14.086 – Fitness – Quanto se gasta a cada exercício


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O gasto calórico de cada atividade é calculado com base no nível de condicionamento físico de cada indivíduo. Temos também outros fatores como: idade, peso corporal e estatura da pessoa.
Logo, os valores apresentados nas tabelas de gasto calórico são na verdade um cálculo médio.
O gasto calórico dos exercícios varia de acordo com o peso da pessoa e intensidade da atividade física, no entanto os exercícios que normalmente gastam mais calorias são corrida, pular corda, natação, jogar polo aquático e andar de patins, por exemplo.
Em média, uma pessoa de 50 kg gasta mais de 600 calorias por hora ao correr numa esteira, enquanto que quem tem cerca de 80 kg gasta cerca de 1000 calorias por hora para esta mesma atividade. Isso acontece porque quanto mais peso a pessoa tem, mais esforço seu corpo precisa fazer para garantir que não falte oxigênio e energia em todas as células do corpo.
Outros exemplos de exercícios que queimam muitas calorias são musculação intensa, futebol de salão, tênis, boxe, judô e jiu-jitsu, por exemplo. Porém, mais importante que começar a praticar um exercício só porque ele queima muitas calorias, é saber se alimentar bem, gostar do tipo de atividade que irá fazer e se dedicar praticando pelo menos 3 vezes por semana, durante 1 hora, ou diariamente durante 30 minutos, porque a regularidade do exercício também é importante para perder peso.
É possível aumentar a quantidade de calorias que se gasta por dia aumentando o metabolismo do corpo e aumentando os músculos, porque quanto mais massa magra a pessoa tiver, mais calorias ela irá gastar.

O que influencia o gasto calórico
O gasto calórico depende de alguns fatores relacionados com a pessoa e com o tipo de exercício, como:

Peso e estrutura corporal;
Altura;
Intensidade, tipo e duração da atividade física;
Idade;
Nível de condicionamento.
Assim, para saber a quantidade de calorias que cada pessoa gasta por dia é importante levar em consideração todos esses fatores. Além disso, é importante que sejam calculadas, pelo nutricionista, a quantidade de calorias que devem ser consumidas por dia para que haja emagrecimento, levando também em consideração hábitos de vida, idade, altura e peso.
A melhor forma de queimar mais calorias e emagrecer é adotar hábitos de vida saudáveis, praticando atividade física de forma intensa e regular e possuindo uma alimentação equilibrada e voltada para o objetivo, sendo, por isso, importante ter acompanhamento nutricional.

É importante também realizar uma atividade física que seja adequada aos hábitos e gosto da pessoa, pois assim é possível que a pessoa mantenha-se sempre motivada e realize o exercício de forma regular. Saiba como escolher o melhor esporte de acordo com o estilo de vida.
Ao começar a praticar algum tipo de atividade física aliada a uma alimentação saudável, o metabolismo é estimulado, favorecendo o gasto de calórico e promovendo o emagrecimento. Basicamente, quanto mais calorias a pessoa gasta fazendo um exercício, mais ela emagrece, mas quanto mais motivada a pessoa estiver, maior será seu esforço e isso irá queimar mais calorias.

13.599 – Medicina – Atividade Física = Panaceia?


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Nos últimos anos, diversos estudos comprovaram que o exercício incorporado à rotina diária reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer, obesidade, problemas reumatológicos e ortopédicos, depressão e o declínio cognitivo característico das demências.
Essas publicações mostraram de forma consistente que a prática de exercícios está associada a cerca de 30% de redução dos índices de mortalidade.
Talvez a lógica devesse até ser invertida: não é que o exercício faça bem para o organismo, a vida sedentária é que faz muito mal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o impacto nocivo do sedentarismo na saúde é comparável ao do cigarro.
Não é de estranhar: o corpo humano é uma máquina que a evolução de nossa espécie moldou para o movimento. Por esse longo processo que eliminou os menos aptos, chegaram até nós corpos com pernas e braços longos e articulações que fazem as vezes de dobradiças para ampliar a mobilidade e o alcance de objetos distantes.
Com base na experiência científica acumulada, os serviços de saúde passaram a recomendar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade mais intensa.
A crítica a esses trabalhos sempre foi a de que se baseavam na descrição dos níveis de atividade física colhidos em relatos individuais, que costumam ser imprecisos.
Um grupo da Universidade Harvard acaba de publicar, na revista “Circulation”, os resultados de um inquérito que envolveu 17.700 mulheres saudáveis, com idade média de 72 anos, cujos níveis de atividade foram avaliados por meio de acelerômetros, aparelhos que medem com mais acurácia a intensidade dos exercícios, o número de horas dedicadas a eles e o tempo gasto em inatividade.
As participantes usaram o acelerômetro os dias inteiros, durante uma semana típica de suas rotinas.
Metade das mulheres gastou 28 minutos diários na prática de exercícios moderados ou mais intensos (como andar bem depressa). A média diária de tempo dedicado a atividades leves (como o trabalho doméstico ou andar devagar) foi de 351 minutos.
Num período de observação, que teve a duração média de dois anos, ocorreram 207 óbitos.
De acordo com os níveis de atividade, as participantes foram divididas em quatro grupos. Na comparação com as menos ativas, as que se empenharam em exercícios mais intensos tiveram a mortalidade diminuída em 70%.
Os autores ressaltam que mesmo as que chegaram aos 80 anos se beneficiaram da prática de exercícios mais intensos e da redução do número de horas de inatividade.
A fragilidade mais importante desse estudo foi a de haver selecionado mulheres ativas e saudáveis. Teria sido interessante compará-las com sedentárias da mesma faixa etária.
O formato do estudo não permite estabelecer com segurança a relação de causa e efeito entre atividade física mais vigorosa e a longevidade, mas a probabilidade de se tratar de relação causal é alta.
No passado, os médicos recomendavam que as pessoas mais velhas fizessem repouso, para não “sobrecarregar” o organismo. A imagem dos avós aposentados que passavam os dias cochilando na poltrona da sala, até caírem fulminados pelo infarto do miocárdio ou derrame cerebral faz parte das memórias daquela época.
Pacientes operados ficavam proibidos de levantar da cama por três ou quatro dias para não “dificultar” a cicatrização.
Hoje, o coitado mal saiu do centro cirúrgico, o cirurgião aparece no quarto para expulsá-lo do leito, a pontapés, se necessário. O combate à imobilidade ajudou a reduzir significativamente o número de tromboses venosas e embolias pulmonares, responsáveis pelos altos índices de complicações e mortalidade pós-operatória daqueles dias.
A tendência atual é considerar tímida a recomendação de 150 minutos de exercícios leves ou 75 minutos de exercícios mais intensos, por semana, uma vez que o dia tem 1.440 minutos, e a semana 10.080.

13.328 – Benefícios da atividade física para quem tem diabetes


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O exercício físico feito de maneira regular e bem orientado é hoje o principal fator na prevenção de diversas doenças como obesidade, hipertensão arterial, infarto do miocárdio, osteoporose e diabetes.
esmo para aqueles que já desenvolveram tais doenças, a atividade física em algum momento da evolução do paciente vai fazer parte do tratamento.
Especificamente em relação ao diabetes, o exercício físico melhora o aproveitamento da glicose pelos músculos, reduzindo muitas vezes as doses dos medicamentos utilizados e ajudando a prevenir problemas associados ao diabetes, como alterações na retina, vasos sanguíneos, nervos, rins e coração.
Num trabalho recente realizado no Centro Médico Universitário de Leiden, na Holanda, foi comprovada, através de ressonância magnética, uma redução da gordura ao redor de órgãos como coração, fígado e rins em 12 pacientes com diabetes tipo 2 (quando não há necessidade do uso de insulina para o controle da doença) secundária ao exercício físico. A redução deste tipo de gordura está associada a uma menor ocorrência de complicações do diabetes como o infarto do miocárdio. É importante que o diabético converse com seu endocrinologista sobre os exercícios que já realiza ou pretende iniciar, pois muitas vezes serão necessários ajustes na dosagem de insulina e dos medicamentos orais comumente utilizados.

Recomendações gerais
Se considerarmos o exercício físico como um “medicamento” a ser utilizado pelo diabético, ele terá uma “dose ideal” para cada pessoa. Genericamente recomenda-se que sejam realizados exercícios de 30 a 60 minutos por dia, cinco a seis vezes por semana, de intensidade leve a moderada. Esta intensidade normalmente é determinada através de uma consulta médica especializada e de um teste ergométrico (eletrocardiograma de esforço) para que sejam determinados limites adequados para cada indivíduo.
Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.

