14.131 – O Rádio Transistorizado


radio Nissei
Rádio é Nissei, o resto eu não sei

Receptor de rádio portátil que usa circuito baseado em transistor. Os primeiros rádios foram desenvolvidos em 1954, seguido da invenção do transistor que foi em 1947, tornaram-se o dispositivo de comunicação eletrônico mais popular da história, sendo produzidos bilhões nos anos de 1960 a 1970. Seu tamanho de bolso provocou uma mudança nos hábitos de escuta de música, permitindo que as pudessem ouvir música em qualquer lugar. No começo da década de 1980, os rádios AM baratos foram substituídos por aparelhos com melhor qualidade de áudio como, CD players portáteis, leitores de áudio pessoais, e caixas de som.

Antes do transistor ter sido inventado, os rádios usados eram criados usando válvula eletrônica. Embora tenham sido criados rádios portáteis valvulados, eles eram volumosos e pesados, devido às grandes baterias necessárias para abastecer o alto consumo de energia dos tubos.
Bell Laboratories demonstrou o primeiro transistor em 23 de dezembro de 1947. Depois de obter a proteção das patentes, a empresa realizou uma coletiva de imprensa em 30 de junho de 1948, onde foi demonstrado um protótipo de rádio transistor.
Há muitos pretendentes ao título de primeira empresa a produzir rádios transistorizados. Texas Instruments havia demonstrado a utilização de rádios AM (modulação de amplitude) em 25 de maio de 1954, mas o seu desempenho foi bem inferior ao de modelos valvulados. Um rádio foi demonstrado em agosto de 1953 em uma Feira em Düsseldorf pela empresa alemã Intermetall. Foi construído com quatro de transistores feitos à mão pela Intermetall. No entanto, como acontece com as primeiras unidades, a Texas Instruments (e outros) construíram apenas protótipos. RCA havia demonstrado um protótipo de rádio transistorizado em 1952, mas Texas Instruments e Regency Divisão de IDEA, foram os primeiros a oferecerem um modelo de produto a partir de outubro 1954.
Durante uma viagem aos Estados Unidos em 1952, Masura Ibuka, fundador da Tokyo Telecommunications Engineering Corporation (atual Sony), descobriu que a AT&T estava prestes a tornar o licenciamento para o transistor disponível. Ibuka e seu parceiro, o físico Akio Morita, convenceu o Ministério do Comércio e Indústria Internacional (MITI) japonês para financiar a taxa de licenciamento $25.000. Durante vários meses Ibuka viajou por todo os Estados Unidos tomando ideias dos fabricantes de transistores americanos. Com as ideias melhoradas, Tokyo Telecommunications Engineering Corporation fez seu primeiro rádio transistor funcional em 1954. Dentro de cinco anos, Tokyo Telecommunications Engineering Corporation cresceu de sete funcionários para cerca de quinhentos.
Outras empresas japonesas logo seguiram a sua entrada no mercado americano e o total de produtos eletrônicos exportados do Japão em 1958 aumentou 2,5 vezes em comparação a 1957.

Pocket_radio_open_english

14.130 – Tecnologia – Fim das Obsoletas Rádios AM


radio am
Enquanto o sinal de rádio FM tem sido desligado pelo mundo desde janeiro do ano passado, no Brasil ele ainda é bastante popular. Já o que está perdendo espaço é o AM, cujas emissoras têm procurado dials na “frequência modulada” para alocar seus espaços e facilitar o acesso aos ouvintes.
A migração já está ocorrendo há algum tempo e agora ela deve evoluir em uma velocidade maior. O então presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, assinou o decreto que abriu o prazo de 180 dias para as rádios que ainda operam na faixa AM solicitarem a migração para a FM. A medida atendeu a um pleito da ABERT.
As rádios AM que atuam em cobertura local, regional ou nacional, com interesse na migração, deverão solicitar a mudança ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Atualmente, das 1.781 estações em “amplitude modulada”, 1.332 já pediram a adaptação da outorga. Delas, 619 chegaram a assinar o aditivo contratual. O decreto fará com que até 449 emissoras AM consigam dar entrada na alteração. Da mesma forma que foi feito na primeira fase, a ABERT ficará à disposição para orientar as emissoras com interesse na migração a respeito de todas as etapas do processo.

13.420 – Você é Manipulado – Entenda como funciona o Jabá nas rádios


JOVEM PAN 2 - 1977_
O dono do Pânico é um homem de difícil trato. E uma máquina de fazer dinheiro. Proprietário da rádio Jovem Pan, de um portal de internet, de uma empresa de telefonia e de vários outros negócios (incluindo uma pequena gravadora, a Bacana Records, e a Rádio Daslu, que toca na loja de madames), Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, ou simplesmente Tutinha Amaral, é um sujeito durão, insone e hipocondríaco. Do tipo que vai à farmácia e pergunta quais as novidades do mercado. Ou que, ao deparar com uma funcionária que aparente estar tranqüila, solicita a ela que elabore, em meia hora, um relatório com todas as suas atividades e resultados obtidos. Não é à toa que ele inspirou um ex-funcionário, o comediante Felipe Xavier, a criar o Dr. Pimpolho, personagem que encarna o estereótipo do chefe irritado, mal-educado e explorador – apresentado diariamente na Rádio Mix, concorrente de Tutinha.

Os desafetos não são novidade na vida deste paulistano que não tem papas na língua. O curioso é que quase ninguém fala mal dele publicamente. “Sou o homem mais temido da indústria fonográfica nacional”, afirma. Faz sentido. Aos 20 anos, em 1976, quando foi para a Jovem Pan, Tutinha adotou o conceito de FM falada e acabou com o marasmo da programação de sala de espera de dentista. Sua rádio foi responsável pelo lançamento de boa parte das bandas de rock dos anos 80. Hoje ela tem 50 afiliadas no Brasil inteiro e influencia inúmeras rádios pequenas no interior. Junto com as rádios Mix, Transamérica e 89, domina o segmento que mais forma opinião – os jovens das classes A e B. Ou seja, influi decisivamente no que “pega” no mundo da música. Por isso é tão escandalosa a crítica mais recorrente a Tutinha: de que ele cobra jabá (presentes, dinheiro ou vantagens) para que artistas toquem em sua rádio. Ele não nega, embora não goste do termo – prefere falar que é um “acordo comercial”. Sem constrangimento, Tutinha diz ter ganhado 1 milhão de dólares por ter lançado a cantora colombiana Shakira no Brasil. Também afirma ter conhecido vários países graças aos pacotes pagos pelas gravadoras de artistas internacionais. Nesta entrevista, ele revela candidamente seu método de escolha dos músicos que tocam na Jovem Pan: “Recebo 30 artistas novos por dia na rádio. Seleciono dez, vou à gravadora e, para aquela que me dá alguma vantagem, eu dou preferência”. Além de músicos, Tutinha lançou apresentadores. Luciano Huck começou na Jovem Pan. Adriane Galisteu fez sucesso por lá antes de ir para a televisão. Emílio Surita iniciou sua carreira ao lado de Tutinha, e com ele criou o programa Pânico, inspirado nos talk shows do radialista americano Howard Stern. A lógica: metralhadora giratória que não poupa ninguém, desde o ouvinte até a celebridade mais badalada. A fórmula deu certo. O programa foi campeão de audiência e Tutinha resolveu levá-lo para a televisão. Bateu na porta da Gazeta, do SBT, da Bandeirantes, até que conseguiu um patrocínio da operadora de telefonia Vivo e emplacou na Rede TV!. O programa fez sucesso e foi cobiçado por Silvio Santos. As negociações com o SBT não prosperaram, mas o contrato com a Rede TV! termina em 2007. Tutinha pensa em montar sua própria rede. “Aos poucos, estou colocando o pezinho na televisão”, revela. Seria uma espécie de volta à infância. Ele praticamente nasceu dentro de uma emissora. Seu avô, Paulo Machado de Carvalho, foi dono da TV Record. O pai, Tuta, era diretor da rede no auge dos festivais da canção. Ainda criança, assistiu de camarote aos primeiros acordes da turma da Jovem Guarda. Suas lembranças são as de um típico filhinho de papai. Levava os amigos da escola para assistir a Perdidos no Espaço no cineminha da Record.

Trechos de uma entrevista com a Revista Playboy:

TUTINHA> Sou o mais temido, lógico. Sou assim mesmo. Se não tocar na minha rádio, a Jovem Pan, o artista não estoura. E não sou bonzinho. Se a música é ruim, digo para o artista: “Não vou tocar, seu disco é uma porcaria. Tchau e não me amola”.

TUTINHA> Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.
Na Jovem Pan nunca teve jabá. Antigamente as rádios tinham. Quando eu comecei a trabalhar, até me assustava. A Rádio Record ficava junto com a Jovem Pan. Na época, chegava o cara da gravadora e dava dinheiro, walkman, relógio para o radialista. Quando eu entrei, eu pegava essas coisas para a Jovem Pan. Nas outras rádios, os donos não estavam. Eu não tinha interesse em roubar a Jovem Pan. Queria fazer negócio. Antes o rádio era muito amador. Então a gravadora dava uma coisa pro cara, dava mulher.

