11.917 – Planeta Terra – As Camadas da Atmosfera


camadas-da-atmosfera-3-638
Troposfera
É a camada da atmosfera em que vivemos e respiramos. Ela vai do nível do mar até 12 km de altura. É nesta camada que ocorrem os fenômenos climáticos (chuvas, formação de nuvens, relâmpagos). É também na troposfera que ocorre a poluição do ar. Os aviões de transporte de cargas e passageiros voam nesta camada.
As temperaturas nesta camada podem variar de 40°C até –60°C. Quanto maior a altitude menor a temperatura.

Estratosfera
Esta camada ocupa uma faixa que vai do fim da troposfera (12 km de altura) até 50 km acima do solo. As temperaturas variam de –5°C a –70°C. Na estratosfera localiza-se a camada de ozônio, que funciona como uma espécie de filtro natural do planeta Terra, protegendo-a dos raios ultravioletas do Sol. Aviões supersônicos e balões de medição climática podem atingir esta camada.

Mesosfera
Esta camada tem início no final da estratosfera e vai até 80 km acima do solo. A temperatura na mesosfera varia entre –10°C até –100°C . A temperatura é extremamente fria, pois não há gases ou nuvens capazes de absorver a energia solar. Nesta camada ocorre o fenômeno da aeroluminescência.

Termosfera
Tem início no final da mesosfera e vai até 500 km do solo. É a camada atmosférica mais extensa. É uma camada que atinge altas temperaturas, pois nela há oxigênio atômico, gás que absorve a energia solar em grande quantidade. As temperaturas na termosfera podem atingir os 1.000°C.

Exosfera
É a camada que antecede o espaço sideral. Vai do final da termosfera até 800 km do solo. Nesta camada as partículas se desprendem da gravidade do planeta Terra. As temperaturas podem atingir 1.000°C. É formada basicamente por metade de gás hélio e metade de hidrogênio.
Na exosfera ocorre o fenômeno da aurora boreal e também permanecem os satélites de transmissão de informações e também telescópios espaciais.

11.912 – Natureza – Brasil é o país mais atingido por raios no mundo


raio_0
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), são 57,8 milhões de raios por ano. A maior parte cai nas regiões Sudeste, com 26% das descargas elétricas, seguida pelas regiões Norte e Nordeste. Não à toa, também temos índices muito altos de pessoas acertadas por raios – pelo jeito não é tão difícil assim um raio pegar você. O livro “Brasil, que raio de história”, conta que, entre 2000 e 2014, o número médio de mortes por ano foi de 111 vítimas.
A maior parte das mortes causadas por raios não acontece quando ele atinge a cabeça da pessoa, mas sim quando acerta o solo próximo de alguém: a corrente elétrica é tão forte que acaba matando quem está em pé por perto.
A maior parte das pessoas acertadas por raios estavam em áreas de cultivo agropecuário, dentro de casa, dentro de carros e ônibus, embaixo de árvores, em campos de futebol e coberturas de prédio.

11.803 – Apocalipse?! Ainda não dessa vez


apocalipse
Na verdade, o evento era um show de luzes que se formaram entre nuvens, no céu de Costa Rica.
O espetáculo, ocorrido na capital de San Jose, ocorreu no Dia da Independência do país. O fenômeno incrível chegou a ser interpretado, pela multidão assustada, como ‘um sinal de Deus’.
O costarriquenho Joey Petit, disse à ABC News, que ele e sua família estavam jogando ao ar livre quando seu filho de 11 anos de idade, Ariel, notou as formações estranhas nas nuvens. “Ele imediatamente pegou a câmera e começou a tirar fotos e filmar. Estávamos espantados. Nós não tínhamos ideia do que era e nunca tínhamos visto algo parecido”, revelou. Outra residente local, Jessie Montealegre, acrescentou: “Foi de tirar o fôlego. Foi realmente como um sinal de Deus”.
O especialista Gavin Pretor-Pinney disse ao Mail Online: “Trata-se de uma nuvem pileus, que acontece quando se inicia uma grande nuvem carregada, de tempestade. Ela cresce em altitudes maiores e pode encontrar ventos que a empurram, agindo como um obstáculo. Isso pode causar a formação de cristais de gelo e gotas de água, causando o lindo efeito iridescente. Não é uma nuvem comum de se ver”.

11.686 – Um local atingido por 28 relâmpagos a cada minuto


Tempestade_0

A cada minuto, 28 relâmpagos atingem a área onde o lago Maracaibo e o rio Catatumbo se encontram, na Venezuela. O local, segundo o livro Guinness dos Recordes, tem a mais alta concentração de relâmpagos do mundo – 250 por quilômetro quadrado.
Também chamado de Relâmpago do Catatumbo ou Tempestade Eterna, o fenômeno é registrado desde o século 16. Ele ilumina o céu venezuelano todas as noites durante nove horas seguidas.
Muitas teorias já foram feitas sobre o evento. No entanto, a mais aceita pelo meio acadêmico é que ele acontece devido à combinação da topografia e das correntes de ar que circulam no lugar.
“Muitos desses lugares cheios de relâmpagos apresentam características comuns em seu terreno: cadeias de montanhas acentuadas, uma costa muito entrecortada ou uma combinação dos dois”, explicou Daniel Cecil, da equipe de estudos de raios do Centro Global de Hidrologia e Clima da Nasa, em entrevista à BBC.
Segundo ele, tais características criam um sistema de aquecimento e resfriamento que podem aumentar a chance de tempestades de raios.
Localizado em uma bifurcação dos Andes, o lago passa pela cidade de Maracaibo e tem fim no Mar do Caribe. Devido à cordilheira que circunda o lugar, os ventos quentes do Caribe se encontram com o ar frio que desce das montanhas.
Tal choque faz com que o ar quente suba e forme nuvens cúmulo-nimbo que alcançam 12 quilômetros de altura. Dentro delas, gotas de água vindas do ar quente e úmido se chocam com os cristais de gelo do ar frio.
Isso produz descargas estáticas que dão início à série de tempestades elétricas. Elas são tão brilhante que podem ser vistas a uma distância de até 400 quilômetros do lago.
Muitas destas informações foram colhidas durante 17 anos por instrumentos a bordo de um satélite que orbita a Terra a cerca de 400 quilômetros de altitude.
Parte da Missão de Medição da Pluviosidade Tropical (TRMM, na sigla em inglês), o projeto é comandado pela Nasa e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão.

