14.139 – O que é a Teoria Quântica?


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As verdadeiras revoluções científicas são aquelas que além de ampliar os conhecimentos existentes, se fazem também acompanhar de uma mudança nas idéias básicas sobre a realidade. Um exemplo célebre foi a revolução do polonês Nicolau Copérnico, no século XVI, que derrubou o conceito segundo o qual a Terra estava imóvel no centro do Universo, afirmando em vez disso que nosso planeta gira em torno do Sol. Depois, o inglês Isaac Newton suplantou o conceito de espaço absoluto e dois séculos mais tarde o alemão Albert Einstein aposentou também a ideia do tempo absoluto. Embora importantes, nenhuma dessas grandes revoluções na ciência pode rivalizar com o impacto da revolução quântica. A partir dela, os físicos foram forçados a abandonar não apenas os conceitos do homem sobre a realidade – mas a própria realidade. Não admira que a Física Quântica tenha adquirido a reputação de algo bizarro ou místico. Tanto que o dinamarquês Niels Bohr, um dos criadores da nova ciência, chegou a afirmar certa vez que só não se escandalizou com a Física Quântica quem não a entendeu.
O ponto de partida para chegar às idéias quânticas é o átomo, já conhecido dos filósofos gregos, na Antigüidade. Eles acreditavam que toda matéria era constituída por minúsculos fragmentos indestrutíveis. Ora, o domínio da Física Quântica é formado justamente pelos fragmentos desses fragmentos. Desde 1909, de fato, o inglês Ernest Rutherford estabeleceu que os átomos, aparentemente indivisíveis, são compostos por um núcleo ao redor do qual giram outras partículas, os elétrons. Segundo esse modelo, o núcleo podia ser comparado ao Sol, enquanto os elétrons seriam os planetas orbitando a sua volta. E importante salientar a ideia de que os elétrons seguiam trajetórias bem definidas, de tal modo que a qualquer momento seria possível determinar a sua posição e a sua velocidade.
O problema é que, ao contrário dos planetas, os elétrons não seguem um trajeto claro e inequívoco quando se movem. Seus caminhos caprichosos só seriam revelados anos depois do modelo atômico proposto por Rutherford. O primeiro sinal de que a visão “planetária”não funcionava surgiu em 1911, quando Bohr escreveu uma nova fórmula sobre a emissão de energia pelos átomos. Para surpresa geral, a fórmula mostrava que havia lugares proibidos para o átomo – regiões inteiras, em torno do núcleo atômico, onde os elétrons não podiam girar. Podiam saltar de uma órbita mais distante a outra mais próxima, mas não podiam ocupar diversas órbitas intermediárias. E, nesse caso, emitiam um pacote inteiro de energia – nunca menos de certa quantidade bem definida, desde então chamada quantum de energia.
Era estranho, já que os planetas podiam girar a qualquer distância do Sol e mudar de órbita alterando o seu nível energético em qualquer quantidade, sem limite. Apesar disso, a fórmula de Bohr explicava com precisão os fatos conhecidos sobre a emissão de luz pelos átomos, de modo que a nova Física do quantum acabou se impondo com firmeza. Dez anos mais tarde, o enigma das órbitas proibidas foi resolvido de uma maneira que afastou ainda mais do átomo a ideia de um sistema solar em miniatura. Desde a década de 20, com efeito, as órbitas dos elétrons passaram a ser vistas como algo semelhante às ondas sonoras que compõem as notas de um instrumento musical: portanto. uma imagem muito distante dos corpos sólidos girando em torno do Sol.
O primeiro passo na direção das ondas eletrônicas surgiu em experiências nas quais um feixe de elétrons atravessava um cristal e se espalhava mais ou menos como a luz ao formar um arco-íris. O físico francês Louis de Broglie mostrou que o comprimento dessas inesperadas ondas podia ser relacionado com a velocidade dos elétrons. Segundo De Broglie, elétrons em alta velocidade se comportam como ondas curtas e elétrons em baixa velocidade, como ondas longas. Assim, tornou-se possível transformar uma característica dos movimentos mecânicos – a velocidade – em um traço típico dos fenômenos ondulatórios, o comprimento de onda.
Essa foi a deixa que o alemão Erwin Schrodinger aproveitou para criar a imagem musical do átomo mostrando que ela desvelava o enigma das órbitas proibidas. Basta ver que, ao vibrar, uma corda de violão produz uma nota fundamental, como o mi por exemplo, e diversas outras notas geralmente inaudíveis, que enriquecem o som mais forte.
São os chamados harmônicos, cujas vibrações são sempre múltiplos inteiros da vibração principal: pelo menos duas vezes mais rápidas do que esta, mas nunca 2,5 vezes, ou 3.5 vezes. O mesmo ocorre no átomo, imaginou Schrodinger: nesse caso, o elétron só gira onde o tamanho da órbita lhe permite formar ondas inteiras, excluindo as órbitas que, para serem completadas, exigiriam uma fração de onda.
O resultado confirmava a fórmula intuitiva de Bohr. dando início a uma nova teoria física, daí para a frente chamada Mecânica Quântica. Sua grande marca foi a introdução do conceito de onda de maneira tão fundamental quanto a noção de partícula. Coube ao alemão Max Born, outro dos grandes pioneiros do século, explicar como um elétron podia ser ao mesmo tempo onda e partícula. Para ele, a onda não era nenhum tipo de substância material, mas um meio de avaliar certas medidas, como a velocidade ou a posição de uma partícula, “Onda eletrônica”, na verdade, seria uma expressão com o mesmo sentido que se atribui à expressão “onda de criminalidade”. Assim, quando há uma onda de crimes numa cidade, há grande probabilidade de um crime ocorrer nessa cidade, a qualquer momento.
A onda descreve um padrão estatístico, dizendo em que período de tempo, ou em que locais, os crimes são mais prováveis. Da mesma maneira, a onda associada a um elétron descreve a distribuição estatística dessa partícula, determinando onde é mais provável que ela esteja. A ondulação nada tem a ver com a substância do elétron, mas em cada ponto do espaço diz qual a probabilidade de que ele se encontre ali. Essa interpretação de Max Born poderia parecer frustrante para quem esperasse ver as ondas ligadas a algum segredo sobre a natureza da matéria, mas é uma dramática mudança na própria ciência. Até então, havia grande convicção de que o Universo fosse estritamente determinístico e de que, portanto, sempre se poderia conhecer com precisão a posição de um corpo. Para a Mecânica Quântica, porém, o Universo é inerentemente não-determinístico, uma idéia que Albert Einstein nunca aceitou. “Deus não joga dados com o Universo”, respondia ele aos que argumentavam em favor da probabilidade quântica. Mas existe um método poderoso para tentar adivinhar os lances dos dados divinos: trata-se do célebre Princípio da Incerteza, enunciado pelo físico Wemer Heisenberg, em 1927.
Sua base é uma fórmula para medir pares de valores, como por exemplo velocidade e posição. O princípio diz que, se a posição for medida com grande precisão, é possível ter uma certa ideia do valor da velocidade. Se, em vez disso, se medir a velocidade com precisão, a posição pode ser avaliada dentro de certos limites. A regra vale para outros pares de valores, como tempo e energia. Muitas vezes, o princípio tem sido explicado como uma interferência do medidor sobre o objeto medido: para saber a posição de um elétron é preciso agir sobre ele, por meio de um raio de luz, por exemplo. O raio incide sobre o alvo e, dependendo do desvio que sofra permite avaliar a posição do alvo.
É o mesmo procedimento que se usa para ver um objeto grande, como um carro, e determinar onde está. É claro que o levíssimo impacto de um ponto de luz não tem nenhum efeito mensurável sobre o movimento do carro, enquanto no caso do elétron o choque é devastador, perturbando a medição. Em conseqüência, haveria uma incerteza inerente a toda medição em escala microscópica. Na realidade, segundo a concepção moderna, não há sentido dizer que um elétron tem ao mesmo tempo posição e velocidade bem definidas. A incerteza seria inseparável da própria natureza dos corpos quânticos.
É mais fácil imaginar que um elétron tem duas caras – como um ator desempenhando dois papéis em um filme. Ao medir sua posição, se estará observando O “elétron-em-posição”, um dos papéis do ator. O “elétron-em-velocidade ” entra em cena quando se faz uma medida de velocidade. No primeiro caso, o elétron se assemelha mais a uma partícula, já que a imagem que temos é a de um corpo bem localizado no espaço. Quando a medida mais precisa é a da velocidade e o corpo não tem uma posição definida – há diversos lugares com igual probabilidade -, então surge com mais força a sua característica de onda.
A experiência que melhor ressalta a dupla face dos elétrons é a das fendas de interferência, inicialmente realizada com luz pelo inglês Thomas Young, no início do século XIX. A comparação com a luz é importante. Um raio luminoso é dirigido para uma tela com uma estreita fenda de modo a projetar uma imagem difusa em uma segunda tela colocada atrás da primeira. Se a primeira tela tiver duas fendas em vez de uma, surgirão duas imagens difusas, mais ou menos circulares, que se sobreporão parcialmente. Mas as imagens sobrepostas não se tornam uma simples soma de luzes: em vez disso, aparecem diversas faixas intercaladas de luz e sombra. São as chamadas franjas de interferência.
O mesmo efeito é obtido se, em lugar de luz, se usar um feixe de elétrons. A franja eletrônica, desenhada em uma tela de TV, é uma demonstração da natureza ondulatória do elétron. As faixas “claras”, nesse caso, representam as posições onde é mais provável encontrar os elétrons. É impossível explicar a interferência de elétrons por meio da noção tradicional de partícula mecânica. E claro que um elétron não pode passar pelas duas fendas ao mesmo tempo, pelo menos enquanto se mantiver apenas como uma partícula, à maneira antiga. Mas a interferência é uma combinação daquilo que acontece nas duas fendas ao mesmo tempo. Então, se o elétron passa por uma única fenda, como será que a existência da outra fenda, por si só, pode criar as franjas claras e escuras?
A resposta é que a partícula está se comportando como uma onda. Mesmo quando só um elétron é atirado contra as fendas, o padrão de interferência surge na tela, interferindo, por assim dizer, consigo mesmo. Segundo o princípio da incerteza é possível fazer uma medida precisa da posição do elétron e decidir em qual das duas fendas ele está, mas o preço a pagar é uma perda de precisão sobre o rumo que ele tomará em seguida. De modo que se terá apenas uma vaga idéia de seu movimento entre uma placa e outra: a maior probabilidade é de que na segunda placa se formará uma imagem difusa e aproximadamente circular.
Não é possível avaliar a precisa distribuição de claros e escuros das franjas de interferência. Caso se queira medir diretamente esse padrão, será preciso abandonar qualquer pretensão de saber por qual fenda o elétron passou: é igualmente provável que tenha passado por qualquer uma delas, o que significa uma incerteza sobre sua posição. Um meio de entender tudo isso é imaginar que existam dois mundos, de tal forma que em um deles o elétron passe pela primeira fenda e no outro, pela segunda. Os dois mundos coexistem, misturando suas realidades, até o momento em que se faça uma medida direta da posição do elétron. Nesse caso, as franjas de interferência – formarão uma realidade bem definida apenas enquanto não se medir a posição do elétron em uma ou outra fenda.
O fato é que os pesquisadores podem escolher o que querem ver – uma outra face do elétron – e por isso se costuma dizer que a natureza do elétron depende do homem. Nem todos os físicos levam a sério a ideia de duas realidades existindo uma ao lado da outra, mas é possível puxar pela imaginação e penetrar ainda mais profundamente nos seus paradoxos. No caso do experimento com as franjas de interferência, o que aconteceria se o feixe de elétrons dirigido para as fendas alcançasse a segunda tela, sem que ninguém observasse o resultado? A tela poderia ser fotografada e a foto, arquivada, para que não fosse vista. Assim, algo teria acontecido, mas, como não foi observado, não poderia existir como realidade concreta – até que alguém finalmente se decidisse a lançar um olhar criador para o fantasma perpetuado no filme.
Trata-se de um célebre quebra-cabeça criado por Erwin Schrodinger e desde então apelidado “paradoxo do gato”.
Esse experimento mental, como dizia o físico, funciona da seguinte forma: um gato é aprisionado numa caixa junto com uma garrafa selada contendo gás venenoso. Sobre a garrafa pende um martelo pronto para quebrá-la. O gatilho dessa armadilha é uma substância radioativa que emite partículas a alta velocidade. Em 1 minuto, há uma chance de 50% de que a substância emita radiação e solte o martelo. fazendo quebrar a garrafa e liberar o gás venenoso. Assim, ao cabo de 1 minuto, coexistem dois mundos possíveis. Num deles, o gatilho foi acionado e o gato está morto; no outro, não houve emissão de radiação e o gato está vivo. Enquanto não se abrir a caixa, nenhuma das duas possibilidades poderá ser considerada real e o gato não será muito diferente dos mortos-vivos das histórias de terror. Ele permanece numa fantasmagórica superposição de realidades, entre a vida e a morte.
O físico inglês Anthony Leggett imagina que os enigmas quânticos não valem para os gatos – eles são complexos demais, do ponto de vista físico, para ficarem suspensos entre dois mundos-fantasmas. A mecânica probabilística está definitivamente confinada ao universo das partículas fundamentais, as formas mais simples da matéria. Leggett. dessa maneira, propõe que existem duas Físicas diferentes regendo o mundo, uma delas com leis para as partículas, individualmente, outra com leis para os vastos conjuntos de átomos que compõem os seres vivos e os objetos macroscópicos.
O físico americano Eugene Wigner, por sua vez, criou uma especulação radical segundo a qual é a mente do físico que cria toda a realidade. Seria a consciência do homem que filtra a confusão quântica do Universo e gera uma realidade bem definida. Roger Penrose é outro cientista a imaginar um entrelaçamento entre a mente e a realidade. Ele pensa que os mecanismos mentais do raciocínio estão submetidos às flutuações quânticas, dando origem, por exemplo, às inexplicáveis explosões criativas dos músicos ou dos matemáticos. Muitos pensadores, como Fritjof Capra, supõem além disso um paralelo entre a realidade quântica e as concepções místicas das religiões orientais.
Todas essas especulações indicam como são profundos os paradoxos que, há quase 1 século, entraram para os livros de Física por meio da Mecânica Quântica. O fato de continuarem sendo debatidos por tanto tempo pode não impressionar aqueles cientistas para os quais as teorias servem apenas como instrumento de trabalho. Mas poucos adotariam a opinião radicalmente cética de Einstein que, nas suas próprias palavras, enterrou a cabeça na areia “de medo do temível quantum”.
O sim, o não e o talvez