PLAYBOY> Com quem mais você brigou?
TUTINHA> Com o Roger, do Ultraje a Rigor. A Jovem Pan foi a primeira a tocar aquela música deles, “quem quer dinheiro, índio quer dinheiro”, uma coisa assim. E eu combinei com o empresário de me dar três shows. Muito bem, você quer tocar o Roger? Eu quero três shows de graça e vou fazer promoção para a Jovem Pan. Pois ele estourou e não me deu os shows.

PLAYBOY> Tocou É o Tchan?
TUTINHA> Não, mas tocamos Netinho, Ivete, Banda Eva e Banda Mel. Depois a gente achou que a rádio caiu e podia ser o axé. É que essa rádio é conceito, sabe? Por exemplo, a molecada gosta de samba. Mas a gente acha que conceitualmente tocar Inimigos da HP, por exemplo, atrapalha a rádio. Então a gente prefere tocar rock, house e música brasileira e não arriscar a audiência.

13.371 – História do Rádio – Derrocada do FM


nova fm2

O que aconteceu com as rádios FM? Por que a programação mudou tanto? Por que n é possível mais ouvir músicas de qualidade. A antiga programação das FMs, mais voltada para músicas, desde as primeiras emissoras na década de 70, foi paulatinamente se assemelhando mais as emissoras de AM, com programação direcionada para notícias, esportes e prestação de serviço.

E aí pessoal da Revista Som 3, estão satisfeitos? Faço referência a uma matéria dessa revista escrita em 1980 onde dizia que o FM tinha que se espelhar na “dinâmica” do AM e que o “listão das músicas do FM era chato único e repetitivo”, O listão das músicas do FM era chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…

O que é Rádio FM?

A faixa de transmissão FM, utilizado para transmissão por emissoras de rádio FM difere entre as diferentes partes do mundo. Na Europa e África (Região 1 UIT), abrange 87,5-108,0 megahertz (MHz), enquanto na América (ITU Região 2) varia entre 87,7-108,0MHz. A faixa de transmissão FM no Japão usa 76,0-90MHz. A banda OIRT na Europa Oriental é 65,8-74,0MHz, embora esses países agora usam principalmente a banda 87,5-108MHz, como no caso da Rússia. Alguns outros países já descontinuaram a banda OIRT e mudaram para a banda 87,5-108MHz.
Uma rádio em FM apresenta uma ótima qualidade sonora mas com limitado alcance, chegando em média a 100 quilômetros de raio de alcance. Em condições esporádicas de propagação, é possível sintonizar emissores a centenas de quilômetros. A potência dos sistemas de emissão pode variar entre poucos watts (rádios locais) até centenas de quilowatts, no caso de retransmissores de grande cobertura.
O FM dispõe de um sistema de envio de informação digital, o RDS (Radio Data System) que permite apresentar informações sobre a emissora sintonizada. Também, a boa qualidade de som desta gama de frequências de radiodifusão é adequada ao uso da estereofonia.

Cronologia:
1933 – O americano Edwin Armstrong demonstra o sistema FM para os executivos da Radio Corporation of America (RCA).
1939 – Armstrong inicia operação da primeira FM em Alpine, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
1942 – Os primeiros emissores em frequência modulada (FM) são produzidos nos EUA, pela General Electric.
1968 – Entra no ar, em Manaus, Amazonas, a Rádio Tropical FM, a primeira rádio em FM no Brasil e a segunda na América do Sul.
1969 – É criado o Grupo Bel e com ele a primeira rádio em FM estéreo no Brasil e na América do Sul, a Rádio Del Rey FM de Belo Horizonte, atual 98FM.
A FM permite uma recepção em alta-fidelidade (qualidade técnica), mas seu alcance é pequeno (quase o mesmo da TV).

No Brasil
Diversas rádios AM retransmitem seu sinal em FM (caso da Rádio Gaúcha, da Rádio Globo da Rádio Bandeirantes, Rádio Jovem Pan).
Outras rádios resolveram transferir seu sinal de AM pra FM (caso da CBN Curitiba).
Outras rádios em FM investem apenas em conteúdo jornalismo (caso BandNews FM).
Outras rádios nasceram com sinal FM e como pioneiras em algumas regiões, especialmente no Estado de São Paulo
As mais comuns rádios FM no Brasil são aquelas que transmitem música, especialmente de público jovem, adulto, sertanejo e religioso.
É o sinal mais ouvido no Brasil. Muitas rádios FM se conectam em Redes (caso da Rede Transamérica, Jovem Pan e Mix FM)
É muito usada pra transmissão ilegal de rádio (rádio pirata), sendo isso crime.

Processo irreversível
Em 7 de novembro de 2013, foi assinado o decreto que permite a migração às emissoras de rádio que operam na faixa AM migrarem para a faixa FM.
A Rádio Progresso de Juazeiro do Norte no Ceará, foi a primeira emissora a fazer a migração do AM para o FM no país. A solenidade que marcou a mudança de faixa ocorrer sexta-feira dia 18 de março de 2016, às 20h30, na sede da emissora, e contou com a participação do ministro das Comunicações, André Figueiredo..

AM não será extinto
De acordo com o site Tudo Rádio, o serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. As estações que não solicitaram a migração para o FM poderão continuar no ar em AM. O que será extinto é a categoria de AM local, ou seja, as estações de baixa potência. Das locais que operam em AM e não desejam ir para o FM, deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional), ou seja, entendo que deverá ter remanejamento de frequências.
As emissoras que ocuparão as faixas do FM estendido deverão ficar no ar ainda por 5 anos, retransmitindo a mesma programação do AM.

 

13.077 – Mega Mídia – Como eram as rádios de FM na Década de 70


Muito diferente do que são agora, as emissoras de FM da década de 70 tinham uma programação elitizada e tocavam música de qualidade. Também não havia locução, exceto em alguns programas específicos. A locução generalizada com acontecia no AM só surgiu em 1980.
Uma programação com música importada baseada nas revistas Cash Box e Bilboard e MPB de qualidade esse era o cenário do FM nos anos 70, uma era de ouro que deixou saudades.

Os adolescentes dos anos 70, viviam as influências das músicas européias ou norte-americanas da Rádio Excelsior (SP), Rádio Difusora (SP) ou Rádio Mundial (RJ) todas AM e que, praticamente, não tocavam músicas brasileiras. Elas eram emissoras de rádio para os jovens transformadores. Naquela época feliz em que, para conseguir um bom emprego bastava ter cursado o científico ( colegial ) e ser um bom datilógrafo, nós sonhávamos em equipar o som do carro com um rádio ou rádio e toca-fitas k-7. Para poder curtir o som das Rádios……
RÁDIO MUNDIAL Newton Duarte (Big Boy) nasceu em 01.06.1943 e faleceu em 07.03.1977 de infarto, sozinho, em um hotel na cidade de São Paulo RITMOS DE BOATE 1970.

Abaixo vinhetas da Jovem Pan 2

12.999- Rádio – Mesmo com apresentador chato, o Energia na Véia da Energia 97 ainda resiste duas décadas no ar


energia-na-veia
A ideia era boa, a de trazer os grandes clássicos dos anos 70, 80 e 90 de volta, mas o formato do programa deixa muito a desejar.
Um programa de 2 horas de duração que traz no máximo meia hora de música e onde os DJs que deveriam ser protagonistas, são meros coadjuvantes. Os outros 90 minutos são de piadas sem graça, informações de trânsito e participações de ouvintes, muito parecido com a obsoleta e popularesca programação das rádios AM.
Com 4 décadas de experiência em programas de rádio,lanço o meu olhar crítico para esse programa que poderia ser melhor se destacasse o trabalho dos DJs. Em vez disso, tem como apresentador um chato de galochas, um tal de Sílvio Ribeiro, que só quer aparecer.
Falo da Energia na Véia e acho incrível como esse programa ainda resiste no ar, o Disco Classics da Alfa FM, por exemplo, que era muito melhor, extinguiu-se depois de pouco mais de uma década no ar.
Mas é claro que o programa tem o mérito de manter as grandes clássicas da era Disco, do R&B e da House ainda no ar, coisa que nenhuma outra emissora aberta faz. E faço ainda uma ressalva sobre essa crítica porque um programa que participa feras como o DJ Akeen e Iraí Campos não poderia ter um formato tão pobre e se por isso é digno de crítica, ressalto que a programação musical da maioria da outras emissoras está abaixo da crítica.

chato-de-galochas

Eis o chato de galochas

Preste atenção nesse vídeo, ele diz que é o “melhor” programa de flash back, só esqueceu de dizer que era o único”

12.973 – Música – DJs no rádio


julinho-mazzei
Vamos falar aqui só de FM, embora um programa famoso da rádio
Mundial do RJ, o Ritmo de Boate, tenha também se destacado.

O primeiro programa que me vem a lembrança, foi o Jovem Pan Disco Dance, na Jovem Pan 2, apresentado por Mike Nelson (na realidade Tutinha, o “Boss” da rádio) e Jackie Costeau (Alaor Coutinho).
Este programa estreou em fevereiro de 1978 e tinha como base os lançamentos internacionais, mixagens, excelentes vinhetas e muito, mas muito humor, característica herdada da Jovem Pan AM com seu famoso “Show de Rádio”.
As mixagens e a plástica do programa ficavam a cargo de Tuta Aquino e também do Dj Grego , já consagrado DJ, que sempre estava por lá fazendo suas edições clássicas.
Mike Nelson comandou também por algum tempo, o programa “Super-Quente”, que chegou até ter o nome inicial de “Cidade Quente”, mas que por razões óbvias teve que ser trocado.