Escola Paulista De Medicina

13.285 – Arnold Schwarzenegger – Exterminador Governador a Caminho dos 70


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Velho, mas não obsoleto (ainda)

Ele é mesmo uma figura única. Desde de seu surgimento no mundo das estrelas, como fisiculturista, até seus filmes, um mais absurdamente violento e fictício do que o outro, o ex-governador da Califórnia e austríaco de nascença se tornou um dos rostos mais queridos de Hollywood. E está perto de completar 70 anos.
Arnold nasceu na vila Thal, na Áustria, em 1947, filho do chefe da polícia local, Gustav Schwarzenegger, e da dona de casa Aurelia Jadrny. Foi criado com bastante rigor, especialmente por seu pai, que desajava ver o filho seguindo seus passos. Segundo o próprio Arnold, Gustav não era dos pais mais queridos, e utilizava métodos disciplinares que, nos dias de hoje, seriam considerados abuso infantil. Além disso, tinha uma preferência por seu irmão mais velho, Meinhard, que veio a falecer em 1971, em um acidente de carro. Em uma pesquisa encomendada por Arnold quando mais velho, o ator descobriu que sei pai fora filiado ao Partido Nazista.
Por influência (leia-se: exigência) do pai, Arnold praticou esportes desde pequeno. Pegou em uma barra de musculação ainda garoto, quando jogava futebol. Gostou tanto que decidiu largar a bola e se dedicar mais a musculação. Segundo biografia em seu site oficial, começou a se exercitar aos 14 anos. Apaixonado pelo corpo e influenciado por ídolos como Steve Reeves e Reg Park, começou a carreira de fisiculturista três anos depois, aos 17
A trajetória como fisiculturista ia de vento em poupa. Schwarzenegger conquistou o título de Mr. Europa, como homem com o corpo mais belo de todo o continente, em 1965, quando servia ao exército austríaco. O próprio já admitiu algumas vezes que o título serviu como uma “passagem para a América”.

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Assim, o grandalhão migrou para os Estados Unidos aos 21 anos, três anos depois. Lá, começou a correr atrás do grande objetivo de sua vida até então: tornar-se o mais novo Mr. Olympia, título de maior fisiculturista do mundo. Sua primeira tentativa foi logo em 1969, mas não obteve sucesso. Voltou com força total no ano seguinte, 1970, vencendo a competição e tornando-se o Mr. Olympia mais novo (23 anos) de todos os tempos, recorde esse que resiste até os dias de hoje.
Daí por diante, venceu o torneio mais seis vezes seguidas, coroado como o maior campeão de todos os tempos. Em 1975, no auge há anos, decidiu abandonar a carreira e dedicar-se totalmente ao ofício de ator, o qual já exercia em paralelo desde 70, quando estrelou o filme Hercules in New York .

O primeiro Globo de Ouro
A dedicação total aos cinemas mostrou-se uma decisão acertada de Schwarzenegger logo cedo. Em 1976, estrelando Stay Hungry , o ator foi premiado com o Globo de Ouro de Nova Estrela Masculina do Ano.
Após algumas produções de sucesso e outros fracassos, como a tentativa de interpretar o Incrível Hulk em seu novo filme, Arnold se manteve em evidência o bastante para ser convidado por James Cameron para estrelar sua maior bilheteria até hoje: O Exterminador do Futuro , de 1984. O filme surge na década mais forte dos thrillers de ação, quando estrelas como Sylvester Stallone e Bruce Willis começam a despontar nos cinemas de Hollywood.
O sucesso de Exterminador do Futuro fez com que um segundo filme fosse produzido, em 1991, confirmando Arnold como um dos grandes nomes do cinema de sua época. Antes, estreou uma parceria de sucesso com Danny DeVito e sua contribuição ao universo da comédia com o longa Twins, de 1988. Também com Danny, fez o que é hoje um dos Blockbusters mais chicletes de todos os tempos: Junior, de 1994.
Daí para frente, sua carreira começa a sofrer um rigoroso declínio, marcado pela crítica fraca do longa Batman & Robin, de 1997, onde Schwarzenegger interpreta o vilão Mr. Freeze. O ator só voltaria a fazer algo relevante nas telonas com o terceiro e último filme da trilogia de O Exterminador do Futuro , o capítulo A Rebelião das Máquinas, de 2003.

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Carreira política: governador e republicano
Percebendo que seu mercado nos cinemas não vinha muito bem, Arnold resolve apostar em outro canal forte de sua criação: a carreira política. Em 2003, filia-se ao Partido Republicano, de George Bush, para concorrer ao cargo de Governador da Califórnia.
A visão política de Schwarzenegger, conhecida desde os anos 1980, contrastava com a de muitos dos atores de Hollywood, conhecidos por possuírem uma ideia de governo mais liberal, direcionada ao lado democrata da política americana. Assim, Arnold foi fortemente criticado quando posou ao lado de Bush em comícios do então presidente, que buscava sua reeleição.
Schwarzenegger foi eleito, com 46% dos votos e no primeiro turno, como governador californiano, pela primeira vez, em 2003, sucedendo Gray Davis. O governo de Arnold foi bastante controverso, especialmente por sua postura inicial pouco amistosa, quando chegou a chamar os opositores democratas de girlie men (maricas, em tradução livre).
No entanto, sua postura foi ficando cada vez menos republicana ao longo dos anos, tornando-o um político considerado mais próximo da centro-esquerda do que da direita. Assim, após o fim de seu último mandato, em 2011, largou o Partido Republicano, com quem já vinha tendo uma série de conflitos de ideias durante os anos anteriores.

I’ll be back: o retorno aos cinemas com Os Mercenários
No mesmo ano em que deixa de lado a carreira política, Schwarzenegger volta aos cinemas em aparição rápida no primeiro Os Mercenários , de Stallone, que contava, ainda, com Bruce Willis, Jet Lit, Jason Statham e Terry Crews, em uma verdadeira reunião de “brutamontes” hollywoodianos.
Arnold parece ter recuperado o gosto pela atuação, voltando para integrar o elenco de Os Mercenários 2 , de 2012, ainda mais pesado com Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris, Willis e Stallone. O ator também está escalado para o terceiro filme da franquia, que chega aos cinemas em agosto deste ano.
Brutamontes nas telonas, Arnold Schwarzenegger é hoje um nome fundamental quando se fala de thrillers de ação, ficando marcado não só pelas grandes proporções físicas, mas também pelo talento e versatilidade, tanto como ator, quanto como político e pessoa.

13.190 – Saúde – Como perder gordura abdominal


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A melhor forma de perder gordura abdominal e secar a barriga é fazer exercícios localizados, como abdominais, associados a uma dieta pobre em calorias e gorduras, sob orientação de um professor de educação física e de um nutricionista.
Além disso, também podem ser utilizados suplementos para queimar gordura, sob orientação profissional, como L-carnitina, CLA ou enzima Q10, que facilitam a perda de gordura abdominal localizada através da destruição dos depósitos de gordura, ao mesmo tempo que aumentam os níveis de energia e de força muscular.
Perder gordura abdominal é importante porque além de melhorar a imagem corporal o acumulo de gordura entre as vísceras aumenta o risco de doenças cardíacas.
Dieta para perder gordura abdominal
A dieta para perder gordura abdominal tem de ser pobre em calorias e por isso, as frutas cítricas, como a laranja ou o kiwi, devem fazer parte da alimentação, uma vez que são hipocalóricas e ricas em água.
Na dieta para perder gordura abdominal, os alimentos fonte de hidratos de carbono, como o arroz, a massa ou o pão, não devem ser excluídos, mas consumidos em pequena quantidade e na versão integral.
Além disso, na dieta para perder gordura abdominal deve-se evitar alimentos como:
Frituras e bolos;
Queijos amarelos;
Sorvetes e balas;
Molhos;
Bebidas alcoólicas e refrigerantes.
Para complementar a dieta e ganhar massa magra deve-se ingerir alimentos ricos em proteína, como ovo, atum ou frango, mas um nutricionista poderá indicar uma dieta adequada às necessidades diárias do indivíduo, respeitando os seus gostos.

