13.729 – Copa de 2018 – Seleção da Croácia já faz História


camisa da croacia
A Croácia precisou da sua terceira prorrogação na Copa do Mundo para bater a Inglaterra e garantir a classificação para a final. A vitória por 2 a 1 com um gol do atacante Mandzukic a cinco minutos do fim. É a primeira vez que a seleção europeia chega até a decisão da competição.
Não faltaram as piadas em referência ao cantor cantor Mick Jagger tido como torcedor pé frio.
Um pequeno pedaço de um quebra cabeças desconjuntado chamado Iogoslávia, a Croácia evoluiu após o desmembramento.

Bom no futebol, ruim no “frescobol”
O meia Ivan Perisic marcou um gol e uma assistência na vitória da Croácia por 2 a 1 contra a Inglaterra, pela semifinal da Copa do Mundo de 2018, e foi eleito o melhor jogador da partida. No entanto, o talento do jogador da Inter de Milão também foi posto a prova no Circuito Mundial de vôlei de praia, no ano passado.
Perisic foi convidado para promover a etapa do Mundial de vôlei de praia em Porec, na Croácia. O meia, de 29 anos, disputou três partidas com o compatriota Niksa Dellorco, mas não teve tanto sucesso quanto na Copa da Rússia e perdeu todos os jogos, sem vencer nenhum set, terminando o torneio na 25ª colocação. Os brasileiros Guto e Pedro Solberg foram os campeões daquele edição do evento.
Se nas areais do vôlei de praia o croata não teve tanto sucesso, dentro dos gramados de futebol ele tem tido destaque na seleção da Croácia, maior surpresa desta edição do Mundial. Pela primeira vez na final, os croatas vão encarar a tradicional seleção francesa no próximo domingo, às 12h (de Brasília), no Estádio Lujniki, em Moscou.

Camisa quadriculada azul tá dando sorte
Quadriculada como uma colça de retalhos
Desde 1998, quando a Croácia se apresentou ao mundo do futebol com a boa campanha na Copa da França (terminou em terceiro em seu primeiro Mundial), seu primeiro uniforme, xadrez em vermelho em branco, se tornou um ícone da moda esportiva. Na Copa da Rússia, no entanto, a equipe dos Bálcãs atuou em cinco de suas seis partidas com sua segunda camisa, mais escura, em dois tons de azul. O êxito do time de Luka Modric e companhia, que no domingo decidirá o título com a França, transformou o uniforme em sonho de consumo de muitos torcedores. Só há um problema: onde encontrá-lo?
Pelas ruas de Moscou, há croatas orgulhosos a cada esquina, camisas quadriculadas em vermelho e branco por toda parte. Mas nada da azul. Nem mesmo na enorme loja da fornecedora da seleção, a poucos quilômetros da Praça Vermelha. “Sold out” repete o vendedor russo, num dos poucos termos que domina em inglês, para dizer que o produto está esgotado. Com a ajuda de um aplicativo de tradução, ele explica que os uniformes 1 e 2 da Croácia até chegaram às prateleiras, em número reduzido se comparado ao de Brasil, França e Inglaterra, por exemplo, e rapidamente esgotaram. O mesmo ocorreu com a extravagante camisa da Nigéria. O vendedor disse não saber se chegará uma nova remessa.
Um torcedor croata, que, confiante no título inédito, já planejava bordar uma estrela em sua camisa vermelha e branca, afirmou que a melhor forma de encontrar o modelo azul seria a loja oficial no site da federação croata. Mas o item tampouco está disponível por lá. Nem nas lojas virtuais da fornecedora nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Rússia, onde o preço do item esgotado variava de 345 a 380 reais segundo a cotação de cada moeda.

13.715 – A Seleção da Sérvia


servia
Sucessora natural da Seleção Servo-Montenegrina de Futebol, que, por sua vez, já era sucessora da Seleção Iugoslava de Futebol. Na Copa de 2010, primeira copa disputada como nação independente, não correspondeu às expectativas e foi eliminada na primeira fase.Mas o time surpreendeu a todos quando aplicou uma vitória de 1 a 0 na forte Seleção Alemã de Futebol. Em 2014,durante as Eliminatórias para a Eurocopa 2016,a Sérvia e a Seleção Albanesa de Futebol protagonizaram um episódio controverso de violência no futebol.O jogo teve que ser cancelado enquanto a Sérvia fazia 3 a 0 na Albânia.No dia seguinte,a FIFA concedeu três pontos a Albânia.Como forma de punição,o jogo seguinte entre as duas equipes (Sérvia 2X1 Albânia)teve estádio fechado e sem público.
Sua maior vitória foi contra a Alemanha na Copa do Mundo FIFA de 2010 por 1×0 na fase de grupos, com gol de Milan Jovanovic. Mas, como havia perdido para a Gana por 1×0 e para a Austrália por 2×1, a seleção foi eliminada.

Jogador Famoso

petcovic

Dejan Petković, mais conhecido como Petković
Especialista em cobranças de faltas, escanteios, lançamentos, passes e chutes precisos, foi reconhecido como um dos jogadores mais técnicos atuando no Brasil nos últimos anos e um dos melhores jogadores estrangeiros que já jogaram no país. Um raro exemplo de jogador europeu a vir jogar no Brasil, virou ídolo no Vitória e destacou-se também em três rivais cariocas: Flamengo, Vasco da Gama e Fluminense.

Porém, esse sucesso não seria reconhecido pelas diversas comissões técnicas que foram se passando pelas Seleções Iugoslava, Servo-Montenegrina e Sérvia – sucesso este que, todavia, acabaria reconhecido pelo próprio governo da Sérvia em junho de 2010, quando o Ministro das Relações Exteriores de sua terra natal, Vuk Jeremić, anunciou Petković como cônsul honorário da Sérvia no Brasil.
Atualmente, é comentarista do canal SporTV.
Deu seu grande salto ao transferir-se em 1991 para o poderoso Estrela Vermelha de Belgrado, da capital da então Iugoslávia e recém-campeão da Copa dos Campeões da UEFA, atuando por lá até 1995. Em sua primeira temporada, a de 1991/92, o clube foi campeão iugoslavo e faturou também a Copa Intercontinental, mas Petković não chegou a ter participação relevante nos dois títulos; ainda não conseguira espaço no elenco, repleto de jogadores de renome inclusive internacional, como Dejan Savićević, Darko Pančev, Siniša Mihajlović, Vladimir Jugović e Miodrag Belodedici.
Passou por vários clubes espanhois mas não obteve sucesso.

Chegada ao Brasil: Vitória
O rubro-negro baiano, em parceria com o Banco Excel.
Desconhecido no Brasil, poucas eram as expectativas em cima do iugoslavo, que, logo na sua estreia, contra o União São João, marcou um gol de falta e deu passe para Túlio também marcar no empate por 2 a 2 contra o time paulista. Em oito partidas em 1997, marcou duas vezes.
Em 1998, começou o ano em ritmo devagar, marcando poucos gols, mas ainda assim se destacando, principalmente na goleada do Leão por 5 a 2 sobre o Santa Cruz, em jogo válida pela Copa do Nordeste, em que marcou seu primeiro hat-trick.
No Brasileirão de 1998, veio a consagração. Com quatorze gols em 21 partidas, destacou-se nacionalmente, encantando a torcida com um estilo clássico e certeiras cobranças de falta.
Paulo Roberto Falcão chegou a declarar que “É um jogador de rara habilidade, veloz e de muita visão de gol. Não hesita em tentar a jogada individual quando percebe que tem chance de concluir com êxito. Também participa da organização das jogadas de ataque e ajuda a combater. É um craque.”
“Pet” definiu ainda no fim de dezembro de 1999 sua transferência a outro rubronegro, desta vez o Flamengo. O clube carioca aproveitava o bom dinheiro recebido com prêmio da Copa Mercosul de 1999, recém-conquistada. Seu reforço foi anunciado inclusive em meio à carreata nas comemorações deste título, pelo então presidente flamenguista Edmundo dos Santos Silva, chegando por 7 milhões de dólares. Ganhou vário títulos pelo rubro negro carioca.

13.711 – Copa de 2018 – Seleção da Suíça


Seleção Suiça
Em 2006, a Suíça conseguiu um recorde na história das Copas do Mundo, ao ser eliminada da competição sem sofrer nenhum gol, perdendo para a Ucrânia nos pênaltis, sem converter sequer um único pênalti – tornando-se a primeira seleção na história das Copas a registrar tal feito. Eles não sofreram gols até a segunda partida da fase de grupos da Copa do Mundo 2010 (incluindo a vitória por 1×0 na primeira partida da competição contra a eventual campeã Espanha), quando sofreram gol aos 29 minutos do segundo tempo contra o Chile, estabelecendo um recorde em Copas do Mundo de minutos consecutivos sem sofrer gols.
A Suíça sediou a Eurocopa 2008 juntamente com a Áustria, participando pela terceira vez da competição. Tal como aconteceu nas duas exibições anteriores, o país não passou da fase de grupos.
O maior artilheiro da seleção é o ex-atacante Alexander Frei.
A 5ª edição da Copa do Mundo, em 1954, foi sediada pela Suíça, e foi vencida pela Alemanha Ocidental por 3-2 contra a Hungria. Na disputa pelo 3º lugar, a Áustria superou o Uruguai por 3-1. A Suíça foi eliminada pelos austríacos nas quartas-de-final, por 7×5.
O melhor resultado da Suíça em Copas do Mundo foi um 6º lugar no mundial de 1950.
Nas Olimpíadas, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1924.
Classificação: A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha foi o primeiro mundial para a Suíça desde a sua participação em 1994. Depois de terminar em segundo lugar no grupo 4, atrás da França na fase de classificação, derrotou a Turquia nas rodadas decisivas por 2-0 e por 4-2 para se classificar para o mundial.
Fase de grupos: Na fase de grupos, eles jogaram novamente contra a França. A partida, disputada em Stuttgart, terminou com um empate sem gols. Após derrotar o Togo por 2-0 em Dortmund e a Coreia do Sul por 2-0 em Hanôver, terminou em primeiro lugar no grupo G, com atuações marcantes do goleiro Zuberbühler, a seleção suíça acabou obtendo a classificação para a fase eliminatória.
Oitavas-de-final: Na segunda fase do torneio, a Suíça enfrentou a Ucrânia em Colônia. A partida teve que ser decidida nos pênaltis, já que nenhum gol foi marcado no tempo normal e na prorrogação. A Ucrânia venceu por 3-0.
Curiosidade: A Suíça é a única equipe da história das Copas a não sofrer nenhum gol durante o tempo regulamentar das suas partidas durante uma primeira fase de uma Copa. O artilheiro suíço na competição foi Alexander Frei, com 2 gols.
Curiosidade: A Suíça se tornou em 2010 a seleção recordista com o maior tempo sem sofrer gols em Copas, com mais de 551 minutos, tendo a invencibilidade quebrada com um gol de Mark González na derrota para o Chile.
2014
Classificação: A Suíça jogou no grupo 5 das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Terminou invicta com 7 Vitória e 3 Empates, num grupo que tinha Islândia, Eslovênia, Noruega, Albânia e Chipre. Ainda foi escolhida para ser cabeça de chave do Grupo E da copa de 2014.
Fase de Grupos: Está no grupo E da copa, juntamente com Equador, França e Honduras. Sua primeira partida foi contra o Equador no dia 15 de Junho no Estádio Nacional de Brasília, (também conhecido como Estádio Mané Garrincha), quando venceu pelo placar de 2-1. No dia 20 perdeu para a França de 5 a 2 no Estádio Octávio Mangabeira (também conhecido como Estádio Fonte Nova). No dia 25 venceu Honduras por 3 a 0, todos eles feitos por Xherdan Shaqiri.
Oitavas De Final: A Suíça enfrentou a Argentina nas oitavas de final e segurou o placar em 0-0 até os 118 minutos, quando a Argentina abriu o placar com um gol de Ángel Di María e eliminou a Suíça.

