13.464 – Notícias da Astronomia


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A sonda New Horizons, que visitou Plutão em 2015, acordou de sua “soneca interestelar”. O aparelho estava hibernando desde abril deste ano para economizar energia e cortar gastos até o desenvolvimento de outra missão pela NASA.
A New Horizons, contudo, não estava totalmente desligada da Terra. Mensalmente ela mandava informações sobre sua localização e estado de conservação, para que os especialistas pudessem monitorá-la.
O plano da agência espacial americana é promover o encontro da sonda com o 2014 MU69, objeto originário do Cinturão de Kuiper — área do Sistema Solar situada próxima à órbita de Netuno.
Se tudo der certo, o evento ocorrerá em 1º de janeiro de 2019 e será a maior aproximação (3500 km) entre uma nave e um fragmento do Cinturão, além do encontro planetário mais distante da história: a mais de 6,5 bilhões de quilômetros da Terra.

(Com informações de EarthSky.)

12.631 – Mais sobre a Missão Juno


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Juno vai mapear a atmosfera e a estrutura de Júpiter, investigando como o fortíssimo campo magnético e a monstruosa gravidade do gigante gasoso interferem em suas propriedades. Um dos mistérios jupiterianos que poderão ser solucionados é o da Grande Mancha Vermelha, uma tempestade que dura séculos e que vem encolhendo nas últimas décadas. “Se antes cabiam três Terras ali dentro, hoje não chega a uma”, disse Adriana Ocampo, executiva da NASA que coordena a missão, ao Luneta.
A sonda também pretende responder se Júpiter tem um núcleo sólido ou de hidrogênio metálico, além de explicar como sua presença pode ter influenciado até mesmo a vida na Terra. “Uma das hipóteses é que um planeta do tamanho de Júpiter seja capaz de distribuir as moléculas de água pela região interna do Sistema Solar”, afirma Ocampo. Da próxima vez que for se hidratar, não se esqueça de agradecer ao poderoso deus romano. Ou então ao nosso vizinho grandalhão.

Instrumentos
– JunoCam (JC)
– Espectrógrafo Ultravioleta (UVS)
– Mapeador Infravermelho de Auroras Jupterianas (JIRAM)
– Instrumento de Ondas de Plasma (WAVES)
– Ciência da Gravidade (GS)
– Experimento de Distribuições de Auroras Jupterianas (JADE)
– Radiômetro de Micro-ondas (MWR)
– Instrumento Detector de Partículas Energéticas de Júpiter (JEDI)
– Magnetômetros (M)

Funções
GS e M: mapear campos gravitacional e magnético para estudar estrutura profunda
MWR: sondar atmosfera profunda para medir a quantidade de água e oxigênio
JEDI, JADE e WAVES: analisar campos elétricos, ondas de plasma e partículas para determinar como o campo magnético se relaciona com a atmosfera e com auroras
UVS e JIRAM: fotografar atmosfera e auroras com câmeras ultravioleta e infravermelha para identificar a composição dos gases
JC: tirar imagens coloridas em alta resolução definidas por estudantes e pelo público

12.162 – Sonda Galileu – Missão Suicida em Júpiter


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Sonda Galileu entra na atmosfera de Júpiter e explode

Os vaivéns da nave americana Galileu, que estava desde 1989 fotografando e estudando diversos planetas e luas, terminariam num espetacular mergulho kamikase. Ela se estatelou no maior dos mundos do sistema solar, Júpiter. Os cientistas da Nasa queriam evitar que a nave caisse no satélite jupiteriano Europa, que se acreditavam ser habitado por micróbios ou outras formas de vida. Se despencasse por lá, Galileu contaminaria o ambiente extraterrestre mais promissor à vida que se conhece. Decidiu-se então estender o voo por um ano, tirando dele o maior proveito possível, e depois mandar a viajante do espaço para Júpiter sem bilhete de volta.

11.743 – Astronomia – O novo alvo da New Horizons


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A Nasa anunciou que tem um novo trabalho para a sonda New Horizons, que famosamente visitou e fez várias descobertas sobre o não exatamente planeta Plutão mês passado: visitar um “KBO” no Cinturão de Kuiper, há 1,6 bilhão de quilômetros de onde está hoje. Até lá, é mais ou menos metade da distância que já viajou agora. Ela deve chegar exatamente em 1º de janeiro de 2019.
É KBO mesmo. Não dá pra chamar de asteroide nem planetoide. A sigla quer dizer Kuiper Belt Object, Objeto do Cinturão de Kuiper. O KBO chamado 2014 MU69 tem cerca de 45 quilômetros de largura, cerca de 10 mil vezes menor que Plutão, mas mil vezes maior que o cometa que a sonda Rosetta está estudando. O que torna um KBO nessa região interessante é que a luz do Sol é tão fraca que eles se mantêm inalterados desde o nascimento do Sistema Solar. Segundo a agência, é um “exemplo congelado do que nosso Sistema Solar se parecia em seu nascimento, 4,6 bilhões de anos atrás”.
“Há muito que aprender por observações em naves espaciais próximas, coisas que nunca saberíamos da Terra, como a passagem por Plutão demonstrou espetacularmente”, afirma John Spencer, membro da equipe de ciência da missão New Horizons. “As imagens detalhadas e outros dados que a New Horizons pode obter por uma passagem por um KBO vão revolucionar nosso entendimento do Cinturão de Kuiper e dos KBOs.”

