13.729 – Copa de 2018 – Seleção da Croácia já faz História


camisa da croacia
A Croácia precisou da sua terceira prorrogação na Copa do Mundo para bater a Inglaterra e garantir a classificação para a final. A vitória por 2 a 1 com um gol do atacante Mandzukic a cinco minutos do fim. É a primeira vez que a seleção europeia chega até a decisão da competição.
Não faltaram as piadas em referência ao cantor cantor Mick Jagger tido como torcedor pé frio.
Um pequeno pedaço de um quebra cabeças desconjuntado chamado Iogoslávia, a Croácia evoluiu após o desmembramento.

Bom no futebol, ruim no “frescobol”
O meia Ivan Perisic marcou um gol e uma assistência na vitória da Croácia por 2 a 1 contra a Inglaterra, pela semifinal da Copa do Mundo de 2018, e foi eleito o melhor jogador da partida. No entanto, o talento do jogador da Inter de Milão também foi posto a prova no Circuito Mundial de vôlei de praia, no ano passado.
Perisic foi convidado para promover a etapa do Mundial de vôlei de praia em Porec, na Croácia. O meia, de 29 anos, disputou três partidas com o compatriota Niksa Dellorco, mas não teve tanto sucesso quanto na Copa da Rússia e perdeu todos os jogos, sem vencer nenhum set, terminando o torneio na 25ª colocação. Os brasileiros Guto e Pedro Solberg foram os campeões daquele edição do evento.
Se nas areais do vôlei de praia o croata não teve tanto sucesso, dentro dos gramados de futebol ele tem tido destaque na seleção da Croácia, maior surpresa desta edição do Mundial. Pela primeira vez na final, os croatas vão encarar a tradicional seleção francesa no próximo domingo, às 12h (de Brasília), no Estádio Lujniki, em Moscou.

Camisa quadriculada azul tá dando sorte
Quadriculada como uma colça de retalhos
Desde 1998, quando a Croácia se apresentou ao mundo do futebol com a boa campanha na Copa da França (terminou em terceiro em seu primeiro Mundial), seu primeiro uniforme, xadrez em vermelho em branco, se tornou um ícone da moda esportiva. Na Copa da Rússia, no entanto, a equipe dos Bálcãs atuou em cinco de suas seis partidas com sua segunda camisa, mais escura, em dois tons de azul. O êxito do time de Luka Modric e companhia, que no domingo decidirá o título com a França, transformou o uniforme em sonho de consumo de muitos torcedores. Só há um problema: onde encontrá-lo?
Pelas ruas de Moscou, há croatas orgulhosos a cada esquina, camisas quadriculadas em vermelho e branco por toda parte. Mas nada da azul. Nem mesmo na enorme loja da fornecedora da seleção, a poucos quilômetros da Praça Vermelha. “Sold out” repete o vendedor russo, num dos poucos termos que domina em inglês, para dizer que o produto está esgotado. Com a ajuda de um aplicativo de tradução, ele explica que os uniformes 1 e 2 da Croácia até chegaram às prateleiras, em número reduzido se comparado ao de Brasil, França e Inglaterra, por exemplo, e rapidamente esgotaram. O mesmo ocorreu com a extravagante camisa da Nigéria. O vendedor disse não saber se chegará uma nova remessa.
Um torcedor croata, que, confiante no título inédito, já planejava bordar uma estrela em sua camisa vermelha e branca, afirmou que a melhor forma de encontrar o modelo azul seria a loja oficial no site da federação croata. Mas o item tampouco está disponível por lá. Nem nas lojas virtuais da fornecedora nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Rússia, onde o preço do item esgotado variava de 345 a 380 reais segundo a cotação de cada moeda.

