13.832 – Conceitos Sobre a Dor


Na Grécia Antiga, três séculos antes de Cristo, foi fundada a Escola Estoica. O ideal de seus seguidores era viver “de acordo com a natureza”, e assumir uma atitude impassível e racional diante dos acontecimentos, fossem eles marcados pela dor ou pelo prazer. Séculos mais tarde, de acordo com os valores da cultura judaico-cristã, a dor passou a ser encarada como forma de redimir os pecados intrínsecos à espécie humana, ou como castigo pelos erros cometidos. Prova disso está nas súplicas – “A vós suplicamos gemendo e chorando neste vale de lágrimas” -, ou na ira divina ao punir a desobediência de Eva no Paraíso: “Entre dores darás à luz os filhos”. Nem os poetas escaparam dessa postura de aceitação da dor – “Ser mãe é padecer no Paraíso” –, como mal necessário a caminho da redenção.
Sob o enfoque da medicina moderna, porém, a dor é um sinal de alarme e o sofrimento que provoca além de absolutamente inútil, debilita o organismo e compromete a qualidade de vida. Mas, nem sempre se pensou assim. Durante muito tempo, as faculdades de medicina e de enfermagem não capacitaram os alunos para lidar com a dor, fosse ela aguda ou crônica, e muitos médicos estão despreparados para enfrentar esse desafio, apesar dos avanços tecnológicos e na área da farmacologia. Não estamos nos referindo aqui às dores mais leves que passam com a administração de analgésicos comuns, mas às dores agudas e crônicas, que requerem tratamento mais agressivo e especializado.
Hoje, infelizmente, a despeito de todo o progresso terapêutico, essas dores ainda não recebem a abordagem necessária e estão se transformando num problema de saúde pública no Brasil.
A dor é um sinal de alarme do organismo. Quando se manifesta agudamente, com certeza algo de errado está ocorrendo na pele, nos músculos, nas vísceras ou no sistema nervoso central e são liberadas substâncias que ativam os nervos periféricos e centrais para conduzirem o estímulo até a medula espinhal, onde a sensação dolorosa é modulada, e de lá para o cérebro a fim de avisá-lo que, em determinado ponto, existe um problema.
Como a dor pode ser inibida na medula espinhal pela ação dessas substâncias (serotonina e endorfinas), quando uma pessoa se machuca praticando esportes ou jogando bola, por exemplo, pode não sentir nada naquele momento. A dor vem mais tarde, “quando o sangue esfriou”, dizem os leigos. Na verdade, a razão é outra: existe um sistema supressor interno que às custas das endorfinas, que são opioides endógenos, isto é, produzidos pelo próprio organismo, encarregou-se de combater a sensação dolorosa provocada pela agressão. Portanto, os remédios à base de opioides indicados para o controle da dor simplesmente amplificam esse mecanismo natural do organismo.

13.755 – Curiosidades – O que acontece quando damos risadas?


Os motivos que nos fazem rir variam dos mais óbvios até os mais improváveis. Tem gente que faz o maior barulhão na hora de dar risada, outros não emitem nenhum som sequer…
Fato é que a risada é uma resposta bastante primitiva do nosso corpo, e presente até mesmo no mundo animal.
Ao contrário da fala, os sons produzidos durante uma risada são controlados por um sistema cerebral responsável pela vocalização dos mamíferos, portanto, menos evoluído e mais semelhantes aos chamados entre os animais de uma mesma espécie.
Estudos realizados com observação de ressonância magnética mostraram que a língua, mandíbula e palato produzem movimentos reais durante o riso e que todo e mecanismo ocorre na caixa torácica.
Os diferentes e muitas vezes estranhos sons que emitimos quando damos risadas são resultados da pressão que o músculo do peito faz sobre a caixa torácica para que ocorra a saída de ar do corpo.
Você pode não saber, mas a risada também já foi observada em primatas como chimpanzés e gorilas e até mesmo entre outras espécies do reino animal, como em ratos, por exemplo. O que sugere que o fenômeno faz parte do grupo de expressões faciais e de comunicação, assim como as provocadas pela dor, consideradas mais básicas entre os mamíferos.

Riso de bebês
Se você tem filhos ou convive com crianças pequenas deve ter percebido que até mesmo os bebês são capazes de produzir risadas e, a contrário do que possa imaginar, não se trata apenas de uma resposta involuntária.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, quando sorri para os pais, os bebês não apenas expressam uma emoção, como também procuram receber deles uma reação igual, estabelecendo assim uma espécie de comunicação “planejada” por parte dos pequenos.

13.018 – A Fisiologia


fisiologia
É a parte da Biologia responsável pelo estudo das funções e das atividades exercidas por cada estrutura de um organismo vivo.
Para estudar um organismo, não basta saber quais são os órgãos que o compõem, é fundamental compreender todo o seu funcionamento e as atividades desenvolvidas por cada uma dessas estruturas. A Fisiologia é o ramo da Biologia dedicado à compreensão do funcionamento do corpo, sendo responsável por desvendar todos os processos físicos e químicos envolvidos na manutenção da vida. O estudo dessa área iniciou-se na Grécia por volta de 2500 anos atrás. O termo fisiologia é oriundo das palavras gregas phýsis e logos, que significam literalmente “conhecimento da natureza”.
Uma das figuras mais influentes no campo da Fisiologia da Antiguidade foi Cláudio Galeno (129-200 d.C.), um médico conhecido por tratar gladiadores. Galeno realizou diversos trabalhos com animais e seguia uma doutrina conhecida como “quatro humores”. Essa doutrina partia da ideia de que o corpo era formado por quatro diferentes fluidos: sangue, fleuma, bile amarela e bile negra. Segundo esse médico, o coração, o fígado e o cérebro eram os principais órgãos do corpo humano.
Após Galeno, outra figura que merece destaque é Andreas Versalius (1514-1564), que publicou, em 1543, a obra intitulada De Humani Corporis Fabrica. Esse trabalho ficou conhecido como um grande marco tanto no estudo da Anatomia como para a Fisiologia moderna, iniciando-se uma nova forma de compreender o funcionamento do corpo.
Outro estudo que merece destaque é o de William Harvey (1578-1657). Ele propôs a teoria de que o sangue circulava por todo o organismo graças ao bombeamento garantido pelo coração. Até esse momento, a teoria mais aceita afirmava que o sangue era constantemente produzido, e não que ele circulava. O trabalho de Harvey, sem dúvidas, foi fundamental para a compreensão de diversos outros processos fisiológicos.
O maior desenvolvimento dessa área da Biologia aconteceu, no entanto, ao longo do século XIX, em especial na Alemanha e na França. Entre os principais avanços dessa época, podemos destacar o entendimento da teoria celular e o desenvolvimento da Fisiologia Experimental. Nesse último caso, devemos destacar os trabalhos de Claude Bernard, que é considerado o pai da Fisiologia Experimental Contemporânea e destacava a importância da experimentação.
No século XX, diversos processos foram desvendados, e o entendimento da Bioquímica e da Biologia Molecular foi fundamental para o aprofundamento do conhecimento em Fisiologia. Com os avanços tecnológicos, essa área continua a crescer e muitos processos ainda serão entendidos.
Estudar Fisiologia requer dedicação e conhecimento básico de várias áreas da Biologia, tais como anatomia, morfologia, citologia, bioquímica, ecologia e biofísica. Nessa área são abordados temas como o funcionamento de todos os sistemas do corpo dos seres vivos e como eles são capazes de manter esses organismos em estado de equilíbrio. Nos textos dispostos logo mais abaixo, você conhecerá vários aspectos da Fisiologia, não só a humana, mas também a de diferentes seres.

