11.438 – Tartarugas-robôs viram iscas para tubarões no Recife


tutu barao
Pesquisadores pernambucanos tiveram uma ideia pouco ortodoxa para evitar os tradicionais ataques de tubarões nas praias do Recife. Eles propõem utilizar tartarugas eletrônicas como uma isca para os predadores.
O equipamento pernambucano foi chamado de AST, de Armadilha Seletiva para Tubarões. Construído em inox, fibra de vidro e poliuretano, ele pesa 40 quilos, mede 1,60 por 1,10 metro e é movido a energia solar.
O responsável pelo projeto é o engenheiro florestal Fernando Encarnação, mestre em energia nuclear pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em física pela USP.
Ancoradas ao longo da costa e flutuantes, as falsas tartarugas movem as patas e emitem sons que imitam o animal marinho, presa natural dos tubarões.
Dentro de cada pata da tartaruga, há dois anzóis. Quando o tubarão morde uma delas, ele fica preso à tartaruga, que está ancorada no fundo do mar. Em seguida, sinais serão emitidos para uma equipe em terra, que irá rebocar o animal.
Enquanto o “resgate” não chega, a tartaruga levanta uma bandeira que avisa aos banhistas recifenses da presença do tubarão.
Pesquisadores implantarão um chip no tubarão em seguida e o devolverão ao mar, sem lhe causar danos.
O objetivo, segundo Encarnação, é não só evitar ataques aos banhistas mas também colher informações para conhecer melhor os hábitos desses animais.
Não há estudos que expliquem, por exemplo, por que os ataques de tubarões se concentram em Pernambuco. Nem mesmo as espécies que mais atacam ou a época do ano de maior risco para os banhistas é conhecida.
Desde 1992, já foram registrados 60 ataques, com 24 mortes nas praias pernambucanas, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões. A área de maior risco se estende por 33 km e vai de Olinda, ao norte do Recife, até Ipojuca, no litoral sul.
Para que as tartarugas eletrônicas garantam a segurança dos banhistas, Encarnação afirma que elas devem ficar a uma distância ideal de 50 metros uma da outra. Isso deixa o projeto mais difícil de implementar: para cobrir os sete quilômetros da área mais crítica, seriam necessárias 160 unidades.
Por enquanto, o equipamento vem sendo testado só em algumas praias, para que se verifique qual sua efetividade na prevenção de ataques. Cada um deles custa R$ 18 mil – R$ 2,88 milhões para cobrir toda a área de ataques.
Há também gastos com manutenção –para consertar eventuais estragos nas tartarugas, por exemplo–, barcos rebocadores e equipe de monitoramento, que ainda não foram estimados.
Em junho, o pesquisador irá apresentar sua criação em uma audiência pública na Câmara Municipal do Recife.
Ele diz já ter investido R$ 1,2 milhão do seu bolso para desenvolver a tecnologia.
Já houve outras tentativas de impedir ataques de tubarão, como a implantação de barreiras no mar com iscas, mas segundo o Cemit elas só minimizam o problema.
Os tubarões, além de tartarugas e humanos, atacam também peixe, focas, lulas e até tubarões menores.

11.437 – Pílula eletrônica pode ajudar no emagrecimento, enganando o cérebro com sinais de que o estômago estaria satisfeito


pilula emagracer
O revolucionário dispositivo se parece com comprimidos comuns, mas é embalado com tecnologia de ponta.
A pílula experimental funciona da mesma maneira que os marca-passos gástricos para suprimir o apetite, mas, diferente do implante, ela não é instalada cirurgicamente no estômago. O marca-passo é ligado ao nervo vago (ou pneumogástrico), que transporta sinais do estômago para o hipotálamo, a área do cérebro responsável pela regulação do apetite. O aparelho tem um sensor que detecta quando o alimento está entrando no estômago, disparando impulsos elétricos de baixo nível no nervo vago para fazer o cérebro pensar que o estômago não tem mais espaço.
Os marca-passos gástricos custam em torno de 46 mil reais e são, normalmente, reservados para pacientes que não respondem à dieta, ou que não podem realizar a cirurgia bariátrica. Já a pílula, desenvolvida pela empresa israelense MelCap Systems, pode, simplesmente, ser engolida com água e, embora o preço ainda não tenha sido anunciado, provavelmente será muito mais em conta.
Uma vez ingerida, a pílula é controlada externamente por um aplicativo ‘mobile’. Quando ela atinge o estômago, alguns minutos depois, o aplicativo é usado para desencadear a liberação de uma malha fina. Esta malha impede que a pílula saia do estômago para o intestino. Um poderoso remendo magnético é, em seguida, aplicado à pele, para colocar a pílula na posição onde o nervo vago é ativo, através do abdômen, perto da parte superior do estômago.
Quando ocorrer contrações musculares que informam a inserção de comida no estômago, a pílula começa a transmitir sinais ao longo do nervo, em direção ao cérebro, para amortecer o apetite. A pílula seria desintegrada após três ou quatro semanas, saindo do corpo naturalmente.
O paciente poderá tomar dosagens diferentes, dependendo da quantidade de peso a ser perdido. O dispositivo deverá entrar em ensaios clínicos no próximo ano.
Pesquisadores analisam se ele ainda sofre o mesmo problema de alguns marca-passos gástricos, no qual o nervo vago rapidamente se acostuma com o estímulo extra, ignorando-o.

11.436 – Mercúrio está causando homossexualidade em aves (?)