Já deu trégua, mas voltou
O número das tempestades tem seu ápice em outubro, devido às fortes chuvas. Nos meses de janeiro e fevereiro, que são os mais secos, o número de raios diminui.
No entanto, foram poucas as vezes que os raios despareceram totalmente dos céus da região. A primeira vez registrada foi em 1906. O fenômeno não apareceu por três semanas após um terremoto e um tsunami que aconteceram na localidade.
Já em 2010, uma seca causada por outro fenômeno natural, o El Niño, também levou à suspensão temporária das tempestades elétricas.

10.980 – Física – Como se mede a velocidade do vento?


anemometro

Para isso são usados os anemômetros, aparelhos parecidos com cata-ventos. Eles são calibrados em túneis de vento para que o número de voltas de suas pás corresponda a uma velocidade específica. Funciona mais ou menos assim: no túnel de vento é criada uma poderosa corrente de ar a uma velocidade fixa. Dentro dele é colocado um anemômetro que começa a ter as pás giradas. Se, digamos, o túnel estiver soltando vento a uma velocidade de 10 km/h e as pás derem 100 voltas em um minuto, os técnicos já podem programar o aparelho para indicar 10 km/h toda vez que ele atingir 100 rotações por minuto. Mesmo assim, resta a dúvida: como saber qual é a velocidade da corrente de ar antes de calibrar o anemômetro? Uma das técnicas usadas é colocar um fio quente dentro do túnel. “Quando começa o vento, o fio vai esfriando. Então, quanto maior for o resfriamento, maior será a velocidade do ar”.
É uma operação que segue uma fórmula matemática: sabendo a temperatura do fio sem vento, os cientistas calculam a que velocidade a corrente de ar estará quando o fio esfriar. Com essa informação nas mãos, basta calibrar o anemômetro e sair por aí medindo as ventanias naturais.
Anemômetro é o nome do bicho
A força do vento impussiona as conchas e faz um eixo girar.
Em alguns aparelhos, fica um conta-giros. Quanto mais voltas der o eixo, maior é a velocidade do ar.
Em outros anemômetros, existe um gerador de energia, alimentado pelos giros. Quanto mais potência gerada, maior a velocidade do vento.

10.697 – Atmosfera da Terra – Plantas captam mais gás carbônico do que se imaginava


O conjunto de todos os ecossistemas
O conjunto de todos os ecossistemas

As plantas absorvem 16% mais gás carbônico do que se imaginava, ajudando de maneira ainda melhor na diminuição de poluentes na atmosfera. Um estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), com novos cálculos mostrando como se dá o ciclo do CO2 nas folhas, mostra que durante dois séculos os cientistas subestimaram a capacidade das plantas em captar a substância.
Analisando a lenta dispersão do carbono nos tecidos vegetais das plantas, os pesquisadores concluíram que mais gás é usado pelas plantas do que os modelos anteriores previam. Entre 1901 e 2010, as plantas captaram não 915 bilhões de toneladas de CO2, mas 1.057 bilhões de toneladas, um aumento de 16%. Isso explicaria por que as contas entre a quantidade de dióxido de carbono emitido pelos continentes e o volume presente na atmosfera costumam ser tão diferentes, mesmo descontada a absorção das plantas — os cientistas subestimavam sua capacidade de “puxar” os poluentes do ar.
Cerca de metade do CO2 produzido é absorvido pelos oceanos ou vegetais e, por isso, é importante estimar corretamente as taxas de captação de cada organismo. “Essa descoberta mostra que a biosfera terrestre contemporânea tem menos CO2 do que imaginávamos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

9930 – Atmosfera – Ozônio tem novos inimigos


camada-ozonio-620-size-598

Cientistas identificaram quatro novos gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio. De acordo com a pesquisa, publicada neste domingo na revista Nature Geoscience, dois desses gases estão se acumulando na atmosfera de maneira significativa e impedindo o bloqueio dos raios ultravioletas.
Três deles são clorofluorcarbonetos (CFC) e o outro é um hidroclorofluorcarboneto (HCFC), que também é capaz de danificar o ozônio. “Eles não estavam na atmosfera até a década de 1960, o que sugere que eles são produzidos pelo homem”, disse Johannes Laube, o principal autor do estudo, conduzido pela Universidade de East Anglia,em Londres, na Inglaterra.
Para encontrar os novos gases, os cientistas compararam o ar atual com amostras de ar coletadas entre 1978 e 2012 no Cabo Grim, na ilha da Tasmânia, na Austrália, uma região que não foi atingida pela poluição. Eles também analisaram o ar preso em blocos de neve extraídos da Groelândia que representam um arquivo natural do conteúdo atmosférico há cem anos. Assim, perceberam que os quatro novos componentes começaram a surgir a partir dos anos 1960 e, até 2012, mais de 74 000 toneladas se acumularam na camada de ozônio.
Eles foram identificados como CFC 112, CFC 112a, CFC 113a e HCFC 133a. Os pesquisadores ainda não sabem qual a origem exata da emissão dos novos gases. “Fontes possíveis incluem insumos químicos para a produção de inseticidas e solventes para limpeza de componentes eletrônicos”, afirma Laube. “Os três novos CFCs são destruídos lentamente na atmosfera e, por isso, se as emissões parassem imediatamente, eles ainda permaneceriam na atmosfera por décadas.”
Desde meados dos anos 1980, os gases clorofluorcarbonetos foram identificados como uma das principais causas do buraco na camada de ozônio. Localizada entre 15 e 30 quilômetros acima da superfície da Terra, ela barra a incidência dos raios ultravioleta que, em grandes quantidades, causam câncer em humanos e problemas reprodutivos em animais. Os gases nocivos a essa camada, utilizados na produção de refrigeradores e propulsores de sprays e desodorantes, têm a produção restringida desde 1987, quando o Protocolo de Montreal limitou seu uso. Em 2010, eles foram internacionalmente proibidos. “Entretanto, as novas emissões identificadas são claramente contrárias às intenções do Protocolo de Montreal e levantam questões sobre as fontes desses gases”.

