10.551 – Japão vai ter a maior usina solar flutuante do mundo


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O Japão tem cerca de 233.000 quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho do estado de São Paulo. Mas tem 128 milhões de habitantes, e o estado brasileiro tem 44 milhões. A falta de espaço  é um problema não só para atividades como agricultura. Também é para um governo que pretende adotar uma política de abandonar a energia nuclear, depois do acidente da usina de Fukushima.

Onde estes projetos podem ser construídos? Em parte na água, segundo planejaram conjuntamente duas grandes corporações do país, Kyocera e Century Tokyo Leasing.

Elas se associaram para montar duas enormes ilhas de painéis solares que irão flutuar em dois reservatórios e gerar 2.9 megawatts de energia.

Uma das “mega usinas”, conforme o anúncio, ficará sobre a superfície do lago Nishihira, e vai gerar 1.7 megawatt, o que fará dela a maior instalação de seu tipo no mundo. A segunda estará localizada no lago Dongping, com capacidade de 1.2 megawatt. A construção começa este mês e deverá estar pronta em abril de 2015.

As duas empresas pretendem tirar 60 megawatts de 30 usinas flutuantes, cada uma com 2 megawatts de capacidade. Segundo elas, grandes projetos solares em terra prejudicariam a agricultura.

Além disto, o sistema flutuante deverá ser mais eficiente graças ao efeito de resfriamento da água. A joint venture já produz 93 megawatts de energia solar em terra, informa o Science Alert.

10.550 – A Planctologia


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A origem do nome Plâncton vem do grego plankton que significa errante, que vaga, flutua. A planctologia é o estudo dos organismos que ficam suspensos no meio ambiente líquido, sendo arrastados passivamente pelos movimentos desse meio líquido. Ou seja, sua mobilidade é limitada ou nula. Os organismos do plâncton são representados por microcrustáceos, larvas de diversos metazoários, gametas etc. (fitoplâncton, micoplâncton, zooplâncton, ictioplâncton, etc).
A origem dos estudos de plânctologia teve sua origem com o filósofo Aristóteles (384-322 a.C), que junto com outros filósofos no seu livro Historia dos Animais, separaram a flora e fauna de rios, lagos e pântanos, descrevendo suas classificações ecológicas.
A Bíblia também apresenta registros de possíveis registros de organismos plânctonicos, como exemplo a Praga do Egito que transformava a água do Rio Nilo em sangue, mas que possívelmente era apenas o fenômeno da maré vermelha. Porém com o passar dos séculos os estudos foram se desenvolvendo e no final do século XIX iniciou-se a investigação do plâncton no mar em escala global.
O autor do livro a Origem das Espécies, Charles Darwin (1832), descreveu em suas anotações um “boom” de uma alga chamada M. rubrum na costa do Chile, sendo descrições muito detalhadas. Sendo que Edward Forbes (1815-1854), o Pai da Oceanografia, usou dragas e redes de coletas, para realizar os primeiros estudos sistemáticos sobre a biota marinha, zonação do bentos. Atualmente já existe muitas informações a respeito de organismos planctônicos ao redor do mundo todo e estes estudos possibilitaram fazer a classificação do plâncton.
As microalgas que vivem no plâncton são muito importantes, pois produzem grande parte do oxigênio que nós respiramos. São organismos importantes pois são base alimentar de diversos outros organismos que vivem no ambiente. Podem ser em geral indicadores de massas de água, indicadores ecológicos e de qualidade ambiental.
Os organismos plânctonicos podem ser classificados por sua: Composição Qualitativa, Tamanho, Habitat, Profundidade de Distribuição (Vertical), Duração da vida Planctônica e Metabolismo.

