14.079 – Queda de nave israelense espalhou milhares de tardígrados pela Lua


tardígrado
Tardígrado vai sempre tarde

Qual é o bicho mais resistente que existe? Não, não são as baratas. Principalmente em um planeta onde vivem os tardígrados – simpáticos seres gorduchinhos como este que você vê na foto acima. Primos distantes dos artrópodes, eles costumam ter entre 0,5 e 1,2 milímetro de tamanho e sempre a mesma aparência: corpos rechonchudos de onde emergem oito pernas e pequenas mãozinhas – além de uma espécie de “esfíncter” onde deveria ser o rosto.
Eles, sim, já deram diversas provas de que merecem o título, sobretudo pela habilidade de viver tranquilamente em situações extremas. Índices de radiação que poderiam matar humanos; temperaturas escaldantes ou o frio Antártico, aridez extrema, longos períodos sem comer e até mesmo a queda de um asteroide. Nada disso é páreo para os tardígrados.
Sua capacidade de adaptação é tamanha que, em 2019, eles foram escolhidos para um experimento ousado. Uma nave israelense que tinha como destino final a Lua, a Beresheet, levou na bagagam uma “biblioteca lunar”, contendo milhões de arquivos digitais sobre o planeta Terra, amostras de DNA humano e um lote de milhares de tardígrados desidratados. Era a grande oportunidade de provar se esses seres microscópicos, além de dominarem climas extremos na Terra, podiam também viver no espaço.
Os prognósticos eram promissores. Em 2007, cientistas já haviam demonstrado que tardígrados poderiam sobreviver às condições que encontrariam em uma viagem ao espaço. Mesmo após serem bombardeados por altas doses de radiação, temperaturas abaixo de zero e viverem no vácuo alguns dias, eles permaneceram firmes e fortes.
O problema é que a Beresheet não concluiu sua missão original e, em vez de pousar placidamente na Lua, se espatifou por lá no último dia 11 de abril. A queda teria espalhado o carregamento de tardígrados pela superfície lunar.
A grande notícia é que, a tal “biblioteca lunar” que o veículo carregava sobreviveu. E, de acordo com o que disse à revista Wired Nova Spivack, fundador da missão que bancou a ida dos tardígrados a Lua, os bichinhos também não morreram – e podem ainda voltar à vida se tirados do estado de dormência em que se encontram.
Tardígrados têm a estranha habilidade de perder quase toda a água do corpo e reduzir drasticamente seu metabolismo – entrando numa espécie de “animação suspensa”. Esse estado letárgico é que os permite sobreviver em condições que, normalmente, poderiam ser fatais. Como viagens ao espaço, por exemplo.
Uma vez colocados na água, os animais se tornam ativos novamente – recuperando a capacidade de se alimentar e se reproduzir como sempre fizeram. Mas não há a possibilidade de que os tardígrados tomem conta da Lua e iniciem por lá uma civilização extraterrestre. Como não há atmosfera e água em estado líquido na superfície, eles não conseguem se reproduzir, permanecendo na situação de animação suspensa em que estão.
O que se especula agora, porém, é se seria possível buscá-los na Lua e devolvê-los à vida. Duvida que os bichinhos conseguiriam sobreviver a mais essa prova? É melhor pensar de novo. Há casos de tardígrados ressuscitados após passarem 30 anos congelados, por exemplo.
Quanto tempo eles aguardarão na superfície lunar, ou se a chegada de humanos benevolentes será suficiente para trazê-los de volta, só o tempo irá dizer. Enquanto eles estiverem ali, no entanto, poderemos afirmar sem medo que existe, sim, vida na Lua – para além dos micróbios presentes nos 96 sacos de fezes, vômito e urina que os astronautas deixaram por lá.

14.065 – NASA conclui cápsula Orion que levará tripulação à Lua até 2022


orion
Após 50 anos da primeira vez que o homem pisou na Lua, a NASA se prepara para fazer uma segunda viagem: em um evento de comemoração à missão Apollo 11, o vice-presidente norte-americano Mike Pence anunciou a conclusão da construção da cápsula espacial Orion.
“Orion é uma nova classe, projetada exclusivamente para voos espaciais de longa duração, que devolverão os astronautas à Lua e, eventualmente, levarão os primeiros humanos a Marte e os trarão de volta em segurança”, disse a vice-presidente e gerente geral de Espaço Civil Comercial da Lockheed Martin, empresa responsável pela construção da cápsula, Lisa Callahan.
A sua primeira missão será chamada de Artemis 1 e não vai contar com tripulação. A cápsula será enviada para orbitar a Lua a fim de testar os sistemas e analisar caminhos que levem até Marte. O gerente do programa Orion da Lockheed Martin, Mike Hawes, afirmou que os testes devem assegurar a viagem de pessoas à Lua até 2022 — quando a primeira mulher deve ir à Lua.
“O voo Artemis 1 testará o design e a mão-de-obra da cápsula e seu módulo de serviço durante a missão de três semanas ao redor da Lua. Estamos entusiasmados com essa missão, pois ela prepara o caminho para a primeira missão tripulada em 2022. Artemis 2.”, explicou.
Além da Lockheed Martin, a NASA fez parcerias com outras empresas, inclusive de diferentes países, para ampliar a qualidade do projeto e dividir custos. A Agência garante o estabelecimento da presença humana sustentável na Lua até 2028.

