10.625 – Mega Techs – O Holograma


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O holograma, palavra que deriva do grego “holos” ou inteiro e “grama”, desenho; é uma imagem em duas dimensões de um objeto tridimensional que, de maneira diferente à da fotografia regular, permite ver o objeto em três dimensões e observá-lo de diferentes ângulos, como se fosse um objeto real. A holografia começou a ser desenvolvida na metade do século XX pelo físico húngaro Dennis Gabor, que recebeu por seu trabalho o Prêmio Nobel em 1971.
No princípio, a holografia foi aplicada aos feixes de elétrons dos microscópios eletrônicos para melhorar sua resolução e, apesar dos conhecimentos teóricos serem conhecidos para aplicar às imagens, somente na década de 60 com o uso do laser foi possível obter os primeiros hologramas, registrados então pelo cientista Yuri Denisyuk, na União Soviética em 1962 e pelos cientistas norte-americanos Emmett Leith e Juris Upatnieks, nos Estados Unidos.
A fabricação de um holograma requer uma fonte de raio laser, que se divide em dois feixos, um que é projetado sobre uma placa fotosensível e outro, que logo após refletir o objeto, interage com o primeiro da placa, gerando um padrão específico. O holograma não é uma fotografia, já que a imagem não fica registrada, apenas o padrão de referência. No princípio era necessário utilizar o raio laser para reconstruir a imagem, porém com seu desenvolvimento, foi possível utilizar a luz branca para observar um holograma.
Os hologramas de Fresnel, que necessitam do laser para reconstrução de uma imagem em três dimensões, parece flutuar diante do observador, e os de reflexão, como os utilizados nos cartões de crédito, como medida de segurança, são os dois tipos mais comuns de hologramas.
Atualmente estão sendo desenvolvidos projetores de holografia dinâmica que permitem observar imagens em movimento de diferentes ângulos, como o SeelLinder ou o Cheoptics, porém estes sistemas ainda necessitam serem mais refinados para poder chegar ao público.

6785 – Holograma faz “ressureição” dos artistas


O rapper Tupac Shakur foi ao palco neste ano apresentar-se para 85 mil pessoas na Califórnia. Detalhe: Tupac morreu em 1996. A ressureição foi uma holografia. Ou quase, fãs de Star Wars. Diferentemente de um holograma, a animação teve apenas duas dimensões. Qual o truque? Projetá-la numa película quase invisível, no meio do palco, fazendo um duo com seu amigo vivo Dr. Dre.

Animação póstuma
Do corpo atlético a seus movimentos, toda a animação foi gerada a partir de fotos e vídeos de arquivo pela empresa Digital Domain, de forma semelhante ao personagem de Brad Pitt em O Curioso Caso de Benjamin Button.
No topo do palco – e bem fora do campo de visão da plateia – 3 projetores trabalham em sincronia, disparando as imagens para o mesmo ponto, abaixo do palco. A ideia é turbinar a projeção.
Deitado no chão, uma superfície refletora recebe a projeção e a rebate em direção ao palco.
Um filme de plástico PET é posicionado no palco num ângulo de 45º em relação à plateia. Ela recebe o reflexo vindo do espelho no chão e dá vida ao falso holograma.
A película de 10 m de largura por 4 m de altura tem espessura de 1 micrômetro (um fio de cabelo tem espessura de 70 micrômetros).
A imagem na película tem duas dimensões. Mas um truque simples dá a impressão de ser 3D: ela é instalada na frente dos outros músicos, que permanecem visíveis. Isso dá profundidade de campo.
O mesmo tipo de projeção já aconteceu no passado. Em 2011, Mariah Carey se apresentou em 5 lugares ao mesmo tempo. Em 2006, a banda de desenho animado Gorillaz tocou com Madonna no Grammy. A grande diferença: ninguém estava morto.