O uso da probabilidade nos cálculo da Física deu excelente resultado, levando a uma formidável ampliação dos horizontes do conhecimento e a inventos como a TV e o raio laser. Mas a probabilidade também tem as suas limitações e, quando aplicada a uma teoria fundamental, como é o caso da Mecânica Quântica, provoca certa inquietação. Uma coisa, por exemplo, é alguém olhar um carro e dizer: “A velocidade daquele carro é de 100 quilômetros por hora”. Outra, bem diferente, é dizer: “Aquele carro não tem velocidade definida; é provável que seja 100 quilômetros por hora, mas também pode ser 80 ou 120”.

Nas duas situações, existem informações básicas sobre o carro – calcular a velocidade é um dado absolutamente fundamental para qualquer teoria física. Mas, na primeira, a informação é inequívoca: um único número. Em lugar disso, a resposta probabilística fornece um conjunto de números, como se o carro pudesse desenvolver diversas velocidades ao mesmo tempo. Do ponto de vista científico, as respostas múltiplas da Mecânica Quântica significam apenas isso: a teoria, em certos casos, oferece um conjunto de resultados mais ou menos prováveis para determinado cálculo. Qualquer interpretação além disso é simples exercício de imaginação. Um problema é que, no caso de um corpo como o carro, a Física sempre dá uma resposta única e taxativa – a probabilidade só afeta os corpos microscópicos.

Esse fato força uma divisão do mundo físico em duas partes, numa das quais valem leis probabilísticas e deterministas, e no outro, apenas leis probabilísticas. Atualmente, a grande maioria dos cientistas aceita, sem preconceito e sem versões mirabolantes, as equações probabilísticas. O que nem todos aceitam é o casamento da nova Física com a religião. “Na minha opinião, não tem cabimento associar o misticismo à Mecânica Quântica”, pondera o professor Henrique Fleming, físico teórico da Universidade de São Paulo. Isso causa uma certa confusão entre o que é ciência e o que está mais próximo da religião ou da Filosofia, acabando por não esclarecer nem uma coisa nem outra.