10.549 – Entre a Fé e a Razão


O antagonismo existente entre a crença religiosa e a razão tornou-se evidente muito cedo na cultura ocidental.
As maledicências à religião perpetradas pelos filósofos Heráclito, Pitágoras e Xenofánes, marcaram o rompimento entre as duas.
Atenas obrigou o filósofo Anaxágoras a pôr-se em fuga para impedir que fosse condenado publicamente, suspeito de “conceber um novo deus”.
Giordano Bruno – teólogo e filósofo de origem italiana – assegurava que “O uno é forma e matéria, figura de natureza inteira, operando de seu interior”, e acabou morrendo na fogueira por esta afirmação
Para aquele que tem fé religiosa Deus existe, porém para a filosofia não basta ter fé, é preciso evidenciar que Ele existe de verdade. Para os fervorosos, Deus é um ser perfeito, dotado de bondade e filantrópico, que penitencia os maus e gratifica os bons.
O poder espiritual aceita que Deus aja no universo efetuando milagres; para a filosofia, é necessário demonstrar com fatos, testemunhos, documentos, etc, que o espírito tem a faculdade de exercer influência sobre a matéria, e responder por qual motivo Deus, que tudo sabe, sendo capaz de realizar milagres, deixaria pendente o ordenamento do mundo criado por Ele mesmo. Uma vez completo, absoluto e infinito, por qual motivo instituiria um universo não espiritual, finito e defeituoso?
Para o seguidor de uma religião o espírito é imortal e predestinado a uma existência prometida; a filosofia exige provas dessa eternidade.
Para concorrer com as indagações da filosofia, o Cristianismo transformou-se em Teologia – ciência que versa sobre Deus -, converteu os textos da história santificada em teoria, feito que nenhuma outra religião conseguiu realizar.
Não obstante este feito há certas crenças religiosas que nunca poderão ser compreendidas por meio do uso da razão, sem serem extintas. Não há uma maneira de provar que Deus tenha conversado com Moisés no Sinai, assim como também não há provas lógicas da virgindade de Maria, da Santíssima Trindade, etc. São credibilidades fincadas pela fé e por isso tornam-se enigmas que não podem ser questionados, transformando-se, assim, em dogmas. Por este motivo, Paulo diz que “a fé é um escândalo para a razão”.
Há uma passagem na Bíblia que conta que Josué fez o sol parar com o objetivo de ganhar uma luta; deduz-se por esta passagem que o sol se move em torno da terra, a qual está inerte. Por se tratar de uma passagem da Bíblia, ela se torna incontestável.
Essa “verdade” é contestada pela ciência de Copérnico, Galileu e Kepler. Pela Igreja, eles poderiam até contrapor uma teoria de cunho filosófico-científico conhecida como Geocentrismo, mas a história de Josué jamais poderia ser colocada sob dúvida.
Por este motivo, a Igreja avaliou o Heliocentrismo – doutrina que concebe o sol como centro do sistema solar – como um disparate, um contra-senso. Tal ciência foi rejeitada e punida e levou sábios, como Galileu Galilei, ao julgamento do Santo Ofício.
Historiadores, pessoas versadas no estudo das línguas ou da lingüística, e até mesmo antropólogos, realizaram pesquisas a respeito das tradições de toda a região que abrangia o Oriente Médio e o norte da África, e nela encontraram alusões incessantes ao pão, ao vinho, ao cordeiro sacrificado e ao deus que foi morto e ressuscitou.
Estes elementos integravam os costumes agronômicos destes locais, acompanhados de cerimoniais de fecundidade da terra e de animais, ritos muito análogos aos que passaram a ser praticados na missa cristã.
Por esse prisma, o cerimonial praticado na missa faz parte de um hábito agrário, oriental, africano, muito precedente ao cristianismo.
Contudo, esta descoberta científica vai contra as veracidades cristãs, visto ser a missa pensada como uma ciência que trata das cerimônias e ritos da Igreja, a qual reproduz e relembra um conjunto singular e novo de eventos que dizem respeito à vida, paixão e morte de Jesus.
A religião trata a filosofia como a ciência do contra-senso e da incredulidade, e a filosofia, por sua vez, denuncia que a religião é a única detentora da verdade, além de ser preconceituosa, desatualizada e intransigente.
O que se conclui após esse embate entre a fé e a razão, a filosofia e a igreja, é que a verdade com certeza não se encontra na posse de nenhuma das duas doutrinas, mas é uma conquista progressiva do conhecimento científico, aliado ao saber religioso.

