13.752 – FRB 180725A: cientistas detectam sinal misterioso e poderoso de rádio sem origem conhecida


Nosso universo está repleto de luz invisível. Além do espectro visível, diversos sinais de rádio e micro-ondas inundam o espaço provenientes das mais diversas fontes, como estrelas em colapso, campos magnéticos, nuvens de poeira espacial e buracos negros famintos.
Mas um desses sinais de luz – chamado de “rajadas rápidas de rádio”, ou “explosões rápidas de rádio” (do termo original em inglês “fast radio bursts” ou FRB) – tem intrigado enormemente os cientistas porque não conseguimos determinar sua origem.
As FRBs são muito poderosas e duram apenas alguns milissegundos. Na manhã de 25 de julho, uma dessas explosões de energia passou zunindo por uma nova série de radiotelescópios localizada nas montanhas da Colúmbia Britânica, no Canadá, registrando um dos mais raros desses eventos já detectados.
O sinal misterioso, denominado FRB 180725A, foi transmitido em frequências de até 580 megahertz, quase 200 MHz abaixo de qualquer outro FRB detectado.

O que sabemos sobre FRBs
Segundo Patrick Boyle, autor do The Astronomer’s Telegram (um boletim de observações astronômicas postadas por cientistas credenciados) e gerente do projeto CHIME, o radiotelescópio que detectou o novo sinal, FRBs ocorrem tanto durante o dia quanto a noite, e seus horários não estão correlacionados com atividades conhecidas no local de origem, nem com outras fontes notórias de tal energia.
A frequência rápida e baixa dos sinais sugerem que as explosões são extremamente brilhantes e originam-se de uma fonte insanamente poderosa em algum lugar do cosmos.
Procedências possíveis incluem supernovas, buracos negros supermassivos e algumas outras fontes de radiação eletromagnética poderosa, como os pulsares, mas, até agora, não identificamos uma fonte natural para os FRBs com confiança.
Logo, os cientistas não descartam uma “origem artificial” dos sinais – isto é, inteligência extraterrestre.
O CHIME é um radiotelescópio de última geração projetado para detectar ondas de rádio antigas enviadas quando o universo era apenas uma criança, entre 6 e 11 bilhões de anos atrás. Embora esteja em operação há apenas cerca de um ano, ele já detectou vários FRBs notáveis, incluindo diversos sinais de baixa frequência que se seguiram logo após o poderoso FRB 180725A na semana passada.
Quem sabe mais tecnologias como o CHIME ajudem os cientistas a finalmente desvendarem tais rajadas rápidas de rádio e sua origem elusiva. [LiveScience]

13.622 – SpaceX vai lançar seu primeiro foguete Falcon Heavy destinado a Marte


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O Falcon Heavy vai ser lançado da mesma plataforma utilizada pela maioria das missões Apollo, destinadas à lua, e terá a maior capacidade de elevação de qualquer espaçonave americana desde a Saturn V, da Apollo.
O atual foguete da companhia, Falcon 9, lança cargas para a Estação Espacial Internacional e coloca satélites em órbita. Os primeiros estágios do foguete frequentemente são reutilizados em outros lançamentos.
O novo Falcon Heavy é uma versão extrema deste foguete, construída para suportar mais carga e ir mais longe: os três primeiros estágios do Falcon 9 irão impulsionar o Heavy para o espaço, e a SpaceX tentará pousar todos os três. Dois serão colocados em terra, enquanto o central, que irá viajar mais longe, pousará em uma grande barca no mar.
O Heavy tem 70 metros de altura e será o foguete operacional mais poderoso do mundo, capaz de levantar cargas úteis de até 57 toneladas métricas em órbita. Para este lançamento, no entanto, terá uma carga útil menor: o carro de Elon Musk, um Tesla Roadster vermelho. Além de CEO da SpaceX, Musk também é CEO da empresa de automóveis elétricos Tesla.
Se tudo der certo, o carro acabará em uma órbita em torno do sol longe o suficiente para alcançar Marte, e vai levar câmeras que devem fornecer “vistas épicas”.

