13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

monte sagrado

13.090 – Mega Sampa Ecologia – A Serra do Mar


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Velha estrada de Santos abandonada

É um maciço rochoso que percorre quase toda a extensão do litoral sul e sudeste brasileiro. Segundo a geologia, a origem da Serra do Mar está relacionada ao evento geológico ocorrido a cerca de 130 milhões de anos atrás e que foi o responsável por separar o super continente da Gondwana formando a América do Sul e a África, e dando origem ao Oceano Atlântico.
Ao se separar do continente africano a placa tectônica sul-americana se chocou com a placa de nazca (do Oceano Pacífico) dando origem a cadeia andina e soerguendo a placa sul-americana na parte oriental, a costa brasileira. Esse soerguimento, ocorrido a cerca de 80 milhões de anos, foi o responsável por expor rochas muito antigas (cerca de 600 milhões de anos) dando início à formação do sistema Serra do Mar – Mantiqueira.
Os intemperismos físicos, químicos e biológicos e a continuação dos eventos geológicos (como o soerguimento do litoral brasileiro que ocorre até hoje) se encarregariam de continuar esculpindo a Serra do Mar.
Com uma extensão de cerca de 1.000 km, a Serra do Mar passa pelo litoral de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e rio de Janeiro recebendo um nome variado em cada local: Serra do Mar, Juréia – Itatins ou Serra da Paranapiacaba em São Paulo, Serra do Itajaí ou Serra do Tabuleiro em Santa Catarina, Serra da Prata, Marumbi, Graciosa ou Ibitiraquire no Paraná e Serra da Bocaina ou dos Órgãos no Rio de Janeiro.
Devido à sua grande extensão e variação de altitudes (de 1200 a 2200 m acima do nível do mar), a Serra do Mar apresenta uma grande variedade de vegetações que vão desde a Floresta Ombrófila Densa até aos Manguezais. Infelizmente, a rápida ocupação do litoral brasileiro e o desenvolvimento das regiões sul e sudeste quase acabaram com essa riqueza de biodiversidade: só no Estado de São Paulo cerca de 90% da vegetação que cobria a Serra do Mar foi devastada.
Uma curiosidade sobre a Serra do Mar: ela continua crescendo. Estudos apontam que o movimento de soerguimento da costa brasileira atingiu uma elevação de 25 metros durante os últimos 300 mil anos.

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12.657 – A montanha sagrada aborígene e os Astronautas Antigos


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Neste místico ponto da Austrália, encontram-se tradições aborígenes, uma indústria turística e, para alguns, a evidência clara da existência de uma antiga civilização extraterrestre.
À primeira vista, ali há somente uma rocha simples, ou uma formação rochosa de 350 metros de altura – embora sua maior parte esteja debaixo da terra -, que se ergue com uma imponente solidão no deserto. Em 1987, Uluru foi declarado Patrimônio da Humanidade, o que só fez aumentar o fluxo de turistas para a região, transformando a rocha em uma indústria em si. O perímetro de Uluru possui uma quantidade grande de pinturas e gravuras que, para os nativos, têm origem divina. É sagrada aos aborígenes e tem inúmeras fendas, cisternas (poços com água), cavernas rochosas e pinturas antigas.
Muitas dessas imagens nas cavernas estão relacionadas à fertilidade e à iniciação e, outras, as mais estranhas, representam os Wandjina, seres mitológicos associados à criação do mundo. São figuras que se assemelham muito aos astronautas ou extraterrestres: de tonalidade acinzentada, não têm boca, mas possuem olhos grandes e negros e a cabeça coberta com uma espécie de capacete.
Para alguns, isso é um suporte perfeito para a teoria dos “Astronautas Antigos”, segundo a qual personagens estranhos trouxeram a vida para a Terra em uma de suas viagens especiais fora do tempo. Para outros, uma simples, e não por isso menos magnífica, invenção ancestral, que tenta explicar o inexplicável (a origem) em uma enorme rocha solitária.
Uluru, também conhecido como Ayers Rock, está localizada quase no centro da Austrália, no Território Norte, a 430 km a sudoeste da cidade de Alice Springs e cerca de 2.800 km de Sydney.

