13.067 – Cinema – A Maldição do Filme Potergeist


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Elenco do filme antigo sofreu com acidentes misteriosos e mortes repentinas.
AnteriorPoltergeist — O Fenômeno, refilmagem do clássico de 1982 de mesmo nome, e, claro, os fãs de terror estão ansiosos para ver se o novo filme é tão interessante quanto o original, que marcou época ao assustar pessoas de várias idades. E com a estreia do remake, voltou à tona outro assunto: a maldição de Poltergeist! O termo, bastante usado na internet, se refere a acontecimentos e mortes estranhas envolvendo pessoas que participaram do filme.
Dominique Dunne, interprete da personagem Dana Freeling, namorava John Thomas Sweeney, um ajudante de cozinha extremamente ciumento que não permitia que ela ficasse perto de seus amigos. Com a fama de Dominique aumentando o ciume também aumentou, o rapaz chegou a espanca-la por algumas vezes. Sem aguentar mais as agressões Dominique pediu o fim do namoro, John não aceitou, invadiu a casa da namorada e a estrangulou, a atriz ficou em coma por alguns dias e faleceu.
Julian Beck fez o papel do reverendo Henry Kene, morreu em 1985 durante as filmagens da continuação da franquia com câncer no estômago.
Will Sampson, o índio Taylor, morreu pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações em uma cirurgia cardíaca em 1987.
Heather O’Rourke a eterna Carol Anne, morreu logo após o fim das filmagens de “Poltergeist III”, com apenas 12 anos de idade. Heather foi diagnosticada com uma infecção intestinal no começo do ano de 1987. Em 31 de janeiro de 1988 ela amanheceu muito doente, e vomitava com frequência, na manhã seguinte Heather teve um desmaio, seu padrasto chamou os paramédicos, ela sofreu uma parada cardíaca e assim que conseguiram reanimá-la a levaram pro hospital infantil, aonde ela faleceu. Segundo seus pais o diagnóstico estava errado, o que a garota tinha era uma bloqueio intestinal que ela possuia desde o seu nascimento. Seus pais obviamente processaram o hospital.
Beatrice Straight a doutora Lesh em “Poltergeist I” morreu aos 86 anos de pneumonia em 2001.

Brian Gibson diretor de “Poltergeist II” morreu em 2004 aos 54 anos vitima de Sarcoma de Ewing (Câncer nos ossos), essa doença é MUITO rara em adultos, geralmente só atingem meninos brancos de 10 a 20 anos.

Geraldine Fitzgerald, a avó de Carol Anne, morreu do mal de Alzheimer em 2005 aos 91 anos.

A explicação para a tal maldição é a de que na filmagens do primeiro filme foram usados esqueletos REAIS, pois sairia mais barato do que comprar esqueletos de plástico.JoBeth Williams mesmo confirmou a tal história. Bem que dizem que o barato sai caro.

