14.175 – Remédio Contra o cansaço e a Fadiga


fadiga
Fadiga é o nome que se dá a um sintoma que está caracterizado pela sensação de desgaste, cansaço e falta de energia. Como é de se esperar, este é um sintoma bastante recorrente entre os mais diferentes tipos de doenças e condições. A fadiga está muito presente no dia a dia da população, mas que pode ter causas diversas.
Assim, tem causas diversas e entende-se “fadiga” como uma sensação de desgaste, cansaço excessivo e falta de energia. Como é de se esperar, este é um sintoma bastante recorrente entre os mais diferentes tipos de doenças e condições.
Fadiga muscular
A fadiga muscular é causada pelo excesso de atividade física. Isso pode significar maior intensidade, frequência e/ou uso de pesos em exercícios; e/ou menor intervalo de descanso entre os exercícios.

Costuma causar cansaço físico intenso e dor no músculo trabalhado exageradamente.

Pode ser dividida em dois subtipos:

-Fadiga muscular central:incapacidade ou ausência de força em região localizada, normalmente no músculo afetado;Fadiga muscular periférica: falta de energia e indisposição em todo corpo

Fadiga adrenal
A fadiga adrenal é um sintoma relacionado à dificuldade do corpo em lidar com altos e prolongados níveis de estresse, resultando na disfunção nas glândulas adrenais (que compõem o sistema endócrino).

É uma fadiga que pode ser considerada crônica, pois costuma ser mais duradoura e ter origem patológica (doenças).

Assim, pode levar à dificuldade de concentração, compulsão alimentar, exaustão persistente, irritabilidade e alterações constantes de humor.

Fadiga crônica
A fadiga crônica é geralmente causada por uma enorme carga de estresse na rotina, estando principalmente ligada ao âmbito profissional, amoroso e familiar.

Porém, diferente da fadiga adrenal, a fadiga crônica tem duração de no mínimo seis meses e é incapacitante. Ou seja, faz com que o paciente não consiga realizar normalmente as atividades que lhe eram habituais, além de ter tendência à depressão.

Fadiga mental
A fadiga mental é decorrente do desgaste intelectual. Isso acontece devido ao estresse gerado pelo excesso de informações que nosso cérebro recebe.

Ficar horas vendo noticiários, navegando na internet, estudando ou concentrado em um mesmo trabalho intelectual pode levar ao problema. Como resultado, há dificuldade de concentração, irritabilidade, indisposição e dor de cabeça.

Fadiga sensorial
A fadiga sensorial é a exaustão relacionada aos órgãos sensoriais, principalmente olhos e ouvidos. Os sintomas costumam estar diretamente correlacionados a, portanto, estes órgãos.

Fadiga auditiva: exaustão causada pela exposição prolongada a ruídos (de volume alto em fones de ouvido a shows ou turbinas de avião), causando, principalmente, zumbido, pressão e sensação de ouvidos tampados (e até surdez).
Fadiga ocular: também chamada de fadiga visual, ocorre pelo uso de óculos ou lentes com grau incorreto, excesso de leitura em dispositivos móveis e computador. Resulta em olhos secos, visão embaçada, cansaço, dificuldade de foco, alteração na percepção das cores, aumento da sensibilidade à luz, tontura e cefaleia.
Fadiga de verão (natsubane)
Com nome de origem japonesa, a fadiga de verão é a exaustão ocasionada por temperaturas altas. Em dias mais quentes pode ocorrer a desidratação e transpiração excessiva, resultando em cansaço excessivo, indisposição e irritabilidade.

Causas
Pare um pouco e repense todos os seus hábitos de vida. O que pode estar por trás de seu cansaço? Fazer-se essa pergunta é o primeiro passo para identificar as possíveis causas de um sintoma muito comum: a fadiga.

Em geral, a maioria dos casos de fadiga pode ser atribuída a três grandes fatores: estilo de vida, condições de saúde e problemas psicológicos.

Confira as principais possíveis causas para cada um desses fatores:

Estilo de vida
Consumo excessivo de bebidas alcóolicas
Consumo excessivo de cafeína
Uso e abuso de drogas recreativas
Excesso de atividade física
Sedentarismo e inatividade
Falta de sono em geral
Medicamentos, como anti-histamínicos e xaropes para tosse
Hábitos alimentares pouco saudáveis e dietas não balanceadas
Problemas psicológicos
Ansiedade excessiva
Depressão
Sentimentos de pesar e culpa
Estresse
Tristeza
Quaisquer doenças mentais ou problemas psicológicos que possam levar aos sintomas acima também podem estar relacionados à fadiga. Procure um médico se você apresentar os problemas acima.