Copa do Mundo 2018
Classificação: A Suíça jogou no grupo B das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Terminou com a grande campanha de 9 vitórias e somente uma única derrota. O grupo contou com Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra. Acabou ficando em 2ª colocada, empatada em pontos com a seleção portuguesa, mas perdendo no saldo de gols. Pela repescagem enfrentou a Irlanda do Norte, vencendo o primeiro jogo por 1×0 e mantendo o 0x0 no 2º jogo.
Fase de Grupos: Está no grupo E da copa, juntamente com Brasil, Costa Rica e Sérvia. A estreia é contra a Seleção Brasileira, no dia 17/06/18.
Uma das grandes dificuldades da torcida suíça está em elaborar cantos para apoiar a seleção nacional, já que no país existem quatro idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche. A maior parte da população tem como idioma primário o suíço-alemão (variante não-oficial do alemão, com inúmeros dialetos diferentes espalhados pelo pequeno país) ou o francês. E com base nisso, o grito mais tradicional nos estádios é o “Hopp Schwiiz/Hop Suisse”[4], que pode ser traduzido como “vai, Suíça”, soando semelhante quando falado nos dois idiomas. Em alemão, o nome do país é Schweiz, mas os cantos utilizam o nome do país em suíço-alemão, Schwiiz (pronuncia-se “Schvíts”). Antes do início das partidas disputadas em território suíço pode-se ouvir os torcedores gritando em coro a referida frase.
É também bastante comum ouvir os torcedores tocando sinos de vacas durante as partidas (e não é raro vê-los vestidos com fantasias de vacas, também), uma maneira bem-humorada de brincar com a tradição do país em produzir laticínios e chocolates apreciados no mundo todo (alguns chapéus em formato de queijo também costumam ser vistos no meio da torcida durante os jogos).
Os torcedores costumam se orgulhar do forte sistema defensivo característico da equipe, que já garantiu inclusive quebra de recorde durante Copas do Mundo, mas ao mesmo tempo fazem piadas com a grande dificuldade da equipe em vencer partidas que seguem para prorrogações e/ou decisões por pênaltis, situações que culminaram em recentes fracassos (inclusive em uma eliminação sem converter um pênalti sequer).
lgo que chama a atenção sobre a seleção suíça é a grande quantidade de jogadores nascidos em outros países, ou então com descendência direta de outros países (principalmente nações dos Bálcãs e nações africanas). O grande número de imigrantes e filhos de imigrantes atuando pela equipe teve influência positiva e trouxe um novo status para os helvéticos, que passaram a figurar em posições elevadas no Ranking da FIFA. Grandes nomes da seleção suíça e que já não atuam mais pelo time nacional, como Philippe Senderos (pai espanhol, mãe sérvia), os irmãos Hakan Yakin e Murat Yakin (ambos filhos de pais turcos), Ciriaco Sforza (filho de italianos) e Kubilay Türkyılmaz (filho de turcos que, inclusive, pediu para não enfrentar a Turquia por medo de ser chamado de traidor), se incluíam nessa estatística.
Há também o inverso: jogadores nascidos na Suíça, mas que optaram por defender outras nações (geralmente, filhos de imigrantes que optam por defender a nação de seus pais), com um grande número de jogadores optando por jogar em seleções dos Bálcãs (muitos dos nomes chegaram a defender as cores suíças nas categorias de base, mas acabaram aceitando convites de outras seleções na categoria adulta). O nome de maior peso na lista talvez seja o de Ivan Rakitić, craque da seleção croata, que apesar de ter nascido na Suíça e ter atuado nas categorias de base dos helvéticos, optou por defender a seleção principal da nação de seus pais. Zdravko Kuzmanović e Taulant Xhaka também são nomes de destaque.
uriosidades
Quando a FIFA reconheceu a Seleção Kosovar de Futebol e a autorizou a disputar competições oficiais (como as eliminatórias para a Eurocopa e Copa do Mundo), uma certa apreensão se instalou nos bastidores da seleção da Suíça. Como a equipe do Kosovo era recém-criada, lhes foi permitido convocar jogadores lá nascidos ou que tivessem origem kosovar, mesmo que já tivessem atuado por outras seleções. Então a Suíça se viu ameaçada de perder alguns de seus maiores talentos, como Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valon Behrami, Blerim Džemaili e Shani Tarashaj. Mas mesmo após o convite, todos os jogadores citados optaram por continuar a defender a Suíça, apesar de suas raízes kosovares.
Durante a Eurocopa de 2016, quis o destino que Suíça e Albânia caíssem no mesmo grupo e se enfrentassem, acontecendo assim pela primeira vez na história da Eurocopa uma partida com irmãos defendendo equipes rivais, com Granit Xhaka atuando pela Suíça e Taulant Xhaka em campo pela Albânia. Além dos dois irmãos se enfrentando, tivemos muitos jogadores com descendência albanesa atuando pela seleção suíça e também jogadores nascidos na Suíça vestindo as cores da Albânia. A partida foi vencida pela Suíça por 1×0, com gol de Schär (que não tem raízes albanesas).
Muitos suíços encaram a Alemanha como um rival, mesmo com toda a disparidade técnica e de tradição entre as equipes. Os alemães são vistos pelos suíços como um rival muito superior a ser batido, algo como “Davi vs. Golias”, e qualquer resultado diferente de uma derrota contra é visto com bons olhos, especialmente quando levado em conta o retrospecto amplamente favorável para os alemães. Também não é incomum ver a torcida suíça se alegrar com derrotas ou tropeços dos vizinhos da Alemanha. Os alemães se sagraram campeões na Copa do Mundo FIFA de 1954, sediada pela Suíça.
Os suíços descrevem a rivalidade com a Áustria como um adversário do mesmo patamar, que pode ser encarado de igual para igual. Alguns, inclusive se referem aos jogos contra os austríacos como se fosse uma “briga entre irmãos” (algo semelhante aos brasileiros, que chamam os argentinos de “hermanos”). Parte da rivalidade vem das disputas históricas entre os países vizinhos. Áustria e Suíça sediaram em conjunto a Euro 2008, mas ambas acabaram eliminadas ainda na 1ª fase da competição. A Suíça sediou a Copa do Mundo FIFA de 1954 e foi eliminada nas quartas-de-final exatamente pelos austríacos por 7×5 (que foram eliminados na rodada seguinte pelos alemães). Os últimos 3 confrontos foram vencidos pelos suíços (o último disputado em 2015).
A rivalidade com os turcos se intensificou bastante após recentes embates, principalmente após a briga generalizada que aconteceu em 2005[5], ao fim da partida válida pela repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, em Istambul. Os turcos chegaram perto de conseguir a vaga, mas inconformados com a derrota partiram para cima dos suíços (juntamente com policiais e agentes de seguranças turcos). Uma imagem que veiculou bastante foi do chute desferido por Benjamin Huggel no assistente-técnico turco Mehmet Özdilek e um soco em Alpay Özalan (que acabara de chutar Marco Streller), que foi tratado pela imprensa turca como uma “covardia”. O fato, porém, é que a imprensa turca omitiu a parte da imagem onde Özdilek agride um suíço primeiro, causando assim o revide de Huggel (que foi suspenso por 6 jogos por conta do chute), fato amplamente condenado pelos suíços (tanto o vídeo editado quanto o vídeo completo podem ser encontrados na internet). O incidente provocou a suspensão de alguns jogadores turcos e em hospitalização do zagueiro suíço Stéphane Grichting[6], além de acender uma grande rivalidade entre as duas seleções. A equipe da Suíça conta com alguns jogadores de descendência turca e já aconteceu de um de seus jogadores (Kubilay Türkyılmaz, filho de turcos) pedir para não entrar em campo contra a Turquia por receio de ser chamado de traidor.

13.710 – Copa 2018 – A Seleção da Dinamarca


seleçao dinamarquesa
Uma seleção que já surpreendeu.

A equipe tem uma vantagem competitiva desde os anos 80, com três vitórias na primeira fase da Copa do Mundo de 1986, o que lhe valeu a alcunha “Dinamáquina”. Depois vieram o triunfo da Eurocopa 1992, quando venceram a Alemanha por 2 a 0 na partida final e também a conquista da Copa das Confederações de 1995 derrotando a Argentina por 2 a 0.

Dinamite Dinamarquês e Dinamáquina
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982, a Dinamarca terminou com 8 pontos, incluindo uma vitória por 3 a 1 contra a futura campeã do Mundial, a Itália, Mas o país não conseguiu se qualificar para a fase final do torneio, apesar daquele resultado impressionante. Qualificou-se, no entanto, para a Eurocopa 1984, quando bateu a Inglaterra. Allan Simonsen converteu um pênalti dando uma vitória por 1 a 0. A Dinamarca foi derrotada na semi-final ao perder para a Espanha. Após o forte desempenho a equipe começou a ser chamada como “Dinamite Dinamarquês”.
A Dinamarca fez sua primeira aparição na Copa do Mundo de 1986, com a dupla de ataque Michael Laudrup e Elkjær. A equipe então surpreendeu o mundo, ao vencer na primeira fase os três jogos, contra a Escócia por 1 a 0 e a Alemanha por 2 a 0, além de um inesquecível e histórica goleada de 6 a 1 no Uruguai. Na segunda fase o time enfrentou a forte Espanha e sofreu uma inesperada goleada de 5 a 1, com direito a quatro gols do artilheiro Emilio Butragueño. Apesar da sensação entre imprensa e torcida de que o time merecia ter ido ainda mais longe, a seleção deixou ótima impressão e recebeu a alcunha que se tornaria a definitiva para sua história, pela qual é chamada até hoje: “Dinamáquina”.
Após os dias de glória, veio um período de transição, com resultados vacilantes. Na Eurocopa 1988 a seleção dinamarquesa terminou o torneio derrotas para a Espanha, Alemanha e Itália. Quando a Dinamarca não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 1990, o técnico Sepp Piontek foi substituído por seu assistente-técnico Richard Møller Nielsen.
O melhor fase posterior da Dinamarca em competições internacionais ocorreu durante a disputa da Eurocopa 1992. Os dinamarqueses inicialmente não conseguiram se classificar, já que perderam a vaga para a Iugoslávia em seu grupo nas eliminatórias. Michael Laudrup, a estrela da equipe, decidiu abandonar a equipe durante os jogos de qualificação, por causa de divergências táticas com o treinador Nielsen. No entanto, devido às sanções internacionais decorrentes da guerra na Iugoslávia, a Dinamarca se classificou, mesmo ficando em segundo lugar no seu grupo de qualificação.
Baseando-se no forte goleiro Peter Schmeichel e sua defesa, junto com a criatividade de Brian Laudrup, a equipe dinamarquesa protagonizou uma das maiores surpresas no evento em toda a sua história. O time ganhou a Euro 1992 sob o comando do técnico Richard Møller Nielsen, em seu tradicional estilo defensivo. O time avançou a partir da fase de grupos, à qual contava com as fortíssimas França, Inglaterra e Suécia (país-sede da Euro-92). Na semi-final a Dinamarca derrotou a então campeã Européia Holanda, de Rijkaard, Koeman, Bergkamp, Van Basten e Gullit, nos pênaltis (após empate no tempo normal em 2 x 2). E com a vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, conquistou o seu primeiro troféu de renome internacional.
Após a Euro 1992, Michael Laudrup reviveu a sua carreira na equipe nacional em 1993. Nos anos seguintes, a Dinamarca alternou seu rendimento. Não se classificou para a Copa do Mundo de 1994, mas venceu a Argentina na final da Copa das Confederações em 1995. Na Eurocopa 1996, a Dinamarca decepcionou obtendo fracos resultados, sendo eliminada na fase de grupos. Como havia ocorrido uma controvérsia acerca do prolongamento do contrato de Richard Møller Nielsen, no outono de 1995, o treinador, que já tinha uma tensa relação com a imprensa, acabou demitido. O simpático sueco Bo Johansson, veio em seu lugar, e tornou a equipe mais ofensiva.
Na Copa do Mundo de 1998 a seleção, vivenciou bons momentos protagonizados pelos irmãos Laudrup em suas últimas campanhas internacionais. Após bater a Árabia Saudita por 1 a 0, a Dinamarca empatou com a África do Sul em 1 a 1, e sofreu uma derrota por 2 a 1 da França. Nas oitavas de final, a Dinamarca bateu a Nigéria por 4 a 1, chegando às quartas de final, para enfrentar o Brasil, do qual perdeu por 3 a 2. Após mais uma participação abaixo da média na Eurocopa 2000, o técnico decidiu não renovar o seu contrato.
A Dinamarca participou da sua primeira Copa das Confederações depois do grande título da Euro de 1992. A versão Copa Rei Fahd de 1995 foi realizada na Arábia Saudita. Na fase de grupos, a Dinamarca estreou com vitória sobre a anfitriã da competição, por 2×0. No jogo decisivo com o México (já que não tinha semi-finais, o segundo colocado do grupo disputaria o terceiro lugar e o primeiro a final) a Dinamarca empatou por 1×1. A partida foi para os pênaltis, com vitória dinamarquesa por 4×2, eliminando o México. Mas, o desafio final era vencer a poderosa Argentina, e conseguiu, venceu por 2×0. A zebra foi a maior vitória Dinamarquesa, pois venceu a Copa das Confederações. A Dinamarca foi a primeira seleção européia a conquistar esse título, sendo seguida pela França em 2001 e 2003, e pela Alemanha em 2017.
A Dinamarca se qualificou tanto para a Copa do Mundo de 2002 como à Eurocopa 2004, mas apesar dos impressionantes resultados na fase de grupos, em ambos os torneios, principalmente a vitória por 2 a 0 sobre a França, sua participação ficou lembrada por conta de um incidente no jogo contra a Itália, no qual a estrela italiana

Francesco Totti, foi flagrada pelas câmeras cuspindo em Christian Poulsen. A eliminação conjunta da Itália pela Dinamarca e Suécia na última rodada da fase de grupos, quando ambas empataram em 2 a 2, era o resultado exato para eliminar os italianos.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, a Dinamarca foi inserida no grupo de Turquia, Grécia, Ucrânia e a Albânia. A Dinamarca teve que se contentar com um 3° lugar, que não foi suficiente para levá-la ao Mundial. Apesar da eliminação, o treinador foi mantido no cargo, mesmo recebendo diversas ofertas de clubes. Seu contrato fora prorrogado até a Copa de 2010 por conta de sua popularidade junto à equipe e à torcida dinamarquesa. Na Copa de 2010, a Dinamarca estreou com derrota de 2×0 para a Holanda – venceu Camarões por 2×1 de virada na rodada seguinte, mas no último jogo perdeu por 3×1 para o Japão, assim sendo eliminada na primeira fase pela primeira vez em sua história.

dinamaquina

 