14.138 -Mega Cientistas – Max Planck


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Max Karl Ernst Ludwig Planck, cientista alemão nascido em Kiel no dia 23 de abril de 1858, abriu caminho para o que hoje conhecemos como teoria quântica.
Pertencendo a uma família de grande tradição acadêmica, Planck estudou nas Universidades de Munique e Berlim, onde teve aulas com Helmholtz e Kirchhoff, e recebeu seu doutorado, em 1879. Até o contato com esses dois grandes cientistas, ainda tinha dúvidas entre seguir a carreira musical ou a científica.
Ele foi Professor em Munique de 1880 a 1885, em seguida, Professor Associado de Física Teórica, em Kiel, até 1889. Com a morte de Kirchkoff, assumiu a Cátedra de Física Teórica da Universidade de Berlim (1887), onde foi posteriormente reitor. Permaneceu trabalhando nesta Universidade até sua aposentadoria em 1926. Mais tarde ele se tornou presidente da Sociedade para a Promoção da Ciência Kaiser Wilhelm (hoje Sociedade Max Planck), um posto que ocupou até 1937. A Academia Prussiana de Ciências o nomeou membro em 1894 e Secretário Permanente, em 1912.
Os primeiros trabalhos de Planck foram sobre termodinâmica. Também publicou trabalhos sobre a entropia, termoeletricidade e na teoria das soluções diluídas.
Ao mesmo tempo, também os problemas da radiação envolveram sua atenção. A partir desses estudos, foi levado para o problema da distribuição de energia no espectro de radiação total. Levando em conta as teorias clássicas, a Energia emitida por um corpo que não reflete luz (objeto teórico conhecido como Corpo Negro) deveria variar na mesma proporção da temperatura. Na prática, não era isso que acontecia. Planck foi capaz de deduzir a relação entre a energia e a frequência da radiação. Em um artigo publicado em 1900, ele anunciou essa relação:
E=h.f
Onde E é energia, f é frequência e h é uma constante universal, hoje conhecida como Constante de Planck. Esta constante foi baseada na ideia revolucionária de que a energia emitida por um corpo negro só poderia assumir valores discretos conhecidos como quanta (palavra vinda do latim). Um quantum seria um pacote de energia emitido e quanta é plural de quantum.
Essa descoberta foi determinante para a física atômica, pois fundamentou o modelo atômico de Niels Bohr (1913) e abriu caminho para a teoria de Einstein que explica o efeito fotoelétrico. A introdução do conceito de descontinuidade contrariou o princípio do filósofo alemão Wilhelm Leibniz, “Natura non facit saltus” (a natureza não dá saltos), que dominava todos os ramos da ciência na época, tornando-se a teoria quântica, na grande revolução que levou à Física Moderna do século XX. Foi o ponto de partida de uma nova lógica nas várias pesquisas sobre a estrutura do átomo, radiatividade e ondulatória e rendeu a Max Planck o Prêmio Nobel de Física de 1918.
Planck enfrentou um período conturbado e trágico de sua vida durante o governo nazista na Alemanha, quando sentiu que era seu dever permanecer em seu país, mas era abertamente contrário a algumas das políticas do Governo, principalmente quanto à perseguição dos judeus. Nas últimas semanas da guerra sofreu grandes dificuldades após a sua casa ter sido destruída por um bombardeio.
Era venerado pelos seus colegas, não só pela importância de suas descobertas, mas também por suas qualidades pessoais. Foi um pianista talentoso, daí ter cogitado seguir carreira como músico durante a juventude.
Planck foi casado duas vezes. Após a sua nomeação, em 1885, para Professor Associado em sua cidade natal Kiel casou-se com uma amiga de infância, Marie Merck.

14.001 – Física – A Teoria do Multiverso


É um termo usado para descrever o conjunto hipotético de universos possíveis, incluindo o universo em que vivemos. Juntos, esses universos compreendem tudo o que existe: a totalidade do espaço, do tempo, da matéria, da energia e das leis e constantes físicas que os descrevem. É geralmente usado em enredos de ficção científica, mas também é uma extrapolação possível de algumas teorias científicas para descrever um grupo de universos que estão relacionados, os denominados universos paralelos. A ideia de que o universo que se pode observar é só uma parte da realidade física deu luz à definição do conceito “multiverso”.
O conceito de Multiverso tem suas raízes em extrapolações, até o momento não científicas, da moderna Cosmologia e na Teoria Quântica, e engloba também várias ideias oriundas da Teoria da Relatividade de modo a configurar um cenário em que pode ser possível a existência de inúmeros Universos onde, em escala global, todas as probabilidades e combinações ocorrem em algum dos universos. Simplesmente por haver espaço suficiente para acoplar outros universos numa estrutura dimensional maior: o chamado Multiverso.

Os universos seriam, em uma analogia, semelhantes a bolhas de sabão flutuando num espaço maior capaz de abrigá-las. Alguns seriam até mesmo interconectados entre si por buracos negros ou de buracos de minhoca.

Em termos de interpretações da Mecânica Quântica, que, ao contrário da Mecânica Quântica em si, não são cientificamente estabelecidas, a Interpretação de Vários Mundos fornece uma visão que implica um multiverso. Nessa visão, toda vez que uma decisão quântica tem de ser tomada – em termos técnicos, toda vez que há uma redução da função de onda de um estado emaranhado – dois ou mais universos independentes e isolados surgem, um para cada opção quântica possível. Vivemos no universo no qual as decisões quânticas adequadas levam à nossa existência.

Devido ao fato da conjectura de multiverso ser essencialmente ideológica, não havendo, atualmente, qualquer tipo de prova tecnicamente real, a “teoria dos universos paralelos” ou “multiverso” é em essência uma teoria não científica. Nesse ponto, aliada à completa ausência de evidência científica, há ainda a questão concernente à compatibilidade com as teorias científicas já estabelecidas e os rumos diretamente apontados por essas. No conceito de multiverso, imagina-se um esquema em que todas os universos agregavam-se mutuamente por uma infinita vastidão. Tal conceito de Multiverso implica numa contradição em relação à atual busca pela Teoria do Campo Unificado ou pela Teoria do Tudo, uma vez que em cada Universo pode-se imaginar que haja diferentes Leis Físicas.
Em 1952, Erwin Schrödinger deu uma palestra, em Dublin, onde avisou com entusiasmo a audiência que o que estava prestes a enunciar poderia parecer “lunático”. Ele disse que, quando suas equações Nobel pareciam descrever várias histórias diferentes, estas não eram “alternativas, mas que tudo realmente acontece simultaneamente”. Esta é a primeira referência conhecida ao multiverso.
O multiverso inflacionário é composto de vários bolsos em que os campos de inflação se desmoronam e formam novos universos.
A versão membrana do multiverso postula que todo o nosso universo existe em uma membrana (brane) que flutua em uma maior dimensão. Neste volume, existem outras membranas com seus próprios universos. Esses universos podem interagir uns com os outros, e quando colidem, a violência e a energia produzida são mais do que suficientes para dar origem a um big bang. As membranas flutuam ou se aproximam uma da outro, e a cada poucos trilhões de anos, atraídas pela gravidade ou por alguma outra força que não entendemos, colidem. Este contato repetido dá origem a explosões múltiplas ou “cíclicas”. Esta hipótese particular cai sob o guarda-chuva da teoria das cordas, pois exige dimensões espaciais extras.
As diferentes teorias de Multiverso são por muitos utilizadas para contraposição à ideia do Design Inteligente e seu Argumento da Improbabilidade ou Argumento do Universo Bem Ajustado. Ou seja, são utilizadas por muitos como explicação para a pré-assumida “improbabilidade estatística” das leis da física e das constantes físicas fundamentais serem “tão bem ajustadas” para permitirem a construção do universo tal qual o conhecemos; em particular um universo capaz de abrigar vida inteligente com habilidade de indagar sobre a história do próprio universo em que existe.
Tal argumentação é comum em discussões envolvendo os defensores da existência de um “projetista inteligente” e os defensores de sua inexistência, defensores últimos que buscam uma resposta alternativa à questão decorrente da inexistência do projetista onipotente para o universo através da extrapolação das regras científicas encerradas na teoria da evolução biológica ao restante do universo, contudo sem as pertinentes considerações, o que leva à ideia do multiverso como resposta às estipuladas “particularidades” de nosso universo defendidas pela outra ala. O uso de tal linha de raciocínio e resposta é contudo desaconselhado sem acompanhamento dos devidos rigores, e especificamente falho no caso do multiverso. Ele falha essencialmente por desconsiderar que a existência do multiverso não é cientificamente estabelecida, consistindo o argumento por tal apenas em se trocar uma crença por outra; a crença do “projetista inteligente” pela crença do “multiverso”.

