13.964 – NASA renomeia unidade em homenagem a lendária matemática Katherine Johnson


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Em mês dedicado as mulheres, a NASA decidiu mudar o nome de uma das suas unidades para homenagear a matemática, já aposentada, da agência especial, Katherine Johnson. A sede em Fairmont, na Virginia Ocidental, passou a se chamar “Unidade de Verificação e Validação Independente Katherine Johnson”.
Nascida em 1918, Katherine foi fundamental em cálculos na época da corrida espacial e no desenvolvimento de aplicações para computadores da NASA. Ela chegou a ser representada no filme “Estrelas Além do tempo” que reconstruiu o período em que realizou cálculos de trajetórias orbitais para os primeiros voos espaciais tripulados para a Lua.
Sua conquista atravessa também questões sociais pelo fato de ser uma das primeiras mulheres negras a entrar para o Centro de Pesquisa Langley. E NASA reconhece em seu site que “não teria sido possível realizar uma série de marcos históricos sem Katherine Johnson e seu amor pela matemática”.
O diretor da agência, George Blaney, ainda disse que essa “é uma maneira de reconhecermos a carreira e as contribuições de Katherine não apenas durante o Mês da História Negra, mas todos os dias, todos os anos”. As mulheres, especialmente as negras, ainda enfrentam abusos e são sub-representadas nas ciências e são consideradas “figuras ocultas” na área
Esta já é a segunda instalação nomeada em homenagem a Johnson. A primeira foi a Pesquisa Computacional Katherine Johnson no Centro de Pesquisa Langley da NASA em Hampton, Virgínia.

13.623 – Astronáutica – Você sabia que brasileiro chefia missão de Marte na Nasa?


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Ramon Perez de Paula – chefão em missões de Marte

Se você nunca tinha ouvido falar nesse nome, guarde-o. Ele é um dos brasileiros que está há mais tempo na Nasa: começou na agência em 1985. Natural de Guaratinguetá (SP), o cientista de 64 anos foi para os Estados Unidos com a família aos 17 anos por causa do pai, que trabalhava na Força Aérea Brasileira e foi deslocado para o território norte-americano. Nos Estados Unidos, terminou o colegial e seguiu no país mesmo após o retorno do pai. Paula cursou duas faculdades de engenharia (elétrica e nuclear), um doutorado e chegou à Nasa após fazer uma palestra no laboratório JPL (Jet Propulsion Lab) da agência. Anos depois, já estava no quartel-general da empresa. Na Nasa, chefiou missões importantes relativas a Marte como a Mars Reconnaissance Orbiter e a Odyssey. E já está envolvido com projetos futuros como a missão InSight, que vai ser lançada em 2018.

13.543 – Antigravidade – Como se consegue anular a gravidade nos laboratórios da Nasa?


antigravidade

Não se pode simplesmente “desligar” a gravidade. Cintos antigravitacionais só existem no cinema ou nas histórias em quadrinhos. A Nasa e outras agências espaciais utilizam um artifício que permite simular a ausência de gravidade: a queda livre. Imagine-se dentro de um elevador, carregando alguns livros na mão. Quando o elevador chega ao último andar, alguém corta os cabos e ele despenca. De repente, a sensação será de ausência de peso, os pés perderão o contato com o chão e os livros flutuarão no ar. Como o elevador está fechado, você irá flutuar sem sentir a resistência do ar, como em um ambiente sem gravidade. Nos experimentos das agências espaciais, um avião a jato sobe até determinada altitude e, em seguida, é posto em queda livre durante certo tempo – não mais que 30 segundos. Na acolchoada cabine de passageiros, os futuros astronautas sentem a ausência de peso, até que o piloto retome o curso da aeronave.
Os testes não são utilizados apenas como “curso preparatório” para viagens espaciais. Dentro dos aviões, pesquisadores submetem equipamentos, procedimentos médicos e substâncias químicas, por exemplo, às mesmas condições encontradas no espaço. O que passar no teste pode entrar na nave.

