4540 – Robótica – Exposição de Robôs no Japão


Nos afazeres domésticos, na medicina, lazer ou em linhas de montagem, os robôs evoluem cada vez mais em seu objetivo de se adaptar às necessidades do ser humano, como mostra nesta semana uma grande feira deste setor futurista em Tóquio, no Japão.
A Exposição Internacional de Robôs, realizada a cada dois anos nos pavilhões do centro de convenções Tokyo Big Sight, abriu em 9-11-2011 suas portas para apresentar as últimas novidades de mais de 270 empresas do setor.
Na feira, serão exibidos robôs capazes de servir bebidas no balcão de um bar, resgatar vítimas de um acidente, fazer o papel de dóceis animais de estimação cibernéticos e inclusive humanoides capazes de cantar.
Com o tema “Construindo um futuro com robôs”, a 19ª edição desta exposição abrange todas as áreas para mostrar a cada vez mais estreita relação entre as atividades profissionais e cotidianas do ser humano e seu aliado tecnológico.
Uma parte da exposição é dedicada à robótica industrial, com robôs específicos para a indústria automobilística, uma das principais do Japão, capazes de montar peças, soldar e pintar.
Os robôs, com uma aparência cada vez mais humana e maior eficácia em relação ao meio ambiente, demonstram também suas habilidades na seleção e empacotamento de remédios e alimentos, com uma velocidade e precisão inalcançáveis para o homem.
O Japão, um dos países com maior índice de longevidade, que possui 29,8 milhões de pessoas (23,3% da população) acima dos 65 anos, calcula que o mercado de robôs para a assistência de idosos crescerá nos próximos 25 anos cerca de 45,5 bilhões de euros.
Na feira, um dos grandes destaques são os robôs de limpeza doméstica e os “animais de estimação” terapêuticos, como os ursos de pelúcia com câmeras nos olhos, capazes de reconhecer gestos, manter contato visual e reagir às palavras de seu dono.
Na área de entretenimento, os destaques são os androides como o HRP-4C, do Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada e Tecnologia de Tóquio, que tem a aparência de uma jovem japonesa que exibe aos visitantes suas habilidades para cantar, atuar e posar para fotos.
Nesta edição da Exposição Internacional de Robôs, o país convidado é a Alemanha, primeiro mercado europeu e terceiro mundial dessa indústria, que apresentou, em sociedade com a FESTO, um braço biônico com aplicações industriais e domésticas, cujo design é inspirado na tromba de um elefante.
O robô, da empresa Fraunhofer IPA, é “um exemplo da inovação e da pesquisa alemã”, disse à agência Efe Marko Kolbe, um dos responsáveis da Agência Alemã de Comércio Exterior e Investimentos enviado a Tóquio.
A exposição terminará no próximo sábado com bailes de robôs e exibições de filmes como “Transformers”, que narra a luta entre duas raças de robôs que vivem na Terra disfarçados de veículos.

4539 – Perspectivas para drogas antiobesidade


Um casal de cientistas brasileiros conseguiu o que só pode ser descrito como um ato de justiça poética no mundo das células: matar de fome a gordura do organismo.
A molécula desenvolvida por eles consegue atacar, de forma específica, os vasos sanguíneos que alimentam o tecido adiposo (de gordura). Sem esse suprimento crucial de nutrientes, as células de gordura batem as botas.

O êxito, por enquanto, foi obtido em três espécies de macacos: resos, cinomolgos e babuínos. Em média, os bichos perderam 40% de sua gordura corporal no teste.

Em parceria com uma empresa farmacêutica que licenciou a produção da molécula, a equipe está projetando os testes em seres humanos nos Estados Unidos.

PREVISÃO DIFÍCIL

“É difícil prever quando isso vai acontecer. Dependemos das agências reguladoras, e o processo é naturalmente demorado, porque uma nova droga contra a obesidade teria uma demanda imensa e risco de uso impróprio”, disse Pasqualini a um jornal de grande circulação.
É preciso levar em conta, por exemplo, que a formulação atual da substância afeta o funcionamento dos rins. São efeitos colaterais considerados leves, que desaparecem quando a substância não é mais ministrada, mas mesmo assim é preciso cuidado.
A ideia de matar células indesejadas de fome, restringindo o suprimento de sangue, surgiu originalmente como arma contra o câncer.
Para o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas da USP, faz todo o sentido que a gordura virasse um alvo também. “A capacidade de proliferação do tecido adiposo é tamanha que às vezes ele parece um tumor mesmo”, compara Halpern.
A vantagem é que as injeções do peptídeo (fragmento de proteína) usado pelos brasileiros, batizado de adipotídeo, são endereçadas de forma precisa aos vasos sanguíneos que alimentam as células de gordura, e só a eles. “Já sabemos que esse ‘endereço’ também funciona para a gordura humana”, diz Arap.
Por enquanto, segundo Pasqualini, a equipe deve continuar investindo em injeções subcutâneas, porque elas favorecem a liberação gradual da substância no organismo dos pacientes. “É uma abordagem muito interessante, e o trabalho deles é muito bonito”, elogia Halpern. “Mas vai demorar anos e anos para que isso chegue à aplicação clínica.”