10.548 – O que é a Fitopatologia?


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É a ciência que estuda as doença vegetais, passando por todas as etapas: desde o diagnóstico até o tratamento e controle. Apesar do histórico antigo (desde antes de Cristo, por exemplo) de identificação de doenças vegetais, a ciência que cuida e desenvolve técnicas para erradicar essas mazelas das plantas só foi criada há bem pouco tempo.
Esse tardio surgimento desta ciência tem uma explicação: quando pragas acometiam plantações inteiras ou quando fungos se alastravam de um pé de planta para outro, por exemplo, isto era definido como um fenômeno sobrenatural ou até mesmo místico. De qualquer forma havia a perda do trabalho de um ano inteiro ou de um período, e isto era justificado desta maneira simplesmente por não haver naquela época, uma explicação plausível para o fato.
No entanto a evolução dos tempos facilitou o entendimento dos observadores, fazendo com que fosse possível notar que por haver uma interação da planta com o patógeno pode surgir avarias para um indíviduo ou para uma plantação inteira. Essa preocupação agora tem outros fundamentos que não só o financeiro (quando o prejuízo da perda de lavouras afetava diretamente o bolso daqueles que investiam), mas também o cuidado com a qualidade do alimento produzido. Pois isso refletirá diretamente no cenário comercial e por conseguinte implicará na soma dos lucros.
No início dos estudos da fitopatologia a preocupação era combater as pragas e toda sorte de doenças. Hoje o olhar é completamente diferente, é mais profundo. Os conhecimentos vão além e propõem, na medida de sua limitação, o melhoramento genético de algumas espécies. Fazendo, desta forma, com que fiqeum mais resistentes às doenças que as acometem.

10.547 – Neurociência – Memória de bebê faz prever QI


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Bebês fixam o olhar em rostos estranhos, brinquedos novos, objetos diferentes. Observando isso, psicólogos americanos criaram o primeiro teste capaz de prever a inteligência da criança. Mostram-se ao bebê fotos e objetos, partindo-se do princípio de que ele fica entretido mais tempo diante de uma novidade; se gastar a mesma atenção com algo que já lhe foi mostrado, isso significaria um lapso de memória. Ou seja, pela capacidade de memorização aos 4 meses, por exemplo, os psicólogos antecipam o QI de uma criança entre 4 e 6 anos de idade. O teste parece funcionar em 80 por cento dos casos. A psicóloga Maria Helena Bromberg, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, vê no teste uma utilidade preventiva: “Permitirá estimular desde muito cedo a criança menos inteligente, diminuindo suas dificuldades futuras”.

10.546 – Arma de Guerra – Qual é o míssil mais devastador que existe?


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É o míssil Moskit, desenvolvido na década de 1980 pelas forças militares russas para combater destróieres americanos. Ele é considerado o campeão de destruição por causa da absurda velocidade que pode atingir: cerca de 3 600 km/h! É mais que os americanos Patriot (3 000 km/h), Tomahawk (880 km/h), o francês Exocet (1 138 km/h) ou o russo Scud (800 km/h). Quando se fala em mísseis, a velocidade é um critério determinante para definir seu poder arrasador. Pense bem: quando a arma rasga o céu bem rápido, diminuem as possibilidades de defesa. Veja o exemplo do Moskit: para atingir um alvo a 200 quilômetros de distância, ele levaria pouco mais de três minutos. Os navios-alvo geralmente detectam a “encrenca” quando ela está a 30 segundos de explodir. Tá certo que os mais avançados navios de combate têm quatro táticas de defesa: lançamento de contra-ataque, bloqueio eletrônico do míssil, canhões de tiro rápido e mísseis antimísseis. Só que em meio minuto não dá pra fazer praticamente nada… Talvez pegar o colete salva-vidas e procurar o bote mais próximo – afinal, bastam um ou dois Moskit para afundar um naviozão de guerra. Ele pode transportar ogivas de 200 quilotons, com poder de destruição seis vezes maior do que a bomba atômica de Hiroshima. Também mostramos o funcionamento de mísseis usados em combates aéreos, como o brasileiríssimo Piranha. 😛
1. Mísseis do tipo “antinavio” como o Moskit podem ser disparados a partir de plataformas em cima de caminhões e navios ou de submarinos, por meio de um sistema de ar comprimido que protege o míssil até que ele saia da água