Sobre o Remake
A nova versão de “Poltergeist – O Fenômeno” mal chegou aos cinemas e os comentários já dividem opiniões e causam medo. O filme é uma adaptação do clássico original, como uma espécie de homenagem aos mais de 30 anos do lançamento que marcou época nos anos 90.
O “Poltergeist – O Fenômeno” original, lançado em 1982, marcou época graças ao roteiro inspirado de Steven Spielberg e direção competente de seu parceiro na empreitada, Tobe Hooper (“O Massacre da Serra Elétrica”). Existia uma urgência naquele longa que, aliada à trágica morte precoce de sua estrela mirim Heather O’Rourke (que faleceu após estrelar duas fracas continuações daquela fita), o alçou à condição de clássico maldito do gênero.
Trinta e três anos depois chega às telas este remake homônimo, com Sam Raimi (“Homem-Aranha”) no lugar de Spielberg e Gil Kenan (da subestimada animação “A Casa Monstro”) substituindo Hooper na direção. Por mais que sejam dois profissionais extremamente talentosos, especialmente Raimi, que é um cineasta quase tão querido quanto o próprio Steven Spielberg, algo deu errado nesta refilmagem.
A grande diferença entre o original e este remake jaz justamente nos estilos de trabalho das duplas. Com os produtores do remake presos entre colocar o seu próprio toque autoral no filme e homenagear o clássico no qual este é baseado, o remake ficou em uma espécie de limbo por não saber exatamente que tipo de produção realmente é.
Spielberg e Hooper levavam o texto a sério, criando uma aura de terror crescente que englobava a projeção inteira, mixando a inocência infantil com um clima de tensão, uma das marcas registradas de Spielberg. Já Raimi e Kenan tem um retrospecto de, por falta de termo melhor, “terrir”, acrescentando toques constantes de comédia no decorrer da projeção (até mesmo no terceiro ato) que minam qualquer tipo de tentativa de seriedade do projeto, especialmente quando surgem os especialistas em parapsicologia na trama, que se convertem em heróis trash típicos dos trabalhos de Raimi.
Isoladamente, esses estilos de produção funcionam muito bem, mas são incompatíveis dentro de uma só obra. Nisso, vemos ótimos atores como Sam Rockwell e Rosemarie DeWitt (que fazem os patriarcas da família assombrada) e Jared Harris (como o caçador de fantasmas no melhor estilo da série de TV “Ghost Hunters”) absolutamente perdidos na tela, com performances que alternam tons sérios e cômicos de maneira quase que aleatória.
Tanto os produtores quanto o roteiro aparentemente não sabiam qual direção seguir. Nisso, Raimi e Kenan, que vinham de bons filmes como o novo “A Morte do Demônio” e o interessante “Cidade das Sombras”, se sabotam, tentando emular uma estilização cinematográfica que foge de suas próprias assinaturas fílmicas, deixando o espectador tão confuso quanto os personagens (e atores) sobre o que está acontecendo, causando momentos de risos em cenas inadequadas, matando qualquer tipo de tensão que as sequências mais intensas poderiam gerar.
O resultado, obviamente, beira o desastroso, desperdiçando boas ideias e uma competente direção de arte em um longa forçado e que só encontra virtudes graças ao carisma dos membros veteranos do elenco, especialmente Rockwell e Harris. O que torna um remake eficiente é ver cineastas oferecendo suas próprias visões de histórias conhecidas, algo que só vemos de relance neste “Poltergeist – O Fenômeno”. Chega a ser irônico que o apego excessivo de Raimi e Kenan ao original tenha matado este filme.

13.066 – O que é Paisagismo?


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O Paisagismo não é, como muitos acreditam, tão somente a elaboração de jardins e praças. Ele constitui uma técnica cada vez mais apurada, voltada para a criação de áreas paisagísticas que possam substituir espaços destruídos pela constante e desordenada onda de construções. O paisagista tem a missão, portanto, de recompor as extensões geográficas afetadas, servindo-se de elementos de botânica, ecologia, mudanças climáticas de cada região e de estilos arquitetônicos.
Esta arte conjuga, neste esforço de recriação, planos, planificações, a administração e a manutenção de áreas livres, no interior das cidades ou à margem delas, com o objetivo de organizar pequenas e vastas paisagens. Não basta semear aqui e ali plantações decorativas. É necessário aliar recursos artesanais à percepção estética, sendo essencial, igualmente, saber combinar formatos e cores, para assim alcançar um resultado equilibrado e compatível.
Como a decoração das paisagens é um desafio semelhante ao enfrentado na arquitetura, o Paisagismo constitui uma extensão do curso de Arquitetura, pois o cenário natural também é algo a ser edificado, tanto quanto qualquer construção.
Esta disciplina nasceu do ato singelo de decorar um espaço, posteriormente conquistando uma maior complexidade, um aprofundamento das pesquisas em torno de suas possibilidades. Atualmente o Paisagismo adquiriu um caráter extremamente técnico, direcionado no sentido de aperfeiçoar esteticamente uma área, mas igualmente para nela imprimir o máximo de praticidade, proteção, aconchego e intimidade.
O Paisagismo tem como objetivo harmonizar a interação do ser humano com o meio ambiente, possibilitando uma melhor convivência com a Natureza. Ele está presente, assim, em todos os recantos habitados pelo Homem. Ultimamente concluiu-se, inclusive, que a inserção de espaços verdes nas grandes empresas contribui para o crescimento da produção, e nas fábricas ameniza o estresse dos operários.
No mundo contemporâneo, cada vez mais desprovido de áreas naturais, com certeza o Homem almeja estar em contato com a Natureza, portanto é cada vez mais comum a construção de jardins no interior das casas ou em espaços comerciais.
O Paisagismo pode ser praticado, hoje, por engenheiros agrônomos, arquitetos, entre outros profissionais técnicos. Atualmente ele evoluiu do design de pontos de vista estéticos e relativos ao cenário de um local, para projetos mais amplos, de espaços mais complexos.
A arquitetura de uma paisagem é uma esfera que lida com várias disciplinas, entre elas a matemática, as ciências naturais e sociais, a engenharia, as artes, a tecnologia, a política, entre outras, não constituindo apenas um trabalho de jardinagem mais elaborado, como muitos acreditam.

