13.661 – Astronomia – Saiba como avistar a Estação Espacial Internacional a olho nu


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Três astronautas estão a mais de 400 quilômetros do chão, girando ao redor de nosso planeta a incríveis 27 mil quilômetros por hora. A esta velocidade, eles completam 15 órbitas por dia em volta da Terra (e pensar que há pouco tempo já chegamos a achar uma façanha dar uma única volta ao mundo em 80 dias). A mega-obra de engenharia que abriga esta tripulação é a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), fruto de um esforço multinacional que resultou na conclusão do projeto em 2000. Desde então, o satélite habitável jamais ficou sem seres humanos – são 14 anos ininterruptos no espaço, um recorde absoluto na história da exploração espacial.

DE TEMPOS EM TEMPOS, A ISS PODE SER VISTA A OLHO NU DE QUALQUER LUGAR DO BRASIL

A própria NASA oferece um serviço muito bacana para conseguir achar com exatidão a ISS: o site Spot The Station (Detecte a Estação) tem um catálogo de milhares de cidades pelo mundo, basta procurar pela sua localidade para ter acesso a uma lista detalhada com todas as próximas oportunidades de observação, incluindo dia, hora e o local do céu para onde se deve olhar. Confira um exemplo para São Paulo. Outro ótimo recurso disponibilizado é o de alertas, que te avisa por e-mail ou SMS quando a estação passará por cima de onde você mora.
O site ISS Astro Viewer oferece algumas ferramentas bem interessantes em tempo real: ele mostra o que os astronautas da tripulação estão vendo quando olham para baixo, além de determinar em um mapa a localização exata do satélite em relação à superfície e de sua rota. O serviço também conta com um localizador de cidades e oportunidades, mas com um diferencial – ele inclui em barrinhas verdes o quão brilhante a ISS estará na ocasião. Conseguimos saber, por exemplo, que em São Paulo a estação estará mais visível no dia 10 de dezembro, com brilho máximo.
A última dica é baixar um dos vários aplicativos existentes que ajudam a achar a ISS. Se você tem um aparelho Android, recomendamos o ISS Detector, que indica por GPS para onde olhar e também emite alertas e monitora até as condições climáticas. Para sistemas iOS, o ISS Spotter é uma boa opção, com funções bastante parecidas.

13.653 – Agência espacial russa descobre formas de vida na superfície da ISS


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Testes realizados na superfície da Estação Espacial Internacional (ISS) já sugeriam que micrometeoritos e poeira de cometas que recaem sobre a órbita terrestre baixa poderiam conter formas de vida alienígenas ou extraterrestres. Agora, após pesquisas com amostras de poeira coletadas na ISS, cientistas russos informaram à agência de notícias Tass seu avanço nos estudos. De acordo com a agência espacial russa Roscosmos, há motivos para acreditar que pode haver formas de vida microbianas e de origem inteiramente extraterrestre na superfície da ISS.
“Os micrometeoritos e as poeiras das cometas que se fixam à superfície ISS podem conter substância biogênica de origem extraterrestre em sua forma natural”, afirmou a Roscosmos em comunicado divulgado na sexta-feira, segundo a Tass.
Entenda o caso
Astronautas russos coletaram 19 amostras de poeira da área em questão durante expedições espaciais conduzidas desde 2010, como parte de uma série de experimentos denominados “Test”. Experimentos laboratoriais anteriores, realizados com as amostras, trouxeram a suspeita de que o pó contido na superfície da ISS poderia conter “biomateriais” de origem extraterrestre ou alienígena.
No entanto, de acordo com informações da Newsweek, os analistas teriam que realizar testes mais exaustivos e precisos antes de poder confirmar que as suspeitas de “substâncias biogênicas” referem-se de fato a micróbios de origem extraterrestre. Mesmo assim, os russos expressaram a convicção de que uma análise mais cuidadosa poderá trazer resultados mais definitivos, porque “os especialistas descobriram que a ISS gasta 60% do seu tempo em voos por dentro dos fluxos de substâncias dos cometas”, informou a Tass.
Como prioridade, os pesquisadores teriam que determinar, conclusivamente, se as supostas “substâncias biogênicas” são de origem alienígena ou nativas da própria Terra.

