14.165-Ecossistemas Aquáticos


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Os ecossistemas aquáticos são classificados conforme as características de: temperatura, salinidade, movimentação da água, profundidade e incidência de raios solares.
Os ecossistemas marinhos incluem os mares e oceanos, os quais cobrem aproximadamente 71% da superfície terrestre.
Eles podem ser classificados de acordo com a profundidade da água da seguinte forma:

Zona litoral: região entre os limites das marés, ficando exposta periodicamente.
Zona nerítica: região do mar sobre a plataforma continental que se estende até 200 m de profundidade, sendo iluminada pela luz solar.
Zona oceânica: região entre 200 a 2000 m de profundidade, não há iluminação da luz solar e os animais tornam-se mais escassos.
Zona bêntica: corresponde ao fundo do mar habitado por algumas espécies.
Os mares e oceanos também são classificados conforme as zonas que recebem ou não os raios solares:
Zona fótica: região que recebe luz do sol suficiente para a fotossíntese dos seres produtores aquáticos.
Zona afótica: região sem incidência de raios solares e habitada apenas por seres heterotróficos.
Os ecossistemas de água doce englobam os córregos, lagos, lagoas, geleiras, reservatórios subterrâneos e rios.

Eles são ser classificados nas seguintes zonas:
Zona úmida ou alagados: áreas de solo saturado com água e que abrigam uma vegetação característica. São exemplos os pântanos e brejos. Quando associado ao ambiente marinho temos os manguezais.
Zona lêntica: áreas de água com pouco fluxo ou paradas, como lagos, lagoas, poças e reservatórios subterrâneos.
Zona lótica: área com água doce corrente a exemplo dos rios, córregos e riachos.
Existem ainda os estuários encontrados na foz dos rios e que unem-se aos mares. Eles apresentam como característica principal a mistura da água doce com a salgada.
Pelo fato de receberem nutrientes do rio e do mar, os estuários são ecossistemas aquáticos de alta produtividade.
A cadeia alimentar corresponde ao caminho da matéria e da energia que inicia com os seres produtores e termina nos decompositores.
O fitoplâncton é um importante produtor primário dos ecossistemas aquáticos, representando a base da cadeia alimentar e servindo de alimento para outros organismos.
Importância e Ameaças
Os ecossistemas representam a unidade básica do estudo da Ecologia. Além disso, é nele que se desenvolvem todas as relações ecológicas entre as espécies e a interação destas com os fatores do ambiente.
Porém, as atividades humanas modificam drasticamente os ecossistemas aquáticos. Um exemplo é a eutrofização, um processo que adiciona matéria orgânica aos ambientes aquáticos em decorrência do escoamento de esgotos ou resíduos industriais.
Essa condição altera o funcionamento da cadeia alimentar, provocando um desequilíbrio ao ecossistema e contaminando a água.
A poluição da água é outro fator que pode ocasionar a destruição de ecossistemas aquáticos e desaparecimento de espécies.

11.152 – O “fantasma do mar”, o fenômeno que causa beleza e morte nas águas de Hong Kong


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O litoral de Hong Kong foi protagonista de um espetáculo tão maravilhoso quanto mortal: o deslumbrante resplendor turquesa que ilumina a água à noite é produzido por um organismo unicelular denominado “Noctiluca scintillans”, mais popularmente conhecido como “fantasma do mar”, um verdadeiro perigo para a vida aquática da região.
A beleza do clarão azulado gerado por esse micro-organismo é uma evidência grave de que as águas do litoral de Hong Kong poderão estar sofrendo as consequências devastadoras da contaminação agrícola. Produtos químicos, como o nitrogênio e o fósforo, são despejados na água e causam um aumento do fitoplâncton, que, por sua vez, é alimento da “Noctiluca scintillans”. Vários estudiosos demonstraram como o micro-organismo é capaz de acumular toxinas com altos níveis de amoníaco, os quais, através da cadeia alimentar, são transmitidos em grandes quantidades a outros organismos. A oceanógrafa Samantha Joey, da Universidade da Geórgia, adverte que os focos de “Noctiluca” estão crescendo em todo o mundo.

10.681 – Biodiversidade – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização.
Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) diz que as abelhas são fundamentais para a humanidade. Só não dá para cravar um prazo para a extinção – nossa e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões.

Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso. Entenda porque:
1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor;
2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem;
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica;
4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos.