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Poluentes ambientais como o mercúrio estão causando modificações comportamentais em pássaros como o Íbis Branco (Eudocimus albus).
A substância metilmercúrio é tóxica e é facilmente absorvida por ser um poluente encontrado em rios no sul da Flórida. Um novo estudo mostra que machos desta espécie que foram expostos a esta molécula ficaram mais propensos a terem contatos sexuais com outros machos, abandonando as fêmeas.
A pesquisa foi dirigida da seguinte forma: ecologistas da Universidade da Flórida reuniram 160 filhotes do pássaro, dividindo em 4 grupos iguais, cada grupo continha 20 machos e 20 fêmeas. Os pesquisadores administraram o metilmercúrio na alimentação das aves.
Apenas um grupo não tomou o poluente, as aves foram acompanhadas por três anos e concluiu que aqueles indivíduos que foram expostos ao mercúrio modificaram o seu comportamento do ritual de acasalamento, além disso, as fêmeas também começaram a rejeitar e não aceitar muito bem o comportamento sexual destes machos expostos ao mercúrio.
As aves obtiveram comportamento homossexual e, após os casais gays formados, ocorreram tendências a não desfazer este casal nos próximos anos. Os níveis administrados aos exemplares de Íbis Branco foram os mesmos dos encontrados na natureza, sendo por tanto um indicativo concreto da culpa do mercúrio neste comportamento dos animais. A ocorrência de casais gays entre as aves foi apenas entre machos e não em fêmeas.

11.435 – Vacina contra cancer de pulmão já existe e é de graça


VACINA
Uma vacina contra o câncer de pulmão, desenvolvida em Cuba, pode representar um novo passo na derrubada do embarco comercial imposto pelos Estados Unidos aos cubanos há 55 anos. O medicamento, chamado Cimavax, foi desenvolvido em 2011, ao custo de US$ 1 cada dose, mas o governo cubano disponibiliza a vacina gratuitamente. Agora, em 2015, outros países mostram interesse na vacina, entre eles os Estados Unidos.
O Centro de Imunologia Molecular, em Cuba, concluiu acordos com o Instituto do Câncer Roswell Park, nos EUA, para iniciar um projeto de desenvolvimento de uma vacina contra o câncer de pulmão. A próxima etapa é obter a aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para começar os testes clínicos.
O governo Obama está tentando normalizar as relações com Cuba, começando com o banimento das restrições às pesquisas e equipamentos médicos. Geralmente, vacinas contra o câncer são muito caras, mas a Cimavax é relativamente barata para produzir e armazenar. Os fortes efeitos colaterais da medicação contra o câncer não ocorrem com tanta agressividade em quem usa o Cimavax, que apresentou baixa toxicidade. Até agora, seus efeitos adversos incluíram náuseas, calafrios e febre.
O Cimavax não é uma cura para o câncer, ainda, e outros estudos serão feitos para entender exatamente os efeitos da vacina. Um estudo constatou uma tendência de melhora da sobrevida em todos os pacientes vacinados.
A vacina contém uma proteína, a EGF, que estima o crescimento de células e é encontrada naturalmente no corpo. Os tumores cancerosos podem estimular o organismo na produção desta proteína, o que faz com que o tumor cresça e se multiplique de forma incontrolável. A vacina, com EGF, entre outros compostos, estimula o sistema de defesa do corpo para a produção de anticorpos que inibem os efeitos do EGF. Isso impede que os tumores fiquem maiores, mas não é possível atacá-los. Ou seja, o Cimavax inibe o seu crescimento e a metástase, dando mais esperanças ao tratamento da doença.

11.434 – Biólogos arrancam estrutura ocular de salamandras por 18 vezes para testar o poder regenerativo destes anfíbios


salamandra

Os cientistas conhecem as salamandras há cerca de 250 anos, desde então veem se questionando sobre a capacidade de regeneração destes animais. Elas são capazes de recompor diversas partes de seu corpo, dentre elas os membros, olhos e até mesmo o coração. Entretanto, o que intriga os biólogos está na seguinte questão: Com o seu envelhecimento ou após muitas regenerações, as salamandras ainda são capazes de se recompor?

Para responder esta dúvida, os cientistas realizaram um estudo que durou aproximadamente 16 anos. Na pesquisa os biólogos, liderados por Panagiotis Tsonis, removiam a lente da estrutura ocular das salamandras e esperavam que essa crescesse outra vez. Uma vez regenerado, os cientistas repetiam o processo.

Ao final dos experimentos, os cientistas identificaram que o olho formado pela décima oitava regeneração possuía características idênticas ao primeiro; tanto em relação à aparência quanto aos genes de expressão. A eficiência do processo regenerativo se fez presente em um anfíbio com cerca de 30 anos – média bastante elevada para estes animais. Se o mesmo processo pudesse ser realizado em seres humanos, estes apresentariam regenerações perfeitas das estruturas oculares por cerca de 100 anos. Para Tsonis, a comunidade científica ainda está distante de trazer a capacidade regenerativa para os homens, mas o estudo mostra que a salamandra pode ser um caminho viável na busca por respostas a respeito da regeneração em idades avançadas.

11.433 – O “Exterminador” Chegou – “Robô nervoso” auxiliará empresas no atendimento a clientes


exterminador
A empresa de tecnologia neozelandesa Touchpoint Group está desenvolvendo uma inteligência artificial capaz de entender e simular comportamentos agressivos. O projeto, chamado de Radiant (nome tirado da série Fundação de Isaac Asimov), recebeu um investimento de US$ 500 mil.
A ideia do projeto é ajudar empresas a entender como lidar com clientes muito nervosos. Para isso, a empresa pretende criar um banco de dados com interações entre consumidores estourados e atendentes de SAC e alimentá-lo no sistema. Esses dados estão sendo fornecidos por quatro grandes bancos australianos.
Em seguida, por meio de algorítmos de aprendizagem, o sistema analisa todas as informações de seu banco de dados e busca quais interações entre cliente e atendente se resolveram da melhor maneira. O objetivo final do projeto é criar um sistema capaz de recomendar soluções de atendimento a empresas.
Para Frank van der Velden, o CEO da Touchpoint Group, esse é o tipo de situação em que uma máquina pode ser extremamente benéfica. “As empresas não possuem pessoal para analisar manualmente [essa questão”, ele disse em entrevista à Cnet. “A quantidade de dados é tão grande que ela se torna insignificante se você não pode interpretá-la”, completa.
A empresa ressalta, porém, que o sistema não sentirá raiva ou nervoso. ele será apenas capaz de simular atitudes, falas e comportamentos de pessoas nervosas, com base nos dados que ele utilizou em seu “aprendizado”.