Era o típico programa de “as melhores do dia”, sempre às 6 da tarde. Este programa evoluiu depois para o Hit Parade da Pan. Mas não vem ao caso.

Entre 1977 e 79, a febre “Disco” era fortíssima, embalada pelo filme Saturday Night Fever e pela Novela Dancing Day´s, com isto praticamente todas as emissoras mantinham programas especializados na Dance Music.

Começava uma super safra de deejays no dial paulistano.

Um exemplo era a Excelsior FM (90,5), que todos os dias tinha programas de discotecagem.

Com os deejays de discotecas famosas de Sampa. Ali estavam os DJ´s : Newton e Sergio Luiz do Banana Power,
DJ Robertinho do Papagaio´s,
Mister Sam (aquele mesmo da Gretchen !!),
DJ Toni da FM Disco Show,
Super-Zé e o DJ Grego, que chegou a ter dois programas na semana, um deles nas madrugadas de sábado da Excelsior FM 90,5, o “Disco Mix”.

DJ Grego e Greguinho eram os reis da edição e sempre eram convidados a participar de diversos outros programas em outras emissoras.

Na FM Record o programa era o Disco Mix, homônimo do programa do DJ Grego. As características mais marcantes do programa da FM Record era a “Reverberação” (Aliás, toda a programação era com eco, chegava a irritar) e a abertura com o “apito de trem” da música Disco Moscow do Telex.

A Transamérica Quadri-Stereo tinha o programa “Discoteque” apresentado por Carlos Townsend e também por Elói De Carlo, aos sábados à noite.

Carlos Townsend, foi o cara que mudou o conceito do FM no Brasil criando a Rádio Cidade, primeiro no Rio, depois em Sampa.

Ele comandava este programa que era mixado por um jovem DJ carioca, Giancarlo Secci, que fazia muitas montagens e medleys no programa e acabou sendo o deejay da boate mais famosa de São Paulo, The Gallery.
Com o fim do “Discoteque”, Giancarlo Secci comandou um programa próprio, que era transmitido pela Rede Transamérica e para outras emissoras no Brasil inteiro, o “Dancing Nights”.

g7-dancing-nights2
Este programa fez muito sucesso nas noites de sexta-feira, como uma avant-premiere do final de semana.
Para ser transmitido por todas filiadas da Rede, Giancarlo Secci gravava uma fita de rolo Master e na filial de São Paulo, replicava em, pelo menos , mais 23 fitas que eram enviadas as outras emissoras. Um trabalho e tanto para nos presentear com os últimos lançamentos.

Outro grande programa, em caráter nacional, foi o “The Big Apple Show” com Julinho Mazzei.

Início da carreira no rádio, deste que é até hoje um ícone do FM, um apaixonado por música que vivia em Nova York na época.
Julinho Mazzei começou a produzir os primeiros TBAS para a antiga Rádio Difusora de São Paulo, o programa, começou na emissora de AM e depois passou para a Difusora FM 98,5 , período que comecei a ouvir e gravar (1978).
Julinho mandava a gravação do programa, em Fita de Rolo, por qualquer pessoa, que encontrasse, no Aeroporto de Nova York e que estivesse embarcando para São Paulo. Um ritual semanal, que só mesmo um apaixonado pelo que faz, teria todo este trabalho.
Para ter a falsa impressão que o programa era transmitido, ao vivo, via-satélite (algo inviável, financeiramente, naqueles tempos), a Rádio Difusora estragava o material, adicionando um efeito, que parecia que tinha sido feito dentro de um balde. Era muito esquisito, mas as músicas e a apresentação, nota 10, eram totalmente diferentes do padrão que existia e compensavam esperar até às 11 da noite para ouvir este programa.
No final de 82, aparece a Nova Bandeirantes FM, com uma linha “Black Music” e trazendo de volta os deejays, que haviam sumido temporariamente do dial, para sua programação.

Uma rádio que começou a incomodar a concorrência, que torcia o nariz para aquela linha musical.
Todas as noites havia o programa “Meia hora para você gravar” que com o sucesso evoluiu para “Uma hora…”.

Muitos devem se lembrar de programas com os deejays Carmo da Contra-Mão, Iraí da Toco, Grande Master Ney da Chic Show, entre outros.

Uma curiosidade: Emílio Surita do Pânico, foi o locutor do horário da noite em 1983, (antes de ir para a Jovem Pan 2), e apresentava os set´s desses DJ´s.

A verdadeira Rádio DJ, foi sem dúvida, a 89 Pool FM, que tinha deejays mixando o tempo todo quase que integralmente. Se não fosse em programas específicos, era em remixes veiculados na programação normal.

A Rádio era uma verdadeira festa. Foi na 89 Pool que ficamos conhecendo novos pilotos das pick-up´s : DJ Cuca, Sílvio Muller, Dynamic Duo, Ricardo Guedes e outros já consagrados, como, Julinho Mazzei, Grego, Iraí Campos. Cabelo.

Mas como o que é bom sempre dura pouco, menos de um ano depois a rádio já estava esvaziada e ao completar 13 meses, foi substituída.

Depois da fase da 89 Pool FM, ocorreu uma entresafra de rádios dance e consequentemente os programas de mixagens tinham sumido do dial paulistano.

Um período de 2 anos que parecia uma eternidade, até que em 1987, a Bandeirantes FM (96,1), agora somente Band FM, coordenada pelo locutor João Carlos, o Joca, apostou em um estilo musical recente : A House Music.

Voltam os DJ´s e pela primeira vez acontece, programas de mixagens, “ao vivo”, no rádio, com o programa “Band Dance” com Iraí Campos, às sextas-feiras.
A Band FM, comprou um par de Technics SL-1200MKII e os deejays poderiam ali brincar.
Foi também na Band que surgiu os programas de mixagens ao meio-dia.
Com apresentação do jovem locutor Hamilton “Banana”, o Fresh Music, conquistou os amantes das pistas, neste novo horário.
Cada dia da semana uma casa noturna enviava seu deejay residente para apresentar 30 minutos do estilo musical da casa.

Já nos referimos em outra matéria aos programas Discotheque e Dancing Nights, ambos da Transamérica que também marcaram época e mereceram um capítulo a parte.

Em 1989, uma nova opção, aparece, com a proposta de realmente ser nova.
A Nova FM Record. Uma rádio que marcou. Com o slogan ” A Radio Dance”, a Nova FM Record e posteriormente Nova FM, acredito que foi a rádio mais marcante (junto com a Pool 1), com presença e influência na cena Dance de São Paulo.
Muito se deve , é claro, a boa fase musical internacional, que a rádio atravessou no final dos anos 80 e começo dos 90, com a fase de ouro da House, passando por novas tendências, como o Tecno e o Jungle, o Rap, Reggae até o Grunge.
Novamente o programa , mais famoso era na hora do almoço, nada mais sugestivo, que “Lunch Break”.
Outros programas também tiveram seu sucesso e não poderia ficar de fora : Megamix, DJ 40, Rap Attack, Seis e Dance e até o Grafite.
Junto com os DJ´s, os locutores também marcaram a Nova FM : Beto Keller, Bob Fernandes, Alexandre Medeiros, Hamilton Banana, Edu Mello, entre outros.
Nesta fase, a Nova FM, só teve mesmo um pouco de concorrência, com a Manchete FM, que tocava mais o estilo Hip-House, Miami Bass, influência da matriz da rádio. Destaco o programa “Drive Time”, nos finais de tarde, com apresentação de Ritchie (nada a ver com o cantor).

A partir dos anos 90, as rádios de público jovem, sofreram uma “pasteurização” e praticamente todas tocavam de tudo, para agradar gregos e troianos.
Mas uma Phoenix ressurgiria das cinzas, numa nova frequência (95,3), de concessão do mesmo grupo da frequência 89,1, a 95 Pool FM viria a dar as cartas novamente, tirando do marasmo em que se encontrava, o FM.
Com a coordenação do DJ Ricardo Guedes, a proposta desta rádio era resgatar as boas músicas, sem muito blá,blá,blá. O negócio era música boa e o estilo “Zero Talk”. Aí nem precisava de programas especiais, a programação era um verdadeiro oásis no deserto FM.
Mas novamente o oásis secou e junto foram as nossas esperanças de uma rádio com qualidade adulta, mas na linha Dance.
Até chegarmos na Energia 97, que mantém o mesmo estilo há mais de 10 anos, sem concorrência e sem o impacto daqueles tempos de ouro.

