13.870 – Medicina – Por que sentimos azia?


azia

(Ilustração do G1)
Segundo o médico gastroenterologista do Hospital Vita Batel João Henrique Lima, a azia não é uma doença e sim um sinal de alerta, um sintoma de alguma enfermidade no organismo. “A azia pode ser sintoma da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), por exemplo, uma doença que faz com que o ácido gástrico do estômago passe para o esôfago e que acomete cerca de 15% da população mundial, com dois ou mais episódios de azia por semana. Mas além da DRGE, também pode ser sinal de outras doenças mais graves”.
Quando um paciente apresenta azia, uma das primeiras providências dos médicos é solicitar um exame de endoscopia digestiva alta, que utiliza as imagens feitas com uma microcâmera no interior do estômago e esôfago para determinar se existem lesões como úlceras, gastrites e também hérnias de hiato. “Fazemos o diagnóstico apoiados no resultado da endoscopia e na análise do histórico clínico do paciente, avaliando também se seus hábitos e estilo de vida contribuem com o agravamento da doença e da azia”.
Após os exames, com o diagnóstico confirmado, o médico dá início ao tratamento que logo nos primeiros dias oferece alívio dos sintomas, com melhora já nas primeiras 48 horas após o começo do uso dos medicamentos. “Mesmo com uma melhora rápida, o tratamento não pode ser interrompido neste período. É preciso seguir com os remédios e demais cuidados, para tratar não só os sintomas, mas principalmente a inflamação e as demais causas da azia”.
Quando a azia e o refluxo são provocados por uma hérnia de hiato, uma cirurgia pode ser a solução mais apropriada. “A cirurgia é indicada quando a azia é muito frequente, quando os sintomas não melhoram com a medicação, quando há muita dor ou refluxo intenso. Nestes casos, após uma avaliação a cirurgia pode ser indicada para os pacientes que já tentaram outras formas de tratamento sem sucesso”.
Como evitar a azia
Para evitar ou amenizar os desconfortos provocados pela azia, algumas medidas simples podem incorporadas à rotina. Entre elas, está evitar o hábito de se deitar logo após ter feito uma refeição (o ideal é esperar ao menos duas horas), evitar utilizar remédios anti-inflamatórios, fazer várias refeições ao dia com porções menores de cada vez, não fumar, praticar atividades físicas com regularidade, evitar a obesidade e, principalmente, cuidar da alimentação.

Alimentos que podem causar azia
Segundo a nutricionista Andréa Barduco, os alimentos podem aliviar ou agravar os sintomas da azia. Assim, é preciso saber o que comer:
“Alguns alimentos que podem causar a ,azia são os refrigerantes, bebidas alcoólicas, alimentos que contenham cafeína como café, chá mate, chocolate, alimentos picantes ou gordurosos, leite integral e alguns derivados”, diz a nutricionista Andréa Barduco.
Alimentos que podem aliviar a azia
Já outros podem ser aliados na solução do problema. “Para equilibrar a produção e a concentração de ácido clorídrico estomacal e das enzimas essenciais para a digestão, podemos utilizar chás digestivos como de alecrim, hortelã, espinheira santa, melissa, camomila, boldo do Chile e maracujá”, aconselha a nutricionista Andréa Barduco.
Para ajudar no funcionamento do organismo, ela aconselha também utilizar alimentos alcalinos, que fazem com que o pH do sangue fique básico. “Na lista de alimentos alcalinos, estão o pepino, repolho, beterraba, cenoura, nabo, brócolis, couve-flor, entre outros. O limão é uma opção de alimento alcalino que funciona muito bem para melhorar a azia imediatamente, basta espremer meio limão num copo e tomá-lo”. Além deles, não devem faltar na alimentação diária as vitaminas que melhoram e fortalecem o crescimento da mucosa estomacal. “Nestes casos, é aconselhado consumir as vitaminas A, E, B12, C e o ácido fólico, encontrados nas frutas e hortaliças”, orienta Andréa.

12.231 – Medicina – Estudo pede cautela com classe de drogas para refluxo gástrico


antiacido
Desde seu lançamento em 1990, os antiácidos conhecidos como inibidores da bomba de prótons (IBP) passaram a figurar entre os mais receitados nos EUA. Eles bloqueiam a produção de ácido estomacal com mais eficácia do que uma classe anterior de drogas conhecidas como bloqueadores de H2.
Mas essa classe também deu aos usuários motivos para se preocupar. Nos últimos anos, muitos estudos relataram ligações entre o uso de inibidores da bomba de prótons e uma série de problemas de saúde, incluindo fraturas ósseas, níveis baixos de magnésio, lesões renais e possíveis interações com drogas cardiovasculares.
Eles também estão ligados a infecções, como a teimosa Clostridium difficile e pneumonia. Para pesquisadores, reduzir a acidez no estômago permite a reprodução da bactéria que pode se espalhar para outros órgãos, como pulmões e intestinos.
As últimas descobertas, publicadas na revista médica “Jama Internal Medicine”, apontam para risco aumentado de insuficiência renal crônica, o que é particularmente preocupante.
O novo estudo, de uma equipe do Johns Hopkins, compilou anos de dados de uma amostra de 10.842 adultos em quatro comunidades na Carolina do Norte, Mississippi, Minnesota e Maryland e de um grupo de quase 250 mil pacientes da Pensilvânia.
Quem tomava os inibidores da bomba de prótons apresentava um risco de 20% a 50% maior de desenvolver insuficiência renal crônica do que os não usuários, disse a principal autora, Morgan Grams, nefrologista e epidemiologista do Johns Hopkins.
A exemplo do resto desses estudos com drogas, esse demonstrou uma associação, não uma causa direta. Porém, na amostra da Pensilvânia, os pesquisadores documentaram um efeito de dose.
O risco de insuficiência renal crônica crescia 15% entre quem ingeria a medicação uma vez por dia, mas 46% em quem tomava duas vezes por dia, na comparação com os não usuários. “Isso nos leva a acreditar em um efeito causal”, disse Morgan.
Estatísticas de risco relativo às vezes parecem exagerar os perigos de uma droga ou doença. Porém, a doença renal é bastante comum, principalmente entre idosos, e o número de usuários dessas drogas é enorme.
Idosos deveriam prestar atenção especial. Eles têm maior chance de ter refluxo, em parte porque o músculo que impede o ácido estomacal de subir para o esôfago enfraquece com a idade, e são mais vulneráveis a doenças e síndromes associadas a elas.
Tudo isso levou um painel de discussão da Sociedade de Geriatria Americana, em 2015, a acrescentar os inibidores da bomba de prótons à lista batizada de Critérios de Beers para medicação potencialmente inapropriada para uso em idosos, citando risco de perda óssea, fraturas e infecção por Clostridium difficile.
A FDA (agência americana reguladora de medicamentos) também divulgou vários alertas de segurança sobre as associações dessas drogas com a Clostridium difficile e risco de fratura.
Os médicos são rápidos em destacar que os inibidores da bomba de prótons podem ser medicações cruciais para quem tem úlcera péptica, entre outros. Eles são também a opção mais eficaz para refluxo severo.
Entretanto, tanto na versão sem receita quanto na prescrita, o uso geralmente recomendado é de curto prazo.

estomago

 

10.995 – Fisiologia – Entenda por que o estômago não se auto digere


estomago

O estômago de um adulto mediano suporta três quartos (três litros) de fluido. Seu estômago é composto por uma série de camadas, incluindo:
a serosa – a camada externa que age como uma cobertura para as outras camadas;
duas camadas de músculos – as camadas do meio que empurram o alimento do estômago para o intestino delgado;
a mucosa – a camada interna feita de células especializadas, incluindo células parietais, células g e células epiteliais.
As células parietais produzem ácido hidroclorídrico, um ácido forte que ajuda a quebrar os alimentos. O ácido em seu estômago é tão concentrado que, se colocasse uma gota em um pedaço de madeira, ele a corroeria totalmente.
As células g produzem gastrina, um hormônio que facilita a produção de ácido hidroclorídrico pelas células parietais.
O estômago é protegido pelas células epiteliais, que produzem e secretam uma solução rica em bicarbonato que protege a mucosa. O bicarbonato é alcalino, uma base, e neutraliza o ácido secretado pelas células parietais, produzindo água no processo. Este fornecimento contínuo de bicarbonato é a principal forma com que o estômago se protege da autodigestão (de se digerir) e do ambiente ácido como um todo.
Em alguns indivíduos, devido à diminuição da capacidade de fornecimento de sangue para o estômago ou à superprodução de ácido, este sistema de defesa não funciona tão bem quanto deveria. Estas pessoas podem adquirir úlceras gástricas. Há também bactérias específicas, chamadas Helicobacter pylori, que podem causar prejuízos às defesas do estômago e também podem ser responsáveis pelas úlceras.