8675 – Mega Polêmica – Caça aos Felinos


No final do século 19, a pequena Ilha Stephens ainda era um ambiente completamente isolado do resto do mundo. Localizada entre as duas grandes ilhas que formam a Nova Zelândia, sua exuberante natureza permanecia intacta quando o biólogo David Lyall passou a cuidar da manutenção de um farol recém-construído no local, tendo como única companhia um chamado Tibbles. Enquanto o dono trabalhava, o animal começou a explorar o novo ambiente e não demorou a aparecer no farol com pequenos pássaros mortos em sua boca, resultado de caçadas diárias.
Um desses pássaros era diferente de todos que Lyall já havia visto: media cerca de dez centímetros, com coloração verde escura e pontos amarelos pelo corpo. Tratava-se de uma espécie completamente nova, com uma característica rara: era um passarinho incapaz de voar. Isolada durante milhões de anos na ilha, a espécie nunca havia precisado enfrentar um predador — até Tibbles aparecer. O gato levou cerca de dez cadáveres da ave até o farol. Depois disso, ela nunca mais foi vista. A espécie, que ficaria conhecido como cotovia da Ilha Stephens, estava extinta. É o único caso que se tem notícia de toda uma espécie ser extinta pela ação de um único animal: um gato doméstico.
Mais de um século depois, as caçadas de Tibbles ficaram para a história. No entanto, a Nova Zelândia ainda é palco da mesma batalha: um exército de gatos domésticos caça, mata e devora aves raras à beira da extinção. Segundo uma pesquisa publicada na revista Global Change Biology, os felinos já contribuíram para a extinção de nove espécies de pássaros nativos. Hoje, são 33 espécies ameaçadas pelos gatos. Com a alegada intenção de preservar preservar a biodiversidade local, o economista neozelandês Gareth Morgan apareceu com uma proposta radical: eliminar os gatos da ilha. “Temos de tornar a Nova Zelândia um ambiente livre de predadores. Eu defendo um ataque aos gatos que estão soltos pelo país — eles estão destruindo nossa vida selvagem”, afirmou Morgan, em entrevista.

Um jogo de gato e rato
Gareth Morgan é um milionário que passou boa parte de sua vida trabalhando em bancos e instituições financeiras da Nova Zelândia — ele já foi considerado a décima pessoa mais importante do país por uma revista local. Em 2006, ele deu início à Morgan Foundation, uma instituição de caridade voltada a ajudar os pobres, incentivar a comunidade local e preservar a natureza do país. O novo alvo da fundação são os gatos.

No início deste ano, o grupo deu início a uma campanha chamada Cats to Go. A premissa é simples: os gatos soltos devem ser banidos do país. Se um habitante da ilha quiser ter um gato, ele deve manter o bichano dentro de casa, castrado e confinado 24 horas por dia. “Se você não for capaz de manter o animal dentro de casa, deve considerar a possibilidade de este ser seu último gato”, diz Morgan.
O economista propõe que cada animal com dono receba um microchip. Se forem vistos na rua, serão devolvidos para sua casa e seu responsável receberá uma multa. Já os gatos de rua, sem nenhum dono ou registro, seriam capturados, enviados para o governo e sacrificados. “Obviamente, eles seriam mortos de maneira absolutamente humana”, afirma. Morgan garante que, desse modo, em apenas uma geração os gatos estariam eliminados do país — e os pássaros livres para viver, se reproduzir e repovoar as florestas locais.