11.487 – Sonda Philae, que aterrissou em cometa, envia sinais após 7 meses


sonda no cometa
Depois de sete meses, o módulo Philae despertou de sua hibernação sobre um cometa e se comunicou com o planeta Terra com mais de um minuto, disse a Agência Espacial Europeia neste domingo (14 de junho).
Trata-se do primeiro artefato espacial a pousar num cometa, quando tocou na superfície gelada do 67P/Churyumov-Gerasimenko em novembro. O pouso foi considerado o fato científico do ano em 2014 pela revista “Science”.
Logo depois de seu pouso histórico, transmitido inclusive por uma conta própria no Twitter, a Philae fez experimentos e enviou dados para a Terra por cerca de 60 horas antes de suas baterias solares descarregarem e ela ser forçada a hibernar até voltar a ter alguma exposição ao sol.
O Centro Aeroespacial Alemão, que opera o Philae, disse que a sonda retomou as comunicações às 22h28 locais de sábado (17n28 no Brasil). Ela enviou cerca de 300 pacotes de dados até a Terra por meio de sua nave-mãe Rosetta, que orbita o cometa.
“O módulo ficou tão escondido que nem mesmo imagens feitas a poucos quilômetros de distância pela sonda orbitadora Rosetta (que segue operando normalmente ao redor do Churyumov-Gerasimenko) conseguiram identificar com precisão sua posição. Outro problema decorrente disso é que ele recebia luz solar em apenas um dos paineis e mesmo assim por pouco tempo, o que o impedia de recarregar suas baterias e continuar seu trabalho. Por isso ele entrou em hibernação”.

11.360 – Sonda da Nasa se espatifa com sucesso em Mercúrio


O fim da missão Messenger, marcou o encerramento do primeiro reconhecimento completo do planeta Mercúrio.
Apesar do sabor agridoce que envolve o inevitável fim de qualquer missão espacial, a Nasa preferiu realçar o enorme sucesso da sonda.

mesenger

Ao longo dos últimos quatro anos, a Messenger transformou o que até então era o “patinho feio” do Sistema Solar em um planeta cheio de mistérios, guardião de segredos sobre os processos de formação planetária e quiçá da origem da vida na Terra.
Até então, apenas uma outra espaçonave havia passado por lá –a americana Mariner-10–, e ainda assim sem chegar a entrar em órbita do pequeno mundo.
Para que se tenha uma ideia, tudo que tínhamos sobre Mercúrio antes da Messenger equivalia a um mapeamento de cerca de 45% da superfície, feito em baixa resolução.
Observá-lo com telescópios também não é a coisa mais fácil do mundo. Como ele é o planeta mais próximo do Sol, sua posição no céu nunca se distancia muito da do astro-rei. E aí o problema é grande.
O Telescópio Espacial Hubble, por exemplo, nunca pôde ser apontado para Mercúrio, pelo risco de que a luz solar danificasse sua delicada óptica.
É estranho imaginar que num mundo tão perto do Sol a estrela lá parece três vezes maior, se comparada com a visão que temos da superfície terrestre seja possível haver gelo.
Embora durante o dia mercuriano as temperaturas atinjam cerca de 430 graus Celsius, no fundo dessas crateras polares o Sol nunca bate. E como não há atmosfera para transportar o calor, à sombra é sempre muito frio – centenas de graus abaixo de zero.
Os cientistas imaginam que o gelo tenha ido parar lá pelo impacto de cometas, assim como grandes quantidades de material escuro, provavelmente orgânico, que o recobrem no fundo desses buracos.
Compostos orgânicos e água são basicamente os dois ingredientes mais importantes para a vida, e especula-se que cometas e asteroides também possam tê-los trazido para a Terra no passado remoto.

Assim, ao analisar o material nas crateras polares de Mercúrio, podemos talvez dar uma olhada na química que foi precursora da vida por aqui.
Em entrevista coletiva que marcou os maiores sucessos da sonda, Sean Solomon, cientista-chefe da missão, indicou que esse pode ser o próximo passo.
Para Solomon, contudo, a principal revelação feita pela Messenger foi a de que diversos elementos voláteis, que em tese não deveriam estar presentes em Mercúrio, estão lá.
Isso, de acordo com ele, obrigará os cientistas a voltar às pranchetas para compreender o processo que levou à formação dos planetas solares.
Uma coisa é certa: Mercúrio nunca mais será visto da mesma maneira depois da Messenger. Lançada em 2004, ela deveria ter passado no mínimo um ano em órbita do primeiro planeta. Acabou durando quatro.
Com seu combustível completamente esgotado, a pequena espaçonave impactou contra a superfície daquele mundo conforme o previsto pelos engenheiros, abrindo uma cratera com estimados 16 metros de diâmetro, após um impacto a uma velocidade de 14 mil km/h.
Sem ela em órbita, não temos como identificar essa nova cratera agora. A espera deve durar até 2024, quando a missão nipo-europeia BepiColombo entrará em órbita de Mercúrio. O lançamento está marcado para 2017.

