14.039 – Se tem água, tem vida – Reserva gigantesca de água é descoberta em Marte


nasa-viagem-marte
Água no Planeta Vermelho! O líquido congelado foi encontrado abaixo da superfície do polo norte de Marte. Um grupo de cientistas detectou a enorme quantidade de água usando um radar capaz de penetrar no solo marciano. Para se ter uma ideia da quantidade, é tanto gelo que, se derreter e subir para a superfície, pode deixar boa parte do planeta submerso. A descoberta é uma espécie de depósito de múltiplas camadas de gelo que está misturado com areia e se formou ao longo de centenas de milhões de anos. A descoberta pode ser o terceiro maior reservatório de água no planeta vermelho, juntamente com outras duas camadas de calotas polares. Toda essa água em Marte pode favorecer a ideia dos humanos de colonizar o planeta. Pode ser exatamente isso que os cientistas estavam esperando para iniciar uma missão.

12.512 – Estudo sugere que megatsunamis teriam “esculpido” Marte


marte nasa2
Um novo estudo sugere que Marte passou por pelo menos dois megatsunamis, num passado remoto, quando o planeta era supostamente selvagem e possuía água em abundância.
O trabalho, publicado na última quinta na revista Scientific Reports, aponta para a evidência geológica de dois tsunamis – cada um ocorrido há, aproximadamente, 3,4 bilhões anos, com o intervalo de poucos milhões de anos entre eles. Os pesquisadores acreditam que as ondas gigantes foram desencadeadas pelos impactos de asteroides. Vale lembrar que neste período, a vida estava apenas começando na Terra.
Os investigadores liderados por Alexis Rodriguez, do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, no Arizona, acreditam que os tsunamis ocorreram por causa de algumas marcas costeiras encontradas. Rodriguez e sua equipe traçaram os pontos de origem das ondas gigantes, a parir de duas crateras, de cerca de 30 quilômetros de diâmetro cada. As conclusões são baseadas em mapeamentos geológicos que podem oferecer novas pistas para a busca por vida em Marte.
De acordo com o estudo, os tsunamis cobriram as planícies do norte do planeta, redefinindo radicalmente as bordas dos antigos mares de Marte.
As ondas gigantes teriam em média em torno de 50 m de altura, mas poderiam atingir até 120 m (o equivalente a um prédio de 30 andares). Os dois tsunamis submergiram áreas do tamanho da França e da Alemanha juntas.
Nem todos os cientistas concordam com o estudo. Outros pesquisadores argumentam que os indícios encontrados também podem caracterizar algum outro tipo de fenômeno antigo e não exclusivamente tsunamis.

10.826 – Astronomia – Chegaram as águas de Marte


marte
Dados colhidos por uma espaçonave da Nasa confirmam que fluxos de água salobre escorrem pela superfície de Marte todos os verões. O achado aumenta dramaticamente a possibilidade de que exista, ainda hoje, alguma forma de vida no planeta vermelho.
O estudo, liderado por Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta, acaba de ser publicado online pela revista científica “Nature Geoscience”. A Nasa também preparou uma entrevista coletiva para anunciar os resultados. Aliás, muita gente passou o fim de semana roendo as unhas depois que a agência espacial americana anunciou que um “grande mistério marciano” seria solucionado nesta segunda-feira.
O tal mistério é conhecido entre os especialistas pela sigla RSL (recurring slope lineae, ou linhas recorrentes de encosta). São faixas estreitas que aparecem na borda de algumas crateras e em algumas montanhas de forma sazonal — crescendo e se aprofundando no verão e depois suavizando e sumindo durante o inverno. (O ano marciano tem 687 dias terrestres, de forma que as estações duram lá praticamente o dobro das nossas aqui.)
Descobertas em 2011 pelas imagens do poderoso satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), essas linhas recorrentes sempre pareceram evocar a presença de água. Que outro mecanismo poderia produzi-las? Tanto o fato de serem sazonais, como sua aparência e a coincidência com os períodos mais quentes (em alguns momentos atingindo temperaturas acima de 0 graus Celsius, o que para Marte é um calorão) pareciam apontar para água.
DE ONDE VEM A ÁGUA?
Esse é o fim de um mistério, mas também é o começo de outro. Se agora já sabemos — tão certamente quanto se pode determinar da órbita marciana — que a água flui todo verão nessas ranhuras, ainda não temos a mais vaga ideia de onde o líquido está indo.
Algumas hipóteses estão na mesa. Pode ser gelo, sob o solo, que derrete no verão. Note-se que a presença de sais na água reduz significativamente o ponto de congelamento, tornando mais fácil sua transição para o estado líquido. Ainda assim, os cientistas acham improvável que o gelo possa estar tão perto da superfície em regiões equatoriais.
Alternativamente, eles evocam a possibilidade de algum aquífero subterrâneo, mas também é uma ideia meio estranha. Por fim, há a perspectiva de que a água se forme a partir da atmosfera — vapor d’água que se condensa em torno dos sais e produz as ranhuras. “É concebível que as RSL estejam se formando em partes diferentes de Marte por mecanismos de formação diferentes”, apontam os cientistas. Em essência, um jeito chique de dizer que eles não sabem ainda como a coisa funciona.