Condições médicas
A fadiga pode ser um sinal de uma condição médica subjacente, como:

Insuficiência hepática aguda
Anemia
Câncer
Síndrome da fadiga crônica
Doença renal crônica
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Enfisema
Doença cardíaca
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Uso de medicamentos, como sedativos, antidepressivos e os prescritos para dor, coração e pressão arterial
Obesidade
Dor persistente
Síndrome das pernas inquietas
Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2
Doença de Addison
Distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia
Artrite e artrite reumatoide
Doenças autoimunes, como lúpus
Insuficiência cardíaca, principalmente a congestiva
Distúrbios do sono, como insônia, apneia do sono e narcolepsia
Desnutrição
Doenças renais e hepáticas
Diagnóstico e Exames
Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar a fadiga são:

Clínico geral
Cardiologista
Pneumologista
Psiquiatra
Psicólogo
Endocrinologista
Neurologista
Gastroenterologista
Nutricionista
Angiologista
Otorrinolaringologista
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Como você poderia descrever a fadiga que sente?
Ela é um problema comum?
Com que frequência você se sente cansado ou indisposto?
Geralmente a fadiga vem acompanhada de outros sintomas? Quais?
Você já tomou alguma medida caseira para aliviar a fadiga? E funcionou? O que você fez?
Você já se auto medicou para tratar a fadiga? O que você tomou?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde física? Qual? Já iniciou tratamento? Que tipo de medicamentos você toma para essa condição?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde mental? Qual? Já iniciou tratamento? Que tipo de medicamentos você toma para essa condição?
Você tem feito atividades físicas? Com que frequência?
Você teve alguma alteração de apetite recentemente?
Você faz acompanhamento psicológico?
Você toma algum tipo de medicamento? Qual? Com que finalidade?
Você costuma se sentir fadigado durante todo o dia ou durante algum momento específico do seu dia?
Como é sua rotina de sono?
E sua rotina no trabalho e nos estudos, como é?
Você tem problemas de relacionamento ou com sua família?
O que você acredita que está por trás da fadiga?
Marque uma consulta com um médico se você sentir cansaço persistente por pelo menos duas semanas ou mais, principalmente se você for do tipo de pessoa que naturalmente adota hábitos de vida saudáveis.

Casos de emergência
No entanto, você deve procurar assistência médica emergencial se a fadiga for acompanhada de:

Sangramento anormal, incluindo o sangramento pelo reto ou presença de sangue no vômito
Dor nas costas, dor abdominal e dor pélvica
Dor de cabeça muito forte ou enxaqueca
Você também deve obter ajuda médica de emergência se a fadiga está relacionada a algum problema de saúde mental, principalmente se, entre os sintomas manifestados, estão:

Tentativas de autoagressão ou de suicídio
Preocupação em poder prejudicar ou machucar outra pessoa
Chame a emergência se a fadiga também por acompanhada por:

Dor no peito
Falta de ar
Batimento cardíaco irregular ou rápido
Desmaio
Tratamento de Fadiga
O diagnóstico da fadiga depende muito da avaliação médica feita no próprio consultório. Por isso, os tipos de tratamento disponíveis para este sintoma também dependem muito da causa subjacente à fadiga.

Na verdade, o tratamento desta causa costuma trazer alívio para o sintoma de fadiga também. Mas existem algumas dicas e medidas que podem ser tomadas independentemente do diagnóstico e que servem única e exclusivamente para tratar e aliviar o sintoma.

Durma horas suficientes todas as noites
Siga uma dieta saudável, balanceada
Beba bastante água durante o dia
Faça exercícios regularmente e sem exageros
Adote técnicas de relaxamento, como yoga e meditação
Mantenha uma agenda pessoal e profissional equilibrada, a fim de evitar estresse em seu cotidiano
Evite o consumo exacerbado de álcool, nicotina e drogas
Evite estimulantes em excesso, como a cafeína, pois tendem a piorar a fadiga no longo prazo
Medicamentos para Fadiga
Fadiga pode ter diversas causas e tipos, de modo que o tratamento medicamentoso varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Os medicamentos mais comuns no tratamento de fadiga são:

Cinarizina
Coristina D
Engov
Naldecon Dia
Naldecon Noite
Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