10.358 – O sal de fruta, que combate o mal-estar, tem sal e fruta mesmo?


Sim, o remédio mistura ácidos extraídos de frutas com uma composição de sais: bicarbonato de sódio e carbonato de sódio – o cloreto de sódio, que é o sal de cozinha, não entra na fórmula. Um dos principais ingredientes do sal de fruta é o ácido anidro, que “está na maioria das frutas, sobretudo em cítricos como o limão e a laranja, sendo responsável pelo sabor ácido e refrescante do produto, explica Gilberto de Nucci, professor de farmacologia e biomedicina da USP. Melaço de cana e sucos de frutas como tamarindo, abacaxi e uva são as principais matérias-primas. Muita gente, aliás, pensa que o nome Eno, de uma marca de sal de frutas, se deve ao ácido tartárico, presente em uvas e vinhos, na composição. É que o termo “eno” é usado em palavras relacionadas à uva, como enologia (ciência que estuda vinhos). Na verdade, o remédio foi batizado com o nome do inventor, James Crossley Eno. Por volta de 1846, o britânico começou a vender o produto para marinheiros e outros trabalhadores que sentiam enjoos no mar.

9637 – Medicina – O que é Anisaquíase?


É o termo usado da doença aguda no trato gastrointestinal dos seres humanos causada pela ingestão do parasita da família Anisakidae. A doença manifesta-se por cólicas abdominais e vômitos, resultante da ingestão de peixes crus ou mal cozidos contaminados com a larva. A larva pode causar ulceras na parede do estômago com náusea, vômitos e dores epigástricas. As larvas podem migrar para a parte superior atacando a orofaringe e causando tosse. No intestino delgado, elas causam abscessos eosinofílicos. Com o tempo, pode haver perfuração da cavidade peritoneal. Raramente as larvas atingem o intestino grosso.
O agente etiológico é a fase larval dos nematoda dos gêneros Anisakis e Pseudoterranova. O Anisakis simplex (vermes do arenque), Pseudoterranova decipiens (verme do bacalhau ou da foca), Contracaecum spp. e Hysterothylacium (Thynnascaris) spp. são anisaquídeos.
A ocorrência desta doença é comum no Japão devido aos sushis e sashimis, também comum na Holanda, na Escandinávia e na costa do Pacífico da América Latina. No Brasil não há notificação de casos, embora tenha estudos mostrando a existência de peixes contaminados como o dourado, anchova, pargo e peixe-espada na costa brasileira, especialmente no litoral nordeste. Suspeita-se que muitos casos não estejam sendo detectados. A doença é transmitida por peixes e marisco crus, mal cozidos ou insuficientemente congelados ou mal preparados, e sua incidência deve aumentar com a popularidade crescente de restaurantes japoneses.
O diagnóstico da doença é feito pelo exame morfológico do nematoda nos casos onde o paciente vomita ou tosse o vermes ou por endoscopia. Outros casos são diagnosticados mediante o achado de lesões granulomatosas com o verme na laparotomia.
Os frutos do mar são as fontes principais de infecções em humanos. Os adultos do A. simplex são encontrados nos estômagos das baleias e dos golfinhos. Os ovos fertilizados do parasita fêmea saem do hospedeiro junto com suas fezes. Na água do mar, os ovos embrionados se desenvolvem em larvas e eclodem. Estas larvas são infectantes aos copépodes e a outros invertebrados pequenos. As larvas crescem no invertebrado e tornam-se infectantes para o hospedeiro seguinte, um peixe ou invertebrado maior, tal como uma lula. As larvas podem penetrar através do trato digestivo nos músculos deste segundo hospedeiro. Alguma evidência existe de que as larvas dos nematodas se movem das vísceras para a carne dos peixes hospedeiros, se estes não forem prontamente eviscerados após a captura. Os ciclos de vida de todos os gêneros restantes de anisaquídeos implicados em infecções humanas são similares. Estes parasitas são encontrados freqüentemente na carne do bacalhau, hadoque, linguado, salmões do pacífico, arenque e outros.
Evitar a ingestão de peixes e frutos do mar crus ou mal cozidos é a melhor medida preventiva. Recomenda-se a evisceração dos peixes logo em seguida à pesca para evitar a penetração das larvas das vísceras para os músculos.

