14.093 – Audiotecnologia – Como Funciona um Alto Falante


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Graças aos nossos ouvidos conseguimos ouvir sons produzidos por diversos dispositivos como buzinas, campainhas, bumbos, alto-falantes, etc. Os alto-falantes hoje estão em diversos aparelhos eletrônicos, sendo muito utilizados para incrementar carros de sons, como mostra a figura acima.
Podemos simplificar a definição de alto-falantes como sendo componentes que transformam sinais elétricos de uma corrente elétrica em oscilações de pressão no ar, em forma de onda sonora. Caso observemos bem de perto um alto-falante, poderemos verificar que seus componentes básicos são um ímã permanente, preso na armação do alto-falante, e uma bobina móvel, que está fixa no cone de papel.
Quando aplicamos uma corrente elétrica variável na bobina, esta é repelida ou atraída pelo campo magnético do ímã permanente. Desta forma, o conjunto bobina-cone é movido para frente e para trás, empurrando o ar em sua volta, criando uma onda de compressão e rarefação no ar, ou seja, uma onda sonora.
Por exemplo, aplicando uma corrente oscilante de 440 Hz na bobina, o cone do alto-falante vai se mover para frente e para trás com esta mesma frequência, produzindo uma onda sonora de 440 Hz.
A bobina, presa ao cone, é movida para frente e para trás por meio da força magnética, quando ela é percorrida por uma corrente elétrica.

13.650 – Acústica – Se é pequena, como pode ter pressão?


Alguns modelos surpreendem com a relação entre o tamanho e a sonoridade

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A caixa acústica permite ao alto-falante trabalhar em condições ideais, reproduzindo sons com eficiência e qualidade, sem riscos de danos por excesso de excursão.
Uma caixa acústica corretamente calculada e construída, realça a performance do woofer/subwoofer, aumentando a intensidade do som, a potência aplicável e a resposta de transientes.
A Caixa acústica isola a parte dianteira da parte traseira de um alto-falante. Toda fonte de áudio emite radiação sonora para frente e para trás, simultaneamente, mas com polaridades diferentes, isto é, a onde que sai por trás do falante é inversa à onda que sai da frente do falante ou simplificando, defasagem de 180 graus. Portanto como as polaridades das propagações são opostas, fica impossível, sem a caixa, evitar o cancelamento de ondas.
Nas baixas freqüências, o cancelamento de ondas é ainda mais prejudicial à qualidade final do áudio porque a propagação das ondas é extremamente difusa, superior a 180 graus. Portanto é o volume da caixa que determina a frequência de sintonia do sistema “caixa-falante”. Uma caixa acústica pequena demais jopga a frequência de sintonia para cima, deformando a resposta fazendo o sistema gerar distorções e aumentando o risco de o falante queimar.
O cálculo da caixa acústica deve levar em conta os parâmetros Thiele Small do alto-falante, bem como o resultado final que se deseja. Se você está procurando graves bem pronunciados e até um pouco retumbantes, o tipo e o tamanho da caixa acústica e sua sintonia são diferentes do que os adequados a uma resposta de graves potente porém mais bem definida.
Além disso a performance de uma caixa acústica instalada dentro de um veículo, difere substancialmente de seu comportamento em uma sala residencial. Por este motivo, caixas acústicas calculadas utilizando softwares convencionais, apresentam resultados bastante diferentes dos esperados, quando instaladas dentro de um veículo.
O interior de um automóvel pode ser considerado como um campo de pressão, cuja tendência é de reforçar os sons graves, sendo este reforço tanto maior, quanto menores forem o volume interno do veículo e a frequência reproduzida.
Para o cálculo do volume da caixa acústica, será preciso dos:
Parâmetros Thielle-Small.
A eficiência é medida pelo cálculo DB/Watt/metro e deve estar acima de 90.
Os tweeters são alto-falantes de agudos, e são sempre os menores falantes de uma caixa de som. A maioria tem resposta de freqüência a partir de 5KHz. Existem diversos tipos de tweeters:
Piezoelétricos. Fabricados no Brasil pela LeSon e Motorola e alguns outros fabricantes. Os piezoelétricos não têm ímãs como os outros alto-falantes, mas sim um cristal que vibra quando por ele passa a corrente elétrica vinda do amplificador. O timbre é razoável, um pouco “estridente”, “metálico”, como dizem alguns. Os piezoelétricos têm uma grande vantagem: são extremamente baratos, valor próximo a R$ 15,00 . A eficiência é boa, em geral vai de 100 a 108 dB SPL/ 1 W / 1 metro. São utilizados em mercado automotivo, sistemas de baixo custo e até sonorização ao vivo de pequeno porte. Bons exemplos são os famosos Le Son TLC e TLX, encontrados em qualquer eletrônica do Brasil.
Cone de papel. São tweeters que se parecem com pequenos woofers, tendo cone, bobina, ímã; aparentemente tudo igual, só que de dimensões bem menores. Outra característica é que a parte traseira é do cone é fechada (vedada). Em geral tem tamanho de 1″ a 3″. A eficiência é baixa, comparável aos woofers bass-reflex. O timbre é muito mais agradável que os piezoelétricos, mas a maioria desses tweeters não conseguem falar muita coisa acima de 10KHz. São utilizados em sistemas residenciais, sistemas de baixo custo e sonorização ambiente. Também são de baixo custo, entre 10 a 30 reais, dependendo da potência, que em geral não é muita.
Domo. São tweeters (piezoelétricos ou de cone de papel) com uma pequena redoma (que pode vir protegida ou não). É como se fosse um cone, só que invertido, para fora em vez de para dentro, e completamente arredondada. Os tweeters tipo domo apresentam uma excelente dispersão sonora, ou seja, os agudos são muito bens espalhados pelo ambiente (próximo a 180ºx180º). Utilizado em sistemas residenciais, por audiófilos, ou em caixas de referência para estúdios. O timbre é muito bom, com agudos claríssimos em alguns modelos baseados em ímas ou apenas razoável, se piezoelétrico.
Supertweeter. Invenção da JBL no ano de 1956. Um diafragma acoplado a uma pequena corneta. O timbre é muito bom (o melhor de todos os tweeters), a eficiência é alta (graças à corneta), variando de 102 a até 110 dB/ 1 W / 1 metro. É o tweeter utilizado em sistemas profissionais, e o mais caro de todos (a partir de R$ 30,00) A maioria pode ser desmontado e ter a bobina e o diafragma trocados através de reparos disponibilizados pelos fabricantes, em caso de necessidade (queima/defeito).
Em caixas com woofer pequenos (10″ ou menos), estes conseguem responder relativamente bem aos sons médios. Daí ser comum encontrarmos caixas de apenas duas vias, um woofer (graves e médios) e um tweeter (agudos). Mas o que fazer quando o woofer é grande (12”, 15”, 18”) e tem pouca resposta de médios? Nesse caso, precisamos de falantes exclusivos para os médios. São os mid-range (ou simplesmente “médios” mesmo), formando sistemas de 3 vias (graves, médio e agudos). A resposta de frequência típica é entre 500Hz a até 8 ou 9KHz. Os médio podem ser:

a) Piezoelétricos. Existem alguns modelos de tweeters piezoelétricos que conseguem responder a partir de 2KHz (como se fossem mid-tweeter). Apesar disso, são pouco utilizados, pois a qualidade do timbre é inferior.

b) Cone de papel. São pequenos woofers, mesmo! Em geral, de 6″, 5″ ou 4″, com a característica da parte traseira ser vedada. Apesar de existirem mid-range específicos, muitas caixas de som são montadas com woofers de 6” ou 4” (os mid-bass), como resultados semelhantes. A eficiência é baixa, comparável aos woofers bass-reflex. É mais utilizado em sistemas residenciais, mas existem caixas profissionais com esse tipo de mid-range (as caixas Ciclotron Titanium 1100 e 700 utilizam woofers de 6” na função de mid-range). Em geral tem pouca potência, por isso é mais usado em sistemas residenciais.

c) Drivers de compressão (ou simplesmente chamados de drivers) Drivers são um tipo de alto-falante sem cone, que são rosqueados em uma corneta (comprime-se o som em uma corneta, daí o nome). Em geral tem resposta de freqüência desde 500Hz até próximo a 8KHz, alta sensibilidade (entre 102 e 109 dB/ 1 watt / 1 metro, por causa da corneta) e um timbre muito bom. É o mais utilizado em sonorização profissional no papel de mid-range em sistemas de 3 vias.
São também chamados de drivers fenólicos, dada a características de construção de seu diafragma (a peça que vibra, equivalente ao cone dos woofers), feitos de resina de fenol (um produto químico).

d) Drivers Mid-Tweeters. Existem alguns modelos de drivers fenólicos que, devido à sua construção, tem resposta de agudos estendida, conseguindo responder a até 15KHz, alguns até 20KHz. Tem bom timbre mas os drivers fenólicos “puxam” mais para os médios que para os agudos. Usados por alguns fabricantes de caixas profissionais.

Falante de médios E agudos: o Driver Titânio
Guarde essa palavra: driver titânio. Quando você ouvir, vai se apaixonar! No final da década passada surgiram os drivers com diafragma fabricando em titânio. Externamente, iguais aos drivers já existentes. Internamente… uma revolução. Esse tipo de driver consegue falar tanto agudos quanto médios, perfeitamente. O timbre é excelente, muitas vezes melhor que um conjunto mid + tweeter, seja de qual tipo for. O sistema woofer + driver titânio é cada vez mais adotado em caixas de som profissionais no mundo todo. Só que, infelizmente, o driver ainda é caríssimo (titânio é caro), com valores quase sempre acima de R$ 100,00. Um conjunto de supertweeter e um driver vão custar metade disso. Mas a excelente sonoridade compensa o gasto!

