10.608 – Dia Mundial sem Carro (?) – Em desafio, bike é mais rápida que outros transportes


Bike Painel

A bicicleta desbancou os outros meios de transporte em evento que testa a eficiência dos deslocamentos na cidade de São Paulo, realizado na noite de quinta-feira (18).
Esta foi a nona edição do Desafio Intermodal de São Paulo, que faz parte das atividades de comemoração da Semana de Mobilidade, que acontece entre 18 e 25 de setembro.
Os participantes saíram às 18h, horário de pico do trânsito no período da tarde, da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul, com destino à sede da Prefeitura, no centro da capital.
O primeiro colocado foi o ciclista Ricardo Bruns, que fez o percurso em 20 minutos utilizando vias rápidas. Em segundo lugar, ficou o motociclista Victor Campos, com o tempo de 23 minutos. O usuário de carro aparece em quinto lugar, com 59 minutos.
O caminho também foi feito a pé, de ônibus, trem, metrô e cadeira de rodas.
Em 2013, o participante que chegou mais rápido foi o motociclista, que fez o percurso em 19 minutos, à frente do ciclista, que levou 23 minutos.
O evento foi promovido pelo Instituto CicloBR e contou com a presença do secretário de Transportes, Jilmar Tatto, que ficou em nono lugar com o trajeto de bicicleta por vias calmas.

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10.607 – USP e Unicamp firmam parceria com grande plataforma de cursos online


Campus da USP no Butantã, São Paulo
Campus da USP no Butantã, São Paulo

Desde que foi criada na Universidade de Stanford em abril de 2012, a plataforma de cursos online gratuitos Coursera cresceu vertiginosamente: partindo de uma experiência com três cursos realizada poucos meses antes, que abrangia algumas centenas de pessoas, em pouco mais de dois anos a ferramenta está oferecendo 760 cursos, elaborados por 110 instituições de ensino e atingindo 9 milhões de estudantes do mundo todo.
O problema é que apenas 28 destes cursos foram legendados em português por 300 tradutores voluntários, e a maior parte do conteúdo do site está em inglês. Se alguém tivesse interesse em se inscrever em um dos programas, provavelmente teria que ter fluência no idioma – mas mesmo com as dificuldades, os usuários brasileiros chegam a 300 mil. “O Brasil demonstra ter uma forte paixão pela educação, mas ainda assim muitos não têm acesso a um conteúdo de qualidade. Por isso acreditamos que aqui é um lugar chave para se promover um grande impacto”, explica Daphne Koller, que já foi professora de ciência da computação em Stanford antes de ajudar a fundar o Coursera.
Para fortalecer ainda mais sua presença no país, a empresa anunciou oficialmente nesta quarta-feira (17/9) que as duas maiores universidades brasileiras, a USP e a Unicamp, vão começar a produzir cursos em língua portuguesa especialmente para o serviço. “Ninguém sabe exatamente qual é a direção que os cursos online vão tomar, cada faculdade faz de um jeito. Mas ninguém tem dúvida de que vão ser importantíssimos”, disse o empresário Jorge Paulo Lemann na cerimônia de lançamento. A Fundação Lemann, que fomenta a educação no Brasil, é a apoiadora oficial do projeto por aqui.
Tanto para a Universidade de Campinas quanto para a de São Paulo, a parceria é estratégica por três motivos: se alinha à busca comum de ambas por métodos de seleção alternativos ao vestibular, possibilita o acesso à enorme base de dados do serviço e também amplia o alcance do conteúdo acadêmico não apenas no Brasil, mas em toda a população lusófona. “Hoje queremos abrir o leque e buscar os melhores alunos, fabricá-los e contribuir na formação deles. Nós não vamos reinventar a roda, o Coursera é quase uma fábrica para se saber o que funciona ou não”.
A USP já soma quatro cursos agendados, três deles sobre finanças e negócios, e um sobre astronomia – “Origens da Vida no Contexto Cósmico”. A Unicamp conta com dois, nas áreas de computação e empreendedorismo. Apesar da data inicial ainda não estar marcada, a estimativa é que as atividades se iniciem no início do ano que vem. A expectativa das instituições é altíssima: o pró-reitor Meyer comparou o ingresso na plataforma com a simbólica superação do Cabo Bojador pelos portugueses. “Nós vamos descobrir Angola, chegar a Moçambique e dizer para o Cabo das Tormentas que ele é o cabo da Boa Esperança”.

10.606 – ☻Mega Wise – Brasileiros conquistam quatro medalhas em Olimpíada Ibero-Americana de Biologia


A Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (Oiab 2014), aconteceu entre 7 e 13 de setembro no México. E a equipe brasileira trouxe para casa uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze, em uma performance considerada a melhor do Brasil na história da competição.
A estudante Leticia Pereira de Souza, do Ceará, ficou com a medalha de ouro. Gabriel Guedes, de São Paulo, e Ana Luiza Smith, da Bahia, com a de prata; e Mario Anderson, também do Ceará, ficou com a de bronze. Para garantir o resultado, os alunos participaram de duas provas teóricas e uma prática, seguindo o modelo da olimpíada internacional.
Para se preparar para a competição, a equipe recebeu um treinamento de professores das Universidades do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Federal Fluminense (UFF) e da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No programa, aulas teóricas e práticas de Bioquímica, Biotecnologia, Microscopia, Ecologia, Genética, Histologia vegetal e Dissecção de vertebrados e invertebrados.
A edição 2015 da Oiab será realizada em El Salvador. Para participar, o aluno deve competir na Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) – e ser um dos laureados. Nela, podem participar jovens de no máximo 19 anos, que estejam cursando o ensino médio ou que já concluíram, mas ainda não se matricularam em uma instituição de ensino superior.