11.159 – Erupção – Vulcão Villarica entra em erupção e provoca retirada de 3.000 no Chile


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Tal vulcão, no sul do Chile, entrou em erupção na madrugada desta terça-feira (3 de março), e forçou a retirada de 3.385 pessoas de vilarejos da região, um dos principais destinos turísticos do país.
Por volta das 3h locais (mesmo horário em Brasília), uma coluna de fumaça e lava saiu da cratera, várias semanas depois que as autoridades chilenas registraram um aumento da atividade no vulcão.
As pessoas retiradas estavam em vilarejos próximos à cratera, em Pucón, Villarica e Caburga, na região da Araucanía, a 750 km da capital Santiago. As estradas entre as três cidades também foram interditadas.
Segundo a subcomandante dos Carabineiros (polícia militar chilena) em Villarica, Rosmari Cruzat, o processo de retirada durou menos de 30 minutos, já que os moradores de Pucón já haviam sido alertados e treinados para uma erupção vulcânica.
Os agentes buscam ainda moradores que possam ter ficado em suas casas apesar do alerta. As aulas das escolas na região foram suspensas, já que as instituições de ensino serão usadas como abrigo até que a erupção termine.
O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, disse que a atividade do Villarica diminuiu, mas as autoridades não descartam a possibilidade de avalanche da neve que tradicionalmente cobre o vulcão.
A presidente Michelle Bachelet viajará para a região na manhã desta terça. Pouco após uma reunião com seus ministros, ela pediu calma aos moradores da região.
O vulcão Villarica é um dos principais atrativos da cidade de Pucón, um dos principais destinos turísticos do sul do Chile. No inverno, o monte abriga uma estação de esqui, enquanto nos meses de verão turistas fazem escaladas para chegar à cratera.

9327 – Geologia – Como se forma uma ilha?


Depende do tipo: as vulcânicas surgem pelo acúmulo de lava e as continentais podem surgir pela erosão do solo ou pelo acúmulo de sedimentos. Também existem outros tipos menos comuns, como os atóis, que são formados quando recifes de coral se fixam sobre rochas submersas. Esses são os tipos mais comuns, definidos na escola como “pedaços de terra cercados de água por todos os lados”, embora esse conceito não seja exato – nos continentes, por exemplo, existem pedaços de terra cercados por rios e lagos, mas que não são considerados ilhas.

VULCÂNICA TRADICIONAL
O solo do fundo do mar é cheio de pontos quentes, locais em que o magma do interior da Terra pressiona a superfície do fundo do mar, formando vulcões. Esses vulcões no solo marítimo entram em erupção e, ao longo de milhões de anos, expelem lava, que se acumula e, ao ultrapassar a linha da água, forma uma ilha.

VULCÂNICA MONTANHOSA
O magma do interior da Terra também pode aproveitar brechas nas placas tectônicas para pedir passagem. Conforme o magma é expelido, ele forma cadeias montanhosas submarinas que vão crescendo e dão origem a ilhas. Essas cadeias submarinas, chamadas de dorsais meso-oceânicas, se estendem por todo o globo, mas formam poucas ilhas. A mais famosa é a Islândia.

VULCÂNICA DE CHOQUE
No fundo do mar, há áreas em que placas se chocam e uma desliza para baixo de outra. São as chamadas zonas de subdução. Conforme isso acontece, a pressão da placa que desce faz com que lava seja forçada para fora na placa que fica. Isso forma vulcões, que formam ilhas. Como o movimento das placas nas zonas de subdução é constante, as áreas onde elas ocorrem estão altamente sujeitas a terremotos e até tsunamis. O Japão foi formado por meio desse processo, que rola até hoje.
Um pedaço de terra do litoral do continente começa a sofrer erosão, provocada pela ação de correntes marítimas no local. O solo vai se desgastando e, com o tempo, o buraco é tão grande que um dos pedaços de terra se distancia do outro na superfície, apesar de continuarem unidos no fundo do mar

9101 – Astronomia – Os Vulcões Marcianos


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Vulcões em Tarsis
O Monte Olimpo, o maior deles, tem 500 quilômetros de diâmetro na base e eleva-se 27 quilômetros acima da altitude média marciana. Os outros três montes ao seu lado, Ascraeus, Pavonis e Arsia, têm altura superior a 15 quilômetros. As manchas brancas que aparecem sobre os vulcões são nuvens, comuns naquela área no meio das tardes marcianas.
O Monte Olimpo, localizado em marte, é a maior montanha do nosso sistema solar, ele tem três vezes a altura do Everest chegando a ter 25 km de altura, 80km de diâmetro e três de profundidade. Ele já foi um vulcão ativo e agora é uma bela paisagem vista a distância.