9865 – Física – Quando um raio cai no mar, até onde vai a eletricidade?


Estima-se que uma descarga de 50 mil ampères, por exemplo, já seja inofensiva a um banhista a 125 m do ponto de incidência. A intensidade da corrente diminui segundo o inverso do quadrado da distância. Logo, com o dobro da distância, cai para 1/4. Com o triplo, baixa para 1/9. E assim por diante. Por isso que, quando um raio cai em Copacabana, alguém em Ipanema não morre eletrocutado. O raio se comporta da mesma maneira no mar ou na terra. A diferença é que, como a corrente sempre procura se concentrar no meio mais condutor, no mar aberto ela se divide igualmente entre o nosso corpo e a água. Já em terra firme, ela sempre se concentra no nosso corpo – e aí os danos são maiores.

Uma pessoa nadando a até 50 m do ponto de incidência da descarga elétrica sofreria um choque de mais de 300 mA (miliampère). Resultado: um ataque cardíaco fulminante
Entre 50 m e 85 m, a descarga elétrica diminui, podendo variar entre 300 e 100 mA. O nadador sofreria queimaduras, asfixia e, em alguns casos, uma parada cardíaca, mas poderia se salvar.
Entre 85 m e 125 m, a intensidade fica entre 100 e 50 mA. Não é suficiente para matar ninguém, mas apenas porque a descarga elétrica de um raio dura pouco – cerca de um milésimo de segundo. Uma descarga mais duradoura nessa mesma intensidade, como no choque de um chuveiro, poderia, sim, matar.
Acima dos 125 m de onde o raio caiu, uma pessoa no mar receberia uma descarga elétrica de menos de 50 mA. Ela sentiria o formigamento típico, mas sem riscos.

ATENÇÃO!

Esses valores são só representativos. A ME aconselha: durante uma chuva com raios, sempre saia da água e procure um local seguro.

• Raio é a descarga elétrica atmosférica. Relâmpago é a luz e trovão é o som causados pela ionização do ar e o choque com as cargas elétricas das nuvens.

9751 – Planeta Terra – Ursos polares não suportam onda de frio nos EUA


urso-polar-06

As condições climáticas trazidas pela onda de frio intenso que atinge os EUA neste inverno vêm colocando em risco até mesmo os ursos polares que vivem nos zoológicos norte-americanos. Com os termômetros chegando a marcar cerca de -40ºC, os funcionários do Lincoln Park Zoo, em Chicago, foram obrigados a manter os ursos em locais fechados, para garantir o aquecimento dos animais, habituados com as baixas temperaturas do polo norte.
É o caso da ursa polar Anana, que passou a ser mantida num ambiente aquecido e rigorosamente controlado pelos veterinários do zoológico. O frio é tão intenso, que, somente em determinados horários do dia, o animal sai para brincar com a neve do lado de fora.
Os visitantes e funcionários do zoológico de Chicago repararam que os ursos polares pouco apareciam, pelo fato de se esconderem das baixas temperaturas. Assim, para não comprometer sua sobrevivência, os animais foram colocados em locais mais confortáveis.
De acordo com o meteorologista norte-americano John Hammond, a onda de frio que assola as regiões norte e central dos EUA é conhecida como vórtice polar, e vem sendo causada por diversos fatores, que podem estar diretamente ligados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

9745 – Planeta Terra – Um refresco por ar-condicionado:Onda de calor no Brasil deve chegar ao fim na próxima semana


calortermometro

Saara é fichinha
A onda de calor que atinge as regiões Sul e Sudeste do Brasil poderá perder força na próxima semana, segundo informações da Climatempo. Simulações atmosféricas feitas em supercomputadores confirmam o início do rompimento do bloqueio atmosférico por uma frente fria para o início da segunda quinzena de fevereiro.(ufa!)
A frente fria que começa a mudar as condições atmosféricas deve chegar ao Sul do Brasil entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Este sistema não chega ao Sudeste, mas abre o caminho para uma segunda frente fria, que deve influenciar o Sudeste a partir do dia 17 de fevereiro.
A notícia é boa para quem aguarda o retorno das chuvas. Segundo as previsões, profundas mudanças na circulação atmosférica sobre o centro-sul do Brasil são esperadas para a segunda quinzena de fevereiro. O fluxo de ventos muda e o ar úmido e quente da Região Norte volta a ser transportado para o Sudeste. O aumento da umidade e a queda da pressão do ar vão permitir a formação das áreas de chuva.
A falta de chuva dos últimos meses fez com que a Sabesp, companhia de abastecimento de água de São Paulo, pedisse para a população economizar água, já que os níveis em alguns reservatórios atingiram números alarmantes. Nesta sexta, o reservatório do Sistema Cantareira, que abastece a capital e parte da região metropolitana, registrava apenas 20,6% de volume armazenado.
As altas temperaturas ainda mudaram uma tradição no Tribunal de Justiça de São Paulo. Uma decisão da presidência do órgão autorizou a mudança da vestimenta oficial nas dependências dos fóruns e tribunais de Justiça até o dia 21 de março. A partir de agora, juízes, advogados e demais servidores públicos podem optar pela não utilização de paletó e gravata durante o exercício de suas profissões.

9408 – Atmosfera da Terra – O que é frente fria?