13.955 – Maior superlua de 2019 ocorre nesta terça-feira, 19 de fevereiro


lua de sangue
Depois da superlua de sangue, que ocorreu no dia 21 de janeiro, o céu será novamente iluminado por uma superlua na terça-feira, 19 de fevereiro. O evento não é tão raro quanto o fenômeno astronômico do mês passado, um eclipse lunar total que coincidiu com a Lua estar no ponto mais próximo da Terra. Mas será imperdível mesmo assim, pois será a maior superlua do ano — e a estimativa é que só em 2026 o satélite apareça tão grande quanto.
Na data, a Lua estará na fase cheia e no perigeu — ponto mais próximo da Terra — a 356.761 quilômetros de distância do nosso planeta. É tão perto que alguns astrônomos o chamam de perigeu extra-próximo. Embora atinja o perigeu às 7h09 no horário de Brasília, ela só estará completamente cheia a partir das 13h54, o que ajuda a aumentar o efeito do fenômeno.
O termo superlua não é um nome astronômico oficial. Ele foi cunhado em 1979, pelo astrólogo americano Richard Nolle, que a definiu como “uma Lua nova ou cheia que ocorre quando a Lua está na ou próxima (a pelo menos 90%) de sua maior proximidade da Terra”. O porquê ele escolheu os 90%, porém, não é claro.
Além do fenômeno astronômico principal da semana, na segunda-feira, 18, será possível observar alguns planetas a olho nu. Antes do nascer do Sol, haverá uma conjunção entre Vênus e Saturno a sudeste, na constelação de Sagitário. Após o pôr do sol, Mercúrio ficará visível no horizonte ocidental.

13.941 – Astronomia – Colisão que gerou a Lua nos deu os elementos da vida na Terra


lua choque
Estudo aponta que substâncias voláteis, como carbono, enxofre e nitrogênio, surgiram no planeta em consequência do impacto que formou o satélite natural.
A similaridade entre compostos encontrados aqui e no nosso satélite natural indicam que esses elementos foram gerados simultaneamente (Arek Socha/Pixabay)
Ao se chocar com a Terra no impacto que resultou na formação da Lua, um corpo do tamanho de Marte entregou ao nosso planeta alguns dos elementos voláteis essenciais à vida que temos até hoje, como o carbono, o enxofre e o nitrogênio. É isso que afirma um novo estudo publicado ontem (25) no periódico científico Science Advances.
De acordo com os autores, essa possibilidade explicaria a quantidade e distribuição desses elementos na composição da hidrosfera, atmosfera, crosta e manto terrestres. Para consolidar a ideia, os cientistas organizaram testes a alta pressão e temperatura, construíram modelos termodinâmicos e fizeram simulações numéricas.
Segundo eles, as similaridades entre as composições isotópicas do nitrogênio e do hidrogênio encontrados na Lua e na Terra sugerem que os elementos voláteis presentes em ambas tenham uma origem comum. Ou seja, a pesquisa aponta que a maior probabilidade é de que o impacto que formou nosso satélite lunar deixou, tanto aqui quanto lá, alguns desses componentes químicos, como carbono, enxofre e nitrogênio. Estes depois se combinaram para dar fruto a bactérias, plantas, animais e todos nós.

13.915 – Sonda chinesa pousa no lado oculto da Lua pela primeira vez na história


sonda chinesa
A sonda espacial chinesa Chang’e 4 pousou, nesta quinta-feira (3), no lado oculto da Lua — a parte do satélite que não é visível da Terra. Segundo a Administração Nacional Espacial da China, é a primeira vez na história que este pouso é realizado. As informações são das agências de notícias EFE, Associated Press, e da Rede Global de Televisão da China (CGTN, em inglês).
A nave, que tem um módulo e um ‘rover’ — veículo de exploração espacial — deve estudar a composição mineral, o terreno, relevo e a manta da superfície lunar, a camada abaixo da superfície. Também deve realizar observações astronômicas por meio de baixas frequências de rádio, a chamada radioastronomia.

“O lado oculto da Lua é um raro lugar calmo, que está livre da interferência de sinais de rádio vindos da Terra”, afirmou o porta-voz da missão, Yu Gobin, segundo a agência de notícias estatal Xinhua News. “Essa sonda pode preencher o vazio de observação de baixa frequência na radioastronomia, e irá fornecer informações importantes para estudar a origem das estrelas e da evolução da nébula [solar]”.
A alunagem [aterrissagem na superfície lunar], realizada às 0h26 (horário de Brasília), “abriu um novo capítulo na exploração humana da Lua”, afirmou a agência espacial chinesa. O local exato do pouso foi a cratera Von Karman, no polo sul lunar, que tem 186 quilômetros de diâmetro e 13 quilômetros de profundidade. Segundo a AP, cientistas chineses acreditam que pousar nessa cratera possibilitaria coletar novas informações sobre a manta da Lua.
O lado oculto da Lua é relativamente pouco explorado e tem uma composição diferente daquela do lado “próximo”, que pode ser visto da Terra, e onde outras naves já pousaram. Países como a antiga União Soviética, os Estados Unidos e até mesmo a própria China já haviam realizado missões desse tipo.
De acordo com a Nasa, a agência espacial americana, essa parte do satélite foi observada pela primeira vez em 1959, quando a nave soviética Luna 3 enviou as primeiras imagens. Em 1962, os Estados Unidos tentaram enviar uma missão não tripulada ao lado oculto da Lua, que não deu certo, segundo a EFE.
O objetivo do programa Chang’e, que começou com o lançamento de uma primeira sonda orbital em 2007, é uma missão tripulada à Lua a longo prazo, ainda sem data definida. A primeira missão espacial tripulada da China foi em 2003 — o terceiro país a realizar uma depois de Rússia e Estados Unidos. O país também colocou duas estações espaciais em órbita e planeja lançar um ‘rover’ em Marte no meio da década de 2020.