O mesmo foi descoberto pela NASA, em 1971, embora já fosse conhecido por astrônomos desde o século XIX.
Vale Marineris
O imenso cânion no equador de Marte tem quase 5 000 quilômetros de extensão. O altímetro a bordo da Mars Global Surveyor descobriu diferentes profundidades ao longo da fenda. O ponto mais fundo fica no centro do vale. Os especialistas desconfiam que a água que um dia encheu o Marineris tenha brotado da terra, ali mesmo. Na foto acima, você vê o detalhe de uma das escarpas do Marineris.
Bacia Hellas
Esta imensa depressão, criada pela queda de um bólido há bilhões de anos, tem mais de 2 000 quilômetros de diâmetro e 9 quilômetros de profundidade. Ali dentro caberia, inteirinho, o Monte Everest, o mais alto da Terra, com 8 848 metros, e ainda sobrariam uns 200 quilômetros de borda.
Mesetas da Planície Elysium
Esta região, próxima ao equador, é relativamente baixa, mas povoada por pequenos montes com o topo achatado. Os cientistas acham que esses morrotes, de pouco mais de 1 quilômetro de diâmetro, são o que restou da erosão no solo da região. A área coberta pela imagem ao lado tem 3 quilômetros de largura.

7915 – Geologia – Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta


Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.

Queda de pressão – De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de “vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.

7872 – Geologia – Camada oculta de magma funciona como lubrificante entre placas tectônicas


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Pesquisadores do Instituto Oceanográfico Scripps, da Califórnia, anunciaram ter descoberto, por acaso, o que parece facilitar o deslizamento das placas tectônicas: uma camada de rocha derretida, que fica abaixo dos limites entre as placas. A presença desse magma age como um lubrificante, diminuindo o atrito.
O objetivo original dos pesquisadores era entender a dinâmica dos fluidos na crosta. Com um navio equipado com uma tecnologia eletromagnética pioneira, foram feitas imagens do fundo do mar que revelaram o trecho de rocha liquefeita. “Isso foi completamente inesperado. Foi muito surpreendente”, disse o geofísico Kerry Key, um dos líderes da pesquisa junto de Samer Naif, Steven Constable e Rob Evans. Os resultados auxiliarão no entendimento de como a presença desse lubrificante afeta atividades vulcânicas e terremotos.
Há décadas os geólogos discutem qual seria o agente que auxilia o movimento entre as placas. O novo trabalho do Instituto Scripps, que foi publicado na revista Nature, substitui a teoria mais aceita até então, a de que um manto de minerais e água estaria fazendo esse papel. “Nossos dados indicam que a água não pode conter as características que estamos observando. A informação das novas imagens confirma a ideia de que é preciso haver uma certa quantidade de magma derretido e é isso que está criando o meio para que as placas deslizem”.
O próximo passo da equipe é identificar a origem desse magma.

