14.033 – Robô Cirurgião Contra o Câncer de Próstata


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Da Vinci, o robô cirurgião

As cirurgias robóticas já são uma realidade no Brasil. Mais ágil e segura do que os métodos tradicionais, a tecnologia vem auxiliando médicos na busca por resultados cada vez melhores em cirurgias que antes ofereciam riscos aos pacientes, seja na hora da operação ou em um segundo momento, com sequelas que o acompanham por toda a vida. No caso do tratamento cirúrgico para câncer de próstata, ela é, hoje, considerada a melhor opção para o paciente.
Entre as especialidades médicas, uma das mais beneficiada pela cirurgia robótica é a Urologia, abrindo diversas oportunidades para o tratamento não só do câncer de próstata, como também de doenças nos rins, bexiga e todo o trato urinário. Nesses casos, o robô usado é o Da Vinci SI, que entrega movimentos suaves e precisos através de suas pinças articuladas, reproduzindo de forma fiel os comandos das mãos do cirurgião.

Cirurgias que podem ser realizadas com o robô Da Vinci SI

– Prostatectomia: Retirada total ou parcial da próstata

– Nefrectomia: Retirada total ou parcial de um rim

– Pieloplastia: Tratamento na junção do rim com o ureter

– Adrenalectomia: Retirada de uma ou ambas as glândulas suprarrenais

– Cistectomia: Retirada total ou parcial da bexiga

“O paciente só tem a ganhar através da cirurgia robótica. A visão 3D dos campos operatórios permite total controle do procedimento. Outro ponto forte é a preservação dos vasos sanguíneos e nervos essenciais para as funções do organismo, como o controle da urina e a ereção”, explica o Dr. Raphael Rocha, urologista e cirurgião do Hospital São Lucas Copacabana.
A impotência sexual é justamente um dos grandes temores dos pacientes que têm indicação de cirurgia para tratar o câncer de próstata. Nas cirurgias abertas, esse risco é bem elevado, atingindo cerca de 90% dos homens; já na cirurgia robótica, esse número despenca para apenas 10% dos pacientes que ficam com a sequela no pós-operatório.

“Uma das grandes vantagens que a cirurgia robótica proporciona também para o cirurgião é que ela é minimamente invasiva. Muitas vezes o robô opera em orifícios de apenas 8mm, o que diminui muito os riscos de infecção e necessidade de transfusão de sangue. Além disso, no caso das cirurgias em Urologia, o paciente também tem menos chances de desenvolver hérnias”, diz o especialista.
O futuro da tecnologia médica aplicada nas cirurgias robóticas é promissor para a Urologia: na Suécia já estão sendo feitas cirurgias de grande porte para reconstrução da bexiga usando como base uma parte do intestino do próprio paciente, usufruindo de toda a precisão e rapidez que o método proporciona para um resultado excepcional.

13.313 – Urologia – É preciso ficar 48 horas sem sexo antes do exame de sangue para câncer de próstata?


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Ponha o dedo na consciência se isso for uma reclamação. O jejum sexual evita um resultado falso de câncer.
É que a ejaculação eleva a taxa do PSA (Antígeno Prostático Específico), fenômeno que também ocorre quando há células cancerígenas na próstata.
Há ainda outras condições a evitar antes do exame, já que elas comprimem a próstata: cavalgar, andar de moto ou bicicleta, e uso de supositório.

13.124 – Tadalafila – Efeitos Colaterais


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Todos os medicamentos, sem exceção, podem causar complicações. Antes de começar a tomar uma nova droga, discuta estas possibilidades com o seu médico.

Efeitos Colaterais
Nos estudos realizados até agora, apenas aproximadamente 10% dos homens que usaram o Viagra, Levitra e Cialis sentiram quaisquer tipos de efeitos colaterais. A maioria dos efeitos colaterais dos medicamentos para disfunção erétil é temporária e tem intensidade leve. Os efeitos colaterais mais comuns foram dor de cabeça (16%), rubor da face (10%), dor de estômago (7%), congestão nasal (4%), tontura (2%) alterações da visão (3%). A alteração da visão foi leve e temporária e consistia principalmente em enxergar uma aura verde-azulada. Alguns homens reclamaram de visão embaçada e outros reclamaram de maior sensibilidade à luz. O tadalafil (Cialis) tem o efeito incomum de dores musculares ou nas costas (4%). Há um aumento consistente na incidência de efeitos colaterais com a dosagem aumentada das drogas. No entanto, em estudos feitos até o momento, somente cerca de 2% dos homens pararam de tomar o medicamento devido a efeitos colaterais.
Viagra, Levitra e Cialis foram medicamentos desenvolvidos para o tratamento de homens com disfunção erétil. A disfunção erétil é definida como a incapacidade constante de obter ou manter ereção para uma relação sexual satisfatória. Se esta definição não descreve os problemas que você está enfrentando, estes medicamentos não servem para você.
Embora tenha sido demonstrado que estas drogas são eficazes na melhora da rigidez e duração da ereção em homens com disfunção erétil, elas não foram totalmente investigadas em homens com funções eréteis normais. Eles não são medicamentos que servem para melhorar o ímpeto sexual, a capacidade de ejaculação ou de ter orgasmos. Estas drogas não são indicadas para aprimoramento sexual para homens normais. Atualmente, os medicamentos orais se tornaram a primeira opção de tratamento para homens com disfunção erétil. Tratamentos como a terapia da auto-injeção no pênis, supositórios na uretra e terapia com dispositivo de ereção a vácuo agora são considerados opções de tratamento secundárias.
No entanto, se estiver tomando remédios à base de nitrato, que são normalmente receitados para tratar de doenças coronárias ou insuficiência cardíaca, você não pode usar Viagra, Levitra ou Cialis. Pesquisas mostram que a combinação destes medicamentos causa uma redução dramática e possivelmente perigosa na pressão arterial. Por esta razão, mesmo se você usar esporadicamente medicamentos a base de nitrato e sob indicação, não deve tomar Viagra, Levitra ou Cialis sob quaisquer circunstâncias.
Outros medicamentos podem interferir na duração de ação do Viagra, Levitra e Cialis. Foi provado que a eritromicina (um antibiótico), cimetidina (Tagamet, um inibidor de acidez gástrica) e cetoconazol (um agente antifúngico) aumentam a duração do efeito do Viagra e, por isso, sua dosagem deveria ser reduzida nesses casos. (Não aumente ou diminua o medicamento por conta própria. Siga as orientações do seu médico.) Não há interação entre o Viagra, Levitra e Cialis e medicamentos antidepressivos, Coumadin (varfarina) ou aspirina.
Da mesma maneira, devido às dores de cabeça associadas ao Viagra em uma pequena porcentagem dos homens, tem havido preocupação quanto ao uso do medicamento em pacientes com enxaqueca. Não há indicação de que estes medicamentos não devem ser usados nesse grupo de pacientes. Mas caso as dores de cabeça ocorram nestes homens, uma terapia alternativa deve ser buscada.
Preocupações quanto ao mercado negro
Mesmo antes do lançamento do Viagra, as autoridades já se preocupavam com o desenvolvimento de mercados negros para ele em todo o mundo. Como se temia, o mercado negro de medicamentos para a disfunção erétil se desenvolveu rapidamente. Em parte, isto ocorre por causa de algumas idéias errôneas sobre o medicamento e o que ele pode fazer. Muitos homens (e mulheres também) acreditam que a pílula azul é um afrodisíaco que irá ressuscitar suas vidas sexuais. Em alguns países, o Viagra não recebeu status de droga legal por causa do medo de que ele fosse usado em excesso.
Apesar de os tratamentos farmacológicos para a disfunção eréctil serem conhecidos como potencialmente perigosos para a saúde, é necessário desfazer alguns mitos comuns. Os medicamentos anti-impotência, incluindo o Cialis, apenas desenvolveram efeitos secundários graves em casos muito raros e na sua maioria pela sua interacção com outros medicamentos ou devido a patologias previamente existentes.
Os efeitos secundários comuns do Cialis afetam cerca de 10% dos homens que tomam este medicamento para a disfunção eréctil e caracterizam-se por tonturas ao levantar, rubor facial, congestão nasal e dores musculares. Na maioria dos doentes as dores musculares são leves e atenuadas, sem a necessidade de recorrer a analgésicos.