Argumento contra
Para começar, como é que a existência dos outros universos deve ser testada? Com certeza, todos os cosmólogos aceitam que existem algumas regiões do universo que se encontram fora do alcance de nossos telescópios, mas, em algum lugar na inclinação escorregadia entre isso e a ideia de que há um número infinito de universos, a credibilidade atinge um limite. À medida que um desliza abaixo dessa inclinação, mais e mais deve ser aceito na fé e cada vez menos está aberto à verificação científica. As explicações multiversas extremas são, portanto, remanescentes das discussões teológicas. Na verdade, invocar uma infinidade de universos invisíveis para explicar as características incomuns da que vemos é tão ad hoc quanto invocar um Criador invisível. A teoria do multiverso pode ser vestida em linguagem científica, mas, em essência, requer o mesmo salto de fé.

– Paul Davies, “A Brief History of the Multiverse”
Cético como sou, penso que a contemplação do multiverso é uma excelente oportunidade para refletir sobre a natureza da ciência e sobre a natureza final da existência: por que estamos aqui …. Ao olhar para esse conceito, precisamos ter a mente aberta, mas não tanto. É um caminho delicado para andar. Os universos paralelos podem ou não existir; O caso não está provado. Vamos ter que viver com essa incerteza. Nada está errado com a especulação filosófica cientificamente baseada, que é o que são as propostas multiversas. Mas devemos nomeá-lo pelo que é.

– George Ellis, Scientific American, “Does the Multiverse Really Exist?”

13.704 – O Tempo é Relativo


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As leis da física são as mesmas para qualquer referencial inercial, e a velocidade da luz independe da fonte emissora e de quem a recebe, sendo ela (velocidade da luz) constante em todos os sistemas inerciais de referência.
Os postulados citados acima, propostos por Albert Einstein, foram os pilares pra o desenvolvimento da Teoria da Relatividade Especial, que tem como uma de suas implicações a dilatação do tempo.
No dia-a-dia é corriqueira a ideia de que o tempo é algo universal; que uma vez sincronizados dois relógios idênticos, esses irão sempre ser vistos indicando a mesma leitura, independentemente de suas posições, movimentos relativos, acelerações, ou de quem esteja a observá-los. A mesma ideia atrela-se à noção de separação espacial entre dois pontos. Espaço e tempo são, no dia-a-dia e no âmbito da mecânica newtoniana, entendidos como universais e absolutos; restando às velocidade serem relativa aos referenciais. Tal paradigma, ainda compatível com a maioria dos eventos encontrados no cotidiano, perdurou dentro da ciência até o início do século XX, quando a teoria da relatividade veio à tona, mostrando que a realidade natural é, contudo, bem mais sutil do que se pensava até então.
No novo paradigma a inferência de tempo deixa de ser absoluta e passa a ser algo estritamente pessoal, atrelada a cada referencial em particular; e dois referenciais em movimento relativo ou sob acelerações distintas geralmente não concordarão quanto às medidas de tempo ou intervalos de tempo. A noção de simultaneidade absoluta também cai por terra, e referenciais diferentes geralmente não concordarão quanto a simultaneidade de dois eventos, mesmo que em algum referencial eles sejam vistos de forma simultânea.
Dilatação do tempo designa, no âmbito da mecânica einsteiniana, entre outros o fenômeno pelo qual um observador percebe, em virtude do movimento relativo não acelerado entre os dois referenciais, que o relógio de um outro observador que encontra-se a afastar-se, fisicamente idêntico ao seu próprio relógio, está a “andar” mais devagar do que o tempo que observador infere, no caso mais devagar do que seu tempo próprio. A percepção do primeiro observador é de que o tempo “anda mais devagar” para o relógio móvel, mas isso é somente verdade no contexto do referencial do observador estático. Em ausência de aceleração, em princípio paradoxalmente, o outro observador também verá o relógio anexado ao primeiro referencial – esse agora móvel – “andar” mais devagar que seu próprio relógio. Localmente, i.e., da perspectiva de qualquer outro observador estático junto a qualquer um dos dois referenciais, dois relógios, se sincronizados e mantidos juntos – sem movimento relativo – não atrasarão ou adiantarão um em relação ao outro.
Ao passo que na relatividade restrita – teoria ainda atrelada ao conceito de referencial inercial – a dilatação do tempo é simétrica em relação aos referenciais, ou seja, para qualquer observador é o relógio móvel que atrasa-se em relação ao que carrega consigo, no contexto da relatividade geral, que estende-se a todos os referenciais (covariância geral), a dilatação temporal devida a acelerações não é simétrica, e nesse caso ambos os observadores concordarão sobre qual dos relógios se adianta e qual se atrasa, se o seu ou o do outro.
Considerando novamente a relatividade restrita, o intervalo de tempo entre dois eventos quaisquer é sempre o menor possível quando medido pelo observador que detém o relógio, sendo este conhecido como tempo próprio deste observador. Qualquer outro observador em movimento relativo medirá um intervalo de tempo maior entre os mesmos dois eventos considerados, sendo a expressão “dilatação do tempo” bem sugestiva, portanto.

13.467 – Astronomia – Cometa de 26 km de diâmetro em rota de colisão


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IMPACTO PODERÁ GERAR A MAIOR EXTINÇÃO EM MASSA QUE O PLANETA JÁ VIVENCIOU!

Novos cálculos realizados sobre a órbita do cometa Swift-Tuttle revelaram que há uma possibilidade de que o corpo celeste colida contra a Terra. Foi o que afirmou o cientista Ethan Siegel, responsável pela descoberta da chuva de meteoros das Perseidas. Ele acredita que o trajeto do asteroide poderá ser acelerado pela gravidade de Júpiter, o que fará com que ele se choque contra o nosso planeta.
O Swift-Tuttle possui um diâmetro de 26 quilômetros. Siegel explica que, com somente um pequeno golpe gravitacional de Júpiter, o corpo celeste poderá viajar até o Sol e ser expulso do Sistema Solar ou se lançar diretamente contra a Terra. Se isso acontecer, há uma possibilidade real para a colisão dentro de 2.400 anos e será a maior extinção em massa que o nosso mundo verá em centenas de milhões de anos.
Embora a comunidade científica afirme que o asteroide não representa uma ameaça iminente para a humanidade, diversos astrônomos reconhecem que esse objeto é, de fato, o mais perigoso para o planeta Terra – dentre os que existem no Sistema Solar atualmente.

History Chanel

 

13.466 – Não Se Iluda – “A morte é apenas uma ilusão! Continuamos a viver em um universo paralelo”


universo paralelo
Pelo menos é o que afirmou recentemente um cientista
Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos.
Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo.
Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de “Biocentrismo”
Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de “O biocentrismo” – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo, pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer.
Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?
Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos.
De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.
A interpretação “de muitos mundos”, afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de “multiverso”. Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes.
Ele acredita que “há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.

 

Sua energia nunca morre
A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles. Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo – o “Quem sou eu?” – É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ele pode ser criada nem destruída “. Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência
“Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica. Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?
Considere a experiência da dupla fenda: se um “relógio” uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos .
Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo. Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo.
Por que a nossa observação pode mudar o que acontece? Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência “, diz Lanza.
Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.
O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto.
Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.
Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal.
Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente.
A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.
Albert Einstein disse uma vez: “A realidade é meramente uma ilusão, embora um muito persistente.”
Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

13.248 – Física – Teorias da Viagem no Tempo


viagem no tempo
Buracos negros: Alguns cientistas afirmam que os buracos negros permitirão viajar no tempo ou a universos paralelos. Sua curvatura espaço-temporal poderá funcionar como um portal interdimensional.