13.245 – Audiotecnologia – A invenção do k7


Depois do vinil, derivado do gramofone, foi a tecnologia de gravação que mais tempo demorou no mercado.
A fita cassete (também conhecida como K7 ou compact cassette) reproduz áudios. É formada por dois carretéis e uma fita magnética coberta por substância à base de ferro ou de cromo. Nela, há milhões de imãs bem pequenos que formam um campo magnético. Ao gravar uma música, as partículas se ordenam de modo que conseguem captar o som.
Todo esse mecanismo é revestido por plástico para facilitar o manuseio e a utilização. Diferentemente do CD e MP3, se quiser escutar a mesma música é preciso rebobinar, ou seja, apertar o botão que faz a fita voltar e dar stop no ponto que deseja ouvir.
O K7 foi lançado oficialmente em 1963 pela empresa holandesa Philips. Tinha cerca de 10 cm e caixa plástica que permitia maior economia de espaço e excelente manuseio comparado às fitas tradicionais da época, que eram de rolo (uma forma ainda mais antiga de gravar áudios).
No início, era possível gravar apenas 30 minutos em cada lado da fita, totalizando uma hora de gravação. Se usasse mais tempo, a qualidade do som ficava ruim. Ao longo do tempo, foram acrescentados recursos tecnológicos e as fitas passaram a armazenar conteúdo por 45, 60, 90 e até 120 minutos. A invenção representava uma revolução na época, pois ampliava as possibilidades de reproduzir música.
Lógico que há muito mais pra se falar dessa tecnologia, pois surgiram depois as fitas de cromo e metal para alta fidelidade, mas isso pode ser visto em outro artigo do ☻ Mega.

O walkman, primeiro leitor de áudio portátil, ajudou a aumentar o número de usuários das fitas. Assim como o MP3, fez muito sucesso entre pessoas que adoravam ouvir música em todo lugar. No entanto, era bem maior do que os aparelhos que temos hoje e precisava de pilhas.

Do vinil ao CD player
Atualmente é difícil ver alguém usar fita cassete para ouvir a música preferida ou para gravar um som. Há anos esse mecanismo não é mais utilizado. O mercado de cassetes entrou em decadência no fim da década de 1980 devido ao aparecimento do CD player, que tem maior espaço para armazenamento de dados e músicas e qualidade de áudio superior. Também permite mudar as faixas rapidamente e pode durar por mais tempo. Afinal, as fitas magnéticas são facilmente danificadas pelo calor.
Desde os anos 2000, a forma de armanezar músicas e dados é feita por meio da mídia digital. Chamada MP3, a nova tecnologia pode vir em um CD, cartão de memória ou DVD. Tem qualidade de som superior e maior duração.

MAIS ANTIGO
O CD é a versão moderna do disco de vinil, que toca na vitrola. É feito de resina plástica derivada do petróleo, chamada policloreto de vinila ou PVC (mesmo material dos tubos e conexões usados em construções). O vinil surgiu em 1948, mas só começou a ser produzido em grandes quantidades na década de 1970. Ele era chamado de Long-Play (LP).

 

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11.768 – Audiotecnologia – Caixa acústica da Samsung reproduz áudio em 360 graus


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A Samsung anunciou nessa quinta-feira, 10, o Wireless Audio 360, uma caixa acústica sem fio que projeta seu som em 360 graus, o que permite que o usuário tenha uma experiência completa do som independente de sua localização em relação ao produto.
Para obter essa característica 360°, a empresa sul-coreana usou uma tecnologia chamada Ring Radiator, que propaga o som em todas as direções com equilíbrio entre tons agudos e graves.
O aparelho também tem a capacidade de se conectar com dispositivos móveis ou televisões por meio de Wi-Fi ou Bluetooth, permitindo a reprodução de serviços de streaming de música.

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10.839 – Audiotecnologia – Como funciona um tweeter piezoelétrico?


Leson, o pioneiro
Leson, o pioneiro

Tweeter é um alto-falante de dimensões reduzidas (variando de 0,5″ a 3″) usado para reproduzir a faixa de alta frequência (5.000 Hz em diante) do espectro audível, ou seja, os sons mais agudos. Normalmente são feitos na forma de um domo de seda ou metal, como o alumínio. Alguns modelos são compostos de uma pastilha de cristal piezoelétrico que tem a propriedade de gerar sons quando alimentado por uma corrente alternada. É bom sempre ter pelo menos um tweeter no seu som.

Faça você mesmo
Para transformar um alto falante em tweeter é fácil, se não for subwoofer você compra um capacitor de 1 micro farad bipolar …… liga o fio negativo direto no falante e o positivo entra numa perninha do capacitor e a outra perninha você liga no conector positivo do falante …. esse capacitor vai cortar as frequências de grave do falante e só vai responder os agudos que é a frequência dos tweeters.
Você pode comprar em casas especializadas em componente para alto falantes e montar vc mesmo seu tweeter, precisa de um pouco de técnica.

O tweeter da Le Son, indústria sediada em Osasco, SP, foi o pioneiro na tecnologia e o mais vendido. Depois surgiram outras marcas.
Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica. O termo piezoeletricidade provém do grego (piezein), que significa, apertar/pressionar. Referente a geração de corrente elétrica, juntou-se a designação eletricidade, de modo que piezoeletricidade é interpretado como a produção de energia elétrica devido a compressão sobre determinados materiais.
O cristal piezoelétrico é um cristal que, quando submetido a uma pressão, gera um campo elétrico (em um eixo transversal àquele onde foi aplicado a pressão) que pode ser coletado como tensão elétrica.
Esse é bastante utilizado em circuitos eletrônicos para se gerar o clock de Trigger em certos componentes síncronos do circuito, como contadores, registradores e etc. Os cristais mais utilizados são os de quartzo, embora cristais sintetizados estejam se tornando cada vez mais populares.
O cristal piezoelétrico é utilizado por exemplo, para fazer os relógios de pulso, em que é necessário obter uma alta precisão (até milionésimos de segundo) para exibir as horas, minutos e segundos. Também conhecido por estudantes de Engenharia Eletrônica pelo termo técnico XTAL.

10.516 – Audiotecnologia – HRA: fim da linha para o mp3?


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Segundo alguns especialistas, A música sofreu com a digitalização.
O decréscimo pode ser medido: nos vinis, as canções alcançam extremos de frequências sonoras quatro vezes maiores do que no MP3. Ouve-se, nas bolachas negras, a respiração do cantor enquanto ele espera o solo de guitarra — já no MP3, as potentes batidas de um baterista perdem relevo, como se toda a gravação estivesse atrelada a uma mesma planície, sem picos.
A exaltação de uma tecnologia de 1894, o vinil, em detrimento de uma de 1995, o MP3, sempre soou como tolo saudosismo. Não é. Na música, o passado vence. Essa discussão ganha amplitude, agora, com um novo padrão de gravação, conhecido por duas nomenclaturas, HRA (áudio em alta resolução, na sigla em inglês, a mais usada) ou HDA (áudio em alta definição), capaz de superar a qualidade de um vinil.
Os arquivos de MP3 surgiram nos anos 90 — e viraram o principal meio de ouvir música nos 2000, com o iTunes e o iPod — como a solução para possibilitar o rápido download de músicas pela internet e também armazenar dezenas de milhares de faixas em tocadores que chegam a ter o tamanho de uma caixa de fósforos. Um disco inteiro em MP3 ocupa apenas 44 megabytes e é baixado em menos de seis minutos por uma conexão on-line mediana, de velocidade de 1 megabit por segundo (o plano regular de internet que se tem hoje no Brasil). A busca de leveza do arquivo, contudo, impõe danos.

Programas que convertem CDs, ou mesmo diretamente o disco master (o primeiro que sai do estúdio), em MP3 identificam e eliminam frequências sonoras extremas da música. Na compressão, o MP3 retira a intensidade dos sons fortes e remove nuances. Além disso, impede que sons distintos sejam transmitidos ao mesmo tempo, separando-os por espaços de 200 milissegundos. Na prática, em um trecho com o barulho de um contrabaixo são descartados sons como as batidas dos dedos do guitarrista no corpo da guitarra. Diz o produtor Zeca Leme, do estúdio BTG, que já gravou a voz de contratenor de Ney Matogrosso: “Com a digitalização passamos a ouvir música de péssima qualidade. Como as pessoas escutam no trânsito, com alguém buzinando ao lado, ou como distração no trabalho, não dão bola, mas, com o equipamento certo, se parar para ouvir com atenção, qualquer leigo vai notar a diferença entre um MP3, um vinil e um arquivo em alta qualidade”.
O processo de gravação consiste em registrar na íntegra o master de estúdio, sem se preocupar com o tamanho final do arquivo, que pode chegar a 2 gigabytes. O tamanho era o impedimento para a popularização: na era da internet discada, demoraria quase quarenta horas para baixar um disco, ou quase quatro horas para cada música. Mesmo na velocidade baixa da rede do fim dos anos 90, o mesmo CD em MP3 demorava menos de duas horas. O que mudou? Seguindo a infalível Lei de Moore, segundo a qual a capacidade de processamento deve dobrar, sem aumento de custo, a cada dezoito meses, a tecnologia avançou a passos largos. Hoje, é o download do disco em alta qualidade que leva duas horas, enquanto a versão em MP3 consome cerca de seis minutos. Ao gravar o arquivo em alta qualidade, escolhe-se o formato do áudio, e existe mais de uma dezena de opções que atuam como evoluções do MP3. O mais popular é o Flac, criado em 2001 por uma fundação sem fins lucrativos e cuja última versão, a mais estável, saiu em 2013. Essa de 2013 serviu, pelo primor do resultado, de ignição para o que pode ser uma nova revolução na indústria fonográfica.
Um Flac mediano consegue preservar 70% do som original, o gravado em estúdio, o que equivale a um vinil da melhor categoria. Já um top de linha chega a 99%. Do que se trata o 1% restante? “Ainda falta captar os efeitos da reverberação da música em um ambiente em três dimensões, o que faz com que o som de cada instrumento chegue de forma distinta aos nossos ouvidos”, diz o produtor e compositor americano David Chesky, pioneiro na tecnologia de gravação em alta qualidade com sua loja on-line HDTracks e a gravadora Chesky Records, pela qual fez discos de artistas do calibre do guitarrista John Pizzarelli. Ele trabalha agora em mais uma inovação, capaz de captar, de forma inédita, o modo como o som se espalha por uma casa de shows, ou um estúdio. Para tanto, saiu do tradicional ambiente de estúdio, passou a gravar em amplos teatros e criou, em parceria com a Universidade de Princeton, um boneco mecanizado, o B&K 4100, dotado de microfones especiais localizados onde seriam os ouvidos. Ele consegue simular com precisão a maneira pela qual o ouvido humano capta as variantes sonoras de um show. Promete Chesky: “Está em estudo ainda, mas acredito que conseguirei lançar um novo padrão de música em cinco anos. Aí, quem fechar os olhos e ouvir nessa qualidade futurista não conseguirá distinguir a reprodução de uma apresentação ao vivo”.
O único fator que ainda pode ser visto como impedimento para que Flacs e arquivos similares substituam de vez o MP3 é o preço. Para ouvir o som de primeira, não basta comprar o disco digital nesse padrão. É necessária uma série de aparelhos capazes de reproduzir as faixas com a qualidade da gra­vação. Para ouvir em ca­sa: computador com internet de velocidade adequada, conversor digital-­analógi­co, ­pré-amplificador (que re­fina o áudio antes de ele ser reproduzido, impedindo distorções), am­plifica­dor e caixas de som de última geração. Todo esse equipamento não sai por menos de 5 000 dólares. Alguns se empolgam mais, e não é tão raro ver quem investe acima de 100 000 dólares. “Gastei o valor de um bom carro esportivo em todo o meu aparato”, afirma o audiófilo paulistano André Borten, engenheiro elétrico, cuja coleção de discos inclui quase 900 gigabytes de música em alta definição. As caixas de som que estão na sala da casa de Borten, por exemplo, são da marca Raidho, que tem modelos que custam até 50 000 dólares. Para ouvir na rua, porém, é preciso bem menos. “Com 700 dólares, consegue-se comprar um bom fone de ouvido e um player adequado”.
Os apreciadores de música muitas vezes usam termos quase esotéricos para definir a qualidade do som, como “sem vida”, “quente”, “sem alma”. Atribui-se esse linguajar à dificuldade de definir por que sentimos tamanha diferença entre o som de um CD e o de um vinil. O CD é gravado em frequências de som entre 20 Hz e 20 000 Hz, registrado nos limites de captação do ouvido humano. O vinil, assim como o Flac, vai muito além disso, e somos incapazes de perceber todas as variações só de ouvido. “Esse som que às vezes ultrapassa a capacidade de identificação mesmo de um ouvido absoluto é que tratamos, de maneira imprecisa, como a alma da música”, afirma o produtor americano Chesky. O novo formato pretende alcançá-la.

