14.066 – A Cápsula Orion


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(MPCV)) é uma nave espacial desenvolvida pela NASA para exploração humana do espaço profundo, construída para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides.
A espaçonave é baseada no antigo Orion Crew Exploration Vehicle, do cancelado Programa Constellation.
O primeiro teste não-tripulado da Orion foi realizado com sucesso em 5 de dezembro de 2014.
Em 14 de janeiro de 2004, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a construção do Crew Exploration Vehicle (CEV) como parte da política espacial americana Vision for Space Exploration. O veículo espacial era parcialmente uma reação ao acidente do ônibus espacial Columbia, ao relatório da comissão criada para analisar as causas do desastre e às descobertas subsequentes, além de uma revisão do programa espacial norte-americano feita pela Casa Branca. Como a Vision for Space Exploration acabou sendo desenvolvida como Programa Constellation, o CEV acabou sendo denominado Orion Crew Exploration Vehicle, em homenagem à constelação do mesmo nome.
O Programa Constellation propunha a criação do Orion CEV com duas variantes, nave cargueira não-tripulada e voos com tripulação, como apoio às expedições na Estação Espacial Internacional e como um transporte para voltar à Lua. Dividida em duas partes principais, um módulo de comando em forma de cone e um módulo de serviço cilíndrico – contendo o sistema de propulsão da nave e suprimentos de consumo – foram projetados, baseados no desenho das naves Apollo que voaram entre 1967 e 1975.
O desenho da nave incluía um módulo de serviço para suporte à vida e propulsão própria, inicialmente previsto para aterrar em terra firme com o auxílio de airbags, mas depois mudado para pouso no mar, também como as antigas Apollo.
A nave deveria ser lançada por um foguete leve Ares I para a órbita baixa da Terra onde se acoplaria com o Módulo Lunar Altair, lançado antes por um foguete mais pesado, Ares V, para as expedições lunares. Entretanto, em 11 de outubro de 2010, por questões orçamentárias, o presidente Barack Obama cancelou o Programa Constellation, encerrando o desenvolvimento do módulo Altair e dos dois foguetes programados. Apenas o Orion Crew Exploration Vehicle (CEV), renomeado como Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV), foi mantido, com lançamento a ser feito pelo Space Launch System.
A Orion MPCV se assemelha em aparência com suas predecessoras Apollo mas a similaridade é limitada ao desenho de ambas. Sua tecnologia e capacidade são muito mais avançadas. Ela é planejada para suportar missões de maior duração no espaço profundo e pode carregar até seis astronautas por mais de 21 dias e até 6 meses. Durante o período de repouso no espaço, o suporte à vida da tripulação deve ser fornecido por outro módulo como o Deep Space Habitat, um módulo em tamanho menor e derivado das condições de conforto da ISS. A propulsão, proteção termal e sistemas aviônicos foram planejados para serem modernizados à medida que novas tecnologias sejam descobertas. Ela inclui módulo de comando e de serviço assim como um adaptador de espaçonaves.
O módulo destinado à tripulação é maior que o da Apollo e pode acomodar mais tripulantes para missões espaciais curtas ou longas. O módulo de serviço, além de fornecer propulsão, estoca a água e o oxigênio da tripulação. Sua estrutura também foi desenhada para permitir o transporte de carga e de experimentos científicos.

Módulo de Comando
É a cápsula que serve de habitação para os tripulantes, fornece armazenamento para materiais de consumo e instrumentos de pesquisa e serve como porto de acoplagem para transferência de tripulações. É a única parte da espaçonave que retorna à Terra após a missão e tem um formato de tronco de bases paralelas a 57.5º, similar ao Módulo de Comando da Apollo. Tem 5m de diâmetro por 3,3m de altura, com uma massa de cerca de 8,6 toneladas.
A proteção termal da cápsula é feita de um produto chamado Avcoat, também usado anteriormente nas Apollo e nos ônibus espaciais, composto de fibras de sílica com uma resina em um favo feito de fibra de vidro e resina fenólica. Algumas das novas tecnologias usadas pela Orion são um sistema de acoplagem automática (existente apenas hoje nas naves cargueiras não-tripuladas), sistema de computadores superiores aos existentes em qualquer espaçonave atual, sistemas digitais de controle derivados do Boeing 787 Dreamliner, o mais avançado avião da Boeing, incluindo controle de voz, melhoria das instalações de gestão de resíduos, com um banheiro de estilo acampamento em miniatura e o “tubo de alívio” unissex usado no ônibus espacial (cujo sistema foi baseado no utilizado no Skylab) e da Estação Espacial Internacional (com base nas estações soviéticas Salyut e MIR). Isso elimina o uso da odiada “fralda de plástico” usada pelos tripulantes das Apollo e das naves russas Soyuz. Além disso, um novo sistema de mistura de oxigênio/nitrogênio é usado na composição da atmosfera do interior da nave, que permite que o ar respirado tenha mesma pressão do nível do mar ou ligeiramente reduzido.
A cápsula é construída com uma liga de alumínio-lítio, igual à usada no tanque externo do ônibus espacial e nos foguetes Delta IV e Atlas V.
Para permitir que ela acople com outras naves espaciais, o MC da Orion é equipado com o NASA Docking System, mecanismo de acoplagem desenvolvido para ela, similar ao usados pelos ônibus espaciais para acoplagem com a ISS. Ela também possui um sistema de escape de emergência durante o lançamento, o Launch Escape System, assim como uma capa protetora feita de fiberglass para protegê-la de tensões aerodinâmicas e de impacto durante os 2,5 minutos de subida. Seus projetistas asseguram que a Orion é dez vezes mais segura durante a subida e a reentrada que os ônibus espaciais.

