13.915 – Sonda chinesa pousa no lado oculto da Lua pela primeira vez na história


sonda chinesa
A sonda espacial chinesa Chang’e 4 pousou, nesta quinta-feira (3), no lado oculto da Lua — a parte do satélite que não é visível da Terra. Segundo a Administração Nacional Espacial da China, é a primeira vez na história que este pouso é realizado. As informações são das agências de notícias EFE, Associated Press, e da Rede Global de Televisão da China (CGTN, em inglês).
A nave, que tem um módulo e um ‘rover’ — veículo de exploração espacial — deve estudar a composição mineral, o terreno, relevo e a manta da superfície lunar, a camada abaixo da superfície. Também deve realizar observações astronômicas por meio de baixas frequências de rádio, a chamada radioastronomia.

“O lado oculto da Lua é um raro lugar calmo, que está livre da interferência de sinais de rádio vindos da Terra”, afirmou o porta-voz da missão, Yu Gobin, segundo a agência de notícias estatal Xinhua News. “Essa sonda pode preencher o vazio de observação de baixa frequência na radioastronomia, e irá fornecer informações importantes para estudar a origem das estrelas e da evolução da nébula [solar]”.
A alunagem [aterrissagem na superfície lunar], realizada às 0h26 (horário de Brasília), “abriu um novo capítulo na exploração humana da Lua”, afirmou a agência espacial chinesa. O local exato do pouso foi a cratera Von Karman, no polo sul lunar, que tem 186 quilômetros de diâmetro e 13 quilômetros de profundidade. Segundo a AP, cientistas chineses acreditam que pousar nessa cratera possibilitaria coletar novas informações sobre a manta da Lua.
O lado oculto da Lua é relativamente pouco explorado e tem uma composição diferente daquela do lado “próximo”, que pode ser visto da Terra, e onde outras naves já pousaram. Países como a antiga União Soviética, os Estados Unidos e até mesmo a própria China já haviam realizado missões desse tipo.
De acordo com a Nasa, a agência espacial americana, essa parte do satélite foi observada pela primeira vez em 1959, quando a nave soviética Luna 3 enviou as primeiras imagens. Em 1962, os Estados Unidos tentaram enviar uma missão não tripulada ao lado oculto da Lua, que não deu certo, segundo a EFE.
O objetivo do programa Chang’e, que começou com o lançamento de uma primeira sonda orbital em 2007, é uma missão tripulada à Lua a longo prazo, ainda sem data definida. A primeira missão espacial tripulada da China foi em 2003 — o terceiro país a realizar uma depois de Rússia e Estados Unidos. O país também colocou duas estações espaciais em órbita e planeja lançar um ‘rover’ em Marte no meio da década de 2020.

china foguete

11.580 – China quer conquistar o lado mais distante e inexplorado da Lua


lado-escuro-lua
O Programa Chinês de Exploração Lunar anunciou que o gigante asiático planeja empreender uma missão sem precedentes e a primeira na história: trata-se do pouso de uma sonda e de um rover (veículo de exploração espacial) no enigmático lado distante da Lua.
O engenheiro-chefe do programa, Wu Weiren, explicou o plano ambicioso, que será realizado com a sonda Chang’e 4: “Agora, estamos discutindo o próximo local de aterrissagem da Chang’e 4. Provavelmente escolheremos um local mais complicado tecnicamente. Outros países escolheram explorar o lado mais próximo da Lua. Nosso passo seguinte será, provavelmente, ver uma nave espacial chegando ao lado distante da Lua”.
A missão anterior, Chang’e 3, fez uma pouso controlado em 14 de dezembro de 2013 e ainda está em operação. Em um ano e meio, contribuiu para ampliar a compreensão científica da Lua, processo que será aprofundado com a chegada da Chang’e 4 ao lado distante do satélite natural da Terra.