Estudos anteriores
No início de 2014, cientistas da Rocosmos anunciaram a descoberta de vestígios de formas de vida simples, como plânctons microbianos, algas e “DNA bacteriano” em amostras de poeira coletadas na superfície da ISS. Vladimir Soloyev, líder da missão orbital russa na ISS, confirmou, na época, que cientistas haviam encontrado formas microbianas vivas, incluindo o plâncton, em material coletado na superfície externa das janelas da ISS.
“Os resultados da experiência são absolutamente singulares. Encontramos vestígios de plâncton marinho e de partículas microscópicas na superfície do iluminador. Isso deve ser estudado mais a fundo”, disse Soloyev à Tass, segundo informações da Newsweek.
Na ocasião, a equipe de pesquisadores russos informou que os plânctons não poderiam ser levados ao espaço pela própria nave espacial porque não faziam parte da vegetação típica de Baikonur, no Cazaquistão, de onde os russos lançaram seu módulo rumo à ISS.
Porém, os russos sugeriram que os plânctons poderiam ter “se erguido” rumo ao laboratório em órbita a partir de outras regiões da Terra, através de correntes de ar de altitudes mais elevadas. Embora os pesquisadores russos tenham pensado que o organismo não se tratava de micróbios alienígenas, eles constataram que a descoberta forneceu evidências de que formas de vida microbianas poderiam sobreviver no vácuo espacial, mesmo sob temperaturas abaixo de zero e com o bombardeio constante de radiação cósmica. De acordo com os cientistas da Roscosmos, a descoberta sugere que micrometeoritos e poeiras estelares poderiam conter micróbios alienígenas, ou seja, formas de vida microscópica que se desenvolveram integralmente no espaço ou que se originaram em outro planeta.
Polêmicas e divergências
As pistas estimularam os russos a focar o interesse na busca por micróbios alienígenas em amostras de poeira coletadas na superfície da ISS. O porta-voz da Nasa, Dan Duot, confirmou na época que os russos não estavam, originalmente, procurando por micróbios alienígenas quando começaram a coletar amostras na superfície externa das janelas do segmento russo da ISS.
“O que eles procuravam de fato eram resíduos que podem se acumular em elementos visualmente delicados, como janelas, assim como no casco da nave em si que irá se acumular sempre que forem feitos disparos de fogo para garantir a impulsão”, disse Huot à Space.com. “Foi com esse objetivo que eles coletavam amostras”.
Ao mesmo tempo, Huot e outros funcionários da Nasa expressaram seu ceticismo sobre a afirmação dos russos, quando estes indicaram a descoberta de microorganismos vivos na ISS.
“Até onde sabemos, não ouvimos falar de nenhum relatório oficial dos nossos colegas da Roscosmos informando que encontraram plânctons marinhos”, disse Huot em resposta a uma entrevista da Space.com.
No entanto, o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) confirmou, mais tarde, estar ciente de que os pesquisadores russos encontraram o “DNA bacteriano” na superfície da ISS. Mas também informou que não poderia confirmar os detalhes da afirmação, nem se responsabilizar pela metodologia adotada no estudo.
“O método por meio do qual as amostras foram analisadas, nesse caso, é questionável, pois não pode detectar todos os tipos de bactéria nem testar se elas estão vivas e se reproduzindo, ou não”, disse a porta-voz do DLR, Alisa Wilken.

Sequência das pesquisas
Embora a Roscosmos não tenha contestado a declaração do DLR, fica evidente a partir da última série de testes que os especialistas russos haviam suspeitado da existência de organismos alienígenas microscópicos ou “DNA” extraterrestre nas amostra de poeira. Os testes atuais estão, portanto, projetados para confirmar ou refutar suspeitas de que o material coletado contém vida extraterrestre.
Enquanto isso, o astrobiólogo britânico e professor Chandra Wickramasinghe, da Universidade de Buckingham, saudou o estudo russo como, potencialmente, o “desenvolvimento mais significativo do século”, que poderia revolucionar a nossa compreensão sobre a vida na Terra e no espaço.
“Estamos mais perto do que nunca de reconhecer que as formas de vida extraterrestre de fato existem. É uma evolução impressionante”, acrescentou, conforme informações da Express. “Durante anos, as pessoas tentaram desmascarar teorias sobre a vida em outros planetas, mas muito em breve isso simplesmente não será mais possível”.
O professor Milton Wainwright, da Universidade de Sheffield e do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, afirmou em uma série de estudos preliminares que havia encontrado partículas semelhantes a algas, de origem extraterrestre, na estratosfera da Terra. Ele também parabenizou as pesquisas russas.
“Estes relatórios em que os cientistas afirmam ter encontrado vida em poeira cósmica é surpreendente”, afirmou. “Formulados a partir de estudos da agência espacial russa, a Roscosmos, são capazes de dar um impulso real ao que dizemos há muitos anos: existe vida fora da Terra”, concluiu. [Inquisitr]