Fera felina
A Nova Zelândia é conhecida por sua biodiversidade única. Isoladas do resto do mundo por imensos oceanos, as ilhas que formam o país foram o ambiente ideal para o surgimento de novas espécies de insetos, pássaros, anfíbios e répteis. Sem ter de enfrentar nenhum tipo de mamífero predador, algumas aves locais, como o kiwi, um dos símbolos nacionais, não chegaram nem a desenvolver a habilidade de voar. Com a chegada dos humanos no século 13, e o consequente fluxo de cães, gatos e ratos, a carnificina foi enorme. Hoje, cerca de 40% das espécies nativas de pássaros estão extintas, e 37% das que sobraram estão em risco de extinção.
Ao mesmo tempo, a Nova Zelândia também é o país com o maior numero de gatos por pessoa no mundo. Mais de 48% das casas têm um ou mais felinos de estimação — ao todo, são mais de 1,4 milhão no país. Para os donos, eles representam uma companhia valorosa. São animais dóceis e carinhosos, que vivem em harmonia com os seres humanos há mais de 9.000 anos. No entanto, longe das vistas humanas, eles se revelam um eficiente predador. O mesmo estudo publicado na revista Global Change Biology diz que eles já contribuíram para 14% das extinções modernas de pássaros, mamíferos e répteis.
Segundo outra pesquisa, publicada nesta semana na revista Nature Communications, os gatos domésticos são responsáveis pela morte de entre 1,4 e 3,7 bilhões de pássaros todos os anos nos Estados Unidos. O perigo, no entanto, é global: a União Internacional para a Conservação da Natureza considera o gato doméstico uma das cem piores espécies invasivas do mundo.
Em algumas cidades, o número de gatos é tão alto que eles matam os pássaros em um ritmo mais rápido do que eles conseguem se reproduzir. “O pior é que os gatos não matam porque têm fome, como mostra um experimento famoso, mas por instinto, por prazer. Se nos importamos com o meio-ambiente, temos que tomar uma atitude”, diz Morgan. O estudo a que Gareth se refere foi publicado em 1976 na revista Behavioral Biology e não conclui de forma definitiva, como ele afirma, que os gatos matam por prazer. De acordo com a pesquisa, apesar de ter comida suficiente, os gatos sempre a deixavam de lado para matar um rato. Os pesquisadores argumentaram, porém, que pode ser uma estratégia instintiva para manter um suprimento de comida, dada a dificuldade de encontrar alimento em ambiente selvagem.
Racismo animal
A proposta de Gareth Morgan passou longe de ser uma unanimidade na Nova Zelândia, irritando desde donos de bichos de estimação a organizações de defesa dos direitos dos animais. A Sociedade para a Prevenção de Crueldade contra os Animais (SPCA, na sigla em inglês), por exemplo, chamou a campanha de selvagem e classificou Morgan como um fanático moderno, autoproclamado salvador das aves. “Infelizmente, os gatos domésticos são vistos como animais descartáveis. Os gatos de rua são resultado da irresponsabilidade de pessoas que largam seus animais para se defenderem sozinhos. Eles não têm culpa por sua existência e, por isso, temos que assumir a responsabilidade por seu bem-estar”, escreveu Bob Kerridge, diretor executivo da SPCA em um artigo publicado no jornal The New Zealand Herald.
Kerridge ainda comparou a campanha aos ataques que os gatos sofriam durante a Idade Média, quando eram caçados por pretensas associações com o demônio, e disse que existe um verdadeiro exército de cuidadores de gatos dispostos a se levantar em revolta se Morgan mantiver a campanha. “Um perigo ainda maior que pode surgir dessa doutrina de ódio aos gatos é a aparição de extremistas que terão um grande prazer em abusar e machucar os animais, já que sua raiva foi ainda mais inflamada. Nesse caso, Morgan será totalmente responsável”.
O projeto Cats to Go é radical ao defender a eliminação completa dos gatos soltos do país, mas levanta uma questão importante: o controle populacional dos animais de estimação. Campanhas de castração de gatos são importantes, não só para defender o meio ambiente, mas também para a própria saúde do animal. Castrados, eles saem menos de casa, deixam de se expor a uma série de riscos e vivem mais. Agora, se o dono quiser ter certeza que seu animal não matou nenhum pássaro inocente e garantir que não terá de carregar nenhuma ameaça à biodiversidade na consciência, basta uma medida simples: manter o gato dentro de casa.

7944 – Mega Projeções – Como seria o planeta sem ratos, baratas, moscas e mosquitos?


O mundo seria bem menos nojento – essa é a opinião de muita gente. Mas pense bem: as conseqüências ruins seriam maiores que as boas. Baratas, ratos, moscas e mosquitos são elos fundamentais da cadeia alimentar da qual você também faz parte. Por mais estranha que a ideia possa parecer, sua vida depende dos pernilongos.
Na cidade, a falta desses bichos talvez não causasse tanto sofrimento a curto prazo. Doenças como a leptospirose e a peste bubônica, transmitidas por ratos, não seriam mais um problema. Com a ausência de baratas e moscas, nos alimentaríamos com mais segurança – elas frequentam tanto ambientes contaminados como a despensa, transportando bactérias causadoras de enfermidades. “Até a telefonia seria mais eficiente, já que os cabos não seriam mais roídos por ratazanas”. E quer coisa melhor do que não precisar levar repelente à praia?
Esse paraíso seria seriamente ameaçado pelo desequilíbrio ambiental. Entretanto, larvas de mosquitos se alimentam de partículas em suspensão na água e também servem de comida para peixes. Sem essas larvas, muita matéria orgânica se acumularia nos rios e faltaria alimento para os peixes. Também teríamos menos plantas nas florestas. Algumas moscas ajudam na polinização, assim como as abelhas.
A Natureza é inteligente, reformar o planeta não é tão fácil.

