauro e uma gravação do movimento “Marte” da obra de Gustav Holst, “Os Planetas”.
Depois de cumprir o planejado, num voo de cerca de 4h30min, a cápsula pousou no Oceano Pacífico, 1000 km a oeste de San Diego, às 08:29, hora local, onde foi recolhida do oceano pelas equipes de resgate da NASA e da Marinha, a bordo do navio de apoio USS Anchorage. A agência espacial informou que a nave funcionou quase à perfeição e que pousou no mar apenas uma milha fora do ponto previsto.

13.836 – Astronomia – A comunicação entre a Terra e robôs em Marte


Robô Curiosity
Robô Curiosity

Em 2012 a Agência Espacial Americana, a NASA, enviou ao planeta Marte uma sonda robotizada com a missão de explorar o desconhecido astro, analisando as suas formações rochosas, solo, atmosfera e tudo mais, a procura da existência ou não de vidas passadas (muito provavelmente seres vivos microbianos) e estudar a formação do planeta afim de saber se o seu ambiente alguma vez na história já possa ter sido conveniente para a formação da vida como nós a conhecemos hoje.
Essa sonda recebeu o nome de Curiosity e é o primeiro laboratório móvel completo enviado a outro a planeta; terá por função estudar o solo marciano por cerca de dois anos. Essa sonda está equipada com um braço mecânico capaz de fazer furos, câmeras, sensores térmicos e de movimentos, etc, mas um de seus componentes mais importantes são as antenas, que são usadas para a transmissão de dados para a Terra. Existem três diferentes antenas acopladas à sonda: uma de baixo ganho, uma de alto ganho e uma antena do tipo UHF (Ultra High Frequency; Frequência Ultra Alta).
A primeira antena está ligada a um rádio lento, de baixa potência UHF. Ele é capaz de transmitir uma pequena taxa de dados para outras sondas orbitantes em Marte ou também diretamente para a Terra. Foi projetado para ser usado em situações de emergência, quando os demais dispositivos de transmissão falharem.
A segunda antena está ligada a um rádio UHF de alta velocidade. Este por sua vez transmite as informações rapidamente para as sondas orbitantes do planeta (Odyssey, Mars Reconnaissance Orbiter e Mars Express), a taxas entre 256 kbits/s a 2 Mbits/s e possui um consumo de apenas 15 watts. É o principal meio de comunicação, estima-se que cerca de 31 megabytes de dados cheguem à Terra por dia através deste canal.
Por fim, a antena de alto ganho. Ela conecta diretamente a sonda Curiosity com os cientistas e engenheiros aqui na Terra e por tal motivo este canal só se encontra disponível durante três horas do dia, devido ao alinhamento dos planetas e questões de energia. Esta antena usa um rádio que consome 40 watts e transmite apenas 12 kilobits por segundo. Existe um atraso de 20 minutos na transmissão das informações, pois o sinal precisa percorrer a distâncias superiores entre 100 a 400 milhões de quilômetros entre a Terra e Marte. Por ser um canal de comunicação direto, a NASA o utiliza para enviar comandos a sonda e também para receber dados críticos.
Na Terra, os sinais são captados por antenas de até 70 metros de diâmetro, que fazem parte da Deep Space Network (utilizada também para comunicação com todos os outros satélites e outras missões espaciais).

13.723 – Programa Espacial Russo – Gagárin na Pele dos 3 Mosqueteiros


programa russo
O baú de segredos do programa espacial russo, aberto com a perestroika de MikhaiI Gorbachev,  revelou histórias curiosas. Yuri Gagarin, por exemplo, o astronauta que em 1961 realizou o primeiro voo orbital tripulado, não sabia exatamente para qual missão estava sendo preparado. Só na hora de entrar na cápsula é que ele tomou conhecimento de que seria o primeiro homem a cruzar o espaço. Surpreso, não se fez de rogado e aproveitou para fazer sua profissão de fé: “Camaradas, abrirei o caminho no espaço e, se houver dificuldades, superarei como convém a um comunista”. No momento de deixar a Terra, porém, o astronauta deve ter se lembrado das leituras de infância e dos três mosqueteiros, lendários personagens de Alexandre Dumas. E, do alto da rampa de lançamento, bradou o solidário grito de guerra do famoso trio: “Amigos, um por todos e todos por um”.

gagarin

13.622 – SpaceX vai lançar seu primeiro foguete Falcon Heavy destinado a Marte


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O Falcon Heavy vai ser lançado da mesma plataforma utilizada pela maioria das missões Apollo, destinadas à lua, e terá a maior capacidade de elevação de qualquer espaçonave americana desde a Saturn V, da Apollo.
O atual foguete da companhia, Falcon 9, lança cargas para a Estação Espacial Internacional e coloca satélites em órbita. Os primeiros estágios do foguete frequentemente são reutilizados em outros lançamentos.
O novo Falcon Heavy é uma versão extrema deste foguete, construída para suportar mais carga e ir mais longe: os três primeiros estágios do Falcon 9 irão impulsionar o Heavy para o espaço, e a SpaceX tentará pousar todos os três. Dois serão colocados em terra, enquanto o central, que irá viajar mais longe, pousará em uma grande barca no mar.
O Heavy tem 70 metros de altura e será o foguete operacional mais poderoso do mundo, capaz de levantar cargas úteis de até 57 toneladas métricas em órbita. Para este lançamento, no entanto, terá uma carga útil menor: o carro de Elon Musk, um Tesla Roadster vermelho. Além de CEO da SpaceX, Musk também é CEO da empresa de automóveis elétricos Tesla.
Se tudo der certo, o carro acabará em uma órbita em torno do sol longe o suficiente para alcançar Marte, e vai levar câmeras que devem fornecer “vistas épicas”.