É a fronteira que separa duas massas de ar – uma quente, que perde espaço, e outra fria, que avança. Trata-se de um mecanismo natural da atmosfera para compensar diferenças de temperatura no planeta. Quem nunca amaldiçoou uma frente fria por ter arruinado o fim de semana que atire a primeira pedra! “As mais severas podem gerar quedas de até 10ºC em apenas uma hora”, afirma o meteorologista Ricardo de Camargo, da Universidade de São Paulo (USP). Avançando com velocidades de até 30 km/h, o ar frio e seco, mais denso, empurra a massa quente e leve para cima. Se houver umidade suficiente, a passagem da frente causa chuvas intensas, com direito a granizo, raios e trovões. No Brasil, as regiões mais atingidas pelo fenômeno são o Sudeste e o Sul, onde também podem ocorrer geadas. “A maioria das frentes frias se origina nas latitudes médias, no extremo sul do continente”, segundo um meteorologista do IMPE.
Com seu avanço, as frentes perdem energia e velocidade e o contato com o solo quente reduz o frio das massas de ar. “Por isso, é raro uma frente fria chegar até o Nordeste”, afirma Marcelo. Não se pode evitá-las, mas já dá para se preparar melhor contra essas baforadas geladas da atmosfera. Hoje, a meteorologia consegue prever com cinco dias de antecedência a chegada de uma frente fria no país.

9219 – Atmosfera da Terra – Estudos revelam história do oxigênio no planeta


Fachada do NY Times
Fachada do NY Times

Do New York Times para o ☻ Mega

Para Donald E. Canfield, existe algo incrível a cada vez que respiramos. “As pessoas consideram o oxigênio um fato consumado porque ele está aí e o respiramos o tempo todo”, disse o doutor Canfield, geoquímico na Universidade do Sul da Dinamarca. “Mas nós temos o único planeta conhecido que possui oxigênio.”
O que é ainda mais surpreendente é que a Terra começou com uma atmosfera sem oxigênio. Passaram-se bilhões de anos antes que houvesse oxigênio suficiente para que animais como nós pudessem viver.
Os cientistas continuam fazendo descobertas. Recentemente, o doutor Canfield e seus colegas publicaram alguns estudos que forneceram pistas significativas sobre alguns dos capítulos mais importantes da história do oxigênio na Terra. Eles estão descobrindo que nossa atmosfera é o resultado de uma complexa dança entre geologia e biologia.
Para estudar a antiga atmosfera, os geoquímicos examinam as “impressões digitais químicas” deixadas nas rochas. Algumas contêm moléculas que só poderiam ter se formado na presença de oxigênio.
Quando eles examinam as rochas mais antigas da Terra, não encontram vestígios de oxigênio na atmosfera. Suas pesquisas indicam que o ar primordial da Terra era formado principalmente por dióxido de carbono, metano e nitrogênio. Os raios de sol criavam um pouco de oxigênio livre, ao separá-lo do dióxido de carbono e outras moléculas. Mas o oxigênio desaparecia logo depois de se formar.
Isso porque o oxigênio é um elemento extremamente amigável, formando ligações com um amplo leque de moléculas. Ele se ligava ao ferro nas rochas, por exemplo, criando ferrugem. Em outras palavras, nosso planeta foi um gigantesco vácuo de oxigênio em seus primeiros anos.
Isso mudou há cerca de 3 bilhões de anos. Na edição de 26 de setembro da revista “Nature”, o doutor Canfield e seus colegas relataram impressões digitais de oxigênio nas rochas daquele período. Eles estimam que a atmosfera tinha apenas 0,03% dos níveis de oxigênio atuais.

Mas isso marcou uma enorme mudança na química terrestre.
A luz do sol por si só não poderia ter colocado tanto oxigênio na atmosfera.
Somente a vida poderia.
Alguns micróbios tinham desenvolvido a capacidade de realizar a fotossíntese. Flutuando na superfície do oceano, eles usavam a energia solar para crescer com dióxido de carbono e água e liberavam oxigênio como dejeto. Grande parte do oxigênio liberado por esses micróbios fotossintéticos era sugada da atmosfera pelo vácuo da Terra.
Mas uma pequena quantidade de oxigênio permanecia para trás porque parte da matéria orgânica dos micróbios mortos afundava da superfície do oceano para o leito, onde o oxigênio não podia reagir com ele.
O oxigênio permanecia no ar.
O oxigênio continuou bastante escasso durante algumas centenas de milhões de anos.
Mas, durante esse tempo, o vácuo da Terra enfraqueceu. O planeta esfriava e, por isso, os vulcões expeliam menos hidrogênio na atmosfera para sugar oxigênio.

9149 – Estudos revelam história do oxigênio no planeta


Do New York Times para o ☻ Mega

Para Donald E. Canfield, existe algo incrível a cada vez que respiramos. “As pessoas consideram o oxigênio um fato consumado porque ele está aí e o respiramos o tempo todo”, disse o doutor Canfield, geoquímico na Universidade do Sul da Dinamarca. “Mas nós temos o único planeta conhecido que possui oxigênio.”
O que é ainda mais surpreendente é que a Terra começou com uma atmosfera sem oxigênio. Passaram-se bilhões de anos antes que houvesse oxigênio suficiente para que animais como nós pudessem viver.
Os cientistas continuam fazendo descobertas. Recentemente, o doutor Canfield e seus colegas publicaram alguns estudos que forneceram pistas significativas sobre alguns dos capítulos mais importantes da história do oxigênio na Terra. Eles estão descobrindo que nossa atmosfera é o resultado de uma complexa dança entre geologia e biologia.
Para estudar a antiga atmosfera, os geoquímicos examinam as “impressões digitais químicas” deixadas nas rochas. Algumas contêm moléculas que só poderiam ter se formado na presença de oxigênio.
Quando eles examinam as rochas mais antigas da Terra, não encontram vestígios de oxigênio na atmosfera. Suas pesquisas indicam que o ar primordial da Terra era formado principalmente por dióxido de carbono, metano e nitrogênio. Os raios de sol criavam um pouco de oxigênio livre, ao separá-lo do dióxido de carbono e outras moléculas. Mas o oxigênio desaparecia logo depois de se formar.
Isso porque o oxigênio é um elemento extremamente amigável, formando ligações com um amplo leque de moléculas. Ele se ligava ao ferro nas rochas, por exemplo, criando ferrugem. Em outras palavras, nosso planeta foi um gigantesco vácuo de oxigênio em seus primeiros anos.
Isso mudou há cerca de 3 bilhões de anos. Na edição de 26 de setembro da revista “Nature”, o doutor Canfield e seus colegas relataram impressões digitais de oxigênio nas rochas daquele período. Eles estimam que a atmosfera tinha apenas 0,03% dos níveis de oxigênio atuais.
Mas isso marcou uma enorme mudança na química terrestre.
A luz do sol por si só não poderia ter colocado tanto oxigênio na atmosfera.