Queda livre simula ausência de peso 11 000 metros (início da descida)
Gravidade = 1 G (normal)

1. Na simulação de gravidade zero, o piloto sobe até uma determinada altitude – de 10 000 a 12 000 metros – e abaixa o nariz do avião em 45 graus. Se a inclinação for menor que isso, a ausência de peso não é total

11 000 a 8 000 metros (descida)

Gravidade = Zero

2. Na descida, que dura entre 20 e 25 segundos, os ocupantes da cabine de passageiros flutuam no ar. Nessa mínima fração de tempo, são realizados os testes médicos que avaliam os efeitos da ausência de gravidade no organismo humano

8 000 metros (final da descida)

Gravidade = 1 G (normal)

4. A sequência de descidas e subidas é repetida de 30 a 40 vezes pelo piloto, até completar um total de três horas de voo

5. Quando alcança a marca de 8 000 metros de altitude, o piloto retoma a subida. Nessa etapa do voo, a gravidade, em vez de diminuir, aumenta para 1,8 G (1 G equivale à força gravitacional ao nível do mar)

13.002- NASA não tem nenhum plano para impedir que algum asteroide destrua a Terra


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Se você é fã de filmes como Armageddon e Impacto Profundo, talvez ainda tenha esperanças de que a Nasa possa fazer alguma coisa para evitar que um asteroide colida contra a Terra. Bom, saiba que uma missão tripulada por heroicos astronautas só aconteceria mesmo em Hollywood.
Em evento no centro espacial Goddard, em San Francisco, nos Estados Unidos, o pesquisador Joseph Nuth deu a má notícia para quem ainda tinha alguma esperança de que o órgão faria algo para resolver esse problema: “No momento não há nenhuma tecnologia que possa ser utilizada.”
Junto com astrônomos, os pesquisadores admitem que há diversas ideias para tentar impedir que isso aconteça, mas que, por enquanto, são apenas ideias e não planos concretos de emergência.
Para piorar ainda mais, os últimos asteroides que despertaram algum tipo de atenção da NASA só foram descobertos quando não havia mais tempo útil para formalizar qualquer plano que pudesse impedir o contato. Em 2014, por exemplo, um cometa que passou perto da órbita de Marte, só foi visto 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vizinho.
A boa notícia é que a probabilidade de um asteroide acabar com nossa civilização é extremamente baixa, cerca de uma vez a cada 50 milhões ou 60 milhões de anos, conforme aconteceu com os dinossauros há 65 milhões de anos.

O plano provável
Apesar de não ter nenhuma tecnologia pronta para combater os pedregulhos espaciais, os cientistas já estão trabalhando para criar uma solução. A mais provável seria atirar um foguete carregado de explosivos potentes, como bombas atômicas, para tentar desviar a rota do objeto.
O lado negativo desse plano é que estilhaços do cometa poderiam cair na Terra e causar radiação em muitas regiões. Sem o uso de bombas nucleares, os foguetes ficariam mais pesados e levariam mais tempo para atingir o alvo.

12.785 – NASA tentará destruir asteroide que poderá acabar com a Terra


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No dia 8 deste mês, a NASA lançará a missão OSIRIS-REx, com o objetivo de investigar o asteroide Bennu, que poderá colidir e destruir a Terra em 120 anos.
“É o começo de uma viagem de sete anos para trazer amostras cristalinas do asteroide Bennu. A equipe construiu uma nave espacial incrível e estamos bem munidos para investigar Bennu e voltar com nosso tesouro científico”, afirmou o pesquisador principal da missão, Dante Lauretta.
De acordo com pesquisas anteriores, Bennu poderá apresentar precursores moleculares para originar vida. Além disso, o conhecimento sobre sua estrutura e propriedades físicas e químicas permitirá aos especialistas ajudar a diminuir o impacto do asteroide.
Acredita-se que a nave alcançará Bennu em agosto de 2018 para reunir material de sua superfície e regressará em setembro de 2023. Durante a viagem, OSIRIS-REx orbitará por um ano ao redor do Sol e utilizará o campo gravitacional do planeta para se impulsionar até o asteroide.