10.749 – Programa Espacial Chinês – Sonda lunar prepara viagem de volta à Terra


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A sonda lunar chinesa lançada na sexta (24-10-2014), chegou ao campo gravitacional do satélite e está se preparando para voltar à Terra, informa a mídia estatal do país.
O veículo experimental, que não tem nome oficial, chegou por volta das 6h da manhã desta segunda (27-10), horário de Brasília, ao campo gravitacional da Lua, onde permanecerá por 32 horas antes de iniciar a viagem de volta.
A sonda percorrerá meia órbita ao redor da Lua retornado à Terra no sábado (1º). É a primeira desenvolvida pela China projetada para retornar à Terra.
A finalidade desta missão é testar tecnologias como controle de navegação e a proteção contra o calor gerado pela reentrada na atmosfera terrestre.
Os resultados foram utilizados para desenvolver a sonda Chang’e 5, prevista para 2017, com a qual se quer pousar na Lua, recolher amostras e retornar à Terra.
As sondas Chang’e 1 e 2, lançadas respectivamente em 2007 e 2010, ficaram em órbita em torno da Lua enquanto o Chang’e 3 pousou na superfície lunar em dezembro do ano passado com o veículo científico Yutu.
A Chang’e 4 foi desenvolvida como um veículo de reserva para a Chang’e 3 e é utilizada para testes.
Visando desenvolver tecnologias para o retorno de uma missão tripulada à Lua, chineses realizaram cinco missões no espaço entre 2003 e 2013. Ainda nesta segunda (27), a China deve colocar em órbita mais um satélite, que será usado para realizar experimentos científicos no espaço.

10.731 – Programa Espacial Chinês – China lança primeira missão de ida e volta à Lua


foguete chines

A China lançou a primeira sonda espacial de ida e volta à Lua, mais uma etapa de um ambicioso programa espacial que pretende enviar astronautas ao satélite da Terra. “A primeira fase da viagem foi um sucesso”, anunciou a Administração Estatal de Ciências, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional (SASTIND) em um comunicado.
O lançamento da missão Chang’e-5-T1 ocorreu na base espacial de Xichang, ao sudoeste da província de Sichuan. A sonda deve chegar à Lua, dar a volta no satélite e retornar à Terra em nove dias. No total, a sonda deve percorrer 413.000 quilômetros da Terra até o ponto mais distante em oito dias de missão. O pouso está previsto para a região chinesa da Mongólia interior, segundo a agência estatal Xinhua.
Esta é a primeira vez que os cientistas chineses têm como meta o retorno de um módulo orbital, que precisará resistir na reentrada da Terra, em particular às elevadas temperaturas provocadas pela fricção do contato com a órbita terrestre. A nave atingirá no retorno à Terra uma velocidade de 11,2 quilômetros por segundo, antes de reduzir a aceleração. A missão pretende testar a tecnologia que será utilizada na missão prevista para 2017, que deseja coletar mostras da superfície lunar.
Meio século depois do programa Apollo dos Estados Unidos, a China tem a Lua como objetivo.O desejo de Pequim é ser o primeiro país asiático a enviar um ser humano ao satélite natural, provavelmente depois de 2025. Em dezembro de 2013, o país conseguiu levar a sonda Chang’e-3 a pousar na Lua e deixar na superfície lunar um veículo teleguiado batizado de “Coelho de jade”, uma missão que foi considerada um êxito total.

