11.012 – Bioquímica – Do que é feito o Homem?


O tratamento embora ajude no desempenho sexual pode ser um tiro pela culatra, causando o câncer de próstata
O tratamento embora ajude no desempenho sexual pode ser um tiro pela culatra, causando o câncer de próstata

A testosterona tem um papel importante na diferenciação dos sexos. Apesar de ser encontrada em ambos, a concentração do hormônio no sangue dos homens é até dez vezes maior do que no das mulheres. Essa diferença é suficiente para determinar as mudanças no corpo que, em última análise, tornam um garoto diferente de uma menina. Por volta da sexta semana de gestação, o feto masculino produz uma grande quantidade de testosterona. Entre outros efeitos, isso gera o desenvolvimento do pênis e dos testículos. Na adolescência, o hormônio chega aos seus níveis mais altos, desencadeando as alterações típicas da idade: o garoto engrossa a voz, experimenta um crescimento acelerado nos ossos e na massa muscular, desenvolve pêlos no corpo e sente o seu desejo sexual aumentar. A partir daí, a quantidade de testosterona no organismo diminui gradativamente até a velhice.
A manipulação dos níveis de testosterona no corpo, geralmente empreendida por homens que se dedicam ao culto da aparência, leva a uma série de resultados polêmicos. O aumento da massa muscular costuma ser o efeito do hormônio mais desejado pelos homens. Em decorrência disso, tornou-se comum, em academias de ginástica, o uso de uma versão sintética da testosterona. “Aumentar a testosterona de pessoas saudáveis é uma aberração”, afirma o endocrinologista Bernardo Leo Wajchenberg, da Universidade de São Paulo. O hormônio pode ser absorvido em pílulas – que causam enormes danos ao fígado – ou por meio de injeções, que não conseguem manter um nível constante de testosterona. As injeções acrescentam, de uma só vez, grandes quantidades do hormônio no sangue e produzem efeitos físicos e psicológicos que vão desde uma explosão de energia e agressividade, nos primeiros dias, até fadiga e depressão, em um momento seguinte.
Uma nova versão em forma de gel foi lançada em há 15 anos anos nos Estados Unidos. Bastaria esfregar a quantidade certa na pele para manter o nível ideal do hormônio no corpo. Os riscos, no entanto, não diminuem para os candidatos a Schwarzenegger.
Além dos efeitos sobre o corpo, suspeita-se que a testosterona seja um importante fator para definir a personalidade. A questão é definir até onde vai essa influência. Para o sociólogo Richard Udry, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, ela pode definir as diferenças fundamentais de comportamento entre homens e mulheres.
Ao longo da nossa evolução, os problemas relacionados à testosterona parecem ter limitado a sua quantidade no nosso corpo. “Níveis muito altos de testosterona estimulariam o sujeito a correr tantos riscos que ele acabaria morrendo antes de procriar”, diz James. Outros estudos indicam que indivíduos castrados – que quase não produzem testosterona – têm a sua expectativa de vida aumentada em 13,6 anos.
Andropausa
Todo mundo sabe que as mulheres, ao envelhecer, estão sujeitas à menopausa, uma súbita queda na quantidade de estrógeno, o principal hormônio feminino. O que poucos sabem é que os homens passam por um processo parecido, a chamada andropausa.
“A quantidade de testosterona no sangue diminui gradativamente com a idade e pode ser responsável por sintomas como perda do interesse em sexo e na vida, falta de memória e osteoporose. Além disso, pode causar diminuição da concentração e piora do desempenho em atividades físicas”, afirma o geriatra John Morley, da Saint Louis University, nos Estados Unidos. Ele calcula que 5% dos homens com 40 anos e 70% dos homens aos 70 anos sofrem de problemas relacionados à menopausa masculina. “A solução para esses casos é repor artificialmente a quantidade desse hormônio”, diz John.
Mas é preciso ir com calma: a terapia aumenta a possibilidade de câncer na próstata e de derrames. Cada caso é um caso e o tratamento só deve ser decidido após exames clínicos rigorosos. Segundo John, o tratamento vale a pena. “O perigo não é muito grande e os benefícios são enormes. A reposição de testosterona pode trazer de volta ao organismo características importantes como disposição e masculinidade.”