Módulo de serviço
Num primeiro momento, após indecisões sobre a fabricação de um MS por questões orçamentárias após o fim do Programa Constellation, a direção da NASA e do programa Orion anunciou que a ela usaria um já existente ATV, os veículos de carga europeus desenvolvidos pela ESA para suporte das tripulações da Estação Espacial Internacional, como módulo de serviço para o módulo de comando da Orion. Com a evolução dos estudos, a NASA decidiu que um módulo exclusivo seria construído pela ESA para a nave, com hardware derivado dos atuais ATV, através da Airbus Defence and Space, em Bremen, na Alemanha.

Sistema de abortagem de lançamento
A Orion é a primeira espaçonave norte-americana desde o Programa Apollo a ser equipada com um sistema de escape de emergência. Assim como o módulo de comando da Apollo, o Launch Escape System (LES) da Orion possui um potente foguete de combustível sólido na ponta do conjunto foguete-cápsula, capaz de ejetar o módulo de comando e sua tripulação para longe do foguete se ele apresentar algum defeito durante o lançamento inicial, até o momento em que o primeiro estágio seja ejetado.
Baseado no sistema usado pelas naves Soyuz, o LES a ser usado pela Orion será maior que os da espaçonave russa e terá mais empuxo que todo o foguete Atlas 6 usado para colocar o astronauta John Glenn em órbita em 1962.
Após o adiamento para o dia seguinte, em 5 de dezembro foi feito o lançamento da espaçonave, às 07:03, hora local de Cabo Kennedy, sem tripulação, para o teste que consistiu em realizar duas órbitas em volta da Terra, uma delas a mais de 5,8 mil km de distância, dentro do Cinturão de Van Allen, testar equipamento críticos de segurança, fazer análises das estruturas da nave e retornar pousando no oceano.[24] Apesar de não levar tripulantes, a Orion levou ao espaço amostras do solo lunar, partes de um fóssil de dinossauro e uma gravação do movimento “Marte” da obra de Gustav Holst, “Os Planetas”.
Depois de cumprir o planejado, num voo de cerca de 4h30min, a cápsula pousou no Oceano Pacífico, 1000 km a oeste de San Diego, às 08:29, hora local, onde foi recolhida do oceano pelas equipes de resgate da NASA e da Marinha, a bordo do navio de apoio USS Anchorage. A agência espacial informou que a nave funcionou quase à perfeição e que pousou no mar apenas uma milha fora do ponto previsto.

14.048 – Em teste o Foguete que Levará o Homem a Marte


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Foguete reutilizável é peça-chave nos planos da SpaceX de chegar a Marte
Ao responder uma série de perguntas de seus milhares de fãs no Twitter, Elon Musk revelou suas intenções de uma apresentação completa do Starship, o foguete reutilizável de próxima geração da SpaceX já para o final de julho de 2019. A espaçonave é peça-chave no plano da empresa para chegar a Marte.
O CEO da SpaceX também lembrou que o último teste de um de seus motores de foguete Raptor foi “bem-sucedido em geral”, apesar de um aborto, já que o objetivo era testar os limites externos de tolerância do novo motor.
Segundo Musk, a apresentação oficial de Starship da SpaceX deve ocorrer “algumas semanas após Hopper pairar”, se referindo ao teste de voo de curta duração da StarHopper. O StarHopper completou um teste limitado em abril. O próximo passo é repetir o feito sem restrições, o que está mais próximo da realidade do que nunca depois que a empresa resolveu um problema importante com a vibração do motor Raptor em uma frequência operacional específica.
O Super Heavy é o estágio superior do veículo Starship, capaz de transportar até 20 toneladas para a órbita geoestacionária da Terra, ou mais de 100 toneladas para a órbita baixa. O compartimento de carga tem nove metros, e o sistema será capaz de transportar, além de cargas, tripulações e recursos necessários em viagens de astronautas para a Lua ou para Marte.
Vários voos de teste estão previstos com o conjunto Starship-Super Heavy antes que esse primeiro voo comercial de 2021 aconteça, segundo Hofeller, que servirão para demonstrar o sistema de lançamento aos clientes em potencial, bem como para resolver quaisquer problemas que porventura possam acontecer.
Recentemente, a empresa fez um “salto” com um protótipo do Starship, que subiu alguns metros a partir do solo, e os próximos testes alcançarão altitudes mais elevadas. Eventualmente, a SpaceX poderá substituir seus atuais foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy pelo Super Heavy, ainda que a empresa provavelmente não apressará seus atuais clientes para aceitarem esta troca.

13.989 – Lançamento do Foguete da Space X


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Após adiamento, o lançamento do “foguete mais potente do mundo” de Elon Musk deve aconteceu às 19h35 desta quinta-feira
O foguete Falcon Heavy, da SpaceX, faz nesta quinta-feira seu primeiro lançamento comercial. A aeronave foi construída pela empresa de Elon Musk para levar cargas pesadas ao espaço. Após sucesso em teste com um carro da Tesla, em 2018, o veículo agora vai levar um satélite de telecomunicações Arabsat-6A de seis toneladas.
O lançamento, que acontece na base da NASA na Flórida, estava previsto para a última quarta-feira, mas foi adiado devido aos fortes ventos na região. De acordo com a última atualização da SpaceX, a decolagem está marcada para às 19h35 (de Brasília) desta quinta-feira.
Segundo previsão da SpaceX, após 34 minutos do lançamento, o satélite será desacoplado para a órbita terrestre. As três partes do foguete Falcon Heavy vão pousar em diferentes zonas, definidas pela equipe responsável pela missão na Flórida e também no Oceano Atlântico.
O Falcon Heavy é apresentado pela SpaceX como “o foguete mais potente do mundo”. Ele tem 70 metros de altura, 12 metros de largura total e pesa 1420 toneladas. Sua impulsão no lançamento corresponde a de aproximadamente 18 aeronaves Boeing 747 em potência máxima.
A SpaceX, empresa privada fundada pelo bilionário sul-africano Elon Musk, segue em passos acelerados para desenvolver um programa espacial capaz de levar os primeiros humanos a Marte. Na última semana, Musk publicou uma foto do foguete Starship (Nave Estelar em tradução livre), que já estaria instalado em uma base de testes no estado norte-americano do Texas. “Essa é uma foto de verdade, não uma montagem”, escreveu o empreendedor em suas redes sociais.

