13.379 – Quem foi Carl Von Linné?


lineu
Carl von Linné ou Carolus Linnaeus, é muitas vezes chamado o pai da taxonomia.
Ele foi um cientista sueco que lançou as bases para o esquema moderno da taxonomia.
Seu sistema para nomear e classificação de organismos ainda está em uso ainda hoje (com algumas alterações).
Suas idéias sobre a classificação influenciaram gerações de biólogos durante e após a sua própria vida, mesmo aqueles que se opõem às raízes filosóficas e teológicas de sua obra.

Carl Von Linné – Vida

Nascimento: 23 de maio, 1707.

Morte: 10 de Janeiro de 1778

Carlos Lineu (ou Carl Von Linné, ou Carolus Linnaeus) nasceu em 23 de maio, 1707, no Stenbrohult, na província de Småland, no sul da Suécia e oi o fundador do sistema moderno de classificação científica dos organismos.
Seu pai era Nils Ingemarsson Linnaeus, um ministro da igreja e botânico amador; e sua mãe era Christina Brodersonia.
Quando criança, Lineu foi criado para ser da Igreja, como seu pai e seu avô materno foram, mas ele tinha muito pouco entusiasmo pela profissão.
Seu interesse em Botânica, no entanto, impressionou um médico de sua cidade, e foi mandado para estudar na Universidade de Lund, e transferido para a Universidade de Uppsala depois de um ano.
Durante este tempo, Lineu se convenceu que os estames e pistilos das flores seriam as bases para a classificação das plantas e ele escreveu um curto estudo sobre o assunto que lhe rendeu a posição de professor adjunto. Em 1732, a Academia de Ciências de Uppsala financiou a sua expedição para explorar a Lapônia, então praticamente desconhecida. O resultado disso foi o livro Flora Lapônica, publicado em 1737.
Depois disso, Lineu se mudou para o continente. Enquanto estava na Holanda ele conheceu Jan Frederick Gronovius e lhe mostrou o rascunho de seu trabalho em Taxonomia, o Sistema Natural. Nele, as desajeitadas descrições usadas anteriormente – physalis amno ramosissime ramis angulosis glabris foliis dentoserratis – haviam sido substituídas pelos concisos e hoje familiares nomes “Gênero-espécie” – Physalis angulata – e níveis superiores eram construídos de uma maneira simples e ordenada. Embora esse sistema, nomenclatura binomial, tenha sido criado pelos irmãos Bauhin, Lineu é afamado por tê-lo popularizado.
Lineu nomeou os taxa em formas que lhe pareciam pessoalmente do senso-comum, por exemplo, seres humanos são Homo sapiens (veja “sapiência”), mas ele também descreveu uma segunda espécie humana, Homo troglodytes (“homem das cavernas”, nome dado por ele ao chimpanzé, hoje em dia mais comumente colocado em outro gênero, como Pan troglodytes). O grupo Mammalia é nomeado por suas glândulas mamárias porque uma das definições de mamíferos é que eles amamentam seus filhotes (dentre todas as diferenças entre os mamíferos e outros animais, Lineu deve ter escolhido esta por suas idéias sobre a importância da maternidade. Ele também fez campanha contra a prática de mães de leite, declarando que mesmo aristocratas deveriam ter orgulho de amamentar os próprios filhos.).
Em 1739, Lineu se casou com Sara Morea, filha de um médico. Ele conseguiu a cadeira de Medicina em Uppsala dois anos depois, logo a trocando pela cadeira de Botânica. Ele continuou a trabalhar em suas classificações, extendendo-as para o reino dos animais e dos minerais. A última parte pode parecer estranha, mas a teoria da Evolução ainda não existia – e na verdade, o luterano Lineu ficaria horrorizado com ela – e portanto Lineu estava apenas tentando categorizar o mundo natural de uma forma conveniente. Ele foi sagrado cavaleiro em 1755, recebendo o nome de Carl Von Linné.
O jardim botânico original de Lineu ainda pode ser visto em Uppsala. Ele também originou a prática de se usar os glifos de ? – (lança e escudo) Marte e ? – (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.
Lineu também foi instrumental no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, a qual tinha o 0° como ponto de congelamento da água e o 100° como o ponto de ebulição.
Sua figura pode ser encontrada nas atuais notas suecas de 100 krona.

Lineu foi um dos fundadores da Real Academia Sueca de Ciências, e faleceu em 10 de janeiro de 1778.
Carl Linné, conhecido por seu nome latinizado, Linnaeus, é considerado o pai da Taxonomia. Seu sistema de classificação, nomeando e ranqueando os organismos ainda encontra uso atualmente (amplamente modificado, é lógico).
Transferiu seu curso para a Universidade de Uppsala e gastava grande parte de seu tempo colecionando e estudando plantas, que eram sua paixão verdadeira. (Nota: no currículo de medicina daquela época, botânica era uma matéria importante, pois os médicos ministravam drogas obtidas de plantas medicinais…).
Linnaeus gostava tanto desta parte que, mesmo passando privações financeiras, organizou expedições botânicas e etnográficas na Lapônia e na região central da Suécia.
Em 1735 mudou-se para a Holanda para terminar o curso de medicina e continuar seus estudos. Neste mesmo ano publicou seu primeiro livro “Systema Naturae”. Apesar de continuar seus estudos de Taxonomia e Botânica, Carl ainda exercia a profissão de médico, tornando-se até médico da família Real Sueca.
Seus últimos anos de vida foram marcados pelo pessimismo e pela depressão. Morreu do coração em 1778…
O sistema criado por Linnaeus utilizava basicamente o sistema reprodutor das plantas como classificador, já os sistemas atuais seguem o modelo de John Ray (que utiliza várias evidências morfológicas de todo o organismo em todas as fases do desenvolvimento). A herança deixada por Linnaeus é a classificação hierárquica e o sistema de nomenclatura binomial (ex.: Homo sapiens)
Este sistema hierárquico agrupa os seres vivos em grupos cada vez mais abrangentes.