china foguete

13.735 – ‘Lua de Sangue’: Maior eclipse lunar do século poderá ser visto do Brasil


lua de sangue
O maior eclipse lunar do século XXI poderá ser visto do Brasil na sexta-feira, 27-julho de 2018. O fenômeno, também conhecido como Lua de sangue, começa às 16h30 – o eclipse total vai durar cerca de uma hora e meia, segundo o Observatório Nacional. É o último eclipse total da Lua que poderá ser observado do Brasil neste ano, o próximo acontece em janeiro de 2019.
Na parte leste do país, onde ficam estados como Rio de Janeiro e Bahia, a Lua nascerá durante a fase total do eclipse. No oeste, entretanto, os brasileiros vão observar a Lua em sua fase parcial.
O Observatório Nacional recomenda que as pessoas busquem um local onde é possível ver o céu perto do horizonte a leste.
A partir das 18h13, a Lua sai da sombra mais escura – o movimento marca o início do eclipse parcial, que vai até as 19h19. Depois, começa a fase penumbral, quando a Lua entra em sua sombra mais clara. A Lua de sangue termina às 20h29.

O que é um eclipse?
Para que ocorra um eclipse, Terra, Lua e Sol devem estar alinhados. Dependendo da ordem, o resultado é um eclipse solar (com a Lua entre o Sol e a Terra) ou lunar (a Terra entre o Sol e a Lua). Os eclipses podem ser totais, parciais ou penumbrais. O eclipse lunar total ocorre quando o satélite penetra completamente a zona de sombra projetada pela Terra. Por causa da coloração avermelhada que a Lua adquire durante o fenômeno, ela recebe a denominação informal de “Lua de sangue”.
O parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida. O penumbral acontece quando a Lua passa pela região de transição entre luz e sombra, com a Terra interceptando apenas uma parte dos raios solares.

13.032 – Google cria prêmio milionário para quem levar minijipe à Lua primeiro


minijipe
Trata-se do Prêmio X Lunar Google (GLXP), patrocinado pela gigante da internet para fomentar o desenvolvimento de tecnologias espaciais de baixo custo e a exploração do satélite natural da Terra.
A maior bolada –US$ 20 milhões– vai para o primeiro grupo que conseguir pousar na Lua um módulo robótico capaz de se deslocar por no mínimo 500 metros pela superfície e transmitir vídeos e fotos em alta definição de lá.
O segundo colocado, se houver, não sairá de mãos abanando; levará US$ 5 milhões. É importante colocar esses valores em perspectiva, porém. O preço de tabela para o lançamento de um foguete Falcon 9, da SpaceX –o mais barato do mercado com capacidade para levar uma carga útil até a Lua–, não sai por menos que US$ 62 milhões.
E as regras da premiação exigem que 90% do financiamento do projeto seja privado. Ou seja, as equipes precisam ter um plano de negócios que justifique o investimento todo na missão.
Isso explica a intensa movimentação no grid até o último dia de 2016: das 16 equipes atualmente inscritas (antes eram 29), apenas 5 conseguiram apresentar contratos de lançamento. E como o contrato assinado até o fim do ano é pré-condição para seguir na disputa, várias delas estão se associando.
É o caso da brasileira SpaceMETA, liderada pelo engenheiro Sergio Cavalcanti. Ela chegou a ter um acordo assinado para usar o primeiro voo do foguete Cyclone-4 a partir de Alcântara, mas o lançador se desmaterializou com o cancelamento da parceria entre brasileiros e ucranianos.
Agora, para ter alguma chance, ela e outras três equipes tentam se reunir num grupo em torno do grupo internacional Synergy Moon. “Montamos a estratégia de desaparecer e reaparecer com um time global”, disse Cavalcanti à Folha. Detalhe: o contrato da Synergy, embora reconhecido pelos juízes do GLXP, envolve um foguete ainda não testado sequer uma vez em voo.
Movimento similar de emparceiramento de última hora fez a equipe japonesa Hakuto, que se juntou à indiana Team Indus para viajar junto com ela. Mas nesse caso a chance de sucesso é bem maior: elas têm voo assegurado no foguete indiano PSLV –lançador que inclusive já realizou uma missão lunar, a Chandrayaan-1. (Será esse mesmo lançador que levará a Garatéa-L, primeira missão lunar brasileira, em 2020.)