12.815 – Urologia – Verdades Sobre o Câncer de Próstata


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O CÂNCER DE PRÓSTATA ESTÁ RELACIONADO COM DIFICULDADES DE EREÇÃO?
Verdade. A dificuldade de ereção é o principal problema relacionado à qualidade de vida de pacientes submetidos ao tratamento do câncer de próstata. Existem tratamentos eficazes para estes sintomas.

O CÂNCER DE PRÓSTATA CAUSA POUCOS SINTOMAS?
Verdade. A doença é uma das que menos apresenta sintomas em seus estágios iniciais, sendo que em alguns homens ela é totalmente silenciosa. Além disto, muitos sinais costumam passar despercebidos, como incômodo ao urinar e dificuldades de ereção, que podem ser confundidos como sinais comuns ao avanço da idade.

O AUMENTO DA PRÓSTATA NEM SEMPRE INDICA CÂNCER?
Verdade. O aumento da próstata pode acontecer em razão do avanço da idade, sem significar a presença de câncer. Porém há também outras doenças que provocam o aumento do volume da próstata, como a prostatite por exemplo. Se você deseja obter mais informações sobre a telemedicina para a prevenção de sua próstata para o câncer e outras doenças.

12.641 – Reto-robô criado por pesquisadores promete revolucionar exames de próstata


De acordo com a Science Alert, a invenção revolucionária poderá ajudar salvar vidas por meio da detecção precoce de câncer de próstata.
Apresentado por seus criadores durante uma conferência chamada Eurohaptics, o chamado ‘reto-robô’ permitirá que os profissionais de saúde trabalhem a técnica antes de realizá-la em um paciente. Ao aplicar uma pressão no reto feito de silicone, os médicos podem obter com maior precisão a sensação e forma dos órgãos internos. Além disso, um modelo 3D do interior também é exibido na tela de um computador, de modo que o usuário possa ver o que está tocando, por meio de uma tecnologia háptica (palavra que refere-se ao tato) – que envolve a interação com computador através do toque.
O robô também pode ser programado para ter um cenário anatômico diferente, de acordo com a necessidade. Por exemplo, os médicos podem visualizar como ocorre o aumento de uma próstata e até mesmo um tumor em desenvolvimento.
Até o momento, os modelos utilizados para o treinamento de especialistas são feitos de plástico e por isso, são incapazes de criar a sensação real da pele e tecidos vivos e muitas das vezes não fornecem uma compreensão ou técnica adequada.
Em teoria, os médicos podem sempre praticar em voluntários. No entanto, é de se esperar que não existam muitos dispostos a realizar exames de próstata apenas para fins científicos. No Reino Unido, até o momento, apenas uma pessoa foi registrada para teste, e ela é conhecida como “assistente de ensino retal”.
Para criar o design do reto robótico e o modelo 3D no computador, os pesquisadores testaram voluntários, por meio de ressonância magnética, para descobrir a forma média e geometria da anatomia.
Os especialistas que testaram o dispositivo, comentaram sobre a grande vantagem de poder alterar a anatomia do robô. “O tamanho e a forma do reto e próstata podem variam de pessoa para pessoa, e esta tecnologia permite aos médicos praticarem suas habilidades em pacientes virtuais diferentes”, disse Bello. “Eles também observaram que, porque esses exames são realizados apenas pelo tato, experimentar a sensação realista é crucial”.Agora, os pesquisadores vão trabalhar para melhorá-lo, fazendo com que os médicos possam usá-lo a partir de luvas com pequenos sensores de pressão, além de coletar dados de exames reais da próstata de um paciente. Eles também afirmaram ter a intenção de adaptá-lo à exames ginecológicos.

12.477 – Medicina – Por que acontece a disfunção sexual?


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Primeiro, vem um estímulo: um beijo, um toque, uma lambida. É a deixa para os neurotransmissores mandarem o corpo esponjoso se dilatar e se encher de sangue, pressionando as veias ao redor e mantendo o líquido retido ali. Pronto, temos um pênis ereto. Nas mulheres, o processo é mais sofisticado e, por isso, sujeito a outras variáveis. Os estímulos também desencadeiam reações físicas que envolvem a lubrificação do canal vaginal e a ampliação do fluxo sanguíneo para o clitóris, que aumenta de tamanho e se enrijece. Mas qualquer bobeada na concentração ou um pensamento errado na hora errada funcionam como água fria no sistema de aquecimento. Pode acontecer, por exemplo, de vir à mente bem no meio do amasso a conta do cartão de crédito ou a sensação de estar fazendo algo proibido ou sujo – fruto de uma educação repressora.
Outros broxadores são o estresse e a ansiedade, que disparam a produção de adrenalina, o que significa que o corpo se prepara para reagir a ataques e desliga as funções que não são prioritárias para a sobrevivência. Aí, nada de esbanjar fluxo sanguíneo para os genitais. E adeus ereção ou lubrificação.
O consumo de álcool também tem culpa no cartório. Drinques a mais têm efeito vasodilatador no corpo e deixam o tecido erétil frouxo. Por último, há a questão da saúde, em especial para os homens. Algumas doenças podem interferir no desempenho. A diabetes é um exemplo: a alta concentração de açúcar no sangue pode causar má circulação e lesões nos vasos e nos nervos do corpo todo.
E a ereção depende da boa irrigação do pênis e da livre condução dos impulsos elétricos entre os neurônios. Pressão alta é outro fator de risco, porque as artérias podem perder a flexibilidade e se tornarem rígidas, dificultando a passagem do sangue.
Por outro lado, cada vez mais a indústria farmacêutica tem se aplicado em encontrar pílulas do tesão, como o Viagra. Esses remédios permitem maior afluxo de sangue no pênis, ajudando na ereção. Como o prazer feminino não depende de uma questão mecânica, o buraco é mais embaixo.
As mulheres produzem doses bem menores de testosterona do que os homens – e esse hormônio é o gatilho do desejo. A ciência ainda não desvendou como esse mecanismo funciona exatamente, mas há indícios de que a substância amplie a agressividade sexual e facilite a transmissão dos impulsos nervosos, o que aumenta a vontade de ter relações. Por isso, alguns dos novos medicamentos que prometem favorecer a libido delas levam testosterona na fórmula.
Caça ao desejo perdido
As drogas que prometem prazer para as mulheres.

Flibanserina
Aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina e baixa os de serotonina.

Lybrido
Associa a testosterona com a sildenafila, mesma droga do Viagra.