Por exemplo: O REINO animal contém a CLASSE dos vertebrados que contém a ORDEM dos primatas que contém o GENERO Homo e a ESPÉCIE Homo sapiens => esta é a localização do Homem.

Lineu foi evolucionista?
É verdade que ele abandonou suas primeiras idéias sobre a espécies, e é verdade que a hibridização produz novas espécies de plantas e, em alguns casos de animais. Porém para Lineu o processo de geração de novas espécies não era aberto nem ilimitado.
Qualquer nova espécie podiam ter se originado da primae speciei, a espécie original do Jardim do Éden, todavia formava parte do plano de criação de Deus, porque elas haviam estado sempre potencialmente presentes. Lineu notou a luta pela sobrevivência – uma vez disse que a Natureza era uma “tábua de açougueiro” e uma “guerra de todos contra todos”. O conceito de evolução aberta, não necessariamente governada por um Plano Divino e sem uma meta predeterminada, nunca ocorreu a Lineu; essa idéia o surpreendeu.
Principais Trabalhos de Lineu:

Sistema da Natureza, Leiden 1735; 10ª edição, Estocolmo 1758-9.
Biblioteca Botânica, Amsterdã 1736.
Fundamentos Botânicos, Amsterdã 1736.
Musa de Clifford, Leiden 1736.
Crítica Botânica, Leiden 1737.
Flora Lapônica, Amsterdã 1737.
Gêneros Vegetais, Leiden 1737; 5ª edição, Estocolmo.
Jardim Deleite do Clifford, Amsterdã 1737.
Horto do Clifford, Amsterdã 1738.
Ordens Vegetais (Classes Plantarum) Leiden 1738.
Flora sueca 1745 · Hortus uppsaliensis 1748
Filosofia Botânica 1751
Species plantarum 1753

Lineu deixou ao todo cerca de 180 trabalhos. Sua coleção botânica e biblioteca foi comprada (1783) a um seu filho, pelo médico inglês James Edward Smith, que fundou em Londres, em Burlington House, a Linnean Society (1788).

12.516 – Botânica – Árvore Dorme?


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Sim, as árvores também dormem. Em um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Ecológica de Tihany, na Hungria, um grupo de cientistas observou que os galhos ficam mais caídos no período noturno, como se elas dessem uma bela descansada enquanto o sol não está.
Para estudar a soneca vegetal, os pesquisadores queriam medir o quanto os galhos relaxam para baixo. O problema é que usar uma câmera com flash estava fora de questão, porque a luz poderia influenciar os resultados. Por isso, eles escanearam com laser duas árvores no escuro em intervalos de dez minutos desde o por do sol até o amanhecer.
Todo o processo foi feito com muito cuidado para que nada além da luz do sol interferisse no estudo: eles escolheram árvores em lugares com climas bem diferentes – uma na Austrália, outra na Finlândia -, realizaram o experimento na noite do equinócio (data em que o dia tem a mesma duração que a noite) e evitaram lugares com vento e chuva.
Comparados, as 154 imagens – 77 para cada árvore – mostraram que os galhos ficaram 10 cm mais caídos durante a noite, e voltaram ao normal assim que os primeiros raios de sol surgiram no horizonte. É como se a planta ficasse dormindo a noite toda e só acordasse de manhã (muito mais do que nós, humanos).

12.122 – Curiosidades – A árvore mais antiga do mundo


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Apelidada de “Velha Tjikko” em homenagem à husky de estimação de Kullman, o pesquisador que a encontrou, a árvore mais antiga do mundo, descoberta em 2004, continua viva e crescendo normalmente. Sua idade, estimada em 9.500 anos, foi descoberta por meio de testes com carbono-14. Desde então, Tjikko vem sendo acompanhada regularmente por pesquisadores da região.
De acordo com Kullman, o tronco da árvore, uma pícea-norueguesa, revela que sua estatura baixinha (“praticamente um bonsai”) foi determinante para sua longevidade: “árvores grandes não vivem tudo isso”, constatou o estudioso de Tjikko.

11.584 – Ambiente – Orquídeas de pedra, uma impressionante vitória da teimosia sobre a adversidade


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As orquídeas que se ancoram nas rochas escaldantes da Chapada Diamantina – uma ponta da Serra do Espinhaço, que rasga a terra da Bahia até Minas Gerais – são obstinadas além dos limites.
Bravas e exuberantes, florescem com quase nada de alimento e água, conjugando o vigor com a beleza. Ao contrário das outras espécies da família – que cravam suas raízes na segurança da terra úmida ou se apegam à sombra fresca de um tronco de árvore –, elas se agarram às pequenas reentrâncias da pedra áspera e resistem. “As raízes aproveitam um pouco da água de chuva que escorre pela rocha e a acumulam nos caules”, explica o botânico Fábio de Barros, chefe do orquidário do Instituto de Botânica de São Paulo. São flores de pedra.
Abelhas não vêem bem as cores, mas são atraídas por desenhos. São elas que espalham o pólen de algumas orquídeas (como esta Cyrtopodium fedmundoi ). É para atraí-las que ela tem pintinhas coloridas
Os caules grossos das flores de pedra garantem o armazenamento de água. A cor avermelhada (desta Cattleya elongata) reflete os raios quentes do sol
As flores se adaptam à falta d’água. Mas, na chapada, também chove forte. Elas suportam o excesso de umidade e aproveitam para acumular o líquido.
As soluções da natureza para estocar água são engenhosas. Os caules das orquídeas da chapada são mais espessos, para guardar mais líquido. Parecem cacto do deserto. Mas armazenar só não basta. Como qualquer planta, elas precisam de gás carbônico para a fotossíntese, isto é, absorver gás carbônico do ar e liberar oxigênio. Só que, se abrissem de dia os seus estômatos – as células por onde entram os gases –, deixariam escapar água. “Para evitar isso”, diz o botânico Gilberto Kerbauy, da Universidade de São Paulo, “elas se abrem somente à noite.” O gás fica preso até a manhã seguinte, à espera do sol, que fornece energia para a fotossíntese.