DJ Robertinho do Gallery

 

DJ Iraí Campos

 

 

11.387 – Rádio digital não sai do papel e deve ser atropelada pelas emissoras online


Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso
Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso

A Noruega será o primeiro país do mundo a acabar definitivamente com o rádio analógico. A partir de janeiro de 2017, o país nórdico passará a transmitir somente em formato digital; nada mais de AM, nem FM. Aqui no Brasil a história é outra. Estamos alguns passos atrás. A discussão sobre rádio digital existe, mas o movimento principal por aqui ainda é de migração do AM para o FM… Ou seja, no Brasil, o rádio ainda vive no mundo analógico.
O formato AM – amplitude modulada – tem maior alcance, porém menor qualidade; já o FM – a frequência modulada – apresente cobertura menor, porém mais robusta. Ou seja, o FM oferece melhor qualidade de áudio e a capacidade de se ouvir em trânsito sem grandes interferências. As emissoras com programação focada em música, e inclusive as que transmitem jogos de futebol, buscaram no FM uma qualidade melhor e, assim, mais aceita pelo ouvinte atual.
Assim como o AM e o FM, a transmissão digital é feita através de ondas; a principal diferença é o que se coloca dentro desta onda. Cada emissora transmite sua programação dentro da faixa de frequência que lhe pertence – esta onda chega aos nossos aparelhos de rádio e recebemos o sinal; seja ele analógico ou digital. No digital, a novidade é que o que essa onda carrega é um pacote de dados que, ao chegar no rádio com receptor digital, é transformada em áudio para que possamos ouvir.
A principal vantagem da transmissão digital, claro, é em relação à qualidade do áudio. Com ela, o AM passaria a ter qualidade equivalente ao FM atual e o FM passaria a ter qualidade de CD – ou seja, digital. Mais do que qualidade superior, a transmissão digital também permite o envio de dados; em um rádio com receptor digital, o ouvinte poderia receber informações como nome da música, do artista e até promoções exclusiva daquela emissora.
Agora, vamos aos problemas. Por que será que ainda não temos rádio digital por aqui?!… As dificuldades de implantação envolvem questões práticas e técnicas. Existem pelo menos quatro formatos de rádio digital mundo afora: um americano, dois formatos europeus e um formato japonês. Todos funcionam perfeitamente bem em suas respectivas regiões, mas infelizmente nenhum atende às necessidades do Brasil.
Outro problema são as rádios piratas. Enquanto no rádio analógico uma interferência produz um chiado na transmissão, no rádio digital, qualquer interferência maior simplesmente interrompe completamente a transmissão – nem o chiado se ouve…
Não para por aí; como em quase tudo no Brasil, dinheiro é outro problema – e dos grandes. Cerca de 50% das emissoras brasileiras possuem parque técnico com mais de 40 anos de uso – é brincadeira? Para migrar para a transmissão digital, seria preciso trocar praticamente toda estrutura de transmissão da emissora…
Testes com transmissão digital no Brasil ainda mostraram que a cobertura das antenas digitais tem uma limitação física maior do que as analógicas. Assim, não seria possível atingir a mesma cobertura da transmissão analógica com o mesmo número de antenas. O que isso significa? Mais dinheiro…
Resultado dessa situação? No Brasil, o rádio online – distribuído pela internet – chegou na frente. À medida que cada vez mais pessoas possuem dispositivos móveis conectados e a infraestrutura de banda larga móvel do país melhora, mais gente aproveita para curtir as rádios online ou os serviços de streaming de música. Ou seja, existem boas chances do rádio digital brasileiro não passar de projeto.

10.847 – Mega Mídia – Lombardi, a voz mais famosa do Brasil


Falecido em 02-12-2009

É com você, Lombardi…

Ele ficou conhecido do grande público por causa da sua voz no programa do Silvio Santos, com quem trabalhou por mais de 40 anos. O rosto de Luís Lombardi Neto não era muito conhecido, porém muitos sabiam o seu nome. Ele morreu em um dia como este, no ano de 2009, em Santo André (SP), aos 69 anos. O locutor sofreu um infarto agudo e foi encontrado sem vida pela esposa, pela manhã. Silvio Santos, após saber do falecimento de seu amigo, interrompeu a gravação de um programa especial de Ano Novo, mas voltou aos trabalhos em respeito a Lombardi e à plateia.
Lombardi nasceu no dia 22 de dezembro de 1940, em São Paulo, e cresceu no bairro do Bixiga. Ele começou sua carreira de locutor na TV Paulista, atual TV Globo São Paulo, onde conheceu Silvio Santos. Depois de 15 anos, deixou a emissora para seguir com Silvio Santos, que estava abrindo a sua própria televisão. Na época de sua morte, Lombardi apresentava um programa em uma estação de rádio de Santo André.

lombardi-locutor-the-history-channel

10.383 – Morre Carlos Townsend, o pai da Rádio Cidade


Mais um do tempo que se fazia rádio de qualidade, se foi
Mais um do tempo que se fazia rádio de qualidade, se foi

Ele também foi um dos apresentadores da primeira fase do programa Discoteque da Transamérica, sendo substituído por Elói de Carlo na segunda fase.
Ele tinha descoberto um câncer há 6 meses e vinha tentando lutar contra a doença. Ele faleceu no final de semana em Fort Lauderdale na Flórida (USA). Townsend é considerado o “pai da antiga Rádio Cidade”. Ele deixa esposa e dois filhos adolescentes.
Carlos Townsend teve seu primeiro contato com a música aos 4 anos de idade quando ganhou sua primeira “vitrola” que tocava apenas singles importados de 45 RPM. Aos 14 anos já montava fitas cassete caseiras e aos 16 tornou-se DJ profissional fazendo festas na zona sul do Rio de Janeiro. Seu primeiro emprego registrado foi aos 18 anos, na TV Globo, convidado por Antonio Faya para ser Assistente de Sonoplastia.
Pouco depois foi para os Estados Unidos fazer vários cursos de rádio e TV. Acabou formado em “Radio-TV Broadcast Technology” pela Miami-Dade College, na Flórida. Voltou ao Brasil com a intenção de continuar a trabalhar em televisão, mas o destino acabou levando-o para o rádio quando venceu uma concorrência interna no Sistema de Rádio Jornal do Brasil para o desenvolvimento de uma nova emissora, quando elaborou a proposta da “Rádio Cidade”. Seu projeto foi o vencedor. Com isso selecionou e treinou os primeiros apresentadores da rádio FM. Criou o conceito de rádio TOP 40 brasileira, pesquisou e elaborou a programação musical. Alem do Rio de Janeiro também implantou as Rádios Cidade de São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Goiânia. Todas as cinco emissoras chegaram ao 1º lugar do Ibope. Também atuou nas rádios Manchete e Transamérica.
Após 10 anos de atuação no meio rádio, Carlos decidiu buscar novos desafios. Foi convidado por Aloysio Reis para ingressar na indústria fonográfica como “Label Manager” do departamento internacional da CBS Discos (hoje Sony Music) onde ficou por 5 anos. Trabalhou com artistas como George Michael e Santana entre outros. Na sequencia foi convidado por Jorge Davidson para ser Gerente de Marketing e A&R Internacional na EMI Music.
Em 1992 montou sua própria empresa, a Work Station Produções. com o propósito inicial de trazer ao Brasil artistas internacionais. Chegou a realizar shows com Chris Montez e Papa Winnie. Entretanto, o Plano Collor acabou por então inviabilizar este ramo de negócio. Curiosamente, neste período, pediu Nelson Meirelles para montar uma banda para acompanhar Papa Winnie que, mais tarde, tornou-se “O Rappa”.
Em 1994, resgatando o desejo inicial de trabalhar com áudio & vídeo, mudou o ramo de atuação da Work Station Produções, que hoje é uma produtora que atende exclusivamente à indústria de entretenimento produzindo comerciais para Internet, TV e rádio, bem como planos e “cases” de Marketing em vídeo para produtoras, agências de publicidade, gravadoras e distribuidoras de cinema.
Em 2005 fundou a RadioMakers com o objetivo de desenvolver conteúdo de entretimento para mídias avançadas. Faz locução em inglês para a VoiceOver tendo feito centenas de narrações para os vídeos da TV Globo, COB e as empresas de Eike Batista!

10.382 – História da Dance Music no Rádio – Quando se produziam grandes programas


Programa Discotheque
Esse foi um dos melhores do gênero, saiu do ar em 1980. Na época da explosão da Disco tinha 3 horas de duração. Depois já na última fase, diminuiu para 2 horas de duração. Era transmitido pela Rede Transamérica.

Clique no link e baixe uma edição especial do programa:

http://www.4shared.com/mp3/sInwNM1tba/Discoteque_Transamrica_-_Edita.html?

Mazzei em NYC, de lá para a Rua Augusta em Sampa
Mazzei em NYC, de lá para a Rua Augusta em Sampa

The Big Apple Show
Direto de NYC, mixado e apresentado pelo radialista e DJ Julinho Mazzei, passou por várias emissoras de rádio.
Radio Fly da Jovem Pan
Também produzido e mixado por Julinho Mazzei, já no final dos anos 80, trazia os grandes singles do mundo dances e as viradas dos melhores DJs de Sampa.

Ritmos de Boate
O programa Ritmo de Boate foi ao ar por mais de 15 anos na extinta Rádio Mundial do RJ, atual CBN. Eu conheci o programa aqui de Sampa, a rádio pegava aqui e em outros estados (fraquinho mas pegava) o sinal chegava nos estados de ES, MG e aqui.
O programa ia ao ar diariamente de segunda a domingo da meia noite a 1h (hora que a emissora saía do ar) pela rádio Mundial do Rio de Janeiro e agitou a noite dos cariocas e de cidades vizinhas de 1980 a 1995, quando a rádio foi extinta, surgindo a CBN. Com a popularização do FM e em função das limitações técnicas do AM quanto a qualidade de som, foi ficando inviável a continuidade de emissoras com programação musical na faixa AM.