11.224 – Nasa descobre auroras intensas e enigmática nuvem de pó em Marte


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A sonda espacial MAVEN, que analisa a atmosfera superior do planeta Marte, detectou dois fenômenos insólitos: auroras intensas e uma nuvem de pó a grande altitude da qual se desconhece a origem.
A presença de pó em altitudes orbitais de entre 93 e 190 milhas (150 e 300 quilômetros) é “inesperada”, segundo explicou a agência espacial americana em uma nota.
“Se o pó se origina na atmosfera, isto sugere que desconhecemos um processo fundamental na atmosfera marciana”, afirmou a pesquisadora Laia Andersson, da Universidade do Colorado em Boulder.
O enigma deixado pelas nuvens de pó detectadas na terça-feira é que estão tão altas que nenhum processo atmosférico conhecido nesse planeta poderia produzi-las.
Por outro lado, o mais surpreendente da aurora detectada por MAVEN é a profundidade da atmosfera na qual ocorre, “muito maior que na Terra ou em qualquer outro lugar de Marte”, declarou Arnaud Stiepen, da Universidade do Colorado.
“Os elétrons produzidos devem ser realmente energéticos”, acrescentou.
No mundo científico estas auroras foram batizadas como “As luzes de Natal”, porque MAVEN as descobriu cinco dias antes do último dia 25 de dezembro.
A sonda MAVEN foi lançada em 18 de novembro de 2013 para resolver o mistério de como o planeta vermelho perdeu a maior parte de sua atmosfera e de sua massa de água.
O engenho espacial chegou a Marte no último dia 21 de setembro e deve completar uma missão de um ano.

11.016- A NASA quer mandar um helicóptero para Marte


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Para otimizar as pesquisas em Marte, a próxima ideia do Jet Propulsion Lab, da NASA, é enviar um tipo de helicóptero ao planeta vermelho. Afinal, até o momento, nossas sondas foram capazes de cobrir áreas menores e limitadas pelo relevo. Com uma sonda capaz de ‘voar baixo’, mais informações poderiam ser obtidas em um tempo menor.
Mas o negócio é mais difícil do que apenas mandar um tipo de drone para lá. A gravidade de Marte é diferente da Terra – precisamente apenas 38% da gravidade que temos por aqui. “Além disso, o sistema precisa ser autônomo e ser capaz de pousar e decolar em terreno rochoso”, afirma Bob Balaram, engenheiro da Nasa.
Até o momento, um protótipo está sendo testado em uma câmara que simula o ambiente marciano. Para conseguir o impulso suficiente, cientistas precisam criar uma máquina que seja capaz de produzir 2,400 revoluções por minuto. Com isso, o helicóptero poderia dar saltos e voar em Marte por períodos de dois a três minutos antes de precisar pousar novamente.
E pousar é um grande desafio – “enquanto com a Curiosity tivemos 7 minutos de terror, quando realizamos seu pouso, com o helicóptero teremos essa preocupação diariamente”.

10.989 – Após 11 anos, sonda Beagle 2 é reencontrada na superfície de Marte


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Perdida em Marte por mais de dez anos, foi localizada pela Nasa, divulgou a agência. Construída pelo Reino Unido, ela pousou no planeta vermelho no dia 25 de dezembro de 2003 e agora apareceu nas imagens da câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE).
A Beagle 2 foi parte da missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), uma colaboração entre a indústria e a academia. “Estou contente que a Beagle 2 finalmente tenha sido encontrada. O meu Natal daquele ano, assim como o de muita gente que trabalhou no projeto, foi arruinado pelo desapontamento de não receber um sinal da superfície de Marte. Desde então, a cada Natal eu me pergunto o que aconteceu com a sonda”, diz Mark Sims, pesquisador da Universidade de Leicester, na Inglaterra, e integrante do projeto Beagle 2.
As imagens da câmera HiRISE, inicialmente analisadas por Michael Croon, um ex-membro da equipe da Mars Express, forneceram evidências da posição da sonda perto do equador marciano. Novas imagens estudadas pelas equipes da Beagle 2, da HiRISE, e do laboratório Jet Propulsion da Nasa confirmaram que os objetos descobertos possuem tamanho e forma corretos.
Devido ao seu tamanho pequeno, cerca de 2 metros, a Beagle 2 se encontra no limite de detecção da HiRISE, a câmera de maior resolução orbitando Marte. A partes identificadas incluem a sonda, sua parte de trás (separada) e um paraquedas.