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Acostumadas aos maus-tratos do sertão, essas flores são duras de matar. Além de resistir ao calor de uma região que alterna longos períodos de calor e estio com chuvas torrenciais, elas não só sobrevivem às queimadas como tiram proveito delas. As folhas formam uma capa que protege os brotos das labaredas. Elas queimam, eles não. Assim que as chamas passam, as orquídeas começam a florescer com força redobrada. “É uma estratégia única para aproveitar as condições adversas”, observa Fábio de Barros. As novas flores atraem insetos e aves que espalham as sementes em lugares antes ocupados pela vegetação destruída pelas chamas. E tudo recomeça.
As queimadas varrem a chapada todo ano. As orquídeas, assim como muitas plantas do cerrado, aprenderam a resistir ao fogo e a se beneficiar dele.
Note como as folhas desta variedade cor-de-rosa de Cattleya elongata fazem sombra sobre a flor.
Uma espécie não classificada do gênero Encyclia. A chapada está cheia de espécies desconhecidas.

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11.186 – Botânica – Plantas para ambientes fechados que limpam o ar da casa


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As tintas, móveis, vidros e tecidos que estão presentes na nossa decoração e os produtos utilizados na limpeza liberam produtos químicos. Os mais comuns são benzeno, xileno, aldeído e tricloroetileno. Isso não é um problema para ambientes bem ventilados (se bem que…em cidades poluídas como São Paulo, com índices de qualidade do ar sempre tão críticos, ambientes bem ventilados também têm quantidade razoável de resíduos químicos vindos de outras fontes).

As plantas são purificadores naturais do ar. Então, mesmo em ambientes menos ventilados, é possível cultivar determinadas espécies que ajudem a reduzir a toxidade. O Calendário do Jardim, elaborado pelo São Paulo Garden Club, sugere algumas espécies. Todas se adaptam bem com pouquíssima exposição ao sol e também pouca rega (a luminosidade, no entanto, é sempre importante!).

CLOROFITO
O Clorofito precisa de muita luz e de pouca exposição ao sol (no inverno). Regue diariamente no verão, mas modere nos dias frios.

DRACENA
A Dracena não pede sol. Mas não gosta de lugares muito frios. Deixe-a em local iluminado e regue diariamente (sem encharcar o solo).

FILODENDRO PACOVÁ
O Filodendro Pacová gosta de lugares quentes (nada de ar condicionado forte para eles) e pede iluminação durante uma parte do dia (manhã ou tarde). Como originalmente os Filodendros são epífitas, plante-o em solo enriquecido com fertilizante orgânico ou sobre xaxim. E só regue quando perceber que o substrato está secando.

LÍRIO DA PAZ
O Lírio da Paz não pode ficar em vaso seco. Pede regas diárias em períodos mais áridos e regas a cada dois dias em períodos mais úmidos. A cada seis meses adube a terra e removas as folhas mortas e secas.

SAMAMBAIA
As samambaias não gostam de incidência direta de sol – basta receberem luminosidade em parte do dia. As regas devem ser diárias, mas o xaxim nunca deve ficar encharcado. Em dias quentes borrife água em suas folhas. Evite posicionar a samambaia em local em que haja corrente de vento.

11.120 – ☻Mega Bloco – Biologia, a Ciência da Vida


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Uma ciência que, em rápida expansão atinge proporções que começa a se subdividir em em numerosas ciências derivadas.
Da Zoologia e da Botânica sistemática, todos podemos colher uma visão geral das diferentes espécies de seres vivos e das múltiolas relaçlões entre eles. Da Anatomia e da Fisiologia, uma compreensão clara do nosso próprio corpo. Do estudo da Embriologia e da Reprodução temos a percepção do lugar que ocupamos na escala da vida. a Genética, cada vez mais explorada, emergiu de discussões e controvérsias, mas que apresenta princípios exatos na hereditariedade.
A Ecologia ocupa-se das diversas espécies vivas como partes interdependentes numa única cadeia. A Medicina que era o estudo das doenças, vem se tornando o estudo da Saúde. a Psicologia aborda os mais fascinantes problemas e tem o trabalho de explicar como se desenvolveu a mente, desde as suas nebulosas origens até o aspecto que reveste a espécie humana.

Você vai mergulhar em mais um ☻Mega Bloco.

Agricultura biodinâmica
Anatomia
Astrobiologia
Bioquímica
Bioinformática
Biologia
Biologia da conservação
Biomaterial
Biomecânica
Biofísica
Biopolímeros
Biotecnologia
Botânica
Biologia celular
Biologia do desenvolvimento
Biologia evolutiva
Biologia estrutural
Biologia molecular
Biologia marinha
Biologia sistémica
Bromatologia
Ciências do ambiente
Ciências da saúde
Controlo biológico
Dinâmica populacional
Ecologia
Etologia
Farmacogenética
Farmacologia
Fisiologia
Genética
Genómica
Imunogenética
Imunologia
Imunoterapia
Imagiologia médica
Microbiologia
Neurociência
Neurociência cognitiva
Neurociência computacional
Neuroetologia
Nutrição
Oncologia
Optometria
Parasitologia
Patologia
Proteómica
Zoologia

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10.829 – Planeta Verde – A Fotossíntese artificial