Alto risco
Musk enfatizou que este é um lançamento de alto risco, estabelecendo expectativas baixas para um voo inaugural bem-sucedido.
Os 27 motores do primeiro estágio do veículo terão que acender no momento certo, por exemplo, e o primeiro estágio central sofrerá muito estresse durante o lançamento.
Dito isso, o Falcon Heavy já fez um teste de fogo dos seus motores bem-sucedido, no qual todos do primeiro estágio se acenderam por cerca de 10 segundos na plataforma de lançamento.
“Se algo der errado, espero que vá mal no meio da missão, para pelo menos aprendermos tanto quanto for possível ao longo do caminho. Eu consideraria uma vitória se simplesmente não explodisse no lançamento”, Musk afirmou.
Reconstruir a plataforma de lançamento demoraria de 8 a 12 meses, o que seria um fator limitante para realizar um novo teste rapidamente. “Vamos nos divertir, não importa o que aconteça. Será emocionante de uma forma ou de outra – ou um sucesso emocionante ou um fracasso emocionante”, disse Musk. [Space.com, SpaceX]

Últimas Notícias
O evento foi visto por milhões de pessoas na internet e chegou a derrubar o site da companhia.
O palco principal foi a plataforma 39A, do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, a agência espacial dos EUA. De lá, desde 1973 não subia um lançador com capacidade comparável à do Falcon Heavy.
Com efeito, o único a batê-lo em poder de inserção orbital em toda a história do programa espacial americano foi o Saturn V, que levou o homem à Lua nos anos 1960 e 1970.
Uma diferença fundamental separa os dois lançadores, contudo: enquanto o venerável foguete projetado por Wernher von Braun para bater os soviéticos na corrida espacial do século passado foi financiado por um brutal aporte de recursos governamentais – a Nasa então consumia cerca de 5% de todo o orçamento federal -, o Falcon Heavy foi desenvolvido pela SpaceX com dinheiro privado, e seu custo é uma fração do que consumia seu predecessor.
A diferença poderia ser tida como um sinal dos tempos, mas não é só a evolução tecnológica que explica a mudança. Atualmente, a mesma Nasa desenvolve um foguete de alta capacidade similar ao Saturn V, o SLS, e seu custo estimado é de cinco a dez vezes maior que o do Falcon Heavy.
Enquanto um lançamento do novo foguete da SpaceX pode sair por US$ 90 milhões (custo mínimo), um SLS (ainda sem preço exato definido) está mais perto de US$ 1 bilhão.
Essa é a medida do quanto a SpaceX está mudando a noção do custo de acesso ao espaço e incomodando a concorrência, nos EUA e fora dele. De onde vem a diferença? A palavra-chave é inovação, e é o que explica os eventos testemunhados nesta terça na Flórida.

MUDANDO AS REGRAS
O Falcon Heavy tem três propulsores no primeiro estágio, e um no segundo. Todos são baseados nos sistemas desenvolvidos para o Falcon 9, o foguete “velho de guerra” da SpaceX. Na verdade, a melhor definição para o primeiro estágio dele seria a de três primeiros estágios do Falcon 9 amarrados.
Pois bem, esses propulsores não só sobem ao espaço com uma potência incrível como retornam a pousam suavemente após cumprirem sua missão.
Com isso, podem ser reutilizados, algo que inverte completamente a lógica de como transporte espacial tem sido feito até hoje, e o aproxima mais de outras modalidades de transporte criadas pelo ser humano. Ninguém joga fora um helicóptero depois de um único voo. O mesmo se aplica a um avião. Por que jogariam fora um foguete após um único voo?
Musk estava determinado a provar que era possível recuperar as partes do lançador descartadas durante a subida e reutilizá-las. Isso está mais que cabalmente demonstrado a essa altura.

Por sinal, os dois propulsores laterais do Falcon Heavy vieram de missões anteriores do Falcon 9. Fizeram duas viagens ao espaço, portanto, a segunda nesta terça. E pousaram suavemente, ao mesmo tempo, em plataformas em solo. Feito inédito.
O propulsor central do primeiro estágio desceu numa balsa no oceano, mas não conseguiu fazer um pouso suave e terminou seu voo num evento que Musk costuma descrever como RUD, sigla para “Rapid Unscheduled Disassembly”, ou “Desmontagem Rápida Não Agendada”. Eufemismo para destruição completa (e geralmente explosiva).
De toda forma, o segundo estágio já confirmou os dois disparos necessários para colocar numa órbita alta ao redor da Terra. Uma terceira queima, marcada para a 1h de quarta-feira, colocaria o carro Tesla Roadster de Elon Musk e um boneco chamado Starman, em homenagem à música de David Bowie, a caminho de uma trajetória interplanetária na direção da órbita de Marte.
“Reinício do estágio superior normal, apogeu atingido de 7.000 km”, escreveu Musk no Twitter pouco após o lançamento. “Ele vai passar 5 horas sendo banhado pelos cinturões [de radiação] de Van Allen e então tentará o disparo final para Marte.”
Enquanto isso, a SpaceX transmitia imagens ao vivo pelo YouTube do veículo cor cereja da meia-noite girando pacificamente ao redor da Terra — que acabou de ficar um pouquinho menor e menos isolada no Universo depois deste lançamento.