A nave, que lembra um foguete saído da ficção científica, foi remodelada desde que Musk revelou seu planos de construir um novo equipamento espacial. Inicialmente chamado de BFR (Big Falcon Rocket, em que normalmente a palavra “Falcon” era substituída por um palavrão em inglês), o veículo ganhou o nome mais amigável de Starship.

A espaçonave será o maior e mais poderoso transporte espacial já desenvolvido. Em sua extensão total, o foguete terá 118 metros de extensão. Equipado com um cojunto de motores, o módulo de exploração espacial será capaz de abrigar até 100 pessoas com segurança.

Os sete motores da Starship, que já estão em testes, permitirão que a nave consiga aterrissar e decolar em segurança a partir de diferentes superfícies, como na Lua ou em Marte. O equipamento conta com tecnologias utilizadas nos principais protótipos e foguetes desenvolvidos pela SpaceX nos últimos anos, como as naves Dragon e os foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy.

13.636 – A um passo de Marte: Nasa faz primeiro teste de poderoso foguete


Nasa realizou nesta quarta-feira um primeiro teste em solo de um foguete auxiliar destinado a equipar o futuro veículo de lançamento de carga pesada da agência espacial norte-americana, o “Space Launch System” (SLS), que será utilizado para cumprir a meta de viajar até Marte.
“Teste fantástico, resultado fantástico”, comemorou Alex Priskos, um dos encarregados do sistema de propulsão dos ônibus espaciais da Nasa.
Preso horizontalmente ao solo na base de uma montanha em Utah, o foguete auxiliar de 54 metros de comprimento funcionou como previsto, após ser aquecido durante dois minutos para testar o desempenho do sistema quando for eventualmente lançado.
Mais de 500 sensores registraram os dados emitidos, que serão analisados nos próximos meses.
O arranque do motor do foguete foi feito a uma temperatura ambiente elevada para simular um lançamento no verão, quando a atmosfera supera os 35° C.
Outro teste está previsto para o início de 2016, com temperaturas muito frias, no intuito de simular um lançamento no inverno.
O futuro veículo de lançamento de carga pesada da Nasa será equipado por estes dois foguetes de reforço para a decolagem, que são versões modernizadas e mais potentes que as usadas para o ônibus espacial.
Eles permitirão dispor de 75% da força propulsora do SLS durante os dois primeiros minutos do lançamento. O restante será garantido pelos quatro motores criogênicos RS-25 do lançador, que provêm também do ônibus.
O último ônibus espacial voou em julho de 2011.
O SLS realizará seu primeiro voo de testes em 2018 e lançará na ocasião a cápsula Orion. No futuro, esta cápsula transportará dois astronautas norte-americanos para as missões ao redor da Lua, de um asteroide e, no longo prazo, até Marte, possivelmente em 2030.
A cápsula Orion realizou seu primeiro voo-teste sem astronautas em dezembro de 2014, quando deu voltas ao redor da Terra para testar seu escudo térmico ao voltar para a atmosfera.

13.622 – SpaceX vai lançar seu primeiro foguete Falcon Heavy destinado a Marte


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O Falcon Heavy vai ser lançado da mesma plataforma utilizada pela maioria das missões Apollo, destinadas à lua, e terá a maior capacidade de elevação de qualquer espaçonave americana desde a Saturn V, da Apollo.
O atual foguete da companhia, Falcon 9, lança cargas para a Estação Espacial Internacional e coloca satélites em órbita. Os primeiros estágios do foguete frequentemente são reutilizados em outros lançamentos.
O novo Falcon Heavy é uma versão extrema deste foguete, construída para suportar mais carga e ir mais longe: os três primeiros estágios do Falcon 9 irão impulsionar o Heavy para o espaço, e a SpaceX tentará pousar todos os três. Dois serão colocados em terra, enquanto o central, que irá viajar mais longe, pousará em uma grande barca no mar.
O Heavy tem 70 metros de altura e será o foguete operacional mais poderoso do mundo, capaz de levantar cargas úteis de até 57 toneladas métricas em órbita. Para este lançamento, no entanto, terá uma carga útil menor: o carro de Elon Musk, um Tesla Roadster vermelho. Além de CEO da SpaceX, Musk também é CEO da empresa de automóveis elétricos Tesla.
Se tudo der certo, o carro acabará em uma órbita em torno do sol longe o suficiente para alcançar Marte, e vai levar câmeras que devem fornecer “vistas épicas”.

Alto risco
Musk enfatizou que este é um lançamento de alto risco, estabelecendo expectativas baixas para um voo inaugural bem-sucedido.
Os 27 motores do primeiro estágio do veículo terão que acender no momento certo, por exemplo, e o primeiro estágio central sofrerá muito estresse durante o lançamento.
Dito isso, o Falcon Heavy já fez um teste de fogo dos seus motores bem-sucedido, no qual todos do primeiro estágio se acenderam por cerca de 10 segundos na plataforma de lançamento.
“Se algo der errado, espero que vá mal no meio da missão, para pelo menos aprendermos tanto quanto for possível ao longo do caminho. Eu consideraria uma vitória se simplesmente não explodisse no lançamento”, Musk afirmou.
Reconstruir a plataforma de lançamento demoraria de 8 a 12 meses, o que seria um fator limitante para realizar um novo teste rapidamente. “Vamos nos divertir, não importa o que aconteça. Será emocionante de uma forma ou de outra – ou um sucesso emocionante ou um fracasso emocionante”, disse Musk. [Space.com, SpaceX]

