13.731 – A Doação de Constantino


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No processo de formação da Igreja Católica, observamos que o fortalecimento dessa instituição enfrentou situações que ameaçavam a sua unidade. Uma delas ocorreu no ano de 476, quando a queda do último imperador romano do Ocidente estabeleceu o triunfo das invasões bárbaras na Europa. Mais que um simples evento de ordem política e militar, esse acontecimento poderia significar o enfraquecimento do cristianismo frente às religiões pagãs que tomavam corpo.
Foi então que os clérigos da alta cúpula cristã apresentaram a chamada Doação de Constantino, um documento de 337 onde o imperador romano de mesmo nome teria reservado todo o Império Romano do Ocidente para a Igreja. Apesar de não ter assumido os reinos europeus diretamente, esse mesmo documento teve grande força política para expressar a influência dos chefes cristãos frente os reinos que se organizavam naquele tempo.
É assim que vemos, entre outros argumentos, de que modo a Igreja acumulou seu poder de interferência em questões políticas da Europa. Contudo, o peso desse documento acabou sendo desmascarado no século XV, quando o estudioso Lorenzo Valla apresentou uma série de documentos que comprovaria a falsidade do tempo em que o documento da doação teria sido feita.
Naquela época era impossível se valer de algum recurso tecnológico que pudesse calcular exatamente a datação do documento. Foi então que Lorenzo examinou o conteúdo do texto, observando os erros linguísticos existentes e as expressões empregadas em sua construção. Por meio de seus estudos, detectou a presença de helenismos e barbarismo que não correspondiam ao uso da língua latina naqueles tempos do império de Constantino.
Além dessas questões formais, o estudioso percebeu que a natureza do documento, elaborado com um único testemunho, não correspondia ao hábito da época. Ao mesmo tempo, ele apontou como incongruente o uso do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para fazer referência aos membros do Senado Romano e a menção de Constantinopla como uma cidade cristã em um tempo em que a mesma, assim como outras regiões dadas como de dominação romana, estava longe de assumir tal posição.
O trabalho de Valla, ao longo do tempo, não significou apenas uma tentativa de se desestabilizar a autoridade do clero. Para os historiadores, sua forma de questionar o documento exigiu a reunião de informações que envolviam as transformações da língua ao longo dos tempos e a necessidade de se estabelecer uma relação de identidade entre o documento e a época em que ele teria sido produzido. Desse modo, a invalidação da Doação de Constantino serviu de grande contributo no estudo do passado.

13.691 – Judas: traidor ou traído?


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Notamos que vez ou outra pesquisas inéditas colocam em xeque a validade de certas histórias que não só povoam a Bíblia, mas também fundamentam a crença de milhares de seguidores do cristianismo.
No ano de 2006, uma equipe de teólogos, linguistas e historiadores financiados pela Fundação Mecenas, da Suíça, realizaram a tradução do chamado “Evangelho de Judas”. Ao fim desse trabalho, publicaram um artigo dizendo que a clássica associação de Judas à traição simplesmente não correspondia aos fatos. Na verdade, ele seria um importante elemento na execução das ações que tornariam Jesus no salvador da humanidade.
Dentro dessa nova perspectiva, Judas não teria sido um executor consciente da trama que possibilitou a prisão e o julgamento de Jesus. Nessa nova versão, o apóstolo aparece como um servo dedicado que se aproxima de um influente escriba para arquitetar o retorno seguro de Cristo à Galileia. Contudo, no momento em que beija seu mestre, acaba descobrindo que fora enganado por seus aliados e, dessa forma, viabiliza o posterior calvário do Messias.
Em contraponto a essa narrativa que concede inocência a Judas, outro grupo de historiadores argumenta que essa tradução do evangelho está cercada por erros. Um dos equívocos fundamentais, que desvalidam a versão redentora, gira em torno da tradução da palavra “daimon”. Com base na literatura platônica, este termo significaria espírito. Contudo, na literatura cristã, esse mesmo termo significa “demônio”.
Por meio dessa desambiguação, um trecho bíblico em que Jesus Cristo chama a atenção de Judas Iscariotes poderia ser traduzido das seguintes formas: “Tu, décimo terceiro demônio (ou espírito), por que te esforças tanto?”. Sem dúvida, fica clara a diferença de julgamento sobre a figura do apóstolo por meio desta única palavra. Mas afinal, seria possível dar um julgamento final sobre este debate?
Para alguns dos historiadores revisionistas, não há como definir uma posição definitiva sobre o papel exercido por Judas na biografia messiânica. Na condição de humano, ele pode assumir posições diferentes que demonstram as incertezas de quem seguia um líder questionado por muitos. A título de comparação, podemos ver que essa mesma postura vacilante pode ser notada em Pedro – o apóstolo que negou a Cristo, mas também foi um dos mais importantes pregadores da fé cristã.

13.338 – Catolicismo – Quem foi São Bento, o patrono dos exorcistas?


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Benedetto de Norcia nasceu em Úmbria, na Itália, no ano de 480. Desde criança, ele demonstrou interesse pela religião e nunca deixava de rezar. Por conta disso, acabou se mudando para Roma para estudar filosofia. Lá ele conheceu um eremita que lhe ensinou tudo sobre a vida solitária, e Bento passou a ser um ermitão.
Durante 3 anos, Bento ficou recluso em uma gruta, apenas rezando e estudando. Ele recebia alimentos de seu mentor, chamado Romano. Aos poucos, outros pastores da região começaram a ouvir sua história e também passaram a deixar comida na entrada da sua moradia.
Ordem do Beneditinos
A fama de que Bento era um santo em vida logo se espalhou, e muita gente passou a procurá-lo em busca de conselhos e orações. Isso fez com que ele fosse convidado a ser o abade do convento de Vicovaro, já que conhecia bastante dos ensinamentos de Cristo. Lá, ele acabou criando atrito com os monges, seus subordinados, que inclusive teriam tentado matá-lo com um cálice envenenado. Bento, ao benzer o vinho, teria neutralizado o veneno e sobrevivido!
Apesar dos atritos, Bento foi o primeiro a organizar os monges – antes eles viviam isolados e dispersos. Os mosteiros fundados por ele faziam parte da Ordem dos Beneditinos, a primeira ordem monástica da História, que atraiu a atenção de muitas pessoas da alta sociedade, que enviavam os filhos para estudar nesses locais. Ela funciona até os dias atuais.
Bento morreu aos 67 anos, supostamente depois de prever a própria morte. Ele cavou sua cova, reuniu seus seguidores, fez uma reza e sucumbiu! Sua fama de milagreiro só aumentou ao longo dos séculos: em 1220, ele foi finalmente canonizado. Dos mosteiros beneditinos, ergueram-se 23 papas, 5 mil bispos e 3 mil santos!
A medalha e a oração
A origem da cruz-medalha de São Bento é incerta, mas ela traz uma série de curiosas inscrições. Por exemplo: VRS (“Vade Retro Satana”, ou “para trás, Satanás”, em latim) e NSMV (“Nunquam Suade Mihi Vana”, ou “Nunca me dê conselhos vãos”). Por conta disso, ela ficou famosa no uso em exorcismos, a ponto de o papa Bento XIV, em 1742, aprovar a medalha para essa prática.
Hoje em dia, muitos invocam orações a São Bento como forma de quebrar magias de inimigos – e não precisa ser apenas do Tinhoso! Para isso, basta entoar os versos de sua oração: “A cruz sagrada seja minha luz. Rogue por nós, bem-aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

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13.164 – Quantas igrejas de Nossa Senhora Aparecida existem no Brasil?


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São 149 igrejas dedicadas à santa que representa Maria. A maioria, 104 delas, é nomeada Nossa Senhora Aparecida mesmo. Outras 14 são dedicadas a Nossa Senhora da Conceição Aparecida (versão estendida do nome da santa).
E há ainda outras variações: 13 delas estão registradas como “Aparecida de” algum lugar (Restinga, Taquaralto etc.) e nove são dedicadas a mais de um santo, como a Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Catarina de Sena.
Por fim, existem quatro congregações que estão no processo de se tornar paróquias, uma catedral, três santuários e uma Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida. Ave.