11.220 – Pesquisadores da NASA descobrem um extinto oceano marciano, muito maior que o atual Oceano Ártico


marte cometa
Cientistas da NASA divulgaram suas conclusões sobre a análise das geleiras e dos dados atmosféricos do planeta Marte. De acordo com um comunicado da entidade espacial, há 4.300 milhões de anos o planeta vermelho abrigou um oceano imenso, com um volume de água maior que o do Ártico.
“Nosso estudo estima o volume de água que Marte possuía e aquele que se evaporou para o espaço posteriormente”, explicou o cientista Gerónimo Villanueva. A análise foi baseada em dados fornecidos por três telescópios especializados, capazes de diferenciar os indícios de dois tipos de água presentes na atmosfera marciana: água pesada e água semipesada, cujas moléculas possuem um átomo de hidrogênio deslocado pelo isótopo deutério (HDO).
Dessa forma, após análises exaustivas do nível desses dois tipos de água, os especialistas conseguiram calcular os volumes do elemento líquido que existiria em Marte se não tivessem evaporado para o espaço. Segundo o estudo, atualmente, Marte conserva somente 13% da sua água original em geleiras. Há 4.300 milhões de anos, o planeta possuía um oceano cuja extensão cobria 19% do seu território, com regiões onde a profundidade da água alcançava mais de 1,6 km – número que supera o tamanho atual do Oceano Ártico.

11.183 – Marte pode ter tido mais água do que o Oceano Ártico


Esse pode ter sido Marte há alguns bilhões de anos – novas evidências sugerem que o planeta vermelho podia ter mais água do que o Oceano Ártico.
Na revista Science, cientistas publicaram um artigo que levanta a possibilidade de que Marte tinha água suficiente para cobrir toda a sua superfície, há 4,5 bilhões de anos. Essas conclusões foram baseados na análise da crosta de Marte, que tem um local aparentemente ‘marcado’ por um oceano nas suas planícies norte. Esse oceano cobriria 20% do nosso vizinho.
Durante seis anos, pesquisadores da Nasa usaram três grandes telescópios no Chile e no Havaí para comparar a diferença na quantidade de moléculas de água na atmosfera de Marte entre suas estações. Nessa atmosfera existe H2O, nossa velha conhecida e HDO, que ocorre quando um dos átomos de hidrogênio é substituído por um isótopo chamado deutério.
Essa molécula com deutério age de forma diferente da água normal, por causa de seu peso. O hidrogênio da água pode se vaporizar e ‘ir embora de Marte’. Mas o deutério é mais pesado e ficaria para trás.
Como em suas calotas polares, Marte apresenta muito deutério, cientistas suspeitam que ele perdeu uma grande quantidade de água. O que isso muda? Os dados indicam que o planeta era úmido e habitável por um tempo maior do que foi estimado antes.
Mas o que aconteceu com a água? Pesquisadores acreditam que a atmosfera marciana decaiu há alguns bilhões de anos, perdendo o calor e a pressão necessária para manter a água em sua forma líquida. Então o oceano se condensou e apenas 13% dele ainda está lá, em forma de calotas de gelo ainda visíveis:

marte nasa2

9679 – Dez anos da exploração em Marte mostram que ambiente quente e úmido pode ter abrigado vida


marte-dunas

Algumas das rochas mais antigas estudadas pela sonda robótica Opportunity demonstram que, há cerca de 4 bilhões de anos, Marte tinha um ambiente úmido e quente, condições favoráveis o bastante para abrigar vida. A revelação está na edição especial da revista Science, publicada nesta sexta-feira em homenagem aos dez anos da aterrisagem das sondas Opportunity e Spirit no planeta.
A edição revisa as descobertas da década e mostra como a análise dos últimos minerais coletados pela missão confirmou que Marte possuía um ambiente menos inóspito do que o atual – o planeta é hoje frio e seco. “Essas rochas são as mais antigas já examinadas na missão e revelam condições mais favoráveis para a vida microbiana do que qualquer outra evidência examinada antes pelas investigações com a Opportunity”, afirma Ray Arvidson, cientista da Universidade de Washington e um dos principais envolvidos na missão.
As últimas pesquisas encontraram os mais antigos vestígios de água documentados pela Opportunity. Além disso, a geoquímica das rochas de 4 bilhões de anos indicaram a existência de depósitos aquosos que provavelmente abrigaram vida. “Se em algum momento houve vida no planeta, então esse teria sido o barro de onde ela veio”, afirmou o cientista brasileiro Paulo de Souza, colaborador da missão desde o início de sua operação.
Essas evidências mostram que algumas das rochas coletadas pela Opportunity foram formadas em locais menos ácidos que favorecem a vida microbiana. “Quanto mais exploramos Marte, mais interessante ele se torna. Estamos encontrando outros lugares em que o planeta revela ser mais quente e úmido e isso nos motiva a procurar ainda mais evidências de vestígios de vida ali”, afirma Michael Meyer, cientista que lidera o programa de exploração de Marte da Nasa.
Em 2003, a Nasa lançou as missões Spirit e Opportunity para explorar Marte. Elas pousaram no planeta no ano seguinte, com a previsão de explorá-lo por noventa dias. Há dez anos a Opportunity realiza missões em Marte, enquanto a Spirit teve atividades encerradas em 2011. Juntas, fizeram importantes descobertas sobre o passado do planeta.

9270 – Marte – Passado Aquático


Foi o que mostrou um recente vídeo da NASA
A Nasa deve lançar sua mais nova sonda em direção a Marte: a Maven. Ela vai orbitar o planeta em busca de informações sobre sua atmosfera, analisando como mudanças em sua composição afetaram o clima marciano no decorrer de sua história. Como preparativo para a missão, a agência espacial divulgou um vídeo mostrando como seria o clima do planeta no passado — ameno e com abundante água líquida em sua superfície — em comparação com o presente frio e seco.
Os cientistas estimam que, há bilhões de anos, Marte deveria possuir um clima mais quente e uma atmosfera mais espessa do que hoje, capaz de armazenar oceanos de água líquida. Era, em suma, um ambiente muito mais propício à vida. Hoje, o planeta possui uma atmosfera muito mais rarefeita, na qual a baixa temperatura e pressão atmosférica fazem com que a água só possa existir nos estados sólido e gasoso — passando de um estado para outro diretamente.
As provas desse passado líquido, no entanto, são abundantes. “Existem canais na superfície do planeta que, assim como na Terra, são consistentes com uma erosão superficial causada por fluxos de água. Os interiores de algumas crateras possuem bacias, sugerindo a presença de lagoas, com alguns canais que sugerem o fluxo de água para dentro e fora da cratera. Alguns minerais presentes na superfície só podem ser produzidos na presença de água líquida, como hematita e argila”, diz Joseph Grebowsky, pesquisador do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa e integrante da missão Maven.
O vídeo divulgado nesta quarta-feira mostra justamente a transição de Marte a partir desse passado úmido para o presente seco, enquanto sua atmosfera se torna cada vez mais rarefeita. Ao final, ele mostra a sonda Maven chegando ao planeta, com objetivo de investigar, justamente, o que provocou essa mudança.