11.432 – Medicina – Tetraplégico mexe braço robótico com o poder da mente


paralisia
Depois de mais de uma década, finalmente o americano Erik Sorto, 32, pode tomar uma cerveja sem ajuda de ninguém.
Ele era membro de uma gangue em Los Angeles, e um tiro o deixou tetraplégico aos 21 de idade, após uma emboscada em que morreu um amigo.
Durante os últimos meses, ele foi voluntário de um projeto de pesquisa que utilizou chips implantados no cérebro com a finalidade de controlar os movimentos de um braço robótico.Os resultados são promissores.
Sorto já conseguiu, por exemplo, jogar jankenpon (pedra, papel e tesoura), realizar apertos de mão e manusear um liquidificador.
Apesar de parecerem simples, essas tarefas exigem diversos movimentos combinados, com a contração e relaxamentos de vários músculos para serem executadas.
O problema, segundo os cientistas, é que em geral as pesquisas focam em uma área do cérebro chamada de córtex motor primário, responsável pela execução dos movimentos.
O movimento conseguido com o implante de um chip nessa região é “engasgado”, brusco e difícil. É como se, para tomar um copo d’água, tivéssemos que pensar em como mexer o ombro, o braço, a mão e os dedos –tudo ao mesmo tempo.
Nesse caso, quando se concentra em mexer os dedos, o movimento do ombro para ou retrocede, por exemplo.
Daí a dificuldade para se cumprir uma tarefa que normalmente seria simples. A proposta dos cientistas foi a de explorar uma outra área do cérebro, o córtex parietal posterior, geralmente relacionado ao planejamento do movimento, e não à sua execução.
Por exemplo, quando Sorto pensa “quero um copo d’água”, seu cérebro organiza as ações (e disparos elétricos de neurônios) que realizariam o movimento. O computador processa essa intenção e comanda o braço robótico para executar a ação.
Sorto diz não ter tido dificuldades para se adaptar ao braço robótico: “Fiquei surpreso de quão fácil era. Eu queria sair correndo por aí e fazer um high-five com todo mundo”.
O Brasil ainda está bem atrás dos EUA no que diz respeito ao estudo interface cérebro-máquina, de acordo com o neurocientista da USP Koichi Sameshima.
Trabalhando na Universidade Duke, nos Estados Unidos, o brasileiro Miguel Nicolelis é um dos principais pesquisadores nessa área.
O cientista brasileiro tinha como objetivo fazer um jovem se levantar de uma cadeira de rodas, andar e chutar uma bola na abertura da Copa de 2014 –o objetivo foi apenas parcialmente atingido.

11.431 – E então, cadê o ET? – Pesquisador utiliza forma matemática e consegue definir provável tamanho e peso de alienígenas


ETS
Um pesquisador da Universidade de Barcelona divulgou um estudo um tanto quanto curioso sobre o provável tamanho de um ser extraterrestre caso um dia seja encontrada uma outra civilização no Universo. Como seriam as criaturas? O autor do trabalho, Fergus Simpson, chegou à conclusão de que seriam grandes, com peso aproximado de 300 quilos, algo equivalente a um boi ou a um urso.
Para chegar ao número, Simpson usou como base o Teorema de Bayes e cálculos matemáticos desta mesma linha, que propõem estimativas que mudam de acordo com a informação disponível. Simpson usou critérios como o tamanho dos planetas já encontrados e qual seria a proporção tamanho do território x população. Seus cálculos indicam que, no caso de encontrar uma civilização extraterrestre, é mais provável que ela habite um planeta menor do que a Terra, com uma população de 50 milhões de indivíduos, com peso em torno de 300 quilos.
Como ainda não há evidências sequer de que exista uma civilização pelo Universo que não seja a nossa, o estudo de Simpson encontrou alguma resistência entre seus pares. Alguns levantaram o ponto de que nada pode colocar os seres humanos como exemplo randômico de civilização no Universo, pois nós podemos ser justamente a exceção. Além disso, não haveria razões para criar uma proporção entre o tamanho do planeta e sua população.
Apesar das críticas, muitos aplaudem o fato de que o estudo colocou o debate sobre a existência de seres extraterrestres no centro da discussão.
As hipóteses de seres maiores do que seres humanos já não é antiga. Nos Estados Unidos, existe um grupo de pesquisadores que dedicam suas vidas em busca do mitológico Pé Grande. Eles asseguram que esse ser existe e caminha livre pelas montanhas Olympic, nos EUA, mesmo local onde diversas vezes óvnis foram avistados por civis que passavam pela região.

11.430 – Reality em Marte


real marte

A taxista inglesa Melissa Ede nasceu em 1961 como Leslie Lawrence Ede, biologicamente um homem. Apesar da aparência masculina, ela sempre soube que era uma mulher. Melissa só conseguiu se realizar completamente depois de uma cirurgia de mudança de sexo em janeiro de 2011, já com quatro filhos e um divórcio no currículo. Hoje, ela se dedica a ajudar outras pessoas na mesma situação, divulgando suas experiências em um site e dando entrevistas: “Espero que as pessoas, ao verem o que eu enfrentei e superei, sejam encorajadas a acreditar que qualquer sonho é realizável.” Mas a história de sua mudança de sexo é apenas a segunda maior curiosidade da vida de Melissa: a inglesa está tentando passar o resto de seus dias em Marte. E ela tem chances reais de conseguir.