13.711 – Copa de 2018 – Seleção da Suíça


Seleção Suiça
Em 2006, a Suíça conseguiu um recorde na história das Copas do Mundo, ao ser eliminada da competição sem sofrer nenhum gol, perdendo para a Ucrânia nos pênaltis, sem converter sequer um único pênalti – tornando-se a primeira seleção na história das Copas a registrar tal feito. Eles não sofreram gols até a segunda partida da fase de grupos da Copa do Mundo 2010 (incluindo a vitória por 1×0 na primeira partida da competição contra a eventual campeã Espanha), quando sofreram gol aos 29 minutos do segundo tempo contra o Chile, estabelecendo um recorde em Copas do Mundo de minutos consecutivos sem sofrer gols.
A Suíça sediou a Eurocopa 2008 juntamente com a Áustria, participando pela terceira vez da competição. Tal como aconteceu nas duas exibições anteriores, o país não passou da fase de grupos.
O maior artilheiro da seleção é o ex-atacante Alexander Frei.
A 5ª edição da Copa do Mundo, em 1954, foi sediada pela Suíça, e foi vencida pela Alemanha Ocidental por 3-2 contra a Hungria. Na disputa pelo 3º lugar, a Áustria superou o Uruguai por 3-1. A Suíça foi eliminada pelos austríacos nas quartas-de-final, por 7×5.
O melhor resultado da Suíça em Copas do Mundo foi um 6º lugar no mundial de 1950.
Nas Olimpíadas, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1924.
Classificação: A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha foi o primeiro mundial para a Suíça desde a sua participação em 1994. Depois de terminar em segundo lugar no grupo 4, atrás da França na fase de classificação, derrotou a Turquia nas rodadas decisivas por 2-0 e por 4-2 para se classificar para o mundial.
Fase de grupos: Na fase de grupos, eles jogaram novamente contra a França. A partida, disputada em Stuttgart, terminou com um empate sem gols. Após derrotar o Togo por 2-0 em Dortmund e a Coreia do Sul por 2-0 em Hanôver, terminou em primeiro lugar no grupo G, com atuações marcantes do goleiro Zuberbühler, a seleção suíça acabou obtendo a classificação para a fase eliminatória.
Oitavas-de-final: Na segunda fase do torneio, a Suíça enfrentou a Ucrânia em Colônia. A partida teve que ser decidida nos pênaltis, já que nenhum gol foi marcado no tempo normal e na prorrogação. A Ucrânia venceu por 3-0.
Curiosidade: A Suíça é a única equipe da história das Copas a não sofrer nenhum gol durante o tempo regulamentar das suas partidas durante uma primeira fase de uma Copa. O artilheiro suíço na competição foi Alexander Frei, com 2 gols.
Curiosidade: A Suíça se tornou em 2010 a seleção recordista com o maior tempo sem sofrer gols em Copas, com mais de 551 minutos, tendo a invencibilidade quebrada com um gol de Mark González na derrota para o Chile.
2014
Classificação: A Suíça jogou no grupo 5 das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Terminou invicta com 7 Vitória e 3 Empates, num grupo que tinha Islândia, Eslovênia, Noruega, Albânia e Chipre. Ainda foi escolhida para ser cabeça de chave do Grupo E da copa de 2014.
Fase de Grupos: Está no grupo E da copa, juntamente com Equador, França e Honduras. Sua primeira partida foi contra o Equador no dia 15 de Junho no Estádio Nacional de Brasília, (também conhecido como Estádio Mané Garrincha), quando venceu pelo placar de 2-1. No dia 20 perdeu para a França de 5 a 2 no Estádio Octávio Mangabeira (também conhecido como Estádio Fonte Nova). No dia 25 venceu Honduras por 3 a 0, todos eles feitos por Xherdan Shaqiri.
Oitavas De Final: A Suíça enfrentou a Argentina nas oitavas de final e segurou o placar em 0-0 até os 118 minutos, quando a Argentina abriu o placar com um gol de Ángel Di María e eliminou a Suíça.