11.448 – Astronáutica – Nasa desenvolve disco voador


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A NASA dará mais um importante e grande passo na ousada missão de levar seres humanos a Marte. Nesta quarta-feira, dia 3 de maio, a Agência Espacial dos Estados Unidos vai testar um avançado paraquedas, Supersonic Ringsail, durante o lançamento de um disco voador em busca de alternativas para a aterrissagem no Planeta Vermelho.Os pesquisadores buscam um método de pousar a nave com humanos em Marte – o que deve ocorrer em 2030. Como a atmosfera do planeta é fina, um paraquedas forte e com rápido movimento seria capaz de pousar uma nave pesada no Planeta Vermelho.O paraquedas tem 30 metros de diâmetro e seu objetivo é “retardar a entrada do veículo para velocidades subsônicas”, segundo comunicado da Nasa.O teste vai ocorrer sobre o Oceano Pacífico, a 37 quilômetros de altitude. Com a ajuda de um grande balão, serão enviados um disco, um desacelerador em forma de tubo e o paraquedas. O balão lançará a espaçonave, e foguetes levarão veículo maior para 55 quilômetros, atingindo velocidades supersônicas, como três vezes a velocidade do som. Um primeiro teste do disco ocorreu em junho de 2014, e próximo está planejado para 2016.

11.195 – Cidade de Deus participará de projeto para explorar Marte


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Um grupo de crianças da favela Cidade de Deus (só no nome),no Rio de Janeiro, terá a oportunidade de explorar Marte, observando imagens inéditas do planeta. O projeto Mars Academy, realizado por pesquisadores da Nasa, a agência espacial americana, em parceria com a ONG Developing Minds Foundation, levará cinco cientistas à Cidade de Deus, onde vão trabalhar com as crianças por duas semanas. O objetivo principal é incentivar os jovens a se interessar por ciência, estimular novos objetivos profissionais e também filmar um documentário sobre a experiência.
Wladimir Lyra, professor de astronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e um dos integrantes do grupo de pesquisadores que desenvolverá a ação, afirma que “os alunos vão participar ativamente da exploração espacial vendo algo que ninguém no mundo viu antes, inclusive nós”. De acordo com Lyra, menos de 10% de Marte foi mapeado até agora em alta resolução. É parte dos 90% restantes, que tem sido observado pelas câmeras da sonda HiRISE, da Nasa, que os alunos vão estudar. O que o satélite americano tem permitido fazer com o planeta é uma espécie de Google Earth, mas, no caso, seria um Google Marte.
Fundador e presidente da ONG, Philippe Houdard lembra que, na época em que visitou a favela pela primeira vez, a imagem do filme Cidade de Deus gerou muita atenção para a comunidade, mas reverteu pouco em melhorias para qualidade de vida. “Ao ver o bom trabalho de outras organizações na favela, percebemos que aquele seria o lugar ideal para nós. A nossa missão é usar a educação para acabar com ciclos de violência”.

11.169 – Sonda da Nasa se aproxima do planeta anão Ceres


A sonda Dawn, da Nasa, vai entrar na órbita do planeta anão Ceres, após mais de sete anos viajando pelo espaço. “Dawn está prestes a fazer história.
A sonda começou a se aproximar do planeta anão em dezembro. Desde 25 de janeiro, ela tem enviado as fotografias de melhor resolução já feitas de Ceres, e a qualidade continua aumentando à medida que a distância diminui. Imagens recentes mostram crateras e pontos brilhantes ainda não desvendados pelos cientistas.
Ceres foi identificado pela primeira vez em 1801, pelo astrônomo italiano Giuseppe Piazzi. À medida que mais objetos foram encontrados naquela região do espaço, os corpos celestes passaram a ser categorizados como asteroides. Em 2006, cientistas finalmente classificaram Ceres como planeta anão, ao lado de Plutão e Eris.
O planeta anão tem diâmetro de 950 quilômetros e sua massa é composta em 25% por água. Nomeado em homenagem à deusa grega da agricultura, suas crateras receberão nomes de divindades do cultivo e da vegetação da mitologia e de festivais de agricultura.
Lançada em setembro de 2007, a sonda Dawn visitou o asteroide Vesta entre 2011 e 2012, capturando imagens detalhadas dele. Vesta e Ceres estão entre Marte e Júpiter, no principal cinturão de asteroides do Sistema Solar. “Os dois objetos estavam no caminho de se tornarem planetas, mas seu desenvolvimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter. Por isso eles são como fósseis do nascimento do Sistema Solar e podem trazer informações sobre sua origem”, afirma Carol Raymond, pesquisadora da Nasa.