13.708 – Copa 2018 – A Seleção do Egito


sel egito
O Egito é um dos cinco países da África classificados para Copa do Mundo de 2018 , na Rússia. Na primeira etapa das Eliminatórias do continente, a equipe eliminou Chade em jogos de ida e volta (perdeu de 1 a 0 fora e goleou por 4 a 0 em casa), se classificando para fase de grupos. Sob o comando de Salah, o time egípcio ficou na liderança da sua chave com 13 pontos e garantiu vaga no Mundial – o grupo ainda tinha Gana, Congo e Uganda.
O Egito não participava de uma Copa do Mundo há 28 anos, desde 1990, quando esteve no torneio realizado na Itália. A seleção africana tem jogadores com experiência no futebol europeu, como Salah, Elneny e Hegazi, almejando, pelo menos, chegar às oitavas de final na Rússia, já que a sua chave não é das mais complicadas. O apelido do time é “Faraós”.
Rivais na 1ª fase da Copa 2018
Grupo A, ao lado de Rússia, Uruguai e Arábia Saudita
Os convocados para Copa 2018
O técnico argentino Héctor Cúper divulgou na data limite a lista dos convocados para a Copa com 23 nomes. Veja a abaixo:

Goleiros: Essam El Hadary (Al Taawoun), Mohamed El-Shennawy (Al Ahly) e Sherif Ekramy (Al Ahly)

Defensores: Ahmed Fathi, Saad Samir, Ayman Ashraf (Al Ahly), Mahmoud Hamdy (Zamalek), Mohamed Abdel-Shafy (Al Fateh), Ahmed Hegazi (West Bromwich-ING), Ali Gabr (West Bromwich-ING), Ahmed Elmohamady (Aston Villa-ING) e Omar Gaber (Los Angeles FC-EUA)
Meio-campistas: Tarek Hamed (Al Raed), Shikabala (Zamalek), Abdallah Said (Al Ahli), Sam Morsy (Wiga-ING), Mohamed Elneny (Arsenal-ING), Mahmoud Kahraba (Ittihad Jeddah), Ramadan Sobhi (Stoke City-ING), Mahmoud Hassan (Kasimpasa) e Amr Warda (Atromitos Athens-GRE)

Atacantes: Marwan Mohsen (Al Ahly) e Mohamed Salah (Liverpool-ING)

Nome oficial : República Árabe do Egito
População : 95,7 milhões de habitantes
Área : 1.002.450 km²
Densidade demográfica : 90 hab/km²
Capital : Cairo
Língua oficial : Árabe
Moeda : Libra egípcia
Por iG São Paulo | 13/03/2018 10:29 – Atualizada às 09/06/2018 14:24
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Sob o comando do atacante Salah, Egito volta a uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência
Sob o comando de Salah, o time egípcio ficou na liderança da sua chave com 13 pontos e garantiu vaga no Mundial – o grupo ainda tinha Gana, Congo e Uganda.
Grupo A, ao lado de Rússia, Uruguai e Arábia Saudita
Os convocados para Copa 2018
O técnico argentino Héctor Cúper divulgou na data limite a lista dos convocados para a Copa com 23 nomes. Veja a abaixo:
Goleiros: Essam El Hadary (Al Taawoun), Mohamed El-Shennawy (Al Ahly) e Sherif Ekramy (Al Ahly)

Defensores: Ahmed Fathi, Saad Samir, Ayman Ashraf (Al Ahly), Mahmoud Hamdy (Zamalek), Mohamed Abdel-Shafy (Al Fateh), Ahmed Hegazi (West Bromwich-ING), Ali Gabr (West Bromwich-ING), Ahmed Elmohamady (Aston Villa-ING) e Omar Gaber (Los Angeles FC-EUA)

Meio-campistas: Tarek Hamed (Al Raed), Shikabala (Zamalek), Abdallah Said (Al Ahli), Sam Morsy (Wiga-ING), Mohamed Elneny (Arsenal-ING), Mahmoud Kahraba (Ittihad Jeddah), Ramadan Sobhi (Stoke City-ING), Mahmoud Hassan (Kasimpasa) e Amr Warda (Atromitos Athens-GRE)

Atacantes: Marwan Mohsen (Al Ahly) e Mohamed Salah (Liverpool-ING)

sel egito logo

Nome oficial : República Árabe do Egito
População : 95,7 milhões de habitantes
Área : 1.002.450 km²
Densidade demográfica : 90 hab/km²
Capital : Cairo
Língua oficial : Árabe
Moeda : Libra egípcia
Nome da Federação : Federação Egípcia de Futebol
Fundação : 03 de dezembro de 1921
Filiação à Fifa : 1923
Uniforme 1 : Camisa vermelha, calção branco e meias vermelhas
Uniforme 2 : Camisa branca, calção preto e meias pretas
Participações em Copas : 2 vezes
Melhor campanha em Copas : Oitavas de Final, 13º lugar (1934)
Performance na Copa de 2014 : Não disputou
Outros títulos : Copa das Nações Africanas (1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010)

13.707 – Copa 2018 – A Seleção da Arábia Saudita


arabia saudita
Eles aparecem como novatos no cenário mundial, tendo feito sua primeira Copa do Mundo em 1994 e derrotando a Bélgica na primeira fase antes de ser eliminado pela Suécia na fase seguinte. O time foi eliminado na primeira fase das duas Copas seguintes, incluindo um sonoro 8 a 0 da Alemanha em 2002.
A Arábia Saudita ganhou a Copa da Ásia três vezes, em 1984, 1988 e 1996. Eles ganharam o Campeonato Mundial Sub-17 em 1989.
Desempenho em Copas do Mundo
1930 a 1974 – Não disputou
1978 a 1990 – Não se classificou
1994 – Oitavas-de-Final (12º lugar)
1998 – Primeira Fase (28° lugar)
2002 – Primeira Fase (32º lugar)
2006 – Primeira Fase (28º lugar)
2010 – Não se classificou
2014 – Não se classificou
2018 – Classificado
Copa de 2018 – Estreou apanhando de 5X0 da anfitriã Rússia.

13.706 – Copa 2018 – A Seleção da Rússia


time-da-russia-posa-antes-de-jogo-das-eliminatorias-Surgiu após a dissolução da Seleção da CEI, criada apenas para disputar a Eurocopa de 1992, para a qual a seleção da URSS, extinta juntamente com o país no ano anterior, já estava classificada. Desde o colapso do comunismo, os russos não conseguem obter os mesmos resultados da antiga URSS no futebol: foram eliminados na primeira fase nas três Copas que disputaram em (1994, 2002 e 2014) e não se classificaram para nenhuma Olimpíada.
Foi eliminada na primeira fase em três das 4 Eurocopas disputadas como país independente (1996, 2004 e 2012), mas se classificou como quarto colocado em 2008, sendo derrotada apenas nas semifinais pela Espanha, que se sagraria campeã.
Sob o comando do técnico neerlandês Guus Hiddink, criou-se um otimismo entre a torcida russa, especialmente depois da classificação dramática para a Eurocopa de 2008.
Na Universíada, obtiveram uma medalha de bronze em 1995. A Rússia sedia a Copa do Mundo de 2018.
Na Copa de 1994, o primeiro torneio oficial disputado como Rússia, figuraram nada menos que 9 jogadores estrangeiros no time: os ucranianos Yuri Nikiforov, Vladyslav Ternavs’kyi, Illya Tsymbalar, Viktor Onopko e Serhiy Yuran; o bielorrusso Syarhey Harlukovich (o único, ao lado do russo Alexander Borodyuk, a ter disputado Copas pela URSS e pela Rússia); Andrey Pyatnitskiy (nascido no Uzbequistão); o georgiano Omar Tetradze; e Valeriy Karpin (nascido na Estônia). Além deles, figurantes de minorias étnicas na Rússia, como Oleg Salenko (russo de origem ucraniana) e Stanislav Cherchesty (osseta), na competição a Seleção Russa caiu no grupo B, ao lado de Brasil, Suécia e Camarões, sendo eliminada na primeira fase, porém como consolo teve Oleg Salenko como artilheiro do torneio ao lado de Hristo Stoichkov ambos com 6 gols.
Na edição de 2002, a história se repetiu: Nikiforov e Onopko tiveram a companhia de outro compatriota, Serhiy Semak; Karpin e Cherchesty foram novamente convocados; e outra minoria étnica, os tártaros, foram representados por Ruslan Niğmätullin e Marat İzmailev e mais uma vez a seleção é eliminada na primeira fase, começando com uma vitória sobre a Tunísia, porém sendo derrotada pelo Japão e Bélgica.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 a Rússia, esteve presente no Grupo 3 sendo considerada uma das favoritas da chave ao lado de Portugal, porém acabou ficando em terceiro, perdendo a vaga para a Eslováquia e Portugal, além de sofrer uma humilhante goleada de 7×1 pelos Lusos. Depois do sucesso na Eurocopa de 2008 a Seleção Russa esteve prestes a conseguir a vaga para a Copa do Mundo FIFA de 2010, mas a regra do gol fora de casa colocou fim às chances russas contra a Eslovênia: derrota por 1 a 0 em Maribor e vitória por 2 a 1 em Moscou (por ter marcado dois gols fora, enquanto a Rússia não marcou nenhum em Maribor, a Eslovênia garantiu a vaga). Em junho de 2010, Hiddink é substituído por seu compatriota Dick Advocaat.
Eurocopa de 2016
Sob o comando de Leonid Slutsky, a seleção russa foi eliminada da fase de grupos, após empatar com a Inglaterra por 1×1, perder para a Eslováquia por 2×1 e perder para o País de Gales por 3×0.
Copa de 2018
Estreia em casa goleando a fraca seleção da Arábia Saudita por 5X0

13.705 – Mega Almanaque – Uruguai, a Celeste Olímpica


futebol-uruguai-copa-mundo-1930
Medalhas nos anos 20 justificam apelido

Ballesteros; Gestido, Mascheroni, Nasazzi e Scarone; Andrade e Fernandez; Dorado, Cea, Castro e Iriarte (Anselmo). Técnico: Alberto Suppici. Esta é a primeira grande equipe de futebol da história. Trata-se da seleção uruguaia, que foi bicampeã olímpica e campeã mundial. Por uma década, não houve um adversário que pudesse fazer frente à “Celeste Olímpica”, apelido que o esquadrão recebeu por causa das duas medalhas de ouro conquistadas na Olimpíada de Paris-1924 e Amsterdã-1928.
O técnico Alberto Suppici adotava uma postura bastante ofensiva, muito diferente dos sistemas da atualidade. Era o sistema 2-3-5. Mascheroni e Nasazzi eram os zagueiros, que praticamente não ultrapassavam a linha de meio-campo.
Gestido, Fernandez e Andrade eram o “motor” do time. Responsáveis pela marcação, atuavam no espaço entre as duas intermediárias, ajudando a proteção da dupla de zaga. Além disso, levavam a bola para o quinteto de ataque, formado por Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.
Este time aliava muita técnica, conjunto e também uma raça, que se tornou a principal característica do futebol uruguaio. Ao mesmo tempo que tinha a classe de Andrade, o primeiro grande jogador negro da história do futebol, reunia a garra inesgotável de Fernandez, o “Brabo” no meio-campo. No ataque, o destaque ficava por conta de Cea, que ao lado de Scarone e Nasazzi, esteve em todas as conquistas da Celeste.
Na primeira conquista do ouro olímpico, em 1924, foram cinco vitórias em campos ingleses. Estreia inesquecível com 7 a 0 sobre a Iugoslávia. Depois somou 3 a 0 nos Estados Unidos; 5 a 1 nos anfitriões franceses; 2 a 1 na Holanda na semifinal e um 3 a 0 tranquilo na final sobre a Suíça.
Quatro anos depois, com a mesma base, outro ouro em Amsterdã. Os anfitriões foram superados por 2 a 0. Goleada por 4 a 1 na Alemanha e 3 a 2 diante da Itália. Na decisão, dois jogos com a rival Argentina: 1 a 1 e 2 a 1. Para completar a hegemonia, o título da Copa do Mundo de 1930, em casa.