House Definition de 2001
Do fundo do baú um house definition, extinto programa da Energia 97 que marcou época, mas saiu do ar um pouco antes da morte do DJ Ricardo Guedes.

Programa Night Session Edit
Esse é um dos poucos programas no ar atualmente no dial paulistano que ainda vale a pena ouvir.
Uma referência
O programa Night Sessions da Enegia 97 é uma boa referência para aqueles que querem ficar por dentro dos lançamentos da house. O time de DJs é uma verdadeira seleção.

Dancing Nights
Muita gente gravou em K7 outro programa que marcou época no Rádio brasileiro, o Dancing Night, transmitido em rede nacional pela Transamérica, plantou a semente da Disco/Dance music nas mais longínquas cidades brasileiras que só conheciam o forró e outras coisas do gênero.

Ouça e baixe trechos do programa através desse link:

http://www.4shared.com/mp3/z-ICQZVKce/DN_varios_trechos.html?

Edição Especial

http://www.4shared.com/mp3/NuA9x4SVce/Dancing_Nights_Editado.html?

9934 – Por que celulares não sintonizam rádio AM?


Por razões técnicas e mercadológicas. “O sinal de AM, por operar numa frequência baixa, consome mais energia para ser captado do que o de FM. A instalação do receptor aumentaria o consumo de bateria e encareceria o valor do produto”, explica um engenheiro eletrônico da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP). Outro empecilho é que, quanto mais baixa for a frequência da onda, maior precisa ser a antena para captá-la. “Nos aparelhos que sintonizam FM, a antena é o próprio fone de ouvido. Para rádio AM, a antena precisa ser maior”, acrescenta. Além dos entraves operacionais, os fabricantes entendem que não há procura que justifique a implantação de receptores para rádio AM nos celulares. Em 2008, a Sony Ericsson até tentou, mas o modelo R306 não durou muito.

9431 – ☻Mega Almanaque – Geraldo José de Almeida


Com Pelé, Francisco Cuoco e outros artistas
Com Pelé, Francisco Cuoco e outros artistas

Nasceu em São Paulo no dia 12 de março de 1919. Começou no rádio vencendo um concurso público realizado pela Rádio Record, aos 17 anos e com o contrato profissional assinado pelo pai.
Ainda como locutor comercial trabalhou na Rádio São Paulo (onde fez duas rádio-novelas). Trabalhou também na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, que na época era considerada a “TV Globo” das rádios.
Casado com Dona Consuelo teve quatro filhos que, curiosamente, nasceram em anos nos quais o São Paulo foi campeão paulista (1943, 1945, 1946 e 1948). O único neto que conheceu (Rodrigo, filho de Luiz Alfredo) nasceu em 1974, ano em que o Palmeiras foi campeão (mas ele dizia que o São Paulo seria campeão no ano seguinte, e como previsto, foi).

Como narrador esportivo Geraldo começou na Rádio Record, logo que voltou do Rio, trabalhando com Murilo Antunes Alves. Trabalhou durante 28 anos na Record, com um pequeno intervalo em 1958, ano em que trabalhou na Panamericana (hoje Jovem Pan).
De 1954 até 1966 Geraldo José transmitiu todas as Copas do Mundo por rádio. Dois anos depois, foi para a radio Excelsior, e logo em seguida para a TV Excelsior, iniciando ali sua carreira na Televisão brasileira. Na Rede Excelsior fez dupla histórica com Mario Moraes, sob o comando revolucionário de Edson Leite.
Em 1970 foi para a Rede Globo, onde marcou sua carreira com a atuação na Copa do México, fazendo dupla inesquecível com o polêmico João Saldanha. A dupla foi repetida na Copa da Alemanha, em 1974, mas em seguida, Geraldo José saiu da Rede Globo e ficou dois anos em Porto Alegre-RS, onde trabalhou na TV Difusora (hoje da Rede Bandeirantes) com grande sucesso.
A cidade de Porto Alegre marcou a vida de Geraldo pelo carinho impressionante que recebia do povo gaúcho. Em 1976 voltou para São Paulo, para a Rede Record, de abril a julho, com as marcantes transmissões, ao vivo dos EUA, dos jogos da Seleção Brasileira, com liderança nos Ibopes da época.
Participou da transmissão das Olimpíadas de Montreal, em 1976, e suas últimas palavras pronunciadas na TV, antes da doença, foram: “Adeus, adeus, adeus“… Um mês depois, no dia 16 de agosto de 1976, Geraldo José de Almeida morreu, a alguns metros do estádio do Morumbi, onde acontecia um clássico de casa cheia.

Linda! Linda! Linda!
Olha lá, olha lá, no placar!
Mata no peito e baixa na terra!
Que que é isso, minha gente!
“Ponta de bota”
Seleção Canarinho do Brasil!
Por pouco pouco, muito pouco, pouco mesmo!

Em homenagem ao narrador, o Ginásio do Ibirapuera leva o nome de “Ginásio Estadual Geraldo José de Almeida”.

8089 – Rádio – Siglas esquisitas são a sua identidade


As siglas são o RG da emissora. Elas surgiram durante a II Guerra Mundial para organizar o tráfego aéreo e marítimo e continuam em uso. Segundo o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Paulo Menecucci, toda emissora, quando começa a funcionar, recebe um prefixo (as letras) e um canal (os números). O ZY significa apenas que se trata de uma rádio. A letra que se segue determina se é AM, FM ou ondas curtas, mas a convenção varia regionalmente. Os números indicam a faixa de freqüência na qual ela transmite sua programação. “É como se fosse uma rua, reservada apenas para um tipo de onda sonora”. Assim, as transmissões de uma não interferem nas da outra, desde que não seja pirata, é claro.
O prefixo indica o caminho que a transmissão da emissora deve fazer no ar. Veja o exemplo da Rádio Guaíba AM, de Porto Alegre.
AM 720
ZYK276
O ZY mostra apenas que se trata de uma rádio comercial.
A letra K indica que a emissora é AM. Dependendo da região, outras letras podem ser usadas.
O 276 significa que a rádio encontra-se na freqüência 720 do mostrador. O número é determinado pelo Ministério das Comunicações.

7750 – Tecnologias – Cadê o Rádio Digital?


radio_digital_brasileira_de

Ao longo do século 20, o rádio realizou uma das maiores revoluções da história das telecomunicações – levou informação a quem não tinha, ditou modas, derrubou governos. Agora, ele pretende mudar tudo de novo. Graças a novas tecnologias, programas de rádio estão conquistando todos os espaços e aparelhos que se puder imaginar: celulares, mp3 players, televisões e até satélites. Tudo isso com a promessa de um som perfeito, músicas sempre interessantes, opiniões que combinam com a sua e programas feitos só para você – sem chiados, sem jabás. As novas modalidades de rádio já ganharam milhões de adeptos por todo o mundo – até no Brasil. O problema são os formatos que precisam de um padrão, como as rádios digitais, por exemplo. Existem vários sistemas de transmissão e o governo deixou para as emissoras a tarefa de escolher o melhor – algumas estações até já começaram a fazer testes em São Paulo. A estimativa é que a completa digitalização da transmissão e recepção por aqui vá demorar ainda 10 anos. Mas, como em toda revolução, um dia ela chegará à sua casa.

Rádio digital
O que é: Parecido com o rádio comum, com a diferença que a informação é enviada em múltiplas ondas, que são depois sincronizadas pelo aparelho. O som sai sem interferências.
Revolução: Além de aumentar o número possível de emissoras, ele traz informações como, por exemplo, o nome da música que está tocando. O seu aparelho também pode gravar a música ou aumentar o volume quando tocar uma música do seu gosto.
Como usar: O rádio digital estreou no Brasil no dia 26 de setembro do ano passado. Por enquanto, o único efeito é uma ligeira melhora na qualidade do som, mas esperam-se muitas novidades para os próximos meses.

Rádio por satélite
O que é: Satélites a cerca de 35 mil km de altura emitem a programação recebida por aparelhos digitais.
Revolução: Viaje para qualquer região do país sem trocar de estação. Nos EUA, as transmissões já cobrem todo o território. O melhor é a variedade – o cardápio inclui de canais de opiniões políticas até estações que só tocam Elvis.
Como usar: Só indo para os EUA, onde as empresas XM e Sirius oferecem o serviço a uma mensalidade de cerca de 13 dólares. Alguns países da Europa, Ásia e África também têm um serviço, World Space, por 10 dólares por mês. Já o Brasil… bem, não há previsão para chegar aqui. Por enquanto, só a progamação bába das rádios comuns.

Rádio pelo celular
O que é: Celulares de 3a geração (3G), com mais velocidade e capacidade de armazenamento, recebem a programação da operadora de telefonia. Há também um programa, da empresa Mercora, que transmite as músicas do seu aparelho para outros celulares.
Revolução: Você terá sempre no bolso um aparelho que não só conecta várias rádios como pode virar de repente uma estação.
Como usar: A rádio Virgin, da famosa cadeia de lojas de discos, já transmite canais gratuitos para telefones da Europa e do Japão. No Brasil, aonde os primeiros aparelhos 4G acabaram de chegar, ainda não há um serviço que transmita estações de rádio.