Eventos Astronômicos

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O destaque do ano é o eclipse lunar de 27 de setembro, visível em todo o Brasil. A Lua começará a escurecer às 22h07, ficará totalmente encoberta às 23h11 e voltará ao normal à 1h27. “A Lua terá uma aparência avermelhada, causada pelos raios solares refratados pela atmosfera terrestre”, explica Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos. Por causa da coloração, a ocorrência é conhecida como “Lua de sangue”. O eclipse de 27 de setembro também coincide com a data de uma superlua, fenômeno em que o satélite aparece maior e mais brilhante no céu, por estar no ponto de sua órbita mais próximo da Terra. “A Lua vai aparecer um pouco maior no céu, mas isso não é muito perceptível. Para a maioria dos espectadores será um eclipse como os demais”, afirma Rojas. O próximo eclipse lunar tão bem visível no Brasil acontecerá novamente apenas em 2019. Em 4 de Abril haverá outro eclipse lunar, mas ele só poderá ser visto no Acre e no Oeste do Amazonas.

11.092 – De onde vem o metano de marte?


“Conclui-se que a experiência Viking LR detectou microorganismos vivos no solo de Marte.” Essa afirmação para lá de bombástica está logo na introdução de um artigo científico escrito em 1997 pelo engenheiro ambiental Gilbert Levin, que foi pesquisador da Nasa durante 2 décadas. Ele é uma voz quase isolada na comunidade científica – a maior parte dos acadêmicos ainda espera o surgimento de mais evidências antes de comemorar a existência de vida no planeta vermelho. Levin, porém, acredita ter essas provas desde 1976, quando um dispositivo a bordo da sonda Viking verificou a ocorrência de metano, gás que pode indicar atividade biológica. O metano não duraria mais de 400 anos na atmosfera marciana – ou o gás foi produzido em grandes quantidades há poucos séculos ou é gerado continuamente até hoje. Desde o final dos anos 90, outros testes confirmaram a presença de metano (o último, em 2004, pela sonda européia Mars Express Orbiter).

11.016- A NASA quer mandar um helicóptero para Marte


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Para otimizar as pesquisas em Marte, a próxima ideia do Jet Propulsion Lab, da NASA, é enviar um tipo de helicóptero ao planeta vermelho. Afinal, até o momento, nossas sondas foram capazes de cobrir áreas menores e limitadas pelo relevo. Com uma sonda capaz de ‘voar baixo’, mais informações poderiam ser obtidas em um tempo menor.
Mas o negócio é mais difícil do que apenas mandar um tipo de drone para lá. A gravidade de Marte é diferente da Terra – precisamente apenas 38% da gravidade que temos por aqui. “Além disso, o sistema precisa ser autônomo e ser capaz de pousar e decolar em terreno rochoso”, afirma Bob Balaram, engenheiro da Nasa.
Até o momento, um protótipo está sendo testado em uma câmara que simula o ambiente marciano. Para conseguir o impulso suficiente, cientistas precisam criar uma máquina que seja capaz de produzir 2,400 revoluções por minuto. Com isso, o helicóptero poderia dar saltos e voar em Marte por períodos de dois a três minutos antes de precisar pousar novamente.
E pousar é um grande desafio – “enquanto com a Curiosity tivemos 7 minutos de terror, quando realizamos seu pouso, com o helicóptero teremos essa preocupação diariamente”.

11.011 – Grande asteroide se aproximará da Terra nesta segunda-feira, dia 26/janeiro de 2015: saiba como observá-lo


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Um asteroide de meio quilômetro de diâmetro, denominado 2004 BL86, passará a 1.200.000 km da Terra, ou seja, distância três vezes maior que a de nosso planeta em relação à Lua, segundo a Nasa. Até o ano 2027, esse asteroide será o que mais se aproximará da Terra, embora as probabilidades de que represente uma ameaça efetiva contra o planeta sejam mínimas.
“Em 26 de janeiro, acontecerá a maior aproximação do asteroide 2004 BL86 em 200 anos”, afirmou o diretor do Programa NEO, da NASA, no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, nos EUA. “Este fato representará a passagem relativamente perto de um asteroide relativamente grande, por isso será uma oportunidade extraordinária para poder observar e aprender”, acrescentou. A passagem do asteroide 2004 BL86 pelo céu noturno da Terra será observável de qualquer hemisfério, através de pequenos telescópios (abertura de 10 cm ou maior) e grandes binóculos, direcionados à constelação de Câncer. O 2004 BL86 atingirá magnitude visual de 9, o que significa que poderá ser observado como uma tênue estrela.