12.997- Mudança de Habito – Católicos serão ultrapassados por evangélicos até 2040


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O Brasil hoje é a maior nação católica do mundo. Nenhum outro país possui 123 milhões de seguidores da religião como o Brasil. De cada 10 pessoas, seis se dizem regidas pelo Vaticano. Mas o rápido processo de perda de fiéis deve mudar este cenário até 2040, quando evangélicos estarão em maior número.
A previsão é do professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE, José Eustáquio Diniz Alves, no estudo “A dinâmica das filiações religiosas no Brasil entre 2000 e 2010”. A estimativa da pesquisa, publicada no ano passado, continua atual, segundo o demógrafo.
Os católicos, que em 1980 eram quase 90% da população, devem representar menos de 50% já em 2030, mas ainda liderarão. Dez anos depois, estarão em menor número que os evangélicos, segundo o artigo.
O Brasil terá passado então, por um raríssimo processo de mudança da religião hegemônica, feito inédito em qualquer país de grande porte do globo no mundo moderno.

“Se você pegar a tendência dos últimos 20 anos, os católicos perdem um ponto percentual ao ano no Brasil”, afirma o pesquisador.

A tabela abaixo mostra a constatação do especialista:

Religião % em 1980 % em 1990 % em 2000 % em 2010 Quantidade em 2010 (em milhões de pessoas)
Católicos 89 83,3 73,6 64,6 123,2
Evangélicos 6,6 9,1 15,4 22,2 42,2
Outras religiões 2,8 2,8 3,6 5,2 9,6
Sem religião 1,6 4,8 7,4 8 15,3
De acordo o Censo 2010, cujos dados são os mais atualizados, 64,6% da população hoje é católica, contra 22,2% de evangélicos.

Uma das prioridades da Jornada Mundial da Juventude, que começa oficialmente amanhã no Rio de Janeiro, é justamente aproximar a Igreja dos jovens, a parte da população que mais migrou para agremiações evangélicas e outras religiões.

Futuro não promissor
Dificilmente o processo que já se vislumbra há décadas poderá ser freado.

“Evangélicos estão mais bem posicionados entre grupos que têm maior crescimento demográfico. Só por esse fato, a diferença vai continuar. Mas isso não explica tudo”, afirma o professor Eustáquio Diniz.
O especialista se refere ao fato dos evangélicos terem hoje grande força entre os jovens e as mulheres – em idade fértil, frise-se – enquanto os católicos ainda mantêm hegemonia entre a população mais velha.

Mas, segundo Eustáquio, outros fatores explicam o sucesso evangélico.
“Eles customizam o discurso. Tem uma igreja, a Bola de Neve, que é para surfistas, tem igreja que são para gays, mas tem igreja que é radicalmente contra os gays. Ela consegue atingir diferentes públicos no país”, afirma o pesquisador.
Além de tudo, evangélicos são também mais atuantes. Pesquisa Data folha divulgada mostrou que eles vão mais à igreja e contribuem financeiramente com valores maiores para manter suas agremiações.

12.518 – Religião – As 8 maiores religiões do mundo


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8. Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos)
Espiritismo não é exatamente uma religião, mas também entra na lista. A sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação são as bases dessa doutrina, que surgiu na França e se expandiu pelo mundo a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec (1857). É no Brasil que se encontra a maior comunidade espírita do mundo: 1,3% da população do país é espírita.

7. Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos)
Atualmente, a maior parte dos judeus do mundo vive em Israel e nos Estados Unidos, para onde migraram fugindo da perseguição nazista. Mesmo assim, os judeus representam somente 1,7% da população norte-americana. Enquanto isso, na Argentina, nossos hermanos judeus são 2% da população.

6. Sikhismo (aprox. 20 milhões de adeptos)
Embora pouco difundido, o Sikhismo é a sexta maior religião do mundo. A doutrina monoteísta foi fundada no século 16 por Guru Nanak e se baseia em seus ensinamentos. O sikhismo nasceu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.

5. Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos)
A doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda (600 a.C.), busca a realização plena da natureza humana. A existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Como era de se esperar, essa religião oriental é a principal doutrina em vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda maior religião do país: 71,4% da população é praticante (muitos japoneses praticam mais de uma religião e, portanto, são contados mais de uma vez).

4. Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos)
“Religião tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições filosóficas praticadas na China. Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de praticantes, eles representam cerca de 6% da população mundial.

3. Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos)
Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange seitas e variações monoteístas e politeístas, sem um corpo único de doutrinas ou escrituras. Os hindus representam mais de 80% da população na Índia e no Nepal. Mesmo com tamanha variedade, são apenas a terceira maior religião do mundo. Porém, ostentam um título mais original: o maior monumento religioso do planeta. Trata-se do templo Angkor Wat – depois convertido em mosteiro budista –, que tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construído no Camboja no século XII.

2. Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos)
A medalha de prata na lista das religiões é dos muçulmanos. Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.

1. Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos)
Mesmo com o crescimento de outras religiões, o cristianismo continua sendo a doutrina com mais adeptos no mundo todo. Porém, seus seguidores têm mudado de perfil. Há um século, dois terços dos cristãos viviam na Europa. Hoje, os europeus representam apenas um quarto dos cristãos. Mas, o interessante mesmo é apontar onde o cristianismo mais cresceu no último século: na África Subsaariana. De 1910 para cá, a população cristã da região saltou de 9 para 516 milhões de adeptos.

12.412 – Mega Polêmica – Papa sinaliza aliança entre religiões contra casamento gay


Mega Memória Ano de 2012

O papa Bento 16, indicando o desejo do Vaticano de forjar alianças com outras religiões contra o casamento gay, disse que a família estava ameaçada “em seus fundamentos” por tentativas de mudar a sua “verdadeira estrutura”.
O papa fez a sua mais recente denúncia do casamento gay em um discurso de Natal para os funcionários do Vaticano, em que ele misturou religião, filosofia, antropologia e sociologia para ilustrar a posição da Igreja Católica Romana.
Ele colocou todo o peso em um estudo realizado pelo rabino-chefe da França sobre os efeitos que a legalização do casamento gay teria sobre as crianças e a sociedade.
“Não há como negar a crise que ameaça em seus fundamentos –especialmente no mundo ocidental”, disse o papa, acrescentando que a família tinha de ser protegida porque é “o autêntico ambiente para se entregar o plano da existência humana”.
O papa de 85 anos de idade, falando no Salão Clementine do Palácio Apostólico do Vaticano, afirmou que a família estava sendo ameaçada por “uma compreensão falsa da liberdade” e um repúdio ao compromisso de toda a vida do casamento heterossexual.
“Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho — elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos”, disse o líder de 1,2 bilhão de católicos do mundo.
O Vaticano partiu para a ofensiva em resposta às vitórias do casamento gay nos Estados Unidos e Europa, utilizando todas as oportunidades possíveis para denunciá-lo através de discursos papais ou editoriais em seu jornal ou na sua rádio.

Aliança religiosa
Em alguns países, a Igreja Católica uniu forças localmente com judeus, muçulmanos e membros de outras religiões para se opor à legalização do casamento gay, em alguns casos com argumentos baseados em análises jurídicas, sociais e antropológicas, em vez de ensinamentos religiosos.
Significativamente, o papa elogiou especificamente como “profundamente comovente” um estudo feito pelo rabino-chefe da França, Gilles Bernheim, que se tornou tema de acalorado debate no país.
Bernheim, também um filósofo, argumenta que grupos de direitos homossexuais “irão utilizar o casamento gay como um cavalo de Tróia” em uma campanha mais ampla para “negar a identidade sexual e apagar as diferenças sexuais” e “minar os fundamentos heterossexuais da nossa sociedade”.