10.705 – O Paraíso é Aqui – Kirkjufell


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A montanha Kirkjufell é muito conhecida por ser protagonista de imagens absolutamente incríveis feitas pelos turistas que visitam a região. Localizada na Península de Snaefellsnes, na Islândia, não há nada de impressionante ou significativo sobre a própria montanha. Não é a maior montanha na Islândia, ou a mais mortal, e também não pode ter a pretensão de ser um dos muitos vulcões que deram à Islândia a reputação de produzir um terço de toda a lava basáltica do mundo.
Mas, se há uma coisa que faz Kirkjufell se destacar e entrar para essa lista é a combinação de todos os elementos que fazem parte da paisagem. Ou seja: esta montanha é muito fotogênica. O trio de cachoeiras que alimentam um córrego cristalino no pé do monte ajuda a criar um retrato perfeito que poderia muito bem ter sido tirado de um dos seus sonhos. E, como a imagem acima mostra, Kirkjufell fica bem no centro de um dos melhores lugares para ver a deslumbrante aurora boreal.

5202 – Alpinista de Penas – O ganso indiano voa a 9 000 metros


O ganso indiano voa a 9 000 metros, a mesma altura dos jatos comerciais. É que ele passa o inverno no nordeste da Índia, ao nível do mar. Na primavera, migra para os lagos do Tibete, onde choca seus ovos. Só que no meio do caminho tem o Himalaia, a mais alta cadeia de montanhas do mundo – com altitudes de até 8 800 metros. Todo ano ele as atravessa. Outro recordista de vôo em altura é uma ave da mesma região, o abutre do Himalaia, que também passeia a 9 000 metros do chão. “Em 1973, um deles bateu num avião a 11 278 metros.
Para suportar a falta de oxigênio, aves de altitude – como o emberezídio-da-touca-negra, uma andorinha da América do Norte, e o condor dos Andes – têm metabolismo acelerado, que produz muita energia em pouco tempo. Outro truque é a respiração. “O aparelho respiratório permite que essas aves tenham ar nos pulmões o tempo todo”, diz Renato Gaban, ornitólogo da USP. Assim, aproveitam bem o ar rarefeito. Para elas, voar acima de 8 000 metros é bico. A menos que venha um avião em sentido contrário.
Aves migratórias precisam voar mais alto
Abutre do Himalaia – 11 200 m
Ganso indiano – 9 000 m
Emberezídio-da-touca-negra – 6 000 m
Condor dos Andes – 5 000 m

5064 – Serra tem um novo cume


O pico mais alto de S.P.

A rixa entre paulistas e cariocas não poupa nem as montanhas. O geógrafo Lorenzo Bagini, da Universidade de São Paulo, acaba de descobrir que o ponto culminante da Serra da Mantiqueira, na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, não é o famoso Pico das Agulhas Negras, no município fluminense de Itatiaia. O título agora vai para a Pedra da Mina, localizada em Queluz, São Paulo. Bagini fez a medição no ano passado com o auxílio de satélites. Assim, deu à montanha exatos 2 796 metros de altura, 8 a mais que Agulhas Negras. A diferença, pequena, não chega a desmerecer o imponente pico fluminense. O problema é que nunca houve antes um registro preciso das altitudes da região. E o maciço rochoso da Serra Fina, onde se localiza a Pedra da Mina, é solenemente ignorado por todas os mapas aeronáuticos oficiais existentes sobre a Mantiqueira, o que é um perigo para a aviação.

4960 – Coelho zebrado achado na Ásia


Encontrar uma nova espécie de bactéria não é muito difícil. Topar com um mamífero desconhecido, no entanto, não acontece todo dia. Imagine a felicidade de uma equipe de biólogos americanos ao deparar, nas isoladas Montanhas Anamitas, no Laos, sudeste asiático, com um coelho listrado jamais visto antes. Ele tem faixas escuras na cabeça e no dorso. A análise genética indica que o bicho pertence ao gênero Nesolagus e seu único parente conhecido é um roedor que mora na ilha indonesiana de Sumatra, há 1 500 quilômetros do Laos. Calcula-se que os dois primos tenham se separado há 8 milhões de anos. “A descoberta vai nos ajudar a entender melhor a evolução de animais que só existem em ambientes isolados como as Montanhas Anamitas”, afirmou o diretor de ciência da Sociedade para Conservação da Vida Selvagem na Ásia, que anunciou o achado.