 

Fonte: Bio Ritmo

13.019 – Ciclismo – Cuidados na Alta Temperatura


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No Brasil, nem precisa ser verão para as temperaturas subirem em muitas regiões do país.
O calor seco é um dos primeiros indicativos para o ciclista tomar uma série de cuidados para prolongar sua pedalada com eficiência.
É preciso estar preparado e entender os sinais do superaquecimento do corpo. Quando isso acontece existe o risco de choque térmico e até morte nos casos mais graves.
Numa Ultramaratona de Mountain Bike, uma prova ciclística por etapas ou até mesmo numa cicloviagem, com diversos dias consecutivos de pedal, o desafio para encarar o calor é o mesmo.
Por isso, consultamos o preparador físico Cadu Polazzo, Mestre em Fisiologia do Exercício e Treinamento Esportivo e atualmente, técnico da Seleção Brasileira de Mountain Bike, para compartilhar algumas dicas para enfrentar as altas temperaturas.

Atenção aos seus limites
A desidratação e o aquecimento do corpo vão acontecer durante a prova, não tem jeito. O corpo pode perder até 3 litros de água por hora nesses ambientes e somos capazes de absorver apenas 1 litro de água por hora. Quando a desidratação é mais grave, a consequência será um superaquecimento do corpo. Os sinais comuns nesses casos são distúrbios visuais, sede, cansaço, tonteira, cãibras, pulso fraco e rápido, queda de pressão arterial, cefaleia e vertigens. Se isso acontecer, pare de pedalar imediatamente, vá para uma sombra e, se possível, mergulhe na água fria para diminuir a temperatura corporal. Nos casos mais graves procure ajuda médica.

Hidratação antes da prova
Hidrate-se antes de todas as largadas, durante as sete etapas do Brasil Ride. O recomendado é que você beba de 400 a 600 ml de água gelada cerca de 20 minutos antes do início de cada prova.

Hidrate-se durante o pedal
É importante manter o seu corpo hidratado durante todo o percurso. O ideal é ingerir de 500 ml a 1 litro de água por hora, de preferência misturado com eletrólitos e entre 50 e 80 gramas de carboidrato, isso varia de acordo com o seu peso. Os carboidratos podem ser maltodextrina, gel ou algo do tipo. Mas fique atento: muita água pura pode dar hiponatremia (intoxicação por água) e deve ser evitada. Ingira eletrólitos junto com a água, para recuperar os sais minerais. Uma conta simples: a ingestão ideal é de 10-12 ml de água por quilo a cada hora. Funciona assim: se o seu peso for de 70 kg, multiplique por 10 ou 12 (referente ao ml): são de 700 a 840 ml de água por hora.

Hidrate-se após cada etapa
O tempo de reidratação pode levar 6 horas ou mais – e deve continuar até a hora de dormir. Além disso, logo após a prova é importante beber água com um carboidrato simples (maltodextrina, por exemplo) ou suco de frutas doce. Afinal, além da água é necessário recuperar a energia dos músculos e fígado, e sais minerais. Nos primeiros 30min pós-prova temos a janela de recuperação de glicogênio (energia para a contração muscular), que fica aberta por até 1 hora, embora o pico sejam os 30 minutos seguintes. Ingira mesmo que estiver “embrulhado” por causa do esforço da prova. Apenas depois dessa 1 hora que vai ingerir alimentos sólidos e ricos em carboidratos complexos (arroz, pão, macarrão etc).

Aclimate-se ao calor
É normal que os atletas de localidades mais frias, como o sul e o sudeste do país, sintam mais os efeitos do calor durante o Brasil Ride. O formato ideal de aclimatação é com 10 dias seguidos de treinos no calor, entre 20 minutos e 1 hora nas primeiras sessões e de 2 a 4 horas para que as adaptações ocorram com eficiência.
O corpo humano é capaz de se adaptar ao calor e controlar a temperatura corporal de forma efetiva. O importante é fazer a aclimatação ao calor antes da competição e se hidratar adequadamente antes, durante e depois de cada etapa da prova. Se mesmo assim perceber os sinais de superaquecimento durante o exercício, seja prudente e tome medidas necessárias para abaixar a temperatura corporal e evitar um choque térmico.
Importante: consulte sempre um nutricionista para ter uma dieta e ingestão de líquidos e carboidratos equilibrada com seu treinamento e a sua individualidade.

12.720 – Uma hora diária de exercício anula danos de ficar oito horas sentado


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Cientistas fizeram algumas contas e chegaram à conclusão que ficar sentado demais faz mal –a chance de alguém que não se mexe muito morrer é até 27% maior se ele ficar sentado oito horas por dia ou mais.
A boa notícia é que, com uma hora diária de atividade física moderada, é possível reverter esse prognóstico ruim. Quem se mexe bastante mas fica sentado durante as mesmas oito horas tem um risco 4% maior de morrer – considerando a “margem de erro” da estatística, é como se não houvesse prejuízo.
Esses resultados não querem dizer que ficar sentado faz mal per se, mas que a inatividade física associada a ela traz, sim, prejuízos importantes, especialmente para a saúde do sistema cardiovascular, cujas complicações são a principal causa de morte em países desenvolvidos.
Algo semelhante, porém ainda mais assustador, é o que acontece quando se vê muita televisão. O risco de morte chega a aumentar 44% em quem assiste a TV mais de 5 horas por dia.
Mesmo em pessoas que praticam uma hora por dia de atividade física moderada, o prejuízo da TV ainda continua presente, embora com menos impacto –15% de aumento da mortalidade.
O estudo que formalizou esses escores foi feito com base em 16 pesquisas anteriores, que, no total, possuem mais de 1 milhão de participantes. A pesquisa foi publicada pela revista científica “The Lancet” em uma série de artigos relacionados à atividade física.
Segundo Hallal, coordenador desse projeto da revista britânica, a publicação próxima à Olimpíada consegue atrair atenção para a pandemia de inatividade física pela qual passa o mundo.

PIOR QUE TABACO
Em um dos artigos da série de 2012, calculou-se que mais de 5 milhões de pessoas morrem, anualmente, por falta de exercício físico. “Isso é comparável às mortes devido ao tabaco anualmente e é muito mais do que as mortes por Aids [1,2 milhão em 2014], por exemplo”, diz o professor.
Outro achado aferiu a fração de adultos e adolescentes que são inativos fisicamente: 23% e 80%, respectivamente.
O alarmante índice de inatividade entre os adolescentes é devido a diferença do critério para os dois grupos. Enquanto os adultos ativos praticam 150 minutos de atividades moderadas por semana (o que equivale a 30 min por dia, de segunda a sexta), o sarrafo para adolescentes é mais acima –300 minutos por semana, ou 1h por dia útil. “Hoje em dia há muita tela e pouco movimento, comenta Hallal.
As consequências na saúde também são mensuráveis. Um em cada dez casos de câncer de colo e de mama poderia ser evitado se todos praticassem exercícios. O mesmo raciocínio vale para doenças coronarianas, diabetes e até demência.
A pergunta de um milhão de dólares é: como convencer as pessoas a desligar a TV, sair de casa e praticar exercícios?
Ninguém ainda achou a resposta, mas Hallal diz que a oferta de atividades e a comunicação devem ser melhoradas. “Não dá para vender a atividade física como remédio, tem que ser algo prazeroso e acessível. As pessoas não têm que pensar que precisam fazer uma hora de musculação ou algo que considerem chato. Se elas forem de bicicleta para o trabalho, já é o suficiente.”
Em um dos artigos da série de 2016, foi quantificado o prejuízo financeiro trazido pela falta de exercícios: US$ 53,8 bilhões (R$ 172 milhões). Desse total, 58% foi arcado pelo setor público.
O investimento do Brasil para realizar uma Olimpíada está calculado em US$ 11,6 bilhões. Infelizmente, no que diz respeito à prática de atividade física, não há evidências científicas claras de que haja um legado olímpico positivo ou negativo.