Melissa Ede é um dos 705 candidatos escolhidos em todo o mundo para a segunda fase de seleção da Mars One, uma missão espacial privada, baseada em patrocínio publicitário, que pretende colonizar Marte. Se tudo der certo, os primeiros quatro astronautas podem chegar por lá já em 2025. A ideia é que vivam definitivamente no planeta vizinho, porque a Mars One não planeja uma viagem de volta. O motivo é técnico: uma viagem apenas de ida não exige a construção de uma estrutura que lance o veículo espacial de volta para a Terra. “O não-retorno reduz a infraestrutura radicalmente. Veículos que sejam capazes de decolar de Marte estão atualmente indisponíveis, e usar tecnologias que ainda não foram testadas gera custos muito grandes”, diz Norbert Kraft, médico-chefe do programa. Para fazer a escolha dos astronautas entre as mais de 200 mil pessoas que se inscreveram na primeira etapa, a Mars One vai transformar o processo seletivo em um reality show produzido pela Endemol, a criadora do Big Brother, e transmiti-lo pela TV. É o público que vai decidir quem vai conhecer o planeta vermelho – e morrer lá.
O projeto, que tem um quê de ficção científica distópica, é criação do engenheiro holandês Bas Lansdorp. O CEO do Mars One decidiu fundar a empresa em 2011 depois de se espantar com a publicidade gerada com os Jogos Olímpicos de Londres, de 2012. “O Comitê Olímpico Internacional arrecadou mais de US$ 4 bilhões em direitos de transmissão e patrocínios. Pensei que uma missão a Marte poderia arrecadar muito mais, o que facilmente cobriria o custo de cerca de US$ 6 bilhões do projeto.” Este é o valor estimado da viagem e de toda a tecnologia necessária para os quatro pioneiros viverem no planeta vizinho sem data de volta. Lansdorp, que antes era proprietário de uma empresa de energia eólica, criou a Mars One como uma fundação privada, e quer se manter distante de envolvimentos políticos ou apoios governamentais, ao contrário das agências espaciais tradicionais. Ele pretende pagar os custos da missão com patrocínios, publicidade, venda de direitos de transmissão para a TV, financiamento coletivo e, em menor escala, venda de artigos como camisetas, blusões e canecas no site do projeto.
A Mars One já assinou contratos com os mesmos fornecedores de tecnologias espaciais da NASA, como a Lockheed Martin, fabricante de artigos aeroespaciais, e a Space X, que constrói as naves que transportam astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS). Marte foi o planeta escolhido para ser o palco do reality show porque é o mais habitável do sistema solar: possui água para ser extraída do solo, tem luz do Sol o bastante para permitir a construção de painéis solares, a gravidade é 38% da existente na Terra, o que se acredita ser suficiente para o corpo humano se adaptar, e tem uma atmosfera que oferece alguma proteção contra radiações solares e cósmicas. Os dias têm quase a mesma duração que na Terra, 24 horas e 39 minutos, e a temperatura é, pelo menos no papel, tolerável para humanos bem equipados: -60 ºC, em média. Na teoria, parece tudo certo.
Na prática, ir para Marte não é nenhum passeio no parque. As dificuldades começam já na viagem, que pode durar até oito meses. Durante esse período, a exposição à radiação e a tempestades solares – causadores de câncer – será constante. Para evitar o contato, os passageiros terão de se esconder em cápsulas especiais da aeronave. Mesmo sem radiação, o aperto vai ser rotina no caminho de ida: cada astronauta terá menos de 20 m3 para viver, e os quatro passageiros vão ter de racionar 800 kg de comida, 3 mil litros de água e 700 kg de oxigênio. Tanto tempo expostos à gravidade zero no espaço e depois à baixa gravidade em Marte também pode trazer efeitos colaterais desconhecidos para a massa muscular, a densidade óssea e a visão.

Mas os desafios serão ainda maiores quando eles chegarem lá. Uma vez em Marte, os intrépidos colonizadores serão responsáveis por produzir o oxigênio que irão consumir (a partir da água que existe no planeta em forma de gelo) e todos os alimentos que vão ingerir até o fim de seus dias (a partir de plantações hidropônicas, uma vez que o solo marciano não serve para plantações).
O cronograma determina que, a partir do ano 2018, diversas missões não tripuladas a Marte levem – e montem – os componentes que vão formar os novos lares dos astronautas. Isso mesmo. De dois em dois anos, quando as órbitas dos planetas estiverem mais próximas, naves levarão robôs e sondas motorizadas que vão escolher a localização mais propícia para montar os módulos de habitação (perto de água e luz, e com um relevo plano), instalar painéis solares para produzir energia, conectar por meio de tubos as unidades nas quais os astronautas vão morar e deixar tudo pronto para a chegada dos humanos. O gelo vai ser extraído do solo marciano e aquecido para virar água; e parte da substância vai ser usada para a produção de oxigênio. O nitrogênio e o argônio, gases que junto com o oxigênio formam o ar respirável, serão retirados da atmosfera e lançados no interior dos habitats. A ideia é que, antes mesmo de o grupo inicial começar sua jornada, o sistema de suporte à vida já tenha produzido e armazenado uma atmosfera respirável, 3 mil litros de água e 120 kg de oxigênio.
O plano parece difícil de ser executado, mas a própria NASA deve lançar em 2020 uma sonda ao planeta vermelho com a missão justamente de produzir oxigênio por lá a partir de dióxido de carbono. “Queremos usar os recursos de Marte para produzir oxigênio para a respiração humana e, potencialmente, para a produção de combustível de foguetes”, diz Rachel Kraft, porta-voz da agência espacial. Ainda assim, o plano da Mars One é mais ambicioso – e mais urgente. “Eu não acredito no êxito dessa missão sem volta, pelo curto prazo estipulado. Se dissessem que iriam começar o projeto em 2030, teria tudo para dar certo, mas está muito em cima. Lá não haverá apoio, não tem hospital em Marte. Provavelmente, eles vão morrer em menos de dez anos”, diz o astronauta brasileiro Marcos Pontes. A NASA também preferiu não comentar os planos ambiciosos da Mars One.
A escolha do grupo é estratégica. Ao menos dois deles precisam ter conhecimentos médicos, e uma pessoa vai ter de analisar a geologia e a eventual biologia do planeta vermelho. Todos terão conhecimentos de fisioterapia, psicologia e eletrônica. Para isso, os 24 candidatos escolhidos na última seletiva receberão treinamento por oito anos seguidos. “Eles ficarão isolados do mundo por alguns meses a cada dois anos, divididos em grupos de quatro, para aprender a viver juntos enquanto estiverem isolados”, diz Norbert Kraft. A primeira equipe a ir para Marte será selecionada por seus conhecimentos e habilidades individuais, assim como capacidade de trabalhar em conjunto.
Manoel Belem, empresário paulista e físico de formação, é um dos 15 brasileiros selecionados para a segunda fase. Se aprovado, terá cerca de 70 anos quando desembarcar em Marte, o que faz com que a ideia de passar o resto da vida por lá não pareça tão assustadora.
Entenda o projeto