Alto risco
Musk enfatizou que este é um lançamento de alto risco, estabelecendo expectativas baixas para um voo inaugural bem-sucedido.
Os 27 motores do primeiro estágio do veículo terão que acender no momento certo, por exemplo, e o primeiro estágio central sofrerá muito estresse durante o lançamento.
Dito isso, o Falcon Heavy já fez um teste de fogo dos seus motores bem-sucedido, no qual todos do primeiro estágio se acenderam por cerca de 10 segundos na plataforma de lançamento.
“Se algo der errado, espero que vá mal no meio da missão, para pelo menos aprendermos tanto quanto for possível ao longo do caminho. Eu consideraria uma vitória se simplesmente não explodisse no lançamento”, Musk afirmou.
Reconstruir a plataforma de lançamento demoraria de 8 a 12 meses, o que seria um fator limitante para realizar um novo teste rapidamente. “Vamos nos divertir, não importa o que aconteça. Será emocionante de uma forma ou de outra – ou um sucesso emocionante ou um fracasso emocionante”, disse Musk. [Space.com, SpaceX]

Últimas Notícias
O evento foi visto por milhões de pessoas na internet e chegou a derrubar o site da companhia.
O palco principal foi a plataforma 39A, do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, a agência espacial dos EUA. De lá, desde 1973 não subia um lançador com capacidade comparável à do Falcon Heavy.
Com efeito, o único a batê-lo em poder de inserção orbital em toda a história do programa espacial americano foi o Saturn V, que levou o homem à Lua nos anos 1960 e 1970.
Uma diferença fundamental separa os dois lançadores, contudo: enquanto o venerável foguete projetado por Wernher von Braun para bater os soviéticos na corrida espacial do século passado foi financiado por um brutal aporte de recursos governamentais – a Nasa então consumia cerca de 5% de todo o orçamento federal -, o Falcon Heavy foi desenvolvido pela SpaceX com dinheiro privado, e seu custo é uma fração do que consumia seu predecessor.
A diferença poderia ser tida como um sinal dos tempos, mas não é só a evolução tecnológica que explica a mudança. Atualmente, a mesma Nasa desenvolve um foguete de alta capacidade similar ao Saturn V, o SLS, e seu custo estimado é de cinco a dez vezes maior que o do Falcon Heavy.
Enquanto um lançamento do novo foguete da SpaceX pode sair por US$ 90 milhões (custo mínimo), um SLS (ainda sem preço exato definido) está mais perto de US$ 1 bilhão.
Essa é a medida do quanto a SpaceX está mudando a noção do custo de acesso ao espaço e incomodando a concorrência, nos EUA e fora dele. De onde vem a diferença? A palavra-chave é inovação, e é o que explica os eventos testemunhados nesta terça na Flórida.

MUDANDO AS REGRAS
O Falcon Heavy tem três propulsores no primeiro estágio, e um no segundo. Todos são baseados nos sistemas desenvolvidos para o Falcon 9, o foguete “velho de guerra” da SpaceX. Na verdade, a melhor definição para o primeiro estágio dele seria a de três primeiros estágios do Falcon 9 amarrados.
Pois bem, esses propulsores não só sobem ao espaço com uma potência incrível como retornam a pousam suavemente após cumprirem sua missão.
Com isso, podem ser reutilizados, algo que inverte completamente a lógica de como transporte espacial tem sido feito até hoje, e o aproxima mais de outras modalidades de transporte criadas pelo ser humano. Ninguém joga fora um helicóptero depois de um único voo. O mesmo se aplica a um avião. Por que jogariam fora um foguete após um único voo?
Musk estava determinado a provar que era possível recuperar as partes do lançador descartadas durante a subida e reutilizá-las. Isso está mais que cabalmente demonstrado a essa altura.

Por sinal, os dois propulsores laterais do Falcon Heavy vieram de missões anteriores do Falcon 9. Fizeram duas viagens ao espaço, portanto, a segunda nesta terça. E pousaram suavemente, ao mesmo tempo, em plataformas em solo. Feito inédito.
O propulsor central do primeiro estágio desceu numa balsa no oceano, mas não conseguiu fazer um pouso suave e terminou seu voo num evento que Musk costuma descrever como RUD, sigla para “Rapid Unscheduled Disassembly”, ou “Desmontagem Rápida Não Agendada”. Eufemismo para destruição completa (e geralmente explosiva).
De toda forma, o segundo estágio já confirmou os dois disparos necessários para colocar numa órbita alta ao redor da Terra. Uma terceira queima, marcada para a 1h de quarta-feira, colocaria o carro Tesla Roadster de Elon Musk e um boneco chamado Starman, em homenagem à música de David Bowie, a caminho de uma trajetória interplanetária na direção da órbita de Marte.
“Reinício do estágio superior normal, apogeu atingido de 7.000 km”, escreveu Musk no Twitter pouco após o lançamento. “Ele vai passar 5 horas sendo banhado pelos cinturões [de radiação] de Van Allen e então tentará o disparo final para Marte.”
Enquanto isso, a SpaceX transmitia imagens ao vivo pelo YouTube do veículo cor cereja da meia-noite girando pacificamente ao redor da Terra — que acabou de ficar um pouquinho menor e menos isolada no Universo depois deste lançamento.