2. Depois de lançado, o Moskit começa a ajustar sua trajetória rumo ao alvo com a ajuda de uma espécie de cérebro computadorizado. O tal cérebro usa um mapa com dados de relevo e altitude para desviar dos obstáculos naturais e das instalações inimigas

3. Para afinar ainda mais a trajetória, o Moskit possui outro mecanismo de correção. Radares e sistemas de posicionamento global (GPS) escaneiam o terreno, comparando os dados reais de altura e posição com as informações gravadas, alterando a rota se necessário

4. Quando está perto do impacto, o Moskit aciona um programa de computador que tem imagens detalhadas do alvo. O míssil compara a imagem que “vê” com a imagem em sua memória, fazendo as correções finais antes do bummmmm devastador

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MOSKIT
QUANDO SURGIU – 1980
VELOCIDADE MÁXIMA – 3 672 km/h
TAMANHO – 6,25 m (altura) 0,52 m (diâmetro)
PAÍS – Rússia

 

Míssil Piranha

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Solto no ar, o Piranha segue ondas de calor para derrubar aviões
1. Mísseis “ar-ar” como o brasileiro Piranha são acoplados em caças para derrubar esquadrilhas inimigas. Seu funcionamento começa com a mira do próprio piloto. Em uma tela, ele visualiza o avião inimigo, “trava” o alvo e solta o balaço em sua direção
2. No ar, o Piranha persegue os inimigos seguindo o calor do jato do avião-alvo. Um sistema que inclui sensor, computador e pás móveis se encarrega de mudar a trajetória do míssil para onde quer que o inimigo vá
3. Viajando a até 2 690 km/h, o Piranha detona seus alvos por meio de ogivas convencionais ou nucleares transportadas no corpo do míssil. O único jeito de o avião inimigo evitar a explosão é realizar manobras bruscas e tentar se afastar ao máximo do míssil, fugindo do sensor de calor.

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10.545 – Tecnologias Antigas – Iconoscópio


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Da eletricidade e da eletrônica emergiriam inventos como o telégrafo, o telefone, o gramofone, o cinema e o próprio rádio. A câmera de TV que registra uma cena, nada mais faz do que captar uma luz e traduzi-la em sinais eletromagnéticos. As lentes da câmera transportam a luz para um tubo cilíndrico chamado iconoscópio.
Em 1924 Zworykin conseguiu patentear o seu iconoscópio, um aparelho que seria essencial para a invenção do televisor. O iconoscópio foi, segundo a explicação de Zworykin, uma reprodução eletrônica do olho humano. Além dessas descobertas, Zworykin colaborou com o matemático John von Neumann num projeto de computador destinado a previsões meteorológicas.
Estudou Engenharia Eletrotécnica em 1912 no Instituto de Tecnologia de São Petersburgo, onde teve a possibilidade de trabalhar nos estudos de projeção de imagens a distância realizadas por Boris Rosing, utilizando os aparelhos de P. G. Nipkow. Depois da láurea, Zworykin foi admitido no Collège de France, onde estudou a tecnologia do raio x sob a orientação de Lengevin. Retornou à Rússia no princípio da Primeira Guerra Mundial, tendo servido ao exército por dois anos como oficial do Corpo de Telecomunicações. Imigrou para os Estados Unidos em 1919 e ano de 1920 foi admitido no Laboratório de pesquisas da Westinghouse para trabalhar em tubos de vácuo e em células fotoelétricas. No ano de 1923, Zworykin voltou a realizar pesquisas e estudos em Física na Universidade de Pittsburgh (pensilvânia), laureando-se no ano de 1926, com uma tese sobre o Desenvolvimento das Células Fotoelétricas.