Últimas Notícias
O evento foi visto por milhões de pessoas na internet e chegou a derrubar o site da companhia.
O palco principal foi a plataforma 39A, do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, a agência espacial dos EUA. De lá, desde 1973 não subia um lançador com capacidade comparável à do Falcon Heavy.
Com efeito, o único a batê-lo em poder de inserção orbital em toda a história do programa espacial americano foi o Saturn V, que levou o homem à Lua nos anos 1960 e 1970.
Uma diferença fundamental separa os dois lançadores, contudo: enquanto o venerável foguete projetado por Wernher von Braun para bater os soviéticos na corrida espacial do século passado foi financiado por um brutal aporte de recursos governamentais – a Nasa então consumia cerca de 5% de todo o orçamento federal -, o Falcon Heavy foi desenvolvido pela SpaceX com dinheiro privado, e seu custo é uma fração do que consumia seu predecessor.
A diferença poderia ser tida como um sinal dos tempos, mas não é só a evolução tecnológica que explica a mudança. Atualmente, a mesma Nasa desenvolve um foguete de alta capacidade similar ao Saturn V, o SLS, e seu custo estimado é de cinco a dez vezes maior que o do Falcon Heavy.
Enquanto um lançamento do novo foguete da SpaceX pode sair por US$ 90 milhões (custo mínimo), um SLS (ainda sem preço exato definido) está mais perto de US$ 1 bilhão.
Essa é a medida do quanto a SpaceX está mudando a noção do custo de acesso ao espaço e incomodando a concorrência, nos EUA e fora dele. De onde vem a diferença? A palavra-chave é inovação, e é o que explica os eventos testemunhados nesta terça na Flórida.

MUDANDO AS REGRAS
O Falcon Heavy tem três propulsores no primeiro estágio, e um no segundo. Todos são baseados nos sistemas desenvolvidos para o Falcon 9, o foguete “velho de guerra” da SpaceX. Na verdade, a melhor definição para o primeiro estágio dele seria a de três primeiros estágios do Falcon 9 amarrados.
Pois bem, esses propulsores não só sobem ao espaço com uma potência incrível como retornam a pousam suavemente após cumprirem sua missão.
Com isso, podem ser reutilizados, algo que inverte completamente a lógica de como transporte espacial tem sido feito até hoje, e o aproxima mais de outras modalidades de transporte criadas pelo ser humano. Ninguém joga fora um helicóptero depois de um único voo. O mesmo se aplica a um avião. Por que jogariam fora um foguete após um único voo?
Musk estava determinado a provar que era possível recuperar as partes do lançador descartadas durante a subida e reutilizá-las. Isso está mais que cabalmente demonstrado a essa altura.

Por sinal, os dois propulsores laterais do Falcon Heavy vieram de missões anteriores do Falcon 9. Fizeram duas viagens ao espaço, portanto, a segunda nesta terça. E pousaram suavemente, ao mesmo tempo, em plataformas em solo. Feito inédito.
O propulsor central do primeiro estágio desceu numa balsa no oceano, mas não conseguiu fazer um pouso suave e terminou seu voo num evento que Musk costuma descrever como RUD, sigla para “Rapid Unscheduled Disassembly”, ou “Desmontagem Rápida Não Agendada”. Eufemismo para destruição completa (e geralmente explosiva).
De toda forma, o segundo estágio já confirmou os dois disparos necessários para colocar numa órbita alta ao redor da Terra. Uma terceira queima, marcada para a 1h de quarta-feira, colocaria o carro Tesla Roadster de Elon Musk e um boneco chamado Starman, em homenagem à música de David Bowie, a caminho de uma trajetória interplanetária na direção da órbita de Marte.
“Reinício do estágio superior normal, apogeu atingido de 7.000 km”, escreveu Musk no Twitter pouco após o lançamento. “Ele vai passar 5 horas sendo banhado pelos cinturões [de radiação] de Van Allen e então tentará o disparo final para Marte.”
Enquanto isso, a SpaceX transmitia imagens ao vivo pelo YouTube do veículo cor cereja da meia-noite girando pacificamente ao redor da Terra — que acabou de ficar um pouquinho menor e menos isolada no Universo depois deste lançamento.

12.948 – Nasa comprova: motor “impossível” funciona


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É uma máquina simples: emite-se um feixe de microondas dentro de uma câmara de ressonância – um cone truncado de metal, fechado em todos os lados. Isso produz movimento na direção oposta da base do cone. Sem que nada saia dele, nem o feixe de microondas.
Não é preciso ser físico para ver como essa máquina parece absurda. Para que uma coisa se mova, é preciso que interaja com outra coisa. O jato move o avião forçando ar contra a atmosfera atrás dele. O foguete expele gases, exercendo força contra esses próprios gases – o que explica como funciona no vácuo.
É Terceira Lei do velho e bom Isaac Newton, uma parte de sua física que está longe de ser aposentada. A famosa ação e reação: o movimento é a reação que acontece ao se empurrar outra coisa – a ação.
Mas, como diria Galileu: “no entanto, se move”. A Nasa acaba de provar que o EmDrive produz uma força de 1,2 millinewtons por kilowatt no vácuo. Não é lá grandes coisas: o Hall Thruster, um foguete avançado de plasma, produz 60.
Mas o Hall Thruster precisa, como todo o foguete, de um propelente – isto é, gases a serem expelidos. E esses gases precisam ser carregados até o espaço, tornando o foguete mais pesado e exigindo mais gases ainda para sair da Terra. Esse é o maior custo e o maior empecilho para viagens espaciais, principalmente de longa distância. O EmDrive está em seus primeiríssimos passos: acabam de provar que ele existe. Talvez ele tenha um potencial bem maior, que ainda não conhecemos.
Então chegamos à pergunta de um milhão de dólares: como funciona? E a verdade é que ninguém faz a menor ideia. A Nasa tentou um palpite arriscadíssimo: a máquina está empurrando o vácuo, o que seria possível por meio de uma interação quântica.
O problema é que, para isso ser válido, seria preciso se adotar toda uma explicação heterodoxa para a física quântica, a teoria da onda piloto. Basicamente abandonada nos anos 1930, ela afirma que a incerteza quântica não existe. Isso vai de encontro a tudo o que se entende por física quântica, atirando pela janela o gato de Schrödinger e 80 anos de conhecimento.
O EmDrive não é só uma possível revolução em viagens espaciais, mas algo que está, já agora, só por existir, bagunçando o coreto aqui na bolinha azul.