13.703 – Mega de Olho na Copa – As 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2018


Russia 2018
A Partir de 14 de junho de 2018, em Moscou, e vários países já haviam garantido presença no evento mais importante do futebol. Com uma campanha irretocável sob o comando de Tite, a seleção brasileira foi a primeira a se classificar por meio das Eliminatórias (antes apenas a Rússia estava garantida, por ser o país-sede). Na sequência, outras equipes acostumadas a disputar o Mundial também carimbaram o passaporte rumo à Rússia.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018
Confira, abaixo, todas as seleções classificadas para a Copa 2018:
Rússia (Europa/país-sede)
11ª participação (incluindo a União Soviética)
Melhor resultado: 4° lugar (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)
Brasil (América do Sul)
21ª participação
Melhor resultado: Campeã (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
Última participação e resultado: 2014 (4ª colocada)

Irã (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Primeira fase (1978, 1998, 2006 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Japão (Ásia)
6ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (2002 e 2010)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

México (América Central e do Norte)
16ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1986)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Bélgica (Europa)
13ª participação
Melhor resultado: 4° lugar (1986)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Coreia do Sul (Ásia)
10ª participação
Melhor resultado: 4° lugar (2002)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Arábia Saudita (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1994)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Alemanha (Europa)
19ª participação
Melhor resultado: Campeã (1954, 1974, 1990 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (campeã)

Inglaterra (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Espanha (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (2010)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Nigéria (África)
6ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1994, 1998 e 2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Costa Rica (América Central e do Norte)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Polônia (Europa)
8ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1974 e 1982)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Egito (África)
3ª participação
Melhor resultado: 1ª fase (1934 e 1990)
Última participação e resultado: 1990 (eliminada na primeira fase)

Sérvia (Europa)
12ª participação (incluindo a Iugoslávia)
Melhor resultado: 4° lugar (1930 e 1962)
Última participação e resultado: 2010 (eliminada na primeira fase)

Islândia (Europa)
1ª participação
Melhor resultado: estreante
Última participação e resultado: estreante

França (Europa)
15ª participação
Melhor resultado: Campeã (1998)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Portugal (Europa)
7ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1966)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Uruguai (América do Sul)
13ª participação
Melhor resultado: Campeã (1930 e 1950)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Argentina (América do Sul)
17ª participação
Melhor resultado: Campeã (1978 e 1986)
Última participação e resultado: 2014 (vice-campeã)

Colômbia (América do Sul)
6ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas quartas de final)

Panamá (América Central e do Norte)
1ª participação
Melhor resultado: estreante
Última participação e resultado: estreante

Senegal (África)
2ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (2002)
Última participação e resultado: 2002 (eliminada nas quartas de final)

Marrocos (África)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (1986)
Última participação e resultado: 1998 (eliminada na primeira fase)

Tunísia (África)
5ª participação
Melhor resultado: Primeira fase (1978, 1998, 2002 e 2006)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada na primeira fase)

Croácia (Europa)
5ª participação
Melhor resultado: 3° lugar (1998)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na fase de grupos)

Suíça (Europa)
11ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1934, 1938 e 1954)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada nas oitavas de final)

Suécia (Europa)
12ª participação
Melhor resultado: Vice-campeã (1958)
Última participação e resultado: 2006 (eliminada nas oitavas de final)

Dinamarca (Europa)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1998)
Última participação e resultado: 2010 (eliminada na primeira fase)

Austrália (Ásia)
5ª participação
Melhor resultado: Oitavas de final (2006)
Última participação e resultado: 2014 (eliminada na primeira fase)

Peru (América do Sul)
5ª participação
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1978 – 2ª fase)
Última participação e resultado: 1982 (eliminada na primeira fase)

10.277 – Mega de Olho na Copa – Abertura


abertura-da-copa-2014-1

É a segunda vez que este torneio é realizado no país, depois da Copa do Mundo FIFA de 1950. A competição está sendo disputada entre 12 de junho e 13 de julho e ocorrerá pela quinta vez na América do Sul, a primeira após 36 anos já que a Argentina acolheu o evento em 1978.
O Brasil foi a última sede de Copa do Mundo escolhida através da política de rodízio de continentes implementada pela FIFA, iniciado a partir da escolha da Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul.
As seleções nacionais de 31 países avançaram através de competições de qualificação, que começaram em junho de 2011, para participar com o país anfitrião, o Brasil, no torneio final. Um total de 64 jogos devem ser jogados em doze cidades de todo o Brasil em estádios novos ou reconstruídos, sendo que o torneio começa com uma fase de grupos. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, os jogos vão usar tecnologia na linha do gol.
Com o país anfitrião, todas as equipes campeãs do mundo desde a primeira Copa do Mundo, em 1930 (Uruguai, Itália, Alemanha, Inglaterra, Argentina, França e Espanha) se qualificaram para esta competição. A Espanha é o atual campeão, tendo derrotado os Países Baixos por 1-0 na final da Copa do Mundo de 2010 para ganhar seu primeiro título mundial. As quatro Copas do Mundo anteriores sediadas pela América do Sul foram todas ganhas por seleções sul-americanas.

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Na partida de estreia, de virada, o Brasil venceu a Croácia por 3×1
Iniciada com uma passeata, manifestação
contra a Copa do Mundo terminou em confusão em Porto Alegre; 13 pessoas foram detidas.
Próximos adversários, mexicanos dizem não temer o Brasil.
Antes de jogar contra os donos da casa, o México enfrenta a seleção de Camarões na sexta-feira (13), na Arena das Dunas em Natal.
Mesmo com o resultado de 3 a 1 sobre a Croácia, os mexicanos enxergaram problemas na defesa brasileira e excessivo nervosismo dos jogadores.

10.273 – Anonymous ataca sites brasileiros em protesto contra Copa do Mundo


anonymous copa

Até o Anonymous entrou nessa?

Não é só com os manifestantes de rua que o Brasil terá de se preocupar durante a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira, 12. Hoje, contas atribuídas ao coletivo hacker Anonymous divulgaram uma série de sites que teriam sido atacados por eles.
Na lista constam nada menos que 61 links, contando com os que teriam sido hackeados, tirados do ar ou que tiveram modificações na home.
Entre os sites supostamente hackeados estão os da prefeitura de Indaial (SC), Barro (CE) e Nova Luzitânia (SP), além do Procon paulista – todos também listados junto com os que foram tirados do ar.
Dos mais de 10 que teriam sido derrubados destacam-se os sites da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), da agência Africa, que criou o logo da Copa, e da CBF.
A lista dos alegadamente modificados é bem maior, com quase 40 sites. Até a página do cantor Caetano Veloso teria sido alvo.
Nem todos os endereços indicados parecem ter relação direta com a Copa do Mundo, e uma parte deles funciona normalmente, mas há vários que realmente estão fora do ar.
No Facebook e no Twitter o Anonymous promete continuar com os ataques, que fazem parte das operações #OpHackingCup e #OpWorldCup.

10.251 – Mega Almanaque – A Copa do Mundo de 1950


copa de 1950

Dessa vez vai ser diferente(?)

Foi a quarta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol. Ocorreu de 24 de junho a 16 de julho. Foi sediado no Brasil, tendo partidas realizadas nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os estádios já estavam prontos na época, devido à paixão dos brasileiros por futebol. O Brasil foi escolhido por unanimidade como anfitrião na época, sendo um sucesso no sentido de infraestrutura a instalações e exemplo para o mundo.
Muitos atribuem essa situação a Getúlio Vargas e sua administração, que incentivava o esporte como extensão da educação, e a sua capacidade de gerir a coisa pública. Contudo, deve-se destacar que o Brasil viu, em 1947, a Fifa adiar a competição em um ano para que as seleções da Europa pudessem se reestruturar – a Segunda Guerra Mundial arrasou o continente e deixou o mundo sem Copas desde 1938. Foi, inclusive, por causa dos efeitos do conflito que a entidade decidiu levar o Mundial para a América do Sul e o Brasil, como candidato único, foi o eleito.
A CBD, antiga CBF, não colocou empecilhos na decisão da Fifa de adiar em um ano a competição. E, mesmo com 12 meses a mais para entregar os estádios, o Brasil conseguiu se complicar. Não havia exigências com transporte, aeroportos, hospitais ou outros itens de infraestrutura. O único pedido era estádios “padrão Fifa”. O caderno de encargos da entidade não tinha 420 páginas como hoje. A Fifa só pedia arquibancadas para no mínimo 20 mil torcedores, alambrados, cabines para a imprensa e autoridades e túneis interligando os vestiários ao gramado.
A Presidência da República chegou a formar a “Comissão de Estádios”, mas, mesmo assim, nenhum ficou pronto com antecedência – nem o Pacaembu, inaugurado em 1940, considerado moderno à época e que havia passado por uma ampla reforma.
Em março de 1950, por exemplo, foi feito o calçamento no entorno do estádio para acabar com a lama que se formava nos dias de chuva, reformado o sistema de drenagem do gramado, foram abertos dois novos portões para facilitar a entrada e a saída do público e construído um ambulatório médico. Em 1.º de junho de 1950, 23 dias antes da abertura da Copa, no entanto, vistoria feita pelo presidente da Federação Italiana de Futebol e delegado da Fifa, Ottorino Barassi, constatou que o tamanho do gramado não era adequado, assim como a área da imprensa. 1
Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 7 delas europeias (Itália, Suécia, Suíça, Espanha, Iugoslávia, Inglaterra e Escócia), 7 americanas (Brasil, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos e México) e 2 asiáticas (Turquia e Índia).
A seleção da Inglaterra fazia a sua primeira participação na competição. A edição teve três grandes goleadas: Uruguai 8 a 0 Bolívia, Brasil 7 a 1 Suécia e Brasil 6 a 1 Espanha. Os destaques dessa Copa foram: Roque Máspoli, Obdulio Varela, Alcides Ghiggia e Juan Schiaffino do Uruguai e Ademir de Menezes, Zizinho, Jair da Rosa Pinto e José Carlos Bauer do Brasil.
Durante a década de 1940, não houvera a realização das copas previstas, pois a tragédia da Segunda Guerra Mundial mobilizara o mundo para o esforço de guerra e impedira a realização dos certames. A Federação Internacional de Futebol, entretanto, permanecera mobilizada e, tão logo quanto foi possível, tratou de marcar a disputa da IV Copa em um país fora do continente europeu, que ainda encontrava-se em reconstrução. O Brasil foi, então, o país escolhido.
Para a ocasião, foram construídos estádios, dentre eles o Maracanã, que, na época, era o maior do mundo. Ao longo da competição, as equipes da Índia, Turquia e Escócia desistiram; o grupo 4 ficou com apenas duas seleções: Uruguai e Bolívia. A partida direta entre eles teve, por resultado, 8 a 0 para os uruguaios.
A Copa do Mundo FIFA de 1950 não teve uma final oficialmente. As quatro equipes que se classificaram em primeiro em seus grupos formaram um novo grupo e disputaram partidas entre si. A Espanha e a Suécia foram goleadas pelo Brasil e eliminadas por placares apertados pelo Uruguai. A última partida era coincidentemente entre o primeiro e o segundo colocados, que até então não haviam perdido na competição. A última partida da copa ficou conhecida como Maracanaço e contou com o maior público de todas as partidas de todas as copas: 199.854 pessoas.
Ela ocorreu em 16 de julho no Estádio do Maracanã. O Brasil, embalado pela excelente campanha, pelo apoio da torcida, pela liderança e pelo elenco vitorioso, abriu o placar aos 47 minutos com gol de Friaça. O Uruguai, dezenove minutos depois, empatou a partida com Schiaffino. O empate daria o título do campeonato aos brasileiros. Entretanto, aos 79 minutos, Ghiggia virou o placar para os uruguaios, dando o segundo título ao Uruguai. Esta partida é considerada uma das maiores decepções da história do futebol brasileiro.
O Brasil construiu o maior estádio de futebol do planeta para sediar a Copa do Mundo da FIFA 1950, mas a esperança de consagrar o gigantesco Maracanã com o primeiro título mundial foi destruída após uma das maiores surpresas da história da competição.

A Copa do Mundo da FIFA 1950 não teve final, pois foi decidida em um quadrangular. Mesmo assim, Brasil e Uruguai fizeram justamente na última rodada da fase final a partida que decidiu o torneio. Precisando de somente um empate, a seleção brasileira abriu o marcador com Friaça aos dois minutos do segundo tempo, mas o Uruguai conseguiu a virada com gols de Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia. Um silêncio ensurdecedor de 200 mil vozes foi ouvido no Maracanã, e o pequeno país vizinho comemorou no Brasil o seu segundo título mundial.

O Uruguai, campeão mundial em 1930, só precisou disputar uma partida (goleou a Bolívia por 8 a 0) para chegar ao quadrangular final. Na fase decisiva, o selecionado saiu perdendo todas as três partidas, mas conseguiu na última a virada que entrou para a história como o Maracanazo.

A competição no Brasil foi a primeira Copa do Mundo da FIFA após a Segunda Guerra Mundial. Durante todo o conflito, o cobiçado troféu ficara escondido em uma caixa de sapatos sob a cama do italiano Ottorino Barassi, vice-presidente da FIFA. Com o retorno da paz, ele ganhou o nome de Taça Jules Rimet para comemorar o renascimento da competição.

Treze participantes
Apenas 13 seleções disputaram o título no Brasil devido à ausência de países do Leste Europeu e a uma série de desistências de peso, especialmente de Argentina e França — esta última em protesto contra um itinerário que envolveria uma viagem de 3.500 km entre uma partida e outra.

A Inglaterra estava presente pela primeira vez depois de vencer um torneio entre os países das Ilhas Britânicas. Por outro lado, a Escócia, que teria o direito de viajar depois de ficar em segundo lugar, recusou a oportunidade. Quem também se classificou, mas não quis jogar, foi a Turquia. Já a Índia disse não porque a FIFA não permitiria que seus atletas jogassem de pés descalços. Os cinco participantes sul-americanos não precisaram disputar nenhuma partida nas eliminatórias.

O torneio teve uma primeira fase bastante incomum, com as seleções divididas em dois grupos de quatro países, um grupo de três e ainda um grupo com somente Uruguai e Bolívia.
O Maracanã era um monumento à ambição brasileira, e os homens comandados por Flávio Costa superaram a expectativa na estreia e abriram a campanha com uma goleada de 4 a 0 sobre o México.
Porém, o empate em 2 a 2 com a Suíça deixou o Brasil precisando de uma vitória no último jogo diante da Iugoslávia. Na partida que decidiu o grupo, os brasileiros tiveram um pouquinho de sorte quando o atacante iugoslavo Rajko Mitić machucou a cabeça ao subir as escadarias para o gramado do Maracanã. Ele ainda estava sendo atendido quando Ademir abriu o placar para o Brasil, que definiu o marcador com Zizinho no segundo tempo.
Enquanto o Brasil avançava, a campeã Itália era eliminada ao ser derrotada pela Suécia por 3 a 2. Os escandinavos, todos amadores, haviam perdido Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm para a Série A italiana após o título olímpico em 1948. Mas os jogadores dirigidos pelo inglês George Raynor ainda tinham o suficiente para superar a Itália, que perdera muitos dos seus principais atletas no ano anterior em um terrível acidente aéreo que tirara a vida de 19 jogadores do Torino.