Planeta Verde

As plantas convertem diariamente água e luz solar em fonte de energia há bilhões de anos, por meio da fotossíntese. Hoje, o pesquisador brasileiro Jackson Dirceu Megiatto Júnior, do Instituto de Química da Unicamp, em Campinas, São Paulo, estuda um processo parecido, feito em laboratório, que pode se tornar uma fonte alternativa para o consumo de eletricidade no futuro.
Com a ajuda da química e da engenharia molecular, o pesquisador está desenvolvendo um tipo de pigmento artificial chamado porfirina, parecido com a clorofila (responsável por absorver a luz nas plantas). Quando mergulhada em água e exposta à luz, a porfirina produz hidrogênio e oxigênio, gases também gerados na fotossíntese. No caso das plantas, o oxigênio é liberado na atmosfera e o hidrogênio é combinado com o gás carbônico para produzir açúcares, ricos em energia.
No experimento do pesquisador brasileiro, os gases são armazenados em tanques, conectados a outro dispositivo, e depois transformados em eletricidade e água. Com 4,5 litros de água expostos ao sol durante o dia é possível gerar energia para suprir a demanda de uma casa com quatro pessoas e um carro elétrico. Depois essa água é reutilizada para produzir hidrogênio e oxigênio novamente.
“Propomos um ciclo energético renovável que consome luz solar para gerar combustíveis usando a água como reagente. Ou seja, a água seria a fonte de energia”. A energia é gerada sem poluição, e a técnica poderia reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Para que a técnica possa ser usada nas casas, é preciso aperfeiçoar o processo, produzir em larga escala e diminuir o custo dos materiais. Hoje, a técnica transforma de 2% a 3% da energia solar em eletricidade, mas, em teoria, a eficiência pode chegar a 30%. “O processo tem potencial para produzir substâncias mais complexas, que, num futuro distante, poderiam suprir alguns derivados da indústria petroquímica, como os plásticos”.

10.795 – Biodiversidade – A Biopirataria


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Trata-se da exploração ou apropriação ilegal de recursos da fauna e da flora e do conhecimento das comunidades tradicionais.
O conceito de biopirataria surgiu em 1992 com a “Convenção Sobre Diversidade Biológica” apresentada na Eco92. Desde então, a biopirataria vem sendo tema de infindáveis discussões sobre a apropriação indébita por parte de grandes laboratórios farmacêuticos internacionais dos conhecimentos adquiridos por povos indígenas, quilombolas e outros, acerca das propriedades terapêuticas ou comerciais de produtos da fauna e da flora de diversos países, ou de seus princípios ativos utilizados para a confecção de medicamentos.
Existem normas internacionais, como os tratados sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (OMC – Organização Mundial do Comércio) que permitem aos pesquisadores patentear descobertas feitas através de pesquisas em outros países desde que estes tenham participação nos lucros obtidos com as descobertas. Entretanto, são inúmeros os casos em que a patente é feita, mas o país de origem sequer chega a ver a cor do dinheiro.
A biopirataria acontece em qualquer país do mundo que possua recursos naturais com potencial de comercialização e poucos investimentos em pesquisa e regulamentação, principalmente relacionada a medicamentos. Mas no Brasil o tema ganha uma dimensão enorme devido ao fato de este ser o país com a maior biodiversidade do planeta e de que aqui ainda há um potencial muito grande e inexplorado. Estima-se que o Brasil perca cerca mais de 5 bilhões de dólares por ano com o tráfico de animais, produtos da flora e de conhecimentos das comunidades tradicionais.
Geralmente associa-se a biopirataria com as indústrias farmacêuticas e princípios ativos de medicamentos. Mas, embora esse comércio movimente as maiores cifras (o mercado de remédios baseados em plantas medicinais lucra algo em torno de U$400 bilhões por ano; e do Brasil saem anualmente e de forma ilegal, mais de 20 mil extratos de plantas nativas), ele não é a única forma de exploração. A extração ilegal de madeira também figura como biopirataria.

Infelizmente, a reação brasileira ainda é incipiente. Por enquanto há apenas uma Medida Provisória (N. 2.186) sobre o assunto, criada logo após a conclusão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de 2003 que investigou a biopirataria no Brasil, porém sem grandes sucessos. Entretanto, é difícil dizer se essa MP ajudou ou piorou ainda mais a situação. A biopirataria ainda não é considerada como crime e a partir da MP o acesso a qualquer recurso genético depende da autorização da União. Ou seja, a MP não pune os praticantes da biopirataria e ainda tornou mais difícil o acesso dos pesquisadores brasileiros aos recursos genéticos.
Alguns dos recursos brasileiros pirateados por indústrias de outros países são os seguintes: o caso mais clássico é o do açaí, que chegou a ser patenteado pela empresa japonesa K. K. Eyela Corporation, mas que devido à pressão de diversas ONGs e da mídia, teve sua patente caçada pelo governo japonês (isso depois de mais de um ano…); o segundo caso famoso é o do veneno de jararaca que teve o princípio ativo descoberto por um brasileiro. Mas o registro acabou sendo feito por uma empresa americana (Squibb) que usou o trabalho e patentou a produção de um medicamento contra a hipertensão (o Captopril) nos anos 70.
No primeiro caso houve sucesso (mesmo que demorado) porque a patente havia sido feita recentemente, após a Convenção Sobre Diversidade Biológica. Mas, nos casos como o segundo, em que as patentes são antigas as chances de que isso ocorra são praticamente nulas e, como a maior parte dos recursos biopirateados vai para grandes e multimilionárias empresas e ainda não há legislação no Brasil que defina a biopirataria como crime, recorrer acaba sendo uma ação dispendiosa e quase sempre infrutífera.

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10.794 – Biologia e Biodiversidade – As Viagens de Darwin


viagem de darwin

Ele foi um dos primeiros naturalistas-viajantes, Charles Darwin (1809-82). Conheceu lugares, povos, faunas e floras diferentes. Pode coletar, desenhar, descrever e dissecar detalhadamente as partes de muitos exemplares de plantas e animais. Não foi a toa que após retornar de sua viagem escreveu o livro nais famoso de todos os tempos depois da Bíblia ” A Origem das Espécies”.