10.930 – Medicina – Polêmica sobre a reposição de testosterona


MEDICINA simbolo

Os níveis de testosterona diminuem com a idade. Calcula-se que, a partir dos 20 anos, a queda seja de 1% a 2% ao ano.
Os sinais e sintomas atribuídos à baixa produção (hipogonadismo) não são específicos: aumento da gordura corpórea, diminuição da massa muscular, da densidade óssea, da libido, da vitalidade e da sensação de bem-estar. Embora a função erétil também seja afetada, ela se acha preservada até que as concentrações estejam muito baixas.
Na maioria dos laboratórios, os níveis normais estão entre 300 ng/dL e 900 ng/dL. O diagnóstico de hipogonadismo não deve ser baseado num único exame; há obrigatoriedade de duas medições efetuadas pela manhã.
Quando o resultado estiver pouco abaixo da faixa da normalidade, o diagnóstico deve ser confirmado pela dosagem de testosterona livre e de outros hormônios.
Os especialistas estão de acordo com esses conceitos, as discordâncias dizem respeito às indicações da reposição:
1) Os defensores admitem que faltam dados de boa qualidade para avaliar a relação custo/benefício, mas argumentam que o hipogonadismo está relacionado com outros agravos: diabetes tipo 2, doença cardiovascular e síndrome metabólica.
Reconhecem que, em alguns estudos, a reposição aumentou o risco cardiovascular, mas que essa associação não foi confirmada.
Afirmam que o risco de câncer de próstata não está comprovado, e que pode ser minimizado com a adoção de critérios que contraindiquem a reposição em homens com PSA > 4 ng/dL (ou > 3 ng/dL, se forem negros ou tiverem parentes de primeiro grau com câncer de próstata), nódulos prostáticos palpáveis ou próstatas muito aumentadas.
2) O segundo grupo é formado pelos que limitam a indicação apenas aos casos com níveis de testosterona muito baixos.
Para eles, a reposição pode melhorar a sensação de bem-estar, a força muscular, a densidade óssea e a libido, mas os efeitos estão diretamente relacionados com o grau de deficiência. Em homens com níveis pouco abaixo da normalidade, o aumento da concentração sanguínea de testosterona traz benefícios tão pequenos que não compensam os riscos, os custos e os inconvenientes do tratamento.
3) Os conciliadores partem do princípio de que existem controvérsias em relação às doenças cardiovasculares e que o risco de câncer de próstata parece ser mínimo ou inexistente (embora os dados sejam limitados), especialmente quando o PSA é controlado.
Propõem modificações no estilo de vida, porque a obesidade contribui para reduzir a produção de testosterona. Recomendam que a reposição fique limitada aos homens com diagnóstico laboratorial preciso, sinais e sintomas claros de hipogonadismo.
Nesses casos, as doses de testosterona devem ser pequenas, suficientes apenas para manter as concentrações na faixa intermediária da normalidade. Depois de seis meses, se a melhora não for evidente, não há justificativa para insistir no tratamento.

10.560 – SARCOPENIA – O Envelhecimento e a Perda da Massa Muscular


fitness na idade avançada
Sarcopenia é a perda de massa e função muscular, e é uma conseqüência importante do envelhecimento. O predomínio de sarcopenia, dependendo da definição usada, varia de 10% a 30% em homens na faixa dos 60 anos e em mulheres na faixa dos 50 anos. A causa da diminuição na massa magra está na perda de massa muscular; há uma pequena mudança na massa magra não muscular.

Entre 20 e 80 anos de idade, o declínio cumulativo na massa muscular do esqueleto equivale a 35% a 40%. A perda de massa muscular não resulta em perda de peso, devido à natural substituição correspondente de gordura corporal.
A perda de massa muscular resulta de uma diminuição do número e da área da seção transversal das fibras musculares. Há uma atrofia, principalmente da contração muscular rápida, nas fibras do tipo II, e há um aumento em gordura intramuscular e no tecido conjuntivo. Essas mudanças reduzem o volume de tecido contrátil disponível para locomoção e para as funções metabólicas. O envelhecimento está associado com a síntese reduzida de proteínas musculares do esqueleto, com as cadeias pesadas de miosina e com as taxas de síntese atenuadas, os quais são importantes também para geração de adenosina trifosfato (ATP).
A perda de massa muscular que ocorre com o envelhecimento está associada à redução na força e potência muscular entre os 50 e 70 anos de idade, devido, principalmente, à perda de fibra muscular e à atrofia seletiva das fibras do tipo II. A perda de força muscular é ainda maior depois dos 70 anos; 28% dos homens com 74 anos não conseguem levantar sobre suas cabeças objetos com peso maior que 25 quilos. Com o aumento da idade, há uma redução progressiva na potência muscular, na velocidade da geração de força e na resistência à fadiga, que acabam diminuindo a capacidade de persistir em uma tarefa.
A perda de força e massa muscular leva a uma deterioração da função física, como indicado pela prejudicada habilidade de levantar de uma cadeira, subir degraus, acelerar o passo e manter o equilíbrio. A deterioração da função física contribui para a perda da independência, para a depressão e para o aumento do risco de quedas e fraturas no idoso.