Objetivos
> Pousar suavemente uma espaçonave na Lua

> Viajar 500 metros no solo lunar

> Enviar fotos e vídeos em alta definição

Prêmios

1º colocado – US$ 20 milhões
2º colocado – US$ 5 milhões
Prêmios-bônus – US$ 5 milhões

Prazo final
31 de dezembro de 2017

Equipes
> Team SpaceIL (Israel)
> Team Indus (Índia)
> Part-Time Scientists (Alemanha)
> Moon Express (EUA)
> Synergy Moon (internacional)
> STELLAR (EUA)
> Independence-X (Malásia)
> Omega Envoy (EUA)
> Euroluna (internacional)
> Hakuto (Japão)
> Astrobotic (EUA)
> Team Puli (Hungria)
> SpaceMETA (Brasil)
> Team Plan B (Canadá)
> AngelicvM (Chile)
> Team Italia (Itália)

12.996 – É hoje! Superlua com chuva de meteoros


LUA
Se você perdeu a chance de observar a maior Superlua do século, no início de novembro, ainda tem a oportunidade de ver o satélite chegar mais perto da Terra pela última vez antes de 2016 acabar. A lua vai parecer um pouco maior na virada de 13 para 14 de dezembro – e o fenômeno vem acompanhado das Geminíadas, uma das maiores chuvas de meteoros do ano.
Superluas são relativamente comuns: toda a vez que a Lua passa pelo apogeu da sua órbita, fica mais próxima do nosso planeta que o normal. Quando isso acontece e a lua está cheia, ela parece ficar maior no céu. Em 2016, tivemos várias superluas, mas próxima só vai acontecer em dezembro de 2017, então vale a pena aproveitar a chance.
Para perceber a diferença no tamanho da lua, é importante buscar referências de dimensão, como prédios e árvores. O horário ideal para fazer isso, na noite do dia 13, é 19h30, quando a lua começa a aparecer no horizonte. Já o ápice da fase cheia da lua acontece perto das dez da noite.
Se não bastasse a lua, uma chuva de meteoros também é motivo para observar o céu nas noites dessa semana. Da madrugada do dia 12 ao dia 18, as estrelas cadentes Geminíadas devem cruzar o céu. O show das Geminíadas é especialmente brilhante e “produtivo”: são 120 meteoros passeando no céu por hora.
O problema é que o espetáculo vai ter que dividir o palco com a Superlua, já que o pico de estrelas cadentes também está estimado para as 22h da terça-feira. Com o brilho da lua, alguns meteoros devem ficar ofuscados. Mesmo assim, a estimativa da Nasa, segundo o site Space.com, é que 40 meteoros apareçam cruzando o céu, uma chuva mais abundante que a de Leônidas, que pintou o céu em novembro.
O horário recomendado para observar as estrelas cadentes é às 2h da manhã do dia 14. O ideal é começar a observação meia hora antes, para os olhos se acostumarem ao escuro. Estar o mais longe possível de luzes urbanas também ajuda na visibilidade do show. As Geminídias também tendem a aparecer mais alto no céu conforme as horas passam.
Fenômenos astronômicos estão por todos os lados nesta semana: para fechar o combo Superlua + chuva de meteoros, o planeta Júpiter também deve aparecer no céu das 2h da madrugada até o amanhecer, durante todo o mês de dezembro. Pode falar o que quiser de 2016, mas, pelo menos em termos astronômicos, o ano deve terminar de uma forma brilhante.

12.927 – Superlua de 14 de novembro será 14% maior e 30% mais brilhante


Lua Cheia
A Superlua esperada para o dia 14 de novembro será a mais brilante Lua Cheia observada desde 1948. Este fenômeno acontece quando a Lua atinge sua fase cheia no ponto mais próximo possível da Terra, por causa de sua órbita elíptica. Assim, o satélite parece maior e mais brilhante que o normal.
Quem não conseguir acompanhar o espetáculo em primeira mão, pode conferir o vídeo que será transmitido pelo Slooh Community Observatory.
Apesar de parecer 14% maior e 30% mais brilhante do que uma Lua típica, um observador comum não vai conseguir identificar grande diferença. “Não é o suficiente para ser notado a não ser que você seja um observador muito cuidadoso”, diz o editor da revista Sky & Telescope.
A revista sugere montar um modelo simples em casa para se ter uma ideia do que veremos no dia 14 de novembro. Para fazer isso, use um globo de 30 cm para representar a Terra e uma laranja para representar a Lua. Coloque os dois objetos a 9 m de distância. Então, posicione-se perto da Terra para ver o tamanho da Lua em uma situação normal. Para comparar com uma situação de Superlua, aproxime a laranja 50 cm do globo e repita a observação. Você notará apenas uma pequena diferença.
Existe um efeito ótico, porém, que é ideal para fotógrafos: a Lua parece muito maior quando está perto do horizonte, quando fica atrás de prédios e árvores. Pesquisadores acreditam que este efeito aconteça porque conseguimos comparar a Lua com objetos próximos ou porque o cérebro entenda que objetos no horizonte são maiores do que objetos que estão no céu, longe do horizonte.
Quem estiver no litoral vai reparar que a maré vai subir um pouco mais que o normal. Sky & Telescopes prevê que a maré vai subir 5 cm a maios no dia 14 de novembro por causa da Superlua.
“A maior diferença acontece em algumas áreas do Alaska, onde a maré pode subir 15 cm a mais. Mas considerando que essas áreas têm variação de maré de 9 m, esse aumento é uma pequena porcentagem do todo”, diz porta-voz do National Oceanic and Atmospheric Administrations, serviço nacional oceânico dos EUA.
Observadores do espaço estão com sorte. Esta Superlua é apenas a segunda de 2016, sendo que a primeira aconteceu em outubro e a terceira acontece dia 13 de dezembro.
A desvantagem para os observadores da Lua, porém, é que na Lua Cheia fica mais difícil de visualizar as crateras lunares, já que a iluminação acontece de forma mais direta, sem a formação de sombras. A grande luminosidade da Superlua também vai atrapalhar a observação de outros objetos espaciais, devido ao excesso de claridade vindo do satélite da Terra.
“Ela vai apagar a visão da chuva de meteoros Geminidas. Observadores vão ser sortudos se conseguirem ver 12 Geminidas por hora no pico da chuva”, dizem pesquisadores da NASA
Esta será a Lua mais brilhante desde 1948. Segundo a NASA, a próxima ocasião em que isso vai acontecer nesta intensidade é em 25 de novembro de 2034.
Para aproveitar melhor esta visão, escolha um ponto de observação longe das cidades, com boa vista do horizonte e use um telescópio ou binóculo.
Luas Cheias acontecem quando o Sol, Terra e Lua se alinham, mas não exatamente
A Lua Cheia acontece todo mês, quando o Sol, Terra e Lua se alinham, com a Terra no meio. Este alinhamento, porém, não é perfeito, e a luz do Sol consegue passar e atingir a Lua, que reflete esta luz de volta para nós.
Quando o alinhamento é perfeito, a Terra impede que a luz do Sol atinja a Lua, resultando em um eclipse lunar total. Nenhum eclipse lunar total vai acontecer em 2017, mas um parcial vai acontecer no dia 21 de agosto de 2017. [Space.com]