Somente a vida poderia.

Alguns micróbios tinham desenvolvido a capacidade de realizar a fotossíntese. Flutuando na superfície do oceano, eles usavam a energia solar para crescer com dióxido de carbono e água e liberavam oxigênio como dejeto. Grande parte do oxigênio liberado por esses micróbios fotossintéticos era sugada da atmosfera pelo vácuo da Terra.
Mas uma pequena quantidade de oxigênio permanecia para trás porque parte da matéria orgânica dos micróbios mortos afundava da superfície do oceano para o leito, onde o oxigênio não podia reagir com ele.
O oxigênio permanecia no ar.
O oxigênio continuou bastante escasso durante algumas centenas de milhões de anos.
Mas, durante esse tempo, o vácuo da Terra enfraqueceu. O planeta esfriava e, por isso, os vulcões expeliam menos hidrogênio na atmosfera para sugar oxigênio.
Em seu novo livro, “Oxygen: A Four Billion Year History” [Oxigênio: uma história de quatro bilhões de anos], o doutor Canfield sugere que esse vácuo fraco promoveu um súbito aumento no oxigênio que os geoquímicos veem nas rochas de cerca de 2,3 bilhões de anos atrás. “Agora chegamos ao ponto em que a Terra se acalmou o suficiente para que o equilíbrio se incline a favor do oxigênio.”
Em uma reportagem recente em “The Proceedings of the National Academies of Sciences”, Canfield disse que havia tanto oxigênio na atmosfera que ele penetrou 300 metros no oceano. Segundo ele, o oxigênio pode ter sido tão abundante quanto hoje, pelo menos durante algum tempo.
Mas esse processo gerou seu próprio fim. Os micróbios desceram até o leito marinho, criando rochas ricas em carbono. Mais tarde, as rochas foram erguidas para formar terra seca, onde puderam reagir com o oxigênio, extraindo-o da atmosfera. A vida e a Terra continuaram brincando com o “botão” de oxigênio nos últimos 2 bilhões de anos.

8955 – Planeta Terra – La Ninã e o aquecimento global


laninha

Quando falamos em La Ninã, El Niño e mudanças climáticas, tratamos esses temas como sinônimos diretos, porém, será que a La Niña possui alguma culpa ou relação no aquecimento global? A La Niña é um fenômeno que resfria as águas do Oceano Pacífico, teve forte frequência a partir do ano de 1998.
O planeta Terra tem apresentado um curva crescente na linha de registro das temperaturas médias, por outro lado, nos últimos quinze anos, o aumento das temperaturas no planeta ficou abaixo das previsões mais alarmantes, reforçando a retórica dos céticos do clima, grupo de cientistas que discordam a respeito da existência do aquecimento global e sua relação com as emissões de gases de efeito estufa.
O que pode explicar o processo de desaceleração do aquecimento global nos últimos anos em determinadas regiões do planeta Terra? Cientistas do Instituto Scripps de Oceanografia, em San Diego, EUA, acreditam que a maior ocorrência do fenômeno La Niña tem ajudado a diminuir as temperaturas rapidamente, em virtude de sua capacidade de resfriar as águas do Oceano Pacífico.
Não devemos nos esquecer que a poluição atmosférica, independente de interferir direta ou indiretamente na temperatura do planeta, compromete a qualidade de vida dos seres vivos, a qualidade do ar e, consequentemente, põe em risco o equilíbrio ambiental do planeta. Para os cientistas que defendem a existência do aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa, a poluição atmosférica é um dos principais causadores do aquecimento do planeta e das mudanças climáticas em curso, mesmo que as temperaturas previstas não tenham sido confirmadas por fatores específicos e regionais. Ou seja, a poluição atmosférica aquece o planeta Terra e intensifica o processo natural de efeito estufa de planeta, desequilibrando as faixas de temperatura.
Entre os anos 2000 e 2010, tivemos a década mais quente desde o início da era industrial. Há um processo de aquecimento real do planeta, mas abaixo das previsões. Segundo os estudos, essa variabilidade de temperaturas e do clima natural é causado diretamente pelo resfriamento das águas do Pacífico pela La Niña. Podemos considerar, que a La Niña não causa e nem intensifica o aquecimento do planeta, mas ajuda a resfriar as temperaturas médias.

8819 – Planeta Terra – Entendendo o El Niño


Quando ele chega, tudo muda de lugar. Ventos que durante milênios sopravam num mesmo sentido passam a correr de trás para a frente. Chuvas viram secas, calor dá lugar a frio e o que era gélido começa a torrar. O responsável por tudo, o El Niño, é o primeiro indício descoberto pelos meteorologistas de que o clima pode mudar em escala planetária num período muito curto, praticamente de um ano para outro.
O que causa o El Niño é uma gangorra. Sempre que a pressão atmosférica sobe no Oceano Índico, ela desce no Pacífico. E vice-versa. Notados há poucas décadas, o El Niño e a gangorra são traços milenares do clima. A gangorra intrigante, que foi ironizada quando anunciada pelo inglês Gilbert Walker, em 1928, não só era para ser levada a sério, como está na raiz desse hospício instalado no nosso planeta. Louco não foi o descobridor da gangorra da pressão. Louco mesmo era o clima.