Podcasting
O que é: Plugue o seu tocador de mp3 no computador e ele baixa automaticamente a última edição dos programas que você escolher – daí é só ouvir na hora e lugar em que quiser.
Revolução: Milhares de pessoas e companhias já criaram suas próprias miniemissoras, o que fez do formato uma espécie de versão radiofônica dos blogs. Coloque no rádio sua vida, suas opiniões, seu gosto musical ou o que der na telha.
Como usar: Softwares gratuitos como o iTunes (www.apple.com/br/itunes) acessam diretamente alguns serviços. Mas, se você quiser mais, pode procurar em http://www.ipodder.org.

WEB Rádios
A nova geração de rádios da internet já traz programação personalizada. Você avalia cada música, descarta as de que não gosta e a rádio adapta a programação ao seu gosto. A Last.fm vai além: compara os ouvintes e faz sugestões baseadas em pessoas com gosto semelhante ao seu.
Revolução: É quase o fim dos críticos de música. Para quê alguém precisa lhe dizer quais são os bons ou os maus lançamentos quando você tem uma rádio e uma comunidade gigantesca de pessoas dedicadas a oferecer canções do seu gosto?

O rádio, convenhamos, é mesmo um meio de comunicação do século passado, com seus chiados, falhas na transmissão, sintonia impossível em alguns locais e localização de estações por um processo que exige memorizar freqüências parecidas com fórmulas matemáticas. Ou melhor, era. Não porque esteja morrendo, mas sim porque está ressuscitando graças a uma nova tecnologia, a da transmissão digital. Sucesso no exterior, o novo sistema está em fase de testes no Brasil. Em agosto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu sinal verde para que algumas redes – Sistema Globo de Rádio, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Eldorado – iniciassem transmissões experimentais, que durarão pelo menos seis meses.
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp) estima que o custo de migração de cada emissora ficará entre 50 000 e 150 000 dólares, dependendo do grau de digitalização existente na produção. “Como 70% das emissoras são de pequeno ou médio porte, a mudança será bastante gradual”, diz Nelia Del Bianco, professora da Universidade de Brasília e especialista em rádio digital.

O sistema adotado aqui, até agora, é o americano in-band on-channel (Iboc), que permite que as transmissões analógica e digital caminhem na mesma freqüência, sem necessidade de utilizar novos canais. Isso permite que o ouvinte continue a usar seu aparelho analógico atual, com chiado e interrupções. Mas quem comprar um rádio digital ouvirá AM com a qualidade de FM e FM com som de CD. O motivo é que as ondas analógicas convencionais sofrem a influência de fatores externos, como a presença de prédios ou nuvens carregadas. O sinal digital passa intacto por qualquer obstáculo.
A grande mudança, porém, não é simplesmente a qualidade superior do som. Segundo John Sykes, diretor do projeto de rádio digital da BBC, os ouvintes ingleses só passaram a comprar rádios digitais quando as emissoras lançaram novos programas. “Conteúdo novo é o estímulo mais potente para aumentar a demanda”, diz ele. Um equipamento simples para captar sinais digitais custa em torno de 250 dólares. Para que se justifique um investimento de mais de 500 reais por parte do consumidor, as emissoras terão de produzir algo especial. A rádio digital permite exatamente isso. Como os aparelhos têm tela de cristal líquido, as emissoras podem emitir informações por escrito, como nome da música e do cantor, previsão do tempo, dados sobre trânsito e propaganda. No futuro, poderão transmitir também imagens. Não como a televisão, antes que alguém pergunte. Basicamente, o canal digital servirá para mostrar gráficos e pequenos clipes. Haverá certamente maior segmentação, pois cada canal de rádio poderá transmitir até três programas simultaneamente. Com a superespecialização, surge inclusive a possibilidade de canais pagos, como acontece com a televisão.

Espera-se que as novas possibilidades do rádio digital sejam aproveitadas por um mercado cada vez mais segmentado. No passado, nem sempre isso aconteceu. A freqüência modulada, ou FM, foi lançada nos Estados Unidos na década de 1940. Embora transmitisse um som de qualidade superior à do rádio AM, tinha alcance mais limitado. Por isso, só foi despertar o interesse das emissoras brasileiras na década de 1970.
Embora a digitalização dos serviços radiofônicos seja considerada uma tendência mundial, ainda são poucos os países que operam o novo sistema – nas Américas, Estados Unidos, México e Canadá. “O Brasil foi um dos primeiros no mundo a usar o rádio como meio de comunicação. Agora, confirmamos nossa tendência ao pioneirismo”, gaba-se o diretor da Aesp, Antonio Rosa Neto. A questão, para o consumidor, é se essa primazia dará alternativas novas para o ouvinte.

Veja o que muda:
O som do rádio digital é superior?
A rádio AM passa a ter qualidade de FM; a rádio FM terá som de CD.

O sinal digital será transmitido em todo o território nacional?
Teoricamente, isso é possível, mas vai depender de cada emissora.

Será preciso jogar fora o aparelho atual?
Não. As emissoras brasileiras vão transmitir os dois sinais, o analógico e o digital.

Vai melhorar o som do aparelho convencional?
Não, porque o rádio analógico continuará recebendo o mesmo tipo de sinal.

O aparelho digital capta o sinal analógico?
Depende do aparelho. A maioria aceita os dois sistemas, sem que um interfira no outro.

Que outras vantagens tem o aparelho digital?
Os melhores modelos têm recursos como a gravação de músicas com registro de informações como autor e intérprete e a possibilidade de “voltar” para o começo de um programa que se pegou no meio.

Já existem aparelhos de rádio digital à venda no Brasil?
Ainda não. Algumas emissoras estão fazendo transmissões experimentais. Era Prevista a chegada de aparelhos ao mercado em 2006, mas até agora, nada!

7008 – Rádio – A Rádio Mundial do RJ


A Rádio Mundial é uma emissora de rádio brasileira da cidade do Rio de Janeiro. Opera nos 1180 kHz e pertence ao Sistema Globo de Rádio e atualmente está arrendada à Igreja Mundial do Poder de Deus.
Foi a sucessora da PRA-3 Rádio Clube do Brasil, a segunda emissora de rádio do país, fundada em 1924, passando em 1927 a operar nos 860 kHz. Em 1937 altera seu nome para Rádio Cajuti (Tijuca ao contrário) pois fora vendida ao Tijuca Tênis Clube, que transfere os estúdios para a sede do clube. O clube a vendeu ao Diário da Noite do Rio de Janeiro em 1948, que tinha interesse na concessão de canal de televisão que a emissora detinha no Rio,alterando novamente seu nome para Rádio Mundial. Comprada pelas Organizações Victor Costa em 1954, em 1959 é alugada para o radialista Alziro Zarur, fundador da Legião da Boa Vontade. Em 1966 foi vendida ao Sistema Globo de Rádio junto com o restante da OVC.
A partir de 1966 o radialista e disc jockey Big Boy assumiu a direção da emissora e a Mundial passou a ter um fase musical, competindo com a Rádio Tamoio das Emissoras Associadas, que também apresenta uma programação musical, dedicada ao público jovem. Na década de 1970 a emissora investia na black music e no rock.
Em março de 1977 Big Boy morria. A partir da década de 1980, devido ao aumento da audiência das emissoras FM, a rádio foi decaindo aos poucos e em 1991, a frequência 860 kHz se transformou na CBN Rio de Janeiro, uma rádio de notícias.
Fase 1180 kHz
O Sistema Globo de Rádio tinha frequência 1180 kHz da antiga Eldorado AM (que até a década de 1970 já havia sido ocupada pela Rádio Globo), que passou a transmitir a CBN Rio de Janeiro em 1991. A CBN passou a operar em definitivo em 860 kHz em 1996 e , nesse mesmo ano, a Mundial voltava ao ar nessa frequência tocando samba e pagode. A Mundial transmitia as corridas de cavalo do Jockey Club do Brasil.
Em 2002 a frequência foi revertida à ONG Viva Rio que se virou Viva Rio AM. Somente as corridas do Jockey Club eram transmitidas por razões contratuais. A partir de 2005 o contrato com a Viva Rio se encerrou e a Mundial voltava novamente ao ar tocando músicas sem parar.
Em de 2008, o Sistema Globo de Rádio encerrou o contrato que tinha com o Jockey Club e começou um processo de arrendamento da rádio. No dia 27 de maio de 2008 entrou no ar a nova Rádio Mundial. A emissora ganhou um ar mais jornalístico com notas intercaladas com execuções musicais.
No dia 30 de janeiro de 2009, a emissora encerrou suas atividades, passou a apenas ter execuções musicais. Em fevereiro foi arrendada a Igreja Mundial do Poder de Deus.