Copa do Mundo 2018
Classificação: A Suíça jogou no grupo B das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Terminou com a grande campanha de 9 vitórias e somente uma única derrota. O grupo contou com Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra. Acabou ficando em 2ª colocada, empatada em pontos com a seleção portuguesa, mas perdendo no saldo de gols. Pela repescagem enfrentou a Irlanda do Norte, vencendo o primeiro jogo por 1×0 e mantendo o 0x0 no 2º jogo.
Fase de Grupos: Está no grupo E da copa, juntamente com Brasil, Costa Rica e Sérvia. A estreia é contra a Seleção Brasileira, no dia 17/06/18.
Uma das grandes dificuldades da torcida suíça está em elaborar cantos para apoiar a seleção nacional, já que no país existem quatro idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche. A maior parte da população tem como idioma primário o suíço-alemão (variante não-oficial do alemão, com inúmeros dialetos diferentes espalhados pelo pequeno país) ou o francês. E com base nisso, o grito mais tradicional nos estádios é o “Hopp Schwiiz/Hop Suisse”[4], que pode ser traduzido como “vai, Suíça”, soando semelhante quando falado nos dois idiomas. Em alemão, o nome do país é Schweiz, mas os cantos utilizam o nome do país em suíço-alemão, Schwiiz (pronuncia-se “Schvíts”). Antes do início das partidas disputadas em território suíço pode-se ouvir os torcedores gritando em coro a referida frase.
É também bastante comum ouvir os torcedores tocando sinos de vacas durante as partidas (e não é raro vê-los vestidos com fantasias de vacas, também), uma maneira bem-humorada de brincar com a tradição do país em produzir laticínios e chocolates apreciados no mundo todo (alguns chapéus em formato de queijo também costumam ser vistos no meio da torcida durante os jogos).
Os torcedores costumam se orgulhar do forte sistema defensivo característico da equipe, que já garantiu inclusive quebra de recorde durante Copas do Mundo, mas ao mesmo tempo fazem piadas com a grande dificuldade da equipe em vencer partidas que seguem para prorrogações e/ou decisões por pênaltis, situações que culminaram em recentes fracassos (inclusive em uma eliminação sem converter um pênalti sequer).
lgo que chama a atenção sobre a seleção suíça é a grande quantidade de jogadores nascidos em outros países, ou então com descendência direta de outros países (principalmente nações dos Bálcãs e nações africanas). O grande número de imigrantes e filhos de imigrantes atuando pela equipe teve influência positiva e trouxe um novo status para os helvéticos, que passaram a figurar em posições elevadas no Ranking da FIFA. Grandes nomes da seleção suíça e que já não atuam mais pelo time nacional, como Philippe Senderos (pai espanhol, mãe sérvia), os irmãos Hakan Yakin e Murat Yakin (ambos filhos de pais turcos), Ciriaco Sforza (filho de italianos) e Kubilay Türkyılmaz (filho de turcos que, inclusive, pediu para não enfrentar a Turquia por medo de ser chamado de traidor), se incluíam nessa estatística.
Há também o inverso: jogadores nascidos na Suíça, mas que optaram por defender outras nações (geralmente, filhos de imigrantes que optam por defender a nação de seus pais), com um grande número de jogadores optando por jogar em seleções dos Bálcãs (muitos dos nomes chegaram a defender as cores suíças nas categorias de base, mas acabaram aceitando convites de outras seleções na categoria adulta). O nome de maior peso na lista talvez seja o de Ivan Rakitić, craque da seleção croata, que apesar de ter nascido na Suíça e ter atuado nas categorias de base dos helvéticos, optou por defender a seleção principal da nação de seus pais. Zdravko Kuzmanović e Taulant Xhaka também são nomes de destaque.
uriosidades