10.968 – Em 20 de Agosto de 1977, a nave Voyager 2 é lançada para explorar Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio


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Nesse dia, era lançada pela Nasa a nave Voyager 2, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Esta nave passou por Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio e enviou dados importantíssimos para pesquisas científicas. Em 1989, ultrapassou a órbita de Plutão e saiu do Sistema Solar. Em 2005, a Voyager 2 estava a 75 UAs da Terra – UAs, a unidade astronômica, pode ser definida como a distância média entre a Terra e o Sol. A nave carrega um disco fonográfico feito de ouro intitulado “Sounds of the Earth” (Sons da Terra), com 1h30min de música e alguns sons da natureza do planeta Terra. Em maio de 2010, a sonda estava na constelação de Telescópio.

10.402 – A Sonda Rosetta


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O ano de 2014 prevê uma grande inovação para a ciência espacial: a sonda Rosetta, desenvolvida pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) vai realizar o primeiro pouso em um cometa. Em 20 de janeiro, Rosetta foi reativada, depois de 957 dias “hibernando” no espaço. Lançada em 2004, ela vai se aproximar em agosto do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e, depois de analisar sua superfície, vai liberar a sonda Philae, que deve pousar na superfície do cometa em novembro deste ano. Rosetta vai acompanhar o cometa em sua viagem em direção ao Sol, para monitorar as mudanças que acontecerão no corpo celeste durante este trajeto, até que ele atinja o ponto mais próximo do Sol, em agosto de 2015. Por serem “sobras” da formação do nosso Sistema Solar, a composição dos cometas pode dar pistas importantes sobre o surgimento da vida na Terra e a evolução do Universo.

9856 – Plutão, planeta ou asteroide?


Sonda não tripulada passa por Plutão em 2015
Sonda não tripulada passa por Plutão em 2015

Essa bola de terra e gelo não oferece nenhum atrativo para o surgimento de atividade biológica. O último planeta do Sistema Solar, recentemente rebaixado a categoria de asteroide,parece um núcleo de cometa, que em vez de mergulhar em direção ao centro do sistema,se equilibrou numa órbita estável a quase 6 bilhões de km do Sol. a luz que chega até ele é 1000 vezes mais fraca do que a que alcança a Terra. Não existe atmosfera e a temperatura média é de -200°C.

Essa bola de terra e gelo não oferece nenhum atrativo para o surgimento de atividade biológica. O último planeta do Sistema Solar, recentemente rebaixado a categoria de asteroide,parece um núcleo de cometa, que em vez de mergulhar em direção ao centro do sistema,se equilibrou numa órbita estável a quase 6 bilhões de km do Sol. a luz que chega até ele é 1000 vezes mais fraca do que a que alcança a Terra. Não existe atmosfera e a temperatura média é de -200°C.

Por que Plutão não é mais considerado um planeta?
Desde sua descoberta, em 1930, Plutão tem sido um enigma:
ele é menor do que qualquer outro planeta – menor até do que a lua da Terra;
é denso e rochoso, como os planetas terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte). Seus vizinhos mais próximos, no entanto, são os planetas jovianos gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Por essa razão, muitos cientistas acreditam que Plutão se originou em outro lugar do espaço e ficou preso na gravidade do Sol. Alguns astrônomos desenvolveram a teoria de que Plutão costumava ser uma das luas de Netuno;
a órbita de Plutão é irregular. Todos os planetas em nosso sistema solar orbitam ao redor do Sol em uma trajetória relativamente horizontal. Plutão, no entanto, orbita ao redor do Sol em um ângulo de 17º em relação a essa trajetória. Além disso, sua órbita é excepcionalmente plana e atravessa a de Netuno;
uma de suas luas, Caronte, tem cerca da metade do tamanho de Plutão. Alguns astrônomos sugeriram que os dois objetos fossem tratados como um sistema binário em vez de como um planeta e seu satélite.
Esses fatos contribuíram em um duradouro debate para decidir se Plutão deve ser considerado um planeta. No dia 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional (UAI), uma organização de astrônomos profissionais, transmitiu duas resoluções que coletivamente revogaram o status de planeta de Plutão. A primeira delas é a Resolução 5A, que define a palavra “planeta”. Embora muitas pessoas acreditem conhecer a definição de “planeta”, o campo de astronomia nunca havia definido claramente o que é ou não um planeta.

Aqui está como a Resolução 5A define um planeta:
Um planeta é um corpo celeste que (a) está em órbita ao redor do Sol, (b) tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de maneira que assuma um formato de equilíbrio hidrostático (quase esférico) e (c) tenha limpado a região ao redor de sua órbita [ref – em inglês].
Plutão é relativamente esférico e orbita ao redor do Sol, mas não está de acordo com os critérios porque sua órbita atravessa a de Netuno. As pessoas que criticam a resolução argumentam que outros planetas no sistema solar, inclusive a Terra, não limparam a região ao redor de suas órbitas. A Terra, por exemplo, regularmente encontra asteroides dentro e perto de sua órbita.
A Resolução 5A também estabelece duas novas categorias de objetos em órbita ao redor do Sol: planetas anões e pequenos corpos do sistema solar. De acordo com a resolução, um planeta anão é:
Um planeta é um corpo celeste que (a) está em órbita ao redor do Sol, (b) tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de maneira que assuma um formato de equilíbrio hidrostático (quase esférico), (c) não tenha limpado a região ao redor de sua órbita e (d) não seja um satélite [ref – em inglês].
Pequenos corpos do sistema solar são objetos que orbitam ao redor do Sol, mas não são planetas ou planetas anões. Outra resolução, a 6A, também se refere especificamente a Plutão, chamando-o de planeta anão.
Nem todos os astrônomos concordam com as Resoluções 5A e 6A. Os críticos indicaram que o uso da expressão “planeta anão” para descrever objetos que não são planetas por definição é confuso e até mesmo enganoso. Alguns astrônomos também questionaram a validade das resoluções, já que relativamente poucos astrônomos profissionais tiveram a habilidade ou a oportunidade de votar.