7777 – Geografia – A Cratera de Ngorongoro


☻ Mega Arquivo – 25° Ano

Ngorongoro

É uma das maiores atrações da Tanzânia.
É também considerada a Arca de Noé da África Oriental, por abrigar no seu seio a quase totalidade das espécies animais daquela região, integrados num ecossistema que ainda não foi afectado pela mão do homem. Observado do alto das suas falésias ou do fundo da sua vastíssima cratera, o Ngorongoro é um dos locais mais fascinantes de África.
De fato, a cratera de Ngorongoro é um lugar muito bonito, que abriga milhares de animais selvagens. Foi até chamada de “a oitava maravilha do mundo”, por alguns naturalistas, e pode-se entender o motivo.
A origem do nome, Ngorongoro, é desconhecida ao certo. Segundo a Sociedade de Conservação da África Oriental, alguns dizem que Ngorongoro era o nome de um masai que fazia sinos para gado e vivia na cratera. Outros afirmam que o nome vem de um valente grupo de guerreiros datogos que foram derrotados pelos massais numa batalha ocorrida na cratera há 150 anos. Mas, de repente, quando avista-se as zebras pastando perto do estacionamento, a origem do nome parece irrelevante. Visitantes podem seguir num veículo e chegar bem perto , sem que as zebras nem os notem. A cratera fica a 2.236 metros acima do nível do mar e é a maior caldeira intacta, ou vulcão desmoronado, do mundo.
Mede mais de 19 quilômetros de diâmetro e tem uma superfície de 304 quilômetros quadrados, sendo que dentro da cratera é surpreendentemente quente…Ao passo que o motorista percorre lentamente o fundo da cratera, passa-se por um pequeno lago salgado com muitos flamingos rosados A borda da cratera que agora ficou para trás se destaca em contraste com o céu azul. Pode-se ouvir o barulho de zebras e gnus misturado com outros sons exóticos.
Na cratera de Ngorongoro pode-se ver búfalos, elefantes, zebras, gnus, gazelas, rinoceronte-negros e cercopiteco-de-face-negra. Predadores como guepardos, hienas, chacais, leões de juba negra e hipopótamos.
Um rinoceronte-negro pode passar a poucos metros de visitantes e se sentir à vontade na cratera. É uma oportunidade rara observá-lo tão de perto em seu habitat. Essa fera que inspira medo está quase em extinção; estima-se que haja menos de 20 na cratera. Caçadores clandestinos foram pegos matando rinocerontes por causa dos chifres, que são vendidos ilegalmente para a fabricação de cabos de punhais e de remédios. A guarda-florestal faz patrulhas regulares para afastar os caçadores.”

cratera ngorogoro

Localizada no norte da Tanzânia, entre o Monte Kilimanjaro (pico culminante da África, com 5 895 metros) e o Lago Vitória (o maior lago da África e um dos maiores do mundo), a cratera faz parte da área de conservação ambiental de Ngorongoro, que soma 8 300 quilômetros quadrados. Maior que a cidade de Recife, dentro dela existe um mosaico dos ecossistemas do leste africano, com savanas, riachos, lagos, florestas e pântanos, onde habitam milhares de animais selvagens. Há aproximadamente 3 000 búfalos, 8 000 gnus, 7 000 zebras, 100 leões, 400 hienas, 70 elefantes e mais uma infinidade de pássaros.
As paredes de 600 metros de altura não compõem uma barreira geográfica ao trânsito de muitos animais, já que acontecem migrações. Leões que ali nasceram, marcados por pesquisadores, foram encontrados no Parque Nacional do Serengeti, que fica a mais de 100 quilômetros dali. O mais comum, porém, é que esses animais permaneçam ali mesmo, pois embora os carnívoros ocupem grandes áreas, o espaço dentro da cratera é suficiente para eles. Por isso, e porque é raro leões de fora entrarem lá, existe o problema da consangüinidade entre os leões da cratera. Ou seja, de tanto cruzarem entre si mesmos, têm a bagagem genética muito parecida e são mais frágeis — uma mudança ambiental, por exemplo, poderia dizimá-los.
A maioria dos animais herbívoros também prefere permanecer lá dentro, por causa da abundância de gramíneas. Na cratera só se encontram elefantes machos. Isso acontece porque as manadas que incluem as fêmas tendem a ser muito grandes e, além de raramente passarem pela cratera durante suas migrações, não encontram comida suficiente ali.
A cratera de Ngorongoro surgiu há 2,5 milhões de anos, quando o vulcão que existia naquele lugar desabou. Esse vulcão tinha altura quase igual à do Monte Kilimanjaro. Seu interior, porém, era um tanto oco, e o topo sustentado apenas pelas constantes erupções de lava. Quando esta lava começou a ser expelida por buracos formados nas paredes do vulcão, o topo perdeu sua sustentação e implodiu, formando a cratera, cuja borda perfeita tem uma altitude de 2 100 metros. Naquela época — Pleistoceno, era Cenozóica —, a atividade vulcânica era comum na região, pois ela faz parte do Vale Rift africano. Rift é o termo em inglês para designar a área de choque entre duas placas tectônicas, em que ocorre intenso vulcanismo. Como na África a movimentação das placas aconteceu há muito tempo, os vulcões estão extintos. Em outras re-giões do mundo, porém, estão em plena atividade, como no Caribe, Indonésia e Japão — onde, inclusive, está Aso, a maior cratera vulcânica do mundo (368 quilômetros quadrados), na qual ainda ocorrem erupções.
Situada a 120 quilômetros da cidade mais próxima, Arusha, Ngorongoro só é acessível por carro. Para se descer dentro da cratera, é preciso estar acompanhado de um motorista-guia. Cercados de animais, os visitantes são proibidos de sair do carro e transitar a pé, e só podem fotografar e filmar por uma abertura no teto do veículo. Também não é permitido dirigir fora das trilhas, e teoricamente não pode haver mais de cinco carros observando a mesma cena — embora às vezes haja congestionamentos de mais de vinte carros observando o ritual amoroso dos leões.
O ser humano não é novato nesses ecossistemas, pois há na região dois dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo: o Vale Olduvai e Laetoli, que ficam a cerca de 60 e 90 quilômetros da cratera, respectivamente. No primeiro foram encontrados os fósseis mais antigos do Homo habilis, nosso antecessor direto, com mais de 1,8 milhão de anos. Em Laetoli estão preservadas pegadas de Australopithecus afarensis, hominídeos que já caminhavam eretos e que provavelmente foram nossos ancestrais, com 3,7 milhões de anos.
Com a Primeira Guerra Mundial, os alemães foram obrigados a se retirar e os ingleses assumiram o poder sobre a Tanganyika. Como antes, porém, poucos ingleses ocuparam Ngorongoro. Essa situação só veio mudar nos anos 30, com a construção de uma estrada, que abriu a região a visitantes. Em poucos anos, a cratera de Ngorongoro tornou-se uma das maiores atrações turísticas do mundo, por sua beleza e abundância da fauna. A mira dos rifles — a área era usada pelos ingleses para caça — foi substituída pela mira de milhares de máquinas fotográficas.
Em 1951, após a criação do Parque Nacional do Serengeti, houve muitos conflitos entre os Masai e autoridades do Parque, que queriam excluir populações humanas da reserva, causando o desmembramento do Parque do Serengeti e criando em 1959 a área de conservação de Ngorongoro. Os Masai foram transferidos então para o topo da cratera, onde apenas nos períodos de seca estão autorizados a levar o gado lá dentro para beber água e lamber sal, mas não para pastar. Com o turismo intenso, os Masai ganham dinheiro vendendo objetos artísticos, artesanatos, e cobran-do por todas as fotos em que aparecem.

