12.164 – Paraquedismo – Saltando com Da Vinci


p quedas da vinci
O primeiro projeto conhecido de um pára-quedas foi rabiscado em 1485 pelo pintor e inventor italiano Leonardo da Vinci, no canto de um caderno de anotações. Ninguém acreditou que ele funcionasse até o inglês Adrian Nicholas tirar a prova dos nove saltando de um balão a 3 000 metros de altitude, em Mpumalanga, na África do Sul. O artefato é preso numa engenhoca de madeira, de 85 quilos, coberta por um pano grosso. Compare com um pára-quedas moderno, que pesa 1 quilo, e você terá uma ideia da ousadia. Nicholas está acostumado a saltar, é verdade, pois é considerado um dos maiores skydivers do mundo, detentor do recorde mundial de queda livre, com duração de 5 minutos. Mas até a engenheira que construiu o pára-quedas de Da Vinci, a sueca Katarina Ollikainem, duvidava da eficácia da coisa. “Ela achava que o pára-quedas poderia virar de lado por não ter uma abertura na parte superior para escoar parte do ar”.
Mas a descida acabou sendo mais suave e mais lenta do que a dos pára-quedas modernos. A comparação foi feita na hora porque dois pára-quedistas pularam junto com o inglês radical. Mas Nicholas também soube evitar o risco: depois de descer 2 400 metros em 7,5 minutos, desvencilhou-se da pirâmide de pano e usou um pára-quedas de verdade para aterrissar. Agora ele quer fazer o salto completo com a geringonça de Da Vinci. Mas não há pressa, diz ele. “Demorou cinco séculos para aparecer um bobo capaz de testar a idéia de um gênio”.

6950 – Curiosidades – Paraquedista Saltou da Estratosfera


O austríaco Felix Baungartner se tornou neste 14-10 o primeiro humano a quebrar a barreira do som em queda livre, em um salto realizado a partir da estratosfera.
No que se tornou o mais veloz evento desse tipo, o paraquedista atingiu o máximo de 1.342 km/h nos 4 minutos e 20 segundos antes da abertura do paraquedas.
Baungartner, 43, saltou de aproximadamente 39 quilômetros de altura e aterrissou em segurança no deserto do Novo México, nos EUA.
A velocidade do som depende da temperatura e do ar. Para quebrá-la na altitude do salto, o austríaco precisava superar 1.110 km/h.
Mais de 8 milhões de pessoas acompanharam a aventura ao vivo pelo YouTube e redes de televisão transmitiram o momento da chegada.
Nas redes sociais, o paraquedista foi amplamente chamado de “herói”. A Red Bull, que patrocinou a empreitada, criou um site para acompanhar todos os detalhes.
A empresa montou uma verdadeira operação midiática em torno do salto. Ao todo, o evento foi monitorado por 35 câmeras, espalhadas pelo balão, no solo e até no equipamento usado em pleno voo.
Devido à altitude e à baixa pressão, Baungartner poderia ter diversas complicações de saúde, incluindo a evaporação de seu sangue e uma severa hipotermia.
Para driblar os contratempos, ele usou uma roupa especial –que alguns dizem ser mais avançada do que a dos astronautas da Nasa.
A aventura protagonizada pelo austríaco estabeleceu vários novos recordes. Foi o salto mais alto já registrado, quebrando a marca anterior que durava mais de 50 anos.
O salto do austríaco foi realizado a uma altura mais de dez vezes maior que os 3.600 metros de altitude média dos saltos convencionais.
Para conseguir pular dessa altura, Baungartner saltou de um cápsula, carregada por um balão de hélio. Foi também o voo tripulado mais alto desse aparato.
A estratosfera é a segunda camada da atmosfera, e sua posição varia em geral até 50 km de altura. Saltos de paraquedas nesta altitude podem ser fatais se não houver o equipamento e a proteção adequadas.
Baungartner, que é balonista, piloto de helicóptero e paraquedista profissional, treinou por cinco anos para se preparar para a missão.