2011

Bas Lansdorp e Arno Wielders fundam a Mars One e negociam com potenciais fornecedores de componentes aeroespaciais. Também calculam o cronograma de acordo com as tecnologias existentes: os primeiros humanos desembarcam por lá em 2025.

22 de abril de 2013

É lançado o programa de seleção de astronautas. Foram 202.586 inscritos em todo o mundo.

2014 e 2015

Segunda, terceira e quarta rodadas de seleção, transmitidas pela internet. O público vai ajudar a decidir quem vai para o espaço.

2016

Início do treinamento dos selecionados, que vai até 2024. A habilidade do grupo em lidar com períodos prolongados de isolamento será a parte mais importante. Os selecionados vão aprender a consertar componentes de suas moradias e das sondas, a realizar procedimentos médicos e a cultivar sua própria comida.

2018

Uma missão de demonstração e um satélite de comunicação aterrissam no planeta. O satélite ficará na órbita marciana, facilitando a comunicação entre os planetas. Isso possibilitará a transmissão de imagens e vídeos.

2020

Lançamento de uma sonda que vai escolher o lugar do assentamento. Envio de um segundo satélite em torno do Sol, que permitirá a comunicação com Marte mesmo quando o Sol estiver entre os dois planetas.

2022

Lançamento das unidades de moradia e de apoio, além de mais suprimentos.

2024

Partida da tripulação. O assentamento já deverá estar em pleno funcionamento e habitável. Eles voarão para Marte em um habitat móvel, com uma nave de pouso acoplada.
2025
Chegada do grupo pioneiro.

11.429 – Lentes biônicas prometem deixar a visão de qualquer pessoa 100% perfeita


Lentes-Bionicas
Uma nova invenção da medicina promete manter a visão de pacientes 100% perfeita durante o resto de suas vidas. As inovadoras lentes biônicas foram desenvolvidas pelo Dr. Garth Webb, oftalmologista da British Columbia.
Batizadas de Ocumetic Bionic Lens, as lentes biônicas dispensarão óculos e lentes de aumento e não precisarão ser substituídas como acontece hoje com as inseridas cirurgicamente, tudo isso porque as Ocumetic Bionic Lens não sofrem desgaste.
A lente biônica possui tamanho semelhante as lentes comuns existentes no mercado, no entanto, com o poder de não se desgastarem com o passar do tempo e de aumentarem a visão dos usuários. “Se normalmente se pode ver um relógio a uns 3 metros de distância, com estas lentes você poderá enxergá-lo a 9 metros”, declara Webb.
Além disso, Webb afirma que a inserção das lentes é segura, indolor e que só leva 8 minutos, corrigindo a visão do paciente de forma imediata.
O trabalho de 8 anos de pesquisas e estudos custou US$ 3 milhões para Webb, que também é diretor geral da Ocumetics Technology Corp. A apresentação das lentes biônicas foi realizada diante de 14 importantes oftalmologistas.
Devido ao processo de regulamentação das lentes em cada país, é esperado que as lentes possam chegar ao mercado em até dois anos.

11.428 – Comportamento Bizarro – O que é feederismo?


feederismo
Entre a enorme quantidade de fetiches sexuais, dos menos estranhos até os mais chocantes, um vem se destacado por estar ganhando popularidade tanto fora do país quanto aqui, no Brasil. É o chamado feederismo (pronuncia-se “fiderismo”), aportuguesamento do termo feederism, que vem da palavra feed, alimentar, em inglês.
Pode parecer uma prática absurda, mas vejamos a lógica.
A interpretação desse fetiche varia bastante, mas psicólogos geralmente concordam que não se trata de nenhum tipo de distúrbio psicológico. Normalmente, os praticantes relatam que esse desejo, inicialmente confuso, que mistura sexualidade e alimentação, começa já na infância. Alguns afirmam que esse fetiche pode ser uma reação natural à exclusão causada por não se encaixarem no padrão de beleza ou de comportamento estabelecido pela sociedade.
Alguns casais praticantes do feederismo definem metas de peso que querem atingir e fazem de tudo (ou comem de tudo) para atingi-las. Isso proporciona a eles um imenso prazer, assim como tirar medidas de partes do corpo e notar que elas aumentaram de tamanho.
Como toda prática sexual que envolve riscos, como o sadomasoquismo e afins, os adeptos mais preocupados ficam atentos com o bem-estar dos parceiros e, caso esse aumento de peso passe a influenciar negativamente na saúde do indivíduo, tratam de ajudar com a perda de gordura até um nível mais aceitável. Já os mais extremistas não enxergam limites no ganho de peso e definem como meta consquistar o posto de pessoa mais pesada do mundo, como aconteceu com a americana Donna Simpson.
Donna tinha como objetivo atingir 450 kg. Chegou aos 270 kg e decidiu pisar no freio por dois motivos: largou seu marido, que apresentava um comportamento abusivo, e precisou de mais disposição física para cuidar de seus filhos. Conseguiu chegar a “apenas” 210 kg.