10.544 – Astronáutica – Foguete brasileiro com etanol é lançado com sucesso


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O lançamento do primeiro foguete brasileiro com motor a propelente líquido foi feito na noite de ontem (1º) no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Todos os requisitos técnicos de sucesso da missão foram atingidos, segundo o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, coordenador da operação.
O experimento funcionou durante o período previsto de 90 segundos. A carga útil embarcada, denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido, consiste em um motor que utiliza etanol e oxigênio líquido. O sistema foi desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o IAE.
O lançamento do foguete ocorreu às 23h02 e durou 3 minutos e 34 segundos. Durante o teste, houve a coleta de dados para estudos de um sistema de posicionamento global (GPS) de aplicação espacial, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica.
A operação serviu também para o treinamento das equipes na operação e lançamento de motores a propelente líquido, visando a aplicação no desenvolvimento de futuros veículos suborbitais e lançadores de satélites.
O bom desempenho do motor possibilitará a retomada de lançamento dos foguetes brasileiros, por parte da Agência Espacial Alemã, a partir da Europa. Os alemães participaram da operação com trabalho de coleta de dados em voo, por meio de uma estação móvel de telemetria.

10.543 – Medicina – Como funciona a ressonância magnética?


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A Ressonância Magnética é um dos métodos de imagem mais sofisticados e completos hoje disponíveis. O aparelho que adquire as imagens é chamado de magneto, possui a forma de um grande cubo com uma abertura, por onde o paciente entra deitado. Dentro do aparelho existe um campo magnético muito potente, como se fosse um grande imã, onde as moléculas de hidrogênio que compõe nosso corpo ficam alinhadas com o campo magnético. O aparelho emite ondas de rádio semelhantes as ondas de rádio FM, porém no caso da Ressonância Magnética, o paciente ouve essas ondas como um ruído durante o exame. Dependendo do exame que vai ser feito, é possível utilizar fones de ouvido com música durante o exame.
Geralmente o exame não exige nenhum preparo prévio (às vezes, de acordo com o exame a ser realizado, pode ser solicitado um jejum de 4 a 6 horas) e tão logo terminado o procedimento, o paciente pode retomar suas atividades normais. Não é necessário interromper qualquer medicação que o paciente esteja tomando.
A pessoa que passa pelo exame de ressonância magnética deita-se numa maca e é orientada a ficar imóvel, enquanto, por deslizamento, é introduzida dentro de um tubo constituinte do aparelho. Como os movimentos impossibilitam a captação de imagens precisas, as crianças e os pacientes que não consigam se controlar necessitam ser sedados antes do exame.
O exame pode durar de 15 minutos até mais de uma hora, dependendo do objetivo. A ressonância magnética não utiliza radiação, porém uma vez que o aparelho gera um potente campo magnético (10.000 vezes maior que o campo magnético da terra), é preciso tomar certos cuidados durante o exame e mesmo fora dele. Pequenos objetos metálicos podem se transformar em projéteis ao serem atraídos pelo campo magnético da ressonância. Mesmo objetos grandes e pesados, como estantes e bancos presentes na sala, podem ser atraídos. O fato de ser submetido a esse campo magnético não acarreta nenhum dano biológico ao ser humano, mas o técnico ou o médico que realiza a ressonância magnética deve dar aos pacientes instruções detalhadas, entre as quais:
O paciente deve ir ao banheiro antes do exame para que não experimente nenhuma urgência durante o mesmo, que pode durar um período longo.
O paciente não deve se mexer durante todo o exame, mas pode se comunicar com o médico para pedir ou receber instruções ou relatar o que estiver sentindo.
A ressonância é um procedimento ruidoso. O paciente deve usar um protetor ou fone de ouvidos, geralmente oferecido pela instituição que faz o exame.
Alguns pacientes com perfil fóbico podem se sentir incomodados no interior do tubo de ressonância magnética ou mesmo se recusarem a entrar nele. Em casos mais intensos, ele pode optar por um aparelho aberto ou ser submetido a uma sedação rápida, embora isso signifique introduzir uma complicação a mais numa técnica relativamente inócua.
A roupa usada no exame não pode conter metais (como botões e fivelas).
Alfinetes, grampos de cabelo e zíper de metal podem distorcer as imagens da ressonância magnética e também devem ser retirados.
Aparelhos e objetos como cartões de crédito, relógios, óculos, aparelhos de surdez, celulares, próteses ortodônticas móveis e piercings devem ser retirados, mas aparelhos ortodônticos fixos não representam riscos para o paciente, embora possam prejudicar a qualidade das imagens.
Antes do exame devem ser informados ao médico, para que ele decida sobre a possibilidade ou não do exame, o uso de clipes de aneurismas cerebrais, marca-passos cardíacos, prótese coclear, fragmentos de metal no corpo, implantes oculares etc.
Outros dispositivos, como DIU, clipes de cirurgias da vesícula, válvulas cerebrais, implantes ortopédicos e stents vasculares implantados há mais de seis semanas podem ser admitidos sem problemas.
Por medida de segurança, mulheres grávidas só devem se submeter ao exame depois da 12ª semana de gravidez. Não são conhecidos malefícios para a mãe ou para o feto mesmo nas ressonâncias realizadas antes desse período.
O limite de peso para o exame é de 160 quilos.
Em alguns exames vasculares é necessária a aplicação de um contraste venoso (gadolídeo), geralmente inócuo.
Muitas pessoas não podem fazer esse exame, pois:
Têm em seu corpo algum metal que distorce as imagens;
Usam aparelhos que podem ter seu funcionamento alterado, como marca-passos, por exemplo;
São grandes demais para entrarem na máquina.
A claustrofobia de muitos pacientes torna o exame muito incômodo para eles.
O aparelho de ressonância magnética é relativamente barulhento.
Durante o exame de ressonância magnética o paciente deve ficar imóvel por longos períodos.
A ressonância magnética ainda é um procedimento custoso.

