13.705 – Mega Almanaque – Uruguai, a Celeste Olímpica


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Medalhas nos anos 20 justificam apelido

Ballesteros; Gestido, Mascheroni, Nasazzi e Scarone; Andrade e Fernandez; Dorado, Cea, Castro e Iriarte (Anselmo). Técnico: Alberto Suppici. Esta é a primeira grande equipe de futebol da história. Trata-se da seleção uruguaia, que foi bicampeã olímpica e campeã mundial. Por uma década, não houve um adversário que pudesse fazer frente à “Celeste Olímpica”, apelido que o esquadrão recebeu por causa das duas medalhas de ouro conquistadas na Olimpíada de Paris-1924 e Amsterdã-1928.
O técnico Alberto Suppici adotava uma postura bastante ofensiva, muito diferente dos sistemas da atualidade. Era o sistema 2-3-5. Mascheroni e Nasazzi eram os zagueiros, que praticamente não ultrapassavam a linha de meio-campo.
Gestido, Fernandez e Andrade eram o “motor” do time. Responsáveis pela marcação, atuavam no espaço entre as duas intermediárias, ajudando a proteção da dupla de zaga. Além disso, levavam a bola para o quinteto de ataque, formado por Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.
Este time aliava muita técnica, conjunto e também uma raça, que se tornou a principal característica do futebol uruguaio. Ao mesmo tempo que tinha a classe de Andrade, o primeiro grande jogador negro da história do futebol, reunia a garra inesgotável de Fernandez, o “Brabo” no meio-campo. No ataque, o destaque ficava por conta de Cea, que ao lado de Scarone e Nasazzi, esteve em todas as conquistas da Celeste.
Na primeira conquista do ouro olímpico, em 1924, foram cinco vitórias em campos ingleses. Estreia inesquecível com 7 a 0 sobre a Iugoslávia. Depois somou 3 a 0 nos Estados Unidos; 5 a 1 nos anfitriões franceses; 2 a 1 na Holanda na semifinal e um 3 a 0 tranquilo na final sobre a Suíça.
Quatro anos depois, com a mesma base, outro ouro em Amsterdã. Os anfitriões foram superados por 2 a 0. Goleada por 4 a 1 na Alemanha e 3 a 2 diante da Itália. Na decisão, dois jogos com a rival Argentina: 1 a 1 e 2 a 1. Para completar a hegemonia, o título da Copa do Mundo de 1930, em casa.

12.827 – Esporte – Dopping na Rio 2016


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Simone Biles, com seu 1,45 m de altura, foi uma das maiores sensações da Olimpíada do Rio de Janeiro, e deixou a competição com 5 medalhas. O que Biles, as irmãs Williams do tênis, um cavaleiro inglês do ciclismo e o time de natação da Alemanha têm em comum?
Todos eles fazem parte do grupo de 25 atletas que teve laudos médicos confidenciais vazados nessa semana por hackers chamados de Fancy Bears. Os “Anonymous do doping” invadiram o site da WADA (Agência Mundial Antidoping) e distribuíram documentos chamados de TUE – Exceções de Uso Terapêutico.
Um TUE é emitido quando um atleta está usando uma substância proibida pelas regras do seu esporte – mas por motivos médicos. Um profissional da WADA analisa os laudos que provam que aquele atleta precisa do remédio proibido e aí aprova ou nega essa autorização especial.
Só que a acusação dos Fancy Bears é que os TUEs estão sendo usados para justificar o doping de alguns atletas e esconder que eles estariam melhorando sua performance de um jeito injusto – não seria coincidência, então, que 17 dos 25 atletas citados tenham acabado de ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio.
Na maioria dos casos, os atletas estavam usando algum tipo de esteroide. O nome parece alarmante, certo? Mas e se a gente estiver falando de uma bombinha de asma? As bombinhas, afinal, contêm esteroides para aliviar os sintomas da asma.
O ciclista Sir Bradley Wiggins, que ganhou sua oitava medalha olímpica no Rio (e virou cavaleiro inglês em 2013) não ligou a mínima de ver seu nome no mais recente vazamento dos Fancy Bears. Isso porque, segundo disse ao jornal The Telegraph, o mundo inteiro sabe que ele tem asma. Não estava usando estimulantes para se destacar – estava tomando remédio para não ter que escolher entre competir e respirar.
Dos 5 atletas alemães na lista, 3 eram nadadores – e todos estavam tomando remédios indicados para a asma. Um time de natação de elite cheio de asmáticos medicados é um tanto bizarro.
O problema é o seguinte: se, por um lado, esses são remédios totalmente justificáveis para um quadro alérgico, por outro eles aumentam a capacidade do pulmão e oferecem vantagens injustas, especialmente na natação. Se for esse o caso, porém, não deu muito certo: os alemães da lista saíram do Rio sem medalha.
Outro tipo de remédio comum nos documentos vazados eram antiinflamatórios como a prednisona. A maioria dos extensos documentos vazados das irmãs Serena e Venus Williams falavam justamente dessa droga, que é conhecida de qualquer um que tem infecções respiratórias frequentes. Só que nem todo remédio ali é “light” assim: Serena tinha uma autorização de uma semana para tomar Oxicodona, um analgésico opioide parente da heroína.
Todo mundo já precisou de um corticoide na vida para se recuperar de alguma doença – e os TUEs realmente só “perdoam” os atletas por prazos curtos, de 5 a 15 dias. Só que a história fica ainda mais polêmica entre os atletas norteamericanos.
5 dos 11 esportistas americanos denunciados pelo Fancy Bears não estava tomando antiinflamatórios e sim anfetaminas, indicadas para quadros de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Entre eles estava a própria Simone Biles, que se manifestou sobre seu TDAH pelo Twitter e disse tomar Ritalina desde que era criança.
Todo mundo já precisou de um corticoide na vida para se recuperar de alguma doença – e os TUEs realmente só “perdoam” os atletas por prazos curtos, de 5 a 15 dias. Só que a história fica ainda mais polêmica entre os atletas norteamericanos.
A história fica ainda mais complicada, porque os hackers que fazem acusações, os Fancy Bears, se declaram um grupo internacional, mas foram ligados à Rússia pela própria WADA. O Kremlin negou a conexão, dizendo que todo mundo “põe a culpa na Rússia por tudo”. Mas, caso a ligação seja comprovada, o grupo de ataque teria motivos nada nobres para denunciar outros atletas, já que o país foi punido pela WADA por um amplo esquema de doping apoiado pelo governo nas Olimpíadas de Inverno de 2014. E eles prometem: vem mais por aí.

12.745 – Rio 2016 – Phelps quebra recorde olímpico de 2 mil anos


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Com 26 medalhas no total, o nadador americano Michael Phelps é o atleta olímpico com mais conquistas dos últimos tempos. E 11de agosto, ele arrebatou mais uma vitória – dessa vez histórica – para a coleção: com a sua 13ª medalha individual de ouro, nos 200 m medley, se tornou o maior medalhista em provas individuais – um recorde que ficou insuperado por 2.168 anos.
Antes de Phelps, só um cara tinha alcançado essa proeza: o grego Leônidas de Rodes. Nascido em 188 a.C., ele competiu em quatro olimpíadas – entre 164 e 152 a.C -, e era considerado, assim como o nosso “Tubarão de Baltimore”, o maior campeão olímpico individual da época. Faz sentido: aos 36 anos, o atleta acumulou 12 coroas de louros – o equivalente à medalha de ouro naqueles tempos.
O negócio de Leônidas não era nadar, e sim correr. Só que, assim como o campeão de natação, o grego era perito em várias modalidades dentro de seu esporte – ele foi tetracampeão na corrida de 200 m e em duas outras categorias que hoje não existem mais, o diaulo e o hoplitódromo.
Diaulo é uma corrida de ida e volta, de aproximadamente 400 m, semelhante à nossa prova atual dessa distância. Já o hoplitódromo era uma competição mais pesada: os 400 m eram percorridos pelos atletas enquanto eles vestiam uma armadura militar e carregavam um escudo, somando um peso extra de 25 kg. Além de tudo, na época do ano em que as olimpíadas aconteciam, a temperatura podia chegar a 40°C. Quem praticava esse esporte, então, precisava não só ser ágil e forte, mas também ter uma resistência assustadora – por isso, a prova era conhecida como “corrida de soldados”.
Não admira que um atleta que vencesse essas três competições em uma mesma olimpíada fosse tido como um grande herói: esses caras ganhavam o título de triastes – e Leônidas era um desses. Para você entender como ele era acima da média, saiba que só existiram sete triastes na época, e esse grego específico foi o único a alcançar essa honra mais de uma vez.
De fato, o atleta conseguiu o título quatro vezes no total. Na quarta conquista, Leônidas tinha 36 anos, e já estava “velho” para os padrões dos atletas – assim como Phelps, que alcançou suas últimas quatro medalhas esse ano, aos 31. Até hoje, só outros dois atletas além deles conseguiram arrebatar quatro medalhas de ouro individuais consecutivas: os americanos Al Oerter, no arremesso de disco, e Carl Lewis, no salto a distância.
Claro, se a gente for contar direitinho, Phelps tem muito mais medalhas olímpicas do que Leônidas: no total, o americano tem 26 – 13 ouros individuais, nove ouros em revezamentos, dois bronzes e duas pratas. Mas, como na Grécia Antiga não existia nada além do primeiro lugar, e como também não havia provas de revezamento na corrida, a gente dá uma colher de chá pro Leônidas – afinal, o cara foi o único tetra medalhista individual campeão em mais de 2 mil anos de Olimpíadas.

