14.055 – De Olho no Eclipse – Eclipse total do Sol é festejado no Chile e na Argentina


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Da região de La Serena, no Chile , até a província de San Juan, na Argentina , centenas de milhares de pessoas acompanharam na tarde desta terça-feira o eclipse total do Sol. Considerado por muitos cientistas o fenômeno astronômico do ano , o evento só foi observado em sua totalidade por aqueles que se dirigiram a uma faixa de 150 quilômetros que se estendeu sobre os dois países vizinhos. Entre jornalistas, pesquisadores e curiosos, cerca de mil convidados estavam no Observatório de La Silla , situado no topo de uma montanha chilena próxima ao deserto do Atacama, quando a Lua se colocou entre o astro e a Terra. Por cerca de dois minutos, o dia se transformou em noite e a temperatura baixou 15ºC.
Quem foi até lá se deparou com um clima favorável e livre de nuvens. Quando finalmente a sombra da Lua ocupou completamente o céu, aplausos e gritos deram lugar ao silêncio total. Coquimbo, onde La Silla se situa, conta com um dos céus mais propícios para a observação astronômica. Por conta disso, a região responde por cerca de 45% de toda a atividade mundial nesta área.
— Estar em um planalto bem acima do nível do mar, onde a pressão atmosférica é menor, favorece muito a observação — explica o brasileiro Eugênio Reis, do Observatório Nacional. — Além disso, o Atacama faz com que haja menos umidade, o que também é positivo. É claro que o governo chileno deu todos os incentivos para que os observatórios se instalassem ali, mas a localização em um planalto desértico é muito boa.
Localizado a 2.400m acima do nível do mar, La Silla foi inaugurado em 1960 e é administrado pelo Observatório Europeu do Sul. O presidente chileno Sebastián Piñera visitou o lugar antes de se dirigir ao povoado de La Hilguera para assistir ao eclipse.
— Hoje é um dia muito importante que nós esperamos por muito tempo. O Chile é a capital do mundo em matéria de astronomia. Somos os olhos e os sentidos da humanidade para observar e estudar o Universo.
Ao se dar sobre os telescópios do observatório chileno, o eclipse apresentou uma oportunidade incomum para os cientistas. Nos últimos cinquenta anos, apenas duas vezes um fenômeno semelhante pode ser observado com ajuda dos equipamentos de observatórios astronômicos: em 1961, no francês Observatoire de Haute-Provence, e em 1991, no Mauna Kea, situado no Havaí (EUA). Cientistas dos observatórios chilenos de La Silla e de Cerro Tololo pretendiam realizar experimentos que podem revelar fatos desconhecidos sobre o Sol e a coroa solar.
Os pesquisadores planejaram repetir, inclusive, um experimento feito na cidade cearense de Sobral em 1919, quando ficou provado que a força de gravidade do astro altera o caminho da luz de outras estrelas até a Terra. O fato ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade Geral proposta por Albert Einstein.
No Brasil, apenas em 2045
De acordo com a Sociedade Chilena de Astronomia, a região de Coquimbo não assistia a um eclipse desde 1592. O próximo deve acontecer por lá apenas em 2165. No Chile, autoridades estimam que entre 300.000 e 350.000 mil turistas se dirigiram à região onde foi possível acompanhar o eclipse total. Todas as vagas nos hotéis de Vicuña, La Serena e Coquimbo estavam reservadas há meses.
Na capital chilena, o fenômeno foi parcial e a lua encobriu 92% do Sol. Colégios liberaram estudantes e uma multidão se reuniu nos parques e no topo de prédios para olhar os céus. Em Buenos Aires, no entanto, o clima ruim e os arranha-céus impediram que o evento fosse observado. Além dos dois países, Brasil, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Panamá puderam ver o eclipse de maneira parcial.
O próximo eclipse total do Sol vai acontecer novamente no ano que vem, em dezembro. Ele vai passar por Argentina e Chile outra vez, além de partes da África e da Antártida. Em 2024, fenômeno semelhante se dará nos EUA, Canadá e México. Quem quiser acompanhar um evento deste porte no Brasil terá que esperar até 2045.

14.042 – Astronomia – Mega de ☻LHO no Eclipse


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O eclipse solar foi totalmente visível apenas em uma faixa da Terra entre o Chile e a Argentina. O fenômeno foi parcial no Brasil.
No fim da tarde desta terça-feira, foi possível acompanhar em 14 das 27 capitais: Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Palmas, Cuiabá, Goiânia e Brasília.
Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte também ficaram dentro do limite.
O eclipse solar de 2 de julho de 2019 foi um eclipse total visível no sul do Oceano Pacífico e na América do Sul. Foi o eclipse número 58 na série Saros 127 e teve magnitude 1,0459.