11.003 – Astronomia – Planeta anima cientistas em busca de vida extraterrestre


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Três novos planetas situados fora do Sistema Solar foram descobertos por cientistas americanos, a partir de dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Um deles está na chamada “zona habitável” de sua estrela, isto é, a uma distância que permitiria a existência de água líquida em suas superfícies. Essa condição é indispensável para a potencial existência de vida, de acordo com os astrônomos.​
Liderado por pesquisadores das universidades do Arizona, da Califórnia e do Havaí, o novo estudo foi financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês). O artigo foi submetido à revista Astrophysical Journal, mas ainda não tem data para ser publicado.
Na primeira semana de janeiro, outro grupo dos Estados Unidos anunciou a descoberta de oito planetas na zona habitável de suas estrelas, com distâncias da Terra variando entre 475 e 1100 anos-luz. Além deles, os dados do Kepler já levaram à descoberta de mais de mil planetas.
A nova descoberta, no entanto, é considerada a mais promissora até agora na busca de planetas semelhantes à Terra. Os três novos objetos estão na órbita da estrela EPIC 201367065, que fica a cerca de 150 anos-luz da Terra. De acordo com os autores do estudo, essa distância, considerada pequena em escala astronômica, permitirá pela primeira vez o estudo de um planeta da zona habitável com os instrumentos e tecnologias atuais.
As dimensões dos novos planetas são 110%, 70% e 50% maiores que as da Terra. O menor deles, que tem a órbita mais distante de sua estrela, recebe níveis de radiação luminosa semelhante à que nosso planeta recebe do Sol, de acordo com Erik Petigura, um estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele descobriu os planetas no dia 6 de janeiro, quando realizava uma análise computacional dos dados do Kepler. Segundo Petigura, há uma possibilidade real do planeta mais externo ser rochoso, como a Terra, o que significa que ele poderia ter a temperatura certa para a formação de oceanos de água líquida.

A estrela EPIC 201367065, segundo os autores, é uma anã-vermelha que tem aproximadamente a metade do tamanho e da massa do Sol e, portanto, emite menos calor e luz. A maior parte dos planetas descobertos pela missão Kepler, até agora, são envolvidos por uma espessa atmosfera rica em hidrogênio, que são provavelmente incompatíveis com a vida.

Exoplanetas, isto é, os planetas fora do Sistema Solar, são descobertos às centenas atualmente, embora os astrônomos fiquem na dúvida sobre a possibilidade de algum deles realmente ter condições semelhantes às da Terra. Segundo Andrew Howard, da Universidade do Havaí, a nova descoberta ajudará a resolver essa questão. O próximo passo será estudar as atmosferas do novo planeta com o telescópio Hubble e outros observatórios, para descobrir quais elementos existem em sua atmosfera.

Kepler-438b e Kepler-442b
Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra já descobertos, eles orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o Kepler-442b completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias.
Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%.

10.998 – Sonda New Horizons entra nos primeiros estágios do encontro com Plutão


O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide
O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide

Em 179 dias a sonda New Horizons, da Nasa, terá a sua maior aproximação de Plutão. No entanto, hoje a história já começa a ser escrita: sua aparelhagem já está analisando dados sobre o misterioso planeta-anão e seus arredores.
A Nasa ainda não divulgou fotos, mas já começou a analisar a poeira e o plasma nas proximidades de Plutão. As primeiras imagens, segundo a agência, devem ser divulgadas no início de fevereiro – e foram prometidas imagens incríveis (melhores do que as do Hubble) em maio!
Vale a pena lembrar que a New Horizons tirou um retrato de Plutão quando estava próxima a Netuno, em agosto de 2014 – e essa foto ilustra o início da nota.