12.835 – Novas evidências derrubam principal teoria sobre o surgimento da Lua


lado-escuro-lua
Desde a década de 70, acredita-se na hipótese do “Grande Impacto”, segundo a qual a Lua teria surgido a partir de um choque do protoplaneta Theia com a Terra.
Esta teoria poderia explicar o tamanho da Lua, a baixa presença de ferro em suas rochas, sua distância da Terra, entre outros fatores. A hipótese, no entanto, começou a ser colocada em dúvida em 2001, quando foi demonstrado que a composição das rochas terrestres e lunares era praticamente idêntica, achado que contradiz a teoria do Grande Impacto.
Agora, os cientistas Kun Wang e Stein B. Jacobsen, dos EUA, publicaram um relatório que derruba de vez a ideia do Grande Impacto. Ao estudar os isótopos de potássio das rochas terrestres e lunares, eles encontraram as mesmas proporções de potássio-39 e potássio-41. Os pesquisadores também demonstraram que as rochas lunares possuem 0,04% mais potássio-41 que as rochas terrestres, uma diferença que se deve ao fato de a Lua ser resultado da evaporação do manto da Terra após a colisão com Theia, e não uma parte do protoplaneta.
Após o impacto violento, o corpo celeste se fundiu com a Terra, gerando uma atmosfera densa na qual foi criado o satélite. “A fusão total dessa atmosfera explica a composição idêntica de isótopos na Terra e na Lua”, explicou Wang.

12.731 – Americanos vão voltar à Lua ano que vem. Mas não é a Nasa


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Como vimos numa matéria anterior, (12.725); o governo americano acaba de autorizar a primeira missão privada a sair da órbita terrestre. A companhia Moon Express ganhou autorização para mandar um robô para a Lua ano que vem.
A empresa teve que passar por uma batalha burocrática que envolveu várias agências governamentais, como o Departamento de Estado, a Agência Nacional de Segurança (a famosa NSA dos grampos), a Administração Federal de Avião e, claro, a Nasa.
A iniciativa começou em 2010, por três empresários do Vale do Silício: Naveen Jain, Barney Pell e Robert D. Richards. Em 2014, eles testaram com a Nasa, no Centro Espacial Kennedy, seu MTV-1X, o módulo lunar. A geringonça tem o tamanho de uma mesa de centro e lembra um disco voador (ou um pneu, para quem não é ligado em sci-fi).
O foguete que irá levar a sonda é o Electron, da Rocket Labs. Com 16 metros de comprimento e dois estágios, a um módico custo de 4,9 milhões de dólares, é um teco-teco perto do colossal Saturno V, que conduziu as missões Apollo – o maior foguete da história, com 111 metros. Mas a Rocket Labs garante que chega lá.
Se chegar, eles levam o Google Lunar X PRIZE, uma boladinha de 20 milhões que mal deve cobrir as despesas, se tanto. Mas o plano é dar largada à exploração comercial do espaço além da órbita terrestre. “Agora estamos livres para velejar como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua”, afirma o CEO Bob Richards. “Procurando novo conhecimento e recursos para expandir a esfera econômica da Terra para benefício de toda a humanidade.” Aliás, antes mesmo de conseguirem a autorização para os voos, eles já tinham autorização para conduzir atividades de mineração no espaço, o que foi aprovado no congresso americano.
O futuro do espaço já está nas mãos das empresas, com a Nasa privatizando seus lançamentos desde 2008. Por mais excitante que tenha sido, a primeira era da exploração espacial foi uma manobra de publicidade entre duas superpotências. Assim que os States ganharam a Corrida Espacial com a Apollo 11, o público dormiu: o lançamento da última Apollo, a 17, em 1972, perdeu em audiência para reprises de I Love Lucy.
O caminho do espaço agora é o caminho do dinheiro, mais para Han Solo que Capitão Kirk. Ou, para manter os pés na Terra, mais para Cristóvão Colombo que Neil Armstrong.

12.725 – Empresa privada dos EUA vai enviar sonda à Lua em 2017


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Trata-se da primeira vez que uma empresa privada poderá realizar este tipo de missão. Até hoje, apenas os governos dos Estados Unidos, da China e o da ex-União Soviética enviaram naves espaciais para o satélite.
“Agora nós estamos livres para partir como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua, buscando novos conhecimentos e recursos para expandir a esfera econômica da Terra, para o benefício de toda a humanidade”, disse Bob Richards, cofundador e presidente-executivo da Moon Express, empresa fundada em 2010 e sediada em Cabo Canaveral, na Flórida.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos anunciou a aprovação, após realizar consultas com a Casa Branca, o Departamento de Estado e a Nasa, a agência espacial americana.