12.743 – Rio 2016 – A Prova dos 100 metros rasos


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Em questão de segundos (exatos 9.81s) Usain Bolt fez história ao conquistar o inédito tricampeonato olímpico na prova dos 100 metros rasos do atletismo nos Jogos do Rio-2016. A prata ficou com o americano Justi Gatlin (principal oponente do jamaicano), com o tempo de 9.89s. O bronze foi para o canadense Andre De Grasse, com 9.91s.
O americano Justin Gatlin comentou a conquista da medalha de prata:

— É difícil, tenho companheiros de equipe que não chegaram à final. Mas temos que ficar gratos pelo que temos, por conseguir uma medalha — falou.

Já na zona mista, ele falou sobre as vaias que recebeu do público.

— Não me concentrei nas vaias. Vi mais bandeiras dos estados unidos do que jamais vi em corridas — comentou: — Você escuta tudo. Mas quando eles estao aqui, estão excitados. Tem muitos fãs do Bolt, da Jamaica… Mas eles não me conhecem. Eu tenho resposta dos meus colegas.

O terceiro colocado, baixinho veloz
O baixinho André De Grasse do Canadá ficou em terceiro com a marca de 10.04 seg, uma façanha levando -se em consideração os concorrentes e as longas passadas de Bolt.

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Andre De Grasse, of Canada, holds a flag after he wins the gold medal in the men’s 100m final during the athletics competition at the 2015 Pan Am Games in Toronto on Wednesday, July 22, 2015. THE CANADIAN PRESS/Mark Blinch

 

12.732 – Elefante Branco – Locais que foram abandonados após os jogos olímpicos


Um legado deixado por grandes montantes de investimentos
Uma das maiores preocupações com os jogos olímpicos do Rio de Janeiro é o legado que deixarão. Estima-se que pelo menos US$ 4,6 bilhões tenham sido gastos na realização do evento e não há garantia que muitas das estruturas construídas sejam utilizadas novamente.
Um levantamento realizado pelo Bored Panda mostra imagens de alguns lugares que foram abandonados após a realização das Olimpíadas.

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12.730 – História – Sexo, sangue, bebedeira e doping: a vida louca das Olimpíadas da Antiguidade


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O esporte não era a única atração das Olimpíadas da Antiguidade. Ele fazia parte de um festival religioso que, além de rituais, incluía muita arte, com exibições de pintores, escritores e escultures. Mas não só. Prostitutas, engolidores de fogo, videntes e outras atrações mantinham o público entretido.
A vida louca dos Jogos era uma mistura de sexo, violência, sacrifícios animais e zero higiene. Um “Woodstock da Antiguidade”, na definição de Tony Perrottet, autor de The Naked Olympics: The True Story of the Ancient Games.
As Olimpíadas da Antiguidade duraram de 776 a.C. a 394, uma impressionante longevidade para um evento realizado a cada quatro anos (os Jogos modernos têm só 120 anos e a humanidade já furou o calendário três vezes, durante as guerras mundiais). O que era um megafestival pagão acabou justamente por isso mesmo, proibido em um mundo que se cristianizava. Nesses mais de mil anos de história, Olímpia se revestia de tradição e santidade – mas de um jeito diferente do que imaginamos.
Para começar, a imagem de nobres esportistas, cavalheiros asseados e competidores honrados lutando para superar os próprios limites foi difundida só no século 19 e não é lá muito verdadeira. Até mesmo a trégua olímpica, a fim de repelir e evitar conflitos bélicos, é relativa. Os gregos não queriam a paz universal, apenas uma paz pontual e temporária, que não atrapalhasse a logística dos Jogos nem a migração de atletas e espectadores. Ou seja, quer pilhar uma vilazinha, saquear uma cidade ou massacrar uma tribo? Tudo bem, mas desde que seja longe de Olímpia – o que não era tão difícil, porque a cidade ficava no meio do nada para os padrões da época. E chegar lá era um perrengue só.
Pausa para uma suposição anacrônica. Se você tivesse garantido um ingresso para assistir à cerimônia de abertura e desembarcasse em Atenas, teria que ir andando os 340 km que separam as cidades. Ao chegar lá, teria que se virar e dormir em qualquer buraco. Claro, isso se você não fosse rico, caso contrário poderia armar uma tenda para os seus servos trabalharem razoavelmente protegidos do calor de rachar. No auge do verão, os dois rios de Olímpia secavam, ninguém conseguia tomar banho direito, quase não havia água potável e, por isso mesmo, muita gente acaba colapsando de calor (ainda mais porque no estádio não havia assentos).
Mesmo assim, um público de estimadas 40 mil pessoas comparecia ao evento e ficava em êxtase em um local sagrado, para ver de perto atletas que se tornariam famosos por gerações. Lá está Platão vendo uma luta! Olhe, Sófocles torcendo em um jogo de bola! Os grandes pensadores e autores eram celebridades garantidas nessas arquibancadas sem camarote. Tudo sem precisar pagar para entrar, já que os organizadores eram aristocratas que participavam pelo orgulho de fazer parte do maior acontecimento da Grécia antiga, e não, necessariamente, para fazer dinheiro. Não que eles precisassem lidar com uma organização monumental. Basicamente, bastava pastorear ovelhas e vacas e tirá-las das pistas e dos templos. A estrutura estava toda montada, não era preciso construir novas vilas olímpicas, estádios e outras espécies de elefantes brancos.
Um balde de água fria na corrupção? Nem tanto assim. No século 4 a.C., o lutador Eupolus foi flagrado subornando adversários. Episódios do tipo eram mais ou menos frequentes. Isso sem contar a incrível façanha de Nero. Quando Roma conquistou a Grécia, o imperador decidiu competir na corrida de bigas e venceu – mesmo caindo do veículo!
A cada cerimônia de abertura, os jogos ganhavam o banho de honra divina que servia de repelente à corrupção e revigorante de tradição, relegando os casos sujos a segundo plano. Tudo graças à imagem impactante dos atletas preenchendo o templo para, em frente à monumental estátua que Fídias concebeu em honra a Zeus (e que se tornaria uma das Sete Maravilhas da Antiguidade), fazer juras sobre pedaços sangrentos de carne de javali em prol do espírito esportivo e das regras do jogo. Isso era necessário. Os juízes se preocupavam com atletas que usavam substâncias que aprimoravam a performance, como cogumelos secos, misturas de ervas exóticas, testículos e coração de animais e coquetéis à base de ópio. Mais popular que o doping, só as pragas que se jogavam sobre oponentes. A magia negra tinha muito espaço no espírito olímpico.
Mais popular que ambos, só a insanidade do lado de fora dos estádios. Os gregos já tinham o conceito de bar de esportes e, apesar de não serem lá muito beberrões, eles tiravam o atraso nessa época. Além disso, tinha o sexo. Prostitutas de vários cantos do Mediterrâneo chegavam à cidade para levantar em cinco dias mais dinheiro do que no resto do ano. As Olimpíadas eram uma farra concentrada de bebedeira pesada, pouco sono e orgias alcoolizadas promovidas por estudantes. Sob esse ponto de vista, elas chegaram ao Brasil bem antes dos Jogos do Rio. Afinal, já estavam presentes nas competições universitárias nacionais, cuja tradição é muito mais forte em destruir neurônios do que em construir atletas de ponta.
Da mesma forma que em muitos momentos do século passado, as Olimpíadas daqueles tempos também viraram um caldeirão político – tão descontrolado quanto os torcedores bêbados caindo pelas tabelas. Em 364 a.C., o “COI” tradicional, de raiz, a turma que sempre realizava os Jogos, partiu para a agressividade com o novo “COI”, que organizara a edição de então. No meio de uma competição de luta, eles invadiram o santuário, com direito a arqueiros no alto dos templos. Para o público, foi espetáculo em dobro. Todo mundo parou de ver os lutadores para acompanhar a briga campal dos aristocratas, torcendo e vaiando como se fosse um esporte para valer. Em um tempo em que o pancrácio – luta em que ossos quebrados era comum e que só bania em caso de apertar os olhos – era um esporte olímpico, assistir a uma batalha na arquibancada podia ser bem interessante.
As Olimpíadas voltaram a ser uma realidade quadrienal em 1896. Em 1932, em Los Angeles, ganharam a cara de drama moderno que lhe dariam um absurdo espaço na TV e na internet nas décadas seguintes. Segundo o autor especializado em história do esporte David Goldblatt no seu recente livro, The Games: A Global History of The Olympics, o espírito de Hollywood deu aos Jogos boa parte da cara que eles têm hoje: o pódio de três lugares, a pira olímpica e os hinos nacionais.
Quatro anos depois, nas Olimpíadas que seriam de Hitler, mas foram de Jesse Owens, os nazistas criaram outra tradição, a viagem da tocha olímpica. Mesmo que aos trancos e barrancos, com condutores que escorregam, caem ou são atropelados ao longo do percurso, ela parte de onde tudo começou, Olímpia, e termina na cidade-sede.