marte-passado

9002 – Marte – Robô Curiosity encontra água em solo marciano


Robô Curiosity
Robô Curiosity

A primeira amostra do solo marciano analisada pelo robô Curiosity revelou a existência de água na superfície do planeta. Segundo dados publicados nesta quinta-feira na revista Science, cerca de 2% do material coletado é composto por água. Também foram encontrados dióxido de carbono, oxigênio e compostos de enxofre.
O Curiosity pousou em Marte no dia 6 de agosto de 2012, tendo como principal objetivo descobrir se Marte pode ter abrigado vida. É o primeiro robô enviado ao planeta carregando um equipamento para recolher e analisar amostras de solo e de rochas. Na descoberta da água, foi usado o Analisador de Amostras em Marte (Sam, na sigla em inglês).
“Combinando as análises de água e compostos químicos do Sam com dados mineralógicos, químicos e geológicos de outros instrumentos do Curiosity, temos a informação mais abrangente já obtida sobre a superfície de Marte. Esses dados aumentam nosso conhecimento sobre os processos da superfície e a ação da água em Marte”, afirmou Paul Mahaffy, principal pesquisador do Sam.
Os cientistas utilizaram uma espécie de pá acoplada ao Curiosity para coletar amostras do solo de uma região arenosa conhecida como Rocknest. Uma parte do material foi colocada dentro do Sam, que fica na “barriga” do robô, onde foi aquecida a 835 graus Celsius.
“Os principais gases liberados durante os testes foram água (cerca de 2% do peso da amostra), gás carbônico, oxigênio e dióxido de enxofre. A água é particularmente interessante: é um recurso para futuros exploradores”, afirma Laurie Leshin, pesquisadora do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo que analisou os dados coletados pelo SAM. A água se encontrava ligada quimicamente às partículas do solo, em estado sólido, e se transformou em vapor ao ser aquecida para o estudo.
O Sam também descobriu isótopos de hidrogênio e carbono semelhantes aos encontrados na atmosfera de Marte, analisada anteriormente pelo Curiosity. Isso indica a existência de uma grande interação entre a superfície do solo e a atmosfera. “Os isótopos tendem a apoiar a ideia de que, ao se mover ao redor do planeta, a poeira reage com alguns dos gases da atmosfera”.
As análises feitas pelo Sam também revelaram compostos orgânicos, mas os pesquisadores não acreditam que sejam de origem marciana. “Acreditamos que compostos orgânicos não ficam preservados na superfície, pois ela é exposta a radiação e oxidação. De acordo com a pesquisadora, os resultados podem ter implicações para os futuros exploradores de Marte. “Nós sabemos que deve existir água abundante e de fácil acesso em Marte. Quando enviarmos pessoas para lá, elas poderão cavar o solo em qualquer lugar da superfície, aquecê-lo um pouco e obter água”, completa.

8367 – Astronomia – Está provado: Havia água em Marte


Rios volumosos já correram sob o céu amarelo de Marte, e não faz muito tempo. A sonda americana Mars Global Surveyor revelou 150 fotografias com paisagens que se parecem muito com a dos rios terrestres. Não há uma gota aparecendo nas imagens, mas os vales observados só podem ter sido cavados por uma corrente de algum líquido, muito provavelmente água. O rio fluía até há alguns séculos, no máximo poucos milênios. Se fossem mais velhos, algum meteoro já teria destruído os vales.
Os vales encontrados no planeta se dividem em três regiões.
Esta é a região em que as correntes subterrâneas atingiram a superfície. O fluxo da água que chegava com força ao local cavou este buraco.
Estes são os canais. Algum líquido correu por aqui porque o leito é sinuoso e serpenteia dos lugares mais altos para os mais baixos.
Aqui o líquido congelou com o frio de 60 graus negativos. O que sobrasse evaporaria porque não há atmosfera para manter as moléculas de H2O juntas. Elas escapariam e virariam gás.