origem das espécies

O naturalista Charles Darwin fez uma viagem que durou quatro anos e nove meses como objetivo de mapear a costa da América do Sul. Ele não foi convidado para procurar e coletar os materiais, mas sim para fazer companhia ao capitão da embarcação, que buscava uma pessoa com quem pudesse conversar durante a viagem. O navio utilizado tinha o nome de HMS Beagle, em referência à raça de cães.
A rota do Beagle começou na Inglaterra no dia 10 de fevereiro de 1831 e teve cerca de 20 paradas. Passou pelo Brasil – em Salvador e Rio de Janeiro -, depois foi para o Uruguai, Montevidéu, Argentina, Patagônia no Chile e Ilha Galápagos, que pertence ao Equador. Em seguida foi para o Haiti, passou pela Nova Zelândia, Austrália e África. Depois desse percurso, ele retornou à Bahia e seguiu para a Inglaterra. Nessa jornada Darwin viu que há muita diversidade de meio ambiente e que cada lugar tem suas características, tanto na vegetação, quanto na fauna e flora.
Quando o navio chegou ao Rio de Janeiro, o naturalista oficial não quis mais seguir viagem, então Darwin, com apenas 22 anos, assumiu o cargo. Como isso, ele pode coletar amostras, pesquisar e conversar com as pessoas nativas para obter todas as informações sobre os locais que passava. Durante a viagem Darwin conseguiu coletar 1.529 espécies fósseis, 3.907 espécimes preservados e um diário de 770 páginas no qual registrava tudo que observava.
À medida que coletava materiais, o naturalista já enviava à Inglaterra para seus amigos pesquisadores realizarem a identificação. Se encontrava um mamífero, mostrava para um especialista da área, se fosse uma planta enviava a outro.
Três observações constituem o ponto de partida para Darwin começar a pensar na Teoria da Evolução: fósseis encontrados na Patagônia, a distribuição geográfica da Ema e a diversidade da vida animal no Arquipélago de Galápagos. Até então, acreditava-se que as espécies eram imutáveis, mas, depois de concluir a viagem, Darwin começou a crer que as espécies mudavam com o passar do tempo. Ele observou que às vezes era possível encontrar uma concha do mar no alto de uma montanha. Então, provavelmente, aquele local teria sido mar em alguma época remota. Para ele, a Terra não foi sempre igual, pois acreditava que ela sofria modificações com o passar do tempo e com isso algumas espécies poderiam de se adaptar a esses novos ambientes e dar origem a uma nova espécie.

Darwin visitou na Patagônia o sítio arqueológico de Ponta Alta, um lugar apropriado para a fossilização, onde encontrou o fóssil de uma preguiça. Alguns anos atrás, outro cientista havia encontrado um fóssil deste animal, evidenciando que a Terra já tinha sido habitada por animais que já estavam extintos. Nesta região, ele também conheceu uma espécie diferente, a ema (Rhea americana), ave ternária de grande porte que não voa.
Quando a embarcação atracava, a tripulação saía para caçar animais, como a ema. Conversando com os nativos, Darwin descobriu que naquela região tinha outra ave parecida com esta, mas um pouco menor. Eles acreditavam que esse animal era a Rhea americana mais jovem. A ave foi servida na ceia de natal e quando Darwin comeu e observou os ossos, percebeu que tinha algo diferente. Então, ele recolheu os ossos e pediu ao cozinheiro as penas que havia retirado da ave. No retorno à Inglaterra, descobriu que o animal era outra espécie muito semelhante à ema. A nova espécie recebeu o nome de Rhea darwinii.
Em 1838, dois anos depois do fim da viagem, Darwin leu um ensaio do matemático Thomas Malhus que falava da tendência da humanidade em crescer em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética, ou seja, em algum momento teria mais gente que comida. A dúvida de Darwin foi: o que mantinha o equilíbrio estável de uma população? Então observou que nas populações existe competição – pelo ambiente, alimento, abrigo e uma série de outras coisas – e o indivíduo que apresenta variação vantajosa sobrevive e se reproduz, já aquele que não apresenta as características necessárias a própria natureza extingue. Foi assim que surgiu o conceito de seleção natural.
Em 1859, Darwin escreveu o livro “A Origem das espécies”, em que explica como chegou à Teoria da Evolução. Cada local que poderia servir de exemplo foi detalhado no livro para evitar contestação. Quando foi lançado, em poucas horas todos os exemplares se esgotaram.

10.775 – Mega Bloco – Biodiversidade


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Já foram descritas pelos biólogos cerca de 1,4 milhão de espécies diferentes, mas esse número aumenta a cada ano.
Risco de Extinção:
Da admiração à preocupação. Boa parte da vida do planeta que ainda é desconhecida, pode estar sendo extinta. O desmatamento é um dos principais motivos. A destruição de um ambiente consequentemente destrói os seres vivos que dele dependiam.
A Mata Atlântica é um exemplo típico. Estima-se que somente nos últimos 35 anos, ela tenha perdido cerca de 50 mil espécies, o que dá 4 espécies extintas por dia.
A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.
O problema é tão grave, sobretudo na amazônia, que em breve, estaremos medindo a taxa de extinção por hora e não mais por ano.

Vida na floresta tropical
Elas são consideradas o centro da biodiversidade. Estima-se que que cerca da metade de todas as espécies de seres vivos que existem se concentrem no que resta dessas florestas.
Numa floresta tropical podem existir milhões de espécies desconhecidas, vivendo em seus diferentes ambientes: ao, água e solo.
A partir de uma única planta leguminosa na Reserva Tambopata , no Peru, foram recuperadas 43 espécies de formigas, o mesmo que a fauna inteira de formigas das Ilhas Britânicas. Peter Ashton encontrou 700 espécies de árvores em 10 lugares selecionados de um hectare cada, em Bornéu; o mesmo que em toda a América do Norte.

10.726 – Mega Sampa – Trianon, cantinho verde no meio da poluição


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O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon ou Parque do Trianon, foi inaugurado em abril de 1892 com a abertura da Avenida Paulista na cidade de São Paulo. Foi projetado pelo paisagista francês Paul Villon.
O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo, em frente ao parque, um clube com o nome Trianon. O arquiteto Ramos de Azevedo desenvolveu o projeto de (1911-1914), na administração do Barão de Duprat, do chamado Belvedere Trianon, construído em 1916 e demolido em 1957 para dar lugar ao museu.
Em 1924, o parque foi doado à prefeitura, e, em 1931, recebeu sua denominação atual em homenagem a um dos heróis da Revolta Tenentista, Antônio de Siqueira Campos.
O parque foi inaugurado em 3 de abril de 1892 e deve ter seu surgimento entendido no contexto do processo de urbanização da cidade de São Paulo daquela época. No ano anterior ocorrera a inauguração da Avenida Paulista. Naquela época, o ambiente cultural da aristocracia cafeeira era dominado por influências do romantismo europeu do século XIX e, dessa forma, o parque acabou ganhando ares de um jardim inglês, apesar de sua exuberante vegetação tropical, remanescente da Mata Atlântica da região do alto do Caaguaçu, atual espigão da Paulista.

