12.787 – Transistores de carbono superam os de silício pela primeira vez


nanotubos
Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar transistores usando nanotubos de carbono que tiveram melhor performance que os transistores de silício. Segundo os pesquisadores da University of Wisconsin-Madison, esse material deve levar à criação de processadores e antenas até cinco vezes mais rápidas ou eficientes que suas equivalentes de silício.
Os cientistas desenvolveram um método para depurar os nanotubos, eliminando interferências, e montá-los sobre os eletrodos metálicos de transistores em um suporte. Esse processo é semelhante ao da montagem de um processador.

Eliminando obstáculos
Já faz bastante tempo que os nanotubos de carbono são estudados como alternativa para o silício em processadores. Esses nanotubos são estruturas cilíndricas cujas paredes são feitas de carbono e têm a espessura de apenas um átomo. Por conta dessa característica, eles conduzem eletricidade muito melhor que o silício, e já foram usados para criar baterias, melhorar células solares e deixar materiais invisíveis.
Um dos desafios superados pelos cientistas foi o de selecionar nanotubos de carbono de alta pureza. Nanotubos com pequenas impurezas metálicas não podem ser usados na criação de transistores, já que elas atrapalham as propriedades semicondutivas do material. Usando polímeros, os pesquisadores encontraram condições nas quais é possível isolar os nanotubos sem resíduos, deixando menos de 0,01% dos nanotubos impuros.
Esse mesmo polímero também serve de isolante entre os nanotubos e os eletrodos metálicos. Após utilizá-lo para “purificar” os nanotubos, os pesquisadores usaram-no para alinhar o material na posição correta e, em seguida, levaram o conjunto para um forno a vácuo a fim de eliminar o polímero. Com isso, o alinhamento e a pureza dos transistores com nanotubos ficou muito melhor.

Ganhos de performance
Comparando o transistor de carbono com um transistor de silício de mesmo tamanho e geometria, os pesquisadores conseguiram passar 1,9 vezes mais corrente pelo de carbono. No futuro, eles acreditam que essa tecnologia permitirá a criação de transistores cinco vezes mais rápidos, ou cinco vezes mais eficientes, que os atuais de mesmo tamanho.
Isso permitiria a criação de processadores mais ágeis e com menor consumo de energia, o que, por sua vez, levaria a um aumento na duração da bateria de dispositivos portáteis. Além disso, as dimensões microscópicas dos nanotubos também permitem mudar rapidamente um sinal de corrente que viaja por eles, o que permitiria uma melhoria na largura de banda de dispositivos que usam redes sem fio.
No entanto, os pesquisadores ainda precisam encontrar maneiras de adaptar seu processo à geometria de transistores convencionais e de possibilitar a produção em larga escala dos novos transistores, segundo o Engadget. Por isso, essas novidades ainda estão a alguns anos de distância.
Além de todas essas vantagens, os nanotubos de carbono também seriam capazes de salvar a Lei de Moore. Com mais de 50 anos, a lei que dita o ritmo da evolução da indústria de chips já começa a dar claros sinais de desgaste.

12.556 – Tecnologia – Os Supercomputadores


Tianhe-1A
Ele já foi o supercomputador mais rápido do mundo em novembro de 2010 e, depois de dois anos e meio, está ainda entre os 10 mais velozes. Esta máquina é fabricada pela NUDT e pertence ao Centro Nacional de Supercomputador de Tianjin, China. Ela traz um processador com 183.638 núcleos, capaz de processar dados a uma velocidade média de 2,5 teraflops por segundo.

SuperMUC
Equipamento do Centro de Supercomputador de Leibniz, na Alemanha, o SuperMUC já foi o quarto mais veloz do mundo em junho de 2012. Atualmente, a nona posição que ocupa é graças ao processador de 147.456 núcleos, que processa dados a uma  velocidade média de 2,9 mil teraflops por segundo. Este computador é fabricado pela IBM.

Vulcan
O supercomputador Vulcan pertence ao Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, é fabricado pela IBM e traz 393.216 núcleos em seu processador. A unidade processa dados a uma velocidade média de 4,3 mil teraflops por segundo, além de contar com 393.216 GB de memória

Juqueen
Com processador de 458.752 núcleos, que alcança uma velocidade de 5 petaflops, esta máquina pertence ao Centro de Supercomputador de Jülich, na Alemanha. Ele tem memória de 458.752 GB e, em novembro de 2012, data da última medição feita pelo Top500, ocupava a quinta posição na lista.