Um jogo de empurra sobre o planeta:
A peça-chave do clima planetário é um jogo de empurra que faz a pressão atmosférica subir num ponto e, ao mesmo tempo, descer num outro canto da Terra. É chamado de Oscilação Sul e, como faz uma aliança com o El Niño, os cientistas, agora, sempre falam no par El Niño-Oscilação Sul, ou Enso, que é a sua sigla em inglês. Hoje, é difícil descer num lugar do mundo onde o Enso não se intrometa.
Vamos lá. Pousando no Paquistão, em agosto, você presenciaria crianças com sede, arrastando as sandálias no chão rachado de tão seco. É que o Enso faz a pressão subir sobre o Oceano Índico. Traduzindo, faz o ar descer do alto da atmosfera para a superfície. Assim, empurra para longe a umidade das monções. E, sem esses ventos, não chega chuva no Paquistão.
Há quem tente botar a culpa no efeito estufa, que é o excesso de calor provocado pela poluição industrial. Mas o Enso aparece em registros históricos, muito antes de existir indústria e poluição. Então, por enquanto, tentar forçar uma explicação só aumenta a doidice que já cerca o fenômeno. E aí, a loucura não é mais do clima. É da imaginação.

Seu combustível é o Sol, que aquece a água, a terra e o ar.
A luz do solar faz a água virar vapor e formar nuvens. Ela também cria os ventos, pois o ar quente se expande e ocupa mais volume. Com isso, fica mais rarefeito, mais leve, e sobe. Sobra um vazio que o ar frio em volta corre para preencher. É o vento. Assim, arma-se um jogo de empurra em todo o planeta que, ao longo dos milênios, criou o clima.

Sob o Sol a água vira vapor. Nasce a chuva.
O calor faz o ar subir, criando os ventos;
No solo, a luz vira calor;

O El Niño nasce porque a atmosfera muda de cara.
Dentro da atmosfera, o ar circula junto à linha do equador como se estivesse encanado. Ele gira entre a superfície e o topo da atmosfera formando circuitos fechados, chamados células de Walker. Uma ao lado da outra, elas dão a volta ao mundo. Em 1928, o inglês Gilbert Walker viu que as células amarravam a pressão atmosférica entre dois oceanos: o Índico e o Pacífico. Se a pressão aumenta de um lado, ela diminui do outro, e vice-versa. Ou seja, se o ar pressiona o cidadão contra o solo de um lado, do outro ele sobe e alivia a força, do outro. O jogo das pressões corre pelas células e dá a volta ao mundo. Você vai ver, aqui, como esse jogo cria o El Niño.

O pacífico sem a confusão …
1. É assim que o ar circula na atmosfera, definindo a força e a direção do vento na superfície do oceano.
2. Os ventos sobem e levam umidade para formar nuvens de chuva sobre toda esta região.
3. A brisa empurra a água para a Austrália. O nível do oceano fica 60 centímetros mais alto do que no Peru.
4. Aqui o nível do oceano é baixo. O plâncton do fundo vem à tona e vira comida de peixe. A pesca é farta.

… E com o El Niño
1. A circulação do ar muda em relação à situação normal (acima). O vento agora desce e mata a chuva.
2. O ar úmido agora sobe longe da Austrália. As chuvas caem em alto-mar e o país sofre.
3. Com o vento invertido, a água superficial, aquecida, permanece na costa do Peru. Esse calor é que é a marca do El Niño.
4. O plâncton do fundo não chega à superfície. Os peixes passam fome, procriam menos e as redes ficam vazias.

Perda material:
O El Niño de 1982 foi o mais forte do século, até agora. Na América do Sul, quem mais sofreu foi o Peru. A pesca, uma atividade econômica chave, ficou prejudicada. As enchentes também atrapalharam o Uruguai, a Argentina, o Paraguai e o Brasil, na Região Sul. O Nordeste sofreu com a seca. O prejuízo total na América do Sul foi de 3 bilhões de dólares, e, em todo o planeta, 13 bilhões. Leia abaixo o custo dos desastres.

Enchentes
O prejuízo recorde, de 1,3 bilhão de dólares, coube aos Estados Unidos. O Peru e o Equador arcaram com 650 000 dólares, vindo a Bolívia em seguida, com 300 000.

Furacões
Causaram impacto bem menor. O Havaí pagou o maior preço, 230 000 dólares. Ao Taiti couberam 50 000. Os dois lugares ficam no Pacífico.

Secas
A Austrália perdeu 2,5 milhões de dólares. Vieram depois a África do Sul com 1 milhão, a Indonésia com 500 000, as Filipinas com 450 000. A América Central arcou com 600 000 dólares.

Confusões que os brasileiros já viram:
Uma alteração típica foi o aumento das chuvas na Região Sul, durante o mês de agosto. Já na Serra da Mantiqueira e no litoral da Bahia caiu menos água do que deveria. Os termômetros subiram, em geral, 2 ou 3 graus Celsius no leste de São Paulo, no nordeste de Goiás e no sul do Mato Grosso do Sul. No centro da Bahia e no sul do Piauí o tempo ficou até 3 graus mais fresco. Daqui para a frente, todos concordam que vai chover mais no Sul e menos no Nordeste. Também vai ficar mais frio no Sul e mais quente no Nordeste.

Jato antinordeste…
Correntes de jato são rios de ar que disparam a 12 000 metros de altura. Com o El Niño, uma delas bloqueia as frentes frias que normalmente criam as chuvas do Nordeste em fevereiro e março.

…E antisul
Na Região Sul, o bloqueio da corrente tem um efeito oposto. Ele trava as frentes frias sobre ela, provocando chuvas torrenciais e enchentes.