11.076 – Projeções – E se um asteroide bater na Terra?


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Depende. O certo é que, logo após o impacto, ninguém ia saber direito o que aconteceu. E ninguém estaria mais confuso do que os astronautas da Estação Espacial Internacional.
À medida que a estação espacial se aproximava do local da colisão, menor era a visibilidade. Uma espessa nuvem de poeira, a cerca de 40 km de altitude, cobria a América do Norte e avançava sobre Atlântico e Pacífico. Era noite na Europa, e os três tripulantes da estação espacial não viram nem sinal das teias luminosas que marcavam a localização de Londres, Paris, Roma… Ao sobrevoarem a Ásia, a escuridão deu lugar a manchas iluminadas: incêndios que tomavam a Rússia e a China. Perto do Japão, contaram três vulcões expelindo lava – o traço comprido da fumaça indicava a força dos ventos. Chegando à Califórnia, perceberam que a massa flutuante de cinzas, nuvens e poeira cósmica começava a espiralar, formando furacões. Foi quando Tom chorou. Dorothy sempre estremecia ao ouvir um trovão, para rir em seguida, envergonhada.

10.858 – Nasa lança nave Orion para primeiro voo de testes


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Foi bem-sucedido o lançamento de sua nave não tripulada Orion para um voo de testes da cápsula espacial que no futuro pode levar seres humanos a um asteroide e inclusive a Marte.
O lançamento ocorreu às 07h05 (10h05 de Brasília) a partir da base de Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida.
A cápsula Orion representa um investimento de bilhões de dólares e tem o objetivo de preparar o retorno dos Estados Unidos às viagens espaciais tripuladas, interrompida em 1972, quando a última espaçonave Apollo retornou da Lua.
Após o seu lançamento da base de Cabo Canaveral, a bordo do poderoso foguete Delta IV, a nave não tripulada dá duas voltas ao redor da Terra e alcança 5.800 quilômetros de altitude. Isto é 15 vezes mais distante que o ponto onde a Estação Espacial Internacional (ISS) está na órbita da Terra.
Às 14h30 desta sexta, a capsula pousou no local pré-estabelecido, a pouco mais de 1000 km a sudoeste de San Diego, no oceano Pacífico.
A Órion é uma versão maior e mais sofisticada das antigas naves que levaram à conquista da Lua na década de 1960, com capacidade para quatro astronautas (as Apollos só levavam três).
O veículo lançador que fará isso no futuro ainda não está pronto. Chamado de SLS (Space Launch System), ele será o equivalente moderno do Saturn V. Mas seu primeiro voo só deve acontecer em 2017, e projeções recentes dão conta de que a missão pode escapar para 2018.
Por conta disso, a Nasa não antecipa que algum astronauta americano vá deixar a segurança das órbitas terrestres baixas rumo ao espaço profundo antes de 2021.