9556 – Medicina – O Esôfago de Barret


Trata-se de uma doença na qual há uma mudança anormal (metaplasia) nas células da porção inferior do esôfago.
Acredita-se que seja causada por uma exposição prolongada ao conteúdo ácido proveniente do estômago (esofagite de refluxo).
O esôfago de Barrett é encontrado em cerca de 10% dos pacientes que procuram tratamento médico para a doença do refluxo gastroesofágico.
O esôfago de Barrett possui relevância clínica por ser considerado uma lesão pré-maligna, que pode evoluir para displasia e câncer de esôfago do tipo adenocarcinoma.
Estima-se que a incidência de adenocarcinoma no esôfago de Barrett varie de 1:146 pacientes/ano, a 1:180, 1:184 ou 1:222, conforme a fonte. O risco varia de 0,2 a 2,1% ano em pacientes sem displasia, o que representa um risco de incidência de câncer de esôfago 30 a 125 vezes maior que a população em geral.
Em função do potencial risco de se transformar em uma lesão maligna, a doença requer monitorização periódica através de endoscopia digestiva alta.
A doença recebe o nome em homenagem ao Dr. Norman Barrett (1903–1979), cirurgião australiano do Hospital de St Thomas no Reino Unido que descreveu a doença pela primeira vez em 1957.
O esôfago é um órgão oco em forma de tubo que une a faringe ao estômago. Sua principal função é, através de contrações peristálticas, realizar o transporte do alimento ingerido em direção ao estômago. O conteúdo do estômago é muito ácido, enquanto o do esôfago não é. Em função disso, o estômago possui um revestimento especial resistente à acidez. No entanto, o esôfago não possui um revestimento especial que seja capaz de resistir ao conteúdo ácido do estômago que se desloca até o esôfago quando a pessoa tem doença do refluxo gastroesofágico.
O esôfago de Barrett ocorre em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) de longa duração (vários anos). Representa uma resposta adaptativa da mucosa esofágica à agressão causada pelo conteúdo estomacal, que segue sentido contrário ao normal, que é descendente. Os fatores de risco para desenvolvimento do EB são os que favorecem o refluxo gastroesofágico, e incluem a hérnia de hiato, a incompetência do esfíncter inferior do esôfago e o refluxo do conteúdo duodenogástrico.
Ainda não se sabe ao certo por que o esôfago de Barrett somente se desenvolve em pessoas que possuem a doença do refluxo gastroesofágico.
Os sintomas de pacientes com esôfago de Barrett são, em geral, os mesmos dos pacientes com doença do refluxo gastroesofágica não-complicada. Pode ser identificado também em portadores de sintomas atípicos e dispépticos. O quadro clínico que mais sugere seu diagnóstico, segundo Cameron et al., é história de refluxo de longa duração e episódios de pirose (azia) noturna, em geral, acima de 5 anos.
A metaplasia do esôfago de Barrett é bastante visível através da endoscopia digestiva alta. No exame pode ser notada uma lesão de “cor salmão” ou “cor vermelho-róseo”. O médico que realiza o exame endoscópico recolhe amostras da lesão esofágica (biópsia).
Estas amostras são analisadas sob microscópio para determinar se as células são de natureza gástrica ou intestinal. A metaplasia intestinal do esôfago de Barrett é geralmente identificada com a ocorrência de células caliciformes no epitélio. A presença das células metaplásicas intestinais é necessária para que o diagnóstico da doença seja confirmado.
O esôfago de Barrett é caracterizado por uma modificação no epitélio do órgão. Na doença, ocorre a presença de epitélio colunar na porção inferior do esôfago, substituindo o epitélio escamoso normal do esôfago. Esta transformação do epitélio é um exemplo de metaplasia. Apesar de o epitélio colunar ser capaz de suportar melhor a ação erosiva das secreções do estômago; esta metaplasia confere um risco aumentado de câncer no esôfago do tipo adenocarcinoma.
A principal complicação do esôfago de Barrett é a possibilidade das células continuarem a sofrer mutações a ponto de se tornarem cancerosas, gerando um câncer esofágico. Quanto mais cedo for detectada a metaplasia (o primeiro estágio de diferenciação), melhor o prognóstico. O esôfago de Barrett pode desenvolver mudanças pré-cancerosas (displasias, que são o segundo estágio de diferenciação) em graus que variam de negativo (sem displasia), leve mas com mudanças significativas (displasia de baixo grau), a mudanças sérias (displasia de alto grau), e finalmente ao câncer invasivo.
O risco de um paciente com esôfago de Barrett desenvolver um adenocarcinoma de esôfago é 30 a 125 vezes maior que pessoas sem a doença. No entanto, a maioria dos pacientes com esôfago de Barrett não irá desenvolver câncer de esôfago e irá morrer de outras causas. O risco de progressão para adenocarcinoma do esôfago está estimado em 0,4 a 0,5% ao ano em pacientes sem displasia que realizam biópsias de acompanhamento.
Não existe atualmente um método confiável de determinar se os pacientes com o esôfago de Barrett irão ou não desenvolver câncer de esôfago.
Atualmente não existem medicamentos que façam com que o esôfago de Barrett regrida. Entretanto, os tratamentos atuais, que buscam tratar a doença do refluxo gastroesofágico, diminuem a progressão da doença e previnem as suas possíveis complicações, como o câncer esofágico.
Além disso, um acompanhamento deve ser realizado para o conhecimento da progressão da doença.
O tratamento inclui o controle do refluxo com medicamentos e medidas que ajudem a preveni-lo. Para tratar o refluxo gastroesofágico o paciente pode realizar uma cirurgia de fortalecimento do músculo esfíncter inferior do esôfago, chamada de fundoplicação.
A dieta dos pacientes com EB é a mesma recomendada para os pacientes com a doença do refluxo gastroesofágico. Os pacientes devem evitar alimentos fritos e gordurosos, chocolate, álcool, café, frutas ou sucos cítricos, molho de tomate, ketchup, mostarda, aspirina ou outras drogas antiinflamatórias não-esteróides, entre outros cuidados. Eles também devem evitar refeições 3 horas antes de dormir, elevar a cabeceira da cama, reduzir o peso (se estiverem com sobrepeso) e parar com o hábito de tabagismo.
As recomendações atuais incluem endoscopia e biópsia de rotina (em busca de mudanças displásicas) durante certos intervalos de meses. Se a metaplasia evoluir para uma displasia, os intervalos entre os exames de endoscopia são diminuídos.
Se é descoberto que uma pessoa com EB possui uma displasia ou câncer, o médico geralmente irá recomendar uma cirurgia se a pessoa for suficientemente saudável, possuindo boas chances de ser curada. O tipo de cirurgia pode variar, mas geralmente envolve a remoção da maior parte do esôfago, elevando o estômago no tórax para uni-lo à porção restante do esôfago. Muitos pacientes com o EB são idosos e possuem muitos outros problemas médicos que tornam a cirurgia inviável. Nestes pacientes, outros métodos de tratamento têm sido estudados.
Em displasias graves (de alto grau), tem sido utilizado o tratamento a laser, ao passo que o câncer esofágico pode necessitar de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia sistêmica.
A idade média dos pacientes com esôfago de Barrett está entre 55 e 65 anos. Mais de 80% dos pacientes são homens brancos, com alguns estudos indicando uma prevalência maior em fumantes e alcoolistas. A doença é rara em descendentes de africanos e asiáticos. A doença é duas vezes mais comum em homens do que em mulheres.
Estima-se que o EB afete 700.000 pessoas nos Estados Unidos.

9047 – Medicina – Cuidado com o seu estômago


MEDICINA simbolo

Cada brasileiro come 25 kg de arroz e 12 kg de feijão por ano, segundo a última Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2003. Nosso estômago processa também anualmente 16 kg de carne bovina, 14 kg de frango, 13 kg de pão francês e 12 kg de açúcar cristal. Bebemos 28 litros de leite de vaca pasteurizado e 7 litros de refrigerante de guaraná. Para nos manter acordados ou complementar as refeições, são outros 2,5 kg de café moído.
Os cientistas calculam que, durante toda a vida, um ser humano ingere a bagatela de 22 toneladas de alimentos e bebe 33 mil litros de líquidos para satisfazer suas funções vitais. O aparelho digestivo, um maravilhoso tubo de cerca de 11 m de comprimento que começa na boca e acaba no ânus, administra tudo isso. Entre seus compromissos indispensáveis se destacam a recepção dos alimentos e o fracionamento deles em moléculas simples – um processo conhecido como digestão –, a absorção dos nutrientes esmigalhados até o fluxo sanguíneo e a expulsão dos restos não digeríveis em forma de fezes – ele descarta em média 4 toneladas de excrementos e elimina mais de 40 mil litros de urina.
Se tudo funcionar corretamente, o aparelho digestivo trabalha em total silêncio, violado apenas por arrotos, flatulências e ruídos na barriga tão esporádicos quanto inócuos. Porém, se algo falha, logo se começa a sentir dores abdominais, vômitos, náuseas, cólicas, queimações e diarréias incontroláveis, entre outros sintomas.
Constantemente, o aparelho digestivo está recebendo agressões. Vírus, bactérias, parasitas e outros agentes patogênicos ameaçam se instalar em seu interior. Às vezes, os próprios alimentos que ingerimos – seja por sua composição, seja pelos aditivos industriais ou pela contaminação de algum micróbio – alteram ou danificam perigosamente o mecanismo intestinal. Em outras circunstâncias, algumas peças digestivas apresentam defeitos de fabricação mais sérios, que só podem ser corrigidos na sala de cirurgia. Hoje as patologias do aparelho digestivo são um motivo freqüente de visitas ao médico, relacionadas com disfunções digestivas, como prisão de ventre, apendicite, gastrite, úlcera péptica, gastroenterite, hemorróidas, hepatite, refluxo gastrointestinal e câncer de cólon e reto.
Muitas vezes os pacientes minimizam os sintomas estomacais e sofrem em silêncio. Como exemplo, os especialistas citam a pirose, o nome técnico da azia – a queimação de estômago característica da doença por refluxo gastroesofágico. As queimações noturnas, registradas em 40% dos afetados de azia, são menosprezadas pelos pacientes com refluxo, de acordo com um estudo realizado na Espanha. “Entre os pacientes, 12% têm sintomas sugestivos de refluxo, como azia e regurgitação, pelo menos uma vez por semana”, diz Jaime Natan Eisig, médico assistente da disciplina de gastroenterologia clínica da Univer-sidade de São Paulo (USP). A persistência das queimações noturnas tem seqüelas. O chamado esôfago de Barrett é uma delas. O refluxo do suco gástrico lesiona a mucosa do esôfago e pode causar úlcera e estreitamento do tubo na região. Com a lesão, as células passam a se multiplicar desordenadamente, podendo resultar em câncer. Com efeito, a azia nas horas de sono, além de prejudicar a via esofágica, pode afetar os pulmões e, se o ácido subir até a garganta, irritar e danificar as cordas vocais, a laringe e os dentes, também causando ronqueira e apnéia.
Ainda não se sabe o que causa as DIIs. Os especialistas sugerem que elas poderiam ser o resultado de uma combinação de fatores genéticos com uma infecção ou com os conservantes, os antioxidantes, os corantes e outros produtos artificiais que estão em quase todos os alimentos. Também poderiam vir da carência de fibras e do excesso de açúcar na dieta diária ou o não-aleitamento materno depois do nascimento. Em contrapartida, o estresse, o excesso de trabalho, a falta de sono, as comidas fortes e as mudanças de tempo são, entre outros, fatores que desatam e agravam o começo da colite ulcerativa, sobretudo quando ela se encontra numa fase instável. Algo semelhante ocorre com a doença de Crohn: o fumo piora a enfermidade, assim como o uso de antiinflamatórios não esteroídeos (ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno), laxantes e antiespasmódicos.
As doenças inflamatórias que não têm um tratamento eficaz derrubam a qualidade de vida dos pacientes. No caso de Crohn, degeneram no estreitamento ou na estenose do intestino devido às cicatrizes deixadas pelo processo inflamatório e na aparição de dolorosas fístulas, canais que se abrem no intestino, na bexiga, na vagina e na pele, por onde saem materiais mucosos e fecais. A cirurgia era a única solução para atenuar esses problemas. Até então, o tratamento da doença de Crohn se baseava na utilização de corticoesteróides para inibir a inflamação intestinal. Hoje, os pacientes que não respondem a esses remédios podem ser tratados com o infliximab, um poderoso anticorpo monoclonal que bloqueia a atividade do chamado fator de necrose tumoral – o anti-TNF –, um mediador inflamatório-chave na gênese e na progressão da enfermidade.
Síndrome do intestino irritável
Outras gravidades digestivas cada vez mais presentes nas salas de espera são, sem dúvida, as doenças gastrointestinais do tipo funcional, caso da síndrome do intestino irritável (SII) e da dispepsia funcional. “Os pacientes costumam morrer de medo de ser uma coisa mais grave porque a SII é uma doença de exclusão, ou seja, não se tem um diagnóstico imediato”, diz a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos, professora-adjunta do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os afetados por SII – acredita-se que de 10 a 15% da população, principalmente as mulheres – padecem de moléstias como dor abdominal associada a diarréias, prisão de ventre ou ambas alternadamente, sem que apresentem lesão alguma. As pessoas com dispepsia também sofrem dores na parte alta do abdômen, que freqüentemente se relacionam com a alimentação, na forma de saciedade precoce ou estofamento.