7669 – Escândalo da carne de cavalo traz lado sombrio do consumo


Planeta Verde

Os habitantes do mundo rico deveriam tornar-se “semitarianos” –ou seja, comerem a metade da quantidade de carne à qual estão acostumados, sem precisarem abrir mão totalmente dela–, para evitar causar danos graves ao meio ambiente. A recomendação é de cientistas que apresentaram o quadro mais claro até agora de como as práticas agropecuaristas estão destruindo o mundo natural.
O escândalo da carne de cavalo trouxe à tona o lado sombrio de nosso desejo por carne, que alimentou um comércio de animais de corte não documentados e refeições prontas de preço baixo e rótulos enganosos. “Existe risco para a cadeia alimentar”, comentou o professor Mark Sutton, que cunhou o termo “semitariano” e é o autor principal de um estudo da Unep (programa das Nações Unidas para o meio ambiente).
A busca por carne cada vez mais barata nas últimas décadas –a maioria das pessoas, mesmo nos países ricos, consumia significativamente menos carne uma ou duas gerações atrás– gerou uma expansão maciça da pecuária intensiva. Com isso, quantidades imensas de grãos foram desviadas do consumo animal para o consumo humano, exigindo o uso intensivo de fertilizantes, pesticidas e herbicidas e, de acordo com o relatório da Unep, “provocando uma teia de poluição do ar e da água que está prejudicando a saúde humana”.
Os resíduos que escoam desses produtos químicos estão criando zonas mortas nos mares, levando ao crescimento de algas tóxicas e à mortandade de peixes, enquanto outros ameaçam a sobrevivência de abelhas, anfíbios e ecossistemas sensíveis. “A atenção atraída por este escândalo da carne destacou a questão da carne de baixa qualidade. Isto tudo mostra que a sociedade precisa refletir muito mais sobre os animais de corte e as escolhas alimentares, pelo bem do meio ambiente e da saúde”.
É preciso pensar no consumo de mais vegetais e menos proteína animal. “Coma carne, mas com menos frequência. Faça dela algo especial”, ele aconselhou. “O tamanho das porções é crucial. Muitas porções são grandes demais –são maiores do que as pessoas querem consumir. É preciso pensar em mudar hábitos, em dizer ‘gosto do sabor, mas não preciso comer tanto”.
Num evento recente da ONU em que o chef usou um terço da quantidade habitual de carne, incluindo mais vegetais para compensar, e mais de 90% dos convidados ficaram igualmente satisfeitos.
De acordo com os cientistas da ONU, os moradores dos países pobres devem ser autorizados a aumentar seu consumo de proteína animal, que faz falta a bilhões de pessoas. Mas, para não causar danos ambientais, o aumento do consumo de carne no mundo em desenvolvimento precisa ser contrabalançado por uma redução da quantidade consumida nos países desenvolvidos.
As carnes de frango e porco provavelmente são as que causam menos prejuízos ambientais em termos relativos, embora os padrões de bem-estar dos animais e as condições em que são criados possam fazer uma diferença grande.
De acordo com o relatório da Unep, intitulado “Nosso mundo nutricional: o desafio de produzir mais alimentos e energia com menos poluição”, a produção de carne é responsável por 80% do nitrogênio e fósforo usados na agropecuária. Esses nutrientes são produzidos a um custo global muito alto, mas a maior parte acaba desperdiçada no estrume dos animais. Em algumas regiões do mundo os nutrientes são escassos, resultando em plantações menos produtivas.
A Unep avisou: “A não ser que sejam tomadas medidas, a elevação da poluição e o aumento do consumo per capita de energia e produtos animais vão exacerbar as perdas de nutrientes, os níveis de poluição e a degradação dos solos, ameaçando mais ainda a qualidade de nossa água, nosso ar e nossos solos, afetando o clima e a biodiversidade”.
O estudo também propôs uma série de medidas com as quais seria possível tornar a pecuária menos nociva ambientalmente, desde medidas simples como o armazenamento mais seguro e o uso mais econômico dos fertilizantes até a captura das emissões de gases estufa resultantes de sua produção. O consumo de nitrogênio poderia ser reduzido em 20 milhões de toneladas até 2020, poupando 10 bilhões de libras por ano. A reutilização de resíduos, como estrume, e o tratamento de esgotos com métodos modernos também poupariam centenas de bilhões de dólares.

7357 – Biologia – A Ariranha


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Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Mustelidae
Subfamília: Lutrinae
Género: Pteronura
Gray, 1837
Espécie: P. brasiliensis