12.615 – Saúde – Fisiculturista morre de câncer pelo abuso de esteroides e dieta de 10.000 calorias diárias


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Dean Wharmby, 39 anos, de Greater Manchester, Reino Unido, dedicou vários anos de sua vida à melhora de seu físico.
Para ganhar peso ele devorava uma série de junk food e lanches calóricos, além de fazer uso de esteroides. Logo, ele acabou desenvolvendo problemas de saúde, e em 2010, descobriu ter um tumor em seu fígado. Naturalmente ele interrompeu o uso dos esteroides e apelou para a medicina. Apesar de lutar expressivamente contra a doença, o tumor agressivo acabou resultando na morte do fisiculturista.
Conforme reportado pelo Mail Online, Dean chegava a beber até 8 latas de energético por dia para conseguir ganhar peso. Obcecado pelo corpo ideal ele chegava a ingerir diariamente uma dieta de 10.000 calorias, que incluíam hambúrgueres, pizzas e bacon. Além disso, também fazia o uso de anabolizantes com a finalidade de esculpir os músculos.
Após dedicar cinco anos de sua vida a essa rotina, ele descobriu o tumor maligno em seu fígado. No entanto, se recusou a fazer as sessões de quimioterapia, optando por curas espirituais, incluindo reiki. Dean chegava a ingerir até 200 comprimidos naturais por dia. Por um certo tempo, seu corpo até respondeu bem ao tratamento, fazendo o tumor regredir e eventualmente desaparecer.
Curado, ele resolveu retomar seus antigos hábitos. Em 2013, enquanto trabalhava em uma academia como treinador, ele acabou entrando em colapso, precisando ser levado às pressas para um hospital. Assim, no ano seguinte ele voltou ao seu estilo de vida saudável, mas as coisas, novamente, começaram a dar errado. Em novembro, ele estava hospitalizado e os médicos informaram a família que ele tinha apenas três semanas de vida.
O tumor havia crescido de tal forma que era impossível para os médicos operá-lo. Assim, aos 39 anos de idade o fisiculturista acabou morrendo. De acordo com a legista do caso, Lisa Hashmi, a causa direta de sua morte foi uso contínuo de esteroides. Além disso, com o grande consumo de açúcar que ele tinha todos os dias (provenientes da alimentação e das bebidas energéticas), seu corpo foi intoxicado com este excesso, o que propiciou um aumento agressivo do tumor.
Como é de conhecimento geral, o uso de esteroides pode ser bastante prejudicial à saúde. Nos homens pode reduzir a contagem de espermatozoides, causar infertilidade, encolhimento dos testículos, disfunção erétil, calvície, acne e aumento do risco de câncer. Além disso, efeitos colaterais psicológicos também poder ser sentidos, como comportamento agressivo, mudanças de humor, comportamento maníaco, alucinações e delírios.

12.188 – Cientistas desenvolvem gadget que analisa suor e ajuda nas atividades físicas


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Uma pesquisa realizada por cientistas americanos da Universidade de Stanford e da Universidade de Berkeley promete mudar o conceito dos wearables fitness – gadgets que são acoplados ao corpo para ajudar os usuários na prática de atividades físicas. Os pesquisadores desenvolveram um dispositivo que analisa os componentes do suor das pessoas em tempo real.
Segundo o estudo, divulgado nesta semana pela publicação científica Nature, o monitoramento do suor pode ajudar a aprimorar e aumentar o rendimento durante os exercícios físicos. Médicos e atletas podem se beneficiar com os resultados do dispositivo ao avaliar e analisar, por exemplo, a fadiga muscular e os níveis de hidratação do corpo durante a prática esportiva. Essas informações estão nas substâncias secretadas pelas glândulas sudoríparas. Substâncias que, quando bem equilibradas, podem aprimorar o rendimento do corpo.
O aparelho, testado em uma faixa que envolve a cabeça, consegue captar os dados por meio de cinco sensores, que enviam as informações obtidas nos dejetos do suor para um smartphone integrado com o dispositivo via wireless, de acordo com o site The Verve. A ideia ainda não tem fins comerciais, portanto não há um parceiro que viabilize o projeto para o mercado. Mas os cientistas dizem que futuramente o recurso pode ser usado em smartwatches.
Wearables – Atualmente, os wearables se dividem basicamente em pulseiras e relógios inteligentes. No entanto, esses dispositivos, em sua maioria, se limitam em fornecer alguns recursos como batimento cardíaco e contador de passos. A tendência é que apareçam outras funcionalidades para esse tipo de tecnologia.

10.842 – Pra quem quer moleza – Cientistas querem desenvolver bebida que substitua exercícios


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Cientistas da Universidade de Sidney conseguiram, pela primeira vez, registrar mais de mil trocas moleculares que acontecem no corpo humano durante atividades físicas. Isso abre precedentes para que se desenvolva uma droga – ou algum alimento artificial – que simule essas mudanças sem que a pessoa precise levantar do sofá.
A pesquisa analisou os músculos de voluntários sedentários depois de 10 minutos de exercícios intenso e percebeu que movimentar o corpo dispara uma cadeia de reações antes desconhecidas – boa parte delas em funções que controlam o metabolismo energético e a sensibilidade para a insulina. “Com a descoberta, provamos que qualquer droga que tente simular exercícios vai ter de alterar múltiplas moléculas ao mesmo tempo – talvez até alterar combinações de moléculas que trabalham juntas. Acreditamos que essa seja a chave dos benefícios da atividade física”, disse David James, o responsável pela pesquisa.
Mas, se você já estava ligando para a academia e cancelando a sua assinatura, espere um pouco. A ideia de recriar os efeitos da atividade física por meio de uma droga artificial não é voltada para os sedentários – mas para quem não pode se movimentar. A bebida será voltada para idosos, doentes, pessoas com deficiência ou problemas respiratórios, que não podem praticar exercícios normalmente. Ou seja, você não vai escapar de suar a camisa tão cedo.

11.499 – Fitness – A ciência manda pegar leve


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Ninguém precisa se conformar com barriga flácida ou pernas finas. Mas, do jeito como a ginástica vem sendo praticada por aí, além de se machucar, seu corpo pode não entrar na melhor forma. Por isso, médicos e professores de Educação Física alertam: cuidado com as academias. A maioria ainda não entrou na era dos exercícios inteligentes.
As aparências enganam o 1 milhão de brasileiros que passam horas em cerca de 15 000 academias espalhadas pelo país. Em algumas delas, aparelhos gigantescos com luzes piscando fazem os mais franzinos se sentirem Rambos e dão a impressão de que ali está a mais alta tecnologia para atingir a boa forma física. Mas, atenção, os equipamentos de última geração são fantásticos desde que bem aplicados, o que nem sempre acontece. Prova disso é que muitos centros da boa forma endossam, quando não estimulam, que seus alunos passem mais de 3 horas malhando. Um erro da pesada.

Um Brasil de mil formas e vaidoso
“O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de aparelhagem de ginástica”, conta o técnico da seleção brasileira de triatlo, acostumado a uma rapaziada fanática que corre, nada e pratica ciclismo com garra olímpica. “Era de se esperar que eu defendesse os treinos pesados. Mas sou contra”, diz. “O que já estraga o corpo do atleta só pode ser péssimo para gente comum.”
Reis é um dos coordenadores do Projeto Acqua, em São Paulo, academia especializada nos esportes aquáticos. A especialidade do técnico são os exercícios aeróbicos, aqueles que exigem mais resistência do que força e botam coração e pulmão em ordem. “Um executivo não precisa pedalar mais do que 40 minutos por dia em uma ergométrica”, garante. “Esse tempo já lhe dá um ótimo fôlego.”
Para o fisiologista Turíbio Leite, da Universidade Federal de São Paulo, todo erro está no programa de exercícios. “Além de não impor várias horas de dedicação, ele deve considerar a heterogeneidade dos brasileiros”, explica. “Diante da nossa mistura de raças, é irresponsável fazer uma média da população para estabelecer metas de peso, medidas e mesmo capacidade respiratória, pois a gente sabe que ela também varia de acordo com os genes. No Brasil, mais do que em qualquer outro canto, vale o ditado de que cada caso é um caso.”

Derretendo a gordura
Outro erro comum nos templos da vaidade é não dar exclusividade para os exercícios aeróbicos, como correr, nadar ou pedalar, em uma fase inicial do treinamento. “Começar com aparelhos pode ser perda de tempo”, afirma Turíbio. Ocorre que os chamados aeróbicos são muito mais eficientes em derreter as gordurinhas extras: meia hora de caminhada consome o dobro de calorias que meia hora fazendo os dolorosos abdominais. Ou seja, a barriga de quem anda vai embora mais depressa. “Eliminada a gordura é que se pode notar, depois, músculos bem definidos.”