Lybridos
Tem buspirona, que ajuda a baixar o nível de serotonina, para reduzir a inibição.

ORL101
É uma versão sintética da melatonina, hormônio associado ao sono e à libido.

Bremelanotida
Ativa os receptores do hormônio melanocortina, cuja deficiência está ligada à queda da libido.

Tefina
É um gel intranasal com uma dose baixa de testosterona.

12.075 – Urologia – Tratamento de Choque contra a Impotência


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Um aparelho estimula o corpo do pênis e também o períneo –onde a estrutura do órgão está fincada– para promover o rejuvenescimento vascular do órgão.
O tratamento é indolor, mas é possível perceber que algo está acontecendo na região, relatam pacientes. São 5.000 ondas de choque de baixa intensidade por sessão.
O empresário Antenor (nome fictício), de 77 anos, diz que após a segunda sessão (de quatro previstas) já notou resultado da estimulação.
Ele, que é diabético, conta que comprimidos como o Viagra e o Cialis já não estavam funcionando corretamente há alguns anos. “Precisava estar muito inspirado para dar certo, e eu ficava aborrecido com isso”, conta. O tratamento, diz, parece fisioterapia: “Não dói, mas dá para sentir que tem algo acontecendo lá embaixo”.
Durante o procedimento, o braço do aparelho é posicionado em quatro pontos estratégicos da anatomia masculina, um de cada vez, para que recebam as ondas de choque profundas.
O também empresário Eduardo (nome fictício), de 44 anos, sofre com pressão alta, diabetes e com o colesterol, que “às vezes sai do controle”. “O estresse mina as pessoas por dentro”, diz. Fazia alguns meses que ele tinha notado a perda de potência sexual, mas não chegou a usar o Viagra, “o que seria o caminho natural”.
Em uma consulta, seu urologista recomendou o novo tratamento, para o qual até então não foram relatados efeitos colaterais.
“Eu tive que abrir uma champanhe para comemorar com a minha mulher. Os efeitos foram excepcionais”, afirma o empresário. “Me sinto um molecão. Sem brincadeira: estou pelo menos 15 anos mais novo”.
A ordem canônica de tratamentos para a disfunção erétil de origem vascular seria: 1) comprimidos; 2) na falha deles, a injeção de substâncias diretamente no pênis; e 3) as próteses.
Segundo o urologista argentino Amado Bechara, um dos pioneiros na aplicação da técnica, as ondas de choque também podem ser usadas sinergicamente a medicamentos para disfunção erétil.
Estudos científicos controlados que avaliaram a eficácia do novo método relatam que em torno de 60% dos pacientes afirmam haver melhora nas ereções após as sessões de estimulação.
O tratamento de ondas de choque para disfunção erétil, com quatro sessões, custa em torno de R$ 12 mil e a promessa é que os benefícios sejam duradouros –80% das melhoras persistem por pelo menos dois anos.
Não existem grandes estudos ou que relatem um acompanhamento mais longo, visto que o tratamento com ondas de choque só passou a ser testado em 2012, diz o urologista Wagner Raiter José, entusiasta da técnica no país.

‘NOVO VIAGRA’
Para José, o momento vivido pela urologia atualmente é parecido com aquele do lançamento do Viagra, em 1998. “Até então homens jovens com casos que hoje são facilmente tratáveis acabavam fazendo implante. Não quer dizer que os implantes não serão mais necessários, mas que serão adiados por causa dessas técnicas [de ondas de choque e medicamentosas].”
Os pacientes “ideais” para a máquina são os diabéticos, tabagistas, hipertensos e com problemas de colesterol –que geralmente apresentam uma deterioração do fluxo sanguíneo nos vasos, inclusive no pênis.
Já pacientes com disfunção erétil secundária a cirurgias (como a retirada de tumor da próstata) geralmente perdem potência por causa da retirada de nervos. Nesses casos a técnica pode decepcionar e não é a melhor opção.

Mais dicas
> Novo tratamento
Para quem tem a doença com origem vascular, o tratamento com ondas de choque pode ser indicado

> ‘Choque’
O corpo do pênis recebe as ondas de choque de baixa intensidade. O tratamento é indolor

> Revascularização
Após o estímulo, o corpo e base do pênis são revascularizados, o que melhora o aporte sanguíneo para o órgão, favorecendo a ereção

> Sessões
Após quatro sessões, em média, a maior parte dos pacientes já relatam melhora

> Fatores de risco
Fumo, diabetes, ansiedade e doenças cardiovasculares podem agravar o quadro de impotência

> 10%
dos homens no mundo sofrem com disfunção erétil (impotência), sendo 6,5% dos homens entre 20 e 29 anos e 77,5% dos homens com mais de 75 anos

> 33%
é a fração estimada dos pacientes que buscam tratamento médico

12.040 – Farmacologia – Taladafila


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É um fármaco da classe dos prescritos e usados na terapêutica da disfunção erétil (uma das formas da chamada impotência sexual, mas não a única).
Foi desenvolvido pela empresa biotecnológica ICOS e comercializado pelo Laboratório Farmacêutico Eli Lilly, sob o nome Cialis.
Nos Estados Unidos, tadalafila recebeu a aprovação da entidade Food and Drug Administration, havendo-se tornado disponível em Dezembro de 2003, como “a terceira pílula contra impotência masculina”, sucedendo sildenafila (Viagra, “a primeira pílula”) e vardenafila (Levitra, “a segunda pílula”).
Devido ao seu efeito prolongado quando comparado com os antecessores (dura cerca de 36 horas), é algumas vezes chamado de pílula do fim-de-semana.
A história do Cialis não pode ser discutida sem mencionar o fármaco da Pfizer, o Viagra. A sua aprovação pela FDA em 27 de março de 1998, levou esta droga prescrita para um grande sucesso logo no seu primeiro ano no mercado, vendendo quantias equivalentes a bilhões de dólares. Entretanto, as coisas mudaram consideravelmente para o gigante das drogas de disfunção erétil quando a FDA também aprovou o Levitra em 19 de agosto de 2003 e o Cialis em 21 de novembro de 2003. Em 1993 a companhia farmacêutica Icos começou a estudar o IC351, que é um inibidor da enzima PDE5, inibição esta que é basicamente o processo pela qual os medicamentos de disfunção erétil trabalham. Em 1994, os cientistas da Pfizer descobriram que o citrato de sildenafila, que é um pó cristalino branco que temporariamente normaliza a função erétil do pênis (ao bloquear a enzima que é conhecida como inibidora das reações químicas que causam as ereções), fez com que os pacientes cardíacos que estavam participando de um estudo clínico cardiológico tivessem ereções. Embora os cientistas não estivessem testando o composto químico IC351 para a disfunção erétil, o composto demonstrou ter um efeito colateral que potencialmente poderia valer milhões, se não bilhões de dólares. Logo a Icos recebeu seu primeiro paciente em 1994 para os estudos do IC351, e os testes clínicos da primeira fase iniciaram em 1995. Em 1997, a segunda fase dos estudos clínicos foi iniciada e a Icos realizou seu primeiro estudo com pacientes que tinham disfunção erétil. A segunda fase durou cerca de dois anos, e logo em seguida a terceira fase começou.
Em 1998, a corporação Icos, e Eli Lilly e Company, comercializaram a droga para a disfunção erétil, e dois anos depois, eles fizeram outro registro da droga com a FDA para o IC351; a única diferença é a de que eles decidiram chamar a droga de Cialis. Em maio de 2002, Icos e Eli Lilly e Company relataram à Associação Americana de Urologia que a terceira fase dos testes mostrou que o Cialis trabalha por até 36 horas, e um ano após a Icos e Eli Lilly e Company receberam a aprovação da FDA para a comercialização do Cialis. Uma vantagem que o Cialis tem sobre o Viagra é a de que a tadalafila tem uma meia-vida de eliminação de 17,5 horas (e conseqüentemente o Cialis pode trabalhar por até 36 horas) se comparada com as 4 horas de meia-vida da sildenafila (Viagra). O atraso do início varia significativamente mais do que com sildenafil (30 minutos a várias horas).
Eli Lilly comprou a corporação Icos por $2,1 bilhões de dólares em 2006.
O processo fisiológico da ereção envolve a liberação de óxido nítrico (NO) ao corpo cavernoso do pênis. O óxido nítrico liga-se a receptores da enzima guanilato ciclase, o que provoca um aumento nos níveis de guanosina monofosfato cíclico (GMPc). O GMPc promove um relaxamento da parede muscular dos vasos sanguíneos do pênis, aumentando o fluxo sanguíneo e possibilitando a ereção.