Aqui está como as duas resoluções classificam os objetos que estão em órbita ao redor do Sol:

Planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno.
Planetas anões: Plutão, Ceres (um objeto no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter), 2003 UB313 (um objeto mais longe do Sol que Plutão).
Pequenos corpos do sistema solar: todo o restante, inclusive asteroides e cometas.

https://www.youtube.com/watch?v=TvAOcMgQxRk

9654 – Sonda espacial desperta de hibernação em trajetória rumo a cometa


Sonda Rosetta
Sonda Rosetta

A sonda espacial europeia Rosetta despertou de um período de hibernação de dois anos pelo qual passou durante sua trajetória rumo à região da órbita de Júpiter. Os sistemas espaçonave robótica foram quase todos desligados em 2011 para que ela economizasse energia para sua missão final: o encontro com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
A confirmação de que a Rosetta conseguiu se religar chegou à Terra às 16h18 de hoje (hora de Brasília), quando uma estação de radares da Nasa recebeu na Califórnia um sinal da sonda. A notícia foi seguida imediatamente de gritos e aplausos por parte dos técnicos que estavam no centro de controles da missão, em Darmstadt, na Alemanha.
O sinal recebido foi uma resposta a um comando enviado da Terra. “Agora nós realmente precisamos trabalhar para obter o retorno sobre toda a esperança depositada na missão.”
Em maio, a Rosetta acionará propulsores para ajustar sua trajetória final. O encontro com o cometa, para o qual a sonda enviará um módulo de aterrissagem, ocorrerá em agosto, perto da órbita de Júpiter. Após isso, a sonda continuará acompanhando o 67P/Churyumov-Gerasimenko em sua trajetória de aproximação do Sol.
Lançada há dez anos, a Rosetta está realizando uma das mais longas trajetórias já percorridas por uma sonda espacial.

9452 – Sonda chinesa que leva jipe-robô à Lua pousa com sucesso


lua jipe

Com o sucesso da missão, anunciado pela agência de notícias estatal Xinhua, a China se torna o terceiro país a realizar um pouso suave na Lua.
A CCTV, rede nacional de televisão chinesa, transmitiu o pouso ao vivo, usando imagens de animação que ilustravam os status da missão comunicado pela sonda via rádio. Quando a Chang’e-3 alunissou, transmitiu logo em seguida uma fotografia dos pés da sonda apoiados no solo lunar.
Alguns minutos após o pouso, a sonda já desdobrou seus painéis de energia solar, afirmou a CCTV. A Chang’e-3 leva consigo o jipe robótico Yutu, que vai pesquisar o solo do satélite natural da Terra. O pouso foi feito na região de Sinus Iridum, uma planície basáltica a noroeste do Mare Imbrium, região próxima ao pouso da missão tripulada americana Apolo-15.
A missão chinesa foi o primeiro pouso lunar suave desde 1976, quando a sonda soviética Luna-24 fez recolhimento automático de amostras. Depois disso, o único “pouso” de sucesso foi na verdade de uma sonda colocada propositalmente em rota de colisão com a Lua, a LCross, em 2009.
A nova missão, batizada em homenagem à deusa lunar das antigas lendas chinesas, é a terceira de sua série. As sondas Chang’e-1 (2007) e 2 (2010) apenas orbitaram a Lua, mas fizeram extenso mapeamento do satélite natural, em preparação para uma tentativa de pouso.
O jipe Yutu foi batizado em homenagem ao mascote da deusa Chang’e, um coelho que supostamente vivia com ela na Lua. O robô, que lembra os americanos Spirit e Opportunity, enviados a Marte, tem uma missão de três meses. Mas nada impede que ela dure mais, caso o veículo permaneça em boa forma.
Segundo a Xinhua, o jipe Yutu deve se desprender da sonda dentro de algumas horas. A agência espacial chinesa afirma que neste domingo o jipe e a sonda vão se fotografar um ao outro.
O jipe será comandado por controle remoto a partir da terra, com transmissão via rádio usando subestações da Agência Espacial Europeia. O Yutu deve passar três meses explorando a Lua, fazendo análise de solos e buscando recursos naturais.