Os aparelhos definem os músculos
Os músculos precisam que o coração mande mais sangue enquanto dão duro nos aparelhos. Suas fibras terminam a ginástica com microscópicas rupturas. Mas, passadas 24 a 48 horas de repouso, uma série de substâncias entram em ação para restaurar essas lesões. Elas tampam as rachaduras musculares com mais proteínas do que havia ali antes, prevendo outras sessões de esforços. Assim, a fibra reconstruída acaba sendo mais forte. “Os aparelhos modernos são projetados para isolar a porção do músculo onde a gente pretende que isso aconteça”, explica o treinador paulista José Carlos Altieri, que fortaleceu seu currículo com mais de vinte cursos de especialização em definição muscular. “Assim, conseguimos resultados melhores” (veja quadros).

Quando a Genética é o limite
Na nova era da boa forma, é possível moldar o corpo até os limites da Genética. “Quem nasceu com tendência a ter quadris largos poderá fortalecer a musculatura torácica”, exemplifica Altieri. “Assim, o peito ficará mais largo também, criando a impressão de um corpo mais proporcional e harmonioso.” Hoje, justamente porque os aparelhos isolam melhor os grupos musculares, o bom professor de ginástica olha para um aluno como um escultor, notando o que precisa aumentar e o que precisa diminuir para se aproximar dos contornos desejados.
Na maioria das grandes academias, porém, embora os alunos até façam testes de avaliação, eles ganham uma ficha com a mesma seqüência de exercícios do vizinho de sala de aula. “É um absurdo”, lamenta Altieri, que hoje se dedica a alunos particulares. Segundo o treinador, não existe corpo moldado sem levantar pesinhos. “A gente já está acostumado com o peso dos próprios braços e pernas. Por isso exercícios localizados sem sobrecarga não dão bons resultados.”
Nos últimos anos, porém, ficou claro que os efeitos são melhores quando essas cargas extras são pequenas. Pois, como mostrou um estudo realizado no início deste ano pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, o peso mais leve faz o indivíduo agüentar muitas repetições. Essa insistência, por sua vez, aumenta ainda mais o fluxo de sangue para a região trabalhada. Com nutriente e oxigênio à vontade carregados pela circulação, o desempenho muscular é melhor (veja quadro à direita). As metas são atingidas mais depressa e, claro, o risco de lesões nas articulações despenca.

Vem aí o wellness
Há quem aposte, contudo, que o chamado fitness, a mania de conquistar a boa forma nas academias, será soterrado pela onda do wellness, termo que pretende designar bem-estar físico. “A idéia é de que todos podem ter saúde mexendo o corpo meia hora por dia”, explica o professor Luís Carlos de Oliveira, da Universidade do ABC, em São Paulo, e do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física São Caetano do Sul (Celafiscs), em São Paulo. Um dos maiores estudos a favor do wellness foi realizado por americanos da Universidade Harvard, chefiados pelo médico Ralph Paffenberguer.
O time de cientistas concluiu que o pulo do gato, capaz de diminuir em mais de 30% o risco de doenças ligadas ao sedentarismo, é sair da inércia e movimentar o corpo meia hora por dia. “Isso, em termos de saúde, é mais importante do que fazer aulas de ginástica três vezes por semana”, diz Oliveira (veja quadro abaixo). Segundo o médico do esporte Victor Matsudo, diretor do Celafiscs, essa meia hora diária não precisa ser ininterrupta. “Se alguém se exercita 10 minutos de manhã, mais 10 à tarde e 10 à noite”, exemplifica, “isso já basta.” Atividades mais pesadas exigem até menos tempo do que isso . “O melhor é que, diferente das academias, o wellness é acessível a todos, como crianças e idosos.”

11.390 – Trocar carro por bicicleta emagrece até 7 quilos em dois anos


ciclobike
Pelo menos é o que mostra um novo estudo do periódico científico Journal of Epidemiology & Community Health.
Durante o período de dois anos, os participantes deram informações sobre seu peso, altura, hábitos de vida e o principal meio de transporte utilizado para ir ao trabalho. Dos 3 269 voluntários, 109 haviam trocado o carro pela bicicleta ou pela caminhada e 70 deles pelo transporte público. De forma geral, os pesquisadores descobriram que aqueles que optaram pela mudança, houve redução de pelo menos um quilo no peso corporal original. Quanto maior a distância do trajeto, maior o emagrecimento, claro. Os estudiosos chegaram à conclusão de que é possível perder, sim, até sete quilos em dois anos, se o percurso for de ao menos 30 minutos.
Sedentarismo mata duas vezes mais que obesidade, diz estudo
O número de mortes relacionadas ao sedentarismo é duas vezes maior do que as ligadas à obesidade, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Cambrigde, na Inglaterra, publicada nesta quarta-feira no periódico American Journal of Clinical Nutrition. O estudo ainda constatou que caminhar 20 minutos por dia pode reduzir a mortalidade em pessoas com menos de 65 anos, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento de doenças do coração e câncer.

11.385 – Fitness – Creatina, ingerida em suplementos por usuários de academia, pode provocar câncer de testículo


fitness na idade avançada
Não existe milagre

A pesquisa descobriu uma ligação entre os compostos contendo creatina ou androstenediona.
Os homens que começaram a tomar os suplementos antes dos 25 anos, e utilizaram mais de um tipo, por três anos ou mais, eram mais propensos a serem diagnosticados com câncer.
O professor Tongzhang Zheng, que liderou o estudo na Universidade de Yale, antes de ingressar na Universidade Brown, disse: “A relação observada foi forte. Se você usou anteriormente, o risco era mais elevado. Se você usou por um longo período de tempo, você também tinha um risco mais elevado. Se você usou vários tipos diferente, também”.
A pesquisa marca o primeiro estudo epidemiológico analítico da possível ligação entre suplementos e câncer testicular. Os pesquisadores investigaram a possível ligação após evidências passadas sobre alguns ingredientes de suplementos danificarem os testículos. A incidência de câncer testicular aumentou de 3,7 casos em 100.000 em 1975, para 5,9 casos em 100.000 homens em 2011, disse o professor Zheng.
Porém, os cientistas não têm certeza do que está por trás do aumento. “O câncer de testículo é muito misterioso. Nenhum dos fatores que temos como suspeitos, podem explicar o aumento”, disse Zheng.
O professor Russ Hauser, da escola de Harvard de saúde pública e um colaborador do estudo, disse: “Nosso estudo descobriu que o uso de suplementos foi relacionado a um risco maior de desenvolver câncer de testículo. Estes resultados são importantes porque existem poucos fatores de risco modificáveis ​​identificados para o câncer testicular”.
Os pesquisadores realizaram testes detalhados em cerca de 900 homens de Massachusetts e Connecticut. Desses, 356 foram diagnosticados com câncer de células germinativas testiculares, e 513 não tinham a doença. Nas entrevistas, os cientistas pediram aos homens, não só informações sobre o seu uso de suplementos, mas também sobre uma grande variedade de outros fatores de risco, incluindo fumar, beber, hábitos de exercício, histórico familiar e lesões anteriores nos testículos ou virilha.
Depois de contabilizar esses fatores, bem como idade, etnia e outros dados demográficos, os pesquisadores descobriram que os homens que usaram suplementos foram 65% mais propensos a desenvolver câncer de testículo.
As chances aumentaram em 177% entre os homens que usaram mais de um tipo de suplemento. Em homens que usaram os suplementos de fortalecimento muscular por três anos ou mais, o risco de câncer foi 2,56 vezes maior do que aqueles que nunca tomaram as substâncias. Aqueles que começaram a usar suplementos com 25 anos ou menos, tiveram risco 2,21 vezes maior do que os não-usuários.
Eles acrescentaram que mais pesquisas são necessárias para estabelecer um nexo de causalidade entre suplementos e câncer testicular, mas cautela é recomendável pois onde há fumaça há fogo. O estudo foi publicado no British Journal of Cancer.