12.555 – Espaço – Empresas privadas querem reconquistar a Lua


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Lá se vão quase 45 anos desde a última vez em que o homem pôs os pés na Lua. As imagens da tripulação da missão Apollo 17 pousando o módulo Challenger no Vale da Taurus-­Littrow são o derradeiro registro, quase apagado da memória, de um tempo em que o corpo celeste mais próximo de nosso planeta deixou de ser só dos poetas, seresteiros e namorados.
Desde então, a Lua ficou metaforicamente mais longe. A Nasa, a agência espacial americana, praticamente a abandonou. Houve iniciativas da extinta União Soviética, da Rússia e da China, mas sempre com naves sem ninguém dentro. Foram experiências interessantes, mas sem o tom espetacular e os grandes avanços científicos dos primeiros tempos.
Vencer a corrida lunar era busca incansável dos Estados para demonstrar força no apogeu da Guerra Fria. Já não é assim. Agora, tudo leva a crer que estamos no caminho da privatização da Lua. “Se dependermos apenas de governos, o universo continuará inexplorado”, diz o engenheiro John Thornton, fundador da americana Astrobotic. Até o ano que vem, a empresa pretende enviar a primeira sonda privada para a Lua. Quer se aventurar nas cavernas cor de Flicts. Se cumprir a meta, garantirá ainda uma pomposa recompensa de 20 milhões de dólares, prometida pela premiação Lunar — parceria entre o Google e a organização sem fins lucrativos XPrize — à primeira companhia da história a concluir a estratosférica missão.
O prêmio Lunar foi idealizado em 2007 com um claro objetivo: “Incentivar empreendedores espaciais a criar uma nova era de acesso barato à Lua e além”. Para entrar na competição, era necessário que um time de cientistas qualificados apresentasse um plano possível para pousar no satélite e percorrer uma distância de 500 metros no terreno, por meio de uma sonda controlada a distância, da Terra. A condição: ao menos 90% do financiamento do projeto tem de vir do setor privado; os outros 10% podem brotar do governo. Ao todo, será distribuído um butim de 30 milhões de dólares — os 20 milhões ao campeão, 5 milhões ao segundo colocado e outros 5 milhões de bônus aos que atingirem uma série de etapas científicas preestabelecidas.
Liderada pelo Google e pela XPrize, e com o apoio de empreendedores do porte de Elon Musk, fundador da Tesla, fabricante de carros elétricos, e da SpaceX, de exploração espacial —, a competição estava, até há pouco, envolta em descrédito. De início, a promessa era lançar um foguete em 2012. Porém, quando a data chegou, o Lunar puxou o freio, anunciando que nenhum time aparentava estar próximo de elaborar uma proposta razoável para vencer. O prazo, então, foi estendido para 2015, depois para 2016 e, recentemente, para 2017. Das 29 empresas que se candidataram à disputa, de catorze países, treze desistiram (boa notícia: sobrou uma brasileira). “Não é fácil ser o primeiro a realizar algo tão ousado, e é de esperar que existam percalços”, disse a americana Chanda Gonzales-Mowrer, diretora do Lunar. “Depois de chegarmos lá, e de colocarmos nosso nome nos livros de história, ninguém se lembrará desses problemas, apenas da glória.”

12.313 – Espaço – Em 10 anos você pode morar na Lua (?)


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Em agosto de 2014, alguns dos cientistas e astrônomos mais importantes do mundo se reuniram para desenvolver formas baratas e eficazes para construir uma base na Lua capaz de abrigar humanos. Entre eles, estavam o astrobiólogo Chris McKay, da NASA , George Church e Peter Diamandis, da X Prize Foundation. Mas o resultado desse encontro só foi divulgado hoje e é uma ótima notícia para quem quer se mudar deste planeta o quanto antes: uma estação habitada na Lua pode ser criada em breve e sem quebrar os cofres.
A previsão para que essa utopia espacial se torne realidade é bastante imediata. De acordo com as informações publicadas pela revista New Space, poderíamos montar uma pequena estação lunar até 2022 com 10 bilhões de dólares ou menos – o programa Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez custou o equivalente a 150 bilhões de dólares.
A explicação para o orçamento modesto e o prazo curto não tem nada de outro planeta. Novas tecnologias como impressoras 3D, robôs, carros autônomos (que se dirigem sozinhos) e privadas recicladoras serão alternativas baratas e extremamente úteis nessa migração lunática.
Guardadas as devidas proporções, o homem sabe como sobreviver na Lua, aprendizado da vivência na Estação Espacial Internacional. Os cientistas já desenvolveram suplementos alimentares complexos, mecanismos capazes de reciclar água no espaço e sistemas para equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono.
A realidade virtual, por exemplo, seria útil para ajudar nos esforços de planejamento, desenvolvimento de cenários operacionais, testes de ambientação e treinamento de pessoal. As impressoras 3D são outra tecnologia que tem espaço garantido na maquete lunar: elas podem fabricar peças para foguetes, substituir componentes quebrados e diminuir os custos de lançamento.