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13.065 – Artes – Di Cavalcanti


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Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di cavalcanti, foi um importante pintor, caricaturista e ilustrador brasileiro.
– Di Cavalcanti nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 6 de setembro de 1897.

– Desde jovem demonstrou grande interesse pela pintura. Com onze anos de idade teve aulas de pintura com o artista Gaspar Puga Garcia.

– Seu primeiro trabalho como caricaturista foi para a revista Fon-Fon, no ano de 1914.

– Participou do Primeiro Salão de Humoristas em 1916.

– Mudou para a cidade de São Paulo em 1917.

– Em 1917, fez a primeira exposição individual para a revista “A Cigarra”.

– No ano de 1919, fez a ilustração do livro Carnaval de Manuel Bandeira.

– Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, expondo 11 obras de arte e elaborando a capa do catálogo.

– Em 1923, foi morar em Paris como correspondente internacional do jornal Correio da Manhã. Retornou para o Brasil dois anos depois e foi morar na cidade do Rio de Janeiro.

– Em 1926, fez a ilustração da capa do livro O Losango de Cáqui de Mário de Andrade. Neste mesmo ano participa como ilustrador e jornalista do jornal Diário da Noite.

– Em 1927, colaborou como desenhista no Teatro de Brinquedo.

– Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil.

– Em 1934, foi morar na cidade de Recife.

– Morou na Europa novamente entre os anos de 1936 e 1940.

– Em 1937, recebeu medalha de ouro pela decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira.

– Em 1938, trabalhou na rádio francesa Diffusion Française.

– Em 1948, faz uma exposição individual de retrospectiva no IAB de São Paulo.

– Em 1953, foi premiado, junto com o pintor Alfredo Volpi, como melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo.

– Em 1955, publicou um livro de memórias com o título de Viagem de minha vida.

– Recebeu o primeiro prêmio, em 1956, na Mostra de Arte Sacra (Itália).

– Em 1958, pintou a Via-Sacra para a catedral de Brasília.

– Em 1971, ocorreu a retrospectiva da obra de Di Cavalcanti no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

– Morreu em 26 de outubro de 1976 na cidade do Rio de Janeiro.
Estilo artístico e temática

– Seu estilo artístico é marcado pela influência do expressionismo, cubismo e dos muralistas mexicanos (Diego Rivera, por exemplo).

– Abordou temas tipicamente brasileiros como, por exemplo, o samba. O cenário geográfico brasileiro também foi muitoi retratado em suas obras como, por exmeplo, as praias.

– Em suas obras são comuns os temas sociais do Brasil (festas populares, operários, as favelas, protestos sociais, etc).

– Estética que abordava a sensualidade tropical do Brasil, enfatizando os diversos tipos femininos.