Até hoje, firme, forte e reformado túnel da 9 de julho
Até hoje, firme, forte e reformado túnel da 9 de julho

O responsável pelo projeto paisagístico foi o francês Paul Villon, motivo pelo qual o parque às vezes ser citado, nos textos antigos, como Parque Villon. O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo em frente ao Parque da Avenida, um restaurante/bar no sub-solo e um mirante no nível da Avenida com o nome Trianon (administrado pelo senhor Vicente Rosati, o mesmo que gerenciava o bar do Theatro Municipal), onde foi construído de (1914-1916) o chamado belvedere da Avenida com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo.
Na avenida entre ambos ocorria a largada de várias corridas de automóveis e em 1924, ocorreu a primeira Corrida de São Silvestre, largando desse mesmo lugar. Ainda nesse ano foi doado à Prefeitura da cidade e em 1931 o parque recebeu seu nome atual em homenagem ao tenente Antônio de Siqueira Campos, um paulista de Rio Claro, herói do Movimento Tenentista de 1924.
A partir de 1968, na gestão do prefeito Faria Lima, o parque passou por várias mudanças que tiveram a assinatura do paisagista Burle Marx e do arquiteto Clóvis Olga. E em data recente o parque foi tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP.
Atualmente o Parque Trianon possui em seu interior, além da única reserva remanescente de mata atlântica da região, outros atrativos como a estátua do Fauno de Vítor Brecheret, um viveiro de aves, fontes, chafarizes, locais de recreação infantil, sanitários públicos e centro administrativo, tornando-se um refúgio de lazer e descanso no meio da agitada Avenida Paulista.

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10.706 – Botânica – Superplanta faz mais fotossíntese


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A fotossíntese é uma das invenções mais fascinantes da natureza. A vida na Terra só existe graças a esse processo, que transforma luz e CO2 em oxigênio e glicose. Mas, agora, a engenhosidade humana pode ter descoberto um jeito de turbiná-lo: com a criação de uma planta que faz 30% mais fotossíntese. O supervegetal foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia de Massachusetts*, e é uma versão modificada de plantas do gênero Arabidopsis. Ela absorve mais luz e CO2, libera mais oxigênio e produz mais energia que as plantas comuns. Tudo graças à nanotecnologia. Os cientistas injetaram nanopartículas de dióxido de cério (um metal raro) nos cloroplastos – as estruturas da planta que fazem a fotossíntese. Essas partículas de metal facilitaram o fluxo de elétrons dentro do vegetal, acelerando a fotossíntese. Aparentemente, a injeção não provocou efeitos nocivos às plantas.
A ideia, para o futuro, é criar grandes usinas só com superplantas. Elas sugariam muito CO2 do ar, o que ajudaria a brecar o aquecimento global. E também usariam a energia do Sol para produzir glicose (que depois poderia ser convertida em eletricidade para uso humano). “Essa técnica tem potencial para melhorar muito a coleta de energia solar”, afirma o engenheiro químico Michael Strano, líder do estudo. O trabalho tem gerado polêmica na comunidade científica, pois não revela todos os detalhes envolvidos no processo (talvez porque o MIT pretenda patenteá-lo). Mas pode ser o início de algo revolucionário.

10.697 – Atmosfera da Terra – Plantas captam mais gás carbônico do que se imaginava


O conjunto de todos os ecossistemas
O conjunto de todos os ecossistemas

As plantas absorvem 16% mais gás carbônico do que se imaginava, ajudando de maneira ainda melhor na diminuição de poluentes na atmosfera. Um estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), com novos cálculos mostrando como se dá o ciclo do CO2 nas folhas, mostra que durante dois séculos os cientistas subestimaram a capacidade das plantas em captar a substância.
Analisando a lenta dispersão do carbono nos tecidos vegetais das plantas, os pesquisadores concluíram que mais gás é usado pelas plantas do que os modelos anteriores previam. Entre 1901 e 2010, as plantas captaram não 915 bilhões de toneladas de CO2, mas 1.057 bilhões de toneladas, um aumento de 16%. Isso explicaria por que as contas entre a quantidade de dióxido de carbono emitido pelos continentes e o volume presente na atmosfera costumam ser tão diferentes, mesmo descontada a absorção das plantas — os cientistas subestimavam sua capacidade de “puxar” os poluentes do ar.
Cerca de metade do CO2 produzido é absorvido pelos oceanos ou vegetais e, por isso, é importante estimar corretamente as taxas de captação de cada organismo. “Essa descoberta mostra que a biosfera terrestre contemporânea tem menos CO2 do que imaginávamos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