10.515 – Audiotecnologia – o que é o Hi FI?


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Qualquer gravação perde qualidade ao ser transferida para formatos que permitirão ouvi-la. Só ao vivo se percebe todas as nuances de uma música, como a superposição de um instrumento ao outro. Um trompete nunca soará limpo como em seu mágico sopro original.
No vinil conserva-se 70% da fidelidade. Criado em 1894, o gramofone, derivado do fonógrafo. Uma gravação artesanal, onde a original, feita em estúdio é usada como base e o sinais elétricos são replicados no vinil por meio de sulcos.
O hi-fi do inglês, é a reprodução de áudio feita por um aparelho de som com a maior fidelidade possível ao som real. Para tal, deseja-se minimizar os efeitos de ruídos e distorções. Tais equipamentos de som fazem uso da estereofonia na reprodução do áudio. Entusiastas da alta-fidelidade são chamados de audiófilos, e sistemas em que a fidelidade é o único compromisso são conhecidos pelo termo em inglês high-end.
Os aparelhos de som de alta fidelidade utilizam o conceito minimalista em que se acredita que quanto menos estágios tiver entre o som captado, gravado, reproduzido e amplificado, menos interferências ele vai ter em relação ao original e maior será a fidelidade.
Amplificadores de alta fidelidade utilizam válvulas eletrônicas ou transistores de estado sólido. Técnicamente os transistores são mais lineares, porém muitos acreditam que a suavidade da amplificação valvulada deixe a música mais emotiva, e não existe consenso entre qual tipo é melhor. Amplificadores também são encontrados em mono-blocos, isto é, amplificadores separados para cada canal para evitar interferências entre os canais.
Apesar de alta fidelidade muitas vezes ser associada somente a um aparelho de som high-end e ambientes tratados acusticamente, geralmente não se sabe que as gravações também divergem muito em sua qualidade de gravação e tem enorme importância no resultado final. Em alta fidelidade as gravações são feitas sempre ao vivo, sem efeitos de som e são usados equipamentos especiais de captação e gravação.
Assim, os tipos de música encontrados com mais freqüência na discografia classificada como “audiófila” são a música clássica, o jazz e o blues. Tais gravações tentam capturar exatamente a sensação de se estar ouvindo a música no ambiente ao vivo, podendo ser recriada a imagem do palco sonoro com precisão. Nestas gravações é possível identificar a localização de cada músico não só em largura no palco, mas também em profundidade, altura e até a distância em relação ao microfone usado na gravação. A ambientação é capturada em estereofonia e todas as reverberações e respostas acústicas do ambiente são fielmente capturadas, aumentando ainda mais a imersão na reprodução (ver: efeito binaural).
Como este tipo de gravação exige conhecimento técnico e equipamentos específicos diferentes dos usados em estúdios de gravação convencionais, existem gravadoras que se especializaram na produção de álbuns de alta fidelidade. Entre os nomes mais fortes neste segmento estão a Opus3 Records, Chesky Records e compilações feitas pelos principais vendedores de equipamentos de alta fidelidade, como B&W (Bowers & Wilkins, fabricante de caixas acústicas), McIntosh e Marantz (fabricantes de amplificadores).
O teste de audição cega é atualmente um procedimento padrão para quase todos os profissionais de respeito. Para propósitos comerciais, alguns poucos fabricantes de equipamentos caros de som disputam a necessidade deste teste. Também é comumente usada uma melhoria deste teste, chamada de comparação ABX, em que dois sistemas A e B conhecidos são escolhidos aleatoriamente sem que os participantes saibam.
Sob outro ponto de vista, este tipo de teste é criticado por ser muito estressante, e por causa disso ele seja incapaz de distinguir as finas sutilezas de um equipamente de ponta, que somente a audição a longo prazo pode perceber os detalhes do som verdadeiro. A réplica é que tais pequenas diferenças são desacreditadas e são puramente auto-ilusórias e vítimas de uma expectativa da marca. Além disso, ouvintes que pagaram um alto valor pelo seu sistema tendem a ter uma tendência sub-consciente em favorecê-lo. Por isso que a maioria dos testes de audição profissionais usam métodos de audição cega.

10.104 – O que é e para que serve um Crossover?


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Serve para separar (dividir) as frequencias a fim de ajustar a qual frequencia ira cortar. E pra dividir e cortar as frequencias emitadas pelas vias sonoras. Permite um ajuste de acordo com o gosto e a necessidade de cada proprietario.
Você já procurou saber a real importância do uso do CROSSOVER?
O crossover é um equipamento utilizado para filtrar e dividir frequência, entre grave, médio e agudo. Hoje em dia, o mercado do som automotivo tem crescido gradativamente e a busca pela qualidade sonora tem sido cada vez mais rigososa.
Com certeza, a maioria dos amantes do som automotivo, já passaram pela seguinte situação: “toda vez que aumenta o som, ele distorce, e o cabeção já vai metendo a lenha no equipamento de CD player ou nas cornetas”. Adistorção ocorre quando há uma passagem de frequencias indevidas para um determinado equipamento. Ex: quando se passa frequencia baixa (GRAVE) para uma corneta.
Um crossover é um circuito que filtra sinais baseado na frequência.
High Pass
Um crossover do tipo passa alta (“high pass”) é um filtro que permite que frequências acima de um certo valor passem sem serem filtradas, e as abaixo do mesmo ponto continuam a passar pelo filtro, mas são atenuadas de acordo com a curva do crossover.
Low Pass
Um crossover do tipo passa baixa (“low pass”) é justamente o oposto, as baixas frequências passam, mas as altas são atenuadas
Crossover não é apenas um ítem a mais no som, o crossover te proporciona uma qualidade melhor no seu som, em qualquer aparelho, seja ele Pioneer, Hbuster, Sony (claro que existe diferença de qualidade entre eles)…você consegue ter uma boa qualidade de som, e nunca esquecendo o seguinte: o uso do crossover não inutiliza os capacitores das cornetas e tweeters, pois, se ouver um problema ou erro no crossover, os capacitores te proporciona a proteção dos equipamentos, evitando que eles venham a queimar devido a esta falha no crossover.

9972 – Audiotecnologia – O que é um alto-falante full range?


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Há diversos tipos de alto-falante, cada um para uma faixa de frequência, os tweeters são para os agudos, as altas frequências, os woofers e e subwoofers são para os graves, os midi-range são para os médios, a frequência intermediária em que se inclui a da voz humana. Tem também coaxiais, são alto-falantes duplos, woofer com um tweeter no núcleo; os tri-axiais que consiste em um único alto-falante com os 3 sistemas, para todas as frequências, muito usados em pequenos sistemas de som para automóvel.

Já os FullRange : (toda faixa), muito utilizado antigamente, pois era uma solução barata para reproduzir a música do rádio AM, mas é muito fraco em potência e na qualidade, pois não existe falante que consiga reproduzir toda a faixa de frequência audível (20 a 20KHz) ao mesmo tempo. Normalmente composto por cone de papel e borda rígida (não é de espuma emborrachada) Seu tamanho varia de 3″ a 6″. Também existe aqueles com difusor de agudos, um cone menor no centro do falante com o objetivo de reproduzir melhor as altas frequências. Era muito usado nas antigas caixas amplificadas, aquelas que se ligava o radinho de pilha, o gravador de fita “tijolinho” pra dar mais potência.