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13.735 – ‘Lua de Sangue’: Maior eclipse lunar do século poderá ser visto do Brasil


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O maior eclipse lunar do século XXI poderá ser visto do Brasil na sexta-feira, 27-julho de 2018. O fenômeno, também conhecido como Lua de sangue, começa às 16h30 – o eclipse total vai durar cerca de uma hora e meia, segundo o Observatório Nacional. É o último eclipse total da Lua que poderá ser observado do Brasil neste ano, o próximo acontece em janeiro de 2019.
Na parte leste do país, onde ficam estados como Rio de Janeiro e Bahia, a Lua nascerá durante a fase total do eclipse. No oeste, entretanto, os brasileiros vão observar a Lua em sua fase parcial.
O Observatório Nacional recomenda que as pessoas busquem um local onde é possível ver o céu perto do horizonte a leste.
A partir das 18h13, a Lua sai da sombra mais escura – o movimento marca o início do eclipse parcial, que vai até as 19h19. Depois, começa a fase penumbral, quando a Lua entra em sua sombra mais clara. A Lua de sangue termina às 20h29.

O que é um eclipse?
Para que ocorra um eclipse, Terra, Lua e Sol devem estar alinhados. Dependendo da ordem, o resultado é um eclipse solar (com a Lua entre o Sol e a Terra) ou lunar (a Terra entre o Sol e a Lua). Os eclipses podem ser totais, parciais ou penumbrais. O eclipse lunar total ocorre quando o satélite penetra completamente a zona de sombra projetada pela Terra. Por causa da coloração avermelhada que a Lua adquire durante o fenômeno, ela recebe a denominação informal de “Lua de sangue”.
O parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida. O penumbral acontece quando a Lua passa pela região de transição entre luz e sombra, com a Terra interceptando apenas uma parte dos raios solares.

10.827 – Eclipse total da Superlua é visto das Américas ao Oriente Médio


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O eclipse total da Lua pôde ser observado durante mais de uma hora neste domingo (27), das 23h11 até 0h23 (horário de Brasília), do continente americano até o Oriente Médio.
O astro, que não produz luz própria e aproveita a que recebe do Sol, esteve alinhado com o Sol e a Terra.
saiba mais
FOTOS: A Superlua pelo mundo
Moradores de SP observam Superlua em planetário
Superlua e eclipse total ocorrem ao mesmo tempo na noite deste domingo
Blog do Observatório: Entenda o eclipse da Superlua
Em seu ponto mais próximo da Terra e em fase cheia, a Lua parece maior e mais luminosa, por isso é chamada de Superlua. Além disso, o eclipse total fez com ela ficasse vermelha, um fenômeno magnífico que só voltará a acontecer em 2033.
Os admiradores que conseguiram contemplá-la foram presenteados com um espetáculo da natureza.
A Lua desapareceu do nosso campo de visão, privada dos raios solares, e reapareceu pintada de vermelha – por isso, também é conhecida como “lua sangrenta” ou “lua de sangue”. A transmissão foi feita pelo site da rede de observatórios Slooh e reproduzida no Youtube.

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11.745 – Eventos Astronômicos – O grande eclipse solar da América está a caminho


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Pela primeira vez na história, a sombra projetada por um eclipse cobrirá exclusivamente a superfície correspondente ao território de um só país, embora os especialistas afirmem que o alcance do fenômeno será enorme, dado que, à medida que as fases do eclipse se desenvolverem, ele deixará várias cidades na penumbra.
Segundo a NASA, na América, o próximo eclipse total do Sol será visível somente dos EUA, dando origem ao evento que já foi batizado como “o grande eclipse americano”. No entanto, ele só poderá ser visto por 12 milhões de pessoas, e acontecerá em 21 de agosto de 2017.
A NASA já criou um mapa da rota do eclipse, mostrando, com precisão, a trajetória do Sol, que deixa uma grande área dos EUA na penumbra, do Oregon até a Carolina do Sul, e chegará ao seu auge quando passar pelo Missouri e pelo oeste do Kentucky.