A tadalafila é um potente inibidor seletivo da PDE5 (fosfodiesterase tipo 5), uma enzima encontrada principalmente nas paredes das artérias do pênis e dos pulmões e responsável pela degradação do GMPc no corpo cavernoso. A estrutura química da tadalafila possui certa semelhança à estrutura do GMPc, e compete com este pela ligação à PDE5. Disso resulta um aumento nos níveis de GMPc e melhores ereções. A tadalafila não é capaz de produzir ereções por si só, sem a presença de estímulos sexuais, pois sem estes não há ativação do sistema óxido nítrico/GMPc. A sildenafila (Viagra) e a vardenafila (Levitra) agem de modo semelhante.
A tadalafila está sendo estudada como um possível tratamento para a hipertensão arterial pulmonar, graças a seu efeito sobre o GMPc. Espera-se que a tadalafila possibilite a abertura dos vasos sanguíneos pulmonares, reduzindo a pressão e a resistência nas artérias pulmonares, e diminuindo a carga de trabalho do ventrículo direito do coração.
Os efeitos colaterais mais comumente encontrados após o uso de tadalafila são cefaléia, indigestão, dores nas costas e nos músculos, rubor facial, e coriza ou congestão nasal. Os efeitos colaterais normalmente desaparecem em algumas horas. As dores musculares podem ocorrer até 12 a 24 horas após a ingestão do medicamento, e normalmente desaparecem em dois dias. Em maio de 2005, o FDA apurou que a tadalafila—assim como outros inibidores da PDE5—pode ocasionar perda da visão em certos pacientes, inclusive diabéticos. Este efeito está sendo investigado mais a fundo.

12.039 – Urologia – Como usar o Viagra? (Sildenafil)


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Fale com o seu médico. Você pode ser um candidato ao uso do medicamento se você tiver disfunção erétil ou inabilidade de manter a ereção durante o ato sexual. Entretanto, essas condições precisam de uma consulta detalhada para esclarecer suas causas, e definir se o Viagra é o tratamento ideal para você. Procure um urologista ou médico de confiança.
Informe seu médico se você for alérgico a qualquer medicamento.
Informe também sobre quaisquer outros remédios que você esteja utilizando, inclusive remédios para hipertensão, suplementos, vitaminas, etc.

Não tome Viagra se estiver usando nitratos. A nitroglicerina e outros nitratos de ação prolongada são utilizados no tratamento da angina e hipertensão, e são fortemente contraindicados de serem utilizados com o Viagra, o que pode causar numa queda de pressão muito abrupta, podendo causar parada cardíaca ou AVCs.
Não use Viagra em conjunto com alfa-bloqueadores. Essas drogas também são usadas no tratamento da pressão alta e doenças da próstata, e podem causar hipotensão severa em conjunto.

O Viagra é de uso oral, na posologia conforme prescrição do médico. A dose recomendada é geralmente de 50 mg, mas em alguns casos a dose pode ser ajustada para mais ou para menos.
Os comprimidos estão disponíveis em 25 mg, 50 mg, ou 100 mg.
A dose máxima recomendada é de 100 mg. Não tome mais do que isso.
Use o Viagra de 30 a 60 minutos antes da relação sexual. O Viagra é mais efetivo se tomado nesse intervalo de tempo, porque demora a entrar na circulação sanguínea.
Não tome o Viagra mais de uma vez por dia. O cuidado maior deve ser para não exceder a dose de 100 mg.
Coma refeições de baixo teor de gordura antes de ingerir o medicamento. Refeições gordurosas podem atrasar a ação do medicamento, por sua rota de metabolismo. Evite carnes vermelhas, frituras e outras gorduras.

11.191 – Medicina – A Infecção Urinária


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Trata-se de uma patologia que afeta qualquer parte do aparelho urinário, desde os rins, a bexiga, até a uretra. É decorrente da presença de agentes infecciosos em alguma parte do sistema urinário, sendo que quando afeta os rins, recebe o nome de pielonefrite; quando acomete a bexiga, é chamada de cistite; quando atinge a uretra, recebe o nome de uretrite. A bactéria que habitualmente é responsável pelas infecções urinárias é a Escherichia coli, que compõe a flora intestinal normal dos seres humanos.
Embora possa afetar indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, é mais comumente observada em mulheres. Todavia, essa relação é invertida durante o primeiro ano de vida, quando esta patologia é mais comum em meninos.

A infecção urinária afeta mulheres com maior frequência devido a fatores anatômicos, uma vez que a uretra desemboca próximo à entrada da vagina, local onde a flora bacteriana é abundante. Outro ponto que auxilia na ocorrência desse tipo de infecção é o hábito de higiene após defecar ou urinar, levando o papel higiênico na direção ânus-vagina, facilitando a migração de bactérias intestinais até a vulva. Além disso, a uretra feminina é muito mais curta quando comparada com a masculina, facilitando o caminho desses microrganismos até a bexiga. A estase urinária também é um fator importante no desenvolvimento de infecções urinárias, já que a urina estagnada contribui com a proliferação bacteriana.

Outros fatores que colaboram para o aparecimento de infecções urinárias são:

Gravidez, pois nessa época da vida da mulher, há uma diminuição da defesa do organismo da mesma, bem como aumento do hormônio progesterona, que causa um relaxamento maior da bexiga, favorecendo a estase urinária;
Diabetes;
Climatério;
Obstrução urinária, quando algum fator está impedindo o fluxo urinário;
Inserção de corpos estranhos na uretra, pois estes podem carregar bactérias para o interior do trato urinário;
Moléstias neurológicas, pois estas podem interferir no esvaziamento da bexiga;
Doenças sexualmente transmissíveis;
Infecções ginecológicas.
Dentre as manifestações clínicas observadas em infecções do trato urinário estão:

Dor e ardência ao urinar;
Dificuldade para iniciar a micção;
Urgência miccional;
Vontade de urinar diversas vezes ao dia e em pequenas quantidades;
Urina com mau odor e coloração alterada;
Hematúria (urina com sangue) em certos casos.
Quando a infecção alcança o rim, o quadro é mais preocupante, podendo o paciente apresentar febre, calafrios, dor lombar, náuseas e êmese.