Coelho de Jade
Coelho de Jade

9452 – Sonda chinesa que leva jipe-robô à Lua pousa com sucesso


lua jipe

Com o sucesso da missão, anunciado pela agência de notícias estatal Xinhua, a China se torna o terceiro país a realizar um pouso suave na Lua.
A CCTV, rede nacional de televisão chinesa, transmitiu o pouso ao vivo, usando imagens de animação que ilustravam os status da missão comunicado pela sonda via rádio. Quando a Chang’e-3 alunissou, transmitiu logo em seguida uma fotografia dos pés da sonda apoiados no solo lunar.
Alguns minutos após o pouso, a sonda já desdobrou seus painéis de energia solar, afirmou a CCTV. A Chang’e-3 leva consigo o jipe robótico Yutu, que vai pesquisar o solo do satélite natural da Terra. O pouso foi feito na região de Sinus Iridum, uma planície basáltica a noroeste do Mare Imbrium, região próxima ao pouso da missão tripulada americana Apolo-15.
A missão chinesa foi o primeiro pouso lunar suave desde 1976, quando a sonda soviética Luna-24 fez recolhimento automático de amostras. Depois disso, o único “pouso” de sucesso foi na verdade de uma sonda colocada propositalmente em rota de colisão com a Lua, a LCross, em 2009.
A nova missão, batizada em homenagem à deusa lunar das antigas lendas chinesas, é a terceira de sua série. As sondas Chang’e-1 (2007) e 2 (2010) apenas orbitaram a Lua, mas fizeram extenso mapeamento do satélite natural, em preparação para uma tentativa de pouso.
O jipe Yutu foi batizado em homenagem ao mascote da deusa Chang’e, um coelho que supostamente vivia com ela na Lua. O robô, que lembra os americanos Spirit e Opportunity, enviados a Marte, tem uma missão de três meses. Mas nada impede que ela dure mais, caso o veículo permaneça em boa forma.
Segundo a Xinhua, o jipe Yutu deve se desprender da sonda dentro de algumas horas. A agência espacial chinesa afirma que neste domingo o jipe e a sonda vão se fotografar um ao outro.
O jipe será comandado por controle remoto a partir da terra, com transmissão via rádio usando subestações da Agência Espacial Europeia. O Yutu deve passar três meses explorando a Lua, fazendo análise de solos e buscando recursos naturais.

lua jipe grafico

9441 – Jipe robótico chinês vai tentar pousar na Lua


jipe chienes

Se tudo correr bem, às 13h35 deste sábado (pelo horário de Brasília) a China se tornará o terceiro país a realizar um pouso suave na Lua.
É para quando está marcada a alunissagem da sonda Chang’e-3, que leva consigo o jipe robótico Yutu. A região escolhida para o pouso é na borda de Sinus Iridum , uma planície basáltica a noroeste do Mare Imbrium.
Não muito longe dali, os soviéticos pousaram seu primeiro jipe lunar, o Lunokhod-1, em 1970. E do outro lado do Mare Imbrium desceu a missão tripulada americana Apollo-15.
A missão chinesa é a primeira tentativa de pouso lunar suave desde 1976, quando a sonda soviética Luna-24 fez recolhimento automático de amostras.
Desde então, diversas sondas despencaram na Lua –seja porque sua órbita decaiu, como no caso da orbitadora indiana Chandrayaan-1, em 2012, seja porque sua missão era mesmo colidir, como no caso da americana LCROSS, em 2009.
A nova missão, batizada em homenagem à deusa lunar das antigas lendas chinesas, é a terceira de sua série. As sondas Chang’e-1 (2007) e 2 (2010) apenas orbitaram a Lua, mas fizeram extenso mapeamento do satélite natural, em preparação para uma tentativa de pouso.
O jipe Yutu foi batizado em homenagem ao mascote da deusa Chang’e, um coelho que supostamente vivia com ela na Lua. O robô, que lembra os americanos Spirit e Opportunity, enviados a Marte, tem uma missão de três meses. Mas nada impede que ela dure mais, caso o veículo permaneça em boa forma.
Equipado com diversos instrumentos, o Yutu fará uma sondagem por radar dos primeiros 100 metros de profundidade do solo. Um espectrômetro permitirá investigar a composição de rochas.
Não há nada fundamental ou revolucionário que os cientistas chineses esperam descobrir sobre a Lua. Mas sempre há potencial para novas revelações, uma vez que o jipe estudará uma região da Lua nunca antes visitada.
No módulo de pouso, há um telescópio óptico focado em observações na região ultravioleta do espectro, difícil de observar sob a atmosfera terrestre. Os chineses pretendem fazer com ele pesquisas astronômicas na Lua.
Não é uma ideia sem precedentes. A Apollo-16 chegou a levar um telescópio óptico ultravioleta, mas o equipamento se concentrava na porção mais energética dos raios UV, e o chinês se concentra nos menos energéticos.
Apesar de todas essas investigações, ninguém contesta o fato de que a missão é uma precursora.
Nos próximos anos, os chineses devem ampliar suas operações em solo lunar. A sonda Chang’e-4 (2015) deve ser uma réplica da atual missão, e a Chang’e-5 (2017) promoverá o retorno automatizado de amostras. Depois disso, restarão as missões tripuladas, que estão nos planos chineses para 2025.

