13.075 – Facebook leva duas semanas para tirar do ar vídeo de menina se suicidando


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A ineficiência do Facebook em remover conteúdo inapropriado de sua plataforma ficou amplamente evidente no começo deste ano. De acordo com o Washington Post, a rede social levou quase duas semanas para derrubar vídeos que mostravam a adolescente Katelyn Nicole Davis, de 12 anos, cometendo suicídio.
Davis transmitiu o próprio suicídio usando a plataforma de vídeos ao vivo Live.me. Na transmissão, de mais de 40 minutos, de acordo com o Buzzfeed, a menina alega ter sido vítima de abuso sexual por um membro de sua família. Em seguida, ela se enforca. Davis chegou a ser levada a um hospital próximo, mas não resistiu.
Segundo o Quartz, a gravação aconteceu no dia 30 de dezembro de 2016. A família de Davis imediatamente apagou o vídeo de sua conta. No entanto, em questão de horas, o vídeo já havia sido copiado e compartilhado em redes como o Facebook e o YouTube.
A demora
Por “violar a política do YouTube sobre conteúdo violento ou explícito”, o vídeo foi rapidamente removido da plataforma de vídeos do Google, de acordo com o The Next Web. O Facebook, por sua vez, não foi nem de longe tão ágil. Segundo o Quartz, o vídeo ainda podia ser encontrado na rede social até a tarde do dia 12 de janeiro – 13 dias após ter sido postado.
Claramente, o vídeo violava os padrões da comunidade do Facebook, que proíbe conteúdos relacionados a autoflagelação e suicídio. No entanto, segundo o Buzzfeed, usuários que denunciavam o vídeo recebiam uma mensagem padrão da rede social dizendo que, “embora ele não vá contra nenhum dos nossos padrões da comunidade específicos, você fez a coisa certa ao nos informar sobre ele”
Não se trata da primeira vez em que a rede social de Mark Zuckerberg tem problemas por conta de conteúdo desse tipo. No ano passado, um vídeo no qual uma mulher transmitiu a morte de seu namorado, que havia sido baleado, obrigou a empresa a esclarecer sua política para vídeos ao vivo.

13.074 – Biologia e Meio Ambiente – Variação de Temperatura


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Tibete, a maior variação de temperatura do planeta

Na superfície da Terra há ocasiões em que a temperatura é 17°C mais elevada durante o dia do que a noite. Em lugares desérticos, esta diferença pode atingir 40°C.

No Tibet, os registros apontam uma variação de 77°C. De -37°C no inverno, até 40°C no verão. Porém, no quito, no Equador, a temperatuta estacional varia apenas 0,5°C.
Verticalmente a temperatura varia com a altitude, diminuindo 1°C para cada 150 metros.
O desigual aquecimento horizontal e vertical produz os movimentos da atmosfera que se manifestam por meio dfe ventos.

Efeito Estufa
Há mais de um século o homem vem sujando a atmosfera. Carros, fábricas e queimadas liberam para a atmosfera 5,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, entre outros poluentes, que elevam a temperatura da Terra e podem gerar mudanças climáticas sem precedentes.
Trata-se do efeito estufa, propriedade que determinados gases têm de aprisionar o calor do Sol na atmosfera, impedindo que ele escape para o espaço depois de refletido pela Terra. Em condições normais, esses gases ajudam a manter a temperatura do planeta na média de 15C.
Estudos recentes demonstram que a temperatura do planeta subiu 0,18C neste século. Se for mantida essa tendência, nos próximos 50 anos haverá um aquecimento de 4C a 5C, que pode provocar o degelo de parte das calotas polares e, como consequência, a elevação do nível dos mares e a inundação de cidades litorâneas.
Os gases que se acumulam na atmosfera como resultado da atividade industrial e do crescimento urbano -dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, ozônio e clorofluorcarbonos- são transparentes à luz visível como o vidro, permitindo que os raios do Sol aqueçam a superfície terrestre. Quando a Terra devolve o calor em excesso, não é mais sob a forma de luz, mas de radiação infravermelha.
Como os gases poluentes absorvem a radiação, uma parte do calor fica na atmosfera. Até o final do século passado, a quantidade de dióxido de carbono descarregada no céu nunca excedeu a proporção aceitável de 280 partes por milhão. Mas começaram a surgir as chaminés das fábricas, os oleodutos e os escapamentos de veículos. O crescimento das cidades e a ocupação predatória das florestas provocaram um aumento para 350 partes por milhão; em 2050, calcula-se que chegue a insuportáveis 500 ou 700 partes por milhão.