É a maior espécie da subfamília Lutrinae (as lontras) e pode chegar a medir cerca de 180 centímetros de comprimento, dos quais 65 compõem a cauda. Os machos são geralmente mais pesados que as fêmeas e pesam até 26 kg. A ariranha tem olhos relativamente grandes, orelhas pequenas e arredondadas, patas curtas e espessas e cauda comprida e achatada. Os dedos das patas estão unidos por membranas interdigitais que facilitam a natação. A pelagem é espessa, com textura aveludada e cor escura, excepto na zona da garganta onde apresentam uma mancha branca.
É uma espécie em perigo e a principal ameaça à sua sobrevivência é o desmatamento e destruição do seu habitat. A poluição dos rios, principalmente junto de explorações mineiras, causam vítimas entre as lontras que se alimentam de peixe contaminado por metais, que se acumulam nos peixes e, mais intensamente ainda, nas ariranhas, que estão no topo da cadeia alimentar. Entre os metais, o que mais frequentemente contamina animais é o mercúrio, usado na extração de ouro. Há também algumas perdas devidas à caça furtiva por causa da pele, caça esta que foi mais intensa no passado.
A ariranha vive e caça em grupos que podem chegar aos dez indivíduos e alimenta-se de peixes, principalmente de caracídeos como a piranha e a traíra. Ingere-os sempre com a cabeça fora d’água, frequentemente nadando pitorescamente para trás. Em condições de escassez, os grupos caçam pequenos jacarés e cobras, que podem inclusive ser pequenas sucuris. No seu habitat, as ariranhas adultas são predadores de topo da cadeia alimentar.
Originalmente, a espécie ocorria em quase todos os rios tropicais e subtropicais da América do Sul. Atualmente, encontra-se extinta em 80% de sua distribuição original. Populações remanescentes ocorrem em áreas isoladas, principalmente no Brasil, no Peru e nas Guianas. No Brasil, os principais santuários conhecidos da ariranha são os rios Negro e Aquidauana, no Pantanal e o médio Rio Araguaia, em especial o Parque Estadual do Cantão, com seus 843 lagos.
Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz. A gestação dura 65-70 dias. No início da estação seca, a fêmea dá à luz a uma ninhada de um a cinco filhotes, que ficam na toca durante os primeiros três meses de vida. No Parque Estadual do Cantão, os filhotes emergem da toca nos meses de outubro e novembro, que são o auge da seca, quando os lagos estão mais rasos e os peixes estão mais concentrados. Todo o grupo ajuda a cuidar dos filhotes e a capturar peixes para alimenta-los enquanto não aprendem a caçar por sí próprios.
As ariranhas permanecem no grupo em que nasceram pelo menos até atingir a maturidade sexual, entre os dois e os três anos de vida. Eventualmente deixam o grupo e saem em busca de um par para acasalar e formar seu próprio grupo. Em cativeiro, as ariranhas vivem até 17 anos. Os primeiros sucessos reprodutivos em cativeiro foram produzidos pela Fundação Zoológico de Brasília, onde os animais desfrutam de um ótimo recinto.
Ataques registrados de ariranhas são raros. Porém, em 1977, um ataque resultou na morte do sargento Silvio Delmar Hollenbach no Jardim Zoológico de Brasília. O sargento atirou-se no recinto das ariranhas objetivando salvar um garoto que lá caíra e, apesar de ter concluído seu objetivo, acabou morrendo dias depois, em virtude de uma infecção generalizada causada pelas inúmeras mordidas. Ressalta-se, no entanto, que a vítima entrou no recinto dos animais, os quais se sentiram encurralados e, sem possibilidade de fuga, atacaram. Na natureza, as ariranhas selvagens não demonstram agressividade em relação a seres humanos e, frequentemente, se aproximam de embarcações por curiosidade, sem nenhum incidente registrado de ataques.

