13.473 – ‘Apagão’ momentâneo prejudica semáforos e eletrônicos em São Paulo


sampa hj
Se você teve problemas com seus eletrônicos ou viu a luz da sua casa ou trabalho falhar na manhã desta terça-feira, 26, em São Paulo, aqui está a explicação. Uma falha momentânea de energia deixou um rastro de problemas na capital paulista.
De acordo com informações da BandNews FM, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) confirmou que houve uma pane na distribuição de energia da subestação Milton Fornasaro. O que causou a pane, porém, não foi divulgado.
O problema gerou um pico de energia e um blecaute que durou poucos minutos, mas deixou diversos semáforos inoperantes pela capital paulista. Linhas do Metrô e da CPTM também viram atrasos e interrupções de circulação devido à falha.
Nas redes sociais, diversos usuários relataram PCs desligando sozinhos, falhas no Wi-Fi de locais públicos e outros eletrônicos parando de funcionar repentinamente. Por enquanto, porém, apesar da aparência, nada indica que tenha sido obra de um hacker.

13.314 – Energia X Ambiente – Novas hidrelétricas na Amazônia podem prejudicar clima e ecossistemas


rio tapajos
Se forem em frente os atuais planos de construir centenas de hidrelétricas na Amazônia nas próximas décadas, o efeito dominó sobre todas as regiões banhadas pelo Amazonas e seus afluentes será imenso: muito menos nutrientes para os peixes e a floresta, um litoral menos produtivo e possíveis alterações climáticas que alcançariam até a América do Norte.
Esse prognóstico nada animador vem da primeira análise integrada do impacto das usinas no maior rio do mundo, conduzida por uma equipe internacional de pesquisadores e publicada na revista científica “Nature”.
O grupo, que inclui cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade do Texas em Austin (EUA), formulou um índice de vulnerabilidade dos rios amazônicos diante das obras atuais e futuras e concluiu que dois importantes afluentes que atravessam o território brasileiro, o Madeira e o Tapajós, estão entre os que mais sofrerão (e, aliás, já estão sofrendo) com a febre das novas hidrelétricas.
Para o coordenador do estudo, o geólogo argentino Edgardo Latrubesse, da Universidade do Texas, não se trata de impedir a geração de energia na região, mas de levar em conta os impactos dela e pensar em modelos alternativos para a Amazônia.
No caso do rio Tapajós, o principal temor está ligado ao grande número de empreendimentos hidrelétricos (90 planejados mais 28 já em funcionamento), bem como a fatores como a falta de áreas protegidas nas margens do rio e a ocupação humana já relativamente intensa na região.
Alterações de grande porte no fluxo da água e dos sedimentos pela bacia amazônica inevitavelmente vão influenciar o que acontece no oceano Atlântico quando o Amazonas deságua nele. Podem acontecer efeitos negativos nos maiores manguezais ainda intactos na América do Sul, que ficam justamente na costa amazônica.
O estudo não se limita a profetizar a catástrofe iminente, porém. Os pesquisadores propõem que só uma gestão integrada e transnacional dos rios amazônicos será capaz de evitar o mau uso desses recursos.
Para isso, o órgão ideal seria a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, que já reúne os países cujo território integra o bioma. Um painel formado por cientistas de todas essas nações poderia fornecer recomendações sobre a maneira mais racional de produzir energia, com a ajuda dos rios ou por outras fontes renováveis, como a solar e a eólica.