12.724 – Rio 2016 – Conheça as inovações tecnológicas que veremos nesta Olimpíada


Talento, técnica e esforço são fundamentais para um atleta olímpico, mas a tecnologia pode fazer a diferença de milésimos de segundo na subida ao pódio.
Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, será possível conferir também o que há de mais inovador em equipamentos esportivos, desde que se adequados às regras da competição.
Confira aqui exemplos de acessórios que poderão fazer a diferença na busca pelo ouro.

Touca para esfriar a cabeça
O americano e campeão olímpico Ashton Eaton vai chamar a atenção no Rio 2016 com sua touca criada para “esfriar a cabeça”. A peça tem várias camadas interiores com água fria e cobre a cabeça e a testa, resfriando também a garganta.
Eaton vai participar do Decatlo, uma competição composta por 10 provas – 100 metros rasos; salto em distância, arremesso de peso, salto em altura,400 metros rasos (1º dia); 110 metros com barreiras, lançamento de disco, salto com vara, lançamento de dardo, 1500 metros (2º dia).

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Tênis com pregos
Os tênis de atletas como Allyson Felix e Shelly-Ann Fraser terão “pregos” estrategicamente posicionados ao longo da sola do pé para impulsionar o corpo do atleta. Os “pregos” desenhados pela Nike são coloridos e poderão ser vistos pelo público.

Maiô de carbono
Criados em 2012, os maiôs PowerSkin Carbon-Pro, com fibra de carbono, foram atualizados para os Jogos Olímpicos do Rio. Agora, veremos os maiôs PowerSkin Carbon-Ultra. O tecido ajuda a conectar certos grupos musculares dos atletas e isola outras partes do corpo.

Faixas estimulam músculos
Aquelas faixas usadas frequentemente para tratamentos musculares foram adaptadas com pequenas protuberâncias pontiagudas e serão fixadas em determinadas partes do corpo dos atletas para ajudar na eficiência do músculo. A forma da faixa muda de acordo com a modalidade esportiva.

Da neve direto para as praias do Rio
A mesma tecnologia dos óculos de esqui e neve será usada pelos jogadores de voleibol ou ciclistas no Rio. A Oakley projetou uma lente que evita o brilho excessivo, ajusta as cores e filtra os raios para o melhor conforto dos olhos. Dessa forma, o maior contraste faz com que alguns objetos pareçam mais nítidos.

Toucas personalizadas
A Speedo criou toucas personalizadas para os atletas a partir de moldes de impressoras 3D. Dessa forma, os nadadores terão uma touca de silicone que se encaixar perfeitamente na cabeça. Quanto mais perfeito o encaixe da touca, menor a probabilidade de entrar água.

12.722 – Nazismo – Vila olímpica construída por Hitler existe até hoje em Berlim


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A vila olímpica nazista, que hospedou 4 mil atletas, foi uma das mais luxuosas. Durante a Segunda Guerra, ela serviu de quartel para os soldados alemães, foi invadida pelos soviéticos e, 75 anos depois da olimpíada, parece cenário de filme de terror.
Quem daria uma Olimpíada nas mãos de Hitler? Provavelmente, ninguém – se não fosse por um erro: em 1931, pouco antes de o nazismo ganhar força na Alemanha, o Comitê Olímpico Internacional decidiu que Berlim seria a anfitriã dos jogos de 1936. Quando o nazismo começou a se revelar um pouco mais, em 1933, já era tarde para voltar atrás na decisão: mesmo com ameaças de boicote e com protestos de vários países – como o Reino Unido, a França e a Suécia -, o evento aconteceu. No estádio, durante os jogos, a bandeira com o símbolo olímpico era colocada junto da suástica.
Adolf Hitler viu a olimpíada de 1936 como uma oportunidade de mostrar ao mundo os ideais nazistas. Tudo precisava ser grandioso: os estádios, os atletas e, claro, a vila olímpica. Construída em Wustermark, na região metropolitana de Berlim, o alojamento foi projetado com luxo para os jogos, mas acabou sendo usado como uma vila militar durante a Segunda Guerra Mundial, invadido pela União Soviética e, hoje, continua de pé – só que abandonado.

12.686 – Mega Sampa – São Paulo recebe desfile da tocha olímpica neste domingo


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A tocha olímpica desfila neste domingo (24) pelas ruas da cidade de São Paulo. Serão 56km de trajeto percorridos por 260 condutores, entre às 7h45 e 19h. O desfile começa no Museu do Ipiranga e termina no Sambódromo do Anhembi.
No sábado (23), Guarulhos e o ABC Paulista receberam a tocha. Foram 39,7 km de trajeto com a tocha passando por 193 condutores. O desfile começou em Guarulhos e terminou em São Bernardo do Campo. Na quinta-feira (21), a tocha passou por Osasco, na Grande São Paulo.
– Museu do Ipiranga, às 7h45
– Rua Bom Pastor
– Av. Dom Pedro I
– Av. Arno
– Av. Presidente Costa Pereira
– Rua Sarapuí
– Rua Canuto Saraiva
– Rua Visconde de Inhomerim
– Av. Paes de Barros
– Rua da Mooca
– Rua João Antônio de Oliveira
– Rua Almirante Brasil
– Avenida Alcântara Machado
– Avenida Venceslau Brás
– Praça da Sé, às 9h10
– Rua Boa vista
– Largo São Bento
– Rua Líbero Badaró
– Viaduto do Chá
– Praça Ramos de Azevedo
– Rua Conselheiro Crispiniano
– Av. São João
– Av. Ipiranga
– Rua da Consolação, às 9h46
– Av. Paulista, às 10h06
– Av. Bernardino de Campos
– Rua Vergueiro
– Rua Dona Júlia
– Av. Prof. Noé Azevedo
– Av. Domingos de Moraes
– Rua Sena Madureira
– Rua Paulo Francis
– Av. Ibirapuera
– Av. República do Libano
– Rua Manoel da Nobrega
– Av. Pedro Alvares Cabral, às 12h11
– Parque do Ibirapuera
– Viaduto General Marcondes Salgado
– Rua Colombi
– Av. Brasil
– Av. Rebouças
– Praça Charles Muller, às 14h47
– Rua da Cantareira
– Av. Senador Queiroz
– Av. Ipiranga
– Av. Rio Branco
– Praça Princesa Isabel
– Praça Julio Prestes
– Rua Mauá
– Praça da Luz, às 15h42
– Rua Ribeiro de Lima
– Av. Almirante Pereira Guimarães
– Rua Pasto de Almeida
– Rua Olavo Freire
– Praça Charles Miler, às 16h26
– Praça Ana Maria Popovic
– Praça Ricardo Ramos
– Av. Pacaembu
– Ponte da Casa Verde
– Praça Heróis da FEB, às 18h22
– Sambódromo do Anhembi, às 19h