Fique longe de mentiras sobre combate à gordura
Existe muita informação falsa sendo dada sobre como perder gordura apenas na parte central, como perder celulite, ou enrijecer certa área. O mito diz que se você exercitar mais tais áreas, você irá perder gordura naquela área. Isto não é o que ocorre. As pessoas precisam exercitar o corpo inteiro para estimular o processo de queima de gordura. Mulheres podem se livrar da celulite e homens podem se livrar da barriga de cerveja, mas isso não acontece exercitando apenas aquelas determinadas partes. Isto ocorre seguindo-se um programa completo – uma abordagem equilibrada e integrada – que traz o corpo de volta para onde ele supostamente deveria estar.

Levantamento de peso reduz a pressão sanguínea
Sabemos que exercícios aeróbicos e treinamento de resistência trabalham de mãos dadas para prevenir, reduzir, ou até mesmo eliminar doenças cardíacas, pois atuam no combate à diabetes (o fator de maior risco para doença cardíaca), ao colesterol alto, à pressão sangüínea, etc. Ambas as formas de exercício fortalecem o músculo cardíaco, fazendo-o trabalhar muito mais eficientemente.

É sabido que exercícios aeróbicos fazem um grande trabalho na diminuição da pressão sangüínea sistólica e que ajudam a reduzir a pressão sangüínea diastólica. Agora, uma pesquisa mais recente sugere que um programa regular de exercícios de resistência pode, de fato, diminuir a pressão sangüínea em repouso. As pessoas que participavam de um programa regular de treinamento com pesos, evidenciavam uma redução de cerca de três pontos na pressão sistólica e diastólica. Enquanto essas reduções possam parecer pequenas, as reduções pequenas como até dois pontos têm sido suficientes para reduzir a mortalidade por doenças coronárias.
Agora, médicos estão encorajando seus pacientes, tanto os de corações saudáveis (não importa a idade ou sexo) quanto os de problemas cardíacos, a usarem treinamento de resistência e treinamento aeróbico como parte do programa de prevenção ou tratamento de doenças do coração.

Mais uma vez, há razão para manter-se no levantamento de pesos, não somente por diversão, mas também por ser saudável.
“Metabolismo” é a energia que nós gastamos para manter todas as mudanças físicas e químicas em nosso corpo. Nossa “Taxa Metabólica” reflete o quão rapidamente nós usamos a energia armazenada. Esta taxa é influenciada por muitos fatores, incluindo genética, sexo, secreção hormonal, composição corporal, nosso biótipo e idade. A idade, nós não podemos controlar. Mas, na verdade, a idade tem um efeito mínimo sobre nossa Taxa Metabólica. No cálculo da Taxa Metabólica Basal de um homem de 20 anos de idade, pesando 75 quilos, comparado com a de um homem de mesmo peso, com 60 anos, usando fórmulas ajustadas à idade, o gasto de energia no descanso do homem de 20 anos é de 1750 calorias por dia, enquanto a do homem de 60 anos é de 1691 calorias por dia – somente 59 calorias a menos!
Mas a boa notícia é que nós podemos controlar muitos outros fatores, incluindo a massa mais magra (músculo) que temos e o número de calorias que queimaremos ao longo do dia. Podemos melhorar nossa composição corporal através de exercícios (treinamento de resistência e exercício aeróbico), o que fará com que aumentemos nosso gasto diário de energia e queimemos o excesso da mesma armazenada (gordura), caso o exercício seja intenso. Sabe-se que algumas substâncias ou hormônios, tais como os análogos da Leptina, Sibutraminas e drogas de prescrição para tratar Resistência a Insulina, têm sido mostrados como “queimadores de gordura” e consumidores de calorias. A supervisão de um médico é requerida para monitorar a dosagem dos suplementos e das drogas citadas.
Nós também podemos controlar nossa nutrição, a proporção de proteínas e gorduras em nossa dieta. Essas substâncias demandam muito mais energia (calorias) para serem metabolizadas.
Em um estudo recente, publicado no American Journal of Physiology, pessoas que se exercitavam e mantinham uma dieta rica em proteínas, queimavam mais gordura do que pessoas que seguiam uma dieta de proteínas próxima às recomendações diárias americanas. Os pesquisadores afirmaram que isto ocorreu, parcialmente, devido ao maior efeito térmico, ou o aumento no metabolismo, depois de comer. No grupo com dieta rica em proteínas, o efeito térmico foi elevado 42% depois de comer, comparado com 16% do outro grupo. Dado que este efeito, então chamado térmico ou calorífero, alcança seu máximo em uma hora depois da refeição, e tendo-se seis refeições ao dia, podemos tirar vantagem da maior Taxa Metabólica.
Assim, nós podemos aumentar nossa Taxa Metabólica e nos tornamos “máquinas queimadoras de gordura”. Isso é possível através de exercícios, suplementos, massa muscular e pequenas refeições freqüentes.