– Usou as cores do Brasil em suas obras, em conjunto com toques de sentimentos e expressões marcantes dos personagens retratados.
Principais obras de Di Cavalcanti

– Pierrete – 1922
– Pierrot – 1924
– Samba – 1925
– Samba – 1928
– Mangue – 1929
– Cinco moças de Guaratinguetá – 1930
– Mulheres com frutas – 1932
– Família na praia – 1935
– Vênus – 1938
– Ciganos – 1940
– Mulheres protestando – 1941
– Arlequins – 1943
– Gafieira – 1944
– Colonos – 1945
– Abigail – 1947
– Aldeia de Pescadores – 1950
– Nu e figuras – 1950
– Retrato de Beryl – 1955
– Tempos Modernos – 1961
– Tempestade – 1962
– Duas Mulatas – 1962
– Músicos – 1963
– Ivette – 1963
– Rio de Janeiro Noturno – 1963
– Mulatas e pombas – 1966
– Baile Popular – 1972

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13.064 – Artes – Mestre Vitalino


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(1909-1963)
Foi um artista popular brasileiro, considerado um dos maiores artistas da história da arte do barro no Brasil.
Vitalino Pereira dos Santos (1909-1963), conhecido como Mestre Vitalino, nasceu na cidade de Caruaru, Pernambuco, no dia 10 de julho de 1909. Filho de um lavrador e de uma artesã que fazia panelas de barro para vender na feira, desde seis anos de idade já fazia transparecer seu talento moldando pequenos animais com as sobras do barro.
O barro tirado do Rio Ipojuca, em cujas margens, Vitalino brincava na infância, foi desde cedo a matéria-prima que sem imaginar, mais tarde daria forma a sua arte e o tornaria famoso, produzindo uma arte simples que encantou o mundo, e que os especialistas decidiram batizar como arte figurativa.
O caminho para sair do anonimato foi longo. Do “Alto do Moura”, onde o artista viveu e contava com a ajuda dos filhos, produzia as peças para vender na feira de Caruaru. Só a partir de 1947 a vida começou a melhorar, com o convite do artista plástico Augusto Rodrigues para uma exposição no Rio de Janeiro, passando a apresentar suas peças na Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana.
Em janeiro de 1949, a fama do Mestre Vitalino foi se ampliando com uma exposição no MASP, e em 1955 fez parte de uma exposição de “Arte Primitiva e Moderna”, em Neuchâtel, na Suíça. Suas obras passaram a ser valorizadas no Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Sua arte está exposta não só em grandes museus brasileiros, mas também no Museu de Arte Popular de Viena, na Áustria e no Museu do Louvre, em Paris. No Brasil, grande parte de seu trabalho está nos museus Casa do Pontal e na Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, no Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, e no Alto do Moura, em Caruaru, onde o artista viveu.
Mestre Vitalino deu vida a sua arte de barro, como “os bois”, “as vacas”, “os cangaceiros”, “a ciranda”, “a banda de pífanos”, “o violeiro”, “o zabumba”, “o cavalo-marinho”, “a casa de farinha”, “os noivos a cavalo”, “Lampião”, “Maria Bonita”, “a vaquejada”, entre outros. Sua produção artística passou a ser iconográfica, influenciando a formação de novas gerações de artistas, principalmente no Alto do Moura. A casa onde o artista viveu foi transformada em “Museu Vitalino”, e seu entorno é ocupado por oficinas de artesãos.
Mestre Vitalino faleceu em Caruaru, Pernambuco, no dia 20 de janeiro de 1963.

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13.063 – Sociologia – Etnocentrismo e Relativismo Cultural