A rosquinha: O cientista israelense Amos Ori acredita que, nos próximos séculos, a humanidade será capaz de construir uma máquina do tempo que poderá curvar o espaço como um donut e permitir o salto a outras épocas.

Cordas cósmicas: Essa hipótese diz que a matéria é, na verdade, um estado vibracional, cuja manipulação permitirá fazer viagens no tempo e no espaço.

Cilindro de Tipler: O físico Frank J. Tipler desenvolveu, em 1974, uma teoria segundo a qual seria possível viajar no tempo através de um cilindro de alta densidade e capaz de girar à velocidade da luz.

Matéria exótica: É considerada matéria exótica a matéria que não obedece a uma ou mais leis da física clássica. Alguns cientistas acreditam que essas partículas permitiriam viagens no tempo ao possibilitar mudanças na relação espaço-tempo.

12.672 – Explosão de petróleo pode ter acabado com os dinossauros


como as aves sobreviveram a extincao dos dinossauros
Já é quase unânime a teoria de que os dinossauros foram extintos por causa da queda de um imenso meteoro na região que hoje é o México. O que os cientistas ainda estão descobrindo são os detalhes da extinção. Um estudo publicado na revista de divulgação científica Nature afirma que o corpo celeste pode ter acertado uma imensa reserva de petróleo na queda – o que provocaria uma explosão enorme e uma quantidade ainda maior de fuligem lançadas no céu.
A hipótese foi traçada a partir de análises do solo em lugares distantes, como o Haiti e a Espanha, em que havia restos da queima de hidrocarbonetos datados do fim do período Cretáceo. Para que acontecesse o estrago esperado, a quantidade de fuligem jogada na atmosfera teria de ser cerca de 1,5 bilhão de toneladas – o que explicaria a extinção da maior parte dos dinossauros, mas também a sobrevivência de crocodilos e outros animais. Apenas uma explosão de petróleo explicaria essa quantidade de fuligem.
“A teoria é muito plausível. É um dos melhores estudos que já li sobre o assunto”, disse à revista alemã Der Spiegel o diretor do museu Senckenberg, em Frankfurt. O impacto do meteoro, de 10 quilômetros de tamanho, acabou com 90% da vida terrestre (embora só tenha matado 12% das espécies aquáticas). As cinzas diminuíram a entrada de raios solares na atmosfera, o que fez com que a temperatura do planeta caísse entre 6 e 9 graus. A escuridão impossibilitou a fotossíntese, matando as plantas, os herbíferos e os carnívoros em uma sequência destruidora.

12.650 – Ets Invisíveis?


ETS
ETs, eles seriam uma raça humanoide muito mais evoluída que a espécie humana, só falta a prova

Uma nova teoria sugere um detalhe importante na evolução da vida alienígena e explica porque os humanos não conseguem identificá-la.
O paradoxo de Fermi nos pergunta: se existe tanta vida alienígena por aí, por que nós ainda não a encontramos? Ou talvez, reformulando a pergunta, por que “eles” ainda não nos acharam? Se pensarmos na idade do Universo – 14 bilhões de anos – e no seu vasto número de estrelas, levando-se em consideração que a Terra é um planeta típico, então vida extraterrestre deveria ser comum. Porém, não é isso que a prática tem nos mostrado diante das buscas realizadas e das descobertas dos planetas localizados nas chamadas zonas habitáveis.

Eles estão à nossa frente
Diante de tantas teorias que poderiam apresentar respostas ao paradoxo de Fermi, a hipótese levantada pelo futurista, jornalista e escritor Zoltan Istvan não deixa de ser curiosa. Em artigo publicado no site Mother Board, ele levanta a questão de que não encontramos vida extraterreste pelo simples fato de que nós, humanos, ainda não evoluímos o suficiente para compreender algo que estaria muito à nossa frente.
“O cerne do problema com alienígenas e humanos é que não estamos ouvindo ou vendo-os porque não temos maneiras de entender a língua deles. É simplesmente além da nossa compreensão e habilidades físicas”, defende Istvan.

Espírito alien
Mas o que seria exatamente isso? Ele acredita que uma inteligência verdadeiramente avançada, provavelmente, seria organizada de forma completamente fora da nossa concepção.
“Aliens poderiam evoluir até que eles ficassem puros, intencionalmente conscientes de energia e talvez até mesmo algo além disso. Eles podem ter percebido, há muito tempo, que a biologia e uns zeros em máquinas são, literalmente, muito rudimentares. A verdadeira inteligência avançada poderia ser talvez algo parecido com o um espiríto”.

12.646 – Cientista afirma ter descoberto um sexto sentido nos humanos


Até hoje, conforme nosso conhecimento, nós, humanos, acreditávamos ter cinco sentidos.
Por meio de um estudo inovador, Joe Kirschvink, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, descobriu que os seres humanos são capazes de detectar os campos magnéticos da Terra. Embora isso já tenha sido comprovado em mamíferos, ainda não haviam sido detectados sinais dessa habilidade nas pessoas.
Segundo a pesquisa de Kirschvink, que contou com a colaboração de 24 participantes, nós, humanos, possuímos receptores de magneto funcionais. Para chegar a essa conclusão, os participantes entraram em recintos chamados gaiolas de Faraday, onde foram expostos a ciclos de campos magnéticos parecidos com os do planeta Terra.
Diante de cada exposição, o pesquisador pôde observar as respostas cerebrais por meio de eletroencefalografias. De acordo com Kirschvink, essa capacidade sensorial faz parte da evolução da espécie, embora ele ainda não tenha conseguido determinar onde estariam esses receptores de ondas magnéticas.

12.645 – Questões Científicas de Fundir a Cuca


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As chances de que NÃO exista alguém idêntico a você no universo são mínimas
No livro A Realidade Oculta (Cia. das Letras, R$ 49,90), o físico autor de divulgação científica Brian Greene apresenta nove teorias da matemática e da física que nos arrastam de forma inevitável para uma conclusão fascinante: universos paralelos existem, e é provável que haja cópias exatas de você lendo essa mesma matéria em uma galáxia muito, muito distante. A explicação não é tão complicada quanto parece. Na primeira das teorias apresentadas pelo cientista, a existências de vários “nós” é uma consequência no fato de que o universo é infinito, mas há um número limitado de arranjos possíveis das partículas que estão nele. Se o espaço não acaba, mas as formas de combinações de átomos sim, é inevitável que em algum lugar por aí exista uma segunda Terra, exatamente como a nossa, com pessoas como nós fazendo o que estamos fazendo. Não se preocupe, porém. Ela está além do nosso horizonte cósmico, ou seja, tão distante que sua luz sequer nos alcançou. Mais distante do que jamais poderemos alcançar.

Seu cérebro sabe o que você vai decidir antes de você mesmo
É assustador, mas tudo indica que nós não temos consciência de decisões que nossos cérebros já tomaram. Em Vêneto, na Itália, em 2007, cidadãos foram consultados sobre a expansão de uma base militar dos EUA na região. A votação foi polêmica, e muitos ainda não tinham opinião formada sobre a presença norte-americana.
Silvia Galdi e Luciano Arcuri, psicólogos da universidade de Veneza, aproveitaram a oportunidade para ver se os indecisos estavam mesmo tão indecisos assim. Os resultados foram publicados na edição 5892 da Science, de 22 de agosto de 2008.
Eles exibiram a 129 voluntários com dúvidas uma série de imagens, algumas delas com referências explícitas às instalações militares. A missão era informar, através de botões, se eram favoráveis ou contrários ao que tinham visto. Com um detalhe: as imagens passavam tão rápido que a consciência não tinha tempo de registrar o que os olhos captavam. A decisão ocorria inconscientemente. No final, a surpresa: quem foi contrário à base no experimento, sem a menor ideia do que tinha visto, na hora do plebiscito foi realmente contrário à presença americana. É, pelo jeito, seu cérebro sabe o que vai escolher muito antes de você.