Exercício pode ser um antidepressivo potente
De acordo com um estudo lançado neste ano por pesquisadores no Duke University Medical Center, exercício pode ser benéfico para ajudar a eliminar sintomas de depressão.
Nesse estudo, 156 pacientes diagnosticados com a principal desordem depressiva (MDD) foram distribuídos em três grupos para avaliação: exercício, medicação, ou combinação de medicação e exercício. Os resultados mostraram que depois de 16 semanas, todos os grupos mostraram resultados similares, com melhoras significativas nas avaliações das depressões, incluindo o grupo que se exercitou sem o acréscimo da medicação.
“Uma das conclusões que podemos tirar disto é que o exercício pode ser tão efetivo quanto a medicação, chegando a ser uma alternativa melhor para certos pacientes”, diz o psicólogo e líder de estudo, Dr. James Bluementhal. Estas descobertas poderiam mudar a conduta com que alguns pacientes depressivos são tratados, especialmente aqueles que não estão interessados em tomar antidepressivos. Embora tenha sido provado que essas medicações são realmente efetivas, muitas pessoas querem evitar os efeitos colaterais ou estão procurando um meio mais ‘natural’ de se sentirem melhor”.
Enquanto os pesquisadores ainda não sabem precisamente por que os exercícios conferem tais benefícios, Dr. Bluementhal sugere seja porque os pacientes estão, na verdade, assumindo uma posição ativa e tentando melhorar.

O triste ponto inicial: não há modo fácil de ficar saudável
Pesquisadores da Universidade de Wisconsins-La Crosse foram incapazes de documentar a alegação de que máquinas poderiam enrijecer os músculos. Isto serve de evidência científica para assegurar as afirmações de muitos especialistas em aptidão física, de que dispositivos de estímulos elétricos não fortalecem ou tonificam os músculos enquanto você realiza atividades simples como ler um livro ou trabalha no computador, por exemplo.
Após oito semanas comparando pessoas que usaram dispositivos de estimulação elétrica dos músculos ,três vezes na semana e durante 45 minutos, àquelas que não realizavam o tratamento, os pesquisadores constataram que os 16 estudantes que usaram o dispositivo não sofreram alterações na musculatura.
Outro fato constatado foi o de que a maioria dos voluntários disseram que prefeririam ir a uma academia de ginástica, levantar peso por uma sessão média de 45 minutos.