9420 – Negócio da China, foi pro “espaço” – Fracassa lançamento de satélite brasileiro em parceria com a China


O prejuízo estimado foi de 160 milhões de dólares. Mas a Astronomia brasileira não deve desanimar, EUA e a antiga URSS também acumularam fracassos até que viessem as missões bem sucedidas, inclusive, dezenas de incidentes foram ocultos da população.

satélite brasileiro

O satélite caiu devido a uma falha no foguete que deveria colocá-lo em órbita, pouco após ter sido lançado ontem da base militar de Taiyuan, no norte da China.
Segundo a estatal chinesa Great Wall Industry, responsável pelo lançamento, o problema ocorreu na última fase do lançamento, quando o satélite se separa do foguete.
A propulsão do veículo lançador parou 11 segundos antes do previsto, impedindo ele imprimisse ao satélite a velocidade necessária para posicioná-lo em órbita.

“É como um estilingue. Se não puxar bem o elástico, a pedrinha cai bem na sua frente. Se esticar direito, ela vai longeº, comparou o vice-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Oswaldo Duarte Miranda.

A investigação para apurar a origem do problema deve levar pelo menos um mês.
Nos primeiros momentos, o lançamento deu a impressão de ter sido um sucesso. Apesar do frio de cinco graus negativos, as condições meteorológicas eram propícias, com dia claro e sem ventos.
O lançamento foi feito no horário marcado, 11h26 (1h26 de Brasília). Chineses e brasileiros trocaram cumprimentos e seguiram para o banquete comemorativo.
O clima de festa entre os membros da delegação brasileira aumentou quando os técnicos chineses anunciaram que os painéis solares haviam se aberto e que outros subsistemas do CBERS-3 funcionavam normalmente.
A alegria durou pouco. Menos de uma hora após o lançamento, veio a notícia de que o satélite não estava em órbita. O almoço foi tenso.

“Avaliações preliminares sugerem que o CBERS-3 tenha retornado ao planeta”, disse um comunicado conjunto de chineses e brasileiros.
O fiasco pegou os dois lados de surpresa. O foguete chinês usado foi o Longa Marcha 4B. Veículos desse modelo já haviam feito 34 lançamentos de satélites, sem nunca ter falhado.
Os técnicos chineses estimaram que o CBERS-3 tenha caído no mar da Antártida.
Foi o fim de um satélite que enfrentou atrasos e levou oito anos para ficar pronto. O investimento do governo nesse satélite foi de 289 milhões.
A construção do aparelho é uma parceria entre Brasil e China. Cada país faz 50% do projeto. Já o lançamento é responsabilidade da China, embora o custo, de US$ 30 milhões, seja dividido entre os dois países.
Com a perda do CBERS-3, o Brasil vai continuar dependendo da compra de imagens de satélites de outros países. Desde 2010, quando a versão anterior (CBERS-2B) deixou de operar, o Brasil não tem imagens próprias de sensoreamento remoto.
O satélite ajudaria em especial o monitoramento do desmatamento da Amazônia. O país também pretendia auxiliar países africanos a monitorarem suas florestas.
Na parceria espacial Brasil-China, não há seguro nem compensação prevista para o caso de um incidente como esse. Como a falha foi do lançador chinês, há uma possibilidade de que o Brasil não pague o custo do próximo lançamento.