12.029-Medicina – Biohackers querem produzir insulina em código aberto


hacker
Um grupo de biohackers está criando o primeiro protocolo aberto para a produção de insulina. A ideia do projeto Open Insulin (Insulina Aberta, em português) é facilitar a vida dos 370 milhões de pessoas que possuem diabetes ao redor do mundo e precisam comprar insulina a altos preços para sobreviver.
Não existe no mundo algo como uma insulina genérica. Quem possui diabetes e não pode pagar por ela acaba sofrendo consequências bem sérias, como cegueira, doenças cardiovasculares, problemas nos rins e, em alguns casos, a própria morte.
O objetivo do Open Insulin é produzir e refinar a insulina a partir da bactéria E.coli, registrando esse processo para que ele possa ser replicado. A ideia é que essa insulina, livre de patentes, possa ser comercializada por uma empresa farmacêutica de genéricos e chegue a preços acessíveis para pacientes de todo o mundo. Todo o processo, das pesquisas iniciais até os resultados finais, será de domínio público.
O Open Insulin está na plataforma de crowdfunding para projetos científicos Experiment: até o momento em que a reportagem foi escrita mais de US$ 11.300 haviam sido arrecadados – a meta final é US$ 12.000. Esse dinheiro será gasto com equipamentos e com todos os custos operacionais para dar cabo de uma missão tão complexa quanto essa.
Os criadores da iniciativa fazem parte do Counter Culture Labs. Localizado na Califórnia, nos EUA, o espaço é um laboratório comunitário aberto e um hackerspace para a biologia do “faça você mesmo” e para a ciência cidadã.

8988 – Farmacologia – Farmacêuticos agora podem prescrever alguns tipos de remédios


A partir deste Dia Internacional do Farmacêutico, os profissionais da categoria poderão receitar medicamentos que não exigem prescrição médica. A resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) foi publicada no Diário Oficial da União. Com a nova regulamentação, os farmacêuticos de todo o país vão poder receitar, por exemplo, analgésicos, medicamentos tópicos e fitoterápicos.
Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Pedro Menegasso, a medida vai formalizar o que já era um hábito. “As farmácias são obrigadas a ter um farmacêutico e esse auxílio já é dado informalmente”, diz.
A regulamentação foi aprovada pelo CFF nove dias depois de o Congresso Nacional aprovar os vetos feitos por Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico. A lei prevê que o ato de prescrever tratamentos não é exclusivo dos formados em Medicina.
Para o presidente do CRF-SP, no entanto, a aprovação das mudanças poucos dias depois da aprovação dos vetos ao Ato Médico foi coincidência. “A decisão de prescrever medicamentos que não exigem receita médica não entra na área dos médicos. Todo medicamento oferece riscos. O farmacêutico é o profissional que melhor pode orientar os pacientes, já que é nosso campo de estudo.”
Para o primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM), Desiré Callegari, “a lei que regulamenta a profissão do farmacêutico não prevê o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos.”

8239 – Famacologia – A Sibutramina


sibutramina

É um fármaco utilizado no tratamento da obesidade, com mecanismo de ação diferente da d-fenfluramina e d-anfetamina (Heal et al., 1998). Seu medicamento de referência é o Reductil®.
No Brasil, pode ser encontrada nas dosagens 10 mg (equivalente a 8,37 mg de sibutramina) e 15 mg (equivalente a 12,55 mg de sibutramina), sendo vendida mediante prescrição médica e retenção de receita. Em março de 2010 a Anvisa mudou a classificação da sibutramina da lista C1 (receita branca não numerada) para a lista B2 (psicotrópico anorexígeno), o medicamento agora terá tarja preta e será vendido sob receituário azul numerado. Em julho de 2010 a Diretoria Colegiada da Anvisa aumentou para 60 dias o prazo de validade da prescrição do medicamento, antes era de 30 dias, além de reduzir a quantidade de dosagem máxima diária para 15 mg. Em outubro de 2011 a Anvisa publicou no Diário Oficial novas regras para o emagrecedor: as prescrições deverão ser também acompanhadas de um termo de responsabilidade entre o médico e o paciente em três vias, sendo uma para ser arquivada no prontuário do paciente, outra na farmácia que dispensar e outra com o paciente.