Quando a FIFA reconheceu a Seleção Kosovar de Futebol e a autorizou a disputar competições oficiais (como as eliminatórias para a Eurocopa e Copa do Mundo), uma certa apreensão se instalou nos bastidores da seleção da Suíça. Como a equipe do Kosovo era recém-criada, lhes foi permitido convocar jogadores lá nascidos ou que tivessem origem kosovar, mesmo que já tivessem atuado por outras seleções. Então a Suíça se viu ameaçada de perder alguns de seus maiores talentos, como Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valon Behrami, Blerim Džemaili e Shani Tarashaj. Mas mesmo após o convite, todos os jogadores citados optaram por continuar a defender a Suíça, apesar de suas raízes kosovares.
Durante a Eurocopa de 2016, quis o destino que Suíça e Albânia caíssem no mesmo grupo e se enfrentassem, acontecendo assim pela primeira vez na história da Eurocopa uma partida com irmãos defendendo equipes rivais, com Granit Xhaka atuando pela Suíça e Taulant Xhaka em campo pela Albânia. Além dos dois irmãos se enfrentando, tivemos muitos jogadores com descendência albanesa atuando pela seleção suíça e também jogadores nascidos na Suíça vestindo as cores da Albânia. A partida foi vencida pela Suíça por 1×0, com gol de Schär (que não tem raízes albanesas).
Muitos suíços encaram a Alemanha como um rival, mesmo com toda a disparidade técnica e de tradição entre as equipes. Os alemães são vistos pelos suíços como um rival muito superior a ser batido, algo como “Davi vs. Golias”, e qualquer resultado diferente de uma derrota contra é visto com bons olhos, especialmente quando levado em conta o retrospecto amplamente favorável para os alemães. Também não é incomum ver a torcida suíça se alegrar com derrotas ou tropeços dos vizinhos da Alemanha. Os alemães se sagraram campeões na Copa do Mundo FIFA de 1954, sediada pela Suíça.
Os suíços descrevem a rivalidade com a Áustria como um adversário do mesmo patamar, que pode ser encarado de igual para igual. Alguns, inclusive se referem aos jogos contra os austríacos como se fosse uma “briga entre irmãos” (algo semelhante aos brasileiros, que chamam os argentinos de “hermanos”). Parte da rivalidade vem das disputas históricas entre os países vizinhos. Áustria e Suíça sediaram em conjunto a Euro 2008, mas ambas acabaram eliminadas ainda na 1ª fase da competição. A Suíça sediou a Copa do Mundo FIFA de 1954 e foi eliminada nas quartas-de-final exatamente pelos austríacos por 7×5 (que foram eliminados na rodada seguinte pelos alemães). Os últimos 3 confrontos foram vencidos pelos suíços (o último disputado em 2015).
A rivalidade com os turcos se intensificou bastante após recentes embates, principalmente após a briga generalizada que aconteceu em 2005[5], ao fim da partida válida pela repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, em Istambul. Os turcos chegaram perto de conseguir a vaga, mas inconformados com a derrota partiram para cima dos suíços (juntamente com policiais e agentes de seguranças turcos). Uma imagem que veiculou bastante foi do chute desferido por Benjamin Huggel no assistente-técnico turco Mehmet Özdilek e um soco em Alpay Özalan (que acabara de chutar Marco Streller), que foi tratado pela imprensa turca como uma “covardia”. O fato, porém, é que a imprensa turca omitiu a parte da imagem onde Özdilek agride um suíço primeiro, causando assim o revide de Huggel (que foi suspenso por 6 jogos por conta do chute), fato amplamente condenado pelos suíços (tanto o vídeo editado quanto o vídeo completo podem ser encontrados na internet). O incidente provocou a suspensão de alguns jogadores turcos e em hospitalização do zagueiro suíço Stéphane Grichting[6], além de acender uma grande rivalidade entre as duas seleções. A equipe da Suíça conta com alguns jogadores de descendência turca e já aconteceu de um de seus jogadores (Kubilay Türkyılmaz, filho de turcos) pedir para não entrar em campo contra a Turquia por receio de ser chamado de traidor.