Seu estudo, “Casamento Gay, Paternidade e Adoção: O que muitas vezes esquecemos de dizer”, argumenta que os planos de legalizar o casamento gay estão sendo feitos para “o lucro exclusivo de uma pequena minoria” e são muitas vezes apoiados por causa do politicamente correto.
Em seu próprio discurso nesta sexta-feira, o papa repetiu alguns dos conceitos do estudo de Bernheim, incluindo a afirmação de que crianças criadas por casais gays seriam mais “objetos” do que indivíduos.
No mês passado, os eleitores nos Estados norte-americanos de Maryland, Maine e Washington aprovaram o casamento homossexual, na primeira vez em que os direitos do casamento foram estendidos a casais do mesmo sexo pelo voto popular.
Uniões do mesmo sexo foram legalizadas em seis Estados e no Distrito de Columbia pelos legisladores e pelos tribunais.
Também em novembro, a mais alta Corte da Espanha confirmou uma lei do casamento gay, e na França o governo socialista anunciou um projeto de lei que permitiria o casamento gay.

12.155 – Religião – Qual foi o Papa mais Jovem?


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Assumiu o papado como Benedito IX pela primeira vez aos 12 anos. Mas de anjo ele não tinha nada
O homem mais novo a receber o título de sumo pontífice da Igreja Católica foi também o que mais vezes ocupou o trono da Santa Sé: em três ocasiões o nobre romano Teofilato de Tusculana (1020-1056) foi empossado como Benedito IX. No início do primeiro mandato, em 1032, ele era uma criança de 12 anos. Só se tornou líder da igreja porque pertencia à importante família Tuscalana, de Roma – e era aparentado a dois papas anteriores, João XIX e Benedito VIII. “Naquela época os papas eram eleitos pela influência de nobres poderosos”, diz o historiador Carlos Roberto F. Nogueira, da Universidade de São Paulo. “Nas disputas políticas entre as famílias dentro do Vaticano havia até assassinatos.” Numa dessas disputas eclesiásticas, em 1044 Benedito IX foi afastado sob a acusação de ter um comportamento sexual pouco condizente com sua condição de homem santo.
No seu lugar assumiu Silvestre III, da família rival Crechentii. Mas Benedito excomungou o substituto e voltou ao Vaticano. Novamente no poder, vendeu o cargo de papa a um padrinho, que assumiu em 1045 como Gregório VI. O imperador Henrique III, do Sacro Império Romano Germânico, que reinava sobre a Itália e a Alemanha, destituiu Gregório e nomeou seu protegido Clemente III – que morreu misteriosamente oito meses depois. Benedito, então com 27 anos, aproveitou a chance e convenceu o Conselho dos Bispos e reelegê-lo para o terceiro mandato.
A confusão só acabou em 1049, quando Leão IX assumiu o papado e regularizou as eleições para o cargo restringindo a influência dos nobres.

11.228 – Religião – O que foi o Index?


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Abolido em 1962 pelo papa ]oão XXIII, no Concílio Vaticano II, o Índex era uma lista de livros proibidos pela Igreja Católica.
Desde o início do Cristianismo, as autoridades eclesiásticas tentavam controlar o que não devia ser lido pelos fiéis, mas a censura só foi oficializada no século 16, quando o pontífice Pio V instituiu a Sagrada Congregação do Índice (Índex), que elaborou um catálogo das obras proibidas, periodicamente atualizado a partir de sua criação.
Os livros só eram impressos após passar por um censor oficial, que julgava se a obra tinha algo de nocivo.
Eram vetadas publicações que propusessem qualquer tipo de heresia ou superstição,que contivessem obscenidades, ou que tratassem de assuntos religiosos de forma não respeitosa.
Como dizia o prefácio do Índex publicado em 1930:
“Livros irreligiosos e imorais estão, às vezes, redigidos em estilo atraente e tratam com freqüência de assuntos que, afagam as paixões carnais e lisonjeiam o orgulho do espírito.”
Segundo estudiosos, porém, o crivo da Igreja muitas vezes deu margem a arbitrariedades.
De fato, fizeram parte da lista negra, por exemplo, clássicos como Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, e A Origem das Espécies, de Charles Darwin.
“Não podemos julgar a cultura de outras épocas com os critérios da nossa, mas não há como justificar o fato de o Índex ter sido mântido por tanto tempo”, diz o antropólogo Benedito Miguel Gil, da Universidade de São Paulo.

10.932 – Globo Retira “tema da S.Silvestre” do comercial


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Após algumas décadas adotando o tema do filme “Carruagens de Fogo”, um tradicional clássico, como tema do comercial da corrida de S.Silvestre, o último grande evento esportivo do ano, a Rede Globo retita o tema do comercial sem se pronunciar sobre o fato. Estima-se que tenha tido problemas com os direitos autorais.
De qualquer forma, aquela “magia de fim de ano” acaba empobrecida com a retirada de um tema que ficou marcado na história do evento.
Mais sobre a São Silvestre
A Prova Pedestre denominada “90ª CORRIDA INTERNACIONAL DE SÃO SILVESTRE”, instituída pelo jornalista Cásper Líbero, doravante denominada EVENTO, será realizada no dia 31 de dezembro de 2014, na cidade de São Paulo, na distância de 15 km, com a participação de PESSOAS DE AMBOS OS SEXOS devidamente inscritas, doravante denominados ATLETAS, independentemente da condição climática.
A Corrida Internacional de São Silvestre é uma realização e propriedade da Fundação Cásper Líbero/FCL, e promovida pela Gazeta Esportiva.net com apoio da Rede Globo de Televisão que é PARCEIRA da FCL na promoção e transmissão da prova. A ORGANIZAÇÃO técnica e entrega de “kits” serão feitas por empresas especializadas.

As inscrições são realizadas EXCLUSIVAMENTE pela FCL no site http://www.saosilvestre.com.br que será responsável pelo recebimento, administração e eventuais reembolsos, quando solicitado, das mesmas.

O EVENTO terá a LARGADA na Avenida Paulista, próximo a Rua Frei Caneca e CHEGADA à mesma Avenida Paulista, nº 900 em frente ao Edifício Cásper Líbero, conforme o percurso detalhado divulgado no site do EVENTO.

O início do EVENTO está previsto para os horários abaixo relacionados, que serão confirmados na entrega do kit, conforme a categoria do ATLETA. Confira:
a. Para a corrida;

– Categoria ATLETAS Cadeirantes (Feminino e Masculino);
LARGADA: a partir das 7h45min em pelotão único.

– Categorias ATLETAS com Deficiência: DEV = Deficiente Visual / AMP = Amputados de Membros Inferiores / DMAI = Deficiente Andante Membro Inferior / DI = Deficientes Intelectuais / DMS = Deficientes Membros Superiores / DAU = Deficientes Auditivos.
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

– Categoria ATLETAS de ELITE A/B (Feminino);
LARGADA: a partir das 8h40min em pelotão único.

– Categorias ATLETAS de ELITE A/B (Masculino);
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

– Categoria ATLETAS Geral (Feminino e Masculino);
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

* Caso prevaleçam os horários acima, os mesmos poderão variar entre 7 minutos a mais ou a menos.
Até a data do EVENTO também poderão ser realizados ajustes de percurso com objetivo de melhorias técnicas e atendimento às necessidades da cidade e órgãos públicos competentes mantendo a LARGADA e CHEGADA aos locais acima descritos.
A ORGANIZAÇÃO solicita extrema atenção às chamadas do sistema de som na área de LARGADA para eventuais ajustes nos respectivos horários.
Quem foi São Silvestre?
São Silvestre I foi Papa entre 31 de Janeiro de 314 até 31 de dezembro de 335, durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos, iniciando-se a Paz na Igreja. Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Festa em 31 de Dezembro.
Atribui-se em geral a conversão de Constantino a uma visão que terá tido antes da batalha da ponte de Milvius (312). Mas a tradição medieval, também teria dito que o imperador teria lepra incurável, e logo que Silvestre o batizou por imersão numa piscina ficou imediatamente curado. Esta versão porém não tem fundamento, pois sabe-se que Constantino foi batizado ao fim de sua vida, com a intenção de perdoar seus pecados, por Eusébio, bispo de Nicomédia.