9405 – Astronomia – Brasil e China lançam 4º satélite juntos


satelite brasil china

Um foguete deve decolar na madrugada da próxima segunda-feira colocando em órbita o satélite CBERS-3, o quarto lançado pelo programa de observação da Terra que o Brasil mantém em parceria com a China.
O novo orbitador possui quatro câmeras diferentes — uma a mais do que a versão anterior (o CBERS-2B), que parou de operar em 2010. Desde então, o Brasil está sem meios próprios de observar seu território do espaço.
Durante esse período, programas importantes –como os de monitoramento do desmatamento na Amazônia– vêm dependendo exclusivamente da compra de imagens geradas por satélites estrangeiros, como os americanos Landsat, Terra e Acqua.
O novo satélite CBERS não dá ao Brasil independência total para monitorar seu território, mas deve tornar a fiscalização mais eficaz.
Segundo José Carlos Epiphanio, coordenador de aplicações do CBERS, a nova câmera de grande campo de visão usada pelos satélites do programa, a WFI, será capaz de fazer imagens de toda a Amazônia a cada cinco dias com resolução de 64 metros. “Isso vai ser de grande utilidade para o Deter, o sistema de combate ao desmatamento em tempo real”.
Hoje o Deter já conta com imagens mais rápidas do Acqua e do Terra, mas sem resolução tão boa.
A WFI e os outros componentes brasileiros do satélite foram desenvolvidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que também opera o satélite, em parceria com os chineses.
A principal inovação do novo CBERS em relação ao modelo 2B é a câmeran PAN, que tem um sensor de alta resolução móvel capaz de apontar para os lados e fotografar locais fora da trilha de órbita do satélite. Por isso, ela deve ser útil no monitoramento de desastres imprevistos.
Já a MUX, câmera padrão do CBERS, fará imagens cobrindo todo o território do Brasil e da China com resolução de 20 metros, automaticamente, a cada 26 dias. Todas as imagens ficarão disponíveis on-line gratuitamente.

9378 – China lança primeira sonda espacial destinada a explorar a Lua


A missão Chang’e-3 será lançada da base de satélites de Xichang, na província de Sichuan (sudoeste), informou neste sábado a TV estatal.
O lançamento marcará uma etapa importante na conquista espacial chinesa, que Pequim realiza com um atraso importante em relação a Estados Unidos e Rússia, mas duplica seus esforços.
A imprensa estatal destacou nos últimos dias os resultados esperados do veículo lunar, um carro de seis rodas cujo nome foi inspirado na mitologia chinesa. Segundo a lenda, um coelho vive na Lua, onde tritura o elixir da imortalidade. O animal tem por companheira Chang’e, a deusa da Lua.
Com a missão Chang’e-3, a China realizará seu primeiro pouso na Lua, após os sucessos das missões precedentes com duas sondas lunares.
As sondas Chang’e-1 (outubro de 2007) e Chang’e 2 (outubro de 2010) permitiram realizar observações detalhadas em órbita da Lua.
O “Coelho de Jade”, dotado de painéis solares para obter energia, realizará análises científicas e enviará à Terra imagens em 3D.
O veículo, de 120 quilos, pousará na Baía do Arco Íris, um território inexplorado do satélite, onde as condições são favoráveis para a comunicação com a Terra e a exposição ao Sol.
A sonda funcionará durante três meses e poderá se deslocar a velocidade máxima de 200 metros por hora.

8870 – Primeira sonda chinesa a pousar na lua será lançada ainda neste ano


A imprensa oficial da China anunciou nesta quarta-feira que o país pretende enviar sua primeira sonda espacial com objetivo de pousar em solo lunar até o fim do ano. Segundo informações da agência Reuters, as fases de elaboração e construção da sonda Chang’e-3 já terminaram, e a sonda entrou oficialmente em fase de lançamento. A sonda foi batizada a partir de uma personagem da mitologia chinesa: Chang’e, uma mulher que vivia em um palácio na Lua.
A imprensa oficial afirmou que usará uma técnica especial para reduzir a velocidade da sonda e permitir que ela faça a alunissagem. Os chineses não revelaram, porém, qual técnica será usada.
O lançamento da Chang’e-3 é mais um passo do ambicioso programa espacial chinês, que inclui a construção de uma estação espacial. O programa teve início em 2007, quando a China lançou seu primeiro orbitador lunar, o Chang’e-1. A segunda sonda, Chang’e-2, foi lançada em 2010. De acordo com a Reuters, os cientistas chineses já chegaram a discutir a possibilidade de enviar um homem à Lua após a construção da estação espacial, em 2020. Para ajudar a concretizar a ideia, em junho deste ano, três astronautas chineses passaram quinze dias em órbita, realizando operações de acoplamento a um laboratório espacial.
Enquanto Pequim assegura que o programa espacial chinês será usado apenas para fins pacíficos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirma que a China está aprimorando suas tecnologias espaciais com fins militares.