12.941 – Ciclo do sono faz parte de experiências da nova missão na ISS


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Três astronautas –um russo, um francês e uma americana–, decolam do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional. Durante seis meses, eles farão cerca de 200 experiências, entre elas uma sobre o impacto da luz no ciclo do sono. O retorno à Terra será em maio de 2017.
No total, 200 experiências serão realizadas na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). O astronauta francês, Thomas Pesquet, 38, vai ajudar diretamente nesses estudos. Equipado com um casaco “inteligente”, ele transmitirá, através de captores, todos os dados sobre sua saúde e ajudar os cientistas a evoluírem nas pesquisas.
Entre as experiências que serão realizadas, estudos sobre o sono, diminuição da massa óssea e o envelhecimento das artérias. “Seis meses no espaço equivale a um envelhecimento de dez anos das artérias na Terra”, disse ao jornal 20 Minutes Pierre Boutouyrie, pesquisador do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm). De fato, Pesquet deve voltar com as artérias de um homem de 48 anos.
O objetivo da pesquisa é conhecer as possibilidades de inverter o fenômeno e propor medidas para desacelerá-lo. De acordo com os cientistas, isso pode ajudar na prevenção de todas as doenças cardiovasculares, as que mais causam mortes no mundo.
Outro interesse desta missão é inventar ferramentas adaptadas ao espaço e que também poderiam ser utilizadas na Terra, como por exemplo um mini scanner.
O trio decola nesta quinta na cápsula Soyuz MS-03 para se posicionar a 200 quilômetros acima da Terra, em uma viagem que terá a duração de 48 horas. Eles devem chegar na Estação Espacial Internacional na noite de sábado (19de nov de 2016).

12.867 – Boeing pretende chegar a Marte antes da SpaceX


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Durante um evento em Chicago na última terça-feira (4 de outubro), o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, disse acreditar que sua empresa conseguirá levar humanos a Marte antes mesmo da SpaceX. Recentemente, a SpaceX mostrou o seu projeto Interplanetary Transport System (ITS), que pretende começar a fazer viagens tripuladas até o planeta vermelho em 2024.
“Estou convencido de que a primeira pessoa a pisar em Marte chegará até lá em um foguete da Boeing”, disse Muilenburg. A fala do CEO da Boeing durante o evento.
A Boeing foi a empresa responsável pelo foguete Saturn V, que foi utilizado pelos Estados Unidos durante a corrida espacial da década de 60 para levar humanos até a Lua. Tanto ela quanto a SpaceX são as primeiras empresas privadas que a NASA contratou para levar cargas até a Estação Espacial Internacional.
No momento, a SpaceX está realizando testes com o foguete Raptor, que deverá ser usado para mover o ITS. A Boeing, por sua vez, está desenvolvendo em parceria com a NASA um foguete semelhante chamado de Space Launch System, que também terá o objetivo de mover espaçonaves destinadas a Marte.

Aviões hipersônicos
Voar até Marte nao foi o único plano ambicioso da Boeing sobre o qual Muilenburg falou no evento. De acordo com a Bloomberg, o CEO da Boeing também tem planos para criar aviões hipersônicos, que seriam capazes de voar em velocidades até três vezes maiores que a velocidade do som – ou seja, viajar a mais de 3702 quilômetros por hora.
Com essa velocidade, esses aviões poderiam, por exemplo, ir de São Paulo a Nova York em pouco mais de duas horas. Uma viagem de São Paulo a Tóquio, por sua vez, poderia ser feita de uma vez só em cerca de seis horas.

Entre o céu e o espaço
Muilenburg também vê oportunidades comerciais entre esses dois extremos. Ele vê o turismo espacial “florescendo ao longo das próximas duas décadas e virando um mercado comercial viável”. Por isso, ele acredita que, ao lado da Estação Espacial Internacional, poderão ser construídos hotéis espaciais nos quais os hóspedes poderão curtir a microgravidade.
Para chegar até lá, as pessoas usariam foguetes e espaçonaves da Boeing. Além disso, o CEO da empresa também acredita que universidades e centros de pesquisa também poderiam se interessar pela criação de laboratórios em microgravidade, que ofereceriam vantagens e novas possibilidades de investigação para algumas áreas da ciência.

Resposta da SpaceX
“Acho que na verdade é bem melhor para o mundo se houver múltiplas companhias ou organizações construindo essas espaçonaves interplanetárias. Quanto mais, melhor. Acho que qualquer coisa que melhore a probabilidade [de se chegar a Marte] no futuro é boa. E então múltiplas empresas fazendo isso seria ótimo, eu acho. Eu quis descrever a arquitetura [do ITS] na esperança de que isso incentivaria empresas e organizações no mundo todo a fazer algo do tipo”.
A SpaceX disse que pretende começar a fazer voos tripulados até Marte em 2024; a Boeing, por sua vez, imagina que suas primeiras viagens até lá comecem na década de 2030 – revelando certa desconfiança dos planos de Musk. De qualquer maneira, ainda há um longo caminho até que o turismo ao planeta vermelho se torne economicamente viável.

12.406 – O revolucionário projeto de viagem interestelar apoiado por Stephen Hawking


astrofisica estrela
O físico Stephen Hawking anunciou apoio a um projeto que pretende enviar uma pequena nave espacial – do tamanho de um chip usado em equipamentos eletrônicos – para uma viagem interestelar daqui a uma geração.
O veículo viajaria trilhões de quilômetros, muito mais distante do que qualquer outra nave.
Um programa de pesquisa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões) para o desenvolvimento das “naves estelares” do tamanho de pequenos chips eletrônicos foi lançado pelo milionário Yuri Milner e apoiado pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

A viagem interestelar tem sido um sonho para muitos, mas ainda enfrenta muitas barreiras tecnológicas. Entretanto, Hawking disse à BBC News que a fantasia pode ser realizada mais cedo do que se pensa.
“Para que nossa espécie sobreviva, precisamos finalmente alcançar as estrelas”, disse. “Os astrônomos acreditam que haja uma chance razoável de termos um planeta parecido com a Terra orbitando um estrelas no sistema Alfa Centauri. Mas saberemos mais nas próximas duas décadas por intermédio de dados dos nossos telescópios na Terra e no espaço”.