10.071 – Mega Lista – Todos os Papas, 3ª Parte


Para você que segue o Mega Arquivo, este é o 3° capítulo da série que mostra os nomes dos papas, paramos no Papa de n° 100, continuemos então com as lista do Papa 101 ao 200:

Papa Leão VII
Papa Leão VII

101 Gregório IV de 827 a Janeiro de 844 Gregorius Quartus
102 Sérgio II Janeiro de 844 a 7 de Janeiro de 847
103 São Leão IV Janeiro de 847 a 17 de Julho de 855 Canonizado.
104 Bento III 29 de Set de 855 a 17 de Abr de 858
105 São Nicolau I 24 de Abr de 858 a 13 de Nov de 867 Canonizado.
106 Adriano II 14 de Dez de 867 a 14 de Dez de 872
107 João VIII 14 de Dez de 872 a 16 de Dez de 882
108 Marinho I 16 de Deze de 882 a 15 de Mai de 884
109 Santo Adriano III 17 de Mai de 884 a Set de 885
110 Estêvão V (VI) 885 a 14 de Set de 891
111 Formoso 19 de Set de 891 a 4 de Abr de 896
112 Bonifácio VI 4 de Abr de 896 a 19 de Abr de 896
113 Estêvão VI (VII) 22 de Abr de 896 a Agosto de 897
114 Romano Ago de 897 a Nov de 897
115 Teodoro II Dez de 897 a Dez de 897
116 João IX Jan de 898 a Jan de 900
117 Bento IV 900 a 903
118 Leão V Jul de 903 a Set de 903
119 Sérgio III 29 de Jan de 904 a 14 de Abr de 911
120 Anastácio III Abr de 911 a Jun de 913
121 Lando Ago de 913 a Março de 914
122 João X mar de914 a Mai de 928
123 Leão VI Maio de 928 a Dez de 928
124 Estêvão VII (VIII) Dez de 928 a Fev de 931
125 João XI Mar de 931 a Dez de 935
126 Leão VII 3 de Jan de 936 a 13 de Jul de 939
127 Estêvão VIII (IX) 13 de Jul de 939 a Out de 942
128 Marinho II 30 de Out de 942 a Mai de 946
129 Agapito II 10 de Mai de 946 a Dez de 955
130 João XII 16 de Dez de 955 a 14 de Mai de 964
131 Bento V 22 de Mai de 964 a 23 de Junho de 964
132 Leão VIII Jul de 964 a 1 de Mar de 965
133 João XIII 1 de Out de 965 a 6 de Set de 972
134 Bento VI 19 de Jan de 973 a Jun de 974
135 Bento VII Out de 974 a 10 de Jul de 983
136 João XIV Dez de 983 a Ago de 984
137 João XV Ago de 985 a Mar de 996
138 Gregório V Mai de 996 a 18 de Fev de 999
139 Silvestre II 2 de Abr de 999 a 12 de Mai de 1003
140 João XVII 16 de Mai de 1003 a 6 de Nov de 1003
141 João XVIII 25 de Dez de 1003 a 31 de Jul de 1009
142 Sérgio IV 31 de Jul de 1009 a 12 de Mai de 1012
143 Bento VIII 18 de Mai de 1012 a 9 de Abr de 1024
144 João XIX 9 de Abr de 1024 a 20 de Out de 1032
145 Bento IX 1 de Ago de 1032 a 16 de Jan de 1045
146 Silvestre III 20 de Jan de 1045 a 10 de Abr de 1045
147 Bento IX 10 de Abr de 1045 a 1 de Mai de 1045
148 Gregório VI 1 de Mai de 1045 a 20 de Dez de 1046
149 Clemente II 20 de Dez de 1046 a 9 de Out de 1047
150 Bento IX 9 de Out de 1047 a 17 de Julho de 1048 282
151 Dâmaso II 17 de Jul de 1048 a 9 de Ago de 1048
152 São Leão IX 12 de Fev de 1049 a 19 de Abr de 1054
153 Vítor II 13 de Abr de 1055 a 28 de Jul de 1057
154 Estêvão IX (X), 2 de Ago de 1057 a 29 de Mar de 1058
155 Nicolau II 6 de Dez de 1058 a 27 de Jul de 1061
156 Alexandre II 30 de Sete de 1061 a 21 de Abr de 1073
157 São Gregório VII 22 de Abr de 1073 a 25 de Mai de 1085
158 Beato Vítor III 24 de Mai de 1086 a 16 de Set de 1087
159 Beato Urbano II 12 de Mar de 1088 a 29 de Jul de 1099
160 Pascoal II 13 de Ago de 1099 a 21 de Jan de 1118
161 Gelásio II 24 de Jan de 1118 a 28 de Jan de 1119
162 Calisto II 2 de Fev de 1119 a 13 de Dez de 1124
163 Honório II 15 de Dez de 1124 a 13 de Fev de 1130
164 Inocêncio II 14 de Fev de 1130 a 24 de Set de 1143
165 Celestino II 26 de Set de 1143 a 8 de Mar de 1144
166 Lúcio II 12 de Mar de 1144 a 15 de Fev de 1145
167 Beato Eugénio III 15 de Fev de 1145 a 8 de Jul de 1153
168 Anastácio IV 8 de Jul de 1153 a 3 de Dez de 1154
169 Adriano IV 4 de Dez de 1154 a 1 de Set de 1159
170 Alexandre III 7 de Set de 1159 a 30 de Ago de 1181
171 Lúcio III 1 de Set de 1181 a 25 de Nov de 1185
172 Urbano III 25 de Nov de 1185 a 19 de Out de 1187
173 Gregório VIII 21 de Out de 1187 a 17 de Dez de 1187
174 Clemente III 17 de Dez de 1187 a 20 de Mar de 1191
175 Celestino III 21 de Mar de 1191 a 8 de Jan de 1198

Papa Inocêncio III
Papa Inocêncio III

176 Inocêncio III 8 de Jan de 1198 a 16 de Julho de 1216
177 Honório III 18 de Jul de 1216 a 18 de Mar de 1227
178 Gregório IX 19 de Mar de 1227 a 22 de Ago de 1241
179 Celestino IV 25 de Out de 1241 a 10 de Nov de 1241
180 Inocêncio IV 25 de Jun de 1243 a 7 de Dez de 1254
181 Alexandre IV 12 de Dez de 1254 a 25 de Mai de 1261
182 Urbano IV 29 de Ago de 1261 a 2 de Out de 1264
183 Clemente IV 5 de Fev de 1265 a 29 de Dez de 1268
29 de Dez de 1268 a 1 de Set de 1271
184 Beato Gregório X 1 de Sete de 1271 a 10 de Jan de 1276
185 Beato Inocêncio V 21 de Jan de 1276 a 22 de Jun de 1276
186 Adriano V 11 de Jul de 1276 a 18 de Ago de 1276
187 João XXI 20 de Setembro de 1276 a 20 de Maio de 1277
188 Nicolau III, 25 de Nov de 1277 a 22 de Ago de 1280 1001
189 Martinho IV 22 de Fev de 1281 a 28 de Mar de 1285
190 Honório IV 2 de Abr de 1285 a 3 de Abr de 1287
191 Nicolau IV 22 de Fev de 1288 a 4 de Abr de 1292
Interregno 4 de Abr de 1292 a 5 de Jul de 1294
192 São Celestino V 5 de Jul de 1294 a 13 de Dez de 1294
193 Bonifácio VIII 24 de Dez de 1294 a 11 de Out de 1303
194 Beato Bento XI 22 de Out de 1303 a 7 de Jul de 1304
195 Clemente V 5 de Jun de 1305 a 20 de Abril de 1314
20 de Abril de 1314 7 de Ago de 1316
196 João XXII 7 de Ago de 1316 a 4 de Dez de 1334
197 Bento XII 20 de Dez de 1334 a 25 de Abr de 1342
198 Clemente VI, 7 de Mai de 1342 a 6 de Dez de 1352
199 Inocêncio VI 18 de Dez de 1352 a 12 de Set de 1362
200 Beato Urbano V 28 de Set a de 1362 19 de Dez de 1370