2551- Cadeia Alimentar – Jacaré, bobeou virou bolsa


Mandíbulas poderosas, mas se bobear, vira bolsa

Bobeou, virou comida
A beleza do mundo aquático esconde uma selva onde a rotina é um eterno sobressalto. Todo mundo é caçador e caça ao mesmo tempo, e só vale uma lei: matar ou morrer.
Para os turistas que mergulham de snorkel em recifes de corais, a vida marinha é um recanto pacífico, tranqüilo e relaxante. Para quem mora debaixo d’água, a conversa é outra. Os bichos do mar vivem em sobressalto constante. O tempo todo, pode haver um predador à espreita, pronto para dar o bote.
Fuga e defesa são sinônimos de sobrevivência. Mas também é preciso comer. Enquanto na superfície terrestre a cobertura vegetal é abundante e predominam os animais herbívoros, no oceano a flora se limita às algas e às minúsculas plantas que compõem o fitoplâncton. Quase todas as espécies animais marinhas são carnívoras. Bicho que não come outro bicho, morre de fome.
A procura da comida ocupa a maior parte do tempo das criaturas do mar. Elas são, quase todas, caça e caçador, ao mesmo tempo. Só estão a salvo os animais situados no topo da cadeia alimentar. Como o leão na floresta, os grandes predadores marinhos reinam absolutos, sem inimigos a temer (com exceção do homem). Mas essa regra só vale para a fase adulta. Na infância, até mesmo os senhores do mar, como o tubarão, podem acabar na barriga de peixes maiores.
O plâncton animal se alimenta do plâncton vegetal, a fonte primária de energia no oceano. Um camarão come diariamente milhares de diatomáceas, as espécies mais comuns de fitoplâncton
O cardápio diário de um arenque se compõe de meio quilo de camarões e outros bichos pequenos que formam o plâncton animal
O tubarão branco, a fera mais temida dos oceanos, precisa comer no mínimo o equivalente a dois bacalhaus por dia
O bacalhau, para não terminar o dia com fome, precisa engolir três ou quatro arenques ou o equivalente em outros peixes
O vale-tudo na selva dos perigos
Na guerra subaquática, cada animal almoça um menor do que ele e, em troca, serve de jantar para uma criatura um pouco maior. Assim se estabelece uma cadeia alimentar, que varia de acordo com o ambiente. Em qualquer caso, vale a regra de que, quanto maior o animal, menor a sua quantidade. Um bicho grande, para se sustentar, precisa comer um monte de bichos pequenos. Por isso, toda cadeia alimentar tem a forma de uma pirâmide, com bilhões de seres nanicos na base e alguns marmanjões instalados no topo. Só eles podem se sentir seguros.
Essa luta permanente pode parecer cruel, mas ajuda no aprimoramento das espécies. Em geral, quem é comido são os indivíduos mais fracos, menos saudáveis, mais bobos. Os fortes e os espertos sobrevivem e passam adiante sua herança genética. É a seleção natural.
Todas as armas são válidas. Os grandes predadores nadam velozmente no encalço de suas presas, que devoram com dentes afiados. Outros, como o polvo, preferem o disfarce. Há peixes que atacam em bandos, como a barracuda. Já o marlim age sozinho, com seu bico em forma de espada. O peixe-leão ejeta um veneno letal. Os recursos de ataque e defesa da fauna marinha são ao mesmo tempo um show de criatividade e um espetáculo de pura violência.
O mergulho do cachalote
Para matar uma lula-gigante, que chega a medir 20 metros, o cachalote morde e estraçalha seu corpo durante um mergulho de até 1 200 metros de profundidade. Ele consegue essa proeza graças ao seu metabolismo, perfeitamente adaptado para longos períodos debaixo d’água. No mergulho, o coração do cachalote praticamente pára de bater, poupando oxigênio. Outro recurso é o espermacete, um óleo que fica na sua cabeça. Quando ele quer ir para o fundo, esfria o espermacete com a água, o que deixa o corpo mais pesado. Para voltar à tona, o cachalote aumenta o fluxo de sangue para o reservatório de óleo, que fica mais quente e, portanto, mais leve, ajudando-o a subir. Assim, ele consegue ficar mais de duas horas sem respirar. Coitada da lula.
Arma branca
Um dos bichos mais velozes do mar, o marlim pode atingir até 80 km por hora. Ao encontrar um cardume, investe ferozmente com o bico. Depois, banqueteia-se com os mortos e os feridos. Mede até 4,5 metros e pode pesar 550 quilos
Hora do almoço
A enorme garoupa é um caçador paciente. Fica parada junto ao leito do oceano, à espera de algum incauto, como este labro-passarinho
Turma da pesada
As vorazes barracudas atacam em bandos. Encurralam os cardumes contra as bordas dos recifes de coral e devoram as vítimas, uma a uma, com seus dentes pontiagudos. Famintas, enfrentam até os tubarões
Mestre do disfarce
O polvo muda de cor e de forma para se proteger dos inimigos e surpreender as presas com os tentáculos. Em momentos de perigo, confunde os perseguidores lançando uma tinta que escurece a água
Falsa inocência
Ninguém se iluda com a formosura da anêmona. Sua aparência de flor esconde tentáculos mortíferos, usados para envenenar e comer qualquer bicho que passe perto, como o belo caranguejo da foto de baixo. A exceção é o peixe-palhaço (à esquerda), cujas escamas são revestidas por uma mucosa que o protege da anêmona. Os dois animais estabelecem, assim, uma curiosa parceria. Com suas cores berrantes, o peixe-palhaço atrai predadores que logo cairão nos tentáculos de seu anfitrião. Em troca, recebe proteção contra seus próprios inimigos
Venenos poderosos
A arraia (à esquerda), um parente do tubarão que se alimenta de crustáceos e mexilhões, defende-se com um espinho na ponta da cauda, de onde sai um veneno terrível. Certas espécies usam também choques elétricos para afastar os inimigos. O peixe-leão (à direita), que mais parece um adereço de escola-de-samba, possui plumas com as pontas cheias de veneno. É a sua arma de defesa. Os mergulhadores devem tomar cuidado: a sua toxina é, quase sempre, mortal
Defesa inflável
O baiacu, ao se ver em apuros, engole uma quantidade descomunal de água – e infla como um balão. O predador se assusta ao deparar com um peixe muito maior do que imaginava e cai fora. Existe uma outra espécie de baiacu, com a pele coberta de grandes espinhos, como um ouriço. Inflado, fica tão apetitoso quanto uma alfineteira
Cores funcionais
O prateado dificulta a localização dos peixes pelos predadores que os olham de baixo, contra a luz. E o escuro no dorso confunde os pássaros, que os avistam de cima
A perfeição em forma de peixe
Nem tudo o que mora na água é peixe, mas não existe peixe que consiga sobreviver na superfície. Existem 20 000 espécies diferentes desse tipo de bicho completamente adaptado ao meio aquático – cerca de 12 000 nos oceanos e os outros 8 000, nos rios e lagos. Seu formato alongado lhe permite deslizar sem esforço (não é à toa que os construtores dos submarinos copiaram o desenho do seu corpo esguio). O esqueleto, simples e flexível, quase não pesa. Os músculos, fortes, sustentam um nado incansável. Tudo é perfeito.