ação-de-sibutramina

A sibutramina pode ser encontrada sob duas formas, sal anidro e cloridrato monoidratado de sibutramina, sendo que a sibutramina anidra A não possui estudos clínicos de eficácia e segurança e tem origem desconhecida; portanto, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a sua importação no Brasil. Seu mecanismo de ação justifica a inclusão da sibutramina na categoria dos medicamentos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e norepinefrina. Desta forma, a sibutramina se diferencia claramente das outras categorias de agentes capazes de reduzir peso.
Foi desenvolvido inicialmente como antidepressivo no final de 1980. Nos ensaios clínicos foi verificado que o medicamento reduzia o apetite. Então, sob o nome Meridia®, foi comercializado nos EUA e Alemanha. Em 1999, ganhou o nome de Reductil®.
Em 2010, a EMEA (European Medicines Agency), recomendou a suspensão da venda de sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cárdio vasculares. No Brasil, o medicamento continua a ser vendido, apesar de algumas orientações da Anvisa sobre 37 notificações ocorridas em 2009 e a possibilidade de ocorrência de aumento de pressão arterial e arritmias cardíacas, que já constam como adversas na bula do medicamento, além de diabetes mellitus tipo 2 + sobrepeso/obesidade + outro fator de risco para problemas cardiovasculares.
Apresenta uma dupla maneira de reduzir o peso: a sibutramina reduz a vontade de comer promovendo o aumento da saciedade; previne a redução do gasto energético que acompanha a perda de peso. Para produzir resultados positivos a administração do medicamento deve ser acompanhada de dieta e atividade física.
A droga e seus metabólicos se ligam fracamente aos receptores de serotonina (5-HT(1), 5-HT(1A), 5-HT(1B), 5-HT(2A) e 5-HT(2C)), dopamina (D(1) e D(2)), norepinefrina (beta, beta(1), beta(3), alfa(1) e alfa(2)), benzodiazepina e glutamato (N-metil-D-aspartato (NMDA)). Não possui qualquer atividade anticolinérgica ou anti-histaminérgica e não estimula a liberação de serotonina, norepinefrina ou dopamina.
As doses usuais de sibutramina que estão sendo utilizadas são de 10 mg/dia ou 15 mg/dia. Alguns estudos indicam que pacientes que receberam 10 mg/dia sentiam fome durante a noite. Assim, o médico faz uma avaliação do tratamento para decidir a dose que o paciente deve receber (iniciando com uma dose de 10 mg) ou se irá descontinuá-lo, de acordo com a perda de peso durante o tratamento.
Sibutramina é indicado para redução do peso, no tratamento da obesidade, e deve ser usado em conjunto com dieta e exercícios, como parte de um programa de controle de peso, desde que a orientação alimentar e a atividade física não sejam suficientes para atingir o objetivo clínico.
É indicada em pacientes com IMC maior ou igual a 30 kg/m2, ou maior ou igual a 27 kg/m2 associado a algum fator de risco como hipertensão.

sibutramina-contra

Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida a esta substância ou a qualquer outro componente da fórmula;
Bebidas alcoólicas
Antecedentes de anorexia nervosa ou bulimia;
Conhecimento ou suspeita de gravidez;
Durante a lactação.
Pacientes que fazem uso de IMAO.
Pacientes hipertensos.
Obesidade ligada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;
Diabetes mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e ligada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares

Perigo:

sibutramina perigo

Em estudos clínicos foram observados os seguintes efeitos adversos: aumento de pressão, taquicardia, palpitações, vasodilatação, constipação, xerostomia, dor de cabeça, insônia, parestesia, lombalgia, náusea, dispepsia, sudorese, alteração do paladar, dismenorreia, alterações visuais (moscas volantes). Houve um número significativamente maior de casos de infecção de ouvido, sinusite e resfriado comum entre pacientes usuários do medicamento em relação a usuários de placebo.

Há relatos que a sibutramina ao ser utilizada com a finasterida (droga para tratamento de calvície e câncer de próstata) desencadeou um surto psicótico num jovem de 30 anos, que estava tendo êxito no tratamento contra a obesidade.

6649 – Farmacologia – A Sinvastatina


Referência: Zocor do laboratório Merck e Sinvastacor da Sandoz. Os genéricos são assinalados com G.
Similares – Clinfar, Lipotex (Medley), Sinvalip, Sinvascor, Sinvatrox.
Os comprimidos variam de 5 a 80 mg.