Surpresa norte-americana
Com o terceiro lugar da Suécia, Raynor foi o único inglês a comemorar algo no Brasil. A seleção do país que inventou o futebol moderno fez muito feio na sua primeira participação na Copa do Mundo da FIFA. A Inglaterra chegou mal-preparada e pagou caro em Belo Horizonte com uma derrota por 1 a 0 para os Estados Unidos. Treinados pelo escocês Bill Jeffrey, os americanos haviam estreado com derrota para a Espanha, mas tinham aberto o marcador e permanecido na frente do placar durante a maior parte do jogo contra nesse revés. No entanto, contra a Inglaterra, tiveram a ajuda da sorte para manter a vantagem assegurada com um gol de Joe Gaetjens no primeiro tempo.
Na Inglaterra, alguns jornais acharam que o resultado era um erro de digitação e publicaram que a partida havia terminado em 10 a 1. No fim, a seleção inglesa voltou para casa bem mais cedo do que esperava após outra derrota por 1 a 0 para a Espanha, com um gol de Zarra. Entre os homens que escreveram uma das páginas mais lamentáveis da história do futebol inglês estava o lateral-direito Alf Ramsey, que se redimiu como treinador ao conquistar o título mundial em 1966.
No quadrangular final, o Brasil estreou com tudo ao golear a Suécia por 7 a 1 com quatro gols de Ademir, artilheiro da competição anotados. Com uma nova goleada por 6 a 1 diante da Espanha, os brasileiros ficaram com uma mão no troféu. Só precisavam empatar na última rodada com o Uruguai, que vinha de um empate em 2 a 2 com a Suécia e uma vitória por 3 a 2 sobre a Espanha, em ambos os casos chegando ao intervalo em desvantagem.
Embora o Uruguai tivesse vencido um dos três amistosos entre os dois países dois meses antes da competição, a confiança era tanta no Brasil que o jornal Gazeta Esportiva trouxe a manchete “Venceremos o Uruguai”. O prefeito do Rio proclamou o Brasil campeão do mundo antes do pontapé inicial, e poucas almas em uma torcida estimada em 174 mil espectadores — mas que pode muito bem ter superado a marca dos 200 mil — imaginavam qualquer coisa diferente.

Copa-1950

O Brasil abriu o placar com tranquilidade em uma jogada armada por Zizinho e Ademir e concluída por Friaça. Mas o Uruguai, comandado pelo capitão Obdulio Varela, empatou aos 21 do segundo tempo depois de Gigghia passar por Bigode pela ponta direita e cruzar para Schiaffino marcar. Então, faltando apenas 11 minutos, veio o imponderável: Gigghia deixou Bigode mais uma vez para trás e chutou entre Barbosa e o poste, levando a Celeste Olímpica ao paraíso — e o Brasil ao desespero.

"Maracanasso"- Celeste olímpica cala o Maracanã em 1950
“Maracanasso”- Celeste olímpica cala o Maracanã em 1950

Equipes: 13
Quando: 24 Junho 1950 a 16 Julho 1950
Final: 16 Julho 1950
Jogos: 22
Gols: 88 (média 4.0 por partida)
Público: 1045246 (média 47511)

Foi o maior público em um jogo de futebol, porque houve invasão com o estádio já lotado.

10.193 – Mega memória Copa do Mundo – Lazaroni ou “lazarento”?


Lazaroni, apelidado pejorativamente de "lazarento", após o vexame
Lazaroni, apelidado pejorativamente de “lazarento”, após o vexame

O então técnico da seleção brasileira no vexame de 1990, fora o treinador da Seleção Brasileira na conquista da Copa América em 1989 e na na Itália, quando o país foi eliminado pela Argentina nas oitavas-de-final por 1 a 0.
Em 7 de agosto de 2011, assumiu a Seleção do Qatar. O período de permanência e os valores do acordo não foram divulgados.1
Em 19 de dezembro de 2011, após a eliminação da Seleção na primeira fase dos Jogos Pan-Arábicos de 2011 disputados no Qatar, foi demitido
A Copa de 1990, foi a décima quarta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 8 de junho até 8 de julho de 1990. O evento foi sediado na Itália, tendo partidas realizadas nas cidades de Milão, Roma, Nápoles, Turim, Bari, Verona, Florença, Cagliari, Bolonha, Údine, Palermo e Genoa. (Itália, Alemanha Ocidental, Bélgica, Inglaterra, Escócia, Áustria, Suécia, Iugoslávia, Espanha, Países Baixo africanas (Camarões e Egito) e 2 asiáticas (Emirados Árabes e Coreia do Sul).
A Copa de 1990 entrou para a história como uma Copa de equipes defensivas, que jogavam apenas para alcançar o resultado. Apesar disso, também foi uma Copa de grandes goleadas, como EUA 1 x 5 Tchecoslováquia, e de grandes surpresas, como a vitória de Camarões sobre a Argentina logo na 1a rodada do Mundial.
A final da Copa do Mundo FIFA de 1990 foi disputada pela Argentina, que havia eliminado a Itália, a Iugoslávia e o Brasil; e a Alemanha Ocidental, que havia eliminado a Inglaterra, a Tchecoslováquia e os Países Baixos; a trajetória de 6 jogos dessas equipes teve 3 partidas resolvidas em disputas de pênalti e 3 em placares com um gol de diferença. A partida foi realizada em 8 de julho às 20h, no Estádio Olímpico de Roma, com um público de 73 603 pessoas. Sob o apito do árbitro mexicano Edgardo Codesal, Andreas Brehme converteu uma penalidade – até hoje muito contestada – aos 40 minutos do segundo tempo, trazendo o terceiro título da Alemanha Ocidental em Copas do Mundo, o primeiro no qual os alemães não vencem a equipe favorita.

Seleção de 1990
Seleção de 1990

O Brasil, campeão sul americano, comandado pelo técnico Sebastião Lazaroni, adotou o sistema com líbero, com dois alas, chamado 3-5-2, apontado por muitos analistas como contrário às características do futebol brasileiro.
A equipe, dividida por brigas internas, foi precocemente eliminada. Após passar com dificuldades pela primeira fase, apesar de 3 vitórias (2 a 1 na Suécia com dois gols de Careca, 1 a 0 na Costa Rica e 1 a 0 na Escócia, com um gol de Müller a 10 minutos do fim do jogo). o Brasil, em seu melhor jogo no torneio, caiu nas oitavas-de-final, frente à Argentina por 1 a 0 (o gol foi de Claudio Caniggia, em uma única jogada genial de Maradona, que foi muito marcado). O Brasil lutou (chegou a mandar uma bola na trave), mas perdeu várias chances de gol. Foi a pior campanha brasileira desde 1966.
Partida final
Chega o dia 8 de julho de 1990. No Estádio Olímpico de Roma, a Alemanha Ocidental de Lothar Matthäus e a Argentina de Maradona fariam a revanche da Copa de 1986. El Pibe de oro, que já era “odiado” pelos torcedores romanos por sua atuação em Nápoles, se vingou, chamando palavrões para a torcida, que vaiou o hino argentino. Ele se tornou um dos mais hostilizados pela torcida devido à eliminação italiana na semifinal. Os argentinos buscavam o tricampeonato mundial mas, depois de dois vice-campeonatos consecutivos, a Alemanha não deixaria o título escapar e domina amplamente a partida. Maradona e Jorge Burruchaga, a dupla que desmantelara a zaga alemã no jogo final da Copa de 1986 com jogadas rápidas, desta vez havia sido bem neutralizada por uma forte marcação e a tática argentina de atuar nos contra-ataques não resulta em perigo. Resta aos hermanos segurar o empate em busca de um lance isolado, como acontecera contra Brasil e Itália dias antes ou levar a decisão nos pênaltis, onde Goycochea sempre se destacou. A Alemanha, de tanto pressionar, trata de ganhar uma vantagem psicológica, e ela acontece aos 74 minutos quando Pedro Monzón faz uma falta feia em Jürgen Klinsmann (que chegou a erguer suas pernas para o ar), o que faz com que o argentino seja expulso. Com a vantagem, a Alemanha chega finalmente ao gol do título. Aos 84 minutos, Klinsmann bate falta próximo da área e na seqüência da jogada, Roberto Sensini, que havia entrado no 2º tempo, comete pênalti duvidoso em Rudi Völler. Maradona reclama e recebe cartão amarelo. Brehme bate rasteiro no canto e Goycochea, desta vez, não pega.

copa-1990-tabela-final

10.088 – Contradições – Copa explora tatu como mascote, mas não ajuda a conservar espécie


fuleco

Desde que virou mascote da Copa de 2014, o tatu-bola estampa o material promocional da Fifa e de seus parceiros, posa ao lado de celebridades e tem sua imagem comercializada em vários produtos. Tudo isso, porém, trouxe poucos resultados – e, principalmente, recursos- para a conservação da espécie, dizem ambientalistas.
Eles reclamam que a Fifa não repassa recursos para conservar a espécie, exclusiva do Brasil e classificada como vulnerável à extinção.
Também há reclamações da falta de divulgação, nas aparições e nos produtos vinculados a Fuleco, sobre as características naturais da espécie e as ameaças a seu habitat e conservação.
O tatu-bola vive sobretudo na caatinga e tem sofrido com a destruição de seu habitat. Nos últimos dez anos, houve um declínio de 30% na população.
Por meio de sua assessoria, a Fifa informou que se engaja nas questões ambientais e que admira e respeita o trabalho da ONG. Eles informaram que um dos parceiros da entidade, a Continental Pneus, já repassa recursos para a preservação do tatu-bola na Associação Caatinga.
Segundo o secretário da associação, esse é o único apoio recebido de um patrocinador da Copa até o momento, e o suporte foi apenas para 2013.
“Estamos em contato para verificar a possibilidade e interesse de apoio para 2014”, completou Castro. Ele lembra que outras empresas envolvidas com a Copa do Mundo, assim como a Fifa, não quiseram destinar recursos para proteger o tatu-bola.

9978 – Mega na Copa – Morre Bellini, aos 83 anos, bicampeão mundial e capitão da seleção de 1958