Programa Ritmos de Boate

No final da década de 60, O Sistema Globo passou a investir pesado na Mundial AM. A virada veio com a chegada do radialista e DJ Big Boy, que assumiu a direção geral da rádio. Big Boy implantou uma programação pop extremamente inteligente e ágil. Uma programação que não deixava de tocar bons nomes da música popular. Por isso, é impossível falar da Mundial AM e do rádio do Rio dos anos 70 sem falar de Big Boy, um dos melhores radialistas da história.
O próprio Big Boy apresentou alguns dos melhores e bem-sucedidos programas da Mundial. Neles, ele aproveitava sua experiência como DJ no Rio de Janeiro.
Nos bailes “da pesada” promovidos em diversos lugares da cidade, como o Canecão e clubes do subúrbio, Big Boy apresentava as principais novidades da música pop. Nos anos 70, ele ajudou na explosão da black music e do funk original, muito superior ao insosso funk carioca surgido nos anos 80 e 90.
Nos seus programas na Mundial, Big Boy apresentava as mesmas músicas que ele mostrava nos bailes, e ainda fazia mixagens ao vivo, no ar. Sua locução era extremamente original. Um pequeno trecho da locução de Big Boy pode ser conferido na música “Mister DJ”, da artista Fernanda Abreu.
Como a Mundial tinha ouvintes em vários estados, a programação da Mundial AM virou referência para diversas AMs e FMs de todo o Brasil. No Rio, todas as boas FMs de qualidade que surgiram, desde os anos 70 até hoje, devem ao pioneirismo da equipe da Mundial AM. Até outras rádios AM copiavam o modelo da Mundial, a começar pela Excelsior AM 780 de São Paulo, que também era do Sistema Globo.
Alguns programas desta fase da Mundial: Agente Oito Meia Zero, Ritmos de Boate, Show dos Bairros, Toca Toca Mundial, Good Night Mundial e Som dos Bailes.
A morte prematura de Big Boy, entre 1976 e 1977, foi uma das maiores tragédias da história do rádio. Até hoje, há quem diga que, se Big Boy estivesse vivo, seria hoje o diretor geral de todo o Sistema Globo de Rádio. Ou, se tivesse ido para a TV Globo, seria o gerente artístico daquela emissora, tendo poder de decisão sobre tudo o que dissesse respeito a música lá. Desde a escalação dos artistas para os programas até as trilhas sonoras. Em conseqüência, influiria também nos CDs de trilha sonora da Som Livre. A história do rádio e da TV brasileira teria sido melhor.
A partir da morte de Big Boy, a Mundial começou sua lenta agonia, também por conta do surgimento das FMs. Logo de cara, em 1977, teve que encarar a concorrência da recém-criada Cidade FM.

Curiosidades sobre o programa:
Um programa que tocava os singles mais bem cotados nos night clubs dos EUA e que ficou décadas no ar, da meia noite a 1 da manhã.
O sinal da rádio ia longe, podendo ser ouvido em muitas outras cidades vizinhas, o programa podia ser ouvido daqui de São Paulo e de outros estados.

RÁDIO CIDADE: FEZ ESCOLA EM FM
A Cidade FM do Rio de Janeiro entrou no ar exatamente às 6 horas da manhã do dia 1º de maio de 1977, inaugurando a sua programação com a música “I Go To Rio”, gravada por Peter Allen. Começava aí uma revolução no rádio FM brasileiro.
No dia 5 de março de 2006, exatamente às 23h57, a Rádio Cidade tocou a última música de sua existência, expressando exatamente o clima daquele momento: George Harrison – “All Those Years Ago”.
Certamente essas músicas jamais serão esquecidas pelas suas várias gerações de ouvintes.
Fim melancólico para uma rádio tão importante.

6851 – Mídia – Gil Gomes


Gil Gomes (São Paulo, 13 de junho de 1940) é um jornalista, repórter policial do rádio e televisão brasileiro popular graças a seus estilos personalíssimo de voz, de gestos e de se vestir.
Paulistano nascido e criado no bairro do Jabaquara,Gil Gomes, vendia balas e santinhos na porta de uma igreja, onde mais tarde foi aceito como congregado mariano.
Sofria de gagueira e para superá-la tentava imitar os locutores esportivos que ouvia pelo rádio. O método funcionou graças, segundo afirma, a sua força de vontade. Foi, então, convidado a ser locutor nas quermesses da igreja e descobriu que a comunicação era sua vocação. Abandonou assim a idéia de ser médico, como desejava seu pai.
Numa dessas quermesses recebeu aos 18 anos o convite para seu primeiro emprego na Rádio Progresso, como locutor esportivo. Na mesma função, passou por vários rádios da Capital e do interior paulistas até chegar à Rádio Marconi (rádio que teve sua concessão cassada pela ditadura militar). Quando a Rádio Marconi parou de fazer coberturas esportivas, Gomes passou a integrar o departamento de jornalismo da emissora cuja chefia assumiu no final dos anos 60.

Um incidente ocorrido em 1968 fez nascer acidentalmente o repórter policial Gil Gomes. Ele realizava entrevistas pelo telefone com políticos, quando tomou conhecimento que um caso de agressão sexual estava ocorrendo no edifício onde a rádio estava instalada. Num impulso, resolveu fazer a cobertura do caso ao vivo. Desceu as escadas do prédio com o microfone na mão, fazendo locução e entrevistando os envolvidos e as testemunhas.
A Rádio Marconi obteve uma audiência recorde com essa cobertura e Gil Gomes concluiu que um programa policial ao vivo era o caminho a seguir. Mas foi um caminho difícil, o regime militar não tolerava críticas ao trabalho da polícia. Para agravar a situação, a Rádio Marconi já era visada pelas autoridades por adotar, em seu noticiário, uma linha de oposição ao governo.
Várias vezes – mais de trinta, conforme afirma Gil Gomes – ele e sua equipe foram presos e a rádio retirada do ar. De todas as prisões, conseguiu se safar sem maiores consequências por conta de sua amizade com policiais. Quando a programação da rádio começou a sofrer censura prévia, Gomes narrava no ar historinhas infantis e receitas culinárias em substituição ao noticiário censurado.
Mas não só as autoridades o hostilizavam. Ao colaborar, com sua equipe, na elucidação de crimes, passou também a sofrer ameaças de morte de bandidos.
Concorria com o primeiro repórter policial da rádio Bandeirantes, José Gil Avilé, o Beija-Flor.

Na TV: Aqui Agora
Em 1991 o SBT(Sistema Brasileiro de Televisão), rede comandada por Sílvio Santos, lançou o jornal diário Aqui Agora. Para se diferenciar do jornalismo sisudo e bem comportado da Rede Globo, Sílvio idealizou o Aqui Agora como um jornal popular no formato e na linguagem. Entre os convidados para integrar a equipe de locutores e repórteres do jornal estava Gil Gomes, que aparecia ao lado de Sônia Abrão, Celso Russomanno, Jacinto Figueira Júnior (o homem do sapato branco) e Wagner Montes, entre tantos outros.
Como o programa jornalístico dava ênfase a reportagens sobre acidentes graves e crimes de toda sorte, Gil Gomes teve um papel destacado. Foi no Aqui Agora que ele aprimorou o visual, a voz e o gestual que cairam no gosto do grande público e serviram de inspiração para os imitadores dos programas de humor.
Vestido invariavelmente com uma camisa de cores berrantes, como se tivesse sido comprada numa banca de camelô de um bairro popular, a mão direita empunhando o microfone e a esquerda gesticulando em horizontal como se alisasse o pelo de um cão, Gil Gomes narra os fatos diretamente da cena do crime com sua voz arrastada e grave, que cresce em volume nos momentos mais dramáticos. Usa frases curtas, que às vezes nem chega a completar. Nas entrevistas, não adota uma posição neutra: se emociona diante das vítimas e explode de indignação diante dos criminosos.
O Aqui Agora fez tanto sucesso que passou a ter duas edições diárias. Mas, com o aparecimento de concorrentes, foi perdendo audiência e saiu do ar em 1997. Alguns anos após, Gomes foi aproveitado no programa humorístico Escolinha do Barulho da TV Record.
Em 1998 foi contratado pela TV Gazeta para ser repórter do Mulheres.

A Escolinha do Barulho foi ao ar em 1999 quando a Rede Globo deixou de apresentar a Escolinha do Professor Raimundo com Chico Anísio e dispensou diversos atores cômicos do elenco, que a Record resolveu contratar para fazer um programa semelhante. Como inovação, em vez de um único professor, a Escolinha do Barulho da Record teve quatro professores fixos, Dedé Santana, Miele, Benvindo Siqueira e Gil Gomes.
Gil Gomes apresentou um programa na Rádio Tupi.
Em 2004/05 foi repórter e apresentador do Repórter Cidadão na RedeTV!.
De 2007 a 2011 integrou o casting da Rádio Record de São Paulo.