Stampede
O Centro de Computação Avançada do Texas, localizado na Universidade do Texas, nos EUA, conta com o Stampede, sexto supercomputador mais rápido do planeta. Ele é fabricado pela Dell, traz 192.192 GB de memória e processador com mais de 462 mil núcleos, com velocidade de 5,1 mil teraflops por segundo.

Mira
O quinto colocado na lista pertence ao Departamento de Energia do Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos. Ele também é fabricado pela IBM e ocupava a quarta posição em novembro de 2012. A atual posição é garantida com um processador com mais de 786 mil núcleos, o qual processa dados a 8,5 petaflops por segundo.

mira

K Computer
O primeiro representante do Japão na lista está em quarto lugar. O K Computer pertence ao Instituto Avançado de Ciência do Computador RIKEN, no Japão. O mais rápido do mundo durante todo o ano de 2011, ele apresenta a seguinte configuração: processador com mais de 705 mil núcleos, velocidade de 10,5 petaflops por segundo e memória de 1.410.048 GB. Ele foi fabricado pela Fujitsu.

Sequoia
O Laboratório Nacional Lawrence Livermore é dono também do supercomputador Sequoia, terceiro mais rápido do mundo hoje. Fabricado pela IBM, esta máquina era a mais veloz do planeta há um ano, com mais de 1,5 milhão de núcleos, velocidade de mais de 17 petaflops por segundo e memória de 1.572.846 GB.

Titan
Há seis meses ele era o mais rápido do mundo, mas perdeu o topo da tabela mesmo com velocidade de 17,6 petaflops por segundo. Ele pertence ao Laboratório Nacional Oak Ridge, Estados Unidos, e seu processador traz mais de 560 mil núcleos. A memória aqui é de 710.144 GB e ele foi fabricado pela Cray Inc.

titan

Tianhe-2
E a China batalhou para retomar a liderança da lista de supercomputadores mais rápidos do planeta. O Tianhe-2, uma “versão atualizada” do décimo colocado desta lista, traz 3,1 milhões de núcleos, velocidade de 33,8 petaflops por segundo e memória de 1.024.000 GB. Esta máquina absurda é fabricada pela NUDT.

thiane

12.114-Audiotecnologia – História da gravação do som


TDKSA
O homem só recentemente conseguiu dominar a tecnologia de registrar o fenômeno sonoro. Apesar de haverem vários registros na história de estudiosos que se debateram com o problema, só no século XIX, o som seria registrado de maneira satisfatória.
No ano de 1877, o inventor norte-americano Thomas Edison desenvolve o primeiro aparelho prático de gravação sonora, onde o som era registrado por meio de uma agulha que riscava um cilindro de cera. Nesse sistema, os sulcos feitos pela agulha, quando novamente percorridos, revelavam a gravação feita. Tal agulha era ainda ligada a um diafragma que tinha como função amplificar o som gravado, indo este escoar através de uma corneta, que o ampliava ainda mais, fazendo-o audível.
No vídeo abaixo pode-se ouvir a primeira gravação de Thomas Edison (e possívelmente a primeira gravação de som do mundo), descoberta recentemente.