10.989 – Após 11 anos, sonda Beagle 2 é reencontrada na superfície de Marte


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Perdida em Marte por mais de dez anos, foi localizada pela Nasa, divulgou a agência. Construída pelo Reino Unido, ela pousou no planeta vermelho no dia 25 de dezembro de 2003 e agora apareceu nas imagens da câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE).
A Beagle 2 foi parte da missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), uma colaboração entre a indústria e a academia. “Estou contente que a Beagle 2 finalmente tenha sido encontrada. O meu Natal daquele ano, assim como o de muita gente que trabalhou no projeto, foi arruinado pelo desapontamento de não receber um sinal da superfície de Marte. Desde então, a cada Natal eu me pergunto o que aconteceu com a sonda”, diz Mark Sims, pesquisador da Universidade de Leicester, na Inglaterra, e integrante do projeto Beagle 2.
As imagens da câmera HiRISE, inicialmente analisadas por Michael Croon, um ex-membro da equipe da Mars Express, forneceram evidências da posição da sonda perto do equador marciano. Novas imagens estudadas pelas equipes da Beagle 2, da HiRISE, e do laboratório Jet Propulsion da Nasa confirmaram que os objetos descobertos possuem tamanho e forma corretos.
Devido ao seu tamanho pequeno, cerca de 2 metros, a Beagle 2 se encontra no limite de detecção da HiRISE, a câmera de maior resolução orbitando Marte. A partes identificadas incluem a sonda, sua parte de trás (separada) e um paraquedas.

10.967 – Mega Memória – Em 20 de Agosto de 1975, foi lançada Viking 1, a primeira sonda da Nasa enviada para Marte


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A primeira das missões da Nasa rumo a Marte, o veículo espacial Viking 1, foi lançada em um dia como este, no ano de 1975, a bordo do foguete Titan-Centaur. Foram necessários 10 meses de viagem até chegar ao Planeta Vermelho.
Cinco dias antes da inserção em órbita, o equipamento começou a enviar imagens de Marte para a Terra. A aterrissagem da Viking 1 estava programada para o dia 4 de julho de 1976, mas a equipe em terra considerou que a área de pouso era muito rochosa e resolveu esperar por uma oportunidade mais segura, o que só aconteceu no dia 20 de julho, quando o “lander” se separou do “orbiter”.
Ao todo, a Viking 1 operou durante seis anos. Em 21 de novembro de 1982 houve a perda de controle do equipamento. Em 2006, a Viking 1 foi fotografada na superfície de Marte pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter.

10.966 – NASA planeja uma habitar Vênus através de cidades voadoras


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Uma equipe de cientistas da NASA pretende desenvolver uma “cidade-nuvem” flutuante na atmosfera de Vênus, para que populações humanas possam habitá-la permanentemente. Embora Vênus possua características similares às da Terra, é certo que suas condições climáticas infernais tornam o planeta pouco apto para a vida. Vênus está envolvido por uma atmosfera densa de nuvens de ácido sulfúrico extremamente tóxico, e a superfície suporta uma pressão 90 vezes maior que a da Terra. Trata-se do planeta mais quente do Sistema Solar.
Mas o Langley Research Center (LaRC), da NASA, parecer ter uma boa solução para inabitabilidade venusiana, ao propor a instalação de uma residência para seres humanos na atmosfera planetária. Batizado de “Conceito Operacional de Alta Altitude em Vênus” (HAVOC), o projeto inclui uma série de instâncias que seriam iniciadas com o envio de um robô à atmosfera para avaliar suas águas e continuaria com uma missão orbital tripulada de 30 dias. Se tudo correr bem, o HAVOC poderá se transformar em uma cidade flutuante que abrigará a presença permanente do homem em Vênus.
A missão contempla o uso de aeronaves de hélio, movidas à energia solar e que flutuariam a 50 km sobre a superfície de Vênus, onde a temperatura ainda é moderada.

10.901- Curiosity encontra pela primeira vez compostos orgânicos na superfície de Marte