Bilhetes para a Lua na classe executiva
Ao contrário do que geralmente acontece nas migrações terrestres, o ideal seria ocupar a Lua pouco a pouco e em pequenos grupos para passar estadias curtas. Com o passar do tempo (e dos avanços tecnológicos), as missões passariam períodos mais longos por lá, assim como ocorre com a Estação Especial Internacional.
Nos planos mais ambiciosos, a estação da Lua poderia evoluir para um complexo espacial cheio de soluções multiuso. Alguns pensam nessa estação povoada por centenas de famílias, outros a imaginam como base científica ou até mesmo turística.

A Lua como trampolim para Marte
Mas a NASA não está interessada em enviar outros homens à Lua, a concentração agora é para chegar a Marte em 2030. “Para mim, a Lua é tão sem graça quanto uma bola de concreto. Mas não teremos uma base de pesquisa em Marte se não fizermos isso primeiro na Lua”, afirma Chris Mckay.
Construir uma estação na Lua seria um teste para Marte. Uma valiosa oportunidade de testar sistemas de propulsão, adaptação, comunicações e formas de sobrevivência para os astronautas, com a diferença do tempo de viagem: 9 meses de distância contra apenas alguns dias até a Lua.
O grande impasse para o sonho da casa própria na Lua é a NASA, que só vai se dar ao luxo de escolher um dos destinos, ou a Lua ou Marte. Se McKay e seus colegas estiverem certos, nós podemos ir aos dois – mas antes precisamos incluir robôs e impressoras 3D na bagagem.

12.237 – Planeta Terra – Fases da Lua influenciam as probabilidades de chuva


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Cientistas da Universidade de Washington analisaram 15 anos de dados divulgados pela Nasa e concluíram: a Lua tem influência sobre as chuvas na Terra. Segundo os pesquisadores, o satélite cria “protuberâncias” em nossa atmosfera, aumentando a precipitação, e definem a quantidade de água que vai cair do céu.
Segundo os dados coletados pelos cientistas, a Lua pressiona a atmosfera terrestre quando está acima de uma região específica. A pressão atmosférica elevada aumenta a temperatura, sugando mais umidade. “É como se um container ficasse mais largo com uma pressão mais alta”, afirma Tsubasa Kohyama, doutor que conduziu o estudo. “Menos umidade significa um clima menos propício à chuva”, conclui o pesquisador.
Isso não significa que você deve saber a posição da Lua para saber se leva o guarda-chuva. Nosso satélite causa apenas 1% de diferença em relação ao volume de chuva registrado aqui na Terra. Os dados garimpados por Kohyama e sua equipe serão usados para estudos que avaliarão como as fases lunares influenciam outros tipos de fenômenos climáticos. Até o momento, é sabido que a Lua possui impacto no comportamento das marés oceânicas.

12.072 -Pela primeira vez desde 1977, a noite de Natal será de Lua Cheia


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Em 2015, os céus prepararam um presentão de Natal pra quem gosta de admirar a Lua: pela primeira vez em 38 anos, as noites dos dias 24 e 25 de dezembro serão iluminadas por uma bonita lua cheia. Já falamos aqui de um outro acontecimento espacial que deve ocorrer também na véspera de Natal. Em algum lugar a 11 milhões de quilômetros da Terra, a mais ou menos 28 vezes a distância até a Lua, um asteroide gigante com dois quilômetros de diâmetro estará de passagem.
Quer mais sincronias cósmicas incríveis e esquisitas? Vamos lá: talvez como uma prova de que a Força é forte em nosso planeta, na última vez em que Natal e lua cheia coincidiram, em 1977, também foi o ano em que o primeiro filme da trilogia clássica de Star Wars chegava aos cinemas.
Além disso, a Nasa informou que o evento só ocorre novamente em 2034. Como sugerem as evidências, talvez a gente já saiba o ano em que o episódio 10 de Star Wars vai estrear.

10.827 – Eclipse total da Superlua é visto das Américas ao Oriente Médio


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O eclipse total da Lua pôde ser observado durante mais de uma hora neste domingo (27), das 23h11 até 0h23 (horário de Brasília), do continente americano até o Oriente Médio.
O astro, que não produz luz própria e aproveita a que recebe do Sol, esteve alinhado com o Sol e a Terra.
saiba mais
FOTOS: A Superlua pelo mundo
Moradores de SP observam Superlua em planetário
Superlua e eclipse total ocorrem ao mesmo tempo na noite deste domingo
Blog do Observatório: Entenda o eclipse da Superlua
Em seu ponto mais próximo da Terra e em fase cheia, a Lua parece maior e mais luminosa, por isso é chamada de Superlua. Além disso, o eclipse total fez com ela ficasse vermelha, um fenômeno magnífico que só voltará a acontecer em 2033.
Os admiradores que conseguiram contemplá-la foram presenteados com um espetáculo da natureza.
A Lua desapareceu do nosso campo de visão, privada dos raios solares, e reapareceu pintada de vermelha – por isso, também é conhecida como “lua sangrenta” ou “lua de sangue”. A transmissão foi feita pelo site da rede de observatórios Slooh e reproduzida no Youtube.