8743 – Novo telescópio da Nasa estuda atmosfera do Sol


A Nasa, agência espacial americana, divulgou as primeiras imagens do Sol feitas pelo telescópio IRIS (Interface Region Imaging Spectrograph, espectrógrafo de imagem de interface, em tradução livre), que orbita a Terra desde 27 de junho. O equipamento vai observar o Sol de maneira mais detalhada, principalmente a cromosfera, porção mais baixa da atmosfera da estrela, uma região ainda pouco conhecida pelos cientistas.
As primeiras imagens do IRIS mostram estruturas finas, com aparência fibrosa, que nunca haviam sido vistas antes. Segundo os pesquisadores, elas revelam a existência de grandes contrastes de densidade e temperatura na região.
O estudo da cromosfera, camada da atmosfera solar mais próxima de sua superfície, é importante para que seja possível entender o fluxo de energia dessa região para a corona, porção superior da atmosfera e com maior temperatura — ela é quase cem vezes mais quente do que a própria superfície do Sol, ultrapassando um milhão na escava Kelvin.
Transição
O telescópio também foi projetado para estudar a região de transição entre as duas camadas da atmosfera solar (cromosfera e corona). É nessa região que se formam os raios ultravioleta, que afetam o clima da Terra, e também os ventos solares, que podem afetar satélites e sistemas elétricos quando se aproximam do nosso planeta.
Para isso, o IRIS foi equipado com um telescópio ultravioleta e um espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso). Enquanto o primeiro obtém imagens em alta resolução, o segundo divide a luz solar em seus diversos comprimentos de onda e mede o quanto de cada um deles está presente. Por meio da análise dessas informações, é possível obter dados de velocidade, temperatura e densidade, essenciais para o entendimento de como a energia se move pela região.

“A qualidade das imagens e espectros que estamos recebendo do IRIS é incrível. Ainda temos muito trabalho pela frente para entender o que estamos vendo, mas a qualidade dos dados vai nos permitir fazer isso”, afirma Alan Title, integrante da equipe de pesquisadores do telescópio IRIS.
Previsões
A missão IRIS vai ajudar na compreensão do surgimento dos eventos meteorológicos em regiões espaciais próximas à Terra. Entender como a energia e a matéria solar se movem através da região de transição pode ajudar os pesquisadores a melhorar as previsões para os tipos de eventos que podem danificar tecnologias da Terra.

8722 – Planeta Gelado – Gelo, Vento e Temperaturas


Descobrindo o planeta

Geleiras em remotas eras deslisaram das altas montanhas, cobrindo boa parte das terras emersas. É as geleiras que se deve a abertura dos vales mais amplos do nosso planeta. Nos desertos, as rochas dilatam-se com o calor do sol durante o dia, para depois se contraírem bruscamente, quando após o por do sol, sobrevêm um frio intenso. As rochas não resistem a essa variação e fraturam, exatamente como se dá com um copo de vidro que recebe um líquido muito quente. O próproio ar, modela as rochas mais duras. A abrasão devida ao material transportado pelo vento causa desgastes consideráveis. É a erosão eólica.

8551 – Aquecimento global eleva frequência e intensidade de furacões


grafico ciclone

A mais detalhada simulação climática para ciclones tropicais feita até agora indica que o aquecimento global deve fazer com que esses eventos extremos sejam não apenas mais fortes mas também mais numerosos.
A estimativa foi feita pelo climatólogo Kerry Emanuel, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que agrupou dados de vários modelos de simulação distintos.
Num cenário pessimista –no qual não haja corte na emissão de CO2 e a temperatura da Terra suba até 4°C acima dos níveis anteriores à era industrial–, ciclones tropicais seriam de 10% a 40% mais frequentes no ano 2100.
E, para piorar, ambos os tipos regionais dessa categoria de tempestade –furacões e tufões– passariam a dissipar 45% mais energia, tornando-se mais destrutivos.
Como o planeta abriga cerca de 90 ciclones tropicais por ano, a projeção indica que no fim do século esse número possa subir para até 130.
A região mais afetada, segundo a simulação, será a porção asiática do Pacífico Norte, mas a mudança também será notável no Atlântico Norte e no Índico.
A ligação entre mudança climática e tempestades mais fortes está na temperatura da superfície dos oceanos. O aquecimento dessa água atua como combustível para os ciclones tropicais.
Os modelos matemáticos do clima levam em conta que oceanos quentes influenciam a formação de furacões e tufões. Emanuel calculou sua previsão agrupando dados de seis modelos diferentes, que não estavam entrando em acordo. Como essas simulações não tinham precisão suficiente para ver aspectos de escala menor (os olhos dos furacões, por exemplo), o cientista aplicou um método de “redução”, adaptando simulações globais para explicar fenômenos regionais.
Modelos de clima usados anteriormente já indicavam que os ciclones ficariam mais fortes com o aquecimento global, mas não conseguiam prever ainda se eles ficariam mais numerosos também.
Mas, com a melhora de precisão, o resultado ficou claro.
Segundo o pesquisador, os novos modelos de clima têm não apenas uma carga maior de dados mas também de uma “miríade” de pequenos ajustes nos modelos. Um estudo descrevendo o método está na edição desta semana da revista “PNAS”.
Apesar de a previsão ter sido aplicada a um cenário razoavelmente pessimista (subida de 4°C até 2100), algumas pesquisas começam a duvidar de que será possível evitar um aquecimento abaixo de 2°C, o limite tido como “perigoso” pelo painel do clima da ONU (Organização das Nações Unidas).