8463 – Cápsula espacial chinesa Shenzhou 10 regressa à Terra


A cápsula Shenzhu 10 regressou à Terra nesta quarta-feira (noite de terça em Brasília), pousando sem problemas no território chinês, após a missão tripulada mais longa da história espacial da China.
Shenzhu 10, que transportava dois homens e uma mulher, pousou às 8h07 locais (21h07 de Brasília) nas estepes da Mongólia interior, após 15 dias em órbita da Terra, em mais uma etapa do ambicioso programa espacial chinês.
Pequim fixou como objetivo instalar uma estação espacial habitada até 2020.
A TV chinesa mostrou os técnicos em torno da cápsula para abrir a escotilha de aço, e a aproximação dos médicos que farão as primeiras avaliações nos três tripulantes.
Uma hora após a capsula tocar o solo, o comandante da tripulação, general aviador Nie Haisheng, foi o primeiro a sair, amparado por técnicos.
Shenzhu (navio divino) 10 atracou na quinta-feira passada ao Tiangong (palácio celeste), um módulo orbital no qual os três astronautas, entre eles Wang Yaping, segunda mulher chinesa enviada ao espaço, realizaram experiências científicas.
O programa espacial chinês inclui um projeto para enviar um homem à Lua.

8371- China lança sua mais longa missão espacial tripulada


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…E, pela segunda vez, vai mandar uma mulher ao espaço. A missão, que conta com outros dois astronautas, representa uma etapa chave do ambicioso programa espacial de Pequim. Ela tem como objetivo aperfeiçoar a capacidade de a agência espacial chinesa realizar acoplagens e também melhorar as tecnologias necessárias para construir uma estação espacial, o que o país pretende fazer até 2020. O lançamento já havia sido anunciado no fim do ano passado pelo governo chinês.

TIANGONG-1
O módulo experimental da estação chinesa tem 8 toneladas com formato cilíndrico e uma escotilha de acoplamento em cada ponta. A estrutura possui dois compartimentos, um para guardar carga útil e outro equipado com computadores e dispositivos de controle da espaçonave.
O foguete Longa Marcha 2F, que transporta a nave Shenzhou 10 (Nave divina), decolou às 17h38 no horário de Pequim (6h38 no horário de Brasília) da base espacial de Jiuquan, no deserto de Gobi, segundo imagens exibidas pelo canal estatal CCTV. A Shenzhou 10 deve alcançar o módulo Tiangong 1 (Palácio celestial), atualmente em órbita ao redor da Terra.
“Essa missão leva o sonho espacial da nação chinesa”, declarou o chefe de Estado, Xi Jinping, que retornou de uma viagem no fim de semana aos Estados Unidos, onde foi recebido pelo presidente americano, Barack Obama.

A austronauta Wang Yaping, de 33 anos, é piloto de avião e tem a patente de comandante das Forças Aéreas do Exército Popular de Libertação. Ela demonstrou sua habilidade em maio de 2008, participando dos trabalhos de resgate durante o terremoto de Sichuan (no sudoeste), em 2008 – o mais grave em mais de três décadas na China e que causou 88.000 mortes e milhares de desaparecidos. No mesmo ano, ela pilotou um avião para modificar o clima durante as Olimpíadas de Pequim.

Wang integra a missão ao lado do comandante de voo, o general Nie Haisheng, de 48 anos, e de Zhang Xiaguang, um coronel de 47 anos. A missão acontece 50 anos depois de a russa Valentina Tereshkova ter se tornado a primeira mulher cosmonauta.