Ainda de acordo com Hawking, “os avanços tecnológicos das últimas duas décadas e os avanços futuros tornarão (a viagem interestelar) possível dentro de uma geração”.
O físico está apoiando um projeto da Fundação Mr. Milner’s Breakthrough, uma organização privada que financia iniciativas de pesquisas científicas consideradas muito ambiciosas por fundos governamentais.

A organização reuniu um grupo de cientistas especialistas no assunto para avaliar a possibilidade de desenvolver naves espaciais capazes de viajar para outros sistemas estelares dentro de uma geração e ainda enviar informações de volta à Terra.
O sistema estelar mais próximo está distante 40 trilhões de quilômetros. Com a tecnologia disponível atualmente, chegar lá levaria cerca de 30 mil anos.

O grupo concluiu que com um pouco mais de pesquisa e desenvolvimento seria possível projetar uma aeronave espacial que reduziria esse tempo para somente 30 anos.
“Eu disse anteriormente que até poucos anos atrás viajar para outras estrelas nesse tipo de velocidade seria impossível”, disse o cientista Pete Worden, que lidera o projeto. Ele é o presidente da Fundação Breakthrough Prize e ex-diretor do centro de pesquisas Nasa Ames, no Vale do Silício, na Califórnia.

“Mas o grupo de especialistas descobriu que, por causa dos avanços em tecnologia, parece haver um conceito que pode funcionar”.

Esse conceito é reduzir o tamanho da aeronave para o de um chip usado em equipamentos eletrônicos. A ideia é lançar milhares dessas “mininaves” na órbita da Terra. Cada um teria um navegador solar.
Seria como uma vela em um barco – mas o sistema seria impulsionado pela luz, em vez de vento. Um laser gigante na Terra daria a cada uma das naves um poderoso empurrão que as ajudaria a alcançar 20% da velocidade da luz.
Tudo isso soa como ficção científica, mas Yuri Milner acredita que é tecnicamente possível desenvolver essa nave espacial e chegar a outro sistema estelar ainda nos próximos anos.

“A história humana tem grandes saltos. Há exatos cinquenta anos, Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem no espaço. Hoje estamos nos preparando para o próximo salto: as estrelas”, disse o milionário.

Mas antes de projetar naves espaciais capazes de chegar a outras estrelas, há muitos problemas a serem superados.
Uma prioridade é desenvolver câmeras, instrumentos e sensores em miniatura capazes de caber em um chip, assim como projetar um navegador solar forte o suficiente para ser atingido por um laser poderoso por vários minutos e encontrar uma forma de captar imagens e informações do novo sistema estelar para serem enviados de volta à Terra.
O professor Martin Sweeting, pesquisador do Centro espacial de Surrey, na Inglaterra, e presidente da empresa de engenharia espacial especializada em pequenos satélites Surrey Satellite Technology, quer se envolver no projeto.
Ele fundou a empresa há 30 anos e foi responsável pela redução de custo e de tamanho dos satélites.

“Muito do que fizemos nos anos 80 foi considerado muito maluco, mas agora pequenos satélites estão na moda. Esse projeto (de viagem interestelar) parece uma ideia de maluco, mas novas tecnologias surgiram e agora isso não é mais maluquice, é só difícil”, disse ele à BBC News.
Andrew Coates, do laboratório de ciência espacial Mullard, que é parte da Universidade de Londres, concorda que o projeto é desafiador, mas não impossível.
“Teríamos muitas dificuldades a resolver, como mecanismos de resistência à radiação espacial e ao ambiente empoeirado, a sensibilidade dos instrumentos, a interação entre o poder dos lasers que impulsionariam as naves e atmosfera da Terra, a estabilidade na nave espacial e o fornecedor de energia”, afirma.
Mas, segundo ele, “devemos olhar com atenção para esse conceito se realmente quisermos alcançar outro sistema estelar dentro de uma geração”.
Stephen Hawking acredita que o que antes era um sonho distante pode e deve se tornar uma realidade dentro de três décadas.
“Não há alturas mais altas a serem alcançadas do que as estrelas. Não é sábio manter todos os novos ovos em uma cesta frágil”, disse ele. “A vida na Terra enfrenta perigos astronômicos como asteroides e supernovas”.

12.306 – Astronáutica – Da Terra a Marte em meia hora


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Uma técnica de lançamento de espaçonaves estudada pela NASA poderia reduzir o tempo de viagem para Marte para apenas 30 minutos.
Vale ressaltar que isso ainda está no plano das ideias, pois uma viagem para Marte, hoje em dia, leva de seis a oito meses para ser realizada.
A técnica que poderia reduzir dramaticamente essa jornada espacial é chamada propulsão de energia direcionada. Ela consiste no disparo de um laser de alta potência – entre 50 e 100 gigawatts – em uma espaçonave e, com isso, numa aceleração a uma fração significativa da velocidade da luz, de, aproximadamente, 30%. Desta maneira, o percurso poderia ser realizado em 30 minutos ou em até três dias, no cenário mais pessimista, de acordo com pesquisadores.
A ideia da NASA é aplicar a técnica na exploração de exoplanetas que poderiam abrigar vida num raio de 25 anos-luz da Terra.
A técnica é pesquisada por Philip Lubin, do Grupo de Cosmologia Experimental da Universidade de Santa Bárbara. Ele garante que existe tecnologia para colocar essa revolucionária viagem galáctica em prática:
“Poderíamos impulsionar um veículo robótico de 100 kg [com 1 m de altura] para Marte em poucos dias”.
Apesar da animação toda em torno da técnica, a NASA ainda não tem projetos oficiais em andamento para utilizar esse tipo de propulsão na exploração espacial, apesar da existência de algumas propostas.