13.073 – Medicina – A Pílula do Câncer Funciona?


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Polêmica sobre a pílula

A fosfoetanolamina (nome da substância) tem despertado esperança de cura em pacientes e desconfiança em cientistas e médicos. O motivo disso é a falta de estudos clínicos apropriados.
Obrigada a produzir a substância por liminares emitidas pela justiça, a USP chegou a se manifestar sobre o assunto. “Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença”, escreveu a universidade em um comunicado.
O medicamento deixa muitas perguntas no ar. O que se sabe sobre a fosfoetanolamina? Quais são seus efeitos? Ele realmente pode curar o câncer?

O que é a fosfoetanolamina?
É uma substância química produzida no organismo humano. Ela é indispensável para a vida humana. Dela se origina outra substância, a fosfatidiletanolamina, que está presente em todos os tecidos e órgãos humanos.
A fosfatidiletanolamina é responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que gera energia no corpo. Esse processo fica prejudicado em células cancerosas. Em teoria, a ingestão do medicamento faria com que as células voltassem a trabalhar normalmente. Com isso, o câncer pararia de se desenvolver.
A fosfoetanolamina (produzida em laboratório) apresentou em testes propriedades antitumorais em células (in vitro) e em animais portadores de tumores. Já a natural não apresenta essas propriedades—ela para de funcionar, mas os pesquisadores ainda não sabem os motivos disso.

Já foram feitos testes com fosfoetanolamina em células humanas?
Os testes foram feitos em células humanas em laboratório, porém não em pessoas. Segundo o pesquisador Durvanei Maria, foram estudadas linhas celulares de tumores, como melanoma, pâncreas, renais, leucemias, entre outros.

A fosfoetanolamina é eficaz contra o câncer?
O professor Durvanei Maria afirma que a fosfoetanolamina sintética inibiu a capacidade de multiplicação ou proliferação celular dos tumores. Isso foi feito a partir da morte celular programada– um efeito que pode ser visto, geralmente, na queda das folhas das árvores no outono.
Os resultados foram obtidos por Maria em todos os modelos estudados (células de camundongos, ratos ou em células humanas).
Qual é a diferença entre a pílula e outras medicações em desenvolvimento?

Segundo a doutora Giovana Torrezan, medicamentos contra o câncer que estão em desenvolvimento atualmente não são como a quimioterapia, que mata todas as células que se dividem no corpo humano. Esses medicamentos em desenvolvimento são chamados de “drogas alvos” e só alteram as células tumorais.
Já a pílula de fosfoetanolamina reativa a morte celular programada, estimula o sistema imune a eliminar a célula do tumor e pode impedir o desenvolvimento de vários outros tumores. “Mas ainda não se sabe quais seriam seus efeitos colaterais”, explica.
A fosfoetanolamina serviria como um substituto para outros tratamentos, como a quimioterapia?
As pesquisas comprovam que a fosfoetanolamina não altera as propriedades dos remédios usados durante a quimioterapia. Além disso, ela também é capaz de aumentar a probabilidade de sobrevida e diminuir significativamente os efeitos colaterais.
Assim, a fosfoetanolamina não serve como substituto da quimioterapia. Na realidade, a associação dos dois medicamentos e de outros tratamentos talvez possa ajudar no combate ao câncer.

Há riscos ao usar a pílula, já que ela não foi testada clinicamente?
De acordo com Roberto Ferreira, a substância já passou por ensaios pré-clínicos e apresentou bons resultados. No entanto, a cada etapa do processo de estudo de um potencial candidato a medicamento, muitas moléculas que eram promissoras são abandonadas por perda de atividade ou na avaliação de riscos e benefícios.
“A fosfoetanolamina já passou por duas importantes etapas, mas a história nos mostra que não há garantias que mantenha a atividade em humanos e que não haja riscos, ou interações importantes com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando”, avisou Ferreira.