11.427 – Cardiologia


Durante o último meio século, os especialistas em saúde cardiovascular têm procurado sem sucesso a forma de construir um coração artificial eficaz. Pois bem, a solução poderá estar na tecnologia espacial. O cirurgião francês Alain Carpentier, famoso por ter concebido as válvulas cardíacas mais usadas no mundo, construiu, em colaboração com o gigante aeroespacial Astrium, o primeiro destes aparelhos, que em breve “baterá” dentro de uma pessoa, já que as autoridades gaulesas aprovaram o seu teste clínico em humanos.

Foram necessários 15 anos de experiências para produzir uma máquina capaz de bombear o sangue 35 milhões de vezes por ano, sem falhas nem avarias. Segundo os seus criadores, este grau de fiabilidade apenas se consegue nos equipamentos eletrónicos enviados para o espaço. De facto, alguns dos que formam o músculo artificial, que também inclui tecidos biológicos, inspiram-se nos dos satélites de comunicações mais avançados

11.426 – Biologia Marinha – Filhotes de tubarões devoram uns aos outros no útero


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Embriões de tubarão devoram uns aos outros dentro do útero. Há vídeos registrando o fenômeno, mas nunca se soube o motivo. Agora cientistas entenderam a origem do fenômeno: são filhos de diferentes pais disputando o ‘direito de nascer’.
A pesquisa, publicada no periódico Biology Letters, analisou filhotes de tubarão-touro ou tubarão-cinza (Carcharias taurus) durante vários períodos da gestação. Os cientistas perceberam, através de análises de DNA, que, quanto mais avançada a gravidez, maior eram as chances de que os filhotes remanescentes fossem de um único pai.
Isso sugere que o canibalismo no útero seja um mecanismo através dos quais os machos garantem a paternidade dos bebês. De acordo com um dos autores da pesquisa, o biólogo Demian Chapman, da Stony Brook University of New York, a luta pela paternidade continua após a fecundação em algumas espécies.
Os tubarões-touro chegam a 2,5 metros e dão à luz a filhotes de 1 metro. Desde 1980 autópsias revelaram embriões dentro do estômago de filhotes e é sabido que o canibalismo no útero acontece desde os 5 meses de gestação.
Como dá pra imaginar pelo tamanho, a mãe dá a luz apenas a, no máximo, dois filhotes por gestação, mas pode ficar grávida de mais filhotes e de pais diferentes. Até 12 fetos podem começar a ‘jornada’. Dentro do útero os tubarões lutam pela sobrevivência até que só sobre o maior e, possivelmente, outro: e parece que os meio-irmãos são os primeiros alvos. O que tem mais chances de sobrevivência, claro, é o mais velho, além de um irmão que tenha o mesmo pai.

11.425 – Mega Almanaque – Fifa, em Zurique foi fundada em 21de maio de 1904


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No dia 21 de maio de 1904 foi fundada a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), instituição que rege as federações de futebol pelo mundo. Com sede em Zurique, na Suíça, a organização agrupa 208 associações ou federações de vários países e faz parte do Conselho Internacional de Futebol Associado (IFAB), que estabelece as regras do futebol. Qualquer associação ou federação encarregada da organização do futebol em seu país pode fazer parte da Fifa, que aceita apenas um afiliado por nação. A exceção fica por conta das quatro associações do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), aceitas por motivos históricos e também pelo fato de o Reino Unido ser o berço do futebol moderno.

11.424 – NASA varre 100 mill galáxias em busca de extraterrestres


galaxia
O que seria mais assustador: saber que temos companhia ou que estamos sozinho no Universo? Uma primeira exploração sistemática, que fez uma varredura em 100 mill galáxias, indica que a última hipótese é a mais provável. De acordo com critérios usados na busca por supercivilizações extraterrestres conduzida o resultado é ZERO. Sim, teríamos que encarar de frente a solidão cósmica e tentar viver em harmonia por aqui mesmo de acordo com o experimento liderado pelo astrofísico Jason Wright, da Universidade do Estado da Pensilvânia.
Mas o que seria exatamente uma supercivilização e quais critérios foram usados para encontrar esse tipo de sociedade no Universo? Wright explica que se trataria de um povo extramamente avançado, muito mais do que nós. De acordo com o pesquisador, essas supercivilizações usariam alguma forma de energia que seria detectável no espectro infravermelho médio. Essa é a frequência que capta o calor produzido por toda tecnologia e que foi usada na varredura das 100 mil galáxias.
Wright, sua equipe da NASA e o Centro para Exoplanetas e Mundos Habitáveis da Universidade da Pensilvânia usaram um satélite da NASA para detectar essas frequências infravermelhas. Os resultados foram publicados na edição de abril do Astrophysical Journal.
Apesar do resultado, muitas vezes frustrante para alguns, existem diversas teorias de que, na verdade, as supercivilizações já estiveram na Terra há muito tempo.

11.423 – Zoologia – Conheça o animal que pode virar 15 animais diferentes


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Especialistas conseguiram, finalmente, identificar um estranho animal das profundezas marinhas e que teve contato com um ser humano, pela primeira vez, em 1998. Chamado de polvo mimético, esse ser enigmático habita as águas do sudeste asiático, que banham diversos arquipélagos, como a Indonésia e o Timor Leste.
A criatura possui uma capacidade impressionante de mudar sua textura e cor, de modo a imitar outras espécies de seu habitat. Na verdade, por ser um polvo, não chega a ser surpreendente seu poder de adaptação – existem muitas espécies com essa característica.
O que é próprio do polvo mimético é sua habilidade em também conseguir reproduzir os comportamentos de outras espécies, de acordo com o perigo que o ameaça. Sabe-se que esse polvo é capaz de imitar, pelo menos, 15 tipos diferentes de espécies aquáticas, como a estrela do mar, o peixe-leão, linguados, corais e até as terríveis cobras de Bali.