10.424 – Fitness – O Whey Protein


whay

Os suplementos conhecidos como whey protein são uma mistura de proteína, carboidrato e gordura, sendo que a proteína representa mais de 80% de sua composição — essa quantidade pode ser maior dependendo do tipo de whey. A proteína é extraída do soro do leite — o processo retém as proteínas de moléculas menores, deixando de lado as maiores, que são mais dificilmente absorvidas.
Tal suplemento vem sendo amplamente usado por pessoas que desejam aumentar a massa muscular. Sabe-se que uma atividade física de força provoca pequenas lesões nos músculos, e a proteína é importante por ajudar a regenerá-lo, aumentando a massa muscular. Por isso, além do carboidrato, recomenda-se consumir proteína após o exercício. O objetivo das pessoas que tomam whey protein após a atividade física é fornecer, de forma prática, uma maior quantidade de proteína ao corpo e que pode ser absorvida mais rapidamente, já que é composta por moléculas menores do que a proteína dos alimentos.
Suplementos são indicados quando a alimentação não é suficiente para oferecer todos os nutrientes que uma pessoa precisa — no caso do whey protein, quando um exercício físico exige mais proteínas para regenerar o músculo do que é possível obter pela dieta. Alguns especialistas, porém, dizem que quase sempre é possível obter a quantidade ideal do nutriente por meio dos alimentos. Outros defendem que o whey protein, além de prático, pode ser mais eficaz do que a comida no ganho de massa muscular por ser absorvida mais rapidamente. “Eu diria que o suplemento pode ser usado por qualquer atleta ou pessoa que possa pagar por ele e passar bastante tempo praticando exercícios”, diz Stuart Phillips, pesquisador do Grupo de Pesquisas em Metabolismo do Exercício da Universidade McMaster, no Canadá.

Faz mal à saúde?
Qualquer dieta rica em proteína gera aumento da produção de ureia no organismo, fazendo com que o rim passe a trabalhar mais. Essa alimentação pode ser prejudicial a pessoas que têm doenças renais graves ou alterações nos rins que passam despercebidas. “Em ambos os casos, o excesso de proteína sobrecarrega o rim e pode levar a lesões permanentes no órgão. Por isso, uma pessoa que pretende consumir o suplemento deve procurar um médico para saber como anda a saúde de seus rins”, diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Albert Einstein.
De acordo com Andrea Matarazzo, nutricionista esportiva do Instituto Vita, o ideal é que pessoas que desejam ganhar massa muscular procurem um profissional especializado em alimentação, como um nutricionista ou nutrólogo, para avaliar se há necessidade de acrescentar mais proteína à dieta. “Além disso, pessoas que se sentem muito cansadas e têm muitas dores quando se exercitam devem procurar um profissional que indicará uma alimentação correta e, se necessário, o uso de um suplemento”.
Em exagero, o suplemento pode engordar, pois acrescenta calorias à dieta. O teor calórico do produto depende do tipo de whey protein — há diferenças na quantidade de proteína, carboidrato e gordura. Mas mesmo nas formas de whey protein que contêm a maior porcentagem de proteína as calorias estão presentes. Considerando que cada grama de proteína tem cerca de 4 calorias, uma bebida de whey com 30 gramas de proteína terá ao menos 120 calorias — quantidade semelhante a de dois filés de salmão grelhado.
O whey protein não possui todos os nutrientes de uma refeição completa, como vitaminas e fibras, e, portanto, não deve ser usado como forma de substituir as principais refeições do dia.

Prejudica a saúde a longo prazo?
Não existem estudos que acompanharam durante muitos anos pessoas que ingeriam whey protein para descobrir os efeitos do suplemento a longo prazo. Portanto, não há uma resposta definitiva para a questão. “O whey protein, no entanto, é usado há décadas e nenhum efeito adverso associado ao uso prolongado foi observado”, diz o pesquisador canadense Start Phillips.
Uma pessoa normal, que não é atleta e nem pretende aumentar a sua massa muscular, precisa de 1 a 1,2 gramas de proteína para cada quilo de seu peso total por dia. Assim, quem pesa 60 quilos deve consumir entre 60 e 72 gramas de proteína diariamente, independentemente de qual seja a fonte: vegetal, animal ou suplementar. Embora não exista um consenso em relação à quantidade ideal de whey protein para aumentar a massa muscular, estudos mostram que o organismo é capaz de absorver até 25 gramas de proteína por vez, segundo a nutricionista esportiva Andrea Matarazzo. Consumir de uma só vez uma quantidade superior pode não oferecer benefícios.
Não existe consenso em relação ao melhor momento do dia para fazer uso de whey protein. Segundo o pesquisador canadense Stuart Phillips, estudos atuais mostram que a hora em que o suplemento é tomado não parece interferir significativamente no efeito do produto. Nutricionistas costumam indicar o consumo após uma atividade física de força. Isso porque esse é o momento em que o músculo precisa se regenerar — papel desempenhado pela proteína, tanto a sintetizada pelas células do tecido muscular quanto a obtida pela alimentação.
Diferentes pesquisas já encontraram um benefício do suplemento no aumento da massa muscular — mas trata-se de estudos pequenos e que não acompanharam indivíduos durante muitos anos. Um trabalho holandês publicado em 2012, por exemplo, revisou uma série de pesquisas sobre o assunto que, ao todo, envolveram 680 pessoas. Os autores concluíram que esses suplementos são capazes de favorecer a formação de massa magra e melhorar o desempenho em exercícios de força, especificamente exercícios de membros inferiores, tanto em jovens quanto em pessoas mais velhas.