Um bebê de seis meses já é capaz identificar um mau-caráter.
Não apronte na frente dos seus filhos. Até crianças de apenas seis meses, que tiveram pouco contato com situações de convívio social, já possuem uma notável tendência a preferir gente disposta a ajudar. J. Kiley Hamlin, Karen Wynn e Paul Bloom, da Universidade de Yale, descobriram a preferência da maneira mais divertida possível. Apresentaram a vários voluntários com meio ano de vida uma peça de teatro de trinta segundos em que um quadrado vermelho tenta subir uma montanha. Um triângulo amarelo ajuda seu amigo vermelho, mas um círculo azul tenta atrapalhar a difícil escalada. Ao final de incontáveis versões da história, os pesquisadores ofereciam o triângulo e o círculo às crianças. 80% escolheram ficar com o triângulo colaborativo. Uma forte evidência de que decisões sociais mais básicas são adaptações evolutivas.
O resultado foi publicado na Nature, em 24 de setembro de 2007.

Mosquitos matam mais pessoas por ano que o próprio ser humano
Cobras? Aranhas? Não. Clássicos do imaginário popular não levam a disputa de maiores assassinos da face da Terra. Nem mesmo a espécie humana, uma eficiente assassina de si própria, é capaz de superar a marca de mortes causadas por mosquitos. Doenças transmitidas pelo inseto matam 725 mil pessoas anualmente, contra os 475 mil humanos mortos por outros humanos e as 50 mil mortes causadas por cobras. O levantamento completo está disponível no blog de Bill Gates.

Há grandes chances de que chova diamante em outros planetas do Sistema Solar
Lorde, se você nunca viu um diamante de perto, a solução pode estar a 1,4 bilhões de quilômetros da Terra, em Saturno ou Júpiter. Já havia boas chances de que chuvas da pedra preciosa fossem rotina em Netuno e Urano, os planetas gasosos mais distantes e frios do Sistema Solar. Mas Kevin Baines, da Universidade de Wisconsin-Madison, afirmou, em reunião da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia, em Denver, Colorado, que a previsão do tempo inusitada também pode valer para Saturno, o senhor dos anéis.
Segundo o cientista, tempestades elétricas na atmosfera desses planetas transformariam metano em carbono, que, devido à alta pressão, se tornaria grafite e, então, diamante. Mas calma, Lucy, ainda não faça as malas. O céu de diamantes não é unanimidade. David Stevenson, um cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, afirmou à Nature que Baines não avaliou corretamente certas questões termodinâmicas. O metano forma uma parcela muito pequena das atmosferas de Júpiter e Saturno, compostas predominantemente de hidrogênio. “Mesmo se houvesse poeira de carbono, ela se diluiria muito rápido conforme se aproximasse do interior do planeta”.

Há resquícios de bomba atômica no seu corpo, e isso é ótimo (?)
As grandes potências militares realizaram mais de dois mil testes atômicos ao longo da Guerra Fria. Essas explosões não ter tiraram vidas, mas moldaram o comportamento de uma época marcada pelo medo e a tensão diplomática. E deixaram uma herança que, de forma irônica, irá contribuir com o conhecimento do nosso corpo e ajudar a salvar vidas. Os nêutrons, pequenas pequenas partículas subatômicas, são liberados em grande quantidade na explosão de uma bomba atômica. Eles reagem na atmosfera e formam montes do radioativo, porém infoensivo carbono 14, que flutua por aí e pode acabar pousando em um de nossos órgãos.
O carbono 14, por coincidência, é a régua biológica mais confiável que existe. É medindo a concentração da substância em fósseis que cientistas são capazes de descobrir, por exemplo, a idade de objetos usados pelos primeiros humanos do planeta. Ou seja: com ele alojado nos nossos corpos, se tornou possível saber quanto tempo cada célula do nosso corpo demora para se renovar, e precisar as taxas de regeneração de cada órgão. Um grande explosão para o homem, um grande passo para a medicina.

12.643 – A Terra pode ser um zoológico criado por alienígenas, diz Neil deGrasse Tyson


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Nosso planeta pode ser um Big Brother intergaláctico mantido por alienígenas. Parece ideia de maluco, mas pense bem: até que os ETs apareçam por aqui, não dá para provar o contrário. E não é teoria de bar – quem disse isso foi o astrofísico Neil DeGrasse Tyson, na conferência Starmus, na Espanha. Para ele, só há três certezas: a vida alienígena existe, é muito mais inteligente do que a nossa e não está nem aí para o nosso planetinha azul.
Em sua palestra, Tyson afirma não acreditar que a humanidade conseguirá entrar em contato com uma civilização alienígena – pelo menos, não como os filmes e livros de ficção científica profetizam. De acordo com o cientista, qualquer vida extraterrestre desenvolvida deve ser muito mais inteligente que os seres humanos, e, por isso, fazer contato seria uma perda de tempo para eles – nos destruir, então, deve dar até preguiça.
Para explicar, o astrofísico comparou: “Os alienígenas inteligentes devem nos ver do mesmo jeito que você vê uma lagarta”. É, ninguém quer parar o que está fazendo para bater um papo com uma lagarta sobre a tecnologia dela. O físico continua: “Mesmo que você quisesse matar todas as lagartas do mundo, você rapidamente ficaria entendiado e iria fazer outra coisa”. A mesma coisa seria verdade para os ETs, afirma Tyson: nos aniquilar seria, no máximo, chato para eles.
Então, a única coisa que os alienígenas fariam (se realmente nos encontrassem), seria nos transformar em uma espécie de zoológico, só para poderem nos observar e se divertir com isso. Para o cientista, pode ser que os ETs estejam fazendo a política terráquea ficar maluca só para dar umas risadas. Ele deu exemplos: a crise do Brexit e a eleição dos Estados Unidos (e também seria uma boa resposta para todas as coisas ruins que têm acontecido no Brasil…).
Mas o mais provável, diz Tyson, é que eles não tenham se esforçado tanto. É que, numa escala intergaláctica, podemos ser tão burros que os aliens talvez nem tenham notado que por aqui existe vida inteligente. É um tapa na cara, mas o cientista coloca em perspectiva: só nos achamos inteligentes porque nós é que decidimos o que é ser inteligente. “As bactérias que vivem em nossos intestinos veem os humanos apenas como um recipiente de matéria fecal a serviço delas. Esse é o propósito da vida humana para elas”, diz ele.
As bactérias são muito diferentes dos humanos, mas se nos compararmos aos nossos parentes mais próximos, os primatas, dá para ter uma ideia melhor de como os alienígenas nos veriam: “Nós não conseguiríamos compreender mesmo os pensamentos mais simples dessa raça evoluída. Da mesma forma que um macaco não consegue entender as nossas frases mais simples. Para uma raça hiper inteligente, a mente brilhante de Stephen Hawking poderia ser equivalente à de um bebê extraterrestre”, ele conclui.

12.632 – O silêncio dos aliens: teoria sugere que Universo não deu “chance” para eles


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A lei da evolução da vida no cosmos é algo muito mais cruel do imaginamos e isso explicaria a dificuldade em encontrar vida alienígena.
Estariam todos mortos? Eles nunca existiram?
Não exatamente isso, mas a grosso modo talvez. O ambiente hostil do Universo impediria o desenvolvimento da vida e seu estabelecimento no longo prazo em outros planetas. Ao menos essa é a teoria de uma dupla de pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália, de acordo com Joshua A. Krisch, do portal Vocativ.

Sem chances
Os pesquisadores defendem que a vida alienígena sequer teve chance de se desenvolver ou evoluir suficientemente ao ponto de se tornar organismos multicelulares. Partindo desse pressuposto, dificilmente conseguiremos encontrar uma civilização que consiga viajar pelo cosmos e estabelecer algum tipo de contato. Essa seria a razão pela qual até agora não encontramos qualquer outro tipo de vida inteligente diante dos inúmeros planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia que são descobertos.
E por que a vida não consegue persistir em outros locais do Universo a exemplo do que ocorreu aqui na Terra?

Hipótese de Gaia
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores se basearam em um conceito conhecido como Hipótese de Gaia. De acordo com essa teoria, os seres unicelulares são responsáveis por regular seus planetas e torná-los habitáveis. Esses micro-organismos regulam gases presentes na atmosfera, ajudam a controlar as temperaturas da superfície e contribuem para o equilíbrio de todo um sistema compatível, por exemplo, com a existência de água na sua forma líquida.
Será que essa teoria é capaz de convencer todo mundo de que estamos sozinhos no Universo?