12.234 – Nasa vai lançar “pipa espacial” movida a energia solar


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Se a partir de agora, quando estiver lendo sobre o espaço, você se deparar com a imagem de um grande losango prateado flutuando pelo infinito, não se assuste. Na verdade, é melhor você até se acostumar: essa gigantesca pipa espacial é o Near-Earth Asteroid Scout (Observador de Asteroides Próximos à Terra, em português), ou simplesmente NEA Scout, e pode ser o futuro da astronomia.
O NEA, diferentemente dos satélites que existem atualmente no espaço, não utiliza baterias de Ion para ativar sua propulsão. O novo sistema se utiliza dos chamados “ventos solares”. Acontece que o Sol bombardeia tudo que existe à sua volta com fótons, e o corpo do NEA – feito de plástico com revestimento de alumínio – consegue reagir à essas partículas da mesma forma que uma pipa comum reage ao vento. Na prática, isso significa que enquanto houver sol no sistema solar, o NEA se movimenta, enquanto as propulsões iônicas vão ficando mais lentas conforme queimam sua carga.
A invenção é gigantesca, tem aproximadamente o tamanho de um ônibus, é fino como um fio de cabelo, isso ligado às suas propriedades faz com que ela seja extremamente veloz no espaço. O NEA voa em uma velocidade de 28,6 quilômetros por segundo. Só para efeito de comparação, o Voyager I, módulo explorador da NASA, levou 38 anos para chegar nos limites do sistema solar, enquanto o NEA faria o mesmo percurso em 20 anos. “No futuro, essas velas solares poderão levar espaçonaves as regiões mais distantes do Sistema solar, mais rápido do que nunca”, afirmou ao site da NASA Les Johnson, diretor de pesquisas do NEA.
E a primeira missão da invenção já está definida. Ele será enviado ao espaço em 2018, junto com outros 13 satélites, e terá que chegar em um asteroide chamado 1991 VG. O NEA conseguirá reconhecer informações do asteroide como composição, tamanho e movimento, assim a NASA consegue mais dados para um dia conseguir mandar seres humanos para o corpo celeste.

12.162 – Sonda Galileu – Missão Suicida em Júpiter


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Sonda Galileu entra na atmosfera de Júpiter e explode

Os vaivéns da nave americana Galileu, que estava desde 1989 fotografando e estudando diversos planetas e luas, terminariam num espetacular mergulho kamikase. Ela se estatelou no maior dos mundos do sistema solar, Júpiter. Os cientistas da Nasa queriam evitar que a nave caisse no satélite jupiteriano Europa, que se acreditavam ser habitado por micróbios ou outras formas de vida. Se despencasse por lá, Galileu contaminaria o ambiente extraterrestre mais promissor à vida que se conhece. Decidiu-se então estender o voo por um ano, tirando dele o maior proveito possível, e depois mandar a viajante do espaço para Júpiter sem bilhete de volta.

12.151 – Sonda da NASA que utiliza energia solar bate recorde de distância


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A sonda Juno, da NASA, acabou de se tornar a missão que chegou mais longe no espaço utilizando energia solar: 793 milhões de quilômetros ou 3,5 vezes a distância entre a Terra e Marte – e ela pretende ir ainda mais longe.
Lançada em 2011, a missão Juno foi desenvolvida para estudar Júpiter, onde ela deve chegar em julho de 2016. Ela é a primeira nave que substitui as baterias de energia nuclear por energia solar criada para funcionar a um intervalo tão grande do Sol. A uma distância Terra-Sol, as células conseguem gerar aproximadamente 14 quilowatts de eletricidade. Como a intenção é operar em Júpiter, essa quantidade de energia diminui significativamente, por isso seus painéis são gigantescos: nove metros de matrizes, com 18.698 células solares individuais. No total, a construção pesa quatro toneladas.
“Júpiter é cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e a luz lá é 25 vezes mais fraca. Os nossos painéis vão gerar apenas 500 watts de energia em Júpiter. Mas Juno foi desenhada com muita eficiência, e isso deve ser mais que suficiente para fazer o trabalho”, diz Rick Nybakken, gerente do projeto.
Estudar Júpiter é tão importante quanto estudar o próprio Sol: pelo seu tamanho e por ter sido o primeiro planeta gasoso a se formar, ele influenciou profundamente a formação e evolução de outros corpos. Já salvou a Terra de diversos impactos de cometas: a sua massa é tão grande que é capaz de formatar órbitas de planetas, asteroides e de outros corpos. A NASA espera que algumas perguntas como quando Júpiter nasceu, como o seu campo magnético foi formado e qual a sua composição sejam respondidas através da análise da sonda.
O nome da missão não foi escolhido aleatoriamente: Juno (Hera), na mitologia greco-romana, é a esposa de Júpiter (Zeus). O pai dos deuses criou um véu de nuvens ao redor de si mesmo, para esconder sua perversidade. Sua esposa conseguiu atravessar as nuvens, para revelar sua verdadeira natureza. Espera-se que Juno, a sonda, consiga fazer o mesmo.