Tweeter: Para as frequências agudas de 2kHz a 20kHz. Seu material vem evoluindo muito para tornar seu som o mais natural possível (papel, alumínio, cristal, derivados do plástico, niobium, neodímio, titânio, etc) Os feito com neodímio ou com materiais mais novos são os que possuem melhor timbre/som. São pequenos, variando de 0,5″ a 3″ (normalmente tweeters profissionais que aguentam grande potência)

MidBass: Especificamente projetada para reproduzir frequências média-graves, em torno de 100Hz a 5KHz. Possui borda de borracha para melhor reproduzir as frequências graves, parecido com o Subwoofer. Tamanho entre 5″ a 8″.
MidRange: Para frequências médias de 200Hz a 5KHz que pertence a praticamente todos os instrumentos musicais. Geralmente de 3 a 4″.
Coaxial: compostos por dois falantes em uma mesma carcaça. Composto por um cilindro central de ferro que une o woofer com o tweeter que está acima, junto com o tweeter está ligado um capacitor para deixar passar somente as altas frequências. Seu tamanho varia de 3″ a 6×9″. Possui borda de borracha. Atualmente temos coaxiais profissionais de 12″ e 15″ mas ao invés de tweeter temos uma corneta.
Cornetas: Para reprodução de frequência médias a agudas. Composto por cone de plástico ou metal que pode ser separado de seu corpo principal (driver, podemos dizer que este é o ímã e bobina que gera o som na corneta).
Triaxiais e Quadriaixiais: Compostos por 3 e 4 falantes respectivamente numa mesma carcaça para a reprodução de sons graves, médios e agudos. É uma opção barata para substituir um kit composto por falantes separados. Cada falante é produzido para funcionar melhor em cada faixa de frequência, optimizando o conjunto, (woofer para graves, mid-range para médios, tweeter para agudos e super-tweeter para “super” agudos (agudos próximos a 12KHz)) Seu tamanho varia de 5″ a 6×9″.
SubWoofers: Falantes específicos para reproduzir sons muito graves abaixo de 120Hz. Seu tamanho varia de 8″ a 21″. São pesados e por isso é necessário muita potência para fazê-los funcionar, de 100W a 1500W RMS. Por trabalhar em baixa frequência, e comprimento de onda de som muito grande (baixa frequência) é necessário utilizar caixas acústicas para evitar o cancelamento de onda ( o som que sai por trás do sub cancela o som que sai pela frente ) Possui grande borda de borracha para ter grande deslocamento do cone.
Woofer: Muito parecido com o subwoofer sendo a principal diferença a faixa de frequência trabalhada, em torno de 100Hz a 1KHz. Possui borda rígida, seu tamanho varia de 5″ a 18″.

9782 – Mega Techs – Por que o CD convencional tem 74 minutos?


Porque está obsoleto.

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O formato Compact Disc (CD) surgiu em 1980, como uma alternativa aos discos de vinil, com uma portabilidade semelhante à da fita cassete, porém com qualidade de áudio superior Às plataformas físicas já existentes. No entanto, um fato curioso é a duração do CD, de 74 minutos, uma duração fracionada.
A Philips e a Sony começaram a trabalhar no padrão inicial do áudio em compact disc por volta do fim dos anos 1970, período em que o cenário musical mundial vivia o auge do Rock and Roll, com bandas como Rolling Stones, além da popularização da disco music. A Philips apostava no desenvolvimento de um disco de 11,5cm, ao passo que a Sony cogitava um formato de 10cm. Ambos os formatos acomodariam tranquilamente os vinis da época, e o modelo da Sony era capaz de armazenar 60 minutos de música em estéreo em 16 bits com frequência de 44,056 Hz.
Mas Norio Ohga, um cantor de ópera que criticava fortemente a qualidade do áudio da época, enviou à Sony uma carta, na qual reprovava a qualidade do som do gravador de fitas da empresa. Em contrapartida, Ohga recebeu uma oferta de emprego, e sua influência foi tão grande que o levou à presidência da Sony nos anos 1980. No entanto, antes disso, ele supervisionava o projeto do compact disc, e exigiu que o formato do fosse capaz de tocar a Nona Sinfonia de Beethoven inteira. A decisão de Ohga foi uma correspondência à então situação do cenário musical do mundo.
De acordo com a Philips, a “performance mais longa conhecida tem duração de 74 minutos […] uma gravação em mono feita durante a Bayreuther Festpiele em 1951 e conduzida por Wilhelm Furtwängler.” 60 minutos não aguentaria isso, então ficou decidido que o ideal eram 74 minutos, num formato de 12cm.
Há outra versão da história, que afirma que o famoso maestro austríaco Von Karajan teria pedido para que o formato suportasse a Nona Sinfonia inteira. Von Karajan foi responsável por tornar o formato conhecido entre os audiófilos, e teria colocado esta influência em negociação, para conseguir implantar o padrão que desejava.
Porém, o chefe de engenharia da Philips, Kees Immink, afirma que a escolha pelo formato de 12 centímetros foi por conta da neutralidade do tamanho, que não era defendida pela Sony, nem pela Philips.

Lendário CD da Pool de 1995
Lendário CD da Pool de 1995

9691 – Que animais enxergam por meio de sons e como eles conseguem fazer isso?


Golfinho

Os grandes especialistas nesta arte – chamada de ecolocalização ou biossonar – são os golfinhos e os morcegos. Ambos possuem uma visão aguçada, que funciona perfeitamente durante o dia, mas normalmente precisam caçar e se locomover em ambientes com pouca luz. Em tais casos, eles conseguem enxergar sem utilizar os olhos, emitindo sons de alta freqüência, em geral inaudíveis para o ser humano. “Essas ondas sonoras batem na presa – e nos obstáculos à frente – e retornam na forma de ecos, que, por sua vez, são decodificados como um mapa pelo cérebro do bicho”, diz uma bióloga da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nos morcegos, o grau de precisão é tão elevado que certas espécies conseguem detectar a presença de um fio de apenas 0,5 milímetro de espessura em pleno vôo rasante. Nos golfinhos, o sistema é ainda mais preciso, pelo fato de, dentro d’água, o som se propagar a uma velocidade 4,5 vezes maior.
Assim, eles conseguem identificar peixes pequenos a distâncias de até 200 metros. Existem algumas espécies de pássaros que vivem em cavernas, ou têm hábitos noturnos, que também desenvolveram uma ecolocalização rudimentar, que só serve para a locomoção. E até mesmo um ser humano, acredite, pode utilizar a audição para localizar objetos ou evitar um obstáculo. “Quem é cego de nascença desenvolve a audição a tal ponto que esse sentido acaba substituindo, em parte, a visão”.

Existem cerca de 1 000 espécies de morcegos e quase todas têm a capacidade de se orientar no escuro por meio das ondas sonoras e seus reflexos. Esse mecanismo de ecolocalização – também chamado de biossonar – só foi descoberto pela ciência em 1938.
Para que o sonar do morcego funcione perfeitamente, o cérebro do animal possui um córtex auditivo (ponto em vermelho) extremamente desenvolvido. O sistema nervoso do bicho é tão sensível que possui até neurônios especializados em detectar a velocidade da sua presa.
A distância é medida pelo tempo que o som leva para ser refletido. Quanto mais rápido o eco voltar, mais próxima está a presa;

A velocidade do inseto é calculada pelo chamado efeito Doppler: quanto maior a velocidade, maior a variação na freqüência do som;

A partir do ângulo de entrada do som em seu aparelho auditivo, o morcego consegue “visualizar” a presa em três dimensões – altura, largura e profundidade;

Os golfinhos são capazes de nadar à noite ou em águas turvas graças ao biossonar

O animal produz o som na traquéia e nas cavidades nasais (acima dos olhos). Em seguida, o sinal sonoro passa por uma camada de tecido gorduroso que serve como uma lente focalizadora: em vez de se dispersar em todas as direções, o sinal é emitido para a frente, acompanhando o movimento do golfinho.
O som que retorna em eco é absorvido, em grande parte, pelas cavidades do maxilar inferior. De lá, os sinais seguem até o ouvido e chegam ao nervo auditivo, que desemboca no cérebro – onde os ecos são interpretados conforme a variação da freqüência e outras informações

1 – Assim que recebe o eco do primeiro som emitido, o golfinho gera outro “clique”. O lapso de tempo entre emissão e recepção permite que o animal calcule a distância que o separa do obstáculo à frente. Essa variação também é útil para que o golfinho avalie outras informações, como a velocidade e o tamanho de uma presa potencial

2 – O cérebro do golfinho é extremamente ágil para processar as informações relativas à distância e às dimensões do obstáculo à sua frente e à presa que está perseguindo. Essa sensibilidade funciona melhor numa faixa de distância entre 5 e 200 metros – e permite que o animal identifique pequeninas presas de até 5 centímetros

3 – Mesmo nadando em velocidade, ele consegue se desviar a tempo de prosseguir a caçada. Mas, ao se aproximar do obstáculo ou da presa, o golfinho precisa do auxílio da visão ocular. Estudos recentes provaram que golfinhos que não enxergam com os olhos têm a ecolocalização menos eficiente

O biossonar é inaudível para o ser humano
Nós não ouvimos a maior parte dos guinchos produzidos pelos morcegos, pois a freqüência das ondas sonoras é muito alta. O som mais agudo que um ser humano consegue escutar tem 20 KHz
freqüência entre 20 e 200 KHz;

Os golfinhos também emitem sons que não conseguimos escutar. Cada “clique” emitido por eles dura, no máximo, 128 microssegundos (1 microssegundo equivale a 1 milionésimo de segundo)
freqüência entre 40 e 150 KHz.

8929 – Audiotecnologia – A Potência de Áudio


Um rival para o a1 e PM 5000
Um rival para o a1 e PM 5000

O som é uma onda mecânica longitudinal. Por onda mecânica entendemos que ele é produzido a partir do movimento de algum meio material, como o ar, a água, a terra, o aço, etc. As ondas têm a interessante característica de transportar energia sem transportar matéria. Pense em um barco no meio de um lago tranquilo, sem correnteza: as ondas produzem apenas o movimento de sobe-desce no barco, sem com isso arrastá-lo.
Energia e Potência
A energia de uma onda igual é a energia cinética do meio material que se movimenta para transmiti-la. Já a potência é a quantidade de energia transferida por unidade de tempo.
Intensidade
Uma medida um pouco mais intuitiva é a intensidade. Quando dizemos que a música tocando na casa do vizinho está “alta” ou pedimos para o DJ “aumentar” o som da festa na verdade estamos nos referindo a intensidade de áudio. Outra característica importantes é a frequência, medida em Hertz. A frequência está relacionada com as notas musicais: quanto mais alta a nota, maior a frequência e mais aguda a música, quanto mais baixa a nota, menor a frequência e mais grave a música. Por isso não podemos confundir altura com intensidade.

A menor intensidade que um ser humano consegue ouvir é 10-12 W/m². Ao se afastar da fonte sonora, a intensidade (ou nível sonoro) é reduzida logaritmicamente, dessa forma também podemos calcular o nível sonoro (B) através de uma equação chamada fórmula bel.