12.680 – Olimpíada – Os Jogos Paraolímpicos


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As primeiras disputas entre pessoas com deficiência de que se tem notícias datam de 1888. Elas aconteceram em Berlim, na Alemanha, onde clubes estimulavam a participação de surdos nos esportes. Mais tarde, lá pelos anos 1920, nos Estados Unidos, tiveram início atividades como natação e atletismo para atletas com deficiência visual. Mas foi somente depois da Segunda Guerra Mundial (1939‒1945) que as competições ganharam força.
O embrião foi formado a partir de 1944, na Inglaterra. Como os métodos tradicionais de reabilitação não poderiam atender às necessidades de um grande número de soldados com deficiência, o governo britânico pediu ao neurologista e neurocirurgião Ludwig Guttmann que criasse um centro especializado em lesões na coluna, no Hospital Stoke Mandeville. Além de usar a fisioterapia no tratamento, o médico recorreu ao esporte para motivar seus pacientes, começando por arremessos de bola para exercitar os membros superiores. A iniciativa gerou aumento de resistência física e de autoestima. E foi ali que a reabilitação por meio do esporte evoluiu de recreacional para competitiva.

1948: lançados os Jogos de Stoke Mandeville. Enquanto acontecia a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 29 de julho de 1948, Guttmann comandava a primeira competição de pessoas com deficiência. Dezesseis militares inscritos, entre homens e mulheres com algum tipo de lesão, participaram de um torneio de tiro com arco.

1952: a Holanda entra em cena. Militares holandeses foram convidados a participar dos Jogos de Stoke Mandeville, abrindo espaço para a primeira competição internacional para pessoas com deficiência. À medida que o esporte adaptado crescia, surgiam inovações para melhorar a vida dos atletas. A Guerra Fria e a corrida espacial alavancam o desenvolvimento do plástico e seus compostos: espumas de plástico e fibras de vidro começaram a ganhar espaço em hospitais, centros de terapia e na confecção de próteses.

1958: o Brasil dá os primeiros passos no esporte adaptado. Após sofrerem lesão medular em razão de acidentes, dois brasileiros procuraram serviços de reabilitação nos Estados Unidos que incluíam a prática esportiva. Na volta, Sérgio Serafim Del Grande, de São Paulo, e Robson Sampaio de Almeida, do Rio de Janeiro, fundaram associações onde inicialmente era praticado o basquete em cadeira de rodas. São eles os precursores do esporte adaptado ‒ ou seja, a prática de uma atividade esportiva adaptada para pessoas com deficiência ‒ por aqui.

1960: enfim, Jogos Paralímpicos. Oficialmente com esse nome, eles aconteceram em Roma, na Itália, com 400 inscritos de 23 países, imediatamente após os Jogos Olímpicos.

1964: surge a Organização Internacional Esportiva para Deficientes (ISOD, na sigla em inglês). A entidade passou a oferecer oportunidades para todo tipo de atleta com deficiência ‒ com problemas de visão, amputados, com paralisia cerebral e paraplégicos.

1972: Brasil estreia em Jogos Paralímpicos. Aconteceu em Heidelberg, na Alemanha, com um grupo de 20 atletas homens, que terminou sem medalhas. Outras 41 delegações marcaram presença no evento. Nos anos 1970, teve início também a era da popularização do plástico – material leve e flexível – no desenvolvimento de próteses mais confortáveis e próprias para a prática esportiva.

1976: a primeira medalha brasileira, nos Jogos de Toronto, no Canadá. A dupla Luiz Carlos Costa e Robson Sampaio Almeida estreou no pódio, com uma medalha de bronze, em uma prova de lawn bowls (espécie de bocha sobre grama). A partir dessa edição, cegos e amputados também entraram nas disputas.

1980: a vez de atletas com paralisia cerebral. Eles começaram nos jogos da cidade de Arhnem, na Holanda. Participaram 125 portadores de paralisia cerebral, 341 com deficiência visual, 452 amputados e 1.055 cadeirantes.

1984: 22 medalhas para o Brasil. Na edição que teve duas cidades sediando os jogos ‒ Nova York, nos Estados Unidos, e Stoke Mandeville, na Inglaterra ‒, o Brasil garantiu mais de duas dezenas de medalhas e terminou na 24a colocação no quadro geral de medalhas, com 7 ouros, 17 pratas e 4 bronzes.

1988: os Jogos Paralímpicos passam a acontecer na mesma cidade que os Olímpicos. Depois de várias edições com sedes diferentes, Seul, na Coreia, recebeu os dois eventos. E assim foi daí por diante.

1989: fundado o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). A entidade, sem fins lucrativos, nasceu em Dusseldorf, na Alemanha, com o objetivo de atuar como órgão dirigente do movimento paralímpico global.

1992: Barcelona, um primor de organização. Grande parte da cidade-sede foi adaptada para receber confortavelmente 3 mil atletas, independentemente do tipo de deficiência. Três atletas brasileiros tiveram performances memoráveis: Luiz Cláudio Pereira, no arremesso de peso, Suely Guimarães, no lançamento de disco, e a velocista Ádria Santos, que ganhou seu primeiro ouro ao vencer a prova dos 100 metros.

1995: fundado o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A entidade foi criada tendo como principal função consolidar o movimento paralímpico no Brasil, difundindo o esporte de alto rendimento para pessoas com deficiência.

1996: a prótese Flex-Foot Cheetah é usada pela primeira vez na Paralimpíada de Atlanta, nos Estados Unidos. De fibra de carbono ‒ material flexível e de alta absorção de energia ‒ e inspirado na pata do guepardo, o modelo passa a ser a sensação nas pistas de atletismo.

2000: quebrados 300 recordes mundiais e paralímpicos. O palco dessas conquistas foi Sydney, na Austrália. Nessa edição, o Brasil conseguiu sua melhor colocação em Jogos Paralímpicos até então, com 6 medalhas de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, ficando em 24o lugar no ranking final. Começava a trajetória de conquistas de uma nação paralímpica.

2008: brasileiro leva 9 medalhas na natação em Pequim. Daniel Dias conquistou 4 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 de bronze.Outro grande destaque foi a velocista Terezinha Guilhermina, que garantiu o ouro nos 200 metros e a prata nos 100 metros rasos. No futebol de 5, o Brasil sagrou-se bicampeão paralímpico. Com 47 medalhas no total, pulamos para a 9a colocação no ranking mundial.

2012: novas conquistas em Londres. Cumprindo a meta estabelecida pelo CPB, sob a gestão do presidente Andrew Parsons, o Brasil saltou do 9o lugar no quadro geral de medalhas em Pequim para o 7o, com 21 ouros. Essa edição ‒ que recebeu 4.200 atletas de 166 países ‒ foi marcada pela épica vitória do velocista Alan Fonteles sobre o sul-africano Oscar Pistorius nos 200 metros da classe T44. Nas competições e no dia a dia dos atletas, as próteses passaram a se mostrar ainda mais eficientes e personalizadas ‒ graças à utilização do plástico em sua composição, garantindo leveza, design e beleza. As próteses são um exemplo de como o plástico pode contribuir para soluções que permitem maior acessibilidade e qualidade de vida.

2016: a hora do Rio. Os Jogos Paralímpicos são o maior evento de esporte de alto rendimento para atletas com deficiência. Apesar disso, são enfatizadas mais as conquistas do que as deficiências dos participantes. A cerimônia de abertura no Rio está marcada para 7 de setembro e a cidade quer entrar para a história recebendo 4.350 atletas paralímpicos, de cerca de 170 países, que vão disputar 22 modalidades.