9900 – Religião – O que é o Vaticano


☻ Rumo ao Post 10 MIL

vaticano

Sede da Igreja Católica Apostólica Romana, é o menor país soberano do mundo. Fica no centro de Roma, Itália, em um território que não chega a meio quilômetro quadrado e onde vivem cerca de 900 pessoas. O papa, além de ser a autoridade máxima da Igreja, também é o chefe absoluto dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Vaticano. Lá, não há partidos políticos. Quando um papa morre ou renuncia, essa autoridade é concedida transitoriamente para um colégio de cardeais – responsável pela eleição do próximo pontífice. A Fábrica de São Pedro, órgão correspondente a uma prefeitura, cuida da manutenção dos prédios e da limpeza pública, entre outras coisas.
O Vaticano não tem exército. Atualmente, a Guarda Suíça – aqueles sujeitos com roupas medievais coloridas – cuida da vigilância de honra das entradas da cidade e dos aposentos papais. A segurança armada fica por conta da polícia italiana. A nação tem ainda emissoras de TV e rádio próprias, além de um jornal impresso. Mesmo não sendo integrante da ONU, tem ali observador permanente, com acesso a documentos e debates em todos os programas.
O Vaticano não faz parte da União Européia, mas adotou o euro como moeda. Por falar em moeda, o Banco do Vaticano, fundado em 1887 para administrar as finanças da Igreja, merece um capítulo à parte. No livro Em Nome de Deus, o autor britânico David Yallop afirma que, entre outras coisas, o banco seria dono de ações de empresas fabricantes de produtos que contrariam o que prega a fé católica, como bombas, tanques militares e anticoncepcionais. Oficialmente, a economia do Vaticano está baseada em donativos e nos juros dos investimentos de seu patrimônio.
O Estado da Cidade do Vaticano foi criado em 1929, com a assinatura de um acordo entre a Santa Sé e o premiê Benito Mussolini. Os fascistas indenizaram o Vaticano em 1,75 bilhão de liras pelas terras tomadas durante a unificação italiana, em 1870. A formação do Estado italiano foi um golpe duro de engolir para as autoridades eclesiásticas – na Idade Média, os Estados Papais chegaram a ter um território contínuo que se estendia desde a Campânia, no sul da península Itálica, até a Emília-Romana, no norte, com portos nos litorais Tirreno e Adriático. Isso sem falar no sem-número de terras de propriedade da Igreja espalhadas pelo mundo todo.

9526 – Religião – O Papa São Silvestre


Sylvester_I

Foi o 33° papa, como vimos na mega lista.
Encerrou o pontificado em 31 de dezembro de 335,
durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos, iniciando-se a Paz na Igreja. Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Festa em 31 de Dezembro.
Silvestre I enviou emissários para presidirem ao sínodo de Arles (314) e ao Primeiro Concílio de Niceia (325), convocados por Constantino, a sua ausência é motivo de debate, provavelmente deve-se ao seu estado de saúde. Durante o seu pontificado a autoridade da Igreja foi estabelecida e se construíram alguns dos primeiros monumentos cristãos, como a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, e as primitivas basílicas de Roma (São João de Latrão e São Pedro), bem como das igrejas dos Santos Apóstolos em Constantinopla.
Atribui-se em geral a conversão de Constantino a uma visão que terá tido antes da batalha da ponte de Milvius (312). Mas a tradição medieval, também teria dito que o imperador teria lepra incurável, e logo que Silvestre o batizou por imersão numa piscina ficou imediatamente curado. Esta versão porém não tem fundamento, pois sabe-se que Constantino foi batizado ao fim de sua vida, com a intenção de perdoar seus pecados, por Eusébio, bispo de Nicomédia.

9463 -☻Mega Listas – Papas – Terceira Parte


Nesta terceira parte traremos os papas de n° 101 a 200, sendo portanto, a maior delas:

Gregório IV
Gregório IV

Papa Nome Início Fim
101 Gregório IV 827 Janeiro de 844
102 Sérgio II Janeiro de 844 7 de Janeiro de 847
103 São Leão IVJaneiro de 847 17 de Julho de 855
104 Bento III Setembro de 855 17 de Abril de 858
105 São Nicolau I Abril de 858 Novembro de 867
106 Adriano II Dezembro de 867 Dezembro de 872
107 João VIII Dezembro de 872 Dezembro de 882
108 Marinho I Dezembro de 882 Maio de 884
109 Santo Adriano III Maio de 884 Setembro de 885
110 Estêvão V ? Setembro de 891
111 Formoso Setembro de 891 4 de Abril de 896
112 Bonifácio VI Abril de 896 Abril de 896
113 Estêvão VI (VII) Abril de 896 Agosto de 897
114 Romano Agosto de 897 Novembro de 897
115 Teodoro IIDezembro de 897 Dezembro de 897
116 João IX Janeiro de 898 Janeiro de 900
117 Bento IV 900 903
118 Leão V Julho de 903 Setembro de 903
119 Sérgio III Janeiro de 904 Abril de 911
120 Anastácio III Abril de 911 Junho de 913
121 Lando Agosto de 913 Março de 914
122 João X Março de 914 Maio de 928
123 Leão VI Maio 928 Dezembro de 928
124 Estêvão VII Dezembro de 928 Fevereiro de 931
125 João XI Março de 931 Dezembro de 935
126 Leão VII, Janeiro de 936 Julho de 939
127 Estêvão VIII Julho de 939 Outubro de 942
128 Marinho II Outubro de 942 Maio de 946
129 Agapito II Maio de 946 Dezembro de 955
130 João XII Dezembro de 955 14 de Maio de 964
131 Bento V Maio de 964 23 de Junho de 964
132 Leão VIII Julho de 964 1 de Março de 965
133 João XIII Outubro de 965 Setembro de 972
134 Bento VI Janeiro de 973 Junho de 974
135 Bento VII Outubro de 974 10 de Julho de 983
136 João XIV Dezembro de 983 20 de Agosto de 984
137 João XV Agosto de 985 Março de 996
138 Gregório V 3 de Maio de 996 Fevereiro de 999
139 Silvestre II Abril de 999 12 de Maio de 1003
140 João XVII Maio de 1003 Novembro de 1003
141 João XVIII Dezembro de 1003 Julho de 1009
142 Sérgio IV Julho de 1009 12 de Maio de 1012
143 Bento VIII Maio de 1012 9 de Abril de 1024
144 João XIX Abril de 1024 Outubro de 1032
145 Bento IX Agosto de 1032 Janeiro de 1045
146 Silvestre III Janeiro de 1045 Abril de 1045
147 Bento IX Abril de 1045 Maio de 1045
148 Gregório VI Maio de 1045 Dezembro de 1046
149 Clemente II Dezembro de 1046 Outubro de 1047
150 Bento IX Outubro de 1047 Julho de 1048
151 Dâmaso II Julho de 1048 Agosto de 1048
152 São Leão IX Fevereiro de 1049 Abril de 1054
153 Vítor II Abril de 1055 Julho de 1057
154 Estêvão IX Agosto de 1057 29 de Março de 1058
155 Nicolau II Dezembro de 1058 Julho de 1061
156 Alexandre II Setembro de 1061 Abril de 1073
157 São Gregório VII Abril de 1073 Maio de 1085
158 Beato Vítor III Maio de 1086 Setembro de 1087
159 Beato Urbano IIMarço de 1088 Julho de 1099
160 Pascoal II Agosto de 1099 Janeiro de 1118
161 Gelásio II Janeiro de 1118 Janeiro de 1119
162 Calisto II Fevereiro de 1119 Dezembro de 1124
163 Honório II Dezembro de 1124 Fevereiro de 1130
164 Inocêncio II Fevereiro de 1130 Setembro de 1143
165 Celestino IISetembro de 1143 Março de 1144
166 Lúcio II Março de 1144 Fevereiro de 1145
167 Beato Eugénio IIIFevereiro de 1145 Julho de 1153
168 Anastácio IVJulho de 1153 Dezembro de 1154
169 Adriano IV Dezembro de 1154 Setembro de 1159
170 Alexandre III Setembro de 1159 Agosto de 1181
171 Lúcio III Setembro de 1181 Novembro de 1185
172 Urbano III Novembro de 1185 Outubro de 1187
173 Gregório VIII Outubro de 1187 Dezembro de 1187
174 Clemente III Dezembro de 1187 Março de 1191
175 Celestino III Março de 1191 Janeiro de 1198
176 Inocêncio III Janeiro de 1198 Julho de 1216
177 Honório III Julho de 1216 Março de 1227
178 Gregório IX Março de 1227 Agosto de 1241
179 Celestino IV Outubro de 1241 Novembro de 1241
180 Inocêncio IV Junho de 1243 Dezembro de 1254
181 Alexandre IV Dezembro de 1254 Maio de 1261
182 Urbano IV Agosto de 1261 Outubro de 1264
183 Clemente IV Fevereiro de 1265 Dezembro de 1268
184 Beato Gregório XSetembro de 1271 Janeiro de 1276
185 Beato Inocêncio VJaneiro de 1276 Junho de 1276
186 Adriano V Julho de 1276 Agosto de 1276
187 João XXI Setembro de 1276 20 de Maio de 1277
188 Nicolau III Novembro de 1277 Agosto de 1280
189 Martinho IV Fevereiro de 1281 Março de 1285
190 Honório IV Abril de 1285 Abril de 1287
191 Nicolau IV Fevereiro de 1288 Abril de 1292
Interregno 4 de Abril de 1292 5 de Julho de 1294
192 São Celestino V Julho de 1294 Dezembro de 1294
193 Bonifácio VIII Dezembro de 1294 Outubro de 1303
194 Beato Bento XI Outubro de 1303 Julho de 1304
195 Clemente V Junho de 1305 20 de Abril de 1314
Interregno 20 de Abril de 1314 7 de Agosto de 1316
196 João XXII Agosto de 1316 Dezembro de 1334
197 Bento XIIDezembro de 1334 Abril de 1342
198 Clemente VI Maio de 1342 Dezembro de 1352
199 Inocêncio VI Dezembro de 1352 Setembro de
200 Beato Urbano VSet de 1362 Dez de 1370