11.350 – Quer emagrecer? Esqueça exercícios: a solução é comer bem, dizem médicos


Não adianta cometer excessos na dieta pensando que vai ser possível compensá-los na academia.
Esse é o apelo publicado por médicos e especialistas no periódico “British Journal of Sports Medicine”, na última quinta-feira. Para eles, quem quer emagrecer deve se preocupar muito mais com a quantidade de calorias ingeridas do que com a qualidade de calorias gastas.
Isso fica evidente, por exemplo, quando pensamos nas mais de mil kcal calorias ingeridas em uma modesta ida ao cinema, com o consumo de um balde de pipoca e um copo de refrigerante.
Para gastar tal energia, seriam necessárias mais de duas horas de caminhada em velocidade moderada, a uma velocidade entre 5 km/h e 6 km/h, para uma pessoa que pesa 80 kg. Se a pessoa estiver correndo, precisará de cerca de uma hora e meia de atividade.
“Minha maior preocupação é que a mensagem que está sendo transmitida ao público sugere que você pode comer o quanto quiser, desde que se exercite”, afirmou à BBC o cardiologista britânico Aseem Malhotra, um dos autores do artigo.
Segundo ele, muitos pacientes são injustamente levados a acreditar que não conseguem perder peso porque não se mexem o suficiente. Seria muito melhor, afirma, que elas simplesmente parassem de ingerir alimentos calóricos e especialmente bebidas açucaradas, como refrigerantes ou sucos de caixinha.
Nabil Ghorayeb, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, concorda com o artigo, em partes. “Se você tem uma alimentação desregrada, aí não tem muito o que fazer, mas mesmo quem tem uma dieta controlada e não pratica exercícios perde os benefícios que eles trazem.”
Os pesquisadores que escreveram o artigo não questionam que, embora os exercícios físicos “não promovam perda de peso”, eles têm outros benefícios muito importantes para a saúde.
“O sedentarismo é um fator de risco para doenças cardiovasculares”, lembra Nabil Ghorayeb. A prática de atividade física aumenta a produção de moléculas que evitam a deposição de gordura nas artérias.
Além disso, a atividade física ajuda no controle da pressão arterial e aumenta os níveis de colesterol “bom”, o HDL –embora os exercícios tenham pouca influência sobre os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, ligado ao consumo de gordura saturada.

exercicios

controvérsias
Susan Jebb, professora da Universidade Oxford, apontou vários estudos que comparam grupos de pacientes que só mudaram de hábitos alimentares com aqueles que fizeram isso e também passaram a fazer exercícios. Segundo ela, quem combina as duas iniciativas perde mais peso tanto no curto prazo, nos primeiros seis meses, quanto no longo prazo.
É a opinião também de Ricardo Nahas, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho de São Paulo. “Até dá para controlar a obesidade só mudando a dieta, mas o exercício facilita muito.”

11.300 – Saúde – Acelere o Metabolismo e Emagreça


fitness
“É possível acelerar o metabolismo com medidas como mudanças na alimentação e prática de atividade física”, diz Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Se uma pessoa tem um metabolismo lento por natureza, precisará fazer mais alterações no seu estilo de vida para ver resultados.”
O metabolismo se refere à quantidade de calorias que o organismo gasta para desempenhar suas funções, como respirar, bombear sangue e praticar atividade física. Acelerá-lo significa fazer com que o organismo use mais energia para realizar o mesmo trabalho.
Existem três tipos de metabolismo: metabolismo de repouso, termogênese alimentar e metabolismo de atividade física. O de repouso, também chamado de basal, corresponde ao gasto necessário para manter as funções básicas, como o batimento cardíaco. “A taxa metabólica de repouso equivale de 60 a 70% do gasto energético do dia. Ela depende da genética e de fatores modificáveis, como a quantidade de massa muscular do corpo”, explica o endocrinologista Marcio Mancini, membro do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Uma das principais formas de acelerar o metabolismo basal é aumentar a massa magra, pois, para se manter ativo, o músculo gasta mais energia do que outros tecidos, como a gordura.

Já a termogênese alimentar, que responde a 10% da energia gasta pelo organismo durante o dia, se refere às calorias necessárias para realizar a digestão, da mastigação à secreção de enzimas digestivas. “É por isso que comer de três em três horas é importante. Digerir, absorver e metabolizar os alimentos faz o corpo gastar energia”, diz Tarissa Petry.
Por fim, a taxa metabólica de atividade física é a mais variável: consome de 20 a 30% do gasto calórico diário. “Quanto mais atividade você faz, mais calorias pode queimar e mais acelerado fica o seu metabolismo”.

Tomar água
Ao entrar no organismo, a água precisa ser ajustada para a temperatura do corpo. O organismo gasta energia para fazer equilíbrio térmico. “Além disso, tomar água cerca de uma hora antes das refeições faz a pessoa comer menos”, diz o endocrinologista Marcio Mancini, membro do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Colocar pimenta na comida
A capsaicina, uma substância responsável pelo ardor de alimentos apimentados, como a pimenta, é capaz de acelerar o metabolismo em até 20%. Ela estimula a liberação de adrenalina e, consequentemente, aumenta os batimentos cardíacos, atividade que demanda energia.

Consumir mais proteína
Alimentos ricos em proteína, como carnes, leite e ovo, são mais difíceis de serem digeridos do que carboidratos e gorduras. Por esse motivo, a digestão de proteínas consome mais calorias, e aumenta o metabolismo. A recomendação é ingerir de 1 a 1,4 gramas de proteína por quilo de peso.

Fazer treino intervalado
O treino intervalado é um método de treinamento que consiste em alternar o exercício entre intensidades muito altas (até 90% da frequência cardíaca máxima) e baixas a médias (não ultrapassando 70% da frequência cardíaca máxima), por, no máximo, 30 minutos. Esse treino faz com que o corpo continue queimando calorias por até uma hora depois da atividade, o que eleva o metabolismo e favorece o emagrecimento.
Tomar café da manhã influencia a velocidade do metabolismo ao longo do dia. De acordo com Francisco Tostes, endocrinologista da Clínica Helena Costa, no Rio de Janeiro, depois de um jejum noturno que varia de 8 a 12 horas, o corpo precisa de combustível. “Se não nos alimentamos, pode ocorrer catabolismo muscular, que é quando o organismo queima músculo para obter energia. A consequência é um metabolismo desacelerado”, diz Tostes. Um café da manhã rico em fibras, proteínas e frutas é ideal para quebrar o jejum.
O stress faz com que o corpo secrete altos níveis de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal e aumenta a fome. Não por acaso, uma recente pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, comprovou que dias estressantes desaceleram o metabolismo. Por isso, controlar os nervos ajuda a emagrecer.

Dormir bem
Uma noite mal dormida atrapalha a produção de diversos hormônios. “Não dormir no mínimo oito horas por noite afeta, por exemplo, a produção de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal”, diz Danilo Romano, médico endocrinologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Praticar musculação
Trocar a gordura do corpo por músculo, por meio de musculação, por exemplo, é uma estratégia de acelerar o metabolismo. Quanto mais músculos o corpo tiver, mais calorias serão gastas, porque o músculo é o tecido que mais necessita de energia para manter-se ativo.

Comer de três em três horas estimula a termogênese alimentar, referente à quantidade de calorias que o corpo gasta para digerir, metabolizar ou armazenar os nutrientes. “Fracionar a dieta é importante tanto para evitar que a pessoa sinta muita fome e exagere na próxima refeição quanto para acelerar o metabolismo”, afirma Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

11.034 – Nutrição – O que acontece com a gordura que o corpo queima?


Depois de questionar médicos, nutricionistas e outros profissionais da saúde sem obter resposta satisfatória, Meerman montou uma equipe com o professor Andrew Brown, diretor da Escola de Biotecnologia e Ciências Biomoleculares da Universidade de New South Wales (UNSW) para rastrear o destino dos quilogramas perdidos.
O resultado foi publicado no British Medical Journal. No artigo, os autores mostram que 10 kg de gordura requerem 29 kg de oxigênio, e os processos metabólicos transformam esta gordura em 28 kg de CO2 e 11 kg de água.
im, caros leitores, a gordura vira CO2 e sai pelo seu nariz. Se você rastrear cada átomo de 10 kg de gordura, 8,4 são exalados como gás carbônico pelos pulmões. Os 1,6 kg restantes são convertidos em água e são excretados na urina, fezes, suor, hálito, lágrimas e outros fluidos corporais.
E agora, você vai respirar mais para perder peso? Não vai funcionar, lamento dizer. Se você respirar mais que o necessário para o seu metabolismo, vai sofrer hiperventilação, que pode resultar em tontura, palpitação e perda de consciência.
Será que o CO2 que você está exalando enquanto emagrece vai contribuir para o aquecimento global? Se você estava contando com esta desculpa para não fazer uma dieta, novamente tenho más notícias. O CO2 que está causando o aquecimento global vem da queima de combustíveis fósseis.
O carbono que você está liberando na respiração muito provavelmente estava na atmosfera alguns meses ou anos atrás, até ser absorvido por uma planta e cair no seu prato na forma de salada ou açúcar ou algum produto vegetal, ou até mesmo na forma de carne e gordura animal.
A esperança dos autores é que os resultados de seu trabalho sejam incluídos nos cursos básicos de ciências, para que as crianças e os profissionais de saúde não andem com ideias erradas sobre o destino da gordura que é perdida em dietas (como dizer que ela vira calor ou energia).