6821 – Mega Personalidades – A Morte de Hebe Camargo


Hebe piorou muito do câncer há uma semana e preferiu ficar em casa
A morte da apresentadora Hebe Camargo ocorreu depois de ela ter piorado muito há uma semana de um câncer, descoberto em 2010. Ela preferiu ficar em casa em vez de enfrentar mais uma internação, segundo o oncologista Sérgio Simon, um dos médicos que a acompanhava.
O tumor piorou muito nos últimos três meses. Ela não conseguia mais se alimentar, estava vivendo à base de soro. Há uma semana ficou pior, o rim estava parando. Foi uma opção dela e da família ficar em casa.
Hebe morreu em sua casa de uma parada cardíaca que ocorreu por causa das complicações de um tumor no peritônio (membrana que envolve os órgãos digestivos) que estava obstruindo o intestino.
Ele afirma que, nas cirurgias pelas quais Hebe passou, não foi possível retirar todo o tumor. Como a apresentadora não respondia mais à quimioterapia, o tratamento foi suspenso pelos médicos.
O cirurgião oncológico e diretor do núcleo de tumores colorretais do A.C. Camargo Samuel Aguiar Júnior, que não integrava a equipe de médicos de Hebe, afirma que é comum que, em pacientes de idade avançada como Hebe, nem todos os tumores sejam removidos para evitar uma cirurgia de grande porte.
Aguiar Júnior disse ainda que, em uma pessoa com a idade de Hebe, com um tumor avançado e um histórico recente de cirurgias e tratamentos, um problema cardiovascular é esperado.
Hebe foi internada em janeiro de 2010 para remover nódulos do peritônio (membrana que envolve os órgãos digestivos). Ela também fez tratamento com químio.
Em março deste ano (2012), ela voltou ao hospital Albert Einstein para fazer uma cirurgia de emergência, já que o mesmo tumor estava obstruindo o intestino. A quimioterapia foi recomendada, mas a apresentadora não respondia mais ao tratamento.
Poucos meses depois, em junho, Hebe teve que ser operada novamente, dessa vez para a retirada da vesícula.

Trechos da última entrevista
“Quero mais é trabalhar, viver, viajar, ver meus amigos”, disse ela ao jornal Folha de São Paulo. “Não sinto ter a idade que tenho. Sinto ter 52, 53 anos”, brinca, gargalhando. “Tenho meu público fiel, que não me abandona. Tenho as pessoas queridas que sempre me cercam. Para que vou querer ficar quietinha no meu canto?”
Hebe retornou ao trabalho na emissora após enfrentar a segunda rodada de uma luta contra o câncer.
Em 11 de março, foi internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por uma cirurgia para a remoção de um tumor que causava obstrução intestinal.
Hebe teve um câncer no peritônio, membrana que envolve o aparelho digestivo, detectado no início de 2010.
A apresentadora teve alta no dia 22 de março e ficou descansando em casa até se restabelecer por completo.
“Recebi tanto carinho, tantas flores e telefonemas…”, conta ela. “O pessoal da Record foi muito carinhoso comigo, parecia que eu era funcionária deles.”
Mas ela não pensava em trocar de emissora. Estava contente na RedeTV!, onde dizia ser tratada como rainha.
“Estou muito feliz lá. O duro é que andaram vendendo muitos horários para os pastores, isso atrapalha a audiência”, comentou.
“Ai, eu falo demais, né? Mas sempre fui assim, viu? Não é coisa da idade, não.”

Roberto Carlos nos funerais de Hebe

Funerais
O corpo de Hebe Camargo, morta no sábado (29-09-2012), foi enterrado no cemitério Gethsemani, no Morumbi, sob aplausos de amigos, familiares e admiradores.
Havia cerca de 600 pessoas no local, muitas com rosas colombianas de cor vermelha, as preferidas da apresentadora, além de quase uma centena de coroas de flores. Pétalas foram jogadas em cima do caixão.
Durante o enterro, admiradores cantavam “Como É Grande o meu Amor por Você”. Também eram ouvidos gritos de “Hebe maravilhosa” e “Hebe gracinha”.
O filho da apresentadora, Marcelo, não foi visto nas primeiras fila durante a cerimônia.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse algumas palavras antes do sepultamento. Diversas personalidades acompanharam a cerimônia, entre elas Luciana Gimenez, Serginho Groisman, Maria Paula, Ticiane Pinheiro e Mônica Serra.
O caixão com a apresentadora estava coberto por uma bandeira do Brasil e saiu em um carro dos Bombeiros por volta de 10h do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, onde o corpo foi velado. De acordo com a assessoria do palácio, 8.000 pessoas passaram pelo velório.

Um Pouco +
Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, mais conhecida como Hebe Camargo ou simplesmente Hebe (Taubaté, 8 de março de 1929 — São Paulo, 29 de setembro de 2012) foi uma apresentadora de televisão, atriz, humorísta e cantora brasileira, tida como a “rainha da televisão brasileira”. Ravagnani é seu sobrenome de casada. Morreu no dia 29 de setembro de 2012 por uma parada cardíaca em São Paulo.
Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Segesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira “Rosalinda e Florisbela”. Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.
Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o “Hino da Televisão”, mas teve que faltar ao evento e sendo substituída por Lolita Rodrigues.
O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.
Em 1955 Hebe deu início ao primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar-se com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.
Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.
Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical homônimo Hebe Camargo, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.
Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo “sofá da Hebe”, no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba.
Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan – Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Na Bandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.
Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.
O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 1986. Entre 1986 e 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.
Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1 000º programa pelo SBT.

Doença
Em 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo. Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região. Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar.
Dois dias antes de anunciar a saída do SBT, no dia 11 de dezembro, Hebe, com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde recebeu uma homenagem (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010). Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV! em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês mais 50% de todos os merchandisings.
A confirmação da rescisão do contrato com a RedeTV! saiu em 17 de setembro. A última exibição do programa Hebe na RedeTV! ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora.
Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo aos 83 anos após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia.

“Eu queria dizer que Silvio Santos é um ‘pai’ que respeita seus empregados. Jamais atrasou os pagamentos um dia sequer, é um grande empresário.”

25 de Setembro, o dia do Rádio


A primeira emissora de rádio no Brasil, foi fundada em 20 de abril de 1923, tendo como fundador Edgar Roquete Pinto, na Academia Brasileira de Ciências, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro com o prefixo PRA-A. Logo depois veio a Rádio Clube do Brasil PRA-B, fundada por Elba Dias.
Em São Paulo/SP a primeira Emissora foi a EDUCADORA PAULISTA, fundada em 1924 e em Belo Horizonte a primeira rádio foi a RÁDIO MINEIRA fundada em 30 de maio de 1936. Hoje, lamentavelmente fora do ar. Mas, a primeira transmissão do Rádio foi no dia 07 de setembro de 1922, durante a exposição comemorativa do centenário da independência.
O discurso do então Presidente da República, Epitácio pessoa, além de ser ouvido no recinto da exposição, chegou também em Niterói, Petrópolis e São Paulo, graças à instalação de uma retransmissora no Corcovado e de aparelhos de recepção nesses locais. Hoje são milhares de rádios espalhadas pelo país, levando alegria , entretenimento e informação para um Brasil de audiência, e principalmente ao ouvinte que sempre fez do Rádio, seu grande companheiro. Dia 25 de setembro, Dia do Rádio.
Sobre o Radialista Na época, quando fundou a primeira emissora de Rádio do Brasil, não existiam escolas para formação de Radialistas. Foram os Radiamadores os primeiros locutores, por já possuírem experiência com microfones. Uma característica era fazer uma programação cultural, que consistia em música Erudita, conferência e palestras que não interessavam ao ouvinte.
Na Era do Rádio, o grande astro era “Vital Fernandes da Silva”, o “Nhõ Totico”, que permaneceu no ar por 30 anos. O mais incrível é que nesta época ele apresentava dois programas ao vivo e totalmente improvisado. Nos dias de hoje, com um ouvinte mais exigente, o radialista precisa de muita técnica e ter um padrão que se identifique com cada emissora.
Mas o ponto em comum entre eles tem que ser o carisma. Dentro de cada Radialista existe um inexplicável sentimento de dedicação e o interesse pelo que faz. Só o idealismo não é o suficiente, existe a necessidade do talento. Com milhares de bons Radialistas espalhados pelo Brasil, o Rádio é hoje rico.
Oferecendo boas opções para aquele que merece todo o nosso respeito. O ouvinte. O Radialista é um sonhador, um apaixonado que faz parte do cotidiano das pessoas.

No princípio o “carro-chefe” eram as novelas no rádio, depois as rádios se tornaram musicais, hoje, o foco ficou no jornalismo, esporte e prestação de serviço. Achava-se que o rádio entraria em declínio com o surgimento da TV e da Internet, mas isso não aconteceu, o rádio se adaptou e continua aí firme e forte, com seus 90 anos e fôlego de gato. O Rádio, o seu grande companheiro.

6324 – Mega Memória – Humor no Rádio: A Turma da Maré Mansa


Um programa humorístico de rádio, exibido nos anos 70/80 pelas emissoras cariocas: Rádio Mauá, Super Rádio Tupi e Rádio Globo. Apresentado por Antonio Luiz, o programa ia ao ar de Segunda a Domingo, das 21 às 22h, sempre que não havia transmissão esportiva.
O programa também chegou a ser exibido aos domingos, no início dos anos 80, no horário das 13 às 14h e nesta hora se intitulava “A Seleção Maré-Mansista”, onde eram exibidos os melhores quadros do programa diário.
O nome do programa era uma alusão ao seu patrocinador, A Impecável Maré Mansa, loja de roupas situada na Av. Marechal Floriano, no Centro do Rio de Janeiro, com filiais em vários bairros da cidade.
O humorístico era composto por vários quadros (esquetes), quase sempre se alternando no programa. Um dos poucos quadros “fixos” do programa era o Burroso, que encerrava o programa. Chico Anysio durante um período apresentava esquetes com seus famosos personagens, como apresentou também a Escolinha do Professor Raimundo.A Turma da Maré Mansa marcou época por um humor leve, sem apelações, que poderia ser ouvido por todas as idades.