4615 – ‘Cordilheira Fantasma’ na Antártida


Folha Ciência

Cientistas dizem que agora podem explicar a origem do que talvez sejam as mais extraordinárias montanhas da Terra.
As Gamburstsevs são do tamanho dos Alpes europeus e totalmente cobertas pelo gelo antártico.
Sua descoberta na década de 1950 foi uma grande surpresa. A maioria supunha que o continente fosse plano e sem grandes variações.
Mas dados de estudos recentes sugerem que a cadeia de montanhas formou-se há mais de um bilhão de anos, segundo o trabalho divulgado na publicação científica Nature.
As Gamburtsevs são importantes por serem o local onde sabemos hoje que o gelo iniciou sua expansão pela Antártida.
A descoberta da história das montanhas ajudará portanto em estudos climáticos, auxiliando cientistas a descobrir não apenas mudanças passadas da Terra, mas também possíveis cenários futuros.
“Pesquisar estas montanhas foi um enorme desafio, mas fomos bem-sucedidos e produzimos um trabalho fascinante”, disse Fausto Farraccioli, da British Antartic Survey (BAS), à BBC.
Ele foi o pesquisador principal do projeto AGAP (sigla em inglês para Província Antártica de Gamburtsev).
A equipe de cientistas de várias nacionalidades viajou algumas vezes durante os anos de 2008 e 2009 ao leste do continente gelado, mapeando o formato da montanha escondida usando um radar capaz de penetrar o gelo.
Outros instrumentos registraram os campos gravitacionais e magnéticos, enquanto sismômetros estudavam as profundezas da Terra.
A equipe AGAP acredita que estes dados podem agora construir uma narrativa consistente para explicar a criação das Gamburtsevs e sua existência através do tempo geológico.
SUPERCONTINENTE
É uma história que começou pouco antes de um bilhão de anos atrás, muito antes de formas de vida complexas se formarem no planeta, quando os continentes estavam se atraindo para formar um supercontinente conhecido como Rodínia.
A colisão que aconteceu gerou as enormes montanhas.
No decorrer de centenas de milhões de anos, os picos sofreram gradualmente um processo de erosão. Apenas as “raízes”, ou bases, das montanhas teriam sido preservadas.
Mas entre 250 e 100 milhões de anos atrás, quando os dinossauros habitavam o planeta, os continentes começaram a se separar em uma série de fissuras próximas à base gelada das montanhas.
Este movimento aqueceu e rejuvenesceu as “raízes”, criando as condições necessárias para que a terra se elevasse mais uma vez, fazendo com que as montanhas fossem restabelecidas.
Seus picos cresceram ainda mais na medida em que vales profundos foram sendo cortados por rios e geleiras a seu redor.
E teriam sido as geleiras que escreveram os capítulos finais, há cerca de 35 milhões de anos, quando elas se expandiram e se fundiram para formarem o Manto Antártico Oriental, encobrindo a cadeia de montanhas neste processo.
Os pesquisadores também buscam determinar o local mais adequado para fazer a escavação no gelo.
Ao examinar bolhas de ar presas na neve compactada, os pesquisadores podem determinar detalhes do passado, como condições ambientais, incluindo a temperatura e a concentração de gases na atmosfera, como dióxido de carbono.
Acredita-se que em algum local da região de Gamburtsev seja possível a coleta de amostras de gelo com mais de um milhão de anos. A amostra seria ao menos 200 mil anos mais antiga do que o gelo antártico já analisado por cientistas.

3146 – De ☻lho no mapa – Onde fica o Tibet?


Tibet, o topo do mundo

É uma região de planalto da Ásia, um território disputado situado ao norte da cordilheira do Himalaia. É habitada pelos tibetanos e outros grupos étnicos como os monpas e os lhobas, além de grandes minorias de chineses han e hui. O Tibete é a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4.900 metros de altitude, e por vezes recebe a designação de “o teto do mundo” ou “o telhado do mundo”. A UNESCO e a Encyclopædia Britannica consideram o Tibete como parte da Ásia Central, enquanto outras organizações a veem como parte do Sul Asiático.
Durante a sua história, o Tibete existiu como uma região composta por diversas áreas soberanas, como uma única entidade independente e como um Estado vassalo, sob soberania chinesa. Após uma invasão contundente e uma batalha feroz em Chamdo, em 1950, o Partido Comunista da China assumiu o controle da região de Kham, a oeste do alto rio Yangtzé; no ano seguinte o 14º Dalai Lama e seu governo assinaram o Acordo de Dezessete Pontos. Em 1959, juntamente com um grupo de líderes tibetanos e de seus seguidores, o Dalai Lama fugiu para a Índia, onde instalou o Governo do Tibete no Exílio em Dharamsala. Pequim e este governo no exílio discordam a respeito de quando o Tibete teria passado a fazer parte da China, e se a incorporação do território à China é legítima de acordo com o direito internacional.
A diferenciação entre o tibetano e outras línguas himalaias são muitas vezes indefinidas. Em geral, os dialetos da parte central do Tibete como o lassa, o kham, o amdo, e outras áreas próximas são considerados dialetos tibetanos, enquanto outras, como o dzonga, siquimês, a língua sherpa e a língua ladakhi, são consideradas separadas por razões políticas. Tendo em vista esse entendimento dos dialetos e formas do tibetano, o tibetano “padrão” é falado por cerca de seis milhões de pessoas no plateau tibetano, bem como por mais de 150 mil de falantes em exílio na Índia e em outros países.
A língua tibetana possui sua própria escrita, que deriva da escrita devanágari.