11.052 – Eclipses solares em 2015


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Assim como no ano passado, nenhum dos dois eclipses solares de 2015 será visível do Brasil. No dia 20 de março, um eclipse total do Sol, quando toda a luminosidade da estrela é encoberta pela Lua, será visível apenas do Ártico. Já em 13 de setembro haverá um eclipse parcial, que poderá ser observado na Antártida, Namíbia e África do Sul.
Outros Eventos
Madrugada com chuva de meteoros
Quando a Terra cruza a órbita de cometas, as partículas liberadas por eles provocam as chuvas de meteoros. Isso porque, ao se aproximar do Sol, o cometa perde matéria e deixa um rastro pelo caminho. Ao entrar em contato com a atmosfera terrestre, essas partículas queimam, formando os meteoros que vemos no céu.
“O ano promete ser bom para os que gostam de estrelas cadentes. Algumas das principais chuvas de meteoros do ano acontecerão sob condições favoráveis, em períodos em que o céu está escuro pela ausência do brilho lunar”, afirma Gustavo Rojas.
Os meteoros Geminídeos atingem o pico na noite de 13 para 14 de dezembro, considerada uma das melhores do ano por ser uma das mais intensas. Outras datas que terão boas condições de observação são 22 de Abril, noite dos meteoros Lirídeos, e 21 de outubro, noite dos Orionídeos. “As três chuvas acontecerão durante o quarto crescente. Portanto, no fim da madrugada (melhor horário para a observação dos meteoros) a Lua não estará no céu”.
Planetas em oposição
Quando um planeta está em oposição em relação ao Sol, é o melhor momento para observá-lo. Aqui da Terra, conseguimos ver a oposição de Marte, Júpiter e Saturno, que ficam visíveis, cada um no seu período de oposição, durante toda a noite. Urano e Netuno, mesmo ficando mais brilhantes, não atingem o nível suficiente para serem vistos a olho nu, enquanto Mercúrio e Vênus, por estarem mais perto do Sol do que a Terra, nunca ficam em oposição para nós – embora ambos sejam normalmente visíveis.
Para observar um planeta em oposição, deve-se olhar, no começo da noite, na direção Leste, onde o Sol nasce. O ponto mais brilhante será o planeta. Júpiter fica em oposição no dia 2 de fevereiro, Saturno em 23 de maio, Urano em 11 de outubro e Netuno em 11 de setembro. Marte só ficará em oposição em 2018.
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Conjunções planetárias
Em 22 de Fevereiro, Vênus e Marte estarão lado a lado no céu logo após o entardecer. E em 26 de outubro, os dois planetas mais brilhantes, Júpiter e Vênus, aparecerão um ao lado do outro antes do amanhecer. Nos dois casos, deve-se olhar na direção em que o Sol está (Oeste do primeiro caso e Leste do segundo).
Em 28 de outubro, Vênus, Marte e Júpiter estarão em conjunção, enquanto no dia 7 de dezembro será a vez da Lua e de Vênus estarem próximos. Nesses últimos casos, deve-se olhar para o Leste antes de o sol nascer.

Chegada a Plutão
A sonda, lançada pela Nasa em 19 de janeiro de 2006, será a primeira a estudar Plutão de perto, assim como Charon, a maior lua desse planeta anão. Em seguida, a New Horizons viajará para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois de Plutão. Nesse Cinturão existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Esses pequenos planetas são importantes por tratar-se de relíquias de mais de 4 bilhões de anos. A viagem ao Cinturão de Kuiper, no entanto, está prevista para o período entre 2016 e 2020.

9222 – Mega de ☻lho no Eclipse


O fenômeno que alinhou a Lua, a Terra e o Sol pôde ser visto parcialmente, entre as 9h e 11h deste domingo, dos estados das regiões Nordeste e Norte (Pará, Amapá, Roraima, e regiões do Amazonas e do Tocantins). Por causa da localização geográfica do Brasil, só foi possível ver a Lua tangeciar o Sol, sem encobrir totalmente sua circunferência.