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico apresentado pelo paciente, juntamente com exame de urina, o qual pode evidenciar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que auxiliam no diagnóstico. A urocultura também costuma ser solicitada, sendo que esta ajuda na identificação da bactéria causadora da infecção.

Em alguns pacientes, especialmente crianças e indivíduos com histórico de infecção urinária, se faz necessária a realização de exames de imagem, como a ultra-sonografia e radiografias com contraste das vias urinárias, entre outros. Estes exames auxiliam na evidenciação de defeitos congênitos que favorecem o desenvolvimento deste tipo de infecção.

O tratamento é feito por meio do uso de antibióticos, sendo este normalmente escolhido de acordo com o resultado da urocultura. A duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção urinária e o antibiótico de escolha. É de extrema importância que o tratamento seja realizado por completo, de acordo com a prescrição do médico, para evitar recidivas.

A prevenção das infecções urinárias é feita através da adoção de algumas medidas:

Ingestão de bastante líquido ao longo do dia;
Evitar reter urina, devendo urinar sempre que sentir necessidade;
Praticar relações sexuais com proteção;
Urinar após as relações sexuais;
Não utilizar antibióticos indiscriminadamente.
Para as mulheres, outros cuidados também devem ser tomados, como:

Limpar-se sempre de frente para trás, após utilizar o toalete;
Lavar a região perianal depois de evacuar;
Evitar o uso por longos períodos de absorvente íntimo;
Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético.

10.806 – Urologia – Xiaflex, o remédio para corrigir pênis torto


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Homens americanos com uma doença que provoca uma curvatura no pênis agora têm mais uma opção de tratamento, o remédio Xiaflex.
A Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA) aprovou a droga para tratar a doença de Peyronie, uma condição que causa uma curvatura no pênis que pode tornar mais difícil para os homens atingir ereções, ou pode tornar as ereções dolorosas.
A curvatura é causada por tecido cicatricial sob a pele do pênis, sentida como um nódulo, e pode se desenvolver após lesões no pênis, como um vaso sanguíneo rompido durante o sexo ou atividade atlética. Esses pequenos traumatismos podem resultar em cicatrizes que interferem na ereção.
Estudos mostram que existe uma associação dessa enfermidade com doenças reumatológicas, diabetes e uso de betabloqueadores para controlar a hipertensão arterial. Embora não se possa afirmar que seja hereditária, parece que a incidência é maior em homens da mesma família.
Não está claro exatamente quantos homens têm a doença de Peyronie, mas estima-se algo em torno de 1 a 3%. Esse número pode ser subestimado porque alguns homens podem não saber que têm a doença, ou não assumir que a têm.
Tratamento com Xiaflex

Em 20% dos casos, as placas (cicatrizes) desaparecem espontaneamente, sem tratamento algum, em um ano e meio a dois anos.
Quando o problema persiste, alguns medicamentos que agem no metabolismo das células produtoras da fibrose apresentam bons resultados. Esses fármacos já estavam sendo utilizados para tratar a doença, mas tinham sido aprovados para outras condições.
Agora, os homens têm mais uma opção para curar a curvatura, o Xiaflex, a primeira droga a ser aprovada especificamente com a finalidade de tratar a doença de Peyronie.
Segundo a FDA, o medicamento é destinado para os homens que têm um nódulo no pênis que resulta em uma curvatura de pelo menos 30 graus sobre a ereção. Pensa-se que Xiaflex rompe o tecido conjuntivo que causa a deformidade.
A FDA baseou sua aprovação em dois estudos clínicos controlados com 832 homens com doença de Peyronie, que foram acompanhados por um ano. A droga reduziu significativamente a curvatura do pênis e os sintomas da doença, em comparação com um placebo.
Os efeitos colaterais mais comuns foram hematoma peniano (acúmulo de sangue sob a pele), inchaço e dor peniana. No entanto, a droga pode ter efeitos secundários graves, incluindo fratura do pênis. Por esta razão, os médicos devem ser submetidos a uma certificação antes de prescrever o fármaco.
Por enquanto, o remédio foi aprovado somente nos EUA, mas as empresas responsáveis pela droga (BioSpecifics Technologies Corp e Auxilium Pharmaceuticals Inc) iniciaram três parcerias para o desenvolvimento e comercialização deste medicamento em outros países. A Pfizer tem os direitos na Europa e Eurásia, a Asahi Kasei Pharma Corporation tem direitos no Japão, e a Actelion Pharmaceuticals Ltd tem direitos no Canadá, Austrália, Brasil e México.
A Actelion espera receber aprovação para comercializar o Xiaflex por aqui durante os próximos 12 meses.
Cirurgia

Outra opção para tratamento da doença de Peyronie é cirurgia.
Geralmente, a operação só é feita quando são esgotadas outras possibilidades de cura, depois de dois anos de evolução da doença e quando a alteração prejudica a atividade sexual, o que ocorre em menos da metade dos casos.
Existem duas técnicas cirúrgicas que podem ser usadas para corrigir a curvatura: a primeira tenta compensar o desvio fazendo uma prega no corpo cavernoso do lado oposto àquele em que se situa a placa (a desvantagem é que isso pode interferir no tamanho do pênis, que fica menor), e a outra consiste em fazer uma incisão em forma de H para liberar na placa, colando um enxerto no local da lesão. Em 90% dos casos, os resultados são satisfatórios. O pênis é corrigido sem comprometer a capacidade de ereção do homem.

10.799 – Cadela que seria sacrificada aprende a diagnosticar câncer de próstata na USP


cadela

Por meio do cheiro da urina, uma cadela pastora belga treinada é capaz de ajudar no diagnóstico de homens com câncer de próstata.
Ela se chama Life e vive em Ribeirão Preto (SP). Após ser adestrada para tal missão médica, foi submetida a 402 testes, de pacientes com e sem câncer da USP, e teve nada menos do que 100% de acerto.
Em 2011, pesquisadores japoneses tinham treinado uma cadela para diagnosticar câncer de intestino. Tanto eles quanto os cientistas brasileiros ainda não sabem exatamente qual substância os cachorros conseguem farejar para ter tanto sucesso.
A história de Life, 4, é um tanto curiosa. Ela era da Polícia Militar de Goiás e seria sacrificada após ser agredida por um rottweiler e apresentar vários problemas de saúde.
O treinador que colaborou com a pesquisa e é também Policial Militar, evitou que isso acontecesse, porém. Ele identificou nela potencial para a atividade científica: era importante encontrar um cão que já fosse treinado para responder a comandos e que tivesse facilidade de aprendizagem.
Em Ribeirão, ela foi ensinada que, ao identificar na urina odor com câncer de próstata, deve ficar sentada, sem sair do lugar até seu treinador determinar. Se não há câncer, ela logo volta a se mexer.
O sucesso de Life não significa, porém, que em breve hospitais contarão com um exército de cães farejando amostras de urina de pacientes com suspeita de câncer de próstata, em substituição aos tradicionais exame de sangue e de toque ou da biópsia.
Isso porque o treinamento canino leva tempo. Life precisou de dois anos. A cadela usa no Japão levou quatro, quase uma faculdade de medicina humana –e a “vida útil” de um cão é bem menor do que a de um médico.
Além disso, não são todos os cães que têm o faro aguçado o suficiente ou se adaptam a essa missão. Ainda não se sabe bem quanto custaria um projeto em larga escala ou como se resolveria as dificuldades que a presença em massa de cães num hospital poderia causar.
Segundo Rodolfo Borges dos Reis, médico urologista da faculdade de medicina da USP Ribeirão, o grande desafio científico, na verdade, é descobrir qual marcador na urina Life fareja, o que poderia permitir que se tentasse detectá-lo em laboratório.