Na próxima lista traremos a últimos nomes até o Papa atual

9371 – Religião – Por que se pede a São Longuinho prometendo três pulinhos?


O que você faz quando perde alguma coisa e não encontra de jeito nenhum? Uma simpatia brasileira típica é invocar o funcionário número um do Departamento Celestial de Achados e Perdidos: São Longuinho. Só não se esqueça, quando o objeto reaparecer feito mágica, de agradecer dando três pulinhos – de preferência acompanhados de três gritinhos (e bem sozinho, para evitar gracejos e maledicências).
Existe forma de agradecimento mais esdrúxula na história da humanidade? Mas o mais curioso é que ninguém sabe de onde veio essa superstição saltitante – Mundo Estranho ouviu vários folcloristas e nenhum deles tinha a menor idéia da sua origem, a não ser especulações relacionando a tríade de pinchos à Santíssima Trindade.
São Longuinho, santo celebrado em 15 de março, é especialmente popular na Espanha e no Brasil – mas aqui só existe uma igreja com sua imagem, em Guararema, interior de São Paulo. “Longuinho vem de Longinus, nome comum aos mártires”, afirma o teólogo Décio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Longinus, por sua vez, vem do grego lonkhe, que quer dizer lança. Segundo os historiadores da religião, Longinus chamava-se Cássio e era um dos centuriões romanos escalados para vigiar Cristo na cruz. “Na Sexta-Feira Santa, Cássio espetou sua lança no coração de Jesus e acabou levando um jato de sangue em seus olhos”, diz o padre Aparecido Pereira, estudioso de hagiografias (biografias de santos) e editor do jornal O São Paulo, da Cúria Metropolitana. Cássio sofria de um problema de vista – ou “cegueira espiritual”, de acordo com alguns relatos – e, naquele momento, foi curado instantaneamente.
Converteu-se ao Cristianismo e refugiou-se na Cesareia, onde virou monge. Descoberto, foi decapitado, como tantos outros mártires cristãos.
A história de São Longuinho é citada no Novo Testamento por Mateus (27:54), Marcos (15:39) e Lucas (23:47).

9298 – Mega Listas – Todos os Papas, 2ª Parte


Papa João IV
Papa João IV

Continuando com os 20 séculos de papado, segue a lista com os papas:

Papa Pontificado
61° – João III 17 jul 561 a 13 jul 574
62° – Bento I 2 jun de 575 a 30 jul 579
63° – Pelágio III 29 de nov de 579 a 7 fev dec 590
64° – São Gregório I 3 set de 590 a 12 mar 604
65° – Sabiniano 13 set de 604 a 22 fev de 606
66° – Bonifácio III 19 de fev de 607 a 12 nov de 607
67°- São Bonifácio IV 25 de ago de 608 a 8 mai de 605
68°- Santo Aldeodato I 19 de out de 615 a 8 nov de 618 Aldeodatus
69° – Bonifácio V 23 de Nov de 619 a 25 de Out de 625
70° – Honório I 27 de Out de 625 a 12 de Out de 638 Honorius
71°- Severino Out de 638 a 2 de Ago de 640 Severinus
72°- João IV 24 de Dez de 640 a 12 de Out de 642 Ioannes Quartus
73°- Teodoro I 24 de Nov de 642 a 14 de Mai de 649 Theodorus
74°- São Martinho I Jul de 649 a 16 de Set de 654 Martinus Canonizado.
75°- Santo Eugénio I 10 de Ago de 654 a 2 de Jun de 657 Eugenius Canonizado.
76º- São Vitaliano 30 de Jul de 657 a 27 de Janeiro de 672 Vitalianus Canonizado.
77°- Adeodato II 11 de Abr de 672 a 17 de Jun de 676 Adeodatus Secundus
78°- Dono 2 de Nov de 676 a 11 de Abril de 678 Donus
79° – Santo Agatão 27 de Jun de 678 a 10 de Jan de 681 Agatho Canonizado.
80°- São Leão II Dez de 681 a 3 de Julho de 683 Leo Secundus Canonizado.
81°- São Bento II 26 de Jun de 684 a 8 de Mai de 685 Benedictus Secundus Canonizado.
82°- João V 12 de Jul de 685 a 2 de Ago de 686 Ioannes Quintus
83° – Cónon 21 de Out de 686 a 22 de Set de 687 Conon
84°- São Sérgio I 15 de Dez de 687 a 8 de Set de 701 Sergius Canonizado.
85°- João VI 30 de Out de 701 a 11 de Jan de 705 Ioannes Sextus
86°- João VII 1 de Mar de 705 a 18 de Out de 707 Ioannes Septimus
87°- Sisínio 15 de Janeiro de 708 a 4 de Fevereiro de 708 Sisinnius
88°- Constantino 25 de Mar de 708 a 9 de Abril de 715 Constantinus
89°-São Gregório II 19 de Mai de 715 a 11 de Fev de 731 Gregorius Secundus Canonizado.
90°- Gregório III 18 de Mar de 731 a 28 de Nov de 741 Gregorius Tertius
91°- São Zacarias 3 de Dez de 741a 22 de Mar de 752 Zacharias Canonizado
92°- Papa eleito Estêvão (II) 23 de Mar de 752 a 26 de Mar de 752 Papa Electus
93°- São Paulo I 29 de Mai de 757 a 28 de Jun de 767 Paulus Canonizado.
94°- Estêvão III (IV) 7 de Ago de 767 a 24 de Jan de 772 Stephanus Tertius
95°-Adriano I 1 de Fev de 772 a 26 de Dez de 795 Hadrianus
96°- São Leão III 26 de Dez de 795 a 12 de Jun de 816 Leo Tertius
97°-Estêvão IV (V) 12 de Jun de 816 a 24 de Jan de 817 Stephanus Quartus (Quintus)
98°-São Pascoal I 25 de Jan de 81 a 11 de Fev de 824 Paschalis Canonizado.
99°-Eugénio II 8 de Mai de 824 a Ago de 827 Eugenius Secundus
100°-Valentino Ago de 827 a Set de 827

9285 – Quem foram os Antipapas?