13.017 – Bioquímica – O Glicogênio


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O glicogênio é a forma de armazenamento de açúcares nas células animais, como o amido o é nas vegetais. É uma molécula ramificada, constituída por unidades de glicose em ligação glicosídica 1-4, com ramificação onde a ligação é 1-6. O peso molecular pode chegar a 100 milhões.
Órgãos que mantêm depósitos de glicogênio: fígado, até 6 % do seu peso após uma refeição rica em carboidratos; músculo esquelético, até 0,7 %.
A função do glicogênio hepático é a manutenção da glicemia entre as refeições, ou seja, é uma reserva de glicose que pode ser exportada para outros órgãos (como o cérebro, cuja energia é exclusivamente derivada da glicose,) quando necessário.
O glicogênio muscular, ao contrário, não pode ser exportado. É usado pela própria fibra como fonte emergencial de energia quando a necessidade desta é muito intensa, p. ex. uma corrida veloz.
Para demonstrarmos glicogênio dentro de células é necessário um fixador não-aquoso, como o álcool. Do contrário o glicogênio, sendo hidrossolúvel, desaparece (portanto, não se pode usar formol). O corante usado é o Carmin de Best, ou a reação histoquímica do PAS.

METABOLISMO NORMAL DO GLICOGÊNIO
A síntese e degradação do glicogênio envolvem conjuntos separados de enzimas funcionando de forma irreversível, ou seja, o processo de degradação não é o inverso da síntese. Ao todo há pelo menos 8 enzimas envolvidas. Basta que uma falte para que a síntese ou degradação fiquem comprometidas, ou a molécula de glicogênio pode ser anormal. Além disso, há enzimas que têm formas diferentes em órgãos diferentes. P. ex., a fosforilase hepática, a primeira enzima da via de degradação, é diferente da fosforilase muscular. A falta congênita de uma não influencia o nível da outra.

Fonte: Unicamp

10.865 – Biologia: Funções do Corpo Humano


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A biologia vem descobrindo funções surpreendentes nessas máquinas perfeitas que são nossos corpos. Abaixo, mostramos seis dados surpreendentes do corpo humano que talvez você não conheça:

Os dedos ficam enrugados com a umidade para poder agarrar coisas debaixo d’água: a ciência comprovou que o fato de nossos dedos se enrugarem ao entrar em contato prolongado com a água é uma vantagem evolutiva. Assim como as estrias dos pneus favorecem a aderência de um veículo, os dedos enrugados na água nos permitem pegar as coisas para que elas não nos escapem das mãos.

Os fetos enviam células-tronco que curam os órgãos das mulheres grávidas: estudos recentes com mamíferos mostraram que os fetos detectam tecidos danificados nos órgãos de suas mães e enviam células-tronco para restaurá-los. Além disso, eles também fornecem células-tronco que ajudam a combater o câncer de mama. Esse mecanismo ajuda a garantir a sobrevivência da espécie.

O fígado tem a capacidade de se autorregenerar: foi confirmado através de doações de órgãos que uma parte do fígado transplantado é capaz de se regenerar por completo no novo corpo, inclusive quando se trata de pedaços menores de 10% da massa hepática. Da mesma forma, se doássemos uma parte de nosso fígado, ele voltaria a ter seu tamanho original.

Respirar emagrece: quando emagrecemos, nosso metabolismo queima as moléculas de gordura desnecessárias. Agora, sabemos que os átomos de carbono contidos nos triglicerídeos são expulsos através do nosso sistema respiratório, juntamente com o dióxido de carbono.

Carregamos dois quilos de bactérias em nosso corpo: em nosso corpo, vivem mais de 100 bilhões de bactérias. Esses micro-organismos são úteis em várias funções orgânicas. Entre outras coisas, eles intervêm no balanço do sistema imunológico e produzem substâncias necessárias para que aproveitemos os nutrientes dos alimentos.

Leite materno sob encomenda: o leite materno contém todos os nutrientes que um bebê até seis meses de idade precisa. No entanto, suas propriedades ainda surpreendem: o leite vai se adaptando às necessidades da criança, o que varia com seu crescimento. Além disso, o corpo da mãe é capaz de detectar a presença de vírus no corpo do bebê e produzir no leite os anticorpos necessários para combatê-los.

11.688 – Astronáutica – A circulação sanguínea se altera na falta de gravidade?


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Não existem ambientes sem gravidade. O que acontece no espaço é que essa força é anulada pela alta velocidade das naves (em média, 27 000 quilômetros por hora). Para começar, o coração trabalha melhor. “Normalmente, ele empurra 70 centímetros cúbicos de sangue para a circulação”, diz um fisiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo. No espaço, o músculo precisa de 5% menos força para fazer a mesma coisa, pois a falta de gravidade diminui a compressão das artérias, que se dilatam.
Outros órgãos são afetados. Os músculos afrouxam, já que não são convocados a fazer força. Se a estada for longa, correm até o risco de se atrofiar. Os ossos tornam-se mais fracos, porque precisam da gravidade para fixar o cálcio que “tampa” seus poros. O sistema digestivo enlouquece. Para evitar indisposições, os astronautas treinam em aviões: sobem, desligam os motores e descem em queda livre. No mergulho, qualquer refeição engolida volta. A repetição da manobra acostuma o viajante às dificuldades do espaço.

O coração do astronauta no espaço funciona como se ele estivesse em repouso.
Mais sangue
As artérias se dilatam, diminuindo a pressão sanguínea. Para compensar, o organismo produz 5% mais de sangue.
Boa viagem
Na Terra, as veias têm que bombear o sangue pernas acima, de volta para o coração. Sem gravidade, o líquido viaja com facilidade.
Pegando leve
Como a força que o coração faz é proporcional ao esforço que o astronauta realiza, ele bate mais fraco.

11.576 – A circulação sanguínea se altera na falta de gravidade? Há outras mudanças fisiológicas?


Não existem ambientes sem gravidade. O que acontece no espaço é que essa força é anulada pela alta velocidade das naves (em média, 27 000 quilômetros por hora). Para começar, o coração trabalha melhor. “Normalmente, ele empurra 70 centímetros cúbicos de sangue para a circulação”, diz o fisiologista Maurício Rocha e Silva, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo. No espaço, o músculo precisa de 5% menos força para fazer a mesma coisa, pois a falta de gravidade diminui a compressão das artérias, que se dilatam.
Outros órgãos são afetados. Os músculos afrouxam, já que não são convocados a fazer força. Se a estada for longa, correm até o risco de se atrofiar. Os ossos tornam-se mais fracos, porque precisam da gravidade para fixar o cálcio que “tampa” seus poros. O sistema digestivo enlouquece. Para evitar indisposições, os astronautas treinam em aviões: sobem, desligam os motores e descem em queda livre. No mergulho, qualquer refeição engolida volta. A repetição da manobra acostuma o viajante às dificuldades do espaço. Haja estômago.
O coração do astronauta no espaço funciona como se ele estivesse em repouso.
s artérias se dilatam, diminuindo a pressão sanguínea. Para compensar, o organismo produz 5% mais de sangue.
Na Terra, as veias têm que bombear o sangue pernas acima, de volta para o coração. Sem gravidade, o líquido viaja com facilidade.
Como a força que o coração faz é proporcional ao esforço que o astronauta realiza, ele bate mais fraco.