Tudo sobre as úlceras
De 4 a 15% das mulherese de 10 a 15% dos homensvão sofrer desse mal
Definição: a úlcera péptica é uma chaga ou ferida de forma circular ou oval que aparece nos revestimentos do estômago ou do duodeno (o primeiro degrau do intestino ), onde o ácido clorídrico e a pepsina estão presentes.
Incidência: de 4 a 15% das mulheres e de 10 a 15% dos homens apresentam a úlcera pelo menos uma vez na vida.
Causas: os estudos mostram que 80% das úlceras gástricas e 90% das duodenais se desenvolvem como resultado da infecção causada pela bactéria Helicobacter pylori. Quem toma de maneira prolongada remédios antiinflamatórios, como a aspirina e o ibuprofeno, tem maior risco.
Sintomas: o sinal mais comum é uma dor do tipo cólica ou uma queimação no abdômen. O mal-estar aparece freqüentemente entre as refeições e de manhã cedo. Outros sintomas são náuseas, vômitos e perda de apetite.
Complicações: as úlceras não tratadas podem causar hemorragias, já que corroem os músculos do estômago e da parede duodenal, e perfurações, que se abrem no espaço abdominal e degeneram em peritonite.
Tratamento
Remédios: bloqueadores H2 (cimetidina, ranitidina, nizatidina), que limitam a secreção de ácidos ao bloquear a histamina; inibidores da bomba de prótons (omeprazol, lansoprazol); e agentes protetores da mucosa (subsilicato de bismuto). Quando é necessário combater a H. pylori, esses medicamentos são usados em combinação com os antibióticos.
Cirurgia: aplica-se em casos resistentes. Basicamente, existem três tipos de intervenção: a vagotomia (consiste em cortar partes do nervo vago para reduzir a secreção de ácidos), a antrectomia (extirpa a parte inferior do estômago em que se libera um hormônio que estimula a secreção de sucos digestivos) e a piloroplastia (o cirurgião aumenta a abertura entre o estômago e o intestino delgado para permitir que o conteúdo passe mais facilmente desde o estômago).
Prevenção
Evitar os alimentos muito temperados, gordurosos e ácidos. Abandonar o fumo e limitar o consumo de álcool e cafeína. Evitar o estresse físico e mental. Lavar as mãos depois de usar o banheiro e antes das refeições.

O trato gastrointestinal é delimitado por duas aberturas: uma de entrada (a boca) e outra de saída (o ânus). Entre elas há vários órgãos que se encarregam de triturar e digerir os nutrientes e expulsar os resíduos.
A digestão da comida começa na cavidade bucal: os dentes trituram os alimentos e as secreções das glândulas salivares os umedecem e iniciam sua decomposição química. Em seguida, o bolo alimentício cruza a faringe, desce pelo esôfago e entra pelo esfíncter até o estômago, uma bolsa muscular de 1,5 litro de capacidade que agita lentamente seu conteúdo como se fosse uma betoneira.Na saída do estômago, o tubo digestivo se prolonga com o intestino delgado, um tubo de 7 m de comprimento que aparece dobrado sobre si mesmo. Em sua primeira parte, o duodeno recebe secreções das glândulas intestinais, a bílis do fígado e o suco pancreático. Esses e outros líquidos contêm uma grande quantidade de enzimas que ajudam nos processos de digestão e absorção. Em seu último degrau, o tubo digestivo corre pelo intestino grosso, onde o conteúdo intestinal, até agora com a consistência de um mingau, perde água e normalmente se solidifica na forma de fezes à medida que alcança o reto. Alguns palmos mais atrás, a chamada flora bacteriana, composta por mais de 100 bilhões de bactérias amigas, previne a invasão de microorganismos patogênicos, colabora com a absorção de nutrientes e fabrica algumas substâncias importantes, como a vitamina K. A passagem dos excrementos pelo túnel de saída – o reto – estimula a defecação.

8801 – Medicina – Novo medicamento se mostra eficaz para tratar doenças inflamatórias intestinais


Os resultados finais de dois testes clínicos envolvendo um novo medicamento mostraram que ele é eficaz em tratar a doença de Crohn e a colite ulcerativa, as duas principais formas de doenças inflamatórias intestinais. De acordo com os estudos, o tratamento pode ajudar pacientes que não responderam às terapias convencionais sem oferecer efeitos adversos graves. As pesquisas foram publicadas nesta quarta-feira na revista The New England Journal of Medicine.
A doença de Crohn e a colite ulcerativa se caracterizam por um quadro crônico de inflamação no intestino. As causas dessas duas condições, porém, ainda são desconhecidas. Sabe-se que as células do sistema imunológico presentes no intestino de pacientes com esses problemas liberam citocinas, um tipo de proteína responsável por desencadear a inflamação, causando danos nos tecidos dos intestinos grosso e delgado e provocando diarreia.
A terapia testada nos dois estudos envolve o vedolizumab, uma molécula desenvolvida pelo laboratório japonês Takaeda. A substância, administrada via intravenosa, age atacando justamente essas células do sistema imunológico do intestino.
As duas pesquisas avaliaram a eficácia do medicamento no tratamento de cada uma dessas duas doenças. Juntos, os estudos envolveram cerca de 3.000 pessoas de 39 países diferentes com idades entre 18 e 80 anos. Parte delas sofria de doença de Crohn e o restante, colite ulcerativa.
Segundo os responsáveis pelos estudos, o tratamento é direcionado, não afetando outras regiões do corpo, o que limita o risco de efeitos adversos mais graves. As terapias convencionais frequentemente provocam perda de peso, náuseas ou dores de cabeça, além de enfraquecerem o sistema imunológico do paciente, aumentando a exposição a infecções.