Trata-se de um antilipêmico, hipolipemiante e redutor do colesterol.
Indicado contra a hiperlipidemia, redução dos níveis elevados de colesterol total e LDL. Age reduzindo seletivamente a redutase HMG-Coa (hidroximetilglutaril-coenzima A), uma enzima necessária para a síntese do colesterol. Reduz o LDL- colesterol e em menor escala os triglicerides. Aumenta um pouo o HDL-colesterol.
Modo de Uso: à noite em dose única, com ou sem alimento. Utilizado se outros tiposde medicamentos não tiverem surtido efeito.
A dose indicada para adultos é de 10 mg por dia, em uma só tomada. A dose máxima é de 40 mg. Ajustes na dose podem ser feitos a cada 4 semanas, se houver necessidade. Pacientes com colesterol elevado, de intensidade leve a moderada, devem iniciar o tratamento com 5 mg por dia.
Idosos costumam respoder com doses de 20 mg.
Risco na gravidez.
Pode alterar a ação de outras substâncias, fique atento a bula.
Não ingerir álcool.

Um Pouco +
Sinvastatina é um fármaco pertencente à classe química das estatinas. A Sinvastatina é prescrita no tratamento da dislipidemia, tendo como objetivo a redução dos níveis de colesterol e lipídios no sangue. A sinvastatina é um composto sintético derivado produto da fermentação do Aspergillus terreus.
O desenvolvimento de sinvastatina está intimamente relacionado com a investigação e o desenvolvimento da lovastatina. O bioquímico Jesse Huff e os seus colegas no laboratório Merck começaram a pesquisar a biossíntese do colesterol no início dos anos 1950. Em 1959, a enzima HMG-CoA redutase (um dos principais fatores de produção do colesterol) foi descoberta por pesquisadores no Instituto Max Planck. Esta descoberta incentivou a maioria dos cientistas mundiais a encontrar um meio eficaz de inibir esta enzima. Em 1976, o pesquisador Akira Endo tinham conseguido isolar o primeiro inibidor desta enzima a partir do fungo, Penicillium citrinium na cidade de Sankyo, no Japão até que em 1979, Hoffman e seus colegas isolaram a lovastatina de um fungo, o Aspergillus terreus. Embora estivessem desenvolvendo e pesquisando a lovastatina, os cientistas do laboratório Merck descobriram um outro potente inibidor da HMG-CoA redutase a partir de um produto da fermentação do Aspergillus terreus, que foi designado MK-733 e mais tarde passou a ser conhecido como sinvastatina.
A sinvastatina é uma droga que pode diminuir lipoproteína de baixa densidade (LDL) a níveis de até 50%. Porém, foi comprovado que doses mais elevadas (acima de 160 mg/ao dia), são tóxicas e o efeito redutor lipídico já não era eficaz em altas dosagens. A Sinvastatina é indicada como adjuvante à dieta para reduzir os níveis elevados de colesterol total, LDL-colesterol, apolipoproteína B (apo B) e triglicérides e para aumentar os níveis de HDL-colesterol em pacientes com hipercolesterolemia primária.Estudos recentes indicam a possível relação da sinvastatina com a arteriosclerose.

Precauções:
A sinvastatina mostrou maior eficácia na diminuição das lipoproteínas LDL quando administrada à noite, comparativamente à toma matinal. Esta conclusão baseia-se na análise de sete ensaios clínicos efectuados pelo “The Nacional Cholesterol Education Programe” (NCEP) nos EUA.
Este fármaco pode causar defeitos no feto. Não use sinvastatina se está grávida. Informe imediatamente o seu médico se engravidou durante o tratamento. Utilize um contraceptivo eficaz durante a medicação.
Não se sabe se a sinvastatina é excretada no leite materno, por isso não tome sinvastatina sem informar o seu médico que está a amamentar.
A sinvastatina não pode ser dada a crianças com menos de 10 anos de idade. Não tomar sinvastatina caso tenha doença hepática.