A cordilheira do Himalaia

O Tibete está localizado no Planalto tibetano, a região mais alta do mundo. A maior parte da cadeia de montanha do Himalaia encontra-se no Tibete. Seu pico mais conhecido, o Monte Everest, se encontra na fronteira entre Nepal e Tibete. A altitude média é de cerca de 3.000 m no sul e 4.500 m no norte.
A atmosfera é severamente seca por nove meses ao ano, e o índice de queda de neve é extremamente baixo devido as massas de ar seco que chegam na região.

Monastério no alto da montanha

2463-De ☻lho no Mapa-A Cordilheira dos Andes


As neves eternas dos Andes

É uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul, sendo a formação geológica da mesma datada do período Terciário. A cordilheira possui aproximadamente 8000 km de extensão. É a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu ponto culminante é o pico do Aconcágua com 6962 m de altitude.
A Cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até à Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano, caracterizando a paisagem do Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, também conhecidos como países Andinos.
Nos territórios da Colômbia e da Venezuela a cordilheira se ramifica e se prolonga até quase alcançar o Mar do Caribe. Em sua parte meridional serve de longa fronteira natural entre Chile e Argentina. Na zona central, os Andes se alargam dando lugar a um planalto elevado conhecido como Altiplano, partilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. A cordilheira volta a estreitar-se no norte do Peru e se alarga novamente na Colômbia para estreitar-se e dividir-se ao entrar na Venezuela.
Ao Sul da Colômbia, na fronteira com o Equador, os Andes constituem uma só cordilheira com picos vulcânicos de até 5000 m de altitude, mas para o norte se divide rapidamente em duas cordilheiras chamadas respectivamente Ocidental e Central, e da Central se desprende a Oriental.
A Cordilheira Central está separada da Ocidental, uma distância média de 400 m, por uma falha geológica ocupada pelo rio Patía ao sul e pelo rio Cauca ao norte. A Cordilheira Oriental gradualmente se separa para o leste criando a bacia do rio mais importante da Colômbia, o rio Magdalena. Esta cordilheira se estende para o norte e penetra o território venezuelano de onde adquire o nome de Cordilheira de Mérida, cuja continuações naturais dão passo a formação Lara-Falcón e tem uma distante relação com a Cordilheira Central e a Cordilheira Oriental.
O braço ocidental, chamado Serranía del Perijá, se desprende desta para o norte formando a fronteira natural entre Colômbia e Venezuela, e gradualmente vai perdendo altitude, alcançando o Caribe em Punta Gallinas na península de La Guajira, no extremo norte da Colômbia. Em el Perijá se aproxima a Sierra Nevada de Santa Marta formando um vale rodeado pelo rio Cesar. A Sierra Nevada de Santa Marta é a estrutura montanhosa mais alta da Colômbia: 5775 m.
As três Cordilheiras possuem picos, principalmente, de formação vulcânica de mais de 4 km. A Cordilheira Central e a Oriental tem picos de mais de 5 km cobertos de neve permanentemente. Muitos destes vulcões são ativos e já causaram destruição e mortes no passado devido às explosões de gás e cinza, como também às avalanches de gelo e lodo. O ocidente do país está sujeito a uma maior atividade telúrica, o que demonstra a instabilidade de sua natureza geológica. Ao noroeste da Cordilheira Ocidental aparece um sistema montanhoso chamado Serranía del Baudó, que continua pelo Darién girando ao oeste para o Panamá.
O norte do Chile e da Argentina compartilham os picos mais altos dos Andes, seguidos pela Cordilheira Branca, localizada no Peru, a Cordilheira Real da Bolívia e os Andes Equatorianos.
Seu maior cume é o Aconcágua (na Argentina): com 6962 m de altitude, é o ponto mais alto do continente americano. No sul do Peru, próximo de Cuzco, encontra-se o Nudo de Vilcanota, que alcança seu ponto mais elevado no Monte Ausangate (6380 m).
Nesta cordilheira está localizado o glaciar de Quelccaya, um dos dois únicos glaciares planos na zona tropical do planeta. Esta singularidade há permitido estudar em seus gelos as mudanças climáticas ocorridas no trópico desde a última era glacial.