10.912 – Fitness – 3 exercícios que não valem a pena ser feitos, aprenda a substituí-los


Praticar algum tipo de atividade física é sempre uma boa ideia. Quando seu corpo se exercita, sua circulação sanguínea melhora, seu cérebro libera substâncias que vão fazer com que você se sinta bem, feliz e disposto, seus músculos se fortalecem e, se esse for um dos seus objetivos, seu corpo pode ficar mais bem definido.
O que muita gente nem faz ideia é que alguns exercícios físicos famosos entre quem frequenta a academia parecem ter mais efeitos negativos do que positivos. A seguir, confira alguns exercícios que poderiam ser dispensados e trocados por outras atividades. As dicas são do The Active Times:

Problema: abdominais
Todo aquele seu sofrimento na academia para deixar a barriga impecável talvez não seja assim tão eficiente. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de São Diego, nos EUA, o exercício abdominal tradicional é o menos eficaz para quem quer fortalecer os músculos da região. Vixe!
E não é só isso! O movimento de deitar e levantar requer mais energia dos músculos frontais do que dos oblíquos, o que pode deixar seu corpo desproporcional. Será?
Solução: a prancha
Esse exercício exige muito mais de seus músculos abdominais do que o primeiro e, por isso, é mais eficiente. Além de tudo, essa posição é a mais adequada para diminuir as dores nas costas, que muitas vezes são causadas por exercícios físicos. Isso acontece porque durante a prancha seus músculos abdominais ficam contraídos e acabam se fortalecendo, deixando a coluna no lugar.

abdominal

Problema: aparelhos para peitoral – ou “pec deck”
Ainda que os exercícios de pec deck sejam ótimos para fortalecer a musculatura do peito, pesquisadores descobriram, recentemente, que o aparelho coloca as articulações dos ombros em uma posição bastante vulnerável, o que pode provocar lesões graves. Por isso a importância de ter sempre um bom instrutor por perto e não querer bancar o independente.

Solução: Crossover
Essa atividade trabalha os mesmos músculos exercitados pelo pec deck, de uma maneira rápida, efetiva e saudável, sem comprometer seus ombros. Fica a dica de substituição, caso você ache que vale a pena.

crosover

Problema: Supino
Um dos favoritos de quem busca fortalecer os músculos do peitoral e do tríceps é também considerado o responsável por causar lesões nos ombros. Isso acontece porque o exercício limita os movimentos naturais das omoplatas, deixando toda a região mais suscetível a lesões. Alguns especialistas acreditam que o supino é um dos exercícios mais perigosos.

Solução: Flexão
Na dúvida, prefira fazer flexões, que são muito mais seguras e igualmente eficazes no fortalecimento muscular do tríceps, dos ombros e do peitoral. Sem colocar sua saúde em risco.

Fonte: The Active Times

10.745 – Ciclismo – Porque pedalar é bom para todos


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Andar de bike é bom para o ciclista e também para quem não pedala. Pode soar apenas como filosofia de amantes de bicicletas. Só que um recente estudo encomendado pela respeitada organização não governamental do Reino Unido Britsh Cycling garante que esse pensamento faz todo o sentido. A socióloga, especialista em transportes e autora do tratado, Rachel Aldred, prova por A mais B que andar de bicicleta nas cidades traz benefícios até mesmo para quem nunca subiu numa bike, nem pretende subir.
O veredicto final do estudo chamado Benefits of investing in cycling (Benefícios de investir no ciclismo): a autora acredita que o que ela chama de “ciclismo de massa” pode aliviar as contas do National Health Service (NHS) – o Sistema Nacional de Saúde britânico – em uma dezena de bilhões de libras em duas décadas, evitar 500 mortes anualmente nas ruas e reduzir drasticamente os níveis de poluição sonora e atmosférica.
Como a doutora Rachel Aldred chegou a essa conclusão: sabe-se que a obesidade e as doenças associadas à inatividade nas grandes cidades estão levando a uma sobrecarga nos sistemas de saúde pública. “Mais gente pedalando e caminhando em áreas urbanas na Inglaterra e no País de Gales, tanto quanto em Copenhague faria com que o NHS economize 17 bilhões de libras em 20 anos”.
Menos carros também significam barulho de menos. Ela cita em sua pesquisa um estudo canadense dando conta de que a população que vive em cidades barulhentas por causa do trânsito de automóveis tem 22% mais chances de morrer por doenças do coração.
– Cada vez mais pessoas pedalando ajudaria a resolver inúmeras questões sociais e os benefícios seriam sentidos por todos, mesmo aqueles que ainda não andam de bike;
– Além de economizar muito dinheiro para os sistemas de saúde o ciclismo de massa pode aumentar a mobilidade das famílias mais pobres;
– Ciclovias ajudam a aumentar as vendas no comércio, ao contrário do que se pensa;
– Estacionamentos para bicicletas ocupam 8 vezes menos espaço do que os dos carros, ajudando a liberar áreas nas cidades;
– Substituir apenas 10% das viagens de carro por bicicletas reduziria a poluição do ar e economizaria 400 anos de vida produtiva;
– Adotar as rígidas normas holandesas de segurança pode reduzir acidentes com ciclistas em dois terços;
– A bicicleta pode melhorar o bem-estar psicológico;
– Planejar bem o ciclismo nas cidades permite o uso mais eficiente da rede de transportes públicos;
– Mais ciclistas nas ruas são mais pessoas se exercitando e fazendo uma população mais saudável;
– Mais ciclistas podem fazer as ruas mais seguras para todos;
– O ciclismo promove independência na juventude e em idades mais avançadas;
– Investir em bicicletas pode impulsionar a atividade econômica local;
– Bons projetos para o ciclismo ajudam a criar cidades mais agradáveis e habitáveis.
Se todas essas vantagens valem para o Reino Unido certamente valerão para as cidades brasileiras.

10.635 – A Casa do Terror – Escola Pública de Manhattan 186


Visual externo da sinistra escola
Visual externo da sinistra escola

Você não precisa sobreviver ao apocalipse para ver como as grandes cidades vão ficar depois dele. Você pode simplesmente observar exemplos do mundo pós-apocalíptico escondidos bem no meio da nossa civilização:
É hoje um prédio abandonado tomado por árvores que crescem para fora das janelas e atestam o fato de que ninguém usa o local há mais de 40 anos. Dentro, pilhas de escombros e cadáveres de animais espalhados completam o look sinistro. A escola, aberta em 1903, começou a ter problemas na década de 1970. Como não atendia aos códigos de segurança contra incêndios, as portas do piso térreo tinham que permanecer abertas o tempo todo para garantir que as crianças não ficassem presas. Essas portas abertas atraíram criminosos que roubavam os pais dos alunos, e uma professora auxiliar chegou até a ser estuprada em sala de aula. Quando os inspetores de incêndio constataram que o alarme da escola não funcionava, em 1972, o prédio declarou seu fim, finalmente fechando em 1975. A escola deveria ter sido renovada em 1980, mas o “Boys and Girls Club of Harlem“, que comprou o edifício, decidiu demoli-lo em vez disso. Moradores pediram para salvar o prédio, mas os proprietários disseram que ficaria muito caro. Enquanto o embate segue, o local parece cada vez mais com um estúdio de filmagem de “Eu Sou a Lenda”.

10.560 – SARCOPENIA – O Envelhecimento e a Perda da Massa Muscular


fitness na idade avançada
Sarcopenia é a perda de massa e função muscular, e é uma conseqüência importante do envelhecimento. O predomínio de sarcopenia, dependendo da definição usada, varia de 10% a 30% em homens na faixa dos 60 anos e em mulheres na faixa dos 50 anos. A causa da diminuição na massa magra está na perda de massa muscular; há uma pequena mudança na massa magra não muscular.