12.457 – Ufologia – Cientistas podem ter encontrado megaestrutura extraterrestre


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Uma estrutura extraterrestre pode estar orbitando a estrela, chamada de KIC 8462852,que está a 1.500 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Cygnus. O fenômeno é tão inexplicável que muitos cientistas já consideram a possibilidade de que algum elemento extraterrestre gigante esteja interferindo na observação.
Embora a distância seja grande, os telescópios conseguiram captar vários escurecimentos repentinos da luz vinda da estrela. No início, os cientistas imaginaram se tratar de uma enorme nuvem de cometas, que se interpunham, mas essa hipótese foi descartada quando eles perceberam que seriam necessários 648 mil cometas circulando simultaneamente para causar esse efeito.
A teoria de uma megaestrutura alienígena, apesar de plausível, é também improvável, ainda mais se considerarmos que estamos falando de um objeto com um tamanho equivalente a cem vezes a distância entre a Terra e a Lua e que teria que escurecer em 20% a luz que vem da estrela.
A hipótese suscita mais perguntas que respostas: é possível que uma civilização extraterrestre consiga montar uma estrutura desse tipo? Se sim, por que não dispõe de tecnologia para colonizar outros planetas, ou enviar sinais de vida? A discussão está aberta.

12.392 – Ufologia – Conheça o complexo militar dos EUA que pode ser a “nova área 51”


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Foto da Área 51

Um equívoco nas fotos de satélite do Google Earth teria revelado um novo assentamento militar secreto nos EUA, que aficionados por extraterrestes apelidaram de “nova área 51”.
Já falamos da polêmica área 51 em outros capítulos do Mega
O destacamento remoto da Base da Força Aérea de Edwards, denominado pela CIA como Campo de Provas e Treinamento de Nevada e Groom Lake, mais conhecido como Área 51, representa um dos maiores mistérios da fenomenologia óvni para o imaginário popular. Mas agora não é mais o único.
Conforme muitos acreditam, há um novo recanto no deserto que, até pouco tempo, não existia, chamado Área 6, localizado a apenas 19 quilômetros da Área 51.
Diante da avalanche de perguntas surgidas com o achado, a versão oficial se ateve a afirmar que se trata apenas de um complexo militar para o teste de aviões não tripulados e que está a serviço do Departamento de Defesa e do Departamento de Segurança Nacional. No entanto, pesquisadores independentes, que estudaram as áreas circundantes, descobriram um raro fenômeno.
Essa informação, que se transformou no novo deleite dos aficionados pelas teorias conspiratórias, revela que a atmosfera do local concentra um grau altíssimo de resíduos nucleares. É que, por se tratar do estado de Nevada, aos pés da Montanha Yucca, o cenário se torna bucólico para quem sonha com campos de teste de tecnologia extraterrestre.
Enquanto a área continuar sendo um mistério absoluto para o conhecimento público, o banquete da especulação conspiratória estará servido.

12.244 – O choque frontal e violento de planetas que criou a Lua


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Tal choque teria ocorrido há 4,5 bilhões de anos, quando um embrião planetário chamado Theia, do tamanho da Terra ou de Marte, colidiu contra o nosso planeta quando este tinha 100 milhões de anos.
Já era sabido que Theia e a Terra haviam colidido, porém as novas provas da equipe científica mostram que isso foi muito mais do que uma batida de lado, como se pensava, e mais um choque frontal violento.
Os pesquisadores estudaram rochas lunares obtidas de três missões Apollo. Elas foram comparadas com rochas vulcânicas encontradas no Havaí e Arizona. Surpreendentemente, não houve diferença nos isótopos de oxigênio, e a análise indicou que as rochas de cada missão possuíam marcadores químicos comuns.
“O planeta Theia ficou bem misturado com a Terra e como a Lua e, uniformemente, disperso entre eles. Isso explica por que nós não vemos traços diferentes de Theia na Lua em relação à Terra”, disse Edward Young, principal autor do estudo, publicado na revista Science.
Segundo Young, Theia teria se tornado um planeta caso não tivesse sido destruída na colisão.

12.062 – Definições absurdas (e possíveis) do universo


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O universo é um holograma

Imagine um holograma padrão, com aquelas figuras impressas em uma superfície bidimensional que aparentam estar em 3D. Agora, imagine que os pontos que compõem a imagem sejam infinitamente pequenos – ela se torna cada vez mais nítida. Nos anos 90, os físicos Leonard Susskind e Gerard ‘t Hooft demonstraram matematicamente que nosso universo pode ser justamente isso, um holograma, composto por grãos de informação bilhões de vezes menores do que prótons.
Quando tentaram combinar através de cálculos as descrições quânticas do espaço-tempo com aquelas da Relatividade de Einstein, os cientistas descobriram que estes grãos funcionam como os pontos de uma superfície 2D. De acordo com as leis da física, eles devem sofrer perturbações eventualmente, “borrando” a projeção. Pesquisadores desenvolveram um Holômetro, um arranjo de alta precisão de espelhos e lasers que deve descobrir em um ano se nossa realidade é granulada em sua menor escala.

O universo é uma simulação computacional

Sim, nós podemos estar vivendo em uma Matrix de verdade sem nem sequer desconfiar. Platão já havia levantado filosoficamente a possibilidade de que o mundo em que vivemos seja uma ilusão, e desde então a ideia não foi deixada de lado. Os matemáticos se perguntam: por que 2 + 2 tem sempre de ser 4, não importa a circunstância? Talvez porque simplesmente isso faça parte do código com o qual o universo foi programado.
Em 2012, físicos da Universidade de Washington afirmaram que existe uma forma de descobrir se vivemos mesmo em uma simulação digital. Eles argumentaram que modelos computacionais são baseados em grades 3D, e a própria estrutura às vezes causa anomalia nos dados. Se o universo for uma grande grade, os raios cósmicos, que são partículas altamente energéticas, devem apresentar anomalias semelhantes – uma espécie de falha na Matrix. Ano passado, um engenheiro do MIT escreveu um artigo ainda mais intrigante, no qual afirma que como o espaço-tempo é composto por bits quânticos, então o universo deve ser um gigante computador quântico. Se isso for verdade, então quem ou o que escreveu o código?

O universo é um buraco negro

Buracos negros são regiões tão densas do espaço-tempo que nada pode escapar de sua força gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados a partir do colapso de objetos muito massivos, como grandes estrelas. Em 2010, um físico da Universidade de Indiana escreveu um artigo em que comprova que o cosmos pode ter se originado em um buraco negro, a partir da explosão de uma estrela da 4ª dimensão, e toda a matéria que vemos (e que não vemos) é proveniente desta supernova. O big bang seria justamente a explosão desta estrela.
Segundo o pesquisador, é possível testar esta teoria pois apenas um buraco negro que tenha rotação permite que a matéria não colapse completamente. Nós poderíamos detectar esta rotação através de medições do movimento das galáxias, que seria levemente influenciado para uma direção específica. O mais interessante é pensar na quantidade de universos paralelos que podem estar flutuando no espaço como buracos negros.

O universo é uma bolha

A descoberta das ondas gravitacionais reforçou a hipótese da inflação cósmica, que diz que logo após a grande explosão que deu origem ao universo, o espaço-tempo se expandiu de forma exponencial, só depois se estabilizando em uma taxa mais regular de expansão. Para alguns teóricos, se esta inflação for confirmada, então nós devemos viver em um oceano borbulhante de múltiplos universos, onde cada um deles seria análogo a uma bolha.
Alguns modelos dizem que, antes do big bang, o espaço-tempo continha um “vácuo falso”, ou um instável campo de alta energia desprovido de matéria e radiação. Para se tornar estável, o vácuo teria começado a borbulhar como uma água fervente, dando origem a um multiverso sem fim. A nossa melhor chance de comprovar esta teoria seria investigar possíveis efeitos de um impacto com um universo vizinho, e é isso que pesquisadores da Universidade da Califórnia estão fazendo. Pesquisas envolvendo a radiação cósmica de fundo (resquício do big bang) revelaram uma improvável “mancha fria” que pode indicar uma dessas colisões.

12.048 – Teletransporte na Segunda Guerra Mundial: mito ou realidade?