13.542 – Astronáutica – Impressora 3D no Espaço


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No Warm Up Wired Festival Brasil 2017, no MAM de SP, Andrew Rush, CEO da empresa americana Made In Space, líder no segmento de manufatura em gravidade zero, anunciou parceria com a empresa brasileira Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. As duas empresas estão trabalhando juntas para a criação de peças e ferramentas no espaço, a partir de uma impressora 3D. O próximo passo é a reciclagem desses objetos fora da Terra, o que não deve demorar.

13.134-Emirados Árabes querem ir a Marte e construir uma ‘Dubai’ por lá até 2117


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Os Emirados Árabes, que já ergueram o prédio mais alto do mundo, com 163 andares, estão mirando um bocadinho mais alto: Marte.
O país já havia anunciado que tinha planos de enviar uma missão não tripulada ao planeta vermelho em 2021, coincidindo com o aniversário de 50 anos da união entre os ricos principados do Golfo.
Mas, no último mês, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, premiê dos Emirados, adicionou um outro objetivo ao programa espacial: construir uma cidade em Marte em 2117, daqui a um século.
São metas ousadas, como foi também o rápido desenvolvimento de Dubai e Abu Dhabi a partir dos anos 1970, em uma região desértica.
Os Emirados planejam também erguer uma cidade climatizada no Golfo, uma região cuja sensação térmica pode passar dos 50º C.
Há dúvidas sobre a viabilidade da viagem a Marte. Não há detalhes técnicos de como essas missões seriam feitas. Mas o importante, como no clichê, não é a chegada, mas a viagem em si, diz à Folha Mohammed al-Ahbabi, diretor-geral da agência espacial dos Emirados Árabes.
“Esse não é um projeto sobre o destino final, mas sobre ampliar os nossos conhecimentos e incentivar os nossos jovens”, afirma Ahbabi.
A agência espacial, criada em 2014, regula um dos setores industriais escolhidos pelo governo dos Emirados para impulsionar sua economia quando o petróleo –hoje seu principal recurso– secar.
Mas, quando esse dia chegar, também terão secado os fundos soberanos que por ora gestionam as rendas milionárias do petróleo.
O país investiu quase R$ 20 bilhões em seu programa espacial nas últimas duas décadas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias de comunicação. Os Emirados devem lançar um satélite neste ano para a cobertura da América Latina e, em especial, do Brasil.
Os investimentos no setor espacial podem também, diz, transformar a reputação dos Emirados, hoje lembrados pela indústria petroquímica, mas não como um expoente para outras tecnologias.
Uma das metas da agência é portanto, segundo Ahbabi, incentivar jovens a pensar em carreiras que não estejam apenas ligadas ao petróleo.
Um sintoma da urgência desse objetivo foi a dificuldade que a agência encontrou para recrutar 200 jovens para a missão a Marte. Faltavam engenheiros qualificados.
A média de idade dos membros é de 33 anos. Um terço deles são mulheres.
Os recrutas são enviados para estudar em outros países, em parcerias científicas, e os Emirados criaram também três centros de pesquisa espacial nos últimos anos.

NASA E SPACEX
Elon Musk, dono e projetista-chefe da SpaceX, apresentou no ano passado o que seria o objetivo maior da empresa: promover a colonização de Marte. E disse que uma passagem para o planeta vermelho teria de custar pelo menos US$ 200 mil. para viabilizar o plano.
Já o projeto Journey to Mars da Nasa está congelado. A ideia era mandar uma missão tripulada ao planeta por volta de 2030, mas os programas espaciais estão mudando a chave e se concentrando em reavivar a exploração lunar.