Potência RMS
Em sistemas eletrônicos de áudio, é comum utilizar como medida a potência RMS. Esta potência é calculada com base na tensão e corrente que atravessam a carga, resultando em um valor médio, visto que o som é produzido correntes com grande variação. Este cálculo pode ser realizado através de:

P = VRMS . IRMS

Potência PMPO
Também chamada ironicamente por especialistas e vendedores de som como “potência máxima para otário”
A maioria dos equipamentos de áudio encontrados no varejo apresentam a potência PMPO (Peak Music Power Output ). Esta medida leva em conta valores máximos instantâneos de potência, que nem sempre são medidas confiáveis para comparar diferentes equipamentos, mas tem a clara vantagem comercial de alcançarem valores numericamente maiores.

8916 – Audiotecnologia – Como é feito um disco de vinil?


As lendárias Techinics SL 1800
As lendárias Techinics SL 1800

As faixas de música são cortadas, com furos microscópicos, em um disco mole de acetato de celulose, uma substância parecida com esmalte. Depois, o disco é metalizado e usado para prensar várias cópias em vinil derretido. A música está dentro daquelas faixas onde a agulha do toca-discos entra. Essas faixas têm irregularidades microscópicas, que fazem a agulha vibrar ao passar sobre elas. Essa vibração é captada e amplificada pelo toca-discos e, voilà: som na caixa! O LP de vinil como conhecemos hoje apareceu em 1948. O vinil dominou a segunda metade do século 20, até ser desbancado pelo CD, em 1982. Hoje, ele é mais usado por alguns DJs teimosos e colecionadores, que juram de pés juntos que a qualidade do som dos bolachões dá de dez em qualquer CD ou arquivo de MP3!
(Eu não apostaria nisso).

Tudo começa com um disco de alumínio lisinho de 35 cm de diâmetro e 2 mm de espessura. Esse disco de alumínio passa por uma esteira e recebe um banho de acetato de celulose, uma substância mole parecida com um esmalte preto. O resultado é um disco de alumínio revestido de acetato
O disco revestido é colocado no torno de gravação. Enquanto ele roda, uma agulha minúscula de diamante vai cortando as faixas em espiral na superfície. O movimento do braço da agulha é dado pelos impulsos elétricos da música já gravada no estúdio em fitas magnéticas ou arquivos digitais, o que o faz vibrar levemente e deixar irregularidades microscópicas no disco
O produto é chamado de disco master de acetato, que já contém as faixas com as músicas gravadas, mas é muito frágil para ser lido por uma agulha normal de toca-discos. Então, o master de acetato é metalizado
O heavy metal começa a rolar quando o disco leva um esguicho de cloreto de estanho, que o torna grudento para outros metais. Em seguida vem um esguicho de prata líquida, depois um mergulho em um banho de níquel, que se funde com a prata e forma uma camada de metal duro. Essa camada é separada do master de acetato, que é descartado
O master de metal formado no processo, como “nasceu” do molde de acetato, contém a música em suas faixas. A diferença é que as faixas estão em alto-relevo, e não na forma de sulcos. Mas ainda não é o produto final: a peça de metal é, em seguida, colocada em um prensa
Embaixo dela, entra a gosma de vinil derretido. A prensa aperta o disco de metal contra o vinil derretido com cerca de 100 toneladas de força e a 193ºC. As faixas em alto-relevo do disco de metal são transpostas para o vinil, que, depois de achatado, seca e vira um disco! Cada peça de metal prensa milhares de cópias. O excesso de vinil das bordas é cortado e a bolacha está pronta.

8157 – Ouvidos Atentos


Os sons estão sempre em nossa volta e podem ser produzidos por nós mesmos, por outras pessoas, por animais ou pelas coisas que nos cercam. Podem nos deixar em estado de alerta, como o latido de um cão feroz ou a buzina de um carro. Podem despertar emoções, como a lembrança de uma música especial ou da comemoração de um gol do nosso time. Podem até causar irritação. Os sons chegam até nós por vibrações que viajam pelo ar, pela água ou por uma parede de tijolos. Quando tais vibrações alcançam nossas orelhas, logo percebemos se o telefone está tocando, se a chuva está forte ou se um copo caiu e se quebrou. O som viaja na forma de ondas, parecidas com as ondas da água e quanto mais longe, mais fraco.
O espaço é muito silencioso. Lá não há barulho. O som precisa de um meio para se propagar, como o ar líquido, a água ou os sólidos (vidro). Como no espaço não existe ar, o som não se propaga.

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Por que uma boa música soa tão bem e o som de uma britadeira parece uma tortura?
As ondas sonoras que saem dos instrumentos musicais são organizadas e harmônicas e por isso são alguns dos sons mais agradáveis a nossa percepção.
Todos os instrumentos, do saxofone ao tambor, possuem partes móveis que se movimentam, produzindo vibrações. Quando o músico sopra o saxofone, ele faz vibrar o ar dentro do instrumento e, ao apertar todas aquelas chaves, ele faz a vibração do ar ficar diferente, produzindo notas variadas. No tambor, é a membrana que vibra quando batemos nela com a baqueta ou com as mãos. Com um violão podemos perceber o som produzido pela vibração. Se você toca s cordas uma de cada vez, percebe que elas vibram e enquanto vibram você ouve o som. As mais grossas vibram mais devagar, por isso o som é mais grave, já as mais finas vibram mais rápido, e o som é agudo. Sons desagradáveis são chamados de ruídos. Isso acontece porque as ondas sonoras viajam de maneira desordenada, tornando-se desagradável de ouvir.

8010 – Áudio – O timbre da voz muda ao ser gravada


A voz humana alcança entre 100 e 10 mil hertz e a maioria dos aparelhos de gravação não capta todas as frequências, fazendo mudar o timbre da voz.
Mas alguns gravadores digitais e profissionais conseguem uma fidelidade de som bem melhor, nos referimos as gravações analógicas em fita, que deixavam muito a desejar.

Antigo rádio-gravador da Aiko
Antigo rádio-gravador da Aiko

A Velha Fita K7
Com fôlego de gato, ainda é utilizada por alguns audiófilos.
A fita cassete ou compact cassette é um padrão de fita magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, invenção da empresa holandesa Philips.
O cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa plástica, isto facilitava o manuseio e a utilização permitindo que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação sem a necessidade de ser rebobinada como as fitas de rolo. Com um tamanho de 10 cm x 7 cm, a caixa plástica permitia uma enorme economia de espaço e um excelente manuseio em relação às fitas tradicionais.
O audiocassete ou fita cassete foi uma revolução difundindo tremendamente a possibilidade de se gravar e se reproduzir som. No início, a pequena largura da fita e a velocidade reduzida (para permitir uma duração de pelo menos 30 minutos por lado) comprometiam a qualidade do som, mas recursos tecnológicos foram sendo incorporados ao longo do tempo tornando a qualidade bastante razoável. Recursos como: novas camadas magnéticas (Low Noise, Cromo, Ferro Puro e Metal), cabeças de gravação e reprodução de melhor qualidade nos aparelhos e filtros (Dolby Noise Reduction) para redução de ruídos.
Os primeiros gravadores com áudio cassete da Philips já eram portáteis, mas no final dos anos 70 com a invenção do walkman pela Sony, um reprodutor cassete super compacto de bolso com fones de ouvido, houve a explosão do som individual.

No início deixava a desejar…
Previstos originalmente como meio para ditado e uso como gravador de som prático e portátil, a qualidade dos primeiros reprodutores não era muito adequada para música, além disto os primeiros modelos tinham falhas na mecânica. Porém rapidamente as falhas foram sanadas, diversos modelos produzidos, alguns foram incorporados aos receptores portáteis de rádio. Assim as melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais. É preciso lembrar também que na metade da década de ’60 o consumo da música explodiu, logo uma forma prática de se gravar e ouvir música foi o ideal para um público jovem.

A produção em massa dos cassetes compactos de áudio começou em 1964, em Hannover, Alemanha. Os cassetes de música pregravada, também conhecidos comercialmente como “musicassetes” (MC), foram lançados na Europa no final de 1965. Nos Estados Unidos, em 1966, com uma oferta inicial de 49 títulos pela Mercury Record Company, uma filial norte-americana da Philips.
Em 1971, a empresa Advent Corporation introduziu seu modelo 201, que combinou a redução de ruídos Dolby tipo B com uma fita de dióxido de cromo (CrO2) cuja [coercitividade] (capacidade de reter a informação magnética) era muito maior que o óxido de ferro resultando em um som com menos chiado de fundo (hiss). O resultado tornava o cassete mais apto para o uso musical e o começo da era dos cassetes e reprodutores de alta fidelidade.

Anos Dourados:
Previstos originalmente como meio para ditado e uso como gravador de som prático e portátil, a qualidade dos primeiros reprodutores não era muito adequada para música, além disto os primeiros modelos tinham falhas na mecânica. Porém rapidamente as falhas foram sanadas, diversos modelos produzidos, alguns foram incorporados aos receptores portáteis de rádio. Assim as melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais. É preciso lembrar também que na metade da década de ’60 o consumo da música explodiu, logo uma forma prática de se gravar e ouvir música foi o ideal para um público jovem.

A produção em massa dos cassetes compactos de áudio começou em 1964, em Hannover, Alemanha. Os cassetes de música pregravada, também conhecidos comercialmente como “musicassetes” (MC), foram lançados na Europa no final de 1965. Nos Estados Unidos, em 1966, com uma oferta inicial de 49 títulos pela Mercury Record Company, uma filial norte-americana da Philips.
Em 1971, a empresa Advent Corporation introduziu seu modelo 201, que combinou a redução de ruídos Dolby tipo B com uma fita de dióxido de cromo (CrO2) cuja [coercitividade] (capacidade de reter a informação magnética) era muito maior que o óxido de ferro resultando em um som com menos chiado de fundo (hiss). O resultado tornava o cassete mais apto para o uso musical e o começo da era dos cassetes e reprodutores de alta fidelidade.
Entre a década de 1970 e os meados da década de 1990, o cassete era um dos dois formatos mais comuns para a música pregravada, junto aos discos de vinil (compactos e LPs). A venda de conjuntos integrados (no Brasil 3 em 1) com receptor FM, toca-discos para vinil e gravador cassete fizeram com que houvesse uma tremenda difusão nas fitas gravadas domésticamente, cada um podia fazer a sua seleção de músicas das rádios ou dos discos.