Glossário
Colite ulcerativa
A doença é uma inflamação do revestimento interno do cólon (intestino grosso) ou do reto. Os sintomas mais comuns são diarreia, cólicas abdominais e sangramento retal.

Doença de Crohn
A condição é um processo de inflamação e ulceração que ocorre nas camadas profundas da parede intestinal. Entre os principais sintomas estão dor no abdome (muitas vezes no lado inferior direito), diarreia, perda de peso e, ocasionalmente, sangramento.

8800 – Bactéria é nova arma para prevenir doenças inflamatórias do intestino


Pesquisadores franceses descobriram uma forma de alterar o DNA dos lactobacilos, tipo de bactéria que faz bem ao intestino, de forma que eles possam proteger o intestino contra doenças inflamatórias, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa. O experimento, desenvolvido no Centro de Psicopatologia de Toulouse Purpan (CPTP), na França, foi relatado em um artigo publicado nesta semana na revista Science Translational Medicine.
A equipe de pesquisadores, liderada por Jean-Paul Motta, modificou o material genético de duas cepas de lactobacilos, microrganismos considerados como probióticos pois, além de não fazer mal, contribuem para o bom funcionamento do intestino de uma pessoa. Ao DNA desses microrganismos, os autores acrescentaram um gene responsável por produzir o peptídeo inibidor gástrico, uma proteína que existe naturalmente no nosso organismo, mas que é deficiente em pessoas que apresentam doenças do intestino. Segundo a pesquisa, essa proteína inibe a ação da protease, enzima que possui um importante papel no processo de inflamação intestinal.
Os pesquisadores, após alimentarem camundongos com as bactérias, descobriram que os níveis de peptídeo inibidor gástrico aumentaram de forma significativa nos animais que receberam os microrganismos geneticamente modificados em comparação com animais que ingeriram bactérias do mesmo tipo, mas não modificadas. A equipe, então, induziu os camundongos a uma doença inflamatória do intestino. Os resultados mostraram que os animais alimentados com as bactérias geneticamente modificadas apresentaram maior resistência à doença e menos quadros de inflamação e danos às células.
Segundo os autores, o estudo sugere que essas bactérias modificadas podem se tornar um tratamento eficaz para pacientes com doenças do intestino, e que podem ser dadas por meio de pílulas ou então adicionadas a iogurtes.

Glossário
PROBIÓTICOS
São microrganismos ‘do bem’, bactérias (como os lactobacilos) que contribuem para o bom funcionamento do organismo. Nos intestinos grosso e delgado, ajudam a regular movimento peristáltico e síntese de vitaminas, por exemplo, além de auxiliar no equilíbrio entre as bactérias que habitam os intestinos.

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS DO INTESTINO
Acontecem quando há uma inflamação no intestino e o aparecimento de cólicas recorrentes e diarreia. As duas principais doenças são a Doença de Crohn e a colite ulcerativa. A primeira é uma inflamação crônica que atinge qualquer parte do aparelho digestivo, enquanto a segunda afeta principalmente o intestino grosso.

8362 – Novo exame de sangue é capaz de detectar câncer colorretal


Pesquisadores desenvolveram um método não invasivo capaz de detectar o câncer colorretal com 87% de precisão tanto em estágios iniciais quanto mais avançados da doença. A abordagem consiste em detectar se há uma alteração no gene SDC2 a partir da análise de amostras do sangue dos paciente. O estudo que avaliou o teste também mostrou que ele detecta com 95% de precisão quais são os indivíduos livres desse tipo de câncer. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira no periódico The Journal of Molecular Diagnostics.
O câncer colorretal abrange tumores que atingem um segmento do intestino grosso, o cólon, e o reto. Diagnosticar precocemente a doença é essencial para reduzir o risco de metástase e aumentar as chances de sobrevivência e cura do paciente. Atualmente, a principal forma de detecção desse câncer é a colonoscopia, mas o procedimento é invasivo, desconfortável e, por isso, muitos pacientes preferem não ser submetidos a ele. Daí a importância de serem encontradas formas eficazes de diagnosticar a doença por métodos menos invasivos.
Um grupo de cientistas da empresa sul-coreana Genomictree realizou uma análise do DNA de 12 pacientes com câncer colorretal a partir de amostras de tecido dos tumores de cada um. Os pesquisadores, então, identificaram um grupo de genes que apresentou alterações no DNA de todos esses indivíduos. Entre esses genes estava o SDC2, que codifica determinada proteína conhecida por estar envolvida no processo de proliferação e migração de células cancerígenas.
Nessa fase da pesquisa, os autores observaram que alterações químicas conhecidas como metilações, que podem ser introduzidas e retiradas sem alterar a sequência genética original, no gene SDC2 pareciam estar associadas ao câncer colorretal.
Os autores do estudo, então, testaram o gene SDC2 como um marcador biológico (substância medidas para detectar alguma doença ou desequilíbrio no organismo) para o câncer colorretal em outros 131 pacientes com essa doença e em um grupo de controle, formado por 125 pessoas livres da condição.

Segundo Sungwhan An, CEO da Genomictree e coordenador a pesquisa, o teste que detecta metilação no gene SDC2 pode ser utilizado como alternativa à colonoscopia, ou então como um procedimento complementar a ela. O pesquisador acredita que o método também possa ser útil para monitorar a progressão do câncer colorretal, assim como os resultados do tratamento.
Esses resultados fazem parte da primeira fase dos testes clínicos do exame – ao todo, são necessárias três etapas para validar um método diagnóstico. De acordo com Sungwhan An, os próximos estudos devem explorar se o SDC2 é um marcador biológico restrito ao câncer colorretal ou então se poderia ajudar a diagnosticar outros tipos de câncer.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), houve cerca de 30.000 novos casos de câncer colorretal no Brasil em 2012 e foram registradas 13.344 mortes pela doença no mesmo ano. Em 2012, essa doença foi o terceiro tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres.

8234 – Medicina – Como Funciona o Endoscópio?


Antes do advento da endoscopia, o diagnóstico de desordens internas do corpo humano era difícil. Naquela época, o tratamento foi baseada principalmente sobre os sintomas, como não havia maneira de examinar os órgãos internos, exceto a cirurgia. Mas a cirurgia não poderia ser utilizado como uma ferramenta de diagnóstico como é desperdício de tempo e dinheiro, para além do trauma causado ao paciente. Endoscopia, desenvolvido pela primeira vez no início do século XIX, é um procedimento diagnóstico que é usado para descobrir distúrbios dos órgãos internos. O aparelho utilizado para este procedimento é chamado um endoscópio. Endoscopia é geralmente utilizado para a detecção de doenças do trato gastrointestinal, sistema reprodutor feminino, do trato respiratório, etc O procedimento pode ser denominado de maneira diferente, de acordo com a localização. Por exemplo, a endoscopia do intestino delgado é enteroscopia, enquanto que a do cólon é colonoscopia. No caso da orelha, é otoscopia e endoscopia do colo do útero é a colposcopia.
Desde a época de sua criação, esta ferramenta de diagnóstico passou por muitas mudanças. Com a invenção da fibra óptica na década de 1960, os dispositivos de endoscopia tornaram-se mais avançada e acessível. Agora, é um procedimento de diagnóstico sofisticado que é amplamente utilizado. Este processo de análise interna tem facilitado um melhor diagnóstico e tornou-se uma bênção para os médicos, bem como pacientes. Passar por este artigo para algumas informações sobre como funciona um endoscópio.