12.879 – O espaço pode ser a próxima internet?


espaço negocios
Essa ideia aparentemente sem sentido foi explicada por Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, uma empresa que compete com a SpaceX pela evolução da exploração espacial. A ideia é habilitar uma nova era de empreendedorismo espacial, como foi possível com os primórdios da internet no planeta.
Bezos conta que seu objetivo é criar uma infraestrutura para o espaço similar à que a Amazon pode aproveitar em 1995, com o começo da internet. “Dois garotos em uma universidade podem reinventar uma indústria, mas dois garotos em uma universidade não podem fazer nada de interessante no espaço”, ele explica, fazendo referência à facilidade com que a internet revolucionou mercados inteiros, e como isso não existe para a exploração espacial.
Para mudar isso, a grande meta é tornar a ida ao espaço mais acessível, e uma parte importantíssima deste processo é reduzir o custo permitindo o reaproveitamento dos foguetes que sempre foram destruídos após um uso. Tornar esta viagem mais barata é o foco do que SpaceX e Blue Origin se propõem a fazer, permitindo colocar grandes objetos em órbita com um custo mais baixo.

O executivo afirma que estas restrições de custos impõem restrições sérias a qualquer tipo de espírito empreendedor, ao contrário da liberdade oferecida pela internet. Bezos lembra que, na época da fundação, a Amazon era ele e mais dez pessoas empacotando livros e dirigindo até o posto de correio próximo para entregar os pacotes. “Nós tínhamos uma infraestrutura para fazer o trabalho pesado. Por exemplo, tínhamos uma rede gigantescas que era o Serviço Postal dos Estados Unidos; a internet em si funcionava sobre a rede de chamadas de longa distância”, conta ele, reafirmando que não há nada parecido para realizar negócios que envolvam o espaço.
“Sempre que você encontra uma forma de oferecer ferramentas e serviços que permitam a outras pessoas exercitarem sua criatividade, você está no caminho certo. Eu acho que o espaço está perto de entrar em sua era dourada”, conclui ele, revelando o seu sonho de criar esta infraestrutura espacial.

12.313 – Espaço – Em 10 anos você pode morar na Lua (?)


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Em agosto de 2014, alguns dos cientistas e astrônomos mais importantes do mundo se reuniram para desenvolver formas baratas e eficazes para construir uma base na Lua capaz de abrigar humanos. Entre eles, estavam o astrobiólogo Chris McKay, da NASA , George Church e Peter Diamandis, da X Prize Foundation. Mas o resultado desse encontro só foi divulgado hoje e é uma ótima notícia para quem quer se mudar deste planeta o quanto antes: uma estação habitada na Lua pode ser criada em breve e sem quebrar os cofres.
A previsão para que essa utopia espacial se torne realidade é bastante imediata. De acordo com as informações publicadas pela revista New Space, poderíamos montar uma pequena estação lunar até 2022 com 10 bilhões de dólares ou menos – o programa Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez custou o equivalente a 150 bilhões de dólares.
A explicação para o orçamento modesto e o prazo curto não tem nada de outro planeta. Novas tecnologias como impressoras 3D, robôs, carros autônomos (que se dirigem sozinhos) e privadas recicladoras serão alternativas baratas e extremamente úteis nessa migração lunática.
Guardadas as devidas proporções, o homem sabe como sobreviver na Lua, aprendizado da vivência na Estação Espacial Internacional. Os cientistas já desenvolveram suplementos alimentares complexos, mecanismos capazes de reciclar água no espaço e sistemas para equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono.
A realidade virtual, por exemplo, seria útil para ajudar nos esforços de planejamento, desenvolvimento de cenários operacionais, testes de ambientação e treinamento de pessoal. As impressoras 3D são outra tecnologia que tem espaço garantido na maquete lunar: elas podem fabricar peças para foguetes, substituir componentes quebrados e diminuir os custos de lançamento.

Bilhetes para a Lua na classe executiva
Ao contrário do que geralmente acontece nas migrações terrestres, o ideal seria ocupar a Lua pouco a pouco e em pequenos grupos para passar estadias curtas. Com o passar do tempo (e dos avanços tecnológicos), as missões passariam períodos mais longos por lá, assim como ocorre com a Estação Especial Internacional.
Nos planos mais ambiciosos, a estação da Lua poderia evoluir para um complexo espacial cheio de soluções multiuso. Alguns pensam nessa estação povoada por centenas de famílias, outros a imaginam como base científica ou até mesmo turística.