etnocentrismo
Duas etnias tão antigas, distintas, mas que até hoje no século XXI ainda são presentes em muitas sociedades distribuídas pelo mundo.
O que faz uma sociedade achar que é superior a outra? Quais são os parâmetros usados para medir se uma cultura é primitiva e outra evoluída? As respostas das questões apontadas acima podem ser baseadas nas riquezas de uma sociedade, na tecnologia que se tem em mãos, na construção civil, nos modos de agir, de se alimentar, de se vestir e até mesmo na cor da pele e traços físicos.
Mesmo comparando todos estes requisitos não podemos colocar na balança e ver qual se sobressai. Apontando isso podemos começar a explicar a diferença entre o etnocentrismo e o relativismo cultural.
O Etnocentrismo é a bagagem cultural de uma sociedade, ela determina que o modo de vida adotado por eles seja o correto, e todas as outras culturas opostas incorretas.
O Etnocentrismo também esta muito ligado à superioridade e a dominação, considerando a classe dos dominados como sub-humanos, e os enxergam como uma ameaça a sua maneira de ser, e a maneira que encontraram para defender-se foi eliminar quem os ameaçava, de forma violenta e sangrenta. A outra forma de demonstrar seu poder sem eliminar, é oprimindo e explorando, dando o status de inferioridade e descriminação.
Para Marx as ideologias do etnocentrismo buscavam argumentos para se justificar em diferentes momentos da história, já que consciência cultural evoluía de acordo com o movimento presente.
No época dos descobrimentos, a mente cristã e imperial ditava regras para a sociedade. Grupos se rebelaram contra esse “sistema” e uma série de massacres foram ocasionados. Foram chamados pagãos, aqueles que não se enquadraram nessa sociedade alimentada pela criação de um grupo de missionários e conquistadores que vendiam a ideia de que eles deviam ser libertos de Satanás.
Na época das Luzes, o racionalismo triunfante e o deslumbramento anularam o critério de seleção, agora não importa mais seu posicionamento, seja incréu ou gentio, o que vale é a atualização em relação à civilização ocidental, autoproclamada a “suprema realização do espírito humano”. A motivação colonialista era o progresso, em nome disso a burguesia europeia praticava opressão política, econômica e cultural. Com espaço para massacres e rebeliões históricas.
A Supremacia Espiritual do Ocidente sublinhava o racismo, embora formulado com pretensões científicas, ainda era a simples ideologia branca, só para mostrar a hegemonia europeia (eurocentrismo). Que dominou a mente patriota de grandes filósofos e teólogos destacados até hoje com argumentos que mostram sua opinião quanto à superioridade européia.
No Evolucionismo Cultural, os europeus e os americanos acreditavam ter culturas mais ricas em relação às outras, então eles tinham a pretensão de converter a cultura de povos inferiores, para a cultura que eles acreditavam ser perfeita. Então era feito um trabalho mais cauteloso em cima das crianças e adolescentes, com a intenção de quando chegarem em fase adulta a cultura inserida não ser questionada.
O Relativismo Cultural não julga uma cultura, afirmando que uma seja superior a outra como no etnocentrismo, é feito uma análise, onde se produz novos conhecimentos para entender o porquê determinada região age de forma distinta de outra.
Acredita-se que cada cultura é relativa ao lugar que esta inserida, só faz sentido para a sociedade que faz parte daquilo. Não se pode apontar o certo e o errado, o bonito e o feio, porque os parâmetros usados para o julgamento são as bases culturais que cada indivíduo carrega dentro de si, o que pode ser normal em nossa cultura, já para outra pode ser completamente inaceitável e vice-versa.
Devido estes fatores o relativismo cultural afirma que todas as culturas são válidas, que todas têm suas diferenças e que variam de acordo com o contexto a que se esta inserida.
Tudo que é construído pelo homem tem sua influência cultural, desde a fabricação de móveis, casas, vestimentas, arte e até mesmo suas refeições, a única coisa que não tem influência cultural é a natureza.
Então entendemos que no Relativismo Cultural se tem o respeito pelas diferenças, não cabendo a ninguém a julgar e sim compreender o modo de vida de cada civilização, sem descriminar ou ser superior.
Portanto entendemos sem sombra de dúvidas que existem culturas mais evoluídas que outras, mas isso não define que uma seja melhor e outra pior. Não é porque um determinado lugar possui hospitais, automóveis, fábricas, tecnologias entre outros que ela pode ser considerada superior a sociedades menos desenvolvidas.
É preciso colocar em evidência a qualidade de vida, porque pessoas que vivem em função do tempo, poder, trabalho, dinheiro, não usufruem de momentos prazerosos ao lado da família, amigos, natureza e sem falar em fazer atividades consideradas simples como dançar, conversar, rir, viajar, enfim aproveitar as coisas boas que a vida nos proporciona que às vezes passam despercebidas em nosso dia-a-dia.
O que realmente é importante em nossa existência são os laços que construímos ao longo de nossas vidas. Não podemos ficar nos prendendo a questões que não nos agrega absolutamente nada como preconceito, racismo ou diferenças sociais e culturais, vamos dar valor e nos preocupar com que realmente importa, como o desmatamento desenfreado da natureza, com as pessoas que passam fome e sede, pessoas que estão sofrendo com doenças e por ai vai. Somente resolvendo questões como estas que conseguiremos viver em comunhão e consequentemente em igualdade e mais felizes.