8684 – Por que é mais difícil emagrecer na velhice?


Por vários motivos. Um deles é a gradual redução do hormônio do crescimento, fenômeno chamado de somatopausa, que provoca a diminuição da massa muscular e o aumento da gordura abdominal. O outro é a redução do metabolismo basal (também influenciado pela perda muscular): a quantidade de calorias que o corpo gasta, mesmo em repouso, só para os seus órgãos funcionarem, é menor do que na juventude. É como se o organismo fosse ficando mais econômico. Com isso, se a pessoa não diminuir a quantidade de comida ingerida cotidianamente, ela vai engordar. E a tendência se agrava se a atividade física também for se reduzindo. No caso dos homens, os níveis de testosterona em queda contribuem para acelerar a produção de células de gordura e frear a de células musculares.

5460 -Fitness – A Fisiologia do Exercício


A liberação do hormônio de crescimento começa a diminuir já depois dos 20 anos. A perda de peso e a aparência mais magra atribuídas ao exercício na meia idade, são devidos somente a perda de gordura e não ao aumento da massa muscular.
Estudos recentes, demonstraram que pessoas obesas, valendo-se de dieta de baixas calorias, não perderam massa muscular do corpo quando tratadas com hormônio de crescimento. Para pessoas com dieta de baixas calorias e não executando exercicio, 25% do peso perdido será músculo. Até mesmo com exercícios pesados, 5% da perda do peso continuarão sendo músculos. Os nutrientes naturais, arginina, ornitina; podem ser usados para estimular no cérebro, a liberação do hormônio de crescimento, sendo mais sdaudável que as injeções do próprio hormônio, que causa efeitos colaterais.
Exercícios vigorosos e continuados produzem uma regular quantidade de massa muscular, sendo que para tanto, cerca de 25% do total de calorias consumidas são usadas como combustível. Nos animais que se exercitam ao máximo, comprovou-se que os múculos ficaram menos desenvolvidos do que naqueles que trabalham menos. Presume-se que tal fato decorreu por terem usado mais proteínas como combustível e terem menos disponibilidade para o crescimento muscular. Estudos mostraram ainda, que depois de correm 100 km, atletas tinham somente 30% nos níveis de soro, aminoácidos essenciais e não retornaram ao normal mesmo após 3 dias depois da prova.
Esta é uma das razões para os atletas consumirem mais proteínas. Os liberadores do hormônio de crescimento também poderiam ser de grande utilidade na limitação da perda de proteína.

Perda Muscular

Os 24 ratos que embarcaram na Challenger em abril de 1985 tiveram reduções drásticas na secreção do hormônio de crescimento, que vem das glândulas pituitárias. Um problema que também afeta os astronautas e resultou num forte descondicionamento devido a pequena atividade muscular requerida sob condições de menor pressão sobre todos os músculos, incluindo o coração. Tem sido um sério problema para pacientes hospitalizados. A arginina tem sido usada em pacientes mais velhos, recuperando-se desde cirurgias de câncer abdominal, para ajudar a vencer rapidamente o equilíbrio negativo do nitrogênio que causa a perda da massa muscular, e a supressão do sistema imunológico que tem lugar em pacientes cirurgicamente estressados e debilitados. Os estudos com hormônio de crescimento inicaram na década de 70, quando se descobriu que a idade está relacionada ao declínio da produção de tais hormônios, que são fabricados e liberados pela glândula pituitária, localizada no cérebro, em resposta ao sono. Determinados estudos mostraram que exercícios tem efeitos complexos nas funções imunológicas.