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A NASA informou que a sonda Curiosity conseguiu detectar uma fonte localizada que está provocando variações na concentração de metano na atmosfera de Marte. Ao longo dos 20 meses em que conduziu este experimento, o robô notou que a presença do gás teve picos durante dois meses sem uma explicação evidente. Em uma rocha próxima, os equipamentos também descobriram a presença de moléculas orgânicas, que são os ingredientes básicos para a formação da vida.
Para cientistas, isso pode ser um indicativo importante sobre a existência de fontes biológicas no planeta vermelho, atualmente ou em um passado distante. “A primeira confirmação de matéria orgânica em Marte é uma grande promessa”.
Na Terra, mais de 90% do gás metano na atmosfera é produzido por seres vivos. Mas os cientistas acreditam que outras explicações são possíveis para o fenômeno. Certos tipos de minerais, por exemplo, podem liberar o gás quando entram em contato com a água. Com relação aos compostos orgânicos, eles podem ter sido trazidos por meio de meteoritos ou cometas que caíram em Marte. Javier Martín-Torres, coautor do estudo, diz: “Eu apostaria numa origem geológica, mas, obviamente, não é uma evidência científica”.
Segundo a pesquisa publicada na revista Science, os níveis de metano foram multiplicados em até dez vezes durante o pico. O trabalho também mostrou que o gás aumenta a níveis incompatíveis com o seu próprio ciclo de vida médio, algo em torno dos 300 anos.
Os números obtidos com a pesquisa mostram que há a possibilidade de “uma fonte adicional de origem desconhecida” produzir metano no planeta. Para Ricardo Amils, pesquisador espanhol, a descoberta pode significar muito: “Em minha opinião, estas informações se encaixam mais com um modelo biológico. A possibilidade de vida em Marte está sobre a mesa”.
Segundo a agência espacial, apesar de ainda não serem conclusivas sobre a existência ou não de micróbios, as descobertas da Curiosity “lançam luz sobre Marte como um planeta que ainda é quimicamente ativo e apontam para indícios de condições propícias para a vida naquele ambiente em tempos remotos”.

10.858 – Nasa lança nave Orion para primeiro voo de testes


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Foi bem-sucedido o lançamento de sua nave não tripulada Orion para um voo de testes da cápsula espacial que no futuro pode levar seres humanos a um asteroide e inclusive a Marte.
O lançamento ocorreu às 07h05 (10h05 de Brasília) a partir da base de Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida.
A cápsula Orion representa um investimento de bilhões de dólares e tem o objetivo de preparar o retorno dos Estados Unidos às viagens espaciais tripuladas, interrompida em 1972, quando a última espaçonave Apollo retornou da Lua.
Após o seu lançamento da base de Cabo Canaveral, a bordo do poderoso foguete Delta IV, a nave não tripulada dá duas voltas ao redor da Terra e alcança 5.800 quilômetros de altitude. Isto é 15 vezes mais distante que o ponto onde a Estação Espacial Internacional (ISS) está na órbita da Terra.
Às 14h30 desta sexta, a capsula pousou no local pré-estabelecido, a pouco mais de 1000 km a sudoeste de San Diego, no oceano Pacífico.
A Órion é uma versão maior e mais sofisticada das antigas naves que levaram à conquista da Lua na década de 1960, com capacidade para quatro astronautas (as Apollos só levavam três).
O veículo lançador que fará isso no futuro ainda não está pronto. Chamado de SLS (Space Launch System), ele será o equivalente moderno do Saturn V. Mas seu primeiro voo só deve acontecer em 2017, e projeções recentes dão conta de que a missão pode escapar para 2018.
Por conta disso, a Nasa não antecipa que algum astronauta americano vá deixar a segurança das órbitas terrestres baixas rumo ao espaço profundo antes de 2021.