12.084- Foguete da SpaceX faz pouso de sucesso após lançamento de satélites


Um fato inédito na história espacial – e que vai revolucionar nossas viagens ao espaço. A empresa americana SpaceX conseguiu realizar um pouso bem sucedido do foguete Falcon 9, que retornou do espaço. Já haviam sido feito quatro tentativas anteriores de aterrissagens no mar, mas todas haviam dado errado.
Com esse feito, os foguetes poderão ser reutilizados como naves espaciais – uma economia de muitos milhões de dólares.
O Falcon 9 decolou às 20h29 do dia 21 de dezembro (23h29 no horário de Brasília), numa missão para colocar 11 novos satélites em órbita. Após o lançamento, a parte do foguete responsável pela propulsão começou seu retorno à Terra. Apenas 11 minutos depois, pousou suavemente, em posição vertical. Ele chegou a subir cerca de 200 km antes de voltar.

10.862 – Um ano após fiasco, satélite sino-brasileiro é lançado com sucesso


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Depois do fracasso no lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-3, uma nova tentativa foi realizada com sucesso domingo (7/12/2014), na base militar chinesa de Taiyuan, nordeste do país.
Os técnicos brasileiros e chineses envolvidos no projeto respiraram aliviados quando foi confirmado que o satélite CBERS-4, produzido em conjunto, havia entrado em órbita.
“Saiu um peso do peito”, disse o engenheiro Antonio Carlos de Oliveira, coordenador do segmento espacial do programa CBERS.
Em 9 de dezembro de 2013, uma falha no foguete chinês Longa Marcha 4 levou à perda do satélite CBERS-3.
O fracasso causou frustração entre os envolvidos no projeto e um grande constrangimento entre os chineses, que interromperam o lançamento de satélites durante o primeiro semestre deste ano, até descobrirem o que causou o problema. A conclusão foi de que uma falha na canalização do combustível parou o motor antes da hora e impediu que ele colocasse o satélite em órbita.
Com o céu claro e uma temperatura de 14 graus negativos, o lançamento ocorreu conforme o planejado, às 11h26 (1h26 de Brasília). Cerca de 15 minutos depois veio a confirmação de que ele havia sido bem sucedido. Os chineses tiveram um motivo a mais para comemorar: foi o 200º lançamento de foguetes da série Longa Marcha, iniciada em 1970.
É o quarto satélite lançado pelo programa de observação da Terra que o Brasil mantem em parceria com a China. Com o sucesso do lançamento, o Brasil volta a ter meios próprios para captar imagens de seu território do espaço. Isso não ocorria desde 2010, quando a versão anterior do satélite (CBERS-2B) parou de funcionar.
Do lado brasileiro estavam presentes o ministro da Ciência e Tecnologia, Clélio Campolina, o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, e Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além do embaixador do Brasil em Pequim, Valdemar Carneiro Leão e de oficiais das Forças Armadas.
Leão leu uma mensagem da presidente Dilma Rousseff em que ela parabeniza o sucesso do lançamento e exaltou a decisão de disponibilizar gratuitamente aos países da América Latina e África as imagens obtidas pelo CBERS-4.
Segundo o Inpe, as imagens permitem uma vasta gama de aplicações, de mapas de queimadas e monitoramento do desflorestamento da Amazônia até estudos de desenvolvimento urbano.

10.743 – Astronáutica – A Queda da Nave Virgin Galactic


Destroços
Destroços

A nave espacial SpaceShipTwo, da Virgin Galactic, caiu nesta sexta-feira, na Califórnia, matando um dos pilotos e deixando o outro gravemente ferido. De acordo com um porta-voz da polícia local, o copiloto morreu e o piloto conseguiu deixar a nave antes da queda.
O acidente aconteceu após a nave enfrentar dificuldades durante um voo de testes, informou a companhia. “Durante o teste o veículo sofreu uma anomalia séria, que resultou na perda da SpaceShipTwo”, informou a empresa em um post no Twitter.
A nave tinha capacidade para seis passageiros e dois pilotos, cada um equipado com paraquedas. Imagens de TV mostraram partes da nave espalhadas pelo Deserto de Mojave, na Califórnia (oeste dos EUA), de onde havia decolado por volta das 17h (15h de Brasília).
A Virgin Galactic já tinha revelado, anteriormente, também no Twitter, a ocorrência de uma anomalia durante o voo. A nave, que ainda estava em fase de testes, foi posicionada no topo de uma aeronave maior, conhecida como WhiteKnightTwo e liberada para um teste com o motor de seu foguete.
A empresa, de propriedade do magnata Richard Branson — fundador do grupo Virgin —, deve lançar em 2016 os primeiros voos espaciais comerciais. Mais de 500 pessoas já reservaram seus lugares ao preço unitário de 200.000 dólares, entre eles os atores Leonardo Di Caprio e Ashton Kutcher e a atriz Demi Moore.
Seu primeiro teste de motor em voo foi realizado com sucesso em abril do ano passado. O modelo da SpaceShipTwo é baseado em um protótipo chamado SpaceShipOne, que em outubro de 2004 conquistou o Prêmio Ansari X, de 10 milhões de dólares.
A Virgin Galactic e sua parceira, a Aabar Investments PJC, de Abu Dhabi, gastaram 500 milhões de dólares no desenvolvimento da SpaceShipTwo e preveem desembolsar mais 100 milhões de dólares antes de iniciar o serviço comercial.
A empresa pretende construir mais quatro naves e vários jatos de transporte WhiteKnight, que também serão utilizadas para uma empresa de lançadores de satélites. Além do voo de passageiros, a Virgin Galactic está negociando parcerias com entidades de pesquisas, incluindo a Nasa, para transportar experimentos, com ou sem os cientistas.
Este é o segundo acidente aeroespacial registrado em uma semana com uma empresa privada, depois da explosão, na terça-feira, dia 28 de outubro, do foguete Antares — da empresa Orbital Sciences —, pouco após o lançamento para o transporte da cápsula Cygnus, destinada a abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS).