11.932 – Lixo Espacial – Terra será atingida por um misterioso pedaço


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No próximo dia 13 de novembro, astrônomos preveem que a Terra será atingida por um aglomerado de lixo espacial que há muitos anos circula em torno do nosso planeta. Contudo, os cientistas ainda estão tentando decifrar, afinal, o que é esse material.
Estudos preliminares indicam que se trata de um objeto com entre um e dois metros de comprimento e provavelmente oco. Além disso, sabe-se que o fragmento – batizado pelos cientistas de WT1190F – circula em uma órbita duas vezes maior do que a da Terra e a Lua.
Lixo espacial geralmente é composto por pedaços de satélites, ônibus espaciais, foguetes e de painéis solares. No entanto, os astrônomos que observam o WT1190F acreditam que ele será queimado total ou parcialmente assim que começar sua reentrada na atmosfera. Por conta disso, talvez nunca saibamos do que se trata esse estranho objeto.
“Pode ser um pedaço perdido da história espacial que voltou para nos assombrar”, brincou Jonathan McDowell, astrônomo do Centro Harvard–Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, Massachusetts (Estados Unidos). Uma das hipóteses mais prováveis é de que se trata de parte do foguete que levou o homem à Lua na década de 1960.
O cientistas alertam, porém, que é pouco provável que alguém aqui na Terra seja capaz de ver o objeto invadindo os céus. Acredita-se que o WT1190F deverá cair em algum lugar do Oceano Índico – isso se sobrar alguma coisa após a violenta reentrada.

11.662 – Novo motor para viagens espaciais é testado com sucesso


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Uma equipe de cientistas, liderada pelo pesquisador Martin Tajmar, da Universidade Técnica de Dresden, apresentou os resultados experimentais sobre o funcionamento do motor EM Drive (Electro Magnetic Drive) durante o Fórum de Propulsão e Energia.
O propulsor utiliza as cavidades das micro-ondas eletromagnéticas para transformar a energia elétrica em impulso, sem descartar nenhum outro elemento de um motor convencional. Por isso, muitos acreditam que esse seria o ponto de partida para a construção de motores “warp”, capazes de duplicar o espaço-tempo e viajar mais rapidamente que a luz, como nos filmes “Star Trek”.
“Nossas medições revelam propulsões, assim como era esperado, com base em afirmações anteriores, depois de estudar cuidadosamente as interferências térmicas e eletromagnéticas. Se confirmado, isso poderá revolucionar as viagens espaciais”, diz o relatório científico, intitulado “Medições diretas da propulsão do EM Drive e avaliação de possíveis efeitos secundários”.
“É a primeira vez que alguém participa com um laboratório bem equipado e uma grande experiência no seguimento do erro experimental, em vez de engenheiros que podem, inconscientemente, estar influenciados pelo desejo de ver que [o propulsor] funciona”, diz outro trecho do relatório.
O motor revolucionário foi projetado pelo engenheiro britânico Roger Shawyer. A NASA testou com sucesso o propulsor espacial EM Drive no ano passado. De acordo com os cientistas, uma nave equipada com esse propulsor poderia chegar à Lua em 4 horas e em Marte em apenas 70 dias.

11.539 – Astronáutica – Cargueiro privado explode rumo à Estação Espacial Internacional


explosão cargueiro
O voo fazia parte do programa de transporte de carga comercial promovido pela Nasa, agência espacial americana, em parceria com empresas. A bordo do Falcon 9 estava o cargueiro Dragon, em sua sétima missão ao complexo orbital. Ainda não está claro o que levou à falha.
Foi o décimo-nono lançamento do Falcon 9, e o primeiro a sofrer uma falha catastrófica.
O veículo se desintegrou e deixou de transmitir dados de telemetria ainda durante a queima do primeiro estágio, viajando a pouco mais de 4.700 km/h. “O Falcon 9 experimentou um problema pouco antes do desligamento do primeiro estágio”, escreveu Elon Musk, o quase lendário dono da SpaceX, em sua conta no Twitter. “Daremos mais informações assim que revisarmos os dados.”
Apesar disso, o problema parece ter acontecido no segundo estágio do foguete. “Houve um evento de superpressurização no tanque de oxigênio líquido do estágio superior”, escreveu Musk. “Isso é tudo que podemos dizer com confiança agora. Teremos mais a dizer após uma análise completa da árvore de falhas.”
O acidente com certeza trará problemas logísticos para a estação espacial, uma vez que trata-se do segundo cargueiro seguido que não consegue chegar lá. O primeiro foi o russo Progress, que entrou em órbita, mas fora de controle, e acabou se desintegrando ao reentrar na atmosfera da Terra, no fim de abril. No momento, o complexo orbital está habitado somente por três tripulantes, o que reduz problemas em termos de suprimentos.
Além disso, a perda do Falcon 9 projeta uma poderosa sombra sobre o programa americano de transporte comercial de carga. Em outubro do ano passado, outro cargueiro que fazia parte do programa, o Cygnus, também foi perdido após a explosão do foguete Antares que o levaria ao espaço. Cygnus e Dragon, das empresas Orbital e SpaceX, eram os únicos participantes do programa — e agora os dois estão no chão após acidentes.
O problema também deve reverberar no programa tripulado comercial da Nasa. A SpaceX pretendia lançar astronautas ao espaço numa versão mais sofisticada da Dragon, acoplada ao foguete Falcon 9, a partir de 2017. A concorrente Boeing, que também participa do programa tripulado, ganha uma dianteira significativa a partir de agora.