13.710 – Copa 2018 – A Seleção da Dinamarca


seleçao dinamarquesa
Uma seleção que já surpreendeu.

A equipe tem uma vantagem competitiva desde os anos 80, com três vitórias na primeira fase da Copa do Mundo de 1986, o que lhe valeu a alcunha “Dinamáquina”. Depois vieram o triunfo da Eurocopa 1992, quando venceram a Alemanha por 2 a 0 na partida final e também a conquista da Copa das Confederações de 1995 derrotando a Argentina por 2 a 0.

Dinamite Dinamarquês e Dinamáquina
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982, a Dinamarca terminou com 8 pontos, incluindo uma vitória por 3 a 1 contra a futura campeã do Mundial, a Itália, Mas o país não conseguiu se qualificar para a fase final do torneio, apesar daquele resultado impressionante. Qualificou-se, no entanto, para a Eurocopa 1984, quando bateu a Inglaterra. Allan Simonsen converteu um pênalti dando uma vitória por 1 a 0. A Dinamarca foi derrotada na semi-final ao perder para a Espanha. Após o forte desempenho a equipe começou a ser chamada como “Dinamite Dinamarquês”.
A Dinamarca fez sua primeira aparição na Copa do Mundo de 1986, com a dupla de ataque Michael Laudrup e Elkjær. A equipe então surpreendeu o mundo, ao vencer na primeira fase os três jogos, contra a Escócia por 1 a 0 e a Alemanha por 2 a 0, além de um inesquecível e histórica goleada de 6 a 1 no Uruguai. Na segunda fase o time enfrentou a forte Espanha e sofreu uma inesperada goleada de 5 a 1, com direito a quatro gols do artilheiro Emilio Butragueño. Apesar da sensação entre imprensa e torcida de que o time merecia ter ido ainda mais longe, a seleção deixou ótima impressão e recebeu a alcunha que se tornaria a definitiva para sua história, pela qual é chamada até hoje: “Dinamáquina”.
Após os dias de glória, veio um período de transição, com resultados vacilantes. Na Eurocopa 1988 a seleção dinamarquesa terminou o torneio derrotas para a Espanha, Alemanha e Itália. Quando a Dinamarca não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 1990, o técnico Sepp Piontek foi substituído por seu assistente-técnico Richard Møller Nielsen.
O melhor fase posterior da Dinamarca em competições internacionais ocorreu durante a disputa da Eurocopa 1992. Os dinamarqueses inicialmente não conseguiram se classificar, já que perderam a vaga para a Iugoslávia em seu grupo nas eliminatórias. Michael Laudrup, a estrela da equipe, decidiu abandonar a equipe durante os jogos de qualificação, por causa de divergências táticas com o treinador Nielsen. No entanto, devido às sanções internacionais decorrentes da guerra na Iugoslávia, a Dinamarca se classificou, mesmo ficando em segundo lugar no seu grupo de qualificação.
Baseando-se no forte goleiro Peter Schmeichel e sua defesa, junto com a criatividade de Brian Laudrup, a equipe dinamarquesa protagonizou uma das maiores surpresas no evento em toda a sua história. O time ganhou a Euro 1992 sob o comando do técnico Richard Møller Nielsen, em seu tradicional estilo defensivo. O time avançou a partir da fase de grupos, à qual contava com as fortíssimas França, Inglaterra e Suécia (país-sede da Euro-92). Na semi-final a Dinamarca derrotou a então campeã Européia Holanda, de Rijkaard, Koeman, Bergkamp, Van Basten e Gullit, nos pênaltis (após empate no tempo normal em 2 x 2). E com a vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, conquistou o seu primeiro troféu de renome internacional.
Após a Euro 1992, Michael Laudrup reviveu a sua carreira na equipe nacional em 1993. Nos anos seguintes, a Dinamarca alternou seu rendimento. Não se classificou para a Copa do Mundo de 1994, mas venceu a Argentina na final da Copa das Confederações em 1995. Na Eurocopa 1996, a Dinamarca decepcionou obtendo fracos resultados, sendo eliminada na fase de grupos. Como havia ocorrido uma controvérsia acerca do prolongamento do contrato de Richard Møller Nielsen, no outono de 1995, o treinador, que já tinha uma tensa relação com a imprensa, acabou demitido. O simpático sueco Bo Johansson, veio em seu lugar, e tornou a equipe mais ofensiva.
Na Copa do Mundo de 1998 a seleção, vivenciou bons momentos protagonizados pelos irmãos Laudrup em suas últimas campanhas internacionais. Após bater a Árabia Saudita por 1 a 0, a Dinamarca empatou com a África do Sul em 1 a 1, e sofreu uma derrota por 2 a 1 da França. Nas oitavas de final, a Dinamarca bateu a Nigéria por 4 a 1, chegando às quartas de final, para enfrentar o Brasil, do qual perdeu por 3 a 2. Após mais uma participação abaixo da média na Eurocopa 2000, o técnico decidiu não renovar o seu contrato.
A Dinamarca participou da sua primeira Copa das Confederações depois do grande título da Euro de 1992. A versão Copa Rei Fahd de 1995 foi realizada na Arábia Saudita. Na fase de grupos, a Dinamarca estreou com vitória sobre a anfitriã da competição, por 2×0. No jogo decisivo com o México (já que não tinha semi-finais, o segundo colocado do grupo disputaria o terceiro lugar e o primeiro a final) a Dinamarca empatou por 1×1. A partida foi para os pênaltis, com vitória dinamarquesa por 4×2, eliminando o México. Mas, o desafio final era vencer a poderosa Argentina, e conseguiu, venceu por 2×0. A zebra foi a maior vitória Dinamarquesa, pois venceu a Copa das Confederações. A Dinamarca foi a primeira seleção européia a conquistar esse título, sendo seguida pela França em 2001 e 2003, e pela Alemanha em 2017.
A Dinamarca se qualificou tanto para a Copa do Mundo de 2002 como à Eurocopa 2004, mas apesar dos impressionantes resultados na fase de grupos, em ambos os torneios, principalmente a vitória por 2 a 0 sobre a França, sua participação ficou lembrada por conta de um incidente no jogo contra a Itália, no qual a estrela italiana