8165 – Ação do vento, e não da água, pode ser responsável pela formação de montanha em Marte


Monte Sharp em Marte
Monte Sharp em Marte

O Monte Sharp, montanha de 5,5 quilômetros de altura em Marte, pode ter se formado a partir da ação do vento, e não da água, como se pensava anteriormente. Para chegar a essa hipótese, pesquisadores da Universidade de Princeton e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, analisaram os ventos do planeta vermelho na região da Cratera Gale, no centro da qual está o Monte Sharp. A hipótese da formação dessa montanha a partir de sedimentos acumulados em um lago é uma das principais razões pela qual a sonda Curiosity pousou em Marte perto deste local, em agosto de 2012: para estudar se o planeta teve condições de abrigar vida.
“Nosso trabalho não refuta a existência de lagos na Cratera Gale, mas sugere que os sedimentos que formaram o Monte Sharp foram depositados principalmente pela ação do vento”, afirma Kevin Lewis, um dos autores do estudo e integrante da equipe de cientistas envolvidos com a sonda Curiosity. O estudo foi publicado na edição de maio da revista Geology.
Análises – No estudo, foram utilizadas imagens de satélite da Cratera Gale captadas pela câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Os autores analisaram os detalhes topográficos do Monte Sharp e dos territórios ao redor e descobriram que as camadas que formam a montanha não se acumularam de forma horizontal e nivelada, como aconteceria com sedimentos depositados em um lago. Em vez disso, as partículas formaram um incomum padrão radial.
Os pesquisadores criaram um modelo de computador para testar como os padrões de circulação do vento podem ter afetado a deposição de sedimentos e erosão em uma cratera como a de Gale. Eles descobriram que a entrada e saída constante dos ventos pode ter limitado a deposição perto das bordas da cratera, ao mesmo tempo em que formou uma montanha no centro dela.
De acordo com os autores, as camadas mais altas do Monte Sharp ficam acima das bordas da cratera em diversos pontos. Como a Cratera Gale se localiza nas terras baixas no norte de Marte, se ela tivesse sido preenchida por água até a altura do Monte Sharp, todo o hemisfério norte do planeta teria sido alagado.
Análises do solo realizadas pela sonda Curiosity vão ajudar a determinar a natureza do Monte Sharp e do clima de Marte. Erosões pelo vento dependem de fatores específicos, como o tamanho das partículas que serão carregadas, então as informações obtidas pelo robô Curiosity vão ajudar a descobrir, por exemplo, a velocidade dos ventos em Marte. Na Terra, os sedimentos acumulados precisam de um pouco de umidade para se transformarem em rocha. Para Lewis, será interessante descobrir como as camadas do Monte Sharp se mantêm unidas e como a água pode estar envolvida nesse processo.

7937 – Novos canais de erosão são encontrados em cratera marciana


marte cratera

Uma câmera de alta resolução voando a bordo da missão Mars Reconnaissance Orbiter, que está mapeando a superfície marciana, captou uma imagem fantástica de canais de erosão em uma cratera marciana.
Canais como esse são encontrados em muitas crateras presentes nas latitudes médias de Marte. Mudanças nos canais vêm sendo observadas em imagens desde 2006 e estudar tais atividades tornou-se uma prioridade da nova missão. Vários exemplos de novos depósitos em canais são agora conhecidos.
A imagem mostra um novo depósito na cratera Gaza e foi tirada durante a primavera no sul do planeta, mas o fluxo que forma o depósito ocorreu no inverno anterior.
A atividade dos canais parece ser concentrada no inverno e começo da primavera, e pode ser causada pelo movimento sazonal do dióxido de carbono congelado que é visível nos canais no inverno.