13.072 – Mega Polêmica – Fiéis da Universal não serão incluídos no SPC por ‘inadimplência’


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Notícia Falsa

Igrejas evangélicas e seus polêmicos líderes estão entre os assuntos preferidos dos criadores de notícias falsas que operam no submundo da internet brasileira. Manchetes mentirosas com esta temática são tão bem sucedidas no intuito de provocar indignação dos internautas e atrair cliques que acabam sendo requentadas ano a ano.
É o caso da notória “Fiéis que não pagam dízimos vão ser colocados no SPC e Serasa”, que surgiu em 2011 e voltou a circular no início de 2017. O alvo é a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo controverso Edir Macedo, que, diz a lorota, teria tomado a decisão de incluir fiéis “inadimplentes” nos serviços de proteção ao crédito.
Lida cerca de 160.000 vezes só no Jornal do País e curtida 132.000 vezes no Facebook, a notícia falsa ainda dá “detalhes” da suposta iniciativa da Universal, cascateando que “quem quiser pode fazer um acordo com a igreja e renegociar a dívida que pode ser parcelada no cartão de credito com desconto de 50% nos juros”.
Simulando um trabalho de apuração jornalística, a notícia falsa tem até personagem, um tal José da Silva Pimenta, dito fiel da Universal, incluído no texto para dar sua opinião a respeito da medida que o afetaria. “Para José da Silva Pimenta, a media é justa e vai fazer com que os fiéis fiquem pontuais com Deus, pagar dizimo atrasado é um pecado, um descumprimento da bíblia e colocar o membro da igreja no SPC/SERASA vai ajudar o membro a não errar com Deus”, diz a notícia falsa.
Ainda em 2011, quando a informação mentirosa nasceu, a Universal emitiu um comunicado para desmenti-la. A nota da igreja afirma que “os dízimos e as ofertas são bíblicos e a Igreja Universal não impõe ou obriga as pessoas a fazerem suas doações”.
“O Departamento Jurídico da Igreja Universal afirma que não há nenhum tipo de controle de quem oferta ou não dentro da Igreja Universal, por tratar-se de liberalidade do fiel e, como consequência lógica deste fato, não há como a Igreja Universal inserir ou deixar de inserir o nome de quem quer seja no SPC/Serasa”, conclui a mensagem.
Já o SPC explica que “como não há um contrato entre a pessoa física e a igreja regularizando a doação como uma pendência fixa, logo não há uma dívida oficial a ser quitada. Além disso, o dízimo é uma doação, e não um produto ou serviço contratado, não podendo então levar o consumidor à negativação nos birôs de crédito”.

13.071 – Arquivo Mega – Em 17-01-1706 Nasceu Benjamin Franklin, político, inventor e diplomata


Almanaque de Franklin
Almanaque de Fraklin

No dia 17 de janeiro de 1706 nascia, em Boston (EUA), Benjamin Franklin, jornalista, escritor, diplomata, inventor e político. Ele ainda ficou conhecido por suas experiências com a eletricidade e por ter sido um dos líderes da Revolução Americana. Também ganhou fama de estadista por seus serviços diplomáticos, atuando no diálogo entre as colônias com a Grã-Bretanha e mais tarde com a Rússia.
Entre os anos de 1776 e 1785, Benjamin Franklin morou na França, onde foi emissário dos Estados Unidos e figura de prestígio na sociedade parisiense. Após seu retorno, ele se dedicou à questão da abolição da escravatura. Benjamin Franklin morreu no dia 17 de abril de 1790, na Filadélfia.

No dia 17 de janeiro de 1706 nascia, em Boston (EUA), Benjamin Franklin, jornalista, escritor, diplomata, inventor e político. Ele ainda ficou conhecido por suas experiências com a eletricidade e por ter sido um dos líderes da Revolução Americana. Também ganhou fama de estadista por seus serviços diplomáticos, atuando no diálogo entre as colônias com a Grã-Bretanha e mais tarde com a Rússia.
Entre os anos de 1776 e 1785, Benjamin Franklin morou na França, onde foi emissário dos Estados Unidos e figura de prestígio na sociedade parisiense. Após seu retorno, ele se dedicou à questão da abolição da escravatura. Benjamin Franklin morreu no dia 17 de abril de 1790, na Filadélfia.