11.120 – ☻Mega Bloco – Biologia, a Ciência da Vida


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Uma ciência que, em rápida expansão atinge proporções que começa a se subdividir em em numerosas ciências derivadas.
Da Zoologia e da Botânica sistemática, todos podemos colher uma visão geral das diferentes espécies de seres vivos e das múltiolas relaçlões entre eles. Da Anatomia e da Fisiologia, uma compreensão clara do nosso próprio corpo. Do estudo da Embriologia e da Reprodução temos a percepção do lugar que ocupamos na escala da vida. a Genética, cada vez mais explorada, emergiu de discussões e controvérsias, mas que apresenta princípios exatos na hereditariedade.
A Ecologia ocupa-se das diversas espécies vivas como partes interdependentes numa única cadeia. A Medicina que era o estudo das doenças, vem se tornando o estudo da Saúde. a Psicologia aborda os mais fascinantes problemas e tem o trabalho de explicar como se desenvolveu a mente, desde as suas nebulosas origens até o aspecto que reveste a espécie humana.

Você vai mergulhar em mais um ☻Mega Bloco.

Agricultura biodinâmica
Anatomia
Astrobiologia
Bioquímica
Bioinformática
Biologia
Biologia da conservação
Biomaterial
Biomecânica
Biofísica
Biopolímeros
Biotecnologia
Botânica
Biologia celular
Biologia do desenvolvimento
Biologia evolutiva
Biologia estrutural
Biologia molecular
Biologia marinha
Biologia sistémica
Bromatologia
Ciências do ambiente
Ciências da saúde
Controlo biológico
Dinâmica populacional
Ecologia
Etologia
Farmacogenética
Farmacologia
Fisiologia
Genética
Genómica
Imunogenética
Imunologia
Imunoterapia
Imagiologia médica
Microbiologia
Neurociência
Neurociência cognitiva
Neurociência computacional
Neuroetologia
Nutrição
Oncologia
Optometria
Parasitologia
Patologia
Proteómica
Zoologia

Vida_Ciencia_Biologia_Vol2_8ed

10.996 – Nutrição – O que é O que é glucosamina?


glucosamina

É uma substância produzida naturalmente no organismo humano, importante para a saúde das cartilagens nas articulações. Trata-se de um aminossacarídeo (C6H13NO5) importante para a síntese de lipídios e glicoproteínas.
Também faz parte da estrutura do exoesqueleto dos crustáceos, da parede celular dos fungos e de outros organismos. Os suplementos comercialmente disponíveis também podem ter origem em um processo de fabricação que requer a fermentação de grãos de milho ou aveia.
Existem várias evidências científicas de que o uso do sulfato de glucosamina no tratamento da osteoartrite do joelho traz benefícios, que vão de leves a moderados, com pouca ou nenhuma reação adversa ou efeito colateral. A osteoartrite é uma condição em que a cartilagem se desgasta e os ossos passam a tocar uns nos outros, causando dor, limitação dos movimentos e outros problemas.
Acredita-se que, por seu papel essencial na formação das moléculas que constituem cartilagens, suplementos à base de glucosamina podem ajudar a fortalacer as articulações. Segundo o site de informações médicas americano Mayo Clinic, se isso se confirmar, “significaria que o sulfato de glucosamina é mais eficaz do que a glucosamina sem o sulfato”.
Suplementos de sulfato de glucosamina são geralmente ingeridos juntamente com a condroitina, substância que se origina da cartilagem. Em pessoas com osteoartrite, o uso combinado desses suplementos se mostrou benéfico por permitir a diminuição das dosagens de outros medicamentos usados no tratamento da doença, como os Antiinflamatórios Não-Esteróides (AINEs).
A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo não-vascularizado (ou seja, não possui vasos sanguíneos), que tem a função de amortecer impactos (como as cartilagens presentes nas articulações), modelar e dar sustentação (como a cartilagem do nariz e das orelhas), ou apenas revestir e evitar o atrito entre os ossos.
Como as cartilagens não apresentam nervos ou vasos linfáticos, não sentimos dor ou qualquer outra sensação nessas áreas. Também por causa da falta de vascularização, a regeneração desses tecidos é bastante lenta.
Os suplementos à base de glucosamina que existem no mercado são geralmente produzidos a partir da da casca de crustáceos, como camarão, caranguejo e lagosta, ou de fontes vegetais, como dos grãos de aveia e cevada. A condroitina também é extraída da cartilagem animal.
Suplementos geralmente podem ser encontrados sob a forma de cápsulas, tabletes, líquido ou em pó (para ser misturado em água), sendo o consumo recomendado de 1.500 mg por dia.
Quais os benefícios da glucosamina para a saúde?
Acredita-se que a ingestão desses suplementos diminui a deterioração da cartilagem, combate a dor causada pela osteoartrite e melhora a mobilidade das articulações atingidas pela doença.
A Arthrites Foundation, uma fundação americana com sede em Atlanta, explica que “a glucosamina produzida pelo corpo fornece blocos de construção naturais para o crescimento, reparo e manutenção da cartilagem. Assim como a condroitina, a glucosamina pode ajudar a lubrificar articulações, ajudar a cartilagem a reter água e evitar sua deterioração”.
A Fundação explica ainda que a glucosamina traz resultados similares aos proporcionados pelos AINEs na diminuição dos sintomas de osteoartrite, mas podem levar até duas vezes mais tempo para fazer efeito. As vantagens? Por se tratar de um produto natural, causa pouco ou nenhum efeito colateral.
Apesar dos resultados inconclusivos de algumas pesquisas, a glucosamina parece uma boa aposta. Uma pesquisa de 2005 avaliou 20 estudos de glucosamina e descobriu uma melhoria na dor das articulações, na rigidez e na mobilidade, dentre pacientes que tomaram a marca de glucosamina Rottapharm (que tem o nome comercial de Dona, Viartril e Xicil), mas outras marcas não apresentaram os mesmos resultados.
O maior estudo realizado até agora foi iniciado em 2006, o chamado “Estudo de Intervenção com Glucosamina e Condroitina no Combate à Artrite” (Glucosamine/chondroitin Arthritis Intervention Trial – GAIT, na sigla em inglês). Foram estudadas 1,6 mil pessoas com osteartrite do joelho.
A primeira fase do estudo revelou que uma pequena parcela do grupo de pacientes com artrite de moderada a severa apresentou um alívio importante da dor, ao ingerir glucosamina e condroitina combinados.
Mais surpreendente ainda foi a fase desse mesmo estudo realizada em 2010, que durou dois anos. Nele, a glucosamina e a condroitina se reveleram tão eficazes no tratamento da osteoartrite do joelho quando o antiinflamatório não-esteroide celecoxib.
Já em um pequeno estudo realizado em 2012, o uso combinado de glucosamina e AINEs levou à diminuição dos sintomas, e um grupo de pacientes que tomou apenas a glucosamina também apresentou melhorias importantes, ainda que menores que as apresentadas pelo grupo que também tomou os antiinflamatórios.
“Pesquisas também sugerem que a glucosamina pode retardar a deterioração das articulações. Um estudo feito em 2008 com quase 300 pacientes revelou que aqueles que usam glucosamina tiveram que realizar 50% menos cirurgias para substituição de articulações que os pacientes que estavam tomando placebo”, explica a Fundação.
Qual a dosagem recomendada?
Antes de tomar qualquer suplemento, é necessário que o paciente consulte seu médico e siga suas instruções. As dosagens mais comuns da glucosamina são de 1.500 mg diarias, sejam ingeridas apenas uma vez ou três vezes ao longo do dia – divide-se em três doses para evitar dores no estômago.
As doses recomendadas seriam então de 500 mg de sulfato de glucosamina e 400 mg de sulfato de condroitina três vezes ao dia. Os efeitos podem levar de um a três meses para começar a aparecer.
Por ser extraída de crustáceos, pessoas alérgicas devem procurar pelas marcas que processam glucosamina de origem vegetal, através da fermentação de grãos.
Efeitos adversos da glucosamina
A glucosamina pode causar uma leve dor de estômago, náusea, queimação, diarreia e constipação, assim como aumentar o nível de açúcar, colesterol e triglicerídeos do sangue, elevando a pressão sanguínea.
Algumas pesquisas também sugerem que portadores de glaucoma ou hipertensão intraocular podem apresentar uma piora da pressão ocular se tomarem um suplemento à base de glucosamina.
Dentre seus efeitos adversos, os que causam maior preocupação são os relacionados ao aumento do nível de açúcar do sangue, um risco sobretudo para pacientes diabéticos que também sofrem com a osteoartrite.
Mas as pesquisas ainda não conseguiram descobrir se a ingestão do suplemento realmente tem um impacto sobre o aumento do nível da glicose na corrente sanguínea.