A Lua como trampolim para Marte
Mas a NASA não está interessada em enviar outros homens à Lua, a concentração agora é para chegar a Marte em 2030. “Para mim, a Lua é tão sem graça quanto uma bola de concreto. Mas não teremos uma base de pesquisa em Marte se não fizermos isso primeiro na Lua”, afirma Chris Mckay.
Construir uma estação na Lua seria um teste para Marte. Uma valiosa oportunidade de testar sistemas de propulsão, adaptação, comunicações e formas de sobrevivência para os astronautas, com a diferença do tempo de viagem: 9 meses de distância contra apenas alguns dias até a Lua.
O grande impasse para o sonho da casa própria na Lua é a NASA, que só vai se dar ao luxo de escolher um dos destinos, ou a Lua ou Marte. Se McKay e seus colegas estiverem certos, nós podemos ir aos dois – mas antes precisamos incluir robôs e impressoras 3D na bagagem.

11.655 – Cientistas acreditam que o mistério sobre o Triângulo das Bermudas está no espaço e pretendem descobri-lo


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A região é conhecida por inúmeros desaparecimentos de barcos e navios sem nenhuma explicação e que, ao longo dos anos, vem criando uma série de mistérios, crenças e superstições.
Para isso, cientistas do Instituto Nacional de Astrofísica da Bolonha estão cogitando a ideia de mandar um satélite para o espaço a fim de fazer uma varredura na região, pois acreditam que o problema esteja, na verdade, além da superfície terrestre.
Relatos de astronautas são repletos de histórias com clarões na região, que provocam inexplicáveis problemas de funcionamento dos instrumentos de voo utilizados em suas aeronaves.
Algumas teorias colocam o Centurião de Van Allen como causa desses fenômenos, pois é uma área no interior da Terra com muita carga negativa concentrada e se encontra em um perímetro muito próximo do Triângulo das Bermudas, que é uma área de comprimento instável, podendo variar entre 1,1 milhões de km² e 3,95 km².
As histórias sobre o Triângulo das Bermudas não se acabam. Em 1945, um avião que sobrevoava a área, com 14 passageiros, sumiu sem deixar vestígios, mesmo o dia estando perfeito para um voo sem complicações. Poucos antes de desaparecer, o piloto entrou em contato com a central, afirmando que não sabiam onde estavam, pois as bússolas pararam de funcionar. Mesmo depois de operações para encontrar aviões, barcos e navios desaparecidos, não conseguiram encontrar nem um tipo de resquício deixado na área. Após esses fatos, rumores começaram a surgir sobre a misteriosa região.