5359 – Mega Memória – Sputinik e Pearl Harbor


Lançamento do satélite russo Sputinik causou uma surpresa comparável ao ataque de Pearl Harbor aos americanos. Até então, armas nucleares tinham que ser transportadas por aviões, que poderiam ser derrubados pelo inimigo, mesmo assim, causando destruição limitada. Os russos mostraram que tinham tecnologia para atingir qualquer ponto do planeta. Seis meses depois, numa pesquisa do Gallup, 60% dos americanos achavam que uma guerra nuclear era iminente e que nela, a metade dos americanos ia morrer. Sirenes foram instaladas em centenas de cidades e muitos americanos construíram abrigos anti-bomba. O Sputinik deixou a Terra num foguete R-7 que ainda é baseado em foguetes Soyuz usados pela Agência Espacial Russa.

3824 – Astronomia – Um Canhão Para a Lua


No livro de Júlio Verne “Da Terra á Lua” de 1865, um grpo de cidadãos se deixa lançar por um canhão monumental, constituído por um comprido túnel vertical, escavado no cume de uma montanha. Cheio de explosivo, tal morteiro disparou sua carga com velocidade e direção precisas, fazendo-a contornar a Lua e retornar à Terra. Felizmente, para a suposta tripulação, tal proeza não foi tentada, entretanto, o livro de Verne se tornou um clássico da Ficção Científica e foi um dos pioneiros da idéia de que era possível viajar no espaço. Acabou publicando dezenas de best-sellers, quase sempre sobre temas científicos, sendo 20 mil léguas submarinas, o mais conhecido de todos.
Gênio Alemão – Werner von Braun começou a se interessar por foguetes ainda menino, montando 6 deles sobre um trenzinho de brinquedo. Em 1934, já estava dirigindo o programa de desenvolvimento de foguetes militares criado pelo governo alemão. Daí saiu o projeto do foguete A-4, que se tornaria mundialmente famoso pela sigla V2, em que o V significava vingança, porque serviu como uma tremenda arma de retaliaçãodos nazistas contra os aliados, na 2ª Guerra Mundial. As V2 se tornariam avós dos foguetes russos e americanos que, posteriormente, seriam usados na exploração espacial. O primeiro A-4 voou em 1942, em plena guerra, e logo após o fim do conflito, com a vinda de Von Braun para a América, foi lançado em solo americano, pela primeira vez, em 1946. Nos anos seguintes a equipe alemã projetou os foguetes Redstone como uma espécie de V-2. Eles foram aprimorados até se tornarem o gigante Saturno V, que levou os primeiros homens a Lua. Devemos tal proeza aquele menino alemão que quase pôs fogo na casa, em 1925.
A fé move montanhas, os gases movem foguetes…
Toda a ação provoca uma reação igual em direção contrária. Essalei, conhecida como Lei de Newton, é a lei fundamental que rege o movimento dos foguetes. A ação corresponde a queima do combustível, produzindo uma enorme quantidade de gás que sai em alta velocidade pela parte inferior do foguete. Em reação, o veículo se move para cima.
O inglês Isaac Newton (1642-1727), no final do século 17, transformou tal lei em uma das 4 leis centrais da mecânica, ciência que nos séculos seguintes, serviria de base para toda a Física. Para erguer um foguete do chão, o peso do combustível é geralmente 25 vezes maior que o da carga.

3409 – A Tecnologia dos Foguetes


As bombas V2 inspiraram os primeiros foguetes, uma vez que utilizaram a mesma tecnologia, sendo portanto, um subproduto da guerra

As flechas de fogo eram usadas pelos chineses pelo menos desde o ano 1000. Os ingleses aprenderam a tecnologia balística enfrentando os muçulmanos na Índia e no fim do século 18 construíram o Congrieve, que chegava a 150 quilos e fez sucesso na guerra contra a Dinamarca. Os primeiros projetos de foguetes foram feitos por um professor de ginásio russo de nome Tsiolkovski, na década de 1920, considerado um dos pais da astronáutica.
O Primeiro foguete de combustível líquido em vez de pólvora foi disparado pelo americano Goddard em 16 de março de 1926. Ele voou 30 metros na fazenda de sua tia no estado de Massachusets. As V-2 desenvolvidas nos anos 40 por Von Braun para Hitler foram os primeiros mísseis de longo alcance da história e foram o modelo para a construção dos grandes foguetes. Aí o russo Gagárin ( na pele dos 3 mosqueteiros) faria o vôo inaugural da nave Vostok em 1957, ficando 108 minutos numa altitude de 327 quilômetros. Concorrendo com os russos, os americanos desenvolveram o foguete Redstone e a nave Mercury onde John Glenn ficou 5 horas em órbita em 1961.
Para jogar um homem na Lua, os americanos construíram o poderoso Saturno 5, um monstro de 46 metros de altura por 6 metros de diâmetro na base. Ao decolar com o tanque cheio pesava 500 toneladas. As naves soviéticas Soyuz foram o meio de transporte mais comum da história da exploração espacial. Estrearam em 1967 e têm mais tempo em atividade que qualquer outro veículo equivalente. O primeiro foguete projetado só para uso civil, sem fins militares, foi o Próton soviético, na década de 1960. Sua missão original seria levar o homem à lua, mas os russos não seguiriam essa idéia. Até hoje, os foguetes dos ônibus espaciais americanos conseguem subir e voltar inteiros. Os outros são descartados após colocar a sua carga em órbita. O Ariane europeu lidera o mercado de lançamento de satélites desde que a NASA saiu do ramo para beneficiar empresas privadas, que usam o foguete americano Delta, entre outros.
O 1° objeto feito pelo homem a descer na Lua foi a nave Luna 11 russa. Não tinha tripulação e caiu sobre o solo com certa violência, em 1966. Os russos também fizeram o primeiro pouso forçado em outro planeta, descendo a nave Venera 3 em Vênus, em 1965. Dois anos depois, a sonda Venera 4 transmitiu imagens inéditas do solo venusiano. Como vimos, o homem pisaria na Lua em 20 de julho de 1969, coroando um programa iniciado já na época do falecido presidente JFK. Os EUA lançaram em 1973 a estação espacial Skylab, foi um bom começo. As sondas americanas Vinking 1 e 2 desceram em Marte em 1976. Foi o início pra valer da exploração de um outro planeta. A estação russa MIR subiu ao céu em 1986. Tinha 13,5 M de comprimento e 4,3 de diâmetro, podendo ser acoplada a 5 naves visitantes ao mesmo tempo.