13.062 -Toxicologia – Como é feito e como age o soro antiofídico?


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Apesar de existirem soros específicos para diferentes gêneros de cobras, o processo de produção de todos eles segue o mesmo padrão. O veneno da serpente é introduzido no organismo de um cavalo, que reage desenvolvendo anticorpos. E são esses anticorpos que, após serem retirados do cavalo, formam o soro. A eficiência do produto é grande e, diferentemente do que muitos pensam, uma picada de cobra não significa um convite quase certo para a morte. Segundo dados do Ministério da Saúde, das cerca de 20 mil pessoas picadas por serpentes venenosas a cada ano no Brasil, apenas 0,4% morrem. Mas é bom não bobear. As poucas mortes ocorrem justamente pelo uso incorreto ou tardio do soro ou ainda pela falta dele. A utilização incorreta do produto pode ser evitada com ajuda do diagnóstico de um especialista, já que o veneno de diferentes gêneros de cobras precisa ser combatido com diferentes tipos de sonoro. A confusão nesse aspecto só não é maior porque 90,5% dos casos de pessoas picadas no país envolvem serpentes de um mesmo gênero, Bothrops. Pertencem a ele cobras como jararaca, jararacuçu, caiçaca, urutu e cotiara, todas com peçonhas que podem ser combatidas com o mesmo tipo de soro. Em seguida, em número de picadas, aparecem as cascavéis (do gênero Crotalus), a surucucu (Lachesis) e as corais verdadeiras (Micrurus). Essas espécies ameaçadoras, porém, são minoria no Brasil. Dos 256 tipos de serpentes existentes por aqui, apenas 70 são peçonhentas, ou seja, capazes de inocular seu veneno. No país, os soros são feitos pelo Instituto Butantan, em São Paulo, pela Fundação Ezequiel Dias, em Minas Gerais, e pelo Instituto Vital Brazil, no Rio de Janeiro. Toda a produção é comprada pelo Ministério da Saúde e oferecida gratuitamente em hospitais e postos de saúde de todo o Brasil.

Socorro a galope Eqüinos produzem os anticorpos que barram o veneno das cobras
1. O primeiro passo para se produzir o soro é extrair o veneno de uma serpente — ou de um grupo delas do mesmo gênero, se o objetivo for uma vacina “multiuso”. Para coletar o veneno das glândulas que secretam a substância, basta pressioná-las com as mãos ou aplicar um pequeno choque. Em pouco tempo, a serpente repõe sua peçonha.

2. Um cavalo recebe o veneno em pequenas e sucessivas doses, que não prejudicam a sua saúde. Ele então começa a produzir anticorpos contra a peçonha. Por que são usados os cavalos? “Poderia ser qualquer animal, mas o cavalo é dócil e tem um rendimento maior na produção de anticorpos que outros mamíferos”, diz a bioquímica Hisako Higashi, do Instituto Butantan.

3. Após dez dias, amostras de sangue são retiradas do cavalo até se constatar que já há anticorpos suficientes no corpo do animal — o que leva, em média, 15 dias. Quando isso ocorre, até 16 litros de sangue são colhidos. Então, separa-se o plasma, parte do sangue onde ficam os anticorpos. O restante é reintroduzido no animal.

4. O plasma do sangue é purificado em reatores e diluído. Aí o soro já está pronto. Quando uma pessoa é picada por um cobra peçonhenta, precisa receber a substância salvadora o mais rápido possível. No organismo da vítima, os anticorpos do soro se misturam com o veneno, neutralizando sua ação pouco a pouco. Em geral, o paciente se restabelece após um dia de tratamento.

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