Durante a década de 1980, a popularidade do cassete se manteve como resultado dos gravadores portáteis de bolso e os reprodutores pessoais como o Walkman da Sony, cujo tamanho não era muito maior do que o do próprio cassete e que permitia a música ser levada “dentro do seu bolso”. À parte dos avanços puramente técnicos dos cassetes, estes também serviram como catalisadores para o câmbio social. Sua durabilidade e facilidade de cópia ajudaram na difusão da música underground e alternativa bem como no intercâmbio musical entre o então “Ocidente” e a “Cortina de Ferro” (países socialistas) trazendo a música underground rock e punk e levando o rock ocidental.
Importante notar que o áudiocassete é um suporte analógico, ainda que mais tarde a Philips desenvolveu um sucessor compatível e digital (o Digital Compact Cassette, o DCC) bem como outros desenvolveram outros formatos digitais baseados em fita, como a Digital Audio Tape (DAT).

Decadência e morte honrosa
Embora como dissemos ainda seja utilizada por alguns audiófililos, as fitas k7 de alta fifelidade, cromo e metal já não são mais fabricadas há uma década.
Em muitos países ocidentais, o mercado de cassetes entrou em sério declive desde o seu auge no final da década de 1980. Isto notou-se particularmente com os cassetes pregravados, cujas vendas foram superadas pela dos CDs durante a década de 1990.

Sony Metal-SR Tape

Em 2001, os cassetes constituíram somente 4% de toda a música vendida nos Estados Unidos. Não obstante, no final da década de 2000, os cassetes virgens standart ainda estavam sendo produzidos.

Muitas companhias fabricantes do áudiocassete deixaram de produzi-lo no final da década de 2000, já que este tem sido fortemente desbancado pelos meios digitais com os reprodutores de Mp3, cuja mídia pode ser um CD, cartão de memória ou DVD com um qualidade de som superior e maior duração.

Apesar da disponibilidade ampla dos meios de alta fidelidade, os cassetes também seguem sendo populares para usos específicos incluindo áudio para carro e outros ambientes difíceis em países em desenvolvimento. Os reprodutores de cassetes são tipicamente mais resistentes a poeira, calor e choques do que a maioria dos meios digitais (principalmente CDs). Ainda que os gravadores digitais de voz atualmente sejam mais populares, os gravadores de cassete (e até mesmo microcassete) tendem a ser mais baratos e de qualidade suficiente para tomar notas em palestras, aulas, reuniões, etc. Ainda vendem-se em cassete audiolivros, mensagens religiosas e outros materiais falados. Sua fidelidade mais baixa não é considerada uma desvantagem para tal conteúdo. Enquanto que a maioria dos editores vendem audiolivros em CD, geralmente também oferecem uma versão em cassete a um preço mais baixo. Além disto a produção dos cassetes continua em nichos musicais específicos, como músicos alternativos (“indies”) e progressistas e para ensino de idioma em países como Coréia do Sul.
O cassete, dependendo do comprimento da fita, permite diversas durações de gravação. Precisamente, o nome da fita já indica a duração da mesma, como C-60 (60 minutos, 30 para cada lado) Quanto maior o comprimento, mais fina é a fita, a fim de que ocupem o mesmo espaço do cartucho que as de menor comprimento. Quanto mais finas as fitas, pior é a adaptação às da própria caixa, o que pode provocar um mau contato cabeçote-fita, que pode fazer com que a fita se enrosque, podendo danificar o toca fitas.

Os fabricantes desaconselham energicamente o uso das C-120 e, em menor escala, as C-90.

As fitas que estão (ou estiveram) disponíveis no mercado são:

C-5 (usada mais como fita de demonstração);
C-7 (idem)
C-46;
C-60 (mais usada até hoje);
C-74;
C-90 (outra mais usada, porém em menor escala);
C-100;
C-110;
C-120.

Por material magnético
Utilizam-se diversos tipos de material magnético para os cassetes. Cada um deles tem diferentes requisitos de polarização (bias) e equalização. Segundo este critério, podem-se distinguir quarto tipos de fitas:

Fita IEC type I (normal): estão baseadas em óxido férrico (Fe2O3) e foi o tipo original de fitas. Usam uma equalização de 120 µs;
Fita IEC type II: Por volta de 1970, a empresa Basf introduziu o dióxido de cromo (CrO2). Esse tipo de fita requer uma equalização de 70 µs;
Fitas IEC type III: A Sony desenvolveu uma fita de camada dupla, utilizando ao mesmo tempo óxido férrico e dióxido de cromo. Chamou-se “ferrichrome” (FeCr). Estas fitas só estiveram disponíveis por um curto período de tempo na década de 1970;
Fitas IEC type IV (metal): Também utilizam equalização de 70 µs e proporcionam novos avanços e melhoras na qualidade de som, assim como mais resistência ao desgaste.
A qualidade se reflete normalmente no preço, sendo as mais baratas as de type I. As fitas type II se consideram como de qualidade de som de CD e as de type IV com qualidade superior à do CD.

Cuidados com as fitas cassete

Não exponha a fita a poeira e umidade;
Não exponha a fita a temperaturas extremas (ambientes muito quentes ou muito frios);
Mantenha a fita afastada de geradores de campos magnéticos, como ímãs, altofalantes, televisores, etc;
Quando a fita não estiver em uso, conserve-a dentro da capa plástica;
Para evitar desgravações acidentais, quebre as linguetas de gravação. Caso queira apagar uma fita com linguetas já quebradas,basta cobrir as aberturas deixadas pelas mesmas.
Seguindo estes cuidados, a durabilidade da fita cassete pode ser de 40 anos ou mais.

7760 – Áudio – Como funciona um microfone?


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Todos os sons diferentes que ouvimos são causados por diferenças de pressão mínimas no ar que nos rodeia. O que impressiona é o fato de o ar transmitir essas mudanças de pressão tão bem e com tanta precisão ao longo de distâncias relativamente grandes.
Todos os microfones modernos tentam atingir o mesmo objetivo do original, mas fazem isso de forma eletrônica e não mecânica. Um microfone pega as ondas de pressão variável no ar e converte-as em sinais elétricos variáveis. Há cinco tecnologias diferentes usadas comumente para obter esta conversão:

Microfones a carvão – o microfone mais antigo e mais simples usava pó de carvão. Esta era a tecnologia usada nos primeiros telefones e ainda em alguns telefones de hoje. O pó de carvão apresenta um fino diafragma metálico ou plástico em um lado. Conforme as ondas sonoras atingem o diafragma, elas comprimem o pó de carvão, que muda sua resistência. Por meio da passagem de uma corrente através do carvão, a mudança da resistência altera a quantidade de corrente que flui.
Microfones dinâmicos – um microfone dinâmico se aproveita dos efeitos de um eletromagneto. Quando um magneto passa próximo a um fio (ou a uma bobina), o magneto induz o fluxo de uma corrente no fio. Em um microfone dinâmico, o diafragma move um magneto ou uma bobina quando as ondas sonoras atingem o diafragma e o movimento cria uma pequena corrente.

Microfones de fita – em um microfone de fita, uma fita de pequena espessura é suspensa em um campo magnético. As ondas sonoras movem a fita, o que altera a corrente que flui através dela.

Microfones a condensador – um microfone a condensador é, essencialmente, um capacitor, em que uma placa se move em resposta às ondas sonoras. O movimento altera a capacitância do capacitor e estas alterações são amplificadas para criar um sinal mensurável. Os microfones a condensador geralmente precisam de uma pequena bateria para fornecer voltagem através do capacitor.

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Microfones a cristal – certos cristais alteram suas propriedades elétricas conforme mudam de formato. Prendendo um diafragma a um cristal, este criará um sinal quando as ondas sonoras atingirem o diafragma.
Como você pode ver, quase toda tecnologia imaginável já foi utilizada para converter as ondas sonoras em sinais elétricos. A única coisa que todas têm em comum é o diafragma, que coleta as ondas sonoras e cria movimento em qualquer tecnologia utilizada para gerar o sinal.

7639 – Áudio – Os Equalizadores Gráficos


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São aparelhos de som desenvolvidos na década de 1970 empregados para se fazer a equalização paramétrica, isto é, alterar parâmetros que por sua vez alteram a curva de resposta em freqüência em Quilohertz do sinal de áudio. Quanto menor a frequência em Hertz mais grave será som e, quanto maior a freqüência mais agudo. Um equalizador possui diversas faixas de equalização, isto é, controles de intensidade (amplitude) do sinal para as diversas freqüências que o aparelho comportar. Normalmente os aparelhos possuem 10 faixas (uma faixa para cada oitava) ou 30 faixas (uma para cada terço de oitava). É um item muito importante dos aparelhos de som, pois sem ele não se pode corrigir certas falhas da freqüência principalmente referentes aos graves e agudos.
No estúdio de gravação deve ser colocado em um ponto em que possa ser gravado pois em um ponto que serve só como monitoração pode “enganar” o técnico de som. A grande utilidade do equalizador é que a mesa de som é deficiente em agudos (não atinge o nível ideal de agudos) e o microfone e os instrumentos musicais exigem mais para chegar ao padrão universal de agudos. O equalizador deve ser aplicado na gravação e não em pós-edição. Para gravar deve ser ajustado o mais próximo possível do ideal, para se tentar evitar de ter-se que equalizar em pós-edição por preguiça de regravar. Em pós-edição o equalizador tira peso (potência dos agudos) mas na gravação mantém o peso. Muitos erram e gravam plano e depois equalizam. O som pode até ficar na equalização ideal, mas sem peso. Quanto mais alteração pós-edição mais qualidade se perde.
Em aparelhos de som comuns, é utilizado para equalizar o som de acordo com a preferência do ouvinte no momento da execução. Neste caso, geralmente apresenta algumas predefinições para cada estilo musical como Rock, Pop, Classic, etc. (Eu particularmente não recomendo tais pré-definições).

Num equalizador de 10 faixas temos por canal:
Faixa de 16kHz: Agudos super delicados.
Faixa de 8 kHz: Agudos comuns.
Faixa de 4 kHz: Os agudos estridentes “ardidos”.
Faixa de 2 kHz: Médios.
Faixa de 1 kHz: Médios.
Faixa de 500hz: Médio-graves. (Mais “ocos”).
Faixa de 250Hz: Médio-graves. (Menos “ocos”).
Faixa de 125Hz: Graves normais.
Faixa de 64Hz: Sub graves.
Faixa de 32Hz: Extremos sub graves.