10.542 – Medicina – Novo equipamento destrói tumor com ondas de ultra som super potentes


O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) está usando de forma experimental um novo equipamento capaz de destruir tumores por meio de ondas de ultrassom superpotentes. O High Intense Focus Ultrassound (Hifu) já foi usado com sucesso para eliminar miomas (tipo de tumor benigno) em seis mulheres na instituição no recentemente.
O aparelho será usado também como tratamento para metástases ósseas. O câncer de mama, por exemplo, é o tumor em que há o maior risco de metástase óssea. Com a técnica, os pacientes não precisam receber anestesia, ficam livres dos riscos de infecção e recebem alta no mesmo dia do procedimento.
Segundo Marcos Menezes, coordenador do Serviço de Radiologia do Icesp, o instituto é o primeiro órgão público da América do Sul a adquirir o equipamento. A tecnologia, resultado de uma parceria entre a GE Healthcare e a empresa israelense Insightec, combina a ressonância magnética – que localiza com precisão o tumor – e um feixe de ultrassom intenso que consegue queimar as células cancerígenas.
Por enquanto, os pacientes que participarão dos testes estão sendo selecionados pelos próprios médicos dentro do Icesp e do complexo do Hospital das Clínicas (HC).O tratamento também está sendo realizado em caráter experimental nos EUA e em países da Europa. “Queremos estar no mesmo patamar dos grandes centros de pesquisa mundiais para que, quando isso se estabelecer como terapia padrão, possamos estar prontos para aplicar nos pacientes”, diz Menezes. No Icesp, o Hifu será testado, a princípio, em miomas e metástases ósseas, mas em outros países a ferramenta está sendo usada para cânceres de mama e próstata e até para eliminar coágulos cerebrais.
Outra linha de pesquisa com o Hifu que deve ser desenvolvida no instituto no curto prazo é sobre a ativação de medicamentos nos exatos locais em que eles precisam atuar.
Funciona assim: uma nanopartícula da droga – que seria muito tóxica para ser aplicada diretamente – é encapsulada e injetada no paciente. Com a ajuda da imagem de ressonância magnética, o tumor é localizado e aquecido com o feixe de ultrassom. A cápsula, sensível ao calor, libera a droga somente na região aquecida. “Essa ideia casa com a tendência da personalização do tratamento. Cada vez mais vamos ter um tratamento individualizado – e não um tratamento de massa”, diz Menezes.
O anúncio da aquisição do Hifu ocorreu simultaneamente à inauguração do Centro de Investigação Translacional em Oncologia do Icesp, que tem o objetivo de trabalhar com a personalização da medicina.