Não use este fármaco se é alérgico à sinvastatina, se está grávida ou amamenta ou se tem doença hepática. Antes de iniciar o tratamento com sinvastatina, informe o seu médico se é alérgico a algum fármaco ou se tem:
diabetes;
problemas na tiróide;
doença renal;
desordem muscular.
Se tem alguma destas condições, não poderá usar sinvastatina, ou terá que ajustar a dose ou ser monitorizado durante o tratamento. Evitar comer alimentos ricos em gorduras ou em colesterol. A sinvastatina não será tão eficaz a reduzir o colesterol caso não se siga uma dieta controlada.
Evite ingerir álcool aquando da medicação com sinvastatina, pois o álcool pode aumentar os níveis de triglicerídeos e danificar o fígado enquanto estiver a tomar sinvastatina. As uvas e os sumos de uva podem interagir com a sinvastatina e conduzir a efeitos adversos perigosos. Não aumente nem diminua a quantidade de produtos á base de uva da sua dieta sem primeiro consultar o seu médico. Há drogas (incluindo vitaminas, minerais, produtos herbais e outros medicamentos) que podem afectar a acção da sinvastatina, por isso é importante que o médico saiba toda a medicação que o doente está a tomar, antes de prescrever a sinvastatina. Nunca começar a tomar outro medicamento, sem primeiro avisar o médico.

Dicas
Como devo tomar sinvastatina?
Tome a medicação tal como lhe foi prescrita
Tome sinvastatina com um copo cheio de água.
A sinvastatina é, normalmente, tomada antes de dormir ou ao jantar. Se tem que tomar sinvastatina várias vezes ao dia, faça-o às refeições. Siga as instruções dadas pelo médico. Para garantir que a medicação está a ser benéfica, o seu sangue deverá ser analisado regularmente, assim como a função renal. Não falte a nenhuma consulta médica estipulada. A sinvastatina é apenas uma parte do programa de tratamento que também inclui dieta, exercício e controlo de peso. Poderá necessitar de sinvastatina a longo prazo para o tratamento de colesterol elevado.

Guarde a medicação à temperatura ambiente, protegida da humidade, calor e luz.

O que acontece se me esquecer de tomar uma dose?

Tome a dose esquecida logo que se lembre. No entanto, se for perto da próxima dose omita a dose esquecida e tome a próxima como estipulado.

Procure o seu médico se verificar o aparecimento de algum destes sinais de reacção alérgica: irritação; dificuldade respiratória; inchamento da cara, lábios, língua ou garganta.
Interrompa o tratamento e procure de imediato o seu médico se tiver algum dos seguintes efeitos secundários graves: dor muscular, fraqueza associada a febre ou sintomas de gripe, urina com coloração escura. Continue o tratamento, mas consulte o seu médico caso detecte algum dos seguintes sintomas: dor no estômago, náusea; obstipação; diarreia.

5110 – Aspirina – Alivia e Ataca


A eficácia da aspirina, a droga feita de ácido acetilsalicílico, que é o antitérmico e analgésico mais popular do mundo, foi descoberta por acaso. Em 1870, químicos da companhia Bayer, na Alemanha, sintetizaram o ácido salicílico para usá-lo como anti-séptico, pois dentro do organismo humano ele produz o álcool fenol, que esteriliza as bactérias. Aos poucos, entretanto, deram-se conta de que, além de combater infecções, o ácido diminuía a febre e as dores dos pacientes, embora causando forte mal-estar no estômago. Ninguém deu importância ao fato até outra coincidência acontecer. Em Munique, o químico da Bayer Felix Hoffmann (1868-1946), que estava aflito com as dores reumáticas do pai, prestou atenção e resolveu pesquisar. Viu que, agregando a substância acetil, facilitadora da ação do ácido, eliminava a febre e as dores mais rapidamente e diminuía os efeitos colaterais. Com o acetil, seu pai melhorou da noite para o dia. Em 1899, Hoffmann registrou em seu diário a fórmula pura da aspirina. Ela alivia dores de cabeça e febres até hoje.
Mas cuidado, um efeito colateral no estômago pode ser devastador para alguns indivíduos.

4196 – Como agem os remédios antitérmicos?


A febre indica que algo está errado com a saúde: a pessoa febril pode estar com uma infecção, uma inflamação ou ainda uma lesão no sistema nervoso. Quando isso acontece, o corpo passa a produzir uma quantidade maior da enzima chamada prostaglandina endoperóxido sintase, que em condições normais auxilia na coagulação do sangue e na produção do suco gástrico, entre outras coisas. Em excesso, essa substância acaba desequilibrando o funcionamento do hipotálamo, a região central encarregada de controlar a temperatura do corpo. Assim, o organismo passa a produzir mais calor do que consegue perder – é a febre. “ Os antitérmicos agem no início do processo, inibindo a ação da enzima causadora do problema”, explica uma farmacêutica bioquímica, da Universidade de São Paulo. “É importante lembrar que esses remédios só impedem que a temperatura corporal suba, mas não curam o distúrbio que estaria provocando essa elevação”.