11.039 – Tecnologia – Eletricidade sem fio está chegando


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A infinidade de fios plugados nas tomadas que nos cercam por todos os lados estão com os dias contados! Uma nova tecnologia que promete distribuir energia elétrica sem a necessidade de fios já é realidade e está prestes a fazer parte do nosso dia a dia.
A ideia surgiu em 2002, quando um físico do Instituto de Tecnologia de Massachussets acordou no meio da noite incomodado com os “bips” do celular que acusava bateria fraca. Olhando ao redor, ele viu algumas tomadas a poucos centímetros de distância, mas sem qualquer disposição para levantar da cama e procurar um carregador. Foi a partir dessa noite mal dormida que o físico resolveu ampliar sua pesquisa sobre ressonância magnética para criar um sistema de transmissão de eletricidade sem fios.
O brasileiro André Kurs é um dos idealizadores do projeto. Há 13 anos, ele mudou para os Estados Unidos para estudar no MIT e fez parte da pesquisa original do projeto desde o início. Hoje ele é um dos fundadores da WiTricity, a startup que desenvolveu e aperfeiçoou a tecnologia.
Em poucas palavras, a tecnologia transfere energia elétrica através de campos magnéticos que oscilam a altas frequências que variam de 100 mil a 10 milhões de vezes por segundo, dependendo da aplicação. O sistema funciona com duas bobinas: a primeira serve como fonte da eletricidade, enquanto a segunda capta a energia transmitida. O alcance do campo magnético varia conforme o tamanho das bobinas. Em uma aplicação para carregar o celular alcançaria pelo menos meio metro de distância.

“Nós tivemos que otimizar a estrutura dessas bobinas e a tecnologia funciona a distâncias proporcionais aos tamanhos das bobinas”, diz Kurs.

Há aproximadamente 100 anos, o engenheiro croata Nikola Tesla pesquisou bastante sobre a transmissão de eletricidade sem fio. Mas a estratégia, segundo o pessoal da WiTricity, era bem diferente – claro, a tecnologia também. Resumo da ópera: o projeto de Tesla ficou esquecido por boa parte do último século.
A novidade anunciada pela startup pode representar uma verdadeira revolução no mundo da eletrônica. Nos últimos anos de pesquisa e desenvolvimento, eles diminuíram bastante o tamanho do sistema para poder embarcá-lo em dispositivos móveis como smartphones, tablets e notebooks. A tecnologia de alimentação sem fio também já foi testada em TVs e até carros elétricos. Aliás, indo um pouquinho mais longe, a tecnologia poderia possibilitar a construção de uma estrada cheia de ressonadores para carregar carros elétricos em movimento.
O que reforça a hipótese são os parceiros da startup; que prometem mais novidades em breve. A Toyota, por exemplo, anunciou recentemente que vai integrar a tecnologia no modelo híbrido Prius a partir de 2015. Para integrar sua tecnologia em outros produtos, a WiTricity também trabalha com outras grandes montadoras como Audi e Mitsubishi e até com grandes empresas de tecnologia como a Intel e a Foxconn, empresa de Taiwan que fabrica praticamente todos os produtos da Apple.
Agora, será que tudo isso é seguro? Os inventores da transmissão de energia elétrica wireless garantem que seus produtos seguem normas e regulamentos internacionais que determinam limites sobre o grau de radiação que um ser humano pode ser exposto.
“Nós estamos muito abaixo dos limites de segurança. São os mesmos limites que fabricantes de celulares tem de obedecer. Segundo as normas aceitas internacionalmente, o sistema é seguro”, diz o fundador da WiTricity.
Mais do que isso, a eficiência energética da tecnologia sem fio da WiTricity é de 90% em casos de alto nível de energia – como é o caso do carro elétrico. E no caso de um smartphone, por exemplo, essa eficiência cai um pouco, mas ainda assim fica na casa dos 80%. Ou seja, o consumo de energia pela tecnologia sem fio é um pouco maior, mas nada que pese muito no bolso. E se pensarmos no fim dos fios…essa equação se fecha facilmente.
O grande desafio agora é incorporar a tecnologia aos produtos do nosso cotidiano. Mas se crescemos e vivemos acostumados – e às vezes até chateados – com tantos fios, talvez as próximas gerações nunca mais tenham que plugar mais nada na tomada.