O que é um endoscópio?
Um endoscópio é um dispositivo que consiste de um tubo rígido ou flexível, um sistema de entrega de luz e um sistema de lentes. Em alguns casos, um canal adicional para facilitar a entrada de outros instrumentos cirúrgicos, é também considerada. Um endoscópio atua como um telescópio, que permite que um médico para examinar os órgãos internos e cavidades, mas a diferença é que, ao contrário de um telescópio, todos os endoscópios não são rígidas. A maioria dos endoscópios são tubos flexíveis, que compreendem vários grossos cabos ópticos. Cada um destes cabos ópticos são feitos de vidro ou milhares de filamentos de plástico e são atribuídos com diferentes tarefas.
Um dos cabos transportar a luz de uma fonte externa para iluminar a área a ser inspeccionado. Outro está ligado com o sistema de lentes, o que compromete o trabalho de transmissão de imagens que são exibidas em um monitor. Alguns endoscópios são presos com cabos adicionais para transportar instrumentos cirúrgicos, que são usados ​​por cirurgiões em coordenação com as imagens no monitor. Por exemplo, amostras de tecido são tomadas a partir da superfície dos órgãos internos, com a ajuda destas ferramentas. Enquanto endoscópios rígidos são utilizados para a invasão mínima, os flexíveis são usados ​​para passar através de curvas e curvas para chegar ao destino.
Hoje em dia, endoscópios especializados estão disponíveis para examinar vários órgãos internos. Broncoscópios são utilizados para vias respiratórias e pulmões, gastroscópios são destinadas para o estômago esófago e o intestino delgado, citoscopios são para bexiga, histeroscópios para útero, artroscópios para juntas e colonoscópios examinar o cólon. O mais recente concorrente nesta área é a cápsula endoscópica, que envolve uma cápsula (se assemelha a uma grande pílula) apenas. Esta cápsula, quando ingerido transmite as imagens das regiões interiores do sistema digestivo. Ele passa para fora do corpo, naturalmente, através das fezes.

Como funciona um endoscópio?

endoscopia-paramedico

Normalmente, os pacientes são administradas com sedação consciente, antes de ser submetido a uma endoscopia. Eles têm a evitar o consumo de alimento por um período de três a quatro horas antes do procedimento. Em alguns casos, os laxantes são dadas para limpar os intestinos. O médico pode receitar para evitar o uso de drogas que afinam o sangue, como, aspirina por alguns dias antes de uma endoscopia. Algumas pessoas são tratadas com antibióticos para evitar infecções. O procedimento de endoscopia é indolor, embora algumas pessoas podem sentir um desconforto e uma dor muito leve.

À medida que o paciente está pronto para o procedimento, o médico suavemente insere o endoscópio para dentro do corpo. O ponto de entrada do endoscópio depende da parte afectada do corpo, que é a ser examinado. O ponto de entrada poderia ser a garganta, ânus, uretra, etc Em alguns casos, o médico pode fazer uma incisão na pele para permitir que o endoscópio para entrar no corpo. Todo o procedimento é feito com muito cuidado, pois qualquer erro pode prejudicar as cavidades e órgãos internos. A parte afectada do corpo é controlada de acordo com o procedimento explicado acima. Em alguns casos, as amostras são recolhidas para análise adicional. Ferramentas pode ser utilizado para destruir crescimentos indesejados, como tumores.
Não há necessidade de uma internação hospitalar, a fim de submeter a uma endoscopia. Normalmente, o intervalo de tempo de uma endoscopia varia entre 20 a 60 minutos, mas você pode precisar de descansar por até uma hora após o procedimento. Assim, um endoscópio é uma ferramenta muito útil no mundo da medicina, ajudando os médicos a diagnosticar muitas doenças com precisão. Enquanto muitas pessoas estão apreensivos sobre a obtenção de uma endoscopia realizada, explicando como funciona um endoscópio deve limpar a maioria de suas dúvidas. Embora um pouco desconfortável, a endoscopia é indolor e deve ser feito se o médico considerar necessário, como parte de seu diagnóstico.

8143 – Medicina – Cuidado com a intoxicação alimentar


intoxicação
A intoxicação alimentar ocorre ao ingerir alimentos ou água contaminados com certos tipos de bactérias, parasitas, vírus ou toxinas.
A maioria dos casos de intoxicação alimentar é provocada por bactérias comuns como Staphylococcus ou Escherichia coli (E. coli).
Causas
A intoxicação alimentar ocorre com mais frequência após o indivíduo comer em piqueniques, refeitórios, grandes eventos sociais ou restaurantes. Uma ou mais pessoas podem ficar doentes.
A intoxicação alimentar é causada por certas bactérias, vírus, parasitas ou toxinas. Entre os tipos de intoxicação alimentar estão:
Botulismo (Clostridium botulinum)
Enterite associada à Campylobacter
Cólera
Enterite associada à E. coli
Intoxicação por peixe contaminado
Listeria
Staphylococcus aureus
Salmonella
Shigella
As bactérias podem ficar na comida de diferentes maneiras:
A carne vermelha ou branca pode entrar em contato com as bactérias dos intestinos durante o processamento
A água usada durante a produção ou o envio pode conter dejetos animais ou humanos
Manejo ou preparação inadequados do alimento
A intoxicação alimentar geralmente ocorre por meio da ingestão de:
Qualquer alimento preparado por alguém que não seguiu as técnicas adequadas de higiene das mãos
Qualquer alimento preparado com utensílios, tábuas de cortar ou outros itens sujos
Laticínios ou alimentos que contêm maionese (como salada de repolho ou de batatas) que foram mantidos fora da geladeira por muito tempo
Alimentos congelados ou refrigerados que não foram armazenados na temperatura adequada ou não foram reaquecidos de forma apropriada
Peixe cru ou ostra
Frutas ou vegetais crus que não foram bem lavados
Vegetais crus ou sucos de fruta e laticínios
Carne ou ovos mal cozidos
Água de poço, rio ou de uma região sem tratamento
Crianças e idosos correm mais risco de serem acometidos por intoxicação alimentar. Você também corre um risco maior, se:
Apresenta alguma enfermidade séria, como doença renal ou diabetes
Estiver com o sistema imunológico debilitado
Estiver viajando por regiões onde haja mais exposição a germes que provocam intoxicação alimentar
Gestantes e mulheres que estiverem amamentando devem ser especialmente cautelosas para evitar a intoxicação alimentar.

Exames
Você será examinado pelo médico em busca de sinais de intoxicação alimentar, como dor no estômago e sinais de que o corpo não tem a quantidade de água e líquidos da qual necessita. Isso é denominado desidratação.
Você também será questionado sobre o que comeu recentemente.
Podem ser feitos exames de sangue, fezes, vômito ou na comida ingerida para determinar a causa dos sintomas. Contudo, pode ser que eles não provem que você está com intoxicação alimentar.
Em casos raros, porém graves, o médico poderá solicitar uma sigmoidoscopia, procedimento no qual um tubo fino é colocado no ânus para verificar a origem do sangramento ou da infecção.
Recomendações:
Os primeiros socorros para a intoxicação alimentar são deixar o indivíduo vomitar e evacuar quantas vezes forem necessárias, e depois disso acalmá-lo e deixá-lo em repouso.
O que fazer em caso de Intoxicação Alimentar
Após aproximadamente 20 minutos de um vômito, deve-se oferecer água, água de côco, suco de fruta natural ou alguma bebida isotônica como o Gatorade gelado, e mesmo soro caseiro, por exemplo, na mesma quantidade do vômito.
Isso garante o equilíbrio eletrolítico do corpo e evita um quadro de desidratação.

Tratamento para Intoxicação Alimentar
O tratamento para intoxicação alimentar deve ser instituído pleo médico, após uma avaliação mais minuciosa quando os sintomas não cessarem ao final de 24 horas ou mesmo intensificarem.
Geralmente a intoxicação alimentar cura-se sozinha, somente com alimentação leve e hidratação, não sendo necessário tomar nenhum remédio específico. Mas se os sintomas não diminuirem em 3 dias deve-se voltar ao médico.
Durante a recuperação da intoxicação alimentar do indivíduo deve-se optar por uma alimentação leve, evitando frituras, gorduras e condimentos durante 3 dias no mínimo.