bellini, o 1° a levantar a taça

Capitão da seleção brasileira campeã mundial em 1958 e reserva na equipe do título da Copa de 1962, o ex-zagueiro Hideraldo Luiz Bellini, o Bellini, morreu nesta quinta-feira, aos 83 anos.
O ex-jogador estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Nove de Julho, em São Paulo. A pedido da família, não foi divulgado boletim médico para dar mais detalhes sobre o ex-zagueiro.
Bellini sofria há mais de dez anos de Mal de Alzheimer. No mês passado, após ficar hospitalizado por 60 dias, passou a receber acompanhamento médico em casa. O quadro da doença vem piorando gradativamente e, há cerca de três anos, o ex-zagueiro perdeu a fala.
O ex-atleta iniciou sua carreira no Itapirense, de Itapira (SP), sua terra natal, e se tornou famoso no Vasco, onde chegou em 1952 e jogou até 1961.
Ele acabou sendo o responsável em criar o famoso gesto de levantar a taça de campeão. Segundo relatou, o gesto foi feito para ajudar os fotógrafos.
O ato acabou virando universal e repetido, entre outros, por todos os capitães brasileiros nas conquistas de 1962, 1970, 1994 e 2002.
Ele conquistou 10 títulos pelo clube carioca, entre eles três estaduais e um Rio-São Paulo. Bellini jogou por cinco anos no São Paulo, mas não conquistou nenhum título.
Pela seleção brasileira, além da Copa do Mundo de 1958, conquistou também a Copa de 1962 e duas edições da Copa Roca.
Sua foto levantando a Taça Jules Rimet com as mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro, e passou a ser repetida por todo capitão ao levantar a taça.
O gesto virou estátua na entrada do Maracanã, que recebe muitas visitas de turistas.
Bellini nasceu em 7 de junho de 1930, em Itapira (a 164 km de São Paulo).
Jogou futebol amador no Itapirense e entre 1949 e 1952 defendeu a Esportiva Sanjoanense, de São João da Boa Vista.
Em 1952, foi contratado pelo Vasco, onde foi campeão estadual naquele ano e também em 1956 e 1958. Foi campeão ainda do Rio-São Paulo, também em 1958.
Sua primeira convocação para a seleção foi em 1956.
Ele também fez parte da equipe campeã mundial em 1962, mas era reserva.
Assim como surgiu o cumprimentar de mãos, o abraço, o beijo no rosto, Hideraldo Luís Bellini pode se orgulhar de ter feito pela primeira vez um movimento que alegra dos mais jovens aos mais idosos, do mais rico ao mais pobre. Graças a ele, foi criado um dos gestos mais significativos do futebol e, até mesmo, dos outros esportes: o levantar a taça de campeão.
Zagueiro de vigor físico superior à qualidade técnica, Bellini conta que o gesto que acabou imortalizado em uma estátua de tamanho real na entrada do Maracanã e passou a ser imitado por todos os capitães do mundo nasceu por acaso. Na verdade, o eterno capitão ficou preocupado com os fotógrafos, que queriam a todo custo registrar o primeiro título mundial brasileiro.
Bellini foi convocado após agradar o técnico Vicente Feola durante as Eliminatórias, em 1957. O zagueiro ganhou a tarja de capitão já na reta final de preparação para a Copa do Mundo, após ser elogiado publicamente pelo Marechal da Vitória, Paulo Machado de Carvalho. Durante o Mundial da Suécia, demonstrou muita seriedade e um estilo de jogo acima da média para os beques da época. O título e o gesto de levantar a taça Jules Rimet só coroam o excelente campeonato realizado.
“Foi sensacional ir à Suécia em 58, ainda garoto. Ser convocado já era um prêmio. Ser titular e capitão da Seleção então, nem era bom pensar. Foi uma caminhada árdua, mas a conquista do título foi qualquer coisa de fantástico. Com a taça em cima da cabeça, vi o mundo todo aos meus pés. Sabia que o Brasil todo estava conquistando pela primeira vez o Mundial e que aquela taça que eu segurava seria nossa pelo menos por quatro anos. Todos haveriam de nos respeitar”, comentou Bellini.
Além de 1958, Bellini ainda disputou as Copas de 1962 e 1966, ambas no banco. No Chile, amargou a reserva de Mauro Ramos, em melhor fase no Santos e seu amigo pessoal dos tempos de Sãojoanense. Já na Inglaterra acabou prejudicado pela péssima organização feita pela CBD, que convocou 44 jogadores e divulgou a lista de cortes às vésperas do início do campeonato. Foram 57 jogos com a camisa verde-amarela, com 42 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas. Bellini faturou, além do bicampeonato mundial, a Copa Roca, em 1957 e 1960, a Taça Oswaldo Cruz, em 1958, 1961 e 1962, a Taça Bernardo O’Higgins, em 1959, e a Taça do Atlântico, em 1960.
O início
Bellini ainda era um garoto quando começou a dar os primeiros nas ruas de terra de Itapira, no interior paulista, sua cidade natal. Fazia a bola com as meias e usava os sapatos como traves. Aos domingos, a diversão era se reunir na Praça Central para escutar os clássicos do Pacaembu, pelo rádio. Cresceu escutando nomes como Domingos da Guia e a ideia de virar zagueiro já ia fazendo sua cabeça.
Ao chegar à adolescência, Bellini era convidado para jogar competições amadoras da região, sem sonhar ainda com o profissionalismo. Sem contar com grande qualidade técnica nos pés, acabou virando zagueiro de vez. Para espanto de todos, Bellini demonstrava muita raça e, acima de tudo, categoria e lealdade no campo contra os adversários.
Depois de observar o futebol de Bellini de perto, o olheiro Mauro Xavier da Silva não esperou a ansiedade para contar ao clube em que trabalhava, o modesto Sãojoanense, que contava em seus quadros com o até então desconhecido Mauro Ramos de Oliveira. Pegou o primeiro ônibus de Itapira para São João da Boa Vista e, já no começo da madrugada, bateu na porta do presidente Francisco de Bernardes. Aos berros, começou a informá-lo sobre o futebol de Bellini.
Ainda sonolento, o presidente pediu que retornasse no outro dia. Foi quando Mauro Xavier o informou que outros clubes já estavam assediando Bellini. Bernardes, fiel às informações de seu olheiro, autorizou o funcionário a trazer o zagueiro. A abordagem em cima do futuro bicampeão mundial foi, no mínimo, estranha.
pós uma conversa, Mauro descobriu o motivo de tantas recusas de Bellini: o zagueiro não queria passar por testes. O olheiro concordou em fechar negócio sem que o zagueiro passasse por qualquer tipo de avaliação. Ao chegarem em São João, o presidente perguntou o porquê de tanta confiança ao seu “novo reforço”, mas, assim que Bellini deu os primeiros toques na bola, logo viu o motivo.
Bellini ficou por três anos no Sãojoanense, de 1949 a 1951. Mesmo atuando pela segunda divisão do futebol paulista, chamou a atenção dos grandes da capital. Nos jogos da modesta equipe, era normal a presença de olheiros e amigos de técnicos avaliando a categoria que aquele jovem zagueiro apresentava. Com algumas propostas na mão, Bellini apostou alto e preferiu aceitar o Vasco da Gama. Estava acertada a sua ida ao Rio de Janeiro.
A trajetória de Bellini no Vasco da Gama pode ser considerada cinematográfica. Ali, o capitão permaneceu por dez anos, conquistando três títulos cariocas, em 1952, 1956 e 1958, ganhando destaque na equipe apelidada de “Expresso da Vitória”, pelo alto número de conquistas na década de 1940, principalmente.
Vestindo a camisa 3 vascaína, Bellini virou ídolo da torcida pela seriedade que exibia em campo. Mesmo sem contar com grande qualidade técnica, esbanjava disposição física, garra e dava segurança ao restante do elenco, o que arrancava suspiros do técnico Flávio Costa. Diante de tantos atributos, não lhe restou alternativa a não ser entregar ao zagueiro a tarja de capitão.
Com a saída de Flávio Costa para a Seleção Brasileira, em 1956, restou a Bellini a responsabilidade de conduzir o Vasco à retomada de títulos do “Expresso da Vitória”. Ao lado de Orlando, formando aquela que muitos consideravam a melhor zaga do futebol brasileiro, o líder do elenco exigia seriedade de seus comandados, sendo o porta-voz de Martim Francisco dentro das quatro linhas. O resultado não poderia ser outro: a conquista do Campeonato Carioca daquela temporada.

brasil

Como principal combustível do título, Bellini foi premiado com o reconhecimento de seu antigo treinador, que o convocou pela primeira vez para a Seleção em 1957, nas Eliminatórias para a Copa da Suécia, mais precisamente no dia 13 de abril, no empate por 1 a 1 com o Peru, em Lima.
A decisão de contratar Bellini, em 1963, e formar a dupla de zaga com os dois capitães campeões mundiais partiu da cúpula são-paulina, em uma tentativa de aliviar o calvário pelo qual passava o Tricolor, em jejum devido à construção do Morumbi. Contratando um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro, o São Paulo daria um ânimo maior a sua torcida, traumatizada pela sucessão de fracassos após o título de 1957.
A tentativa deu certo. No auge de seu vigor físico, com 32 anos, Bellini não decepcionou a cúpula que apostou alto em sua contratação. Considerado velho no Vasco da Gama, saiu como ídolo e agora caminhava a passos largos para repetir o feito em São Paulo, jogando diante da exigente torcida.
Ao lado do amigo Mauro Ramos, Bellini não decepcionou, fez boas apresentações, mas acabou prejudicado pelo fraco desempenho apresentado o Tricolor no período em que as atenções estavam voltadas para a construção do estádio próprio. Mesmo assim, conseguiu se manter na Seleção por sua garra e liderança diante dos demais jogadores, apesar de frequentar a reserva.
Prejudicado pelos insucessos do São Paulo, acabou arriscando tudo ao aceitar uma proposta do Atlético-PR. Após o fiasco do Mundial na Inglaterra, Bellini, com 38 anos, aceitou a transferência para o Furacão. Junto com ele foi um outro veterano: o lateral direito Djalma Santos, também bicampeão, abalado com o fracasso na última Copa e perdendo o fôlego no Palmeiras.
Juntos, os dois desembarcaram no Atlético e atuaram por três anos, de 1968 a 1970, conquistando o Campeonato Paranaense no último ano como profissionais. Bellini, já com 40 anos, ainda exibia grande forma física, graças à fidelidade com as obrigações extra-campo. Já casado, o capitão atuou no Furacão com a mesma responsabilidade de quando era iniciante, exibindo um futebol sério e passando segurança à equipe.
Com o título estadual em 1970, decidiu pendurar as chuteiras, apesar dos pedidos para prosseguir atuando. Sem o mesmo vigor de antes, parou junto com Djalma Santos para não prejudicar o restante do elenco. Em sua opinião, um veterano complicaria a trajetória do Atlético-PR nos campeonatos futuros, principalmente o Brasileiro, que teria a sua primeira edição no ano seguinte, em 1971. O homem que erguera a taça pela primeira vez, sentiu o cansaço e decidiu baixar os braços, para a tristeza do mundo futebolístico.
Sem conseguir se desvincular totalmente do futebol, Bellini continuou frequentando o Pacaembu, próximo de sua casa. Trabalhou como comentarista de emissoras de rádios em algumas partidas, além de visitar, uma vez ou outra, programas esportivos de TV.
O envolvimento de Bellini com o futebol cresceu na década de 1980. A Copa de 1982 começou com o eterno capitão sendo o porta-bandeira da Seleção Brasileira na Espanha. Na ocasião, o ex-zagueiro foi ovacionado pela torcida local.
Alguns anos depois, em 1985, Bellini integrou a comissão técnica da Seleção, trabalhando como consultor e auxiliar a convite do então técnico Evaristo de Macedo, mas saiu após o retorno de Telê Santana ao comando verde-amarelo.
Bellini prosseguiu dando aulas nas escolinhas quando recebeu um convite do então prefeito de São Paulo, Reynaldo de Barros, para assumir a coordenadoria de um projeto social, chamado de “Projeto-Futebol”. Nesta nova empreitada, o eterno capitão promoveu alguns torneios amadores, porém nada de destaque.
Mais do que qualquer medalha ou dedicação especial, Bellini foi merecidamente homenageado pela prefeitura do Rio de Janeiro, que construiu uma estátua do eterno capitão em uma das entradas do Estádio Mário Filho, o Maracanã.
Feita em bronze e de tamanho real, a estátua de Bellini foi inaugurada em 1960, no chamado “Festival do Rio”, uma atração da prefeitura para atrair mais turistas à Cidade Maravilhosa.
Na época, o artista plástico resolveu usar o capitão – e não Pelé, como foi pedido – por considerá-lo um verdadeiro galã de cinema e fazer sucesso com o público feminino. Mesmo com a modernização completa do estádio para a Copa do Mundo de 2014, a estátua do ex-zagueiro permanece em destaque, sendo um ponto de referência do torcedor.

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O adeus
A saúde de Bellini ficou comprometida há cerca de dez anos, em função do Mal de Alzheimer, uma doença degenerativa que afeta o cérebro. Assim, o eterno capitão não resistiu. No fim da tarde de 20 de março de 2014, uma quinta-feira, Bellini morreu depois de um período internado na capital paulista, aos 83 anos.
Raio-X
Nome completo: Hilderado Luís Bellini
Posição: zagueiro
Nascimento: 7 de junho de 1930, em Itapira (SP)
Morte: 20 de março de 2014, em São Paulo (SP)
Clubes: Itapirense (1948), Sãojoanense (1949 a 1951), Vasco da Gama (1951 a 1962), São Paulo (1963 a 1968) e Atlético-PR (1968 a 1970)
Títulos: Campeonato Carioca de 1952 (Vasco), Campeonato Carioca de 1956 (Vasco), Copa Rocca de 1957 (Brasil), Campeonato Carioca de 1958 (Vasco), Taça Oswaldo Cruz de 1958 (Brasil), Torneio Rio-São Paulo de 1958 (Vasco), Copa do Mundo de 1958 (Brasil), Taça Bernardo O’Higgins de 1959 (Brasil), Copa Rocca de 1960 (Brasil), Taça Atlântico de 1960 (Brasil), Taça Oswaldo Cruz de 1961 (Brasil), Copa do Mundo de 1962 (Brasil) e Campeonato Paranaense de 1970 (Atlético-PR)

9842 – Mega Almanaque – A Seleção da Alemanha


É organizada pela Federação Alemã de Futebol, a instituição que administra o futebol na Alemanha, a Federação Alemã de Futebol (alemão: Deutscher Fußball-Bund, DFB, representa a Alemanha nas competições de futebol da UEFA e FIFA..
De 1950 a 1990, era o time da Alemanha Ocidental já que a DFB tem sede em Frankfurt. Regiões sob ocupação diferenciada – Sarre e Alemanha Oriental – tinham times próprios, a Seleção do Sarre de Futebol (1950-1956) e a Seleção Alemã Oriental de Futebol (1952-1990), que inclusive enfrentou a Alemanha Ocidental na Copa do Mundo FIFA de 1974. Desde a reunificação da Alemanha em 1990, a DFB reconhece dados individuais de jogadores de ambas as seleções.
É uma das seleções de futebol mais bem sucedidas do Mundo e a mais bem sucedida da Europa, participando de sete finais de Copas do Mundo, ganhando três delas. É o país que mais vezes chegou entre os semifinalistas, com 12 aparições, além de ser o detentor do maior número de medalhas no torneio, com 11 (três ouros, quatro pratas e quatro bronzes). Chegaram a seis finais da Eurocopa, também vencendo três. A Alemanha ainda é o único país a ter conquistado as Copas do Mundo masculina (1954, 1974 e 1990) e feminina (2003 e 2007). Também é o único país até agora a conquistar a Eurocopa nas suas versões masculina (1972,1980 e 1996) e feminina (1989, 1991, 1995, 1997, 2001, 2005, 2009), o que torna o futebol do país, em termos de seleções nacionais, o mais vitorioso do mundo, ao lado do futebol do Brasil.
A Seleção Alemã é muito conhecida também por ter jogadores muito talentosos, criativos e decisivos como Franz Beckenbauer, um dos cinco melhores jogadores da historia; Gerd Müller, o segundo maior artilheiro das Copas do Mundo da FIFA e o maior artilheiro da Seleção Alemã; Lothar Matthäus, um dos gênios do futebol e o primeiro ganhador do prêmio de Melhor jogador do mundo da FIFA (que se tornou Bola de Ouro da FIFA). No século XXI os novos gênios da Seleção Alemã de Futebol são Mesut Özil, um dos melhores jogadores do Mundo e muito criativo e habilidoso; Mario Götze, um dos jogadores mais criativos, habilidoso e genial dessa nova geração do futebol mundial, Thomas Müller, artilheiro da Copa do Mundo FIFA de 2010 e eleito a revelação do ano de 2010, Lukas Podolski eleito Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo de 2006, Podolski é conhecido por seu forte chute com a perna esquerda, e pela sua grande técnica e Bastian Schweinsteiger. Atualmente a Nationalmannschaft é treinada por Joachim Löw.