11.019 – Desenvolvimento – Brasil é o 6º com a energia mais cara do mundo


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Um ranking que mede o custo da energia para a indústria foi divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) no dia 9 de janeiro. Ele mostra que o custo desse insumo no Brasil é de 402,26 reais por MW-h. O valor é 46% superior à média internacional, de 275,74 por MW-h.
Entre os países analisados, a Índia apresenta o custo de energia elétrica mais alto (596,96 reais por MW-h). Em seguida vêm Itália (536,14 reais), Singapura (459,38 reais), Colômbia (414,10 reais), República Tcheca (408,91 reais) e Brasil (402,26 reais).
Em 2014, o Brasil ocupava a 11ª posição no ranking. Ou seja, as coisas pioraram por aqui.

9711 – Energia – Prepare o bolso e o gerador…- Preço da energia dispara e previsão é de calamidade para o ano


Montagem dos aerogeradores, clic para ampliar
Montagem dos aerogeradores, clic para ampliar

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou em 31-01-2014, que o preço de referência usado pelo mercado livre de energia elétrica para a próxima semana. O valor passou de 476 reais por megawatt-hora (MWh) para 822,83 reais a partir de segunda-feira. O salto só não foi maior porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou para o ano este teto. Nos cálculos da CCEE, o valor real do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é a taxa usada como referência nos contratos de energia do mercado livre, seria de 1063,69 reais por MWh para o Sudeste, região responsável por 70% do fornecimento de energia do país. Trata-se do maior patamar da história, superando até mesmo as épocas de racionamento de energia.
Essa elevação inédita significa que o mercado está apostando em um quadro nada otimista para o setor elétrico em 2014 — que beira a calamidade, mesmo com os reservatórios de água das usinas hidrelétricas acima dos níveis registrados em janeiro do ano passado. O cálculo do PLD é feito com base em projeções que levam em conta o cenário atual de abastecimento. Tal alta reflete, segundo especialistas ouvidos pelo site de VEJA, fatores climáticos, o aumento da demanda e a falta de planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Com as altas temperaturas registradas em dezembro e janeiro, é natural que se gaste mais energia com refrigeradores, ventiladores e aparelhos de ar condicionado — o que impacta diretamente a demanda. Ao mesmo tempo, os reservatórios são penalizados devido à rápida evaporação da água e falta de chuvas. Além disso, as perspectivas climáticas para 2014 não são animadoras – previsões usadas no cálculo da PLD apostam em menos precipitações em relação a anos anteriores. Assim, as usinas terão dificuldades em conseguir preencher o déficit em seus reservatórios e, talvez, nem mesmo compensar os gastos do ano, no cenário mais pessimista. Hoje, o reservatório do Sudeste/Centro Oeste usa 40,57% de sua capacidade de armazenamento, contra 37,46% em janeiro de 2013.
O religamento das termelétricas também impactou diretamente o PDL recorde. Tais usinas garantem, hoje, a oferta de energia no país, uma vez que o Brasil tem dificuldades em aumentar sua capacidade de armazenamento nas hidrelétricas. Contudo, o custeio das térmicas requer gastos altíssimos — especialmente para as que funcionam à base de óleo diesel. “O mercado já está incorporando no PDL o uso das termelétricas mais caras”, afirmou Rego, da Excelência Energética.

Durante todo o ano passado, a geração de energia por usinas térmicas foi 75% maior que em 2012. O custo do acionamento ficou em aproximadamente 9 bilhões de reais. Com as distribuidoras em dificuldades financeiras para arcar com esse rombo – elas só repassam uma vez no ano o aumento de custos ao consumidor – o Tesouro Nacional atuou como ‘caixa forte’ da conta de luz e cobriu o montante com dinheiro público injetado na Conta de Desenvolvimento Energética (CDE). Tal valor não foi dado às empresas, mas financiado. Isso significa que em 2018 o contrato vencerá e as distribuidoras terão de repassar integralmente ao consumidor seus gastos com as térmicas. Assim, na melhor das hipóteses, o desconto imposto pela presidente Dilma Rousseff será retirado aos poucos nos anos que virão. Na pior, será retirado de uma só vez, penalizando ainda mais o consumidor e impactando a inflação.