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É chamado de “Experimento Filadélfia” uma série de testes de teletransporte que a marinha norte-americana teria realizado durante a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de fazer com que sua tropa não fosse detectada pelos radares inimigos.
O projeto se tornou público em meados dos anos 50, graças a cartas recebidas pelo ufólogo Morris K. Jessup, que havia publicado um livro sobre o uso de campos eletromagnéticos na propulsão de óvnis, no qual explica os detalhes do que, mais tarde, ficou conhecido como “Experimento Filadélfia”.
As cartas escritas por Carl Meredith Allen, sob o pseudônimo de Carlos Allende, descrevem o interesse que a marinha dos EUA desenvolveu pela teoria de campos unificados e suas tentativas de colocá-los em prática. Allen afirma que, em meados de abril de 1943, foi possível fazer desaparecer o USS Eldridge sob uma névoa esverdeada, mas os graves efeitos físicos e mentais sofridos pela tripulação da nave fizeram com que o rumo do projeto fosse alterado.
De acordo com Allen, em 28 de outubro foi realizado um segundo teste, no qual o barco não apenas desapareceu, mas foi visto em Newport, a 400 km da Filadélfia, e voltou a aparecer no cais de origem vários minutos depois. A marinha dos EUA nega com veemência que isso seja verdade, mas a repercussão do caso continua reverberando, 60 anos depois.

11.644 – Teorias – A Terra é realmente um planeta? E se você descobrisse que não?


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Isaac Asimov foi um escritor e bioquímico filho de imigrantes russos.
Sua família passou a viver em Nova York quando Asimov tinha apenas três anos de idade. Autor de obras de ficção científica e de divulgação científica, uma vez, descreveu que o nosso sistema solar era um conjunto de “quatro planetas, além de detritos”.
Quatro planetas? Na escola sempre aprendemos que o sistema solar é composto por oito planetas (depois que Plutão foi rebaixado para planeta anão), seus satélites naturais, milhares de cometas e asteroides que por meio da gravidade ligam-se ao Sol. Então, o que ele quis dizer com isso?
Os quatro planetas dos quais Asimov se referia eram os gigantes gasosos que dominam o nosso sistema solar. Júpiter sozinho tem 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas juntos, tendo 318 vezes mais massa do que a Terra. A gravidade de Júpiter tem atuado como se fosse um gigante aspirador de pó que varreu grande parte do sistema solar limpando poeiras e asteroides ‘rebeldes’. A gravidade desse planeta gigante ainda afeta as órbitas dos outros planetas, inclusive da Terra.
A interferência também se estende até o cinturão de asteroides. Os anéis de Saturno existem graças à gravidade de Júpiter e do próprio Saturno.
Os gigantes gasosos são invariavelmente compostos por gases e líquidos, tendo apenas um pequeno núcleo metálico. Esse tipo de planeta pode até gerar mais energia do que recebe de sua estrela.
Já a Terra é feita principalmente de material rochoso, metal e não irradia calor algum, a menos que receba a partir do Sol.
Como pode, dessa forma, dois objetos tão diferentes serem considerados planetas? Se pararmos para refletir, a Terra, Ceres e Plutão estão muitos mais próximos em tamanho, forma e composição do que a Terra e Júpiter.
Voltando a afirmação de Asimov, ele parece certo ao dizer que tudo o que não é um gigante gasoso, é na verdade um detrito, como a poeira, meteoritos, asteroides, e entra nesta lista também os planetas rochosos que orbitam o Sol.
A recente definição de planeta debatida pela International Astronomical Union (IAU) é na verdade muito subjetiva. O que parece é que sendo a Terra, o local onde vivemos, ela deve sempre ser considerada um planeta e qualquer dúvida contrária a isso deve estar fora de questão. Mas, e se o assunto fosse debatido de forma mais objetiva?
Por exemplo, não há dúvida alguma quanto à definição do que seria um gigante gasoso, correto? Da mesma forma que ele se originou gasoso, assim, ele permaneceu. Não há nenhum indício de que houve algum planeta de origem gasosa que tenha se tornado, ao longo do tempo, um planeta rochoso.
Por outro lado, existem inúmeras dúvidas em relação aos corpos rochosos. Por exemplo: Plutão é um planeta? E Ceres?
Não tem muita lógica considerar Plutão um “planeta anão” só porque ele possui um 1/6 o tamanho da Terra, sendo que o nosso planeta, se compararmos com o tamanho de Júpiter, é onze vezes menor. Seria assim coerente considerar a Terra um planeta?
Se os requisitos para a definição de planeta fossem claros como:

1 – estar em órbita de uma estrela;

2 – não ser auto-luminoso;

3 – ter massa suficiente para assumir equilíbrio hidrostático (forma esférica ou quase esférica)

4 – dominar outros corpos de orbitam a estrela.

Este quarto e último requisito deixaria a Terra, Mercúrio, Vênus e Marte em um apuro tão grande, que segundo esses critérios, não poderiam ser considerados planetas ao lado de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, por exemplo.
Se a definição de planeta fosse de fato objetiva, assim como Asimov afirmou, na escola aprenderíamos que o sistema solar é realmente composto por quatro gigantes gasosos e seus “restos”.
Os detritos, do qual fala Asimov, e que inclui a Terra e seus companheiros Mercúrio, Vênus, Marte, Plutão e Ceres seriam definidos como material rochoso e metálico que varia em tamanho de partes disformes, e que embora possuam composições semelhantes, a sua organização interna pode ser diferente em tamanho e forma.

Esses corpos podem ser divididos em diferentes classes baseados em distintos critérios. Por exemplo, Plutão seria um corpo rochoso coberto em grande parte por gelo e sendo denominado, assim, algo como “mundo rochoso e com gelo”. Já a Terra e seus primos Mercúrio, Vênus e Marte seriam classificados como “mundos” ou “planetas anões metálicos e rochosos”.
A Astronomia já precisou corrigir e definir várias teorias e classificações de corpos, galáxias e estrelas. O próprio Plutão, que antes era considerado um planeta, foi rebaixado a planeta anão.
Qual seria, então, o problema em classificar a Terra ao que ela realmente é? Já concordamos há muitos anos que o nosso planeta não é o centro de toda a criação e que não foi a partir dele que surgiram todos os elementos do sistema solar. Talvez seja possível que os terráqueos se acostumem com a ideia de que vivem em um planeta-anão que orbita uma estrela também anã em companhia de quatro verdadeiros planetas gigantes.

terra

11.579 – Os sinais extraterrestres e ainda não explicados pela ciência (?)


ETS
A possível existência de vida extraterrestre e, mais ainda, o eventual contato com ela, tem sido motivo de especulações, entusiasmo e ansiedade para a humanidade – pelo menos desde os tempos modernos. E a ciência já registou múltiplos sinais vindos do espaço sideral que continuam inexplicáveis para os especialistas.
Sinais do Cluster Perseus: Em junho do ano passado, praticamente em uníssono, o observatório de raios X Chandra, da NASA, e o observatório XXM-Newton, da Agência Espacial Europeia, registraram um inequívoco sinal inteligente de raios x, procedente do Cluster de Perseus, um conjunto de galáxias localizado a 240 milhões de anos-luz.
Som escuro: Em consequência dos dados obtidos de um buraco negro, localizado no sistema estelar GRS 1915+105, o pesquisador do MIT Edward Morgan recriou um dos sons mais perturbadores registrados até o momento. O modelo replicado é do maior buraco negro da Via Láctea, superando a massa do nosso Sol de 10 a 18 vezes. O som emitido, um Si bemol, registra uma frequência 1 milhão de vezes mais profunda que qualquer outra percebida pelo ouvido humano.
Explosões no espaço: Quando, entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012, o radiotelescópio Parkes, localizado em Nova Gales do Sul, na Austrália, realizou varreduras de rotina no espaço, deparou-se com quatro rajadas de sinais de rádio. Cada uma delas não durava mais que alguns milissegundos, embora sua potência fosse extrema. Apesar de ainda se especular de que recanto da Via Láctea os sinais possam ter vindo, muitos estudiosos afirmam que, na verdade, eles vieram de muito mais longe.
O sinal Wow!: Em 15 de agosto de 1977, exatamente às 23h16, o radiotelescópio Big Ear, em Ohio, nos EUA, recebeu um sinal de procedência desconhecida, que durou longos 72 segundos e teve uma intensidade 30 vezes superior ao ruído branco (ruído de fundo) do Universo. Ele recebeu o nome de Wow! porque foi a única coisa que o professor Jerry Ehman, quem, então, monitorava os registros do computador que o transcreveu, conseguiu escrever no papel. Até hoje, o sinal continua inexplicável para a ciência.