8130 – Redução de estômago será testada contra hipertensão e complicações do diabetes


reduçao de estomago

Três hospitais de São Paulo –o HCor (Hospital do Coração), o InCor (Instituto do Coração do HC da USP) e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz– vão testar a cirurgia bariátrica para o tratamento de outras doenças que não a obesidade e o diabetes, suas indicações primárias.
As pesquisas se concentrarão em problemas circulatórios e cardíacos, e as três instituições estão recrutando voluntários.
No HCor, a redução de estômago será testada para controlar a hipertensão resistente, condição na qual o paciente não consegue baixar a pressão mesmo tomando dois ou mais remédios todo dia.
Carlos Schiavon, um dos coordenadores do projeto, diz que estudos apontam que pacientes submetidos à cirurgia têm melhora na pressão como “efeito colateral”
O estudo vai comparar a cirurgia com o tratamento clínico. Os pacientes devem ter obesidade grau 1 ou 2 –ou seja, IMC (Índice de Massa Corporal) entre 30 e 40. Esse índice é obtido dividindo o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado.
CORAÇÃO
Já o estudo do InCor pretende investigar como a cirugia bariátrica pode reduzir o risco cardiovascular.
“É difícil dizer que variáveis a cirurgia altera para reduzir o risco. Investigaremos esses mecanismos”, diz Bruno Caramelli, diretor da unidade de medicina interdisciplinar em cardiologia do InCor e coordenador do estudo.
Os pacientes devem ter diabetes e IMC entre 28 e 35, ou seja, sobrepeso e obesidade grau 1. Hoje, a cirurgia só é autorizada no país para obesos grau 3 e grau 2 –neste último caso, quando há doenças associadas.
Geloneze avalia a escolha do perfil dos pacientes como “inadequada”. “Já se sabe que, quanto menor o IMC, pior o resultado da cirurgia.”
Mas Caramelli diz que o objetivo é investigar como o diabetes se desenrola desde o começo. “A ideia é tentar identificar, numa fase precoce, quem são os caras que amanhã terão IMC de 35 e 40.”
DIABETES
No hospital Oswaldo Cruz, o estudo quer comprovar os benefícios do tratamento cirúrgico para problemas microvasculares decorrentes do diabetes tipo 2, como as doenças renais e da retina (que pode levar à cegueira).
A cirurgia será comparada ao melhor tratamento clínico disponível para o diabetes.
Segundo o cirurgião Ricardo Cohen, coordenador da pesquisa, se a cirurgia levar à redução da incidência dessas complicações, causará também uma diminuição na mortalidade cardiovascular a longo prazo.
“Acredito que, se comprovarmos a eficácia da cirurgia nesse caso, o paciente com a doença microvascular terá indicação cirúrgica imediata. Não há razão para esperar falhar o tratamento clínico.”
Os pacientes devem ter obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35), perfil para o qual a cirurgia não é autorizada fora de protocolos de estudo.
Cohen justifica a escolha porque a média do IMC dos diabéticos no Brasil é 29. “Vamos focar na população que realmente precisa.”
O endocrinologista Bruno Geloneze da Unicamp, porém, afirma que um estudo já mostrou que, depois de cinco anos, a melhora de problemas microvasculares em pacientes diabéticos com IMC acima de 40 foi variada.

8069 – Medicina – Como se formam os cálulos biliares


É um processo semelhante ao da formação de pérolas, que se consolidam em torno de grão de areia dentro das ostras. Começam com pequenos objetos, como bactérias, imitando a vesícula.
Cálculos biliares são pequenas pedras que se formam na vesícula biliar, órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada sob a influência de um hormônio intestinal.
A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Alguns deles se alojam na vesícula biliar e não causam sintomas. Outros ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino. Essa obstrução provoca a cólica biliar que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas, na região entre as omoplatas.
A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, muitas podem voltar para a vesícula ou ser empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui.
Sintomas
Alguns cálculos na vesícula podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos.
Causas
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns fatores que aumentam o risco são:
* Dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras;
* Vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol);
* Diabetes;
* Obesidade;
* Hipertensão (pressão alta);
* Fumo;
* Uso prolongado de anticoncepcionais;
* Elevação do nível de estrogênio o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres;
* Predisposição genética.
Tratamento
O tratamento pode ser feito à base de medicamentos que diluem o cálculo se ele for constituído apenas por colesterol. Nos outros casos, a cirurgia por laparoscopia, que requer poucos dias de internação hospitalar, é a conduta mais indicada. Tratamento por ondas de choque para fragmentar o cálculo representa também uma possibilidade terapêutica.
Recomendações
* Faça uma dieta rica em fibras e com pouca gordura. Alimentos gordurosos podem elevar o nível do colesterol;
* Procure manter o peso ideal para seu tipo físico. Isso ajuda a controlar o nível do colesterol e a prevenir diabetes e hipertensão;
* Largue o cigarro;
* Discuta com seu médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal, se você tem histórico familiar de cálculo na vesícula.
Consulte um médico se os sintomas dolorosos de cálculo biliar se manifestarem e, especialmente, se forem seguidos de febre, náuseas e vômitos.

7745 – Medicina – Faz mal tomar remédios de estômago vazio?


Depende do remédio. A maioria, como os antiinflamatórios, irrita o tecido fibroso que forma a mucosa do estômago. Se ingeridos durante o processo de digestão, eles se misturam com a comida e o contato com a mucosa é mínimo. Mas, se o estômago estiver vazio, ele será alvo fácil. Essa irritação é provocada tanto por remédios em forma líquida como em comprimidos. Já outros medicamentos devem ser tomados com o estômago vazio: é que precisam de um meio ácido, e o estômago perde acidez com a ingestão de alimento. É o caso de alguns remédios para úlcera, à base de bismuto, para atacar a bactéria Helicobater pilory, hoje considerada a responsável pela úlcera duodenal.

Escola Paulista de Medicina

6601 – Medicina – A úlcera


Entre as doenças mais comuns do aparelho digestivo está a úlcera, conseqüência de múltiplos fatores, tanto dietéticos quanto fisiológicos e psicossomáticos.
Úlcera é toda lesão no revestimento de um tecido e, mais concretamente, das mucosas, o que causa uma descontinuidade. A úlcera mais comum é a gastroduodenal, uma das doenças crônicas de maior relevância e freqüente em indivíduos de sexo masculino, sobretudo entre trinta e sessenta anos. Consiste na perda do revestimento mucoso das paredes do estômago ou do duodeno. A úlcera caracteriza-se por dor epigástrica que se manifesta pouco depois da refeição e se mitiga com a ingestão de substâncias alcalinas ou comidas leves. Se a doença não for tratada, no entanto, a dor pode tornar-se crônica.
No passado se acreditava que tais úlceras eram causadas apenas pelo excesso de secreção do ácido pelo estômago, mas hoje se sabe que o estresse e o uso de antiinflamatórios não-esteróides têm efeito ulcerogênico, assim como a infecção causada pela bactéria Helicobacter pylori (antes Campylobacter pylori), um bacilo gram-negativo, flagelado, espiralado, que coloniza a mucosa gástrica humana. Essa bactéria exerce papel importante na causa da gastrite crônica e em algumas formas da úlcera péptica. A incidência de câncer gástrico em indivíduos infectados por essa bactéria é 2,8 a 6 vezes maior do que o normal. Muito móvel, ela atravessa o muco gástrico rapidamente e atinge a mucosa, onde se fixa. Entre as citotoxinas que produz está a fosfolipase C, destruidora dos fosfolipídios que envolvem as células epiteliais do estômago e do duodeno. Essa ação permite que as membranas mucosas sejam facilmente danificadas pelo ácido gástrico e a pepsina.
A perda da mucosa inicia-se nas camadas mais superficiais e depois se aprofunda. Se o quadro evolui sem que se tomem medidas necessárias para deter a lesão, a úlcera pode afetar também as camadas subjacentes (muscular e serosa) das paredes gastroduodenais. O caso mais grave ocorre quando a parede se perfura e se abre no peritônio, o que origina a peritonite aguda. Outras complicações envolvem hemorragias, o estreitamento pilórico (estenose) e a degeneração maligna da lesão até formar um tumor canceroso.
As úlceras duodenais e gástricas reaparecem rapidamente e com freqüência se persiste a infecção do H. pyloris, tratada usualmente com drogas que contêm agentes ácido-bloqueadores. Por outro lado, a recorrência é rara quando a infecção bacteriana é erradicada por associação de antiulcerosos e antibiótiocos, antibacterianos e bismuto. O tratamento conjuga também aspectos dietéticos (dietas rápidas e alcalinas), psicológicos e, em último caso, cirúrgicos.