7979 – A Mega Usina de Itaipu


A Usina Hidrelétrica de Itaipu, um empreendimento binacional do Brasil e do Paraguai no rio Paraná, é a maior em operação no mundo, com potência de 12 600 megawatts e 18 unidades geradoras. A produção recorde de 2000 – 93,4 bilhões de quilowatts/hora – supriu 95% da energia elétrica consumida no Paraguai e 24% da demanda brasileira. A obra monumental do regime militar brasileiro nasceu em 1970, depois que um consórcio ítalo-americano venceu a concorrência para elaborar o projeto. Em 1975, a usina começou a sair do papel, sob protestos dos que não queriam ver submergir as belas cachoeiras chamadas de Sete Quedas do Iguaçu.
A construção ocorreu por etapas. A primeira, iniciada em outubro de 1978, foi a abertura do canal de desvio do rio Paraná, que secou um trecho do leito original para a construção da principal barragem de concreto. Em outubro de 1982, as comportas do canal de desvio foram fechadas, criando o reservatório da usina. O lago de Itaipu, com 1 350 quilômetros quadrados, formou-se em 14 dias. Em maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora.

7710 – Invisível e Indispensável – O Magnetismo


Ele está em toda parte, mas passa despercebido para quase todo mundo. Há quem cometa a heresia de duvidar de sua existência. Quase sempre invisível, ele manifesta sua força dos modos mais surpreendentes, desenhando direito por linhas tortas, como os raios na foto que ilustra esta página. O fato é que, sem ele, você não estaria aqui lendo esta reportagem. Sem ele, não haveria luz. Sem ele, em resumo, não haveria Universo. Onipotente e onipresente, ele está no meio de nós.
Não, não estamos falando de Deus. Todo esse poder chama-se magnetismo, ou, mais precisamente, eletromagnetismo, uma das quatro forças que regem a natureza – ao lado da gravidade e dos dois tipos de energia nuclear, a forte e a fraca. Todas as outras derivam delas. De um prosaico radinho de pilha à luz do Sol, tudo tem magnetismo.
Muito mais atraente do que aqueles simpáticos enfeites que grudam sozinhos nas geladeiras, o magnetismo está diretamente ligado à energia elétrica. O homem começou a aprender a domar essa força da natureza há pouco mais de 150 anos, com invenções que deram partida no motor da evolução tecnológica. É por isso que, com um simples gesto, você acende uma lâmpada, faz um carro andar, grava informações no seu computador ou assiste a um programa de televisão. Dê graças ao magnetismo.

Faraday
Faraday

O pai dos motores
O cientista inglês Michael Faraday (1791-1867) desmoralizou o ditado segundo o qual em casa de ferreiro os espetos são de pau. Filho de ferreiro e autodidata, ele usou justamente esse metal para fazer uma das mais importantes descobertas sobre o magnetismo. Em 1824, Faraday descobriu que um fio eletrificado girava sem parar quando era colocado ao redor de um ímã. Dessa forma, percebeu que a energia eletromagnética produzia movimento mecânico.
Ao construir um protótipo para demonstrar sua descoberta, estava criando, na prática, o primeiro motor elétrico. Sete anos depois, outra experiência sua demonstrou que o contrário também era verdadeiro: o movimento mecânico produz eletricidade – o que deu origem aos geradores, como uma hidrelétrica. Com essas duas invenções, estavam construídos os alicerces de uma formidável revolução tecnológica.