Edison patenteou este sistema pioneiro no ano seguinte ao desenvolvê-lo, sendo que outras companias o seguiram, produzindo cilindros e aparelhos fonográficos gravados ou “virgens”, prontos para receberem uma gravação. A gravação e reprodução sonora por meio dos cilindros de cera permaneceu popular entre os consumidores em geral até cerca de 1910.
Apesar dos cilindros terem uma boa sonoridade, logo surgem os discos de goma-laca (posteriormente conhecidos como discos de 78 rotações ou discos de gramofone), técnica desenvolvida por outro norte-americano, Emile Berliner, em 1889. Seu sistema de discos, cujo som era reproduzido a partir de uma agulha que percorria seus sulcos, teve patente registrada com o nome dado por Berliner, “gramofone”. Os discos de gramofone eram mais simples de se fabricar, mais fáceis de serem estocados, transportados, eram mais duráveis (apesar de serem também frágeis) e possuíam uma qualidade sonora levemente melhor, além do fato de poderem armazenar duas canções, em detrimento do cilindro, que trazia apenas uma. Seu predomínio entre o público consumidor se deu de modo bastante lento, pois a produção regular de discos se iniciou apenas dez anos após a patente de Berliner, e além desse período continuou disputando o mercado consumidor nascente das gravações sonoras com o cilindro de Edison por cerca de uma década ainda.
Os discos nem mesmo possuíam um padrão, levando algum tempo para as empresas definirem-se por um formato que agradava ao consumidor. Haviam várias velocidades, indo de 76 rotações por minuto até 82; as dimensões também variavam, indo de 15 cm de diâmetro até 30 cm, e a duração das gravações também variavam, cerca de 2 a 5 minutos cada face. O mercado acabou por aceitar tacitamente o modelo de disco manufaturado pela empresa Victor (depois RCA Victor, atualmente parte da Universal Music Group), que produzia discos de 25 cm e 30 cm (dedicados a óperas e obras de maior duração), que rodavam a 78 rotações por minuto e armazenavam aproximadamente três minutos de música em cada face. No meio da década de 20, o tradicional sistema mecânico de gravação é substituído pela tecnologia da gravação elétrica, lançado pela gravadora Columbia (atual Sony Music) que aumenta em muito a qualidade das gravações realizadas.
A próxima inovação dentro da tecnologia de gravação viria com o surgimento do LP (Long Playing), em 1948, também obra da Columbia. Executado a 33 1/3 rotações por minuto, feito de vinil flexível, mais resistente que os antigos discos para gramofone, este logo se estabelece como padrão.
Logo depois surge a tecnologia da gravação por fita magnética, que, na década de 60 irá evoluir para a fita cassete. Tal tecnologia permite ao público uma maior distribuição de música livre do controle rígido exercido pelas gravadoras, proliferando a partir daí a prática da “pirataria” musical, até hoje amplamente cultivada.
Em 1978 é desenvolvido o CD, “Compact Disc”, que em pouco tempo substitui a tecnologia do disco executado a partir de um meio físico, no caso, a agulha. Agora, a reprodução sonora se dá por meio da leitura óptica do disco através de emissões a laser. Segue em 1995 o melhoramento desta tecnologia, o DVD, e logo, em 2001, surge o Blu-Ray, que utilizava um espectro de cor azulada do laser para obter resultados superiores aos do CD e do DVD.
Depois viriam as gravações digitais, graças aos recursos da informática, no formato mp3, wave, wma e outros.

11.133 – Mega Techs – O Arsenieto de Gálio


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É um composto químico sintético, de fórmula mínima GaAs. É material semicondutor de interesse da indústria eletrônica/informática, muito utilizado na construção de circuitos integrados.
O arsenieto de gálio é obtido na forma de lâminas, a partir da combinação dos elementos químicos constituintes, arsênio e gálio, e permite, segundo a Revista da Siemens, a fabricação dos chips mais rápidos do mundo, os quais, embora mais caros do que os que utilizam substrato de apenas silício, são muito mais velozes na transmissão de informações, além de possibilitar uma redução significativa nos tamanhos dos equipamentos.
Depois de algumas décadas de uso, o silício foi desbancado por esse material.

10.545 – Tecnologias Antigas – Iconoscópio


iconoscopio
Da eletricidade e da eletrônica emergiriam inventos como o telégrafo, o telefone, o gramofone, o cinema e o próprio rádio. A câmera de TV que registra uma cena, nada mais faz do que captar uma luz e traduzi-la em sinais eletromagnéticos. As lentes da câmera transportam a luz para um tubo cilíndrico chamado iconoscópio.
Em 1924 Zworykin conseguiu patentear o seu iconoscópio, um aparelho que seria essencial para a invenção do televisor. O iconoscópio foi, segundo a explicação de Zworykin, uma reprodução eletrônica do olho humano. Além dessas descobertas, Zworykin colaborou com o matemático John von Neumann num projeto de computador destinado a previsões meteorológicas.
Estudou Engenharia Eletrotécnica em 1912 no Instituto de Tecnologia de São Petersburgo, onde teve a possibilidade de trabalhar nos estudos de projeção de imagens a distância realizadas por Boris Rosing, utilizando os aparelhos de P. G. Nipkow. Depois da láurea, Zworykin foi admitido no Collège de France, onde estudou a tecnologia do raio x sob a orientação de Lengevin. Retornou à Rússia no princípio da Primeira Guerra Mundial, tendo servido ao exército por dois anos como oficial do Corpo de Telecomunicações. Imigrou para os Estados Unidos em 1919 e ano de 1920 foi admitido no Laboratório de pesquisas da Westinghouse para trabalhar em tubos de vácuo e em células fotoelétricas. No ano de 1923, Zworykin voltou a realizar pesquisas e estudos em Física na Universidade de Pittsburgh (pensilvânia), laureando-se no ano de 1926, com uma tese sobre o Desenvolvimento das Células Fotoelétricas.