11.330 – Dawn chega a Ceres, o planeta anão


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Os pesquisadores especulam que o planeta anão possa ter tido um oceano líquido no passado, a exemplo das luas Europa, de Júpiter, e Encélado, de Saturno, numa época em que Ceres tinha mais calor interno para derreter a água no subsolo. Hoje provavelmente não há mecanismo capaz de elevar a temperatura a ponto de liquefazer a água, mas nada impede que o maior dos membros do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter tenha sido amigável à existência de vida nos primórdios da formação do Sistema Solar.
Espera-se que a chegada da Dawn não sofra nenhum contratempo. A manobra de inserção orbital é bem menos emocionante do que costumam ser as chegadas de espaçonaves a Marte, por exemplo. Normalmente, uma sonda é enviada da Terra em alta velocidade, com praticamente todo o impulso dado nos primeiros minutos de viagem, e então precisa disparar seus propulsores a toda potência na hora certa para frear e, assim, ser capturada pela gravidade do planeta-alvo, sem “passar lotada”. Mas não é o caso da Dawn, que usa motores iônicos para se deslocar por aí.
O lema de um motor iônico podia bem ser “devagar e sempre”, pois ele dá uma aceleração muito suave à espaçonave, bem inferior à dos foguetes convencionais, mas gasta bem pouco combustível, o que permite mantê-lo ligado por anos a fio. Depois de tanto tempo acelerando de pouco em pouco, a sonda acaba acumulando grande velocidade. E por poder permanecer manobrando ativamente no espaço, a aproximação de Ceres é feita de forma a praticamente equalizar as velocidades do planeta anão e da nave em suas jornadas ao redor do Sol. Assim, é muito mais fácil deixar que ela seja simplesmente capturada pela gravidade do astro, sem requerer uma brusca freada na reta final. O resultado é uma manobra sem emoção — que inclusive será feita num momento em que Ceres irá se interpor entre a Terra e a Dawn. O resultado é uma interrupção momentânea das comunicações, que só será restabelecida depois que a sonda já estiver em órbita.
As últimas imagens divulgadas pela Nasa ainda fazem parte das manobras de aproximação e representam apenas uma fração da qualidade esperada para o fim de abril, quando a Dawn estará na órbita certa para o início das observações científicas. A partir do momento da captura orbital, a sonda acionará seus motores iônicos para reduzir a distância entre ela e a superfície de Ceres a meros 13,5 mil km. Para que se tenha uma ideia, até agora, as melhores imagens foram obtidas a 40 mil km de distância.
E a qualidade também deve continuar subindo ao longo da missão científica, que deve ir até junho de 2016 e passará por quatro órbitas diferentes, cada uma menor que as demais. Na última etapa, a Dawn estará a meros 400 km do solo — mais ou menos a mesma altitude da Estação Espacial Internacional em torno da Terra. Depois que o trabalho estiver terminado, ela permanecerá em órbita de Ceres, desativada, por mais algumas centenas de anos.
Contudo, uma das coisas surpreendentes revelada conforme a Dawn registrou imagens de uma rotação completa de Ceres — um dia lá dura pouco mais de nove horas — é que o brilho dos pontos ainda se mantém depois que a cratera já entrou na sombra. Não seria essa uma evidência de que o relevo é mais alto ali? Raymond explica que os dados ainda não foram completamente calibrados e por isso preferiu não especular mais. “É surpreendente que possamos vê-lo no terminador [a faixa que divide o dia da noite]. Não temos informação sobre a inclinação do terreno.

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11.290 – Espaço – Nasa prevê descoberta de vida alienígena até 2025


Acredita-se que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos. “Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar”, disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros “mundos habitáveis”.
As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga.

Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as conchas geladas das luas de Júpiter, Europa e Ganymede, assim como na lua de Saturno, Enceladus.A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que os deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos.

Acredita-se que Enceladus tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º.Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.

E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há evidências fotográficas sugerindo que ainda existe muita água escondida sob a superfície. Às vezes ela borbulha e forma rios temporários.O rover Curiosity da Nasa –veículo destinado a explorar a superfície de Marte– recentemente descobriu “moléculas orgânicas que contêm carbono”. Isso significaria “blocos de vida em construção”. É deles que nós somos feitos.

No entanto, água e moléculas não significam vida.
O próximo rover que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que pode ter existido vida no planeta.

A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será “chave” para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultratecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil – às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si.

“Sou uma geóloga. Eu saio a campo e abro rochas para procurar por fósseis”, disse Stofan no painel.

“Isso é difícil de encontrar. Então eu acredito fortemente que será necessário, em algum momento, colocar humanos na superfície de Marte – geólogos, astrobiólogos, químicos – para buscar provas da existência de vida que eles possam trazer de volta para a Terra para cientistas analisarem.”

A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022.O principal objetivo dessas missões, que custarão cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul da Europa.

E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que pode analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida.Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca de resposta sobre a possibilidade de vida no planeta.