7663 – A Resistência Elétrica


resistencia

É a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma diferença de potencial aplicada. Seu cálculo é dado pela Primeira Lei de Ohm, e, segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida em ohms.1
Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico, um número muito elevado de elétrons livres passa a se deslocar nesse condutor. Nesse movimento, os elétrons colidem entre si e também contra os átomos que constituem o metal. Portanto, os elétrons encontram uma certa dificuldade para se deslocar, isto é, existe uma resistência à passagem da corrente no condutor. Para medir essa resistência, os cientistas definiram uma grandeza que denominaram resistividade elétrica.
Os fatores que influenciam na resistividade de um material são:
A resistividade de um condutor é tanto maior quanto maior for seu comprimento.
A resistividade de um condutor é tanto maior quanto menor for a área de sua seção transversal, isto é, quanto mais fino for o condutor.
A resistividade de um condutor depende do material de que ele é feito.
A resistividade de um condutor depende da temperatura na qual ele se encontra.
Esses fatores que influenciam a resistividade de um condutor podem ser resumidos pela Segunda Lei de Ohm.

R = p l/a

ρ é a resistividade elétrica do condutor(em ohm metros, Ωm);
R é a resistência elétrica do material(em ohms, Ω);
\ell é o comprimento do condutor (medido em metros);
A é a área da seção do condutor (em metros quadrados, m²).
Essa relação vale apenas para materiais uniformes e isotrópicos, com seções transversais também uniformes. Veja a tabela de resistividade para cada material condutor na definição de resistividade.

Um condutor metálico, ao ser percorrido por uma corrente elétrica, se aquece. Num ferro de passar roupa, num secador de cabelos ou numa estufa elétrica, o calor é produzido pela corrente que atravessa um fio metálico. Esse fenômeno, chamado efeito Joule, deve-se aos choques dos elétrons contra os átomos do condutor. Em decorrência desses choques dos elétrons contra os átomos do retículo cristalino, a energia cinética média de oscilação de todos os átomos aumenta. Isso se manifesta como um aumento da temperatura do condutor. O efeito Joule é a transformação de energia elétrica em energia térmica.
A caraterística tensão-corrente de um sistema de várias resistência tem sempre o mesmo aspecto que a caraterística de uma única resistência; nomeadamente, é uma reta que passa pela origem. O declive dessa reta é a resistência equivalente. Podemos usar algumas regras simples para calcular a resistência equivalente, quando as resistências estiverem ligadas em série ou em paralelo.

Uma pilha ou bateria fornece energia eletrostática, devido às reações químicas entre os elétrodos e o eletrólito, mas também dissipa alguma energia em calor, devido à passagem de cargas pelos elétrodos e pelo eletrólito.

Assim, a caraterística da bateria é a soma da função constante \Delta V =\varepsilon mais a caraterística de uma resistência r.

6728 – Economia – Conta de Luz: Choque nas tarifas


Já não era em tempo… os consumidores agradecem, principalmente os de baixa renda.
As empresas e as familias pagam uma das contas de luz mais caras do mundo, mesmo que a energia tenha sido gerada a partir da fonte mais barata existente: a água. A discrepância seria por causa dos tributos que respondem por 50% do valor da conta.
O governo então lançou um plano para reduzir a conta, o que já deveria ter sido feito. Serão reduzidos 2 de uma dezena de encargos e deixa também de existir a Reserva Global de Reversão, criada para incentivar investimentos em iluminação pública. Também sera eliminada a conta de consumo de combustíveis, cujo objetivo era subsidiar a eletricidade na região norte. A supressão de tais encargos ganhou aprovação unanime. Além de onerosos, seus recursos nem sempre iam para os destinos originais. Os capitalistas selvagens recuaram: a perspectiva de queda nos lucros levou a uma forte desvalorização das ações das empresas do setor.

6060 – O Painel Solar


Uma árvore fotovoltaica na Áustria

O cientista americano Charles Fritts descobriu que o silício tinha uma característica intrigante: transformar luz em energia elétrica. Se 1% da Terra fosse coberta por painéis solares (20 estados de São Paulo), eles gerariam energia suficiente para toda a humanidade.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.
O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrônica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.