10.854 – Nasa testa cápsula que permitirá novas missões tripuladas ao espaço


Módulo Órion
Módulo Órion

A Nasa retoma uma trajetória interrompida em 1972, quando a última espaçonave Apollo retornou da Lua. Se a meteorologia permitir, a agência fará o primeiro ensaio em voo de sua nova cápsula para a exploração tripulada do espaço profundo.
O primeiro teste se limitará a duas voltas em torno da Terra, realizadas em pouco mais de quatro horas, e o veículo voará sem tripulação.
Ainda assim, a Órion, como é chamada a nova cápsula americana, atingirá uma altitude de 5.800 km, cerca de 14 vezes mais que a órbita da Estação Espacial Internacional.
É um pequeno passo para uma sonda não tripulada, mas um salto gigantesco para os astronautas americanos, que passaram os últimos 42 anos limitados a órbitas terrestres baixas em torno da Terra.
A Órion é uma versão maior e mais sofisticada das antigas naves que levaram à conquista da Lua na década de 1960.
Com capacidade para quatro astronautas (as Apollos só levavam três), ela parte amanhã impulsionada por um foguete Delta IV Heavy, sem capacidade para enviar a cápsula além da órbita terrestre.
O veículo lançador que fará isso no futuro ainda não está pronto. Chamado de SLS (Space Launch System), ele será o equivalente moderno do Saturn V. Mas seu primeiro voo só deve acontecer em 2017, e projeções recentes dão conta de que a missão pode escapar para 2018.
Por conta disso, a Nasa não antecipa que algum astronauta americano vá deixar a segurança das órbitas terrestres baixas rumo ao espaço profundo antes de 2021.
Originalmente, a Órion havia sido concebida para que a Nasa retomasse missões tripuladas ao solo lunar.
Esse plano havia sido apresentado pelo então presidente George W. Bush, em resposta à comissão de investigação do acidente com o ônibus espacial Columbia, ocorrido em 2003.
Com a chegada de Barack Obama à Casa Branca, um comitê foi encarregado de revisar o andamento do programa tripulado, e ficou claro que a iniciativa não tinha os fundos necessários.
Congresso e comunidade científica também se dividem sobre o mérito da missão ao asteroide. Não é impossível que uma nova mudança de humor leve a reformulações no futuro. Seja qual for o destino, aos trancos e barrancos, os EUA começam agora a reconstruir a infraestrutura tecnológicas para a exploração do espaço profundo.
Não por acaso, a China está prestes a fazer movimento similar. Apesar de seu programa espacial ser largamente secreto, eles não escondem o desejo de empreender viagens à Lua na próxima década.
Pode até ser o início de uma nova corrida espacial. Para evitar isso, gente como Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, defende que os americanos devessem se aliar aos chineses na exploração do espaço profundo, ajudando-os a visitar o solo lunar.

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10.852 – Bioastronomia – Encontrada Vida no Vácuo


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Traços de plâncton e outros micro-organismos foram encontrados vivendo no exterior da Estação Espacial Internacional, de acordo com autoridades espaciais russas.
A questão é: como eles foram parar lá? Ou, melhor, como eles sobreviveram ao passeio?
O plâncton não foi dar uma voltinha no espaço no lançamento da nave, pois simplesmente não existem plânctons de onde os módulos russos da estação foram lançados – a teoria mais forte até agora é que eles tenham sido soprados por correntes de ar na Terra. Incrivelmente, os minúsculos organismos foram capazes de sobreviver no vácuo do espaço, apesar das baixas temperaturas, da falta de oxigênio e da radiação cósmica.
A descoberta foi feita durante uma caminhada espacial de rotina pelos cosmonautas russos Olek Artemyez e Alexander Skvortsov, que estavam lançando nanosatélites no espaço. Após os lançamentos, eles usaram lenços para polir a superfície das janelas – também conhecidas como iluminadores – no segmento russo da estação quando decidiram analisar a sujeira que estava lá. Surpreendentemente, encontraram a presença de plâncton e outros micro-organismos usando equipamentos de alta precisão. “Os resultados são absolutamente únicos”, afirma o chefe da missão orbital russa, Vladimir Solovyev.
olovyev não está absolutamente certo como essas partículas microscópicas podem ter aparecido na superfície da estação espacial. Ele acha que eles podem ter sido “elevados” até a estação, a uma altitude de 420 quilômetros. “Plâncton nestes estágios de desenvolvimento podem ser encontrados na superfície dos oceanos. Isso não é típico de Baikonur. Isso significa que existem algumas correntes de ar que chegam à estação e se instalam em sua superfície”, sugere. A Nasa ainda não comentou se resultados semelhantes foram encontrados no passado.