Francesco Totti, foi flagrada pelas câmeras cuspindo em Christian Poulsen. A eliminação conjunta da Itália pela Dinamarca e Suécia na última rodada da fase de grupos, quando ambas empataram em 2 a 2, era o resultado exato para eliminar os italianos.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, a Dinamarca foi inserida no grupo de Turquia, Grécia, Ucrânia e a Albânia. A Dinamarca teve que se contentar com um 3° lugar, que não foi suficiente para levá-la ao Mundial. Apesar da eliminação, o treinador foi mantido no cargo, mesmo recebendo diversas ofertas de clubes. Seu contrato fora prorrogado até a Copa de 2010 por conta de sua popularidade junto à equipe e à torcida dinamarquesa. Na Copa de 2010, a Dinamarca estreou com derrota de 2×0 para a Holanda – venceu Camarões por 2×1 de virada na rodada seguinte, mas no último jogo perdeu por 3×1 para o Japão, assim sendo eliminada na primeira fase pela primeira vez em sua história.

dinamaquina

 

13.708 – Copa 2018 – A Seleção do Egito


sel egito
O Egito é um dos cinco países da África classificados para Copa do Mundo de 2018 , na Rússia. Na primeira etapa das Eliminatórias do continente, a equipe eliminou Chade em jogos de ida e volta (perdeu de 1 a 0 fora e goleou por 4 a 0 em casa), se classificando para fase de grupos. Sob o comando de Salah, o time egípcio ficou na liderança da sua chave com 13 pontos e garantiu vaga no Mundial – o grupo ainda tinha Gana, Congo e Uganda.
O Egito não participava de uma Copa do Mundo há 28 anos, desde 1990, quando esteve no torneio realizado na Itália. A seleção africana tem jogadores com experiência no futebol europeu, como Salah, Elneny e Hegazi, almejando, pelo menos, chegar às oitavas de final na Rússia, já que a sua chave não é das mais complicadas. O apelido do time é “Faraós”.
Rivais na 1ª fase da Copa 2018
Grupo A, ao lado de Rússia, Uruguai e Arábia Saudita
Os convocados para Copa 2018
O técnico argentino Héctor Cúper divulgou na data limite a lista dos convocados para a Copa com 23 nomes. Veja a abaixo:

Goleiros: Essam El Hadary (Al Taawoun), Mohamed El-Shennawy (Al Ahly) e Sherif Ekramy (Al Ahly)