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10.541- Um Golpe na Educação


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Inquérito da polícia sobre os descalabros do grupo Galileo mostra que milhões de reais alocados para tirar duas universidades do buraco desapareceram sem deixar rastro.
Inquérito da polícia sobre os descalabros do grupo Galileo mostra que milhões de reais alocados para tirar duas universidades do buraco desapareceram sem deixar rastro

A decisão inédita do Ministério da Educação de descredenciar e fechar a Universidade Gama Filho (UGF) e a UniverCidade, no Rio de Janeiro, deixando 18 000 alunos sem escola no ano passado, trouxe à luz os problemas financeiros em que as duas instituições estavam mergulhadas. Agora, uma investigação policial escancara os detalhes do rombo e do enredo escandaloso que o precede: pelas quantias envolvidas, é um dos maiores descalabros já ocorridos na área da educação. O empurrão final para o abismo foi dado justamente pela empresa criada com a apregoada intenção de recuperar as duas universidades — o grupo Galileo, que as encampou em 2010. Como se tratava de entidades filantrópicas, a transferência de responsabilidade dos antigos donos para o Galileo não envolveu compensações financeiras. Em menos de três anos, porém, a má administração do fundador e controlador do grupo, o advogado Márcio André Costa, foi capaz de pulverizar 100 milhões de reais obtidos com uma emissão de debêntures destinada a sanear as finanças das duas instituições.
Um inquérito da Polícia Federal, concluiu que a maior parte da dinheirama sumiu no ar, e a parte que não sumiu foi parar onde não devia. Pior: o grosso do prejuízo caiu na conta do fundo de pensão dos Correios, o Postalis (o maior do país cm número de contribuintes), que adquiriu quase todo o lote de debêntures — também irregularmente, segundo a PF. Na periferia de todo esse imbróglio, a polícia constatou até a presença de um homem de confiança do senador Renan Calheiros. Encaminhado ao Ministério Público, o inquérito chegou no último dia 15 às mãos da Justiça, com pedido de indiciamento dos envolvidos.
O rendimento das debêntures viria das mensalidades pagas pelos 400 alunos do curso de medicina da Gama Filho, o ponto forte da universidade. Os 100 milhões poderiam de fato impulsionar a recuperação financeira da instituição, àquela altura com uma dívida de 200 milhões de reais. É verdade que, em poucos meses, os recursos arrecadados com as debêntures se transformaram em “um grão de areia diante do tamanho do rombo, logo catapultado a 900 milhões, mas ainda poderiam ter apagado alguns incêndios, como os salários atrasados dos professores. Não apagaram. A PF apurou que cerca de 20 milhões foram para a “família Gama Filho”, antiga dona da universidade, a título de autorização para uso da “marca” da universidade — conceito que não se aplica a uma instituição sem fins lucrativos, como era o caso da UGF. Quanto aos outros 80 milhões, diz o relatório da polícia, ninguém sabe, ninguém viu: não existe nenhum registro contábil de seu uso.
Quase todos os envolvidos nos enrolados negócios do grupo Galileo à época da incorporação da Gama Filho e da UniverCidade estão, hoje em dia, atuando em outras áreas. A direção do Postalis foi trocada. Márcio André Costa deixou o ramo da educação e voltou para a advocacia. Antes de fazê-lo, repassou o Galileo ao pastor batista Adenor Gonçalves dos Santos, que não tinha nenhuma experiência na área; desde o descredenciamento das duas universidades, Santos comanda um grupo que não agrupa nada. A diretoria pediu demissão em fevereiro passado, um ano depois do ato do Ministério da Educação. O pastor continua firme no comando do grupo esvaziado — seu último ato foi entrar na Justiça com pedido de devolução do pouco que chegou a ser pago em rendimentos das célebres debêntures. Os alunos da Gama Filho e da UniverCidade, depois do susto, da incerteza e do tumulto que se seguiram ao fechamento das duas instituições, tiveram a matricula remanejada e hoje seguem seus cursos em outras universidades do Rio de Janeiro.
Na grande fábrica de perder dinheiro em que se transformou o grupo Galileo, um dos poucos a sair ganhando parece ser Paulo Gama Filho. Além de ter levado parte do dinheiro das debêntures, conforme constatou a polícia, ele circula nas sombras de outro negócio tortuoso; a venda, em 2012, de um prédio de sua então universidade, no Rio de Janeiro. Oficialmente, o imóvel, no centro da cidade, pertencia à Concintra, empresa com sede na Ilha Funchal, em Portugal, que o alugava por 350 000 reais mensais à Gama Filho. Algumas coincidências, porém, levantam a suspeita de que o verdadeiro dono era o próprio Paulo Gama – que assim estaria ganhando dinheiro com a universidade, uma entidade filantrópica. Gama já tinha feito negócio com a Concintra; em 1997, vendeu a ela um apartamento na Flórida, como mostra um registro em cartório local. Tanto nessa transação quanto na do prédio no Rio, em algum momento assina em nome da Concintra o advogado Luis Monteiro da Silva, que vem a ser procurador há décadas da família Gama Filho. Ronald Levinsohn, ex-dono da UniverCidade que se considera prejudicado pelo grupo Galileo e por Gama, dispara: “Contratei uma agência de detetives que apontou Paulo Gama como dono da Concintra. Era ele que embolsava o aluguel”. Monteiro, o advogado, nega que Paulo seja o dono do imóvel. Sobre sua participação nas transações, diz: “Sou procurador de outras pessoas e empresas”. 0s 35 milhões de reais da venda do prédio do Rio foram depositados no Banco Paulista e de lá partiram para destino não revelado. Levinsohn garante: “Localizei o dinheiro em dois paraísos fiscais”. Mais uma coincidência: no ano da venda do edifício carioca, Monteiro recebeu uma doação de 1 milhão de reais. o doador foi Paulo Gama Filho.
Fonte: Veja