8296 – Joias do Antigo Egito foram feitas com ferro de meteorito


É o que diz uma pesquisa publicada na revista científica Meteoritics & Planetary Science. Ao analisar um colar de 5.300 anos de idade, pesquisadores descobriram que o metal empregado é proveniente de um meteorito.
Os cientistas analisaram a composição da joia e encontraram ferro e níquel em proporção equivalente à de um meteorito. A hipótese de que o material caiu do céu foi confirmada com a identificação de uma estrutura conhecida como padrão de Widmanstattën, formado por linhas características da lenta cristalização de ferro e níquel no interior dos asteroides que dão origem aos meteoritos.
Por meio de tomografia computadorizada, os cientistas conseguiram também construir um modelo tridimensional da estrutura da joia e descobriram como ela foi fabricada, milênios antes da mais antiga evidência de derretimento de ferro, que data do século 6 a.C. Os antigos egípcios martelaram um pedaço de ferro de um meteorito até que ele se transformasse em uma pequena placa, que depois foi embutida no colar.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ASTEROIDE, METEORITO E METEORO?
Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

A peça analisada faz parte de um conjunto de nove contas de colar encontradas em 1911, dentro de uma tumba do cemitério de Gerzeh, localizado a aproximadamente setenta quilômetros ao sul do Cairo, no Egito. A sugestão de que as peças seriam originárias de meteoritos surgiu em 1928, quando um estudo observou a presença de níquel nas contas. Até hoje, porém, não existiam indícios mais fortes que pudessem sustentar a hipótese.
A localização dos objetos de ferro antes do século 6 a.C. é restrita aos túmulos de pessoas que ocupavam as posições mais altas da sociedade egípcia. “O ferro era fortemente associado à realeza e ao poder”, explica Diane Johnson, cientista de meteoritos da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido, em entrevista ao site da revista Nature.

O Antigo Egito
ANTIGO IMPÉRIO (3200-2100 a.C.): O período começa com a unificação de diversas tribos e clãs em um estado único, dominado por um faraó, que, além de ter o poder político, também é considerado um deus. Tido como a primeira era de florescimento consolidado da civilização egípcia, o Antigo Império é conhecido como a época das pirâmides, onde eram sepultados os faraós. São erguidas as famosas pirâmides de Gizé.

IMPÉRIO MÉDIO (1975-1640 a.C.): Depois do antigo império, uma série de revoltas acontecem para tentar diminuir o poder dos faraós, dando início a um período de fragmentação política. O poder central volta a ser concentrado no Império Médio, tendo como novo centro a cidade de Tebas. O Egito passa por um momento de estruturação. Não acontecem grandes expansões territoriais. Os faraós mantêm relações diplomáticas com outros reinos na atual Turquia, Síria e Palestina. No campo social, é no Império Médio que o ritual de mumificação deixa de ser um privilégio exclusivo dos faraós e passa a ser adotado também por cidadãos de posses.

IMPÉRIO NOVO (1550-1070 a.C.): É o momento em que o Egito vive uma grande expansão territorial e se beneficia do desenvolvimento da arte e da economia. No Império Novo, o Egito controla boa parte do mundo conhecido à época, uma área que vai do atual Sudão ao começo da Síria. Reinam alguns dos mais famosos faraós, como Akhenaton, Tutankhamon, Seti I e Hamsés II. Depois desse apogeu, o estado egípcio começa a se enfraquecer e é invadido por outros povos, como os persas.

ÉPOCA GREGA (332-30 a.C.): O domínio grego começa com a invasão do Egito por Alexandre, o Grande, e a expulsão dos persas. Após a morte de Alexandre, seus vastos domínios foram divididos entre seus generais, passando o governo do Egito para Ptolomeu. O centro de poder muda de Tebas para Alexandria e o Egito vive um período de grande desenvolvimento científico e econômico. Elementos da vida grega, inclusive seus deuses, passam a conviver com a cultura egípcia. O último descendente de Ptolomeu no controle do Egito foi Cleópatra VII, famosa rainha amante dos generais romanos Júlio César e Marco Antônio. Após ser derrotada por Otaviano, futuro imperador Augusto, ela se suicidou.

8166 – Plantas “reagem” ao aquecimento global e lançam gases que ajudam a moderar a temperatura


Já se previa que as temperaturas cada vez mais altas ao redor do globo poderiam fazer com que as plantas liberassem uma quantidade maior de gases, aumentando a formação de nuvens e esfriando a atmosfera. Eles só não sabiam qual era o tamanho exato desse efeito na compensação do aquecimento global. Um novo estudo publicado neste domingo na revista Nature Geoscience mostra que o vapor emitido pelas plantas realmente contribui para diminuir as temperaturas, mas de forma pouco intensa em escala global. O efeito é mais forte em regiões próximas a grandes florestas e distantes das cidades. “As plantas, ao reagir com as mudanças na temperatura, passam também a moderá-las”, diz um pesquisador da Universidade de Helsinque, na Finlândia, e autor do estudo.
Pesquisa anteriores já haviam mostrado que algumas partículas emitidas na atmosfera — chamadas aerossóis — podem esfriar o clima na Terra ao refletir a luz solar e ao contribuir para a formação de nuvens, que refletem a luz de modo ainda mais eficiente. Os efeitos dos aerossóis emitidos pelas plantas, no entanto, ainda não haviam sido completamente entendidos. Os pesquisadores sabiam que eles poderiam reagir com outros aerossóis na atmosfera, criando partículas maiores e mais refletivas, mas não conseguiam provar sua existência em larga escala.
Na pesquisa atual, os cientistas coletaram dados de onze locais diferentes ao redor do mundo, medindo a concentração de aerossóis no ar, a emissão de gases pelas plantas, a temperatura e até a camada onde os gases reagem com as partículas na atmosfera. Como resultado, eles mostraram que esses gases realmente ajudam a diminuir as temperaturas no longo prazo e em escalas continentais — um efeito que é conhecido como feedback negativo.
Segundo o estudo, o efeito desse aumento na emissão de gases é pequeno em escala planetária, evitando apenas 1% do aquecimento global. Em escalas regionais, o efeito observado é maior, com redução de até 30% do aquecimento em áreas rurais e próximas às florestas. “Isso não nos salva do aumento nas temperaturas do planeta. O efeito dos aerossóis no clima é uma das grandes incertezas nos modelos climáticos. Entender esse mecanismo pode ajudar a reduzir essas incertezas e a fazer modelos melhores”, diz Paasonen.