Defensores: Ahmed Fathi, Saad Samir, Ayman Ashraf (Al Ahly), Mahmoud Hamdy (Zamalek), Mohamed Abdel-Shafy (Al Fateh), Ahmed Hegazi (West Bromwich-ING), Ali Gabr (West Bromwich-ING), Ahmed Elmohamady (Aston Villa-ING) e Omar Gaber (Los Angeles FC-EUA)
Meio-campistas: Tarek Hamed (Al Raed), Shikabala (Zamalek), Abdallah Said (Al Ahli), Sam Morsy (Wiga-ING), Mohamed Elneny (Arsenal-ING), Mahmoud Kahraba (Ittihad Jeddah), Ramadan Sobhi (Stoke City-ING), Mahmoud Hassan (Kasimpasa) e Amr Warda (Atromitos Athens-GRE)

Atacantes: Marwan Mohsen (Al Ahly) e Mohamed Salah (Liverpool-ING)

Nome oficial : República Árabe do Egito
População : 95,7 milhões de habitantes
Área : 1.002.450 km²
Densidade demográfica : 90 hab/km²
Capital : Cairo
Língua oficial : Árabe
Moeda : Libra egípcia
Por iG São Paulo | 13/03/2018 10:29 – Atualizada às 09/06/2018 14:24
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Sob o comando do atacante Salah, Egito volta a uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência
Sob o comando de Salah, o time egípcio ficou na liderança da sua chave com 13 pontos e garantiu vaga no Mundial – o grupo ainda tinha Gana, Congo e Uganda.
Grupo A, ao lado de Rússia, Uruguai e Arábia Saudita
Os convocados para Copa 2018
O técnico argentino Héctor Cúper divulgou na data limite a lista dos convocados para a Copa com 23 nomes. Veja a abaixo:
Goleiros: Essam El Hadary (Al Taawoun), Mohamed El-Shennawy (Al Ahly) e Sherif Ekramy (Al Ahly)

Defensores: Ahmed Fathi, Saad Samir, Ayman Ashraf (Al Ahly), Mahmoud Hamdy (Zamalek), Mohamed Abdel-Shafy (Al Fateh), Ahmed Hegazi (West Bromwich-ING), Ali Gabr (West Bromwich-ING), Ahmed Elmohamady (Aston Villa-ING) e Omar Gaber (Los Angeles FC-EUA)

Meio-campistas: Tarek Hamed (Al Raed), Shikabala (Zamalek), Abdallah Said (Al Ahli), Sam Morsy (Wiga-ING), Mohamed Elneny (Arsenal-ING), Mahmoud Kahraba (Ittihad Jeddah), Ramadan Sobhi (Stoke City-ING), Mahmoud Hassan (Kasimpasa) e Amr Warda (Atromitos Athens-GRE)

Atacantes: Marwan Mohsen (Al Ahly) e Mohamed Salah (Liverpool-ING)

sel egito logo

Nome oficial : República Árabe do Egito
População : 95,7 milhões de habitantes
Área : 1.002.450 km²
Densidade demográfica : 90 hab/km²
Capital : Cairo
Língua oficial : Árabe
Moeda : Libra egípcia
Nome da Federação : Federação Egípcia de Futebol
Fundação : 03 de dezembro de 1921
Filiação à Fifa : 1923
Uniforme 1 : Camisa vermelha, calção branco e meias vermelhas
Uniforme 2 : Camisa branca, calção preto e meias pretas
Participações em Copas : 2 vezes
Melhor campanha em Copas : Oitavas de Final, 13º lugar (1934)
Performance na Copa de 2014 : Não disputou
Outros títulos : Copa das Nações Africanas (1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010)

13.707 – Copa 2018 – A Seleção da Arábia Saudita


arabia saudita
Eles aparecem como novatos no cenário mundial, tendo feito sua primeira Copa do Mundo em 1994 e derrotando a Bélgica na primeira fase antes de ser eliminado pela Suécia na fase seguinte. O time foi eliminado na primeira fase das duas Copas seguintes, incluindo um sonoro 8 a 0 da Alemanha em 2002.
A Arábia Saudita ganhou a Copa da Ásia três vezes, em 1984, 1988 e 1996. Eles ganharam o Campeonato Mundial Sub-17 em 1989.
Desempenho em Copas do Mundo
1930 a 1974 – Não disputou
1978 a 1990 – Não se classificou
1994 – Oitavas-de-Final (12º lugar)
1998 – Primeira Fase (28° lugar)
2002 – Primeira Fase (32º lugar)
2006 – Primeira Fase (28º lugar)
2010 – Não se classificou
2014 – Não se classificou
2018 – Classificado
Copa de 2018 – Estreou apanhando de 5X0 da anfitriã Rússia.