10.695 – Ciências Biológicas – Conceitos de Biodiversidade


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De todas as espécies atualmente conhecidas, a maioria é formada por insetos. Eles representam cerca de 50% de todas as espécies conhecidas. Depois vêm os outros animais, fungos, vegetais, protozoários e bactérias. Os vírus, apesar da polêmica vista em capítulos anteriores, também entram nessa contagem.
Plantas e insetos: uma vida comum
Existirem mais insetos e plantas não é mera coincidência, pois estes interagem de várias formas, dependendo uns dos outros. O que é chamado em Biologia de co-evolução. O grande grupo de insetos depende das plantas para se alimentar. Eles consomem as suas folhas, frutos, flores, caule ou raízes. Usam as plantas como abrigo ou habitat. Uma considerável parcela de espécies de plantas dependem dos insetos para carregarem o seu pólen de uma flor a outra, auxiliando na reprodução. Outras dependem dos pássaros. Também dependem que alguns besouros decomponham tecidos mortos, o que torna os minerais novamente disponíveis no solo, que por sua vez são reabsorvidos pelas plantas. O desaparecimento de insetos da Terra pode provocar um caos, provavelmente, as plantas que produzem flores também desapareceriam na sequência. A mesma situação ocorreria com muitos anfíbios, répteis, aves e mamíferos, cuja alimentação depende direta ou indiretamente dos insetos. Poucas espécies sobreviveriam.
5 ou 100 Milhões?
1.400.000 é o número conhecido, imagine o desconhecido.
Quase nada se conhece por exemplo de fungos, bactérias e protozoários, que são grupos de seres vivos pouco estudados.
Mesmo entre animais e vegetais, o que se conhece é muito pouco. O número de espécies estimado pela biologia varia muito, mas todos concordam que há muito a descobrir.
A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.
Refere-se, portanto, à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
Não há uma definição consensual de biodiversidade. Uma definição é: “medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas”. Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é “totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região”. Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
diversidade genética – diversidade dos genes em uma espécie.
diversidade de espécies – diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas – diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
Para os biólogos geneticistas, a biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
Para os ecólogos, a biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótipo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que a cultura humana tem sido determinada pela biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
Um “ponto crítico” (hot spot) de biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos
Alguns deles:
O Brasil tem 1/5 da biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5000 de vertebrados, 10-15 milhões de insectos, milhões de microorganismos.
A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de animais.

10.681 – Biodiversidade – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização.
Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) diz que as abelhas são fundamentais para a humanidade. Só não dá para cravar um prazo para a extinção – nossa e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões.

Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso. Entenda porque:
1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor;
2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem;
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica;
4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos.

10.605 – Colonização – Plantas cultivadas em solos quase idênticos aos de Marte e da Lua


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Habitar outros planetas sempre esteve nos sonhos da humanidade. Contudo, transformar isso em realidade não é tão simples assim. Para estabelecer bases permanentes na Lua ou em Marte, primeiramente, precisamos ser capazes de plantar nossa própria comida. Para descobrir se isso é realmente possível, uma equipe de cientistas da Holanda cultivou 14 espécies de plantas em solos que simulam a terra de Marte e da Lua.
Ao final da pesquisa, a conclusão é que o solo que simulava as condições de Marte se mostrou melhor para o cultivo de plantas até mesmo do que algumas amostras de terra do nosso planeta, o que é uma boa notícia para os astronautas. Contudo, há algumas ressalvas neste experimento.
O solo marciano vem de um vulcão do Havaí e tem uma composição química semelhante ao pó que a sonda Viking 1 analisou em Marte. O solo simulado da Lua é originário de depósitos de cinzas vulcânicas perto de Flagstaff, no Arizona. Os solos reais da Lua e de Marte parecem conter os ingredientes essenciais que as plantas necessitam, com exceção de nitrogênio reativo e uma fonte abundante de água. Apesar de esses solos serem semelhantes aos que seriam encontrados em Marte ou na Lua, eles contêm vestígios de nitratos e compostos de amônia – compostos a base de nitrogênio que as plantas adoram. Assim, o solo simulador não é um modelo perfeito.
Para o experimento, os cientistas plantaram, em potes, 14 espécies – incluindo cenoura, tomate, trigo, algumas ervas daninhas e quatro espécies que transformam o nitrogênio atmosférico em alimentos vegetais. Os cientistas também plantaram sementes em um solo terrestre de um rio, pobre em nutrientes. Ao todo, foram plantados 840 potes.
Os resultados foram promissores. A maioria das plantas cresceu em todos os três tipos de solos. Na verdade, muitas floresceram melhor no solo simulador de Marte do que na terra pobre do rio. As plantas tiveram um desempenho pior no solo lunar. As plantas fixadoras de nitrogênio, por exemplo, nem germinaram. Isso sugere aos pesquisadores que os agricultores lunares terão que usar bactérias fixadoras de nitrogênio ou até mesmo fezes humanas como adubo para fornecer algum tipo de nitrogênio ao solo.
“Nossos resultados mostram que, em princípio, é possível cultivar plantas e outras espécies de plantas, em simuladores de solo marciano e lunar,” escrevem os pesquisadores. “No entanto, muitas questões permanecem …”, tais como a quantidade de água retida pelos solos e como a gravidade, luz e outras condições em outros mundos podem afetar o desenvolvimento das plantas.

10.548 – O que é a Fitopatologia?


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É a ciência que estuda as doença vegetais, passando por todas as etapas: desde o diagnóstico até o tratamento e controle. Apesar do histórico antigo (desde antes de Cristo, por exemplo) de identificação de doenças vegetais, a ciência que cuida e desenvolve técnicas para erradicar essas mazelas das plantas só foi criada há bem pouco tempo.
Esse tardio surgimento desta ciência tem uma explicação: quando pragas acometiam plantações inteiras ou quando fungos se alastravam de um pé de planta para outro, por exemplo, isto era definido como um fenômeno sobrenatural ou até mesmo místico. De qualquer forma havia a perda do trabalho de um ano inteiro ou de um período, e isto era justificado desta maneira simplesmente por não haver naquela época, uma explicação plausível para o fato.
No entanto a evolução dos tempos facilitou o entendimento dos observadores, fazendo com que fosse possível notar que por haver uma interação da planta com o patógeno pode surgir avarias para um indíviduo ou para uma plantação inteira. Essa preocupação agora tem outros fundamentos que não só o financeiro (quando o prejuízo da perda de lavouras afetava diretamente o bolso daqueles que investiam), mas também o cuidado com a qualidade do alimento produzido. Pois isso refletirá diretamente no cenário comercial e por conseguinte implicará na soma dos lucros.
No início dos estudos da fitopatologia a preocupação era combater as pragas e toda sorte de doenças. Hoje o olhar é completamente diferente, é mais profundo. Os conhecimentos vão além e propõem, na medida de sua limitação, o melhoramento genético de algumas espécies. Fazendo, desta forma, com que fiqeum mais resistentes às doenças que as acometem.