10.974 – Biologia – O Tecido Adiposo


adiposo

É formado por células do tecido conjuntivo que acumulam lipídios (gorduras) em seu interior, no citoplasma. Essas células, chamadas de Adipócitos, em sua maioria, são de forma esférica e maiores que as demais. A gordura armazenada nessas células servirá como fonte de energia para o organismo. Também constitui um excelente isolante térmico e isolante mecânico, pois absorve os impactos, impedindo que estes cheguem aos órgãos e os danifiquem.
Quando o organismo animal consome menos energia do que ingere, o excesso é guardado no tecido adiposo. É por isso que animais sedentários (pouca atividade física – movimentação), são mais “gordos” que os que têm uma vida com maior movimento físico. O excesso de peso nos humanos não é bom, pois o aumento do volume e massa corpórea faz alguns órgãos trabalharem demais (como coração, pulmões, rins, etc), diminuindo o seu tempo de vida. Em ursos polares, o tecido adiposo é muito importante, pois assim conseguem resistir ao frio extremo, e os longos períodos de hibernação.
A classificação desses tecidos é feita tendo como critérios a pigmentação da gordura armazenada e a forma de organização:
Tecido adiposo branco (ou unilocular)
Suas células apresentam forma de esfera, tendo em seu interior uma grande quantidade de lipídios, em uma “gota”, tanto que o núcleo achatado e o citoplasma são deslocados do centro. A quantidade de substâncias fundamentais é menor que em outros tecidos.

Esse tecido é bastante irrigado por vasos sanguíneos. Em torno das células está uma vasta rede de fibras reticulares, que dão sustentação à massa gordurosa.
O nome vem da coloração, que está entre o branco e amarelo escuro, dependendo da alimentação do indivíduo. É tecido que forma o Panículo Adiposo, que fica sob a pele, absorvendo impactos e funcionando como isolante térmico.
Células do tecido conjuntivo podem se diferenciar para formar esse tecido.

Tecido adiposo pardo (ou multilocular)
As células desse tecido são menores que as do unilocular, pois ao invés de uma grande “gota” de gordura, é constituída por diversas gotículas (vacúolos), que se espalham por todo o citoplasma. São ricas em mitocôndrias, organelas que produzem energia e calor. Os animais hibernantes têm bastante desse tipo de tecido, pois o calor produzido irá manter a temperatura do corpo em períodos longos de frio. Nesses animais, durante a hibernação, o sangue que fica na rede de vasos sanguíneos dentro desses tecidos se aquece, sendo “bombeado” para outras partes do corpo na hora do despertar para o verão, fazendo o organismo voltar a funcionar completamente.
Nos seres humanos, esse tecido é mais importante nos recém-nascidos, para protegê-los do frio. É um tecido que só é formado enquanto o bebê está no ventre, não sendo mais produzido na vida pós-natal.

10.875 – Medicina – Técnica de cura ressuscita pacientes praticamente mortos


Cientistas da Universidade do Arizona, em Tucson (EUA), desenvolveram uma técnica radical para salvar pacientes à beira da morte. E como ela funciona? Através da substituição de todo o sangue do corpo por água salgada fria. “Se a temperatura de uma pessoa está a 10ºC, sem atividade cerebral, sem atividade cardíaca e sem sangue, qualquer um concordaria que ela está morta (…) Contudo, ainda a podemos trazer de volta à vida”, explicou Peter Rhee, que, junto com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, em College Park, demonstrou que é possível manter os corpos em “animação suspensa” por horas.
Tal procedimento já havia sido testado em animais: o sangue do corpo de uma cobaia foi drenado e resfriado em 20ºC abaixo de sua temperatura. Em seguida, o sangue foi bombeado novamente pelas veias e, assim, o corpo foi esquentando aos poucos, até que o coração voltasse a bater. Os animais utilizados nos experimentos mostraram efeitos nocivos muito baixos ao despertarem, além de um estado de atordoamento, que não dura mais que um dia. Quando foi anunciada a experimentação em humanos (vítimas de tiros), surgiu a polêmica: esta técnica implica fazer o paciente passar pela morte antes de curá-lo. Tisherman diz que “é importante que o público saiba que não se trata de uma ficção científica, mas de um trabalho experimental, que vem sendo estudado com disciplina, com o objetivo de salvar a vida de pessoas”. Esta maneira ousada de salvar pacientes poderia mudar a história da medicina, principalmente em casos de acidentes. Seria possível?

10.783 – Fisiologia – Odores aceleram regeneração celular


Apesar de ser um dos sentidos humanos mais antigos, o odor foi um dos últimos a ser estudado. Nos últimos dez anos, mais ou menos, cientistas descobriram que os receptores olfativos não estão presentes apenas no nariz, mas estão em todo o corpo, exercendo papel crucial em uma série de funções fisiológicas.
Agora uma equipe de biólogos descobriu que nossa pele está cheia de receptores olfativos.
Não apenas isso: a exposição de um desses receptores a um odor sintético de sândalo, conhecido como Sandalore, desencadeia uma enxurrada de sinais moleculares que parecem induzir à cura de tecidos lesionados.
Numa série de testes, Hanns Hatt, da Universidade Ruhr Bochum, na Alemanha, constatou que a pele se recupera 30% mais rapidamente de abrasões quando há Sandalore presente. Cientistas acham que a descoberta pode levar à criação de produtos contra o envelhecimento da pele e de novos tratamentos para traumas físicos.
A presença de receptores olfativos fora do nariz pode parecer estranha à primeira vista, mas, como observaram Hatt e outros, esses receptores estão entre os sensores químicos mais evolutivamente antigos do corpo, sendo capazes de detectar compostos de inúmeros tipos.
“Se pensamos nos receptores olfativos como detectores químicos especializados, em vez de receptores nasais capazes de detectar odores, então faz muito sentido que eles estejam em outros lugares”, comentou Jennifer Pluznick, professora de fisiologia na Universidade Johns Hopkins em Baltimore. Em 2009, ela descobriu que os receptores olfativos ajudam a controlar a função metabólica e a regular a pressão sanguínea dos rins de camundongos.
Pense nos receptores olfativos como um sistema de fechadura e chave, sendo uma molécula de odor a chave da fechadura do receptor. Apenas certas moléculas se encaixam com certos receptores. Quando a molécula correta aparece e pousa sobre o receptor que corresponde a ela, desencadeia o envio de um sinal nervoso ao cérebro, que nós apreendemos como odor. Mas o mesmo sistema pode cumprir outras funções.
Em um estudo publicado em 2003, Hatt e seus colegas escreveram que receptores olfativos encontrados no interior dos testículos funcionam como uma espécie de sistema químico de orientação que possibilita aos espermatozoides encontrar o caminho até um óvulo não fertilizado.
Desde então, Hatt já identificou receptores olfativos em vários outros órgãos, incluindo fígado, coração, pulmões, cólon e cérebro. Evidências genéticas sugerem que quase todos os órgãos do corpo contêm receptores olfativos.
Em 2009, por exemplo, Hatt e sua equipe informaram que a exposição de receptores olfativos na próstata humana ao beta-ionona, composto odorífero primário presente em violetas e rosas, parece inibir a disseminação de células cancerosas da próstata.
No mesmo ano, a bióloga Grace Pavlath, da Universidade Emory, em Atlanta, publicou um estudo sobre receptores olfativos em músculos esqueléticos. Ela descobriu que, quando os receptores são banhados em Lyral, fragrância sintética com perfume do lírio do vale, ocorre a regeneração do tecido muscular. O bloqueio desses receptores inibe a regeneração muscular, sugerindo que os receptores olfativos são necessários ao complexo sistema de sinalização bioquímica que leva células-tronco a se transformarem em células musculares e a substituírem tecidos lesionados.
Os receptores olfativos são o maior subconjunto de receptores acoplados à proteína G, família de proteínas encontrada na superfície de células que permite às células detectar o que se passa à sua volta. Esses receptores são alvo comum de medicamentos, e esse fato é um indício positivo para o que se poderia descrever como medicina baseada nos cheiros.
Mas, devido à complexidade do sistema olfativo, essa medicina pode estar distante. Os humanos possuem cerca de 350 tipos distintos de receptores olfativos. Até agora, os cientistas encontraram a correspondência de apenas um punhado deles com os compostos químicos que eles detectam. Há pouco conhecimento sobre o que faz a maioria dos receptores.