Para ganhar estabilidade e precisão em seus movimentos, os peixes possuem um sofisticado sistema de barbatanas, espalhadas por todos os lados do corpo. A respiração se dá por meio de brânquias que retiram o oxigênio diretamente da água, dispensando o uso de pulmões. O dispositivo se completa com um órgão exclusivo dos peixes, a bexiga natatória, que lhes garante flutuar sem esforço e regular a profundidade com exatidão.
Nossos antepassados viviam nos mares e nos rios. Na linha da evolução, os peixes são nossos irmãos mais velhos, os primeiros vertebrados. Surgiram há 400 milhões de anos, antes dos dinossauros. Os primeiros bichos terrestres eram anfíbios, peixes que trocaram a água pela terra e as barbatanas por patas. Nós mesmos passamos nove meses em ambiente líquido, no útero. Quando você se sentar à mesa para saborear uma bacalhoada ou uma moqueca à capixaba, lembre-se disto: você também já foi peixe, um dia.
Como se respira sem pulmão
Os peixes extraem o oxigênio que existe na água, onde ele se encontra diluído numa proporção 30 vezes menor do que no ar
1. O oxigênio entra no organismo por uma espécie de filtro: as guelras, ou brânquias, localizadas nos dois lados da cabeça e protegidas por uma aba, o opérculo. As guelras possuem filamentos carnudos, em forma de leque, que se comunicam com o fundo da boca.
2. A água entra pela boca e sai pela guelra, passando pelos filamentos branquiais. Cobertos de vasos sangüíneos, eles recolhem o oxigênio da água e eliminam o gás carbônico.
Galeria de estilos
As criaturas marinhas desenvolveram os mais diferentes jeitos de nadar.
A água-viva contrai e relaxa os músculos debaixo do capuz. Cada contração expele a água para fora, impulsionando o bicho na direção oposta.
Os golfinhos dão impulsos vigorosos batendo a cauda de cima para baixo. Alcançam até 65 quilômetros por hora. Todos os cetáceos, mamíferos da família das baleias, nadam assim.
A lula se move por propulsão a jato. Primeiro, ela suga a água para uma espécie de bolsa, atrás da cabeça. Depois, contrai essa bolsa com força, produzindo um jato que a impulsiona.
Com raras exceções, os peixes nadam por movimentos laterais com a cauda. Seu formato hidrodinâmico reduz a resistência da água e os impele para a frente.
A máquina de nadar
Todos os órgãos do peixe são formatados na medida exata para os desafios do meio ambiente líquido.
Bexiga natatória
É uma bolsa com oxigênio, que se enche ou esvazia para manter a flutuação na profundidade desejada, sem esforço
Boca
Apenas engole a comida, sem mastigá-la
Brânquia (guelra)
Veja infográfico na página ao lado
Coração
Com apenas duas câmaras em vez das quatro dos mamíferos, ele ativa sozinho a circulação do sangue, sem pulmão
Coluna vertebral
Fígado
Estômago
A digestão é feita quase toda aqui. Alguns peixes, como o bacalhau, engolem conchas inteiras, com casca e tudo. Seu estômago se encarrega de digeri-las
Músculos
Dispostos em segmentos, sua função é a de impulsionar o peixe para a frente, com movimentos ondulares
Intestino
Ovário
A fêmea desova milhares ou até milhões de ovos, fecundados na água pelo macho. Poucos sobrevivem
Linha lateral
Por meio dessa fileira de escamas, o bicho percebe qualquer alteração no fluxo da água. Consegue, assim, desviar-se dos obstáculos e detectar animais
Pedúnculo
Para que servem as barbatanas
Peitorais
Equilíbrio, freio e meia-volta
Pélvicas
Direção, freio
Dorsal
Estabilidade
Caudal
Propulsão e velocidade
Anal
Estabilidade
Visão aquática
Os olhos dos peixes são bem diferentes dos de Michelle Pfeiffer. Sua íris – um anel de aparência metálica em volta da pupila – é praticamente inflexîvel. O cristalino é esférico e rígido.
A visão dos peixes é limitada pelo fato de que a água é muito menos transparente do que o ar. Mas eles têm uma vantagem sobre os bichos terrestres: podem ver em mais de uma direção ao mesmo tempo. Os olhos estão em lados opostos da cabeça, não na frente.
É a visão periférica, que lhes permite escapar dos predadores que atacam a partir de baixo ou de trás.
O problema é que, dessa maneira, o olho só percebe duas dimensões. A visão tridimensional só acontece numa pequena área, como você pode conferir no desenho ao lado.
Tubarão, o matador injustiçado
“Tudo nele era lindo, exceto as mandíbulas.” Com essa frase, o escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961) começa a descrever um magnífico tubarão-mako, em seu romance O Velho e O Mar. O tubarão, o mais voraz dos peixes, sempre provocou nos seres humanos arrepios de pavor, até certo ponto exagerados. Das 350 espécies, só 12 são perigosas para o homem. Você tem mais chances de morrer atingido por um raio do que de uma mordida desse predador.
Na verdade, o tubarão é que precisa ser protegido. Todos os anos são mortos de 30 a 100 milhões de tubarões, com os mais variados fins: desde o consumo da carne até a extração da cartilagem, cujo duvidoso valor terapêutico virou fórmula milagrosa de remédios vendidos na TV. O estrago é enorme. Quando um predador no topo de uma cadeia alimentar desaparece, tudo ao redor dele se desequilibra. Na Austrália, há alguns anos, a pesca excessiva de tubarão causou uma explosão na população de polvos. Resultado: uma crise na pesca de lagostas, que passaram a ser comidas pelos polvos numa proporção muito acima do normal.
Os poderes do superpeixe
O tubarão é um bicho tão perfeito que não sofre mudanças há 200 milhões de anos. Veja o que ele tem de especial.
Olfato implacável
É o sentido mais apurado do tubarão. Ele é capaz de perceber a presença de uma gota de sangue na água a uma distância de centenas de metros
Bom de ouvido
O predador é muito sensível ao som. Qualquer barulho inusual pode atrair a sua atenção e guiá-lo em direção à presa
Visão de espelho
Os olhos são totalmente adaptados para os ambientes de pouca luz. Algumas espécies têm um tipo de espelho no fundo do olho, que duplica a luminosidade nas regiões profundas do oceano
Sexto sentido
O tubarão é o único bicho capaz de captar os sinais elétricos emitidos por todos os seres vivos. Ele faz isso por meio de minúsculos canais na cabeça e na linha lateral, as ampolas de Lorenzini
Tato à distância
Sua linha lateral possui células extremamente sensíveis, que percebem as mais sutis diferenças nas vibrações da água. Assim ele localiza uma presa a muitos quilômetros de distância
De boa paz
Com até 15 metros, o tubarão-baleia (acima) é o maior de todos os peixes. E é também um dos mais dóceis. Só come peixinhos, que engole nadando de boca aberta
Corpo elegante, mandíbulas poderosíssimas
O formato do corpo, perfeito para longas distâncias debaixo d’água, inspirou os submarinos. A boca é uma máquina impressionante, com três fileiras de maxilares. Quando os dentes da frente caem, os de trás os substituem. O tubarão branco (abaixo, à esquerda), de 10 metros, morde com a força de 3 toneladas