6963 – Mega Polêmica – A Responsabilidade dos Cientistas


Um julgamento iniciado em setembro na Itália vem gerando repúdio da comunidade científica mundial. Seis cientistas e um funcionário público são acusados de negligência ao avaliar os riscos de um terremoto que deixou 309 mortos e 1500 feridos na cidade de L’aquila, em 2009. Os 7 acusados integravam um conselho consultivo do governo e estão sendo processados por homicídio culposo. Segundo a promotoria, eles poderiam ter emitido um alerta adequado que salvaria muitas das vítimas.
Não acho que os cientistas cometeram um crime, então não deveriam ir para a cadeia. Mas acredito que eles atuaram de forma irresponsável ao não alertar a população sobre os riscos do terremoto. Assim, eles deveriam ser repreendidos por meio de ações de acordo com a lei italiana. Cientistas a serviço do governo que agem de maneira irresponsável devem pagar de alguma forma por seus erros – tal como acontece com um policial, por exemplo.
O texto, com mais de 5 mil membros da comunidade científica, afirma que eles estão sendo julgados por não preverem um terremoto – sendo que antecipar um evento assim é tecnicamente impossível. Ora, esse não é o ponto. Não se pode mesmo prever um terremoto. O problema foi a mensagem que os cientistas mandaram ao público. Nas semanas anteriores à tragédia, uma sequência de pequenos tremores atingiu a região.
A população ficou nervosa, e muita gente decidiu dormir fora de casa. É o que costuma fazer quem mora em áreas de risco quando a terra começa a tremer. Os moradores receberam ainda a informação de um técnico (que não fazia parte do conselho do governo) de que o solo da região emitia altos níveis do gás radônio – o que pode ser indício de um grande tremor. Assim, quando as pessoas perguntaram ao governo o que estava acontecendo, o porta-voz do conselho de cientistas (o 7º acusado) disse que a situação sísmica era “normal” e que o panorama era até favorável.
Não podemos dizer que um terremoto vai ocorrer, mas tampouco podemos dizer que ele não vai ocorrer. A mensagem correta seria: “A informação que temos é incompleta. Talvez haja um terremoto, talvez não. Você pode dormir fora de casa se quiser. Se for ficar dentro, lembre-se: ao sentir vibrações, proteja-se debaixo de algo como uma cama, mesa ou o batente de uma porta. Armazene água e comida; provavelmente vai faltar eletricidade”. Medidas assim salvam vidas. Crianças japonesas as aprendem desde os 3 anos. Mas nada disso foi dito.