Corrida espacial – Em 2003, a China organizou o primeiro voo espacial tripulado e, em junho de 2012, enviou a primeira mulher ao espaço, Liu Yang, piloto de caça, que virou uma heroína nacional.
Apesar de ainda apresentar uma capacidade espacial inferior à da Rússia e dos Estados Unidos, a China desenvolve um ambicioso programa espacial, que inclui o objetivo de enviar um homem à Lua e construir uma estação orbital similar à Estação Espacial Internacional (ISS) até 2020.

8323 – China deve lançar missão espacial tripulada esta semana


De acordo com o site Space.com, a China está se preparando para lançar nesta sexta-feira, dia 7, uma missão com três astronautas rumo ao módulo espacial experimental Tiangong-1 (Palácio Celestial). O lançamento de uma missão em junho deste ano já havia sido anunciada no fim do ano passado pelo governo chinês.
O foguete Longa Marcha 2F, que impulsionará a nave Shenzhou 10 até a órbita, já está no centro de lançamento de Jiuquan, na região noroeste da China. Apesar de estar previsto para esta sexta-feira, a janela para o lançamento pode se estender até agosto.
A missão vai servir para aperfeiçoar a capacidade de a agência espacial chinesa realizar acoplagens e também melhorar as tecnologias necessárias para construir uma estação espacial maior.
A capacidade espacial da China é inferior à dos Estados Unidos e da Rússia, mas o programa do país é ambicioso e inclui planos de enviar um homem à Lua e construir até 2020 uma estação que gire em torno da Terra.
A China lançou em 2012 a nave espacial Shenzhou 9, a missão mais ambiciosa de sua história, com três astronautas, entre eles Liu Yang, a primeira mulher chinesa ao viajar para o espaço.
Pequim realizou seu primeiro voo espacial tripulado em outubro de 2003.

Cronologia
1956 — a China, ainda uma sociedade predominantemente rural imersa na pobreza, inaugura seu primeiro Instituto de Pesquisas de Mísseis e Foguetes.
1960 — o país desenvolve seu primeiro foguete, auxiliado por cientistas russos. O feito marca o início de uma série inteira de foguetes, todos nomeados CZ (abreviação de Changzheng ou “Longa Marcha”).
1970 — em 24 de abril, a China se torna o quinto país do mundo a enviar um satélite para a órbita terrestre, quando o DFH-1 (Dong Fang Hong – ‘O Leste é Vermelho’) é lançado ao espaço a bordo de um foguete Longa Marcha.
1992 — enquanto a China faz dos voos tripulados seu objetivo de médio e longo prazos, o Conselho de Estado ou gabinete adota o “projeto 921”, tão secreto quanto os projetos anteriores, mais conhecido pelo nome Shenzhou (“nave divina”).
1995 — o programa espacial chinês sofre um revés quando um foguete CZ-2E explode durante o lançamento em Xichang, na província de Sichuan (sudoeste), matando seis pessoas.
1999 — a primeira nave espacial Shenzhou é lançada em 20 de novembro a bordo de um foguete CZ-2F e retorna à Terra após completar 14 órbitas. A bordo viajam quilos de amostras biológicas.
2002 — a Shenzhou 3 é lançada em 25 de março, na presença do presidente Jiang Zemin. Em 1º de abril, após orbitar a Terra 108 vezes, a espaçonave volta à Terra.
2003 — em 15 de outubro, a Shenzhou 5 é lançada para um voo orbital, levando a bordo o primeiro taikonauta (astronauta chinês), Yang Liwei. Ele volta à Terra após 21 horas e 14 voltas ao redor da Terra.
2007 — a China lança a Chang’e-1, sua primeira sonda lunar, que orbita a Lua e tira fotos em alta resolução da superfície do satélite natural da Terra.
2008 — Zhai Zhigang conclui com sucesso a primeira caminhada espacial de um astronauta chinês.
2010 — em 1º de outubro, a China lança a Chang’e-2, sua segunda sonda lunar.
2011— em 29 de setembro, a China lança o módulo experimental Tiangong 1 ou “Palácio Celestial”, no primeiro passo rumo à construção de sua estação espacial, prevista para 2020.
2011 — em 1º de novembro, a China lança a Shenzhou 8 e realiza sua primeira operação de acoplamento no espaço.
2012 — em junho, a Chenzou 9 é lançada e torna-se a primeira missão tripulada chinesa a acoplar-se com o módulo experimental Tiangong 1. Participa desta missão Liu Yang, a primeira mulher astronauta chinesa a ir ao espaço.