Fator Q
A equalização ocorre como um aumento ou diminuição da amplitude de um sinal em uma dada frequência. No entanto, as frequências vizinhas também são aumentadas ou diminuídas em menor intensidade para que não haja uma transição brusca entre o sinal não equalizado e a frequência alterada. À largura da distribuição nas frequências vizinhas é chamado de fator Q, ou fator de qualidade. Amplificadores que possuam tal controle permite que se regule se a alteração será agressiva (Q alto, pouca distribuição nas frequências vizinhas, criando um pico ou vale acentuado na resposta em frequência) ou se será suave (Q baixo, alta distribuição nas frequências vizinhas, cria um pico ou vale diluído na resposta em frequência).

Observação: Embora o uso dos equalizadores melhorem muito a qualidade finaldo som, eles tem entrando em desuso. Com o advento das tecnologias digitais, que proporcionam uma fidelidade de som muito alta e lançamento de equipamentos multi-funções, além da necessidade de redução de espaço e número de conecções (fiações), muitos profissionais vem optando por não mais utilizar os equalizadores.

Master DJ Carlos

Master DJ Carlos
Master DJ Carlos

6920 – Acústica – O Eco


No âmbito da acústica e de processamento de sinal de áudio, um eco é uma reflexão de som que chega ao ouvinte pouco tempo depois do som direto. Exemplo típico é o eco produzido no fundo de uma escadaria, por um edifício, ou em uma sala, pelas paredes. Um eco verdadeiro é uma única reflexão da fonte de som. O intervalo de tempo é a distância extra dividida pela velocidade do som.
Chama-se reverberação o fato de tantas reflexões chegarem ao ouvinte que ele não as pode distinguir umas das outras.
A intensidade de um eco é frequentemente medida em dB com relação à onda transmitida diretamente.
Ecos podem ser desejáveis (como no radar ou sonar) ou indesejáveis (como nos sistemas telefônicos).
Em computação, um eco é a impressão ou visualização de caracteres à medida que:
são introduzidos via um dispositivo de entrada,
instruções são executadas, ou
estes são retransmitidos e recebidos de um terminal distante.
É necessário existir um obstáculo que esteja a mais do que 17 metros de distância da pessoa que emite o som; o obstáculo tem que ser feito de um material polido e denso que não absorva o som, por exemplo, metais, rochas, betão e carnes magras.
O ser humano detecta dois sons que estejam separados por 0,1 segundos, ou seja, para a velocidade do som no ar (340 m/s), esse tempo representa 34 metros. Assim, se o obstáculo estiver a menos de 17 metros não detectamos a diferença entre o som que emitimos e o som que recebemos, e desse modo, o eco não acontece apesar da onda ter sido reflectida. É um som repetido várias vezes de forma decrescente.
Reverberação é um efeito físico gerado pelo som, é a reflexão múltipla de uma frequência.
Ao acionar uma fonte sonora em um recinto fechado, as primeiras ondas geradas propagam-se até às paredes, sendo refletidas. Percorrem um caminho em zigue-zague por todas as direções. Nesse intervalo de tempo, a fonte emitiu novas ondas que se combinam com as anteriores. As vibrações sonoras aumentam, portanto, progressivamente de intensidade até alcançar um valor estacionário.
A reverberação ocorre quando a diferença entre os instantes de recebimento dos dois sons é inferior a 0,1 s. Não se percebe um novo som, mas há uma continuação do som inicial. A reverberação pode ajudar a compreender o que é dito por um orador num auditório, pois as ondas percorrerão o ambiente de forma a chegar no ouvinte, compensando o atraso que teria se não existisse a reverberação. No entanto, o excesso de reverberação pode atrapalhar o entendimento.

Reverberação Digital
A reverberação natural é um processo acústico complexo que, apesar de toda a tecnologia eletrónica à nossa disposição, ainda não foi recriado com absoluta precisão por meios digitais. Existem unidades de reverberação que se aproximam mais do que nunca. Grandes avanços, tanto de hardware como de software, tornaram possível proporcionar uma reverberação artificial com densidade e resolução que se aproxima ao efeito natural, tentando aproximar do tipo de som limpo, para várias aplicações profissionais. Com intenção de proporcionar uma qualidade e flexibilidade de reverberação e efeitos num formato simples de usar, por exemplo, nos estúdios avançados de gravação profissional e reforço de som. A reverberação é um efeito essencial para os instrumentos musicais, gravações e reforço de som. De facto, a qualidade dos efeitos utilizados tem uma influência importante sobre a qualidade geral do som. Ela é o efeito principal na constituição de uma.

6555 – Audiotecnologia – A GRAVAÇÃO E REPRODUÇÃO DO SOM


O primeiro protótipo do fonógrafo foi obtido pelo francês Léon Scott em 1857, quando estudava as características do som. Somente vinte anos depois, no entanto, graças a uma máquina inventada por Thomas Alva Edison, foi possível ouvir a reprodução de uma gravação. No século XX, desenvolveram-se muito as técnicas de gravação e reprodução acústica, o que resultou numa série de aparelhos domésticos destinados ao lazer.
Gravação do som é a estocagem, numa base de gravação (um disco, por exemplo) das vibrações produzidas no ar pelo som. Na reprodução, o processo se inverte, de maneira que as vibrações estocadas novamente se convertem em ondas sonoras. Os sistemas de gravação e reprodução do som visam à conservação documental de determinadas informações sobre meios físicos que permitam sua reedição posterior. A finalidade desses registros varia amplamente e pode ser tanto o lazer musical, como o comércio ou o estudo.
Entre as técnicas de gravação e reprodução do som existentes, destacam-se os sistemas de base mecânica, de que são exemplo os fonógrafos e eletrolas; os de base magnética, como os gravadores e toca-fitas que utilizam fitas cassete; e os de base óptica, caso das trilhas sonoras de filmes cinematográficos e dos discos compactos digitais, ou compact discs.
O primeiro aparelho mecânico de reprodução do som, inventado por Thomas Edison em 1877 e patenteado no ano seguinte, constava de um cilindro coberto com papel de estanho e um pavilhão, que tinha no fundo um diafragma ao qual se fixava uma agulha. Uma manivela imprimia ao cilindro um movimento de rotação e outro, mais lento, de translação, de modo que a agulha, apoiada sobre o papel de estanho, nele produzia um sulco ao riscar uma curva espiral ininterrupta. Quando se emitia um som, como a voz de uma pessoa, diante do pavilhão, as ondas sonoras provocavam vibrações no diafragma, que as transmitia à agulha. Esta produzia no papel uma série de elevações e depressões decorrentes das oscilações. Desse modo, o som original era “inscrito”, na forma de sulcos, sobre o papel. Ao passar a agulha do diafragma pelo sulco traçado durante a gravação, ela acompanhava as sinuosidades existentes e tornava a vibrar de modo idêntico. Essas oscilações se transmitiam ao diafragma e depois ao próprio ar, onde novamente se formavam ondas sonoras audíveis, que repetiam os sons originais.
A máquina de Edison, embora de concepção genial, tinha algumas limitações além da imperfeição da reprodução: a gravação na folha de estanho só podia ser tocada poucas vezes, não permitia cópias nem a possibilidade de o papel ser retirado e guardado. Em 1885, Alexander Graham Bell, seu primo Chichester A. Bell e Charles Sumner Tainter substituíram o papel de estanho por um invólucro de papel encerado, que se podia recolher com facilidade.
A primeira gravação sobre um disco plano se deve ao alemão naturalizado americano Emil Berliner, que traçou num disco de zinco uma linha espiral (partindo das extremidades para o centro do disco), sobre a qual deslizava a agulha. De acordo com as patentes, porém, Edison tinha os direitos da gravação com sulcos, e Bell-Tainter os da impressão em cera. Assim, Berliner foi levado a procurar uma solução nova: sobre um disco de zinco recoberto com uma fina camada de cera, um serpenteador transversal registrava as vibrações; depois, aplicava-se um ácido que atacava somente o metal e, desse modo, produzia uma estria nos lugares em que a agulha havia retirado a cera. O disco ficava pronto depois que se derretia a cera restante.
Berliner, porém, prosseguiu com as pesquisas, pois seu sistema ainda apresentava o inconveniente de só permitir a produção de um disco de cada vez. A possibilidade de cópias surgiu depois que ele teve a idéia de recobrir o disco original com um metal mais duro e obteve um molde, isto é, uma reprodução em negativo do original, com o qual pôde fabricar outros discos.
Outra inovação importante ocorreu em 1890, quando foram instalados mecanismos de corda nos aparelhos de cilindro de Edison e de Bell-Tainter, que já encontravam boa aceitação no mercado. O próprio Berliner teve a idéia de apresentar um tipo diferente de aparelho, de preço mais baixo. Com a colaboração do mecânico Eldridge Johnson, inventou o gramofone, aparelho que em 1896 já era vendido em todos os Estados Unidos. Iniciou-se então a produção de discos aos milhares.
Feitas por meio do poder mecânico das ondas sonoras, essas gravações eram denominadas mecânicas ou acústicas. Os discos também eram tocados mecanicamente. O grande êxito do sistema fonográfico de discos planos nos Estados Unidos e na Europa incentivou o rápido aperfeiçoamento dos materiais, bem como melhoramentos estruturais, como a incorporação de motores elétricos, que resultou num aparelho denominado toca-discos.
Apesar do grande interesse suscitado pela reprodução de sons ainda nos primeiros anos do século XX, ela era ainda estridente e barulhenta, com uma gama limitada de tons. A sonoridade dependia diretamente da intensidade da voz ou do instrumento musical, pois não se conhecia nenhum processo de controle do volume acústico do disco, para aumentá-lo ou diminuí-lo, nem de regulagem da velocidade de rotação. Além disso, era impossível gravar uma seleção musical executada por uma orquestra ou um grupo numeroso de músicos e cantores, já que cada executante devia cantar ou tocar seu instrumento perto da boca de um objeto semelhante a uma corneta, usado para concentrar a energia do som.
Em 1915 houve uma verdadeira revolução quando o americano Lee De Forest inventou um amplificador de tubo a vácuo. A invenção marcou a transição da gravação acústica para a elétrica, o que imprimiu uma considerável melhora no método que, unido à utilização de novos materiais na confecção dos discos e das agulhas e ao desenvolvimento tecnológico dos sistemas de reprodução (alto-falantes, amplificadores etc.), permitiu uma excelente qualidade sonora final. Padronizou-se então a gravação de discos de 4min30s de duração e 78rpm (rotações por minuto), originalmente feitos de goma-laca e depois de resinas sintéticas termoplásticas.
A gravação de longa duração (long-playing), conhecida como LP e lançada comercialmente em 1948 pela marca Columbia, foi projetada para tocar à velocidade de 33 1/3rpm. Por usar microssulcos, permitia um tempo de reprodução de trinta minutos para cada lado do disco. Essa técnica foi uma verdadeira revolução, pois apresentava a vantagem da economia e da fabricação com vinil, material plástico flexível e resistente, que produz muito pouco ruído pela fricção. Os discos compactos de 45rpm tocavam até oito minutos por lado e foram introduzidos em 1949. Gravações estereofônicas, com dois canais separados de som gravados no mesmo sulco, foram feitas a partir de 1958. No início da década de 1970, surgiram os discos quadrafônicos, com dois canais adicionais, mas não tiveram sucesso comercial.