Um sismólogo brasileiro para o ☻ Mega

6554 – Períodos da História Geológica


Na era paleozóica se diversificaram as formas de vida. Grandes árvores constituíram florestas, surgiram peixes, répteis e insetos. Devido a movimentos da crosta terrestre, trechos do sul do Brasil foram tomados pelo mar, que mata florestas, dando origem ao carvão fóssil, ainda hoje encontrado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Glaciações tomaram conta do sul do Brasil.
Na era mesozóica, ocorreram novos movimentos na crosta terrestre, devido a pressões internas. Tais movimentos geraram rachaduras e intensa atividade vulcânica no Brasil, surgiram vulcões em Poços de Caldas e Fernando de Noronha.
Na era cenozóica o Brasil já possuía o aspecto semelhante ao atual. A intensa atividade vulcânica que manifestou desde a era anterior, formou no sul do Brasil os grandes depósitos de basalto, um dos componentes da lavoura de café. A oeste da América do Sul surgia a Cordilheira dos Andes, criando mares interiores no Brasil (a Amazônia e o Pantanal). Tais mares rasos acabaram sendo preenchidos por sedimentos dos terrenos vizinhos, formando planícies.
Na era antropozóica surgiu o homem na África e na Ásia, então já separadas do Brasil, há 30 mil anos.

Um Pouco+

Geologia, do grego γη- (ge-, “a terra”) e λογος (logos, “palavra”, “razão”), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das ciências da Terra. A geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4,6 bilhões de anos e a desenvolver a teoria denominada tectônica de placas segundo a qual a litosfera terrestre, que é rígida e formada pela crosta e o manto superior dispõe-se fragmentada em várias placas tectônicas as quais se deslocam sobre a astenosfera que tem comportamento plástico. O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, assim como metais como o ouro, ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse económico: as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.
A Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celeste.
A palavra “geologia” foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779.
A geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a geografia, e astronomia. Por outro lado a geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela química, física e matemática, entre outras, enquanto que a biologia e a antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.
No Brasil, a profissão da geologia é regulamentada pelo Confea – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e fiscalizada pelos Conselhos Regionais, instalados em todos os estados brasileiros.

Na China, Shen Kua (1031 – 1095) formulou uma hipótese de explicação da formação de novas terras, baseando-se na observação de conchas fósseis de um estrato numa montanha localizada a centenas de quilómetros do oceano. O sábio chinês defendia que a terra formava-se a partir da erosão das montanhas e pela deposição de silte.
A obra, Peri lithon, de Teofrasto (372-287), estudante de Aristóteles permaneceu por milénios como obra de referência na ciência. A sua interpretação dos fósseis apenas foi revogada após a Revolução científica. A sua obra foi traduzida para latim, bem como para outras línguas europeias.
O médico Georg Agricola (1494-1555) escreveu o primeiro tratado sobre mineração e metalurgia, De re metallica libri XII 1556 no qual se podia encontrar um anexo sobre as criaturas que habitavam o interior da Terra (Buch von den Lebewesen unter Tage). A sua obra cobria temas como a energia eólica, hidrodinâmica, transporte e extracção de minerais, como o alumínio e enxofre.
Nicolaus Steno (1638-1686) foi o autor de vários princípios da geologia como o princípio da sobreposição das camadas, o princípio da horizontalidade original e o princípio da continuidade lateral, três princípios definidores da Estratigrafia.