lua jipe grafico

9161 – Astronomia – ‘Canhão espacial’ vai explorar subsolo de asteroide


foguete canhão

A agência japonesa Jaxa anunciou ter testado com sucesso uma espécie de canhão espacial que deverá retirar amostras do subsolo do asteroide “1999JU3”. O equipamento vai ser enviado ao espaço ano que vem.
Tal instrumento, uma combinação entre uma bomba e um canhão, equipará a sonda Hayabusa-2, que decolará no próximo ano para tirar amostras do asteroide em 2018 e trazê-las de volta à Terra em 2020.
Quando alcançar a órbita desejada do pequeno asteroide, a sonda Hayabusa-2 liberará este “canhão espacial” e depois ficará à espera do outro lado do asteroide. O canhão então lançará uma bala de metal sobre o asteroide para criar uma cratera na qual, posteriormente, pousará a sonda que vai recolher as amostras do subsolo.
Os cientistas da Jaxa consideram que é mais interessante analisar o subsolo que a superfície do asteroide, pois o material externa fica alterado por sua exposição permanente aos raios cósmicos.
Uma sonda similar ao Hayabusa-2 foi lançada em 2003 para tirar amostras do asteróide Itokawa, apesar de empregando uma técnica diferente.
Compreender os materiais dos corpos celestes pode ajudar, explicou Jaxa, a explicar melhor as condições de formação da Terra e a aparição da vida.

canhão espacial

9143 – Sonda Espacial – A última missão da Magalhães


Sonda Magalhães rumo à Vênus
Sonda Magalhães rumo à Vênus

Dia 11 de outubro de 1994, a sonda Magalhães interrompeu a comunicação com a Terra e, no dia seguinte espatifou-se na superfície de Vênus, num vôo suicida. A Magalhães foi a 26ª nave a vasculhar o planeta-irmão da Terra – a primeira sonda foi a Mariner, em 1962 – e, em quatro anos de trabalho, realizou a mais completa exploração de Vênus, por meio de radar. O próprio comando em terra, no Laboratório de Jatopropulsão da NASA, em Pasadena, Califórnia, mandou a sonda, já sem energia propulsora, mergulhar na sufocante atmosfera venusiana, composta principalmente de ácido sulfúrico e gás carbônico. Antes de se desintegrar em meio a altíssima acidez gasosa, a Magalhães cumpriu sua última missão: estudar o pesado ar. Ainda descobriu que a variação de densidade dos gases é muito maior do que se pensava até então.

7927 – Astronáutica – Nasa revela imagens de local onde sondas se chocaram na Lua


Muitas espaçonaves vagam eternamente em silêncio no espaço após cumprirem suas missões. Mas não as sondas gêmeas Grail que, em 17 de dezembro de 2012, foram intencionalmente direcionadas para chocarem-se contra uma montanha próxima ao polo norte lunar.
Agora os cientistas da Nasa conseguiram obter imagens do impacto através de uma sonda chamada LRO que está orbitando a Lua e realizando mapas de alta resolução da superfície do satélite.
A bem sucedida missão de exploração do interior da Lua teve como último ato o seu choque na superfície lunar. Com a nuvem de poeira e gás levantadas pelo impacto, os pesquisadores da Nasa esperam descobrir mais sobre a composição da Lua.
O local da queda estava com sombras no momento do impacto e a LRO teve que esperar até as partículas estarem numa altura suficiente para realizar as observações.
A câmera da LRO conseguiu então fazer uma imagem das crateras resultantes da queda da Grail apesar do seu pequeno tamanho.
As duas sondas eram relativamente pequenas. Dois cubos do tamanho aproximado de uma máquina de lavar e massa de cerca de 200 kg. Elas viajavam a cerca de 6.100 km/h quando se chocarem com a superfície lunar.
“Ambas as crateras são relativamente pequenas, em torno de 4 a 6 metros de diâmetro a ambas são marcas fracas e escuras no solo, o que é inusual. “Crateras na lua são tipicamente brilhantes, mas estas podem ser escuras devido ao material das sondas ter se misturado com o material ejetado”, disse Mark Robinson, membro do projeto, e pesquisador da Universidade do Estado do Arizona.

7869 – Sonda Espacial – Nasa nega que Voyager I tenha deixado Sistema Solar


A União Geofísica Americana divulgou na última quarta, 21 de março, que a sonda Voyager I havia ultrapassado a fronteira do Sistema Solar. Contudo, a Nasa, responsável pela sonda, não confirma a informação e diz haver um consenso em sua equipe de a Voyager I continua ainda na heliosfera – bolha de gás e campos magnéticos gerados pelo Sol.
A informação divulgada anteriormente pela União Geofísica, representada pelo Prof. Webber, emérito da Universidade Estadual do Novo México, dizia que as constatações da Voyager I indicavam que a quantidade de raios cósmicos da heliosfera diminuiu e que a intensidade dos raios cósmicos oriundos de pontos mais distantes da galáxia aumentaram. Essa configuração seria um sinal de saída do Sistema Solar.
A Nasa, porém, afirma que, uma vez que ainda não foi observada uma alteração na direção do campo magnético, não há como afirmar que o espaço interestelar foi atingido. Os dados de raios cósmicos indicam que a Voyager I está em uma zona de transição dentro da parte exterior da heliosfera, mas que a sonda permanece sob a esfera da influência magnética do sol.