 

 

11.184 – Acidente Aéreo Mata Três atletas olímpicos franceses


O acidente, que envolveu integrantes de um reality show, provocou comoção na França.
A mais premiada deles é a nadadora Camille Muffat, 25, ganhadora da medalha de ouro nos 400 metros livre nas Olimpíadas de Londres-2012. Nos mesmos jogos, ganhou a prata nos 200 metros livre.
O outro atleta olímpico morto é o boxeador Alexis Vastine, 28, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 na categoria superligeiros. Quatro anos depois, foi eliminado nas quartas-de-final da mesma competição em Londres.
Também está entre os mortos a iatista Florence Arthaud, 57. Conhecida como “a pequena noiva do Atlântico”, por ter sido a primeira mulher a bater, em 1990, o recorde da travessia do Atlântico Norte à vela em 9 dias, 21 horas e 42 minutos.
Os três participavam da segunda temporada do programa “Dropped”, do canal francês TF1.
O objetivo é que eles encontrassem o mais rápido possível uma tomada, considerada pela produção do programa como símbolo da civilização. Além deles, morreram os dois pilotos argentinos e cinco membros da produção.
Segundo as autoridades argentinas, os helicópteros estavam voando em céu limpo quando subitamente chocaram no ar, a uma altura de cem metros do chão, por volta das 20h locais (mesmo horário em Brasília). Em seguida, os aparelhos pegaram fogo.
Os outros competidores do reality show estavam em solo, a centenas de metros do caminho dos helicópteros. A filmagem foi suspensa e os demais participantes voltarão nesta terça para a França.
A Aeronáutica argentina enviou técnicos à região de Villa Casteli (a 1.331 km de Buenos Aires) para investigar o acidente. Os corpos ainda não foram retirados porque os militares ainda precisam fazer a perícia no local do acidente.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) se disse comovido com a notícia e decretou três dias de luto na sede do organismo, em Lausanne, na Suíça. Durante este período, as bandeiras olímpicas serão hasteadas a meio mastro.
Esta é a segunda vez que mortes ocorrem em reality shows do canal. Em 2013, um competidor do programa de resistência “Koh-Lanta” morreu em uma das provas após reclamar de dores no coração. Diante da morte, o médico responsável pelos cuidados dos participantes se suicidou.

10.212 – Poluição Ambiental – Atletas olímpicos, não caiam nas águas do Rio, alerta NYT


Poluição na Baía da Guanabara
Poluição na Baía da Guanabara

Os velejadores que competirão nas Olimpíadas de 2016 e os órgãos brasileiros envolvidos na preparação do evento têm pela frente um desafio comum: enfrentar a poluição da Baía de Guanabara, afirma matéria publicada pelo jornal The New York Times.
Especialistas ouvidos pela reportagem compararam a qualidade das águas da região à de uma latrina, tamanha a quantidade de lixo e sujeira encontrados, como ilustra uma sequência de fotos impressionantes que acompanham a reportagem. Quase autoexplicativo, o título sugere: “Velejadores, não caiam nas águas do Rio”.
A matéria ressalta o contraste entre a imagem que o país busca passar e os graves problemas que enfrenta na realidade. “A Baía de Guanabara, aninhada entre o Pão de Açúcar e outros picos, oferece o tipo de imagem que as autoridades do Rio de Janeiro querem comemorar como anfitriões dos Jogos. Mas tornou-se um ponto focal de reclamações por suas águas poluídas, que se transformaram em símbolo de frustrações nos preparativos para os Jogos Olímpicos”, diz um trecho.
“Bem-vindo ao depósito de lixo que é o Rio”, disse ao jornal a equipe de vela da Alemanha. Atletas brasileiros não parecem discordar. “Ela [a Baia] pode ficar realmente nojenta, com carcaças de cães em alguns lugares e água marrom de contaminação por esgotos”, contou o carioca Thomas Low-Beer, 24, que treina na baía.
Segundo a reportagem, o velejador Lars Grael, lenda da vela brasileira, teria sugerido que os eventos espostivos mudassem para outro lugar. Na época da candidatura para as olimpíadas, há cinco anos, a promessa brasileira era de que a Bahia de Guanabara seria 100% despoluída até 2016.
Agora, já se fala do objetivo de tratar pelo menos 80%, mas menos de 40% é atualmente tratado, pondera o jornal. Em entrevista ao jornal, Carlos Portinho, principal autoridade ambiental do Rio de Janeiro, disse que as críticas da Baía de Guanabara são exageradas.
Ele afirma que testes recentes mostraram que a contaminação fecal na área que receberá a regata estava dentro dos padrões considerados “satisfatórios” no Brasil.

9874 – Esporte – Os Jogos Olímpicos de Inverno


jogos de inverno

Trata-se de evento multiesportivo realizado a cada quatro anos, reunindo modalidades de desportos de inverno disputadas no gelo e na neve, sendo um dos eventos máximos do Movimento Olímpico, ao lado dos Jogos Olímpicos de Verão.
A primeira competição de caráter mundial a reunir desportos de inverno foi a Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizada em 1924 na cidade francesa de Chamonix. Apenas dois anos depois o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu dar o estatuto de Jogos Olímpicos àquela competição, que passaria a acontecer regularmente.
No princípio, os Jogos de Verão e de Inverno eram atribuídos a um mesmo país para serem realizados no mesmo ano. Foi assim até a quarta edição, na Alemanha, em 1936 (ano em que Berlim sediou os Jogos de Verão e Garmisch-Partenkirchen sediou os Jogos de Inverno). Depois de duas edições canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial (Sapporo 1940 e Cortina d’Ampezzo 1944), os Jogos passaram a ser realizados por países diferentes, mas continuaram a acontecer no mesmo ano. Em 1986 o COI decidiu intercalar os Jogos de Verão e de Inverno, realizados sempre nos anos pares. Assim, os Jogos de Albertville 1992 foram sucedidos pelos Jogos de Lillehammer 1994.
Os Jogos de Inverno sofreram mudanças significativas desde a sua criação. A ascensão da televisão como um meio global de comunicação melhorou o perfil dos Jogos. Foi também criado um fluxo de renda, através da venda de direitos de transmissão e publicidade, que tornou-se lucrativa para o COI. Isto permitiu que interesses externos, tais como empresas de televisão e patrocinadores influenciassem os Jogos. O COI teve de responder a críticas diversas e escândalos internos, bem como a utilização de substâncias dopantes por atletas. Houve um boicote político das Olimpíadas de Inverno. Nações também têm usado os Jogos de Inverno para mostrar a pretensa superioridade de seus sistemas políticos.
Os Estados Unidos sediaram os Jogos quatro vezes, mais do que qualquer outro país. Em seguida vem a França, com três edições. No total, dez países já receberam os Jogos de Inverno. A última edição ocorreu em Sóchi (Rússia), em fevereiro de 2014, que também foi a primeira cidade subtropical a receber os Jogos Olímpicos de Inverno. A próxima edição está marcada para o condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul.
O primeiro evento multi-esportivo internacional para desportos de inverno foram os Jogos Nórdicos realizados na Suécia em 1901. Originalmente organizado pelo general Viktor Gustaf Balck, os Jogos Nórdicos foram realizados novamente em 1903 e 1905 e, em seguida, quadrienalmente, e posteriormente, até 1926. Balck foi membro fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI) e amigo próximo do fundador dos Jogos Olímpicos, Pierre de Coubertin. Ele esforçou-se para que os esportes de inverno, especificamente patinação artística, fossem incluídos no programa olímpico. Balck não teve sucesso, até que os Jogos Olímpicos de Verão de 1908, em Londres, Reino Unido, contaram com quatro provas da patinação artística, em que Ulrich Salchow (dez vezes campeão mundial) e Madge Syers conquistaram os títulos individuais.