10.744 – A Ciência perde o Foguete Antares


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Conhecido no início do desenvolvimento como Taurus II, é um veículo de lançamento descartável desenvolvido pela Orbital Sciences Corporation. Este veículo de lançamento é usado para laça a nave não tripula Cygnus que é usado para abastecer a Estação Espacial Internacional.
Com 40,5 m de altura, 3,9 m de diâmetro, pesando 240 toneladas, ele foi projetado para conduzir cargas úteis de até 5.000 kg em órbitas LEO.
O PCM de cada missão da Cygnus, até agora, recebeu um nome de um astronauta da NASA já falecido.
No dia 28 de Outubro de 2014 ele explodiu depois de sua decolagem, não teve feridos.

Mas um terço da carga que a cápsula Cygnus (a passageira do foguete) levava era dedicada a experimentos científicos a serem realizados na Estação Espacial Internacional.
Serão adiados
Experimento estudantil sobre o cultivo de comida no espaço
Estudantes da Academia Duchesne, em Houston, prepararam o experimento que analisaria o cultivo de ervilhas na EEI. Se elas conseguissem crescer no espaço, seriam uma boa opção de comida fresca para astronautas – que, normalmente, não têm acesso a tal regalia.
Quando o foguete explodiu, os estudantes responsáveis imediatamente entraram em contato com seu diretor para perguntar se poderiam tentar novamente.
Instrumento de observação de meteoros
Também estava a bordo um instrumento capaz de determinar a composição de meteoros. Com uma câmera de alta resolução ele registraria o tamanho e a densidade de rochas espaciais, podendo indicar os elementos químicos presentes nelas. A ideia era que essa compreensão maior dos meteoros nos ajudasse a prever possíveis chuvas de meteoros futuras.

Colar cervical para astronautas
Astronautas usariam o equipamento para que seu fluxo sanguíneo fosse analisado em tempo real. Com isso, eles conseguiriam compreender e tratar problemas de saúde que apresentam na EEI, como enxaquecas e problemas neurológicos. Na Terra, o mesmo aparelho tem potencial para monitorar pacientes com problemas cardíacos e cerebrais.

Outros 18 experimentos científicos estudantis
Esses experimentos teriam sido selecionados em um concurso, dentre 1,487 propostas. Incluíam pesquisas sobre o desenvolvimento de mosquitos no espaço e o apodrecimento de alimentos, como leite.

10.628 – Planeta Terra – A Volta ao Mundo em Menos de 1 Minuto


A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), dar uma volta completa na Terra leva 90 minutos. Porém, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), é possível acompanhar esse percurso em menos de 1 minuto. O vídeo é do astronauta alemão Alexander Gerst. Ele programou uma câmera digital para tirar fotos da Terra com alguns segundos de intervalo durante o percurso e as reuniu, criando o vídeo.
A estadia de Gerst na ISS, de maio a novembro deste ano, recebeu o nome de Blue Dot Mission (Missão Ponto Azul, em tradução livre), em referência a uma frase dita pelo astrônomo americano Carl Sagan, que disse que a Terra parecia um “pálido ponto azul”, ao ver uma foto tirada pela sonda Voyager a 6 bilhões de quilômetros do nosso planeta. A missão inclui experimentos de física, biologia e fisiologia, assim como pesquisas sobre radiação.

10.310 – Nasa transmite vídeo do espaço a 50 Mbps usando lasers


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A Nasa já testou com sucesso um sistema de comunicação chamado OPALS, que liga a ISS (Estação Espacial Internacional) com a Terra em velocidades de conexão que chegam a 50 Mbps usando lasers. Para isso, foi enviado um vídeo com a mensagem “Hello World” para a Terra.
Com a tecnologia que está em testes, será possível enviar vídeo em tempo real do espaço e o investimento nesta área é necessário para no futuro, quem sabe, transmitir imagens diretamente da superfície de Marte por alguma sonda.
A transmissão durou 148 segundos, mas o envio de apenas uma cópia do vídeo levou apenas 3,5 segundos, sendo que a mesma mensagem foi reenviada várias vezes no período. No fim das contas, mais de 1 GB de dados foi recebido, algo incrível pouco mais de 3 minutos de transmissão.
Em condições normais, usando sinais de rádio convencionais, o envio do vídeo apenas uma vez levaria 10 minutos.
Para quem tem alguma dúvida sobre a segurança dos raios laser, o OPALS usa um laser infravermelho de 2,5 watts, algo que certamente não é o suficiente para destruir a Terra e sequer causar qualquer tipo de estrago ao planeta.