5937 – Se não mata, engorda – Faz mal comer o que acabou de cair no chão?


Sim, comer o que caiu no chão pode trazer problemas à saúde. Para Marcos Vinicius, infectologista do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, comida do chão só pode ser ingerida se for lavada. Senão, lixo. “É absurdo dizer ‘O que não mata engorda’. Não existe princípio técnico e científico para essa afirmação”.
Em 2006, pesquisadores da Universidade de Clemson, nos Estados Unidos, jogaram um tipo de mortadela em madeira, azulejo e carpete. O fluxo no carpete é mais lerdo que nos outros, mas nos primeiros instantes 99% das bactérias dos pisos já aderiram à comida. E essas bactérias causam doenças como hepatite A e disenteria, que podem até matar.
O chão da rua costuma ser mais sujo que o de casa. Mas não há pesquisas que mostrem o quanto sua calçada é mais perigosa que sua cozinha, porque tudo depende do lixo que há na região, o que pode variar de bairro para bairro.
Verdades e mentiras da relação entre o chão que pisamos e aquilo que comemos:
Comida seca suja menos que cremosa
Verdade. A cremosa permite maior crescimento microbiano. Mas a seca também fica contaminada. Imagine uma torrada e uma torrada com manteiga. Ambas caem da mesa. A sujeira fica visível na manteiga. Na seca, a aparência é de limpeza. Mas ela já está cheia de microrganismos.
Se ficou menos de 5 segundos no chão, não há perigo
Pura bobagem. O tempo de contato com o chão não interfere na contaminação microbiológica. Caiu, contaminou, independentemente do tempo de contato com o piso. Ainda mais se for na rua, mais contaminada do que o chão de casa.
Faz mal para você, mas não para o cachorro
Verdade. O cachorro tem maior resistência a alguns organismos nocivos ao ser humano. Um cão come comida de rua, mexe no lixo etc. Se uma pessoa fizer isso, tem muito mais chances de ficar doente.
Assoprar a comida retira a sujeira
Mito. Pode-se até retirar uma sujeirinha aparente. Mas a contaminação microbiológica continua. Além disso, o sopro leva ainda mais microrganismos para o alimento. Por isso não é recomendado assoprar a comida de um bebê.
Universidade Federal do Rio de Janeiro

5811 – Do que são feitosos iorgutes


Há 2 tipos de iogurtes reguladores. Um é feito à base de bactérias conhecidas como probióticos: organismos benéficos à saúde se usados corretamente. O outro tipo é composto de fibras vegetais, além das bactérias. Essas informações estão visíveis no rótulo do iogurte, que é aprovado pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Os probióticos servem para amenizar os sintomas da chamada síndrome do intestino irritável, que ataca a flora intestinal e provoca prisão de ventre, diarreia, dor e distensão abdominal. Cerca de 20% dos brasileiros sofrem do problema. Ele ocorre quando há a diminuição das colônias de bactérias que fazem, entre outras coisas, o trânsito intestinal (o caminho das fezes até a evacuação). As bactérias absorvem nutrientes e ajudam na formação das fezes. Sem elas, o intestino trabalha mal. É aí que entram os probióticos e as fibras vegetais. As bactérias do iogurte repovoam as colônias, enquanto as fibras, que não são digeridas no estômago, vão direto para o intestino, onde deixam as fezes mais macias, dimuindo o desconforto.

5742 – Medicina – O que é incontinência?


Incontinência ao pé da letra é a falta de controle. Mas em medicina existem 2 tipos, a fecal e a urinária.
A incontinência fecal é a perda do controle sobre os intestinos, resultando na passagem involuntária das fezes. Ela pode variar de um vazamento ocasional das fezes até a perda total do controle sobre os movimentos intestinais, resultando na incapacidade de reter as fezes voluntariamente.
A incontinência fecal pode ter diversas causas, incluindo:
• Lesões dos músculos do esfíncter anal
• Comprometimento dos nervos do esfíncter anal
• Perda da capacidade de armazenamento no reto
• Diarréia grave

Veja a seguir alguns dos fatores que podem causar disfunção dos nervos do esfíncter anal ou diarréia grave resultando em incontinência fecal:

• Sedação
• Altas doses de antibióticos
• Alimentação por sondas
• Paralisia
• Coma

A incontinência fecal pode ser dividida em quatro categorias principais de consistência das fezes:

• Líquidas
• Semilíquidas
• Moles
• Sólidas

Destes tipos, a enfermagem descreve as fezes líquidas e semilíquidas como as mais difíceis de lidar por que:

• A maioria é irritante para a pele
• A maioria é de difícil de limpar
• Existem grandes possibilidades de disseminação de infecções
• Demandam muito tempo para controlar

De forma geral a incontinência urinária (ou IU) ocorre quando, a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra ou seja há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção.
É definida como a perda involuntária de urina, provocando por vezes certo constrangimento à pessoa.
A incontinência urinária também pode ser designada de Enurese. E ocorre com certa frequência à noite, principalmente entre os idosos.
Dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial da Incontinência Urinária
Existem vários tipos de IU. Os três mais comuns são:

Bexiga hiperativa, causada por contrações inadequadas do músculo detrusor durante a fase de armazenamento do ciclo miccional – Processo inical anterior ao ato de urinar;
Incontinência de esforço, relacionada com a disfunção do esfíncter uretral, ou seja um afrouxamento muscular do esfíncter;
Incontinência mista, que resulta da combinação destas duas situações.
Há outros tipos de IU que incluem:

Incontinência de sobrefluxo – Quando o excesso de urina normalmente retido na bexiga, sai involuntáriamente;
Gotejamento pós-miccional – Causado em parte por disfunção do esfíncter;
Incontinências diurna e noturna (enurese noturna), nas crianças – Ocorre com maior frequencia em crianças devido a um estado emocional de insegurança por exemplo ou inflamação da bexiga.
A incidência é variada, em ambos os sexos e idade, porem o fato de ocorrer com maior incidencia em pessoas idosas, não significa em ser essa uma doença de idoso, pois também ocorre muito frequentemente em crianças.
Consiste numa assistência médica por parte de um urologista, que diagnosticará a doença e aplicará a forma de tratamento mais adequada. Podendo em alguns casos haver a necessidade de intervenção de um Fisioterapeuta e Psicólogo.
Podem ser usadas as peças de roupa Retex como solução paliativa, para a convivência, assim como durante o processo de tratamento da Incontinência Urinária.

5491 – Medicina – Úlcera é causada por bactéria


Vida agitada e comida apimentada não são os vilões, tais fatores são meros coadjuvantes.
No banco dos réus uma bactéria – a helicobacter pylorum – que não se incomoda de viver em meio de toda a acidez do estômago e do duodeno. A úlcera é uma inflamação que surge quando há um desequilíbrio entre a secreção de ácidos na digestão e a produção de substâncias que protegem as paredes do aparelho digestivo, como a prostaglandina. A culpa por esse desequilíbrio tem sido tradicionalmente atribuída a uma combinação de fatores como hereditariedade, tensão nervosa e ingestão de substâncias (alimentos, bebidas ou remédios) que agridem o aparelho digestivo.
Na década de 90, porém, os pesquisadores notaram que a Campylobacter aparece com mais freqüência no organismo de pessoas com úlcera do que em indivíduos sadios. Além disso, verificou-se que a bactéria, descoberta em 1983, está presente nas próprias úlceras, em até 70% dos casos. ” A questão a saber”, raciocina o gastroenterologista Agostinho Bertarello, da Universidade de São Paulo, ” é se a bactéria provoca a úlcera ou a úlcera favorece o crescimento da bactéria”. Pacientes com úlcera passaram a ser tratados também com antibióticos – uma grande novidade na 2ª metade da década de 90.