Sistemas Magnéticos
A idéia de empregar um material magnético como base de gravação de sons, antecipada pelo inventor dinamarquês Valdemar Poulsen em 1898, só foi posta em prática pela indústria na década de 1920, quando começaram a ser utilizadas fitas magnéticas. Os primeiros gravadores usavam um arame, que era passado sob velocidade uniforme de um carretel para outro, através do campo magnético de um eletroímã. As ondas sonoras de um fone eram transformadas em impulsos elétricos e passavam para o eletroímã, que magnetizava o arame, segundo as ondas sonoras originais. Para reproduzir os sons da gravação magnética, fazia-se passar o arame pelo campo de um eletroímã semelhante, com a mesma velocidade e na mesma direção anterior. As partes então imantadas do arame produziam um impulso elétrico transmitido ao fone, onde o som era reproduzido.
Posteriormente, começaram a ser utilizadas fitas magnéticas constituídas de tiras de papel às quais se aplicava o resultado da secagem de um líquido saturado de partículas magnetizadas. Na Alemanha e nos Estados Unidos se desenvolveu, na década de 1930, um processo de gravação magnética sincronizada com as películas cinematográficas, base do sistema denominado magnetofone.
As modernas fitas de gravação magnética consistem num filme de base plástica recoberto de material magnético, geralmente óxido de ferro, embora se usem também o dióxido de cromo e partículas de metal puro. A gravação sobre essas fitas se faz por meio do gravador, que efetua a conversão do som em sinal elétrico, depois aplicado sobre uma espira enrolada ao redor de um núcleo de ferro magnetizado. Os gravadores podem ter várias velocidades e números de pistas, mas todos baseiam-se no mesmo princípio: uma bobina magnética, chamada cabeçote de gravação, atua como um ímã e magnetiza as partículas de óxido que constituem a base magnética da fita.
Nos sistemas magnéticos, o sinal elétrico a ser gravado é emitido por uma fonte, que pode ser microfone, disco, rádio etc. Depois de amplificado num circuito eletrônico, esse sinal elétrico é enviado à fita através de um cabeçote, bobina construída sobre um núcleo de ferro magnetizado, sobre cuja superfície a fita se move. A corrente na bobina produz uma força que magnetiza as partículas da fita. Para fazer a reprodução do som, basta passar o mesmo trecho da fita sobre o cabeçote de reprodução. As porções magnetizadas da fita provocam alteração do fluxo magnético no núcleo, gerando uma voltagem que é amplificada e enviada para os alto-falantes, os quais, ao vibrarem, reproduzem o som original.
Os principais tipos de fitas de gravação são a de rolo e a cassete. Os gravadores de fitas de rolo foram os primeiros a serem desenvolvidos e são usados principalmente para gravações profissionais. Podem operar a diferentes velocidades e têm grande flexibilidade, inclusive capacidade de gravar até 24 trilhas separadas. A fita cassete consiste num jogo de dois carretéis de fita dispostos num estojo retangular fechado. Embora o sistema de fitas cassete seja menos flexível e de maneira geral apresente menos fidelidade que os de fitas de rolo, os gravadores de cassete tornaram-se mais populares, principalmente devido à facilidade de operação.

O primeiro sistema óptico foi inventado por De Forest, que em 1923 desenvolveu técnicas de transcrição de ondas sonoras em impulsos de luz que podiam ser fotografados sobre uma tira de filme. Quando se passava o filme entre uma fonte luminosa e uma célula fotoelétrica num projetor cinematográfico, as imagens se transformavam novamente em voltagens elétricas que podiam se converter em som por um sistema de alto-falantes.
Outro tipo de gravação óptica é a de disco compacto digital (compact disc ou CD). Os métodos de gravação, leitura e reprodução sonora mediante raios laser determinou uma autêntica revolução tecnológica desses aparelhos. A durabilidade, a precisão de leitura e a qualidade do som dos compact discs determinaram a troca gradual, em determinados círculos, dos sistemas de audição fonográfica e magnética pelos de tecnologia a laser. Diferentemente dos demais métodos de gravação e reprodução, que criam “analogias” do som original e são por isso chamados de métodos analógicos, a gravação digital reproduz amostras do som a intervalos determinados e as converte em números binários, que são então gravados em fita sob a forma de uma série de pulsos. Os compact discs tornaram-se disponíveis comercialmente a partir do início da década de 1980 e alcançaram grande popularidade no início da de 1990. Outros sistemas digitais são o digital audio tape (DAT) e o digital compact cassette (DCC).

Auxiliares
A gravação de discos e fitas magnéticas em escala industrial é realizada em estúdios e requer uma série de operações executadas por pessoal técnico e mediante o uso de aparelhos especiais. As fitas magnéticas podem ser gravadas também por amadores, por meio de processo mais simples, com aparelhagem reduzida e sem necessidade de estúdio e de conhecimentos especializados. Nas operações profissionais de gravação e reprodução do som, empregam-se instrumentos adicionais que permitam verificar as sucessivas transformações do sinal desde a emissão acústica até a gravação, e desde a leitura até sua reprodução sonora.
Os instrumentos conversores da potência acústica em elétrica se denominam microfones; neles, o som faz vibrar um diafragma, e essa vibração se transforma em pulso elétrico. As sucessivas conversões do sinal original provocam uma perda de potência que, tanto nos processos de gravação como nos de reprodução, se corrige com o emprego de amplificadores. Os elementos finais dos sistemas de reprodução são os alto-falantes, cujo funcionamento é basicamente inverso ao dos microfones.
A utilização de sistemas elétricos de conversão do sinal produz perturbações intrínsecas denominadas ruídos, que podem ser reduzidos por mecanismos de filtro e pelo uso de amplificadores de sinais. O termo alta fidelidade (ou hi-fi, do inglês high fidelity) designa um estado de qualidade mínima que se requer de uma reprodução. As condições necessárias para os sistemas de alta fidelidade são a adequação do espectro de audição a todas as freqüências de som presentes na gravação, a faixa de volume suficiente para distinguir o sinal dos ruídos e distorções, a fidelidade na reprodução temporal dos sons e na reprodução aproximada do ambiente acústico durante a gravação.
A reprodução do som pode ser monoacústica, quando se faz através de um único canal de saída; monofônica, que se vale de um canal tradutor simples, utilizada geralmente em sistemas fonográficos e radiofônicos; estereofônica, que utiliza os microfones de gravação; e quadrifônica, capaz de reproduzir fielmente o ambiente sonoro da gravação.

6448 – Som Automotivo – Para que servem os capacitores especiais para caixas automotivas?


Acredite, este mega capacitor tem 1 Farad!

Os capacitores de reforço como são denominados estes componentes são capacitores com uma grande capacitância (milhares de micro-fards) colocados em paralelo com o amplificador. O propósito de fazer isso é prover uma espécie de reserva de energia de onde o amplificador pode rapidamente consumi-la quando este precisar (por exemplo, durante um som grave). A teoria elétrica é que quando o amplificador tenta “puxar” uma grande corrente, não somente a bateria é relativamente devagar para responder, mas a voltagem no amplificador será um pouco abaixo que a voltagem da bateria propriamente dita (isto é chamdado de “queda de linha”).

Um capacitor no amplificador carregado pela voltagem da bateria irá tentar estabilizar o nível de voltagem no amplificador, descarregando corrente no amplificador. Uma outra forma de se pensar sobre isso é que o capacitor em paralelo com a carga age como se fosse um filtro passa-baixa, e a queda de voltagem no amplificador aparece como uma onda alternada imposta sobre uma tensão contínua. O capacitor então irá tentar filtrar esta onda alternada, deixando a tensão continua pura para o amplificador.
Portanto quando você tem problemas com as luzes do seu carro que diminuem de intensidade quando você aumenta o volume e os sons graves começam e você não quer mexer no seu alterador, uma solução pode ser o capacitor de reforço. O tamanho de capacitor é determinado pela seguinte formula: 1Farad para cada 1000 Watts. Por exemplo, um sistema com 300 Watts de potência irá precisar um capacitor de 0,3 Farads ou 300.000 mF (micro-Farads). Para instalar o capacitor, você não deve simplesmente instalar o mesmo junto a fiação de força do seu amplificador, pois este vai puxar uma quantidade muito grande de corrente do seu amplificador e pode queimar os fusíveis.

Para instala-lo corretamente, você deve colocar um resistor de alta potência e de baixo valor (por exemplo 25 ohms e ½ Watt de potência) ou uma lâmpada de teste de 12V entre a fiação de alimentação do amplificador e o capacitor, e então com isso o capacitor irá se carregar. Com a utilização da lâmpada, você pode desconectar os fios após a mesma ter se apagado, remova com muito cuidado os cabos de alimentação do capacitor e tome cuidado para não encostar as mãos nos terminais do capacitor. Após isso, você pode instalá-lo definitivamente, o mais próximo o possível do amplificador e assim usufruir de todos os benefícios do capacitor com graves consistentes e sem efeitos pisca-pisca nas luzes do seu carro.