1974-alemanha

O uniforme alemão consiste em camisas e meias brancas e calças pretas, cores da antiga monarquia do país. O uniforme reserva tradicional consiste em camisas e meias verdes (cores neutras) e calças brancas, tendo sido utilizado na final da Copa do Mundo de 1986. Na primeira década do século XXI, o uniforme reserva deixou de usar verde, chegando a utilizar o cinza e a cor preta. No ano de 2012 porém, a Adidas, marca que fabrica o material esportivo usado pela seleção, anunciou a volta do uniforme reserva verde, criado para o Campeonato Europeu de Futebol de 2012, marcando o aniversário de 40 anos da primeira conquista europeia de futebol.
A Seleção Alemã foi fortemente marcada pela política. Entre 1938 e 1945, a Áustria ficou integrada à Alemanha Nazista. Com isso, jogadores austríacos de destaque passaram a ser também aproveitados pela Seleção Alemã, enquanto a Austríaca (que utiliza tradicionalmente uniforme similar) foi extinta momentaneamente. A anexação ocorreu meses antes da Copa do Mundo de 1938, para a qual ambas as seleções estavam classificadas. Seis austríacos foram convocados para defender a Alemanha no mundial.
Após a Guerra, a Alemanha foi dividida. As áreas conquistadas no conflito voltaram aos antigos países, e o território alemão pré-guerra dividiu-se em quatro: a Áustria voltou a ser um país independente e sua Seleção foi retomada; em 1949, foram criadas as Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental independente no futebol, cada uma possuindo também sua seleção, que chegou a disputar as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1954. No final dos anos 50, o Sarre foi integrado à Alemanha Ocidental.
As duas Alemanhas prosseguiram divididas até o ano de 1990, quando reunificaram-se. A reunificação deu-se já após a Copa do Mundo daquele ano, vencida pela Seleção Alemã-Ocidental. Os ocidentais, que continuaram a usar o uniforme da Alemanha pré-guerra, tiveram destaque amplamente maior, classificando-se durante a divisão para todas as Copas do Mundo ocorridas, tendo sido campeões em 1954 e 1974 (quando hospederam o torneio) contra seleções favoritas ao título, respectivamente Hungria e Países Baixos. Só não disputaram a Copa do Mundo de 1950, quando nenhuma seleção alemã existia. Os ocidentais também disputaram todas as Eurocopas a partir da edição de 1972, sendo logo campeões nesta. Venceriam também a de 1980.
A Seleção Alemã-Oriental, mais fraca, classificou-se apenas para uma Copa do Mundo, justamente a de 1974, realizada na Alemanha Ocidental. Ambas se enfrentaram na primeira fase e os orientais conseguiram histórica vitória por 1 x 0. Costumavam ter bons desempenhos nas Eliminatórias, deixando de classificar-se para as Copas normalmente na última partida. Não conseguiram classificar-se para nenhuma Eurocopa. Por outro lado, ganharam ouro nos Jogos Olímpicos (nas Olimpíadas de 1976), o que as Alemanhas pré-guerra, Ocidental e reunificada não conseguiram. Continuou a usar camisas e meias brancas, mas adotou o azul ao invés do preto na cor dos calções. O azul era a cor da juventude do Partido Comunista do país. Seu uniforme reserva consistia na combinação inversa ao do principal, sendo consagrado ao ser utilizado na vitória sobre a Alemanha Ocidental em 1974.

A Alemanha reunificada, que continuou usando os uniformes tradicionais da Ocidental, chamou em maior parte jogadores nascidos no antigo país, embora os melhores jogadores pós-reunificação tenham vindo do lado oriental: Matthias Sammer e Michael Ballack. O primeiro e único título desde a reunificação foi a Eurocopa 1996.
A seleção é atualmente treinada por Joachim Löw. O antigo técnico Rudi Völler, um dos jogadores que tem mais jogos pela seleção e, que era o técnico desde Julho de 2000, se demitiu em 24 de Junho de 2004, como conseqüência da eliminação na primeira rodada da Euro 2004. O processo de reposição foi muito mais desgastante que o normal. Após quatro candidatos possíveis terem recusado o posto, Klinsmann assumiu o cargo em 26 de Julho.

Futebol e Política
Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi proibida de competir em competição na maioria dos esportes, até cerca de 1950, com nenhum dos três novos estados alemães, Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental e Protetorado de Sarre, entrar nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1950, por que a Federação Alemã de Futebol só foi reintegrado como membro oficial da FIFA completo após a Copa do Mundo de 1950.
Embora a República Democrática da Alemanha (nome oficial do país) tenha surgido em 1949, a seleção da Alemanha Oriental fez sua estréia oficial somente em 1952. Participou de apenas uma Copa do Mundo, em 1974, quando fez uma partida histórica contra a então seleção da Alemanha Ocidental e venceu por 1×0, gol de Jürgen Sparwasser. Porém, terminou a competição apenas em 5.º lugar. Já nos Jogos Olímpicos teve melhor sorte: ganhou uma medalha de ouro em 1976, uma de prata em 1980 e duas de bronze em 1964 e 1972. Venceu também a Pequena Taça do Mundo (com o nome de Taça Cidade de Caracas) em 1975. Além disso, obteve o 3.º lugar no Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 1987.

Partida histórica entre as 2 Alemanhas
Partida histórica entre as 2 Alemanhas

Zebra na Suíça:
Alemanha Ocidental, comandada por Fritz Walter, reuniu-se para disputar a Copa do Mundo de 1954 algumas das equipas que jogaram em partidas amigáveis com a Alemanha Ocidental antes da Copa do Mundo foram a Seleção Turca de Futebol, Seleção Iugoslava de Futebol e a Seleção Austríaca de Futebol. Na fase de grupos a Alemanha caiu com a favorita Seleção Húngara de Futebol comandada nessa epoca por Ferenc Puskás um dos melhores jogadores da historia, com boas chances de se classificar para a próxima fase, mesmo em caso de derrota, o treinador Sepp Herberger não colocar em campo seus melhores jogadores, poupando-os para as proximas partidas e da experiência de uma derrota de 8-3 para a Húngria. Alemanha Ocidental iria passar a jogar contra a Hungria novamente na final, enfrentando a equipe lendária da Seleção Húngara de Futebol novamente, que estava invicto por 32 partidas consecutivas. Em uma virada surpreendente, a Alemanha Ocidental voltou de um défice golo madrugador dois para ganhar 3-2, com Helmut Rahn marcando o gol da vitória com apenas seis minutos restantes a vitória inesperada criou uma sensação de euforia ao longo de uma Alemanha dividida no pós-guerra. O triunfo é creditado com um papel significativo em assegurar o fundamento do pós-guerra ideológica da República Federal da Alemanha.

O Estádio Wankdorf em Berna recebeu 60000 pessoas para acompanhar a partida final entre Alemanha Ocidental e Hungria, uma repetição do jogo da primeira fase. Nesta fase, a Hungria venceu os reservas alemães por 8-3. O Time Dourado dos húngaros era o favorito, pois vinha de 32 partidas invicto, porém vinha de duas partidas duras. Começou a chover no dia do jogo – na Alemanha isso é chamado de “Fritz-Walter-Wetter” (tempo de Fritz Walter) pois dizia-se o capitão da equipe alemã Fritz Walter jogava seu melhor futebol na chuva, porque havia contraído malária quando jovem e por isso não atuava tão bem no calor. Adi Dassler, proprietário da Adidas e fornecedor de material esportivo para a seleção alemã, forneceu chuteiras com cravos intercambiáveis, que melhor se adaptariam ao campo molhado.
No segundo tempo a Hungria desperdiçou diversas chances. Mas, nervosos não conseguiram nada. Os alemães praticamente “cozinharam” o jogo a seu favor, e acabariam premiados. A meros seis minutos do final da partida, o popular narrador do rádio alemão Herbert Zimmermann fez sua mais memorável declaração ao dizer: “Rahn deveria chutar do meio da rua” (em alemão: “aus dem Hintergrund müsste Rahn schießen”), e assim foi. O segundo gol de Rahn, que chutou da meia-lua da área, após a zaga húngara afastar mal a bola, deu a liderança da partida aos alemães. Depois, Puskás ainda teve um gol impedido.
Aos alemães foi entregue a Taça Jules Rimet e o título de vencedores da Copa do Mundo com a torcida cantando junto o hino nacional alemão. Na Alemanha, esta partida é conhecida como o Milagre de Berna. Um filme baseado na história foi lançado em 2003.

9557 – Almanaque Copa do Mundo – Barrados no Baile


Um time inteiro já teve a má sorte de se machucar e ser cortados ás vésperas do torneio. e um dos primeiros desfalques foi um tal Tesourinha, ponta-direita do Internacional. Eleito o melhor jogador do campeonato sul-americano de 1949, vencido pelo Brasil, ele vendido ao Vasco e tinha a presença certa na copa de 1950. Pouco antes do torneio, porém, lesionou o menisco em um jogo contra o Flamengo e precisou ser operado. Na campanha do tri em 1970, o ponta Rogério do Botafogo teve uma contusão séria e foi cortado, dando lugar ao goleiro Emérson Leão. Mesmo cortado ele atuou espionando os adversários. Na copa de 1974, na Alemanha, o goleiro Wendell e o volante Clodoaldo perderam vaga, mas foram mantidos no grupo. Em 1978 na Argentina, mais 2 baixas, o lateral corinthiano Zé Maria e o atacante Nunes, do Santa Cruz, se machucaram e não foram.

Zé Maria, o super Zé da fiel
Zé Maria, o super Zé da fiel

A Maldição da Camisa 20
Uma grande perda para a Copa de 1982 foi o centro-avante Careca do Guarani, dono da camisa. Um atacante da adversária Nova Zelândia que usaria esse n°, foi cortado. Telê Santana resolveu convocar Roberto Dinamite. Na copa seguinte, 1986 o cortado foi Toninho Cerezzo. Zico foi mantido no grupo, mesmo machucado e perdeu um pênalti contra a França que poderia ter dado a classificação.
O zagueiro Ricardo Gomes foi cortado na Coipa de 1994, ficaram de fora na Copa de 1998 o zagueiro Márcio Santos e o volante Flávio Conceição, além do atacante Romário, dispensado já na França, no seu lugar foi convocado o volante Émerson.

9417 – Futebol – Mega de☻lho na Copa 2014


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Fifa altera horário de sete jogos por causa do calor
A Fifa anunciou neste sábado que sete jogos da Copa do Mundo sofrerão mudanças de horário por causa do calor. As altas temperaturas e a umidade em sedes como Manaus e Recife já haviam sido criticadas por diversos treinadores europeus e até pelo coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira.
A entidade que organizada o futebol mundial explicou que os horários de três jogos em Manaus e um em Recife foram alterados. Assim, Costa do Marfim x Japão passou das 19h para as 22h (horário local), no dia 14 de junho, na capital pernambucana.
Em Manaus, Camarões x Croácia será disputado às 18h do dia 18 de junho, após ser marcado inicialmente para as 15h. As duas equipes integram o Grupo A, do Brasil. A mesma mudança de horário acontecerá no dia 22 de junho para o duelo entre Estados Unidos e Portugal, também na capital amazonense.
Já o confronto entre Inglaterra e Itália, no dia 14 de junho, terá início mais cedo do que o previsto. Passou das 21h para as 18h. A Fifa alega que as condições climáticas de Manaus serão as mesmas para os dois horários. Neste caso, o jogo foi antecipado em três horas para beneficiar ingleses e italianos. Pela definição inicial, eles assistiriam à partida pela televisão, na Europa, de madrugada.
O mesmo vai acontecer com Espanha x Chile e Bélgica x Rússia. O primeiro, no dia 18 de junho, foi antecipado das 19h para as 16h, no Rio de Janeiro. O duelo entre belgas e russos passou das 19h para as 13h, no dia 22 de junho, também na capital fluminense.
Outro jogo que sofreu mudança de horário é Coreia do Sul x Argélia, em 22 de junho. A partida vai começar mais tarde do que o previsto. Marcado para as 13h, foi transferido para as 16h, em Porto Alegre.
Jogo de abertura – Brasileiros e croatas poderão encomendar bilhetes do jogo de abertura. Isso porque nessa fase começa a venda dos ingressos para torcedores das seleções participantes.

Cidadãos nascidos nos países que participam da disputa pelo Mundial também poderão concorrer aos ingressos independentemente de onde residam. Apenas bilhetes das categorias 1 e 3 estarão disponíveis para eles. A solicitação deve ser feita no site da Fifa (www.fifa.com/ticketing). Os brasileiros também poderão acessar o site da CBF (www.cbf.com.br). Nesse caso específico de venda para as equipes participantes, a solicitação poderá ser feita até 7 de fevereiro, segundo divulgou a Fifa.
Atraso nas obras – A Fifa não confirma, mas jogos marcados para o Itaquerão, Arena Pantanal e Arena da Baixada devem ter uma carga de ingressos disponível 7% menor do que a capacidade dos estádios. Isso por causa do atraso na colocação das cadeiras, o que impedirá a contagem dos lugares – quando a arena está pronta, técnicos contam um por um os assentos para numerá-los e definir a capacidade real. Assim, a entidade evitaria vender mais bilhetes do que a capacidade real do estádio.