10.793 – Urologia – Equipe de universidade no interior de São Paulo patenteia “viagra caipira”


impotencia

Como vimos em um capítulo anterior, um grupo de pesquisadores estava testando uma série de moléculas similares como arma contra o mal de Chagas, doença causada por um parasita e que pode levar à insuficiência cardíaca.
As substâncias não se revelaram muito eficazes para esse fim, mas alguns dos ratos usados no estudo, repararam os cientistas, apresentavam uma potente ereção.
Após estudar melhor o fenômeno, a equipe da Unifran (Universidade de Franca, no interior paulista) acabou mostrando que uma das substâncias, a (-)-cubebina –pronuncia-se “menos cubebina”– tinha potencial para ser usada como medicamento contra a disfunção erétil em seres humanos, inclusive com vantagens em relação a fármacos que estão no mercado hoje, como o Viagra (citrato de sildenafila).
A equipe obteve recentemente a patente do uso da molécula para esse fim nos Estados Unidos e está negociando testes mais detalhados dela com representantes da indústria farmacêutica, afirma o coordenador do estudo, o farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva.
“Esperamos fechar isso o mais rápido possível. Podemos ter excelentes notícias em breve, mas a negociação ainda é confidencial”.
A molécula, como indica seu nome, foi obtida a partir da cubeba ou pimenta-de-java (Piper cubeba), nativa da Indonésia, tradicionalmente usada como condimento ou para fins medicinais.
Segundo Andrade e Silva, a equipe passou a fazer modificações na estrutura molecular dos derivados da cubeba, testando essas substâncias também contra doenças como esquistossomose ou como anti-inflamatório.
Após verificar o curioso efeito nos ratos, a equipe passou a fazer exames mais detalhados do fenômeno, inclusive analisando o que acontecia com o corpo cavernoso do pênis dos animais –a parte do órgão que, ao receber maior irrigação sanguínea, é a principal responsável por mantê-lo ereto (veja o quadro acima).
“Comparamos a ação da (-)-cubebina com a do princípio ativo do Viagra e verificamos que ela é 50% mais potente”, diz o farmacêutico da Unifran. Trocando em miúdos, a molécula derivada da planta enche o pênis com sangue de modo mais eficiente, deixando-o mais túrgido (“cheio”), como dizem os especialistas.
Essas análises mais detalhadas também mostraram que a substância atua inibindo uma enzima (molécula que acelera reações bioquímicas), a fosfodiesterase-5, que mantém o pênis em seu estado flácido. Essa enzima também é o alvo de remédios contra disfunção erétil existentes hoje.

10.764 – Viagra Natural – Substância encontrada em pimenta-de-java pode curar impotência


Piper_cubeba_

A disfunção erétil é um problema de saúde sério. Mas pesquisadores da Unifran (Universidade de Franca, no interior de São Paulo) têm uma boa notícia para quem passa ou teme passar por isso. E ela apareceu sem querer:
Em 2004, uma equipe da universidade fazia testes em ratos que tinham como objetivo evoluir no tratamento do mal de Chagas. A chave do tratamento era a cobeba, uma substância derivada da pimenta-de-java. Mas os cientistas perceberam que, em contato com a cobeba, os ratos ficavam… bem… com o pênis ereto. Como esse não era bem o objetivo da pesquisa, resolveram deixar esse detalhe para depois.
Em 2009, depois de novos testes, a equipe descobriu que a (-)-cubebina, um componente derivado da mesma pimenta (que vem da Índia), pode fazer com humanos a mesma coisa que fez com os ratinhos. As moléculas concentradas do componente produzem o mesmo efeito de medicações como Cialis e Viagra: elas inibem a ação da enzima fosforo-diesterase-5, que impede o pênis de ficar ereto em condições normais.
Só que o remédio natural é bem melhor. Ele não produz os efeitos colaterais inconvenientes das pílulas azuis da farmácia. A cafeína encontrada nelas resulta em taquicardia e sentimento de aceleração do organismo.
Além disso, no processo de enchimento de sangue do pênis, os derivados da cobeba se mostraram 50% mais eficazes. “Ainda estamos investigando o que tem nela que estimula a ereção. Tem duas coisas: o metileno dióxido e o lactol. Quando tiramos o lactol não dá efeito. O lactol é o componente que estamos desconfiando -e tendo quase certeza- que seja o principal influente”, diz Márcio Luís Andrade e Silva, farmacêutico coordenador do estudo.
Para ele, as chances de o novo remédio substituir os que já existem são bem grandes.

10.500 – Urologia – A Vasectomia


vasectomia
É uma intervenção cirúrgica relativamente segura que permite ao homem eliminar sua fertilidade, o que implica em não poder mais ter filhos; ela é, assim, um dos recursos contraceptivos de que os casais dispõem ao optar por não mais reproduzirem. O processo é simples; o cirurgião extrai uma fração de cada um dos dois canais, conhecidos como dutos ou canais deferentes, órgãos incumbidos do transporte dos espermatozoides da região testicular ao pênis.
Este procedimento é tão singelo que não exige nem mesmo que o paciente fique internado; ela pode ser realizada no próprio consultório do cirurgião; a anestesia é local, aplicada exatamente sobre o escroto, bolsa cutânea na qual estão localizados os testículos. Este processo esterilizador só é aplicado quando o casal decide optar por este caminho de livre e espontânea vontade, principalmente o homem.
Alguns meses após a cirurgia o sêmen, substância expelida pelo homem no momento da relação sexual, não mais conduzirá em seu interior os espermatozoides, responsáveis pela fecundação dos óvulos femininos. Isso não significa, como muitos podem acreditar, que o indivíduo perde ou tem seu desempenho sexual reduzido. Ele obtém sua ereção da mesma forma, apenas com a ausência dos espermatozoides.
O nível de segurança desta operação é quase total; pesquisas apontam que os índices de insucesso na cirurgia limitam-se a menos que 1%. Contudo, como qualquer cirurgia, a completa eficácia e a carência de obstáculos pós-procedimento dependem da vivência profissional do cirurgião e da tecnologia usada no instante da intervenção.
Boa parte dos pacientes apresenta, ao longo de três ou cinco dias depois da vasectomia, mínimas dificuldades na pele escrotal. Estudos indicam que ela não agrava a aterosclerose, inflamação crônica que provoca a constituição de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Quanto à ocorrência de câncer de próstata ou de testículo nos que recorreram a este método contraceptivo, os médicos garantem que eles não ficam mais suscetíveis a adquirir estas enfermidades.
Os membros do sexo masculino devem refletir bem antes de decidir realizar esta cirurgia, pois ela é quase sempre impossível de ser revertida. Há também outros meios de se praticar o controle de natalidade, por esta razão é melhor consultar o médico sobre possíveis caminhos a serem adotados.
É importante que o paciente siga as orientações médicas prescritas antes do procedimento cirúrgico, o que certamente prevenirá futuros problemas. A intervenção dura apenas de 15 a 20 minutos. Com o paciente anestesiado, o cirurgião efetua uma mínima incisão na pele da bolsa escrotal, e então os dutos deferentes, agora visíveis, são submetidos à retirada dos necessários fragmentos.
Logo depois as partes restantes dos canais são atadas para que não ocorra a provável formação de um novo canal. Este mecanismo é repetido em cada duto; no final os canais são restituídos à bolsa e a pele é costurada. É normal que o paciente sinta alguma dor na região atingida e também o aparecimento de um pouco de sangue ou de outra substância no local do corte. É comum, igualmente, um certo inchaço e a cútis ligeiramente azul ou escura.