6419 – China quer pousar sonda na Lua em 2012


Em mais um passo de seu ambicioso programa espacial, a China planeja pousar sua primeira sonda na Lua no segundo semestre de 2012, afirmou nesta segunda-feira a agência estatal de notícias do país.
Em 2007, a China lançou sua primeira sonda a orbitar a Lua, a Chag’e 1, batizada em homenagem à deusa chinesa da Lua. O equipamento fez imagens da superfície do satélite e analisou a distribuição de elementos.
O lançamento da Chang’e 1 marcou o primeiro passo do programa lunar chinês, que é dividido em três fases. A etapa seguinte seria uma missão não tripulada ao satélite, com posterior recolhimento de amostras do solo e das pedras da Lua.
O serviço de notícias oficial da China afirmou que o Chang’e 3 faria pesquisas sobre a superfície da Lua, sendo lançado em 2013. A agência não deu mais detalhes.
Cientistas chineses falam da possibilidade de enviar uma pessoa ao satélite após 2020.
A nave chinesa Shenzhou 9 retornou à Terra no mês passado, encerrando uma missão que levou ao espaço a primeira mulher chinesa e realizou a primeira acoplagem entre uma nave tripulada do país. Esse teste era considerado crítico devido aos planos chineses de construir uma estação espacial completa até 2020.
OS EUA não deveram testar um novo foguete para levar pessoas ao espaço até 2017, e a Rússia afirmou que missões tripuladas não são mais uma prioridade.

6135 – Astronáutica – China deve mandar sua primeira mulher ao espaço hoje


Folha Ciência

A China deve iniciar neste sábado (16) uma missão espacial repleta de ineditismo. Pela primeira vez, o país enviará uma mulher, Liu Yang, 34, à órbita da Terra. A nação asiática também tentará uma manobra de acoplamento com um pequeno módulo em órbita. É algo que, até agora, apenas EUA e Rússia conseguiram fazer.
Liu Yang, que é piloto da Força Aérea chinesa, foi escolhida em um rigoroso processo seletivo. Além de fatores como aptidão física e intelectual, a agência espacial chinesa também exigia que as candidatas não tivessem mau hálito ou outros odores corporais “desagradáveis”
Tanto rigor, dizem, é por conta do diminuto espaço para a circulação dos astronautas, o que fará com que eles fiquem muito próximos.
A primeira taikonauta (como são chamados os astronautas chineses) viajará com dois homens: o veterano Jing Haipeng, que em 2008 realizou a primeira caminhada espacial da China, e Liu Wang, que estreará em órbita.
A bordo de uma nave Shenzhou, o trio tentará se acoplar em órbita ao módulo Tiangong-1 (Palácio Celestial, em chinês), que tem mais ou menos o tamanho de um ônibus e é uma espécie de miniestação espacial.
Se obtiver sucesso, a China se tornará o terceiro país, junto com EUA e Rússia, a conseguir fazer esse tipo de manobra. No início do ano, o país conseguiu acoplar com sucesso uma nave não tripulada ao Palácio Celestial.
Lançado em setembro de 2011, o Tiangong-1 é o primeiro passo de um ambicioso projeto de construção da estação espacial chinesa. Outros dois módulos bem parecidos, com capacidade de receber até três astronautas e de realizar pequenos experimentos científicos, devem ser lançados até 2015.
Depois dos módulos, a China espera lançar entre 2020 e 2022 sua estação espacial completa, com um módulo principal e dois anexos.
A decisão vai na contramão dos outros países, que há mais de uma década uniram forças para ter um cantinho comum -e com gastos equacionados- no espaço: a ISS (Estação Espacial Internacional).
A missão chinesa deve durar dez dias. Além do acoplamento automático, o grupo também deve realizar uma manobra manual, para testar todas as potencialidades da nave chinesa.