10.414 – Mega Techs – Primeiro relógio inteligente com Android vai custar R$ 700


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A LG anunciou, em evento realizado na noite desta terça-feira, em São Paulo, a chegada do relógio inteligente G Watch ao Brasil. O produto é um dos primeiros da categoria wearable — gadgets usados como acessórios pessoais, como óculos, relógio e pulseira inteligentes — a adotar o Android Wear, versão do sistema operacional do Google para relógios inteligentes. Os brasileiros poderão encontrar o G Watch nas lojas a partir do início de agosto por 699 reais.
A fabricante sul-coreana de eletrônicos foi a primeira a mostrar um relógio inteligente com o sistema do Google, em maio, quando divulgou um vídeo promocional. O produto, porém, só foi revelado durante a Google I/O, conferência do gigante de buscas para desenvolvedores realizada no final de junho. Além do produto, o Google apresentou outros dois relógios inteligentes com Android Wear: o Moto 360, da Motorola, e o Gear Live, da Samsung.
O G Watch funciona com qualquer smartphone com sistema operacional Android (versão 4.3 ou superior) e se mantém sincronizado por meio da conexão Bluetooth. Isso permite que o usuário tenha acesso, na pequena tela de 1,65 polegada, a mensagens de texto (SMS), ligações recebidas no celular, além de controlar o player de música e receber informações contextualizadas, enviadas pelo assistente pessoal Google Now, como a situação do trânsito.
O relógio inteligente tem proteção contra entrada de água e poeira e processador de 1,2 GHz com quatro núcleos. Ele será vendido no Brasil nas cores preto e branco. “O G Watch vai facilitar a vida do usuário, porque recebe informações relevantes sem a necessidade de apertar nenhum botão, apenas com o uso da voz”, diz Marcel Inhauser, especialista em celulares da LG no Brasil.
Top Smartphone
Além do G Watch, a LG lançou no Brasil o G3, smartphone mais avançado da fabricante. O aparelho se destaca pela tela de 5,5 polegadas com resolução Quad HD (2.560 x 1.440 linhas), uma grande vantagem sobre os principais concorrentes, o iPhone 5S (1.136 x 640 linhas) e o Galaxy S5 (1.920 x 1.080 linhas). O produto vem equipado com chip de 2,5 GHz com quatro núcleos – o mesmo adotado pela sul-coreana Samsung no Galaxy S5.
Outros recursos do aparelho incluem câmera traseira que fotografa com resolução de 13 megapixels. A câmera possui uma tecnologia de foco a laser que, segundo a fabricante, a deixa pronta para fotografar em menos de 0,2 segundo.
O aplicativo de fotos passou a reconhecer gestos e, para tirar selfies, o usuário não precisa tocar na tela: basta abrir e fechar a mão diante do celular. O produto custa 2.299 reais e estará disponível nas cores preto, branco, dourado e roxo.
Proprietários de celulares com Android já estão acostumados a receber notificações enviadas por apps na tela dos aparelhos. Agora, essas mensagens serão exibidas diretamente no pulso, a partir da sincronização entre smartphone e o relógio inteligente. O mesmo vale para chamadas telefônicas: a partir da notificação no relógio, será possível atender ou enviar uma mensagem padrão por meio do smartphone.
Até o momento, poucos aplicativos são compatíveis com Android Wear – cenário que o Google pretende mudar rapidamente nos próximos meses. O Pinterest é um dos primeiros a abraçar a ideia: ele enviará notificações para o relógio quando o usuário se aproximar de um local popular entre os amigos na rede social. Os relógios também permitirão fazer pagamentos por meio do PayPal, acompanhar receitas do Allthecooks e até pedir uma pizza por meio do Eat24, popular app de delivery nos Estados Unidos.
Assim como nos smartphones com Android, o sistema para relógios traz o assistente pessoal Google Now. Isso permite que o relógio mostre ao usuário dados importantes de acordo com o momento do dia: na hora de ir para o trabalho, ele avisa o momento certo de sair de casa para não chegar atrasado; quando a pessoa está à caminho de casa, o Now pode lembrá-la de comprar leite. O mesmo acontece com a agenda, que apresenta os próximos compromissos ao longo do dia.
O Android Wear também permitirá que o usuário controle, a partir do relógio inteligente, algumas funções do smartphone, como player de música e alarme. Para tocar uma música, o usuário deve pressionar o ícone do Google e dizer o nome do artista. O player do celular será acionado automaticamente. Na tela do relógio, uma versão simplificada do app de música permitirá avançar ou voltar faixas ou pausar uma música. Aplicativos de música de terceiros, como o Soundwave, também serão compatíveis com os produtos.
Anunciado como um dos novos apps do Google durante a conferência para desenvolvedores, o Google Fit terá um integração importante com os relógios inteligentes com Android Wear. Por meio dos dispositivos, as pessoas poderão controlar quantos passos deram ao longo do dia e quantas calorias gastaram. No futuro, o Fit vai permitir também o monitoramento em atividades físicas, como corrida, e registros de frequência cardíaca.