10.454 – Medicina – O viagra Mudou o Mundo?


viagra

No começo dos anos 90, cientistas ingleses que desenvolviam um remédio para hipertensão notaram algo curioso: os homens que tomavam a droga tinham mais ereções. Nascia o Viagra. Ele ampliou a vida sexual e afastou o fantasma da impotência (no Brasil, 45% dos homens têm disfunção erétil, segundo a USP). E também mexeu com outras coisas. Os chineses costumavam importar 20 mil focas e renas do Canadá por ano – porque acreditam que comer seus órgãos aumenta a potência sexual. Com o surgimento do remédio, o número caiu para zero. O Viagra salvou animais. E também salvou gente. Muitos dos 37 milhões de homens que foram ao médico pedir Viagra descobriu que era hipertensa, cardíaca ou tinha outra doença crônica que pode passar a prevenir. Além disso, o Viagra reduz os efeitos colaterais da quimioterapia, ajuda fetos prematuros a respirar e combate o câncer de próstata. Mas, como nada é perfeito, ele também destruiu casamentos (os divórcios entre idosos cresceram 37% nos EUA) e pode ter ajudado a espalhar aids – triplicou o número de casos entre mulheres acima de 50 anos, possivelmente porque seus maridos passaram a fazer mais sexo fora do casamento.

10.444 – Medicina – O que é priapismo?


Priapismo

É uma condição médica geralmente dolorosa e potencialmente danosa na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido, apesar da ausência de estimulação física e psicológica. A ereção dura em média 4 horas, e pode levar à impotência sexual definitiva.
O priapismo é uma emergência médica e o recomendado é procurar atendimento de emergência prontamente.
O nome vem do deus Priapo da mitologia grega, que tinha um pênis exageradamente grande e que permanecia sempre ereto.
Os mecanismos que causam o priapismo são pouco compreendidos mas envolvem complexos fatores neurológicos e vasculares.
O priapismo pode estar associado a distúrbios hematológicos, especialmente a anemia falciforme e outras condições como a leucemia, talassemia e doença de Fabry, e distúrbios neurológicos como lesões e traumas à medula espinal (o priapismo já foi relatado em vítimas de enforcamento).
O priapismo também pode ser causado por medicamentos. Os medicamentos mais comuns que causam priapismo são as injeções intravenosas para o tratamento da disfunção erétil (papaverina, alprostadil). Outros grupos relatados são os antihipertensivos, antipsicóticos (por exemplo chlorpromazina, clozapina), antidepressivos (mais notavelmente a trazodone), anticoagulantes, e drogas recreacionais (álcool e cocaína). Os inibidores da fosfodiesterase tipo-5 (PDE5) como a sildenafila (popularmente conhecida como Viagra), a tadalafila e a vardenafila provavelmente não causam priapismo. Também pode ser causada por picada de aranha como por exemplo a aranha “armadeira”.

Lesão venosa
É a situação onde o sangue que chega ao pênis através das artérias, não consegue retornar ao corpo por uma obstrução no conjunto de veias que drenam o pênis. Por esse motivo, a pressão do sangue dentro do pênis é elevada, com pouco oxigênio e a dificuldade do sangue chegar até as fibras sensitivas do pênis, gera um quadro doloroso.
Anemia falciforme, substâncias que provocam ereção artificial quando injetadas no pênis (papaverina), doenças neurológicas que geram um quadro de lesão de fibras nervosas envolvidas no mecanismo de ereção (hérnia de disco intervertebral, por exemplo) e algumas situações de utilização de medicamentos como hipotensores (prazosin), anti-depressivos (p.ex: fluoxetine = Prozac), anticoagulantes (heparina), bebidas alcoólicas e drogas como cocaína. Acidentes com grande lesão do períneo e hemorragia local podem também comprometer a drenagem do sangue peniano por compressão e gerar um quadro de priapismo.
Lesão arterial
É a situação onde há a ruptura de uma ou mais artérias que levam o sangue até o pênis. Nessa situação, o sangue chega em grande volume e de forma rápida ao pênis, enquanto o escoamento é lento, gerando assim o estado de ereção prolongada.
Condições que gerem ruptura das artérias que levam o sangue para o pênis como trauma perineal e/ou peniano. A grande diferença estará na consistência do pênis que nessa condição, não é de tanta rigidez como no caso da lesão venosa uma vez que mesmo que de forma mais lenta que à chegada do sangue, o sangue consegue deixar o pênis e por esse motivo, pode gerar um estado parcial de ereção e que pode perdurar por um longo período, sem causar dor e muitas vezes sem prejudicar o ato sexual.
As potenciais complicações incluem isquemia, coagulação do sangue retido no pênis (trombose) e o dano aos vasos sanguíneos do pênis podem resultar em disfunção eréteis ou impotência no futuro. Em casos mais graves, a isquemia pode resultar em gangrena, o que pode fazer com que a remoção do pênis seja necessária.
O tratamento do priapismo muitas vezes necessita de atendimento médico urgente. No caso da lesão venosa, a primeira conduta é puncionar o pênis para aspirar o sangue que se encontra estagnado dentro de pênis e pela mesma punção, introduzir substâncias como noradrenalina que ajudariam na detumescência (regressão da ereção) peniana. Caso essa manobra não solucione o problema, há necessidade de intervenção cirúrgica, para se criar uma comunicação de escape do sangue (chamada de shunt) e com isso, permitir a saída do sangue estagnado no interior do pênis. Na lesão arterial, muitas vezes a ligadura cirúrgica da artéria sangrante ou a obstrução dessa artéria por cateterismo (embolização) pode resolver o problema.