2953 – Astronáutica – malucos vão ao espaço


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Dinamarqueses querem construir seu próprio foguete e fazer uma missão tripulada – gastando menos do que o valor de um carro
Aos 39 anos, o dinamarquês Peter Madsen já sabe o que quer ser quando crescer: astronauta. Como o tempo passou e o sonho não se concretizou, ele decidiu arregaçar as mangas e fazer por conta própria. Em parceria com o também dinamarquês e ex-colaborador da Nasa Kristian von Bengtson, criou o projeto Copenhagen Suborbitals – que pretende construir o próprio foguete e mandar um homem ao espaço nos próximos 5 anos.

Isso com um orçamento de apenas R$ 200 mil, vindos de doações arrecadadas pelo site http://www.copenhagensuborbitals.com. O foguete fará um voo suborbital, subindo a 100 quilômetros de altitude, e depois assumirá uma trajetória descendente até cair no oceano. Loucura? Eles dizem que não. “Os primeiros foguetes da história foram projetados por amadores na Alemanha e nos EUA”, diz Madsen, que será o piloto. Os dois dinamarqueses pretendem construir 6 foguetes diferentes até chegar à versão final. O primeiro deles já foi testado, num lançamento não tripulado realizado em setembro no mar Báltico (usar o mar foi a solução encontrada para driblar as leis da Dinamarca, que proíbem o lançamento de objetos a mais de 2 400 metros). A tentativa falhou, pois o propulsor do foguete enguiçou, e o próximo teste ficou para 2011. Se a empreitada der certo, os autores da façanha prometem tornar pública a tecnologia desenvolvida, para que todo mundo possa construir seu próprio foguete e ir ao espaço. O que, segundo eles, é prioridade total. “Você sabe por que os dinossauros desapareceram? Porque não tinham um programa espacial. Não tinham para onde ir”, diz Madsen.

2861 – Como agarrar um cometa


O foguete Ariane-5, com a sonda Rosetta a bordo, foi lançado da base de Kourou, na Guiana Francesa. Dezoito minutos depois, a Rosetta começava sua longa jornada de 5 bilhões de quilômetros rumo ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A missão, de 900 milhões de euros (cerca de 3,2 bilhões de reais), irá durar dez anos.
O encontro está agendado para agosto de 2014, quando um pequeno robô-laboratório de 100 quilos, chamado Philae, será ejetado da sonda a uma altitude de mil metros. Devido à tênue gravidade do cometa, ele descerá suavemente até a superfície gelada do núcleo. Assim que o tocar, será lançado um arpão para prendê-lo à superfície do astro.O robozinho carrega nove instrumentos científicos que, durante um mês, farão fotos em alta resolução e recolherão informações sobre seus aspectos físicos e químicos.
Para os cientistas, estudar os cometas é instigante porque esses astros errantes são feitos da mesma matéria sólida da nebulosa que deu origem ao sistema solar há 5 bilhões de anos.
A ficha do cometa
Nome: 67P/Churyumov-Gerasimenko
Diâmetro: 3 x 5 km
Descoberta: 1969, por Klim Churyumov e Svetlana Gerasimenko
Órbita: 6,6 anos para dar uma volta ao redor do Sol

2354-☻Mega em Órbita – Foguete Ariane 5


Ariane 5 foi lançado da sinistra Guiana Francesa

O foguete Ariane 5 fez seu primeiro vôo com sucesso em um lançamento de 30 de Outubro de 1997. Sua primeira carga lançada foi em Dezembro de 1999 quando lançou um satélite da ESA, a sonda X-ray Multi-Mirror (XMM).
Todas as versões do foguete Ariane 5 são compostas por um núcleo foguete central de propelente líquido que recebe dois foguetes de propelente sólido lateralmente.
Todos os foguetes Ariane 5 são lançados na base de Kourou na Guiana Francesa.

Queima etapas de combustíuvel sólido – Tal foguete francês é utilizado para a colocação de satélites na órbita terrestre. O charutão metálico de 3 metros de diâmetro e altura de 30 metros, equivalente a um edifício de 10 andares é movido a propergol sólido, uma espécie de pólvora e queima em pouco mais de 2 minutos 237 toneladas de combustível, um volume capaz de lotar as caçambas de 23 caminhões de bom tamanho. Testes também levaram em consideração o impacto do lançamento do foguete no meio ambiente.