7599 – Copa 2014 – Reabertura do Mineirão


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O primeiro dia de operação do novo Mineirão, domingo (4-01-2013), como toda estreia, rendeu muitas surpresas aos torcedores de Cruzeiro e Atlético. Apesar da magnitude da obra, o que marcou a festa foi a desorganização e o desrespeito, numa mostra evidente de que o estádio ainda não está pronto para receber um evento do tamanho do maior clássico de Minas.
Conforme o contrato de concessão do Mineirão, se o índice de satisfação do cliente pessoa física, ou seja, os torcedores, for menor que 2 por três meses, a multa é de R$ 4 milhões. Esse índice será feito com base em pesquisa realizada por auditores independentes da empresa de auditoria Ernest &Young, que ontem colocou 11 profissionais para avaliar a estrutura e operação do estádio.
Na pior das hipóteses, se for reincidente, a Minas Arena pode até perder a concessão.
Muitos foram os problemas enfrentados fora e dentro do Mineirão no domingo. Os piores e que mais revoltaram os torcedores foram a falta de bares abertos e os banheiros sujos. A expectativa de que o tropeiro voltasse foi frustrada e a dificuldade para comprar qualquer coisa de comer ou beber era clara, com filas imensas nos poucos bares que abriram.
Os desacertos começaram já na venda antecipada de ingressos, na semana passada, quando o sistema informatizado ficou fora do ar e tanto a venda pela internet, quanto física, nas bilheterias, foi prejudicada, com torcedores passando dias nas filas.
A Minas Arena havia contratado a empresa portuguesa LusoArenas, que tem experiência em estádios europeus, para gerir em conjunto o Mineirão, mas no ano passado resolveu cancelar o contrato.
A opção foi pela contratação de funcionários que trabalham no Engenhão, no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, apostou em profissionais mineiros.
A Minas Arena informou que vai fazer um levantamento de todos os problemas vividos pelo torcedor ontem e depois vai se pronunciar.

O Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, é um estádio de futebol do Brasil, tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.
Os três principais times da capital mineira possuíam seus estádios, mas estes eram acanhados, desconfortáveis e já não suportavam a demanda dos torcedores. O Estádio Otacílio Negrão de Lima (Estádio da Alameda, na Avenida Francisco Sales), do América, o Estádio Antônio Carlos (localizado na Avenida Olegário Maciel), do Atlético, e o Estádio Juscelino Kubitschek (localizado na Avenida Augusto de Lima), do Cruzeiro não suportavam mais do que 15 mil espectadores. O Atlético, time dos sócios mais ricos da cidade, planejava construir um estádio para 30 mil pessoas. Após o título de “Campeão dos Campeões do Brasil”, em 1937, o projeto quase saiu do papel. Mas então descobriu-se uma enorme dívida do clube, obrigando os diretores a lotear e vender os imóveis que o clube possuía na região onde seria construído o estádio, na Avenida Antônio Carlos, próximo ao Aeroporto.

Copa de 1950
No fim dos anos de 1940 o jornalista Canor Simões Coelho conseguiu com a CBD a inclusão de Belo Horizonte como uma das sedes da Copa do Mundo de 1950. Para isso, o município teria de construir um estádio à altura do evento. O acordo oficial foi assinado pelo prefeito Otacílio Negrão de Lima e o presidente da CBD Rivadávia Correa Meyer. O modesto clube Sete de Setembro ficou encarregado de comandar as obras do novo campo. A construção do Independência era lenta e parecia que não ia ser concluída a tempo da Copa do Mundo. Mas com a intervenção da CBD e da FIFA, a prefeitura de Belo Horizonte assumiu a responsabilidade da construção, e o estádio foi entregue a tempo da partida entre Iugoslávia e Suíça em 25 de junho de 1950, ainda com muitas improvisações. Porém, em pouco tempo a excitação inicial pelo novo estádio foi se acabando, uma vez que os 30 mil lugares disponíveis não atendiam o crescente número de torcedores. O Independência era desconfortável para o público, além de não oferecer boas condições para a imprensa.
No início da década de 1950, poucos anos após a abertura do incompleto Independência, já começam as movimentações para a construção de um estádio ainda maior em Belo Horizonte.
Quando começaram as obras do estádio, em 1959, engenheiros e operários não tinham certeza de que elas seriam concluídas. Gil César, o administrador da construção, enfrentou crises financeiras, mas soube usar a política em proveito do Mineirão. Apesar do controle extremado dos gastos, as obras enfrentavam, a cada etapa, o esgotamento de recursos. O empréstimo inicial de 100 milhões de cruzeiros evaporou na execução dos primeiros serviços de fundação.

Construção
O novo estádio foi alçado a emblema para a engenharia nacional ao oferecer inúmeros exemplos de evolução na construção civil. A equipe de engenheiros do Mineirão foi ao extremo nos detalhes. Passou o Maracanã por um verdadeiro raio-x, localizando deficiências que não deveriam ser repetidas no campo mineiro. Em 1964, Gil César foi buscar em Tóquio, onde foram erguidas arenas para as Olimpíadas, novidades sobre este tipo de obra. Os profissionais anotaram particularidades e inovações de engenharia. Preocuparam-se até com a qualidade da grama, balisas e outras minúcias.
A grande dúvida que testava engenheiros e operários era quanto à capacidade de se executar uma superestrutura – uma falsa elipse, medindo o eixo maior 275 metros e o menor 217 metros – utilizando equipamento convencional. Para avaliar e suprimir incertezas, foi projetado um mini-Mineirão, chamado de setor experimental 15 (hoje, abrigando a torcida do Atlético) onde um elo de arquibancadas e coberturas seria submetido a todo tipo de prova.

Inauguração
Foi inaugurado em 5 de setembro de 1965, com uma partida entre a Seleção Mineira e o River Plate, da Argentina. Com um público de 73.201, as festividades tiveram direito a música, fogos e paraquedistas.[carece de fontes] Na partida inicial, o combinado estadual venceu por 1 a 0, com gol do jogador do Atlético, Buglê. No dia 7 de setembro (data da independência brasileira), foi realizada a primeira partida da Seleção Brasileira no estadio. A equipe do Palmeiras inteira, incluindo comissão técnica e os reservas, vestiram a camisa da seleção brasileira, para jogar um amistoso contra a seleção do Uruguai. Os brasileiros venceram por 3 a 0.

Copa de 2014
Com a escolha do Brasil como país-sede da Copa do Mundo FIFA de 2014, Belo Horizonte, juntamente com Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Alegre, foi uma das cidades pré-selecionadas para sediar os jogos.
Em 2011, o estádio recebeu a instalação de 166 amortecedores sob a parte superior da estrutura, em substituição às hastes verticais que tinham debaixo de todo anel.
Depois de quase três anos de obras, o estádio foi reaberto ao público no dia 21 de dezembro de 2012 e tornou-se o segundo estádio da Copa do Mundo de 2014 a ser entregue. O evento oficial contou com a participação da presidente Dilma Rousseff.[26] A reinauguração foi celebrada com um show da banda mineira Jota Quest, realizado em um palco montado na recém construída esplanada do estádio.
Sob a esplanada, o complexo do Mineirão abriga o Museu Brasileiro do Futebol, que segundo Marco Antônio Herling, presidente da Lusoarenas (empresa contratada pelo Minas Arena, para auxiliar na gestão do estádio) vai focar na história do futebol dos times mineiros.
O maior público presente em uma partida de futebol, na história do Mineirão, foi em 22 de junho de 1997, no jogo entre Cruzeiro e Villa Nova, válido pela final do Campeonato Mineiro. Com um público total de 132.834 pessoas presentes, registrou-se o recorde do estádio e também do estado de Minas Gerais. O público pagante foi de 74.857 pessoas.

Clássico de reinauguração
O maior clássico do futebol de Minas Gerais está de volta ao maior palco do Estado. Cruzeiro e Atlético-MG voltam a atuar no Mineirão depois de dois anos e meio jogando em outros estádios. O Gigante da Pampulha foi reinaugurado e cruzeirenses e atleticanos tiveram a oportunidade de dividir as arquibancadas, o que não vinha ocorrendo nos últimos anos.

7598 – Copa de 2014 – Quais serão as cidades-sede?


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Doze cidades das cinco regiões do Brasil receberão a Copa do Mundo em 2014. Mais de R$ 25 bilhões serão investidos em aeroportos, estádios e novos sistemas de transportes, tudo para adequar a infraestrutura das capitais aos milhares de turistas que virão ao evento.

Recife – Manaus – Fortaleza – Natal – Salvador – Cuiabá – Brasília – Belo Horizonte – Rio de Janeiro – São Paulo – Porto Alegre – Curitiba

A primeira copa no Brasil, em 1950, teve partidas disputadas em seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Na Copa de 2014, o número vai dobrar: doze cidades vão receber o mundial e, para isso, precisam correr contra o tempo. As cidades terão de melhorar a infraestrutura para receber as seleções e torcedores estrangeiros.

Quantas cidades se candidataram?
Dezoito cidades foram candidatas. Além das 12 escolhidas ainda participaram da disputa Rio Branco (AC), Belém (PA), Maceió (AL), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS).

Quais critérios foram usados para definir as sedes?
Segundo o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, a escolha obedeceu a critérios técnicos, com base nas visitas feitas por técnicos da entidade, no começo de 2009, e nos projetos entregues pelas cidades. Além dos estádios, aspectos como a rede hoteleira, sistema de transporte urbano, aeroportos, segurança pública e opções de lazer também foram levados em conta na hora da escolha.

Por que a Fifa queria apenas dez sedes, enquanto a CBF brigou por 12?
A Fifa prefere menos sedes por uma questão de economia. Cada cidade-sede tem de ter seu próprio centro de imprensa, hotéis oficiais, campos de treinamento, equipe de voluntários, por exemplo. Em um torneio como a Copa, com 64 jogos, dez sedes seria um número bom. Em média, cada cidade receberia seis jogos em um mês. O país, no entanto, tem dimensões continentais. De acordo com a CBF, foi isso que justificou a preferência por um número maior de sedes.

Por que nenhuma cidade ou estado terá duas sedes?
Porque o Brasil é um país bastante grande e com mais cidades que podem ter condições de receber o mundial. Países que tiveram cidades com duas sedes, como França (Paris), México (Cidade do México) e Argentina (Buenos Aires), eram menores ou com menos cidades aptas a receber a Copa.

O que a Fifa exige em um estádio que receberá a Copa?
Para começar, os estádios precisam ter pelo menos 40.000 lugares. O estádio da abertura deverá ter pelo menos 60.000 assentos; o de encerramento, mais de 80.000. A Fifa recomenda ainda que todos os espectadores tenham cadeiras individuais numeradas, com encosto de pelo menos 30 centímetros de altura. Banheiros limpos e em número suficiente, corredores de entrada e saída largos e tribunas de imprensa bem equipadas – raridades nos campos brasileiros – são outras exigências. Também é preciso haver hospitais e estacionamentos nas imediações das arenas.

Qual capital receberá a abertura? E onde será a final?
Tudo indica que São Paulo receberá a abertura e o Rio de Janeiro, a final. É muito improvável que o Maracanã não receba a decisão. No caso da abertura, a situação é menos clara. Além da capital paulista, que tem como candidato o estádio do Morumbi, as cidades de Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre também brigam para receber o pontapé inicial do torneio. Quem tem a palavra final, porém, é a Fifa.

Por que as cidades querem tanto realizar a abertura?
A cidade responsável por abrigar o primeiro jogo da Copa receberá também o Congresso Anual da Fifa, uma semana antes do Mundial. Com isso, a cidade terá a visita de mais de 200 dirigentes de todo o mundo, o que deve gerar muito dinheiro para o município. A cidade também será palco do principal centro de imprensa internacional.

Os brasileiros terminarão as obras nas sedes a tempo?
Pelo que se viu até agora, será uma missão difícil. Até agora, nenhum estádio tem condições de abrigar um jogo de Copa. Muito pelo contrário: todos os postulantes estão bem longe do padrão exigido pela Fifa. Caso o Brasil não dê conta da tarefa, a Fifa pode transferir o Mundial para outro país que já tenha a estrutura pronta. Os Estados Unidos, por exemplo, poderiam se preparar rapidamente.

O Mascote
A mascote oficial da Copa do Mundo de 2014 no Brasil vai se chamar “Fuleco”, uma palavra que os organizadores afirmam transmitir uma mensagem de consciência ambiental.
Quase a metade das mais de 1,7 milhão de pessoas que votaram em uma pesquisa online preferiu “Fuleco” em vez de “Zuzeco” ou “Amijubi”. “Fuleco” é a junção das palavras futebol e ecologia.
A mascote é um tatu-bola, uma espécie em risco de extinção no Brasil.
A tradição de ter uma mascote para a Copa do Mundo remonta ao ano de 1966, quando um leão chamado “World Cup Willie” foi escolhido para o torneio na Inglaterra.

Desde então, as mascotes foram desde as duas crianças alemãs “Tip e Tap”, em 1974, à pimenta “Pique”, do México, em 1986, e ao leopardo “Zakumi”, que representou o torneio na África do Sul, em 2010.
O tatu amarelo e azul foi escolhido em setembro e grandes versões infláveis foram colocadas nas 12 cidades brasileiras onde serão disputadas as partidas do Mundial. No entanto, as autoridades foram obrigadas a retirá-las, ou aumentar a segurança, em pelo menos três cidades, depois que vândalos depredaram.
“Fuleco” fará uma aparição esta semana em São Paulo no sorteio para a Copa das Confederações de 2013. O sorteio para a competição preparatória para a Copa do Mundo acontece no próximo sábado.