10.573 – Fisiologia – Função do Hormônio Eritropoietina


eritropieitina
EPO, é um hormônio de glicoproteína que controla a eritropoiese, ou a produção de células vermelhas do sangue. É uma citocina (molécula de sinalização de proteína) para eritrócitos (glóbulos vermelhos) precursores da medula óssea. A EPO humana tem um peso molecular de 34 kDa.
Também chamada de hemopoetina, é produzida por fibroblastos intersticiais no rim em estreita associação com o peritubular capilar e túbulo epitelial tubular. Também é produzido em células perisinusoidais no fígado. Enquanto a produção hepática predomina no período fetal e perinatal, a produção renal é predominante durante a idade adulta. Além disso a eritropoiese, a eritropoietina tem também outras funções biológicas conhecidas. Por exemplo, ela desempenha um papel importante na resposta do cérebro à lesão neuronal. EPO também está envolvido no processo de cicatrização da ferida.
Quando exógeno, o EPO é usado como uma droga para melhorar o desempenho, é classificado como um agente estimulante da eritropoiese (AEE). EPO exógena pode muitas vezes ser detectada no sangue, devido a pequenas diferenças em relação ao da proteína endógena, por exemplo, nas características de modificação pós-traducional.
Os níveis de eritropoietina no sangue são muito baixos na ausência de anemia, a cerca de 10 mU/ml. No entanto, no estresse hipóxico, a produção de EPO pode aumentar cerca de 1000 vezes, atingindo 10000 mU/ml de sangue. EPO é produzido principalmente por células de revestimento capilar peritubulares do córtex renal, que são, células epiteliais, como altamente especializadas. É sintetizada por células peritubulares renais em adultos, com uma pequena quantidade a ser produzida no fígado. Acredita-se que o regulamento conta com um mecanismo de retroalimentação medindo a oxigenação do sangue.5 Fatores de transcrição constitutivamente sintetizados ao EPO, conhecidos como fatores de hipoxia-induzível, são hidroxilados e proteossomal digeridos, na presença de oxigênio.
Eritropoietinas disponíveis para serem utilizados como agentes terapêuticos são produzidas por tecnologia de ADN recombinante em cultura de células, e incluem Epogen/Procrit (epoetina alfa) e Aranesp (darbepoetina alfa); eles são utilizados no tratamento de anemia resultante de doença renal crônica, doença inflamatória do intestino (doença de Crohn e colite ulcerosa)6 e mielodisplasia do tratamento de câncer (quimioterapia e radioterapia), mas incluí advertências em caixas de aumento do risco de morte, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, tromboembolismo venoso, a recorrência do tumor, e outros graves efeitos fora do alvo.
A eritropoetina é secretada essencialmente pelo córtex renal (aproximadamente 90% da produção). Foi demonstrado que o fígado (sobretudo nos fetos), o cérebro e o útero produzem a eritropoetina igualmente. A produção de eritropoetina é estimulada pela baixa de oxigênio nas artérias renais.
A baixa da pressão parcial em oxigênio (pessoas que vivem em grandes altitudes), a diminuição do número de glóbulos vermelhos (ou hemácias) causada por uma hemorragia ou por uma destruição excessiva, o aumento da necessidade de oxigénio pelos tecidos levam a uma secreção de eritropoietina. Ao contrário, o excesso de oxigénio nos tecidos diminui a sua secreção. Actua sobre as células eritroblásticas da medula óssea, isto é, as células precursoras dos glóbulos vermelhos por intermediação de receptores específicos. 10% da eritropoietina é secretada pelo fígado e 90% pelos rins.
A eritropoietina estimula a proliferação das células-tronco(v) precursoras de glóbulos vermelhos (ou hemácias), ao nível da medula óssea, aumentando assim a produção destas últimas de uma a duas semanas.
Como os rins são os principais produtores de eritropoetina (EPO), uma insuficiência renal crônica leva geralmente a uma deficiência de EPO, e por consequência a uma anemia hipoplásica.

Outro sério risco é o derrame cerebral e o ataque cardíaco, porque com o aumento dos glóbulos vermelhos, o sangue fica mais espesso

Descoberta
Em 1905, Paul Carnot, um professor de medicina em Paris, e seu assistente, Clotilde Deflandre, expuseram a ideia de que hormônios regulam a produção de células vermelhas do sangue. Após a realização de experimentos em coelhos sujeitos a sangria, Carnot e Deflandre atribuíram um aumento das células vermelhas do sangue em indivíduos de coelho a um fator hematopoiética chamado hemopoietina. Eva Bonsdorff e Eeva Jalavisto continuaram a estudar a produção de células vermelhas e, mais tarde chamaram a hematopoiética de substância ‘eritropoietina’. Outros estudos que investigam a existência de EPO por KR Reissman (local desconhecido) e Allan J. Erslev (Thomas Jefferson Medical College) demonstraram que uma determinada substância, circulada no sangue, é capaz de estimular a produção de células vermelhas do sangue e o aumento do hematócrito. Esta substância foi, finalmente, purificada e confirmada como eritropoietina, abrindo as portas para fins terapêuticos para EPO em doenças tais como a anemia.
Hematologista John Adamson e o nefrologista Joseph W. Eschbach olharam para as várias formas de insuficiência renal e a função do hormônio natural do EPO na formação de células vermelhas do sangue. Estudando ovelhas e outros animais, nos anos 1970, os dois cientistas que ajudaram a estabelecer a EPO estimula a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea e pode levar a um tratamento de anemia em seres humanos. Em 1968, Goldwasser e Kung começaram a trabalhar para purificar o EPO humano, e conseguiram purificar quantidades de miligramas de mais de 95% de material puro em 1977.9 EPO pura permitiu a sequência de aminoácidos a serem identificados e parcialmente o gene a ser isolado. Mais tarde, um pesquisador financiado pelo Institutos Nacionais da Saúde (‘NIH’) na Universidade Columbia descobriu uma maneira de sintetizar o EPO. A Universidade de Colúmbia patenteou a técnica, e licenciou a Amgen. A controvérsia se seguiu sobre a justiça das recompensas que a Amgen colheu do trabalho financiado pelo NIH, e Goldwasser nunca foi financeiramente recompensada por seu trabalho.

10.560 – SARCOPENIA – O Envelhecimento e a Perda da Massa Muscular


fitness na idade avançada
Sarcopenia é a perda de massa e função muscular, e é uma conseqüência importante do envelhecimento. O predomínio de sarcopenia, dependendo da definição usada, varia de 10% a 30% em homens na faixa dos 60 anos e em mulheres na faixa dos 50 anos. A causa da diminuição na massa magra está na perda de massa muscular; há uma pequena mudança na massa magra não muscular.