7636 – Júpiter – Descida sem retorno


No dia 7 de dezembro de 1995, um ponto incandescente cortou o céu de Júpiter. Não era uma estrela cadente, nem um novo cometa Shoemaker-Levy. Era a cápsula atmosférica da nave Galileu, que mergulhou por 75 minutos em direção ao maior e mais distante planeta do sistema solar a 170 000 quilômetros por hora, cinqüenta vezes mais rápido que uma bala de revólver. Abandonada pela nave-mãe em julho do ano passado, a sonda-filhote levou cinco meses para chegar à atmosfera jupiteriana. Mais do que isso, inaugurou um novo tempo de aventuras interplanetárias, depois de um intervalo de quase quinze anos.
Lançada em outubro de 1989, a Galileu seguiu uma rota sinuosa, aproveitando a força de gravidade de outros astros para impulsioná-la pelos 780 milhões de quilômetros que separam a Terra de Júpiter. No total, ela percorreu mais de 3,7 bilhões de quilômetros. Nesse ziguezague, passou por Vênus, sobrevoou duas vezes a Terra e a Lua, e cruzou o cinturão de asteróides que existe entre Marte e Júpiter, colecionando alguns feitos heroicos da ciência.
A sonda-filhote, a Galileu seguiu uma jornada de dois anos em torno de Júpiter. A primeira nave a entrar em órbita do planeta gigante vai chegar mais perto do que nunca de seus quatro grandes satélites, Io, Ganimedes, Calisto e Europa. As informações vêm por rádio, em sinais que levam 52 minutos para atingir a Terra. Os bips chegam tão fracos que podem ser comparados ao som de um radinho transistor ligado em Belém do Pará recebendo uma transmissão de Montevidéu, Uruguai. Para rastrear os sinais, foi montada uma rede de antenas distribuídas pelos Estados Unidos, Austrália e Espanha. Se não fosse assim, seria necessária uma única antena de 125 metros de diâmetro.
A Galileu não foi a primeira experiência interplanetária do homem. Em 1976, outra nave americana, a Viking 1, desceu sobre o solo mar-ciano. Por essa época, em plena guerra fria, Estados Unidos e a extinta União Soviética se alternavam na lista dos recordes espaciais. Mas a falta de dinheiro cortou as asas, ou melhor, ligou os retrofoguetes das missões espaciais.
Os quinze anos seguintes foram dedicados a criar tecnologias capazes de levar o homem às alturas em missões menores, mais rápidas e, principalmente, mais baratas. Daí nasceu o programa Discovery (descoberta, em inglês), da Nasa.
Na seqüência, o programa Discovery lançou a Pathfinder. Ela vai colocou sobre a superfície de Marte um robô motorizado chamado Sejourner, para perambular pelo solo rochoso do astro, analisando a composição química das rochas e filmando a paisagem (isso aconteceu em 1997).

6686 – Nave Voyager faz 35 anos de viagens no limite do Sistema Solar


A sonda espacial Voyager-1, que acaba de completar 35 anos ainda na ativa, parecia estar prestes a celebrar um marco histórico: seu salto para o espaço interestelar.
Carregando um disco de ouro com imagens e sons da Terra e informações científicas, a nave marcou época por ser a primeira “mensagem na garrafa” cósmica enviada pelo nosso planeta -um recado para possíveis civilizações extraterrestres que derem a sorte de encontrá-la.
Agora, porém, cientistas estão em dúvida sobre sua localização -pode ser que ela ainda não esteja nas fronteiras do Sistema Solar, ao contrário do que se pensava.
O fenômeno que traça a fronteira entre a zona de influência do Sol e a exterior é o chamado vento solar: as partículas eletricamente carregadas emitidas por nossa estrela em alta velocidade.
Os cientistas da Voyager-1 achavam que a nave já tinha se aproximado da chamada heliopausa, onde o vento solar encontra o vento interestelar (vindo do resto da Via Láctea). Nessa fronteira, os dois se anulam.
Em abril de 2010, a nave parou de sentir o vento solar, e cientistas concluíram que a calmaria era sinal de que as partículas do Sol estavam sendo freadas pelas da região interestelar. A nave estaria exatamente na transição da heliopausa, prestes a saltar para fora do reino do Sol.
Para confirmar a descoberta, em 2011, os cientistas decidiram rotacionar a Voyager-1 para fazer mais medidas. Mesmo sendo incapaz de detectar o vento solar radial (vindo diretamente do Sol), a espaçonave deveria sentir o vento meridional (que ricocheteia na heliopausa e sopra perpendicularmente).
A tentativa, porém, foi em vão.
O célebre disco de ouro das Voyagers foi idealizado pelo astrônomo pop star Carl Sagan (1934-1996). O comitê reunido por ele fez de tudo para que as instruções para tocar o disco pudessem ser entendidas por qualquer criatura com conhecimento científico avançado, usando como unidade o período de uma transição dos átomos de hidrogênio -os mais comuns e “básicos” do Universo.
À velocidade atual, a pobre nave precisará de 17 mil anos -mais ou menos o tempo que nos separa do auge da Idade do Gelo- para viajar um ano-luz completo.