Um Antipapa é uma pessoa que reclama o título de Papa, em oposição a um Papa legitimamente eleito, ou durante algum período no qual o título estava vago. Antipapa não é necessariamente sinal de doutrina contrária à fé ensinada pela Igreja. No passado, antipapas eram geralmente apoiados por uma facção significativa de cardeais e reinos.
Hipólito de Roma († 235) é geralmente considerado o primeiro antipapa, como ele protestou contra o Papa Calisto I e dirigiu um grupo distinto dentro da Igreja em Roma. Hipólito foi posteriormente reconciliado com o segundo sucessor de Calisto, o Papa Ponciano, quando ambos condenaram a ilha de Sardenha. Porém se realmente Hipólito declarou-se bispo de Roma permanece incerto, especialmente pelo fato de que esta afirmação não tem sido citada nos escritos atribuídos a ele. Hipólito foi posteriormente canonizado pela Igreja.

Igreja tem 36 antipapas reconhecidos
Além dos 264 pontífices que ocuparam o trono de Pedro ao longo de 2.000 anos de história do catolicismo, existem outros 36 antipapas “reconhecidos” pela Igreja Católica. Antipapa é aquele que, elevado ao papado de modo não-canônico, atribui a si mesmo a dignidade e a autoridade papal.
Apesar de estes personagens não terem alcançado a dignidade pontifícia, a igreja considera oportuno conservá-los na memória, porque em torno deles houve momentos e movimentos que marcaram seu caminho.
Isto aconteceu por exemplo com a eleição em 20 de setembro de 1378 do antipapa Clemente 7º, frente a Urbano 6º, que deu origem à Grande Cisão do Ocidente de 1378 a 1417.
O fenômeno dos antipapas começou a tomar corpo a partir do ano 200 e esteve muito presente até o ano 1000, diminuindo gradualmente até mediados de 1400.
Vários inclusive foram eleitos legitimamente papas e alguns se tornaram santos, como o sacerdote romano Hipólito, antipapa de 217 a 235, o primeiro da história a se tornar um legítimo chefe da Igreja Católica, assumindo o nome da Calixto por motivos doutrinais.
O último antipapa foi um expoente da Casa de Sabóia, Félix 5º, eleito no Concílio da Basiléia contra Eugênio 4º, em 24 de julho de 1440. Depois foi deposto nesse mesmo concílio. Submeteu-se ao papa Nicolau 5º, sendo nomeado cardeal.
Além da lista dos 36 antipapas “autênticos” existiram outros sete “duvidosos”, nove indevidamente chamados assim e dois que nem sequer são reconhecidos como tais.

João XXIII foi também o nome utilizado por um antipapa entre 1410 e 1415.
De acordo com a estrutura hierárquica da Igreja Católica, os homens que ocupam a posição mais elevada são conhecidos como papa ou Supremo Pontífice. Este líder do cristianismo católico é reconhecido em todo o mundo e seu posto remete a uma tradição iniciada com o apóstolo Pedro, considerado o primeiro papa da história. Entretanto, a função de papa é também um posto político dotado de muita competição para atingi-lo. Em diversos momentos da história do catolicismo, o papa eleito pelo Conclave, reunião de cardeais para eleger o novo Supremo Pontífice, não foi reconhecido por reis e grupos religiosos dentro da Igreja Católica. Como resultado da não aceitação de alguns papas eleitos pelo Conclave e refletindo a autoridade que alguns reis demonstraram, foram indicados outros papas para representa-los. Esses papas que não foram eleitos pelo Conclave, mas sim por vontade de grupos religiosos e políticos distintos, são chamados de antipapas. Eles exercem a mesma função do papa em vigência, porém representando uma oposição. Ou seja, dois papas que se declaram legítimos simultaneamente, um rejeitando a existência do outro.
Baldessare Cossa seria um exemplo de antipapa. Nascido por volta de 1370 na cidade de Nápoles, foi corsário em sua juventude e, mais tarde, tornou-se aluno na Universidade de Bolonha. Entrou para a vida religiosa após se formar e, em 1402, recebeu o título de cardeal. Seus serviços com a Igreja Católica teve início durante o papado de Gregório XII. Na ocasião, havia outro antipapa em atividade, Alexandre V. Este foi o primeiro papa cismático em Pisa e, quando faleceu, abriu-se o processo de escolha para seu sucessor. Nesta jogada entrou Baldessare Cossa, que foi eleito em Bolonha no ano de 1410. O cardeal assumiu como nome papal João XXIII. Porém, destaca-se, que este era um antipapa, representava o cisma vigente na Igreja Católica e era reconhecido apenas pela França, pela Inglaterra e parte da Itália e da Alemanha.
Muitos acreditam que a ascensão de João XXIII se deu por influência do rei Luís II, afoito por controlar o poder dos papas. De toda forma, o momento já era conturbado o suficiente para o cristianismo, que enfrentava um grave cisma que chegou a contar com a existência de três papas simultâneos, dois deles antipapas (Gregório XII, João XXIII e Bento XIII, respectivamente).
João XXIII não foi um papa legítimo, era reconhecido apenas por seus seguidores que representavam um grupo de cismáticos. O verdadeiro papa João XXIII, reconhecido pela Igreja Católica, exerceu seu papado muitos séculos depois e é reconhecido como um dos papas mais importantes da história do cristianismo. Depois de sofrer muita recriminação, o próprio antipapa João XXIII reconheceu seu erro e submeteu-se ao Concílio de Constança, o qual colocou fim a Grande Cisma do Ocidente. João XXIII foi deposto e aprisionado em 1415, recuperando a liberdade apenas em 1418, quando voltou a viver dignamente como cardeal.
Fora da prisão e novamente reconhecido por seu nome de batismo, Baldessare Cossa, faleceu em 1419 e foi sepultado com respeito em Florença.

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9283 – História do Papado – O Papa Eutiquiano


Foi o 27º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Luni, na Itália, em 240, Eutiquiano viveu uma época em que os católicos começavam a conquistar um pouco de liberdade para seu culto e suas ações. De todo modo, ainda não gozavam de plena aceitação ou de reconhecimento oficial, o que significa dizer que os cristãos ainda sofriam perseguições impostas pelos pagãos da época. Não se conhece praticamente nada sobre a vida de Eutiquiano, além do fato de ter chegado ao principal posto da Igreja Católica em meio a situações tão conturbadas para a fé cristã. Ele se tornou papa no dia quatro de janeiro de 275 para suceder o Papa Félix I.
O Papa Eutiquiano ordenou ações que seriam muito marcantes para os cristãos da época, e, de certo modo, seriam confrontadoras da lógica estabelecida. Ele ordenou, por exemplo, que os mártires fossem cobertos pela dalmática, um manto que era parecido com o dos imperadores romanos. Uma afronta para a época. Alguns anos mais tarde, o Papa Silvestre I adotaria a mesma dalmática como traje dos clérigos encarregados de ler a epístola e o evangelho nas missas solenes. O que ajudou a solidificar a tradição que chega aos nossos dias. Os diáconos celebram todas suas missas vestindo suas dalmáticas específicas para cada situação.
Além de iniciar uma conduta que marcaria profundamente a tradição das celebrações católicas, o Papa Eutiquiano também instituiu a benção da colheita nos campos, um ritual religioso puramente simbólico. Ele proibiu ainda que se entregasse a comunhão aos enfermos. O Papa Eutiquiano queria evitar que o Santíssimo Sacramento fosse profanado e acreditava que proibir que mulheres ou leigos simplesmente portassem a comunhão a um enfermo já seria uma inibição.
Não se conhece muito da vida e dos oito anos em que o Papa Eutiquiano esteve à frente da Igreja Católica. Acredita-se que ele tenha sido martirizado porque a Igreja celebra seu suposto dia de martírio. Sabe-se, contudo, que ele morreu no dia sete de dezembro de 283 e foi o último papa a ser sepultado na cripta dos papas. Seu sucessor foi o Papa Caio.