Entre 20 e 80 anos de idade, o declínio cumulativo na massa muscular do esqueleto equivale a 35% a 40%. A perda de massa muscular não resulta em perda de peso, devido à natural substituição correspondente de gordura corporal.
A perda de massa muscular resulta de uma diminuição do número e da área da seção transversal das fibras musculares. Há uma atrofia, principalmente da contração muscular rápida, nas fibras do tipo II, e há um aumento em gordura intramuscular e no tecido conjuntivo. Essas mudanças reduzem o volume de tecido contrátil disponível para locomoção e para as funções metabólicas. O envelhecimento está associado com a síntese reduzida de proteínas musculares do esqueleto, com as cadeias pesadas de miosina e com as taxas de síntese atenuadas, os quais são importantes também para geração de adenosina trifosfato (ATP).
A perda de massa muscular que ocorre com o envelhecimento está associada à redução na força e potência muscular entre os 50 e 70 anos de idade, devido, principalmente, à perda de fibra muscular e à atrofia seletiva das fibras do tipo II. A perda de força muscular é ainda maior depois dos 70 anos; 28% dos homens com 74 anos não conseguem levantar sobre suas cabeças objetos com peso maior que 25 quilos. Com o aumento da idade, há uma redução progressiva na potência muscular, na velocidade da geração de força e na resistência à fadiga, que acabam diminuindo a capacidade de persistir em uma tarefa.
A perda de força e massa muscular leva a uma deterioração da função física, como indicado pela prejudicada habilidade de levantar de uma cadeira, subir degraus, acelerar o passo e manter o equilíbrio. A deterioração da função física contribui para a perda da independência, para a depressão e para o aumento do risco de quedas e fraturas no idoso.

Fique longe de mentiras sobre combate à gordura
Existe muita informação falsa sendo dada sobre como perder gordura apenas na parte central, como perder celulite, ou enrijecer certa área. O mito diz que se você exercitar mais tais áreas, você irá perder gordura naquela área. Isto não é o que ocorre. As pessoas precisam exercitar o corpo inteiro para estimular o processo de queima de gordura. Mulheres podem se livrar da celulite e homens podem se livrar da barriga de cerveja, mas isso não acontece exercitando apenas aquelas determinadas partes. Isto ocorre seguindo-se um programa completo – uma abordagem equilibrada e integrada – que traz o corpo de volta para onde ele supostamente deveria estar.

Levantamento de peso reduz a pressão sanguínea
Sabemos que exercícios aeróbicos e treinamento de resistência trabalham de mãos dadas para prevenir, reduzir, ou até mesmo eliminar doenças cardíacas, pois atuam no combate à diabetes (o fator de maior risco para doença cardíaca), ao colesterol alto, à pressão sangüínea, etc. Ambas as formas de exercício fortalecem o músculo cardíaco, fazendo-o trabalhar muito mais eficientemente.

É sabido que exercícios aeróbicos fazem um grande trabalho na diminuição da pressão sangüínea sistólica e que ajudam a reduzir a pressão sangüínea diastólica. Agora, uma pesquisa mais recente sugere que um programa regular de exercícios de resistência pode, de fato, diminuir a pressão sangüínea em repouso. As pessoas que participavam de um programa regular de treinamento com pesos, evidenciavam uma redução de cerca de três pontos na pressão sistólica e diastólica. Enquanto essas reduções possam parecer pequenas, as reduções pequenas como até dois pontos têm sido suficientes para reduzir a mortalidade por doenças coronárias.
Agora, médicos estão encorajando seus pacientes, tanto os de corações saudáveis (não importa a idade ou sexo) quanto os de problemas cardíacos, a usarem treinamento de resistência e treinamento aeróbico como parte do programa de prevenção ou tratamento de doenças do coração.

Mais uma vez, há razão para manter-se no levantamento de pesos, não somente por diversão, mas também por ser saudável.
“Metabolismo” é a energia que nós gastamos para manter todas as mudanças físicas e químicas em nosso corpo. Nossa “Taxa Metabólica” reflete o quão rapidamente nós usamos a energia armazenada. Esta taxa é influenciada por muitos fatores, incluindo genética, sexo, secreção hormonal, composição corporal, nosso biótipo e idade. A idade, nós não podemos controlar. Mas, na verdade, a idade tem um efeito mínimo sobre nossa Taxa Metabólica. No cálculo da Taxa Metabólica Basal de um homem de 20 anos de idade, pesando 75 quilos, comparado com a de um homem de mesmo peso, com 60 anos, usando fórmulas ajustadas à idade, o gasto de energia no descanso do homem de 20 anos é de 1750 calorias por dia, enquanto a do homem de 60 anos é de 1691 calorias por dia – somente 59 calorias a menos!
Mas a boa notícia é que nós podemos controlar muitos outros fatores, incluindo a massa mais magra (músculo) que temos e o número de calorias que queimaremos ao longo do dia. Podemos melhorar nossa composição corporal através de exercícios (treinamento de resistência e exercício aeróbico), o que fará com que aumentemos nosso gasto diário de energia e queimemos o excesso da mesma armazenada (gordura), caso o exercício seja intenso. Sabe-se que algumas substâncias ou hormônios, tais como os análogos da Leptina, Sibutraminas e drogas de prescrição para tratar Resistência a Insulina, têm sido mostrados como “queimadores de gordura” e consumidores de calorias. A supervisão de um médico é requerida para monitorar a dosagem dos suplementos e das drogas citadas.
Nós também podemos controlar nossa nutrição, a proporção de proteínas e gorduras em nossa dieta. Essas substâncias demandam muito mais energia (calorias) para serem metabolizadas.
Em um estudo recente, publicado no American Journal of Physiology, pessoas que se exercitavam e mantinham uma dieta rica em proteínas, queimavam mais gordura do que pessoas que seguiam uma dieta de proteínas próxima às recomendações diárias americanas. Os pesquisadores afirmaram que isto ocorreu, parcialmente, devido ao maior efeito térmico, ou o aumento no metabolismo, depois de comer. No grupo com dieta rica em proteínas, o efeito térmico foi elevado 42% depois de comer, comparado com 16% do outro grupo. Dado que este efeito, então chamado térmico ou calorífero, alcança seu máximo em uma hora depois da refeição, e tendo-se seis refeições ao dia, podemos tirar vantagem da maior Taxa Metabólica.
Assim, nós podemos aumentar nossa Taxa Metabólica e nos tornamos “máquinas queimadoras de gordura”. Isso é possível através de exercícios, suplementos, massa muscular e pequenas refeições freqüentes.

Exercício pode ser um antidepressivo potente
De acordo com um estudo lançado neste ano por pesquisadores no Duke University Medical Center, exercício pode ser benéfico para ajudar a eliminar sintomas de depressão.
Nesse estudo, 156 pacientes diagnosticados com a principal desordem depressiva (MDD) foram distribuídos em três grupos para avaliação: exercício, medicação, ou combinação de medicação e exercício. Os resultados mostraram que depois de 16 semanas, todos os grupos mostraram resultados similares, com melhoras significativas nas avaliações das depressões, incluindo o grupo que se exercitou sem o acréscimo da medicação.
“Uma das conclusões que podemos tirar disto é que o exercício pode ser tão efetivo quanto a medicação, chegando a ser uma alternativa melhor para certos pacientes”, diz o psicólogo e líder de estudo, Dr. James Bluementhal. Estas descobertas poderiam mudar a conduta com que alguns pacientes depressivos são tratados, especialmente aqueles que não estão interessados em tomar antidepressivos. Embora tenha sido provado que essas medicações são realmente efetivas, muitas pessoas querem evitar os efeitos colaterais ou estão procurando um meio mais ‘natural’ de se sentirem melhor”.
Enquanto os pesquisadores ainda não sabem precisamente por que os exercícios conferem tais benefícios, Dr. Bluementhal sugere seja porque os pacientes estão, na verdade, assumindo uma posição ativa e tentando melhorar.