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10.819 – Astronomia – Eclipse total e superlua acontecem ao mesmo tempo neste domingo


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Um evento raro vai iluminar – e logo depois escurecer – o céu, neste domingo (27). A lua vai atingir seu ponto mais próximo da terra e, na mesma noite, também haverá eclipse total, que pintará sua superfície de vermelho. Aqui no Brasil, a superlua pode começar a ser apreciada a partir do anoitecer. O eclipse poderá ser visto a partir das 22h e a alcançará sua totalidade por volta das 23h30.
De acordo com a Nasa, essa combinação só aconteceu cinco vezes desde 1900. A última foi em 1982 e, a próxima, só daqui a dezoito anos. Entretanto, apesar do tamanho do satélite estar 14% maior do que o de costume, essa imensidão não é tão perceptível quando a lua está lá no alto. Na hora do eclipse, o charme fica por conta da cor vermelha mesmo.
Claro que o mais legal é assistir à essa lua magnífica a olho nu, mas, se você quiser, dá para começar a assistir pelo site da Nasa. Vai rolar transmissão em tempo real, a partir das 21h (horário de Brasília).
2015 é um ano que está sendo bem especial para a astronomia, com vários fenômenos raros acontecendo. A gente preparou uma lista com os eventos astronômicos mais incríveis que você vai poder ver este ano. E a Nasa até preparou este videozinho aqui embaixo para celebrar a importância dessa superlua combinada a eclipse.

11.718 – História da Astronomia – O Grande Engodo da Lua


vida na lua
Em 25 de agosto de 1835, a primeira de uma série de seis matérias anunciando a suposta descoberta de vida da Lua é veiculada no jornal New York Sun
Conhecidas conjuntamente como “O Grande Engodo da Lua”, as matérias foram supostamente reproduzidas de artigos do Journal of Science de Edimburgo, assinados pelo Dr. Andrew Grant, descrito como um colega de Sir John Herschel, um famoso astrônomo da época. Na verdade, Herschel havia viajado para a Cidade do Cabo, na África do Sul, em janeiro de 1834, para construir um observatório com um novo e poderoso telescópio. Conforme o relato de Grant, Herschel havia encontrado sinais de vida na Lua, incluindo animais fantásticos como unicórnios, castores peludos e de duas pernas e humanoides alados que pareciam com morcegos. Os textos também faziam descrições vívidas da geografia da Lua, mencionando crateras massivas, enormes cristais de ametistas, rios de águas torrenciais e vegetação exuberante.
O New York Sun, fundado em 1833, era um dos jornais “penny press” (tabloides que custavam um centavo de dólar) que atraíam um público maior com um preço barato e um estilo mais narrativo de jornalismo. A partir do primeiro dia em que a matéria do engodo da Lua foi lançada, as vendas do jornal aumentaram consideravelmente. Era algo excitante e os leitores engoliram. O único problema é que nada disso era verdade. O Journal of Science de Edimburgo havia cessado suas publicações alguns anos antes e Grant era um personagem fictício. Os artigos foram provavelmente escritos por Richard Adams Locke, um repórter do Sun formado pela Universidade de Cambridge. Com o objetivo de ser uma sátira, eles foram concebidos para zombar de especulações sérias sobre a vida extraterrestre, especialmente as do Reverendo Thomas Dick, um popular escritor de assuntos científicos, que afirmou em seus livros best-sellers que a Lua possuía 4,2 bilhões de habitantes.
Entretanto, os leitores embarcaram completamente na história e não conseguiram identificá-la como uma sátira. A loucura em torno das supostas descobertas de Herschel chegou até mesmo a enganar um comitê de cientistas de Yale, que viajou até Nova York à procura dos artigos do jornal de Edimburgo. Depois que os funcionários do Sun os enviaram para lá e para cá, entre os escritórios editoriais e de impressão, na esperança de desencorajá-los, os cientistas retornaram a New Haven sem perceber que tinham sido enganados.
Em 16 de setembro de 1835, o Sun admitiu que as matérias tinham sido uma fraude. Mas as pessoas se divertiram com a história toda e as vendas do jornal não sofreram queda. O Sun continuou a existir até 1950, quando se fundiu com o New York World-Telegram – porém, a fusão só foi concretizada em 1967. Um novo New York Sun foi criado em 2002, mas não possui nenhuma relação com o original.

11.610 – Homem pisa pela primeira vez na Lua em 20-07-1969


wi fi na lua
No dia 20 de julho de 1969, a humanidade deu, literalmente, um passo muito além de suas fronteiras terrestres quando pela primeira vez um homem homem pisava na Lua. O feito do astronauta norte-americano Neil Armstrong e do seu colega Buzz Aldrin foi transmitido ao vivo para 100 milhões de pessoas. Foram, ao todo, duas horas e 45 minutos de caminhada pela Lua.
Ao pisar na superfície lunar, Armstrong disse a famosa frase: “Este é um pequeno passo para o homem e um salto gigantesco para a humanidade”.
Ao todo, os dois astronautas ficaram 21 horas no satélite. Os dois aproveitaram sua estada na Lua para fincar a bandeira dos Estados Unidos, recolher cerca de de 22 kg de material e fazer fotos. Ambos pousaram numa região chamada Mar da Tranquilidade, a bordo do módulo lunar Eagle.
A missão de grande sucesso havia começado no dia 16 de julho, quando o foguete Saturno V foi lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, transportando a espaçonave Columbia. A tripulação era formada pelo comandante Neil Armstrong, Michael Collins (piloto do módulo de comando) e Edwin “Buzz” Aldrin (piloto do módulo lunar).
A Apollo 11 retornou à Terra no dia 24 de julho a uma velocidade de 11.031 metros por segundo e pousou no Oceano Pacífico. Os três astronautas ainda precisaram ficar de quarentena para evitar que trouxessem algum tipo de micróbios do espaço. Depois, viraram celebridades mundiais e escreveram para sempre os seus nomes na história.