11.422 – Cidade australiana é atingida por chuva de aranhas


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Uma pequena cidade do sul da Austrália poderia ser o cenário perfeito para um filme de horror, em especial para quem sofre de aracnofobia (medo de aranhas). Em Goulburn ocorreu, literalmente, uma chuva de pequenas aranhas e, muitas delas, inevitavelmente, causaram desconforto em muita gente que encontrou os pequenos animais e suas teias enroscados em cabelos e barbas alheias.
Alguns moradores de Goulburn afirmam que a nuvem de aranhas chegou até a bloquear a luz do sol. De acordo com outros relatos, era possível avistar aranhas flutuando de fora da cidade.
Apesar do fenômeno ser estranho para muita gente, o fato já é conhecido na Austrália, onde as aranhas migrarm para os topos das plantas e árvores e pulam usando suas teias como pára-quedas. Esta técnica de migração, conhecida como balonismo, é considerado por cientistas a razão pela qual as aranhas são encontradas em todos os continentes.

11.421 – Mega Curtíssimas – Como girafas dormem?


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Por viverem, naturalmente, em savanas, as girafas só conseguem tirar sonecas – dormem em pequenas porções de cinco minutos, totalizando meia hora de sono por dia. Sim, só meia hora! Isso porque dormir nessa posição fofa que mostramos ali as torna mais vulneráveis a predadores.

11.420 -Em busca da Longevidade – Cientistas descobrem medicamento que rejuvenesce os tecidos musculares e cerebral


A pesquisa está em seus estágios iniciais, realizada apenas em ratos, mas poderia representar o primeiro passo para um tratamento que restaura a juventude em várias partes do corpo, de uma só vez.
À medida que envelhecemos, um dos motivos para as falhas de nossos corpos, é a interrupção da substituição de células-tronco adultas às células danificadas. Mas os cientistas descobriram que uma droga conhecida como “inibidora de quinase Alq5” pode ‘reanimar’ as células-tronco mais velhas em vários tipos de tecidos ao redor do corpo, restaurando sua capacidade de se manter jovem.
“Nós estabelecemos que é possível usar uma única pequena molécula para resgatar a função essencial, não só o tecido cerebral envelhecido, como também os músculos”, disse um dos autores da pesquisa, David Schaffer, do Centro de Células-Tronco nos EUA, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Essa é uma ótima notícia, porque se todos os tecidos tivessem um mecanismo molecular diferente para o envelhecimento, não seríamos capazes de ter uma única intervenção para resgatar a função de múltiplos tecidos”.
Esta pesquisa é particularmente interessante porque, em vez de focar em órgãos individuais, esta nova droga poderia ajudar a tornar todo o corpo, incluindo o cérebro, rejuvenescido. A chave para esse processo foi alterar o ambiente das células-tronco, o que naturalmente muda à medida que envelhecemos e, nesta fase, as células-tronco param de fazer o seu trabalho.
Uma equipe liderada por Irina Conboy, também da Universidade da Califórnia, fez este primeiro estudo em 2005, quando ficou claro ser possível infundir ratos velhos com o sangue de seus colegas mais jovens, revertendo o envelhecimento de células-tronco. Com base nesta pesquisa, um estudo começou no ano passado para ver se essa abordagem poderia ajudar a tratar pacientes humanos com Alzheimer.
Infelizmente, as transfusões de drogas são impraticáveis ​​e podem ser perigosas, por isso, a equipe de Conboy tentou descobrir o que havia, especificamente, no sangue dos ratos velhos que estava causando o envelhecimento das células-tronco. Durante a última década, um culpado surgiu – um fator de crescimento conhecido como TGF-beta 1, que a equipe descobriu ser regulado positivamente à medida que envelhecemos, suprimindo a atividade das células-tronco.
A inibidora de quinase Alq5, que já está sendo testada como um agente anticancerígeno, é capaz de bloquear os receptores do fator de crescimento em ratos. “Esta é realmente a primeira demonstração de que podemos encontrar uma droga que faça com que TGF-beta 1, que é elevada pelo envelhecimento, se comporte de forma mais jovem, em sistemas de múltiplos órgãos”, disse Conboy.
No entanto, os pesquisadores advertem que este é apenas um caminho bioquímico envolvido no envelhecimento. Outros processos celulares, tais como a inflamação, também desempenham um grande papel no processo. Eles estão agora procurando outras maneiras de mudar o ambiente de células-tronco para mantê-las mais jovens por ainda mais tempo.
Uma vez que possam trabalhar mantendo as células-tronco sustentáveis, ele irá, efetivamente, desbloquear a própria capacidade do nosso corpo para curar a si mesmo e permanecer jovem por tempo “indeterminado”.

11.419 – Química – O Enxofre


enxofre
Trata-se de um elemento químico de símbolo S, número atômico 16 e de massa atómica 32 u. À temperatura ambiente, o enxofre encontra-se no estado sólido.
É um não-metal insípido e inodoro,1 (O famoso “Cheiro de enxofre” vem de seus compostos voláteis, por exemplo o Sulfeto de hidrogênio.)2 facilmente reconhecido na forma de cristais amarelos que ocorrem em diversos minerais de sulfito e sulfato, ou mesmo em sua forma pura (especialmente em regiões vulcânicas). O enxofre é um elemento químico essencial para todos os organismos vivos, sendo constituinte importante de muitos aminoácidos. É utilizado em fertilizantes, além de ser constituinte da pólvora, de medicamentos laxantes, de palitos de fósforos e de inseticidas.
Este não-metal tem uma coloração amarela, mole, frágil, leve, desprende um odor característico de ovo podre ao misturar-se com o hidrogênio, e arde com chama azulada formando dióxido de enxofre. É insolúvel em água, parcialmente solúvel em álcool etílico, porém se dissolve em dissulfeto de carbono e em tolueno aquecido (cerca de 20g/100mL a 95ºC e menos de 2g/100mL a 20ºC). É multivalente e apresenta como estados de oxidação mais comuns os valores -2, +2, +4 e +6.