O triste ponto inicial: não há modo fácil de ficar saudável
Pesquisadores da Universidade de Wisconsins-La Crosse foram incapazes de documentar a alegação de que máquinas poderiam enrijecer os músculos. Isto serve de evidência científica para assegurar as afirmações de muitos especialistas em aptidão física, de que dispositivos de estímulos elétricos não fortalecem ou tonificam os músculos enquanto você realiza atividades simples como ler um livro ou trabalha no computador, por exemplo.
Após oito semanas comparando pessoas que usaram dispositivos de estimulação elétrica dos músculos ,três vezes na semana e durante 45 minutos, àquelas que não realizavam o tratamento, os pesquisadores constataram que os 16 estudantes que usaram o dispositivo não sofreram alterações na musculatura.
Outro fato constatado foi o de que a maioria dos voluntários disseram que prefeririam ir a uma academia de ginástica, levantar peso por uma sessão média de 45 minutos.

10.091 – Medicina – Hibernação forçada pode salvar humanos


Ratos forçados a inalar sulfureto de hidrogênio – substância que tem cheiro de ovo podre – entram em um tipo de hibernação que, segundo relato de pesquisadores norte-americanos, pode ajudar a salvar vidas humanas. Embora o sulfureto de hidrogênio seja tóxico em doses elevadas, ele pode ativar alguns dos mecanismos que levam outros animais a hibernarem, segundo artigo publicado na revista Science.
Se houver uma forma segura de fazer isso com humanos, poderão surgir novas formas de tratamento do câncer e de hemorragias, além de ajudar na recuperação de cirurgias, de acordo com a equipe do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer.
“Estamos, essencialmente, transformando temporariamente ratos de animais de sangue quente em criaturas de sangue frio, que é exatamente a mesma coisa que acontece naturalmente quando os mamíferos hibernam”, afirmou Mark Roth, que comandou o estudo, em uma nota. “Achamos que essa pode ser uma habilidade latente de todos os mamíferos – potencialmente até de humanos – e estamos simplesmente colocando rédeas (no processo), ligando-o e desligando-o, induzindo a um estado de hibernação deliberada”, afirmou o bioquímico.
Não só ursos e anfíbios hibernam. Os humanos às vezes também o fazem. Já foram documentados muitos casos de bebês e ocasionalmente adultos que sobrevivem ao afogamento em água gelada porque a temperatura corporal caiu drasticamente e eles pararam de respirar por mais de uma hora.
“Entender as conexões entre situações aleatórias de sobrevivência aparentemente miraculosa e inexplicável nos chamados humanos clinicamente mortos e nossa capacidade de induzir e reverter o descanso metabólico em organismos-modelo pode ter implicações dramáticas para o atendimento médico”, afirmou Roth. “Suspeito que isso mude a forma como a medicina é praticada, porque irá, em resumo, ganhar tempo para os pacientes.”
Na experiência, os ratos, quando expostos a 80 partes de sulfureto de hidrogênio por milhão de partes de ar, tinham o consumo de oxigênio reduzido em 50% e a emissão de dióxido de carbono reduzida em 60% nos primeiros cinco minutos, segundo o artigo. “Se deixados nesse ambiente por seis horas, seu ritmo metabólico caía em 90%.”
Reduzir o metabolismo diminui a necessidade de oxigênio. Se a experiência puder ser repetida em humanos, significaria mais tempo para atender pacientes em estado grave que aguardam transplantes ou estão em UTIs e campos de batalha, segundo Roth.
Também o tratamento do câncer poderia melhorar, segundo ele, pois o tecido saudável pode “hibernar” enquanto doses mais elevadas de radiação matam as células doentes. “Hoje em dia, no tratamento da maioria das formas de câncer, estamos matando as células normais muito antes de matarmos as células do tumor. Ao induzir à hibernação metabólica no tecido normal, estamos pelo menos equilibrando o terreno de jogo.”
O sulfureto de hidrogênio é letal em doses elevadas, mas os ratos, segundo Roth, não pareceram sofrer qualquer sequela. “O legal deste gás que estamos usando, o componente, é que não é algo manufaturado que estamos tirando de uma prateleira – não é ‘uma vida melhor por meio da química’. É simplesmente um agente que todos nós produzimos em nossos corpos o tempo todo para a nossa flexibilidade metabólica. É o que permite que a nossa temperatura fique em 36 graus, independentemente de estarmos no Alasca ou no Haiti.”

10.034 – Fisiologia – Qual a diferença entre o orgasmo masculino e o feminino?


É difícil explicar com palavras, mas o orgasmo é uma espécie de ponto máximo de prazer que uma pessoa pode sentir durante uma transa ou durante a masturbação. Numa relação sexual, os homens atingem o orgasmo quando manipulam seu pênis ou quando penetram a mulher. Já para elas é muito mais fácil chegar lá por meio de estímulos no clitóris – pequeno órgão rosado na parte superior da vulva – que apenas pela penetração. O clitóris funciona como uma espécie de gatilho para o prazer feminino. O orgasmo só com a penetração é um pouco mais complicado para as mulheres. Em geral, exige maior prática, tranqüilidade e intimidade com o parceiro.
Outras diferenças existem em relação à duração e ao tempo necessário para se atingir o ponto máximo de prazer. Para as mulheres, normalmente o orgasmo demora um pouco mais para acontecer. Entretanto, quando ele chega, tende a ser mais prolongado do que o masculino. Depois do orgasmo, ambos os sexos passam pelo período chamado refratário, uma fase de recuperação antes que se possa engatar uma nova atividade sexual. Para elas, esse período é bem mais curto que para os homens: em poucos segundos, a maioria das mulheres já estaria apta para experimentar mais prazer. Já entre eles esse período de recuperação tende a ser maior, sendo que muitos esgotam suas atividades sexuais diárias depois de um único orgasmo.
Para terminar: elas podem ter orgasmos múltiplos, ou seja, vários seguidos, quase sem intervalos, que podem propiciar um ápice de prazer por um tempo bem mais longo. É quase como um ônibus chegando atrás do outro, sem parar! Entre os homens esse fenômeno não acontece. Eles têm mesmo é que esperar o próximo trem passar. E tem dias que esse trem leva horas…

9901 – Fisiologia – Por que urinamos mais nos dias frios?


Basicamente, porque suamos menos. Tanto a urina quanto a transpiração são meios de o corpo eliminar água e resíduos gerados no processo metabólico (como ureia e creatinina), além de minerais. “No frio, a eliminação pela pele é menor devido à vasoconstrição, ou seja, diminuição do calibre dos vasos sanguíneos que, entre outras coisas, reduz o suor”, afirma um médico nefrologista chefe do setor clínico da Unidade de Transplante Renal do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Os hormônios que controlam a saída de líquidos pelos rins diminuem sua atividade quando a temperatura ambiente diminui e, além disso, há o aumento do metabolismo, processo que transforma os alimentos em energia e calor. Para manter a temperatura interna normal nessa época, o corpo necessita de mais comida e com isso há maior produção de resíduos a serem eliminados pela via urinária”. No calor, urinamos entre 1 litro e 1,5 litro por dia, na média. Essa quantidade pode até dobrar num dia frio. Entretanto, isso varia de pessoa para pessoa, já que o tanto de urina produzido depende bem mais da porção de líquidos ingeridos ao longo do dia, independentemente da estação do ano.