4494 – Holograma, um derivado do laser


Em 1948, Dennis Gabor (1900-1979), um cientista húngaro, começou a esboçar uma teoria. Gabor afirmava que os raios de luz que entram nos nossos olhos poderiam ser manipulados de maneira que nos fizessem ver objetos que não existiam realmente. Ele comprovou isso por meio de cálculos complicadíssimos. Mas apesar de suas contas não apresentarem falhas, não se conhecia uma fonte de luz forte e precisa o suficiente para responder às suas equações.
Somente nos anos 60, com a descoberta do laser, é que as teorias de Gabor puderam ser comprovadas. O que ele havia inventado era a holografia. Façanha que lhe renderia um prêmio Nobel de Física, mas apenas em 1971.
No final dos anos 80 e começo dos anos 90 o laser deixou de ser usado na exibição de holografias. Hoje, há holografias que podem ser vistas com qualquer luz e de qualquer ângulo. E o Massachusetts Intitute of Technology já tenta criar o vídeo holográfico. Mesmo assim ainda estamos longe dos mundos virtuais dos filmes de ficção científica.

3229 – O que é o Holograma?


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Holografia é uma forma de se registrar ou apresentar uma imagem em três dimensões. Foi concebida teoricamente em 1948 pelo húngaro Dennis Gabor, vencedor do Prémio Nobel de Física em 1971, e somente executada pela primeira vez nos anos 60, após a invenção do laser. É utilizada pela Física como uma sofisticada técnica para análise de materiais ou armazenamento de dados.
O nome holografia vem do grego holos (todo, inteiro) e graphos (sinal, escrita), pois é um método de registo “integral” com relevo e profundidade. Os hologramas possuem uma característica única: cada parte deles possui a informação do todo. Assim, um pequeno pedaço de um holograma terá informações de toda a imagem do mesmo holograma completo. Ela poderá ser vista na íntegra, mas a partir de um ângulo estreito. A comparação pode ser feita com uma janela: se a cobrirmos, deixando um pequeno buraco na cobertura, permitiremos a um espectador continuar a observar a paisagem do outro lado, de um ângulo muito restrito. Mas ele ainda verá toda a paisagem pelo buraco.
Este conceito de registo “total”, no qual cada parte possui a informações do todo, é utilizado em outras áreas, como na Neurologia, na Neuro-fisiologia e na Neuro-psicologia, para explicar como o cérebro armazena as informações ou como a nossa memória funciona.
Desta forma, a holografia não deve ser considerada simplesmente como mais uma forma de visualização de imagens em três dimensões, mas sim como um processo de se codificar uma informação visual e depois (através do laser) decodificá-la, recriando “integralmente” esta mesma informação. É importante notar que diversas formas de projecção são erroneamente chamadas de holográficas por resultarem em imagens que aparentemente estão no ar (projecções sobre telas transparentes, películas de água, fumaça ou óleo). Na verdade, o sentido da holografia é o da reconstrução e da integralidade da imagem e não de uma impressão visual fantasmagórica. Até hoje, não existe uma forma de projecção de imagens no ar sem qualquer suporte, seja ela holográfica ou não.
O termo holografia também é conhecido por holograma, que quer dizer “registo inteiro” ou “registo integral”.A holografia é usada dentro da pesquisa científica no estudo de materiais, desenvolvimento de instrumentos ópticos, criação de redes de difracção entre outras. Na área da indústria tem aplicações no controle de qualidade de materiais, armazenamento de informação e na segurança (vide textos abaixo). A holografia também é utilizada na área da comunicação como um “display” de alto impacto visual comercialmente usado como elemento promocional em pontos-de-venda, standes, museus, exposições, etc.
Já nas artes visuais diversos artistas trabalham a holografia como uma forma de expressão.
Os pioneiros da holografia no Brasil foram o Prof. José Lunazzi, da UNICAMP, Moysés Baumstein e Fernando Catta-Preta. Baumstein produziu mais de 200 hologramas comerciais para empresas, instituições e agências de promoção, além de inúmeras holografias artísticas.