Painéis solares no espaço

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar.Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .
As naves espaciais são construídas de modo a que os painéis solares possam orientar-se independentemente do movimento da nave. Assim se consegue otimizar a produção de energia orientando o painel na direção da luz, não importando para onde a nave esteja apontando.
Atualmente, a energia solar, além de usada para propulsão, tem sido utilizada em satélites artificiais que orbitam outros planetas. Como exemplo, as sondas Magellan em órbita de Vénus, e a Mars Global Surveyor, de Marte.

Iss e seus painéis solares

6053 – O Motor Elétrico – 1822


A sua geladeira tem um. O liquidificador e o elevador também. E, no futuro, os carros também terão. O motor elétrico é onipresente – e foi descoberto meio sem querer pelo físico inglês Michael Faraday, que estava estudando a relação entre eletricidade e magnetismo.

Trata-se de uma máquina destinada a transformar energia elétrica em mecânica. É o mais usado de todos os tipos de motores, pois combina as vantagens da energia elétrica – baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de comando – com sua construção simples, custo reduzido, grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos.
A tarefa reversa, aquela de converter o movimento mecânico na energia elétrica, é realizada por um gerador ou por um dínamo. Em muitos casos os dois dispositivos diferem somente em sua aplicação e detalhes menores de construção. Os motores de tração usados em locomotivas executam frequentemente ambas as tarefas se a locomotiva for equipada com os freios dinâmicos. Normalmente também esta aplicação se dá a caminhões fora de estrada, chamados eletrodíesel.
A maioria de motores elétricos trabalha pela interação entre campos eletromagnéticos, mas existem motores baseados em outros fenômenos eletromecânicos, tais como forças eletrostáticas. O princípio fundamental em que os motores eletromagnéticos são baseados é que há uma força mecânica em todo o fio quando está conduzindo corrente elétrica imersa em um campo magnético. A força é descrita pela lei da força de Lorentz e é perpendicular ao fio e ao campo magnético. Em um motor giratório, há um elemento girando, o rotor. O rotor gira porque os fios e o campo magnético são arranjados de modo que um torque seja desenvolvido sobre a linha central do rotor.
A maioria de motores magnéticos são giratórios, mas existem também os tipos lineares. Em um motor giratório, a parte giratória (geralmente no interior) é chamada de rotor, e a parte estacionária é chamada de estator . O motor é constituído de eletroímãs que são posicionados em ranhuras do material ferromagnético que constitui o corpo do estator e enroladas e adequadamente dispostas em volta do material ferromagnético que constitui o rotor.
Micro Motores de Corrente Contínua – São motores de custo elevado e, além disso, precisam de uma fonte de corrente contínua, ou de um dispositivo que converta a corrente alternada comum em contínua. Podem funcionar com velocidades ajustáveis entre amplos limites e se prestam a controles de grande flexibilidade e precisão. Por isso seu uso é restrito a casos especiais em que estas exigências compensam o custo muito mais alto da instalação, ou no caso da alimentação usada ser contínua, como no caso das pilhas em brinquedos.
Já os de corrente alternada, são os mais utilizados, porque a distribuição de energia elétrica é feita normalmente em corrente alternada. Seu princípio de funcionamento é baseado no campo girante, que surge quando um sistema de correntes alternadas trifásico é aplicada em pólos defasados fisicamente de 120º. Dessa forma, como as correntes são defasadas 120º elétricos, em cada instante, um par de pólos possui o campo de maior intensidade, cuja associação vetorial possui o mesmo efeito de um campo girante que se desloca ao longo do perímetro do estator e que também varia no tempo.
Motor de indução: funciona normalmente com velocidade estável, que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo. Devido a sua grande simplicidade, robustez e baixo custo, é o motor mais utilizado de todos, sendo adequado para quase todos os tipos de máquinas acionadas encontradas na prática. Atualmente é possível controlarmos a velocidade dos motores de indução com o auxílio de conversores de freqüência.
A classificação dos motores elétricos quando vista de uma forma um pouco mais detalhada é um tanto complexa e quase sempre leva a confusões mesmo de estudiosos do assunto.