2391-As Florestas da Fome


A exuberância das florestas tropicais esconde a vida dura provocada pela escassez de nutrientes, quando plantas e animais lutam por comida. Em florestas tropicais é terrível a escassez de nutrientes. Nelas, só especialistas em técnicas de sobrevivência podem se dar bem. A raíz do problema está no solo. O sol constante e abundância de água se confrontam com o terreno pobre em fosfatos e nitratos, manganês e outras substâncias minerais que os organismos precisam para sintetizar suas moléculas de proteínas. As vegetações criaram estratégias para otimizar os parcos recursos da terra. Árvores frutíferas crescem a quilômetros de distância umas das outras, a proximidade provocaria dura competição pelos mesmos nutrientes extraídos do solo.Um um hectare de floresta tropical, existem cerca de 1000 toneladas de biomassa vegetal e apenas 35 quilos de biomassa animal. Os cerca de 200 quilos da sucuri se esticam nos seus 11 metros de comprimento, em um dia. Seu tamanho permite engolir presas relativamente grandes, a fim de ter estoque de energia suficiente para superar longos períodos de jejum, que pode levar meses. Jáo colibro leva vantagem por ser pequeno. Suas necessidades são supridas poir insetos minúsculos. Batem as asas cerca de 200 vezes por segundo. Na pele úmida dos sapos se depositam substâncias tóxicas que afastam além de predadores, eventuais fungos e bactérias que tentem colonizá-lo.