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9203 – Astronomia – Domingo com Eclipse


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O último eclipse solar deste ano deve acontecer no próximo domingo, pela manhã. No Brasil, ele poderá ser visto em alguns estados do Norte e Nordeste, onde será apenas parcial — quando o Sol não é encoberto completamente.
O eclipse solar acontece quando a Lua se alinha com a Terra e o Sol, impedindo a luz da estrela de atingir o planeta. O evento deste domingo será um eclipse híbrido, um tipo raro em que sua intensidade varia ao longo do percurso. Por causa da curvatura da Terra, algumas regiões do planeta estão mais próximas da Lua. Nesses locais, o eclipse vai ser total, e o satélite vai encobrir totalmente o Sol. Em outras regiões, que estão mais distantes do astro, o tamanho da Lua no céu é menor, e não é grande o suficiente para encobrir totalmente o Sol. Nesse caso, a luz da estrela deve escapar ao redor do satélite, formando uma espécie de anel — é o eclipse anular.
A América do Sul, no entanto, não estará no caminho do eclipse híbrido. A Lua só vai entrar totalmente na frente do Sol em um estreita faixa da superfície terrestre, que começa no meio do Oceano Atlântico, perto do sudeste dos Estados Unidos, e se estende até alguns países africanos, como Congo, Gabão, Uganda e Etiópia.
No Brasil, o eclipse só poderá ser visto em sua forma parcial, na qual a Lua apenas tangencia o Sol, sem nunca entrar completamente debaixo de sua circunferência. O fenômeno só será visível em todos os estados da região Nordeste e alguns do Norte (Pará, Amapá, Roraima, e algumas regiões do Amazonas e do Tocantins), entre as 9 e as 11 horas da manhã, no horário de Brasília.

7326 – Mega Memória – O Eclipse do Sol de 3 de Novembro de 1994


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Este dia foi diferente em Foz do Iguaçú, no Paraná. Durante 4 minutos, das 10:44 às 10:48 a cidade ficou escura. A Lua entrou na frente do Sol e impediu que a luz atingisse parte da superfície da Terra. A palavra eclipse significa “encobrir”, ocultar. Tal sombra teve 200 km da largura e atravessou o Brasil dividindo-o em 2. Veio do Paraguai, entrou na Foz do Iguaçú e saiu por Criciúma, alcançando o Oceano Atlântico. Nesta faixa, o eclipse foi total e o dia virou noite por alguns minutos. Na grande sampa o eclipse foi parcial (86%).
No dia 03 de novembro de 1994 aconteceria no Sul do Brasil o último eclipse total do século, transformando aquela manhã de primavera em uma noite de quatro minutos. Uma gigantesca sombra com 200km de diâmetro, situada na faixa da totalidade, viaja a uma velocidade de 3.000km por hora, entra pelo pacífico passa pelo Chile e Bolívia e Paraguai, entra pelo Oeste de santa Catarina passando pelas cidades de Chapecó, Lages, Criciúma e vai em direção ao oceano atlântico.
O eclipse ocorreu em uma quinta-feira, tendo a totalidade começado exatamente às 10:44h, durando um pouco mais de quatro minutos, apresentando o Sol uma coroa muito espigada e ativa, com cerca de quatro grandes faixas de projeção coronal. Convém ressaltar que o sol encontrava-se em um final de máxima atividade Solar com muitas de manchas solares, que teve seu pico em 1991.

3365 – Primeiro eclipse total da Lua será nesta quarta-feira


Evolução do eclipse

O primeiro eclipse total da Lua a ocorrer neste ano será visível nesta quarta-feira, do início ao fim, em regiões do leste da África, na região central da Ásia, no Oriente Médio e no oeste da Austrália, caso o tempo seja favorável. Parte do fenômeno poderá ser visto da América do Sul.
Os cientistas estipulam que o evento completo deve durar cinco horas e meia, sendo uma hora e 40 minutos só de eclipse total. A última vez que aconteceu uma exposição tão longa assim foi em julho do ano 2000.
Conforme o satélite “entrar” na sombra da Terra, ele vai mudar gradualmente de cor, variando do cinza metálico para tonalidades laranjas e vermelhas.
Ao contrário dos eclipses solares, o lunar pode ser visto a olho nu, sem prejudicar a visão.

O que são eclipses?


A palavra vem de ekleipo e significa abandono, desaparição. Ocorre quando um astro deixa de ser visível, total ou parcialmente. Isso se dá pela interposição de outro astro entre ele e o observador. Às vezes a Terra projeta sua sombra sobra a Lua, causando o eclipse desta. Em 3 de novembro de 1994 se observou tal fenômeno. Até 5 eclipses solares e 3 lunares podem ocorrer em um ano, contudo, cada um é visível em diferentes localizações. Em 1629, missionários jesuítas notaram um erro no calendário chinês de séculos. Astrônomos imperiais erraram diversas vezes na previsão de eclipses. Os jesuítas preveram que um eclipse ocorreria ás 11h30 min com duração de 2 minutos. De fato ocorreu.