10.179 – Nasa transmite imagens da Terra vista do espaço ao vivo


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Você já teve curiosidade de ver como é a Terra em tempo real? Muitos provavelmente já, mas dificilmente uma transmissão era capaz de atender a esse desejo. Mas isso mudou, graças a uma iniciativa da Nasa, que instalou quatro câmeras na ISS (Estação Espacial Internacional), que transmite sua órbita em volta da terra com alta definição.
O projeto foi feito justamente para testar o funcionamento das câmeras e guiar a escolha de dispositivos comerciais com desempenho adequado para possíveis missões futuras.
As imagens são transmitidas em tempo real pelo site Ustream, que também conta com uma ferramenta de chat com outros espectadores.
Vale lembrar que a ISS dá uma volta na Terra a cada 90 minutos. Durante metade deste período, ela deve passar por territórios onde já é noite e não há iluminação. Por isso, não estranhe se você se deparar com uma imagem preta; volte mais tarde para imagens mais interessantes.

10.100 – Robô humanoide poderá caminhar pela Estação Espacial


O Robonauta 2, humanoide que habita a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), ganhou pernas nesta Páscoa. Com os novos membros, o robô — que durante três anos só se moveu da cintura para cima, preso a um pedestal — poderá realizar tarefas cotidianas de limpeza ou pegar objetos para os astronautas. As pernas chegaram à ISS no último domingo, a bordo da nave de carga da SpaceX que levou à estação equipamentos, material para experimentos científicos, mantimentos e presentes enviados pelos familiares dos astronautas.
Ainda levará uns meses para o Robonauta 2 adquirir autonomia completa, pois as baterias necessárias para sua locomoção só serão enviadas em outra missão de abastecimento. Até lá, o robô vai precisar ficar ligado à tomada para usar suas pernas, o que restringirá sua atuação a uma área de testes na ISS. As pernas são flexíveis e os “pés”, equipado com luz, câmeras e um sensor que permite construir mapas 3D. “Imagine pés de macaco com olhos nas palmas”, descreve o engenheiro Robert Ambrose, da Nasa.
Mike Suffredini, diretor de programas da agência espacial americana, alertou que, apesar do avanço do humanoide, ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que os futuros Robonautas possam realizar sozinhos caminhadas espaciais e reparos na ISS. “Eles nunca vão substituir a tripulação, mas podem fazer muito do seu trabalho”, diz Suffredini.
Produzido pela Honda, o Asimo é um robô humanoide de 1,2 metro de altura. Ele é capaz de realizar uma ampla gama de movimentos, como empurrar carrinhos ou carregar bandejas. Ele também pode andar em superfícies irregulares, desviar de obstáculos e reconhecer sons e rostos.
O robô humanoide Tiro foi desenvolvido por um consórcio entre universidades e empresas, incluido a sul-coreana Hanool Robotics. Tiro já provou sua versatilidade: ele deu uma aula de inglês de trinta minutos em uma escola primária em Daejeon, na Coréia do Sul e foi o mestre de cerimônias no casamento de um de seus criadores, Seok Gyeong-Jae.
EMA (Eternal Maiden Actualization) é uma “namorada robótica” de 38 centímetros de altura. Desenvolvida pela japonesa Sega Toys, EMA tem corpo feminino, dança, entrega cartões de visita e tem um “love mode”: quando alguém aproxima a cabeça dela, EMA “beija” a pessoa. Tendo homens adultos como público alvo, EMA custa em média 175 dólares.
Nao é um robô humanoide de 58 centímetros de altura que se destaca pela versatilidade. Produzido pela francesa Aldebaran Robotics, ele é amplamente programável e pode ser utlizado para diversas funções, como pesquisa científica, terapia com crianças autistas e até mesmo em eventos e apresentações.
O Humanoid for Open Architecture Platform, HOAP, desenvolvido pela japonesa Fujitsu Automation, é capaz de aprender por meio da observação e interação com humanos. Ele é utilizado em estudos em universidades e pode ser programado para desempenhar diversas atividades, além de ser capaz de expressar emoções.