1996-Engenharia Astronáutica- Foguetes, modelos e tecnologia de fabricação


Foguete espacial

Substâncias químicas especiais causam efeitos impressionantes ao explodirem. Nos foguetes espaciais utilizam-se uma combinação de propelentes, formada por combustível e comburente, por meio de bombas acionadas por uma turbina,são introduzidas na camara de combustão, onde se combinam. A repentina passagem dos propelentes do estado líquido para o gasoso, sob super aquecimento, fornece o empuxo ao foguete.
Motor-Foguete – É basicamente um forno aberto onde o combustível, líquido ou sólido, queimado a uma velocodade fantástica, deixa escapar gases com grande violência, por uma abertura na cauda do foguete, criando um jato. Sua vantagem é que pode funcionar perfeitamente na ausência do ar; não se apoiam nele como aviões, seu deslocamento é por reação, avançando em direção contrária aos gases que saem pelos tubos injetores. A propulsão nuclear é feita por um fluxo de hidrogênio líquido que passa através de um reator nuclear, gerando temperaturas superiores a 2mil graus C.
Foguete Multiestágio – Cálculos tem demonstrado que a relação de massa é equivalente a 2,72 ou se a massa total é 2,72 vezes superior a vazia, o foguete pode atingir uma velocidade final equivalente a da expulsão do gás pelos tubos de escapamento do motor. A velocidade máxima dos gases de descarga é de cerca de 4 km por segundo, ou uma média de14.400 km/h, abaixo do necessário para se atingir uma velocidade de fuga; o problema foi resolvido com a construção de foguetes constituídos de multi-estágio, sendo 2 ou mais foguetes sobrepostos. Uma vez esgotado o combustível, ele se separa e cai. Ao esgotar-se o primeiro estágio, ativa-se o 2° e assim por diante, facilitandoatingir os valores desejados.
O Titânio – A espaçonave Colúmbia e os aviões supersônicos que alcançam três vezes a velocidade do som, possuem partes da fuselagem que superaquecem pelo atrito intenso com o ar. As ligas de titânio tem a resistência do aço, mas pesa apenas a metade e suporta muito melhor as temperaturas as altas temperaturas, tendo um ponto de fusão de1660°C.
Missão Marte – Dificuldades
A duração media de uma viagem seria de 22 meses. Numa viagem tão longa e com o destino tão longínquo, os problemas médicos terão que ser enfrentados pela tripulação, devendo estar preparada para tudo. Não será possível utilizar apenas os painéis solares como fonte de energia, já que o veículo espacial irá se afastar do Sol, diminuindo a intensidade da luz e conseqüentemente a energia produzida; a água e ar terão que ser completamente reciclados. Outro problema é a ausência de gravidade, que provoca danos ao organismo. Nos laboratórios espaciais as equipes de cientistas tentam chegar à solução dos problemas.

1869-Foguete brasileiro– Por que caiu?


Um gigantesco foguete de 19 metros, a altura de um prédio de 6 andares. O primeiro lançador de satélites brasileiro, um sonho que durou pouco.
O computador disparou o sinal elétrico, um par de detonadores explodiu e o impacto seguiu pelas linhas pirotécnicas. O ignitor acendeu, o combustível começa a queimar e a descarga de gases impulsiona o foguete.
O que falhou? – O sinal elétrico explodiu os detonadores. As 2 linhas receberam o impacto da explosão. Ambas falharam, o ignitor não acendeu, o combustível não queimou e o foguete subiu meio de lado. A estrutura não agüentou e o VLS se autodestruiu. Os radares não deixaram dúvidas, ele estava condenado. O comando da missão explodiu o VLS no ar quando ele estava a 3230 M de altitude. O insucesso da missão ofuscou o fato de que era até então, o maior projeto tecnológico do país. Outros países mais subdesenvolvidos que o Brasil, contabilizaram até 16 insucessos antes de acertar. Desestabilizado pelo peso de 7 toneladas de combustível, intactas do motor que não funcionou, o sistema de controle chegou ao limite, fazendo com que se inclinasse 25°. Sua estrutura se rompeu e um dispositivo interno de segurança promoveu sua autodestruição, muito antes da decisão da base. Os motores são enormes cilindros cheios de combustível sólido, um bloco cinzento, com aspecto e a consistência do concreto, que começa a queimar quando um explosivo ignitor é acionado no interior do bloco. Ambas as linhas pirotécnicas que funcionavam como pavio, falharam. O foguete teve um custo de 6,5 milhões de dólares. Entretanto, a empresa americana Orbital Science cobra 15 milhões para levar nossos satélites acoplados ao lançador Pégasus, americano. Dessa forma, só com os 2 primeiros satélites, o IMPE soma um gasto de 30 milhões. Por outro lado, tendo nossos próprios lançadores, podemos inverter o jogo e passar de clientes para donos do negócio, disputando a fatia do mercado. O passado desse foguete foi marcado por impasses internos e boicotes externos.

1600-Foguetes Nucleares



Um foguete elétrico nuclear teria a capacidade de alcançar um velocidade de 1/2000 da velocidade da luz após consumir todo o combustível do reator. Tal nave seria útil para investigar o espaço adjacente ao sistema solar, procurando planetas além de Plutão e explorar estrelas anãs marrons próximas. A essa velocidade, porém, um foguete elétrico nuclear levaria quase 10 mil anos para alcançar a Alfa do Centauro. A solução seria um veículo acionado por bombas nucleares. Batizado com o nome de Órion, tal veículo foi proposto no final da década de 1950, há mais de meio século, no laboratório de Los Alamos, EUA. A meta seria despachar uma nave tripulada á Marte e Vênus até 1968, acionando a nave por uma bateria de pequenas bombas nucleares que explodiriam após serem ejetadas pela parte traseira da nave. Os destroços bateriam contra uma chapa propulsora, que absorveria o impacto das explosões, transferindo-o a nave. A princípio pode parecer absurdo que alguma coisa sobrevivesse a dezenas de metros de uma explosão nuclear, mas uma chapa propulsora bem planejada suportaria milhares de explosões. A nave seria grande, com carga útil de 20 mil toneladas. A massa total seria de 400 mil toneladas, incluindo 300 mil bombas nucleares de uma tonelada cada. Elas detonariam a intervalos de 3 segundos, impelindo a nave a uma aceleração igual á produzida pela gravidade da Terra (cerca de 9,80 M por segundo). Dentro de 10 dias, alcançaria 3% da velocidade da luz. Com isso, num desempenho ainda considerado mínimo, precisaria de 140 anos para alcançar Alfa Centauro e levaria mais de 300 para atingir sistemas como o Epsilon Eridani. A viagem duraria muito mais do que a vida atual dos seres humanos, tendo portanto que ser composta por robôs a tripulação, a menos que, se descobrisse algum método de prolongar a vida humana além do normal.