10.540 – Astronáutica – Nasa vai formatar a memória de robô explorador de Marte


robo marte

A Nasa anunciou que vai formatar neste mês a memória da sonda Opportunity, que exploraMarte há mais de uma década. O objetivo é resolver uma série de erros que tem interrompido o trabalho da sonda, forçando os pesquisadores a reiniciar seu sistema com frequência. Essas falhas têm causado atraso nas pesquisas científicas do robô, uma vez que cada reinicialização leva de um a dois dias, e, só no mês de agosto, o procedimento foi feito doze vezes. 

O problema está na memória flash, que retém as informações mesmo quando o sistema é desligado. Trata-se do mesmo tipo de memória que armazena as fotos em smartphones e câmeras digitais. Segundo os especialistas, partes dessa memória podem sofrer desgaste com o uso contínuo, e a sonda deve estar tentando utilizar as porções danificadas.

O procedimento de formatação é considerado de baixo risco, já que sequências mais importantes estão armazenadas em outro local, que não pode ser apagado. Com o processo, a Nasa acredita que a Opportunity vai conseguir identificar as células da memória que não funcionam bem e deixar de utilizá-las, evitando a necessidade de reiniciar a sonda com frequência.

Todos os dados serão baixados pela Nasa antes da formatação, e a sonda vai se comunicar deforma mais lenta durante o procedimento. Essa será a primeira formatação de memória da Opportunity, mas o processo já foi feito na sonda Spirit, atualmente fora de operação.