11.507 – Revolução espacial: chineses desenvolvem naves que não precisam de combustível


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Se as estrelas não vieram até o grafeno, o grafeno viajará até elas. O celebrado material, o mais forte produzido até hoje, poderá ajudar a transformar luz em movimento.  Suas propriedades poderão formar a base para a construção de uma nave espacial que não precisará de combustível, apenas de luz solar. Essa é a proposta de um trabalho conduzido por cientistas da Universidade de Nakai, na China, para construir os motores dos próximos veículos espaciais.

Eles descobriram novas possibilidades para o grafeno, uma folha de átomos de carbono condensados com a espessura de um átomo, dispostas em padrão regular hexagonal, similar ao grafite. A estrutura plana do grafeno conduz muito tem tanto eletricidade quanto calor.Depois de fundir folhas de óxido de grafeno, os especialistas conseguiram criar um novo supermaterial que chamaram de “esponja de grafeno”. E eles observaram que, ao cortar o grafeno com laser, a substância se mexia. Por isso, realizaram um experimento em condições de vácuo, colocando grafeno e utilizando raios laser de diferentes intensidades. Dessa forma, conseguiram observar que algumas partes da “esponja de grafeno” se moviam por até 40 cm. E a esponja reagiu do mesmo modo quando foram direcionados a ela raios de sol através de uma lente.Segundo os cientistas, o grafeno atua como uma vela solar, através da qual os fótons impulsionam o material que, então, se move. Em condições de vácuo, esse mesmo princípio poderia ser suficientemente poderoso para propulsar uma nave espacial.Com o objetivo de provar essa tecnologia revolucionária, a Sociedade Planetária dos EUA criou uma pequena nave espacial para estudar como o grafeno é capaz de absorver a energia de um laser, acumular sua carga elétrica e, em seguida, liberá-la para empurrar a nave. Cientistas de todo o mundo continuam criando expectativas em torno do desenvolvimento desses testes, confiantes de que o grafeno pode ser a chave para a criação de naves espaciais propulsionadas por energia solar.

11.506 – Nave ‘Star Trek’: A NASA teria descoberto acidentalmente como superar a velocidade da luz


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A NASA testou de forma bem-sucedida o funcionamento de um propulsor inovador, o revolucionário EM Drive, capaz de alcançar a Lua em apenas quatro horas. Um motor tipo “warp”, no estilo “Star Trek”, será realidade em não muito tempo.A agência espacial norte-americana já havia testado esse tipo de propulsor no ano passado, mas, desta vez, realizou o mesmo experimento em condições de vácuo absoluto. O sucesso alcançado demonstrou que o propulsor pode funcionar perfeitamente no espaço, o que abre as portas para uma nova era na exploração espacial.Desse modo, a NASA apresentou o projeto para a construção da nave WarpStar-1, equipada com o propulsor EM Drive, que, segundo os cientistas, pode chegar à Lua em não mais de quatro horas. Além disso, um voo para Marte levaria 70 dias, em vez de sete meses, como ocorre atualmente.

A descoberta dos princípios da construção do motor warp pode ter sido descoberta acidentalmente. Segundo afirmaram fontes oficiais, quando um laser foi disparado na câmara de ressonância do EM Drive, alguns fótons viajaram a uma velocidade maior que a da luz, o que significa que o propulsor produziu uma bolha warp que permitirá que naves viajem tão rapidamente quanto a de “Star Trek”

11.473 – Espaço – Velas abertas no oceano cósmico


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O veleiro solar LightSail-A, da ONG Planetary Society, acaba de concluir a transmissão de sua primeira imagem diretamente do espaço, com as velas abertas. A foto é basicamente a declaração mais eloquente de sucesso que os engenheiros e cientistas poderiam ter.
A missão passou por mais momentos de emoção após a abertura dos painéis solares, e na última quarta-feira (04 de junho), o contato com o pequeno satélite foi interrompido por um problema com as baterias, frustrando os planos de abrir as velas até sexta, como originalmente planejado. A comunicação voltou no sábado, e no domingo o cubesat (de apenas 10 x 30 cm) foi comandado a içar as velas. Foi detectada a telemetria dos motores executando a operação, mas somente com uma imagem seria possível confirmar o sucesso. Na segunda já havia uma pista boa, com uma imagem parcial, e na tarde de terça a imagem completa revelou a abertura bem-sucedida!
Agora, o que era um satélite do tamanho de um pão de forma é uma pipa com 5,6 metros de lado voando acima da Terra. O aumento de área fez duas coisas: tornou possível observar o LightSail a olho nu quando ele passa por cima de cidade logo após o pôr do Sol ou antes do nascente e aumentou brutalmente o arrasto atmosférico, de forma que ele deve decair de sua órbita e reentrar na atmosfera terrestre em poucos dias. Mas com a missão cumprida.
Um veleiro solar funciona usando a luz que vem do Sol como propulsão. Cada partícula de luz produz um empurrão muito suave nas superfícies que toca, e se a superfície for suficientemente grande, e a nave suficientemente leve, isso é o que basta para obter aceleração para viajar pelo espaço, uma vez que se vence o poderoso campo gravitacional da Terra.
É um empurrãozinho de nada, é verdade, mas a vantagem é que ele é sempre constante — o Sol não para nunca de brilhar. Combustível é desnecessário para acelerar o veículo. Então, imagine um empurrãozinho agindo durante meses e anos, aumentando gradualmente a velocidade da nave. Com habilidade e controle, é possível levá-la a qualquer parte do Sistema Solar (claro, tudo vai ficando mais difícil conforme se afasta do Sol, e o nível de luz diminui, mas ainda assim é teoricamente possível ir bem longe desse jeito).
Honestamente, os veleiros movidos a luz são hoje a única tecnologia conhecida que pode de fato realizar missões interestelares.