10.438 – Farmacologia – O Cloridrato de trazodona


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É um antidepressivo derivado da triazolopiridina que difere dos atuais antidepressivos atualmente disponíveis. Embora a Trazodona apresente certa semelhança com os benzodiazepínicos, fenotiazidas e antidepressivos tricíclicos, seu perfil farmacológico difere desta classe de drogas.
Indicado para
> Depressão maior com ou sem episódios de ansiedade.
> Dor neurogênica (neuropatia diabética) e outros tipos de dores crônicas.
> Tratamento da depressão maior.
Contra indicação
> Pacientes com hipersensibilidade à Trazodona e no período de recuperação do Infarto do Miocárdio.
Advertências
A trazodona está associada à ocorrência de priapismo. Os pacientes do sexo masculino com ereções prolongadas ou com duração inadequada devem suspender imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
Foram relatados casos de detumescência do priapismo e ereções do pênis induzidas por medicamentos por injeção intracavernosa com estimulantes alfa-adrenérgicos tais como epinefrina e metaraminol. Em um caso de priapismo (de 12 a 24 horas de duração) em paciente tratado com trazodona, no qual foi aplicada a injeção intracavernosa de epinefrina, ocorreu detumescência imediata com retorno de atividade erétil normal.
Esse procedimento deve ser realizado sob a supervisão de um urologista ou um médico familiarizado com o tratamento e não deve ser iniciado sem consulta urológica, se o priapismo persistir por mais de 24 horas.
A trazodona não é recomendada para uso durante a fase inicial de recuperação do infarto do miocárdio.
-Embora 75% dos pacientes apresentem melhora em 2 semanas, às vezes é necessário um período superior a 30 dias para produzir efeitos terapêuticos significativos.
-Suspender a medicação gradualmente.
-Evitar bebidas alcoólicas ou outros depressores do SNC.
-Cuidado ao levantar-se ou sentar-se abruptamente, pode ocorrer vertigem.
-Evitar funções onde a falta de atenção aumenta o risco de acidentes.
-O risco/benefício deve ser considerado em situações clínicas como doenças cardíacas, alcoolismo, comprometimento hepático ou renal e gravidez.
A possibilidade de suicídio em pacientes seriamente deprimidos é inerente à doença e pode persistir até que ocorra melhora significativa. Portanto, deve-se prescrever o menor número possível de comprimidos adequando o tratamento às necessidades do paciente.
Há relatos sobre a ocorrência de hipotensão, incluindo a hipotensão ortostática e síncope em pacientes sob tratamento com cloridrato de trazodona. A administração concomitante de terapia anti-hipertensiva com trazodona pode exigir uma redução da dose do medicamento anti-hipertensivo.
Pouco se sabe sobre a interação entre a trazodona e anestésicos em geral; portanto, antes de cirurgia eletiva, o tratamento com trazodona deve ser interrompido pelo tempo que for clinicamente viável.
Deve-se tomar precauções ao administrar cloridrato de trazodona a pacientes com distúrbios cardíacos e tais pacientes devem ser monitorados cuidadosamente, visto que medicamentos antidepressivos (incluindo a trazodona) estão associados com a ocorrência de arritmias cardíacas. Estudos clínicos recentes relativos a pacientes com distúrbios cardíacos pré-existentes indicam que a trazodona pode ser arritmogênica em alguns pacientes desse grupo. Devido a sua fraca atividade adrenolítica, a trazodona pode provocar bradicardia e hipotensão acompanhada de eventual taquicardia compensatória, o que exige cuidados no uso em pacientes cardiopatas, especialmente nos que apresentam distúrbios de condução ou bloqueio aurículoventricular.
Assim como ocorre com todos os antidepressivos, o uso da trazodona deve ser recomendado pelo médico levando em consideração se os benefícios da terapia superam os fatos potenciais de risco.
Como foi relatada a ocorrência do priapismo em pacientes que receberam cloridrato de trazodona, os pacientes com ereção prolongada ou inapropriada do pênis devem interromper imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, barbitúricos e outros depressores do SNC (sistema nervoso central).
A trazodona deve ser administrada logo após uma refeição ou um pequeno lanche. Em qualquer paciente, a absorção total do medicamento pode ser até 20% maior quando é tomado com alimento ao invés de ingeri-locom estômago vazio. O risco de tontura/delírio pode aumentar sob condições de jejum.

9920 – Urologia – Não, mexe com o que está quieto…Existe cirurgia para aumentar o tamanho do pênis?


Existem dois tipos de operação com esse objetivo: uma para aumentar o comprimento e outra para incrementar o diâmetro do órgão. Na primeira, o cirurgião faz o pênis crescer expondo um pedaço dele que normalmente fica escondido na pélvis. Na outra cirurgia, o médico enxerta algum material entre a pele e o interior do pênis, “inflando” o dito-cujo. São procedimentos simples: levam menos de uma hora e só requerem anestesia local. Mas o paciente deve avaliar com cuidado as conseqüências antes de encarar o bisturi. Nas duas cirurgias, os riscos envolvidos são consideráveis. E é justamente essa a causa da acalorada polêmica entre os médicos sobre o assunto. No Brasil, onde cirurgias assim são feitas desde o início da década de 90, o Conselho Federal de Medicina (CFM) acabou proibindo-as parcialmente em 1997, alegando insegurança e ineficácia. Muitos especialistas condenam a operação. “Essas cirurgias são anedóticas.
Têm resultados péssimos”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os médicos contrários à técnica também insistem que os homens que buscam o aumento do pênis deveriam procurar primeiro aconselhamento psicológico, pois a maior parte deles tem órgãos com tamanhos considerados normais. Mas, como o tema é controverso, os cirurgiões que praticam a operação discordam dessas avaliações: “O homem que sofre com isso questiona sua performance sexual o tempo todo. O desconforto que ele sente com o próprio corpo é enorme. Eu nunca vi psicólogo resolver isso”, diz o cirurgião vascular Márcio Dantas de Menezes, da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual. De qualquer forma, é bom frisar que o CFM, principal entidade médica do país, só autoriza a operação para homens com micropênis (órgão com menos de 2 centímetros) ou na reconstrução de tecidos para mutilados em acidentes.

Como é a cirurgia: Após fazer uma abertura de 3 centímetros na pele acima da pélvis, o cirurgião corta os ligamentos que prendem a base interna do pênis aos ossos da bacia. Essa parte interna do órgão, então, projeta-se para fora, aumentando o tamanho do pênis em cerca de 2 centímetros. Esse procedimento dura aproximadamente 45 minutos.
Os perigos: Depois da cirurgia, o paciente não deve fazer sexo por um mês. A operação pode trazer efeitos colaterais indesejados, como o risco da diminuição do ângulo de ereção e a retração do pênis se o órgão não cicatrizar bem. Também há perigo de infecções e queloides (grandes cicatrizes permanentes).

Aumento do diâmetro
O médico pode injetar em volta do pênis gordura (retirada do corpo do paciente), placas de colágeno (emprestadas de porcos) ou materiais sintéticos, como um gel derivado do petróleo. Essas substâncias expandem o tecido entre a pele do pênis e a albugínea, que envolve o interior do órgão. A cirurgia dura cerca de meia hora.

Os perigos: O paciente pode fazer sexo 36 horas após a cirurgia, mas deve continuar usando um aparelho de fisioterapia (uma armação em torno do pênis) até que o material do enxerto se distribua por completo – o que pode durar cerca de 3 meses. Um risco da operação é o pênis absorver mal o que foi injetado, o que pode torná-lo fino novamente ou disforme.

9901 – Fisiologia – Por que urinamos mais nos dias frios?


Basicamente, porque suamos menos. Tanto a urina quanto a transpiração são meios de o corpo eliminar água e resíduos gerados no processo metabólico (como ureia e creatinina), além de minerais. “No frio, a eliminação pela pele é menor devido à vasoconstrição, ou seja, diminuição do calibre dos vasos sanguíneos que, entre outras coisas, reduz o suor”, afirma um médico nefrologista chefe do setor clínico da Unidade de Transplante Renal do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Os hormônios que controlam a saída de líquidos pelos rins diminuem sua atividade quando a temperatura ambiente diminui e, além disso, há o aumento do metabolismo, processo que transforma os alimentos em energia e calor. Para manter a temperatura interna normal nessa época, o corpo necessita de mais comida e com isso há maior produção de resíduos a serem eliminados pela via urinária”. No calor, urinamos entre 1 litro e 1,5 litro por dia, na média. Essa quantidade pode até dobrar num dia frio. Entretanto, isso varia de pessoa para pessoa, já que o tanto de urina produzido depende bem mais da porção de líquidos ingeridos ao longo do dia, independentemente da estação do ano.