Três anos mais tarde, o italiano Eugenio Brunetta d’Usseaux propôs que o COI organizasse uma semana com desportos de inverno, como parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1912, em Estocolmo, Suécia. Os organizadores se opuseram a esta ideia, porque eles desejavam proteger a integridade dos Jogos Nórdicos, e estavam preocupados com a falta de instalações para desportos de inverno.
A primeira Olimpíada após a guerra, os Jogos de 1920, em Antuérpia, na Bélgica, exibiram a patinação artística e o hóquei no gelo.
A cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 foi determinada na 123ª Sessão do COI em 6 de julho de 2011.
Segundo o COI, a cidade anfitriã é responsável pelo, “estabelecimento de funções e serviços para todos os aspectos dos Jogos, tais como planejamentode esportes, espaços, finanças, tecnologia, alojamento e alimentação, mídia, e serviços, bem como operações durante os Jogos.
Em 1967 o COI começou a adotar protocolos de testes de drogas. Eles começaram a testar aleatoriamente os atletas na Olimpíada de Inverno de 1968. O primeiro atleta dos Jogos de Inverno a testar positivo para uma substância proibida foi Alois Schloder, um jogador de hóquei da Alemanha Ocidental que tinha efedrina em seu organismo. Ele foi desclassificado do resto do torneio, mas sua equipe ainda foi autorizada a competir.
Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 em Turim tornaram-se notáveis por um escândalo envolvendo a emergente tendência de doping sanguíneo, que se trata do uso de transfusões de sangue ou de hormônios sintéticos, tais como eritropoietina (EPO) para melhorar o fluxo de oxigênio, a fim de reduzir a fadiga.
Os Jogos Olímpicos de Inverno foram uma frente ideológica da Guerra Fria desde que a União Soviética participou pela primeira vez dos Jogos de Inverno em 1956. Não demorou muito para que os combatentes da Guerra Fria descobrissem nos Jogos uma poderosa ferramenta de divulgação. Políticos soviéticos e americanos usaram os Jogos Olímpicos e outros eventos esportivos internacionais, como uma oportunidade para provar a suposta superioridade de seus respectivos sistemas políticos.
A Guerra Fria criou tensões entre os países aliados com uma ou outra das superpotências. Um dos temas mais espinhosos para o COI foi o reconhecimento das duas Alemanhas. Em 1948, a Alemanha não estava autorizada a participar dos Jogos. Em 1950, o COI reconheceu o Comitê Olímpico da Alemanha Ocidental.Os Jogos de Inverno tiveram apenas um boicote de uma equipe nacional. A República da China, também conhecida como Taiwan, decidiu boicotar as Olimpíadas de Inverno de 1980 em Lake Placid. A razão para o boicote foi que o COI concordou com o pedido da China em competir nos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde 1952. Eles foram autorizados a concorrer como “República Popular da China” e usar a bandeira e o hino chinês. Até 1980, a ilha de Taiwan competiu sob o nome de “República da China” e vinha utilizando a bandeira e o hino chinês.
Capítulo 1, do artigo 6 da edição de 2007 da Carta Olímpica define esportes de inverno como “esportes que são praticados na neve ou no gelo.” Ao longo dos anos, o número de esportes e eventos realizados nos Jogos Olímpicos de Inverno aumentou. Houve também esportes de demonstração, que são disputados durante os Jogos, mas para os quais não são concedidas medalhas. Desde 1992, uma série de novos esportes foram adicionados ao programa olímpico. Estes incluem patinação de velocidade em pista curta, snowboard, esqui estilo livre e moguls. A adição desses eventos ampliou o apelo dos Jogos Olímpicos de Inverno para além da Europa e América do Norte. Enquanto potências europeias, como a Noruega, Alemanha e a Rússia continuam a dominar os tradicionais esportes olímpicos de inverno, países como Coreia do Sul, Austrália e Canadá se tornaram potências emergentes nos novos esportes e os Estados Unidos se equilibram entre as duas vertentes.Os resultados são mais paridade no quadro de medalhas, mais interesse nos Jogos Olímpicos de Inverno, e maior audiência da televisão mundial.
Os esportes de demonstração têm historicamente proporcionado aos países-sede uma oportunidade em atrair publicidade a novos e populares esportes locais por se tratar de uma competição sem a concessão de medalhas. Os esportes de demonstração foram interrompidos desde 1992. A patrulha militar, um precursor do biatlo, foi um esporte medalhista em 1924 e mais tarde virou esporte de demonstração em 1928, 1936 e 1948, e em 1960 tornou-se um esporte oficial, como biatlo.

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8321 – Qual o recorde olímpico mais antigo ainda vigente?


É o salto em distância masculino cravado em 8,9 m durante a olimpíada do México, em 1968, pelo norte-americano Bob Beamon. O atleta estraçalhou a marca anterior (8,27 m), elevando-a em 63 cm – geralmente, as quebras de recordes diferem em poucos centímetros. O “voo” de Beamon foi tão expressivo que nem pôde ser medido pelos equipamentos ópticos da época. Foi preciso usar uma fita métrica comum! Até agora, ele só foi superado fora dos Jogos Olímpicos: em 1991, o norte-americano Mike Powell saltou 8,95 m. Entre os brasileiros, o recorde olímpico que mais durou foi o do velocista Joaquim Cruz nos 800 m dos Jogos de Los Angeles (1984). Ele fez a prova em 1 minuto e 43 segundos cravados, mas 12 anos depois o norueguês Vebjorn Rodal cumpriu o mesmo percurso dois centésimos mais rápido.

8318 – Mega Almanaque – Quem é o maior medalhista olímpico?


jogos-olimpicos-olimpiadas

É a ex-ginasta ucraniana Larissa Latynina.
Ela subiu ao pódio 18 vezes, em três edições dos Jogos Olímpicos, entre 1956 e 1964. Fez a sua estreia aos 19 anos, no campeonato mundial em Roma, defendendo a antiga URSS. Dois anos depois, disputou as Olimpíadas de Melbourne, na Austrália, onde ficou famosa pela precisão e sincronia em saltos. Em 1966, depois do campeonato mundial na Alemanha, Larissa pendurou o colã e entrou nos bastidores do esporte: foi técnica da equipe soviética até 1977 e fez parte da organização das Olimpíadas de Moscou, em 1980.
Além das medalhas, recebeu várias honrarias – entre elas, uma homenagem do International Gymnastics Hall of Fame e o título de Ordem de Honra, do presidente Vladimir Putin (em 2000). Hoje, já aposentada e com 77 anos, a maior campeã olímpica vive com a família em Semenovskoye, perto de Moscou.

Melbourne e Estocolmo (1956) – quatro de ouro, uma de prata e uma de bronze
Roma (1960) – três de ouro, duas de prata e uma de bronze
Tóquio (1964) – duas de ouro, duas de prata e duas de bronze
*Larissa que se cuide! O nadador Michael Phelps, recordista de medalhas de ouro (com 14), está a duas medalhas do recorde da ginasta!

8317 – Esporte – Quem são os atletas olímpicos com mais medalhas de prata e bronze?


jogos-olimpicos-olimpiadas

1. ALEKSANDR DITYATIN

3 x ouro

6 x prata

1 x bronze

Em Montreal (1976), o russo ganhou duas pratas. Mas em Moscou (1980) ele fez por merecer o título de Mestre de Honra dos Esportes da ex-URSS: aos 23 anos, foi medalhista nas oito provas disputadas, levando um bronze, quatro pratas e três ouros. Outro feito? Foi o primeiro ginasta olímpico a tirar nota 10.

2. MIKHAIL VORONIN

2 x ouro

6 x prata

1 x bronze

Outro ginasta da ex-URSS que levou duas pratas na primeira Olimpíada (Cidade do México, 1968) e quatro na segunda (Munique, 1972). O sucesso da estreia rendeu a Voronin, em 1969, a honraria da Ordem do Estandarte Vermelho do Trabalho, pelo seu destaque nas competições.

3. SHIRLEY BABASHOFF

0 x ouro

6 x prata

0 x bronze

Aos 15 anos, a norte-americana conquistou duas pratas logo na estreia, em Munique (1972). Quatro anos depois, em Montreal, se destacou ao enfrentar as nadadoras da Alemanha Oriental – turbinadas pelo doping sistemático de atletas do país, comprovado 30 anos depois – e levar quatro pratas.

4. ALEXEI NEMOV

4 x ouro

2 x prata

6 x bronze

Entre as conquistas de bronze do ginasta russo, destaque para a apresentação no solo, sua prova favorita, em Sydney (2000). Em seu adeus olímpico, em Atenas (2004), Nemov não levou medalhas, mas após mandar bem na barra fixa e receber uma nota baixa, ouviu a torcida vaiar a decisão dos juízes.

5. MERLENE OTTEY

0 x ouro

3 x prata

6 x bronze

Esta corredora jamaicana é famosa pelas conquistas e pela longevidade da carreira. Ela participou de sete jogos, de Moscou (1980) a Atenas (2004).
Em 2002, a “rainha de bronze” passou a representar a Eslovênia e só não se classificou para Pequim (2008), aos 48 anos, por 28 milésimos. De
Atenas (1896)
a Pequim (2008), as Olimpíadas já premiaram 26.513 atletas com medalhas.