10.854 – Nasa testa cápsula que permitirá novas missões tripuladas ao espaço


Módulo Órion
Módulo Órion

A Nasa retoma uma trajetória interrompida em 1972, quando a última espaçonave Apollo retornou da Lua. Se a meteorologia permitir, a agência fará o primeiro ensaio em voo de sua nova cápsula para a exploração tripulada do espaço profundo.
O primeiro teste se limitará a duas voltas em torno da Terra, realizadas em pouco mais de quatro horas, e o veículo voará sem tripulação.
Ainda assim, a Órion, como é chamada a nova cápsula americana, atingirá uma altitude de 5.800 km, cerca de 14 vezes mais que a órbita da Estação Espacial Internacional.
É um pequeno passo para uma sonda não tripulada, mas um salto gigantesco para os astronautas americanos, que passaram os últimos 42 anos limitados a órbitas terrestres baixas em torno da Terra.
A Órion é uma versão maior e mais sofisticada das antigas naves que levaram à conquista da Lua na década de 1960.
Com capacidade para quatro astronautas (as Apollos só levavam três), ela parte amanhã impulsionada por um foguete Delta IV Heavy, sem capacidade para enviar a cápsula além da órbita terrestre.
O veículo lançador que fará isso no futuro ainda não está pronto. Chamado de SLS (Space Launch System), ele será o equivalente moderno do Saturn V. Mas seu primeiro voo só deve acontecer em 2017, e projeções recentes dão conta de que a missão pode escapar para 2018.
Por conta disso, a Nasa não antecipa que algum astronauta americano vá deixar a segurança das órbitas terrestres baixas rumo ao espaço profundo antes de 2021.
Originalmente, a Órion havia sido concebida para que a Nasa retomasse missões tripuladas ao solo lunar.
Esse plano havia sido apresentado pelo então presidente George W. Bush, em resposta à comissão de investigação do acidente com o ônibus espacial Columbia, ocorrido em 2003.
Com a chegada de Barack Obama à Casa Branca, um comitê foi encarregado de revisar o andamento do programa tripulado, e ficou claro que a iniciativa não tinha os fundos necessários.
Congresso e comunidade científica também se dividem sobre o mérito da missão ao asteroide. Não é impossível que uma nova mudança de humor leve a reformulações no futuro. Seja qual for o destino, aos trancos e barrancos, os EUA começam agora a reconstruir a infraestrutura tecnológicas para a exploração do espaço profundo.
Não por acaso, a China está prestes a fazer movimento similar. Apesar de seu programa espacial ser largamente secreto, eles não escondem o desejo de empreender viagens à Lua na próxima década.
Pode até ser o início de uma nova corrida espacial. Para evitar isso, gente como Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, defende que os americanos devessem se aliar aos chineses na exploração do espaço profundo, ajudando-os a visitar o solo lunar.

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10.826 – Astronáutica – O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA


Desacelerador-Supersônico-de-Baixa-Densidade-da-NASA

Apesar de parecer coisa de cinema, o Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA não é uma ideia para o próximo filme do Homem de Ferro. Ele é um projeto real da agência espacial norte-americana, que pretende levar seres humanos até Marte.
O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA (DSBD, na sigla em inglês) é uma nova tecnologia de desaceleração atmosférica para apoiar missões de exploração em todo o sistema solar. Como você pode ver pelas imagens, ele se parece muito com o “estereótipo” de disco voador que temos muito bem formado em nossas mentes. Com um formato arredondado, conta com 22 metros de largura e fica a 6 metros de altura.
O DSBD foi projetado para diminuir o impacto de forças à medida que atravessa a atmosfera marciana para, assim, conseguir pousar em segurança. No caso do envio de pequenos robôs e sondas ao planeta vermelho, esse problema é solucionado pelo uso de um paraquedas que desacelera o equipamento, tornando o pouso mais suave. Mas, como a ideia agora é realizar missões mais avançadas, com seres humanos, a nave é mais pesada – o que significa que um paraquedas “comum” (como os que já vêm sendo usados) não seria capaz de segurá-la e reduzir o impacto com a superfície.
Quando a nave estiver atravessando a atmosfera de Marte a uma velocidade supersônica, o DSBD irá inflar um grande anel em torno de seu perímetro, fazendo com que a resistência do ar atue. A nave vai desacelerar o suficiente para que os paraquedas acoplados reduzam ainda mais sua velocidade, antes de pousar na superfície marciana. Usando este novo sistema, os engenheiros esperam poder pousar objetos tão grandes quanto uma casa de dois andares no chão do planeta vermelho.
Para testar a eficiência do DSBD e outras tecnologias, uma equipe de cientistas da NASA construiu um outro equipamento chamado Desacelerador Supersônico Inflável (SIAD–R). Trata-se de um mecanismo de teste, formado por um grande trenó movido por um foguete. Localizado em China Lake, na Califórnia, ele é capaz de fornecer forças de resistência para a nave que são 25% maiores do que as condições do mundo real, proporcionando um bom “ensaio” para futuras missões.
A NASA planeja testar esse novo veículo no Havaí. A nave será jogada de uma altitude de 24 km, a fim de simular a fina atmosfera de Marte.
Segundo um comunicado oficial da agência norte-americana à imprensa, “o DSBD é uma das várias tecnologias transversais da NASA e está sendo desenvolvido para criar novos conhecimentos e capacidades necessárias para permitir missões futuras a asteroides, Marte e muito mais”. Ou seja, essa nova tecnologia também poderia ser empregada para outras futuras missões a outros planetas e luas com atmosferas significativas.