6168 – Vulcanismo – A água entra na receita das erupções


Um pesquisador japonês acha que água infiltrada é fundamental. “Se as rochas subterrâneas não ficarem úmidas na medida certa, não derretem para formar a lava.
Como elas se chocam em profundidades próximas de 100 quilômetros, a temperatura aí se eleva e pode dar origem a uma montanha explosiva. Mas isso só acontece se na placa houver água infiltrada da superfície e aprisionada nas rochas subterrâneas.
Além de H2O, é preciso mais dois ingredientes. “Os minerais têm de estar acima de 1 000 graus Celsius e a pressão tem que ser 20 000 vezes maior que a da atmosfera”, diz Mibe.
As regiões nas quais esses três requisitos estão presentes são fortes candidatas a detonações geológicas.
É preciso calor, pressão e água para fazer um vulcão.
Os jorros de lava acontecem na borda das placas tectônicas, grandes massas rochosas que sustentam continentes e oceanos.
O atrito entre as placas produz calor e o peso da crosta gera pressão. Mas as rochas só derretem se estiverem úmidas, com água que se infiltra pelo solo e fica presa lá no fundo.

6127 – Geofísica – Vulcão Merapi


Vulcão Merapi

Um dos mais antigos vulcões do mundo, o Monte Merapi, situado em região densamente povoada, na região central da Indonésia, voltou a lançar lava, obrigando centenas de moradores a abandonarem suas casas. Um vulcanólogo da cidade de jacarta, a 500 km da capital, informou que o vulcão fumegou 23 vezes em um período de 5 horas. Sua última erupção foi em novembro de 1993, deixando rastro de destruição que matou 60 pessoas e feriu pelo menos 100.

Um pouco +

O Merapi é um vulcão localizado na ilha indonésia de Java. É o vulcão mais ativo da Indonésia – país que tem a maior densidade de vulcões do mundo – tendo matado 70 pessoas em uma erupção em 1994 e 1.300 pessoas em 1930. Sua última erupção havia ocorrido em 1994 – quando pelo menos 50 pessoas morreram.
Na madrugada do dia 05/11/2010, o vulcão Merapi entra novamente em erupção e causa mais 69 mortes na Indonésia Jacarta, 5 nov (EFE).- Pelo menos 69 pessoas morreram e outras 71 ficaram feridas devido a uma nova erupção do vulcão Merapi na Indonésia, elevando a mais de 100 o número de vítimas fatais desde que a actividade começou, em 25 de Outubro de 2010 Quase todos os corpos foram encontrados no distrito de Sleman, a maioria no vilarejo de Bronggang, a 15 quilómetros da cratera e situado, portanto, dentro do perímetro de segurança que mais uma vez foi ignorado pelos habitantes, informaram fontes oficiais.
A erupção soou como um trovão durante a madrugada e lançou ao céu colunas de cinzas e fragmentos de rocha de até seis quilómetros de altura, intensificando os rios de lava que descem da montanha e provocando nuvens tóxicas a temperaturas superiores aos 750 graus centígrados.
No centro da ilha de Java, a explosão pôde ser escutada a 20 quilómetros de distância, relataram os vulcanólogos indonésios, que acreditam que a erupção desta sexta-feira foi a mais forte até o momento e muito mais potente do que a primeira, de 26 de Outubro, na qual morreram quase 30 pessoas.
Segundo os relatos de várias testemunhas, dezenas de pessoas com os rostos cobertos de cinzas se afastaram a pé ou de moto do vulcão, enquanto o Exército efectuou evacuações em caminhões cheios de mulheres e crianças.

5787 – Veja no ☻ Mega – Vulcão


Uma força explosiva com energia milhares de vezes maior que qualquer arma nuclear, expelindo devastadores fluxos de cinzas, rochas e gás venenoso que descem as encontas a mais de 300 km/h.
Derrama milhões de toneladas de lava incandescente a mais de 1000°C, lançando milhares de pedaços de rocha a quilômetros de distância e provocando chuvas de ácido sulfúrico.
Você vai ver aqui a mais explosiva força da natureza em todo o seu espelndor. Quando os grandes vulcões acordam de seu sono secular, paisagens inteiras são engolidas pelo fogo. Uma única erupção pode escurecer os céus de continentes inteiros, mudar o clima da Terra por muitas gerações e levar várias espécies a extinção. Os vulcões tem moldado a face de nosso planeta por bilhões de anos. São titãs que tornaram possível toda a vida na Terra e, um dia poderão destruí-la.