13.706 – Copa 2018 – A Seleção da Rússia


time-da-russia-posa-antes-de-jogo-das-eliminatorias-Surgiu após a dissolução da Seleção da CEI, criada apenas para disputar a Eurocopa de 1992, para a qual a seleção da URSS, extinta juntamente com o país no ano anterior, já estava classificada. Desde o colapso do comunismo, os russos não conseguem obter os mesmos resultados da antiga URSS no futebol: foram eliminados na primeira fase nas três Copas que disputaram em (1994, 2002 e 2014) e não se classificaram para nenhuma Olimpíada.
Foi eliminada na primeira fase em três das 4 Eurocopas disputadas como país independente (1996, 2004 e 2012), mas se classificou como quarto colocado em 2008, sendo derrotada apenas nas semifinais pela Espanha, que se sagraria campeã.
Sob o comando do técnico neerlandês Guus Hiddink, criou-se um otimismo entre a torcida russa, especialmente depois da classificação dramática para a Eurocopa de 2008.
Na Universíada, obtiveram uma medalha de bronze em 1995. A Rússia sedia a Copa do Mundo de 2018.
Na Copa de 1994, o primeiro torneio oficial disputado como Rússia, figuraram nada menos que 9 jogadores estrangeiros no time: os ucranianos Yuri Nikiforov, Vladyslav Ternavs’kyi, Illya Tsymbalar, Viktor Onopko e Serhiy Yuran; o bielorrusso Syarhey Harlukovich (o único, ao lado do russo Alexander Borodyuk, a ter disputado Copas pela URSS e pela Rússia); Andrey Pyatnitskiy (nascido no Uzbequistão); o georgiano Omar Tetradze; e Valeriy Karpin (nascido na Estônia). Além deles, figurantes de minorias étnicas na Rússia, como Oleg Salenko (russo de origem ucraniana) e Stanislav Cherchesty (osseta), na competição a Seleção Russa caiu no grupo B, ao lado de Brasil, Suécia e Camarões, sendo eliminada na primeira fase, porém como consolo teve Oleg Salenko como artilheiro do torneio ao lado de Hristo Stoichkov ambos com 6 gols.
Na edição de 2002, a história se repetiu: Nikiforov e Onopko tiveram a companhia de outro compatriota, Serhiy Semak; Karpin e Cherchesty foram novamente convocados; e outra minoria étnica, os tártaros, foram representados por Ruslan Niğmätullin e Marat İzmailev e mais uma vez a seleção é eliminada na primeira fase, começando com uma vitória sobre a Tunísia, porém sendo derrotada pelo Japão e Bélgica.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 a Rússia, esteve presente no Grupo 3 sendo considerada uma das favoritas da chave ao lado de Portugal, porém acabou ficando em terceiro, perdendo a vaga para a Eslováquia e Portugal, além de sofrer uma humilhante goleada de 7×1 pelos Lusos. Depois do sucesso na Eurocopa de 2008 a Seleção Russa esteve prestes a conseguir a vaga para a Copa do Mundo FIFA de 2010, mas a regra do gol fora de casa colocou fim às chances russas contra a Eslovênia: derrota por 1 a 0 em Maribor e vitória por 2 a 1 em Moscou (por ter marcado dois gols fora, enquanto a Rússia não marcou nenhum em Maribor, a Eslovênia garantiu a vaga). Em junho de 2010, Hiddink é substituído por seu compatriota Dick Advocaat.
Eurocopa de 2016
Sob o comando de Leonid Slutsky, a seleção russa foi eliminada da fase de grupos, após empatar com a Inglaterra por 1×1, perder para a Eslováquia por 2×1 e perder para o País de Gales por 3×0.
Copa de 2018
Estreia em casa goleando a fraca seleção da Arábia Saudita por 5X0