Em todos os estados, sólido, líquido e gasoso apresenta formas alotrópicas cujas relações não são completamente conhecidas. As estruturas cristalinas mais comuns são o octaedro ortorrômbico (enxofre α) e o prisma monoclínico ( enxofre β ) sendo a temperatura de transição de 95,5 °C; em ambos os casos o enxofre se encontra formando moléculas na forma de anel. As diferentes disposições destas moléculas é que produzem as diferentes estruturas cristalinas. À temperatura ambiente, a transformação de enxofre monoclínico em ortorrômbico, mais estável, é muito, muito, lenta.

Ao fundir-se o enxofre, obtém-se um líquido que flui com facilidade formado por moléculas de S8 , porém ao aquecê-lo se torna marrom (castanho) levemente avermelhado apresentando um aumento na sua viscosidade. Este comportamento se deve a ruptura dos anéis formando longas cadeias de átomos de enxofre que se enredam entre sí diminuindo a fluidez do líquido; o máximo de viscosidade é alcançado numa temperatura em torno de 200 °C. Esfriando-se rapidamente este líquido viscoso obtém-se uma massa elástica, de consistência similar a da goma, denominada enxofre plástico ( enxofre γ ) formada por cadeias que não tiveram tempo para reorganizarem em moléculas de S8; após certo tempo a massa perde a sua elasticidade cristalizando-se no sistema rômbico. Estudos realizados com raios X mostram que esta forma amorfa pode estar constituída por moléculas de S8 com uma estrutura de hélice em espiral.

No estado de vapor também forma moléculas de S8, porém a a 780 °C já se alcança um equilíbrio com moléculas diatômicas, S2, é acima de aproximadamente 1800 °C a dissociação se completa encontrando-se átomos de enxofre.
O enxofre é usado em múltiplos processos industriais como, por exemplo, na produção de ácido sulfúrico para baterias, fabricação de pólvora e vulcanização da borracha. O enxofre também tem usos como fungicida e na manufactura de fosfatos fertilizantes. Os sulfitos são usados para branquear o papel e como conservantes em bebidas alcoólicas. O tiossulfato de sódio é utilizado em fotografia como fixador já que dissolve o brometo de prata; e o sulfato de magnésio (sal Epsom) tem usos diversos como laxante, esfoliante ou suplemento nutritivo para plantas e na produção de sulfureto de hidrogénio (ácido sulfídrico). O enxofre, após ser oxidado num forno formando o gás sulfito, é utilizado na clarificação do caldo de cana-de-açúcar, numa das etapas para obtenção do açúcar refinado.
Os aminoácidos cisteína, metionina homocisteína e taurina contém enxofre, formando as pontes de dissulfeto entre os polipeptídeos, ligação de grande importância para a formação das estruturas espaciais das proteínas, o que caracteriza o enxofre um dos elementos CHONPS (os seis elementos fundamentais para a vida na Terra). É constituinte de algumas vitaminas, participando na síntese do colágeno (colagénio), neutraliza os tóxicos e ajuda o fígado na secreção da bílis. É encontrado em legumes como aspargos, alhos-poró, alhos, cebolas, também em pescados, queijos e gema de ovos; diferentemente do inorgânico, o enxofre dos alimentos não é tóxico e seu excesso é eliminado pela urina. Sua deficiência retarda o crescimento.
O enxofre é conhecido desde a antiguidade. No século IX a.C. Homero já recomendava evitar a pestilência do enxofre.
Aproximadamente no século XII, os chineses inventaram a pólvora, uma mistura explosiva de nitrato de potássio ( KNO3 ), carbono e enxofre.
Os alquimistas na Idade Média conheciam a possibilidade de combinar o enxofre com o mercúrio.
Somente nos finais da década de 1770 a comunidade científica convenceu-se, através de Antoine Lavoisier, de que o enxofre era um elemento químico e não um composto.
O enxofre é o 16º elemento em ordem de abundância, constituindo 0,034% em peso na crosta terrestre, é encontrado em grandes quantidades na forma de sulfetos (galena) e de sulfatos (gesso). Na forma nativa é encontrado junto a fontes termais, zonas vulcânicas e em minas de cinábrio, galena, esfalerita e estibina. É extraído pelo processo Frasch, processo responsável por 23% da produção, que consiste em injetar vapor de água superaquecido para fundir o enxofre, que posteriormente é bombeado para o exterior utilizando-se ar comprimido.
Também está presente, em pequenas quantidades, em combustíveis fósseis como carvão e petróleo, cuja combustão produz dióxido de enxofre que combinado a água resulta na chuva ácida, por isso, a legislação de alguns países exige a redução do conteúdo de enxofre nos combustíveis. Este enxofre, depois de refinado, constitui um porcentual importante do total produzido mundialmente. Também é extraído do gás natural que contém sulfeto de hidrogênio que, uma vez separado, é queimado para a produção do enxofre:

2 H2S + O2 \longrightarrow 2 S + 2 H2O
A coloração variada de Io, a lua vulcânica de Júpiter se deve a presença de diferentes formas de enxofre no estado líquido, sólido e gasoso. O enxofre também é encontrado em vários tipos de meteoritos e, acredita-se que a mancha escura que se observa próximo a cratera lunar Aristarco deva ser um depósito de enxofre.

enxofre2