9261 – História do Papado – O Papa Bonifácio III


Bonifácio III foi o 66º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Roma no ano 540, Bonifácio era filho de João Cataadioce, um romano com ascendência grega. Ele se dedicou à vida religiosa desde cedo e foi ordenado diácono, função que manteve durante muitos anos. Sua atuação religiosa, contudo, só se tornou realmente significativa quando foi enviado pelo Papa Gregório I a Constantinopla para servir como legado, em 603. Sua atuação parece ter impressionado não só o papa, mas também o Imperador Focas, que reconheceu sua prudência para solução de questões diversas. Três anos mais tarde, seu nome já havia repercutido pelos seus feitos e Bonifácio foi indicado como sucessor do Papa Sabiniano. Mesmo ainda em Constantinopla, ele foi eleito no dia 19 de fevereiro de 607.
O Papa Bonifácio III enfrentou grandes dificuldades para voltar a Roma. O regresso demorou tanto que criou-se um debate sobre as razões da demora e a viabilidade para exercer seu cargo em Constantinopla. Alguns pesquisadores argumentam que o Papa Bonifácio III se recusou a assumir o cargo até que ficasse comprovado que sua eleição havia sido justa e livre. Seu interesse por eleições livres de interferências externas era latente, como comprovaram suas principais ações como papa.
Após assumir o cargo, o Papa Bonifácio III convocou um concílio em Roma no qual proibiu que fosse discutida a sucessão de um papa que ainda estivesse vivo, sob pena de excomunhão. Ele também determinou que as medidas para eleger o sucessor só poderiam ser tomadas três dias depois do enterro do papa falecido. Ambas as iniciativas causaram grande impacto na eleição papal. Mas, além disso, suas relações próximas com o Imperador Focas foram fundamentais para que se restaurasse a ideia de que o apóstolo Pedro deveria ser a cabeça de todas as Igrejas. Esta medida simbólica garantia ao Bispo de Roma o título de Bispo Universal, superando outros religiosos que reclamavam essa identificação.
Devido às importantes medidas do Papa Bonifácio III, alguns pesquisadores argumentavam que ele teria sido o efetivo fundador da Igreja Católica. Mas hoje entende-se que suas ações apenas reforçavam as medidas anteriores de Justiniano, o qual deu reconhecimento legal à primazia do pontificado romano.
Liderou a Igreja por menos de um ano, pois faleceu no dia 12 de novembro de 507. Suas ações, contudo, deixaram um grande legado para a instituição religiosa e certamente contribuíram para que a Igreja Católica ocupasse o lugar do fragmentado Império Romano como principal detentora do poder político na Idade Média. Seu sucessor foi o Papa Bonifácio IV.

8761 – Religião – Para que serve o papa?


O novo papa já deixou claro que não conversa sobre aborto, camisinha, sexo antes do casamento…
Mas parece que falta combinar com os fiéis. O país com mais católicos no mundo é um vizinho da terra natal do papa chamado Brasil. Nesse país existe um instituto de pesquisa chamado Ibope. Em 2007, ele auferiu que 96% dos jovens que se dizem católicos são a favor do uso da camisinha. Entre toda a população de 18 a 29 anos, esse índice de aprovação é de 95%. Ou seja: ainda que dentro da margem de erro, os católicos tendem a ser mais a favor da camisinha. Quem puxa a média para baixo são os evangélicos, com “só” 92% de aprovação ao contraceptivo. A mesma pesquisa mostra que os católicos mais jovens também têm opiniões divergentes da Igreja em relação a outros temas espinhosos, como o aborto.
Se a opinião que o papa representa entra por um ouvido de seus fiéis e sai pelo outro, para que ele serve? Para ser um popstar ligeiramente mais velho que o Mick Jagger? Uma pessoa cujo principal trabalho é acenar para multidões?
Bom, parte do trabalho de ser papa consiste disso mesmo. Mas não fica nisso, claro. Por mais que certas posições da Igreja não façam mais sentido no tempo e no espaço em que seus seguidores vivem, o papel do homem que senta na Santa cadeira continua relevante. Papel não. Papéis, já que o Sumo Pontífice encarna vários personagens sob a mesma batina. E saber qual é cada um deles ajuda a entender melhor a dimensão real de um papa.
Primeiro, o mais banal desses papéis: o papa também é bispo. Ele é o responsável pela diocese de Roma de forma tão direta quanto dom Odilo Scherer pela de São Paulo. João Paulo 2º, por exemplo, passava as manhãs resolvendo as demandas da diocese local, que hoje conta com 5.994 padres e 2,6 milhões de fiéis.
Na sua função mais conhecida, a de líder supremo da Igreja Católica, o papa pode banir teólogos, canonizar beatos e nomear cardeais. De quebra, também tem o emprego de chefe de Estado do Vaticano – um enclave do tamanho de 52 campos de futebol no coração de Roma. Ali , o papa atua como o último monarca absoluto da Europa. Ele delega a administração a cardeais, mas pode mandar como bem entende nos 800 e poucos habitantes. Também dá as cartas em temas espirituais: ninguém pode julgá-lo nem recorrer de suas decisões. Mas ampla mesmo é a sua quarta missão: manter a paz entre a Igreja Católica, com seu 1,2 bilhão de fiéis, e as outras religiões – incluindo aí as outras vertentes do cristianismo, que somam elas próprias outro bilhão de seguidores.
João Paulo 2º levou isso a ferro e fogo: avançou no intercâmbio com os ortodoxos e tentou construir laços com os evangélicos. Foi também o primeiro papa a visitar uma sinagoga em Roma, em 1986, e o primeiro a entrar numa mesquita, na Síria, em 2001. Tanto fez que terminou o reinado como um superstar. Seu funeral, em 2005, reuniu pelo menos 4 milhões de pessoas e contou com mais chefes de Estado que qualquer outro evento fora da ONU.
Agora o papa Francisco nem bem assumiu e já é pop. Tanta expectativa ao redor de uma pessoa faz dela uma espécie de porta-voz da humanidade. As pessoas esperam que ele opine sobre tudo, como um Caetano Veloso de batina, com a diferença de que sua opinião se torna um fato global instantâneo. Em 1962, no auge da crise dos mísseis em Cuba, João 23 colocou panos frios na disputa entre EUA e URSS com um discurso pela paz emitido pela Rádio Vaticano. Em 1978, Chile e Argentina desistiram de guerrear por uma disputa no Canal de Beagle graças à mediação de João Paulo 2º. O mesmo papa ajudou a derrubar o comunismo na Polônia, seu país, dando apoio à oposição e bloqueando o monopólio da informação do regime. As paróquias polonesas distribuíam jornais clandestinos com informação sobre o que se passava no mundo do outro lado da cortina de ferro. E o fim do regime fechado na Polônia, em 1990, foi um dos marcos do fim da Guerra Fria.
Em suma: o papa pode até não ser ouvido pelos próprios fiéis quando o assunto é a vida particular deles. Mas às vezes influencia mais no destino do mundo do que qualquer chefe de Estado. Se o chefe da Igreja for um líder dinâmico e negociador, como foi João Paulo 2º, certamente vai deixar um legado relevante. E o simpático e firme papa Francisco tem tudo para isso.