11.154 – Sem Pés no Chão – Empresas planejam abrir negócios no espaço


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Quem pode ser o dono da Lua? E de um asteroide? Ou de um terreninho em Marte?
De acordo com o Tratado do Espaço Exterior, de 1967, nenhuma nação pode reivindicar soberania sobre qualquer parte de qualquer rocha celestial.
Mas o tratado é menos claro a respeito do que uma empresa ou indivíduo pode fazer no espaço –possivelmente porque na década de 1960 os redatores do acordo devem ter achado difícil imaginar uma corrida espacial liderada por empresários.
Para empresas atuais que pretendem estabelecer uma colônia lunar ou garimpar platina em asteroides, a ambiguidade é mais um obstáculo.
“Como você convence as empresas a investirem na Lua se não existe um marco jurídico, e como, por outro lado, você cria um marco jurídico se não há operações empresariais?”, perguntou John Thornton, presidente-executivo da Astrobotic Technology, de Pittsburgh (Pensilvânia), que pretende ser a primeira empresa privada a pousar uma nave teleguiada na Lua.
Um acordo internacional de 1979, o Tratado da Lua, prevê que as empresas não podem lucrar com o espaço, que ninguém pode ser proprietário da Lua e de outros corpos celestes e que as riquezas lunares devem ser compartilhadas entre as nações, especialmente os países em desenvolvimento. Mas os EUA, a Rússia e a China nunca assinaram esse tratado.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA, à qual cabe autorizar lançamentos espaciais privados no país, enviou em dezembro uma carta à Bigelow Aerospace, de Nevada, prometendo providências para que nenhuma empresa americana interfira na atuação de concorrentes na Lua e em outros lugares do espaço.
Em 2003, a Bigelow solicitou à FAA que analisasse uma proposta para o pouso de um dos seus habitats na Lua, com a intenção de que fosse usado como base para pesquisas científicas e mineração.
“Reconhecemos a necessidade do setor privado de proteger os seus ativos e seu pessoal na Lua ou em outros corpos celestes”, escreveu George Nield, da FAA.
Na sua proposta, a empresa sugeriu à FAA que ampliasse a sua própria autoridade para poder rever cargas e alvarás de lançamento. Basicamente, a Bigelow pediu à FAA que não autorize nenhuma outra firma americana a pousar no mesmo lugar.

8838 – Exobiologia – Bactérias do espaço


O carbono e o hidrogênio, elementos essenciais para o aparecimento de qualquer forma biológica, existem em relativa abundância nas diversas galáxias. Mas isso ainda não resolve o mistério. O que os cientistas estão procurando, em outros planetas, são os compostos orgânicos que serviram de base para a formação das espécies que conhecemos. Esses compostos são os aminoácidos e os nucleotídeos, os ingredientes básicos das moléculas de DNA e RNA. Os radiotelescópios vasculham a Via Láctea em busca de algum lugar parecido com a Terra em sua origem, há 4,5 bilhões de anos. Na realidade, estamos procurando no espaço a resposta à mesma pergunta que, há séculos, a humanidade vem fazendo a si mesma: como, exatamente, a Terra virou a casa de seres vivos?
Numa ponta, os caçadores de mensagens de ETs estão no encalço de um possível resultado final da evolução: seres inteligentes, capazes de se comunicar com outras civilizações e, quem sabe, até de jogar uma partida de xadrez. Na outra ponta, os cientistas buscam no espaço os ingredientes que permitiram a essa mesma evolução selecionar os mais “aptos”, moléculas com a capacidade de carregar informações e passá-las adiante. Vivas, portanto. O problema é que só conhecemos um tipo de evolução – a do planeta Terra – e um tipo de Biologia, que tem como alicerces os compostos orgânicos que formam o DNA e o RNA. Não sabemos se pode haver formas biológicas em bases diferentes.
A maioria dos cientistas acha que elas só podem se constituir a partir dos mesmos elementos que existiam na Terra nos primórdios de sua formação: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e água em estado líquido. Cientistas dissidentes apostam na existência de formas alternativas. As especulações abrangem desde seres que utilizam como solvente a amônia, em lugar da água, até criaturas fantásticas capazes de se reproduzir em ambientes de puro magnetismo (os plamobos) ou radiação (os radiobos). O Universo não deve ser encarado como um deserto, esparsamente povoado por plantas idênticas que só podem ser encontradas em nichos raros e especializados, escreveram os biólogos Robert Shapiro e Gerald Feinberg. “Preferimos vê-lo como um jardim botânico com incontáveis espécies de plantas, cada qual no seu próprio canteiro”.