7600 – Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Os brasileiros que ganharam medalha de ouro


londres 2012

Cesar Cielo, Robert Scheidt e Bruno Prada, o futebol masculino e o vôlei de praia do Brasil estão entre os principais nomes do esporte do planeta, sempre favoritos a ganhar. Por isso, qualquer vacilo pode trazer frustração.
Apesar de terem conseguido honrosas medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, eles voltaram para casa sabendo que poderiam ter feito mais, poderiam ter levado o ouro. A expressão de todos eles ao final de suas participações mostrou perfeitamente que nem toda medalha “tem sabor de ouro”.

CESAR CIELO, bronze nos 50m livre – Cesar Cielo chegou a Londres como o homem a ser batido nos 50m livre, atual campeão olímpico e mundial, e com chances nos 100m livre, prova em que foi bronze em Pequim-2008.

ROBERT SCHEIDT, seu “pior” resultado olímpico – Conseguir cinco medalhas em cinco Olimpíadas consecutivas é um feito para poucos, e Robert Scheidt tem essa conquista em seu glorioso currículo. No entanto, após dois ouros (Atlanta-1996 e Atenas-2004) e duas pratas (Sidney-2000 e Pequim-2008), o velejador brasileiro teve o “pior” desempenho olímpico de sua carreira, ficando com o bronze na classe Star da vela, ao lado do parceiro Bruno Prada.
A dupla brasileira chegou à Inglaterra como uma das grandes favoritas ao primeiro lugar e batalhou pelo ouro até a última regata, em um duelo acirrado com Ian Percy e Andrew Simpson, da Grã-Bretanha. No entanto, etapa final, Scheidt e Prada, assim como os britânicos, foram surpreendidos e superados pelos suecos Fredrik Loof e Max Salmien, que conquistaram o título inédito. “O vento não foi para o nosso lado”, lamentou Scheidt, outro que não escondeu o descontentamento pelo resultado.

DUPLAS DA AREIA, e o ouro que escapa no vôlei de praia – Candidatas ao lugar mais alto do pódio, as duplas masculina e feminina do Brasil acabaram deixando escapar a medalha de ouro no vôlei de praia. Alison e Emanuel ficaram com a prata, enquanto Juliana e Larissa levaram o bronze na Olimpíada-2012.

FUTEBOL e o jejum amargo que continua – Ainda não foi desta vez que o Brasil quebrou o jejum de nunca ter conquistado a medalha de ouro olímpica no futebol masculino. Após ter superado adversários com pouca tradição no futebol pelo caminho, a seleção brasileira fracassou e perdeu a final dos Jogos Olímpicos para o México, por 2 a 1, no estádio de Wembley em Londres. O atacante Peralta, com dois gols marcados na decisão, foi o vilão brasileiro em 2012, enquanto Hulk descontou, e a prata teve um sabor amargo.

Na primeira fase, o time comandado pelo técnico Mano Menezes venceu Egito (3 a 2), Bielorússia (3 a 1) e Nova Zelândia. Depois, superou Honduras (3 a 2) e Coreia do Sul (3 a 0). Na final, no entanto, a equipe de Neymar, Oscar, Leandro Damião e companhia decepcionou e foi derrotada pelos mexicanos. Assim como em 1984 e 1988, a prata foi o prêmio de consolação.
Com os altos volumes de dinheiro que são movimentados no futebol, especialmente comparados aos baixíssimos investimentos em outros esportes, a medalha de prata acabou sendo uma das grandes “derrotas” do Brasil na Olimpíada de Londres.

Veja o quadro brasileiro de medalhas de Londres 2012
Medalha de ouro
– Sarah Menezes no judô (categoria ligeiro, até 48 kg).
– Arthur Zanetti nas argolas.
Medalha de prata
– Thiago Pereira na natação masculina (400 metros medley)
– Alison e Emanuel no Vôlei de Praia.
Medalha de Bronze
– Mayra Aguiar no judô (categoria até 78 kg).
– Rafael Silva no judô (categoria acima dos 100 kg).
– Cesar Cielo na natação (50 metros livres).
– Robert Scheidt e Bruno Prada na Vela (classe Star).
– Felipe Kitadai no judô (categoria até 60 kg).
– Adriana Araújo no boxe (categoria até 60 kg)
– Juliana e Larissa no vôlei de praia.

6254 – Esporte – Jogos Olímpicos de Seul em 1988


Seul, capital da Coréia do Sul, entre 17 de setembro e 2 de outubro de 1988, com a participação recorde de 159 países e 8.391 atletas, entre eles 2.194 mulheres.
Após os boicotes ocorridos nos jogos anteriores em Montreal, Moscou e Los Angeles, estes Jogos tiveram a presença de nações de todo o planeta, à exceção da Coréia do Norte, sua vizinha comunista, que não teve atendido seu pedido para uma co-participação como sede olímpica e de Cuba.
Países como Etiópia, Ilhas Seychelles e Nicarágua também não participaram devido a dificuldades econômicas para enviarem suas equipes.
Os Jogos de Seul serão sempre lembrados pelo seu fato mais marcante, o escândalo com o velocista canadense Ben Johnson, que teve sua medalha de ouro e seu recorde mundial na prova dos 100 metros rasos cassados por ter corrido dopado, mas alguns de seus principais momentos são inesquecíveis pela emoção e nele foram conquistadas algumas das maiores performances olímpicas da história.

Trigrinho Odori, o mascote, em alusão aos tigres asiáticos.

Detalhes
Seul foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 1988 em uma votação realizada em 30 de setembro de 1981, ficando a frente da cidade japonesa de Nagoya.
Como consequência dos problemas financeiros das edições anteriores, apenas duas cidades se interessaram a se candidatar para a sede dos Jogos de 1988: Seul e Nagoya, no Japão.
A votação ocorreu na 84ª sessão do Comitê Olímpico Internacional e 11º Congresso Olímpico, realizados na cidade de Baden-Baden, na então Alemanha Ocidental.

O canadense Ben Johnson produziu as manchetes e o maior escândalo de doping dos Jogos e da história olímpica nos 100m rasos. Numa prova esperada com ansiedade e acompanhada ao vivo pela TV por bilhões de pessoas ao redor do mundo, Johnson derrotou seu maior adversário e mais famoso corredor da época, o norte-americano Carl Lewis, quatro medalhas de ouro nos Jogos de Los Angeles quatro anos antes, estabelecendo o recorde mundial de 9s79, marca impensável para a prova naqueles dias. Dois dias depois, o mundo perplexo tomava conhecimento de que Johnson havia sido pego no exame anti-doping pelo uso do esteróide stanozolol, sendo obrigado a devolver sua medalha de ouro – entregue a Lewis, segundo colocado – e recebendo a pena de dois anos de banimento do esporte.
Florence Griffith-Joyner conquista três ouros nas provas de velocidade para o atletismo dos Estados Unidos.
Pela primeira na história olímpica, as três medalhas individuais no adestramento, do hipismo, são todas ganhas por mulheres.
A esgrimista sueca Kerstin Palm se torna a primeira atleta a participar de sete Jogos Olímpicos consecutivos.
O norte-americano Greg Louganis conquista pela segunda vez o ouro nos saltos ornamentais, após abrir a cabeça batendo no trampolim durante um salto nas eliminatórias da prova.
Seul marca a estréia do tênis de mesa, dominado pela China e pelos anfitriões, e a volta do tênis após um hiato de 64 anos. A alemã Steffi Graf, maior tenista da época e vencedora de quatro torneios profissionais do Grand Slam, é a primeira campeã olímpica feminina após o retorno.
Anthony Nesty, do Suriname, é o primeiro negro a ganhar uma medalha de ouro na natação e a primeira de seu país, nos 100m borboleta.
Dois halterofilistas búlgaros têm suas medalhas cassadas após darem positivo no exame anti-doping. O escândalo faz com que a delegação da Bulgária se retire dos Jogos.
O Brasil também bisou seu ouro de 1984, desta vez com o judoca Aurélio Miguel nos meio-pesados. Assim como quatro anos antes, o futebol ficou com a medalha de prata ao perder a final olímpica para a União Soviética, mesmo tendo revelado jogadores que seriam tetracampeões mundiais em 1994 como Taffarel, Jorginho, Mazinho, Bebeto e Romário, que terminou como artilheiro da Olimpíada com 7 gols marcados. O Brasil também faturou a prata no atletismo com Joaquim Cruz nos 800 metros e o bronze com Robson Caetano nos 200 metros rasos. Na vela, Torben Grael faturou o bronze na classe star ao lado de Nelson Falcão e seu irmão Lars Grael também ganhou o bronze em parceria de Clínio de Freitas na classe tornado.