10.097 – Cientistas criam planta biônica que absorve 30% a mais de luz


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Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou a criação da primeira planta biônica, uma combinação que reúne nanotecnologia e biologia. De acordo com o trabalho, publicado na Nature Materials, as estruturas originais da planta estão entrelaçadas por nanomateriais e até sensores químicos. Ainda de acordo com o artigo, a nova planta pode absorver 30% a mais de luz solar.
Os pesquisadores, desta forma, conseguiram integrar os nanotubos de carbono, uma estrutura alótropica do carbono (o mesmo que o diamante ou grafite), com uma alta condutividade elétrica e flexibilidade, no cloroplasto, uma organela onde ocorre a fotossíntese. O aumento da performance da planta na fotossíntese era, inclusive, um dos objetivos traçados pra este experimento. A pesquisa, financiada, em parte, pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, não termina por aqui. Entre outras possíveis aplicações também existe a ideia de incorporar um material vegetal que poderia agir como sensor sobre os níveis de óxido nítrico e servir como alerta para a poluição do meio ambiente.

10.024 – A Neurobiologia das Plantas


A pesquisa de neurobiologia no Brasil é muito recente, porém já algum tempo tem sido realizada em vários países. Na USP já foram realizadas pesquisas que constatam que as plantas tem auto consciência e interagem não apenas na superfície como também nas raízes. Elas conseguem competir no meio ambiente com outros microrganismos e reconhecem entre si, as do mesmo fenótipo e genótipo. Existe uma sinalização elétrica celular e intracelular que age como mecanismo de transmissão de informações entre as plantas, sofrendo interferência do crescimento de raízes da mesma espécie e também de outras espécies.
A experiência em resumo foi o seguinte: retiraram o ápice principal, deixando-se apenas 2 raízes por planta. As plantas foram colocadas em duas condições diferentes, sob competição e sem competição; os experimentos foram realizados numa câmera em crescimento de fatores bióticos e abióticos controlados.

Foram formadas por três junções e em cada junção foi colocada uma planta que teve sua raiz dividida em dois vasos , casa vaso com 2 raízes diferentes, provocando assim a competição entre as plantas. Observou-se crescimento diferenciado mostrando que as plantas detectam a presença de outras plantas vizinhas que competem por recursos mesmo aquelas que tem alto grau de parentesco. Pode ser observado que as plantas conseguem então, discriminar através de suas raízes quem é ela e quem é outra, podendo com isso existir um processador de informações em plantas. Não há logicamente um complexo sistema nervoso, mas uma rede neural.

Alguns estudiosos relatam que em experiências com plantas, foi constatado que as plantas reagem como os seres humanos, possuindo emoções e mostrando alegria, medo, angústia e depressão. Reagem a pensamentos sobre seu bem-estar e simpatizam-se com seres humanos que as cultivam. Os céticos dizem que estas impressões são meramente fantasias, porém Peter Tom Kis e Christofer, publicaram o livro “A vida secreta das planta”, Harper & Row, New York, 400 páginas que se tornou um best-seller mundial. Em outros países também tem-se verificado respostas ligando a planta à um polígrafo de última geração que acarretou em um pico no polígrafo um momento antes do cientista atacá-la com uma tesoura, porém para conseguir fatos consistentes, essa experiência precisará ser realizada diversas vezes para que haja credibilidade no âmbito científicos. Porém foi realmente uma vitória conseguir uma detecção como uma forma de leitura de pensamento, sabendo que aquele cientista com a tesoura, iria agredi-la, mas toda comunidade científica está muito otimista com os resultado alcançados e reunirão esforços para confirmarem que as plantas não são meras absorvedoras do solo, e sim um organismo vivo e consciente.

9979 – Cidades – NYC Autossustentável


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Enquanto nós, brasileiros, ainda quebramos a cabeça para resolver problemas básicos como escassez de água, trânsito enlouquecedor, coleta e reciclagem de resíduos sólidos ineficientes, falta de moradias e de segurança pública, a cidade de Nova York estuda como se tornar uma cidade autossustentável. E quer ensinar a todas as cidades do mundo como elas também podem ser.
O projeto ambicioso – chamado New York State, ou Nova Iorque Estável – está sendo tocado por um centro avançado de pesquisas urbanísticas sem fins lucrativos chamado Terreform. A intenção de arquitetos e urbanistas da instituição é determinar como uma cidade como Nova Iorque, com mais de oito milhões de habitantes, poderia num futuro bem próximo produzir tudo o que consome: desde alimentos, passando pelo fornecimento de água, energia elétrica e combustíveis. E incluindo, claro, cuidados com saúde, transporte, saneamento básico, cultura e empregos.
Os estudos já duram seis anos e revelaram, logo de cara, que para manter a autossustentabilidade da metrópole seriam necessárias 25 usinas nucleares. Um problema gigante, assim como vários outros quebra-cabeças a serem resolvidos.
O carro-chefe da auto-suficiência da cidade será a alta capacidade de produção de alimentos com a agricultura urbana praticada nas praças e jardins da metrópole e até mesmo em edifícios com fazendas verticais.
Uma cidade autossustentável também será mais amigável com seus habitantes. “Estamos dando atenção a todos os tipos de recursos que pensamos serem mal utilizados na cidade, como as ruas”, diz Sorkin. “Imagine se as ruas deixassem de ser o reino dos automóveis para se tornarem o reino dos pedestres: poderia haver fazendas, creches e todos os tipos de serviços públicos”.
A grande contribuição por trás do projeto visionário da Terreform, entretanto, será a produção de um inventário inédito e detalhado de boas práticas que poderão ser muito úteis para o planejamento de metrópoles. Incluindo as nossas caóticas cidades brasileiras. “Estamos compilando uma enciclopédia das tecnologias e morfologias que poderiam ser usadas ​​pelas cidades ao redor do mundo interessadas ​​em caminhar na direção de sua autonomia”, conclui Michael Sorkin.