10.407 – Mega Techs – Brasileiros criam antena que faz celular funcionar mesmo sem sinal


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Agora você não vai mais estar “num mato sem cachorro”, como diz o dito popular.
Dois irmãos brasileiros que moram nos Estados Unidos lançaram um dispositivo capaz de fazer o celular funcionar em condições adversas, sem depender do sinal telefônico ou da internet – nem o “modo avião” é obstáculo.
É a goTenna, que se conecta ao aparelho via Bluetooth e é controlada por um aplicativo disponível para Android e iOS. Ela usa ondas longas de rádio (de 151 a 154 MHz) para estabelecer uma comunicação entre duas pessoas – por isso o dispositivo é vendido em pares.
O aparelho tem um alcance de 80,4 km e pode ser usado, por exemplo, em florestas, praias, ilhas ou em grandes eventos que costumam congestionar as operadoras por causa do excesso de acessos.
É possível enviar e receber mensagens gratuitamente, além de compartilhar a localização em um mapa offline, seja entre duas pessoas ou em grupo, tudo criptografado e com função de autodestruição que mantém a comunicação privada.
A goTenna é ideia de Daniela e Jorge Perdomo, que pensaram no produto após verem os estragos causados pelo furacão Sandy, que em outubro de 2012 deixou milhões de pessoas sem comunicações ao longo de dez Estados dos EUA.
Como está em fase de pré-venda, o produto é vendido por US$ 150, valor que subirá em breve para US$ 300.

10.229 – A Calculadora Eletrônica – A raíz quadrada de 1.084.545.485 em menos de 1 segundo


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Invento de mais de meio século.
O primeiro instrumento que permitiu ao homem fazer operações matemáticas de adição e diminuição foi o ábaco, utilizado simultaneamente por diversas civilizações ao longo da história da humanidade.
Com a adoção dos sistema escrito numérico árabe e a invenção das regras de cálculo, a partir de 1622, apareceram as primeiras calculadoras. A mais conhecida na época foi a Pascalina, inventada pelo francês Pascal em 1642, empregada no cálculo de impostos ao longo da França até 1799, quando o alemão Gottfried Leibniz conseguiu superá-la com um aparelho que além de somar e diminuir era também capaz de multiplicar e dividir.
Já no século XIX, Charles Babbage, conhecido como o pai da informática, introduziu a noção de programação, ao estudar uma máquina analítica com a possibilidade de executar automaticamente uma sequência de cálculos. No fim daquele século foram registrados avanços tanto nos Estados Unidos como na Europa e a comercialização das calculadoras mecânicas foi um sucesso.
As alavancas para operação das calculadoras foi substituída por teclas e as máquinas tornaram-se capazes de imprimir. Em 1902, a calculadora de Dalton, a primeira calculadora de seu tipo a incorporar um teclado de dez teclas, estabelecendo um padrão que incorporariam com o passar do tempo, o resto das calculadoras.
Com o descobrimento da válvula à vácuo e em seguida do transistor, foi possível a partir de 1950 o surgimento das primeiras calculadoras digitais compactas. A medida que foram evoluindo as tecnologias de LCD e de circuito integrado, houve lugar para o desenvolvimento de calculadoras de bolso de baixo consumo energético que podiam ser alimentadas por pequenas baterias.
Durante a década de 70 surgiram as primeiras calculadoras baseadas em apenas um chip, de baixo custo e alto rendimento. Mais tarde, foram incorporadas funções programáveis para cálculos complexos a ponto de serem comparadas amplamente aos primeiros computadores.