Um Pouco +
Com a criação da NASA a ciência teve condições de conhecer e explorar o espaço, e como as viagens tripuladas ainda são difíceis os cientistas investem em naves não tripuladas chamadas sondas, que visitam os planetas e seus respectivos satélites e nos enviam valiosas informações, mas um programa em especial me chama muito a atenção e desperta a minha curiosidade, trata-se do Programa Voyager, que lançou duas sondas denominadas Voyager 1 e Voyager 2, que neste exato momento estão viajando para além do nosso Sistema Solar a bilhões de quilômetros de distância, enviando dados a Terra e o mais fascinante, levando consigo saudações da humanidade a uma possível civilização inteligente que venha a recuperá-las algum dia.

O PROJETO
Os EUA se lançaram em um projeto denominado Marinner, que lançou algumas sondas, porém houve um corte de gastos e o projeto passou a ser chamado de Voyager, comandado pelo astrônomo Ed Stone, onde foram lançadas duas sondas.
Em 20 de agosto 1977, a bordo do foguete Titan III – Centaur, é enviada ao espaço a Voyager 2, tendo os cientistas aproveitado um raro alinhamento planetário que permitiu a inclusão de Saturno e Urano na missão. Logo após, em 05 de setembro do mesmo ano foi enviada ao espaço a Voyager 1 através de uma trajetória que permitia uma chegada mais rápida a Júpiter e Saturno.
Usando um recurso chamado assistência gravitacional, os cientistas conseguiram fazer com que as sondas utilizassem o movimento relativo e a gravidade dos planetas para impulsionar as sondas, a cada planeta visitado as sondas eram empurradas para frente atingindo assim os planetas exteriores do nosso sistema solar, fazendo um mapeamento quase que completo e inédito dos planetas que giram em torno nosso sol e muitos dos seus respectivos satélites.
Após 11 anos de uma viagem sem precedentes pelo nosso sistema solar a Voyager 1 começou sua jornada rumo ao espaço sideral, isso em 1988, a uma velocidade de 17 km/s. Já a Voyager 2 passou por Netuno em 1989 e, a uma velocidade de 15 Km/s também rumou para a fronteira do nosso sistema solar e se lançou na imensidão do espaço, onde os últimos raios de sol atingem as pequenas naves.
Após sua viagem pelo nosso sistema solar, antes de se lançar na imensidão do espaço, a Voyager 2 se vira pela última vez para nosso planeta, e se despedindo, tira essa última foto da Terra. Esse pequenino ponto azul é o nosso lar, nosso pequeno planeta, somos nós mesmos.
A missão ganhou um novo financiamento e passou a se chamar Missão Interestelar Voyager, tendo sido designados 10 cientistas que até hoje monitoram as sondas e analisam os dados enviados por elas de uma região completamente desconhecida pelo ser humano.
No ano de 2005 as sondas Voyager atingiram a marca de 14 bilhões de quilômetros percorridos, sendo que os dados enviados por elas demoravam cerca de 760 minutos para chegar até aqui.
A Voyager 1 está se dirigindo nesse momento em direção à estrela AC+79 3888, na constelação de Camelopardalis, ela irá levar 40. 000 anos para passar a uma distância de 1,6 anos-luz da estrela. Já a Voyager 2, daqui a 296.000 anos irá passar a 4,3 anos-luz de Sírius, a estrela mais brilhante do céu. Mas quando isso acontecer as sondas não estarão mais em funcionamento, já que em 2020 os geradores nucleares que alimentam as sondas não serão mais capazes de produzir energia elétrica para as Voyagers, e será o fim das comunicações com nossas mensageiras estelares.

Saudações Terráqueas

Com o fim das comunicações entre a Terra e as Voyagers em 2020 se dará o fim da missão mais espetacular do programa espacial americano em relação ao lançamento de sondas, porém o fim será para nós aqui neste pequeno planeta azul, pois as Voyager, ainda que silenciosas, levam consigo mensagens humanas para uma possível civilização inteligente que venham a resgatá-las algum dia.
A bordo das sondas está um disco fonográfico de 12 polegadas (similar aos LP de vinil), feitos de cobre e folheados em ouro idealizado pelo grande astrônomo Carl Sagan. Nele estão contidas 118 fotos do cotidiano na Terra, 90 minutos das mais variadas músicas e saudações de paz em 55 idiomas inclusive em português, que em nosso idioma leva a frase “Paz e Felicidade a todos”. Além desses arquivos há também ilustrações da localização da Terra, além de informações sobre a anatomia humana e o nosso genoma, e também instruções de como ter acesso as informações contidas no disco.