Veja o Clip com os melhores momentos:

6176 – Mega Memória – As Olimpíadas de Montreal


Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, realizados entre 17 de julho e 1 e agosto de 1976, com a participação de 6.804 atletas de 92 nações competindo em 21 esportes, foram os primeiro marcados por um grande boicote. Lideradas pela Republica do Congo, 26 nações africanas, o Iraque e a Guiana se recusaram a participar dos Jogos, em protesto pelo COI não suspender a Nova Zelândia, que havia autorizado sua seleção nacional de rugby excursionar pela África do Sul, que no momento se encontrava suspensa da comunidade internacional por causa do Apartheid, fazendo com que o nível de diversas provas do atletismo ficasse abaixo do esperado, já que os africanos dominavam essas provas.
A escolha de Montreal, que havia conquistado o direito de sediar os Jogos contra cidades importantes como Los Angeles e Moscou, não foi feliz no seu evento, apesar da boa organização e total segurança – reflexos dos ocorrido em Jogos de Munique em 1972.
Financeiramente os Jogos foram um fracasso, causando o maior prejuízo financeiro da história do evento até Atenas 2004. Totalizando mais de 2 bilhões de dólares americanos em dívidas, levando a cidade a demorar mais de 40 anos para conseguir quitar as dívidas relacionadas ao evento Seu ousado, caríssimo e problemático estádio olímpico até hoje permanece como um símbolo do fracasso desta edição . No campo esportivo, mais uma grande decepção. Pela primeira e única vez na história dos Jogos de Verão, o país anfitrião terminou a competição sem conseguir conquistar uma única medalha de ouro.
Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, realizados entre 17 de julho e 1 e agosto de 1976, com a participação de 6.804 atletas de 92 nações competindo em 21 esportes, foram os primeiro marcados por um grande boicote. Lideradas pela Republica do Congo, 26 nações africanas, o Iraque e a Guiana se recusaram a participar dos Jogos, em protesto pelo COI não suspender a Nova Zelândia, que havia autorizado sua seleção nacional de rugby excursionar pela África do Sul, que no momento se encontrava suspensa da comunidade internacional por causa do Apartheid, fazendo com que o nível de diversas provas do atletismo ficasse abaixo do esperado, já que os africanos dominavam essas provas.
A escolha de Montreal, que havia conquistado o direito de sediar os Jogos contra cidades importantes como Los Angeles e Moscou, não foi feliz no seu evento, apesar da boa organização e total segurança – reflexos dos ocorrido em Jogos de Munique em 1972.
Financeiramente os Jogos foram um fracasso, causando o maior prejuízo financeiro da história do evento até Atenas 2004. Totalizando mais de 2 bilhões de dólares americanos em dívidas, levando a cidade a demorar mais de 40 anos para conseguir quitar as dívidas relacionadas ao evento Seu ousado, caríssimo e problemático estádio olímpico até hoje permanece como um símbolo do fracasso desta edição . No campo esportivo, mais uma grande decepção. Pela primeira e única vez na história dos Jogos de Verão, o país anfitrião terminou a competição sem conseguir conquistar uma única medalha de ouro.
Como vimos em um capítulo anterior, a ginasta romena Nadia Comăneci, de apenas 14 anos, foi a grande estrela de Montreal, sendo a primeira atleta da história a receber a nota perfeita de 10.0 neste esporte, nas barras assimétricas. A nota teve que ser apresentada nos placares eletrônicos do ginásio como 1.00, pois até então os placares da ginástica não eram fabricados com dois dígitos antes da divisão da fração, já que a nota 10 era considerada impossível. Comaneci conquistaria três medalhas de ouro e receberia nada mais nada menos que outras seis notas 10 da equipe de jurados durante a competição.
Cinco boxeadores americanos conquistaram medalhas de ouro em Montreal, naquela que para muitos foi a maior equipe de boxe olímpico já formada nos Estados Unidos, composta de Sugar Ray Leonard, Leon Spinks, Michael Spinks, Leo Randolph e Howard Davies Jr. A exceção de Davis, todos se tornariam campeões mundiais profissionais em suas categorias nos anos seguintes.
O ginasta japonês Shun Fujimoto conquistou a excelente nota 9,7 nas argolas, terminado o exercício com uma difícil pirueta de três voltas e a queda em pé na posição ereta perfeita, ajudando a conseguir a medalha de ouro por equipes para o Japão, que disputava a liderança lado a lado com a URSS. Fujimoto realizou a prova com o joelho quebrado.
O italiano Klaus Dibiasi conseguiu o inédito tricampeonato olímpico nos saltos ornamentais, tornando-se o ídolo e modelo de toda uma geração de atletas, entre eles o jovem que o igualaria anos mais tarde, o norte-americano Greg Louganis.
Os Jogos de Montreal assistiram ao primeiro atleta filho de campeão olímpico tornar-se também campeão olímpico. Com um lenço encharcado de lágrimas de um choro convulsivo, um homem no meio da multidão na arquibancada do estádio olímpico, o húngaro Imre Németh, campeão olímpico de lançamento do martelo nos Jogos de Londres em 1948, acenava para o filho Miklos Németh, que ali na sua frente, no gramado do estádio, acabava de se sagrar campeão olímpico do lançamento do dardo, 28 anos depois.
Clarence Hill, das Bermudas, conquistou a medalha de bronze na categoria super-pesados do boxe, dando a seu pequeno país a honra de se tornar a nação de menor população do mundo (53.500 habitantes na época) a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos.

5602 – Olimpíadas – Competir é melhor do que guerrear


Luta corpo-a-corpo, provas de velocidade, saltos, arremesso de pesos e lanças e corridas de carros de guerra foram as modalidades esportivas praticadas nas primeiras Olimpíadas, criadas em 776 a.C. na cidade de Olímpia, Grécia, onde havia o mais importante templo grego dedicado a Zeus. Os Jogos Olímpicos, realizados de quatro em quatro anos, eram tão importantes entre os gregos que até guerras eram interrompidas no período das competições. Com as Olimpíadas nasce a noção de esporte como meio de confraternização entre os povos, pois as competições reuniam atletas vindos de colônias gregas espalhadas por toda a região do Mediterrâneo. As Olimpíadas duraram mais de 1 000 anos e só terminaram quando, em 394 d.C., o imperador romano Teodósio, convertido ao cristianismo, ordenou o fim da adoração a Zeus entre os gregos – que haviam sido dominados pelos romanos.
O americano Raymond Ewryo foi o atleta que mais ganhou medalhas em toda a história dos Jogos da Era Moderna, com dez medalhas conquistadas entre 1900 e 1908. Já o nadador Mark Spitz, também dos Estados Unidos, detém o recorde de medalhas numa mesma Olimpíada.
No ano de 1972, em Munique, Alemanha, ele conseguiu conquistar sete medalhas.
O homem mais rápido do mundo é o americano Maurice Greene. Ele quebrou o recorde dos 100 metros com 9,79 segundos, no dia 16 de junho de 1999, numa prova em Atenas, na Grécia. Greene conseguiu outros dois feitos memoráveis: pela primeira vez na história, desde 1960, quando o tempo eletrônico foi introduzido, um atleta superou o recorde com uma diferença de apenas 0,05 segundo – a marca anterior, de 9,75 segundos, pertencia ao canadense Donovan Bailey, que a havia estabelecido nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Greene também igualou o seu tempo ao de Ben Johnson, o canadense que, em 1998, havia atingido os mesmos 9,79 segundos. A diferença é que o recorde de Ben Johnson foi invalidado depois que testes comprovaram o uso de substâncias proibidas. Ao chegar ao mesmo resultado, Greene provou que é possível aos atletas quebrarem mesmo os recordes mais difíceis sem precisar recorrer a drogas.

• A atleta dos 100 metros mais rápida de todos os tempos é Florence Griffith Joyner, também dos Estados Unidos, conhecida como Flo-Jo. Sua marca, de 10,49 segundos, foi estabelecida em 1988.
• O maratonista mais rápido do mundo é o marroquino Khalid Khannouchi. Em 1999, em Chicago, nos Estados Unidos, ele terminou a prova em 2 horas, 5 minutos e 42 segundos.