10.218 – Mega Techs – O GPS


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Agora você não precisa mais ficar perdido que nem cego em tiroteio, nem depender de pedir informações pra estranhos que nem sempre são bem intencionados. Chegou há alguns anos o GPS e que hoje custa preço de banana e muitos aparelhos celulares já vêm com o recurso embutido.
O GPS, do inglês “Global Positioning System”, nasceu no braço tecnológico da estratégia bélica dos Estados Unidos, através do desenvolvimento de melhoras destinadas a superar os graves problemas logísticos que deveriam enfrentar, tanto a Força Aérea como a Marina, durante a Guerra do Vietnã.
Até então, o sistema empregado para a navegação e posicionamento era o LORAN, operativo utilizado desde a Segunda Guerra Mundial, que, apesar de funcionar baixo qualquer condição climática, baseava-se em rádio-frequências que somente permitiam obter posições bi-dimensionais e com escassa precisão.
Utilizando os avanços da tecnologia de satélite da ex URSS e de seu satélite Sputnik I, os Estados Unidos desenvolveram o primeiro sistema baseado em satélites, e, a partir de 1959, foi lançado ao espaço o primeiro deles. Assim que o sistema começou a funcionar em rede, originalmente planejado para operar a frota naval norte-americana, foi notória a capacidade em potência para o ordenamento a nível global, também o das posições civis.
Tanto foi que, a partir de 1960, foi sugerido o primeiro sistema de posicionamento de três dimensões, direcionado para veículos em movimento em alta velocidade: o primeiro protótipo do GPS. Medindo o tempo que os sinais de satélite demoravam a chegar, era possível determinar a posição de qualquer usuário no mundo.
Após algumas etapas experimentais, em 1973, decidiu-se pela unificação de diversos sistemas num único sistema de navegação potente, dando origem à rede NAVSTAR, que a partir de 1985, já contava com onze satélites em órbita. Após a queda da União Soviética, os Estados Unidos liberaram a utilização do GPS para a aviação civil e, em 1991, o expandiram para uso comercial e residencial.
Em 1995, durante o governo Clinton, os sinais de GPS foram abertos à Comunidade Internacional e o sistema de navegação NAVSTAR encontrou-se totalmente desenvolvido e em pleno funcionamento.

9296 – Mega Byte – Supercomputador chinês mantém posto de mais poderoso do mundo


33 quadrilhões de cálculos por segundo
33 quadrilhões de cálculos por segundo

O supercomputador Tianhe-2, desenvolvido pela Universidade Nacional de Defesa e Tecnologia, na China, manteve a liderança no ranking de computadores mais poderosos do mundo, realizado por professores das universidades de Mannheim, na Alemanha, e do Tennessee, nos Estados Unidos, e também por pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, órgão do governo americano. O Tianhe-2 é capaz de processar 33,86 petaflops — cada petaflop equivale a 1 quadrilhão de cálculos por segundo — graças a seus processadores: são dois Xeon Ivy Bridge e três Xeon Phi, todos da fabricante Intel.
As máquinas que aparecem na lista não foram desenvolvidas para o uso doméstico. Um dos computadores listados, por exemplo, é responsável pelas previsões do tempo do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. Outras são usadas em atividades como gerenciamento de bancos, mapeamento de genoma, desenvolvimento de medicamentos ou ainda no cálculo de algoritmos complexos.
Segundo o ranking, não foram observadas mudanças nas primeiras cinco posições da lista divulgada em junho. Titan, utilizado no Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos, é o segundo computador mais poderoso do mundo, à frente do Sequoia, desenvolvido pela IBM e instalado no Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore. O supercomputador Riken, quarto no ranking, foi projetado pela Fujitsu, no Japão, e aparece à frente do Mira, também desenvolvido pela IBM para o Laboratório Nacional Argonne, nos EUA.