9179 – Anatomia – Os Rins


rim

São 2. Cada um dos dois órgãos excretores, em forma de feijão (tendo no ser humano, aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura). É o principal órgão do sistema excretor e osmoregulador dos vertebrados. Os rins filtram produtos do metabolismo de aminoácidos (especialmente uréia) do sangue, e os excretam, com água, na urina; a urina sai dos rins através dos ureteres, para a bexiga.
Em humanos, os rins estão localizados na região posterior do abdomen, atrás do peritoneo, motivo pelo qual são chamados de órgãos retroperitoneais. Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço. Em cima de cada rim encontramos a glândula suprarrenal.
Os rins estão, aproximadamente no mesmo nível que as vértebras T12 a L3, sendo que o rim direito localiza-se um pouco mais inferiormente que o esquerdo. O pólo superior de cada rim está encostado na décima primeira e décima segunda costelas e ambos encontram-se envoltos por um coxim de gordura, com finalidade de proteção mecânica.
Os rins são duas glândulas da cor vermelha escura colocadas simetricamente ao lado da coluna vertebral, na região lombar. Medem 10cm de largura e pesam cerca de 150gr cada um. O peritoneo membrana serosa que cobre a superficie superior do abdómen, prende-os fortemente contra a parede abdominal. A extremidade supérior de cada rim é coberta por uma glândula edócrina, a glândula suprarrenal.
No adulto o rim tem cerca de 11 a 13 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura, 2,5 a 3 cm de espessura, com aproximadamente 125 a 170 gramas no homem e 115 a 155 gramas na mulher.
Cada rim possui a forma de um grão de feijão com duas faces (anterior e posterior), duas bordas (medial e lateral) e dois pólos ou extremidades (superior e inferior). Na borda medial encontra-se o hilo, por onde passam o ureter, artéria e veia renal, linfáticos e nervos. Os rins estão envolvidos em toda sua superfície por um tecido fibroso fino chamado cápsula renal. Ao redor do rim existe um acúmulo de tecido adiposo chamado gordura perirrenal, que por sua vez está envolvida por uma condensação de tecido conjuntivo, representando a fáscia de Gerota ou fáscia renal.
Ao corte frontal, que divide o rim em duas partes, é possível reconhecer o córtex renal, uma camada mais externa e pálida, e a medula renal, uma camada mais interna e escura. O córtex emite projeções para a medula denominadas colunas renais, que separam porções cônicas da medula chamadas pirâmides.
As pirâmides têm bases voltadas para o córtex e ápices voltados para a medula, sendo que seus ápices são denominados papilas renais. É na papila que desembocam os ductos coletores pelos quais a urina escoa atingindo a pelve renal e o ureter. A pelve é a extremidade dilatada do ureter e está dividida em dois ou três tubos chamados cálices maiores, os quais subdividem-se em um número variado de cálices menores. Cada cálice menor apresenta um encaixe em forma de taça com a papila renal.
Os rins são supridos pela artéria renal, que se origina da aorta. A artéria renal divide-se no hilo em um ramo anterior e um ramo posterior. Estes, dividem-se em várias artérias segmentares que irão irrigar vários segmentos do rim. Essas artérias, por sua vez, dão origem às artérias interlobares, que na junção cortiço-medular dividem-se para formar as artérias arqueadas e posteriormente as artérias interlobulares. Dessas artérias surgem as arteríolas aferentes, as quais sofrem divisão formando os capilares dos glomérulos, que em seguida, confluem-se para formar a arteríola eferente. A arteríola eferente dá origem aos capilares peritubulares a às arteríolas retas, responsáveis pelo suprimento arterial da medula renal.
A drenagem venosa costuma seguir paralelamente o trajeto do sistema arterial. O sangue do córtex drena para as veias arqueadas e destas para as veias interlobares, segmentares, veia renal e finalmente veia cava inferior.
No córtex há numerosos linfáticos que drenam para a cápsula ou junção córtico-medular. Na medula, os linfáticos correm do ápice das pirâmides para a junção córtico-medular, onde formam linfáticos arqueados que acompanham os vasos sanguíneos até o hilo para drenar em linfonodos para-aórticos.

Hiperaldosteronismo primário é caracterizado pelo excesso de produção de aldosterona pela suprarrenal. Leva a hipertensão arterial associada a hipocaliémia, esta é normalmente uma pista para o diagnóstico. O síndrome de Conn é uma exemplo desta patologia, em que há um processo neoplásico (adenoma) produtor de aldosterona, localizado na suprarrenal.
Hiperaldosteronismo secundário é caracterizada pela grande actividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona e que leva à produção de grande quantidade de aldostero.
A consequência mais grave do hiperaldosteronismo é a hipertensão arterial, que embora possa passar despercebida ocasionalmente, noutros casos é evidenciada por sintomas característicos: dor de cabeça, palpitações, náuseas e tonturas. Caso a hipertensão seja muito intensa e não seja corrigida com o tratamento adequado, pode provocar, a longo prazo, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais. Como a aldosterona promove a eliminação de potássio através da urina, é igualmente frequente o aparecimento de sintomas que indicam uma redução da concentração de potássio no sangue, sobretudo alterações neurológicas, bem como parestesia (formigueiros), debilidade muscular e paralisia.
Dependendo da causa e outros factores, o hiperaldosteronismo pode ser tratado cirurgicamente e/ou medicamente por antagonistas de aldosterona.

9096 – Atletismo – Oxigênio não ganha jogo


É cada vez mais freqüente nos Estados Unidos um atleta receber oxigênio puro nos intervalos das competições, na esperança de recuperar-se rapidamente da fadiga. Pura perda de tempo descobriram os médicos. Eles pediram aos integrantes de um time de futebol que se exercitassem até a exaustão. Depois, metade do time recebeu oxigênio puro durante quatro minutos, enquanto a outra metade aspirou pela mascara o próprio ar ambiente. Analisando em uns e outros a freqüência cardíaca e as taxas sanguíneas de ácido lático – o sinal químico dos músculos cansados -, os pesquisadores verificaram que não havia nenhuma diferença.
“A capacidade de absorver o gás limita no organismo, daí não adianta receber doses extras”, explica um fisiologista do Comitê Olímpico Internacional. Segundo ele, os americanos reeditaram um modismo dos anos 50, quando os vestiários de estádios como o Maracanã foram equipados com balões de oxigênio puro. Mais tarde, foram desativados ao se perceber que os jogadores se recuperavam da mesma maneira simplesmente caminhando em volta do campo.

8969 – Curiosidades da Medicina – Quanto sangue dá para perder sem morrer?


De 40% a dois terços do total, dependendo do peso, idade, preparo físico, estado de saúde e local do ferimento. Mas a coisa fica feia antes disso. Se 30% do sangue se for, perde-se a consciência. É como mais se morre no campo de batalha, quando o combatente é baleado e o socorro não chega a tempo. Mas há exceções. Uma hemorragia interna pode matar com só 10% de perda de sangue. Já o corte de uma veia do braço pode levar a pessoa a perder mais de 30% do sangue e seguir consciente, porque a velocidade do sangramento influi diretamente na capacidade de recuperação do corpo. E como é a morte por falta de sangue? O organismo entra em choque porque seus órgãos não recebem mais os nutrientes que o sangue transporta e param de funcionar. E se uma pessoa entrar no hospital com mais de 40% de sangue perdido? Só tem salvação se der certo ressuscitá-la. Depois, dá-lhe soro e transfusões de sangue.

Um doador de sangue deixa, em média:

8% a 10% do sangue, que está dentro do nível de segurança de
15%, sem sintomas.
30% bastam para perder a consciência.
40% ou mais, o organismo entra em choque.
Uma pessoa de 80 quilos tem cerca de 5,5 litros de sangue.