A terra como era
As pistas dos aliens podem estar aqui mesmo.
Na busca de seres vivos em outros planetas, o ponto de referência é a evolução na própria Terra, dos primeiros microorganismos, há 3,5 bilhões de anos, quando o cenário era dominado por erupções vulcânicas e descargas elétricas, até os primeiros hominídeos, a cerca de 2 milhões de anos atrás.
Micróbios radicais
Habitantes das geleiras e vulcões podem ajudar na busca dos micro-ETs.
O estudo dos planetas do Sistema Solar mostrou que eles são, na maioria, inóspitos. Pesquisadores passaram, então, a estudar, na Terra, ecossistemas parecidos com os ambientes extraterrestres, para saber se eles possibilitariam a existência de vida. Um número surpreendentemente grande de bactérias foi descoberto em lugares que se acreditava estéreis, como crateras de vulcões e as geleiras da Antártida.
Uma dessas bactérias, o Methanocococcus jannaschii, que vive em temperaturas de cerca de 185 graus, foi encontrada em vulcões submersos, no fundo do mar. Ao contrário da maioria, o Methanococcus vive exclusivamente de gás carbônico, hidrogênio e nitrogênio. O oxigênio o mata. Microorganismos também já foram encontrados no subsolo siberiano e em depósitos de sal. Outras bactérias são capazes de suportar doses de radiação em torno de 2 milhões de rad (450 rad são suficientes para matar um homem).
Somos todos alienígenas?
Teóricos da panspermia acreditam que os terráqueos são originários do espaço.
Os primeiros micróbios surgiram aqui mesmo ou foram importados do espaço? A experiência de Miller convenceu os cientistas de que as condições da Terra são favoráveis à formação de compostos orgânicos. Entretanto, estudos feitos em crateras da Lua mostram que, bilhões de anos atrás, a Terra era alvo constante de meteoritos. A análise de alguns desses meteoritos revelou a presença de aminoácidos. Os cientistas passaram a especular, então, que os ingredientes da vida podem não ter se formado aqui, mas ter chegado à Terra a bordo de meteoritos.
A mais radical dessas especulações é anterior à descoberta de compostos orgânicos nos meteoritos. Em 1908, o químico sueco Svante Arrhenius propôs que os próprios seres vivos teriam vindo do espaço, a bordo de meteoritos ou de cometas. Sua teoria, que proponha que esporos de bactérias teriam chegado à Terra semeando o planeta de vida, ficou conhecida como panspermia.
A teoria foi ampliada mais tarde pelo astrônomo britânico Fred Hoyle e por seu colega Chandra Wickramasingue. Ambos lançaram uma tese que mistura a panspermia com a teoria da evolução, de Charles Darwin (1809-1882). Para eles, não foram apenas os micróbios que chegaram do espaço, mas também o programa genético necessário à evolução.
De acordo com a teoria da evolução, os organismos mais aptos são selecionados ao longo do tempo. Com a descoberta da molécula de DNA, ficou claro: o combustível para a seleção natural são as mutações que acontecem no interior dos genes. Hoyle e Wickramasingue acreditam que genes alienígenas, oriundos dos espaço, tiveram um papel importante na seleção natural.

7948 – Um enterro espacial


Enterro em cemitério não está com nada, diriam o guru psicodélico Timothy Leary e o criador da série Jornada nas Estrelas, Gene Roddenberry. A moda agora é mandar restos mortais para o espaço, da mesma forma que esses dois.
Se depender da empresa norte-americana Celestis, em breve a Via Láctea vai ser orbitada por vários satélites recheados de restos de corpos cremados. “Pegamos carona nas missões que vão para o espaço. Vamos aonde eles estão indo”, diz o presidente da Celestis, Chan Tysor. O próximo lançamento está marcado para maio no Cazaquistão.
Para passar a eternidade dando voltas pela Terra (ou 156 anos, o tempo previsto para a viagem do satélite russo Kosmos I), os “passageiros” pagam 995 dólares para enviar 1 grama de cinzas. Sete gramas custam 5 300 dólares.
E o melhor é que esse serviço começa a ser oferecido aos brasileiros a partir de abril. E por quem entende do ramo: Celso Sepulvida, vereador e dono de funerária em São Caetano (SP). Ele será o responsável por enviar os restos tupiniquins em cápsulas até a Celestis, de onde serão mandados direto em direção às estrelas.

3293 – Foto mostra onde termina a atmosfera terrestre e começa o espaço


O espaço começa aqui

A Nasa (agência espacial americana) divulgou nesta terça-feira a foto tirada por astronautas da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) que deixa claro onde termina a atmosfera do planeta Terra e começa o espaço.
A imagem foi tirada quando o ônibus espacial Endeavour ainda se encontrava acoplado à ISS. A nave atualmente faz o caminho de retorno à Terra.
O pouso será nesta quarta-feira (1º de junho), no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), e está previsto para a 1h35 (horário de Brasília).