11.448 – Astronáutica – Nasa desenvolve disco voador


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A NASA dará mais um importante e grande passo na ousada missão de levar seres humanos a Marte. Nesta quarta-feira, dia 3 de maio, a Agência Espacial dos Estados Unidos vai testar um avançado paraquedas, Supersonic Ringsail, durante o lançamento de um disco voador em busca de alternativas para a aterrissagem no Planeta Vermelho.Os pesquisadores buscam um método de pousar a nave com humanos em Marte – o que deve ocorrer em 2030. Como a atmosfera do planeta é fina, um paraquedas forte e com rápido movimento seria capaz de pousar uma nave pesada no Planeta Vermelho.O paraquedas tem 30 metros de diâmetro e seu objetivo é “retardar a entrada do veículo para velocidades subsônicas”, segundo comunicado da Nasa.O teste vai ocorrer sobre o Oceano Pacífico, a 37 quilômetros de altitude. Com a ajuda de um grande balão, serão enviados um disco, um desacelerador em forma de tubo e o paraquedas. O balão lançará a espaçonave, e foguetes levarão veículo maior para 55 quilômetros, atingindo velocidades supersônicas, como três vezes a velocidade do som. Um primeiro teste do disco ocorreu em junho de 2014, e próximo está planejado para 2016.

11.443 – Sonda New Horizons poderia fazer “contato com alienígenas” após sobrevoo histórico em Plutão


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Os investigadores esperam usar a sonda para enviar uma mensagem às profundezas do espaço, contando aos supostos extraterrestres detalhes da humanidade e enviando um ‘mapa’ para encontrar a Terra. A sonda deve fazer o primeiro sobrevoo em Plutão em 14 de julho, e uma transmissão de mundos alienígenas já poderia acontecer em julho de 2016.
O projeto, apelidado de “Uma Mensagem da Terra”, é ideia de Jon Lomberg, o mesmo responsável pela inserção de músicas populares colocadas a bordo da Sonda Voyager da Nasa, em 1977. Similar ao projeto anterior, chamado de ‘Golden Records’, o atual irá pedir às pessoas de todo o mundo que contribuam com imagens, sons e ideias para enviar a bordo da New Horizons.
“Esta é realmente uma chance de tentar pensar sobre nós mesmos a partir de uma longa perspectiva”, disse Lomberg ao Space.com. “Nós nunca saberemos se esse público extraterrestre que nós estamos imaginando, irá receber as mensagens, mas nós sabemos que as pessoas da Terra que participarem, desempenham um papel importante no projeto, podendo, literalmente, mudar nossas vidas”, completou.
Caso a Nasa aprove a inserção do projeto em sua sonda, os pesquisadores planejam criar um arquivo digital com 150 megabytes de dados, basicamente o mesmo valor dos registros enviados pela Voyager. De acordo com a Space.com, a mensagem também poderia incluir um mapa do mundo e cada imagem e som poderia ser assinalado para o lugar de onde veio.
Lomberg e seus colegas estão, agora, com o objetivo de levantar pelo menos US $ 500.000 (R$ 1.500.000) de pessoas ao redor do mundo para financiar o projeto. Mas, primeiro, New Horizons precisa torná-lo viável, através de seu sobrevoo em Plutão, em uma peça acoplada.
Pesquisadores disseram que anéis e luas ainda desconhecidos em torno do planeta anão podem representar um perigo para a sonda. Até agora, sabe-se de cinco luas nas proximidades do planeta, mas teorias acreditam que possam existir mais, e, eventualmente, um sistema complexo de anéis.
Se isso acontecer, a New Horizons pode precisar tomar uma ação defensiva, a fim de se proteger e garantir que a viagem de mais de nove anos não termine em fracasso. O perigo deve ser levado em conta, pois a distância de Plutão da Terra faz com que seja difícil descobrir exatamente o que está orbitando o planeta anão.
A sonda New Horizons deve fazer sua maior aproximação em 14 de julho, mas há uma chance – embora pequena – de que uma lua inédita possa representar um perigo. E se, assim como Saturno, Plutão tiver um extenso sistema de anéis, composto por pequenas pedras, esses restos também poderiam ser uma ameaça. “Com a New Horizons a uma velocidade de cerca de 50.400 km/h, qualquer fragmento, por menor que seja, poderia prejudicar ou destruir a sonda”, disse o cientista do projeto, Dr. Hal Weaver.
Cada vez mais perto de Plutão, New Horizons começa agora sua primeira busca por essas prováveis novas luas ou anéis. No início deste mês, a sonda capturou imagens em baixa resolução das menores das cinco luas conhecidas de Plutão, Kerberos e Styx.
Uma animação lançada continha quatro imagens tiradas entre 25 de Abril e 1 de Maio. “New Horizons está agora no limiar da descoberta”, disse um membro da equipe científica da missão, Dr. John Spencer, do Southwest Research Institute, em Boulder, Colorado. “Se a sonda observar quaisquer luas adicionais, à medida que se aproximar de Plutão, elas serão inéditas”, concluiu.

11.417 – Astronáutica – Falha no foguete causou a perda de cargueiro russo


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Um falha no foguete que lançou o cargueiro russo Progress M-27M fez com que a nave perdesse o controle logo após seu lançamento, no dia 28 de abril de 2015.
Segundo a agência espacial Roscosmos, investigações preliminares apontaram uma separação precoce no terceiro estágio do foguete, o que deixou a nave sem altitude suficiente.