Entre 20 e 80 anos de idade, o declínio cumulativo na massa muscular do esqueleto equivale a 35% a 40%. A perda de massa muscular não resulta em perda de peso, devido à natural substituição correspondente de gordura corporal.
A perda de massa muscular resulta de uma diminuição do número e da área da seção transversal das fibras musculares. Há uma atrofia, principalmente da contração muscular rápida, nas fibras do tipo II, e há um aumento em gordura intramuscular e no tecido conjuntivo. Essas mudanças reduzem o volume de tecido contrátil disponível para locomoção e para as funções metabólicas. O envelhecimento está associado com a síntese reduzida de proteínas musculares do esqueleto, com as cadeias pesadas de miosina e com as taxas de síntese atenuadas, os quais são importantes também para geração de adenosina trifosfato (ATP).
A perda de massa muscular que ocorre com o envelhecimento está associada à redução na força e potência muscular entre os 50 e 70 anos de idade, devido, principalmente, à perda de fibra muscular e à atrofia seletiva das fibras do tipo II. A perda de força muscular é ainda maior depois dos 70 anos; 28% dos homens com 74 anos não conseguem levantar sobre suas cabeças objetos com peso maior que 25 quilos. Com o aumento da idade, há uma redução progressiva na potência muscular, na velocidade da geração de força e na resistência à fadiga, que acabam diminuindo a capacidade de persistir em uma tarefa.
A perda de força e massa muscular leva a uma deterioração da função física, como indicado pela prejudicada habilidade de levantar de uma cadeira, subir degraus, acelerar o passo e manter o equilíbrio. A deterioração da função física contribui para a perda da independência, para a depressão e para o aumento do risco de quedas e fraturas no idoso.

Fique longe de mentiras sobre combate à gordura
Existe muita informação falsa sendo dada sobre como perder gordura apenas na parte central, como perder celulite, ou enrijecer certa área. O mito diz que se você exercitar mais tais áreas, você irá perder gordura naquela área. Isto não é o que ocorre. As pessoas precisam exercitar o corpo inteiro para estimular o processo de queima de gordura. Mulheres podem se livrar da celulite e homens podem se livrar da barriga de cerveja, mas isso não acontece exercitando apenas aquelas determinadas partes. Isto ocorre seguindo-se um programa completo – uma abordagem equilibrada e integrada – que traz o corpo de volta para onde ele supostamente deveria estar.

Levantamento de peso reduz a pressão sanguínea
Sabemos que exercícios aeróbicos e treinamento de resistência trabalham de mãos dadas para prevenir, reduzir, ou até mesmo eliminar doenças cardíacas, pois atuam no combate à diabetes (o fator de maior risco para doença cardíaca), ao colesterol alto, à pressão sangüínea, etc. Ambas as formas de exercício fortalecem o músculo cardíaco, fazendo-o trabalhar muito mais eficientemente.

É sabido que exercícios aeróbicos fazem um grande trabalho na diminuição da pressão sangüínea sistólica e que ajudam a reduzir a pressão sangüínea diastólica. Agora, uma pesquisa mais recente sugere que um programa regular de exercícios de resistência pode, de fato, diminuir a pressão sangüínea em repouso. As pessoas que participavam de um programa regular de treinamento com pesos, evidenciavam uma redução de cerca de três pontos na pressão sistólica e diastólica. Enquanto essas reduções possam parecer pequenas, as reduções pequenas como até dois pontos têm sido suficientes para reduzir a mortalidade por doenças coronárias.
Agora, médicos estão encorajando seus pacientes, tanto os de corações saudáveis (não importa a idade ou sexo) quanto os de problemas cardíacos, a usarem treinamento de resistência e treinamento aeróbico como parte do programa de prevenção ou tratamento de doenças do coração.

Mais uma vez, há razão para manter-se no levantamento de pesos, não somente por diversão, mas também por ser saudável.
“Metabolismo” é a energia que nós gastamos para manter todas as mudanças físicas e químicas em nosso corpo. Nossa “Taxa Metabólica” reflete o quão rapidamente nós usamos a energia armazenada. Esta taxa é influenciada por muitos fatores, incluindo genética, sexo, secreção hormonal, composição corporal, nosso biótipo e idade. A idade, nós não podemos controlar. Mas, na verdade, a idade tem um efeito mínimo sobre nossa Taxa Metabólica. No cálculo da Taxa Metabólica Basal de um homem de 20 anos de idade, pesando 75 quilos, comparado com a de um homem de mesmo peso, com 60 anos, usando fórmulas ajustadas à idade, o gasto de energia no descanso do homem de 20 anos é de 1750 calorias por dia, enquanto a do homem de 60 anos é de 1691 calorias por dia – somente 59 calorias a menos!
Mas a boa notícia é que nós podemos controlar muitos outros fatores, incluindo a massa mais magra (músculo) que temos e o número de calorias que queimaremos ao longo do dia. Podemos melhorar nossa composição corporal através de exercícios (treinamento de resistência e exercício aeróbico), o que fará com que aumentemos nosso gasto diário de energia e queimemos o excesso da mesma armazenada (gordura), caso o exercício seja intenso. Sabe-se que algumas substâncias ou hormônios, tais como os análogos da Leptina, Sibutraminas e drogas de prescrição para tratar Resistência a Insulina, têm sido mostrados como “queimadores de gordura” e consumidores de calorias. A supervisão de um médico é requerida para monitorar a dosagem dos suplementos e das drogas citadas.
Nós também podemos controlar nossa nutrição, a proporção de proteínas e gorduras em nossa dieta. Essas substâncias demandam muito mais energia (calorias) para serem metabolizadas.
Em um estudo recente, publicado no American Journal of Physiology, pessoas que se exercitavam e mantinham uma dieta rica em proteínas, queimavam mais gordura do que pessoas que seguiam uma dieta de proteínas próxima às recomendações diárias americanas. Os pesquisadores afirmaram que isto ocorreu, parcialmente, devido ao maior efeito térmico, ou o aumento no metabolismo, depois de comer. No grupo com dieta rica em proteínas, o efeito térmico foi elevado 42% depois de comer, comparado com 16% do outro grupo. Dado que este efeito, então chamado térmico ou calorífero, alcança seu máximo em uma hora depois da refeição, e tendo-se seis refeições ao dia, podemos tirar vantagem da maior Taxa Metabólica.
Assim, nós podemos aumentar nossa Taxa Metabólica e nos tornamos “máquinas queimadoras de gordura”. Isso é possível através de exercícios, suplementos, massa muscular e pequenas refeições freqüentes.

Exercício pode ser um antidepressivo potente
De acordo com um estudo lançado neste ano por pesquisadores no Duke University Medical Center, exercício pode ser benéfico para ajudar a eliminar sintomas de depressão.
Nesse estudo, 156 pacientes diagnosticados com a principal desordem depressiva (MDD) foram distribuídos em três grupos para avaliação: exercício, medicação, ou combinação de medicação e exercício. Os resultados mostraram que depois de 16 semanas, todos os grupos mostraram resultados similares, com melhoras significativas nas avaliações das depressões, incluindo o grupo que se exercitou sem o acréscimo da medicação.
“Uma das conclusões que podemos tirar disto é que o exercício pode ser tão efetivo quanto a medicação, chegando a ser uma alternativa melhor para certos pacientes”, diz o psicólogo e líder de estudo, Dr. James Bluementhal. Estas descobertas poderiam mudar a conduta com que alguns pacientes depressivos são tratados, especialmente aqueles que não estão interessados em tomar antidepressivos. Embora tenha sido provado que essas medicações são realmente efetivas, muitas pessoas querem evitar os efeitos colaterais ou estão procurando um meio mais ‘natural’ de se sentirem melhor”.
Enquanto os pesquisadores ainda não sabem precisamente por que os exercícios conferem tais benefícios, Dr. Bluementhal sugere seja porque os pacientes estão, na verdade, assumindo uma posição ativa e tentando melhorar.

O triste ponto inicial: não há modo fácil de ficar saudável
Pesquisadores da Universidade de Wisconsins-La Crosse foram incapazes de documentar a alegação de que máquinas poderiam enrijecer os músculos. Isto serve de evidência científica para assegurar as afirmações de muitos especialistas em aptidão física, de que dispositivos de estímulos elétricos não fortalecem ou tonificam os músculos enquanto você realiza atividades simples como ler um livro ou trabalha no computador, por exemplo.
Após oito semanas comparando pessoas que usaram dispositivos de estimulação elétrica dos músculos ,três vezes na semana e durante 45 minutos, àquelas que não realizavam o tratamento, os pesquisadores constataram que os 16 estudantes que usaram o dispositivo não sofreram alterações na musculatura.
Outro fato constatado foi o de que a maioria dos voluntários disseram que prefeririam ir a uma academia de ginástica, levantar peso por uma sessão média de 45 minutos.